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Dor nas costas? Carlo Guaragna, ícone do yoga, ensina 8 exercícios para aliviar o desconforto

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a dor nas costas e lombar é o problema de saúde mais comum entre os cidadãos brasileiros e atinge mais de 16% da população. Uma rotina de trabalho pesada, passar muitas horas em frente ao computador, sentar de qualquer jeito para trabalhar ou para assistir televisão, e até mesmo dormir na posição incorreta, tudo isso pode causar dores ou lesões na coluna.

Carlo Guaragna, professor de yoga e meditação que virou sucesso na web com seus conteúdos didáticos, fala sobre como uma boa postura pode ser crucial para evitar problemas:   “Vivemos em uma sociedade que preza pelo imediato e o modo automático. Passamos horas no celular, no computador, convivendo com a correria e com a pressão do dia a dia. Isso tudo gera tensões corporais e físicas, ansiedade e estresse. Os exercícios físicos podem ajudar a combater essas dores – como é o caso do yoga, que alonga os músculos, relaxa o corpo e proporciona assim mais flexibilidade e uma maior consciência corporal”.   

Carlo afirma que para melhorar as dores, principalmente na região lombar, é preciso fortalecer o abdômen e os glúteos. Segundo ele, ao alinhar essas duas áreas, o corpo passa a ter um encaixe melhor, o que diminui a sobrecarga do local: “O alongamento da região dos quadris também vai ajudar a encontrar uma estabilidade maior do seu corpo para que não se tenha esse tipo de dor.”   

O instrutor ensina oito exercícios, simples e eficientes, que podem ser feitos em qualquer lugar e que irão ajudar muito quem sofre com o problema:   

Fortalecimento de glúteos   Exercício 1:   Deite no chão com o tórax para cima e com os pés separados. Contraindo os glúteos, mantenha suas mãos no chão e eleve o quadril. Volte para a posição inicial e repita o movimento.
Crédito: Divulgação
 
Exercício 2:
Repita o exercício anterior, porém na variação com as plantas dos pés unidas.
Crédito: Reprodução Instagram 
Exercício 3
Sente-se sob seus joelhos, apoie as mãos atrás do corpo, logo após seus pés e, contraindo os glúteos, eleve os quadris. Sustente a posição e retorne ao ponto inicial. 
Crédito: Reprodução Instagram
Exercício 4:
Coloque-se de pé com um afastamento de 5 palmos entre as pernas. Flexione o joelho da frente e deixe o tronco cair em direção ao solo, mantendo os braços esticados em direção ao chão. Retorne estendendo a perna da frente e voltando o tronco à posição inicial. Repita o movimento 9x para cada lado.
Crédito: Reprodução Instagram
Fortalecimento do abdômen  
Exercício 5:
Deitado no chão com o tórax para cima, aproxime as pernas dobradas ao abdômen – em posição fetal – e levante a cabeça e o tórax. Aqui, a ideia é tentar encostar a cabeça lá no joelho. Retorne à posição inicial e repita o movimento.
Crédito: Reprodução Instagram
Exercício 6:
Deite no chão de barriga para cima e mantenha suas pernas esticadas em um ângulo de 90 graus com seu corpo. Levante o tronco tentando tocar as suas mãos nos pés. Sustente a posição por alguns segundos, retorne ao início e repita o exercício.
Crédito: Reprodução Instagram
Exercício 7: 
Ajoelhe-se sob o joelho direito e mantenha a perna esquerda flexionada à frente. Eleve seu braço direito acima da cabeça e deixe o tronco cair lateralmente para o lado esquerdo, alongando a região lateral direita.
Crédito: Reprodução Instagram
Exercício 8:
Sente-se sob os seus joelhos e relaxe o tronco à frente. Caminhe com as mãos para o lado esquerdo, sentindo alongar a região direita da lombar. Mantenha alguns segundos e depois compense fazendo o mesmo para o outro lado.
Crédito: Reprodução Instagram
Apesar dessas posições ajudarem a aliviar as dores, Carlo faz um alerta: “Essa série não é uma cura para doenças crônicas. Se você estiver sentindo dores mais intensas, isso pode ser alguma disfunção cervical e, nesses casos, procure a ajuda de um médico especializado para auxilia-lo”.       
 Saiba mais sobre Carlo Guaragna
Foto: Mariel Fabris
Carlo Guaragna, 31 anos, fez do yoga um caminho de autoconhecimento. Formado em administração pela ESPM, o porto-alegrense trabalhou em diversas profissões, desde vendedor até administrador de lojas, mas não conseguia encontrar um propósito nessas funções. Até que aos 20 anos, cansado de não saber quem realmente era, no meio da influência da família, amigos e personalidades, encontrou no yoga mais do que uma meditação ou alongamento: um estilo de vida.    Hoje, com mais de 10 anos no yoga, tendo formado mais de 500 professores e com 15 mil alunos, Carlo tem passado adiante todo o aprendizado e conhecimento que adquiriu ao longo de todos esses anos nas redes sociais, onde conta com mais de 188 mil seguidores no Instagram e mais de 71 mil inscritos no seu canal do YouTube.  
Informações: Carlos Guaragna   – Instagram    

