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Por que os cabelos caem quando estamos estressados?

A cura para a queda de cabelos causada pelo estresse vem com o diagnóstico correto e tratamento adequado, diz especialista

Notar os cabelos caindo por conta de estresse ou que os fios estão ralos após uma situação traumática é uma queixa comum e que, embora pareça simples de reverter apenas procurando se estressar menos, precisa de cuidados específicos. O diagnóstico vai além de reconhecer a causa externa para o problema, os cuidados devem ser internos também, pois o estresse tem relação com a secreção hormonal, mais precisamente com o cortisol. Quem explica a relação do estresse com a queda de cabelos é o médico e tricologsita Ademir Leite Junior.

MedicalNewsToday

“O cortisol é um hormônio produzido pelas glândulas adrenais. Faz parte do grupo dos hormônios conhecidos como esteroides e, assim como todos os esteroides, tem como matéria prima o colesterol. Trata-se, portanto, de um hormônio lipídico. É produzido ao longo de todo o dia, porém com picos de produção e secreção no sangue próximo às 8h da manhã e às 16h da tarde”, explica Ademir.

O alerta surge quando em momentos de nervosismo, tensão excessiva ou sensação de perigo o hormônio é liberado em maior quantidade, podendo ser responsável por diversos sinais e sintomas relacionados a problemas que, se pouco investigados ou combatidos isoladamente, permanecem por muito mais tempo causando ainda mais estresse, ou seja, um diagnóstico equivocado traz mais sofrimento ao paciente.

É justamente daí que surge a queda de cabelos causada pelo estresse. Ademir usa como base estudos recentes para explicar melhor. “As pesquisas mostram que os folículos pilosos/capilares respondem ao cortisol reduzindo sua taxa de proliferação celular na raiz do cabelo, ou seja, os cabelos crescem menos e podem até parar de crescer sob a ação do cortisol. Mais que isso, os próprios folículos parecem produzir cortisol, função que exercem para sua autorregulação. Nestes casos, as próprias células das raízes dos cabelos podem diminuir suas atividades ou parar de trabalhar por controle próprio em função do cortisol”.

Para além dos cabelos, a gama de problemas possíveis a partir do excesso de cortisol por tempo prolongado é preocupante. Entre eles:
-Diminuição da testosterona;
-Perda de massa muscular;
-Diminuição do apetite sexual;
-Aumento do peso;
-Aumento das chances de osteoporose;
-Riscos para Síndrome de Cushing.

O cortisol em níveis normais tem seus benefícios como na regulação da pressão arterial, dos níveis de açúcar do sangue e do humor. Atua no manejo de carboidratos, proteínas e gorduras do corpo e fortalece a musculatura do coração, isso explica a importância desse hormônio quando o assunto é energia e disposição. Além disso, no que se refere aos cabelos, para que eles continuem em plena produção e firmes no couro cabeludo o cortisol deve estar cumprindo bem seu papel para que esse funcionamento contribua na digestão, no ciclo menstrual, no equilíbrio do peso, entre outros pontos relacionados ao metabolismo.

“A avaliação do nível de cortisol na consulta de cabelos é sempre importante e esclarecedora, não só para diagnosticar quadros leves de elevação deste hormônio que podem causar a queda capilar, mas também para a identificação de problemas mais significativos dentro do ponto de vista da saúde do indivíduo como um todo”, segundo o tricologista.

Manter os níveis hormonais em harmonia é o ideal. Há casos onde são necessárias abordagens e tratamentos mais prolongados com equipe multidisciplinar. Independentemente disso, vale mencionar que o combo alimentação saudável e exercícios físicos também se aplica para o controle do cortisol com uma extensão de benefícios que alcança os neurotransmissores cerebrais que são super bem-vindos. Trata-se do trio: serotonina, dopamina e endorfina que com uma rotina de 20 minutos de atividades físicas diárias já têm sua produção incentivada. Isso é um consenso entre profissionais.

Fonte: Ademir C. Leite Jr. é médico e tricologista. Certificado pela Internacional Association of Trichologists (IAT) da qual é membro e diretor. É Diretor Científico do CAECI Educacional, Consultor de desenvolvimento de cosméticos e suplementos nutricionais, além de ser Mestre em Psicologia Clínica pela PUC-SP.

Colorir pode ser muito eficiente para sua saúde mental

Promover a atenção plena e aliviar o estresse são alguns aspectos promovidos pelo ato de colorir

Se mostrando uma ótima prática de boa saúde mental, o ato de colorir deixou de ser conhecida apenas como uma atividade simples e divertida para crianças, e passou a ser uma ferramenta bastante popular entre os adultos.

Enquanto os livros para colorir infantis contêm ilustrações simples e de personagens de desenhos, os para adultos têm padrões detalhados de flores, artes, mandalas ou animais. Eles estão disponíveis para compra e também é possível imprimir páginas para colorir gratuitamente por meio da Internet. Para as pessoas que preferem uma versão digital, muitos aplicativos com essa atividade estão disponíveis para dispositivos móveis.

Mas o que faz com que as atividades de colorir sejam tão populares entre os adultos? O profissional da Mayo Clinic Joel Bobby  licenciado em psiquiatria e psicologia aponta os motivos:

Colorir pode melhorar a saúde ao:

Foto: SelfSetFreeLiving

Promover a atenção plena

Colorir pode ajudar a ser mais atento. A atenção plena é a habilidade de se concentrar e permanecer no momento. Por exemplo, ao se concentrar na escolha da cor e em ficar dentro das linhas, você está pensando apenas agora. Você pode silenciar os ruídos ao seu redor e dar à sua mente o presente de se concentrar apenas nos movimentos, sensações e emoções do momento atual.

