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Como desenvolver disciplina financeira – por Ricardo Hiraki Maila* 

Disciplina financeira é uma qualidade importantíssima para a garantia de execução do planejamento financeiro. Afinal, não adianta criarmos um planejamento sem que ele seja executado de maneira adequada. A organização vai garantir o sucesso nos seus objetivos financeiros.

O fator base para você alcançar a disciplina é comprometimento. Se seu planejamento financeiro diz para você cortar saída aos finais de semana por pelo menos um mês, você terá que cortar. Os resultados só vão aparecer se você se comprometer em executar o planejado. Questione e saiba dizer não. “Qual o benefício se eu for comprometido e realizar o planejado? Quero comprar? Posso comprar? O que acontece se eu não comprar?”

Mobilize sua família e quem está ao seu lado. Conte que está em uma fase de mudança de hábito, os benefícios de você adquirir e porquê está fazendo isso. Peça apoio e “broncas” (se necessário), afinal, todos nós gostamos de um empurrãozinho a mais.

Conheça alguns hábitos que ajudam durante esse processo:

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=Crie seu planejamento financeiro com o horizonte de pelo menos dois anos.
=Faça a análise constante do seu orçamento, trace planos de ação e acompanhe.
=Coloque suas contas para serem pagas em um só dia. Foque na quitação de dívidas.

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=Anote todos os seus gastos e confronte sempre com seu planejamento. O ideal é uma planilha.
=Não compre parcelado. Acostume-se a trabalhar com o dinheiro que tem no momento.
=Evite desperdícios. Seu bolso agradece, o mundo e seu planejamento financeiro também.

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=Estude sempre. Busque conteúdos relevantes e com quem possua autoridade no tema. O mundo financeiro é simples, mas pode ser complexo se você não der a devida atenção.
=O mais importante é você fazer isso repetidamente até se tornar um hábito e ser uma coisa comum.

*Ricardo Hiraki Maila – administrador, pós-graduado em gestão financeira pela FGV e pós-graduado em gestão de negócios pelo Mackenzie. Trabalhou por mais de cinco anos como diretor de planejamento e financeiro de um grande grupo do Brasil. Fundou a Plano Consultoria há dois anos, empresa de consultoria de finanças pessoais, que hoje conta com 15 colaboradores. 

Formas de economizar com produtos de beleza

Mulheres convivem diariamente com a pressão em relação à aparência. A indústria da beleza se aproveita disso, desenvolvendo mais e mais produtos, muitas vezes desnecessários, para gerar o desejo de compra. Porém, produtos e serviços de beleza podem causar um grande prejuízo no orçamento. Mesmo que o gasto não seja descontrolado, uma pessoa que se propõe a ir mensalmente à manicure, depiladora e cabeleireira pode ter um custo alto. Veja algumas dicas apresentadas pelo Simplic para economizar nesse setor.

1 – Estabeleça um orçamento mensal

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Faça uma lista de todos os seus gastos com beleza por mês – maquiagens, salão de beleza e até retoques de cabelo feitos a cada três meses. Assim, ficará fácil comparar se os gastos condizem com seus ganhos e não estão ultrapassando seu limite mensal; caso a conta não feche, é hora de rever compras e serviços.

2 – Tenha um kit básico

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Os itens usados no dia a dia, como cremes hidratantes, protetores solares, perfumes e maquiagem, que formam um kit básico, devem ser delimitados por você. Esses itens podem entrar em seu orçamento mensal, já maquiagens de festa, novos lançamentos e produtos específicos, menos cotidianos, são supérfluos e devem ser comprados apenas quando o orçamento estiver sobrando em alguma outra categoria.

3 – Aproveite até o fim

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Depois de comprar um produto é preciso aproveitá-lo ao máximo. Muitas vezes, quando o conteúdo está no final, não conseguimos mais extraí-lo da embalagem. Uma dica é, com uma tesoura, abrir a embalagem, horizontalmente, de forma que possa acessar o conteúdo – que não acabou.

