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Cannabis medicinal tem eficiência no tratamento de dor crônica, aponta estudo

Especialistas em dor falam dos benefícios da medicina canabinóide

O uso de plantas para o tratamento de doenças é milenar, o que não é diferente com a Cannabis sativa, a maconha. Os primeiros registros de seu uso medicinal são datados antes de Cristo, mas o fato de ser considerada substância ilícita até este mês dificultou os avanços e estudos científicos da planta. Apesar do Brasil ter votado contra, em 2 de dezembro passado, depois de 60 anos, a Organização das Nações Unidas (ONU) retirou a maconha da lista de drogas mais perigosas, reconhecendo seus efeitos terapêuticos e trazendo novas possibilidades de pesquisas nessa área.

Segundo estudo realizado pela The Health Effects of Cannabis and Cannabinoids, nos Estados Unidos, o alívio da dor crônica é a condição mais comum relatada pelos pacientes que fazem uso da cannabis medicinal. Isso se dá pela existência do sistema endocanabinoide presente em todo o organismo que inclui receptores para substâncias da maconha.

“É o único sistema do organismo que tem receptores em todos os órgãos e nos tecidos. Diferente de todos os sistemas orgânicos, ele só entra em funcionamento em situações de alerta para recuperar o equilíbrio do organismo”, diz Maria Teresa Jacob, médica que desenvolve a medicina canabinóide com foco na dor crônica. Dentre os fitocanabinoides mais conhecidos e pesquisados, estão o THC (tetra-hidrocanabinol) e o CBD (canabidiol), mas existem mais de 400 substâncias ativas em sua composição. “Como são receptores que temos no corpo inteiro, a cannabis não vai atuar somente na dor”, reforça Beatriz Jacob Milani, filha e parceira de trabalho de Maria Teresa.

As especialistas, que têm prescrito remédios à base da cannabis principalmente neste ano, citam as patologias que respondem bem ao tratamento. Epilepsia, doenças neurodegenerativas, como Parkinson e Alzheimer, transtornos de saúde mental (como estresse pós-traumático, ansiedade, depressão, vício, insônia), transtorno do espectro autista, doença de Crohn, síndrome do intestino irritável, náuseas e vômitos secundários à quimioterapia, anorexia e caquexia, são alguns exemplos.

Além disso, todos os tipos de dor crônica (incluindo enxaqueca e fibromialgia), doenças reumáticas, doenças autoimunes, diabetes tipo 1, síndrome de Raynaud, distúrbios de pele (psoríase, acne, dermatite), osteoporose, distúrbios ginecológicos (endometriose, adenomiose e cólica menstrual), dor oncológica e pacientes sob cuidados paliativos. “Em oncologia, a cannabis pode ser utilizada tanto para melhorar os sintomas da quimioterapia como para aumentar a eficácia da mesma, uma vez que apresenta efeito antitumoral. Nessas doenças já existem pesquisas. A alteração de classificação pela ONU, facilita o surgimento de mais estudos científicos em humanos”, destaca Maria Teresa.

Por ser uma planta, a cannabis oferece menos efeitos adversos em relação à alopatia convencional. Outra vantagem é a possibilidade da sua utilização concomitante com outros medicamentos para tratamento de dor crônica, aumentando a eficácia e, em alguns casos, diminuindo as doses destes, a partir da melhora do quadro com consequente melhora da qualidade de vida do paciente. Entretanto, é fundamental que o médico conheça a interação medicamentosa da cannabis com outros remédios, pois ela pode potencializar ou inibir a ação deles quando em associação.

“De certa forma, não existe nenhuma contraindicação formal ao uso da cannabis, principalmente do CBD com outros medicamentos. Ela é uma substância extremamente segura e não existe nenhum relato de óbito pelo uso de cannabis medicinal”, argumenta Maria Teresa. Quanto ao THC, a médica conta que existem algumas contraindicações, que têm sido estudadas recentemente.

Hoje, o paciente precisa passar por uma consulta, em que será avaliada a indicação ou não do uso da cannabis. Com a prescrição em mãos, basta acessar o site da Anvisa para solicitar a importação de produtos à base da planta. “É um processo burocrático, mas que se tornou muito mais ágil, principalmente depois da Covid-19. Entre sete a dez dias, no máximo, esses processos já estão sendo liberados. Esses medicamentos têm aprovação no país de origem com todo estudo cromatográfico e análise do produto, para que o médico possa saber aquilo que ele realmente está prescrevendo, quais as substâncias da cannabis presentes e em quais concentrações. Desta forma temos uma prescrição bem mais segura”, explica.

