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Conheça os principais vícios de postura e saiba como se livrar deles

Os principais vícios de postura, ou os mais conhecidos, são aquelas posições em que as pessoas se sentam ao usar o computador ou o celular. Mas, há vários tipos de posturas erradas que podem ocasionar lesões e traumas no sistema musculoesquelético.

Segundo a fisioterapeuta Walkiria Brunetti, especialista em RPG e Pilates, ao longo da vida adotamos posturas que são mais confortáveis para determinados movimentos. Entretanto, o conforto pode ser inimigo da saúde musculoesquelética. “Quanto mais confortável a postura, maior é risco de ser um vício postural”, alerta a especialista.

A maior parte da população sabe que se sentar projetando o corpo para frente aumenta o risco de ter cifose, a famosa “corcunda”. “Porém, desconhece os demais vícios posturais que podem prejudicar outras partes do sistema musculoesquelético. O sinal vermelho só acende quando a dor surge, como um sintoma de uma tendinite, bursite, lombalgia, cervicalgia e até de uma hérnia de disco”, reforça Walkíria.

Por isso, a especialista lista com os 9 principais vícios de postura e indica como você pode se livrar deles. Confira:

Abaixar o pescoço para usar o celular: o celular se tornou tão popular que hoje quase todo mundo tem um aparelho nas mãos. Nas ruas, restaurantes, shoppings, academias, enfim, em todos os lugares há sempre alguém digitando mensagens ou navegando nas redes sociais.
E a posição mais comum para fazer isso é abaixar o pescoço. Porém, essa postura é extremamente prejudicial para a coluna cervical e a região dos ombros. O principal resultado pode ser o desenvolvimento da cervicalgia ou até mesmo de uma hérnia de disco.
Postura adequada: a principal dica é levar o celular na altura dos olhos. Se for um uso mais demorado, o ideal é se sentar apoiando os cotovelos em uma poltrona ou cadeira, para não sobrecarregar os ombros e aliviar a tensão nos braços.

Curvar-se e levar o tronco para frente ao usar o computador: para quem trabalha usando o computador, o principal vício de postura é projetar o tronco para frente, inclusive abaixando o pescoço junto. Quando isso se prolonga, pode gerar uma cifose (corcunda), além de provocar dores no pescoço, ombros e coluna lombar.
Postura adequada: a dica é apoiar a lombar no encosto da cadeira, sentindo o quadril se encaixar em equilíbrio dos dois lados do corpo. Os pés precisam estar encostados no chão, com as pernas formando um ângulo de 90 graus. O computador precisa estar na altura dos olhos para evitar que a pessoa abaixe a cabeça. É importante apoiar os cotovelos e antebraços na mesa para aliviar a tensão na cervical.

Foto: Dieter Robbins/Pixabay

Dormir de bruços: até na hora de dormir podemos adquirir vícios de postura. Um dos principais é dormir de barriga para baixo, com a cabeça virada para o lado. Isso prejudica muito a coluna vertebral como um todo. Além disso, devido à posição do pescoço, pode causar torcicolo e dores na região dos ombros.
Postura adequada: a posição ideal para dormir é de lado, com as pernas semiflexionadas e com um travesseiro entre elas. Claro que é preciso também usar um colchão adequado para o peso e um travesseiro que dê boa sustentação para pescoço e ombros. Porém, algumas pessoas só conseguem dormir de bruços. A dica, nesses casos, é dormir sem nenhum travesseiro para deixar a coluna mais reta possível.

Sentar-se em cima da perna: esse é um dos piores vícios de postura para a saúde da coluna. Essa posição causa alterações na base da coluna que impactam em todo o eixo vertebral. Além de afetar os músculos, sobrecarrega todas as articulações da coluna. Também afeta o alinhamento do quadril.
Postura adequada: não há, porque é contraindicado sentar-se nessa postura.

Dormir com o antebraço embaixo da cabeça: dormir com os braços embaixo do rosto ou da cabeça prejudica o alinhamento da coluna, além de comprimir veias e nervos. Uma das consequências dessa postura pode ser a síndrome do túnel do carpo, que pode ser agravada ou desencadeada por esse vício postural.
Postura adequada: os braços devem ficar alinhados com os ombros e relaxados, seja de lado ou com a barriga para cima. Um braço pode ficar relaxado na altura do quadril e o outro ao lado do travesseiro. O importante é evitar ao máximo colocar os braços e mãos sob o travesseiro e a cabeça.

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Andar curvado projetando a barriga para fora: sabe aquela barriguinha saliente que você não perde nem fazendo dieta e exercícios? Essa saliência no abdômen pode ser resultado de uma postura curvada para frente que projeta a barriga para fora. Além da barriga, esse vício postural pode levar à cifose (corcunda), cervicalgia, encurtamento muscular e dor lombar.
Postura adequada: ao caminhar, mantenha a coluna ereta, com os braços alinhados ao lado do corpo. Preste atenção ainda ao pescoço, que não deve estar projetado para frente ou para trás, mas sim encaixado no centro do corpo.

Cruzar as pernas: pode ser quase irresistível ao longo do dia. É um vício postural muito comum e igualmente perigoso. Quem passa muitas horas com as pernas cruzadas tende a se curvar para frente e forçar mais os ombros. Problemas na cervical e na lombar podem ocorrer por um desequilíbrio na pélvis e pelo aumento da pressão sobre a coluna vertebral.
Postura adequada: a primeira dica é não passar muito tempo com as pernas cruzadas. O ideal é sentar-se em uma posição ereta e trocar de lado para igualar o esforço muscular. Se puder evitar, melhor ainda. Evite também inclinar-se para frente e abaixar o pescoço quando estiver com as pernas cruzadas.

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Levantar peso sem dobrar os joelhos: o agachamento é um movimento muito perigoso para a coluna, caso seja feito em uma postura incorreta. É comum a pessoa abaixar-se sem dobrar os joelhos.
Postura adequada: para esse movimento de pegar algo no chão ou mesmo levantar algo que seja pesado, é preciso agachar, dobrando os joelhos lentamente, com os pés afastados e a coluna reta. Ao levantar-se, o objeto deve ser carregado próximo do corpo.

