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Alimentação e atividades físicas: fatores que mais contribuem para aumento da qualidade de vida

VigilantesdoPeso explica a relação entre eles e seu impacto na longevidade

A adoção de hábitos saudáveis é importante em todos os estágios da vida. Quando o assunto é viver mais, pesquisadores apontam que somente a prática regular de atividades físicas, não é suficiente. Embora seja muito importante, ela não é capaz de compensar uma má alimentação. Um estudo da Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade de Rhode Island afirma que programas que combinam dieta e exercício resultam em uma perda de peso 20% maior em comparação com a dieta sozinha. Além disso, se somados a sono regularizado e o consumo adequado de água, auxiliam não apenas no funcionamento do corpo, mas também na prevenção de doenças, podendo aumentar a longevidade e a qualidade de vida.

Com uma mudança positiva dos hábitos alimentares e pratica atividade física, é possível sentir a resposta no corpo, levando a uma perda de peso saudável e sustentável, sono de qualidade, além de maior concentração e mais disposição, já que estimula a liberação de hormônios essenciais para nossa rotina como serotonina e dopamina. Ou seja, mais do que ajudar no controle de peso, reduzindo o risco de doenças como obesidade, hipertensão e diabetes, uma rotina ativa aliada a uma alimentação balanceada influencia na melhora da saúde mental, afastando os riscos de depressão e demência.

Foto: Jenia Nebolsina/Pixabay

Existem várias opções para quem deseja começar a se mexer e deixar de lado o sedentarismo. De simples caminhadas a aulas voltadas para modalidades específicas, como dança ou yoga, por exemplo. Para manter o foco, o que facilita é escolher algo com que realmente se identifique e que se encaixe com facilidade no dia a dia, aliando à uma alimentação balanceada, rica em nutrientes e vitaminas, e com baixo teor de açúcar.

“Para a grande maioria das pessoas, a preocupação com um estilo de vida mais saudável, o bem estar e a manutenção do peso está associada a restrições e privações de pequenos prazeres do dia a dia, o que, na grande maioria das vezes, acaba fazendo com que desistam antes mesmo de começar. É importante poder contar com um plano alimentar flexível, que permite se alimentar de forma adequada, sem perder momentos prazerosos, como o VigilantesdoPeso”, revela Matheus Motta, responsável pelo programa da VigilantesdoPeso no Brasil.

Focado no emagrecimento sustentável, o VigilantesdoPeso é um programa que se baseia no equilíbrio, ajustando-se às necessidades de cada um, auxiliando a integrar mudanças positivas e sustentáveis de estilo de vida no cotidiano a longo prazo. Promovendo o bem-estar de seus usuários através da ciência comportamental, mostra ser possível envelhecer de forma saudável e estabelecer um caminho para uma vida longa e de qualidade.

Para saber mais, acesse o site do VigilantesdoPeso e confira as recomendações.

Linhas de expressão são diferentes de rugas; entenda

As dobrinhas que surgem na pele devido ao envelhecimento, apesar de estarem relacionadas, têm diferenças importantes em sua formação, o que impacta no tratamento escolhido

As rugas são as grandes delatoras do processo de envelhecimento da pele. Seja na testa, ao redor dos lábios, na área dos olhos, próximo ao nariz, nas bochechas ou até mesmo no pescoço, o surgimento das rugas tende a causar grande desconforto estético. Mas, engana-se quem acredita que todas as dobrinhas que surgem na pele do rosto são iguais. É muito comum, por exemplo, que termos como “rugas” e “linhas de expressão” sejam usados como sinônimos, no entanto o que poucos sabem é que cada um desses vincos na pele tem características e, logo, tratamentos específicos.

“Nossa pele está posicionada sobre os músculos de forma que o tecido acompanha a musculatura toda vez que realizamos uma expressão facial, formando curvas, vincos e dobras, o que chamamos de linhas de expressão ou rugas dinâmicas”, explica a cirurgiã plástica Beatriz Lassance, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. “Conforme envelhecemos, no entanto, a pele sofre algumas alterações em suas propriedades físicas, com afinamento das camadas do tecido cutâneo e diminuição da qualidade e a quantidade das fibras de colágeno e elastina. Dessa forma, a pele perde sua capacidade de retornar ao seu estado original após a movimentação da musculatura. Com isso, as dobras na pele passam a ser visíveis mesmo sem a contração muscular, o que dá origem às famosas rugas estáticas”, diz a médica.

Segundo a cirurgiã plástica, o principal fator associado ao envelhecimento e, consequentemente, à transformação das linhas de expressão em rugas estáticas é a qualidade da pele, que é afetada por agentes intrínsecos e extrínsecos. “Genética, idade e características anatômicas da pele são alguns dos fatores intrínsecos que influenciam no envelhecimento da pele. Por exemplo, pessoas negras tendem a demorar mais para apresentar rugas estáticas, pois geralmente possuem uma pele mais espessa. O mesmo vale para pessoas de pele oleosa, que têm menor tendência a rugas que pessoas com pele mais seca”, diz Beatriz.

Já o envelhecimento extrínseco da pele é aquele provocado por fatores ambientais que interagem com o tecido cutâneo, causando danos que aceleram o surgimento das rugas estáticas. “A principal causa do envelhecimento é a exposição solar, que é cumulativa. Em seguida, podemos destacar o tabagismo, o consumo excessivo de bebidas alcoólicas, o estresse, a exposição à poluição, a obesidade e a ingestão demasiada de açúcar”, explica Cláudia Merlo, médica especialista em Cosmetologia pelo Instituto BWS.

Com relação ao tratamento, a toxina botulínica é a melhor opção para diminuição das linhas de expressão. “A toxina botulínica, ao ser injetada na pele, age paralisando a movimentação da musculatura responsável pela formação das linhas de expressão, assim amenizando a aparência dessas alterações e auxiliando na prevenção das rugas estáticas”, explica a dermatologista Paola Pomerantzeff, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Já o tratamento das rugas estáticas pode variar de acordo com sua profundidade. Rugas finas e superficiais, por exemplo, podem ser tratadas através da aplicação de um blend com skinbooster e bioestimulador de colágeno.