Vale ressaltar que a cannabis medicinal tem dosagens específicas dos fitocanabinóides, conforme a necessidade, os antecedentes e o perfil de cada paciente. “A cannabis medicinal possui dosagens de THC dentro de limites seguros, sem efeito psicoativo”, esclarece. As opções disponíveis no Brasil são via oral, em cápsula ou óleo em tintura, mas também já se encontra sob a forma tópica. “Não existem relatos de caso de vício com o uso de cannabis medicinal”, finaliza Maria Teresa.

Bem – Medicina Canábica e Bem Estar

A clínica Bem – Medicina Canábica e Bem Estar está localizada na cidade de Campinas. Com foco em saúde e bem-estar, atende pacientes de dor crônica com a medicina canabinóide, oferecendo tratamento complementar com a acupuntura. Realizam a prescrição e o acompanhamento da cannabis medicinal nos mais diversos casos e patologias. As médicas responsáveis, Maria Teresa Jacob e Beatriz Jacob Milani, mãe e filha respectivamente, fizeram cursos de especialização internacional no uso terapêutico da planta.

Uso excessivo de chinelos e rasteirinha pode causar lesões

Calçados não oferecem proteção e estabilidade adequadas, explica especialista da ABTPé

Chinelos e rasteirinhas são os protagonistas na composição de muitos looks de verão, mas o uso desses calçados requer moderação, uma vez que eles pecam no quesito absorção de impacto e aumentam o risco de algumas lesões, explica o presidente da ABTPé (Associação Brasileira de Medicina e Cirurgia do Tornozelo e Pé), José Antonio Veiga Sanhudo.

Os chinelos, por exemplo, são compostos por apenas uma sola fina, plana, habitualmente rígida e sem suporte do arco longitudinal medial, e a fixação ao pé se dá por meio de uma tira somente, ou seja, amortecimento e estabilidade precários para uma estrutura composta por 28 ossos, 32 articulações e aproximadamente 100 músculos, tendões e ligamentos.

“O risco de torções com estes calçados também é maior, já que o chinelo não oferece nenhuma estabilidade para a região do calcanhar e tornozelo. Outro ponto importante para se observar é que a falta de proteção ao redor do pé aumenta o risco de traumas diretos, como arranhões e dedos quebrados”, salienta o presidente da ABTPé.

O uso prolongado de calçados baixos, como chinelos e rasteirinhas, é especialmente arriscado para mulheres que têm o hábito de andar de salto alto. A mudança de posição dos pés, descendo do salto, aumenta a tensão nas estruturas posteriores, especialmente o tendão de Aquiles e a fáscia plantar, e pode levar ao aparecimento de lesões nestas estruturas. “Por isso, caminhadas na praia ou na orla devem ser precedidas e seguidas de alongamento, e o melhor é sempre usar tênis para diminuir a transmissão do impacto”, ressalta o médico.

Queridinha das mulheres no verão, o uso prolongado de rasteirinha está associado ao desenvolvimento da fascite plantar, um processo inflamatório ou degenerativo que afeta uma membrana de tecido conjuntivo fibroso, que recobre a musculatura da sola do pé, desde o osso calcâneo até a base dos dedos dos pés, a fáscia plantar. Esta estrutura auxilia na manutenção da curvatura do pé, graças à sua posição anatômica.

“Com a rasteirinha, ocorre um aumento na tensão da fascia plantar, o peso do corpo fica concentrado no calcanhar, e associado a baixa proteção de impacto o aparecimento de lesões por sobrecarga se torna mais frequente”, fala o especialista.

Dor intensa debaixo do pé, perto do calcanhar, é o principal sinal da fascite plantar e tipicamente ela é mais intensa nos primeiros passos pela manhã, ou após ficar algum tempo na posição sentada. A recuperação desta lesão costuma ser lenta. O tratamento é realizado por meio de medicamentos anti-inflamatórios e analgésicos, uso de palmilhas, fisioterapia e alongamento, que pode ser realizado em casa, desde que haja orientação médica.

Fonte: ABTPé

Quais são os benefícios de se fazer alongamento?

Prevenir lesões e preparar o corpo para atividade física são alguns dos pontos positivos na prática do exercício

Reduzir tensões musculares, relaxar o corpo, se preparar para a atividade física, ativar a circulação e melhorar a coordenação são alguns dos benefícios da prática diária do alongamento, como explica Ana Paula Salim, professora de Educação Física do Colégio Presbiteriano Mackenzie (CPM) São Paulo.

StockSnap/Pixabay

Além disso, o exercício deixa os movimentos mais soltos e leves e previne alguns tipos de lesões, como distensões musculares. “Um músculo forte e previamente alongado resiste melhor à tensão do que um músculo forte não alongado”, pontua a professora.

