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Aprenda receitas caseiras para tratar os cabelos

Tudo pra Cabelo elege ingredientes naturais poderosos como aliados na hidratação capilar

É inegável que os hábitos do consumidor mudaram e a busca por produtos naturais ganhou mais força na pandemia. Uma pesquisa de mercado recente da Nielsen apontou que a sustentabilidade já é uma das três maiores preocupações para 32% dos brasileiros na hora de comprar. No setor de beleza, isso se reflete de várias maneiras: uma delas é que cada vez mais mulheres buscam receitas caseiras quando o assunto é hidratação capilar. O Tudo pra Cabelo, hub de conteúdo de cabelos da Unilever, reuniu uma série de dicas para quem deseja cuidar das madeixas com frutas, ervas e flores, facilmente encontradas em feiras e supermercados. Afinal, faz todo o sentido agora investir em ingredientes que possuem, naturalmente, nutrientes capazes de beneficiar a saúde dos cabelos e melhorar sua aparência.

Para garantir esse cuidado extra com os cabelos, vale apostar em máscaras cujas funções se baseiam nas necessidades dos fios no momento da aplicação, já que as demandas por nutrição e hidratação variam bastante ao longo do tempo. Há um vasto leque de opções para quem busca cuidar de fios ressecados, com química, queda ou até para o cabelo crescer mais. Por isso, vale buscar o recurso ideal para ajudar cada objetivo específico. Segundo o time de experts do Tudo pra Cabelo, seja com receitas caseiras ou produtos das grandes marcas, hidratar o cabelo em casa com uma máscara de tratamento é simples, não requerendo processos complicados.

Já para quem prefere as máscaras encontradas nas gôndolas, vale lembrar que não é preciso colocar nada nos cremes, pois esses produtos já são formulados para fornecer um tratamento completo nos fios. Mas, caso a pessoa queira turbinar seus efeitos com mais algum ingrediente, podem ser usadas algumas gotinhas de óleos, como o de amêndoas, de argan e de coco.

E, mesmo sabendo que é possível cuidar da beleza com receitas caseiras, quando se trata de cabelos, vale ressaltar que é sempre mais seguro usar produtos que foram testados previamente e tiveram a segurança garantida pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Na dúvida, é recomendável conversar para um dermatologista.

Fonte: Tudo Pra Cabelo

Gallo ensina receita de panqueca, berinjela e massa

A cozinha é um lugar de afeto, onde conseguimos demonstrar todo o nosso carinho, quer preparando uma receita especial ou mesmo as receitas do dia a dia. Pensando nisso, Gallo preparou para você, três sugestões de receitas para ajudar a deixar o seu fim de semana mais gostoso.

Panqueca com mel e azeite, berinjela grelhada e uma massa com muçarela de búfala. Opções para: café da manhã, almoço e jantar. Confira abaixo o passo a passo e bom apetite:

Panquecas com mel e azeite, acompanhada de salada de frutas

Ingredientes:
250g Farinha
2 Ovos
300ml Leite
75ml Azeite Gallo Extra Virgem Clássico
25g Mel
300g Salada de frutas

Modo de preparo:
Em uma tigela misture os ovos, o mel, o Azeite Gallo Extra Virgem Clássico, o leite e a farinha. Bata tudo até obter uma massa homogênea. Aqueça a frigideira antiaderente, coloque um fio de azeite e com auxílio de uma concha despeje uma porção da massa. Espalhe de forma uniforme por toda a superfície da frigideira. Quando ficar com uma textura mais consistente, vire de lado. Assim que ficar dourada, retire da frigideira e reserve. Repita o preparo com o restante da massa. Na hora de servir, regue a panqueca com um fio de mel e coloque a saladinha de frutas ao lado.

Dica do chef: regue a salada de frutas também com fio de Azeite Gallo Extra Virgem Clássico e perceba como os sabores se intensificarão.
Tempo de Preparo: rápido
Porção: 2 pessoas

Berinjela grelhada com queijo feta e ervas

Ingredientes:
Azeite Gallo Extra Virgem Reserva
Azeite Gallo Tipo Único
200g de queijo feta
2 berinjelas grandes
2 dentes de alho
Hortelã a gosto
Manjericão a gosto
Salsa a gosto
Sal a gosto
Cominho a gosto
Pimenta-do-reino moída a gosto

Modo de preparo:
Corte as berinjelas em fatias médias, coloque sal por cima de cada uma. Aqueça o Azeite Gallo Tipo Único em uma frigideira e grelhe as fatias de berinjela por cerca de 2 minutos de cada lado e reserve. Amasse o alho e coloque em uma vasilha, juntamente com a hortelã, manjericão, salsa, cominho, pimenta do reino moída, sal e misture bem. Em seguida adicione o Azeite Gallo Extra Virgem Reserva para fazer o molho e misturando novamente ao final.

Montagem:
Em uma travessa, disponha aleatoriamente as fatias de berinjela. Em cima de cada uma coloque uma fatia do queijo e regue com o molho de Azeite Gallo Extra Virgem Reserva e ervas.

Tempo de Preparo: 15-45min
Porção: 4 pessoas

Linguini com muçarela de búfala

Ingredientes:
4 colheres de sopa de Azeite Gallo Extra Virgem Reserva
300g de tomate cereja
3 dentes de alho picados
400g de massa linguini
Pão francês amanhecido ralado
Manjericão a gosto
300g de muçarela de búfala fresca
Sal e pimenta do reino a gosto

Modo de preparo:
Preaqueça o forno a 190°C.Coloque o tomate cereja em uma forma.Polvilhe o alho picado e tempere com sal, pimenta e um pouco de manjericão. Logo em seguida, regue com o Azeite Gallo Extra Virgem Reserva. Enquanto isso, cozinhe a massa conforme as instruções da embalagem.Em uma frigideira, aqueça o Azeite Gallo Extra Virgem Reserva e junte o restante do alho, o pão ralado e o manjericão restante. Deixe fritar até que o pão esteja dourado. Após, adicione a massa cozida, os tomates e deixe ao fogo por mais 2 minutos. Por fim, coloque as fatias de muçarela, deixe derreter e regue com um fio de Azeite Gallo Extra Virgem Reserva.
Tempo de Preparo: Médio
Porção: 4 pessoas

Fonte: Gallo

Casa Madeira lança chás em sachê Libertea Dia e Noite

Acompanhando as tendências de consumo com pessoas em busca de uma alimentação saudável e mais qualidade de vida, a Casa Madeira, delicatessen do Grupo Famiglia Valduga,apresenta Libertea Dia e Noite, chás em sachê, 100% naturais, compostos por blends exclusivos de diversas ervas, sem adição de açúcares e conservantes.

