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Cuidados com os cabelos: 12 erros que cometemos diariamente

Dermatologista responde perguntas sobre cuidados diários com o cabelo

Existem vários tipos de cabelo e, seja qual for o seu e as necessidades individuais dele, as práticas e tendências com os cuidados aos fios seguem viralizando e sendo disseminadas na Internet. Junto com isso, existe o esforço para que a cabeleira fique saudável e em bom estado. Apesar da utilização de novas técnicas e produtos, a rotina corrida e a falta de cuidado podem levar a alguns deslizes que, ao longo do tempo, comprometem a saúde capilar.

Por isso, a Doctoralia em parceria com a dermatologista especializada em tricologia e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, Rita de Cássia Rossini, lista os principais erros e enganos que cometemos diariamente com os cabelos e como resolvê-los.

Lavar o cabelo com água gelada ou quente?
Rita:
O ideal é usar água morna ou gelada, evitando a água quente, uma vez que a temperatura mais alta estimula a produção de sebo nas glândulas, deixando o couro cabeludo mais oleoso. Isso também pode prejudicar a estrutura dos fios, que ficam mais frágeis e quebradiços.

Não lavar o cabelo com frequência pode danificar os fios?
Rita:
É recomendado fazer a limpeza, no mínimo, três vezes na semana, pois se lavarmos pouco o cabelo pode ocorrer acúmulo de sebo e de produtos no couro. Isso pode levar a uma irritação da pele e do folículo, favorecendo algumas doenças como a dermatite seborreica – inflamação que causa principalmente descamação e vermelhidão.

E o contrário, a limpeza muito frequente dos cabelos pode causar algum efeito negativo?
Rita
: Não há contraindicação em lavar os cabelos com maior frequência, como todos os dias. Realmente vai depender do tipo dos cabelos e das particularidades de cada indivíduo, mas recomendo que se use um produto de limpeza, como o shampoo, apenas uma vez ao dia.

Conair

É preciso limpar ou trocar a escova de cabelo?
Rita:
Com certeza! A limpeza da escova de cabelo é essencial para que sejam eliminadas secreções, restos celulares e microrganismos que podem crescer nestes itens de uso pessoal.

É verdade que ficar com os cabelos presos por muito tempo pode estragar os fios?
Rita:
Sim, é verdade. Quando prendemos o fio, principalmente de cabelos molhados, danificamos sua estrutura, o que favorece a quebra e queda. Além disso, cabelos presos com força e diariamente podem levar a um tipo de afinamento e queda do fio da região mais próxima à face, a linha de implantação dos cabelos na fronte, levando a uma alopecia de tração que pode ser irreversível.

Ficar com a toalha na cabeça após o banho é ruim? Por quê?
Rita:
Não é recomendado, pois o uso pode gerar atrito entre os fios e danificá-los. Além disso, o ambiente úmido pode estimular o crescimento de alguns fungos no nosso couro cabeludo.

O que o excesso de shampoo e condicionador na hora da lavagem pode causar?
Rita:
O excesso de shampoo, que por ter uma ação detergente, desengordurante, pode retirar água e óleos da parte mais externa do fio, deixando-os mais secos e frágeis, o que pode levar à quebra dos fios. Por outro lado, usar muito condicionador, principalmente, na raiz dos cabelos, pode ocasionar uma obstrução da abertura do folículo, e assim, piorar quadros de dermatite seborreica e outras alopecias do couro cabeludo, além de deixar o fio pesado e não maleável.

Muitos afirmam que a hidratação com óleo de coco no cabelo não faz bem, pois é muito pesado. Mito ou Verdade?
Rita:
Mito, o óleo de coco é um dos poucos ativos que tem propriedades de penetrar na estrutura do fio para o objetivo de hidratar os cabelos.

O uso de produtos inadequados para o tipo de cabelo pode trazer danos aos fios? Por exemplo, uma cacheada usando condicionador para cabelos lisos.
Rita:
Sim! Esta regra vale principalmente para pacientes com cabelos crespos ou cacheados e que usam com frequência shampoo antirresíduo, que por sua vez são mais detergentes, então como fazem uma limpeza mais profunda dos cabelos, podem agredir ainda mais o cabelo.

Há um senso comum de que o cabelo deve ser cortado periodicamente. Mito ou verdade? Por quê?
Rita:
Não existe uma regra para frequência dos cortes. Vai depender do estilo, formato e dano do cabelo.

Deixar o cabelo secar naturalmente ou com o secador, qual a melhor opção?
Rita:
O ideal é deixar o cabelo secar naturalmente, lembrando que existem vários tipos de secador e quanto maior a temperatura maior o dano ao fio, deixando-o mais frágil, quebrado e sem brilho.

Foto: All4Women

A máscara pode ser um substituto para o condicionador?
Rita:
Não! A máscara hidratante pode ser utilizada entre uma e duas vezes na semana, conforme o tipo e dano existente no cabelo. Para uso diário, o condicionador tem maior capacidade de selar as cutículas garantindo brilho, maciez e facilidade na hora de escovar.

Fonte: Doctoralia

10 hábitos considerados saudáveis que podem ter um efeito contrário

Na tentativa de melhorar o estilo de vida é normal que algumas pessoas adotem hábitos que, apesar de parecerem saudáveis à primeira vista, podem, na verdade, prejudicar a saúde do organismo

Atualmente, a busca por um estilo de vida mais saudável é o foco de grande parte das pessoas, principalmente devido à pandemia, que nos deu uma nova perspectiva sobre a importância da manutenção da saúde do organismo. O problema é que, na procura por uma vida saudável, acabamos adotando hábitos que, apesar de parecerem saudáveis, podem, na verdade, ter o efeito oposto e prejudicar o organismo por serem infundados, realizados excessivamente ou até mesmo da maneira errada.

Então, para te ajudar a conquistar um estilo de vida saudável de maneira segura, consultamos um time de especialistas para apontar hábitos “saudáveis” que podem acabar saindo pela culatra. Confira:

Consumir produtos diet, light e zero: ser ‘fit’, ‘light’, ‘zero’ e ‘diet’ não torna um alimento mais saudável, já que, apesar de terem menos calorias, geralmente possuem um maior teor de produtos químicos adicionados. “Você pode reparar, por exemplo, que todo produto que é light, diet, zero tem mais sódio do que as versões regulares. Isso porque, quando alimentos não levam açúcar e sim adoçante, a indústria alimentícia acrescenta sódio para mascarar aquele sabor desagradável do adoçante”, explica a cirurgiã vascular Aline Lamaita, membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular.

Foto:edmontonfetalalcoholnetworkorg

Beber vinho em excesso: já é de conhecimento geral que tomar uma taça de vinho tinto por dia é muito benéfico à saúde, já que a bebida é fermentada e rica em polifenóis, como o resveratrol, que são substâncias com grande poder antioxidante. Mas é importante limitar o consumo diário a, no máximo, uma taça de até 150ml, pois a ingestão excessiva de álcool é extremamente prejudicial ao organismo. “O álcool é uma substância tóxica que pode provocar doenças mentais, cânceres, problemas hepáticos como a cirrose, alterações cardiovasculares, com risco de infarto e acidente vascular cerebral, e a diminuição de imunidade, além de favorecer a desidratação, a inflamação e o acúmulo de líquidos”, diz a médica nutróloga Marcella Garcez, diretora e professora da Associação Brasileira de Nutrologia.

Prender-se demais à rotina: criar uma rotina diária é uma das maneiras mais eficazes de adotar um novo hábito saudável e mantê-lo. E não há nada de errado nisso, afinal, os humanos são criaturas de hábitos. Mas fugir da rotina às vezes, mesmo que uma vez por semana, é importante para manter o cérebro saudável. “Uma mudança na rotina aumenta a capacidade do cérebro de aprender novas informações e mantê-las. Por isso, de vez em quando tente, por exemplo, experimentar uma nova receita ou explorar uma parte diferente da sua cidade”, destaca Gabriel Novaes de Rezende Batistella, médico neurologista e neuro-oncologista, membro da Society for Neuro-Oncology Latin America (SNOLA).