Varrer ou passar pano no chão com as costas curvadas: aspirar, varrer e passar pano. Atividades comuns no dia a dia doméstico podem ser vilãs da saúde da coluna. Normalmente, a tendência é abaixar-se, jogando o tronco para frente. Porém, essa curvatura pode gerar dores lombares e na cervical, pois sobrecarrega as articulações da coluna.
Postura adequada: opte por cabos de vassoura ou rodo mais altos e mantenha a coluna ereta. Como nem sempre os aspiradores contam com cabos longos, procure flexionar um pouco os joelhos ao curvar-se.

Frio extremo aumenta as dores; veja como fugir delas

A frente fria que avançou por todo o país aumentou as dores ósseas, articulares e musculares e na coluna lombar. Mas, é possível minimizá-las com algumas dicas simples. Cadu Ramos, fisioterapeuta conta como.

“Quando a temperatura cai é inevitável sentir incômodo ou mal-estar já que com o frio, a tendência a enrijecer os músculos e ficar mais encolhido para tentar diminuir a sensação de frio. Isso pode gerar tensão muscular, contraturas, má circulação ou mal-estar”, explica Cadu.

“Quando acontece a postura de contração dos músculos dos braços, há um aumento da curvatura fisiológica da coluna dorsal (corcunda) e anteriorização da coluna, desta forma fica mais fácil manter o corpo aquecido”, esclarece. Mas, essa contração muscular involuntária deixa as articulações e músculos mais rígidos, facilitando as inflamações de músculos e nervos. Além disso, a circulação sanguínea diminui no inverno, para que o organismo consiga preservar a temperatura por volta de 36,5 graus centígrados. “Em consequência, há também uma diminuição na circulação dos músculos, piorando as dores de origem muscular, pois eles permanecem em estado contrátil por mais tempo”, relata.

Os dias mais frios também têm impacto sobre as articulações, já que o esfriamento do corpo torna o líquido sinuvial mais espesso, que pode prejudicar movimentos e gerar incômodos.

E ainda temos um agravante: nos dias mais frios as pessoas tendem a ficar paradas e abandonar as atividades físicas, e se esquecem que esse é o principal ponto para não sentir dores nesta época do ano. Isso porque, os exercícios ajudam a diminuir a sensibilidade à dor.

A seguir, o fisioterapeuta lista algumas dicas para encarar os dias frios sem dor e com mais disposição:

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=Agasalhe-se corretamente. Manter o corpo aquecido é fundamental. Para sentir-se aquecido, o ideal é cobrir as extremidades do corpo: pés, punhos, mãos, pescoço e cabeça;
=Coloque um aquecedor no quarto para atenuar as dores noturnas;
=Espreguiçar-se quando acorda, é uma forma de despertar o corpo, não pule essa etapa do dia;

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=Alongue-se. Embora a vontade seja a de “ficar na cama”, a prática de alongamentos é essencial para evitar a contração dos músculos e para ajudar as articulações a se manterem lubrificadas;
=Quem tem fraturas antigas que voltam a doer com o frio ou doenças ósseas degenerativas pode recorrer a sessões de fisioterapia como estratégia para aliviar os incômodos;
=Faça massagens, elas ajudam a estimular a circulação e a destravar a musculatura enrijecida, aliviando as dores;

=Bolsas de água quente podem trazer alívio imediato para dores musculares, sequelas de fraturas ou desconfortos provocados por artrose, artrite e fibromialgia. A aplicação local de calor estimula a circulação e relaxa os músculos. Nas dores crônicas e sem edema, use compressas quentes. Já nas dores agudas com edema se deve fazer uma compressa fria ou aliar a fria e quente. Faça isso entre 20 e 30 minutos.

Fonte: Cadu Ramos é fisioterapeuta clínico Especialista em Fisioterapia e Traumatologia – Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) – Escola Paulista de Medicina (EPM), em Aparelho Respiratório – Ventilação Mecânica Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) – Escola Paulista de Medicina (EPM) e em Fisioterapia em Geriatria – trabalho voltado para queixa principal, atividades da vida diária (AVD ‘S) e socialização do idoso. (Instituto Ilea). Graduado em Fisioterapia pela Universidade Bandeirante de São Paulo.

Junho Verde lembra que é preciso dar atenção à escoliose

Condição atinge principalmente meninas a partir dos 11 anos

Entre as condições da coluna sobre a qual mais ouvimos falar está a escoliose. Porém, nem sempre sabemos ao certo o que é a condição e o que há causa. Ainda, há dúvidas sobre formas de identificar o problema e de tratamento. Por isso, junho foi determinado como o mês de conscientização sobre a escoliose, para que seja disseminado conhecimento sobre esse mal da coluna.

A escoliose é caracterizada por uma curvatura anormal da coluna, determinada pela rotação das vértebras. Dessa forma, a coluna vertebral, em vez de reta, fica com uma aparência de “C” ou de “S”. Existem três principais tipos de escoliose, como explica o ortopedista José Thiago Portela Kruppa, especialista em deformidades da coluna vertebral da Clínica SO.U:

Idiopática: responsável por cerca de 80% dos casos, não tem causa definida. Afeta principalmente crianças e adolescentes e, majoritariamente, meninas jovens, entre 10 e 15 anos.

Orthoinfo


Neuromuscular: um efeito colateral de condições que debilitam os músculos de forma que esses não consigam sustentar a espinha.

Orthopedic

Congênita: é o tipo menos comum e causada por uma falha na formação da coluna vertebral ainda no desenvolvimento antes do nascimento.

