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Mãos e punhos: dores, causas e tratamentos

E-book gratuito sobre desgaste nas articulações, ajudará como alerta para doenças reumáticas como artrose, artrites, entre outras

A editora KPMO Cultura e Arte, em conjunto com a Clinica de Reumatologia Professor Dr. Castor Jordão Cobra, referência há mais de 75 anos no tratamento de doenças reumáticas, lançam o e-book gratuito “Mãos e punhos – Dores, causas e tratamentos”.

Idealizado e organizado pela editora, o livro escrito pelo médico reumatologista Felipe Mendonça de Santana, membro integrante da clínica, apresenta de forma didática aos leitores as causas das dores que afetam pacientes com doenças inflamatórias como artrites, artrose, síndrome do túnel do carpo e mais.

Além de falar sobre os sintomas e causas que podem agravar as dores, Santana também identifica os tratamentos para cada uma das enfermidades. O e-book está disponível no site da Clínica de Reumatologia Professor Dr. Castor Jordão Cobra desde o dia 26 de outubro.

Sobre o autor

Reumatologista e clínico geral, Felipe Mendonça de Santana é graduado em Medicina pela Universidade Federal de Pernambuco (2012), com residência em Clínica Médica e Reumatologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), onde também atuou como médico preceptor em Reumatologia, assim como no Hospital dos Servidores Públicos do Estado de São Paulo.

Em sua linha de pesquisa, Santana defendeu seu doutorado em 2019, na FMUSP, com a seguinte tese: “Efeito da massa muscular e adiposidade total e visceral sobre a mortalidade em idosos brasileiros da comunidade: um estudo prospectivo de base populacional”. Ao longo de sua carreira, Felipe Mendonça teve trabalhos premiados, em projetos de pesquisa conjunta, tais como Prêmio Jovem Pesquisador (Efeito da sarcopenia e adiposidade total e visceral sobre a mortalidade em idosos brasileiros da comunidade: estudo prospectivo), em 2017; Prêmio de segundo melhor trabalho oral, no XXII Encontro de Reumatologia Avançada, em 2016.

Enxaqueca: existe alguma relação das crises de dor com o inverno?

Especialista dá dicas para quem sofre com a doença que atinge cerca de 31 milhões de brasileiros

O inverno chegou e com ele os dias mais frios do ano. Há quem goste, mas para quem tem enxaqueca e sensibilidade às mudanças de temperatura, as crises podem piorar e atrapalhar até mesmo tarefas simples do dia a dia. Conforme o Ministério da Saúde, o problema acomete cerca de 31 milhões de brasileiros, o que corresponde 15% da população. A maioria dessas pessoas têm de 25 a 45 anos. Ainda, de acordo com a entidade, entre as mulheres, a doença afeta até 25%, mais que o dobro da frequência em homens.

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Foto: Optix

A médica neurologista Fernanda Ferraz, do Hospital Anchieta, de Brasília, explica que a enxaqueca é uma doença crônica que tem diversos gatilhos ambientais e orgânicos, ou seja, variações no ambiente ou no organismo podem desencadear os episódios de dor. “Até o momento, os estudos científicos sobre a associação entre dor de cabeça e clima têm gerado resultados inconsistentes, porém, mudanças no tempo são frequentemente relatadas por alguns pacientes como um dos gatilhos de enxaqueca”, pontua a especialista.

A especialista cita pesquisas realizadas na Alemanha e em Taiwan. Dois estudos analisaram diários de dor de cabeça e a correlação dos episódios com a temperatura do ar e outras variáveis atmosféricas como pressão e umidade e outro estudo correlacionou a ocorrência de mensagens sobre enxaqueca em aplicativos para Smartphone e as mudanças de temperatura.

De maneira geral uma associação significativa foi encontrada entre variáveis meteorológicas e a ocorrência de ataques de enxaqueca, segundo a médica. “Em um dos trabalhos, o início de um ataque, bem como a alta intensidade de dor de cabeça, foram associados à menor temperatura e maior umidade. Os autores concluíram, então, que um subgrupo de enxaquecas é altamente sensível às mudanças de certos componentes climáticos”, acrescenta.

Fernanda explica que diante do número limitado de estudos sobre o tema e do pequeno número de pacientes avaliados nos estudos já realizados não se sabe ao certo como a temperatura do ambiente e as mudanças no clima podem contribuir como gatilhos para a enxaqueca. Segundo a neurologista, especula-se que uma proteína chamada TRPM8 tenha papel na enxaqueca e sua relação com a temperatura, pois este canal é predominantemente expresso em neurônios sensoriais periféricos e é conhecido como o sensor para temperatura fria em tecido cutâneo.