4 – Saiba quando vale pagar mais

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Nem sempre é uma boa ideia economizar em maquiagem, uma vez que a qualidade pode interferir na saúde da sua pele. Itens como lápis de olho não tem grande diferença e podem ser encontrados em marcas mais econômicas. Já a base, que fica em contato direto com a pele de todo o rosto, pode ter tecnologias específicas que justificam a diferença de preço e valem gastar mais.

5 – Faça você mesma!

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Foto: Werby Fabrik/Pixabay

Quando o orçamento aperta, pintar as unhas, fazer depilação e hidratações nos cabelos são possíveis de fazer em casa, de forma muito mais econômica. Deixar para um profissional apenas coisas que você não domina – como cortar o cabelo – pode aliviar o orçamento. Deixar idas ao salão intercaladas com as vezes que faz o serviço em casa também é uma opção para quem não abre mão do serviço.

Produzido por Simplic tendo como fontes Finanças Femininas, Dicas de Mulher

Você já ouviu falar sobre alimentação sazonal?

Prática auxilia no emagrecimento e na economia doméstica

Durante os próximos meses começa a época do mamão, das nozes, da uva e do rabanete. Além desses, outros inúmeros alimentos se tornam mais ou menos frequentes nas feiras livres de todo o país de acordo com a sua sazonalidade e região. Mas por que respeitar essa característica quando, dia após dia, os alimentos se tornam mais fáceis de serem encontrados durante todo o ano?

frutas

Entre os benefícios de priorizar o consumo dos alimentos de acordo com a safra, há o aumento da qualidade, os impactos na saúde e o baixo custo que essa prática pode oferecer. “Cada hortaliça, legume e fruta tem um período propício para o cultivo. Basicamente, há o que chamamos de início de safra, quando os alimentos começam a chegar aos balcões; safra, quando a oferta é abundante; fim de safra, quando encontrar aquele item começa a ser mais difícil; e, por fim, a entressafra, quando o alimento não é cultivado e vendido”, explica o Nutricionista do Vigilantes do Peso, Matheus Motta.

Durante o ápice da safra, os alimentos encontram condições naturalmente favoráveis para seu cultivo e colheita e se mostram maiores, melhores e em grande quantidade. “Essa qualidade vai além da fruta bonita e chega também no valor nutricional. Alimentos consumidos dentro do período da safra tendem a se desenvolver melhor, podendo conter mais vitaminas e minerais , já que a semente encontra solo e ambiente propícios para se desenvolver”, ressalta o especialista.

Quem já tentou comprar morango fora de época sabe que uma fruta também pode ser salgada. Isso acontece em função da oferta e da procura. A dificuldade em cultivar um alimento diminui a quantidade e afeta a qualidade do item ofertado. Matheus conta ainda que em função disso, conhecer e respeitar as safras também auxilia – além da manutenção da saúde, na economia doméstica.

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Luciana Daudt, gestora jurídica e Associada do Vigilantes do Peso, adotou a sazonalidade na alimentação depois de perceber que alguns itens da lista de compras estavam caros demais. “Fui procurar o porquê e descobri que o aumento nos preços era em decorrência da entressafra”, explica.

Alimento melhor significa saúde melhor? Para Luciana, sim. “Sou uma pessoa muito alérgica e a alimentação impacta bastante no funcionamento do meu organismo. Ingerir alimentos mais frescos e nutritivos, cultivados com respeito à sazonalidade, melhorou bastante as minhas crises de alergia na pele”.

De acordo com Matheus, a saúde é beneficiada porque há uma variação nas escolhas. “Se a pessoa segue a sazonalidade, ela passa a adaptar o cardápio mês a mês e, assim, consome uma maior variedade de alimentos  e, consequentemente, de nutrientes, vitaminas e minerais”, complementa.

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“Para quem quer emagrecer, essa variação ajuda a deixar a alimentação mais leve e fugir da rotina, a probabilidade da pessoa enjoar de comer um único legume é menor, e, assim, o engajamento dela na reeducação alimentar também é beneficiado”, conclui.

Fonte: Vigilantes do Peso

Dicas para economizar e poupar dinheiro mesmo em tempo de crise financeira

Se um bom planejamento financeiro é essencial para ter uma vida equilibrada, em tempos de crise econômica no país, ele se torna fundamental. Quando o cenário econômico brasileiro apresenta problemas, grande parte da população também passa por dificuldades, e precisa se esforçar para manter as finanças em dia. O importante é se manter longe das dívidas e dos empréstimos, além de economizar e poupar dinheiro.