“Quando associamos o bioestimulador de colágeno ao ácido hialurônico injetável de baixa densidade criamos um meio favorável para as células produtoras de colágeno, pois uma pele hidratada responde melhor aos estímulos dessas fibras. Com isso, podemos observar redução das rugas com melhora da hidratação e da firmeza da pele”, diz Claudia.

“Já rugas mais profundas e acentuadas respondem bem ao tratamento com procedimentos como peelings, que aceleram a renovação celular, laser de CO2, que promove poderosa reestruturação da pele, e preenchedores com ácido hialurônico, que, ao contrário do skinbooster, conferem volume e preenchem os vincos, além de também atraírem água para o tecido, conferindo hidratação. Dependendo da gravidade, a cirurgia plástica também pode ser indicada”, completa Beatriz.

Mas é claro que, independentemente do tipo de ruga, o melhor tratamento é a prevenção. “Os passos de limpeza, hidratação e fotoproteção são essenciais para manter a pele cuidada, jovem e saudável. Consulte sempre um dermatologista para prescrição de substâncias rejuvenescedoras como alfa e poli-hidroxiácidos, retinoides, vitamina C, ácido ferúlico, Vitamina E, peptídeos, antioxidantes e fatores de crescimento. Eles colaboram muito para a hidratação, luminosidade e textura da pele”, afirma Mônica Aribi, dermatologista sócia efetiva da Sociedade Brasileira de Dermatologia, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica e International Fellow da Academia Americana de Dermatologia.

Para prevenção do envelhecimento, é especialmente interessante que os hidratantes contenham ativos capazes de promover o estímulo de colágeno e combater os radicais livres para auxiliar na manutenção de uma pele saudável quando aliados ao efeito da proteção solar. “O protetor solar é, sem dúvidas, o melhor creme antirrugas que existe. Independentemente do tipo de pele, quando pensamos em prevenção de câncer de pele e envelhecimento precoce, qualquer protetor FPS maior ou igual a 30, aplicado de maneira adequada, cumprirá bem seu papel”, destaca Jaqueline Zmijevski, dermatologista pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

“O protetor solar deve ser aplicado em todas as áreas expostas. A textura do produto vai depender do tipo de pele do paciente. Somente com o hábito do uso diário do protetor solar faz sentido pensar em ácidos e tratamentos com o objetivo de prevenir e tratar rugas”, diz a médica. É interessante também apostar no uso de alguns suplementos, visto que agem de dentro para fora para promover estímulo ao colágeno e atuar como antioxidantes, antiglicantes (revertendo o efeito do açúcar na pele), anti-inflamatórios e nutritivos. “Para prevenção do envelhecimento, podemos indicar In.Cell para nutrição celular, Exsynutriment para estímulo das proteínas de sustentação, FC Oral para efeito anti-inflamatório e Glycoxil para evitar a degradação do colágeno pelo excesso de açúcar e carboidratos”, finaliza Maria Eugênia Ayres, gestora técnica da Biotec Dermocosméticos:

Excesso de luz azul de dispositivos eletrônicos pode acelerar envelhecimento*

O uso excessivo de telas pode ser associado à obesidade e a problemas psicológicos. Agora, um artigo identificou um novo problema: um estudo em moscas da fruta sugere que nossas funções celulares básicas podem ser afetadas pela luz azul emitida por dispositivos como TVs, laptops e telefones. Esses resultados foram publicados em Frontiers in Aging.

“A exposição excessiva à luz azul pode ter efeitos prejudiciais em uma ampla gama de células do nosso corpo, desde as que compõem a pele e a gordura até neurônios sensoriais”, disse Jadwiga Giebultowicz, professora do Departamento de Biologia Integrativa da Oregon State University e autora sênior desse estudo. “Somos os primeiros a mostrar que os níveis de metabólitos específicos – substâncias químicas essenciais para o funcionamento correto das células – são alterados em moscas da fruta expostas à luz azul.”

Os pesquisadores da Oregon State University mostraram anteriormente que os insetos expostos à claridade “ativam” os genes protetores do estresse, enquanto as mantidas em constante escuridão viviam mais.

“Para entender o porquê a luz azul de alta energia é responsável por acelerar o envelhecimento em moscas da fruta, comparamos os níveis de metabólitos por duas semanas com aquelas mantidas em completa escuridão”, explicou Jadwiga.

A exposição causou diferenças significativas nos níveis de metabólitos medidos pelos pesquisadores nas células das cabeças dos insetos. Em particular, eles descobriram que os níveis do metabólito succinato aumentaram, mas os níveis de glutamato foram reduzidos.

As mudanças registradas pelos pesquisadores sugerem que as células estão operando em um nível abaixo do ideal, e isso pode causar sua morte prematura e, além disso, explicar suas descobertas anteriores de que a luz azul acelera o envelhecimento.

“Os LEDs tornaram-se a principal iluminação em telas de exibição, como telefones, desktops e TVs, bem como a iluminação ambiente, de modo que os seres humanos nas sociedades avançadas são expostos à luz azul por meio da iluminação LED durante a maior parte de suas horas de vigília. Os produtos químicos de sinalização nas células de moscas e humanos são os mesmos, então existe potencial para efeitos negativos da luz azul em humanos”, explica Jadwiga.

Trabalhos futuros esperam estudar os efeitos diretamente nas células humanas.

*Rubens de Fraga Júnior é professor de Gerontologia da Faculdade Evangélica Mackenzie do Paraná (FEMPAR) e é médico especialista em Geriatria e Gerontologia pela Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG).

