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Hoje é o Dia Mundial da Esclerose Múltipla

Saiba por que o conhecimento sobre a doença é fundamental, inclusive para a saúde bucal do paciente

O Dia Mundial da Esclerose Múltipla é em 30 de maio, data escolhida para a divulgação de informações sobre a doença, que atinge atualmente cerca de 2,3 milhões de pessoas no mundo. O conhecimento acerca da esclerose múltipla é fundamental, inclusive na Odontologia, uma vez que a condição ocasiona limitações que prejudicam até mesmo o processo de higienização bucal.

Saber mais sobre a esclerose múltipla também é importante para avaliar e definir o melhor tratamento e quais as orientações adequadas para cada fase da doença. Mas, afinal, o que é esclerose múltipla?

A doença e os sintomas mais comuns

A esclerose múltipla (EM) é uma doença autoimune, neurodegenerativa, que acomete o sistema nervoso central levando à incapacidade progressiva, problemas pessoais, familiares, sociais e profissionais, de origem desconhecida. Afeta em geral adultos na faixa de 18 a 55 anos de idade, sendo observada no Brasil uma taxa de prevalência de aproximadamente 15 casos por 100 mil habitantes.

A doença apresenta quadros de agravo e remissão, caracterizados por surtos ou ataques agudos da atividade. Os sintomas mais comuns são a neurite óptica, paresia ou parestesia de membros, disfunções da coordenação e equilíbrio, mielites, disfunções esfincterianas, alterações cognitivas e comportamentais, espasticidade, ataxia, tremor, fadiga, fraqueza muscular, depressão, levando à deficiência progressiva e dependência de cuidados.

A cirurgiã-dentista Juliana Franco, do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (Hospital Auxiliar de Suzano e Instituto Central – HCFMUSP) e Doutora em Patologia Oral e Maxilofacial e Pacientes Especiais pela FOUSP, explica que, em relação à Odontologia, o paciente portador de esclerose múltipla pode apresentar sinais e sintomas pertinentes à região da face e cavidade oral, como neuralgias cranianas, paralisia facial, disfunções temporomandibulares, complicações visuais, disfagia, disartria, espasmos hemifaciais, distonias e dormência em face. “As alterações orofaciais encontradas ou reportadas pelo paciente, juntamente com uma anamnese bem realizada, são importantes e servem de alerta para que o cirurgião-dentista tenha a esclerose múltipla como hipótese diagnóstica auxiliando no diagnóstico precoce pelo médico neurologista, com melhor prognóstico da evolução da doença”.

A esclerose múltipla em suas fases de progressão

A especialista esclarece que a esclerose múltipla apresenta quatro formas de evolução e, de acordo com o tratamento, da resposta ao mesmo e às morbidades apresentadas, é possível encontrar o paciente em diversas situações clínicas. “Atualmente, sabe-se que os tratamentos controlam bem os surtos da doença, melhorando o prognóstico e qualidade de vida do paciente”.

Com relação ao atendimento, Juliana explica que ele será efetuado de acordo com a fase da doença. “Quando no estado inicial, o atendimento será o convencional, realizado no consultório odontológico. Com a evolução da doença, principalmente os pacientes com dificuldade de adesão ao tratamento multidisciplinar/farmacológico ou do tipo de esclerose múltipla, podemos ter um paciente dependendo de cuidados e que necessite do atendimento odontológico domiciliar. Já no caso em que há agravamento, podemos ter um paciente hospitalizado, em que o dentista habilitado em Odontologia Hospitalar realizará o atendimento na internação”.

Neste contexto, a cirurgiã-dentista destaca que a Odontologia, hoje, se apresenta de forma muito mais acessível, possibilitando o atendimento do paciente em qualquer lugar e condição clínica.

Medicações utilizadas no tratamento e seus possíveis efeitos

O tratamento da esclerose múltipla é multidisciplinar, baseado na reabilitação do paciente, associado ao tratamento farmacológico com o uso de corticoides, imunossupressores e imunobiológicos de uso contínuo, ou na forma de pulsoterapia nos momentos de surto da doença. Esses medicamentos, segundo a Dra. Juliana, ocasionam uma modulação do sistema imune, diminuindo a sua atividade, aumentando o risco de infecções, no geral, incluindo as infecções orais. “O cuidado odontológico de rotina é fundamental para o tratamento e prevenção das infecções dentárias, que podem ser agravadas e apresentarem uma rápida evolução por conta da imunossupressão medicamentosa, assim como nos casos do desenvolvimento de infecções oportunistas em cavidade oral, como a candidíase oral e herpes simples”.