Com a prática do alongamento, os músculos se mantêm flexíveis, fortes e saudáveis. “Nós precisamos dessa flexibilidade para manter uma boa amplitude de movimento nas articulações”, explica Ana Paula.

Por isso, segundo a profissional, é importante manter o costume de fazer uma série de alongamentos diários, porque, sem esse estímulo, os músculos se encurtam e ficam tensos, “tornando-se fracos e incapazes de se estender por todo o movimento”, completa ela. Isso pode causar dores nas articulações, distensões e danos musculares.

Novos hábitos

Pixabay

Atualmente, o país e o mundo têm enfrentado a pandemia da covid-19. O isolamento social é uma das alternativas para achatar a curva de disseminação do novo coronavírus, por isso as aulas a distância e o home office tornaram-se atividades comuns no dia a dia do brasileiro.

“Durante os estudos e o trabalho, principalmente os que ficam horas em uma mesma posição, as pessoas têm uma tendência a sofrer de tensão muscular e/ou estresse”, explica a professora.

É importante frisar que não existe um horário específico e correto para fazer os exercícios de alongamento, mas eles são recomendados, principalmente, antes e após qualquer atividade física. “O alongamento tem o objetivo de eliminar a tensão e melhorar a irrigação sanguínea, aumentando gradualmente a temperatura do tecido muscular preparando a musculatura para o movimento”.

Ainda segundo Ana Paula, o estresse reduz o fluxo sanguíneo, resultando em tensão muscular. Enquanto isso, o alongamento aumenta esse fluxo para os músculos, alivia a tensão e ajuda no relaxamento. Outro ponto relevante é que uma vez que seu sangue bombeia para os músculos, “ele também atinge o cérebro, onde pode efetivamente melhorar o humor”, completa.

“Os alongamentos devem ser feitos sob medida, segundo sua estrutura muscular e sua flexibilidade. O princípio básico está no respeito aos limites do seu corpo, mantendo sempre a postura corporal”.

Segundo a professora, se você quer começar a se alongar em casa, é preciso: disposição, manter a postura corporal e “nunca ultrapassar os seus limites, pois cada pessoa é única”, completa. Como material esportivo você pode usar um colchonete ou até mesmo uma toalha de banho para se deitar. “E uma boa música para relaxar!”, finaliza ela.

Fonte: Universidade Presbiteriana Mackenzie

Mãos e punhos: dores, causas e tratamentos

E-book gratuito sobre desgaste nas articulações, ajudará como alerta para doenças reumáticas como artrose, artrites, entre outras

A editora KPMO Cultura e Arte, em conjunto com a Clinica de Reumatologia Professor Dr. Castor Jordão Cobra, referência há mais de 75 anos no tratamento de doenças reumáticas, lançam o e-book gratuito “Mãos e punhos – Dores, causas e tratamentos”.

Idealizado e organizado pela editora, o livro escrito pelo médico reumatologista Felipe Mendonça de Santana, membro integrante da clínica, apresenta de forma didática aos leitores as causas das dores que afetam pacientes com doenças inflamatórias como artrites, artrose, síndrome do túnel do carpo e mais.

Além de falar sobre os sintomas e causas que podem agravar as dores, Santana também identifica os tratamentos para cada uma das enfermidades. O e-book está disponível no site da Clínica de Reumatologia Professor Dr. Castor Jordão Cobra desde o dia 26 de outubro.

Sobre o autor

Reumatologista e clínico geral, Felipe Mendonça de Santana é graduado em Medicina pela Universidade Federal de Pernambuco (2012), com residência em Clínica Médica e Reumatologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), onde também atuou como médico preceptor em Reumatologia, assim como no Hospital dos Servidores Públicos do Estado de São Paulo.

Em sua linha de pesquisa, Santana defendeu seu doutorado em 2019, na FMUSP, com a seguinte tese: “Efeito da massa muscular e adiposidade total e visceral sobre a mortalidade em idosos brasileiros da comunidade: um estudo prospectivo de base populacional”. Ao longo de sua carreira, Felipe Mendonça teve trabalhos premiados, em projetos de pesquisa conjunta, tais como Prêmio Jovem Pesquisador (Efeito da sarcopenia e adiposidade total e visceral sobre a mortalidade em idosos brasileiros da comunidade: estudo prospectivo), em 2017; Prêmio de segundo melhor trabalho oral, no XXII Encontro de Reumatologia Avançada, em 2016.

Enxaqueca: existe alguma relação das crises de dor com o inverno?