Pratique não pensar demais e realizar a tarefa sem criar expectativas, apenas vivenciando o momento. Se a sua mente divagar, o que é normal, volte suavemente para o que está fazendo. Ao colorir, você usa partes do cérebro que melhoram o foco e a concentração. O que torna a atividade uma oportunidade para você se desconectar de pensamentos estressantes.

Aliviar o estresse

Colorir é uma forma saudável de aliviar o estresse. Ela acalma o cérebro e ajuda a relaxar o corpo. Isso pode melhorar o sono e a fadiga e diminuir dores no corpo, frequência cardíaca, respiração e sentimentos de depressão e ansiedade.

Embora colorir não seja a cura definitiva para o estresse e a ansiedade, sentar-se para colorir por um longo tempo tem grande valor. Ao colorir, preste atenção ao ritmo da sua respiração, respire de forma firme e completa usando o diafragma e observe sua frequência cardíaca periodicamente, se puder.

Aceitar a imperfeição

Não há maneira certa ou errada de colorir, pois não se trata de uma atividade competitiva, então não há pressão para “aumentar o nível”, ganhar um prêmio ou melhorar seu tempo. Você pode colorir pelo tempo que quiser. Você não precisa terminar um desenho de uma vez só.

Tente se livrar dos julgamentos ou expectativas e curtir a beleza simples de colorir. Não importa se o seu desenho está organizado ou bagunçado. A única coisa que importa é que você se divirta e relaxe enquanto estiver colorindo.

Outras formas de aliviar o estresse

Algumas pessoas não acham que colorir é relaxante ou agradável, especialmente aquelas que não gostavam dessa atividade quando eram crianças e não há o menor problema nisso.

Outras formas divertidas de aliviar o estresse incluem:

  • Passar um tempo com um amigo de quatro patas.

Não é nenhum segredo que os animais de estimação nos alegram. Eles têm amor incondicional, estão sempre felizes em nos ver e são adoráveis. Passe um tempo de qualidade com um animal de estimação, ou seja voluntário em um abrigo para animais, caso você não tenha um.

  • Mergulhe em um livro.

Ler é uma ótima forma de relaxar. Assim como colorir, ler ajuda a se conectar no momento presente e a esquecer o trabalho ou outros fatores estressantes.

  • Massagear os lóbulos das orelhas.

Fazem massagem em pontos de pressão nos lóbulos das orelhas produz uma sensação calmante e relaxante sobre o corpo. Faça isso por alguns minutos e você pode começar a sentir um pouco de alívio.

  • Movimentar-se.

Executar seus melhores passos de dança junto com a sua música favorita pode ser terapêutico para muitas pessoas. Se você dançar durante a maior parte do tempo da música, também pode dizer que praticou um pouco de exercício físico.

  • Respirar profundamente.

Respirar profundamente é uma ótima forma de reduzir a resposta do seu corpo à percepção de ameaças. Inspire pelo nariz por cinco segundos e expire por dois segundos. Em seguida, solte a respiração pela boca por cinco segundos.

Sobre a Mayo Clinic

A Mayo Clinic é uma organização sem fins lucrativos comprometida com a inovação na prática clínica, educação e pesquisa, fornecendo compaixão, conhecimento e respostas para todos que precisam de cura. Visite a Rede de Notícias da Mayo Clinic para obter outras notícias da Mayo Clinic.

Dicas para proteger a pele contra os efeitos do estresse

Cuidados de gerenciamento do estresse devem ser associados ao uso de produtos tópicos e suplementação oral para prevenir surgimento precoce de rugas, flacidez e manchas, além da piora de patologias como melasma, acne e psoríase

Durante a pandemia, aprendemos o real valor da saúde mental. Hoje, estratégias para o gerenciamento do estresse e da ansiedade passaram a fazer parte do dia a dia de grande parte das pessoas. “Para relaxar e desestressar, uma excelente estratégia é, por exemplo, fazer pequenas pausas durante o dia para descansar a mente, levantando a cada 2 horas para tomar água, olhar pela janela ou conversar. Outra dica é apostar na meditação ou no mindfulness, o que significa estar presente em todos os momentos, prestando atenção no agora e fazendo uma coisa de cada vez. E, claro, procure também sair da rotina e ter momentos de lazer, vale jogar cartas, ler um romance, dançar, cozinhar”, aconselha a cirurgiã plástica Beatriz Lassance, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

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Mas, independentemente das atividades empregadas para seu gerenciamento, é impossível fugir de momentos estressantes, visto que é um fator intrínseco a nossa rotina moderna e agitada. O problema é que esses períodos de estresse podem causar sérios danos ao organismo.

Por exemplo, cada vez mais estudos mostram o impacto do estresse na pele. “O estresse é um dos principais potencializadores do envelhecimento da pele. O tecido cutâneo não é somente um órgão de percepção desses períodos estressantes, mas também um alvo direto dos danos que causam. Isso porque existe uma conexão direta entre o cérebro e a pele, como demonstram pesquisas recentes”, explica a farmacêutica Maria Eugênia Ayres, gestora técnica da Biotec Dermocosméticos.

“Em momentos de estresse ocorre a produção de cortisol, conhecido como hormônio do estresse, que, em situações normais, sofre oscilações durante o dia de acordo com o ciclo normal de dia e noite do organismo. Mas, se os níveis desse hormônio permanecem alto por muito tempo devido a períodos prolongados de estresse, o organismo é demasiadamente estimulado, o que leva a um processo inflamatório associado ao envelhecimento acelerado da pele, além de causar um desequilíbrio do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal (HPA), que é responsável por controlar as reações ao estresse e está relacionado ao bom funcionamento de células como os queratinócitos epidérmicos, folículos pilosos, melanócitos, sebócitos e mastócitos, podendo então desencadear e agravar diferentes condições dermatológicas, como melasma, queda capilar, acne, psoríase e vitiligo.”