A cirurgiã-dentista lembra, também, que nos pacientes com doenças neurodegenerativas pode haver a associação de um quadro de hipossalivação (diminuição da produção de saliva) ocasionado pela polifarmácia e de uma perda progressiva e gradual da força muscular e coordenação motora. Segundo ela, a simples diminuição do volume da saliva traz riscos para os dentes (aumento do número de cáries), para as gengivas (progressão da doença periodontal), para as mucosas orais (traumas e infecções oportunistas) e de qualidade de vida do paciente (dificuldade para mastigar, deglutir os alimentos, falar, utilizar próteses dentárias).

A importância da higienização bucal do paciente com esclerose múltipla

A higienização bucal do paciente com esclerose múltipla é um item de extrema importância para a prevenção de doenças bucais. Alguns estudos associam à doença uma maior prevalência de cáries e problemas orais. Com relação a isso, Dra. Juliana explica que a dificuldade de higienização pode ser proveniente da falta de orientação do paciente e do cuidador sobre a importância da higiene bucal ou da melhor técnica para realizá-la, da perda progressiva da força muscular ou do déficit cognitivo que resultarão em uma higiene bucal deficiente, levando a danos cumulativos à saúde bucal do paciente.

“O aumento de cáries e de doenças bucais é devido a uma associação de fatores que deve ser diagnosticada pelo cirurgião-dentista, o qual deve elaborar um plano terapêutico contemplando o tratamento odontológico, consultas de rotina para prevenção e trabalho conjunto com o paciente e cuidador para adequar forma e estratégias para a realização da higiene bucal”.

De acordo com a cirurgiã-dentista, além do treinamento voltado aos cuidadores e familiares com relação à higiene bucal do paciente, existe a possibilidade de recorrer a adaptações das escovas dentárias, à utilização de dispositivos para manter a boca do paciente aberta durante a realização da higiene, às técnicas de escovação mais indicadas para cada paciente e ao uso de escovas elétricas. “A aspiração da cavidade oral durante e após a higiene bucal para evitar a possível broncoaspiração da saliva e espuma da pasta dentária, além do uso de colutórios e outros dispositivos para realizar a higiene oral, como os swabs orais de esponja, estão entre os recursos disponíveis”.

O importante, segundo Dra. Juliana, é deixar que o paciente faça o seu autocuidado e, caso comece a ser observada deficiência para realizá-la, o cuidador/familiar pode completar a higiene oral.

A especialista chama a atenção para a frequência da higienização. “Além da orientação de como realizar a higiene oral, é importante alertar para a frequência e momentos em que a mesma será feita, pois muitos pacientes podem fazer o uso de alimentação por sonda, ou seja, não comem pela boca, o que leva muitos familiares a não realizarem os cuidados orais por não saberem que, independentemente da forma que o paciente se alimenta, é essencial fazer a higiene oral”.

Cuidados gerais

Orientações sobre a dieta também são indispensáveis, especialmente em relação ao açúcar e carboidrato, que aumentam o risco de cárie, assim como o não consumo de dieta não condimentada, ácida ou gaseificada por conta da hipossalivação.

Conforme Dra. Juliana, a Odontologia deve ser baseada em cuidados gerais preventivos e curativos nos pacientes com deficiências. O cirurgião-dentista especialista em Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais é o profissional capacitado para entender de forma global o processo de saúde-doença e a sua evolução, devendo adequar o atendimento desde o preventivo, curativo e adaptações de acordo com as fases de doença. “Acolhimento, comunicação, empatia e humanização são fundamentais para a criação de vínculo com o paciente e sua família, possibilitando maior aderência ao tratamento odontológico, às orientações sobre higiene oral, à dieta e aos cuidados orais”.

