Arquivo da tag: estresse

Doenças do home office: depressão, transtornos de ansiedade e burnout têm aumentando

Depois de mais de seis meses do início da quarenta vivemos o reflexo do isolamento social, provocado pela crise epidemiologia, econômica e social profunda sem precedentes – e dificilmente alguém sairá ileso dos impactos. Resultado: aumento de diagnósticos de depressão, estresse, esgotamento mental, pânico, transtornos de ansiedade. Além das dores na coluna, tendinites, agravamento de problemas circulatórios (varizes), obesidade e o próprio sedentarismo pode vir agravar a saúde como um todo.

Edwiges Parra, psicóloga, instrutora de Mindfulness MBCT-D, especialista em Recursos Humanos, nos últimos meses vivenciou o aumento por ajuda no seu consultório, com queixas de medo, ansiedade, depressão e muitas dores físicas, excesso de telas causadas pela pressão do trabalho e isso leva a um espiral de exaustão mental e o isolamento e/ou distanciamento acabam sendo agentes de gatilhos emocionais.

De acordo com os trabalhos desenvolvidos pela psicóloga em empresas, o público feminino vem apresentado aumentados níveis de estresse, na tentativa de equilibrar a vida pessoal (afazeres domésticos, cuidados com os filhos e relação conjugal) e vida profissional. Os líderes relatam sobrecarga de trabalho, maior esforço e mais tempo dedicado a realizar as tarefas da empresa. E a geração Z (nascidos após 1997) demonstra mais tédio, desânimo e insegurança com o futuro, o que é representado pelo impacto financeiro e ameaça ao desemprego.

“O medo pode se tornar um problema quando é excessivo, frequente ou quando surge em situações nas quais a maior parte das pessoas não o manifestaria. Nessas situações, ele pode se tornar exagerado ou irracional e, até patológico (desequilibrado), transformando-se em um transtorno de ansiedade ou uma ansiedade aguda, explica Parra.

Segundo a psicóloga os agentes estressores como desemprego, mudanças bruscas de condições financeiras, medo, excesso de telas, e jornadas extensivas de trabalho estão mexendo com o bem-estar mental acarretando:

Foto: Moritz320/Pixabay

Síndrome de Burnout – causado pelo excesso de trabalho. Trata-se do estado físico, emocional e mental de exaustão extrema, que resulta do acúmulo excessivo em situações de trabalho emocionalmente exigentes e principalmente estressantes, que demandam muita competitividade ou responsabilidade.

Transtorno de ansiedade – pode surgir como uma angústia e desencadear para crise de pânico ou depressão e interferem na vida da pessoa a ponto de paralisar a realização de tarefas e interações e relacionamentos. Provocam sintomas como sudorese, medo, aumento da frequência cardíaca e tremores.

O que as pessoas podem fazer para manter a boa saúde mental no home office:

Estratégias funcionais e adaptativas:

Shutterstock

• Exercícios de relaxamento
• Distração temporária durante as crises
• Exercício físico
• Conectar emoções e valores maiores
• Substituir uma emoção por outra agradável ou apropriada

Foto: SelfSetFreeLiving

• Consciência plena (mindfulness)
• Aceitação
• Atividades prazerosas
• Momentos íntimos compartilhados
• Alimentar-se de bons nutrientes

Adotar uma psicologia do estilo de vida que considere a respiração, consciência, movimento e a transcendência (senso de valor e propósito de vida) como norteadores integrados para uma vida com melhor longevidade, produtividade e bem-estar.

O que as empresas podem fazer para ajudar seus colaboradores:

É recomendável que empresas adotem medidas preventivas e de apoio para o próximo ciclo que vamos enfrentar, (a quarta onda), que exigirá adaptabilidade para a retomada aos postos de trabalho.

Medidas básicas que podem ser adotadas:

• Pesquisa Interna de monitoramento do nível de estresse
• Webinars ministrados por profissionais da saúde debatendo temas de saúde mental para todos os funcionários (esta é uma boa forma de psicoeducação)
• Webinars voltados especificamente para líderes para discutir temas específicos de gestão e explicitar a importância do autocuidado.
• Rodas de conversas internas (com a devida segurança)
• Programas de meditação mindfulness
• Incentivo a terapia online (para prevenção e apoio)
• Protocolos de intervenção nos casos em que houver um prejuízo ao bem-estar mental do colaborador.

Fonte: Edwiges Parra é psicóloga Organizacional, Terapeuta Cognitiva-Comportamental, Instrutora de Mindfulness MBCT-D e Colunista Você RH

Estresse, depressão e ansiedade são gatilhos das crises da SII, afirma médica

Marcella Garcez é médica nutróloga, mestre em Ciências da Saúde pela Escola de Medicina da PUCPR e diretora da Abran (Associação Brasileira de Nutrologia). Nesta entrevista, ela fala um pouco sobre a síndrome do intestino irritável e dá algumas dicas de alimentação e como ter uma vida mais saudável, mesmo tendo o distúrbio.

Ela começa explicando que síndrome do cólon irritável (outro nome dado à SII) é um distúrbio na motilidade intestinal, sem associação com alterações de estruturais do trato digestório, nem disfunções bioquímicas. Geralmente, se caracteriza por episódios de desconforto, dor e distensão abdominal, podendo estar acompanhados de diarreia e constipação.

Para Marcela, identificar a SII pode ser um pouco mais trabalhoso: “O diagnóstico não é fácil, pois ela pode ser confundida com algumas doenças mais graves, mas também não é tão difícil. O diagnóstico é essencialmente clínico, geralmente baseado nos sintomas, na ausência de sinais relevantes verificados no exame físico e, eventualmente, na visualização direta do intestino por meio de colonoscopia, para descartar diagnósticos diferenciais”.

Para ela, os casos têm se tornado mais comum em consultórios porque o estresse é um fator desencadeante importante e, claro, esse sintoma tem aumentado muito atualmente. “Doenças psiquiátricas como depressão e ansiedade também são gatilhos das crises”, admite a médica. “Assim como hábitos alimentares, como o consumo exagerado de alimentos ultraprocessados e pró-inflamatórios aliados a um estilo de vida inadequado, com má qualidade de sono e sedentarismo”, completa.

