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Confira alimentos que ajudam a aliviar o estresse

Paulo Lessa indica seis opções de alimentos que aumentam o nível de serotonina no organismo e são ricos em vitaminas e aminoácidos

Atualmente, com a pandemia do coronavírus, vivemos um momento de estresse e ansiedade. No dia a dia, se torna cada vez mais difícil manter a calma, seja com os problemas mais simples. Uma das formas de aliviar esses sintomas é apostar em alguns alimentos que aumentam o nível de serotonina no organismo – substância responsável por regular nosso sono e melhorar nosso humor e bem-estar.

“Em meu consultório, tenho visto nos últimos meses que o estresse provoca uma bagunça nas emoções e de quebra ainda reflete na saúde. Acaba impedindo o paciente de viver a vida com mais leveza e os ataques de gula também são creditados a ele”, afirma o médico capixaba Paulo Lessa (@drpaulolessa). “Se não procurar ajuda, pode levar à depressão e síndrome do pânico, principalmente se estiver junto com ansiedade.”

Existem tratamentos e terapias para controlar o estresse, mas a alimentação também pode ajudar a domar este furacão interno. “Alguns alimentos contêm aminoácidos e vitaminas essenciais, que atuam diretamente na diminuição do estresse”, explica. A seguir, confira opções eficientes para aliviar o problema:

Chocolate

“O chocolate é rico em flavonoides, um tipo de antioxidante que favorece a produção de serotonina. Por conta disso, é tão amado e superefetivo na missão de diminuir o estresse”, aponta.

Banana

Uma das frutas mais populares do Brasil também é poderosa no combate ao estresse. “A banana também é ótima para atenuar os sinais de depressão e ansiedade. Além disso, proporciona saciedade graças ao seu teor de triptofano, que estimula a produção da tão desejada serotonina.”

Ovos

Outra alternativa possível de alimento é o ovo, pois também ativa o triptofano. “Uma vez no cérebro, o triptofano aumenta a serotonina. De acordo com um estudo do American Journal of Clinical Nutrition, o ovo também melhora o desempenho do cérebro por conta de um nutriente conhecido como colina. Presente na gema do ovo, é essencial para desenvolver a região relacionada à memória.”

Carboidratos

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Os carboidratos, provenientes dos cereais, seja na sua forma simples ou integral, também podem atenuar o estresse, assim como as frutas mais adocicadas. “Eles elevam o nível de açúcar no sangue, dando energia, bem-estar e disposição. O arroz, aveia, feijão, batata, mel, jabuticaba, uvas, maçãs fazem parte deste grupo alimentar.”

Carnes e peixes

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Segundo Lessa, as carnes e peixes são a melhor fonte natural de triptofano, aminoácido que, em conjunto com a vitamina B3 e o magnésio, produzem a serotonina. “Eles apresentam outro aminoácido, chamado taurina. Ele aumenta a disponibilidade de um neurotransmissor chamado Gaba, que o organismo usa para controlar fisiologicamente a ansiedade.”

Chás

Para se sentir mais calmo, uma possibilidade é o consumo de chás naturais. “Às vezes, até nos esquecemos da quantidade de soluções que a natureza nos oferece quando o assunto é saúde e bem-estar. O chá de erva-doce é ótimo para acalmar dores de cabeça, palpitações e estresse. Já o de camomila é famoso por ser calmante. Ele é eficiente porque possui a substância apigenina, que tem propriedades ansiolíticas e sedativas”, recomenda. As folhas do maracujá também são capazes de criar um chá super eficiente. “Nas folhas é que se encontra boa parte das substâncias capazes de trazer tranquilidade. Caso sua intenção seja um sono mais tranquilo, por exemplo, faça a ingestão do chá pertinho da hora de ir para a cama”, orienta o médico.

“Lembrem-se que chá verde, chá preto, chá de gengibre, hibisco, café e guaraná em pó devem ser evitados à noite, uma vez que podem atrapalhar seu sono e, com isso, piorar o quadro de ansiedade”, completa.

Fonte: Paulo Lessa

Cinco pontos para melhorar e dar uma nova vida à pele

Modificar seus hábitos e até introduzir uma nova rotina de cuidados podem fazer muito pela sua pele

O seu estilo de vida dita muita coisa na sua vida. Ele é o responsável por melhorar ou piorar sua saúde, inflamar ou curar o seu corpo, e até embelezar ou prejudicar sua aparência. Se você sente que a sua beleza está precisando de uma ajudinha, talvez seja melhor rever alguns hábitos – que podem ter relação com a rotina skincare ou até mesmo com alimentação e controle do estresse. Consultamos especialistas para indicar os 5 pontos prioritários para melhorar a qualidade da pele:

Proteja a pele: o protetor solar deve ser parte de sua rotina matinal como escovar os dentes – até mesmo no inverno e em dias encobertos, uma vez que as nuvens não conseguem bloquear os raios. “A exposição solar exacerbada de maneira aguda acaba provocando queimaduras e insolação, de forma que também imunodeprime a pele, favorecendo infecções como herpes simples. Já a exposição crônica ao sol acelera o envelhecimento cutâneo, representado pela flacidez e perda de viço da pele e provoca manchas brancas e marrons nas áreas expostas. Antes de nos preocuparmos com uma rotina que contenha ácidos e antioxidantes, devemos ter o hábito do uso regular do filtro solar: ele é o creme antienvelhecimento mais importante”, explica Daniel Cassiano, dermatologista da Clínica GRU Saúde e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Evite excessos: lavar a pele demais. Está aí um problema que vem preocupando dermatologistas, já que o hábito, praticado geralmente por quem tem pele oleosa, retira o manto de proteção da pele, deixando-a mais susceptível às ameaças externas, que podem desencadear acne, aumento de oleosidade por efeito rebote (de compensação) e até dermatites. Lavar o rosto em excesso pode ser tão problemático quanto não lavar o rosto o suficiente. “A nossa pele possui um manto lipídico, que é como se fosse uma ‘película lubrificante’ formada por água e óleo na sua superfície. Esse manto lipídico tem função de proteção e de preservar a hidratação e a saúde da pele. Limpar demais essa pele, sem repor a umidade, pode causar um ressecamento em um primeiro momento e depois a produção rebote de mais oleosidade. Além disso, nossa pele conta com um microbioma, uma ‘população’ de bactérias boas que nos protegem contra doenças e outros problemas, como ressecamento e sensibilidade da pele. A presença desses microrganismos mantém o pH da pele em equilíbrio. Mas usar sabonetes e cosméticos que reduzem demais essas bactérias pode deixar a pele desprotegida e suscetível a doenças de pele como a dermatite atópica e acne”, afirma Cassiano.