Logo, além de adotar medidas que vão atuar no gerenciamento dos momentos do estresse, é importante investir em produtos tópicos capazes de lidar com os efeitos do cortisol diretamente na pele. E, nesse sentido, formulações desenvolvidas com ativos como o Hyaxel se mostram especialmente eficazes.

“O Hyaxel é um ácido hialurônico fracionado vetorizado pelo silício orgânico que age a nível epidérmico para reduzir o impacto dos efeitos do cortisol, que, quando elevado, prejudica a proliferação e a diferenciação celular e o crescimento dos queratinócitos, levando à atrofia da epiderme e ao enfraquecimento da barreira cutânea. Então, o Hyaxel, além de diminuir essa ação do cortisol, intensifica o processo de renovação da camada mais superficial e fortalece sua função de barreira, aumentando a proteção contra agressores externos”, explica Maria Eugênia, que ressalta também que essa ação do Hyaxel ainda pode ser potencializada através de sua associação com P.B.R. (Pro Barrier Repair), um bioativo natural rico em triterpenos que restabelece e fortalece a barreira da pele, com melhora da proteção contra o meio e diminuição da perda de água. “O Hyaxel ainda apresenta poderosa capacidade de estimular a produção natural de ácido hialurônico, assim promovendo hidratação e conferindo ação preenchedora de rugas e linhas de expressão”, destaca.

Mas, mesmo com o tratamento tópico focado no combate aos danos do cortisol, é importante ainda fazer uso de suplementos orais que atuem contra os efeitos do estresse a nível sistêmico, protegendo o organismo e, consequentemente, a pele. “No tratamento oral contra o estresse, a associação entre Modulip GC, L-Teanina e Magnésio Citrato é uma excelente opção. Com ação neuroprotetora, o Modulip GC é uma molécula capaz de proteger as células e terminações nervosas e a rede neuronal e modular os efeitos do cortisol, regularizando seus níveis de acordo com o ciclo de dia e noite do organismo e auxiliando na redução do estresse, sendo assim um poderoso aliado no tratamento das diferentes patologias dermatológicas associadas a essa fator”, afirma a farmacêutica, que ainda aponta a L-Teanina como uma outra molécula atuante na redução do estresse, visto que é um agente relaxante sem sedação.

“O magnésio, por sua vez, desempenha funções importantes no sistema nervoso, auxiliando na transmissão nervosa e na condução neuromuscular, além de prevenir a excitação excessiva dos neurônios e consequente morte dessas células, o que está associado a distúrbios neurológicos. O Magnésio possui então um papel protetor contra esses distúrbios, incluindo estresse, ansiedade, enxaqueca e depressão”, diz Maria Eugenia. “A fórmula oral e a fórmula de uso tópico tem mecanismo de ação complementar. Logo, quando utilizadas em conjunto, são capazes de promover um tratamento global para potencializar o combate aos danos do estresse não somente na pele, mas no organismo como um todo, conferindo assim melhora geral da saúde”, finaliza.

Quando as doenças bucais são associadas a distúrbios emocionais

Sempre ouvimos falar que a boa saúde começa pela boca. De fato, isso é verdade, mas ela também envolve outros fatores, principalmente o bem-estar físico, emocional e psicológico. Quando algo não vai bem emocionalmente pode afetar também a rotina diária, os relacionamentos e acabar atingindo a saúde de um modo geral, incluindo a saúde bucal.

“Nossas emoções dependem de níveis flutuantes de neurotransmissores, que causam a ativação de diferentes partes do cérebro responsáveis por diferentes humores, ou ativam partes do cérebro que desencadeiam a estimulação do sistema nervoso autônomo. Se isto não estiver em equilíbrio há diminuição do fluxo salivar, alteração do paladar e sintomas e sinais bucais poderão ser desencadeados”, afirma Dulce Helena Cabelho Passarelli, cirurgiã-dentista, mestre e especialista em Estomatologia e Patologista Bucal, autora do Atlas de Estomatologia Casos Clínicos.

Segundo a especialista, muito do estresse que passamos no dia a dia pode refletir também na saúde bucal porque muitas doenças bucais são reflexo de um estado emocional em desequilíbrio. Sem perceber, o paciente passa a sofrer de bruxismo, que leva aos desgastes dentários, aumentando a probabilidade de levar a perda de dentes. Isso sem contar que maus hábitos alimentares e falta de higiene adequada também aumentam a incidência de cáries.

É preciso ficar de olho em alguns sinais do corpo:

  • Ansiedade: é comum ficarmos ansiosos quando há uma grande mudança na rotina ou na vida. Mas quando ela é excessiva pode fazer com que se descuide da higiene bucal, escovando os dentes muito rapidamente, o que pode causar gengivites (inflamações nas gengivas), cáries e até retração gengival
  • Estresse: em excesso causa a diminuição da saliva e reduz a resistência às bactérias. Também faz com que o paciente force o apertamento e o ranger de dentes. Além disso, essa tensão pode levar a uma disfunção temporomandibular. Essa condição causa dor de cabeça e dificuldade de abrir e fechar a boca.

De acordo com a professora, tanto o sistema orgânico como o profissional são os responsáveis para diagnosticar doenças bucais de origem emocional. Mas não adianta tratar um e deixar o outro sem tratamento. “O diagnóstico preciso das doenças bucais direciona diferentes formas de tratamento e em alguns casos há necessidade de complementar os diversos tipos de tratamento, incluindo psicoterapia, entretanto este só pode ser indicado pelo profissional especializado”, aconselha.

Transtornos alimentares

Dos problemas emocionais comuns entre os brasileiros, destacam-se os transtornos alimentares, como a compulsão alimentar e a própria bulimia, quando em ambos os casos, o paciente consome uma grande quantidade de alimentos ricos em carboidratos, em especial, açúcar e não faz uma boa higienização após as refeições. Na bulimia há o agravo que após o consumo, o paciente se sente culpado e provoca o vômito como uma forma de expurgar o que consumiu. Ambos os casos podem levar a problemas bucais.