Sabemos que muitas pessoas com a síndrome acreditam que ela seja causada apenas pela alimentação, mas há estudos que comprovam que o cérebro e as emoções são as origens. Marcella explica que no aparelho digestivo são sintetizadas a maior parte das substâncias chamadas neurotransmissores, como a serotonina, que atuam levando sinais e estímulos ao sistema nervoso e este manda sinais ao organismo para sintetizar mais ou menos deles.

“Essa comunicação entre o cérebro e o intestino deve ocorrer de forma adequada e depende de vários fatores, como dieta, equilíbrio da microbiota intestinal, prática moderada de atividade física, uma boa qualidade de sono e um controle adequado do estresse”, aconselha a médica.

E, como em outros problemas de saúde, as mulheres são as mais atingidas pela SII. Marcella admite que nesse caso, o problema pode estar ligado a outros, como a endometriose ou a piora dos sintomas durante o período menstrual: “A endometriose, por exemplo, é uma doença inflamatória que, por si só, pode ter sintomas parecidos com os do cólon irritável. Porém, se as duas disfunções estiverem presentes, os sintomas das duas situações serão exacerbados”, alerta.

Dieta FODMAP

Marcella explica o que é esta dieta: FODMAP é uma sigla para designar carboidratos osmóticos, geralmente fibras, que podem ser de difícil digestão para algumas pessoas: fermentable oligosaccharides, disaccharides, monosaccharides and polyols. São alimentos carboidratos fermentáveis não digeridos pelo trato digestivo humano, entre os principais estão os oligossacarídeos, fruto-oligossacarídeos (FOS) e galacto-oligossacarídeos (GOS), dissacarídeos como a lactose e monossacarídeos como a frutose. No grupo dos polióis estão principalmente o sorbitol e o manitol.

“A dieta de baixo FODMAP é prescrita temporariamente, até que os alimentos gatilhos sejam identificados, pois, como o aporte de prebióticos da dieta é baixo, se for mantida por muito tempo pode levar a quadros de constipação e disbiose (desequilíbrio da flora bacteriana intestinal que reduz a capacidade de absorção dos nutrientes e causa carência de vitaminas). Por ser uma dieta que oferece riscos, deve obrigatoriamente ter orientação profissional”, frisa a médica.

Entre os alimentos ricos em FODMAPs, ela lista o xarope de milho, mel, maçã, pera, manga, aspargos, cereja, melancia, sucos de frutas, leite de vaca, de cabra e de ovelha, iogurte, nata, creme, queijo ricota e cottage, cebola, alho, alho-poró, trigo, cuscuz, farinha, massa, centeio, caqui, chicória, alcachofra, beterraba, cenoura, quiabo, chicória, couve, lentilhas, grão-de-bico, feijão, ervilha, soja, damasco, pêssego, ameixa, lichia, couve-flor, cogumelos.

Para quem sofre com a SII, ela aconselha tratamento clínico com reeducação alimentar e mudanças de estilo de vida e o uso de medicamentos sintomáticos. Os tratamentos com probióticos suplementares específicos e individualizados também podem ajudar. “Porém, se os sintomas forem muito prevalentes, a pessoa deve procurar atendimento médico, para descartar outras patologias, identificar os gatilhos, reorganizar a dieta e o estilo de vida”, diz Marcella.

Ela enfatiza que a dieta é o ponto central tanto para desencadear os sintomas, se estiver desequilibrada, quanto para o tratamento por meio das mudanças de hábito alimentares.

Porém, não há nada mágico que possa ajudar: “Não há uma receita para o público em geral, porque os alimentos que são causadores de desconforto digestivo para alguns portadores de SII, não são para outros. Porém, uma dieta equilibrada, variada e o mais natural possível, aliada à boa ingestão de água e estilo de vida saudável são boas dicas para todos”, finaliza Marcella.

Marcella Garcez é médica nutróloga, mestre em Ciências da Saúde pela Escola de Medicina da PUCPR, diretora da Abran e docente do Curso Nacional de Nutrologia da entidade. Membro da Câmara Técnica de Nutrologia do Conselho Regional de Medicina do Paraná, Coordenadora da Liga Acadêmica de Nutrologia do Paraná e Pesquisadora em Suplementos Alimentares no Serviço de Nutrologia do Hospital do Servidor Público de São Paulo.

Falta de sono na pandemia é epidêmica, mostra estudo

O sono irregular altera o metabolismo, predispõe ao ganho de peso, doenças sistêmicas e catarata; entenda

Atire a primeira pedra quem não perdeu o sono durante a pandemia de coronavírus. O consolo é que você não está só. Uma pesquisa feita pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) mostra que 40% dos brasileiros perderam o sono neste período e o que é pior – ganharam peso.

Outro estudo recém-divulgado no Jama Internal Medicine, o primeiro longitudinal sobre sono, comprova os efeitos colaterais do hábito de dormir mal em nossa saúde. Os pesquisadores acompanharam por mais de dois anos 120 mil pessoas através de sensores que indicavam até sutis alterações no estado de vigília. A principal conclusão do estudo é que a perda de sono, mesmo leve, engorda. Você pode estar pensando que todos estão comendo mais e por isso ganharam peso. Não é bem assim.

O oftalmologista Leôncio Queiroz Neto, do Instituto Penido Burnier, localizado em Campinas (SP), explica que os quilos extras têm relação com a quantidade de luz que penetra em nossos olhos. Isso porque, é a luz que controla todo nosso metabolismo. Desde que a lâmpada foi inventada estamos indo contra nossa natureza.

A claridade do dia, pontua, ativa a produção de dois hormônios secretados pelas glândulas suprarrenais que nos mantêm em estado de vigília: o cortisol e a adrenalina. O cortisol, explica, ajuda o organismo controlar o estresse, mantém o sistema imune e a glicemia em equilíbrio. Já a adrenalina regula os batimentos cardíacos, a pressão arterial e a frequência respiratória. Conforme vai escurecendo a produção desses hormônios diminui e a glândula pineal aumenta a produção da melatonina, hormônio indutor do sono.