Contudo, ele também é expresso em nervos de órgãos profundos onde o frio provavelmente não é um estímulo. “Além de seu papel na sensação fria, o TRPM8 também contribui para a sensação dolorosa que o frio pode causar na pele ferida ou inflamada- chamada de alodínia fria”, afirma.

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Ela continua: “estudos pré-clínicos de enxaqueca mostram que a ativação do TRPM8 nas meninges (que são camadas que revestem o cérebro) por estímulos externos ao organismo pode causar e aliviar comportamentos de dor de cabeça, dependendo se outros receptores recebem simultaneamente outros estímulos nocivos. Isso pode ter relação com o relato de vários pacientes de que o frio pode desencadear enxaqueca”, destaca.

Sofre com o problema? Confira dicas de como se cuidar durante o inverno

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Para a especialista, os pacientes que notam que a enxaqueca piora no inverno devem manter hábitos de vida saudáveis ingerindo bastante líquido e alimentação balanceada, manter uma rotina regular de exercícios físicos aeróbicos, tempo e horário regular de sono, evitar o estresse e exposição a mudanças bruscas de temperatura usando roupas adequadas à temperatura do ambiente.

Inverno pede atenção redobrada às articulações dos pets

Kauê Ribeiro da Silva, veterinário da Vetnil, reforça a importância do acompanhamento veterinário

Assim como os humanos, pets também podem sofrer de problemas nas articulações. Ainda que a enfermidade seja bastante comum durante todo o ano, a chegada do inverno requer ainda mais atenção dos tutores aos possíveis sinais clínicos. Segundo Kauê Ribeiro da Silva, veterinário e analista de desenvolvimento de produtos da Vetnil, problemas articulares podem surgir principalmente em pets idosos, mas complicações preexistentes, como traumas e displasias, também são fatores de risco.

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Entre as principais doenças articulares, pode-se destacar a osteoartrose, que gera dor crônica e acomete em torno de 20% dos cães e gatos em geral. Kauê recomenda que para evitar problemas mais graves, é fundamental que seja realizado um acompanhamento veterinário desde os primeiros sintomas. Com as consultas, o profissional poderá inclusive recomendar uma terapia preventiva (utilizando medicamentos condroprotetores), além de outras medidas como exercícios físicos de leve intensidade e controle de peso, caso o animal apresente sobrepeso.

O veterinário ressalta ainda a importância de se atentar a todos os sinais. Cães com dor crônica em decorrência de doenças articulares tendem a apresentar alterações de comportamento, atrofia muscular, dificuldade de caminhar e se movimentar, letargia e tendem a lamber constantemente as articulações acometidas.

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Gundula Vogel/Pixabay

Já os gatos costumam apresentar maior irritabilidade, menor tolerância ao contato (como nos momentos de escovação ou carinho), mudança dos locais usuais de descanso, além de poderem diminuir a interação com o dono e a ingestão de água e comida (principalmente quando o comedouro e bebedouro estão em locais altos – o que normalmente é positivo, mas representa uma dificuldade para um gato com dor).

“Ao observar alguma dessas manifestações ou quaisquer outras no pet, é fundamental que o tutor o leve ao veterinário para que seja realizado um diagnóstico correto e tratamento adequado. A dor crônica é muito prejudicial à saúde dos pets, assim como à nossa, e se torna mais difícil de tratar quanto mais tempo se leva para iniciar a terapia”, complementa Kauê.

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Foto: Valley Vets, Cardiff

Dentre as possibilidades de terapia, a realização de exercícios físicos leves é recomendada, já que os exercícios elevam a temperatura corporal e melhoram a circulação sanguínea, o que ajuda a diminuir a contração muscular e auxilia na reversão dos processos que causam dores musculares e articulares. Outros efeitos benéficos do exercício incluem evitar o sobrepeso e a atrofia muscular (consequências que podem piorar o quadro e a dor articular).

Nesse sentido, um exercício fácil e prazeroso de se realizar com seu cão são os passeios, porém deve-se prestar atenção às regras de isolamento e cuidados para não promover a transmissão da Covid-19. Assim, os tutores devem utilizar máscaras e preferir locais com o mínimo possível de circulação de pessoas.

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Ao retornar às suas casas, é recomendado higienizar as patas dos cães com solução antisséptica (à base de clorexidina, por exemplo) e lavar bem as mãos, tomando cuidado para que roupas potencialmente contaminadas não contaminem outros objetos da casa. Para os gatos, a utilização de itens de enriquecimento ambiental e de brinquedos que o estimulem é recomendada, mas o tratamento para reduzir a dor e promover a saúde articular deve ser realizado de forma conjunta.