Como educação financeira não é o ponto forte dos brasileiros, conseguir economizar e poupar dinheiro, ainda mais em tempos de crise econômica, pode ser um grande desafio. Como desafios foram feitos para serem vencidos, o especialista em finanças e fundador da Maway Global Investments, Thiago Silva, dá algumas dicas:

1) Organize suas finanças

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Faça uma planilha e coloque nela os seus ganhos e os seus gastos. Até a compra de uma bala deve ser anotada. Afinal, é tão comum se perguntar “onde gastei todo o meu dinheiro” e não fazer a mínima ideia de como o valor foi diminuindo na sua conta. Isso vai ajudar a controlar as despesas.

2) Controle as despesas

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Cortar os gastos é o primeiro passo para controlar as despesas e economizar. Mas será que as pessoas sabem realmente o que cortar? Para fazer tal corte é preciso entender que há três tipos de gastos: os essenciais, os necessários e os supérfluos. Entender o que cada um engloba faz toda a diferença, pois é o ponto essencial que mostra os gastos realmente importantes dos que podem ser cortados.

3) Comece a poupar desde o primeiro dia que receber o pagamento

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Não espere chegar o fim do mês para começar a cortar gastos e economizar para poupar. Separe uma quantia assim que o dinheiro entrar. Se não sabe como nem onde investir, busque se informar ou conte com a ajuda de um profissional. Atualmente existem meios muito democráticos de se poupar, de forma eficiente, mesmo que com uma pequena quantia. Que tal começar guardando 5% do que você ganha e ir aumentando a porcentagem?

4) Pague as suas contas em dia

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Fique de olho nas datas de pagamento das suas contas, pague em dia e evite a cobrança de juros e multas. Se tiver desconto no pagamento antecipado, programe-se para isso.

5) Evite compras parceladas

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Priorize compras à vista, uma vez que as parceladas podem se tornar uma verdadeira armadilha. Especialmente para quem não sabe controlar o dinheiro. Uma compra parcelada aqui, outra ali, e a pessoa terá muitos meses só pagando dívidas. Fora que é um perigo contar com um dinheiro que ainda não é seu; valor que pode entrar na sua conta futuramente, mas que ainda não é uma certeza.

6) Repense alguns itens da sua vida

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O seu estilo de vida condiz com sua renda mensal? É interessante reavaliar alguns hábitos e repensar o que pode ser trocado na sua vida e, mesmo assim, continuar sendo divertido e prazeroso.

7) Use a tecnologia como aliada

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Você pode lançar mão de aplicativos e ferramentas que ajudam a gerenciar as finanças e controlar os gastos.

Fazer o planejamento financeiro não é difícil. O mais complicado é segui-lo. “Comece, se empenhe, faça acontecer, torne o controle um hábito até que se torne algo natural. No começo pode até ser desconfortável, mas quando a pessoa domina isso e começa a economizar e poupar, ela vê que pode investir e caminhar para a independência financeira. Isso não significa só qualidade de vida, mas liberdade”, finaliza Silva.

Fonte: Maway Global Investments

Nutricionista mostra que é possível ter uma boa alimentação sem gastar muito

Conhecer propriedades dos alimentos, investir na otimização do tempo e adotar novos hábitos fazem bem ao corpo e ao bolso

Fazer um planejamento financeiro, para a carreira e até pessoal é algo que faz parte do dia a dia. Mas poucas pessoas têm em mente planejar a alimentação para que o que venha à mesa seja saudável sem pesar no bolso. É isso que faz a nutricionista Lilian Guedes, especializada em nutrição esportiva e responsável pelo Departamento Gestão de Saúde do Grupo Géia.

Segundo ela, o alto custo está relacionado a má gestão da rotina alimentar. “Quem não se programa, geralmente consome produtos mais caros, calóricos e sem tanto valor nutricional. A correria do dia a dia ligada a má administração do tempo é um perigo para a alimentação, pois faz com que se troque a comida caseira por lanches em fast-foods, salgados na padaria da esquina”, diz.