Especialista da AACD alerta para o aumento de casos de afastamentos do trabalho por dor na coluna

Condição pode ocorrer em diferentes fases da vida devido ao sedentarismo, sobrecarga, circunstâncias laborais ou mesmo predisposição genética

A dor na coluna, que pode atingir as regiões cervical, dorsal e lombar, tem um potencial incapacitante importante e ganhou especial atenção com a adesão ao trabalho remoto em certos setores, desde o início da pandemia de Covid-19. “É uma das principais doenças ocupacionais e tem uma morbidade bem prevalente na população em geral mesmo não estando relacionada ao trabalho”, alerta Marcelo Ares, coordenador da fisiatria do Hospital Ortopédico da AACD.

Dados do Ministério do Trabalho de 2021 mostram que a dor na coluna ou mesmo costas é considerada o segundo motivo de afastamento do trabalho no país e está entre as doenças que mais acometem trabalhadores no Brasil, bem como foi responsável por mais de 55 mil pedidos de afastamento de trabalhadores entre janeiro e julho de 2021 por doenças ocupacionais de origem ortopédica no ano.

“A dor nas costas é um problema mundial, mas é possível minimizar o impacto, quer seja social, econômico e emocional, mediante o diagnóstico e tratamento corretos. Sabemos que pode aparecer em qualquer idade, mas as causas são diferentes e podem estar relacionadas a hábitos, posturas inadequadas, trabalho e faixa etária”, explica o especialista.

Ele explica ainda que, apesar de ser bastante comum, alguns sinais de alerta devem ficar no radar porque podem indicar problemas mais graves. É preciso estar atento se a dor desperta o paciente durante a noite, quando se espalha para braços ou pernas, se ocorre em pacientes que já tiveram doenças como o câncer e se atinge crianças ou adolescentes.

Repouso nem sempre é indicado

Ares alerta para o mito de que interromper atividades e buscar o repouso absoluto sejam a melhor forma de tratar ou evitar a dor na coluna. Segundo ele, o afastamento prolongado não proporciona benefícios ao paciente porque, dependendo do diagnóstico e tratamento, pode ser melhor voltar ao movimento o mais rápido possível. Com o tratamento adequado, o paciente pode praticar exercícios e ainda aprender, da forma correta, a carregar mochilas, se virar e levantar, pegar e carregar pesos e definir a altura e o posicionamento do travesseiro.

Como prevenção, ele lembra que as principais orientações são: praticar atividades físicas, estar atento à postura corporal e à ergonomia de trabalho e evitar o estresse nas articulações por sobrecarga ou por inatividade, que causa o enfraquecimento muscular.

Fonte: AACD

Lombalgia: confira 5 dicas para viver sem dor

Especialista em reumatologia ressalta práticas importantes para amenizar a dor que, segundo a OMS, afeta 80% da população e pode ter diferentes causas

A lombalgia, popularmente conhecida como “dor nas costas” pode ter diferentes causas, das mais simples até as mais complexas, assim como seu prognóstico. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a dor lombar é a segunda maior causa da busca por consultórios médicos por pacientes. O que representa que de cada dez pessoas, oito terão dores nas costas ao longo da vida.

Apesar de na maioria das vezes as dores não terem uma causa especifica e serem de fácil resolução, como melhorar a postura, é preciso ficar alerta aos sinais, pois podem ser sintomas de doenças reumáticas crônicas, tais como a atrite, artrose e espondilite anquilosante, uma doença inflamatória e autoimune causada por fatores genéticos e externos. Também é importante saber que a lombalgia, proveniente de doenças reumáticas, pode aparecer em indivíduos jovens (habitualmente antes dos 45 anos).

Para a especialista da Cobra Reumatologia, Luiza Fuoco um dos maiores problemas em boa parte da população sofrer com desconfortos constantes é a automedicação continuada com analgésicos, anti-inflamatórios ou relaxantes musculares, bem como a negligência em buscar um diagnóstico correto. Principalmente em casos de idosos, que pensam que a dor é parte da idade. Para ressaltar quais sintomas são considerados distintos e merecem avaliação médica e indicar formas de se amenizar a dor, a médica elaborou uma lista com cinco dicas úteis para se entender a problemática.