Kauê ainda destaca produtos da Vetnil que podem contribuir para os cuidados com os pets durante o inverno:

Condroton é um medicamento que atua na causa primária das enfermidades articulares, proporcionando melhor qualidade de vida para o animal. Ele é indicado no tratamento de artropatias em geral, doenças tendíneas, pós-operatório de cirurgias articulares, prevenção de doenças osteoarticulares e como auxiliar para os casos de fratura. O Condroton Injetável, com indicação para cães e gatos, está disponível em frasco ampola de 10 ml, enquanto o Condroton, com indicação para cães, tem apresentação em comprimidos de 500 mg e 1000 mg, disponíveis em frascos plásticos com 60 comprimidos.

Geripet é um suplemento formulado especialmente para suprir as principais demandas nutricionais de cães e gatos com idade mais avançada, possuindo nutrientes específicos para uma melhor qualidade de vida de animais idosos. Geripet está disponível em frascos contendo 30 comprimidos.

Meloxinew Comprimido é um anti-inflamatório não esteroidal com atividade preferencial na inibição da COX-2. É indicado para cães e gatos no tratamento da inflamação e dor, aguda ou crônica, nos casos que envolvam tecidos moles ou musculoesqueléticos, além de ser indicado no controle da dor e inflamação em pós-operatório. O produto está disponível em apresentações de 0,5, 1, 2 e 4 mg, em cartuchos contendo 1 blíster com 10 comprimidos e displays contendo 12 blísteres com 10 comprimidos cada.

Ômega3+SE é um suplemento à base dos ácidos graxos essenciais da família ômega-3, obtidos de peixes marinhos de águas frias e fornece EPA e DHA na proporção ideal, além de possuir a Vitamina E e o Selênio, que são potentes antioxidantes. O produto tem duas apresentações, o Ômega3+SE 550 e o Ômega3+SE® 1100, ambos disponíveis em frascos contendo 30 cápsulas.

Fonte: Vetnil

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Chip neuromodulador é opção para alívio da dor crônica na coluna

Equipamentos estão cada vez mais modernos, imperceptíveis e com baterias de longa duração

Pacientes que sofrem com dores crônicas na coluna, em casos que persistem principalmente após uma ou mais cirurgias na região podem contar com uma opção de tratamento cada vez mais acessível: o chip neuromodulador. O aparelho é composto por eletrodos com fios e ligados a um pequeno gerador, implantado na coluna do paciente em um procedimento minimamente invasivo.

“O chip é pré-programado para atender às necessidades do paciente e introduzido na coluna, emitindo sinais de estímulo para a região afetada, bloqueando os sinais de dor”, explica Juliano Fratezi, médico ortopedista especialista em coluna e dor.

O especialista afirma que não há restrições para esse tipo de procedimento. “No caso de pacientes que não estão aptos a realização de uma cirurgia maior, por exemplo, é possível a implantação do chip a partir de uma pequena incisão”, esclarece Fratezi. Para aqueles em melhores condições clínicas, a opção é por uma abordagem minimamente invasiva para a inserção de eletrodos mais específicos no combate à dor.

“É um procedimento revolucionário, pois age em casos específicos onde nós não tínhamos muitas opções de tratamento, às vezes os remédios não faziam muito efeito ou novas abordagens cirúrgicas não auxiliava o paciente”, completa.

A tecnologia destes chips também apresenta evoluções ao longo dos anos. “Eles são imperceptíveis, ninguém sabe que o paciente utiliza o neuromodulador”, ressalta o especialista em coluna e dor. “Além disso, os modelos estão cada vez mais leves, finos e menores”, pontua. O médico também esclarece que as baterias têm longa duração, evitando que o paciente passe pelo procedimento diversas vezes.

“Há casos em que a bateria chega a durar de 15 a 20 anos tranquilamente”, explica o médico. Outra vantagem é que o chip é um tratamento reversível. “Caso o paciente não se adapte à tecnologia, é possível desligá-lo e retirá-lo em um novo procedimento minimamente invasivo”.

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O paciente leva uma vida normal após a implantação do neuromodulador. Por se tratar de um procedimento minimamente invasivo, a recuperação é breve. “O paciente retoma suas atividades normalmente”, salienta o médico. Um documento válido em todo o mundo é entregue a ele no momento do procedimento para evitar situações inconvenientes ao paciente, como ser parado em detectores de metais e portas giratórias de instituições financeiras, por exemplo.