Estima-se que mais de 6 milhões de brasileiros tenham escoliose idiopática e que cerca de 2% a 4% da população mundial tenha a condição diagnosticada. Alguns desses desvios podem ser assintomáticos, porém, os sintomas mais comuns incluem:

Ombros desiguais/ desnivelados
Cabeça não centrada diretamente acima da pélvis
Um lado do quadril, ou ambos, mais alto
Costela mais saliente
Linha da cintura desigual
Textura ou aparência da pele sobre a espinha com alterações
Corpo pendente para um lado

“Ainda, devido às alterações no tamanho e formato do tórax, é possível haver complicações respiratórias. Também é possível em casos mais severos haver danos nos nervos das pernas e/ou causar desconfortos na bexiga ou intestino”, diz o médico.

A escoliose pode ser tratada e em casos de crianças, o diagnóstico prematuro é essencial. O tratamento varia de acordo com a gravidade da condição, que varia de leve a severa, dependendo do ângulo da curvatura da coluna. “Em casos mais brandos, podem ser indicados, a princípio, apenas a observação do desenvolvimento do quadro, o uso de colete e fisioterapia para fortalecimento dos músculos da região. Ainda, pode ser recomendada cirurgia, para situações nas quais é observado o progresso da curvatura, principalmente em crianças, e, para adultos, quando o grau da curvatura for superior a 50°”, explica Dr. José Thiago.

É importante que, ao suspeitar da possibilidade de escoliose, um médico seja procurado para realização dos exames necessários para diagnóstico, como raio-x, tomografia ou ressonância. Se constada, é importante o início de tratamento e monitoramento especializado, para que problemas futuros sejam evitados.

Fonte: Clínica SO.U

Cirurgia de coluna: conheça mitos e verdades sobre o tema

A cirurgia de coluna não é indicada em todos os casos, mas quando o paciente está em mãos de um especialista experiente, pode ser a solução ideal para problemas crônicos, que causam incômodos persistentes e a longo prazo. Para esclarecer algumas questões, Marcelo Valadares, médico neurocirurgião da Disciplina de Neurocirurgia da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp e do Hospital Albert Einstein elencou alguns mitos e verdades sobre o tema.

Cirurgia de coluna não é para todos, mas pode ser eficiente em boas mãos.
Verdade:
o organismo é naturalmente perfeito e capaz de, muitas vezes, se regenerar sozinho. Porém, a dor intensa não controlável, a incapacidade a ponto de causar prejuízo às atividades diárias, doenças prolongadas, causando meses de dor, e outros riscos à saúde, precisam de atenção. Valadares reforça que não existe uma verdade que seja absoluta para todos: “Nem sempre algo é bom para todos. Não existe uma técnica melhor do que a outra. Cada caso é um caso. Um cirurgião experiente domina todas as técnicas deve saber escolher o melhor para aquele paciente”, pontua.

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As novas tecnologias podem tornar as cirurgias de coluna mais promissoras.
Parcialmente verdade:
segundo o médico, novas tecnologias aumentam a segurança em uma cirurgia e diminuem o risco, mas se mostram revolucionárias apenas no começo, para depois encontrarem suas aplicações ideais. “Geralmente, este tipo de cirurgia é pouco acessível e cara. Cuidado com inovações muito promissoras, especialmente em casos de implantes”, alerta o neurocirurgião.

A cirurgia de coluna sempre é um procedimento invasivo.
Mito:
de acordo com o médico, procedimentos na coluna podem ser pouco invasivos e realizados, até mesmo, com pequenas agulhas – às vezes muito finas – ou ainda com cânulas, tubos que podem ser tão pequenos quanto um canudo, por exemplo. Procedimentos assim, em geral, são realizados com auxílio de uma câmera ou um aparelho de raio-x, que guiam o cirurgião durante o procedimento.

Para tratar uma hérnia de disco, o paciente necessariamente precisa fazer uma cirurgia.
Mito:
não é verdade que todo paciente com hérnia de disco precisa de uma cirurgia de coluna. Segundo o especialista, cerca de 9 a cada 10 pacientes com dores causada por hérnias de disco não precisam de cirurgia. “O bom cirurgião sempre leva a intensidade da dor do paciente em conta, há quanto tempo ele está sofrendo com o problema e, também, como a dor interfere em suas atividades diárias”, explica o médico. “Se os sintomas forem leves e tiverem curta duração, o tratamento jamais será cirúrgico. O organismo é sábio e capaz de corrigir alterações sozinho, ou com um pequeno auxílio de tratamentos, como fisioterapia”, complementa.

O paciente pode perder os movimentos após uma cirurgia de coluna.
Mito:
nenhuma cirurgia de coluna feita atualmente, que siga os protocolos de segurança e técnicas corretas, prevê perda de movimentos como resultado aceitável. Se houver risco real, o procedimento não deve ser indicado. “Existem sim riscos de complicações devido a variações anatômicas que não podemos prever e podem levar a situações como déficits neurológicos pós-operatórios. Mas estas são extremamente raras”, afirma o neurocirurgião. Ele explica que, especialmente no caso de pessoas com tumores na medula, o paciente pode apresentar uma fraqueza no pós-operatório, que normalmente se recupera em alguns dias.

Dores após a cirurgia podem acontecer.
Verdade:
dor após cirurgia pode acontecer, especialmente em procedimentos maiores. Porém, hoje existem medicamentos de diversos tipos para controlar eventuais dores. O esperado é que, após cirurgias de coluna, o paciente não sinta dores que o incomodem. Se sentir, é comum que elas sejam controladas com medicação e persistam por um curto período.

A cirurgia de coluna precisa ser feita somente por um neurocirurgião.
Mito:
no Brasil, todos os neurocirurgiões são habilitados para realizar cirurgias de coluna, e alguns ortopedistas que, após realizarem sua especialização em Ortopedia, buscam especialização, também, em cirurgias de coluna.