  • Embora as dores possam variar de intensidade, quando elas afetam a rotina do indivíduo e limitam suas atividades diárias é preciso procurar ajuda médica. Se as dores persistirem por mais de quatro semanas, temos um sinal de atenção. Se há perda de movimento e deformidades nas articulações então, é imprescindível que se procure um reumatologista urgente, pois as dores podem começar nas costas, mas afetam outros órgãos em caso de doenças reumáticas.
  • Automedicação nunca é indicado, nem em casos em que a dor seja de leve intensidade. A não ser que você tenha dormido de mau jeito, tenha sofrido uma pancada ou feito exercícios físicos, a dor não é normal e não deve ser tratada sem diagnóstico e indicação médica.
  • Para prevenir a lombalgia é muito importante manter uma vida saudável com prática de atividades físicas, alongamentos, manter uma boa postura e evitar hábitos que possam sobrecarregar a coluna, tais como carregar muito peso, ou mesmo esforços continuados.
  • Quando as dores começarem é imprescindível que o repouso seja em uma posição confortável, podem ser realizadas compressas no local da dor e também é possível integrar medicina complementar como sessões de massoterapia, acupuntura e relaxamento.
  • O emocional também afeta muito, quando a pessoa está com muito trabalho, ou até mesmo deprimida, a tensão muscular também aparece, causando dor, por isso, também é necessário cuidar da saúde mental.
  • Busque se informar por fontes confiáveis, infelizmente vivenciamos uma nova era que pouco se atenta à veracidade das informações. Portanto, é imprescindível que os conteúdos sobre saúde sejam disponibilizados por médicos ou especialistas.

Para maior entendimento da problemática, de todas as causas comuns de dores agudas e crônicas, e uma ampla análise sobre os diagnósticos e tratamentos – para cada tipo de dor, e outros pontos muito importantes, e pouco comentados, tais como; quais especialidades médicas estão envolvidas, cuidados com rotina, avaliação, medicamentos e cirurgias, a Cobra Reumatologia disponibiliza gratuitamente o e-book “Dor nas costas”. A publicação que pode ser baixada pelo site da clínica é uma parceria com a editora KPMO Cultura e Arte.

Fonte: Luiza Fuoco é especialista da Clínica de Reumatologia Cobra Reumatologia, graduada em medicina pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro e doutora pela Faculdade de Medicina da USP.

Dor nas costas: e-book gratuito explica tudo sobre o tema

A Cobra Reumatologia, em parceria com a editora KPMO Cultura e Arte, lança e-book gratuito e exclusivo com informações completas sobre todos os tipos de dores que podem acometer a coluna, fator estimado pela OMS como um dos mais incapacitantes do planeta

A Cobra Reumatologia, referência há mais de 75 anos no tratamento de doenças reumáticas, em conjunto com a editora KPMO Cultura e Arte, lançam o e-book exclusivo e gratuito “Dor nas costas”.

O livro organizado pela editora, faz parte da Coleção Cobra Reumatologia, uma série de produções que visa distribuir conteúdos confiáveis na área da saúde, diante de uma nova era que por vezes não se atenta à veracidade da informação.

Com uma narrativa bastante didática, a autora, doutora Luiza Fuoco – especialista da clínica e membro da comissão de Artrite Psoriásica na Sociedade Brasileira de Reumatologia, apresenta todas as partes da coluna, os níveis de preocupação que os leitores devem ter em relação as dores nas costas, bem como as causas mais comuns de dores agudas e crônicas, entre outros pontos importantes que devem ser levados em consideração para se compreender a problemática.

O e-book também faz uma ampla análise sobre os diagnósticos e tratamentos – para cada tipo de dor, e outros pontos muito importantes, e pouco comentados, tais como; quais especialidades médicas estão envolvidas, cuidados com rotina, avaliação, medicamentos e cirurgias.

Ainda, a abordagem permeia no processo de decisão do profissional, em relação a como ele poderá saber o que há de errado em apenas uma consulta. E para os leigos, a autora não deixa de falar sobre quais medidas tomar para que não tenha mais dores na coluna e também reponde às dúvidas comuns.