Fonte: Juliano Fratezi, médico ortopedista especialista em coluna e pós-graduado em dor pelo IEP – Hospital Sírio Libanês, membro da Sociedade Brasileira de Coluna (SBC) e da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT)

Dores crônicas aumentam depois de quase 100 dias de isolamento social

Mais de 150 milhões de pessoas sofrem de fibromialgia no mundo. Só as dores crônicas, no Brasil, já afetam pelo menos 37% da população. São cerca de 60 milhões de pessoas que relatam sentir dores e os números só aumentam durante o isolamento social.

De acordo com a OMS, as principais queixas de dores são, especialmente, tendões e articulações. As principais dores (aquelas que são agudas e que os episódios retornam de tempos em tempos) podem ser tratadas e prevenidas, mas depois de incontáveis dias dentro de casa e sem buscar ajuda, o problema pode se agravar ainda mais. Para isso, o fisioterapeuta Cadu Ramos, comenta como pode ser feito o tratamento que põe fim ao problema de uma vez por todas.

Mesmo dentro de casa, é preciso que o organismo aprenda a criar mecanismos para reagir as causas do problema, e, segundo o especialista, não há como tratar uma pessoa que sofre com as principais dores estruturais e de articulação sem buscar a fundo a causa das instabilidades musculares. Para isso, é preciso recuperar a força, melhorar a condição do músculo para estabilizar esse problema articular.

Cadu revela que ao se abaixar para pegar algo no chão, limpar a casa, ao se sentar no sofá ou a frente do computador ou mesmo ao manusear o celular – tudo deve ser feito com grande percepção. “Quando uma pessoa aprende sobre seu corpo o autocuidado nasce naturalmente, e os hábitos errados vão sendo corrigidos”, diz.

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Foto: Healthline

Para o especialista, o tratamento de combate a essas dores também devem ser feitas de maneira a ensinar o corpo a se movimentar depois de tratada a lesão e depois de corrigido não há isolamento que faça perder os bons hábitos criados. “As dores sazonais, tornam-se crônicas rapidinho com o sedentarismo pela sobrecarga nas vértebras que podem ocasionar um problema bem maior. Por isso, para reverter esse quadro, Cadu aposta em alguns exercícios importantes de alongamento e alinhamento postural”, afirma.

Pescoço, ombros, braços e costas são sempre os primeiros a serem afetados pelas dores crônicas depois de tanto tempo em casa. “Os ombros sofrem os primeiros sinais do excesso de peso que sobrecarrega a musculatura e as articulações da região, causando processos inflamatórios e, em casos mais graves, até artrose, diz.

Com a postura incorreta, os músculos do pescoço ficam tensos e doloridos e esse incômodo pode se estender para outras regiões, como a cabeça e promover até a cefaleia tensional. “Essa dor ainda pode irradiar para os braços e punho porque quando o peso da bolsa comprime esses nervos, gera desde inflamações até dormência e formigamentos. E por fim, as costas é acometida porque um dos lados é mais exigido”, afirma.

Alguns exercícios de manipulação e alongamento podem ajudar, além de compressas frias ou quentes – dependendo da lesão e da dor. “A bolsa quente relaxa a musculatura, já os quadros mais agudos são tratados com gelo. Mas, essa decisão só pode ser tomada com a ajuda de um especialista, nunca em casa sozinho”, alerta Cadu.

Alguns exercícios podem ser feitos para aliviar as dores crônicas

Aperto de mãos em si mesmo

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Em pé, junte as mãos atrás do corpo, como se estivesse fazendo um aperto de mãos em si mesmo e com as mãos ainda unidas, puxe os ombros para trás sem mover o pescoço. Os ombros devem ser puxados até o peito se abrir e sentir o estiramento dos músculos. Essa posição deve ser realizada por 30 segundos.

Escápulas

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Chicago Sun Times

Sentada, tente unir as escápulas o máximo que puder (que são aqueles ossos das costas que ficam atrás dos ombros) como se estivesse tentando segurar algo bem pequeno entre elas. Enquanto elas flexionam, os ombros devem se mover para baixo, em relação às orelhas. Esse exercício pode ser feito por 10 segundos e repetido 10 vezes diariamente.

Alongamento deitado

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Sem desculpas, esse exercício dá para fazer pela manhã, ao acordar, ou à noite, antes de dormir. Deite com as costas na cama e os pés no chão. Nessa posição, os joelhos devem estar flexionados e para cima. Enquanto isso, os braços devem ficar estendidos longe do corpo, com as palmas das mãos para cima. Deixe sentir um leve alongamento nas costas e nos ombros por cerca de 10 minutos.