Foto: Pixabay

Coma com equilíbrio: a alimentação influencia muito na saúde da pele como um todo. “Uma dieta desequilibrada, com consumo excessivo de gorduras não saudáveis presentes em alimentos ultraprocessados, gorduras vegetais modificadas, gorduras saturadas de origem animal, frituras de imersão, alimentos pró-inflamatórios como açúcares em geral, doces em excesso, farinhas brancas e refinadas e ainda ingredientes alergênicos como os corantes, aromatizantes e conservantes artificiais, desequilibram o organismo aumentando o perfil inflamatório, também da pele, o que geralmente resulta em maior estímulo das glândulas sebáceas”, afirma a médica nutróloga Marcella Garcez, diretora e professora da Associação Brasileira de Nutrologia. “O desequilíbrio metabólico do organismo, por causa da alimentação inadequada além de aumento no perfil inflamatório, resulta também em aumento do estresse oxidativo”, completa. “O excesso de doces e açúcares na dieta, além da inflamação subclínica que atinge a pele, também é responsável por um processo chamado glicação, que é a formação de produtos de glicação avançada, que nada mais é que a glicose excessiva que se liga às proteínas que dão estrutura à derme, alterando suas funções e seu aspecto”, diz a médica. “Com isso, essas proteínas perdem a questão da maleabilidade, da flexibilidade, da sustentação e ancoragem da pele. O açúcar também está ligado, segundo estudos, ao aparecimento de manchas”, afirma o dermatologista Abdo Salomão Jr., membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia. Esse envelhecimento induzido pela alimentação pode ser revertido com ajuda de procedimentos estéticos, como Pico Ultra 300, um laser de picossegundos que trata a pele de maneira global para clarear e rejuvenescer, combatendo flacidez, textura e rugas.

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Controle o estresse: estresse também afeta nossa pele de maneira importante, segundo o dermatologista. “Uma pele que vive sobre descargas constantes de adrenalina e outros hormônios como cortisol e prolactina, pelo desequilíbrio em cascata, tem seu estado inflamatório persistente potencializado, já que esses hormônios fazem com que nossas células tenham um tempo de vida e atividade diminuídas, acarretando perda da longevidade. A acne também é uma manifestação comum ocasionada pelo estresse e seus fatores associados, que além disso provocam a aceleração do envelhecimento biológico”, diz o médico.

Livre-se dos vícios: consumo de cigarro induz ao envelhecimento, já que as substâncias tóxicas presentes estão associadas à vasoconstrição periférica por um período de dez minutos, o que diminui o fluxo sanguíneo para o tecido cutâneo e cabelos. “O consumo de álcool prejudica o organismo através de surtos imediatos e efeitos a longo prazo do envelhecimento, e deve ser evitado”, diz a cirurgiã plástica Beatriz Lassance, membro do Colégio Brasileiro de Medicina do Estilo de Vida. “Quem ingere álcool em excesso, sente muita sede, principalmente no dia seguinte. Isso acontece porque o organismo precisa de água para metabolizar o álcool. No entanto, se não houver água suficiente, o organismo busca nos tecidos periféricos a água para realizar o seu trabalho. E esse é o grande problema, pois a perda d’água afeta muitos órgãos, inclusive a pele, diminuindo o viço e colaborando para o ressecamento e a descamação”, explica. O álcool aumenta o inchaço e sangramento, além de ressecar a pele e piorar a qualidade do sono – o que também interfere na capacidade de reparo da pele.

Mudar os hábitos é uma boa estratégia, mas para conseguir tratar e reverter os efeitos do envelhecimento, quando eles são mais intensos, é necessário consultar o médico. Apenas ele poderá realizar uma avaliação de sua pele e indicar a melhor rotina de cuidados para te ajudar as alterações por meio dos cuidados skincare e tratamentos em consultório. “Além disso, podem ser indicadas algumas substâncias via orais, como FC Oral, que tem ação anti-inflamatória importante, e outros nutrientes como Vitamina C, Resveratrol e InCell para melhorar o aspecto da pele”, finaliza a nutricionista Luisa Wolpe Simas, consultora de nutrição integrada da Biotec Dermocosméticos.

Ansiedade no trabalho: confira dicas de como resolver

No passado, o tema saúde mental era considerado um tabu. Hoje, porém, discussões sobre o assunto não são apenas necessárias, como é também uma questão a ser trabalhada diariamente nas organizações junto com os líderes e departamentos de RH.

Sabendo que mais de 970 milhões de pessoas em todo o mundo têm algum tipo de problema de saúde mental, não é difícil entender por que essas conversas são tão importantes, afinal, a saúde afeta vários aspectos de uma organização, desde a produtividade até a sinergia dentro do local de trabalho.