“Tanto a bulimia como a compulsão alimentar podem desenvolver doenças bucais. A bulimia em especial, pode provocar vômitos recidivantes e recorrentes que alteram o PH da saliva, causando desgastes dentários conhecidos como erosões”, explica. “A compulsão alimentar faz com que o paciente aumente a formação de biofilme ou placa bacteriana e consequentemente a cárie é instalada com muita facilidade”, considera.

De acordo com Dulce Helena Cabelho, o cirurgião-dentista é o profissional mais capacitado para diagnosticar doenças bucais e tratá-los. “Entretanto, alterações de fundo emocionais deverão ser tratadas por psicoterapeutas e psiquiatras, pela complexidade do tratamento”, afirma.

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Segundo a especialista, a prevenção sempre é o melhor remédio. Por isso, visitas constantes ao consultório odontológico, escovações diárias e corretas dos dentes, uso do fio dental após cada refeição fazem parte de uma boa rotina bucal. “Além disso, fazer uso de uma alimentação equilibrada com frutas, verduras e com pouca quantidade de sacarose (açúcar), hidratação constante. Evitar bebidas alcoólicas e tabagismo”, aconselha. “E em tempos de pandemia, manter a saúde emocional em equilíbrio, previne complicações bucais”, completa.

Fonte: Abimo

Dia Mundial de Combate ao Estresse: a forma crônica também afeta os rins

Estresse e reações descontroladas ao estresse também podem levar a danos nos rins. Como as unidades de filtragem de sangue do corpo, os rins são propensos a problemas com a circulação sanguínea e os vasos sanguíneos desencadeados pelo estresse crônico

O estresse é apontado por muitos como o mal do século. É difícil estar imune ao problema, que atinge cerca de 90% da população mundial, segundo a Organização Mundial da Saúde. Ligado ao envelhecimento, distúrbios do sono, doenças do coração e metabólicas, além de alterações de pele, o estresse também pode causar danos aos rins, conforme explica a médica nefrologista Caroline Reigada, especialista em Medicina Intensiva pela Associação de Medicina Intensiva Brasileira.

“Em situação de estresse, o cérebro estimula os nervos das glândulas adrenais para a secreção do cortisol, o que aumenta a pressão arterial e o nível de açúcar no sangue. Essa reação química, que é uma resposta do cérebro para proteger o corpo em uma situação de aparente perigo, quando em excesso, numa condição de estresse crônico, provoca a excreção pelos rins de fosfato em níveis fora do padrão, o que pode acarretar em fraqueza muscular, alterações na composição óssea e até mesmo na função renal”, diz a médica, que integra o corpo clínico de hospitais como São Luiz, Beneficência Portuguesa de São Paulo e Hospital Alemão Oswaldo Cruz.

De acordo com a médica intensivista, o cansaço excessivo físico e mental proveniente do estresse causa também prejuízos a órgãos vitais. “Exaustão, dificuldades em lidar com situações desafiadoras, sensações negativas e baixa produtividade são alguns dos sintomas da fadiga crônica. Em paralelo, há o comprometimento do funcionamento de órgãos vitais em função do descontrole hormonal causado pelo desequilíbrio nos níveis de cortisol, secretados pelas glândulas adrenais, localizadas uma sobre cada rim. É um ciclo vicioso, no qual fatores que bombardeiam o organismo e causam o cansaço crônico interferem no rendimento na jornada de trabalho, provocam apatia e desinteresse nas tarefas do cotidiano. E, ao mesmo tempo, afetam os tecidos do coração, pulmões, fígado e rins devido ao estresse oxidativo, danos celulares estruturais que podem prejudicar o funcionamento destes órgãos, vitais ao organismo”.

Em condições normais, a reação do corpo ao estresse não apenas ajuda com perigos ou crises imediatas, mas também pode servir como um motivador positivo ao lidar com os desafios da vida – quando canalizado adequadamente. “No entanto, quando seu corpo está sob altos níveis de estresse por longos períodos de tempo, essas reações físicas, se não forem controladas, podem prejudicar sua saúde. Os impactos combinados do aumento da pressão arterial, da frequência cardíaca mais rápida e do aumento de gorduras e açúcar no sangue podem contribuir para vários problemas de saúde, incluindo pressão alta, diabetes e doenças cardíacas e renais”, explica.

“Como as unidades de filtragem de sangue do seu corpo, seus rins são propensos a problemas com a circulação sanguínea e os vasos sanguíneos. A pressão alta e o açúcar elevado no sangue podem sobrecarregar os rins. Pessoas com pressão alta e diabetes correm maior risco de doença renal. Pessoas com doença renal estão em maior risco de doenças cardíacas e dos vasos sanguíneos. Se você já tem doenças cardíacas e dos vasos sanguíneos e doenças renais, as reações do corpo ao estresse podem se tornar cada vez mais perigosas”, enfatiza Caroline.

Portanto, a médica explica que qualquer pessoa que tem por objetivo prevenir doenças cardíacas e/ou renais, ou melhorar a saúde enquanto convive com doenças cardíacas e/ou renais, deve buscar formas de gerenciar o estresse. “Essa é uma parte importante da manutenção de sua saúde geral”, finaliza a médica.