Estresse da pandemia bagunça o relógio biológico

Na pandemia ficamos acuados em nossas casas. Um misto de solidão e incerteza. As rotinas foram alteradas. Adultos e crianças o dia inteiro com os olhos colados nas telas, e claro, tanto os olhos como nosso corpo sentem, ficam cheios de toxinas. Para diminuir o estrago, Queiroz Neto recomenda desligar o computador, celular ou videogame no começo da noite. Isso porque, é o excesso de luz azul emitida pelas telas que bagunçam nosso relógio biológico, não deixando a produção de melatonina acontecer.

Resultado: a adrenalina aumenta, o coração bate mais rápido, a pressão arterial sobe e o sono vai embora. Pior: O cortisol também fica elevado, inibe a produção de insulina e ficamos diabéticos, uma doença crônica com efeitos em todo nosso organismo, inclusive nos olhos.

Catarata

Foto: Jayzynism/Pixabay

“A falta de sono em quem já passou dos 50 anos pode ser o primeiro sinal da catarata nos que já passaram dos 50 anos”, afirma. Isso porque o turvamento do cristalino que caracteriza a doença também dificulta a entrada de luz nos olhos. Por isso, quem convive por muito tempo com a catarata, além de provocar efeitos colaterais na saúde, como a hipertensão e maior risco de diabetes. Os primeiros sinais da catarata elencados pelo médico são: troca frequente dos óculos, ofuscamento com faróis contra e fotofobia, perda da visão de contraste e dificuldade de dirigir à noite. A cirurgia é segura, rápida, feita com anestesia local e pode eliminar o uso de óculos dependendo da lente implantada em seu olho.

Cansaço visual

“Na frente de uma tela piscamos 20 vezes menos e fazemos um esforço visual concentrado para manter os olhos focados só para perto”, conta Queiroz Neto. Os sintomas que indicam estar na hora de dar uma pausa, são: visão embaçada, ardência, vermelhidão, sensação de areia nos olhos e dificuldade de focar. Isso acontece em todas as idades. As recomendações do oftalmologista são: olhar para um ponto distante, sair por instantes da frente da tela, piscar voluntariamente, calibrar a resolução da tela com o mínimo do brilho e bom contraste e manter os olhos lubrificados.

O oftalmologista ressalta que as crianças podem ter miopia acomodativa, uma dificuldade temporária de focar a distância. Por isso a OMS (Organização Mundial da Saúde recomenda que as telas só sejam usadas a partir de dois anos e por, no máximo, duas horas ininterruptas.

“Os estudos mostram que a miopia pode se tornar alta quanto mais cedo é contraída. Além disso, geralmente a progressão é mais intensa na infância”, afirma o médico. Por isso recomenda que toda criança passe por exame com um oftalmologista regularmente.

Fonte: Instituto Penido Burnier

Hoje é o Dia Mundial de Combate ao Estresse; veja dicas

Cinco reflexões importantes sobre o tema que merecem destaque em tempos de pandemia

Há mais de seis meses de convívio com a situação de pandemia do novo coronavírus no país, ainda é difícil definir como ficou a saúde mental dos brasileiros. Essa ‘panela de pressão’ – que colocou os níveis de estresse e ansiedade de boa parte da população nas alturas – continua sendo alvo de pesquisas de muitas instituições nacionais e internacionais. Em meio a esse cenário desafiador para a mente da população global, o Dia Mundial de Combate ao Estresse, comemorado hoje, 23 de setembro, nunca foi tão relevante.

Um pesquisa recente realizada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e Universidade de Valencia , na Espanha, reuniu respostas de 22 mil pessoas sobre como o isolamento ou distanciamento social afetou a saúde mental de brasileiros e espanhóis. O levantamento apontou que 51% dos brasileiros responderam ter alterações no controle do estresse neste momento. Nos espanhóis, a taxa foi menor: 34%.

O coordenador do curso de Psicologia da Anhanguera Campo Limpo, Rodrigo Linhares, salienta que o estresse é uma defesa, uma reação a um estímulo numa tentativa de se adaptar a ele. “Certos níveis de estresse, nervosismo ou irritação, portanto, são perfeitamente esperados na vida de qualquer pessoa. O estresse merece atenção quando se aproxima do trauma – quando, na tentativa de adaptação ao estímulo, o sujeito passa a produzir sintomas que trazem algum sofrimento significativo ou quando incidem numa perda de liberdade em relação à própria vida ou nas diversas relações”, exemplifica.

O psicólogo aproveita para elencar 5 reflexões importantes que precisam ser debatidas e também algumas estratégias para enfrentar o estresse neste momento atual que vivemos. Confira abaixo:

1 – Encontrando novos sentidos no mundo moderno

Pixabay

O mundo moderno nos inunda de estímulos, com os quais cada sujeito se inventa para lidar. Nossa vida já é, em si, muito estressora e, num contexto pandêmico, o estresse pode chegar a níveis realmente devastadores. Dedicarmos um dia ao estresse e falar dele é essencial, visto que a melhor saída para o trauma é a possibilidade de encontrar novos sentidos.

2 – Fique alerta aos sintomas


Sintomas ansiosos, depressivos, de intrusão (lembranças, sonhos ou pensamentos que involuntários que acarretam angústia), de evitação (de recordações ou sentimentos) e de excitação (perturbação do sono, comportamento irritadiço e surtos de raiva, hipervigilância, problemas de concentração) são comuns ao estresse. É preciso ficar atento a eles.

3 – Avaliação da vida e combate prático

O estresse é sinal de uma tentativa de adaptação: a insistência dele é um pedido para avaliarmos nossa vida. Primeiro, é válido se perguntar: há lugar para mim, meus desejos e sonhos na minha vida? Segundo, identificar os estressores: o que, como, quando e por que me estresso? Terceiro, verificar alternativas: elas vão sempre visar a si mesmo, seja se afastando de estressores, seja dando lugar e tempo ao que é realmente importante para nós.