São necessários vários meses de recuperação após qualquer cirurgia na coluna.
Mito:
apenas as grandes cirurgias de coluna para deformidades, como as escolioses ou as fraturas causadas por acidentes, precisam de recuperações prolongadas hoje em dia, às vezes ultrapassando um mês. O normal é que o paciente saia andando do hospital, muitas vezes no mesmo dia da cirurgia. Parte significativa dos pacientes pode voltar a trabalhar dentro de uma ou duas semanas, e muitos deles podem praticar esportes em apenas um mês.

Cirurgia na coluna é sempre a última opção.
Mito:
uma cirurgia de coluna bem feita e na hora certa é um excelente tratamento e que, dependendo do problema, pode curar o paciente. A cirurgia de coluna, como explica o Dr. Valadares, não é a primeira opção quando a doença do paciente é benigna e deve se resolver sozinha, como as hérnias de disco que causam dores mais amenas. Existem, ainda, procedimentos mais simples e também capazes de curar a doença do paciente, como fortalecimento muscular para alguns casos de dor lombar. “Incorreto é o paciente passar meses – às vezes anos – realizando tratamentos com pouco eficiência para determinado problema apenas por medo ou falta de informações sobre o seu caso”, reitera.

Exercícios em academia podem ser feitos após uma cirurgia de coluna.
Verdade:
em geral, a atividade física em academia ou ao ar livre faz, até mesmo, parte da recuperação de quem operou a coluna. É preciso cuidado com o tempo certo para início das atividades e saber quais exercícios o paciente poderá fazer no início. O neurocirurgião da Unicamp alerta: apenas o médico por trás de cada caso poderá opinar especificamente sobre o paciente e suas necessidades.

Fonte: Marcelo Valadares é médico neurocirurgião da Disciplina de Neurocirurgia da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp e do Hospital Albert Einstein

Como a pandemia está afetando nosso corpo

A pandemia de Covid-19 e o estresse que veio com ela mudaram nossas vidas de muitas maneiras. Essas mudanças podem afetar a saúde, tanto física quanto mentalmente. Mas você pode fazer algumas coisas para limitar seus efeitos. Confira:

Ansiedade

Muitos aspectos da pandemia podem deixá-la mais ansiosa ou preocupada do que o normal. Se você tiver problemas para dormir ou notar mudanças no seu apetite ou sua energia, é uma boa ideia fazer uma pausa nas notícias e nas redes sociais e encontrar tempo para hobbies e exercícios, mesmo que seja apenas para fazer alongamento ou dar uma caminhada diária.

Depressão

As dificuldades causadas pela pandemia podem ser ainda mais difíceis de lidar se você se sentir isolado por causa do distanciamento físico. Se você se sentir triste, sem esperança ou mal-humorada na maior parte do tempo, é importante se conectar com amigos ou familiares e conversar sobre como está se sentindo. Se você ficar deprimido por vários dias, ou tiver pensamentos de se machucar, procure um médico ou psicólogo para obter ajuda.

Dores de cabeça

A ansiedade também pode afetar você fisicamente. Dores de cabeça e enxaquecas estão entre os sintomas mais comuns causados ​​por preocupação e incerteza durante a pandemia. Além de se desconectar e ser mais ativa, exercícios de meditação ou respiração podem ajudar a aliviar o estresse.

Perda de cabelo

Tufos de cabelo ralos ou caindo podem ser um sinal preocupante de estresse pandêmico, mas é apenas temporário. Acontece quando mais fios de cabelo do que o normal entram na “fase de queda” ao mesmo tempo. Você pode começar a notar dois a três meses após o início do estresse e que ele cessa depois que o estresse diminui.

Problemas dentários

Foto: LiveStrong

Se sua mandíbula estiver dolorida ou seus dentes doerem ou estiverem sensíveis, você pode estar cerrando a mandíbula ou rangendo os dentes sem saber. O estresse pode causar isso, e geralmente acontece quando você está dormindo ou se concentrando muito. Junto com os exercícios de relaxamento muscular, seu dentista também pode recomendar que você durma com um protetor bucal.

Problemas de pele

Lavar as mãos é uma parte importante para conter a disseminação da Covid-19, mas fazer isso com frequência pode quebrar os óleos naturais que protegem suas mãos e secá-las. Se você notar que suas mãos estão mais secas do que o normal, especialmente se você tiver uma condição como eczema, tente usar uma quantidade menor de sabão e água morna em vez de quente. Quando terminar, dê tapinhas nas mãos com uma toalha e, em seguida, use creme para as mãos ou vaselina.

Fadiga ocular

Foto: Optix

Durante a pandemia, as telas se tornaram uma conexão com o mundo exterior, seja um monitor para o trabalho, uma TV para entretenimento ou um telefone para as redes sociais. Mas passar muito tempo na frente delas pode causar queimação, coceira, olhos lacrimejantes e até mesmo visão embaçada ou dupla. Para se proteger, desligue as lâmpadas do ambiente para diminuir o brilho, certifique-se de que suas lentes corretivas seguem a prescrição, use lágrimas artificiais para ajudar com os olhos secos e faça pausas frequentes.

Ganho de peso

Foto: Pablo Merchan Montes/Unsplash

Durante a pandemia, várias coisas tornaram mais fácil ganhar quilos extras, como trabalhar em casa, fazer menos exercícios e fazer lanches quando estava estressada. Não seja muito dura consiga mesma, mas se sentir que precisa controlar seus hábitos alimentares, pode fazer um plano semanal de refeições e lanches, controlar o que come todos os dias, ou, se você trabalha home office, vá para a cozinha apenas quando puder sentar e saborear a comida.

Hábitos não saudáveis

Os maus hábitos são ainda mais difíceis de abandonar com o tempo disponível e poucas distrações. Quer se trate de beber álcool, fumar ou jogar videogame por horas a fio, é fácil escorregar e perder (ou ignorar) os sinais de alerta. Se você está fazendo algo em segredo ou uma pessoa querida tentou falar com você sobre isso, provavelmente é hora de parar. Se você tiver problemas para quebrar um hábito prejudicial à saúde, seu médico pode ajudar.