Fonte: Carolina Reigada é médica nefrologista formada pela Faculdade de Medicina da Universidade de Santo Amaro, com residência médica na Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo e residência em Nefrologia no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Especialista em Medicina Intensiva pela Associação de Medicina Intensiva Brasileira. Instagram: @dracaroline.reigada.nefro

Confira os principais alimentos que auxiliam a saúde mental

Cacau, castanhas, vegetais e peixes são algumas das opções que oferecem magnésio e triptofano, elementos importantes na prevenção de ansiedade, estresse e depressão; Renata Guirau, nutricionista do Oba Hortifruti, explica como a dieta do mediterrâneo também pode contribuir e dá dicas de receitas práticas para incluir os alimentos no dia a dia

Atualmente, discussões importantes sobre saúde mental ganham cada vez mais espaço. E, além do acompanhamento profissional, os alimentos também exercem um papel fundamental na prevenção de quadros que afetam o bem-estar. Renata Guirau, nutricionista do Oba Hortifruti, ressalta que o estresse é um dos quadros mais presentes na vida das pessoas. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) ele atinge cerca de 90% da população mundial. No país, a taxa é de 70%.

Por isso, a especialista explica que uma alimentação balanceada é um dos principais fatores que contribuem para o equilíbrio da saúde mental, pois melhora a disponibilidade de energia, favorece uma boa produção de neurotransmissores e ajuda na qualidade do sono.

Alguns exemplos de alimentos mais indicados são as fontes de ômega-3, como salmão, sardinha e semente de linhaça, que possuem ação antioxidante e atuam na proteção direta das células do sistema nervoso. Já os vegetais são ricos em fitoquímicos – substâncias com propriedades antioxidantes, que auxiliam na redução do estresse oxidativo. “Cacau, banana, cereais integrais, carnes, castanhas e chás de ervas também são ótimas opções para incluir no dia a dia”, conta Renata.

Além disso, a nutricionista ressalta que esses grupos alimentares são ótimas fontes de magnésio e triptofano. “O magnésio é um mineral essencial ao nosso corpo e atua principalmente no relaxamento muscular, na melhora da qualidade do sono e nas sinalizações do sistema nervoso central. Já o aminoácido triptofano trabalha diretamente na produção de neurotransmissores relacionados ao bem-estar, como a serotonina. Ambos são muito importantes na prevenção de ansiedade, estresse e depressão, por exemplo”, explica.

Os benefícios da dieta do mediterrâneo

Você sabia que a dieta mediterrânea também pode ser uma grande aliada? Rica em vegetais, carnes magras, laticínios, azeites e castanhas, estudos científicos realizados em 2018 apontam que ela promove uma grande proteção ao nosso organismo, incluindo questões cerebrais. As pesquisas também sugerem que uma dieta equilibrada, rica em alimentos frescos, garante todos os nutrientes que nosso corpo precisa e minimiza o surgimento de diversas doenças.

Outro estudo publicado no PubMed, em 2020, analisou mais de 6 mil pessoas e mostrou que o consumo de 5 porções de frutas, legumes e/ou verduras por dia promove uma melhor qualidade de vida e reduz os sintomas relacionados a problemas de saúde mental.

Agora que você já sabe um pouco mais sobre a relação entre alimentação e bem-estar mental, que tal experimentar as dicas de receitas práticas e deliciosas que a nutricionista separou? Encontre o Oba Hortifruti mais próximo e cuide-se com alimentos variados e fresquinhos todos os dias!

Salada de rúcula com figo e nozes

Ingredientes:
½ maço de rúcula baby
½ manga cortada em cubos
½ xícara de nozes picadas
½ xícara de tomatinhos cereja
2 colheres de sopa de mel
2 colheres de sopa de mostarda Dijon
4 colheres de sopa de água
Sal e pimenta a gosto

Modo de preparo:
Para o molho, basta misturar o mel, a mostarda, a água, o sal e a pimenta. Monte a salada acomodando primeiro a rúcula, depois a manga e os tomatinhos. Finalize com as nozes e sirva com o molho de acompanhamento.

Docinho de tâmara

Ingredientes:
1 xícara de tâmaras sem caroço
2 bananas nanicas
1 colher de chá de cacau em pó
½ xícara de coco ralado

Modo de preparo:
Hidrate as tâmaras por 20 minutos. Em seguida, bata no liquidificador até formar uma pasta. Acrescente a banana, o cacau e o coco e bata até formar uma pasta ainda mais consistente. Se necessário, adicione mais coco ralado para chegar ao ponto de enrolar. Faça bolinhas e sirva em forminhas de brigadeiro.

Bolo integral de banana

Ingredientes:
2 xícaras de farinha de aveia
4 bananas nanicas
4 ovos
1 xícara de uvas passas
1 xícara de leite desnatado ou leite vegetal
1 colher de sopa de canela
1 colher de sopa de fermento em pó

Modo de preparo:
Deixe as uvas passas hidratando no leite por 20 minutos. Logo após, bata com os demais ingredientes no liquidificador, deixando apenas duas das quatro bananas para decoração.
Despeje a massa em uma forma, corte as duas bananas em rodelas e coloque por cima. Leve ao forno médio por cerca de 30 minutos.

Granola caseira

Ingredientes:
50g de quinoa em flocos
50g de aveia em flocos
50g de coco em lascas
50g de uva passa roxa
50g de damasco seco picado
50g de nozes picadas
50g de amêndoas picadas
50g de castanhas-do-pará picadas
1 colher de chá de canela
4 colheres de sopa de mel

Modo de preparo:
Misture todos os ingredientes e coloque em uma assadeira untada com manteiga sem sal. Leve ao forno médio por 20 minutos e mexa ao chegar na metade do tempo. Guarde em um pote tampado e consuma em até 10 dias.