4 – Compartilhe o que está vivendo

Foto: Klimkin/Pixabay

Momentos de crise escancaram a fragilidade de nossas vidas. Precisamos dar lugar às pessoas, aos desejos e sonhos, de forma ampla e coletiva. O sofrimento, se partilhado, tem potencial de mudança. O sofrimento vivido de forma isolada, nenhum.

5 – Procure um profissional

Foto: Shutterstock

Após reconhecer o estresse, é importante perceber se a situação é pontual ou recorrente. No segundo caso, busque ajuda especializada. O atendimento profissional é fundamental se houver sofrimento significativo, sintomas diversos e/ou mudanças de comportamento, por exemplo abuso de substância, agressividade ou isolamento.

Fonte: Anhanguera

Aumento da queda de cabelo na quarentena

Especialista fala sobre fatores de influência e tratamentos disponíveis

Neste período de quarentena, em que as pessoas tiveram suas rotinas alteradas, o aumento da queda de cabelo tem sido uma queixa recorrente. Uma série de fatores contribuiu para esse aumento, com o stress e a ansiedade encabeçando a lista. Em uma rede de salões de beleza de São Paulo, não foram poucas as clientes que demonstraram preocupação com o problema.

É o que conta a Especialista em Terapia Capilar Kammily Carvalho, do Shades Studio Jardim Pamplona: “Tenho recebido muitos questionamentos relacionados à queda de cabelo. Em grande parte dos casos, a queda acentuada está diretamente relacionada ao momento de isolamento social”, diz a profissional.

Com a sua experiência e formação em tratamento de dermatites do couro cabeludo e queda precoce, a especialista explica: “O nosso cabelo tem três fases: o período durante o qual o cresce chama-se fase anagênica e dura cerca de 1 a 4 anos. A segunda fase chama-se catagênica, é quando a conclusão da produção de fibra ocorre e dura de 2 a 3 semanas. A última fase, conhecida como telogênica, é quando o fornecimento de nutrientes é interrompido, dessa forma, o cabelo cai, deixando espaço para o crescimento de um novo fio e o reinício do processo. É normal cair uma média de 100 a 120 fios diários. Em alguns casos, essa quantidade se multiplica, principalmente por fatores hormonais, pois o folículo piloso é sensível às alterações hormonais”.

Além dos hormônios, os cabelos podem apresentar queda por fatores nutricionais, emocionais e doenças de base autoimune. Outros indícios foram apontados pela cabeleireira, como eflúvio telógeno, fator reversível no qual o cabelo cai depois de uma experiência estressante; alopecia androgênica, que é a perda permanente de cabelo, causando a calvície; seborreia – doença cutânea que provoca manchas descamativas e vermelhas na pele e no couro cabeludo; e alopecia areata, queda repentina de cabelo que começa com uma ou mais áreas calvas circulares, que podem se sobrepor. A ansiedade causada pelo período pandêmico, o estresse e a má alimentação contribuem para a deficiência na ingestão vitaminas e proteínas que ajudam a fortalecer o folículo piloso.

Apesar desses diversos fatores, a especialista destaca alguns pontos que ajudam a evitar a queda excessiva dos fios:

Depositphotos

• É ideal lavar o couro cabeludo todos os dias ou dia sim, dia não, para evitar a oleosidade (fator que também estimula a queda excessiva e acentuada, podendo evoluir para outros agravantes, como a caspa);

• Não deixar o cabelo tracionado (esticado) por muito tempo;

• Não dormir com o cabelo molhado;

• Tentar diminuir o estresse;

• Melhorar a alimentação e ingestão de vitaminas;

• Ir sempre ao cabeleireiro ou profissional especializado em tratamento antiqueda e realizar um tratamento de limpeza do excesso de produtos na raiz do cabelo;

• Atenção e cuidado com produtos de alisamento, relaxamento, progressivas ou qualquer química que venha a ser aplicada no couro cabeludo e podem provocar alergias e queimaduras;

• Cuidado com os produtos finalizadores, para evitar o entupimento e a circulação sanguínea no couro cabeludo e poros;

• Desembaraçar os cabelos no banho.

Em casos mais graves, o recomendado é buscar um tricologista, especialista em queda de cabelo e calvície, que irá descobrir qual é a causa da queda e orientar sobre o tratamento. Alguns salões oferecem tratamentos nesse sentido, como argiloterapia, alta frequência, ozonoterapia, luz de led e óleos essenciais.

“Aqui no Shades Pamplona, a especialista Kammily Carvalho desenvolve tratamentos que aliam essas ferramentas e produtos de qualidade e confiabilidade, de marcas reconhecidas no mercado de tratamento para queda e dermatite”, finaliza Maria Eugênia Dickerhof, proprietária da rede.

Fonte: Shades Studio

Estresse pode causar perda de apetite; veja maneiras de lidar com o problema

O estresse pode causar um impacto dramático em nossos hábitos alimentares. E há pessoas que ficam sem se alimentar por longas horas ou dias, por conta da perda de apetite. Saiba como lidar com isso e recuperar o prazer pela alimentação saudável

Durante esse período sem precedentes em que a pandemia ainda continua a nos deixar esgotados mentalmente, todos estamos processando o estresse de maneira diferente. E há um impacto dramático disso em nossos hábitos alimentares.

perda_de apetite alimentacao fome

“As alterações emocionais são as principais responsáveis pelos comportamentos alimentares equivocados nesses tempos de pandemias. Muitos buscam o conforto das suas emoções nos alimentos e bebidas, muitas vezes se encaminhando para consumos compulsivos. Outros, por insegurança e desinformação, restringem o consumo de grupos ou quantidades alimentares importantes para a manutenção da saúde no momento atípico. Enquanto outras pessoas ainda, rodeadas de problemas e preocupações, simplesmente esquecem de se alimentar por longas horas ou dias”, afirma a médica nutróloga Marcella Garcez, diretora e professora da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran).

Nesse último caso, algumas pessoas podem perceber que não importa o quanto de comida você prepara ou tenta abastecer a casa com os alimentos necessários para manter seu corpo saudável: ainda assim é difícil manter um apetite saudável. “Se for esse o caso, inicie o processo de recuperação do apetite, identificando seus estressores. Depois de fazer isso, avalie maneiras pelas quais você poderá reduzir o estresse; seja pedindo ajuda médica nutrológica, psicológica ou buscando controlar esse estresse”, completa a médica.