Dor no pescoço e nas costas

A mesa de jantar ou o balcão da cozinha não são necessariamente um bom substituto para a estação de trabalho ergonômica em seu escritório. Com o tempo, sentar-se em uma posição desleixada ou ter o monitor na altura errada pode danificar partes da coluna e causar todos os tipos de problemas no pescoço e nas costas. É melhor designar uma área de trabalho e seguir as diretrizes para torná-la o mais confortável possível. E não se esqueça de se levantar e andar frequentemente.

Dor nas mãos e nos pulsos

Uma configuração de trabalho confortável também é importante para outras partes do corpo. Certifique-se de que a altura da cadeira esteja ajustada para que os antebraços fiquem na altura do teclado. Mantenha o teclado reto ou inclinado para longe de você (nunca perto). Também é uma boa ideia fazer pausas e sacudir os pulsos com frequência. Também pode ajudar a manter as mãos quentes.

Fonte: WebMD

Planos de saúde: cirurgia endoscópica da coluna lombar e prótese discal da cervical passam a ter cobertura obrigatória

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) passou a incluir entre os procedimentos obrigatórios para cobertura dos planos de saúde a endoscopia da coluna vertebral para tratamento da hérnia de disco lombar e a artroplastia discal de coluna cervical. A atualização do rol foi feita em fevereiro e entrará em vigor a partir de hoje, 1º de abril.

A doença é caracterizada pelo desgaste dos discos intervertebrais, estruturas entre as vértebras que amortecem os impactos da coluna, que extravasam ou rompem e comprimem as terminações nervosas da medula espinhal. A compressão da estrutura neural causa dores, fraquezas e formigamentos nos membros. O desgaste é mais comum na região lombar, mas também pode afetar a cervical e, menos comum, a torácica.

Entenda a hérnia de disco

Segundo o médico ortopedista especialista em cirurgia da coluna, Antônio Kriger, o desgaste dos discos faz parte do envelhecimento humano, um processo de degeneração natural dos discos, mas também pode afetar pacientes jovens devido sobrecarga realizada nas atividades diárias, má postura no dia a dia e no trabalho, falta de atividade física ou exercícios feitos com sobrecarga e de maneira incorreta.

De acordo com o especialista, o diagnóstico precoce e o tratamento conservador com a administração de remédios, repouso, fisioterapia, acupuntura, prática de atividades físicas e fortalecimento muscular são eficientes para oito em cada dez pacientes.

“Uma cirurgia só será indicada em situações específicas, como a dor intratável, o déficit neurológico e falha no tratamento conservador sem melhora significativa dos sintomas após no mínimo oito semanas”, explica Krieger.

Endoscopia da coluna lombar

Ilustração: Riwospine

A cirurgia endoscópica da coluna lombar que foi aprovada pela ANS é também conhecida como cirurgia minimamente invasiva e é indicada quando o tratamento conservador falha. Durante a cirurgia, com o uso do endoscópio associado a uma câmera, o cirurgião acessa e remove a hérnia de disco com dano mínimo às estruturas da coluna e musculatura através de uma incisão de 0,8 a 1 cm, que é fechada com um ponto e que recebe um pequeno curativo.

“A inclusão da cirurgia endoscópica da coluna no rol da ANS é uma vitória para os pacientes que vão ser beneficiados com uma técnica cirúrgica moderna, menos invasiva e que é considerada hoje o padrão ouro do tratamento das hérnias discais lombares. É uma cirurgia com menos tempo de internamento, que pode ser feita até com anestesia local e que normalmente os pacientes podem ir pra casa no mesmo dia sem precisar de internamento. Além disso, ela diminui a lesão na musculatura e o sangramento comparada com a cirurgia aberta”, explica o cirurgião.

Artroplastia discal da coluna cervical

A cirurgia tem como critério de indicação a hérnia de disco e a discopatia degenerativa (o desgaste do disco). Como a região exige mobilidade e flexibilidade, o tratamento envolve a substituição do disco por uma prótese modular.

Por meio de uma incisão na parte anterior do pescoço, o cirurgião remove todo o material cartilaginoso do disco degenerado e insere uma prótese de metal e polietileno de alta densidade. Este disco artificial permite que o segmento volte a realizar movimentos dentro dos limites normais.

“Ela irá trazer um grande benefício principalmente para os pacientes jovens, porque até então só havia a liberação dos convênios da cirurgia de artrodese, com placas e parafusos, o que causava rigidez do segmento operado e risco de Síndrome do Nível Adjacente que é o desgaste precoce do disco superior ao operado com a artrodese. A prótese discal modular permite continuar com mobilidade e diminui o risco dos discos adjacentes”, finaliza Krieger.

Casos reais

Dr. Antònio Krieger durante cirurgia

Segundo o empresário Rodrigo Andruszewicz, a inclusão das cirurgias nos planos de saúde irá colaborar para a qualidade de vida principalmente daqueles que não têm condições de acesso aos procedimentos no particular.

“Eu entrei no centro cirúrgico às 17h e às 23h já estava indo para casa. Cinco dias depois eu estava jogando futebol. Eu acredito que essa seja uma das melhores cirurgias por vídeo. Na época, não existia a cobertura do plano de saúde e eu tive que pagar no particular. Com a inclusão nos planos, isso irá ajudar muitas pessoas que não tem condições de ter acesso a essa cirurgia”, afirma.

Home office improvisado pode causar danos à coluna

Especialista alerta sobre doenças da coluna que podem ser causadas pela má postura

As medidas de isolamento adotadas para conter o avanço do novo coronavírus no Brasil fizeram com que grande parte dos trabalhadores tivesse que se adaptar ao trabalho remoto. Sem mesa, cadeira e iluminação adequada, o primeiro impacto do home office improvisado foi na coluna, já que o termo “dor nas costas” bateu recorde de buscas no Google Trends no início da quarentena.