O Libertea Dia é elaborado com chá verde, hortelã, carqueja, limão, guaraná com gengibre e alecrim. Essa seleção exclusiva de ingredientes resulta em uma bebida de aroma e sabor intenso, sendo ideal para trazer mais energia e disposição para o dia.

Já para relaxar no final do dia e ajudar a ter uma noite de sono mais tranquila, o Libertea Noite é composto por sete ingredientes com propriedades calmantes, como melissa, camomila, jasmim, erva-doce, capim cidreira, maracujá e laranjeira.

As novidades estão disponíveis em caixas individuais com 30 sachês e outra versão com 60 unidades, sendo 30 de cada sabor, e podem ser encontrados na loja virtual.

Informações: Casa Madeira

Ervas e especiarias, entenda a diferença e saiba mais sobre elas

Nutricionista Adriana Stavro ensina a usar 33 ervas e especiarias para tornar suas refeições ainda mais deliciosas

Qualquer pessoa conhece a importância das ervas e especiarias, usadas há séculos, tanto para fins culinários quanto medicinais.Elas acrescentam cor, textura, sabor, aroma e são basicamente a alma de qualquer cozinha.

Definir o que é uma erva e o que é uma especiaria pode ser complicado. De um modo geral, as ervas são usadas frescas e têm uma vida útil mais curta. Já as especiarias são secas e podem ser armazenadas em recipiente de vidro hermético por muito mais tempo (máximo 1 ano). Mas vamos descrevê-las um pouco melhor.

Sunset Magazine

Erva – É uma planta ou parte de uma planta, que é usada como medicamento ou para dar sabor aos alimentos. Os botânicos descrevem as ervas como uma planta pequena com sementes e partes carnudas, amigas dos médicos e elogiadas por cozinheiros. As ervas acrescentam sabor e aroma com sutileza.

Foto: Atul Prajapati/Pixabay

Especiarias – São a parte seca da planta como as sementes, cascas, raízes e frutas. Por exemplo, canela (casca), pimenta (fruta), noz-moscada (semente), alho (raiz). As especiarias acrescentam sabores fortes por isso, menos é sempre mais.

Algumas plantas podem ser consideradas ervas e especiarias. Por exemplo, o coentro, sua folha é a erva, enquanto a semente é a especiaria.

Especiarias, inteiras ou moídas?

Os especialistas dizem que, poucas horas depois de serem moídas, as especiarias podem começar a perder o aroma e o sabor. Por isso, o melhor seria moer conforme necessário.Um bom exemplo disso é a pimenta-do-reino moída na hora e a versão pré-moída. No entanto, no mundo real, quando procuram o salgo rápido para dar sabor a um molho, ensopado ou refogado, os temperos pré-moídos são realmente convenientes e, desde que estejam dentro da validade, proporcionam um bom sabor, portanto, não hesite em usá-los.

Em meio a este universo, alho, sal e cebola são a trilogia básica. Porém, na hora de preparar uma refeição especial, o básico já não serve. Para aguçar ainda mais o paladar, é preciso inovar, trazer à tona novos sabor e, incitar novas sensações. Aí surgem as combinações que podem criar uma sintonia de aromas e sabores inesquecíveis,que valem a pena ser exploradas.

Uma mistura famosa é o buquê garni, típica da cozinha francesa. Já a culinária indiana é reconhecida por suas misturas de especiarias, como o Garam Masala. Veja aqui algumas combinações clássicas:

Cinco especiarias (chinesas) – anis estrelado, canela, cravo, pimentão e sementes de erva-doce.
Ervas da Provença (sul da França) – alecrim, semente de erva-doce, manjerona, estragão, tomilho, orégano e lavanda
Tempero italiano – manjericão, orégano, alecrim, tomilho
Tempero Jerk (Caribe) – pimenta da Jamaica, cravo, canela, noz-moscada, tomilho, alho e as pimentas fortes
Garam Masala (indiano) – sementes de coentro, cominho, pimenta preta, cardamomo, canela, cravo, pimentão vermelho seco e açafrão
Bouquet garni (francês) – salsa, tomilho, folhas de louro e aipo

E como combinar sem exagerar?

Na cozinha, escolher as combinações e quantidades corretas dos condimentos para cada tipo de alimento,é um verdadeiro desafio. O truque é obter a mistura certa, para que nenhuma erva ou especiaria domine o sabor do prato.

Por isso, antes de sair misturando tudo com tudo, vale a pena conferir algumas sugestões sobre quais temperos combinam como que. Com o tempo e a vivência na culinária, é possível desenvolver o chamado “bom senso”. Com essa habilidade, só de cheirar e provar o alimento vai saber se exagerou na quantidade ou se precisa complementar. Para quem ainda não chegou neste estágio, confira  algumas ervas e especiarias e explore suas combinações em suas receitas.

Steve Buissinne/Pixabay

Curry: é uma mistura de especiarias incluindo açafrão-da-índia, cardamomo, coentro, gengibre, cominho, noz-moscada, cravo, pimenta e canela. Algumas marcas de Curry chegam a levar setenta plantas diferentes. Inicialmente o Curry servia para temperar exclusivamente o arroz, mas atualmente é usado em inúmeras receitas, como o frango ao Curry.

Cravo: de sabor intenso e ligeiramente picante, combina bem com canela, pimenta do reino, noz-moscada e gengibre. O cravo pode incrementar o sabor de doces, assados e bebidas em geral.

Cominho (moído ou inteiro): adiciona um sabor terroso ligeiramente amargo, e é popular em pratos da América Latina, Oriente Médio, Marrocos e Espanha. Combina bem com coentro, pimenta do reino e gengibre. Sementes recém-moídas têm mais sabor que moídas.

Canela: é uma casca, popular por seu aroma doce e quente. Acrescenta uma nota doce e perfumada a sobremesas e bolos (é essencial para torta de maçã e crumble). Canela em pó tem mais sabor que ramas, que precisam ser quebrados para liberar o aroma .Combina muito bem com cravo e pimenta-do-reino.

Pimenta-do-reino: vinda da Índia, a pimenta do reino além de dar um sabor picante à comida, ajuda o organismo a absorver os nutrientes e facilita a digestão. Ela é encontrada nas variedades verde, vermelha, branca e preta. A cor varia de acordo com a fase em que é colhida. O tempero combina com carnes e molhos, mas não exagere na quantidade.

Pimenta da Jamaica: como o nome sugere, é nativa da América Central e a principal produção vem da Jamaica. É uma especiaria apimentada e quente, vai bem em marinados, picles,e receitas de bolo com mel.Pode ser combinada com canela em pratos doces.