Consumir alimentos que você não gosta por serem saudáveis: alimentação balanceada é um dos pilares para manutenção da saúde e prevenção de doenças, devendo ser rica principalmente em frutas, verduras e legumes. Mas tenha certeza de comer o que te dá prazer. “Se você não gostar de comer, dificilmente vai conseguir manter as mudanças de hábitos. Então, encontre um estilo de alimentação saudável que você adore e que corresponda ao que você gosta. Existem muitas opções saborosas e saudáveis demais para se contentar com alimentos que você não gosta”, afirma o médico nutrólogo e cardiologista Juliano Burckhardt, membro Titular da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran) e da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC).

Colocar o sono em dia: quando chega o final de semana, o dia de folga ou mesmo o período de férias é muito comum que as pessoas aproveitem para colocar o sono atrasado em dia. No entanto, esse hábito não compensa pelas horas de sono perdidas, além de poder desregular ainda mais seu relógio interno e atrapalhar na realização das tarefas diárias. “O ideal é ter entre sete a oito horas de sono por dia de forma consistente. Fugir desses valores é colocar a saúde em risco. Temos evidências extensas de que dormir cinco horas ou menos por dia aumenta consistentemente o risco de condições adversas à saúde, como doenças cardiovasculares e até longevidade”, alerta Aline.

Eliminar completamente os carboidratos da dieta: cortar totalmente os carboidratos faz parte de algumas das dietas mais populares. Mas, de acordo Marcella, isso não é totalmente recomendado. “Os carboidratos são um nutriente importante e há muitos conceitos errados sobre quando e como comer carboidratos quando sua meta é perder peso. Além disso, cortar carboidratos pode ser muito difícil e atrapalhar uma série de questões no organismo, pois eles são responsáveis pelo fornecimento de energia. E a maioria das pessoas pode perder peso sem cortar drasticamente os carboidratos”, esclarece a médica. “Mais importante do que a grande quantidade de carboidratos é o tipo de carboidrato que você ingere. Substituir carboidratos simples, como grãos refinados e açúcar, por carboidratos complexos, como carboidratos de vegetais e legumes, pode ter muitos dos mesmos benefícios do baixo teor de carboidratos”, aconselha.

Consumir alimentos que se autodefinem saudáveis: não é porque um alimento traz a palavra “saudável” ou “feito com ingredientes naturais” em seu rótulo que ele é, necessariamente, bom para sua saúde, afinal, não existe uma definição exata para o uso desses termos. Então, para ter certeza do que você está consumindo, fique atento à composição do produto. “Tome cuidado, por exemplo, com as gorduras e açúcares escondidos, que podem aumentar seu peso e piorar o perfil lipídico. Seja um comedor informado, conheça os ingredientes e leia atentamente os rótulos nutricionais. Fique longe de alimentos que contenham altos níveis de gordura saturada, colesterol e fontes ocultas de açúcar, como xarope de milho com alto teor de frutose e algumas dextrinas”, afirma Burckhardt.

Usar álcool em gel e lavar as mãos em excesso: com a pandemia do Coronavírus, a higiene frequente das mãos virou um dos hábitos mais importantes para manutenção da saúde. Mas é preciso tomar cuidado com os excessos. “As lavagens frequentes das mãos e o uso constante de álcool em gel podem facilmente desidratar o tecido cutâneo das mãos, contribuindo assim para o envelhecimento acelerado da pele e o surgimento de irritação na região”, afirma a dermatologista Paola Pomerantzeff, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia. É claro que não podemos parar de jeito nenhum de higienizar as mãos, mas podemos acrescentar o uso do hidratante logo após como forma de prevenir o problema. “Para uma hidratação eficaz, aplique um cosmético específico para as mãos, que deve ser formulado com ativos de alta propriedade hidratante, como ureia e ácido hialurônico, e utilizado várias vezes ao dia. Se possível, opte por um produto à prova d’água para que o hidratante não saia após a lavagem”, recomenda.

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Apostar em dietas radicais: dietas restritivas, para muitos, é sinônimo de saúde, mas isso não é verdade. “A alimentação possui um papel fundamental na manutenção e fortalecimento do organismo, pois é responsável por fornecer nutrientes essenciais para as funções orgânicas. Por isso, qualquer mudança drástica nos hábitos alimentares sem acompanhamento médico, como restrição de grupos alimentares e diminuição de calorias e refeições, pode oferecer riscos à saúde, principalmente em pessoas que já apresentam algum tipo de carência nutricional prévia”, alerta Marcella.

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Ficar obcecado com comer saudavelmente: uma alimentação limpa e saudável tem inúmeras vantagens para a saúde geral. Mas também tem seu lado sombrio, que ocorre quando essa alimentação saudável e limpa torna-se o foco de sua vida. “O diagnóstico emergente de ortorexia nervosa mostra como o conceito de comer comida de verdade pode ficar fora de controle nas mãos de uma pessoa que é obsessiva, insegura e tenta ganhar autoestima e controle sobre a vida por meio da adesão estrita às normas criadas por ela mesma”, explica Burckhardt. Segundo o nutrólogo, enfatizar demais esse aspecto da vida pode levar ao estresse, isolamento social, espírito crítico, relacionamentos rompidos e até desnutrição. “Uma adoração tão rígida de certos tipos de alimentos como alimentos puros ou curativos é desnecessária. A alimentação limpa visa a saúde da pessoa, mas é apenas uma parte a ser considerada, devendo ser acompanhada também de relacionamentos, habilidades pessoais e desenvolvimento de talentos, crescimento emocional e espiritual, busca de hobbies e interesses e um amor pela vida que abrange o que está legalmente disponível e compatível com o bem de cada um. Isso é fundamental para a saúde, bem-estar e longevidade”, finaliza.

Os erros mais comuns ao se consumir chá

Seja para esquentar no frio, emagrecer, cuidar da saúde ou simplesmente saborear uma bebida quentinha, preparar um chá não é tão simples quanto parece. Na verdade, se consumido ou armazenado de maneira errada, além não trazer nenhum benefício para a saúde, ainda é possível que uma simples xícara carregue uma leva de bactérias desencadeadoras de doenças.

Quem faz o alerta é o farmacêutico homeopata Jamar Tejada (Tejard), da capital paulista que deixa algumas regrinhas básicas aproveitar os benefícios das ervas.

Temperatura da água

Ken Boyd/Pixabay

Essa parte tão simples requer um cuidado especial: não deve ser aquecida no micro-ondas já que assim fica impossível controlar a temperatura da água e isso será determinante no resultado final. Ao esquentar a agua, a mesma não deve chegar a ferver, ou seja, é preciso deixar no fogo até que ela chegue perto do ponto de ebulição e quando as primeiras bolhinhas começarem a surgir, antes de borbulhar, já é hora de tirar.

Saber conservar

O armazenamento correto é o que vai assegurar o frescor, aroma, paladar e garantir todos os benefícios. Cada erva possui características específicas, por isso não é possível estabelecer um período de validade para os chás, mas, depois de feito, nenhum deles deve ser consumido depois de 12 horas após a preparação e neste período devem ficar armazenados em recipiente de vidro e com tampa. “Isso porque, as bebidas tendem a perder as propriedades medicinais através do processo de fermentação causado pelo ar. Sendo assim, quanto menos ar o recipiente possuir, melhor. E sempre: guarde-os dentro da geladeira, caso contrário, as chances de ingerir bactérias é bem maior do que as chances de conseguir colher os benefícios dos chás”, fala Tejard.

Não exagere


Para tudo existe limite e com os chás não deve ser diferente. As ervas também podem fazer mal se consumidas fora de controle. Algumas podem fazer desencadear doenças e para saber a quantidade certa, é preciso consultar um especialista. Exagerar na hora de preparar o chá e deixa-lo muito forte também pode causar problemas. Seja qual for a erva e o objetivo escolhido, o consumo do chá não deve ultrapassar a dose de três xícaras por dia. Afinal, tudo o que ingerimos, necessariamente precisa ser metabolizado e eliminado pelo fígado e rins. Se consumido em excesso, o fígado pode não ter condições de eliminar totalmente as toxinas, levando à sobrecarga e intoxicação do organismo.