A ansiedade, uma das causas mais recorrentes nas pessoas, é um termo amplo usado para descrever diversas condições, incluindo transtorno de ansiedade generalizada, transtorno do pânico, agorafobia e transtorno de estresse pós-traumático. Segundo um estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que o transtorno de ansiedade atinge diariamente 72% dos colaboradores de uma empresa, interferindo diretamente em suas vidas, no âmbito pessoal e, principalmente, profissional.

Um dos maiores desafios dos departamentos de recursos humanos e das lideranças das empresas é saber identificar quando um colaborador está com algum sintoma. Para isso, é muito importante prestar atenção à recorrência de sensações como: dificuldade de concentração, medo constante das coisas darem errado, fadiga, irritabilidade, tonturas, náuseas, palpitações cardíacas, sudorese, tensão muscular, falta de ar, dores de cabeça e boca seca.

“A ansiedade tem como característica principal um estado de preocupação constante, que se manifesta por meio de sintomas físicos e psíquicos, podendo comprometer a qualidade do sono e o bem estar da pessoa de uma forma geral. Níveis elevados de ansiedade podem trazer prejuízos funcionais a todas as áreas da vida do indivíduo, afetando desde seus relacionamentos até o trabalho”, afirma Luciene Bandeira, CEO e Responsável Técnica do Psicologia Viva, parceiro do Gympass.

Pensando nisso, o Gympass, plataforma completa de bem-estar corporativo, apresenta a seguir cinco importantes dicas de como combater a ansiedade no ambiente de trabalho. Confira:

Mova seu corpo

Estar atento a como o movimento o faz sentir e aos efeitos positivos dos hormônios liberados pode fazer muita diferença na maneira como você trabalha. Por isso, faça pausas: levante, respire, beba uma água, vá ao banheiro. Quando você faz uma pausa, seja porque está na hora ou porque você simplesmente sente necessidade, passe alguns minutos prestando atenção ao que está se passando pela sua mente e o que você sente.

Seja autoconsciente

Entenda quais são os gatilhos que geram ansiedade: mesmo que eles não possam ser eliminados de uma hora pra outra, conhecer e compreender essas razões ajuda a descobrir como agir e seguir em frente.

Tire folgas

Pesquisas mostram como pausas regulares são vitais para sua saúde mental, por isso, é muito valioso tirar um tempo para se distrair e reiniciar. Além de ajudar na sua saúde mental, essas pausas proporcionam mais tempo para refletir e ter autoconsciência.

Procure ajuda

Falar sobre ansiedade com uma pessoa que você pode confiar, seja um amigo ou um profissional, irá ajudá-lo a processar essas emoções intensas e a ter ideias para lidar com a situação. Não existe um momento errado para pedir ajuda. Fazê-lo quando precisa alivia potenciais sentimentos de culpa e pressão interna, além de fortalecer a confiança. O apoio profissional pode orientar uma empresa a construir uma equipe mais preparada, trazendo benefícios para todos. Programas de benefícios que sejam amplos, abrangentes, híbridos, múltiplas modalidades e formatos de cuidado com a mente e o corpo cumprem muito bem esse papel de manter todos os colaboradores motivados e um clima organizacional saudável.

Meditação Mindfulness (Atenção Plena)

Foto: SelfSetFreeLiving

Como uma característica marcante da ansiedade é a preocupação excessiva com o futuro, a Meditação Mindfulness, ou de Atenção Plena, é uma das formas mais eficazes para controlar este quadro. “Isto porque são técnicas com foco em vivenciar o momento presente, seja no trabalho ou na vida pessoal, trazendo a mente para o aqui e agora. Apesar de ser originada de filosofias orientais, inúmeros estudos médicos e científicos já foram publicados comprovando seus benefícios não apenas para redução de ansiedade, mas também para melhoria de foco e produtividade no trabalho”, afirma Rodrigo Roncaglio, CEO do Guia da Alma, plataforma de terapias holísticas parceira do Gympass.

Fonte: Gympass

Confira cinco problemas de saúde desencadeados pelo estresse e como se prevenir

Estado de estresse por longos períodos pode ser prejudicial à saúde; entre as enfermidades que podem ser ocasionadas estão alergias, asma, transtornos intestinais e até infarto

A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que cerca de 90% da população mundial sofre com o estresse. No Brasil, a preocupação também é grande: segundo um levantamento da Associação Internacional do Controle do Estresse (Isma), somos o segundo país do mundo com o maior número de pessoas sofrendo deste mal.

“O estresse é uma resposta física do nosso organismo a um estímulo. Quando estressado, o corpo pensa que está sob ataque e aciona o modo ‘lutar ou fugir’, liberando uma mistura complexa de hormônios e substâncias químicas como adrenalina e cortisol para preparar o corpo para a ação física”, explica Lívia Salomé, médica especialista em Medicina do Estilo de Vida pela Universidade de Harvard e vice-presidente da Regional Minas Gerais do Colégio Brasileiro de Medicina do Estilo de Vida.

Segundo ela, a manutenção de um estado de estresse por longos períodos pode ser prejudicial à saúde, já que as alterações hormonais causam outras modificações no organismo. Entre elas, aumento da tensão muscular, modificação da flora intestinal, diminuição do sistema imune, prejuízo no funcionamento dos vasos sanguíneos e alterações no metabolismo de gorduras e açúcares.

A lista de enfermidades que podem ser ocasionadas pelo estresse é bem extensa e abrange desde alergias nervosas, infecções causadas por baixa imunidade, asma, doenças intestinais e cardiovasculares até transtornos alimentares.

Confira apenas algumas doenças que podem ser desencadeadas pelo estresse, de acordo com a médica:

1 – Transtornos alimentares
Quando o corpo está sobrecarregado ou fora de controle, tenta encontrar maneiras de lidar com esses sentimentos desagradáveis por meio da alimentação, desencadeando problemas como compulsão alimentar ou anorexia.