Fonte: Cadu Ramos é fisioterapeuta clínico Especialista em Fisioterapia e Traumatologia – Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) – Escola Paulista de Medicina (EPM), em Aparelho Respiratório – Ventilação Mecânica Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) – Escola Paulista de Medicina (EPM) e em Fisioterapia em Geriatria – trabalho voltado para queixa principal, atividades da vida diária (AVD ‘S) e socialização do idoso. (Instituto ILEA). Graduado em Fisioterapia pela Universidade Bandeirante de São Paulo.

Dor na coluna: veja como fortalecer core de forma simples durante isolamento

Exercício simples pode mudar a rotina de trabalho e até melhorar a qualidade de vida

O momento de quarentena nos convida a ficar mais parados. Colocar uma série em dia, ficar mais tempo sentado durante o home office e encostar no sofá entre uma atividade e outra. Embora essas ações sejam completamente compreensíveis durante o isolamento social, é preciso ficar atento: nosso corpo foi projetado para o movimento.

Como explica Rafael Tomazetti, professor de musculação especializado em treino personalizado da Cia Athletica Unidade Anália Franco, uma das principais ferramentas para manter o equilíbrio do corpo é o fortalecimento do core. Mas o que é isso?

“O core é tudo que está relacionado ao centro do corpo. É dessa região que partem todos os movimentos, portanto é preciso ter uma atenção redobrada, devido às consequências das mudanças da rotina”, explica.

Como nosso corpo foi projetado para se movimentar, é comum sofrer algumas alterações com uma rotina mais desacelerada, como o aparecimento de dores nas costas, dores nos joelhos, desânimo e até mesmo dificuldade para respirar.

Quais são os principais problemas com a falta de fortalecimento do core?

Está com uma dorzinha nas costas? Com a nova rotina, essa queixa tem se tornado cada vez mais comum. É com o fortalecimento do core que conseguimos minimizar os danos do home office e rotina de menos movimentos.

“Um dos primeiros sintomas de um corpo pouco fortalecido são as dores na coluna vertebral, principalmente na região lombar. Isso acontece principalmente pelo core pouco fortalecido”, explica.

Outros problemas podem ser desenvolvidos pela falta de fortalecimento do centro do nosso corpo. “A falta de sustentação do tronco ou mal condicionamento da musculatura do core podem causar inúmeros problemas no corpo todo por falta de alinhamento. Sem contar que a dor nos impede de fazer atividades básicas do dia a dia”.

Como fortalecer o core dentro de casa, sem lesões?

O educador físico ressalta que é importante planejar o dia com hábitos saudáveis, e se exercitar não é apenas um fator estético. Atividade física tem um poder indiscutível para ganhar disposição, aliviar o estresse, diminuir a ansiedade e, além disso, fortalecer o sistema imunológico.

É possível condicionar essa região com apenas um exercício: a tradicional prancha ventral. “O movimento gera estabilidade na coluna vertebral e proporciona força. O ponto chave para realizar esse exercício é alinhar cabeça, tronco e quadril no mesmo plano, e ativar a musculatura do abdômen sugando o seu umbigo nas costas”, orienta o educador físico.

Esse tipo de exercício é extremamente simples, e são exige nenhum tipo de equipamento: apenas um espaço em que caiba o seu corpo inteiro. Depois que o praticante se acostumar com a prancha, ó possível variar nas posições e alternar com exercícios que movimentem outras regiões, para não ficar monótono.

Veja um treino simples montado pelo professor:

prancha ventral
Prancha ventral

ponte dorsal
Ponte Dorsal

· Realizar 20 segundos de prancha ventral e depois 20 segundos de ponte dorsal, descansando 30 segundos entre as séries. É importante repetir de duas a três vezes.
· As repetições devem ser alternadas: faça um exercício e em seguida execute o outro, lembrando de sempre respeitar o tempo de descanso.
· Não se esqueça de alongar no final do exercício. O relaxamento pode proporcionar mais ainda uma sensação de alívio.

Fonte: Companhia Athletica

Dor de dente na quarentena? Descubra o que fazer

Com dicas bem simples de serem postas em prática, é possível ter dimensão se a dor é um problema mais sério ou algo que dê para adiar após a quarentena

Sentir dor de dente é, às vezes, inevitável, mas quando isso acontece durante a atual pandemia, causada pelo novo coronavírus, fica a dúvida: é possível resolver sem precisar sair de casa? A resposta de Paulo Zahr, presidente da rede OdontoCompany e dentista por formação, é que é preciso analisar se essa dor é de algum processo inflamatório ou de sensibilidade e que, portanto, pode ser resolvido com medicamentos ou aplicação de produtos específicos, ou algo realmente mais sério, que se enquadre como atendimento de urgência.