Fonte: Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (Crosp)

Mês de Conscientização da Esclerose Múltipla: cannabis medicinal ajuda a reduzir os sintomas

Dor e espasticidade são os sintomas com mais evidências científicas relacionadas aos benefícios do tratamento com cannabis medicinal

No dia 30 de agosto comemora-se o Dia Nacional de Conscientização da Esclerose Múltipla desde 2006 e desde 2013 a Associação Amigos Múltiplos pela Esclerose (AME) colore o Brasil de laranja com a campanha Agosto Laranja, para dar mais visibilidade à doença e seus impactos na vida das pessoas. Trata-se de uma doença neurológica, crônica e autoimune na qual as células de defesa do organismo atacam o próprio sistema nervoso central, provocando lesões no cérebro e na medula. De causa desconhecida, a doença acomete pacientes geralmente jovens, em especial mulheres de 20 a 40 anos.

Segundo a Federação Internacional desta enfermidade, a esclerose múltipla não tem cura e pode manifestar-se por sintomas como: fadiga intensa, depressão, distúrbios visuais, fraqueza muscular, alteração do equilíbrio e da coordenação motora, dores articulares, disfunção intestinal e da bexiga. Atualmente, mais de 2,5 milhões de pessoas em todo o mundo tem Esclerose Múltipla (EM). No Brasil, estima-se que 300 mil pessoas tenham a doença.

“Entre os sintomas mais presentes no paciente com esclerose múltipla estão a fadiga, a dor neuropática e a espasticidade. Esses fatores podem ter um grande impacto na qualidade de vida e atividades diárias de quem é diagnosticado. Existem estratégias eficazes de gestão desses sintomas, incluindo medicamentos e outras terapias, que podem ajudar a manter a mobilidade e uma vida com qualidade”, esclarece Bruna Rocha, vice-presidente da AME.

A espasticidade pode ser um sintoma da esclerose múltipla que faz com que os músculos fiquem rígidos, pesados e difíceis de se mover. O espasmo é um endurecimento repentino de um músculo, que pode vir acompanhado da dor.

Segundo o neurologista Gabriel Micheli, gerente Médico Científico da Health Meds, a cannabis medicinal apresenta benefícios no tratamento de sintomas como dor, espasticidade e disfunção de bexiga em pacientes com esclerose múltipla. “É uma alternativa de tratamento para pacientes que não respondem a outros tipos de opções terapêuticas, pois apresenta eficácia e perfil de efeitos adversos menos limitadores, principalmente relacionados a cognição e humor”, explica.

Em uma meta-análise que avaliou dezessete estudos de derivados de cannabis, incluindo 3.161 pacientes, as descobertas evidenciaram eficácia significativa nos participantes tratados com canabinoides versus placebo. Na avaliação sobre a espasticidade, o resultado foi 30% superior em relação aos pacientes que receberam placebo, já nas evidências da dor, a resposta chegou a 30% também. O levantamento apontou, ainda, que os participantes que apresentavam disfunção de bexiga obtiveram melhora de até 20% nos sintomas. Os efeitos colaterais foram em sua maioria brandos e o tratamento foi bem tolerado pelos participantes. O estudo foi publicado na Jama Neurology, em 2018.

Especialistas do mundo todo buscam respostas sobre qual seria a forma de atuação da cannabis nos sintomas que os resultados apresentam maior evidências. “O que podemos afirmar, no momento, de forma simples para facilitar a compreensão de todos, é que a cannabis medicinal tem múltiplos mecanismos de ação nos neurônios do Sistema Nervoso Central e periférico que promovem benefícios, principalmente, na dor e na espasticidade em pacientes com esclerose múltipla”, explica Micheli.

Perspectivas futuras

O neurologista revela que existem estudos em andamento para analisar a resposta do tratamento com canabigerol (CBG) na esclerose múltipla com a avaliação da melhora dos processos inflamatórios destes pacientes. “Diversos estudos pré-clínicos apontam o CBG como potencial substância no tratamento de doenças inflamatórias, como a esclerose múltipla.”

Entenda a Cannabis Medicinal

A cannabis medicinal possui mais de 480 substâncias químicas, sendo que 150 destes compostos, denominados fitocanabinoides, são os mais estudados, com o THC (Tetrahidrocanabinol), o CBD (Canabidiol) e o CBG (Canabigerol). Eles são capazes de ativar receptores canabinoides (CB1 e CB2) em diversos tecidos dos nervos periféricos, Sistema Nervoso Central (SNC) e sistema imunológico. Esse funcionamento complexo é responsável por uma série de funções fisiológicas, incluindo a memória, o humor, o controle motor, o comportamento alimentar, o sono, a imunidade e a dor.