Fonte: Jun Yang et al, Chronic blue light leads to accelerated aging in Drosophila by impairing energy metabolism and neurotransmitter levels, Frontiers in Aging (2022). DOI: 10.3389/fragi.2022.983373

Envelhecimento dos dentes: entenda por que acontece e quais os sinais

Presidente da Odontocompany aponta para as principais causas do surgimento do quadro e como preveni-las

Nem todo mundo sabe, mas os dentes também sofrem com o envelhecimento causado pelo avanço da idade. Quando este é o assunto, as pessoas geralmente associam à perda da estética do rosto, como o aparecimento de rugas, por exemplo. No entanto, assim como o restante do corpo, a arcada dentária também passa pelo mesmo processo, que é natural e se caracteriza por alterações que podem ser mais ou menos evidentes conforme os anos passam.

Shutterstock

O cirurgião dentista, fundador e presidente da OdontoCompany, maior rede de clínicas odontológicas do mundo, Paulo Zahr, destaca que isso acontece porque alguns tecidos de formação de células dentárias acabam deixando de ser renovados diante do aumento da idade. “À medida que envelhecemos, surgem sinais estéticos e na funcionalidade dos dentes, como recessão da gengiva, que expõe parte do dente; mobilidade dentária, quando há amolecimento dos dentes e possibilidade de se deslocarem em vários sentidos; e o amarelamento dos dentes e desgastes nas bordas”, explica.

O cirurgião também aponta para a associação desse processo com outros problemas de saúde. “O envelhecimento dos dentes pode estar acompanhado de doenças, que podem tanto acontecer com o aumento da idade quanto de maneira precoce, com pessoas que não tiveram cuidado adequado na fase juvenil”, aponta.

Alguns destes principais problemas são as cáries, que podem acontecer quando o esmalte dentário começa a se desgastar. Isso quer dizer que, por exemplo, uma pessoa mais jovem, com hábito de escovação adequado, tem menos propensão de desenvolver cárie do que alguém mais velho, que já tem certa vulnerabilidade ao esmalte. Por isso, é importante redobrar os cuidados com a ingestão de alimentos que contêm açúcar e aumentar a frequência de higienização em todas as faixas etárias.

Outro sinal do envelhecimento é o surgimento da sensibilidade dentária. Ele é caracterizado por dor ou incômodo ao ingerir alimentos quentes ou frios, muito doce ou ácidos, e geralmente acontece devido à diminuição da margem gengival. “A partir dos 40 anos também existe uma maior incidência de doença periodontal, uma inflamação dos tecidos de sustentação do dente. A principal causa é o acúmulo excessivo de placa bacteriana e, por isso, a limpeza é fundamental. Além disso, outro problema muito comum com o avanço da idade é a xerostomia, quando há redução no processo de produção de saliva”, completa.

Como prevenção, é importante realizar visitas regulares ao dentista para avaliar os cuidados e tratar da melhor forma possível a saúde dentária.

Fonte: OdontoCompany

4 problemas comuns de pele e como corrigi-los e tratá-los em casa e no consultório

Da falta de viço e iluminação aos sinais do envelhecimento, aqui está o que você pode fazer diariamente em casa e frequentemente nos consultórios para tratar essas alterações e manter a pele linda e jovem

A verdade é que hoje todo mundo tem certeza da importância dos cuidados diários com a pele, mas ‘arriscar’ ainda é o verbo mais relacionado com isso. Apesar de exigente, a geração atual gosta de testar produtos em uma ânsia frenética por ter resultados que – muitas vezes – podem decepcionar (já que os cosméticos têm ação eficaz, mas limitada).

“Visitar um médico é o melhor a se fazer, uma vez que ele poderá indicar o produto e tratamento ideais para o tipo de alteração que o paciente apresenta. Os cosméticos têm ação limitada e muitas alterações precisam ser tratadas em consultório”, explica o dermatologista Abdo Salomão Jr., membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Abaixo, consultamos especialistas para te dar o caminho das pedras sobre o que você pode fazer, em casa e nos consultórios, para tratar 4 das principais alterações de pele:

Falta de viço

Em casa: a pele opaca, sem brilho natural, pode ser consequência de exposição solar demasiada, falta de hidratação e acúmulo de sujidades. O mais importante, então, é ter uma rotina de cuidados com limpeza não abrasiva e produtos que confiram alto poder hidratante, com ativos como ácido hialurônico e pantenol, segundo o médico.

Um esfoliante não abrasivo, como o Esfoliante Facial Rednek pode ser útil, uma vez que o produto é capaz de remover impurezas e células mortas da pele, desobstruindo os poros e ajudando na renovação celular. Se você tem a pele oleosa, saiba que não deve parar por aqui: é necessário hidratar sim! De acordo com o dermatologista Gustavo Saczk, membro Titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica, e consultor científico da Età Cosmetics, é importante que essa etapa da rotina skincare seja realizada com produtos especificamente formulados para esse tipo de pele, promovendo hidratação ao mesmo tempo em que controlam a produção de sebo.

Uma novidade é Gel Complex Antiolesidade, da Età Cosmétics. O produto em gel é capaz de hidratar profundamente a pele de maneira prolongada para combater o ressecamento enquanto confere efeito calmante e melhorar a textura da pele. Entre seus ativos, estão os clássicos: ácido hialurônico de baixo peso molecular e o Pantenol.

No consultório: o que há de mais novo e menos invasivo (e dolorido) para melhorar a saúde e o viço da pele é HydraFacial, uma experiência única e completamente personalizável de hidrodermoabrasão capaz de conferir a melhor pele da sua vida. “O HydraFacial promove melhora instantânea da qualidade da pele, auxiliando na uniformização do tom e da textura e no aumento da firmeza, viço, maciez e brilho da pele graças à patenteada tecnologia Vortex-Fusion presente nas ponteiras, que possui um design espiral exclusivo capaz de gerar um efeito de vórtice que, combinado a tecnologia de sucção a vácuo do equipamento, consegue expelir e remover facilmente as impurezas da pele enquanto fornece soluções hidratantes”, explica a dermatologista Mônica Aribi, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica. “Rápida, completamente indolor, não invasiva e sem downtime, assim não atrapalhando a rotina, a experiência HydraFacial pode ser vivenciada por qualquer pessoa, até mesmo por aquelas que possuem pele seca ou sensível. Isso porque os protocolos do HydraFacial podem ser completamente personalizados para atender as características e necessidades específicas de cada tipo de pele, com boosters, peels, LED’s, perks e terapia linfática”, destaca a médica.