Segundo Marcella, a perda de apetite pode ser a resposta de luta ou fuga do seu corpo ao estresse e à ansiedade agudos e, a longo prazo, algumas pessoas podem recorrer à comida como alimento fonte de alívio do estresse. Em última análise, o que se resume é sintonizar como o estresse afeta seu corpo especificamente. Abaixo, a médica dá algumas dicas de como recuperar o apetite diante do imenso estresse:

mulher alimentação 3

Definir uma programação – se você ainda estiver tendo dificuldades depois de dar os primeiros passos para restaurar o apetite, tente fazer uma programação ou definir um alarme como um lembrete para comer. “Comece com os alimentos que você é capaz de tolerar e certifique-se de beber regularmente água”, diz a médica.

mulher duvida frutas doces

Concentre-se em alimentos fáceis de digerir – em termos de escolha de alimentos, é bom encontrar um equilíbrio entre o que você gosta e o que será fácil para o seu corpo digerir. “Quando a ansiedade aumenta, às vezes essa perda de apetite vem acompanhada de náuseas”, diz a médica, acrescentando que, se o que você está comendo atualmente é desagradável, definitivamente vale a pena mudar as coisas. Outro ponto importante: nesse período de alto estresse, evite o autojulgamento com seus desejos: “Dê a si mesmo um pouco de prazer. Se você está ansiando por alimentos que normalmente não come, permita-se apreciá-los. Pode ser exatamente o que seu corpo precisa. Às vezes, a comida traz lembranças agradáveis, uma espécie de nostalgia que nos faz sentir um pouco melhor”, diz a nutróloga.

sal de ervas

Aposte nos temperos – “O uso de ervas aromáticas e especiarias para acentuar os sabores e aromas pode ser uma ótima estratégia. Pimentas também podem ser utilizadas sem exageros”. A médica destaca alguns alimentos que aguçam o paladar e podem ajudar nesse período: “Podemos usar ervas aromáticas como salsa, cebolinha, coentro, manjericão, tomilho, alecrim, manjerona, alfavaca, orégano e especiarias como cúrcuma, gengibre, canela, mostarda, raiz forte, canela, cravo, pimentas, além de alho e cebola, que podem ajudar a acentuar o sabor dos alimentos, sem impactar negativamente em sua qualidade e ainda trazer funcionalidades, já que apresentam características anti-inflamatórias, antioxidantes e de reforço ao sistema imunológico”, diz a médica.

macarrao casal Myriam Zilles por Pixabay
Myriam Zilles/Pixabay

Experimente boas lembranças do alimento – tente um “comfort food”, ou seja, considere comer algo que você já gostou quando estava em um momento com as pessoas que ama. Vários alimentos podem ser considerados comidas de conforto, porque a sensação está vinculada a preferências e experiências individuais. Podem ser desde comidas caseiras, receitas de família, sobremesas tradicionais, até alimentos saudáveis, com composição, textura e temperatura agradáveis. “Esse conceito ganha cada vez mais adeptos no mundo, na linha contrária dos fast foods e das receitas super elaboradas. O principal conceito da culinária comfort é a simplicidade”, diz a médica. “Essa comida afetiva e confortável mexe com a memória e é ligada às boas lembranças, trazendo aconchego, ao remeter ao aroma da cozinha, da infância, de momentos e experiências especiais que ficam para sempre na memória. Ela confere inúmeros benefícios à saúde”.

brunch virtual amigos the advertiser
The Advertiser

Busque aconchego também nos amigos – à medida que a perda de apetite persiste, é importante considerar o apoio externo. “As pessoas devem perceber introspectivamente como está a saúde mental. Com o apoio de um terapeuta, você pode aprender novas ferramentas e habilidades que podem ajudá-lo a lidar melhor com o estresse, a fim de garantir que você esteja comendo, dormindo e funcionando da melhor maneira possível”, diz a médica. “Além disso, mesmo que seja virtualmente, você pode conversar com amigos e amigas por meio de um brunch virtual. Todos vocês poderiam fazer aperitivos como se estivessem em um restaurante juntos. Esta é uma maneira de ajudar a obter um sentimento positivo ao comer novamente”, finaliza.

Fonte: Marcella Garcez é médica nutróloga, mestre em Ciências da Saúde pela Escola de Medicina da PUCPR, Diretora da Associação Brasileira de Nutrologia e Docente do Curso Nacional de Nutrologia da ABRAN. Membro da Câmara Técnica de Nutrologia do CRMPR, Coordenadora da Liga Acadêmica de Nutrologia do Paraná e Pesquisadora em Suplementos Alimentares no Serviço de Nutrologiado Hospital do Servidor Público de São Paulo.

Chás amenizam ansiedade e estresse em momentos de crise

Nutricionista Rodrigo Moreira fala sobre os benefícios da bebida

ervas - sunset magazine
Sunset Magazine

A época mais fria do ano chegou e nada melhor do que um chazinho para esquentar. Considerada uma das bebidas mais consumida do mundo, a mistura de ervas e infusões possui propriedades terapêuticas, hidrata e ainda promove aquela sensação de aconchego que o inverno tanto pede. Neste ano, os chás surgem também como um importante aliado no combate de eventuais crises de insônia, ansiedade e outras situações provocadas pelo momento atual.

Um estudo publicado em maio pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) levou em consideração os impactos dos últimos acontecimentos na saúde mental das pessoas e chegou à conclusão de que a sociedade está sendo afetada negativamente pela crise. Para se ter uma ideia, o estudo mostra que o porcentual de pessoas que relataram sintomas de estresse agudo subiu de 6,9% para 9,7% em apenas um mês. Entre os casos de depressão, o aumento foi de 4,2% para 8%. Já a crise aguda de ansiedade pulou de 8,7% para 14,9%.

Diante deste cenário, o nutricionista Rodrigo Moreira lembra que os chás produzidos a partir de ervas naturais apresentam benefícios, que podem auxiliar a enfrentar esse período. Confira entrevista com o especialista, que ressalta: “o consumo da bebida não substitui tratamentos médicos ou outros necessárias. As ervas servem como complemento de uma dieta saudável, natural e que auxilia no bem estar das pessoas”.