Fonte: Obra Hortifruti

Pranayama: como a respiração alivia o estresse

Professor de yoga cadastrado no GetNinjas ensina exercícios respiratórios para lidar com a ansiedade

O yoga é uma prática cada vez mais popular por seu caráter holístico de bem-estar físico e mental em um cenário de pessoas ansiosas e deprimidas. Segundo um estudo realizado pela Universidade de São Paulo (USP), em 2021, entre 11 países o Brasil lidera nos casos de ansiedade (63%) e depressão (59%), seguido pela Irlanda e EUA. Dentre os malefícios físicos que os transtornos mentais oferecem é válido citar a dificuldade respiratória. De acordo com Victor Mazzoli, professor de yoga cadastrado no GetNinjas, a respiração fica desregulada – e assim como as atividades da mente influenciam no ato de respirar – e influencia o estado mental.

Foto:YogaInDailyLife

A prática de exercícios de respiração ajudam no controle da ansiedade. “Existe uma relação entre os ritmos respiratórios e os estados mentais. Tais mudanças no ritmo da respiração correspondem não só a mudanças no ritmo do coração, mas também a mudanças no potencial elétrico na superfície do cérebro”, comenta Victor. No universo dos exercícios respiratórios há técnicas conhecidas como Kryias (de purificação) e técnicas de Pranayama (de controle de respiração). Ambas podem ativar o sistema parassimpático e levar a um estado mais sedativo, promovendo um relaxamento.

Além de relaxar, a prática de técnicas de Pranayama também podem complementar o tratamento de doenças respiratórias e melhorar a capacidade pulmonar de ex-fumantes. No caso de condições pré-existentes como diabetes, hipertensão e problemas posturais, existem algumas restrições. Outro ponto a ser considerado é o de se exercitar sem a orientação de um professor. Ao ser realizado de forma incorreta, a prática pode causar danos para o corpo e para a mente. “Problemas podem surgir quando alteramos a respiração e não damos atenção a uma reação corporal negativa”, alerta o professor.

Na prática

Ekhart Yoga

Como o Pranayama é um dos membros do Yoga, é possível praticar os dois juntos ou até mesmo antes ou depois do exercício das posturas. Para praticar, é necessário manter a coluna ereta e encontrar uma posição confortável em que o corpo não perturbe a respiração. A postura do lótus com uma base triangular é a ideal, mas os iniciantes podem começar sentando-se em um banco afastado do espaldar, para poder manter o alinhamento da coluna. Apesar de poder ser feito em qualquer momento do dia, o ideal é que o praticante reserve duas horas antes do amanhecer, já que nesse horário a atmosfera está pura e calma.

No GetNinjas, é possível encontrar mais de 500 tipos de serviços, que são oferecidos por mais de 4,1 milhões de profissionais cadastrados na plataforma, entre eles, terapeutas holísticos, serviços de yoga, reiki, constelação familiar, acupuntura e entre outros.

Para mais informações sobre a contratação de serviços, acesse o site ou aplicativo do GetNinjas, selecione a categoria desejada e detalhe o tipo de serviço que necessita, tudo de forma gratuita. Após isso, é só aguardar o contato de até quatro profissionais, que irão te procurar por meio do e-mail ou telefone que foi disponibilizado, para realizar a negociação diretamente com o especialista e escolher qual deles pode atender melhor a sua solicitação.

O que leva mulheres a sofrerem mais com distúrbios do sono e de saúde mental?*

Questões relacionadas à saúde mental vêm sendo discutidas com cada vez mais frequência e aprofundamento, especialmente nos últimos anos. É perceptível que as pessoas estão mais preocupadas com sua saúde emocional e, mais importante, buscando ajuda para resolver seus problemas. Já foi-se o tempo em que era “aceitável” subestimar condições clínicas relevantes como ansiedade, depressão e, cada vez mais popularmente, também os distúrbios do sono, como é o caso da insônia.

Uma pesquisa realizada pela startup Vigilantes do Sono apontou que as mulheres são a maioria em queixas de problemas de sono, ansiedade e depressão. São alguns os porquês disso, mas talvez de maneira central, esteja o fato de muitas mulheres precisarem conciliar os afazeres domésticos com as tarefas da vida profissional, gerando assim, um excesso de estresse pela alta demanda de trabalho. Além disso, de forma preponderante, há uma maior predisposição fisiológica das mulheres para desenvolverem insônia, pelas oscilações hormonais que enfrentam mensalmente.

Dentre os usuários da Vigilantes do Sono, apesar da maioria ser mulher (78%), a diferença na proporção de insônia grave entre mulheres e homens é um pouco menor do que na população geral. Uma análise incluindo 11.579 pessoas (9.043 mulheres) que fizeram a avaliação basal de triagem da insônia dentro do aplicativo, a partir do Índice de Gravidade de Insônia (IGI), constatou que 13% das mulheres e 8% dos homens fazendo o programa consideram sua insônia grave, enquanto 49% e 45%, respectivamente, consideram a gravidade moderada e 33% e 40% consideram leve.

A insônia é um problema real, assim como a síndrome do sono insuficiente, ambas cada vez mais frequentes, particularmente em grandes cidades. Mais do que isso, são condições subestimadas. Não se pode normalizar noites mal dormidas. Uma vez que o quadro mais grave da insônia é atingido, ou seja, quando se torna crônica, a condição afetará a rotina e as tarefas diárias e há muitas consequências relevantes para a saúde, sendo extremamente importante buscar ajuda profissional. Neste ponto, é bastante provável que só com a ajuda de um profissional especialista em sono o problema pode ser solucionado.

Muitos estudos em diferentes países e populações apontam que as mulheres se preocupam mais com problemas de sono em relação aos homens. Elas percebem a insônia como mais grave e, de fato, costumam vivenciar os sintomas com mais frequência e de modo mais recorrente. Segundo dados do estudo Episono, do Instituto do Sono e Unifesp, 21% das mulheres e 9% dos homens que vivem em São Paulo se queixam de uma síndrome de insônia, apresentando sintomas com uma frequência maior do que três vezes por semana e sofrendo impacto significativo sobre o funcionamento físico e mental.