Pimenta calabresa seca: é excelente para dar sabor picante a molhos e temperar carnes. Deve ser usada em pequenas quantidades.

Páprica: de sabor picante ou doce, esse condimento deriva de um tipo de pimentão de cor vermelha e cura e costuma ser usada para adicionar um toque de cor aos alimentos. No entanto, nos últimos anos, fomos apresentados à páprica espanhola, que tem sabor e aroma intensos e defumados. Embora mais caro, vale a pena experimentar. Uma pequena quantidade transforma muitos pratos,molhos, ensopados, sopas e assados com um delicioso sabor de churrasco defumado. Ela vem em variedades quentes, doces e agridoces.

Açafrão da Terra (cúrcuma): além de deixar os pratos com uma cor linda, o sabor do açafrão é único. A especiaria é famosa desde a antiguidade, principalmente na culinária mediterrânea. É indicado para temperar risotos, aves, caldos, massas e doces.

Pixabay

Açafrão: um dos condimentos mais caros do mundo, é essencial na paella espanhola, no risoto alla milanese e em pratos marroquinos. É encontrado também em pó.

Anis estrelado: de sabor forte e aroma doce, vai bem com peixes, frutos do mar, frango, pães, biscoito e doces

Cardamomo: a essência aromática está nas sementes dentro das cápsulas. Usada para aromatizar doces, salgados e algumas bebidas, como chás.

Noz-moscada: possui um sabor adocicado e um aroma bastante forte. Ela é nativa das Ilhas Moluccas e é muito utilizada na índia. Combina com queijos, abóboras, sopas, espinafres, massas, caldos, molho branco, risotos, pratos indianos etc. Além de dar um sabor único a bebidas, como cappuccino e vinhos.

Erva doce – Foto: Hheidi/Pixabay

Erva Doce: de aroma adocicado, as sementes entram no preparo de infusões, peixes, legumes, bolos e biscoitos.

Papoula: é uma semente bem miudinha, crocante e saborosa. São ótimas polvilhadas em pães, bolos, bolachas antes de ir ao forno ou em massas de pudins, pães e tortas salgadas. Pode ser misturada com manteiga Ghee derretida, e usada em preparações com batatas, cenouras, macarrão, risotos, carnes e peixes. Também pode ser misturada com mel e limão e ser usada em recheios de bolos, caldas de sobremesas ou simplesmente ser consumida com frutas e iogurtes. n

Louro: embora seja muito usado no Brasil como tempero aromático do feijão, ele também pode ser adicionado no preparo do arroz e caldos. Basta colocar uma folha lavada na água borbulhando.

Mostarda – Foto; Rieth/Pixabay

Mostarda: os grãos podem ser usados para realçar o sabor de conservas, batatas cozidas e receitas de carne de porco. Já a mostarda em pó é ótima opção para caldos, sopas e molhos.

Ervas frescas

Foto: Gulzer Hossain/Pixabay

Salsa: ou salsinha combina muito com canapés, molhos de ervas, pães, tomates, omeletes, grelhados, recheios e aromatizar manteiga. É encontrada salsa lisa e salsa crespa. A crespa é muito utilizada para decoração de pratos. Também pode ser encontrada na forma desidratada. Porém o ideal é utilizá-la fresca.

Cebolinha: muito utilizada em omeletes, molho vinagrete e molhos à base de creme de leite para peixes. Ótimo também em patês de ricota, queijo cremoso, sopas e saladas. Geralmente é combinada com a salsinha.

Tomilho: aromatize queijos, licores, carnes de churrasco, peixes, tomates ao forno, pizzas e grelhados. Use-o em pó quando quiser só seu sabor e aroma. É ótimo para compor marinadas.

Alho: pode ser utilizado de diversas formas, cru, refogado, picado ou em rodelas. Em geral, os povos mediterrâneos são os maiores apreciadores, empregando-o, geralmente, junto com o tomate e a cebola. Fica ótimo em carnes assadas e para temperar o arroz e feijão.

Bazinga1k980/Pixabay

Alho-poró: é o alho verde, com bulbos e folhas grandes. Bom para o preparo de sopas, ensopados e saladas.

Gengibre: a raiz é quente, doce e picante. Moída, é ideal para bolos, pães, molhos, sopas, aperitivos, carnes, peixes, aves, legumes, saladas, frutas e sucos. Experimente usá-lo junto com o alho no arroz branco, fica uma delícia.

Foto: CreativeCommons

Manjericão: existem mais de cinquenta tipos de manjericão. A maioria das pessoas pensam no manjericão com tomate ou pesto ou usado como guarnição de sobremesa e pratos salgados. Pense além, eles podem ser usados com outras ervas como alho, zimbro, mostarda, páprica, alecrim e adicionado em sopas, saladas e tortas.

Orégano: pode ser usado para os mesmos fins que o manjericão, embora seu aroma seja diferenciado. É tempero típico de cobertura de pizzas, dos molhos italianos para massas. Aromatize saladas de frutos do mar, coloque nos antepastos de azeitonas pretas, em queijos, use no feijão branco em recheios para carnes, aves e carneiro. Podemos utilizar as folhas secas ou frescas, fica ao critério de cada um.

Hortelã: tem um aroma forte e fresco e é um dos sabores mais populares do mundo. Nativa do sul da Europa e mediterrâneo, se adaptou com facilidade ao Brasil. Na culinária ocidental é usada para dar sabor a berinjelas, abobrinhas, ervilhas, batatas e tomates. Vai bem com carnes de frango, porco e vitela. Na culinária árabe a hortelã é essencial para o tabule e o quibe.Combinam bem com sementes de coentro e cominho.

Coentro – Foto: Hans Braxmeier/Pixabay

Coentro: enquanto as folhas são usadas como erva, a semente é uma especiaria. Tem um sabor muito suave e não é nada picante. Esta é provavelmente uma das especiarias mais suaves. É o principal ingrediente do Garam Masala.

Manjerona: é outro tempero que vem das terras mediterrâneas. Possui uma folha semelhante com a do orégano, porém o sabor é diferente. Ela é ideal para aromatizar simples saladas e para valorizar carnes e aves, assim como pratos à base de tomate, sopas, saladas e em peixes grelhados. Vale a pena experimentá-la no feijão preto, o sabor é incomparável.