Na maioria das vezes, a dor surge de uma causa benigna, atribuída à contratura muscular (dor miofascial) secundária ao estresse físico do dia a dia, a postura inadequada, principalmente relacionada à ocupação do paciente, e a baixa qualidade do sono. Nessas situações, medicações para dor (analgésico, anti-inflamatório ou relaxante muscular), costumam melhorar as dores, assim como repouso ou calor local. Mas se mesmo com essas medidas as dores persistirem por cerca de 4 semanas, temos um sinal de atenção, que pode indicar que o caso é mais grave e exige uma analgesia mais potente para que o paciente saia da crise. – doutora Luiza Fouco (e-book Dor nas Costas)

O e-book está disponível no site da clínica.

Sobre a autora:

Especialista da Cobra Reumatologia, graduada em medicina pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (2005), Luiza Fuoco da Rocha tem especialização em Clínica Médica (UFRJ) e Reumatologia (USP). É doutora pela Faculdade de Medicina da USP, tendo defendido a tese: “Tradução e Validação do Questionário de Avaliação de Qualidade de Vida em Esclerose Sistêmica” (2013). Também faz parte da comissão de Artrite Psoriásica na Sociedade Brasileira de Reumatologia.

Três problemas na coluna que comprimem o nervo

Dependendo do local e da forma que ocorre a compressão, pacientes podem apresentar sintomas distintos

Quando falamos em compressão de nervos, a primeira patologia da coluna que pensamos é na hérnia de disco. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), somente esta doença atinge cerca de 5,4 milhões de brasileiros. Entretanto, este é apenas um dos problemas na coluna que podem resultar em um nervo comprimido.

“Existem várias doenças que podem acometer um corpo vertebral e resultar na compressão de raízes nervosas, como no caso da hérnia de disco. Nesta doença, o núcleo gelatinoso de um dos discos intervertebrais se desloca, podendo pinçar um dos nervos da coluna”, comenta Cezar de Oliveira, neurocirurgião, especialista em coluna do Hospital Sírio-Libanês.

Quando há o diagnóstico de um nervo comprimido, o paciente pode apresentar sintomas, como dores nas costas, formigamentos, fraqueza muscular, dor irradiada para os membros, perda do controle da bexiga ou do intestino, dificuldade para caminhar ou para permanecer por muito tempo em uma mesma posição, sensação de queimada e fisgada ou choque na coluna, glúteos, pernas ou planta do pé.

Conheça outros três problemas na coluna que podem causar a compressão de um nervo:

Artrose Facetária

As articulações facetárias, responsáveis por proporcionar estabilidade, mobilidade e suporte para a coluna, podem se degenerar por um trauma, envelhecimento natural ou até mesmo outra patologia da coluna, como espondilolistese. Essa degeneração pode resultar em uma pressão nos nervos da coluna.

“Quando é feito este diagnóstico, o paciente costuma sentir dores na parte inferior da coluna ou na região do pescoço, além de espasmos musculares e até a diminuição da flexibilidade da coluna”, explica o especialista

Osteofitose, o famoso “bico de papagaio”

A osteofitose é caracterizada quando alterações ósseas surgem nas vértebras por causa da desidratação do disco intervertebral. Quando há uma sobrecarga na articulação doente, o organismo provoca uma expansão óssea na tentativa de estabilizar e absorver a sobrecarga daquele segmento, favorecendo a aproximação das vértebras e tornando possível a compressão das raízes nervosas. O nome ‘bico de papagaio’ se refere a semelhança dos osteófitos na coluna, já que sua curvatura lembra do bico da ave. Essa doença tem várias causas, como o tabagismo, estresse, alcoolismo e até a má postura. Há casos em que a osteofitose aparece como uma resposta do organismo à artrose”, conta o médico.

Estenose espinhal

Outra condição que ocorre devido ao envelhecimento é a estenose espinhal, que é caracterizada pelo estreitamento do canal vertebral. Com o passar dos anos, o crescimento excessivo do osso ou de tecidos adjacentes podem estreitar a abertura dos ossos da coluna vertebral que acomodam fibras nervosas, que se ramificam a partir da medula espinhal, resultando na compressão do nervo. “Quando a dor na coluna é frequente, uma investigação médica é necessária. O diagnóstico correto e precoce pode fazer toda a diferença no tratamento. Sentir dor não é normal, por isso, procure atendimento especializado”, finaliza o cirurgião.