Para Cezar de Oliveira, neurocirurgião especialista em coluna do Hospital Sírio-Libanês, assim como outros problemas de saúde, os impactos da quarentena na coluna podem estar começando a surgir agora. “A má postura, quando persistente, pode causar graves lesões na coluna vertebral, principalmente nas regiões cervical e lombar”, comenta o especialista.

Além de dores, muitas vezes até incapacitante, a má postura pode causar curvaturas anormais na estrutura da coluna e desgastes dos discos intervertebrais. “Ficar diariamente em uma posição ruim pode acabar provocando a cifose da coluna, caracterizada quando há uma projeção arredondada das costas para a frente, ou até mesmo a famosa hérnia de disco em casos mais graves”, alerta o neurocirurgião.

Como cuidar da coluna no home office

E se a sua mesa não tem a altura ideal ou sua cadeira não é ajustável, é possível usar a criatividade, com almofadas e objetos para deixar o computador mais alto (de preferência na altura dos olhos). O importante é manter as costas e o pescoço em linha reta, braços relaxados ao lado do corpo, antebraços paralelos ao chão e pés apoiados no solo.

Outro ponto importante é sobre manter as atividades físicas, mesmo que esteja trabalhando de casa. “Os exercícios físicos regulares são tão importantes quanto a mobília adequada, já que ajudam no fortalecimento dos músculos da região. Além disso, lembre-se de se manter hidratado durante o dia e de fazer pequenas pausas para se alongar”, recomenda o médico.

Quando procurar ajuda

Embora ainda não tenhamos chegado ao fim da pandemia, o ideal é buscar um check-up geral da saúde assim que possível. Com medo da contaminação, muitas pessoas deixaram de realizar seus exames periódicos e, somado com os meses que passamos isolados, a saúde geral deve ser uma prioridade.

“E quando a dor na coluna não vai embora em poucos dias e começa a atrapalhar as atividades do cotidiano, o recomendado é buscar ajuda especializada. Assim como a maioria dos problemas de saúde, as patologias da coluna possuem melhor tratamento com o diagnóstico precoce”, finaliza o cirurgião.

Fonte: Cezar Augusto Alves de Oliveira é neurocirurgião, especialista em coluna, chefe das equipes da neurocirurgia nos hospitais Sírio-Libanês, AACD, Hcor, Rede São Luiz, Edmundo Vasconcelos e Santa Catarina. Possui especialização pela Harvard Medical School, com Prof. Chief Peter M. Black; fez residência médica, com especialização em cirurgia da coluna, no Centro Médico da Universidade de Nova York, no Departamento de Neurocirurgia, com o Prof. Dr. Paul Cooper. É Membro Titular da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia.

Dor nas pernas nem sempre é sinal de problemas de circulação; aprenda a identificar

Cirurgiã vascular explica a quais sinais ficar atento, além da dor nos membros inferiores, para identificar doenças vasculares como varizes

Ao sentirmos dores nas pernas, seja em repouso ou praticando atividades como corrida e caminhada, nosso primeiro reflexo é colocarmos os membros para cima ou procuramos um vascular acreditando que o sintoma seja um sinal de que algo está errado com nossa circulação. Porém, isso não é bem verdade.

“São vários os fatores que podem provocar dores nas pernas e a circulação é apenas um deles. O sintoma também pode ser sinal, por exemplo, de problemas ortopédicos e fisiátricos, como tendinites, cãibras, lesões e distensões musculares”, explica a cirurgiã vascular Aline Lamaita, membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular. Por isso, antes de correr para o vascular, é importante reconhecer outros sintomas, além das dores na perna, que podem indicar problemas de circulação.

Por exemplo, uma das condições circulatórias que podem causar dor nas pernas é a doença arterial periférica (DAP). “A doença arterial periférica prejudica a circulação do sangue e provoca, entre outras coisas, dor na hora de caminhar. Na maior parte das vezes, a obstrução ocorre quando há acúmulo de placas de gordura e perda de flexibilidade nas paredes dos vasos sanguíneos arteriais, responsáveis por levar o sangue para nutrir as extremidades do corpo, como braços e pernas”, afirma a especialista.

Para identificar o problema, além da dor na perna, você deve ficar atento a sinais como fadiga e fisgadas na panturrilha, sensação de cãibra ao caminhar ou se exercitar; perda de pelos nas pernas, unhas dos pés enfraquecidas, coloração esbranquiçada dos membros inferiores e infecções recorrentes nos pés. “Nos casos mais avançados pode ocorrer impotência sexual, dor nas pernas mesmo em repouso, redução da temperatura dos membros inferiores, formigamentos e eventual aparecimento de feridas ou gangrena nos pés pela condição de extrema falta de circulação”, completa.

Além da doença arterial periférica, as varizes são uma condição circulatória muito comum que também podem causar dores nas pernas. “Varizes são veias que perderam sua função circulatória. Como seu sistema valvular não funciona, as veias deixam o sangue refluir, o que aumenta a pressão interna e causa alterações em sua parede. Desta forma, a veia torna-se dilatada, tortuosa e começa a aparecer na pele”, destaca a cirurgiã vascular.

“Os sintomas das varizes incluem dor, ardor e sensação de peso nas pernas, principalmente no final do dia, inchaço dos membros inferiores, coceira na região afetada e mudanças na coloração da pele.”

Mas a boa notícia é que é possível prevenir essas causas das dores nas pernas através da adoção de alguns hábitos saudáveis em seu estilo de vida. “É importante, por exemplo, que você mantenha uma alimentação balanceada, evite consumir grandes quantidades de sal e açúcar, consuma 2 litros de água por dia, pratique exercícios físicos regularmente, pare de fumar, diminua a ingestão de bebidas alcoólicas e monitore seu colesterol, glicemia e pressão arterial, tomando as medidas necessárias para mantê-los sob controle”, aconselha a médica.

Porém, caso você sinta dor constante e frequente nos membros inferiores, é importante consultar um médico, mesmo que você não tenha certeza se o sintoma está sendo causado por problemas circulatórios. “O profissional especializado poderá realizar uma avaliação e dizer se a causa da dor nas pernas é realmente a circulação, recomendando assim o tratamento mais adequado para você. Caso contrário, o médico poderá encaminhá-lo para o especialista indicado para resolver o problema”, finaliza Aline.