Alecrim: bata o alecrim seco no pilão com sal e use para temperar batata. Coloque na carne de carneiro para grelhar. Acrescente ao alecrim salsa em pó, alho e pimenta-do-reino para marinar por meia hora carnes brancas que serão grelhadas ou cozidas. Dica: Faça um molho com tomates cozidos e amassados. Misture salsa, cebola picada, açúcar de coco ou demerara (opcional) e pimenta malagueta socada. Sirva o molho com verduras, legumes cozidos e carnes.

Endro (dill ou aneto): muito usado para marinar peixes. É o tempero do famoso bufê de frios dos povos nórdicos, composto de vários peixes marinados. Fica ótimo em cremes de queijos, omeletes, molhos e sopas frias. Sempre colocar no final da preparação.

Foto: CreativeCommons

Salvia: o ideal é usá-la sempre fresca. Basta adicioná-la à comida, seja no início do preparo, no final, ou um pouco nos dois momentos. Desse modo, ela sempre liberará o máximo de seu aroma e sabor. Também não pode ser cortada muito antes de usar para que não escureça e perca suas características. A sálvia libera o máximo de sabor e aroma quando aliada a um tipo de óleo ou gordura, como azeite e manteiga. Combinações clássicas: Carne de porco, vitela, frango, pato, ganso, peru, grãos, ovos, queijos, sobretudo o grana pada no, pecorino e os queijos de cabra. A combinação de abóbora e sálvia é um clássico italiano. Manteiga e sálvia também são acompanhamentos ideais para massas recheadas.

Dica: derreta um pouco de manteiga junto com algumas folhas inteiras de sálvia, e quando a massa estiver pronta, misture a essa manteiga e um pouco da água de cozimento. É simples, mas delicioso. Para aromatizar um azeite com sálvia, é só colocar algumas folhas dentro do azeite e aquecê-lo bem levemente (cerca de 50º C). Depois deixe o azeite esfriar e passe para uma garrafa.

Cerefólio: é um tempero agradável, de sabor sutil. Combina muito bem com saladas, peixes, mariscos cozidos, sopas, omeletes, ovos mexidos, frango, arroz, molhos suaves de manteiga e queijos macios.

Quantidades sugeridas para uso em vários pratos: 2 colheres (sopa) de Cerefólio desidratado para 1 ½ kg de peixe e carnes; 1 colher (chá) de Cerefólio fresco em sopa, em caldos, arroz, omeletes e arroz

Estragão: é uma erva típica da cozinha francesa, usada para realçar o sabor de alguns ingredientes e alimentos. Pode ser combinada com o tomilho e a salsa. O sabor do estragão é adocicado e levemente picante. Lembra um pouco o cheiro e gosto do funcho (erva-doce). Combina muito com saladas, conservas, molhos (como o clássico molho Béarnaise, que acompanha carnes grelhadas e peixes), frango, ovos e tomates. Pode ser usado fresco ou seco, tudo depende da receita.

Foto: Eszter Miller/Pixabay

Dill: também chamado de endro, é muito usado na culinária escandinava e do leste europeu. Suas folhas podem ser delicadas, mas o aroma e sabor são marcantes. As folhas do dill perdem muito seu sabor quando secas, por isso, o ideal é usar sempre fresco. Se acrescentá-lo a um prato quente, prefira fazê-lo no final da preparação, para manter as características da erva. Fica ótima com peixes, creme azedo, maionese, queijos frescos, legumes, verduras, tubérculos, sopas e caldos. Sementes levemente tostadas podem aromatizar manteigas e azeites.

Dicas gerais:

• Todas as ervas frescas podem ser congeladas picadas. Para isso, basta colocá-las em formas de gelo e completar com água ou azeite. Uma vez congeladas, guarde os cubos com as ervas em um pote no freezer. Quando precisar, é só colocar os cubos com as ervas no final da cocção.
• Prefira sempre a versão fresca ao invés da desidratada, são mais saborosas e saudáveis.
• Não compre em grandes quantidades, pois as ervas frescas estragam rapidamente e as especiarias perdem sua cor e o sabor.
• A maioria das ervas não deve ser cozida por muito tempo. É sempre recomendado acrescenta-las no momento final da preparação.
• Alguns temperos podem ser usados crus no final do cozimento, como a pimenta, mas outros ficam mais saborosos quando cozidos, como o cominho e o louro. Se estiver seguindo uma receita, preste atenção na ordem em que os ingredientes são adicionados ao prato.
• Verifique os temperos em sua despensa regularmente. Qualquer especiaria com mais de um ano deve ser descartada.
• As ervas devem ser retiradas do prato no momento de servir.

Receita de Salmão Marinado com Endro

Ingredientes:
700g de salmão fresco
2g de endro liofilizado
50 ml de suco de limão
100 ml de vinagre de framboesa
2 colheres de sopa de azeite de oliva
Sal e pimenta-do-reino a gosto

Modo de preparo:
Fatie finamente o filé de salmão e coloque-o numa vasilha. Polvilhe com sal, pimenta-do-reino e endro. Junte o suco de limão, o vinagre de framboesa e regue com azeite de oliva. Leve à geladeira em recipiente fechado por no mínimo duas horas. Sirva em travessa decorada com ramos de endro.

Receita com Tomilho

Faça uma base com fatias de batatas, coloque o peixe sobre elas, regue com azeite, acrescente sal, vinho branco, ramos de tomilho, feche com papel alumínio e leve ao forno para assar.

Fonte: Adriana Stavro é nutricionista mestre pelo Centro Universitário São Camilo Especialista em Doenças Crônicas não Transmissíveis (DCNT) pelo Hospital Israelita Albert Einstein. Pós-graduada em Nutrição funcional pela VP e em Fitoterapia pela Courses4U

Linha de sementes para jardinagem traz novidades em ervas e pimenta

Topseed Garden é uma das mais completas do mercado, com mais de 60 anos de tradição em horticultura

A Topseed Garden, uma das mais tradicionais linhas de sementes voltada para jardinagem, hobby e lazer, acaba de agregar ao seu portfólio quatro novas variedades: o levístico Erva-Maggi, o manjericão Lemonette, a pimenta habanero White e o manjericão Toscano Folha de Alface.

O manjericão Lemonette possui folhas pequenas com aroma de limão, é principalmente usado na cozinha asiática para temperar peixe e camarão grelhado; já a pimenta habanero White é uma planta alta, robusta e muito produtiva, com frutos de até 50 x 30 mm de cor creme, em formato de jujuba. Pode ser consumida em conservas, molhos ou seca; o manjericão Toscano Folha de Alface clássico com folhas gigantes, aromáticos e tem sabor um pouco mais doce que as demais variedades.

A planta cresce até uns 50-60 cm de altura; e o levístico Erva-Maggi, uma erva muito versátil com sabor de salsão, cresce até 60 cm. Todas as partes da planta podem ser usadas em sopas, saladas e refogados. As sementes secas são usadas em conservas, queijos e pães.