Manchas

Em casa: produtos antimanchas usados no tratamento clareador, na sua grande maioria, apresentam mais de um ativo na sua formulação para que o resultado seja mais efetivo. Entre os clássicos, estão a Vitamina C, a Niacinamida e o Ácido Tranexâmico. “A melanina é produzida pelo melanócito através de uma cascata de reações celulares. Essas reações se iniciam com a incorporação de precursores da melanina por esta célula, seguida da síntese e posterior liberação com transferência do pigmento para os queratinócitos, que são células adjacentes mais superfícies na pele”, explica Salomão. “Os ativos clareadores apresentam mecanismos de ação variados. Eles podem atuar inibindo o estímulo inicial, seja ele químico, físico ou biológico. É o exemplo do protetor solar que ajuda a impedir a ação da radiação ultravioleta. Outra ação característica é impedir a absorção dos precursores pelo melanócito. Se compararmos o melanócito a uma fábrica, é como se faltasse matéria-prima para dar início a produção. Os ativos antimanchas também podem impedir a formação de melanina através da inibição de alguma etapa da síntese. Voltando à comparação, é como se alguma máquina da fábrica estivesse com defeito. Os cremes também podem impedir a liberação e transferência do pigmento já produzido. Seria como se tivesse ocorrido algum problema com o sistema de transporte da fábrica”, acrescenta. O protetor solar é o fator mais importante na prevenção da hiperpigmentação (manchas).

Mas produtos clareadores, como Be Fresh, desenvolvido pela Be Belle, também devem ser usados. O cosmético clareador, além de ação despigmentantes, conta com potente ação antiglicante e antioxidante, assim combatendo os danos do açúcar na pele.

No consultório: o que há de mais moderno é o laser de picossegundos Pico Ultra 300. Extremamente rápido e potente para destruir o pigmento causador das manchas, ele atua como grande aliado no combate ao melasma, segundo Salomão. “Atuando por efeito fotomecânico quase puro, o laser de picossegundos leva a um clareamento impactante com baixo risco de hiperpigmentação pós-inflamatória, já que há pouco efeito fototérmico. A grande vantagem é que há uma resposta clinicamente visível já nas primeiras sessões, que deixa o paciente satisfeito e estimulado a completar o tratamento”, afirma o médico.

Olheiras e bolsas

Em casa: um dos grandes erros no skincare é não utilizar produtos específicos na área dos olhos. “Causadas pelo acúmulo de líquido e gordura na região, as bolsas que surgem abaixo dos olhos podem gerar grande desconforto estético, conferindo ao rosto um aspecto cansado e envelhecido”, explica Saczk. O mais indicado é usar produtos de ação drenante.

Um exemplo é o extrato de algas vermelhas, presente no Gel-Creme Lifting para Área dos Olhos, da Età. O produto confere redução instantânea das bolsas enquanto promove tratamento a longo prazo dessas alterações. “Além da ação de curto prazo, o Extrato de Algas Vermelhas também contribui para a diminuição progressiva das bolsas, pois favorece a expressão de uma enzima envolvida no processo de lipólise, assim auxiliando na queima da gordura localizada abaixo dos olhos”, afirma Saczk. Além desse poderoso ativo, o Gel-Creme Lifting para Área dos Olhos ainda conta com um bico de porcelana que facilita a aplicação ao mesmo tempo em que complementa a ação do produto na redução das bolsas, pois possui um toque gelado que ajuda a refrescar e descongestionar a pele e diminuir o inchaço. Aposte também em produtos com ativos como cafeína e Niacinamida.

Em consultório: lasers podem ajudar a tratar as olheiras, mas em alguns casos é preciso usar substâncias injetáveis e até tecnologias para compactar a gordura. É o caso do MultiStation, de 1064 nanômetros, que está presente na plataforma Solon, e é capaz de fazer a lipólise e a compactação dos compartimentos de gordura, além de tracionar os septos, isto é, os ligamentos que estão na região, para combater as bolsas, segundo Salomão. “Uma forma simples que temos para esconder essas bolsas, por exemplo, é o preenchimento das goteiras lacrimais. Em muitos pacientes, quando aplicamos ácido hialurônico ao redor dessas bolsas, tornamos a alteração menos aparente, já que preenchemos a região adjacente para ficar na mesma altura das bolsas, mascarando-as. Além disso, já estão sendo estudadas enzimas lipolíticas seguras capazes de dissolver essas bolsas”, diz o dermatologista.

Linhas finas e sinais de envelhecimento

Em casa: o ácido hialurônico é o grande destaque aqui, para tratar as linhas finas. (Em casa e nas clínicas.) Queridinho na hora do skincare, o ácido hialurônico é, na verdade, uma substância produzida naturalmente pelo organismo que tem como função preencher, hidratar e conferir firmeza à pele, segundo Salomão. O problema é que a produção dessa substância tende a diminuir com o envelhecimento, favorecendo assim o ressecamento e o surgimento de sinais da idade.