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Foto: Zahnreinigung/Pixabay

Neste caso, o paciente sente dor e, embora ela não oferece risco iminente a vida, deve ser resolvida prontamente. É o caso, por exemplo, de dores de dente aguda, fratura dentária com trauma no tecido bucal, tratamento odontológico prévio ou aqueles que estejam causando muito incômodo.

Para identificar quais são estes, o Zahr dá uma dica: colocar água quente na região e observar qual a sensação. “O contato com a água quente pode, em algumas situações, provocar dor, reflexo de algum agravamento da saúde bucal. Nesse caso, a ordem é procurar o profissional imediatamente para analisar melhor o quadro”, revela.

Outra dica para saber se é preciso sair de casa por motivo de força maior é bater de leve no dente, de cima para baixo. “Se a dor vier instantemente à batida, é algum problema que também requer atenção e demanda cuidado odontológico”, completa. E, diferente do que muitos pensam, aquele desconforto que sentimos ao comer algo quente ou gelado não costuma ser nada sério.

“Neste caso, é uma sensibilidade dos dentes, que pode ser resolvido com o uso de pastas dentais específicas para essa demanda. Mas vale a pena ficar atento e, se o incômodo não amenizar, é preciso consultar um profissional, que pode avaliar se não é o caso de um tratamento, já que pode ter ocorrido também a remoção de uma parte do esmalte dentário”. completa.

iStock mulher dor de dente
iStock

Nestes dias em que a recomendação é ficar em casa, salvo necessidades, como as listadas acima, alguns produtos facilmente encontrados em supermercados ou farmácias podem ser aliados da quarentena. É o caso, por exemplo, da água oxigenada.

Quando aplicada ao local, tende provocar efervescência, causando um efeito anti-inflamatório, limpando a região e desinflamando. Se com as dicas acima a dor persistir, então é sinal que é realmente preciso acionar um profissional de confiança para garantir a saúde bucal, imprescindível nos dias de hoje.

Fonte: OdontoCompany

Microfisioterapia pode ser opção de tratamento do nervo ciático

Tem um ditado que diz: dor não curada, dor instalada. O fisioterapeuta Sérgio Bastos Jr, que trabalha com Saúde Integrativa, lembra que as dores na coluna, especialmente no nervo ciático, podem ter origem física, mas também serem pautadas por traumas vividos e que, se não tratados, podem se tornar dores efetivas no corpo. A questão com o nervo ciático é, talvez, uma das mais comuns que encontramos por aí.

O ciático é o maior nervo do corpo humano, chamado, muitas vezes, de “o grande nervo ciático”, lembra Sérgio Bastos Jr, fisioterapeuta e sócio da Biointegral Saúde, onde trabalha com Saúde Integrativa. “Quando alguém tem um problema relacionado a ele, pode sentir dores extremas e, inclusive, ter uma certa paralisia do corpo, já que ele começa na coluna lombar e se estende pela perna até o dedão do pé, impedindo que haja movimento sem sofrimento, quando inflamado”, explica ele, que questiona: “Microfisioterapia pode ser usada para minimizar e até eliminar dores ligadas ao Nervo Ciático? A resposta é: sim.”

Nervo-Ciatico

Segundo o fisioterapeuta, a microfisioterapia atua encontrando a causa primária de dores e doenças, que estão, geralmente, conectadas com memórias traumáticas gravadas em tecidos de determinadas regiões do corpo. “Dependendo do lugar e intensidade dessas memórias – e esse diagnóstico pode ser feito na própria sessão de microfisioterapia, é possível entender a origem e, inclusive, a fase da vida em que o trauma aconteceu”, revela o especialista. Mas, antes de falar em tratamento, ele nos ajuda a entender um pouco sobre a dor ciática.

A dor ciática geralmente aparece quando existe compressão ou inflamação do nervo. E pode provocar dor intensa no fundo das costas, na região dos glúteos ou pernas, e muita dificuldade em manter a coluna ereta. Como o nervo ciático “passeia” por mais de uma região do corpo, o tipo de dor que sentimos pode ter diferentes origens emocionais, por exemplo. “A nossa coluna indica sempre o quanto estamos certos das nossas verdades e caminhando em direção à vida que desejamos”, lembra o especialista.