Com base em estudos variados em fase II, fase III ou observacionais, as principais indicações para o uso de produtos de cannabis são ansiedade, demência com agitação, distúrbios do sono secundários a doença neurológica, doença de Parkinson (sintomas não-motores), dor crônica, epilepsia farmacorresistente, esclerose múltipla (sintomas urinários, dores, espasticidade), esquizofrenia, síndrome de estresse pós-traumático e Síndrome de Tourette.

Agosto Laranja – AME

Em 2021, o Agosto Laranja na AME trará o conceito do #DireitoADignidade na esclerose múltipla em diferentes abordagens, para que as pessoas com EM possam se expressar, mostrando para o mundo que a dignidade também é um direito para quem convive com essa condição. Para saber mais, clique aqui.

“Trabalhamos para a conscientização sobre a esclerose múltipla, para incentivar a detecção precoce e a melhora da qualidade de vida de quem tem o diagnóstico. Fazemos isso o ano todo, mas durante o Agosto Laranja intensificamos nossas ações para disseminar informação de qualidade e alcançar um número maior de pessoas. Este ano nosso vamos abordar de forma ampla o direto à dignidade com foco em acesso, apoio e acolhimento”, conclui Bruna.

Fonte: Health Meds

Estação Largo Treze recebe ação sobre esclerose múltipla (EM)

Iniciativa faz parte da celebração do dia nacional de conscientização e oferecerá gratuitamente aos passageiros informações sobre a doença

A ViaMobilidade, concessionária responsável pela operação e manutenção da Linha 5-Lilás de metrô de São Paulo, promove, em parceria com Associação Brasileira de Esclerose Múltipla (Abem), ação de conscientização sobre a esclerose múltipla (EM). A iniciativa será realizada nesta sexta-feira, 30, das 10h às 16h, na Estação Largo Treze, e faz parte do Dia Nacional de Conscientização sobre a doença, desenvolvido pela associação.

A campanha de conscientização tem como objetivo divulgar a doença de forma educativa, promovendo vivências que simulam as limitações a que as pessoas acometidas pela esclerose estão expostas diariamente. Movimentos de fisioterapia e exercícios de terapia ocupacional estão entre as atividades que serão desenvolvidas por voluntários da associação e profissionais da área da saúde. Também haverá distribuição de folhetos informativos.

Sobre a doença

A esclerose múltipla (EM) é uma doença neurológica, crônica e autoimune, as células de defesa do organismo atacam o próprio sistema nervoso central, provocando lesões cerebrais e medulares. Os pacientes são geralmente jovens, em especial mulheres de 20 a 40 anos. Não tem cura e pode se manifestar por diversos sintomas, como por exemplo: fadiga intensa, depressão, fraqueza muscular, alteração do equilíbrio da coordenação motora, dores articulares e disfunção intestinal e da bexiga. A Abem estima que atualmente 35 mil brasileiros tenham esclerose múltipla.

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iStock

Um sintoma muito comum entre os pacientes é o déficit de equilíbrio. Pode ser proveniente de dois de três múltiplos sistemas como: musculoesquelético, neuromuscular, perceptual, sensorial e por lesões específicas em áreas encefálicas correspondentes ao controle de equilíbrio. A fisioterapia atua na avaliação correta da origem destes déficits e no trabalho de readequação destes sistemas envolvidos e neuroplasticidade.

Dia Nacional de Conscientização Sobre Esclerose Múltipla
Data: quinta-feira, 30 de agosto
Horário: das 10h às 16h
Local: Estação Largo Treze
Endereço: Av. Padre José Maria com R. Barão do Rio Branco

Hoje é o Dia Nacional de Conscientização de Esclerose Múltipla

Novartis promove campanha para alertar sobre a importância do diagnóstico precoce da Esclerose Múltipla

Visão turva ou dupla, alteração do equilíbrio da coordenação motora, dores musculares, fraqueza muscular, fadiga, formigamento, dormência, disfunção cognitiva, depressão, disfunções intestinais e de bexiga. São esses os principais sintomas de quem sofre com Esclerose Múltipla (EM), doença neurológica, crônica e autoimune, responsável por ser a principal causa de incapacitação de jovens adultos. Cerca de 60% das pessoas acometidas pela EM podem inclusive tornar-se impossibilitados de andar.