Por isso, é importante investir em cosméticos capazes de repor o ácido hialurônico perdido, como é o caso da novidade Be Hialuronic, desenvolvido pela Be Belle. “O Be Hialuronic é um poderoso sérum hidratante de efeito imediato que conta com altíssima concentração de ácido hialurônico para contribuir com a saúde, jovialidade e beleza da pele, já que é capaz de manter altos níveis de água na derme, fortalecer a barreira cutânea, suavizar as linhas finas provocadas pela desidratação, proteger as fibras de colágeno responsáveis pela sustentação da pele e estimular a síntese de ácido hialurônico, conferindo assim efeito de preenchimento duradouro”, explica Ludmila Bonelli, cosmiatra, especialista em dermatocosmética e diretora científica da Be Belle. O ácido hialurônico presente no produto é fracionado e tem baixíssimo peso molecular. Também em casa, você pode potencializar tudo isso com suplementos. “Quando o foco é rejuvenescer e estimular o fibroblasto a produzir mais colágeno, elastina e ácido hialurônico (melhorando assim a elasticidade da pele), os suplementos podem ajudar. Existem ativos por via oral que ajudam neste processo. É o caso do Exsynutriment e Glycoxil”, diz a nutricionista Luisa Wolpe Simas, consultora de nutrição integrada da Biotec Dermocosméticos. “Exsynutriment é o silício estabilizado em colágeno marinho. Ele estimula a produção de colágeno, elastina e ácido hialurônico que confere melhorar do tônus da pele e diminuição da flacidez. Já o Glycoxil, uma carcinina, é um antiglicante, ou seja, diminui o processo de glicação (ligação da molécula de açúcar com a de colágeno) nas proteínas da nossa pele. O uso da carcinina diminui flacidez e melhora a elasticidade da pele”, afirma a nutricionista.

No consultório: em sua forma injetável, o ácido hialurônico é ideal para melhorar a qualidade da pele e linhas finas com o skinbooster: ele é um ‘hidratante injetável’ que estimula o colágeno e melhora as linhas sem paralisar a musculatura (diferente da toxina botulínica). O skinbooster é um procedimento que se faz para aumentar a hidratação da pele. Ele se faz com ácido hialurônico bem fino, em uma densidade bem pequena. “Temos hoje ácido hialurônico injetável em diversas apresentações. A molécula pode ser modificada num processo chamado cross-link que deixa o produto mais resistente à ação de enzimas naturais de nosso organismo, que são os preenchedores. Quando colocados na face, eles dão volume e sustentam os tecidos. O ácido hialurônico pode ser também usado sem o cross-link, sem poder volumizador, mas quando injetado sob a pele, atrai água produzindo uma hidratação de dentro para fora. Essa hidratação estimula que células chamadas fibroblastos produzam mais colágeno. São os chamados skinboosters”, explica a cirurgiã plástica Beatriz Lassance, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

Quer saber o que é o ideal para você? Consulte um médico para a indicação mais personalizada.

Entenda por que sua pele se beneficia da prática sexual

Acredite, há até um efeito anti-idade quando a prática sexual é realizada com frequência

Ter uma rotina skincare, proteger a pele com filtro solar e fazer procedimentos estéticos são ações que, definitivamente, vão beneficiar sua pele, mas os hábitos de vida também contam muito nessa jornada. E, dentro desses hábitos, a atividade sexual deve ser levada em consideração.

“Isso porque durante o sexo são liberados hormônios e substâncias, como o estrogênio e a testosterona, que estão diretamente envolvidos na manutenção da saúde da pele”, destaca a dermatologista Paola Pomerantzeff, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia. “A melhora da circulação sanguínea proveniente da atividade sexual é capaz de diminuir o nível de cortisol, melhorando a elasticidade, controle de acne e oleosidade, além de aumentarmos a própria barreira de proteção da pele”, acrescenta a cirurgiã vascular Aline Lamaita, médica atuante em Medicina do Estilo de Vida e membro do American College of Lifestyle Medicine.

Segundo Beatriz Lassance, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e do Colégio Brasileiro de Medicina do Estilo de Vida, o acúmulo de radicais livres nos tecidos é um dos fatores que levam ao envelhecimento. “A atividade sexual consome energia e consegue, com isso, neutralizar esses radicais, melhorando o que chamamos de estresse oxidativo. A produção de colágeno melhora, a circulação na pele fica melhor. O sexo acelera o metabolismo de todo o organismo, as células são estimuladas a absorverem mais nutrientes, e secretar toxinas de maneira mais eficiente”.

“Durante a atividade sexual, toda a nossa circulação fica mais solicitada. O sistema arterial (sangue que “alimenta” os músculos em movimento, por exemplo) aumenta seu fluxo, e consequentemente, o aporte de nutrientes e oxigênio para todos os tecidos, inclusive a pele. Isso se reverte na pele deixando-a mais hidratada, corada e mais viçosa”, explica Aline. “Também temos aumento de antioxidantes endógenos, que combatem os radicais livres; isso leva ao retardamento do envelhecimento, com efeito antiaging”, completa. Dessa forma, nosso corpo tem uma melhor resposta antioxidante com a prática regular do sexo.

Assim como um exercício físico, durante o sexo, o fluxo sanguíneo aumenta, passando a levar oxigênio e nutrientes de forma mais eficaz para os tecidos, incluindo a pele. “Com isso, o sistema linfático passa a trabalhar em maior velocidade, desintoxicando o organismo e diminuindo a retenção de líquidos. Como resultado, a pele ganha um aspecto mais saudável, tornando-se hidratada, corada e viçosa”, diz Paola.

Com relação à ação anti-idade, a prática sexual promove o estímulo da produção das fibras de colágeno e elastinas, que são responsáveis por conferir sustentação e elasticidade ao tecido cutâneo, segundo a dermatologista. “Logo, há um risco menor da pele tornar-se flácida ou apresentar rugas e linhas de expressão precocemente, além de tornar-se mais firme, elástica e com menos sinais de envelhecimento”, diz Paola.

“Outro benefício antienvelhecimento é usar adequadamente a energia proveniente do carboidrato (açúcar) que consumimos, diminuindo o estresse oxidativo e evitando a glicação do colágeno, um processo no qual o açúcar excedente liga-se às fibras de sustentação da pele, favorecendo o aparecimento de flacidez e rugas”, explica Beatriz.