Especialista dá dicas para quem sofre com a doença que atinge cerca de 31 milhões de brasileiros

O inverno chegou e com ele os dias mais frios do ano. Há quem goste, mas para quem tem enxaqueca e sensibilidade às mudanças de temperatura, as crises podem piorar e atrapalhar até mesmo tarefas simples do dia a dia. Conforme o Ministério da Saúde, o problema acomete cerca de 31 milhões de brasileiros, o que corresponde 15% da população. A maioria dessas pessoas têm de 25 a 45 anos. Ainda, de acordo com a entidade, entre as mulheres, a doença afeta até 25%, mais que o dobro da frequência em homens.

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Foto: Optix

A médica neurologista Fernanda Ferraz, do Hospital Anchieta, de Brasília, explica que a enxaqueca é uma doença crônica que tem diversos gatilhos ambientais e orgânicos, ou seja, variações no ambiente ou no organismo podem desencadear os episódios de dor. “Até o momento, os estudos científicos sobre a associação entre dor de cabeça e clima têm gerado resultados inconsistentes, porém, mudanças no tempo são frequentemente relatadas por alguns pacientes como um dos gatilhos de enxaqueca”, pontua a especialista.

A especialista cita pesquisas realizadas na Alemanha e em Taiwan. Dois estudos analisaram diários de dor de cabeça e a correlação dos episódios com a temperatura do ar e outras variáveis atmosféricas como pressão e umidade e outro estudo correlacionou a ocorrência de mensagens sobre enxaqueca em aplicativos para Smartphone e as mudanças de temperatura.

De maneira geral uma associação significativa foi encontrada entre variáveis meteorológicas e a ocorrência de ataques de enxaqueca, segundo a médica. “Em um dos trabalhos, o início de um ataque, bem como a alta intensidade de dor de cabeça, foram associados à menor temperatura e maior umidade. Os autores concluíram, então, que um subgrupo de enxaquecas é altamente sensível às mudanças de certos componentes climáticos”, acrescenta.

Fernanda explica que diante do número limitado de estudos sobre o tema e do pequeno número de pacientes avaliados nos estudos já realizados não se sabe ao certo como a temperatura do ambiente e as mudanças no clima podem contribuir como gatilhos para a enxaqueca. Segundo a neurologista, especula-se que uma proteína chamada TRPM8 tenha papel na enxaqueca e sua relação com a temperatura, pois este canal é predominantemente expresso em neurônios sensoriais periféricos e é conhecido como o sensor para temperatura fria em tecido cutâneo.

Contudo, ele também é expresso em nervos de órgãos profundos onde o frio provavelmente não é um estímulo. “Além de seu papel na sensação fria, o TRPM8 também contribui para a sensação dolorosa que o frio pode causar na pele ferida ou inflamada- chamada de alodínia fria”, afirma.

dor de cabeca enxaqueca mulher

Ela continua: “estudos pré-clínicos de enxaqueca mostram que a ativação do TRPM8 nas meninges (que são camadas que revestem o cérebro) por estímulos externos ao organismo pode causar e aliviar comportamentos de dor de cabeça, dependendo se outros receptores recebem simultaneamente outros estímulos nocivos. Isso pode ter relação com o relato de vários pacientes de que o frio pode desencadear enxaqueca”, destaca.

Sofre com o problema? Confira dicas de como se cuidar durante o inverno

salto de cordas exercicio

Para a especialista, os pacientes que notam que a enxaqueca piora no inverno devem manter hábitos de vida saudáveis ingerindo bastante líquido e alimentação balanceada, manter uma rotina regular de exercícios físicos aeróbicos, tempo e horário regular de sono, evitar o estresse e exposição a mudanças bruscas de temperatura usando roupas adequadas à temperatura do ambiente.

Inverno pede atenção redobrada às articulações dos pets

Kauê Ribeiro da Silva, veterinário da Vetnil, reforça a importância do acompanhamento veterinário

Assim como os humanos, pets também podem sofrer de problemas nas articulações. Ainda que a enfermidade seja bastante comum durante todo o ano, a chegada do inverno requer ainda mais atenção dos tutores aos possíveis sinais clínicos. Segundo Kauê Ribeiro da Silva, veterinário e analista de desenvolvimento de produtos da Vetnil, problemas articulares podem surgir principalmente em pets idosos, mas complicações preexistentes, como traumas e displasias, também são fatores de risco.

cachorro labrador quieto deitado dor

Entre as principais doenças articulares, pode-se destacar a osteoartrose, que gera dor crônica e acomete em torno de 20% dos cães e gatos em geral. Kauê recomenda que para evitar problemas mais graves, é fundamental que seja realizado um acompanhamento veterinário desde os primeiros sintomas. Com as consultas, o profissional poderá inclusive recomendar uma terapia preventiva (utilizando medicamentos condroprotetores), além de outras medidas como exercícios físicos de leve intensidade e controle de peso, caso o animal apresente sobrepeso.