E para dar visibilidade à doença que atinge 2,3 milhões de pessoas no mundo1, o mês de agosto foi estabelecido para alertar sobre o diagnóstico e sobre o tratamento adequado da enfermidade. Pegando carona no Agosto Laranja, a Novartis promove a campanha “Diagnóstico na hora certa: os sinais da Esclerose Múltipla não têm hora nem idade para aparecer, descubra como identificá-los!”.

Especificamente no Dia Nacional de Conscientização de Esclerose Múltipla, celebrado hoje, 30 de agosto, haverá uma ativação no Shopping Center 3 na qual os visitantes poderão participar de um tabuleiro que simula os sintomas da doença e que leva ao diagnóstico, de modo lúdico. Trata-se de um jogo com proposta de entretenimento em que há a utilização de habilidade intelectual, boa memória e estratégia de raciocínio.

E quem passar por lá tem um ótimo motivo para participar: a farmacêutica firmou uma parceria em prol da conscientização com o Bike Sampa, sistema de bicicletas compartilhadas operado pela Tembici com patrocínio do Itaú Unibanco. Todos os participantes da ação receberão um código de desconto para usar as bikes laranjinhas ao longo de setembro.

Importância do diagnóstico precoce

O diagnóstico da Esclerose Múltipla é, majoritariamente, clínico. Porém, há exames laboratoriais e de imagem que auxiliam no processo, como os que contemplam a análise do líquido cefalorraquidiano e a ressonância magnética que captura imagens da medula e do encéfalo. Em ambos os casos, o propósito é mostrar as lesões da desmielização2 (danificação da bainha de mielina dos neurônios).

“A Esclerose Múltipla é uma doença de difícil diagnóstico, principalmente nas fases iniciais, pois ela pode se manifestar por meio de sintomas transitórios que duram até uma semana. Por isso é comum ouvir relatos de que os sintomas foram ignorados por anos”, afirma  Samira Pereira, neurologista especialista em esclerose múltipla.

Apesar de a doença não ter cura, há terapias disponíveis no Brasil nos mercados público e privado. Pacientes tratados com medicação adequada têm seis vezes mais chances de se manter em uma condição que não apresente ‘nenhuma evidência de atividade da doença’.

30 Dia Nacional de Conscientização sobre a Esclerose Múltipla d

Ativação no Shopping Center 3 – Dia Nacional de Conscientização de Esclerose Múltipla
Data: 30/08 (sexta-feira)
Horário: das 10h às 22h
Local: Shopping Center 3
Avenida Paulista, 2064, Cerqueira César / São Paulo, SP;

Fonte: Novartis

Dia Mundial da Esclerose Múltipla: saiba como manter a qualidade de vida

No mundo estima-se que, a cada 100 mil habitantes, 33 sofram com a enfermidade; no Brasil são 35 mil pessoas

O Dia Mundial da Esclerose Múltipla, lembrado neste ano hoje, 29 de maio, surgiu para conscientizar a população sobre a doença. A esclerose múltipla é uma doença inflamatória, degenerativa e silenciosa que afeta o sistema nervoso central (cérebro e medula espinhal) causando danos na fala, equilíbrio, visão, coordenação. Outra característica é sua autoimunidade, ou seja, o sistema imunológico ataca o próprio corpo, neste caso, os neurônios.

No mundo estima-se que, a cada 100 mil habitantes, 33 sofram com a enfermidade. No Brasil, o cálculo do ministério é que em torno de 35 mil pessoas convivam com a esclerose múltipla. A doença pode acometer pessoas de todas as idades e sexos, mas, na maioria das vezes, os primeiros sintomas se manifestam em mulheres e em indivíduos de 18 a 45 anos.

A esclerose múltipla não é uma doença hereditária. As causas ainda são desconhecidas, mas estudos apontam relações com genes de suscetibilidade, problemas hormonais e infecções com o vírus Epstein-Baar, responsável pela mononucleose, mais conhecida como Doença do Beijo.