Não compre pronto

Foto: Ivabalk/Pixabay

Sempre a preferência deve ser ao chá caseiro, pela confiança em relação à origem dos ingredientes. As versões de saquinho, por exemplo, não têm a mesma qualidade de uma erva cultivada no seu jardim.

Saber escolher bem as ervas

Sunset Magazine

O poder das plantas medicinais que os chás proporcionam é graças a extração do princípio ativo que se dissolvem na água quente e assim, podem aliviar, tratar e até curar algumas doenças. Sejam folhas, raízes ou ervas, os ingredientes naturais possuem ações antioxidantes, anti-inflamatória e antibacteriana e ainda auxiliam no processo metabólico, mas existem algumas contraindicações para algumas pessoas – por isso devem ser consumidos com orientação.

Para ajudar, o especialista deixa algumas dicas dos chás preferidos e para que cada um deles pode ser indicado.

Alecrim – Foto: MGD©

Alecrim: alivio de estresse, depressão, gota, reumatismo e facilita a digestão
Boldo: trata fígado e aparelho digestivo. Alivio para aqueles dias pós comilança e ingestão de álcool.
Erva-Cidreira: combate a insônia, nervosismo, cólicas e gases.
Erva-Doce: alivia cólicas menstruais e abdominais.
Eucalípto: melhora das inflamações das vias respiratórias como tosse, rouquidão, bronquite e asma.
Hortelã: atenua azia.

Maçã: sedativo e digestivo ainda atua no controle de diarreias.
Maracujá: dores de cabeça de origem nervosa, ansiedade, palpitações e perturbações nervosas da menopausa.
Chá verde: antioxidante, atrasa os sinais do envelhecimento prematuro, eliminando os líquidos que se acumulam no organismo e combate as gorduras.
Chá preto: promove saciedade além de ser estimulante.
Chá mate: tem ação termogênica e acelera o metabolismo.


Chá de hibisco: ajuda no controle do colesterol e é muito diurético, capaz de fazer uma varredura de toxinas no organismo.

Fonte: Jamar Tejada é farmacêutico graduado pela Faculdade de Farmácia e Bioquímica pela Universidade Luterana do Brasil, RS (Ulbra), Pós-Graduação em Gestão em Comunicação Estratégica Organizacional e Relações Públicas pela USP (Universidade de São Paulo), Pós-Graduação em Medicina Esportiva pela (Fapes), Pós-Graduação em Comunicação com o Mercado pela ESPM, Pós-Graduação em Formação para Dirigentes Industriais com Ênfase em Qualidade Total – Engenharia de Produção pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul-(UFRGS) e Pós-Graduação em Ciências Homeopáticas pelas Faculdades Associadas de Ciências da Saúde. Proprietário e Farmacêutico Responsável da Anjo da Guarda Farmácia de manipulação e homeopatia desde agosto 2008.

Erros e acertos ao cuidar dos cabelos cacheados

Libertar-se do secador e assumir os cachos já é mais do que uma tendência, virou preferência entre muitas mulheres. Para manter os fios naturais e dar ainda mais leveza aos cabelos cacheados, o Hair Stylist de SP, Luigi Moretto revela algumas dicas assertivas e os principais erros que não podem ser cometidos.

ACERTOS

Sprays ativadores de cacho

Getty Images

Esse produto é desenvolvido especificamente para esse tipo de cabelo, por isso possibilita que os fios se definam naturalmente, além de promoverem um tratamento progressivo das madeixas, resultando em cachos mais definidos e menos ressecados, ou seja, com o volume e o frizz controlados.

Fitagem

Essa é uma técnica simples de texturização feita com os dedos e creme de pentear. Basicamente consiste em separar o cabelo em várias partes, distribuir o creme de pentear pelas mechas e amassá-las com as mãos em direção a raiz do cabelo.

Difusor

Foto: NaturallyCurly

O difusor é um acessório que pode ser comprado separadamente e encaixar no bocal do seu secador tradicional. “Por conta do seu formato, o difusor espalha o ar quente, que além de não queimar os fios, não desmancha os cachos, melhorando assim a definição, sem frizz e sem ressecamento”, ensina Luigi.

Secagem dos fios com uma toalha de microfibra

As toalhas convencionais podem ser muito prejudiciais aos cachos, que tendem naturalmente ao frizz por serem mais secos que os outros tipos de cabelo. A dica do especialista é enxugar os fios com uma toalha de microfibra que absorve a umidade e preserva as propriedades dos produtos após a higienização.

Trocar a escova por um pente de dentes largos

Foto: GoodHousekeeping

A probabilidade de quebra de cachos usando a escova é grande e o frizz pode ser aumentado. “Vale sempre pentear os cabelos molhados, evitar as escovas tradicionais e preferir ainda os pentes de dentes largos, que quebram menos os fios e ajudam a manter o formato do cabelo cacheado”, afirma.

ERROS

Dormir com os fios molhados

Esse é um dos erros que deve ser evitado por todas, independentemente da textura do cabelo. Isso porque além de acordarem amassados e desarrumados, essa prática ainda pode contribuir para o aumento da seborreia – e, consequentemente, o aparecimento de caspas. “Quando lavar o cabelo durante a noite é importante recorrer ao difusor em seguida”, avisa o hair stylist.

Esquecer de usar protetor térmico antes do difusor

Outro erro que deve ser evitado para deixar os cachos protegidos e saudáveis é ignorar o uso do protetor térmico antes de secar o cabelo com o aparelho. “Esse tipo de produto forma uma espécie de película protetora ao redor do fio que é ativada pelo calor para impedir que as temperaturas mais altas afetem a fibra capilar e o couro cabeludo”.

Usar creme de pentear em excesso

Shutterstock

Quem acabou de passar pela transição capilar ou ainda não descobriu a melhor maneira de cuidar dos cachos pode acabar cometendo o erro de exagerar na quantidade de creme de pentear. Quando isso acontece, além de deixar as madeixas com um aspecto sobrecarregado, a formação dos cachos também fica prejudicada e eles levam muito mais tempo para ficarem completamente secos. “Para evitar o problema na hora da finalização, o truque é sempre errar para menos – ou seja, aplicar uma pouca quantidade do produto no comprimento e, depois, ir retocando as partes em que sentir que o creme de pentear ainda está fazendo falta”, avisa Moretto.

Desembaraçar os cachos a partir da raiz

Just Curly

Esse é um erro que além de ser bem mais doloroso, desfazer os nós dessa maneira também é prejudicial porque aumenta a quebra. “A dica para deixar o cabelo desembaraçado sem passar por isso é sempre começar a desembaraçar na direção inversa – ou seja, das pontas para a raiz – e não esquecer de usar algum creme para que as partes emboladas fiquem mais maleáveis e sejam desfeitas com mais facilidade”, finaliza o especialista.

Fonte: Luigi Moretto

Maquiagem: três erros que envelhecem seu rosto

Maquiagem é uma grande aliada no momento de esconder imperfeições e alguns sinais que surgem com a idade. As mulheres são mestras na arte de envelhecer com elegância, mas, mesmo com procedimentos estéticos, cremes antissinais e vários outros aliados que retardam esse processo, é preciso tomar um certo cuidado quando seguimos tendência de algum tutorial de maquiagem que acabam desfavorecendo a aparência da pele.

Nenhuma mulher gostaria de jogar todo trabalho preventivo para a pele “maquiagem a baixo”. Não importa quantos cremes estamos usando, pode muito bem ser em vão se estivermos encobrindo todo trabalho duro com técnicas de maquiagem erradas. Você pode estar cometendo alguns desses erros ao fazer sua maquiagem, mas sem perceber. Afinal, você tem cerca de um bilhão de outras coisas com que se preocupar. A maquiadora profissional Jéssica Bittencourt listou alguns dos erros mais comuns que envelhecem o rosto das mulheres.