O veterinário ressalta ainda a importância de se atentar a todos os sinais. Cães com dor crônica em decorrência de doenças articulares tendem a apresentar alterações de comportamento, atrofia muscular, dificuldade de caminhar e se movimentar, letargia e tendem a lamber constantemente as articulações acometidas.

gato deitado triste doente Gundula Vogel por Pixabay
Gundula Vogel/Pixabay

Já os gatos costumam apresentar maior irritabilidade, menor tolerância ao contato (como nos momentos de escovação ou carinho), mudança dos locais usuais de descanso, além de poderem diminuir a interação com o dono e a ingestão de água e comida (principalmente quando o comedouro e bebedouro estão em locais altos – o que normalmente é positivo, mas representa uma dificuldade para um gato com dor).

“Ao observar alguma dessas manifestações ou quaisquer outras no pet, é fundamental que o tutor o leve ao veterinário para que seja realizado um diagnóstico correto e tratamento adequado. A dor crônica é muito prejudicial à saúde dos pets, assim como à nossa, e se torna mais difícil de tratar quanto mais tempo se leva para iniciar a terapia”, complementa Kauê.

Valley Vets, Cardiff
Foto: Valley Vets, Cardiff

Dentre as possibilidades de terapia, a realização de exercícios físicos leves é recomendada, já que os exercícios elevam a temperatura corporal e melhoram a circulação sanguínea, o que ajuda a diminuir a contração muscular e auxilia na reversão dos processos que causam dores musculares e articulares. Outros efeitos benéficos do exercício incluem evitar o sobrepeso e a atrofia muscular (consequências que podem piorar o quadro e a dor articular).

Nesse sentido, um exercício fácil e prazeroso de se realizar com seu cão são os passeios, porém deve-se prestar atenção às regras de isolamento e cuidados para não promover a transmissão da Covid-19. Assim, os tutores devem utilizar máscaras e preferir locais com o mínimo possível de circulação de pessoas.

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Ao retornar às suas casas, é recomendado higienizar as patas dos cães com solução antisséptica (à base de clorexidina, por exemplo) e lavar bem as mãos, tomando cuidado para que roupas potencialmente contaminadas não contaminem outros objetos da casa. Para os gatos, a utilização de itens de enriquecimento ambiental e de brinquedos que o estimulem é recomendada, mas o tratamento para reduzir a dor e promover a saúde articular deve ser realizado de forma conjunta.

Kauê ainda destaca produtos da Vetnil que podem contribuir para os cuidados com os pets durante o inverno:

Condroton é um medicamento que atua na causa primária das enfermidades articulares, proporcionando melhor qualidade de vida para o animal. Ele é indicado no tratamento de artropatias em geral, doenças tendíneas, pós-operatório de cirurgias articulares, prevenção de doenças osteoarticulares e como auxiliar para os casos de fratura. O Condroton Injetável, com indicação para cães e gatos, está disponível em frasco ampola de 10 ml, enquanto o Condroton, com indicação para cães, tem apresentação em comprimidos de 500 mg e 1000 mg, disponíveis em frascos plásticos com 60 comprimidos.

Geripet é um suplemento formulado especialmente para suprir as principais demandas nutricionais de cães e gatos com idade mais avançada, possuindo nutrientes específicos para uma melhor qualidade de vida de animais idosos. Geripet está disponível em frascos contendo 30 comprimidos.

Meloxinew Comprimido é um anti-inflamatório não esteroidal com atividade preferencial na inibição da COX-2. É indicado para cães e gatos no tratamento da inflamação e dor, aguda ou crônica, nos casos que envolvam tecidos moles ou musculoesqueléticos, além de ser indicado no controle da dor e inflamação em pós-operatório. O produto está disponível em apresentações de 0,5, 1, 2 e 4 mg, em cartuchos contendo 1 blíster com 10 comprimidos e displays contendo 12 blísteres com 10 comprimidos cada.

Ômega3+SE é um suplemento à base dos ácidos graxos essenciais da família ômega-3, obtidos de peixes marinhos de águas frias e fornece EPA e DHA na proporção ideal, além de possuir a Vitamina E e o Selênio, que são potentes antioxidantes. O produto tem duas apresentações, o Ômega3+SE 550 e o Ômega3+SE® 1100, ambos disponíveis em frascos contendo 30 cápsulas.