A prática sexual também fortalece e favorece a regeneração da pele, o que pode tornar a cicatrização mais rápida. “Além disso, estudos apontam que o sexo melhora o sistema imunológico, que também está envolvido no processo de cicatrização da pele”, completa Paola.

A atividade também atua por vias indiretas para melhorar a pele, como é o caso da redução do estresse. A atividade sexual diminui o nível de cortisol (o hormônio do estresse) ao longo do dia. “A diminuição do nível de cortisol melhora também a qualidade do sono. Além disso, altos níveis de cortisol podem contribuir para o aparecimento da acne. Por isso a prática é interessante”, diz a dermatologista Patrícia Mafra, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

“Altos níveis de cortisol podem contribuir para diversos problemas de pele, como envelhecimento e acne. O cortisol potencializa o estado inflamatório persistente do tecido cutâneo, diminuindo a longevidade e a atividade das células que compõem a pele, o que a torna mais propensa a ter rugas”, explica Paola.

“O cortisol está também relacionado ao aumento de oleosidade e à diminuição da produção natural de ácido hialurônico na pele”, conta Aline. É comum suarmos durante o sexo, assim como quando realizamos qualquer tipo de esforço físico intenso. “E o suor auxilia na eliminação de sujidades acumuladas no interior dos poros, desobstruindo-os e, consequentemente, prevenindo a formação de cravos e espinhas”, finaliza Paola.

Médica dá dicas de cuidados para a pele durante a menopausa

Como o envelhecimento é inerente a tudo que existe, a menopausa é um marco e faz parte do ciclo natural na vida da mulher. A sensação de que nada mais será como antes, assim como foi na primeira menstruação, será também na última, encerrando um ciclo. Da mesma forma, como também é único o período reprodutivo, em que a mulher passa por uma gravidez. A mulher é feita de fases, e cada uma está relacionada ao sistema hormonal.

Antes da menopausa, a mulher passa por um período chamado de climatério, que nada mais é do que a transição da fase reprodutiva para a pós-menopausa. Seu início ocorre, aproximadamente entre os 40 e 50 anos e termina com a última menstruação, dando início ao novo ciclo: a menopausa.

Precisamos entender que é na fase do climatério que os hormônios femininos começam a diminuir. Além disso, a menopausa tem uma grande influência psicológica sobre a mulher. É todo um conjunto de fatores, relacionados com o envelhecimento, não apenas cronológico, mas também o fotoenvelhecimento da pele, causado por fatores ambientais; exposição solar excessiva, sedentarismo, má alimentação, tabagismo, má qualidade do sono, além das deficiências hormonais, ou seja, é um outro tipo de envelhecimento, e que em sua maioria, acontece por falta de cuidados com a pele e com a saúde como um todo. E considerando isso, as alterações são ainda mais significativas associadas ao declínio hormonal.

Luciana Toral, médica especialista em Medicina Estética Avançada, também Idealizadora do Curso de Imersão “Hands On”, no qual ela ensina, na prática, técnicas de aperfeiçoamento em botox, preenchimento, fios de PDO e bioestimuladores, explica: “O principal hormônio que na menopausa tem uma queda significativa é o estrógeno, que é responsável pela estruturação da pele, aumentando a espessura e a vascularização, além de ajudar no colágeno, que faz esse suporte estrutural e funcional. Então, quando o estrógeno diminui por conta da menopausa, há também uma redução importante das fibras de elastina e colágeno, responsáveis pela sustentação da pele e uma diminuição da vascularização sanguínea levando uma redução da capacidade de retenção de água e é por isso que a pele fica mais seca. Além de diminuir a atividade das glândulas sebáceas e sudoríparas, deixando a pele mais fragilizada”.

Com todos esses fatores causados pela diminuição do estrógeno, a pele fica atrófica e com a perda do tônus e da elasticidade, também fica mais fina, seca, flácida, com rugas e mais frágil, inclusive pode ocorrer uma dificuldade até na cicatrização de feridas.

“E ao diminuir o estrógeno, acaba ocorrendo uma preponderância de hormônios andrógenos que pode resultar no aparecimento de pelos mais grossos, inclusive no queixo e na face lateral do rosto feminino”, afirma a médica.

Prevenção

A partir dos 30 anos, as fibras de colágeno caem 1% ao ano, na menopausa caem 2% ao ano. Isso significa que nos anos pós-menopausa, a mulher passa a perder o dobro, além daquilo que já vinha perdendo desde os 30 anos. Por isso, somado aos cuidados básicos, envolvendo boa alimentação, sono saudável e atividades físicas, é necessário um skincare bem feito, uma rotina de dermocosméticos e o indispensável protetor solar, principalmente no verão e na fase pós-menopausa.

Procedimentos

Segundo Luciana, os procedimentos estéticos mais indicados são a toxina botulínica; para melhorar as linhas de expressão, o preenchimento, para reter os impactos do envelhecimento, e principalmente os bioestimuladores de colágeno injetáveis, principalmente em rosto, pescoço e mãos, que são os locais onde aparecem mais os sinais da velhice. “Os três procedimentos são importantes na menopausa, principalmente os bioestimuladores de colágeno, que costumo, indicar para pacientes mais jovens, também, a fim de que, assim, elas consigam criar uma reserva de colágeno lá na frente, na pós-menopausa, com grandes privilégios para a pele”, finaliza Luciana.

Fonte: Luciana Toral é médica especialista em Medicina Estética Avançada, possui diversos títulos dentro da medicina estética, também ministra cursos. É proprietária da LT Medicina & Estética Avançada na cidade de Ibaiti/PR e idealizadora do Curso Imersão Hands On, no qual ensina profissionais a aperfeiçoarem técnicas de preenchimento, botox, fios de PDO e bioestimuladores.

Quais são os impactos da decisão da OMS de classificar envelhecimento como doença?*

A Organização Mundial da Saúde (OMS) tem entre suas atribuições catalogar as doenças na chamada Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (CID). O CID é um manual que tem muitas funções, entre elas, o reconhecimento público de que uma determinada condição exige tratamento médico. Periodicamente, a OMS revisita esse catálogo, e algumas doenças são incluídas; outras excluídas.