Se a dor ciática está localizada na região lombar, geralmente tem sua origem nessa dificuldade de autossustentação, de orientar e comandar a própria vida. “A coluna é o nosso direcionamento”, revela o fisioterapeuta, “então, como está o seu direcionamento de vida? Você se sente capaz de dirigir seus próprios passos e seguir para onde realmente deseja e manda o seu coração. Essa pode ser uma boa pergunta para quem sofre de dores ciáticas na região lombar”.

A dor na região glútea pode provocar dificuldade de sentar-se, por exemplo. E aí, pode estar conectada a uma questão de poder – “É como se perdêssemos o nosso trono, que pode ser tanto o poder financeiro, a voz de comando, o prestígio. A dor na parte glútea do nervo tem uma conotação de “valor” muito forte”, explica.

Já as pernas são nosso meio de locomoção e, ao mesmo tempo, a forma como nos comportamos diante da autoridade e das situações da vida. “Por isso” – lembra ele – “tanto pode estar conectada a um medo de reagir ao novo ou de seguir em busca de seus próprios sonhos, como pode ser uma tradução do receio de ter que se curvar a pessoas ou acontecimentos que não são o que esperávamos. Independentemente de como a dor surgiu, o que mais precisamos entender é que ela pode ter, sim, uma origem emocional”.

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Ilustração: Everyday Health

 

“E é aí que a microfisioterapia entra”, finaliza o fisioterapeuta, “encontrando as raízes do que nos aflige, entendendo o tipo de origem que essa dor tem, para que seja tratada de forma física, incluindo aí exercícios de fisioterapia e, claro, o tratamento médico adequado, mas também que seja entendida como uma resposta do organismo a um processo traumático que precisa ser resolvido, ou, mesmo com todos os tratamentos, a dor pode voltar a aparecer”.

Fonte: Biointegral Saúde

Estudo relaciona uso do celular com dor nas mãos; massageador alivia sintoma

Segundo estudo conduzido por Universidade na Suécia, o polegar é uma das regiões mais sensíveis. O dispositivo home device iPalm massageia as mãos, além de proporcionar sensação de bem-estar e alívio das dores

Atualmente, é cada vez mais fácil observar pessoas que não largam o celular por nada e passam o dia todo digitando e enviando mensagens. No entanto, isso pode trazer problemas, segundo estudo de 2018 conduzido pela Universidade de Gothenburg, na Suécia.

mulher celular cama

De acordo com a publicação, os movimentos altamente repetitivos têm sido identificados como um potencial fator de risco para distúrbios musculoesqueléticos relacionados ao uso de telefones celulares, sendo que o polegar é o que mais sofre.

Uma das formas de diminuir o impacto do problema é por meio de massageadores, como iPalm, da Basall. O aparelho portátil alivia a tensão e recupera as energias com uma massagem por pressão de ar (bolsas pneumáticas) e compressa quente, trazendo uma sensação de relaxamento e conforto.

Prático, iPalm possibilita programar o tempo de massageamento, ajustar os níveis de compressão e a temperatura. O aparelho ainda conta com um botão para descarga de pressão. Indicado para quem trabalha com computadores, teclados e mouses por muito tempo; heavy-users de smartphones; artistas que usam os dedos com frequência; pessoas que têm enrijecimento de dedos e em pontos da palma das mãos. Auxilia como complemento de terapias SPA das mãos.

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Com apenas 1.129 gramas, o dispositivo segue o conceito de home device (equipamentos que podem ser usados em casa e qualquer lugar).

Informações: Basall

Como aliviar as dores crônicas no ambiente de trabalho

Você sabia que não é preciso trabalhar em uma linha de produção para sentir dores crônicas devidas ao ambiente de trabalho? O trabalho sedentário (sentado ou de pé), o contato prolongado com telas e a rotina corrida e estressante são suficientes para começar a sentir dores crônicas: aquele nó na musculatura do meio das costas, a sensação de cansaço na região lombar no fim do dia ou a ardência dos olhos tendem a se manifestar com frequência.

Para aliviar as dores e evitar que apareçam novamente, veja algumas técnicas simples preparadas por Armelle Champetier, diretora da Yogist no Brasil:

Estresse e dores crônicas

dores nas costas

Muitas dores que sentimos depois de um dia ou uma semana de trabalho são consequências do nível alto de estresse. Em um primeiro momento, o estresse é um mecanismo do sistema nervoso simpático que, depois de um estímulo externo (uma reunião importante com um cliente por exemplo), ativa certas mudanças no corpo, como acelerar os batimentos cardíacos ou aumentar a pressão sanguínea.