Quais os benefícios terapêuticos dos chás e infusões?
Rodrigo Moreira: Os benefícios são diversos para a saúde, como a possível redução na glicemia em diabéticos, do colesterol em hipercolesterolêmicos, da pressão arterial em hipertensos, além do efeito antibactericida, antifúngico e antiviral de forma geral

chá erva cidreira
Foto: Rickyy Sanne/Morguefile

Quais ervas são mais indicadas para ansiedade, estresse, depressão e imunidade?
Rodrigo Moreira: Camomila com cidreira, hortelã e maracujá são ótimas opções. O chá preto, hibisco e amora, entre outros, podem também compor o seu consumo com esta finalidade. Podendo consumi-los durante todo o dia, separados ou mesmo misturando-os.

Há diferença entre os produtos?
Rodrigo Moreira: Sim, cada produto tem um tipo de erva ou de combinação delas. Possuindo propriedades nutricionais e gosto diferentes.

cha capim limao green valley spices
Foto: Green Valley Spices

Existe algum momento do dia mais indicado para o seu consumo?
Rodrigo Moreira: Os chás com propriedades calmantes podem ser consumidos em qualquer momento do dia e não só no fim do dia para auxiliar no tratamento de insônias leves.

Além das questões terapêuticas, quais outros benefícios dos chás?
Rodrigo Moreira: Hidratam tanto quanto a água e facilitam a sua ingestão pela adição do sabor, tornando a água mais palatável. Enriquecem o valor nutricional com vitaminas e minerais principalmente.

beneficios-do-cha-de-carqueja_35728_l

Há alguma contraindicação ao consumo de chás?
Rodrigo Moreira: Não há nenhuma contraindicação descrita na literatura científica para o consumo moderado.

Benefícios se refletem nas preferências dos consumidores

De acordo com Marcelo Correa, Head Commercial and Business Development da Leão Alimentos e Bebidas, uma das mais tradicionais empresas e líder absoluta do segmento, as ervas apontadas pelo nutricionista se destacam entre os sabores preferidos dos consumidores.

“Notamos, inclusive, um crescimento exponencial de ervas básicas neste ano, justamente pela associação dos sabores com as funcionalidades”, comenta o executivo, lembrando que a empresa conta com mais de 60 opções disponíveis no país. Considerando os diversos benefícios das ervas, a Leão vem inovando também na combinação de ingredientes, oferecendo produtos como as versões em sachê ou cápsulas de Camomila, Cidreira e Maracujá.

chá camomila
Foto: chamomileteaonline

Seja pelos inúmeros benefícios já conhecidos e até destacados pelo nutricionista, pela busca por um estilo de vida saudável ou pelo simples desejo de consumir o produto, o fato é que a bebida tem caído cada vez mais no gosto do brasileiro. Uma pesquisa divulgada em dezembro de 2019 pela Euromonitor mostrou um crescimento de 60% nas vendas de chá para o consumidor final entre os anos de 2014 e 2019.

Fonte: Leão Alimentos e Bebidas

Cuidar de plantas vira passatempo para milhões de brasileiros durante quarentena

Especialista aponta os benefícios da presença de plantas e flores no ambiente e indica espécies ideais para cultivar em casa

Plantas_Ornamentais (002)

Desde o início da pandemia do novo coronavírus, autoridades de saúde do mundo inteiro apontaram o distanciamento social como a mais importante medida preventiva para combater sua disseminação. Neste momento de afastamento das atividades sociais e familiares, é preciso manter ou criar hábitos para que o tempo em casa não se torne maçante, excessivamente ocioso ou um fator de estresse e ansiedade.

Além de seguir todas as recomendações tradicionais para combater a Covid-19, entre elas adotar práticas de higiene, manter uma alimentação saudável e praticar exercícios, uma ótima alternativa para garantir que os momentos entre lazer e repouso não sejam inativos é incluir o cultivo de plantas ornamentais na rotina.

Mais do que acrescentar um toque especial na decoração de ambientes, dando vida a um espaço e deixando o lar mais elegante e acolhedor, cultivar plantas em casa é sem dúvida alguma uma das formas mais interessantes e agradáveis de aliviar as tensões do dia a dia, relaxar e garantir a saúde física e, também, emocional.

“É uma atividade prazerosa, que envolve, distrai, e sempre percebemos que também ajuda a as pessoas a desenvolverem um senso maior de cuidado e responsabilidade”, comenta Elizeu de Almeida, florista da Esalflores, maior rede de floriculturas do país. “Além disso, o convívio com plantas e flores colabora com a qualidade do ar no ambiente e ajuda a evitar desconfortos ligados a falta de umidade”, complementa o especialista.

plantas ornamentais

Para a curitibana Camila Borba, de 26 anos, que há alguns meses adotou o cultivo de plantas e flores como hobby, o contato com a natureza traz benefícios diários, além de mudar a atmosfera de casa. “Ter plantinhas em casa chega a ser terapêutico. O espaço fica mais leve e convidativo. Além de agregar de forma decorativa, cria uma ligação com a natureza que é transformadora, principalmente para quem mora em apartamentos ou locais muito urbanos e sem quintais”, conta.

Desde que passou a cultivar plantas em casa, a jornalista notou também que elas podem alterar o humor. “É relaxante. O tempo que passo regando e checando a evolução das minhas plantinhas é com certeza um dos momentos mais tranquilos do meu dia, e quando vejo que elas estão crescendo e se desenvolvendo é realmente satisfatório”, completa.

Para os iniciantes

Para quem decidiu incluir a convivência com flores durante a quarentena, mas não tem muita habilidade, o ideal é buscar espécies que se adaptam bem a espaços internos. Plantas que não demandam muita luz e nem uma frequência grande de regas são uma ótima opção para quem deseja trazer um pouco mais de natureza para dentro de casa.