A Topseed Garden faz parte do portfólio da Agristar do Brasil, empresa referência no desenvolvimento e comercialização de sementes de hortaliças, ervas e flores. Todas estas variedades e outras podem ser cultivadas em casa, para garantir a qualidade final do seu tempero. Saiba mais sobre a forma de cultivo e ainda conheça receitas no site da Agristar do Brasil.

Pratique Plantoterapia

A jardinagem e o cultivo de hortas caseiras vem ganhando cada vez mais espaço na casa dos brasileiros como uma forma de se reconectar com a natureza, produzir seus próprios alimentos e inserir uma alimentação variada, livre de defensivos e transgênicos na rotina diária.

O conceito “Pratique Plantoterapia”, criado pela Agristar do Brasil, consiste em ressaltar os benefícios que o cultivo caseiro tem levado a milhares de pessoas que procuram uma atividade de contato com a natureza. Saiba mais clicando aqui.

Fonte: Agristar

Chás podem auxiliar na elevação da imunidade

Em tempos de pandemia é importante manter o sistema imunológico fortalecido. De ervas, flores, quente ou frio, os chás em todas as suas variações fazem toda a diferença para a qualidade de vida e podem contribuir bastante para o processo de elevação da imunidade.

Stocksy

O consumo dos chás verde e de genciana pode ajudar quem tem doenças no trato respiratório como bronquite, sinusite e rinite, por exemplo. “Já o chá de romã é um ótimo antiviral e antitumoral, e também possui substâncias que impulsionam as células de defesa do corpo, como o ácido fólico e as vitaminas A, C e E. O chá de maçã previne e colabora no tratamento da doença pulmonar obstrutiva crônica, asma e diabetes. Os seus compostos fenólicos podem evitar a formação de alguns tipos de cânceres”, explica Lucas Penchel, médico e speaker da Soulchá, empresa mineira especializada na fabricação de chás.

Chá de melissa – Foto: Ivabalk/Pixabay

Os chás de Echinacea purpurea, de gengibre, de jabuticaba, de melissa, de limão, de canela da china e de astrágalo chinês possuem propriedades anti-inflamatórias, antioxidantes e imunoestimulantes que reduzem a incidência de resfriados comuns e gripe.

Chá de boldo – Foto:WiseGeek

“As infusões de tanchagem, cúrcuma e camomila têm ação anti-inflamatória e antibacteriana. O chá de sabugueiro é reconhecido por seu grande poder antivirótico. O boldo, além de solucionar os incômodos da indigestão, também atua como um eficiente imunomodulador, garantindo o aumento da resposta orgânica contra determinados microrganismos, como os vírus, fungos, bactérias e protozoários”, recomenda.

Chá de erva-doce – Foto: fresh design pedia

Devido à presença da vitamina C, o chá de hibisco pode fortalecer a imunidade e reduzir os riscos de inflamações e infecções. “Os chás de erva-doce, de hortelã pimenta e de sálvia tem ação antiviral, antimicrobiana e anti-inflamatória. O chá mate tem ação antioxidante e efeito comprovado na estimulação do sistema imunológico. Os taninos presentes no chá-preto garantem a saúde do sistema digestivo e ainda têm a capacidade de combater os vírus responsáveis pela gripe, disenteria e hepatite”, conta Penchel.

Chá de capim cidreira – Foto: Rickyy Sanne/Morguefile

“O chá de pimenta caiena é rico em vitaminas A e C que evitam infecções e mantém os tecidos epiteliais saudáveis, incluindo as membranas mucosas que revestem as vias nasais, os pulmões, os intestinos e o sistema urinário. Ao aprimorar a absorção de nutrientes, o chá de capim cidreira também impulsiona os nossos mecanismos de defesa”, indica.

Penchel aponta que vários tipos de chás podem ajudar a fortalecer o sistema imune de nossos organismos, mas para potencializar este benefício é essencial que o consumo das infusões esteja aliado a uma dieta saudável e a prática regular de exercícios físicos. “Uma pessoa que consome chás, mas tem uma alimentação rica em gorduras e açucares, ingere bebidas alcoólicas em excesso e é adepta do tabagismo, ainda estará propensa a desenvolver doenças ou condições relacionadas a imunidade baixa, caso não abandone os maus hábitos. Por isso, a importância de combinar uma rotina sadia ao uso dos chás”, destaca.

A resposta do corpo à ação dos chás dependerá da dose ingerida, do horário, duração da administração e do estado imunológico de cada pessoa no início do tratamento. “As orientações de consumo adequado devem ser prescritas e orientadas por um profissional, respeitando sempre a quantidade máxima de três xícaras por dia”, conclui.

Fonte: Soulchá

Batata doce palito com ervas do Divino Fogão

Pode ser petisco ou pode ser uma deliciosa entrada ou ainda um gostoso acompanhamento. Você escolhe. A receita é da rede Divino Fogão. Confira:

Batata doce palito com ervas

Ingredientes:
2 unidades de batata doce
Sal a gosto
Ervas (orégano, manjericão, salsa, alecrim) a gosto
1 fio de azeite

Modo de preparo:
Cozinhar a batata com casca e com sal até ficar al dente. Cortar em formato palito. Em uma tigela, colocar a batata doce e temperar com as ervas e o azeite. Levar ao forno 200ºC por 20 a 25 minutos até ficar dourada e crocante. Servir.

Tempo de Preparo: 30 minutos
Rendimento: 4 pessoas

Fonte: Divino Fogão

Alimentos funcionais: contribuição para uma vida saudável

A alimentação exerce forte influência na vida das pessoas, a escolha dos alimentos é fundamental para uma vida equilibrada e saudável. Isso é fato, além de conferirem sabor, as plantas também podem ajudar a combater alguns males, prevenir outros. A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, via extensão rural exercida pelos extensionistas da Coordenadoria de Desenvolvimento Rural Sustentável (CDRS) tem procurado ao longo dos anos oferecer vários treinamentos para que tanto a população rural, quanto urbana possam se beneficiar do uso das plantas em sua alimentação, atingindo, dessa forma, toda uma cadeia produtiva, ou seja, oferecendo alternativas para o cultivo no campo até o consumo.

Então por que não se integrar a essa corrente pela alimentação saudável e deixar um espaço em seu quintal, jardim, varanda, para um verde que além de embelezar, pode contribuir com novos hábitos alimentares? Esse momento de ficar em casa pode ser também um bom momento para o cultivo desses novos hábitos.