Excesso de base

A modelo e apresentadora Tyra Banks – Foto: Desiree Navarro/WireImage

É um verdadeiro equívoco achar que aplicar muita base no rosto pode ajudar a esconder imperfeições na pele. Com o passar do tempo o produto aplicado em excesso evidencia as linhas de expressão, poros dilatados e pode até criar marcas que você não tem naturalmente. Simples expressões como sorrir, por exemplo, podem fazer a base abrir e formar um “bigode chinês” profundo e nada favorável. Bases de textura líquida e bem fluída não tem esse problema.

Pó de alta cobertura

A atriz Nicole Kidman – Foto: Jim Spellman/WireImage

Um dos produtos mais populares na maquiagem, que aplicado em todo o rosto pode deixar a pele com aspecto ressecado ao invés de aveludado. Para que isso não aconteça, utilize pó solto ou compacto de textura fina, que de preferência não adicione cor. Mas cuidados com os que têm sílica na composição, pois esses estouram nas fotos à noite, deixando aquele aspecto fantasma.

Blush aplicado no lugar errado

Em diversos lugares é possível aprender que você deve sorrir e aplicar o blush na parte que saltar das maçãs do rosto, não é mesmo? Pois isso está totalmente errado! Para cada formato de rosto o blush exige um local correto de aplicação, mas num modo geral, aplicar o blush dessa forma faz com que quando você não estiver mais sorrindo, a posição dele desça e você garante um aspecto de bochechas “derretidas”. Uma dica pra melhorar é aplicar o blush em cima do osso zigomático, limitando-se a região que vai das têmporas ao centro da bochecha.

Fonte: Jéssica Bittencourt deixou a carreira na área de Recursos Humanos para atuar como maquiadora há quase quatro anos. Para quem segue a maquiadora no Instagram – onde ela dá várias dicas e tutoriais de make – sabe que ela tem um estilo próprio de maquiar.

Maquiagem ao seu favor: como acertar na make e valorizar os próprios traços

Juliana Motta ensina a evitar os principais erros cometidos na maquiagem e valorizar a beleza natural

Todo mundo que já fez a própria maquiagem já cometeu algum erro na vida – o que é perfeitamente normal. Para garantir uma maquiagem que te valorize, Juliana Motta, influencer e dona do método de automaquiagem “Agora sou Linda”, ensina a como evitar os principais erros cometidos na maquiagem – e, além disso, como realçar a beleza natural de cada um através de truques simples. Confira:

Aplicar a maquiagem diretamente na pele? Má ideia

Foto: wiseGEEK

Para manter a pele saudável antes e depois da maquiagem, o pré-make é importantíssimo, pois previne o entupimento de poros e ajuda a diminuir as linhas de expressão. O pré-make constitui em três etapas: limpeza, esfoliação/tônico e hidratação. Lembrando que é importante saber qual o seu tipo de pele e procurar produtos específicos para suas necessidades. Ah, a esfoliação só pode ser feita até duas vezes por semana – nos outros dias, prefira o tônico, tá?

Sua base craquela e fica com aspecto de ressecada? É falta de primer

A função do primer é de preparar a pele, deixando ela mais uniforme para o recebimento da base ou bbcream. Ele evita aquele aspecto ressecado e craquelado, por isso não deixe de usá-lo!

Sobrancelha preenchida com sombra preta não valoriza ninguém

Preencher as sobrancelhas é importante, principalmente para preencher falhas que possam existir. A melhor forma de preencher é respeitar o desenho natural e a cor da sua sobrancelha. A dica é afinar o pincel e fazer traçados retos, respeitando a raiz e crescimento dos pelos e esfumando no começo, criando um aspecto mais natural.

Tome cuidado também com o corretivo

Ele é interessante para cobrir pelinhos que estão nascendo e realçar o desenho, mas o tom deve ser próximo da sua pele e deve ser aplicado somente embaixo, esfumando bem!

Base que parece uma máscara? Arruma esse tom

iStockPhoto

Para acertar o tom da base, teste sempre no seu rosto – perto da mandíbula, para mesclar o tom do rosto e do pescoço. Outro fator bem importante e é o subtom de pele, ou seja, a temperatura. Isso irá determinar se você deve procurar bases rosadas ou amareladas.

Na aplicação, evite o desperdício de base

Foto: Makeup.com

Uma boa maneira de aplicar é começando pelo centro do rosto e dando batidinhas, esfumando para as extremidades – isso dá um aspecto mais natural e sem marcas.

Corretivo não cobre as olheiras! O que fazer?

Usar um corretivo muito claro apenas na região das olheiras pode causar o efeito inverso. Além de escolher um tom mais próximo da sua base, ele deve ser aplicado no canto interno dos olhos até a aba do nariz, puxando para ficar um triangulo invertido. Dessa forma, além de corrigir olheiras, ele irá alongar e iluminar o rosto. Para não derreter, aplique um pó solto e levinho, para selar e garantir a durabilidade da make.

Contorno e blush com aspecto chinelada, nunca mais

Ao contrário do que muitos pensam, o contorno não foi feito para emagrecer o rosto, mas para evidenciar e definir nossos traços originais que a base ou bbcream cobriram. Para isso, o contorno deve ser aplicado na direção da orelha para o canto do lábio. O blush, por outro lado, deve ser aplicado na maçã do rosto, esfumando na direção do contorno. Sempre segure o pincel bem na ponta, para não pesar a mão e a aplicação ficar mais leve.

Para quem gosta de um brilho, aplique o iluminador acima das maçãs do rosto, abaixo da sobrancelha e lugares que você queira evidenciar e iluminar. Tome cuidado com tons muito quentes de contorno, procure por subtons mais frios. No blush, escolha um tom que te valorize – não precisa, necessariamente, ser aquele pink.

Olho preto com lápis preto? Cuidado

Todo mundo já teve uma fase de usar o olho bem preto, né? Hoje, ao ver fotos antigas, sabemos que ele não era muito favorável e não valorizava o olhar. Para garantir um olhar marcante, a dica é esfumar o côncavo com uma cor de base (pode ser um marrom, por exemplo) e ir esfumando em movimentos circulares. O preto pode ser utilizado, mas lembre-se de esfumar bem para tirar todas as marcações. Pigmentos e sombras cintilantes ficam ótimas na pálpebra móvel. No delineado, tente fazer o traço mais fino, isso irá valorizar o olhar. Se você gosta de cílios postiços, lembre-se de medir antes de aplicar! Sem cortar, os cílios podem ficar caídos e não valorizar o olhar.

Boca com efeito de preenchimento labial

Se você quer dar a impressão de ter uma boca maior, não passe o batom para fora de seus lábios. É perceptível que sua boca não está ali. Para criar o efeito “plump”, aplique um contorno em creme na boca e esfume com batidinhas, isso irá criar a impressão de que seus lábios são maiores. Depois disso, pode aplicar a cor de batom que você preferir.

Erros de higienização que as pessoas ainda cometem no combate à Covid-19

A pandemia de Covid-19 alterou uma série de comportamentos em todo o mundo. Familiares, amigos, colegas de trabalho e de escola foram separados pela necessidade do distanciamento social. O uso de máscara se tornou indispensável para conter o avanço do vírus e, até mesmo dentro de casa, as pessoas precisaram rever procedimentos de higiene pessoal e de higienização dos ambientes.

Mas, embora o novo coronavírus já não seja assim tão novo, muita gente ainda se confunde na hora de estabelecer protocolos de desinfecção de superfícies e objetos. Com o vírus circulando, não basta que os espaços estejam limpos, é preciso que eles estejam devidamente higienizados.

“Muitas pessoas imaginam que estejam seguras porque estão constantemente utilizando álcool e lavando as mãos, mas é preciso ter ainda mais cuidados para garantir a própria saúde e a dos outros. Não adianta passar um paninho com álcool por cima das compras, por exemplo, porque o coronavírus pode estar presente nas reentrâncias das embalagens”, explica o coordenador dos cursos de limpeza profissional da Fundação de Asseio e Conservação, Serviços Especializados e Facilities (Facop) Mário Guedes, doutor em Ciências Biológicas.