Fonte: Cezar Augusto Alves de Oliveira é neurocirurgião, especialista em coluna, chefe das equipes da Neurocirurgia nos hospitais: Sírio-Libanês, AACD, Hcor, Rede São Luiz, Edmundo Vasconcelos e Santa Catarina. Possui especialização pela Harvard Medical School, com Prof. Chief Peter M. Black; fez residência médica, com especialização em cirurgia da coluna, no Centro Médico da Universidade de Nova Iorque, no Departamento de Neurocirurgia, com o Prof. Dr. Paul Cooper. Membro Titular da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia, graduado pela Faculdade de Medicina de Campos (RJ) e cursou o Internato Eletivo em Neurocirurgia, no Instituto de Neurocirurgia da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro. Instagram: @drcezardeoliveira

Tudo que você precisa saber sobre dor no ciático

Estudos apontam a acupuntura como a terapia mais eficaz e segura para alívio da dor em curto prazo

Você já deve ter ouvido falar ou até mesmo já passou por uma crise de dor no nervo ciático. Embora essa condição cause dor intensa e, muitas vezes, incapacitante, a boa notícia é que em mais de 60% dos casos, as crises costumam melhorar em cerca de três meses, com tratamentos conservadores, ou seja, sem necessidade de cirurgia.

Segundo Walkíria Brunetti, fisioterapeuta especialista em Pilates e RPG, é importante entender que a dor ciática, cujo termo médico é ciatalgia ou lombociatalgia, não é uma doença e, sim, um sintoma. “A dor surge quando há, provavelmente, uma hérnia de disco que comprime o nervo ciático, o maior nervo do corpo humano. Estima-se que em 90% dos casos, a crise ciática tenha relação com herniações nos discos na região lombar”.

Das nádegas às pernas

A principal característica da dor ciática é que começa na região das nádegas e se irradia para os quadris e pernas. “Normalmente, a dor afeta apenas um dos lados do corpo. Ela costuma piorar quando a pessoa se senta. Formigamento, dormência e sensação de ardência são outros sintomas que podem acompanhar a dor ciática”, explica Walkíria.

Quando a crise é muito intensa, é possível ainda que a pessoa sinta dificuldades para movimentar os membros afetados, para se levantar ou andar. “Subir e descer escadas também pode ser bem doloroso. Mas, a intensidade dos sintomas depende do local de compressão do nervo ciático”, comenta a especialista.

Idade é fator de risco

Ilustração: Everyday Health

Após os 40 anos, quase sempre a dor ciática está ligada ao processo de degeneração progressiva da coluna. Já nos mais jovens, a causa mais prevalente é a rotura do disco ou das fibras externas intervertebrais.

“Além da idade, obesidade, tabagismo, estresse, tipo de trabalho exercido e alguns esportes são fatores de risco para o desenvolvimento precoce de uma hérnia de disco, que pode causar a dor no ciático, caso a compressão atinja esse nervo”, reforça a fisioterapeuta.

Benefícios da Acupuntura

A dor ciática pode ser tratada com vários recursos, como fisioterapia, medicamentos e mudanças no estilo de vida. Hoje, um dos tratamentos mais eficazes para reduzir a dor e tirar a pessoa da crise é a acupuntura.

“Isso porque os medicamentos anti-inflamatórios podem causar importantes efeitos adversos. Há ainda pacientes que tem contraindicação por outros problemas de saúde, como doenças gastrointestinais, por exemplo. Já a cirurgia é indicada em pouquíssimos casos, sendo a última escolha terapêutica para uma descompressão do nervo”, explica Walkíria.

As diretrizes atuais para o gerenciamento da dor ciática começaram a dar mais atenção aos tratamentos não farmacológicos, como a fisioterapia e acupuntura. Recente estudo publicado no Pain Medicine, periódico da Oxford University, apontou que 12 sessões de acupuntura são eficazes no alívio dos sintomas em curto prazo, além de ser um tratamento seguro e praticamente sem efeitos adversos.

Uma meta-análise publicada em 2019, no Global Spine Journal, mostrou que a acupuntura tem um efeito significativamente superior na redução da dor crônica da coluna e na melhora da função quando comparada ao uso de medicamentos, massagens e exercícios físicos.

No Brasil, até o Sistema Único de Saúde (SUS) se rendeu aos benefícios da acupuntura e em algumas cidades a terapia é oferecida. “Há muitos idosos com dores crônicas na coluna e essa população pode se beneficiar muito da acupuntura, já que medicamentos e cirurgia, normalmente, são contraindicados”, conclui Walkíria.