Fonte: Vetnil

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Chip neuromodulador é opção para alívio da dor crônica na coluna

Equipamentos estão cada vez mais modernos, imperceptíveis e com baterias de longa duração

Pacientes que sofrem com dores crônicas na coluna, em casos que persistem principalmente após uma ou mais cirurgias na região podem contar com uma opção de tratamento cada vez mais acessível: o chip neuromodulador. O aparelho é composto por eletrodos com fios e ligados a um pequeno gerador, implantado na coluna do paciente em um procedimento minimamente invasivo.

“O chip é pré-programado para atender às necessidades do paciente e introduzido na coluna, emitindo sinais de estímulo para a região afetada, bloqueando os sinais de dor”, explica Juliano Fratezi, médico ortopedista especialista em coluna e dor.

O especialista afirma que não há restrições para esse tipo de procedimento. “No caso de pacientes que não estão aptos a realização de uma cirurgia maior, por exemplo, é possível a implantação do chip a partir de uma pequena incisão”, esclarece Fratezi. Para aqueles em melhores condições clínicas, a opção é por uma abordagem minimamente invasiva para a inserção de eletrodos mais específicos no combate à dor.

“É um procedimento revolucionário, pois age em casos específicos onde nós não tínhamos muitas opções de tratamento, às vezes os remédios não faziam muito efeito ou novas abordagens cirúrgicas não auxiliava o paciente”, completa.

A tecnologia destes chips também apresenta evoluções ao longo dos anos. “Eles são imperceptíveis, ninguém sabe que o paciente utiliza o neuromodulador”, ressalta o especialista em coluna e dor. “Além disso, os modelos estão cada vez mais leves, finos e menores”, pontua. O médico também esclarece que as baterias têm longa duração, evitando que o paciente passe pelo procedimento diversas vezes.

“Há casos em que a bateria chega a durar de 15 a 20 anos tranquilamente”, explica o médico. Outra vantagem é que o chip é um tratamento reversível. “Caso o paciente não se adapte à tecnologia, é possível desligá-lo e retirá-lo em um novo procedimento minimamente invasivo”.

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O paciente leva uma vida normal após a implantação do neuromodulador. Por se tratar de um procedimento minimamente invasivo, a recuperação é breve. “O paciente retoma suas atividades normalmente”, salienta o médico. Um documento válido em todo o mundo é entregue a ele no momento do procedimento para evitar situações inconvenientes ao paciente, como ser parado em detectores de metais e portas giratórias de instituições financeiras, por exemplo.

Fonte: Juliano Fratezi, médico ortopedista especialista em coluna e pós-graduado em dor pelo IEP – Hospital Sírio Libanês, membro da Sociedade Brasileira de Coluna (SBC) e da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT)

Dores crônicas aumentam depois de quase 100 dias de isolamento social

Mais de 150 milhões de pessoas sofrem de fibromialgia no mundo. Só as dores crônicas, no Brasil, já afetam pelo menos 37% da população. São cerca de 60 milhões de pessoas que relatam sentir dores e os números só aumentam durante o isolamento social.

De acordo com a OMS, as principais queixas de dores são, especialmente, tendões e articulações. As principais dores (aquelas que são agudas e que os episódios retornam de tempos em tempos) podem ser tratadas e prevenidas, mas depois de incontáveis dias dentro de casa e sem buscar ajuda, o problema pode se agravar ainda mais. Para isso, o fisioterapeuta Cadu Ramos, comenta como pode ser feito o tratamento que põe fim ao problema de uma vez por todas.

Mesmo dentro de casa, é preciso que o organismo aprenda a criar mecanismos para reagir as causas do problema, e, segundo o especialista, não há como tratar uma pessoa que sofre com as principais dores estruturais e de articulação sem buscar a fundo a causa das instabilidades musculares. Para isso, é preciso recuperar a força, melhorar a condição do músculo para estabilizar esse problema articular.

Cadu revela que ao se abaixar para pegar algo no chão, limpar a casa, ao se sentar no sofá ou a frente do computador ou mesmo ao manusear o celular – tudo deve ser feito com grande percepção. “Quando uma pessoa aprende sobre seu corpo o autocuidado nasce naturalmente, e os hábitos errados vão sendo corrigidos”, diz.

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Foto: Healthline

Para o especialista, o tratamento de combate a essas dores também devem ser feitas de maneira a ensinar o corpo a se movimentar depois de tratada a lesão e depois de corrigido não há isolamento que faça perder os bons hábitos criados. “As dores sazonais, tornam-se crônicas rapidinho com o sedentarismo pela sobrecarga nas vértebras que podem ocasionar um problema bem maior. Por isso, para reverter esse quadro, Cadu aposta em alguns exercícios importantes de alongamento e alinhamento postural”, afirma.