Ele enumera nove erros que as pessoas ainda cometem, mesmo depois de tanto tempo de convivência com a pandemia.

  1. Uso do celular com máscara

Não é só por causa da Covid-19 que o celular se tornou um objeto com altas taxas de contaminação. De acordo com um estudo feito na Universidade do Arizona, nos Estados Unidos, um aparelho celular pode ter dez vezes mais bactérias que o assento sanitário. Com o coronavírus à solta e o indispensável uso de máscaras, o problema se tornou ainda maior. “O indicado é não falar ao telefone de máscara porque a parte externa da máscara é onde existe a contaminação. Se você encosta o celular nela e, mais tarde, no seu rosto, pode estar se contaminando”, detalha Guedes.

Foto: Technology and Us

O conselho do especialista é de só falar ao telefone sem a máscara. Sempre que precisar usar o aparelho, higienize as mãos, tire a máscara, higienize as mãos de novo e use o telefone. Depois, higienize as mãos mais uma vez, coloque a máscara e, por fim, higienize as mãos e o celular. “É preciso lembrar que suas mãos e sua máscara podem estar contaminadas. Além disso, o celular não pode ficar largado por aí ou mesmo carregar em qualquer lugar, porque as superfícies possivelmente estão contaminadas e você estará contaminando seu telefone”, diz o professor. Por isso, sempre que apoiar o celular em algum lugar, lembre-se de higienizá-lo. É importante retirar a capinha para isso, porque a umidade que fica nos espaços entre o aparelho e a capinha costuma ser favorável para que o vírus sobreviva por mais tempo.

  1. Desinfecção das compras

Sabe aquela máquina de luz ultravioleta que alguns supermercados disponibilizam para higienizar suas compras? Não há comprovação de que elas funcionem em qualquer situação, de acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). “O ideal é realizar as compras e, passando ou não por essa luz, higienizar tudo antes de guardar e consumir. Latas e pacotes impermeáveis podem ser lavados com água e sabão ou deixados de molho em solução de hipoclorito de sódio (conhecido popularmente como água sanitária). Deixe um espaço separado no seu veículo para acondicionar apenas as compras, de preferência o porta-malas”, afirma Guedes.

  1. Ao entrar nas residências
Foto: Site Conexão Decor

Teoricamente sua casa está livre do vírus, a menos que você a contamine. Por isso, o cuidado deve ser para que ele não passe da porta. Mas como fazer isso? Segundo o biólogo, “todas as superfícies de alto toque, como maçanetas, corrimãos, teclados de computador, entre outras, têm que ser higienizadas depois de serem tocadas – e é importante que as mãos sejam higienizadas antes de encostar nessas superfícies. Também é importante arrumar um espaço para separar uma ‘área suja’, onde devem ser deixados calçados, compras e roupas que chegam da rua”.

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Animais de estimação também precisam ter suas patinhas higienizadas antes de entrar em casa. Para isso, é indicado usar detergente neutro. Um erro comum é estar com pressa e esquecer esses cuidados ou pular etapas, bem como abrir exceções. O especialista lembra que bolsas e mochilas, por exemplo, costumam ser levadas para espaços como a cabeceira da cama. Esse tipo de comportamento contamina ambientes da casa que, em teoria, deveriam estar sem o vírus.

  1. Sapatos em casa
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Diferentemente do que muitos acreditam, os sapatos não são grandes transmissores de coronavírus, de acordo com a Anvisa. No entanto, o professor alerta que tapetes higiênicos não funcionam porque, geralmente, o líquido utilizado neles é desativado pela sujeira. “O desinfetante desses tapetes não vai agir da maneira correta porque não tem o tempo necessário de contato com os sapatos e dificilmente estará com a diluição adequada”, explica Guedes. O ideal, então, é retirar os sapatos quando se chega em casa e lavá-los com água e sabão antes de guardá-los.

  1. Cuidados com o espaço de trabalho
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O problema dos espaços de trabalho é o volume de pessoas que os frequentam. Todos precisam ter cuidado com tudo o que entra nesses ambientes, assim como acontece em casa. “Não adianta tirar a mochila, colocar no chão do carro – onde você pisou ou colocou as compras – e, depois, levar a mochila para o espaço de trabalho. Tudo o que entra nesse espaço pode ser contaminante: chave de carro, mochilas, bolsas, sacolas, entre outros”, alerta Guedes.
Para ele, um dos erros é confiar em um protocolo de limpeza colaborativo, em que há um profissional de limpeza uma ou duas vezes por semana, mas, ao longo dos dias, os próprios trabalhadores higienizam suas áreas de trabalho.

“Temos as mais variadas opiniões políticas e, muitas vezes, por não acreditar na Covid-19, as pessoas não higienizam o ambiente. Isso expõe não apenas elas mesmas, mas também quem compartilha a bancada com elas, por exemplo”, destaca. Então, é fundamental fazer uma higienização rigorosa com produto desinfetante e, de preferência, com panos e papéis descartáveis, porque assim eles não se tornam mais uma fonte de contaminação.

Outro alerta é para quem costuma comer no espaço de trabalho, o que não é recomendável. Se possível, sempre que chegar e antes de sair deve-se trocar a máscara, bem como higienizar objetos, como fones de ouvido e óculos, com solução desinfetante adequada. Os óculos, aliás, precisam ser higienizados sempre que trocar a máscara ou conversar com outra pessoa. Telefones e outras ferramentas que possam ser compartilhadas precisam ser higienizados antes e após o uso.

  1. Manuseio de dinheiro e cartão

Dinheiro, cartões e outras formas físicas de pagamento são grandes fontes de contaminação. Por esse motivo, é preciso higienizar as mãos antes e depois de pegar nas cédulas ou cartões. “O papel retém o coronavírus por um longo período de tempo. Há pesquisas que falam em 48 horas, 72 horas ou até mais tempo, como uma semana. O melhor é não utilizar o cartão e, se utilizar, higienizá-lo antes de colocar de volta na carteira. No entanto, cuidado com o produto a ser utilizado para isso, porque produtos corrosivos, como o cloro, comprometem o chip. O melhor é usar desinfetante de uso geral e, em seguida, após o tempo de ação indicado pelo fabricante do produto, secar o objeto. Ou então usar um lenço umedecido desinfetante”, ensina Guedes.

  1. Uso e lavagem de máscaras
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Embora as máscaras já façam parte do cotidiano da maioria das pessoas, muita gente ainda não sabe a forma correta de usá-la e, principalmente, de fazer a higienização dessas peças. Em primeiro lugar, o professor lembra que o tecido escolhido precisa ser o correto. “Mesmo com o verão chegando, tecidos muito finos ou máscaras sem camada dupla não garantem proteção alguma contra o coronavírus”, ressalta.

“Não existe máscara com íons de prata que matam o coronavírus na superfície. Não há nada comprovado sobre isso. Aquelas máscaras que têm um filtro e você troca apenas o filtro, sem higienizar a máscara, também podem não funcionar. É preciso lavar as máscaras com detergente neutro, deixar de molho por dez minutos, passar por desinfetante de uso geral, deixar de molho por dez minutos, enxaguar e secar”, pontua o especialista.

  1. Nos meios de transporte

Da mesma forma que a residência, o carro está livre do coronavírus até que alguém o contamine. Se abrir a porta e tocar no volante, no câmbio, no rádio, entre outros lugares, sem higienizar as mãos, a pessoa está espalhando contaminação nessas superfícies. As maçanetas do carro e do porta-malas, bem como a chave do veículo, têm que ser higienizadas antes de entrar no carro. “O segredo é higienizar as mãos a cada passo. Antes de pegar na chave, depois de abrir a porta, antes de sair do carro e depois de fechar a porta”, diz o coordenador dos cursos da Facop. Uma dica importante é ter sempre à mão álcool em gel 70% e lenços umedecidos desinfetantes.