Fonte: Walkíria Brunetti é formada em fisioterapia pela PUC-Campinas. Atua na área de neurologia infantil e adulta, é especializada no método Neuroevolutivo Bobath, bem como no tratamento postural. É mestre pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, onde sua linha de pesquisa é o desenvolvimento motor dos prematuros. Foi fisioterapeuta dos ambulatórios de prematuros da Santa Casa e do Hospital e Maternidade de Nova Cachoeirinha,

Pesquisa da Fiocruz aponta aumento de dor nas costas durante a pandemia

Uma pesquisa da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que ouviu mais de 44 mil pessoas entre abril e maio, aponta que 41% dos entrevistados passaram a sentir dores nas costas. Enquanto isso, entre os que já sofriam de dores crônicas, mais de 50% afirmam que o desconforto aumentou durante a quarentena.

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O aumento dos quadros de dor podem estar relacionados com a falta de estrutura existente no home office, além do sedentarismo causado pela falta de atividades físicas.

Segundo o médico ortopedista, especialista em coluna, Antônio Krieger alguns hábitos podem ajudar a prevenir o problema e o espaço para o trabalho em casa pode ser adaptado

“A cadeira deve ter apoio para os braços, regulagem de altura e preferencialmente um apoio para a coluna lombar. Ombros e pescoço devem se manter relaxados e o monitor do computador deve estar ajustado para que fique na altura da direção dos olhos. Isso irá evitar que você tenha que esticar, distorcer ou mexer no pescoço”, comenta o especialista. “No caso de notebooks, você pode usar livros para elevar altura da tela e usar acessórios periféricos para substituir o teclado e o touchpad. Os pés devem estar apoiados no chão e os joelhos levemente abaixo do quadril”, completa Krieger.

Promover intervalos regulares e alongamentos durante a jornada também podem ajudar a evitar quadros de dor nas costas.

iStock- dor nas costas mulher

Atividades físicas, mesmo que feitas em casa utilizando o peso do próprio corpo, também podem colaborar para o fortalecimento da musculatura que sustenta a coluna. Entre estes exercícios estão agachamentos, levantamento terra, abdominais e todas as suas variações possíveis, de acordo com o nível do condicionamento físico de cada pessoa.

“Exercícios de fortalecimento do core – o centro de gravidade do corpo composto por músculos abdominais, lombares, glúteos e oblíquos podem ser realizados por todos as pessoas sem a necessidade de equipamentos ou grandes espaços. Fortalecer esta musculatura, ajuda a sustentar e proteger a coluna”, garante Krieger.

Como sua coluna pode “sobreviver” à era dos smartphones? Gislaine Milena Marton*

O smartphone faz parte do cotidiano das pessoas de praticamente todas as idades. E, na mesma proporção que são úteis para a vida, esses aparelhos podem prejudicar a postura. Há, inclusive, em trâmite no Senado Federal, um projeto de lei (PLS 55/2018) que obriga fabricantes de equipamentos eletrônicos a avisarem seus consumidores sobre os efeitos nocivos que o uso contínuo de celulares pode ter na coluna cervical.

jovem mulher usando celular pexels

A proposta já foi aprovada pela Comissão de Fiscalização e Controle (CTFC), agora será analisada pelo Plenário do Senado e, se aprovada, segue para a Câmara dos Deputados.

Achou exagero? Saiba que, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 37% dos brasileiros convivem com dores ou danos na coluna cervical devido à má postura ao manusear aparelhos como smartphones, tablets e laptops.

Mas se não há como viver sem esses aparelhos tão úteis, é imprescindível ajustar essa convivência entre a tecnologia e a saúde da coluna. Para começar, sempre que for olhar o Instagram, Facebook ou enviar mensagem no WhatsApp mantenha o pescoço reto, apoie os cotovelos no tronco e flexione os braços de maneira que o celular fique na altura dos olhos. Se estiver sentado, a dica é colocar um travesseiro ou outro objeto em cima as pernas, como se fosse uma mesinha, para apoiar os cotovelos, ou apoiá-los diretamente em uma mesa mesmo.

Com essa simples reeducação postural, é possível aliviar a carga sobre os ombros, evitando que o peso da cabeça, que tem por volta de 6 kg, fique inclinada para frente, prejudicando toda a coluna e causando dores no pescoço, de cabeça, na cervical e nas costas. Esse hábito ruim ainda pode desencadear quadros de protusões discais, hérnias de disco, hipercifose (a famosa “corcunda’’), escoliose (quando a coluna forma um “S”), além de parestesias (“formigamentos”) nos braços e contrataturas musculares.