Pescoço, ombros, braços e costas são sempre os primeiros a serem afetados pelas dores crônicas depois de tanto tempo em casa. “Os ombros sofrem os primeiros sinais do excesso de peso que sobrecarrega a musculatura e as articulações da região, causando processos inflamatórios e, em casos mais graves, até artrose, diz.

Com a postura incorreta, os músculos do pescoço ficam tensos e doloridos e esse incômodo pode se estender para outras regiões, como a cabeça e promover até a cefaleia tensional. “Essa dor ainda pode irradiar para os braços e punho porque quando o peso da bolsa comprime esses nervos, gera desde inflamações até dormência e formigamentos. E por fim, as costas é acometida porque um dos lados é mais exigido”, afirma.

Alguns exercícios de manipulação e alongamento podem ajudar, além de compressas frias ou quentes – dependendo da lesão e da dor. “A bolsa quente relaxa a musculatura, já os quadros mais agudos são tratados com gelo. Mas, essa decisão só pode ser tomada com a ajuda de um especialista, nunca em casa sozinho”, alerta Cadu.

Alguns exercícios podem ser feitos para aliviar as dores crônicas

Aperto de mãos em si mesmo

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Em pé, junte as mãos atrás do corpo, como se estivesse fazendo um aperto de mãos em si mesmo e com as mãos ainda unidas, puxe os ombros para trás sem mover o pescoço. Os ombros devem ser puxados até o peito se abrir e sentir o estiramento dos músculos. Essa posição deve ser realizada por 30 segundos.

Escápulas

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Chicago Sun Times

Sentada, tente unir as escápulas o máximo que puder (que são aqueles ossos das costas que ficam atrás dos ombros) como se estivesse tentando segurar algo bem pequeno entre elas. Enquanto elas flexionam, os ombros devem se mover para baixo, em relação às orelhas. Esse exercício pode ser feito por 10 segundos e repetido 10 vezes diariamente.

Alongamento deitado

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Sem desculpas, esse exercício dá para fazer pela manhã, ao acordar, ou à noite, antes de dormir. Deite com as costas na cama e os pés no chão. Nessa posição, os joelhos devem estar flexionados e para cima. Enquanto isso, os braços devem ficar estendidos longe do corpo, com as palmas das mãos para cima. Deixe sentir um leve alongamento nas costas e nos ombros por cerca de 10 minutos.

Fonte: Cadu Ramos é fisioterapeuta clínico Especialista em Fisioterapia e Traumatologia – Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) – Escola Paulista de Medicina (EPM), em Aparelho Respiratório – Ventilação Mecânica Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) – Escola Paulista de Medicina (EPM) e em Fisioterapia em Geriatria – trabalho voltado para queixa principal, atividades da vida diária (AVD ‘S) e socialização do idoso. (Instituto ILEA). Graduado em Fisioterapia pela Universidade Bandeirante de São Paulo.

Dor na coluna: veja como fortalecer core de forma simples durante isolamento

Exercício simples pode mudar a rotina de trabalho e até melhorar a qualidade de vida

O momento de quarentena nos convida a ficar mais parados. Colocar uma série em dia, ficar mais tempo sentado durante o home office e encostar no sofá entre uma atividade e outra. Embora essas ações sejam completamente compreensíveis durante o isolamento social, é preciso ficar atento: nosso corpo foi projetado para o movimento.

Como explica Rafael Tomazetti, professor de musculação especializado em treino personalizado da Cia Athletica Unidade Anália Franco, uma das principais ferramentas para manter o equilíbrio do corpo é o fortalecimento do core. Mas o que é isso?

“O core é tudo que está relacionado ao centro do corpo. É dessa região que partem todos os movimentos, portanto é preciso ter uma atenção redobrada, devido às consequências das mudanças da rotina”, explica.

Como nosso corpo foi projetado para se movimentar, é comum sofrer algumas alterações com uma rotina mais desacelerada, como o aparecimento de dores nas costas, dores nos joelhos, desânimo e até mesmo dificuldade para respirar.

Quais são os principais problemas com a falta de fortalecimento do core?

Está com uma dorzinha nas costas? Com a nova rotina, essa queixa tem se tornado cada vez mais comum. É com o fortalecimento do core que conseguimos minimizar os danos do home office e rotina de menos movimentos.

“Um dos primeiros sintomas de um corpo pouco fortalecido são as dores na coluna vertebral, principalmente na região lombar. Isso acontece principalmente pelo core pouco fortalecido”, explica.