A engenheira agrônoma da Divisão de Extensão Rural da CDRS, Maria Cláudia Silva Garcia Blanco, tem levado esse questionamento em treinamentos gratuitos que oferece em várias regiões do Estado, sob demanda das Casas da Agricultura. Para entrar nesse mundo dos alimentos funcionais, Maria Cláudia explica que “são aqueles que, além de nutrir, possuem componentes ativos que atuam no organismo produzindo efeitos benéficos para a saúde, podendo auxiliar na redução do risco de diversas doenças, principalmente as crônico-degenerativas como diabetes, câncer, osteoporose, doenças cardiovasculares, entre outras.

Podem produzir efeitos protetores e de defesa no organismo que, no dia a dia, são gerados por diversos fatores externos, promovendo a inativação dos radicais livres formados a partir de maus hábitos da vida moderna, como o consumo abusivo de alimentos industrializados ricos em corantes artificiais e/ou conservantes, frituras, açúcares, carboidratos refinados, temperos industrializados, embutidos, entre outros e o baixo consumo de frutas, verduras e legumes”.

Ervas aromáticas

modernas ervas giuliana flores

O olfato, a visão e o paladar são sentidos fundamentais para a apreciação e o consumo dos alimentos. Os pratos que contêm ervas exalam um aroma especialmente agradável, que provoca aumento na salivação, facilitando a digestão, mastigação, deglutição e degradação dos nutrientes, colaborando com a absorção e o aproveitamento dos nutrientes pelo organismo.

Embora as ervas aromáticas possuam vitaminas A, C, do complexo B e fibras, elas não podem ser consideradas fontes desses nutrientes, uma vez que a quantidade consumida geralmente é pequena; mas o consumo diário, associado a uma dieta saudável e equilibrada, colabora com a reposição de alguns nutrientes, mesmo em pequenas quantidades. E como as ervas possuem compostos bioativos, elas podem auxiliar na redução de risco e/ou na prevenção de doenças como câncer, hipertensão, doenças coronarianas, diabetes, doenças autoimunes e osteoporose.

A característica comum entre as ervas aromáticas, a qual lhes confere a propriedade de aromatizar e temperar, é a produção de óleo essencial típico do metabolismo destas espécies. O óleo essencial é bastante volátil e é encontrado na planta em estruturas especializadas como os pelos glandulares e as bolsas secretoras.

As ervas aromáticas possuem um valor energético desprezível, porém uma quantidade relevante em antioxidantes, por isso se enquadram na família dos alimentos funcionais. Elas podem ser utilizadas frescas ou secas, lembrando que as frescas contêm mais vitaminas e minerais do que as secas. Como o calor faz a erva liberar a molécula responsável pelo aroma, recomenda-se o uso das ervas frescas no final do cozimento.

Considerando a relevância dos compostos benéficos à saúde associados às plantas e ervas aromáticas e medicinais, é bom saber que esta riqueza é muito simples de ser utilizada na culinária convencional, desmistificando seu uso somente por grandes chefes de cozinha, em pratos mais elaborados. Além disso, é relativamente fácil o cultivo doméstico das plantas aromáticas e medicinais, podendo ser realizado em canteiros ou até mesmo em vasos.

Como dito pelo “pai da Medicina”, Hipócrates, “adoecemos à medida que nos distanciamos da natureza”. Atualmente, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda no máximo 2g de sódio por pessoa/dia, o que equivale a 5g de sal, mas os brasileiros consomem mais que o dobro da quantidade recomendada. As ervas aromáticas são aliadas na diminuição do consumo exagerado do sal, pois uma vez misturadas a ele, é possível reduzir, proporcionalmente, pela metade o seu uso. Essa substituição ainda acentuará o sabor das preparações, conferindo um paladar mais agradável aos alimentos.

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Foto: CreativeCommons

O manjericão (Ocimum basilicum) é muito utilizado na culinária italiana no preparo de molhos de tomate, pesto, tempero de carnes, saladas, omeletes e como aromatizador de azeites. O manjericão também é conhecido por ter propriedades antioxidantes muito potentes, que podem proteger o corpo contra os danos dos radicais livres, prevenindo o envelhecimento celular, as doenças comuns de pele, além de acalmar os espasmos digestivos.

Alecrim MGD©
Alecrim – Foto: MGD©

O alecrim (Rosmarinus officinalis), planta originária do Mediterrâneo, é empregado em temperos de carnes, aves, peixes, além de ser um excelente aromatizador de água de cozimento. É também conhecido como erva da lembrança, pois revigora a memória e melhora o humor, além de melhorar a circulação, ter efeito antidepressivo, antisséptico e estimulante da digestão.

salsinha

A salsa (Petroselinum crispum) é riquíssima em nutrientes como vitamina A, do complexo B e C e sais minerais, e pode enriquecer molhos, patês, saladas, legumes, peixes, sopas, guisados. Seu consumo alivia os sintomas de bronquite, asma, cólicas menstruais e cistite, além de auxiliar no tratamento de cálculos renais e cólicas.

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Foto: Nika Akin/Pexels

A sálvia (Salvia officinalis) é usada para aromatizar carnes, aves, peixes, vegetais, molhos e queijos. Possui sabor e aroma muito característicos, portanto a mistura com outras ervas deverá ser cautelosa a fim de evitar a perda desse aroma. Ela possui ação antioxidante, é digestiva, auxilia no tratamento de problemas de fígado, ansiedade, depressão e sintomas da menopausa.

hortelã
Foto: Maria Mas/Morguefile

A hortelã (Mentha crispa) com folhas arredondadas e muito perfumadas, é indicada para sucos, chás, saladas, molhos e cozidos. No Nordeste do Brasil é usada no combate de parasitas intestinais em crianças; também é estimulante e digestiva.

tomilho

O tomilho (Thymus vulgaris), muito utilizado nas preparações à base de tomate, enriquece o sabor de sopas, peixes, carnes, saladas e vinagres. Possui ação expectorante, desinfetante e antisséptica, além de ser digestivo.

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Pixabay

O açafrão-da-terra (Curcuma longa) é uma preciosa especiaria e tem sido muito estudado pelos seus possíveis benefícios na prevenção e no tratamento do mal de Alzheimer. Suspeita-se que ele seja mais eficaz se associado à vitamina D3. Seus benefícios seriam decorrentes da ação anti-inflamatória e antioxidante e na remoção das placas b-amiloides do cérebro, características da doença. Outras ações benéficas da planta estão ligadas à prevenção de cânceres gástricos, de cólon, oral, esofágico, de mama e pele, segundo o American Institute for Cancer Research. Na culinária, podem ser utilizados seus próprios rizomas ou em pó para colorir laticínios, bebidas, sopas, risotos, ensopados, massas, frango, batatas e até pães.