Por isso, é importante que se tenha um cuidado especial também com crianças e adolescentes nesse quesito. O fato de ficar “curvado” para lidar com o celular prejudica, e muito, a postura e o alinhamento da coluna da criança e do adolescente. Como eles estão em fase de crescimento, o momento é o ideal para corrigir esses erros posturais e afastar de uma vez os riscos de doenças da coluna mais graves que possam surgir. Por isso, pais, mães e responsáveis, fiquem atentos. A prevenção é o melhor remédio!

mulher celular cama

E, seja para adultos, pessoas mais jovens e crianças, o método da Reeducação Postural Global (RPG) é muito indicado e é ideal para prevenir alterações e possíveis deformidades decorrentes da má postura. Mas, é importante sempre lembrar de que alongamento e fortalecimento são os melhores amigos de uma coluna saudável, porque esses exercícios mantém a flexibilidade e amplitude dos movimentos e fortalecem a musculatura e as estruturas do pescoço, colaborando com uma boa postura. Por isso, é sempre importante investir em atividades que proporcionem tais resultados.

Então, de hoje em diante, sempre que for curtir uma foto nas redes sociais, pense: postura correta! Sua coluna agradecerá.

*Gislaine Milena Marton é fisioterapeuta e proprietária da clínica Quality Fisio & Pilates

Quais problemas de saúde repentinos devemos observar após os 50 anos

Supere sua idade

casal meia idade feliz

Mais de 9 em 10 adultos de meia idade ou idosos têm algum tipo de doença crônica e quase 8 em 10 têm mais de uma. Então, é provável que você tenha uma mais cedo ou mais tarde. Mas há coisas que você pode fazer para viver uma vida mais saudável.

Pressão alta

hipertensao coração pressao alta pixabay

À medida que você envelhece, seus vasos sanguíneos ficam menos flexíveis e isso pressiona o sistema que transporta sangue pelo seu corpo. Isso pode explicar porque cerca de 2 em cada 3 adultos acima de 60 anos têm pressão alta. Mas existem outras causas que você pode controlar: observe seu peso, faça exercícios, pare de fumar, encontre maneiras de lidar com o estresse e coma de forma saudável.

Diabetes

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Desde 1980, o número de adultos de meia-idade e mais velhos com diabetes quase dobrou. Nos Estados Unidos, já consideram a doença uma epidemia. O risco de contrair a doença aumenta após você atingir os 45 anos, e isso pode ser sério. Pode levar a doenças cardíacas, renais, cegueira e outros problemas. Converse com seu médico sobre a verificação de seu açúcar no sangue.

Doença cardíaca

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O acúmulo de placa nas artérias é uma das principais causas de doenças cardíacas. Começa na infância e piora com a idade. É por isso que as pessoas de 40 a 59 anos têm mais de cinco vezes mais chances de sofrer de doenças cardíacas do que as de 20 a 39 anos.

Obesidade

obesidade mulher obesa gorda pixabay
Pixabay

Se você pesa muito mais do que é saudável para a sua altura, pode ser considerado obeso – não está apenas com alguns quilos a mais. Obesidade está ligada a pelo menos 20 doenças crônicas, incluindo cardíacas, derrame, diabetes, câncer, pressão alta e artrite. A taxa mais alta entre todas as faixas etárias é em adultos com idades entre 40 e 59 anos – 41% dos quais são obesos.

Osteoartrite

joelho

Os médicos atribuíram essa doença das articulações ao desgaste da idade, e isso é um fator (37% das pessoas com 45 anos ou mais têm osteoartrite do joelho). Mas genética e estilo de vida provavelmente têm algo a ver com isso também. E lesões articulares anteriores, falta de atividade física, diabetes e excesso de peso também podem desempenhar um papel.

Osteoporose

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Cerca de metade das mulheres com mais de 50 anos e até 25% dos homens nessa faixa etária têm fraturas porque perderam muita massa óssea e seus corpos não a substituíram. Algumas coisas que podem ajudar: uma dieta saudável rica em cálcio e vitamina D (você precisa de ossos fortes) e exercícios regulares de sustentação de peso, como dançar, correr ou subir escadas.

Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC)

usando bombinha asma mulher

Essa doença causa inflamação e bloqueia o ar dos pulmões. É uma doença lenta que você pode ter durante anos sem saber – os sintomas geralmente aparecem nos seus 40 ou 50 anos. Isso pode causar problemas para respirar e tossir, chiar e cuspir muco. Exercício, dieta saudável e evitar fumaça e poluição podem ajudar.

Perda de audição

surdez

Talvez nada diga “você está envelhecendo” mais do que ter que perguntar: “O que você disse?”. Cerca de 18% dos americanos de 45 a 64 anos, por exemplo, têm algum tipo de problema de audição e tende a piorar com a idade. Barulho alto, doença e seus genes desempenham um papel. Alguns medicamentos também podem causar problemas auditivos. Consulte o seu médico se você não conseguir ouvir o que costumava ouvir.