No caso de uma exclusão do CID, o sentido da mudança é: aquela condição deixou de ser considerada como doença. Um dos maiores exemplos disso é a homossexualidade, que até a nona versão, em 1990, constava na listagem. A próxima versão da classificação, a décima-primeira, que será lançada em 2022, está gerando um debate acirrado entre as sociedades de saúde mundo afora pela razão oposta, isto é: por uma inclusão. A partir do próximo ano, o envelhecimento passará a constar no manual.

Foto: MedicalNewsToday

A razão alegada pela OMS para a decisão é que a inclusão serve para reconhecer que as pessoas podem morrer de velhice. Um exemplo famoso dessa aplicação foi a morte do Príncipe Philip, aos 99 anos. O atestado de óbito do esposo da rainha da Inglaterra decretou: “morte por idade avançada”. Olhando por esse ângulo, parece fazer sentido, mas há algo a mais por trás dessa decisão.

Normalmente, as alterações no CID ocorrem por sugestão (ou pressão) de entidades médicas. No caso da “doença velhice”, a origem da mudança vem de organizações como a Biogerontology Research Foundation e International Longevity Alliance. O interesse destas organizações é aumentar o acesso ao financiamento de suas pesquisas. Tradicionalmente, os recursos de fomento à busca da cura de doenças são decididos em função do volume de suas estatísticas. Em outras palavras, quanto maior o número de casos, maior a chance de haver dinheiro para pesquisas.

Até aí, podemos considerar como uma competição própria à dinâmica científica. Se é assim, por que há tanta resistência à decisão? A questão está nos efeitos sociais. Pensemos no caso do Príncipe Philip, considerando a decisão da OMS e a idade que ele tinha ao falecer, podemos considerar que o monarca já estava “doente de velhice”? E se é assim, poderemos dizer que todos que são velhos estão doentes? Faria sentido concluir que sim.

Seguindo o raciocínio, tendo em conta a atual população de idosos brasileiros, são subitamente 33 milhões de pessoas acometidas pela nova enfermidade no país. E todo novo indivíduo que faz 60 anos (idade com a qual uma pessoa se torna idosa), passa automaticamente à condição de doente. Essas são conclusões absurdas, que podem trazer consequências indesejadas. Particularmente, chamamos a atenção para o reforço de estereótipos negativos que tornam automática a associação entre velhice e adoecimento, uma vez que nem todo idoso é doente ou incapaz. Esse pensamento, frequentemente implícito, está por trás de uma das mais cruéis formas de preconceito do nosso tempo: o etarismo.

Mabel Amber/Pixabay

O etarismo limita a participação ativa e produtiva das pessoas na sociedade, muitas vezes antes mesmo de a pessoa ter 60 anos, um exemplo é o mercado de trabalho que trata como “velhos” profissionais de 45 anos. Os maus-tratos psicológicos estão entre as formas mais frequentes de violência contra idosos e as empresas perdem oportunidades ao oferecer produtos e serviços inadequados às necessidades e vontades de clientes seniores. O etarismo deve ser combatido em um mundo que envelhece rapidamente, e a decisão da OMS pode justamente reforçá-lo.

Entendemos que as consequências da decisão podem gerar mais efeito negativos que positivos e é preciso se posicionar contrariamente ao tratamento do envelhecimento como doença.

*Por Henrique Noya, diretor-executivo do Instituto de Longevidade MAG

Maturidade: conceito ‘anti-aging’ é questionado e abre caminho para um novo ponto de vista

Envelhecer faz parte do processo natural da vida. Diante de uma população que vive mais e melhor, há meios para manter a boa qualidade da pele atrelada a um estado de espírito positivo e sem exageros

Foi o tempo em que os 30 anos e a fase da menopausa eram temidos pelas mulheres como marcos do processo de envelhecimento. Com os avanços da ciência, hoje, é possível atenuar diversos sintomas da menopausa que precisam ser levados a sério e tratados. Alguns deles, por exemplo, segundo o Guia da Menopausa, elaborado pela Associação Brasileira do Climatério (Sobrac) em parceria com a Sociedade Americana de Menopausa (AMS), são a falta de energia, oscilações de humor, além da perda de colágeno e elasticidade da pele, que fica mais seca, flácida e frágil. Fica claro que viver bem nessa fase exige cuidado extra.

Quem nunca ouviu conceitos como: ageless ou anti-aging? É muito comum lermos sobre esses conceitos que reforçam a ideia de antienvelhecimento, mas, atualmente, as mulheres mais maduras têm agido e pensado de forma diferente. A dermatologista Maria Fernanda Tembra destaca: “Essas mulheres estão se sentindo cada vez mais empoderadas e procuram por tratamentos que não as deixem com o rosto de uma menina de 20 anos, mas com uma pele saudável para sentir-se bem com a idade que têm. E esse deve ser o caminho”.

O Sculptra, a exemplo disso, é o primeiro e único bioestimulador de colágeno à base de ácido poli-L-lático com indicação de uso para corpo e face que restaura a firmeza da pele gradualmente, pois estimula a produção gradual de colágeno do próprio corpo. Os resultados começam a aparecer a partir do terceiro mês, mas ação pode durar até 25 meses.

“É comum que ao longo do tempo haja uma produção cada vez mais baixa de colágeno e isso se intensifica durante a menopausa, pois os níveis de estrogênio caem e por consequência, perdemos colágeno e elastina. Afetando não só a saúde da pele da mulher, mas também sua autoestima e autoconfiança. O bioestimulador de colágeno à base de ácido poli-L-lático e o ácido hialurônico injetável, são substâncias eficazes para auxiliar na firmeza, elasticidade e viço da pele”, explica Maria Fernanda.