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Foto: Pixabay

O orégano (Origanum vulgare) é muito conhecido, tipicamente utilizado como finalizador em pizzas, também é empregado em molhos, massas e ensopados. Tem ação no processo digestivo, é analgésico, auxilia no tratamento de gripes e resfriados, pois possui ação antimicrobiana semelhante ao ácido acetilsalicílico, assim como o tomilho e o alecrim.

Fonte:  Maria Cláudia Silva Garcia Blanco – Engenheira Agrônoma (Divisão Extensão Rural – CDRS/SAA)

Um pouco de história

alecrim oregano casa

O uso terapêutico de plantas medicinais é um dos traços mais característicos da espécie humana, tão antigo quanto o Homo sapiens e utilizado por praticamente todas as civilizações e/ou grupos culturais desde os primórdios da humanidade. Assim, desde tempos remotos, o homem dependeu do uso de plantas para temperar e conservar alimentos, no preparo de perfumes e medicamentos e para proteção na construção de abrigos, sendo amplamente produzidas em hortas e jardins desde a Antiguidade.

Algumas crenças ainda associavam o uso de ervas aromáticas aos rituais sagrados, pelo fato de exalarem odor marcante ao serem queimadas. Com o passar dos anos, começaram a ser usadas no tratamento de doenças, feridas e contusões. Nas civilizações orientais, as plantas eram principalmente utilizadas na prevenção das doenças e, ainda hoje, a medicina chinesa as emprega com bons resultados.

Nas civilizações Grega e Romana, os banhos aromáticos com anis, cominho, mirra e tomilho eram indicados no tratamento de ‘doenças da mulher’. Assim, a natureza veio proporcionando aos homens uma infinidade de plantas com valores medicinal, nutricional e funcional. Hoje, as pesquisas científicas comprovam e atestam essas propriedades.

Receitas

Patê de ricota com hortelã

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Foto meramente ilustrativa – TheTalentZone

Ingredientes:
250g de ricota;
1 pote de iogurte natural;
2 colheres (sopa), bem cheias, de hortelã picada
cebola ralada, salsa fresca picada e sal a gosto.

Modo de preparo:
Amassar a ricota com o garfo, adicionar os demais ingredientes, misturando bem.
Servir o patê com pão, biscoitos, cenoura crua cortada em palitos ou talos de salsão.

Frango assado inteiro

frango assado com ervas e limão
Foto meramente ilustrativa – Foto: Paleo Newbie

Ingredientes:
1 frango inteiro, de tamanho médio;
1 limão;
1 colher (sopa) rasa de sal;
3 colheres (sopa) de margarina;
1 cebola picada em pedaços grandes;
2 dentes de alho;
2 colheres (café) de alecrim ou estragão seco ou 1 colher (sobremesa) cheia de alecrim ou estragão fresco.

Preparo:
Retirar o excesso de gordura do frango e passar o caldo do limão, por dentro e por fora do frango; colocar dentro do frango a margarina, a cebola picada, o alho amassado e o alecrim ou o estragão; levar para assar em forno quente, com o lado do peito virado para cima, regando sempre que possível, ou, se preferir, colocar em papel ou plástico especial para assados. Servir quando estiver corado.

Pão de ervas e temperos

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Foto meramente ilustrativa – Melissa’s Southern Style Kitchen

Ingredientes:
1 xícara (chá) de óleo;
2 colheres (sopa) rasas de açúcar;
1 xícara (chá) de leite morno;
3 ovos;
1 colher (sopa) cheia de sal;
3 cebolas médias;
½ maço de cheiro-verde (salsinha e cebolinha) picado;
2 colheres (sopa) de orégano;
½ maço de manjericão (ou manjerona) picado;
3 dentes de alho;
3 tabletes ou 45 gramas de fermento biológico (de pão)
farinha de trigo – cerca de 1 quilo.

Modo de preparo:
Bater no liquidificador o óleo, o açúcar, o leite, os ovos, o sal, as cebolas, o alho, o orégano, as outras ervas e o fermento; acrescentar farinha de trigo aos poucos, mexendo sempre com uma colher. Quando ficar difícil de mexer, continuar acrescentando a farinha de trigo, sovando a massa até não grudar mais nas mãos (cuidado para não colocar farinha demais, deixará a massa dura). Transferir a massa para uma mesa e continuar sovando no sentido das laterais para o centro, até que fique homogênea. Fazer uma bola com toda a massa e deixar crescer, coberta por um pano de prato limpo, até dobrar de volume. Fazer os pães no formato desejado e deixá-los crescendo nas assadeiras, cobertos com pano de prato limpo, até que, quando pressionados com o dedo, a massa permaneça afundada, não retornando ao ponto original. Assar com o forno em temperatura baixa e aumentar para média somente pouco antes de começar a dourar.

Receitas elaboradas e testadas na Cozinha Experimental da CDRS pela nutricionista Beatriz Cantusio Pazinato da Divisão de Extensão Rural – CDRS/SAA

Divino Fogão ensina a preparar frango assado com ervas e limão siciliano

Frango assado combina com fim de semana. Então, que tal caprichar na receita? A Divino Fogão ensina a preparar um bem gostoso, confira:

Frango assado com limão siciliano e ervas

Ingredientes:
1 frango inteiro (cerca de 1,7 kg)
3 cebolas grandes
1 cabeça de alho
4 limões sicilianos
1 colher de sopa de sal grosso
½ colher sal fino
1 colher de sopa rasa de páprica picante
1 colher de sopa rasa de açúcar mascavo
4 folhas de louro
4 ramos de alecrim
Pimenta e azeite a gosto

Modo de Preparo:
Marinada seca: retire as raspas da casca de um limão e misture com o sal grosso e o fino. Em uma tigela pequena, misture o sal temperado, a páprica, o açúcar mascavo e a pimenta-do-reino moída a gosto – essa é a marinada seca, que vai temperar o frango. Coloque o frango em uma tigela grande e tempere com a marinada seca. Esfregue bem a mistura de sal com especiarias sobre todo o frango, inclusive abaixo da pele. Tampe a tigela e leve à geladeira para marinar a seco por 2 horas.