De acordo com a coordenadora do Instituto de Neurologia do Hospital Santa Paula, Renata Simm, os sintomas são variados, podem acontecer a qualquer momento e duram, em média, cerca de uma semana.

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O diagnóstico é clínico, baseado no relato do paciente e em exames, como a ressonância magnética do cérebro e o exame do líquido da medula espinhal. Eles são importantes para a confirmação da esclerose e também para afastar a suspeita de outras doenças. Entre os principais sintomas estão:

– Perda da visão, visão dupla ou embaçada.
– Alterações no controle da urina.
– Fraqueza em partes do corpo.
– Formigamento das pernas ou de um lado do corpo.
– Desequilíbrio.
– Falta de coordenação motora.
– Fadiga desproporcional à atividade realizada.

A esclerose múltipla ainda não tem cura, mas existem meios de diminuir a progressão da doença. Os tratamentos atuais buscam controlar a frequência dos surtos, reduzir a progressão da incapacidade física causada pela doença e evitar o surgimento de novas lesões no cérebro e/ou na medula espinhal. Os corticosteroides são drogas utilizadas para tratamento dos surtos e os imunomoduladores, imunossupressores e imunobiológicos (anticorpos monoclonais) servem para tratar a doença.

A descoberta da esclerose múltipla pode afetar de forma significativa a autoestima do paciente. Para enfrentar o problema, o ideal é buscar ter hábitos de vida mais saudáveis, auxílio médico e amparo emocional. Renata explica que é possível manter uma vida ativa por meio de atividades físicas e experiências sociais agradáveis. “Com o tratamento adequado e com a adoção de um estilo de vida mais leve, as pessoas podem lidar melhor com a doença.”

Nerve cell anatomy in details. 3D illustration

Veja algumas recomendações da neurologista:

– Tenha acompanhamento médico regular e tome a medicação corretamente.
– Mantenha um estilo de vida saudável, com boa alimentação, repouso e prática de atividades físicas.
– Interrompa o tabagismo.
– Evite temperaturas extremas, pois elas podem piorar os sintomas preexistentes e até induzir novos surtos.
– Faça fisioterapia quando os movimentos forem comprometidos.
– Em surtos agudos, fique em repouso.

Fonte: Hospital Santa Paula

Pesquisa revela que 46% dos brasileiros não conhecem a esclerose múltipla

Ontem (30), foi comemorado o Dia Nacional da Conscientização da Esclerose Múltipla; dados comprovam que o desconhecimento da sociedade gera demora no diagnóstico, dificuldade em encontrar tratamento adequado e preconceito em relação à doença

Pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha, encomendada pela Roche Farma Brasil, líder mundial em inovação em saúde, comprovou que 46% dos brasileiros não conhecem a esclerose múltipla, uma doença neurológica crônica que atinge cerca de 35 mil¹ pessoas no país e que não tem cura nem prevenção.

O desconhecimento é tanto que, ao serem questionados, quase metade dos entrevistados não soube relacionar nenhuma palavra à doença. A falta de debates sobre a esclerose múltipla e seus sintomas é um dos principais fatores que geram desinformação, o preconceito e ainda dificultam o diagnóstico precoce, importante para que a doença não se agrave.

esclerose multipla

A pesquisa também mostrou que a população se confunde quanto aos sintomas da esclerose, o que atrasa ainda mais o encaminhamento do paciente para o médico especialista responsável pelo diagnóstico e para o tratamento da enfermidade. Entre os entrevistados, 55% acreditam que os portadores de esclerose múltipla apresentam problemas de memória e 46% que o sintoma mais comum é dor de cabeça.

No entanto, a realidade é outra: dentre os sinais que caracterizam a doença, os mais comuns são, alterações fonoaudiológicas – como fala lenta, voz trêmula e dificuldade para engolir -, visão dupla ou embaçada, problemas de equilíbrio e coordenação, sensação de queimação ou formigamento em parte do corpo e fadiga desproporcional à atividade realizada.

Grande parte dos brasileiros também não sabe qual faixa etária e sexo são mais atingidos. Os dados da pesquisa comprovam que 39% acham que a doença acomete mais idosos, quando na verdade as primeiras manifestações acontecem na fase mais ativa da vida, entre 20 e 40 anos. Além disso, 27% não sabem qual sexo é mais prevalente e 25% acreditam que independe. Entretanto, a esclerose múltipla atinge principalmente mulheres² em uma proporção de 2 diagnosticadas para cada homem afetado.