2 – Asma
O estresse está entre os fatores desencadeantes das crises de asma, doença inflamatória das vias aéreas porque provoca o estreitamento dos brônquios (pequenos canais de ar dos pulmões), o que dificulta a passagem do ar, comprometendo a respiração e tornando-a mais difícil.

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3 – Alergias e problemas de pele
A pele é um dos órgãos mais afetados pelo estresse. “A alergia nervosa pode ser caracterizada por lesões do tipo eczema, ou seja, placas vermelhas e ásperas, algumas vezes, com pequenas bolhas e tendo a coceira como principal sintoma”, explica a especialista em Medicina do Estilo de Vida.

4 – Doenças cardiovasculares
O estresse pode fazer com que as artérias e as veias se comprimam, resultando em uma diminuição do fluxo de sangue, batimentos cardíacos irregulares e até enrijecimento das artérias. Isto aumenta o risco de formação de coágulos, má circulação, AVC, aumento da pressão arterial e até infarto.

5 – Síndrome do intestino irritável e prisão de ventre
O estresse pode provocar contrações anormais no intestino, deixando-o mais sensível a estímulos e causando flatulência, diarreia e distensão abdominal. Assim, quando o estresse é constante, o intestino pode ficar com estas alterações permanentes, resultando em síndrome do intestino irritável. “Em alguns casos, pode ocorrer o contrário: o estresse provoca alteração da flora intestinal, levando a pessoa a ir com menos frequência ao banheiro, contribuindo para o surgimento ou agravamento da prisão de ventre”, explica Lívia.

Como driblar o estresse

A médica recomenda bons hábitos no dia a dia para evitar que o estresse atrapalhe a saúde. Ela ressalta que é muito importante reconhecer nossas limitações e não se preocupar excessivamente com aquilo que não está em nossas mãos: “Muitas pessoas deixam de compartilhar suas preocupações e acabam acumulando peso sobre suas costas – o que é extremamente prejudicial e pode desencadear um quadro de depressão e ansiedade”.

Além disso, ela ensina que praticar atividade física regularmente faz o cérebro liberar substâncias que auxiliam no relaxamento; sorrir mais induz o cérebro a produzir neurotransmissores ligados ao bem-estar e meditar influencia na química cerebral. “É preciso considerar que ter diversão é uma medida preventiva inigualável quando falamos em saúde cardiovascular”, alerta a especialista.

Por fim, ela indica que se priorize o sono. “É durante o descanso noturno que o corpo fortalece o sistema imunológico, libera a secreção de hormônios e consolida a memória, entre outras funções de extrema importância para o funcionamento correto do organismo”, diz ela.

Fonte: Lívia Salomé é graduada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), tem especialização em Clínica Médica e certificação em Medicina do Estilo de Vida pelo American College of Lifestyle Medicine. Atualmente, é vice-presidente da Regional Minas Gerais do Colégio Brasileiro de Medicina do Estilo de Vida (CBMEV).

Síndrome de Burnout: você pode estar doente e não sabe

Estresse demais no trabalho por um longo período de tempo pode causar Síndrome de Burnout, fique atenta

No início dos anos 1970, após se autodiagnosticar com um intenso esgotamento profissional recorrente, o psicanalista alemão Freudenberger, denominou esse mal como Síndrome do Esgotamento Profissional, logo depois passou a ser conhecido como Síndrome de Burnout, do inglês to burn out (podendo ser traduzido por “ser consumido pelo fogo”).

A Síndrome de Burnout, associada ao estresse extremo e contínuo no ambiente de trabalho, acaba gerando um estado de exaustão física, emocional e mental. Esse estresse pode ser causado pelas cobranças impostas pelos superiores, seja para cumprimento de horas e datas impossíveis para realizar determinado trabalho, pelo excesso de trabalho mental, por trabalhos em situações tensas ou que apresentam alto risco de acidentes, podendo levar até a morte, ou ambientes de trabalho desarmoniosos e opressivos.

Segundo Aline Machado Oliveira, psiquiatra e psicoterapeuta junguiana é importante que todos saibamos que merecemos ser respeitados em nosso ambiente de trabalho, e não devemos aceitar jornadas exaustivas ou qualquer tipo de desrespeito. Nossos superiores e colegas de trabalho não podem normalizar gozações, bullying ou outras situações constrangedoras. Se percebermos que nossos limites não estão sendo respeitados, devemos procurar o setor de recursos humanos da empresa, o psicólogo da empresa ou até mesmo o nosso sindicato.

Esse distúrbio psíquico que acaba afetando todas as áreas da vida da pessoa, por causa do acúmulo de trabalho envolvendo estresse contínuo e tensão emocional, atinge todos aqueles trabalhadores e profissionais de vários setores da sociedade, como médicos, enfermeiros, bombeiros, policiais, publicitários, operários que trabalham na construção de edifícios, cargos de elevada confiança e responsabilidade, enfim, qualquer trabalho em que há pressão intensa e constante pode levar o indivíduo a sofrer de Síndrome de Burnout.

Os principais sintomas são: cansaço mental e físico extremos, irritabilidade e agressividade, dificuldade de concentração e lapsos de memória, insônia, baixa autoestima, desânimo, depressão, dores de cabeça, sentimentos de fracasso e isolamento social.

“A Síndrome de Burnout também pode acontecer com profissionais liberais, quando eles impõem a si mesmos jornadas de trabalho exaustivas ou múltiplos empregos, como médicos, enfermeiros, advogados, e outros” – complementa Aline.