Fonte: Aline Lamaita é cirurgiã vascular, membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular, da Sociedade Brasileira de Laser em Medicina e Cirurgia, do American College of Phlebology, e do American College of Lifestyle Medicine. Formada pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Pauloem 2000, hoje dedica a maior parte do seu tempo praticamente à Flebologia (estudo das veias). Possui título de especialista em Cirurgia Vascular pela Associação Médica Brasileira / Conselho Federal de Medicina

Três problemas na coluna que comprimem o nervo

Dependendo do local e da forma que ocorre a compressão, pacientes podem apresentar sintomas distintos

Quando falamos em compressão de nervos, a primeira patologia da coluna que pensamos é na hérnia de disco. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), somente esta doença atinge cerca de 5,4 milhões de brasileiros. Entretanto, este é apenas um dos problemas na coluna que podem resultar em um nervo comprimido.

“Existem várias doenças que podem acometer um corpo vertebral e resultar na compressão de raízes nervosas, como no caso da hérnia de disco. Nesta doença, o núcleo gelatinoso de um dos discos intervertebrais se desloca, podendo pinçar um dos nervos da coluna”, comenta Cezar de Oliveira, neurocirurgião, especialista em coluna do Hospital Sírio-Libanês.

Quando há o diagnóstico de um nervo comprimido, o paciente pode apresentar sintomas, como dores nas costas, formigamentos, fraqueza muscular, dor irradiada para os membros, perda do controle da bexiga ou do intestino, dificuldade para caminhar ou para permanecer por muito tempo em uma mesma posição, sensação de queimada e fisgada ou choque na coluna, glúteos, pernas ou planta do pé.

Conheça outros três problemas na coluna que podem causar a compressão de um nervo:

Artrose Facetária

As articulações facetárias, responsáveis por proporcionar estabilidade, mobilidade e suporte para a coluna, podem se degenerar por um trauma, envelhecimento natural ou até mesmo outra patologia da coluna, como espondilolistese. Essa degeneração pode resultar em uma pressão nos nervos da coluna.

“Quando é feito este diagnóstico, o paciente costuma sentir dores na parte inferior da coluna ou na região do pescoço, além de espasmos musculares e até a diminuição da flexibilidade da coluna”, explica o especialista

Osteofitose, o famoso “bico de papagaio”

A osteofitose é caracterizada quando alterações ósseas surgem nas vértebras por causa da desidratação do disco intervertebral. Quando há uma sobrecarga na articulação doente, o organismo provoca uma expansão óssea na tentativa de estabilizar e absorver a sobrecarga daquele segmento, favorecendo a aproximação das vértebras e tornando possível a compressão das raízes nervosas. O nome ‘bico de papagaio’ se refere a semelhança dos osteófitos na coluna, já que sua curvatura lembra do bico da ave. Essa doença tem várias causas, como o tabagismo, estresse, alcoolismo e até a má postura. Há casos em que a osteofitose aparece como uma resposta do organismo à artrose”, conta o médico.

Estenose espinhal

Outra condição que ocorre devido ao envelhecimento é a estenose espinhal, que é caracterizada pelo estreitamento do canal vertebral. Com o passar dos anos, o crescimento excessivo do osso ou de tecidos adjacentes podem estreitar a abertura dos ossos da coluna vertebral que acomodam fibras nervosas, que se ramificam a partir da medula espinhal, resultando na compressão do nervo. “Quando a dor na coluna é frequente, uma investigação médica é necessária. O diagnóstico correto e precoce pode fazer toda a diferença no tratamento. Sentir dor não é normal, por isso, procure atendimento especializado”, finaliza o cirurgião.

Fonte: Cezar Augusto Alves de Oliveira é neurocirurgião, especialista em coluna, chefe das equipes da Neurocirurgia nos hospitais: Sírio-Libanês, AACD, Hcor, Rede São Luiz, Edmundo Vasconcelos e Santa Catarina. Possui especialização pela Harvard Medical School, com Prof. Chief Peter M. Black; fez residência médica, com especialização em cirurgia da coluna, no Centro Médico da Universidade de Nova Iorque, no Departamento de Neurocirurgia, com o Prof. Dr. Paul Cooper. Membro Titular da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia, graduado pela Faculdade de Medicina de Campos (RJ) e cursou o Internato Eletivo em Neurocirurgia, no Instituto de Neurocirurgia da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro. Instagram: @drcezardeoliveira

Como o envelhecimento afeta seu sono

Conforme você envelhece, é provável que surjam mudanças em seus padrões de sono. Você pode achar mais difícil dormir – e ficar assim – do que antes. Você pode se sentir cansado durante o dia e querer tirar uma soneca. Você não está sozinho: muitos homens e mulheres com mais de 50 anos têm problemas para dormir. Muitas coisas podem afetar a qualidade do seu descanso e, às vezes, há mais de uma causa em jogo.

Dor

Artrite, problemas nas costas, DRGE (doença do refluxo gastroesofágico), diabetes e outras doenças relacionadas à idade podem causar dores que o acordem. Em alguns casos, a fisioterapia ou a cirurgia podem ajudar com dores nas costas. Caso contrário, seu médico poderá tratá-lo, bem como outras doenças subjacentes. Os analgésicos de venda livre podem diminuir a dor e a inflamação.

Doença Neurológica

Parkinson

Esses tipos de doenças causam problemas com sinais elétricos no cérebro e no sistema nervoso. A doença de Parkinson pode causar movimentos que o acordem ou perturbem seu sono de outras maneiras. E o Alzheimer perturba e agita algumas pessoas bem na hora em que normalmente vão dormir. Seu médico pode ajudá-lo a tratar os sintomas dessas doenças.