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De acordo com Jefferson Becker, presidente do Comitê Brasileiro de Tratamento e Pesquisa em Esclerose Múltipla e Doenças Neuroimunológicas (BCTRIMS), quanto mais precoce o diagnóstico, maiores as chances da personalização do tratamento, o que evita consequências mais danosas ao sistema nervoso. ”Com a terapia correta é possível reduzir a atividade inflamatória e os surtos, diminuindo o acúmulo de incapacidades durante a vida do paciente”, explica o especialista.

Quando questionados sobre tratamento, 86% dos brasileiros acreditam que tomar medicamentos ajudam e 69% deles dizem que estas drogas estão disponíveis pelo plano de saúde. “Realmente, as terapias medicamentosas são as responsáveis por diminuir os surtos e retardar a progressão da doença”, conta o médico. “A dificuldade enfrentada pelo paciente está na personalização do tratamento, uma vez que o Brasil segue diretrizes já estabelecidas que nem sempre atendem a real necessidade”.

Outro obstáculo que acomete o paciente é o preconceito. O portador de esclerose múltipla é estigmatizado como incapacitado e 60% dos entrevistados acreditam que o paciente deve parar de trabalhar. Entretanto, quando tratado corretamente, ele pode ter uma vida saudável e ativa.

Márcia Bonilha, paciente com esclerose múltipla remitente recorrente, diagnosticada há 19 anos, é um exemplo de que a esclerose não precisa ser um fator limitante. “Uma pessoa com esclerose múltipla pode fazer o que quiser. Eu escrevi um livro, fiz duas faculdades, criei filhas, tenho uma neta e estou esperando a segunda. Tenho minha hortinha. Eu falo alemão, inglês e italiano”, conta. “Minha vida tem muita riqueza de acontecimentos. A vida é você viver na alegria, não na perfeição. Então agora estou mais light e me permito rir. Na verdade, eu gargalho”, completa Márcia. “Meu desejo é que a população conheça a doença e compartilhe informações”, explica.

esclerose

Informações: Movimento #Múltiplas Razões

São Paulo recebe passeio ciclístico em prol da esclerose múltipla

Evento gratuito busca promover conhecimento sobre a doença, que ainda é subdiagnosticada no Brasil

Para conscientizar a sociedade a respeito da esclerose múltipla (EM), doença crônica, autoimune, que atinge o sistema nervoso central e afeta mais de 40 mil brasileiros, a associação Amigos Múltiplos pela Esclerose (AME) promove em 27 de agosto (domingo), na cidade de São Paulo, o “Pedale por uma Causa – Esclerose Múltipla”.

O evento ciclístico, que está em sua terceira edição, tem como objetivo marcar o Dia Nacional de Conscientização da EM – 30 de agosto. A largada está prevista para às 9 horas, no Club Athletico Paulistano (Rua Honduras, 1.400 – Jardim Paulista).

“Estamos felizes em, mais uma vez, desenvolver esta ação que coloca em foco um tema sensível de forma leve e divertida. É uma oportunidade de dar voz à comunidade afetada pela doença e, ao mesmo tempo, conscientizar a população sobre os seus sinais, lembrando a importância do diagnóstico precoce”, afirma Gustavo San Martin, fundador da AME. “Este ano, com a campanha ampliada para oito cidades, a expectativa é reunir mais de 800 pessoas”.

No ano passado, o evento – que aconteceu em São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Florianópolis (SC) e Porto Alegre (RS) – reuniu cerca de 500 pessoas e arrecadou mais de 500 quilos de alimentos. Este ano, o passeio ciclístico acontecerá, pela primeira vez, em outras quatro cidades: Alfenas (MG), João Pessoa (PB), Pirassununga (SP) e Santo André (SP) – com exceção de João Pessoa, que será das 7h às 11h, todos os demais serão no mesmo dia e horário. Haverá também coleta de alimentos não perecíveis, que serão doados às entidades assistenciais locais.

O “Pedale por uma Causa – Esclerose Múltipla” terá percurso de 2,5 quilômetros e é aberto ao público, sem restrição de idade. A inscrição é realizada pelo site.