Para se evitar ou minimizar os impactos da Síndrome de Burnout é necessário que a pessoa tenha um momento para ela, para fazer aquilo que lhe dá prazer: ler, assistir filmes ou sua série preferida, passar o tempo com familiares, conversar com amigos, fazer passeios e viagens, enfim, ter aquele tempo de pausa. Muitas vezes só nos damos conta do problema quando já é tarde. Temos que conhecer os nossos limites. Isso é qualidade de vida. Devemos nos lembrar que não há dinheiro no mundo que compense a perda da nossa saúde.

“Em caso de dúvidas se a situação que está ocorrendo é ilegal, também podemos consultar um advogado. O importante é não esquecermos que, mesmo sendo funcionários de uma empresa e tendo obrigações, também temos direitos que devem ser respeitados” – finaliza Aline.

Caso você apresente os sintomas citados ou tenha suspeitas de que está acometida pela Síndrome de Burnout, deve procurar um psiquiatra para o adequado diagnóstico e tratamento.

Fonte: Aline Machado Oliveira é médica psiquiatra e especialista em Psicoterapeuta Junguiana. Membro da Associação de Psiquiatria do Rio Grande do Sul e da Associação Brasileira de Psiquiatria, atua há mais de 9 anos com psiquiatria clínica e psicoterapia. Atende presencialmente na cidade de Lajeado (RS) e também online.

Desconforto abdominal, queimação e dificuldade para digerir: o que pode ser?

Conheça a diferença entre azia, gastrite e úlcera, como fazer o diagnóstico e os tratamentos mais indicados

De acordo com a Federação Brasileira de Gastroenterologia (FBG), ao menos metade da população brasileira sofre ou já sofreu com sintomas de má digestão. Com a chegada da pandemia, as queixas de problemas digestivos também se tornaram recorrentes em muitos consultórios médicos. Isso porque fatores como alimentação, ganho de peso e ansiedade podem desencadear disfunções como azia e refluxo. Outro fator trazido pelo período, foi o incremento na prescrição de medicamentos anti-inflamatórios e corticoides, que podem levar a doenças mais graves como gastrite e úlcera.

Foto: MD-Health

A pirose, termo técnico para a azia, é a manifestação de refluxo do ácido estomacal para o esôfago, que pode ser causado, comumente, por situações como alimentação em excesso ou ricas em gorduras, molhos industrializados, ingestão de álcool, café, refrigerantes, tabagismo e, até mesmo, por altos níveis de estresse. De acordo com o médico credenciado da Paraná Clínicas, especialista em cirurgia do aparelho digestivo pela Universidade de São Paulo (USP), André Rodrigues Martim Neto, a mudança dos hábitos alimentares ajuda a controlar esses problemas.

“O controle de peso é fundamental no manejo do refluxo, uma vez que o ganho de peso habitualmente é um fator desencadeante de sintomas como pirose e queimação, principalmente, ao deitar e após as refeições. Alimentos ricos em gorduras e proteínas podem precipitar a sensação prolongada de distensão. Fazer as refeições em quantidades adequadas e balanceadas ajuda no controle dos sintomas e, ocasionalmente, permite a retirada da medicação nos casos de refluxo”, explica.

Quando os sintomas de azia e desconforto abdominal se tornam recorrentes, com náuseas e vômitos associados, pode ser um sinal de doença mais grave como gastrite ou úlcera. Nesses casos, o médico ressalta que a consulta com um especialista é mandatória para que todos os sintomas sejam investigados e esclarecidos.

“A gastrite é um processo inflamatório da mucosa do estômago. Já as úlceras são lesões escavadas profundas presentes no estômago ou duodeno e ambas podem ser causadas por anti-inflamatórios, corticoides ou pela presença da bactéria Helicobacter Pilory. O tratamento mais eficaz vai depender da causa de cada uma delas, sendo geralmente associado a remédios específicos como antimicrobianos e bloqueadores de produção de ácido”, indica o cirurgião.

Estresse, ansiedade e outras vulnerabilidades

Os episódios de estresse e ansiedade também são considerados gatilhos para o aparecimento de sintomas típicos de gastrite ou refluxo. Segundo o médico credenciado da Paraná Clinicas, mesmo que os exames do paciente estejam normais, é possível que fatores emocionais desencadeiem queimação, azia, dores abdominais, náuseas e sensação de distensão. Contudo, é preciso uma avaliação clínica para excluir causas orgânicas, manejar os sintomas e analisar a associação da crise a outras doenças funcionais.

Da mesma forma, existem pessoas que são mais suscetíveis a desenvolver doenças gastroenterológicas. Entre eles, estão os portadores de doenças reumáticas, articulares ou com dor crônica devido ao uso de anti-inflamatórios e corticoides com mais frequência. Outros grupos são lembrados pelo médico: “Populações com maior vulnerabilidade social estão mais expostas a contaminação pela H. Pilory e, consequentemente, mais propensas a lesões ulceradas gastroduodenais. O tabagismo e bebidas alcoólicas elevam as chances de gastrites, úlceras gastroduodenais e câncer de esôfago e estômago”, pontua.

Acompanhamento e tratamento

Foto: @gballgiggs via Twenty20

O acompanhamento de pacientes com gastrite e úlcera por um médico especializado é fundamental para identificar mudanças de comportamento, sintomas, indicadores de complicações ou apenas para o controle de medicamentos e ajustes alimentares. “Portadores de lesões ulceradas devem ser acompanhados por especialista para avaliar a cicatrização, excluir malignidade e confirmar a erradicação do H. Pilory, quando presente. Pacientes com dispepsia funcional e gastrites devem ser acompanhados de acordo com os sintomas após a exclusão de doenças orgânicas mais graves” destaca Martim Neto.