De acordo com os principais consensos e diretrizes médicas do mundo, a Terapia Cognitivo-Comportamental para Insônia (TCC-I) é o tratamento mais eficaz, atingindo melhores resultados do que o obtido com remédios para dormir, ainda que possam demorar um pouco mais. Isso porque ela atua nas causas da insônia. Embora ainda haja um mito acerca das pílulas mágicas que “resolvem” a falta de sono, a TCC-I é uma técnica desenvolvida há mais de 40 anos e que, comprovadamente, funciona.

Há casos, porém, em que ela não funciona sozinha e é preciso intervenção psicológica concomitante, podendo haver indicação do tratamento farmacológico. Os indutores de sono, entretanto, cada vez mais sabemos que, se não manejados adequadamente e com indicação precisa, podem realmente se tornar um problema ainda maior, por causarem dependência e poderem levar ao abuso, já que vão perdendo o efeito ao longo do tempo.

As chamadas técnicas cognitivas ajudam a promover mudanças em pensamentos sobre o sono e, principalmente, em relação à percepção das consequências da falta de sono no funcionamento diurno. A restrição do sono significa ajustar o tempo e os horários que se fica na cama. No entanto, esse processo não é simples e requer adaptações na vida e, muitas vezes, treino de auto percepção. É um trabalho a ser desenvolvido no médio e longo prazo.

No caso de sintomas de depressão, como tristeza recorrente e uma sensação de inabilidade para fazer as atividades do dia a dia, as mulheres também se queixam mais e, em geral, por razões semelhantes, ligadas ao acúmulo de funções e sobrecarga física e mental. Entre as pessoas que fazem o programa da Vigilantes do Sono, aproximadamente 17% dos homens e 24% das mulheres alegaram problemas de depressão, o que representa um aumento relativo de 40% na proporção dos sintomas entre as mulheres. O mesmo acontece com sintomas de ansiedade, relatados por 37% dos homens e 53% das mulheres.

Sempre foi importante diagnosticar e tratar a saúde mental , no entanto, com a pandemia, muitas incertezas passaram a rondar nosso cotidiano, prejudicando ainda mais nossa capacidade de regulação emocional, e isso pode nos deixar mais suscetíveis ao desenvolvimento de distúrbios. Além das notícias trágicas, que passamos a consumir com mais frequência, o isolamento gerou um acúmulo de atividades domésticas e profissionais para a maioria das mulheres, trazendo um grande estresse, talvez um dos principais fatores responsáveis pelo aumento expressivo em quadros de ansiedade, depressão e insônia, que pode muitas vezes ser a própria causa de agravamento e instalação de um distúrbio ou quadro psiquiátrico mais grave .

*Laura Castro, sócia-fundadora e diretora de psicologia na Vigilantes do Sono. Psicóloga clínica e consultora. Formada em psicologia pela Universidade Estadual de Londrina. Sua área de pesquisa no mestrado foi Medicina e Biologia do Sono. Atuou como pesquisadora, estatística e gerente administrativa de operações no Instituto do Sono. É psicóloga do sono pela Associação Brasileira do Sono e Sociedade Brasileira de Psicologia, com mais de 15 anos de experiência.

Brasileiros afirmam estar mental e fisicamente afetados em razão da pandemia, diz pesquisa

91% dos colaboradores declaram que seria bem-vinda a ideia de receber algum tipo de apoio que os ajudasse nessas frentes; Pesquisa foi feita em oito países, incluindo o Brasil

Os colaboradores das empresas brasileiras foram severamente impactos com o isolamento social imposto pela pandemia quando comparado com outros países. Dentre os entrevistados, 29% informam que a saúde mental está em nível abaixo do que o normal e 26% declaram queda também no bem-estar físico. No mundo, essa média cai para 15%.

Para 70% da amostra que afirmam estar com o bem-estar mental afetado, a principal causa está ligada à ansiedade gerada pela pandemia, enquanto 68% estão ansiosos a respeito do futuro e 52% preocupados com a sua saúde e com a das pessoas com quem convivem. Dentre aqueles que buscaram reagir diante do desafio, 30% escolheram a prática esportiva e 26% soluções médicas.

Já entre os que afirmam estar com o bem-estar físico afetado, 65% declaram que a razão é a prática de menos exercícios físico; 40% comem de forma menos saudável e 22% consomem mais bebidas alcoólicas. Essas são algumas das principais conclusões da pesquisa global O Futuro da Vida no Trabalho encomendada pela Sodexo em parceria com a Harris Interactive. A divulgação é comandada pela Sodexo Insights – plataforma da Sodexo Benefícios e Incentivos, que passa a ser oficialmente fonte de informação, tendências e análise para o mercado de benefícios.

Os dados do estudo revelam ainda que 91% dos trabalhadores gostariam de receber algum tipo de apoio de suas empresas nessas frentes. Entre os principais benefícios requeridos aparece em 1º lugar o plano de saúde, seguido da possibilidade de trabalhar de casa um ou dois dias da semana e, por fim, receber vouchers de refeições subsidiadas, cartões.

Quando questionados sobre como está a percepção dos trabalhadores em relação ao apoio das empresas, 25% dizem que não recebem equipamentos ou ferramentas necessárias para trabalhar de casa; 27% não têm programas de bem-estar; 30% dizem não receber suporte de saúde mental; 31% não têm benefícios ou programas de recompensa; 33% não têm subsídios para a compra de alimentos quando em home office; 35% não têm serviços de saúde ou de atividade física quando estão trabalhando de casa; 37% não têm serviço de creche para os filhos; e 39% não contam com subsídios de refeições prontas quando em home office.

Nesse contexto de pandemia, Renato Pelissaro, diretor de marketing e produtos da Sodexo Benefícios e Incentivos, alerta que se faz necessário às empresas voltarem seu ollhar ao que se refere ao universo da saúde de seus colaboradores e também às necessidades de infraestrutura para uma execução adequada do trabalho.