Na Géia, por exemplo, os colaboradores e funcionários assistem palestras sobre saúde e prevenção, recebem orientações de profissionais, tem acesso a consultas nutricionais e planos alimentares pessoais e personalizados, com o objetivo de instigar os trabalhadores a se preocuparem e prestar mais atenção em sua alimentação.

“Atualmente, nossos colaboradores estão mais antenados e preocupados com sua saúde, tivemos diversos casos de funcionários que mudaram seus hábitos alimentares após as instruções e acompanhamento da Géia. Um dos casos mais impactantes é um colaborador que tinha uma alimentação muito restrita e extremamente resistente a mudança, onde não ingeria nada de legumes, verduras e frutas. Hoje, com as novas orientações e grande disponibilidade de frutas na empresa, ele consome folhas, frutas e legumes, como alface, maçã, banana, cenoura e beterraba”, conta Lilian.

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Para os que desejam minimizar os gastos, alguns hábitos como planejar um cardápio semanal, fazer uma lista de compras para levar apenas o necessário e reservar um horário do dia ou da semana para preparar as marmitas fazem total diferença. Também é interessante dar preferência às feiras livres, caso tenha fácil acesso, pois além do preço mais baixo é possível encontrar alimentos que estejam dentro da sazonalidade (frutas, verduras e legumes que sejam da época).

A importância dos grupos alimentares

O cardápio saudável é aquele que compreende os grupos alimentares (proteínas, carboidratos, gorduras, vitaminas e minerais) de forma harmônica, fornecendo assim, as quantidades adequadas de nutrientes para manutenção das funções vitais.

A grande dificuldade – e também o segredo – para se montar um cardápio saudável é entender a hierarquia dos alimentos e dosar a quantidade calórica e nutritiva para cada porção. Ou seja, o que deve ser prioridade e nunca faltar nas refeições diárias.

Com o planejamento da rotina e o conhecimento dos grupos alimentares fica bem mais fácil e barato manter uma boa alimentação. Para isso, Lilian indica:

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Foto: Jules -Stonesoup

Carboidratos: por serem a principal fonte de energia do corpo humano, os carboidratos formam a base de nossa alimentação. “Importante escolher as melhores fontes, como tubérculos como mandioca, inhame e cereais integrais como aveia, quinoa e arroz integral”, alerta a nutricionista.

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Vegetais e frutas cruas: o ideal é consumir diariamente vegetais e frutas cruas durante as refeições. “Esses tipos de alimentos fornecem uma grande quantidade de fibras alimentares e água, o que ajuda na digestão e prolonga a saciedade”, explica.

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Proteínas: fortalecem a estrutura do corpo humano, sendo amplamente necessárias em todas as refeições.

“Para a montagem de refeições equilibradas, o Guia Alimentar para População Brasileira é a melhor ferramenta, pois tem uma linguagem simples, ilustrações lindas e educativas, além de desmistificar diversas crenças sobre alimentação”, sugere a especialista.

Fonte: Grupo Géia

Dez dicas para comer bem e barato

O país vem passando por uma séria crise econômica, o que impede muitos brasileiros de viver adequadamente. No quesito alimentação, as pessoas tendem a pensar que a falta de dinheiro pode ser um impeditivo para se comer de maneira saudável, haja visto que o senso comum acredita que apenas alimentos caros compõem uma dieta que visa à boa saúde.

Rodrigo Polesso, idealizador do site Emagrecer de Vez, especialista em emagrecimento e certificado em Nutrição Otimizada e Saúde e Bem-estar pela Universidade Estadual de San Diego, contesta essa tese e sugere dez dicas para quem deseja manter o peso de forma saudável ou emagrecer corretamente sem gastar muito dinheiro.

Antes das sugestões, deve-se lembrar que Polesso é adepto do conceito de “Alimentação Forte”, que defende, entre outras coisas, que as pessoas consumam “alimentos de verdade” (carnes, legumes, folhas, gorduras naturais etc) e não aquilo que ele chama de “substâncias comestíveis”, ou seja, refinados, processados e industrializados, tais como açúcares, adoçantes artificiais, farináceos, massas e óleos vegetais. Nesse sentido, as indicações do especialista em emagrecimento são de alimentos naturais, de alto teor nutritivo, mas com o preço que caiba na maioria dos bolsos.