“Há diversos gêneros de flores e plantas que se ajustam bem em locais fechados, mesmo em ambientes mais escuros e úmidos”, comenta Almeida. “No geral, elas são mais descomplicadas de manter e ótimas alternativas para os iniciantes no mundo das plantas”, acrescenta o profissional.

pacová Philodendron martianum

Uma boa sugestão é a planta conhecida como pacová. “Ideais para casas e apartamentos, ela precisa de claridade, mas sem luz direta e pode ser regada apenas umas duas vezes por semana”, explica o florista.

lilio da paz pixabay
Pixabay

O Lírio da Paz também é uma opção a ser considerada. “Se adapta bem a sombra e não exige mais do que regas esporádicas de acordo com a umidade da terra”, complementa.

Maranta

Outra sugestão são as marantas. “Perfeitas para serem cultivadas em locais com sombra, elas podem ser submetidas a luz do sol apenas no período da manhã com regas de pouca água, dia sim e dia não”, explica.

orquidea

As orquídeas também ficam muito bem em ambientes internos com claridade. “No inverno, as orquídeas devem ser molhadas a cada 15 dias, encharcando e deixando escorrer, e no verão uma vez por semana. Importante lembrar que elas não podem ser expostas diretamente ao sol quando não houver flores e adubar com substrato específico uma vez ao mês”, detalha o florista.

Lucky_bamboo bambu da sorte
Bambu da sorte

Há ainda opções como o Bambu da Sorte e a Avenca, perfeitas para ambientes internos. “Além de se adaptar bem ao interior das casas, elas podem ser mantidas nos vasos com terra ou podem ser transferidas para recipientes somente com água”, esclarece. O profissional ainda lembra que é sempre importante estar atento ao aspecto da planta e observar a reação dela às condições do ambiente.

Plantas_Ornamentais_2 (002)

“Aos poucos é possível perceber qual a frequência ideal de regas e o local perfeito para a planta dentro da residência, fazendo com que a manutenção da planta se torne ainda mais fácil”, completa Almeida.

Fonte: Esalflores

Ansiosa e estressada? Conheça benefícios da yoga e exercícios para ajudar a manter a calma

Em tempos de quarentena, praticar yoga pode aliviar a tensão, trazer equilíbrio físico e emocional, e manter a energia da mente e do corpo. Marcella Bauer – da plataforma online Queima Diária – indica algumas posturas para qualquer pessoa realizar em casa e relaxar

A prática da yoga é uma grande aliada em tempos de isolamento social por conta do novo coronavírus. “Estudos científicos comprovam que yoga é uma ótima opção para este momento, pois ativa o sistema parassimpático do sistema nervoso – que age quando estamos relaxados – aliviando a pressão arterial, reduzindo o nível de açúcar no sangue, diminuindo a frequência cardíaca e restaurando a energia”, conta a yogini Marcella Bauer, instrutora do programa Minha Yoga, da plataforma online Queima Diária.

Especializada nacionalmente e internacionalmente na prática, Marcella explica também que “por meio da yoga, realizamos posturas físicas e mentais que atuam como uma limpeza do corpo e da mente, removendo o acúmulo de tensão que gera estresse e ansiedade”. Confira abaixo algumas posições para praticar diariamente:

Postura do Triângulo Estendido (Utthita Trikonasana)yoga trinagulo estendido
Afaste as pernas de forma que o peso do corpo esteja bem distribuído. O pé esquerdo deve estar virado para fora, formando um ângulo de 45º. Levante os braços na altura dos ombros e faça uma flexão lateral para a esquerda, segurando a postura com o tronco. Já o braço direito deve ficar elevado, no sentido do teto. Olhe para a mão que está acima e mantenha a posição durante cinco respirações, depois alterne.

Postura da Meia Roda (Ardha Chakrasana)yoga postura da meia roda
Deixe os pés juntos e as mãos devem estar ao lado da cintura com os polegares apontados em direção à coluna. Gire os ombros para trás e alinhe os seus cotovelos, como se quisesse fechá-los. Inspire profundamente e levante os quadris, o máximo que você conseguir. Permaneça nessa posição por cinco respirações profundas e lentas. Para descer para a posição inicial, expire profundamente e inale.

Postura da Criança (Balasana)yoga postura da criança
Sente-se sobre os calcanhares como se fosse ajoelhar no chão. Incline-se para frente, mantendo os pés juntos e abaixe todo tronco ou o máximo que conseguir. Os braços podem ser esticados para frente ou para trás, do jeito que você preferir.

Postura do Cachorro Olhando Para Baixo (Adhomukha Svanasana)yoga postura do cachorro olhando pra baixo
Nessa posição, o ideal é fazer um V invertido com o corpo, como se fosse um triângulo. Portanto, fique em pé e inspire profundamente, levando as suas mãos ao chão e caminhando com elas à frente até o momento que você sinta que o seu corpo está em formato de triângulo invertido. Mantenha a coluna ereta, não dobre os cotovelos e, se sentir necessidade, flexione um pouco os joelhos. Deixe o pescoço no mesmo alinhamento da coluna. É importante também inalar profundamente, manter o abdômen contraído e os olhos devem estar fixados no chão. Durante 10 respirações profundas, mantenha essa posição.
Observação: Esta posição pode ser feita também partindo da Postura da Criança, apoiando os joelhos no chão e formando a postura de quatro apoios, alongue as pernas – levantando o quadril em direção ao teto e distribuindo o peso nas mãos e nas pernas.

Postura Fácil (Sukhasana)yoga postura fácil
Sente-se sobre uma toalha dobrada. Cruze as pernas, coloque as mãos nos joelhos e alongue bem a coluna. Foque em sua respiração durante 5 ou 10 minutos.

Postura do cadáver (Savasana)yoga postura do cadaver
Deite-se de barriga para cima, deixando as palmas da mão também voltadas para cima, relaxando os braços e pernas, e afastando as pernas na largura do quadril. Inspire profundo, soltando o ar pela boca, três vezes e depois foque em sua respiração, soltando cada vez mais o corpo a cada expiração. Levante-se devagar quando finalizar.