Remédios

Medicamentos para doenças cardíacas, hipertensão, Parkinson e problemas de tireoide – todos mais comuns com o aumento da idade – podem interromper seu sono. E a idade pode tornar os efeitos de alguns medicamentos mais propensos a mantê-lo acordado, como o estimulante pseudoefedrina em descongestionantes de venda livre. O seu médico pode ajustar ou alterar a sua medicação se ela parecer afetar o seu sono.

Acordando para fazer xixi

Se isso acontecer mais de uma vez por noite, seu médico pode concluir que seja noctúria. Isso tende a acontecer mais conforme você envelhece e pode ser devido a doenças, como diabetes, insuficiência cardíaca ou infecção, inflamação e outros problemas de bexiga relacionados à idade. Pode ajudar a evitar cafeína e álcool no final do dia. Seu médico pode prescrever comprimidos de água (diuréticos) para ajudá-lo a fazer xixi no início do dia, ou outros medicamentos que diminuem a necessidade de ir ao banheiro.

Menopausa


À medida que você para de menstruar na meia-idade, seu corpo lentamente para de produzir os hormônios progesterona e estrogênio. Isso geralmente causa ondas de calor em que uma onda de adrenalina a acorda. Isso pode acontecer muitas vezes por noite. Elas podem fazer você ficar muito quente e suar – às vezes muito. Seu médico pode prescrever hormônios para interromper esses flashes e ajudá-la a dormir.

Mudanças no ritmo do sono


Conforme você envelhece, você tende a ficar com mais sono no início da noite e acordar mais cedo. Pode ajudar ouvir seu corpo conforme isso muda, para que suas horas de sono estejam mais em sintonia com os ritmos naturais de seu corpo. Você pode ir para a cama com uma rotina relaxante à noite. Leia um livro ou ouça uma música suave. Um banho ou ducha quente e alguns exercícios leves de alongamento também podem causar sonolência.

Apneia do sono

É quando você ronca tão intensamente que interrompe repetidamente a respiração enquanto dorme – às vezes centenas de vezes por noite. Pode afetar qualquer pessoa, mas é mais provável depois dos 40 anos. Você pode perceber que está grogue no dia seguinte por falta de sono. Às vezes é porque você está com alguns quilos a mais, mas nem sempre. Um médico pode fazer exames para ver se você tem e ajudá-lo a tratá-lo.

Síndrome das pernas inquietas

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Faz com que suas pernas se movam quando você não quer. Pode mantê-lo acordado com sensações estranhas nas pernas: elas podem formigar, ou você pode sentir sua pele se arrepiar ou ter uma sensação de “alfinetes e agulhas”. Quando inclui os braços, é chamada de distúrbios do movimento periódico dos membros, ou DMPM. Cerca de 20% das pessoas com 80 anos ou mais têm SPI. Mais do que isso, têm alguma forma de DMPM. O seu médico pode ajudá-lo a controlar os seus sintomas.

Saúde mental

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Novos problemas de saúde mental, como depressão, podem surgir com a idade. Pessoas com depressão, transtorno bipolar e outros transtornos do humor têm maior probabilidade de ter problemas de sono. Pode ser um evento repentino ou um período difícil em sua vida. Ou pode ser que os eventos do dia a dia comecem a preocupá-lo mais do que antes (ansiedade). Fale com o seu médico se as preocupações ou o seu humor parecem interferir no seu sono.

Cochilos

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Conforme você envelhece, pode ter mais tempo extra para cochilar durante o dia, seja por acaso ou propositalmente. Mas se você não está dormindo à noite, cochilos podem não ser uma boa ideia, especialmente no final da tarde ou à noite. Você pode não se sentir cansado na hora de dormir ou dormir bem. Isso pode levar a um ciclo que perturba sua rotina normal de sono e tornar mais difícil o acordar de manhã.

Problemas de coração

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Falta de ar por insuficiência cardíaca, dor no peito por angina, pulso acelerado por fibrilação atrial: todos esses problemas cardíacos podem interferir no seu sono. E menos sono pode piorar esses problemas cardíacos, o que leva a um ciclo infeliz. Converse com seu médico sobre qualquer um desses sintomas. Se você tiver uma doença subjacente, descubra como pode controlá-la com mudanças no estilo de vida, medicamentos, cirurgia ou outros tratamentos.

Ajude seu sono: faça uma lista

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O sono pode ser difícil se sua mente estiver ocupada com todas as coisas que você precisa fazer amanhã. Você pode reduzir esse estresse se dedicar apenas alguns minutos para organizar seus pensamentos em uma lista de “tarefas a fazer”. Isso pode ajudá-lo a dormir melhor esta noite. E também fornece um guia pronto sobre como agir no dia seguinte.

Ajude a dormir: desligue o celular

A luz artificial após o anoitecer pode atrapalhar seu sono. A luz azul de dispositivos eletrônicos como smartphone e laptop é especialmente ruim porque reduz os níveis de melatonina. Telas especiais podem filtrar parte dessa luz. Alguns dispositivos têm configurações de “turno noturno” que ajudam a removê-lo. Mas a melhor coisa a fazer é desligar eletrônicos o mais cedo possível.

Ajude seu sono: menos álcool

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Você pode sentir sono depois de um ou dois drinques, mas, mais tarde, isso pode acordá-lo continuamente durante a noite. Ele perturba o importante estágio REM do sono e pode interferir na respiração. Também faz você urinar mais, o que significa que pode ter que se levantar e ir ao banheiro. Beber menos no final da tarde e à noite antes de dormir pode ajudar.

Ajude seu sono: menos cafeína


Não é apenas no café e no chá. Está em refrigerantes, chocolate, bebidas energéticas e analgésicos de venda livre. Pode dificultar o sono. Também pode diminuir a quantidade ou a qualidade do seu sono, especialmente à medida que você envelhece. Mesmo seis a oito horas antes de dormir pode ter um efeito. Fique longe dela à tarde e à noite, principalmente se tiver problemas para dormir.

Fonte: WebMD