O especialista afirma ainda que a utilização de medicamentos por tempo prolongado com o objetivo de inibir parcial ou totalmente a produção de ácido pelo estômago é parte integrante no tratamento de lesões gástricas e também do controle dos sintomas, mas deve ser acompanhado por especialista para controle da dosagem e identificação precoce de eventuais efeitos colaterais indesejados. O médico conclui alertando que receitas caseiras, como água com limão ou bicarbonato, podem trazer alivio parcial dos sintomas, porém podem atrasar o diagnóstico dificultando o tratamento posterior.

Fonte: Paraná Clínicas

Pandemia aumenta casos de gastrite e síndrome do intestino irritável

No HCor, internações pelas doenças gastrointestinais cresceram 15%; cirurgião do aparelho digestivo do hospital relata maior presença de pacientes com esses quadros também nos ambulatórios

Estresse, má alimentação, ingestão de álcool e automedicação. Todas essas circunstâncias ampliadas durante a pandemia podem estar motivando o aumento de casos de gastrite e síndrome do intestino irritável (SII) neste último ano.

Um levantamento epidemiológico do HCor, hospital multiespecialista em São Paulo, apontou um crescimento de 15% nas internações de pacientes com um desses dois diagnósticos. Nos consultórios, segundo o cirurgião do aparelho digestivo da instituição, André Siqueira, o movimento não foi diferente. A análise utiliza dados de 2019 em comparação ao ano de 2020.“Temos visto no ambulatório um maior número de casos de pessoas com problemas gastrointestinais, sobretudo gastrite e síndrome do intestino irritável, que são doenças muito relacionadas ao estresse, de grande fundo emocional”, comenta.

Para o médico, no curto prazo, é possível que esses pacientes tenham apresentado dores de estômago e alterações do ritmo intestinal, por exemplo. Agora, com mais de um ano de pandemia, os quadros chegaram a diagnósticos mais específicos e até mesmo agravados.

Apesar de considerar as questões emocionais o principal fator para essa crescente de casos, Siqueira relembra que os hábitos alimentares da população durante o isolamento sofreram mudanças significativas, sem falar nos relatos de pessoas que passaram a consumir bebidas alcoólicas mais frequentemente – ou até diariamente.

“Vale lembrar também que o medo de procurar ambientes hospitalares e a tentativa de se prevenir da Covid-19 levou muita gente a se automedicar, e que alguns remédios têm como efeitos colaterais comuns impactos no aparelho digestivo”, destaca.

Gastrite e síndrome do intestino irritável: como diagnosticar

A gastrite é uma inflamação, infecção ou erosão no revestimento do estômago, podendo ser aguda (com duração de pouco tempo) ou crônica. O quadro é manifestado por sinais como indigestão, queimação, vômitos ou dores abdominais.

O diagnóstico da doença costuma considerar o histórico clínico do paciente e ser complementado com a realização de endoscopia. O exame é feito sob sedação, através de um tubo flexível que possui um chip responsável por capturar as imagens do sistema digestivo por meio de uma câmera.

Já a síndrome do intestino irritável, ou síndrome do cólon irritável, é um distúrbio na motilidade intestinal (capacidade que o intestino tem de realizar movimentos autônomos). A doença é caracterizada por episódios de desconforto abdominal, dor, diarreia e prisão de ventre, presentes pelo menos durante 12 semanas, consecutivas ou não.

Embora não exista um exame específico para diagnóstico da síndrome, alguns testes podem ser propostos para descartar a existência de doenças similares. São eles: exames de sangue, cultura de fezes e colonoscopias, esse último realizado também sob efeito sedativo, de forma indolor.

“A colonoscopia é um exame que permite observar o revestimento interno do intestino grosso e a parte final do intestino delgado. O procedimento requer dieta prévia e o uso de laxativos mais fortes para a limpeza do conteúdo intestinal, porém, para minimizar o mal estar durante a preparação, o paciente pode optar por fazer o preparo dentro do ambiente hospitalar, com acompanhamento especializado”, explica Paula Poletti, médica endoscopista do HCor.

Hábitos saudáveis e cuidados com a saúde mental

Algumas mudanças no estilo de vida podem melhorar o funcionamento do aparelho digestivo, tais como preferir os alimentos naturais – que possuem alto valor nutricional – e evitar os industrializados, que são extremamente calóricos e contêm aditivos artificiais que prejudicam a saúde.

Além disso, diminuir o consumo de sal, açúcar e gorduras hidrogenadas e aumentar a ingestão de fibras é recomendado em qualquer fase da vida.

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Dentre outros hábitos saudáveis, o cirurgião pontua a importância de comer devagar e mastigar bem os alimentos; não fazer refeições distraído, enquanto conversa, assiste televisão ou faz qualquer outra atividade; e tomar uma quantidade adequada de líquido ao longo do dia, para ter uma boa hidratação.

Fora da mesa, para combater o estresse, a recomendação é reservar alguns momentos do dia para relaxar, além de praticar exercícios regularmente e investir em boas noites de sono.

Fonte: HCor

Estresse atinge 90% da população mundial e traz diversos problemas para a saúde física e emocional

A pandemia da Covid-19 mudou drasticamente os hábitos da população. Seja em casa, cumprindo o distanciamento social e lutando para manter a saúde mental, ou na rua para quem tem a necessidade de trabalhar fora do lar, os dias estão sendo difíceis e equilibrar as emoções e não sofrer é um desafio. Esta sobrecarga de cobranças a respeito de quem devemos ser, o que devemos ter, entre outras questões, são fatores determinantes que causam estresse.

Considerada uma epidemia – condição que atinge 90% da população no mundo, de acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde) – a doença traz inúmeros problemas que abalam a qualidade de vida e a saúde, como dores de cabeça, queda de cabelo, ganho de peso, problemas gástricos, baixa imunidade, irritabilidade, dificuldade em se concentrar, falhas na memória, entre outros.