Por sua vez, carros utilizados por várias pessoas, como os veículos corporativos, precisam ser higienizados entre um turno e outro, sem esquecer de botões de abertura e fechamento de vidros, trincos das portas, rádio, botão de ligar e desligar seta e tudo aquilo em que os usuários encostam. Ao andar de ônibus e outros meios de transporte coletivos também é fundamental tomar alguns cuidados. O primeiro deles é nunca encostar no rosto e, se possível, não usar o celular, fones de ouvido, óculos, no interior do veículo. Sempre que for tocar o rosto, é preciso higienizar as mãos. E não retirar a máscara por motivo algum. “Mantenha as janelas sempre abertas, mesmo com chuva, e não apoie a bolsa em lugar algum”, orienta.

  1. Em espaços coletivos

Os espaços pelos quais passam muitas pessoas todos os dias oferecem muitos riscos de contaminação pelo coronavírus. Nesses lugares, não se pode abrir mão do distanciamento social e da máscara. “Em restaurantes só se deve retirá-la na hora de comer, mas atenção: não a coloque sobre a mesa. A forma correta de fazer isso é colocá-la em um pacotinho. Ao final da refeição, higienize as mãos e coloque uma máscara limpa”, indica.

Já em recepções de prédios e ambientes semelhantes, a orientação é respeitar sempre as marcações de distância no piso e as faixas de delimitação, não abaixar a máscara e não se aproximar demais das pessoas. “Geralmente você precisa encostar em catracas ou no leitor de senhas, então, é importante higienizar as mãos antes e depois de fazer isso. O mesmo vale para elevadores e corrimãos. Tente não usar as mãos, mas os cotovelos e, no caso das catracas, a cintura”, finaliza Guedes.

Informações: Facop

Principais dúvidas e erros de quem busca uma alimentação saudável

Carboidratos, glúten, gordura e colesterol, o que realmente faz mal e como melhorar a qualidade de vida

Comer ou não comer? Eis a questão. Esta é uma pergunta que acompanha as refeições de muita gente que busca seguir uma alimentação saudável. Dúvidas sobre dietas, consumo de gordura e carboidrato, preparo dos alimentos, entre outras se tornam comuns no dia a dia, principalmente no começo de uma reeducação alimentar.

Porém, como separar os mitos das verdades para manter uma alimentação saudável e de qualidade? A nutricionista Ellen D’arc, da Bio Mundo , rede de lojas que busca promover saúde e bem-estar por meio de produtos saudáveis, explica alguns dos mitos que envolvem uma alimentação saudável.

Posso retirar o carboidrato das refeições?

Foto: Everyday Health

A dieta Low Carb é muito procurada por quem planeja emagrecer. Consiste na redução drástica no consumo diário de carboidratos, retirada de alimentos como massas, tubérculos e açúcar e incluir mais fibras, gorduras e proteínas. “Reduzir drasticamente a ingestão de carboidrato pode ser prejudicial à saúde, o nutriente é importante fonte de energia para o corpo. Esse tipo de dieta pode levar a dificuldade de concentração, fadiga, afeta o humor, comprometimento no rendimento das atividades físicas e deficiência nutricional. A recomendação é uma dieta equilibrada para todos os indivíduos. Dietas restritivas devem ser feitas com acompanhamento nutricional e por um determinado período estrategicamente”, afirma Ellen. Uma dica da especialista é buscar o carboidrato em fontes saudáveis e de baixo índice glicêmico, como grãos integrais, vegetais e frutas, evitando assim o consumo excessivo de pães e massas refinados.

Devo dar adeus ao glúten?

Klacomas/Pixabay

Glúten é o nome dado a uma família de proteínas presentes naturalmente em grãos como trigo, centeio e cevada. É ele que dá a elasticidade em alimentos, como a massa e o pão. Esses alimentos carregam vitaminas e fibras, que ajudam a equilibrar o conjunto de bactérias que vivem em nosso sistema digestivo. O glúten deve ser realmente evitado para quem sofre com uma doença celíaca. “O organismo de um celíaco não produz uma enzima responsável por digerir a proteína, que desencadeia um processo inflamatório no intestino”, informa Ellen. Dietas sem glúten ganham espaço mesmo para aqueles não celíacos. As pessoas associam o glúten à retenção de liquido, dificuldade na digestão e enxaqueca. A recomendação é procurar um profissional para melhor orientá-lo.

Gorduda sempre faz mal?

Foto: Max Straeten / Morguefile

Existem três grupos de gordura, são elas saturadas, trans e insaturadas. As duas primeiras devem ser consumidas moderadamente ou até evitadas, devido ao aumento do colesterol ruim (LDL) entre outras implicações na saúde, como obstruções das artérias. As gorduras insaturadas são necessárias para o bom funcionamento do organismo. “Ela é capaz de reduzir os níveis de triglicérides e de possibilidade de infarto. Eles protegem os órgãos, liberaram ácidos graxos, sais biliares e produzem hormônios”, destaca. A nutricionista aconselha o consumo diário de fontes de gorduras boas, como castanhas, amêndoas, nozes, sementes, alguns tipos de peixe, abacate e azeite de oliva extravirgem.

Devo excluir o ovo da dieta?


Não! O ovo aumenta o HDL que é considerado o bom colesterol, por isso o consumo de ovo não é prejudicial. Além disso, é fonte de proteína e contém lecitina que dificulta a absorção do colesterol ruim no intestino, importante para saúde do coração. “A clara tem o valor calórico mais reduzido e é fonte de proteína, por isso criou-se a cultura de comer apenas a clara e jogar a gema fora, mas a gema é rica em nutrientes, contém 40% da proteína e a maior parte das vitaminas, minerais e antioxidantes”, explica a nutricionista. Além do bom colesterol, o ovo é rico em antioxidantes, proteína, fósforo, selênio, vitamina A e complexo B. Os nutrientes dele conferem saciedade, melhoram o perfil lipídico e o funcionamento do sistema imune. Porém, devido as calorias, ele deve ser consumido sem exageros.

Qual melhor forma de preparar os alimentos?

Fugir das frituras já é um bom começo para conquistar um estilo de vida mais saudável. A nutricionista aconselha o consumo de alimentos grelhados, cozidos ou assados, que são opções mais nutritivas e que não causam mal à saúde. “Em altas temperaturas e por longo período o óleo se torna gordura ruim, sendo prejudicial à saúde quando consumido em excesso”, destaca. Por outro lado, segundo Ellen, o processo de cozimento auxilia na absorção de alguns nutrientes pelo corpo, que o torna uma excelente opção para preparar os alimentos. “O passo mais importante para manter uma vida saudável é ter em mente que a alimentação deve ser equilibrada. Buscar comer alimentos nutritivos, não exagerar durante as refeições, aliado ao consumo de bastante água durante o dia”, conclui a nutricionista.

Fonte: Bio Mundo

Primeira pesquisa global de limpeza da pele revela ideias equivocadas e erros comuns nas rotinas diárias

No contexto atual, em que a higiene rigorosa e as máscaras faciais estão se tornando uma norma da sociedade e uma necessidade de saúde, a limpeza facial é um tópico oportuno. Um estudo exclusivo realizado pela Ipsos para a CeraVe em 11 países em todos os continentes explora as crenças sobre o que se deve e não se deve fazer na limpeza facial e as compara com a rotina real das pessoas.

Apesar de a grande maioria (70%) dos entrevistados sentirem que sabem com que frequência devem lavar o rosto, na prática, menos da metade (44%) o faz duas vezes ao dia, enquanto mais de um terço (35%) não lava o rosto com a frequência suficiente (menos de duas vezes ao dia). Adicionalmente, além dessa lacuna surpreendente entre atitudes, conhecimento e prática, o estudo também mostra a conexão entre a saúde física da pele e o bem-estar emocional: dentre a grande maioria (76%) dos entrevistados que às vezes deixam de lavar o rosto antes de ir dormir, mais da metade (53%) sente-se suja, culpada, frustrada ou envergonhada quando isso acontece.