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Órgãos de animais. Esta é a primeira dica oferecida por Polesso. Entre eles: fígado, coração, rim e moela. “Muita gente torce o nariz para esse tipo de alimento, mas órgãos vêm sendo aproveitados por nós seres humanos ao longo da história e são muito baratos. Além disso, são muito nutritivos e eficazes para quem deseja emagrecer. Fígado, por exemplo, é o alimento de maior densidade nutricional existente e muita gente não sabe”, explica.

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Outra dica de alimento nutritivo cujo preço não pesa no orçamento é a carne moída. “Você pode escolher o tipo que de sua preferência”, diz Polesso. Carnes de cortes mais duros também são boas sugestões para quem deseja se alimentar de maneira saudável sem gastar muito. “Basta um esforço maior para cozinhar a carne de forma apropriada a fim de ‘derrete-la’ e aproveitar o sabor e a nutrição”, recomenda.

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Para quem não gosta de carne bovina, o frango é uma ótima opção, segundo Polesso. “E nem me refiro ao peito, que é a parte mais cara e, na minha opinião, a mais seca e menos saborosa. Asa, coxa e sobrecoxa são mais baratas e deliciosas”, afirma. A carne de porco é outra excelente alternativa para quem não é muito fã de carne bovina. E não precisa ser o pernil. “Alguns cortes de porco, que são menos nobres, como a costelinha de porco, são extremamente saborosos e mais fáceis de preparar”, destaca o especialista.

Em relação à procedência da carne, Polesso afirma que não é preciso, necessariamente, procurar alimentos com certificações. Segundo o especialista, entre carnes “premium” e normais não há uma grande diferença nutricional e o preço de uma é bem mais caro do que da outra. Sem falar que o Brasil é um país de sorte, pois a maioria das carnes bovinas são de pasto e não confinadas, o que, em tese, as torna mais seguras para o consumo, já que os animais são criados mais livres e de forma mais natural, sem tantos hormônios ou antibióticos.

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Da mesma maneira, de acordo com Polesso, os legumes e folhas consumidos em uma dieta nutritiva e de baixo custo não precisam ser orgânicos, certificados, hidropônicos ou de estufa. “Tente priorizar na sua feira os alimentos que estão em oferta. Nesse sentido, fique de olho na estação atual de verduras, legumes e frutas”, recomenda. Se a preocupação com o uso de produtos químicos nos alimentos é um obstáculo intransponível, o especialista sugere a procura por itens cuja produção dispensa agrotóxicos, como: cogumelos, abacate, abacaxi etc.

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Caso carne bovina, suína ou de frango não satisfaçam as necessidades e peixes e frutos do mar sejam imprescindíveis para a dieta, é possível garimpar alimentos mais baratos do que aquele camarão pistola ou salmão selvagem. “O salmão de fazenda, por exemplo, além de ter um custo mais acessível, apresenta quase o mesmo perfil lipídico do que o salmão selvagem assim como outros peixes menos nobres e frescos da área”, explica Polesso.

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Ovos também não podem faltar na mesa de quem pretende se alimentar de modo saudável e gastando pouco. “Tudo bem, hoje em dia existem uma imensa variedade de ovos, – gourmet, orgânicos, certificados – mas não é preciso comprar esses tipos. Se o impacto no orçamento for alto, adquira os normais, de granja mesmo.”, afirma Polesso, destacando que o ovo é uma fonte completa de proteínas e de gorduras essenciais.

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A última dica apresentada por Polesso refere-se à gordura utilizada para cozinhar os alimentos. Não é preciso comprar um óleo de coco virgem para se manter saudável. O azeite de oliva é suficiente e nem precisa ser o mais caro, conforme o especialista. Outra boa alternativa é a banha de porco ou o sebo da vaca. “Fuja apenas dos itens mais baratos como os óleos vegetais (canola, soja, milho, semente de algodão etc.). São todos proinflamatórios, oxidando facilmente quando você cozinha”, diz

Polesso reitera que comer barato não significa comer mal. “Veja, a alternativa ao filé mignon e ao salmão selvagem não é o biscoito recheado e nem o sanduíche de bauru com presunto.”, brinca. Conforme o especialista em emagrecimento, alimentos mais densos nutricionalmente geram maior saciedade, o que, por sua vez, fazem a pessoa comer em menor quantidade e gastar menos. Por fim, Polesso afirma que comer de maneira saudável não é caro. “O que é caro é viver mal, viver doente, viver acima do peso”, conclui.