“Hoje é dever das companhias ofertarem benefícios que atendam o trabalhador em todas as suas necessidades que vai desde às de saúde física e mental, como o auxílio psicológico e acesso à alimentação de qualidade até incentivos direcionados ao home office, como por exemplo, a compra de uma cadeira adequada de trabalho. Quanto mais estruturado for esse ambiente de trabalho em casa, mais produtivo o colaborador será. E essa produtividade pode ser até melhor de quando se estava na empresa”, afirma Pelissaro.

Metodologia da pesquisa

A pesquisa O Futuro da Vida no Trabalho foi encomendada pela Sodexo em parceria com a Harris Interactive em oito países: EUA, Inglaterra, Espanha, França, Austrália, Alemanha, China e Brasil. Ao total, foram entrevistadas 4.800 pessoas.

Brasil

Foram entrevistados 600 adultos inseridos no mercado trabalho local entre os dias 11 e 21 de junho de 2021. Os resultados trazem aprendizados que indicam comportamento social e respostas às demandas atuais da sociedade.

Fonte: Sodexo Insights

Psicóloga e especialista do sono aponta 4 motivos que podem causar insônia

A insônia é um dos quadros mais graves do sono e que afeta milhares de pessoas no Brasil e no mundo. Apesar de não ser o único problema relacionado ao sono, é certamente um dos mais presentes na vida de quem não consegue dormir.

Para Laura Castro, psicóloga e sócia-fundadora da Vigilantes do Sono, primeiro programa digital de terapia cognitiva-comportamental para insônia (TCC-I) no Brasil, noites de insônia podem ocorrer eventualmente e ter como causa motivos distintos. “Ter noites de insônia diante de acontecimentos que nos agitam é normal. A insônia é uma resposta comum ao estresse e ocorre quando ficamos em estado de alerta”, diz. A especialista aponta que a perda de sono também está bastante relacionada a certos hábitos, como exposição excessiva à luz ou irregularidade nos horários de dormir.

Mesmo com uma série de motivos que podem fazer com que o indivíduo não consiga dormir, Laura aponta que a insônia crônica deve ser encarada com mais atenção. “A insônia crônica, por outro lado, que consideramos clinicamente relevante, persiste por meses e a frequência com que ocorre também é um critério importante para o diagnóstico clínico”.

De acordo com a especialista, são diversos os motivos que podem levar ao quadro mais grave da insônia. De modo geral, entretanto, ainda que existam outras condições médicas envolvidas e desafiando o sono, como dores crônicas, estão em nossos hábitos as razões pelas quais os sintomas de insônia se perpetuam. Abaixo, ela destaca quatro dos principais fatores que podem causar a perda de sono.

Estresse

É uma das condições que mais afeta o sono e pode desencadear diversos problemas de saúde. Segundo Laura, questões como dificuldades no trabalho ou estudo, brigas ou problemas de relacionamento, acidentes ou traumas, o recebimento de um diagnóstico que ameaça a vida, a maternidade e a paternidade são todos acontecimentos comuns da vida que podem causar estresse que, por consequência, desencadeia problemas no sono. “Isso acontece porque ficamos em um estado de alerta, o corpo se prepara para responder com rapidez, liberando hormônios e substâncias que nos mantém acordados para pensar, repensar, planejar, ou que nos impede de chegar em certas fases do sono para encontrar memórias que nos assombram”, ressalta Laura.

Ansiedade

Bem como o estresse, a ansiedade coloca o indivíduo em uma situação de agitação que possivelmente afetará o sono. Isso acontece, inclusive, quando há expectativa para que algo bom ocorra, como a véspera de uma viagem ou a expectativa de promoção no trabalho.
“São coisas que, apesar de serem positivas, geram uma ansiedade para que o momento esperado chegue logo na maioria das vezes, mas tantas outras como receio pelo desconhecido. Isso costuma ser a causa de comportamentos e hábitos que atrapalham a higiene do sono e podem perpetuar quadros de insônia aguda”, aponta.

Obesidade

Há condições físicas e doenças que predispõem as pessoas a desenvolverem distúrbios do sono e, neste cenário, a obesidade é uma delas. A condição aumenta as chances de apneia do sono, que pode, posteriormente, causar insônia também. Laura ressalta a importância de exercícios físicos como forma de ajudar no combate tanto da obesidade como dos problemas de sono. “A atividade física pode operar milagres. É recomendável exercícios que fazem a gente suar a camisa e gastar bastante energia, assim como os que proporcionam relaxamento intenso, como os praticados na água. O cuidado importante, é não fazer atividade física próxima ao horário de dormir, principalmente para quem já sofre por insônia”, destaca.

Pandemia

Embora a insônia já fosse algo que atingia milhares de pessoas mesmo antes da pandemia, o cenário de incerteza que tem acompanhado a disseminação do vírus é, ainda, um catalisador para o problema. O momento atual, que impede o convívio social, trouxe instabilidade econômica para muitas famílias, além do luto para aqueles que perderam entes queridos, é único na história recente e tem impactado de forma significativa a qualidade do sono das pessoas. “Como já é sabido, a era em que vivemos impede que nos encontremos com amigos, nos deixa mais sedentários, uma vez que passamos a ficar mais tempo em casa, sem contar com o excesso de exposição às telas, o que para muitos é uma realidade. Todos esses pontos são prejudiciais não apenas para o sono, mas também para a qualidade de vida no geral. Precisamos nos observar em relação aos sintomas para que a insônia ou outros distúrbios do sono não prejudiquem o nosso dia a dia ou levem à doenças mais graves”, finaliza a psicóloga.

Fonte: Vigilantes do Sono