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Serviço

“Pedale por uma Causa – Esclerose Múltipla”
Domingo, 27 de agosto, das 9 às 13 horas. Para realizar a inscrição, acesse. A AME solicita doação de 1 kg de alimento não perecível. A inscrição dá direito a camiseta oficial do evento e medalha de participação. Club Athletico Paulistano (Rua Honduras, 1.400 – Jardim Paulista).

Saiba mais sobre a Esclerose Múltipla

Comum e ainda mal compreendida, a esclerose múltipla é uma doença autoimune, inflamatória do sistema nervoso central (cérebro e medula espinhal). Crônica e ainda sem cura, pode levar a sintomas que são muito variáveis de uma pessoa para outra e no mesmo indivíduo ao longo do tempo. A EM ocorre mais frequentemente em jovens entre 20 e 40 anos e é duas vezes mais comum em mulheres.

Muitos sintomas são possíveis na esclerose múltipla. Entre os mais comuns, estão fadiga, problemas de visão (diplopia, neurite óptica, embaçamento), problemas motores (perda de força ou função; perda de equilíbrio) e alterações sensoriais (formigamentos, sensação de queimação).

Como não há um marcador biológico, um exame específico que defina a doença, o diagnóstico se baseia no conjunto de informações clínicas, no exame neurológico do paciente e em exames complementares, como a ressonância magnética.

Quer saber mais? Visite o site da AME.

Perda temporária da visão e dor ocular podem ser sinais da esclerose múltipla

Estima-se que 75% das mulheres e 35% dos homens irão desenvolver a esclerose múltipla depois de um episódio de neurite ótica

Os primeiros sintomas da neurite ótica, inflamação que danifica o nervo ótico, podem aparecer repentinamente. A perda temporária da visão e a dor nos olhos são os principais sintomas, que podem vir acompanhados pela dificuldade em enxergar cores e ter a sensação de ver flashes ou luzes piscando. O campo de visão também é afetado.

A neuroftalmologista Marcela Barreira, especialista no diagnóstico e no tratamento da neurite ótica, explica que a causa exata da neurite ótica permanece desconhecida. “Acredita-se que a doença se desenvolve quando o sistema imunológico, erroneamente, começa a atacar a substância que reveste o nervo ótico, chamada de mielina, resultando em inflamação do nervo e em degeneração da mielina”.

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Foto: J. Durham/MorgueFile

A médica acrescenta: “Normalmente, a mielina ajuda os impulsos elétricos a passarem rapidamente do olho para o cérebro, convertendo-os em informações visuais. A neurite ótica interrompe esse processo, afetando a visão. Por isso, o primeiro sintoma da neurite ótica é a perda temporária da visão e dor, principalmente quando se movimenta os olhos. Vale lembrar que a neurite costuma afetar apenas um olho”.

Embora a maioria das pessoas que apresenta um episódio de neurite ótica, eventualmente, recupera a visão, a condição pode ser um dos primeiros sinais da Esclerose Múltipla (EM), doença que causa a inflamação e degeneração dos nervos do cérebro e da coluna vertebral. “Sinais e sintomas da neurite ótica podem ser a primeira indicação da EM ou podem ocorrer durante o curso da doença. Mas, a neurite ótica também pode se desenvolver devido a outras doenças, como infecções e doenças autoimunes, como o lúpus”, diz Marcela.

De acordo com estudos internacionais, a incidência anual da neurite ótica é de 4 a 5 casos em um grupo de 100 mil pessoas. A doença afeta duas vezes mais mulheres que homens e é mais comum em pessoas caucasianas. Atinge, principalmente, pessoas entre 20 e 45 anos. Após um episódio de neurite ótica, algumas pessoas podem apresentar diminuição da acuidade visual, assim como podem enfrentar dificuldades para enxergar cores, brilho e nitidez.

O médico responsável por fazer o diagnóstico da neurite ótica é o neuroftalmologista. Além do exame clínico, são solicitados exames laboratoriais e de imagem para confirmar a suspeita. O tratamento pode variar de paciente para paciente, mas em geral é feito com corticoides, medicamentos que ajudam a conter a inflamação. É importante dizer que quando o paciente apresenta outra doença sistêmica, como a esclerose múltipla, é preciso tratá-la também.