De acordo com Maria Julia Coto, consultora em nutrição da Abimapi (Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados), em situações de nervoso e ansiedade as pessoas liberam um hormônio chamado cortisol, produzido pela parte superior da glândula suprarrenal, que está diretamente envolvido na resposta ao estresse.

“Ao aumentar o nível de cortisol, o corpo tende a mobilizar rapidamente as reservas de energia, ocasionando mudanças no metabolismo e fluxo de sangue. Por consequência, algumas pessoas acabam comendo exageradamente como um mecanismo de fuga”, explica.

Dessa forma o estresse crônico contribui para o aumento de peso das seguintes formas:

  • Metabolismo: uma grande quantidade de cortisol pode retardar o metabolismo no corpo humano, levando ao sobrepeso. Para quem faz dieta, o hormônio pode deixar a perda de peso mais difícil.
  • Açúcar no sangue: o alto nível de açúcar no sangue aumenta a quantidade de energia disponível no corpo e pode causar alterações de humor, sensação de cansaço e problemas como a hiperglicemia, por exemplo.
  • Acúmulo de gordura: o estresse crônico pode provocar o armazenamento de gordura em áreas de risco, como abdômen e costas, no caso dos homens, e na região dos quadris, nas mulheres, aumentando as chances de desenvolvimento de enfermidades como infarto e diabetes.

É importante que as pessoas fiquem atentas à alimentação nos momentos de nervoso e ansiedade. “Mesmo na correria cotidiana ou em momentos de tédio é possível encaixar um plano alimentar que seja prazeroso, nutritivo e saboroso”, destaca Maria Julia. Para permitir que todos esses benefícios sejam atribuídos, é preciso entender os sinais do corpo seguindo alguns passos simples:

Sem neuras

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Saia de perto das dietas da moda e restritivas. A privação causada por elas, além de aumentar o estresse, podem gerar deficiência de alguns nutrientes. Procure um profissional da saúde capacitado, que possa te ajudar com uma reeducação alimentar específica para suas necessidades.

Entenda os sinais de fome e saciedade

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Muitas vezes estamos tão focados na rotina que não paramos para pensar se estamos nos alimentando da forma correta. Antes de começar a comer, pare e pense: “quanto de fome eu estou hoje?”. Durante a refeição, coma sem pressa, sentindo o sabor do alimento e a saciedade que o mesmo irá trazer aos poucos, e assim quando estiver satisfeito você saberá. Isso evita consumo em excesso ou em pouca quantidade, o que muitas vezes acaba causando desconforto durante o dia e descontentamento com o corpo.

Não desconte seus sentimentos na comida


Em dias estressantes, muitas vezes acabamos comendo sem pensar na quantidade, e no final, estamos passando mal e nos sentindo para baixo, preocupados com o efeito que os exageros vão causar no peso e na estética. Acabamos colocando alguns grupos ou alimentos, por exemplo os carboidratos, como “vilões”, mas na verdade a questão está nos nossos hábitos de uma forma geral.

Por fim, coloque como suas prioridades a saúde e a alimentação. Busque formas diferentes de eliminar todo o estresse, que não seja causando prejuízos a si mesmo. Use o tempo livre para fazer as coisas que gosta e evite levar trabalho para os momentos pessoais.

Fonte: Abimapi (Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados)

Estresse pode causar perda de apetite; veja cinco maneiras de lidar com o problema

O estresse pode causar um impacto dramático em nossos hábitos alimentares. E há pessoas que ficam sem se alimentar por longas horas ou dias, por conta da perda de apetite. Saiba como lidar com isso e recuperar o prazer pela alimentação saudável

Durante esse período sem precedentes, em que a pandemia continua a nos deixar esgotados mentalmente, todos estamos processando o estresse de maneira diferente. E há um impacto dramático disso em nossos hábitos alimentares.

“As alterações emocionais são as principais responsáveis pelos comportamentos alimentares equivocados nesses tempos de pandemias. Muitos buscam o conforto das suas emoções nos alimentos e bebidas, muitas vezes se encaminhando para consumos compulsivos. Outros, por insegurança e desinformação, restringem o consumo de grupos ou quantidades alimentares importantes para a manutenção da saúde no momento atípico. Enquanto outras pessoas ainda, rodeadas de problemas e preocupações, simplesmente esquecem de se alimentar por longas horas ou dias”, afirma a médica nutróloga Marcella Garcez, diretora e professora da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran).

Nesse último caso, algumas pessoas podem perceber que não importa o quanto de comida você prepara ou tenta abastecer a casa com os alimentos necessários para manter seu corpo saudável: ainda assim é difícil manter um apetite saudável. “Se for esse o caso, inicie o processo de recuperação do apetite, identificando seus estressores. Depois de fazer isso, avalie maneiras pelas quais você poderá reduzir o estresse; seja pedindo ajuda médica nutrológica, psicológica ou buscando controlar esse estresse”, completa a médica.

Segundo Marcella, a perda de apetite pode ser a resposta de luta ou fuga do seu corpo ao estresse e à ansiedade agudos e, a longo prazo, algumas pessoas podem recorrer à comida como alimento fonte de alívio do estresse. Em última análise, o que se resume é sintonizar como o estresse afeta seu corpo especificamente. Abaixo, a médica dá algumas dicas de como recuperar o apetite diante do imenso estresse:

Definir uma programação – se você ainda estiver tendo dificuldades depois de dar os primeiros passos para restaurar o apetite, tente fazer uma programação ou definir um alarme como um lembrete para comer. “Comece com os alimentos que você é capaz de tolerar e certifique-se de beber regularmente água”, diz a médica.

