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Por que os casos de ansiedade e depressão aumentam no fim do ano?

Frustrações por metas não alcançadas, sentimentos de perdas e principalmente o luto, são alguns dos motivos para entristecer as pessoas neste período

A proximidade com as festas de fim de ano, para a maioria das pessoas é sinônimo de alegria e de diversão, para outros, de tristeza e frustração. Mas por que as sensações costumam variar tanto de pessoa para a pessoa? Por que uma época do ano, em específico, costuma mexer tanto com os sentimentos?

Segundo o psicólogo cognitivo comportamental Emerson Viana, existem inúmeros fatores para isso e o principal é que costumam ficar mais sensíveis e pensativos nesta época, principalmente porque tudo o que estiver relacionado a situações vividas em anos anteriores, costumam voltar com força neste momento e nem sempre essas lembranças são positivas. Muitas vezes essas lembranças são acompanhadas de frustrações pela perda de um amor, ou pela sensação que mais um ano está se acabando e não foi possível reatar laços perdidos no passado.

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O psicólogo explica ainda que isso é normal, pois tendemos a fazer uma retrospectiva sobre os meses que passaram, o que inclui tanto as conquistas, quanto as frustrações. Além disso, as famílias costumam se reunir mais neste período e isso pode ser bastante doloroso para aqueles que perderam entes queridos ou que possuem problemas familiares. “E esse misto de sentimento pode desencadear reações adversas em cada pessoa. Alguns lidarão com isso de maneira mais leve, enquanto outros sofrerão antes mesmo que essa época chegue” – garante.

Para lidar com todos esses sentimentos que circundam o fim de ano é necessário tomar algumas atitudes que incluem a presença de um profissional especializado. O indivíduo precisa, avaliar o que deu certo e o que não deu de maneira imparcial, buscando entender o porquê de cada uma destas resoluções e pontuar o que ele pode fazer para ajustar a rota para o ano seguinte. “Mas este exercício é importante para o autoconhecimento e não para que a pessoa se frustre ainda mais, por isso é importante ser realizada com ajuda de um profissional” – reforça.

Além disso, outra dica importante para evitar a frustração é estipular metas que são possíveis de serem realizadas. Se junto com a meta, não for criado um plano para conquistá-la, é quase impossível dela se realizar.

“Muitas pessoas chegam ao meu consultório frustradas com elas mesmas, por não terem alcançado os planos que traçaram no último dia do ano, mas quando começamos a terapia, fica evidente que isso não seria possível. Uma pessoa extremamente sedentária, jamais conseguirá se tornar uma atleta se não houver preparo e acompanhamento médico, por exemplo. Assim como realizar aquela tão sonhada viagem; se a pessoa não estiver disposta a economizar e abrir mão de algumas coisas. Assim, é importante buscar ajuda para alcançar suas metas.” – evidencia Viana.

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O psicólogo finaliza dizendo que muitos destes objetivos só são possíveis com dedicação e cuidado emocional. É importante conhecer a motivação para cada um destes sonhos; buscar entender o que eles significam e para isso a terapia é uma grande aliada na hora de lidar com emoções que são difíceis de serem compreendidas. O autoconhecimento ainda é o principal fator para um ano leve e feliz.

Fonte: Emerson Viana é psicólogo cognitivo comportamental formado pela Universidade Metodista de São Paulo. Neste período, estagiou em importantes centros de atendimento psíquico ampliando o seu conhecimento e adquirindo experiência no desenvolvimento pessoal de adolescentes e terceira idade. Fundador e diretor clínico da Clínica Viva Psicologia

Aspectos psicológicos e emocionais após o diagnóstico de uma doença grave

Apoio de pessoas queridas pode auxiliar na superação da notícia e no tratamento

Ser diagnosticado com uma doença grave é algo muito delicado tanto para quem recebe o diagnóstico quanto para a família e amigos. “Em um primeiro momento, é natural que a pessoa fique insegura e seja tomada pelo medo, criando uma série de conflitos internos e sentimentos negativos, como tristeza e apatia. Isso acontece devido ao mecanismo de defesa do nosso corpo em não saber como lidar com o inesperado, com o que foge de um planejamento, tanto no presente e principalmente quando relacionado ao futuro. E quando somos diagnosticados com doenças consideradas graves, por exemplo, o câncer, o primeiro pensamento que se passa nas nossas cabeças é a morte” – explica Emerson Viana, psicólogo cognitivo comportamental e diretor clínica da Viva Psicologia.

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Neste momento, o apoio da família e dos amigos é fundamental. “A pessoa precisa se sentir segura e acreditar que o diagnóstico não é uma sentença de morte e caso isso venha a acontece, é preciso estar conformada e consciente. É preciso entender tudo sobre a doença para eliminar de seu corpo sensações de medo, preparando-se para o que irá enfrentar”, pontua.

Quanto mais a pessoa souber sobre a doença, mais preparada ela estará para seguir com o tratamento. Sentindo menos as consequências da possível perda de cabelo, diminuição da libido, baixa autoestima. “Todos estes pontos são tratados durante as sessões de terapia. Nosso objetivo é tornar esse momento o menos traumático para todos os envolvidos”.

O apoio de pessoas próximas é essencial nessa fase. É de onde o portador consegue aconchego, carinho e afago, sentindo-se mais seguro consigo mesmo. “O apoio de pessoas queridas é indispensável durante todo o processo. Caso você tenha algum familiar ou amigo que infelizmente foi diagnosticado com alguma enfermidade grave, procure falar palavras de motivação e também de conforto, para ele é de extrema importância entender que não está sozinho”, conclui.

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Vale ressaltar que o acompanhamento médico é indispensável nesse período, procure seguir à risca todas as recomendações médicas, para o melhor resultado no tratamento e logo a cura.

Fonte: Emerson Viana é psicólogo formado pela Universidade Metodista de São Paulo. Neste período, estagiou em importantes centros de atendimento psíquico ampliando o seu conhecimento e adquirindo experiência no desenvolvimento pessoal de adolescentes e terceira idade. Atualmente, além de fundador e diretor clínico da Clínica Viva Psicologia também atua no atendimento de temas relevantes, como crises entre casais homo e heterossexuais, convivência e sucesso com trabalhos em grupo, problemas na adolescência como transformação hormonal e da própria mente, escolha vocacional e organização empresarial.