A Diretora Geral da CeraVe Global, Penelope Giraud, comenta: “Este estudo destaca uma contradição no cerne dos rituais de limpeza da pele em todo o mundo. Apesar das boas intenções e dos altos níveis de confiança sobre as práticas de limpeza da pele, um número significativo de pessoas está mal informado e, simplesmente, tem uma ideia errada. Mais de 30% dos entrevistados não sabiam o que era a barreira da pele – o que potencialmente os impede de escolher o produto de limpeza facial certo. A pesquisa também demonstra como os resultados dessas descobertas variam entre países, gêneros, grupos de idade e níveis de ensino.”

“Os fundamentos da limpeza facial (como duas lavagens diárias e nutrição para a barreira da pele) ainda são mal compreendidos por uma ampla gama de pessoas em todo o mundo”, acrescenta Michelle Henry, dermatologista em Nova York. “Este estudo destaca a necessidade de mais conhecimento e educação sobre as práticas de limpeza do rosto, bem como a opinião de especialistas: por exemplo, menos de 3 em cada 10 entrevistados (29%) consultaram um especialista em pele para confirmar seu tipo de pele, o que é um passo essencial para um cuidado adequado da pele.”

“Este estudo é uma abordagem inovadora a partir do que pensávamos saber sobre limpeza facial, indo além do que as pessoas fazem e por quê, mas também considerando os aspectos emocionais mais profundos associados a essa parte muito específica do corpo que é inerente à nossa identidade: nosso rosto e como cuidamos dele. Embora possa parecer que a limpeza do rosto é uma rotina comum, as atitudes e hábitos envolvidos são, na verdade, tão diversos quanto as culturas das pessoas, crenças, suposições e benefícios associados. Essas descobertas sem precedentes ajudarão a destacar as melhores práticas para limpeza da pele e compartilhar conhecimento sobre um tópico importante para pessoas no mundo inteiro”, afirma Fabienne Simon, Líder da Linha de Serviços de Mercado e Estratégia da Ipsos.

Desafios de estabelecer uma rotina consistente

A limpeza do rosto não é diferente de outras rotinas de bem-estar e estilo de vida: enquanto homens e mulheres entendem o valor dos hábitos adequados e definem um alto padrão para alcançá-los (com 73% classificando a limpeza do rosto como a parte do corpo mais importante para lavar, muito mais do que as axilas (54%) ou os cabelos (29%), a realidade é frequentemente menos consistente e repleta de contradições.

As pessoas dizem que se sentem bem informadas sobre a limpeza do rosto e que a consideram uma prioridade, mas suas ações sugerem o contrário: apesar de 70% acharem que sabem com que frequência devem lavar o rosto, na prática, menos da metade (44%) o faz de fato duas vezes ao dia, enquanto mais de um terço (35%) não lava o rosto com a frequência necessária.

Além disso, enquanto a grande maioria se sente bem informada sobre limpeza facial, 4 em cada 10 pessoas (40%) admitem que não sabem que tipo de produto de limpeza facial é melhor para seu tipo de pele e mais de um terço (37%) não entende o significado de pH equilibrado.

A maioria das pessoas também não procurou aconselhamento profissional sobre a limpeza adequada da pele: por exemplo, 67% acreditam que conhecem seu tipo de pele, mas menos de 3 em 10 (29%) consultaram um especialista para confirmar isso. Um quarto ou mais cometem erros na limpeza da pele em qualquer prática/hábito citado e 60% não pensam na barreira da pele – um aspecto fundamental da saúde da pele – ao escolher um produto de limpeza facial.

Percepções falsas são difundidas levando a armadilhas comuns

Embora a limpeza da pele possa parecer uma rotina simples, este estudo revelou muitos mitos difundidos entre as mulheres e ainda mais entre os homens. Por exemplo, 2 em 5 homens usam apenas água para lavar o rosto (entre 42% e 45% dependendo da hora do dia), enquanto mais de um terço usa sabonete em barra (34%-36% dependendo da hora do dia) )

A falta de conhecimento é principalmente em torno da frequência de lavagem necessária: 29% dos homens que deixam de lavar o rosto antes de dormir acham que não é necessário (em comparação com 15% das mulheres), enquanto 2x por dia (manhã e noite) é o que os dermatologistas recomendam. Ao mesmo tempo, a limpeza excessiva é um erro frequente. 33% dos entrevistados acreditam na afirmação incorreta de que quanto mais eles lavam o rosto, mais limpo ele fica.

Além disso, um quinto (20%) dos entrevistados tende a lavar o rosto em excesso (mais de duas vezes por dia), enquanto mais de um terço (35%) não lava o rosto com a frequência necessária. As gerações mais velhas também têm maior probabilidade de ter bons hábitos: apenas 59% dos jovens de 18 a 20 anos lavam o rosto pela manhã, contra 74% dos entrevistados com idades entre 51 a 60 anos.

Existem também equívocos significativos relacionados ao tipo de pele e escolha do produto (novamente, mais pronunciado entre os homens do que entre as mulheres): 38% dos homens (vs. 17% das mulheres) acreditam que “qualquer sabonete serve” quando se trata de lavar o rosto , enquanto os homens são mais propensos a lavar o rosto durante o banho ou depois de se exercitar, principalmente usando apenas água (2 em cada 5 homens) ou uma barra de sabão (mais de um terço dos homens). Novamente, as gerações mais velhas revelaram melhores práticas de limpeza da pele; eles são menos propensos a usar esfoliantes faciais abrasivos (61% dos menores de 30 anos contra 57% dos 30+) e entendem melhor o significado de pH balanceado (61% contra 64%).

Por fim, o estudo revelou alguns desafios com a higiene da pele em termos mais gerais: 71% dos homens passaram mais de duas semanas sem lavar os lençóis/as fronhas (em comparação com 66% das mulheres), enquanto mais de 1 em 2 mulheres foi dormir sem tirar a maquiagem (60%) ou usou pincéis de maquiagem sujos (56%).

Limpeza inadequada do rosto impacta o bem-estar

Hábitos de limpeza insuficientes ou prejudiciais podem causar danos físicos à pele, mas também têm impacto emocional: 53% dos que não lavam o rosto antes de dormir se sentem sujos, culpados, frustrados ou constrangidos depois.

Limpeza de pele no mundo

Os franceses e os espanhóis atingem o equilíbrio certo entre limpar e proteger a pele – Os franceses (73%) e os espanhóis (76%) são significativamente mais propensos do que a média em saber que é preciso lavar as mãos antes de lavar o rosto, ou que esfoliantes abrasivos podem causar danos à pele (67% dos espanhóis e 54% dos franceses). Nesse sentido, eles têm menos probabilidade do que a média de cometer erros na limpeza da pele.

Mexicanos, poloneses e russos querem uma pele limpa, mas negligenciam a importância da barreira cutânea – enquanto os mexicanos sabem quando devem limpar (79%) e compreendem a importância de lavar as mãos antes de lavar o rosto (79%), 41% deles não veem os danos potenciais causados por esfoliantes abrasivos, enquanto mais da metade (55%) não percebe que a limpeza dupla pode causar danos à barreira à pele. Quanto aos produtos que usam, são mais propensos do que a média a usar sabonete em barra para lavar o rosto e menos propensos que a média a usar um produto de limpeza facial.

Quanto aos poloneses e russos, eles estão mais conscientes do que a média da importância de lavar o rosto todas as noites (resp. 79% e 82%) ou que a pele não deve ficar ressecada após a limpeza (61% e 81%), mas menos conscientes do que média dos danos causados por esfoliantes abrasivos (36% e 29%) ou limpeza dupla (57% e 34%). Eles também tendem a lavar o rosto com muita frequência: 2,3 vezes ao dia para os poloneses e 2,4 vezes ao dia para os russos.

Alemães e brasileiros sabem como proteger a barreira da pele, mas tendem a não limpar adequadamente – Os alemães sabem mais do que a média (72%) sobre o significado do equilíbrio do pH e sobre os danos causados pela esfoliação com muita frequência (87%), mas estão menos conscientes do que a média sobre a importância de lavar o rosto após o treino (29%) e usando creme de barbear (55% apenas). Eles também são mais propensos do que a média a usar os produtos errados, como gel de banho ou sabonete líquido para as mãos no rosto.