Concentre-se em alimentos fáceis de digerir – em termos de escolha de alimentos, é bom encontrar um equilíbrio entre o que você gosta e o que será fácil para o seu corpo digerir. “Quando a ansiedade aumenta, às vezes essa perda de apetite vem acompanhada de náuseas”, diz a médica, acrescentando que, se o que você está comendo atualmente é desagradável, definitivamente vale a pena mudar as coisas. Outro ponto importante: nesse período de alto estresse, evite o autojulgamento com seus desejos: “Dê a si mesmo um pouco de prazer. Se você está ansiando por alimentos que normalmente não come, permita-se apreciá-los. Pode ser exatamente o que seu corpo precisa. Às vezes, a comida traz lembranças agradáveis, uma espécie de nostalgia que nos faz sentir um pouco melhor”, diz a nutróloga.

Foto: Atul Prajapati/Pixabay

Aposte nos temperos – “O uso de ervas aromáticas e especiarias para acentuar os sabores e aromas pode ser uma ótima estratégia. Pimentas também podem ser utilizadas sem exageros”. A médica destaca alguns alimentos que aguçam o paladar e podem ajudar nesse período: “Podemos usar ervas aromáticas como salsa, cebolinha, coentro, manjericão, tomilho, alecrim, manjerona, alfavaca, orégano e especiarias como cúrcuma, gengibre, canela, mostarda, raiz forte, canela, cravo, pimentas, além de alho e cebola, que podem ajudar a acentuar o sabor dos alimentos, sem impactar negativamente em sua qualidade e ainda trazer funcionalidades, já que apresentam características anti-inflamatórias, antioxidantes e de reforço ao sistema imunológico”, diz a médica.

Experimente boas lembranças do alimento – tente um “comfort food”, ou seja, considere comer algo que você já gostou quando estava em um momento com as pessoas que ama. Vários alimentos podem ser considerados comidas de conforto, porque a sensação está vinculada a preferências e experiências individuais. Podem ser desde comidas caseiras, receitas de família, sobremesas tradicionais, até alimentos saudáveis, com composição, textura e temperatura agradáveis. “Esse conceito ganha cada vez mais adeptos no mundo, na linha contrária dos fast foods e das receitas super elaboradas. O principal conceito da culinária comfort é a simplicidade”, diz a médica. “Essa comida afetiva e confortável mexe com a memória e é ligada às boas lembranças, trazendo aconchego, ao remeter ao aroma da cozinha, da infância, de momentos e experiências especiais que ficam para sempre na memória. Ela confere inúmeros benefícios à saúde”.

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Busque aconchego também nos amigos – à medida que a perda de apetite persiste, é importante considerar o apoio externo. “As pessoas devem perceber introspectivamente como está a saúde mental. Com o apoio de um terapeuta, você pode aprender novas ferramentas e habilidades que podem ajudá-lo a lidar melhor com o estresse, a fim de garantir que você esteja comendo, dormindo e funcionando da melhor maneira possível”, diz a médica. “Além disso, mesmo que seja virtualmente, você pode conversar com amigos e amigas por meio de um brunch virtual. Todos vocês poderiam fazer aperitivos como se estivessem em um restaurante juntos. Esta é uma maneira de ajudar a obter um sentimento positivo ao comer novamente”, finaliza.

Fonte: Marcella Garcez é médica nutróloga, Mestre em Ciências da Saúde pela Escola de Medicina da PUCPR, Diretora da Associação Brasileira de Nutrologia e Docente do Curso Nacional de Nutrologia da Abran, Membro da Câmara Técnica de Nutrologia do CRMPR, Coordenadora da Liga Acadêmica de Nutrologia do Paraná e Pesquisadora em Suplementos Alimentares no Serviço de Nutrologiado Hospital do Servidor Público de São Paulo.

Saiba de que forma o consumo de chás pode ajudar no alívio do estresse e ansiedade

O estresse e a ansiedade fazem parte de qualquer lista dos principais males que atingem a população. É um problema global, que não escolhe raça, sexo, faixa etária nem condição social. Por isso, a busca por métodos que proporcionem o relaxamento está cada vez mais em voga. E alguns dos mais eficazes são oferecidos em forma de sachês.

No universo dos chás, há vários tipos que garantem resultados terapêuticos. Aliás, já faz muito tempo que a ciência provou que a bebida oferece outros benefícios à saúde.

“A forma como cada chá atua no organismo varia conforme as propriedades naturais da sua própria matéria-prima. Ou seja, o efeito calmante de alguns sabores são fruto daquilo que podem oferecer naturalmente. Não é medicamento”, explica Ana Paula Baptista, empresária e proprietária da empresa mineira especializada na fabricação de chás Soulchá.

Um dos mais conhecidos quando se trata desse efeito é o chá de flor de maracujá. O segredo de sua capacidade de diminuir o estresse e a ansiedade está nos flavonoides, que atuam diretamente no sistema nervoso, promovendo até mesmo o relaxamento muscular.

Foto: chamomileteaonline

“Outra opção é o chá de camomila, que além de terapêutico também é eficaz na melhora do sono. Ele ainda favorece a digestão, combate o colesterol ruim (LDL) e alivia as dores de cabeça”, afirma Ana Paula.

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“Uma dica: combine o chá de camomila com hortelã para intensificar a sensação de relaxamento. O mentol faz bem esse papel. Para prepará-lo, basta fazer uma infusão com folhas de hortelã e flores de camomila. Em seguida, peneire e desfrute”, indica.

Um terceiro chá bem conhecido é o de lavanda, que ajuda no combate à ansiedade, ao estresse, à insônia, às cólicas menstruais e às dores de cabeça. Seus compostos interferem diretamente no cérebro, ativando impulsos que elevam o humor e acalmam.

“É muito importante que os chás sejam associados a hábitos alimentares e de vida saudáveis, que contribuam para o desenvolvimento do equilíbrio necessário para deixar o estresse e a ansiedade exatamente no lugar que merecem: bem longe de nós”, conclui.

Fonte: Soulchá