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Seis dicas para se economizar com viagens

Kayak separou as melhores dicas para ajudar os viajantes a economizarem desde o planejamento da viagem

Economia é um dos fatores mais importantes para a maioria dos viajantes. Seja com a escolha do destino, seja com o voo, seja com as diárias do hotel, economizar já está na lista de prioridades na hora de planejar uma viagem. Por este motivo, o Kayak, maior ferramenta de buscas de viagens do mundo, separou essas dicas que vão auxiliar nessa tarefa. 

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  1. Antecedência: em relação às passagens aéreas, acompanhar a evolução dos preços com cerca de seis meses de antecedência é importante para saber quando as passagens estão mais baratas. “O histórico do Kayak revela que a antecedência ideal para se comprar passagens nacionais é de um mês; para internacionais, de 3 ou 4 meses. Comprando com essa antecedência, os viajantes podem garantir uma economia de até 15-25% no valor das passagens”, afirma Eduardo Fleury, Country Manager do Kayak no Brasil.

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  1. Dia/Horário de Voo: evitar “horários de pico” de voos também é uma dica importante: ir em um sábado e voltar em uma segunda em vez de ir sexta e voltar num domingo, por exemplo, pode garantir uma boa economia, já que voos com maior demanda são mais caros. Para os que têm tempo e disponibilidade, optar por um voo com escalas também reduz o preço da passagem e pode até proporcionar a oportunidade de se conhecer um novo destino aproveitando o stopover que hoje muitas companhias aéreas disponibilizam.

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  1. Hotel: em relação a hotelaria, é preciso atentar para a data da viagem. Para um feriado em uma sexta-feira, por exemplo, o viajante pode ir na quinta-feira à noite ou na sexta-feira de manhã. Viajando na quinta-feira, pagará uma diária adicional de hotel e mal aproveitará o destino, pois já chegará para dormir. Indo na sexta-feira de manhã, economiza uma diária, sem prejudicar muito o roteiro de viagem. Também é importante lembrar que hotéis com perfil mais corporativo são mais caros durante a semana, em que a demanda é maior, e hotéis de lazer têm diárias mais caras aos finais de semana.

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  1. Escolha de destinos: considerar destinos nacionais interessantes ao invés de destinos estrangeiros pode ser uma opção para famílias com um orçamento mais restrito. Este ano tivemos muitos feriados, o que faz com que muitas famílias prefiram pulverizar o orçamento em várias viagens menores em vez de guardá-lo para uma maior no final do ano. “Em função da alta do dólar, instabilidade do câmbio e desvalorização do real, os viajantes têm dado preferência para viagens pelo Brasil e pela América Latina, opções menos dolarizadas e mais em conta”, completa Eduardo Fleury.

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  1. Pacotes: escolher passeios e refeições na hora ou montar um roteiro prévio dificilmente apresentarão uma diferença significativa no preço da viagem. Neste caso, a diferença está mais no perfil do viajante: há os que preferem pacotes e opções pré-definidas por um operador, por exemplo, e os que preferem personalizar todos os detalhes da viagem de acordo com as próprias preferências. Essa customização vem sendo cada vez mais possibilitada pela tecnologia, mas não há fórmula certa de como viajar neste sentido.