Forre o fundo da assadeira com papel alumínio, com o lado fosco para cima. Reserve. Preaqueça o forno a 220ºC. Descasque e corte a cebola em rodelas grossas de 1,5 cm. Regue a assadeira com um fio de azeite e distribua as rodelas de cebola, uma ao lado da outra, formando uma cama. Coloque sobre as cebolas dois ramos de alecrim, duas folhas de louro e os dentes de alho com casca. Regue tudo com mais um fio de azeite. Regue o frango com duas colheres de sopa de azeite e o suco de dois limões, e espalhe bem com as mãos. Corte em quatro os dois limões que sobraram. Coloque dentro do frango com mais duas folhas de louro os dois ramos de alecrim restantes. Disponha o frango na assadeira, sobre a cama de cebolas e ervas, com o peito para baixo e leve ao forno para assar por 40 minutos coberto por papel alumínio à 180ºC.

Após este tempo, vire o frango, regue com o molho do cozimento, recoloque o papel alumínio e deixe por mais 15 minutos. Retire o papel alumínio, regue novamente o frango com o molho e deixe dourar e ficar com a pele crocante. A cada 5 minutos, abra o forno e espalhe uma mistura de azeite, açúcar mascavo, sal fino e ervas secas sobre a pele do frango para dar um sabor extra da erva sem queimar. Para conferir se o frango está assado: com a ponta de uma faca, faça um furinho na junção da sobrecoxa com o peito. Se o líquido sair sem sangue é sinal que está pronto, do contrário volte ao forno por mais alguns minutos.

Retire o frango do forno e deixe descansar por 10 minutos antes de cortar. Não pule essa etapa: nesse tempo, os sucos da carne se redistribuem, o que garante um assado úmido e saboroso. Coloque em uma assadeira, espalhe as cebolas, o alho e o molho da assadeira.

frango

Fonte: Divino Fogão

Equilíbrio em meio ao caos, é possível?

Certamente todos acompanham com atenção as notícias sobre o novo coronavírus. No dia 11 de março, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou que há uma pandemia do covid-19. Essa é a primeira vez que um coronavírus provoca uma pandemia, termo que se refere ao momento em que uma doença já está espalhada por diversos continentes com transmissão sustentada entre as pessoas. O novo vírus já atingiu mais de 270 mil pessoas em todo o mundo, causando mais de 11 mil mortos.

No Brasil, segundo balanço divulgado pelo Ministério da Saúde, são mais de 1.500 casos confirmados. Número que tem subido exponencialmente, já que há dezenas de casos confirmados por hospitais particulares e secretarias estaduais de Saúde ainda não foram contabilizados.

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Diante desse cenário, cresce também a preocupação da população com a forma de se proteger contra a doença. Como ainda não há vacina ou medicamentos contra o vírus, a melhor defesa é blindar o organismo. É nesta hora que precisamos de equilíbrio. O nosso sistema imunológico é a principal defesa do corpo contra agentes infecciosos, como vírus, fungos, bactérias e até mesmo certos parasitas.

A prevenção contra infecções por vias respiratórias como influenza, mais conhecidas como gripe e Covid-19, depende de medidas que visam evitar o contato com o vírus, como higienizar as mãos com água e sabão ou álcool gel, não compartilhar copos e talheres, além do distanciamento de pessoas que tossem ou espirram.

Dada à forma de transmissão, qualquer indivíduo esta suscetível ao contágio pelos vírus. Fortalecer a imunidade não impede o contágio nem a cura da doença, mas ajuda o sistema imunológico estar mais preparado para enfrentar o vírus. Deficiências nutricionais podem diminuir a capacidade do nosso sistema imunológico de reagir e nos proteger. Algumas atitudes simples na nossa rotina alimentar diária, tem impacto muito positivo em nossa saúde e na nossa imunidade.

Determinadas medidas quando feitas de forma continuas podem fazer toda a diferença para o reforço das nossas defesas naturais. Vou citar algumas:

xylitol açucar pixabay

=Evitar açúcares simples como doces, sobremesas, farinha branca e grãos refinados. Estes podem suprimir o sistema imune durante horas.

leguminosas

=Incluir proteínas em todas as refeições. Elas são os blocos de construção do corpo, incluindo sua imunidade. Proteínas de origem animal, magras, assim como proteínas vegetais (leguminosas, nozes, sementes) são importantes para serem consumidas em cada refeição e lanches.

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Foto: Hotblack

=Adicionar alho, cebola, gengibre na sua alimentação. O alho e a cebola oferecem um amplo espectro de propriedades antimicrobianas. As propriedades do alho são resultado de uma forte concentração de compostos contendo enxofre, como a alicina. O gengibre contém propriedades anti-inflamatórias que atuam no combate a infecções, fungos, vírus e bactérias.

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Pinterest

=Fazer sal de ervas com várias especiarias como orégano, cúrcuma, salsinha, cebolinha. Use em todas as suas preparações.

frutas e legumes

=Consumir no mínimo 5 porções de frutas, verduras e legumes de cores variadas diariamente.

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=Laranja, tangerina, lima, limão, kiwi, podem ajudar a diminuir a duração e gravidade de resfriados e episódios de gripe. Acredita-se que a vitamina C aumente a produção de glóbulos brancos, que tem papel essencial no sistema imunológico.

abacate

=Abacate é fonte de vitamina E, uma vitamina solúvel em gordura, com ação anti-inflamatória e estimulante do sistema imunológico.

Agua

=Mantenha-se hidratado. Beber a quantidade adequada de água ao dia (mínimo 2 litros) ajuda as funções do seu corpo, incluindo o sistema imunológico.

chá de hortelã

=Beber chá de ervas, como gengibre, camomila, erva-doce, chá verde. O chá verde se destaca nos seus níveis de epigalo catequina galato, ou (EGCG), um antioxidante conhecido por melhorar a função imunológica.

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Foto: Giovanni42/Pixabay

=Nozes, amêndoas, avelãs, caju etc. são boas fontes de zinco, que é um dos minerais fundamentais para o bom funcionamento do sistema imune.

O melhor remédio para seu bem-estar e longevidade sempre foi e será a alimentação, por isso, nutra o seu corpo e das pessoas que você ama com sabedoria e amor. Faça boas escolhas. Basear a alimentação em frutas, verduras, raízes, grãos, castanhas, azeite e proteínas magras em quantidades adequadas e praticar atividade física de forma regular, é o melhor que você pode fazer por você e pela sua saúde.

Boas escolhas, bom senso, boa alimentação, bom sono, pouco estresse, bons pensamentos, são essenciais para a sua qualidade de vida.

adriana stavro

*Adriana Stavro é formada em Nutrição pelo Centro Universitário São Camilo. Pós-graduada em Doenças Crônicas não Transmissíveis pelo Hospital Albert Einstein. Pós graduanda em Nutrição Clinica Funcional pela VP consultoria, pós graduanda em Fitoterapia pela Course4U.