Programa Minha Yoga

Minha Yoga foi criada para o usuário aproveitar todos os benefícios da yoga, fazendo aulas online em casa. Por meio de um método exclusivo, fundamentado pela ciência, o programa é indicado para aliviar o estresse e os sintomas que ele causa no corpo, como ansiedade, insônia, falta de foco, depressão, dores crônicas, e compulsão alimentar, além de recuperar a saúde mental e física.

O programa faz parte da Queima Diária – considerada a maior plataforma online com programas de exercícios físicos para fazer em casa e conhecida como “Netflix Fitness”. O streaming conta com mais de 450 videoaulas elaboradas por profissionais da educação física de forma didática e atrativa. O acesso é simples e as aulas podem ser assistidas pelo computador, aplicativo (disponível para iOS ou Android) ou até pela Smart TV.
Para utilizar a Queima Diária é preciso aderir a uma assinatura anual, de R$ 29,90 por mês, sendo que o usuário pode experimentar a plataforma por 30 dias.

Estresse, sono irregular e má alimentação podem prejudicar saúde dos cabelos

Maus hábitos praticados durante o isolamento social podem favorecer o surgimento de caspa, dermatite seborreica, fios brancos e até mesmo queda capilar. Médica tricologista dá dicas para evitar esses problemas

Devido à pandemia do Covid-19, estamos vivendo em isolamento social para evitar a proliferação do vírus. Como resultado, a rotina da maior parte das pessoas sofreu mudanças drásticas e muitos cuidados importantes foram esquecidos, o que pode ser realmente prejudicial à saúde do organismo e, principalmente, dos cabelos.

“Nesse período de quarentena, os nossos hábitos estão desregulados. A alimentação está prejudicada, o sono insuficiente ou de má qualidade e estamos sofrendo com grande quantidade de estresse. Mas é preciso agir para reverter essa situação, pois essa mudança na rotina pode prejudicar a saúde dos cabelos e favorecer o aparecimento de problemas como queda capilar, caspa e o surgimento precoce de fios brancos”, explica a dermatologista e tricologista Kédima Nassif, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Associação Brasileira de Restauração Capilar.

queda de cabelo

De acordo com a especialista, a alimentação desbalanceada, por exemplo, pode causar o enfraquecimento dos fios e, consequentemente, queda intensa. “A alimentação possui impacto direto sobre o estado dos cabelos, pois é a responsável por fornecer os nutrientes para o crescimento e fortalecimento adequado dos fios. Logo, investir em uma alimentação balanceada durante esse período é fundamental”, afirma.

“Então, para conquistar cabelos bonitos e saudáveis durante a quarentena, evite o consumo de açúcar, carboidratos refinados e alimentos de alto índice glicêmico que, além de favorecerem a inflamação do organismo e o surgimento de dermatite seborreica, causam a liberação de hormônios que inibem a divisão de células da raiz dos fios, contribuindo assim para o afinamento capilar”, recomenda a médica.

No lugar, invista em uma dieta rica em proteínas, como leite, ovos e carne, e antioxidantes naturais, presentes nas frutas e verduras. “Uma ótima opção é o espinafre, já que possui altos níveis de ferro, mineral crucial para a formação do cabelo e para o transporte do oxigênio no sangue para as raízes. Os peixes também são muito importantes, pois são fontes de proteína, ferro, vitamina B12, ômega 3, cálcio e fósforo, micronutrientes que estimulam a formação de cabelos fortes e saudáveis.”

cabelos-danificados

Além da alimentação, é indispensável também que você preste atenção e gerencie os seus níveis de estresse. “Isso porque em momentos de tensão emocional liberamos cortisol, que, a longo prazo, pode favorecer o surgimento de quadros inflamatórios que impedem o crescimento adequado dos fios. Estudos têm apontado também que o estresse propicia o surgimento de fios brancos devido a liberação de noradrenalina, que pode causar danos nas células responsáveis pela produção do pigmento que dá cor aos fios”, alerta a tricologista.

Por isso, nesse período estressante de isolamento social, devemos ficar atentos aos cabelos para identificar um possível aumento na quantidade diária de fios caindo. “A preocupação com a queda deve ser um alerta quando o número de fios caindo é maior que 100, se o volume capilar diminui acentuadamente ou se começarem a surgir falhas”, aconselha Kédima. Além disso, é preciso investir em cuidados que vão ajudar na redução do estresse, como praticar meditação, investir em pequenos descansos ao longo do dia, manter uma rotina regrada e praticar alguma atividade que te dê prazer.

Por fim, é importante também que você durma bem e garanta que seu sono está sendo de qualidade. Segundo Kédima, quando dormimos mal nosso organismo sofre com alterações hormonais que estão relacionadas a piora da queda de cabelo e ao surgimento de lesões inflamatórias, como caspa. Além disso, a falta de sono prejudica o sistema imunológico e, logo, o couro cabeludo torna-se um alvo mais fácil de infecções sebáceas.

mulher dormindo sono

“Por isso, tente dormir de 7 a 8 horas por dia e antes de deitar evite assistir televisão ou ficar no celular, já que a luz azul emitida por esses aparelhos pode prejudicar a qualidade do sono. No lugar, procure tomar um banho, acender uma vela, usar produtos com aromas calmantes, ler e meditar, pois são hábitos que podem te ajudar a dormir melhor, principalmente se realizados próximo ao horário que você dormia antes do isolamento social”, recomenda a médica.

calvicie cabelo queda

Mas caso você note qualquer alteração nos fios durante o período de isolamento social, seja queda, caspa ou surgimento de fios brancos precocemente, o mais importante é que você consulte um médico, mesmo que por atendimento online. “Apenas ele poderá realizar um diagnóstico correto e identificar a verdadeira causa do problema, prescrevendo assim o melhor tratamento para cada caso”, finaliza Kédima.

Fonte: Kédima Nassif é dermatologista e tricologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica e da Associação Brasileira de Restauração Capilar. Graduada em Medicina pela Universidade Federal de Minas Gerais, possui Residência Médica em Dermatologia também pela UFMG; realizou complementação em Tricologia no Hospital do Servidor Público Municipal, transplante capilar pela FMABC e em Cosmiatria e Laser pela FMABC. Além disso, atuou como voluntária no ensino de Tricologia no Hospital do Servidor Público Municipal de São Paulo.