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  1. Ferramentas: além do site e do aplicativo (disponível para Android e iOS) que já facilitam a primeira busca pelas melhores opções de voo, hospedagem, aluguel de carros e pacotes completos de viagem, o Kayak possui também algumas ferramentas que podem ajudar os viajantes a economizar, de uma forma intuitiva e organizada. O Explore mapeia voos de ida e volta para todos os principais destinos do mundo a partir do orçamento do viajante. Já no site, basta fazer uma pesquisa de voo que a função Previsão de Preços (no canto superior esquerdo) mostra um gráfico com a mensagem “Compre” ou “Observe”, assim o viajante pode aproveitar a oportunidade ou esperar o preço diminuir. Quando o destino for escolhido, o viajante pode ativar o Alerta de Preços, que envia avisos sobre as oscilações de preços de passagens e informa usuários sobre a melhor data para compra-las – quando os preços estão mais baixos.

 

Dicas básicas para acabar com o estresse financeiro

Crise financeira é uma das fases mais difíceis que um indivíduo pode vivenciar. São contas para pagar, família para sustentar, prestações, empréstimos para quitar e dentre outras responsabilidades que acabam trazendo muito estresse para a rotina da pessoa.

Por conta disso, o site de empréstimo online Reserva de Emergência, listou seis dicas básicas que poderão lhe ajudar nesta fase.

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Energia elétrica: saiba como funciona a tarifa branca

Em 2019, consumidores com média mensal superior a 250 kWh poderão pagar valores flexíveis em função da hora e do dia de consumo do recurso

Logo no início do ano, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) disponibilizou uma nova modalidade tarifária – branca – para consumidores com média mensal superior a 250 kWh e para novas ligações. O recurso se enquadra para unidades consumidoras atendidas em baixa tensão, como residências e pequenos comércios, em todo o país, que agora podem pagar valores diferentes na conta de luz. O benefício será visível se o uso da energia elétrica for pela manhã, início da tarde e madrugada, horários de baixo consumo.

Segundo Wagner Cunha Carvalho, especialista em eficiência energética e diretor de relacionamentos da W-Energy, empresa responsável por métodos de redução de desperdícios de água e energia, o consumidor precisa analisar se realmente compensa a troca, pois se o uso do recurso for irregular e se concentrar em outros horários, conhecidos como intermediários e de ponta, a conta pode chegar, em média 50% mais cara.

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“Mudar a modalidade por impulso não é recomendado. O consumidor pode obter bons descontos, como também surpresas se não administrar bem o uso da energia elétrica em sua casa ou empresa. O melhor a fazer é estudar a sua conta, acessar um simulador online, buscar especialistas para avaliar a vantagem e mudar alguns hábitos, se necessário. Utilizar a tecnologia de forma inteligente e eficiente é a chave para não se decepcionar”, diz.

Caso o consumidor acredite que a tarifa branca não apresenta vantagem, ele pode solicitar sua volta à tarifa convencional e a distribuidora terá 30 dias para atender o pedido.

O especialista alerta que ao trocar a tarifa, o cuidado com a conta de luz deve ser redobrado, pois se residências ou empresas utilizarem equipamentos muito antigos, que consumem mais energia, o ideal é trocar por novos modelos.

“Nesses casos é necessário gerenciar os picos de energia, controlando a demanda da concessionária sem interferir na produtividade da casa ou empresa. Os aparelhos de ar condicionado e muitas vezes, geladeiras e câmaras frias, são grandes vilões. É possível estudar os picos de energia, por meio de medidores, simuladores e gerenciamentos específicos para que, nos horários da tarifa branca, haja controle e menos gastos”, explica.

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Já para a iluminação existe viabilidade para substituir lâmpadas decorativas por lâmpadas eficientes com Light Emitting Diode, conhecidas como LED. “Em relação com as dicroicas, o LED pode ser até 80% mais econômico”, revela Wagner.

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Fonte: Wagner Cunha Carvalho é administrador de empresas, especialista em Sustentabilidade – Eficiência Energética e Hídrica. É diretor de relacionamentos e negócios da empresa W-Energy e possui larga experiência em gerenciamento de grandes projetos nos segmentos Comerciais, Industriais, Saúde e de Infraestrutura. Membro do Instituto para a valorização da Educação e da Pesquisa no Estado de São Paulo (Ivepesp). Participou ativamente do desenvolvimento da sustentabilidade em nosso país, por meio da geração de grandes resultados coordenando projetos para empresas de diversos segmentos do mercado.