Foto: wiseGEEK

Os brasileiros também entendem como proteger sua barreira cutânea: sabem mais do que a média sobre a importância do nível de pH em um produto de limpeza facial (80% deles), ou os danos causados por água excessivamente quente (78%), mas relatam mais dúvidas do que média sobre a forma correta de limpar o rosto (59%), ou que não deveriam usar sabonete para mãos no rosto (apenas 29% sabem que é prejudicial).

Tailandeses, australianos e americanos sabem o que fazer… mas não fazem – As pessoas na Tailândia têm níveis de conhecimento acima da média sobre os danos potenciais da água quente (80%) e a importância de lavar o rosto todas as noites (77%), enquanto os australianos entendem os danos causados por esfoliantes abrasivos (51%) ou uso de sabonete para as mãos para lavar o rosto (56%) e os americanos estão bem cientes dos danos causados por esfoliantes abrasivos (50%), não lavar após o exercício (50%) e uso de telefone celular (41%).

No entanto, apesar de estarem bem informadas, essas nacionalidades não lavam suficientemente (1,6 vez ao dia para americanos e 1,5 vez ao dia para australianos) ou lavam demais o rosto (2,2 vezes ao dia para os tailandeses) e cometem erros relacionados a bactérias e barreira cutânea (não trocar os lençóis por 2 semanas, lavar com água excessivamente quente, etc.)

Os britânicos erram em quase todas as frentes – de todas as nacionalidades, são os mais propensos a admitir que não sabem o que é a barreira da pele (47%), e mais propensos a dizer que está tudo bem se não lavarem o rosto todas as noites (43%). Junto com a Austrália, o Reino Unido é o país que limpa com menos frequência (muito abaixo da quantidade recomendada de duas vezes ao dia) com 1,5 vez ao dia em média.

Metodologia da pesquisa

A pesquisa, realizada em 11 mercados em todo o mundo pela Ipsos, perguntou a 5.500 pessoas no mundo inteiro sobre sua rotina de limpeza facial, seus conhecimentos e crenças para compreender as atitudes e comportamentos gerais em torno da limpeza facial, o que difere de país para país e quais mitos populares devem ser desmascarados.
11 países: EUA, Reino Unido, Alemanha, França, Espanha, Polônia, Rússia, Tailândia, Austrália, México, Brasil
Por país: 500 homens e mulheres, com idades entre 18 e 60 anos, representativos da população do país
Coleta de dados online, com trabalho de campo de 16 de julho a 3 de agosto de 2020
5.500 pessoas entrevistadas no total

Para saber mais: Cerave

10 erros que você não sabe que está cometendo contra seus cabelos: pare agora!*

Vamos combinar: é muito gostoso ter um cabelo bonito, brilhante e forte. Mas também não é nada fácil cuidar para mantê-lo assim. Além disso, muitas vezes acabamos fazendo algumas coisas (por conta da pressa, do hábito, ou por pura distração mesmo) que acabam danificando nosso cabelo sem nem imaginarmos. Aí, pronto: o estrago já está feito. Ainda bem que pra (quase) tudo tem remédio. E o primeiro passo é rever alguns hábitos e começar a cuidar melhor agora mesmo dos seus cabelos! Então aqui vão 10 erros que você não sabe que está cometendo contra seus cabelos e que deve parar agora para que eles fiquem mais saudáveis e bonitos!

Lavar o cabelo todo dia

mulher chuveiro banho

É uma delícia lavar o cabelo. Mas lavar as mechas todos os dias pode acabar tirando os óleos essenciais que mantêm sua saúde. A situação piora ainda mais se a água estiver muito quente, o que estimula a oleosidade do couro cabeludo. O ideal é optar pela lavagem três vezes na semana, com água morna. A não ser, é claro, que você precise lavar o cabelo mais vezes (por exemplo, se você malha muito). Caso contrário, procure evitar.

Errar no shampoo

banho cabelo agua chuveiro pixabay

Não saber qual shampoo usar e usar o errado também pode ser muito prejudicial para as mechas. Um produto com muitos sulfatos, por exemplo, vai tirar os óleos naturais do cabelo. Aqueles com Ph balanceado são mais recomendados, já que quando o Ph é alcalino ou ácido, acaba interferindo no metabolismo nutricional normal dos fios. Além disso, o cabelo se acostuma com o shampoo e com o condicionador, que depois de um tempo começam a deixar resíduos e a prejudicar a saúde dos fios. Portanto, invista em um produto antirresíduos e troque de marca de tempos em tempos.

Usar muitos produtos

cabelo lavando creme mascara shutterstock_
Shutterstock

Às vezes achamos que para manter os cabelos bonitos precisamos usar um milhão de produtos. Na verdade, aqui se aplica a regra do “menos é mais”. Se você usar muitos produtos, na realidade vai acabar causando acúmulo, e eles provavelmente não vão funcionar – pelo menos não como deveriam. Portanto, use só o fundamental – de preferência, com recomendação de um especialista.

Escovar os cabelos molhados

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Foto: FreeGreatPictures

Escovar os cabelos molhados é um verdadeiro crime contra os fios. Quando estão molhados, os fios estão mais frágeis e, portanto, são mais suscetíveis à quebra. O trauma ainda pode afetar a raiz, ocasionando a queda. A sugestão é secar o cabelo delicadamente com uma toalha e só então desembaraçá-lo com um pente de dentes largos, começando o movimento pelas pontas.

Exagerar no calor

cabelo

Calor demais não é nada bom para o cabelo. Água fervendo, chapinha muito quente ou escova térmica exagerada, tudo isso acaba prejudicando – e muito – a saúde dos fios. O segredo aqui é parcimônia – ou seja, reduza ao máximo possível a temperatura (tanto da água quanto da chapinha ou da escova térmica, e até mesmo do secador), e reduza também o tempo de exposição ao mesmo e a frequência de realização deles. Além disso, se você faz chapinha ou escova térmica, procure fazer também tratamentos reparadores (indicados por seu cabeleireiro, é claro).

Tingir, colorir, descolorir

tingindo os cabelos

Brincar com os cabelos é divertido e o look fica demais. Mas é preciso ter cuidado para não estragar os fios. Respeite o intervalo indicado entre um procedimento e outro, para que seu cabelo tenha tempo de se recuperar (e assim minimize os danos) e sempre que possível procure um profissional especializado para realizá-los.

Prender o cabelo

cabelo preso

Não há nada de errado em fazer penteados fantásticos com o cabelo. Mas se você usar o cabelo preso com frequência, talvez deva reconsiderar. Um elástico apertado diariamente no mesmo lugar pode quebrar os fios – e talvez seja o motivo que está impedindo seu cabelo de crescer. Opte por um rabo solto ou uma trança baixa e não use elásticos que apertem muito.

Alimentação

comida boca garfo mulher
Pixabay

A alimentação é fundamental para ter um cabelo saudável e bonito. Se você não está se alimentando bem, sentirá mudanças drásticas no seu cabelo: ele se tornará mais quebradiço e perderá o brilho. Como o cabelo é composto de proteína, certifique-se que está ingerindo alimentos ricos em proteínas, como peixe, frango e lentilha.

Secar o cabelo com a toalha

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Todo mundo faz isso – mas não deveria fazer. Os fios molhados são mais frágeis, e secá-los com a toalha não é uma boa opção – a não ser que você faça com extrema delicadeza. Alguns cabeleireiros chegam até mesmo a recomendar o uso de uma camiseta de algodão puro para a secagem dos fios: basta apertar o excesso de umidade com cuidado e envolver o cabelo na camiseta.

Exagerar na escovação

cabelo queda

Você pode até achar que escovar bastante o cabelo é bom e dá brilho aos fios, mas não é verdade. Na real, quando você escova demais o cabelo, aumenta muito a probabilidade de quebra, e pode até deixá-lo mais ressecado e com frizz. Então, maneire na escova, e seja sempre delicada. Além disso, não se esqueça de manter suas escovas limpas.

*Este post é de autoria da colega Chris Bueno, jornalista que edita o Blog Livre, Leve & Linda. Visite-o clicando aqui.