Outros problemas podem ser desenvolvidos pela falta de fortalecimento do centro do nosso corpo. “A falta de sustentação do tronco ou mal condicionamento da musculatura do core podem causar inúmeros problemas no corpo todo por falta de alinhamento. Sem contar que a dor nos impede de fazer atividades básicas do dia a dia”.

Como fortalecer o core dentro de casa, sem lesões?

O educador físico ressalta que é importante planejar o dia com hábitos saudáveis, e se exercitar não é apenas um fator estético. Atividade física tem um poder indiscutível para ganhar disposição, aliviar o estresse, diminuir a ansiedade e, além disso, fortalecer o sistema imunológico.

É possível condicionar essa região com apenas um exercício: a tradicional prancha ventral. “O movimento gera estabilidade na coluna vertebral e proporciona força. O ponto chave para realizar esse exercício é alinhar cabeça, tronco e quadril no mesmo plano, e ativar a musculatura do abdômen sugando o seu umbigo nas costas”, orienta o educador físico.

Esse tipo de exercício é extremamente simples, e são exige nenhum tipo de equipamento: apenas um espaço em que caiba o seu corpo inteiro. Depois que o praticante se acostumar com a prancha, ó possível variar nas posições e alternar com exercícios que movimentem outras regiões, para não ficar monótono.

Veja um treino simples montado pelo professor:

prancha ventral
Prancha ventral

ponte dorsal
Ponte Dorsal

· Realizar 20 segundos de prancha ventral e depois 20 segundos de ponte dorsal, descansando 30 segundos entre as séries. É importante repetir de duas a três vezes.
· As repetições devem ser alternadas: faça um exercício e em seguida execute o outro, lembrando de sempre respeitar o tempo de descanso.
· Não se esqueça de alongar no final do exercício. O relaxamento pode proporcionar mais ainda uma sensação de alívio.

Fonte: Companhia Athletica

Dor de dente na quarentena? Descubra o que fazer

Com dicas bem simples de serem postas em prática, é possível ter dimensão se a dor é um problema mais sério ou algo que dê para adiar após a quarentena

Sentir dor de dente é, às vezes, inevitável, mas quando isso acontece durante a atual pandemia, causada pelo novo coronavírus, fica a dúvida: é possível resolver sem precisar sair de casa? A resposta de Paulo Zahr, presidente da rede OdontoCompany e dentista por formação, é que é preciso analisar se essa dor é de algum processo inflamatório ou de sensibilidade e que, portanto, pode ser resolvido com medicamentos ou aplicação de produtos específicos, ou algo realmente mais sério, que se enquadre como atendimento de urgência.

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Foto: Zahnreinigung/Pixabay

Neste caso, o paciente sente dor e, embora ela não oferece risco iminente a vida, deve ser resolvida prontamente. É o caso, por exemplo, de dores de dente aguda, fratura dentária com trauma no tecido bucal, tratamento odontológico prévio ou aqueles que estejam causando muito incômodo.

Para identificar quais são estes, o Zahr dá uma dica: colocar água quente na região e observar qual a sensação. “O contato com a água quente pode, em algumas situações, provocar dor, reflexo de algum agravamento da saúde bucal. Nesse caso, a ordem é procurar o profissional imediatamente para analisar melhor o quadro”, revela.

Outra dica para saber se é preciso sair de casa por motivo de força maior é bater de leve no dente, de cima para baixo. “Se a dor vier instantemente à batida, é algum problema que também requer atenção e demanda cuidado odontológico”, completa. E, diferente do que muitos pensam, aquele desconforto que sentimos ao comer algo quente ou gelado não costuma ser nada sério.

“Neste caso, é uma sensibilidade dos dentes, que pode ser resolvido com o uso de pastas dentais específicas para essa demanda. Mas vale a pena ficar atento e, se o incômodo não amenizar, é preciso consultar um profissional, que pode avaliar se não é o caso de um tratamento, já que pode ter ocorrido também a remoção de uma parte do esmalte dentário”. completa.

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Nestes dias em que a recomendação é ficar em casa, salvo necessidades, como as listadas acima, alguns produtos facilmente encontrados em supermercados ou farmácias podem ser aliados da quarentena. É o caso, por exemplo, da água oxigenada.

Quando aplicada ao local, tende provocar efervescência, causando um efeito anti-inflamatório, limpando a região e desinflamando. Se com as dicas acima a dor persistir, então é sinal que é realmente preciso acionar um profissional de confiança para garantir a saúde bucal, imprescindível nos dias de hoje.

Fonte: OdontoCompany