Se esse estado de estresse elevado se manter por longos períodos, dores físicas podem começar a aparecer: tensão muscular nas costas, nos ombros ou no pescoço é um caso clássico. Mas antes de correr para o fisioterapeuta ou massagista, conheça as soluções para cuidar da origem dessas dores: o estresse.

Na prática do yoga corporativo, o foco principal é o uso da respiração como ferramenta poderosa de combate ao estresse. Desta forma, evita-se os períodos prolongados de estresse e, por consequência, a aparição dessas tensões musculares, principalmente na parte superior do seu corpo.

Respiração completa

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A respiração completa ajuda a relaxar e a se concentrar: sente-se com a coluna reta na cadeira (sem apoiar as costas), pernas descruzadas e joelhos afastados na largura do quadril. Coloque as mãos na barriga e comece a visualizar a sua respiração em três tempos, sempre pelo nariz:
– inspire primeiro pela barriga, expandido a barriga para frente;
– depois pelo peito, afastando as costelas flutuantes e expandido a caixa torácica;
– e, por fim, pela garganta, garantindo que você inalou o volume máximo de ar.

Na exalação, siga os mesmos três passos:
– retraia a barriga, levando com uma leve contração abdominal o seu umbigo na direção da coluna;
– exale todo o ar dos pulmões, afundando o peito;
– e expulsando para terminar todo ar, inclusive da garganta.

Repita por, pelo menos 5 ciclos, procurando sempre alongar o ciclo respiratório, em particular na exalação. Observe os bloqueios e as diferenças com a respiração natural, e, no fim do exercício, a sensação de relaxamento e bem-estar.

Dor na lombar

É muito comum sentir dor na parte de baixo das costas, mais especificamente na região lombar depois de ficar muito tempo sentado (no trabalho ou no carro) ou de pé. Isso pode ser aliviado através de fortalecimento muscular da cintura abdominal e alongamento da coluna.

A parede

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Desenvolver uma musculatura abdominal tônica é essencial para aliviar a pressão exercida na lombar. O papel desses músculos posturais é justamente o de sustentar a coluna e a postura. Para isso, não é preciso se trocar nem pagar um plano de academia, basta ter acesso a uma parede:

Vire as costas para a parede, colando os seus calcanhares no rodapé, pés afastados na largura do quadril e joelhos levemente dobrados. Inspire e, na exalação, contraia a musculatura abdominal, de forma a colar as costas inteiras na parede, dos ombros até o cóccix. Verifique com a mão que não tenha espaço entre a parede e as costas. Mantenha por cinco longas respirações, relaxe as pernas e tire as costas da parede. Lembre-se de reproduzir esse exercício fácil sempre que tiver oportunidade, principalmente para quem tem dor frequente na lombar e tem uma postura muito curvada.

A criança

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Para providenciar um relaxamento completo do corpo, a prática do yoga corporativo propõe posturas de curvatura para frente, onde a cabeça fica abaixo do coração, auxiliando o relaxamento rápido do sistema nervoso: sentando-se na borda da cadeira com os joelhos bem afastados, inspire e alongue a coluna para cima. Na exalação, incline o busto para frente e para baixo, deixando, aos poucos, a parte de cima do corpo relaxada entre as pernas, com a cabeça solta. Mantenha a postura por cinco respirações profundas, sentido o alongamento da lombar, o corpo se relaxando e a mente se acalmando. Na hora de voltar, suba inspirando, devagar, desenrolando a coluna, deixando a cabeça subir por último. Antes de voltar ao trabalho, fique de olhos fechados um momento, observando o efeito dessa postura.

Olhos cansados e dor de cabeça

Depois de longas horas na sala de reunião, ou concentrado na tela do computador, a mente está cansada, cabeça doendo e olhos ardendo, precisando de um momento de descanso para si.

“Power nap” com massagem do rosto

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A automassagem no rosto é uma forma de relaxar e descansar a cabeça em apenas alguns minutos: esfregue uma palma da mão contra a outra durante 10 segundos para elevar a temperatura das palmas. Fechando os olhos, aplique as mãos na região ocular do rosto, sem tocar as pálpebras. Descanse um minuto os olhos no calor e na escuridão e, em seguida, comece a massagear o rosto com a ponta dos dedos – sobrancelhas, testa, têmporas, maçãs do rosto, bochechas… junto com uma respiração profunda.

Fonte: Armelle Champetier é diretora da Yogist no Brasil, que tem como objetivo levar o yoga às empresas, com foco na saúde e bem-estar das equipes, combatendo o estresse no trabalho e os distúrbios osteomusculares.