Dentre as possibilidades de tratamentos com ácido hialurônico, o injetável proporciona uma hidratação de dentro para fora que auxilia inclusive na elasticidade da pele. Como opção, Restylane SkinboostersTM forma pequenos “reservatórios” de ácido hialurônico abaixo da superfície da pele para proporcionar hidratação e brilho duradouros, dando um efeito glow. A substância restaura a composição natural da pele reduzindo a aspereza e promovendo maciez, hidratação e suavizando o aspecto da pele.

Existem inúmeras possibilidades para manter a pele madura mais saudável e natural. Mas, é dever do profissional da saúde analisar cada caso e indicar o melhor tratamento preservando o bem-estar e a saúde do paciente. “A principal dica é sempre fazer acompanhamento médico e aliar os tratamentos dermatológicos com os ginecológicos, pois as alterações hormonais influenciam diretamente na saúde da pele”, finaliza a dermatologista.

Fonte: Galderma

Sexo aos 50 x sexo aos 20: como o envelhecimento afeta a libido da mulher ao longo dos anos

Ginecologista explica como fatores diretamente ligados ao envelhecimento do organismo, como fertilidade, energia, autoestima e hormônios, podem interferir no apetite sexual feminino

O sexo é um instinto natural do ser humano que, além de servir para a reprodução, possui uma série de benefícios para o organismo, incluindo desde melhora da pele e do cabelo até diminuição do estresse. No entanto, cada um de nós possui uma relação específica com o sexo e é natural que, em alguns dias, algumas pessoas não sintam necessidade de praticar relações sexuais, o que pode estar associado a fatores que vão desde situações cotidianas, como cansaço e problemas no relacionamento, até condições sérias, como o vaginismo e a depressão.

“Além disso, o próprio processo de envelhecimento pode interferir em nossa libido. E isso não ocorre apenas por fatores hormonais, mas também por questões sociais, físicas e psicológicas, afinal, conforme envelhecemos, interagimos de diferentes formas com o ambiente a nossa volta”, explica Eloisa Pinho, ginecologista e obstetra da Clínica GRU. Para ajudar a entender mais sobre o assunto, a especialista explicou abaixo de que maneiras a libido feminina é afetada com o passar dos anos. Confira:

20 anos: o fim da adolescência e o início da fase adulta são pensados por muitos como os momentos de maior atividade sexual, afinal, os hormônios estão à flor da pele e temos mais energia. “No entanto, alguns outros fatores podem prejudicar a libido nessa idade. Por exemplo, o fato de a mulher ser mais fértil nessa época da vida pode torná-la mais seletiva com relação a quando fazer sexo. Na verdade, estudiosos estimam que o desejo sexual da mulher tende a aumentar conforme os anos passam, principalmente após os 30 anos, momento em que a fertilidade começa a diminuir”, destaca a médica.

30 e 40 anos: a terceira e quarta década de vida parecem ser o período em que o desejo sexual feminino está mais forte. “Esse fato pode estar relacionado a fatores como maior segurança com o próprio corpo e maior dedicação a relacionamentos, além da diminuição das chances de gravidez”, afirma a ginecologista. Estudos mostram, inclusive, que mulheres entre 27 e 45 anos têm fantasias sexuais mais frequentes e fazem mais sexo do que mulheres mais jovens ou mais velhas.

Foto: Veggiegretz/Morguefile

Gravidez: independentemente da idade em que ocorra, a gestação possui grande impacto na vida da mulher, afetando até mesmo sua libido. “O corpo da mulher e os níveis de hormônios passam por uma série de alterações ao longo da gestação. Por isso, é natural que a mulher apresente menor libido em alguns momentos e maior em outros, principalmente durante o segundo trimestre de gravidez. Além disso, algumas mulheres têm dúvidas sobre a segurança de fazer sexo na gravidez, o que, salvo em casos de risco, é perfeitamente seguro”, diz a especialista. “E as mudanças na libido não param com o nascimento do bebê, pois fatores como a amamentação e a criação também podem afetar o interesse da mulher no sexo.”

50 anos ou mais: por volta dos 50 anos, a saída dos filhos de casa e a diminuição da fertilidade podem tornar a mulher mais interessada no sexo. No entanto, um processo que ocorre naturalmente no corpo da mulher nessa época de vida pode afetar significativamente a libido: a menopausa. “A diminuição nos níveis de estrogênio que ocorre durante a menopausa pode fazer com que o desejo sexual diminua, o que ainda é intensificado devido a fatores também comuns desse período, como a diminuição da lubrificação vaginal e a atrofia da musculatura da região. Além disso, outros sintomas da menopausa, como ondas de calor, mudanças no humor e ganho de peso, também pode afetar a vontade da mulher de fazer sexo. Felizmente, nesses casos, é possível verificar com o ginecologista a possibilidade do uso medicamentos, hormônios e lubrificantes para aliviar os sintomas da menopausa e melhorar a libido”, explica Eloisa.

Mas é importante ressaltar que cada organismo é único e o processo de envelhecimento pode afetar a libido das mulheres de diferentes formas. Além disso, você deve ter em mente que não há problema algum em não sentir vontade ou necessidade de praticar relações sexuais, afinal, essa é uma decisão que cabe apenas a você. “Mas, caso a falta de libido esteja te afetando física, mental e amorosamente, o recomendado é que você consulte um ginecologista, pois apenas o médico especializado poderá diagnosticar a real causa do problema e indicar o tratamento mais adequado, que vai variar de acordo com a idade, características e histórico médico da paciente”, finaliza Eloisa.

Fonte: Eloisa Pinho é ginecologista e obstetra, pós-graduada em ultrassonografia ginecológica e obstétrica pela Cetrus. Parte do corpo clínico da clínica GRU Saúde, a médica é formada pela Universidade de Ribeirão Preto, realiza atendimentos ambulatoriais e procedimentos nos hospitais Cruz Azul e São Cristovão, além de também fazer parte do corpo clínico dos hospitais São Luiz, Pró Matre, Santa Joana e Santa Maria.