Problemas de visão

olhos glaucoma catarata

Esse borrão irritante quando você tenta ler o tipo pequeno em rótulos ou menus não é a única ameaça à sua visão à medida que envelhece. Cataratas (que ofuscam as lentes do seu olho) e glaucoma (um grupo de doenças oculares que danificam seu nervo óptico) podem prejudicar sua visão. Consulte seu oftalmologista para exames regulares.

Problemas de bexiga

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Foto: Trestletech

Você não pode ir ao banheiro quando precisa, ou precisa ir com muita frequência, são os problemas com o controle da bexiga que tendem a acontecer à medida que envelhecemos. Eles podem ser causados por problemas nos nervos, fraqueza muscular, tecido espessado ou aumento da próstata. Exercícios e mudanças no estilo de vida – beber menos cafeína ou não levantar coisas pesadas, por exemplo – geralmente ajudam.

Câncer

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A idade é o maior fator de risco para o câncer. A doença também afeta os jovens, mas suas chances de tê-la mais que dobram entre 45 e 54 anos. Você não pode controlar sua idade ou seus genes, mas pode ter algo a dizer em coisas como fumar ou passar muito tempo tomando sol.

Depressão

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Pessoas entre 40 e 59 anos têm uma taxa mais alta de depressão do que qualquer outra faixa etária. Muitas pessoas caem à medida que surgem problemas de saúde, perdem ou se afastam de entes queridos e outras mudanças na vida acontecem. No entanto, após 59, os números caem para apenas 7% das mulheres e 5% dos homens.

Dor nas costas

dor nas costas

Quanto mais velho você fica, mais comum essa dor se torna. Muitas coisas podem torná-lo mais propenso a tê-lo: estar acima do peso, fumar, não fazer exercícios suficientes ou ter doenças como artrite e câncer. Observe seu peso, exercite-se e obtenha bastante vitamina D e cálcio para manter seus ossos fortes. E fortaleça os músculos das costas – você precisará deles.

Demência

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A doença de Alzheimer, uma forma de demência, geralmente não aparece até os 65 anos. Uma em cada nove pessoas nessa faixa, ou mais, tem Alzheimer, mas a taxa sobe para 1 em cada 3 para as idades de 85 anos ou mais. Alguns fatores de risco (como idade e hereditariedade) são incontroláveis. Mas as evidências sugerem que uma dieta saudável para o coração e observar sua pressão e açúcar no sangue podem ajudar.

Fonte: WebMD

Unicid abre vagas para tratamento gratuito de dor lombar

Sessões de fisioterapia são destinadas a homens e mulheres com idade entre 18 e 80 anos que sofrem de dor lombar

A Universidade Cidade de São Paulo (Unicid), instituição que integra o grupo Cruzeiro do Sul Educacional, está com vagas abertas para tratamento de dor lombar, no Campus Tatuapé, na Zona Leste de São Paulo. O projeto faz parte do programa de Pós-Graduação em Fisioterapia da Instituição e será realizado por alunos e professores da Unicid.

Com direito a 12 sessões gratuitas de fisioterapia, o tratamento é destinado a homens e mulheres, com idade entre 18 e 80 anos, que sofram de dor lombar há pelo menos três meses.

dor nas costas
Ilustração: Typography Images/Pixabay

Tratamento gratuito de dor lombar
Requisitos: homens e mulheres, com 18 a 80 anos de idade, que sintam dor lombar há pelo menos 3 meses.
Local: Clinica de Fisioterapia da UNICID, na Rua Melo Peixoto, 1407, Bloco C – Tatuapé – Metrô Carrão.
Inscrições: pelo telefone ou WhatsApp (11) 97709-5450 (Irlei dos Santos).

Unicid

Fundada em 1972, a Universidade Cidade de São Paulo – Unicid é referência na formação de profissionais da área da saúde, com cursos tradicionais e pioneiros na região como Fisioterapia, Odontologia, Enfermagem e Medicina, que é reconhecido com nota máxima pelo MEC. Além disso, reúne cursos respeitados em diversas áreas do conhecimento e possui mais de 53 mil alunos na graduação, pós-graduação lato e stricto sensu, presenciais e a distância, cursos de extensão e programas de parcerias no Brasil e no exterior. Integra o grupo Cruzeiro do Sul Educacional, um dos mais representativos do país, com mais de 250 mil alunos, que reúne instituições academicamente relevantes e marcas reconhecidas em seus respectivos mercados, além de colégios de educação básica e ensino técnico.