Nove promessas e um desejo para não passar 2019 no vermelho por Leide Albergoni*

Na passagem do ano, muitas pessoas costumam fazer desejos para o ano seguinte, ou promessas. Que tal usar as promessas a seguir para não passar 2019 no vermelho?

Prometo anotar tudo o que gastar
Parece uma promessa simples, mas requer muita disciplina. Um caderninho para os analógicos ou um aplicativo para os digitais. Qualquer centavo deve ser anotado, bem como a data do gasto.

Prometo cortar gastos para meu orçamento “caber” na minha renda

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Essa promessa complementa a primeira, pois anotar por si só não faz sentido. Com as anotações, é possível analisar gastos desnecessários ou que podem ser evitados para reduzir as despesas. A partir disso, você deve estabelecer uma meta de gastos mensais e dividir semanalmente ou diariamente, para ficar mais fácil de controlar. Determinadas semanas gasta-se mais, em outras menos, então a meta pode variar ao longo do mês.

Prometo controlar meus gastos pelo menos semanalmente
Com base nas anotações, a cada semana você deve analisar os gastos e verificar se cumpriu a meta da semana e o que mais pode ser cortado ou substituído para se manter na meta. De início, é recomendada a análise diária, mas com o tempo pode-se aumentar o intervalo de análise para semanal.

 

Prometo usar o cartão de crédito com parcimônia

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O cartão de crédito é um excelente instrumento de planejamento financeiro com baixo custo. É possível comprar itens parcelados e estabelecer limites de gastos mensais para evitar cair no cheque especial. Porém, deve ser usado como se fosse seu dinheiro daqui a 1 mês: os gastos da fatura devem caber no seu orçamento para que você possa pagá-la integralmente.

Prometo pagar a fatura integral do cartão de crédito

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Pagar o valor mínimo, jamais! As taxas de juros do cartão de crédito são as maiores do mercado. Pague o valor integral e sacrifique algo do seu gasto mensal. Esse exercício te ajudará a pensar melhor antes de passar o cartão da próxima vez.

Prometo controlar minha conta corrente pelo menos 3 vezes por semana para não cair no cheque especial
O cheque especial é a linha de crédito que tem a segunda maior taxa de juros. Então fique de olho na sua conta corrente e evite usar essa opção. Caso você não utilize cartão de crédito, prefira fazer compras em dinheiro ao cartão de débito, pois a sensação do dinheiro físico saindo de sua carteira é mais impactante do que olhar um número no aplicativo do celular ou no computador.

Prometo planejar minhas compras e não comprar coisas por impulso

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Quem nunca comprou aquela blusa na vitrine e depois se arrependeu? Não se deixe enganar pelas palavras “oferta” e “desconto”, pois você economiza mesmo é se não comprar por impulso. Planeje suas compras e o momento de realizá-las para aproveitar os “descontos”. Olhe as vitrines, anote os preços do que gostou e volte quando iniciar a temporada de descontos. Se a paixão surgir, dê a volta, sente-se em um local isolado e faça uma lista de motivos para comprar e uma para não comprar. Não vale “eu preciso”, pois se você realmente precisasse estaria em sua lista de planejamento.

Prometo reservar pelo menos 10% da minha renda mensal para poupança

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O ideal é viver na regra 80/20, isto é, viver com 80% do que ganha e poupar 20% para o futuro. Mas 10% já é um bom começo. A poupança é um planejamento e deve ser um dos “compromissos” mensais anotados em seu planejamento financeiro. Não espere sobrar, o primeiro “gasto” do mês é com seu futuro.

Prometo guardar meu 13º de 2019 para pagar à vista as contas de 2020
Sim, o planejamento de 2020 começa em 1º de janeiro de 2019! Com o orçamento equilibrado, você decide o que fazer com seu 13º salário e a melhor opção é poupar para o futuro. A segunda melhor opção é usar para pagar à vista as contas de início de ano de 2020.

Desejo curtir 2019 sem culpa

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Gastar é tão bom quanto comer, mas já imaginou gastar sem sentir a culpa de ter se excedido depois? Então curta 2019 com seu orçamento sob controle!

*Leide Albergoni é professora da Universidade Positivo (UP) e autora do livro Introdução à Economia – Aplicações no Cotidiano.