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Vitamina D tem papel importante no tratamento da depressão, mostra estudo

Pesquisa clínica aponta que ausência do nutriente aumenta em até 75% o risco de desenvolvimento da doença

A falta de vitamina D pode aumentar o risco de depressão em pessoas com mais de 50 anos. É o que aponta o estudo feito na Irlanda e publicado no Journal of Post-Acute e Long-Term Care Medicine. Especialistas responsáveis pela pesquisa acompanharam 3.965 pessoas nesta faixa etária durante quatro anos e constaram que 400 pessoas haviam desenvolvido depressão. Os participantes do grupo com nível baixo de vitamina D foram os que mostraram um risco 75% maior de apresentar a doença.

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O psiquiatra Kalil Dualibi, presidente do Departamento Científico de Psiquiatria da Associação Paulista de Medicina (APM), corrobora com a pesquisa e reforça que relação entre o nível de vitamina D e a saúde mental é estudada há séculos pela comunidade médica. “Para se ter como exemplo, em textos do Tratado de Hipócrates já havia menções sobre o hábito de tomar banho de sol para melhorar o humor”, explica.

A vitamina D pode ser útil para prevenir a depressão e também ajudar no tratamento de pacientes que já apresentam quadro depressivo. Para Dualibi, é fundamental verificar o nível de vitamina D nos pacientes com depressão e fazer suplementação sempre que necessário. “Atendi um paciente frustrado por estar em tratamento há tempos sem ter sucesso. Quando pedi exames, a vitamina D dele estava baixíssima, perto de 8ng/ml. Depois da suplementação, ele melhorou muito e nem precisei alterar as medicações”, afirma o médico.

Para o especialista, pessoas com depressão devem ter atenção especial quando o assunto é o nível de vitamina D – assim como as que apresentam doenças crônicas como diabetes, hipertensão e osteoporose. “Pacientes com depressão também estão entre os grupos de risco porque eles costumam não ter vontade de sair de casa e a exposição ao sol é muito importante para produção da vitamina D”, lembra o especialista.

A falta do nutriente também está associada à diminuição da imunidade e ao comprometimento da massa óssea, o que pode favorecer o desenvolvimento de osteoporose. Sem o nível ideal de vitamina D, apenas entre 10% e 15% do cálcio é absorvido pelo organismo. Além disso, a ausência da vitamina tem relação com a evolução do raquitismo e até alguns tipos de câncer.

Fontes de Vitamina D: o sol não precisa ser sua única alternativa

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Além da exposição ao sol de áreas específicas do corpo, como braços e pernas – durante 15 a 45 minutos, entre o período das 10h às 16h30 –, e sem filtro solar, o nível ideal de vitamina D pode ser alcançado também por fonte alimentar. Porém, garantir a ingesta adequada vitamina D só com alimentação é extremamente difícil.

De acordo com o médico para atingir 2.000UI de vitamina D seria preciso ingerir cerca de 422g de salmão por dia ou 706g de sardinha (seis latas) ou ainda 80 gemas de ovo. Uma opção mais prática e que não compromete a saúde é a suplementação. Atualmente no mercado, é possível encontrar a vitamina D em cápsulas moles, de fácil ingestão, como o lançamento de Addera D3 2000UI.

Shakes são uma opção para incrementar o consumo de proteína

Os substitutos parciais de refeição oferecem 20 g de proteína por porção, nutriente conhecido por ajudar no ganho de massa muscular, além de oferecer nutrientes essenciais para o organismo com calorias controladas

De acordo com o estudo Global Burden of Disease Study, nenhum país reduziu a taxa de obesidade nos últimos 27 anos. Na realidade, de 40 anos para cá, o problema quase triplicou se tornando uma epidemia, inclusive no Brasil.

Dentre os motivos que levam ao ganho excessivo de peso, estão o desequilíbrio entre as calorias consumidas e as gastas, além do sedentarismo, muito comum nas regiões urbanas. Isso é reforçado por situações que a vida moderna nos coloca, como a falta de tempo, as refeições feitas fora de casa, porções cada vez maiores à venda e a facilidade em comprar alimentos calóricos e com poucos nutrientes.

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Nesse cenário, os shakes¹ substitutos de refeição tornam-se opções interessantes não apenas para ajudar quem precisa perder peso, como também para pessoas que buscam se alimentar de forma mais saudável. Isso porque são práticos e possuem fórmula nutricionalmente balanceada que seguem toda uma legislação que regula e fiscaliza esse tipo de alimento.

Diferente dos suplementos de proteína, que têm como proposta de oferecer especialmente esse nutriente, os shakes substitutos de refeição possuem fórmula equilibrada, com calorias controladas e ótima densidade nutricional. Isso quer dizer que esse tipo de produto tem uma relação equilibrada de vitaminas e minerais por caloria.

“Esses shakes são projetados para diferentes objetivos. De uma maneira simplificada, os substitutos de refeições foram desenhados para ajudar no controle do peso e a manter uma alimentação equilibrada, enquanto os suplementos de proteínas são usados para o desempenho atlético. Mas ambos oferecem ótimas quantidades de proteína, essencial para o ganho de massa muscular quando utilizados com um programa de exercícios físicos”, explica o médico nutrólogo, Nataniel Viuniski, membro do Conselho de Assuntos de Nutrição da Herbalife Nutrition.

No entanto, a quantidade de proteína presente na fórmula dos substitutos de refeição também se destaca, com cerca de 20 g por porção. “Além da função de nutrir, a proteína está presente nesse produto para reduzir a fome e controlar o apetite. Por isso, é uma opção muito interessante para quem busca um estilo de vida saudável e ativo”, fala o médico.

Por oferecer muitos nutrientes com calorias controladas, o shake substituto de refeição possibilita à pessoa fazer um bom gerenciamento de seu peso. Ou seja, quando substituímos uma ou duas das três refeições principais diárias por um shake com menos calorias, obtemos um emagrecimento adequado, sem abrir mão dos nutrientes essenciais ao organismo.

“Para se ter ideia, um shake corretamente preparado oferece cerca de 200 calorias, enquanto um café da manhã, um almoço ou jantar pode variar facilmente de 500 a 800 calorias. É essa redução da ingestão de calorias a razão científica dos shakes substitutos de refeição funcionarem tão bem”, explica Viuniski.

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Um estudo realizado por cientistas da Universidade de Ulm, na Alemanha, avaliou dois grupos de obesos durante 12 meses. Um deles seguiu uma dieta rica em proteína, substituindo uma ou duas das refeições diárias por shakes. O outro grupo seguiu uma dieta de proteína com refeições convencionais. O resultado mostrou que, aqueles que consumiram o shake emagreceram mais e perderam mais gordura em relação ao outro grupo. Já a manutenção da massa magra foi semelhante em ambos. Portanto, na hora de escolher qual produto consumir, avalie qual é o seu real objetivo.

¹1Pó para o preparo de bebida para controle de peso. Para mais informações sobre esse produto, consulte o catálogo ou o site.

Fonte: Herbalife

Combate à violência infantil: crianças brasileiras querem ser ouvidas, aponta estudo

No país, 70% das crianças não se sentem protegidas contra maus-tratos, índice superior à média mundial, que é de 40%

A violência contra crianças é um grave problema nacional que ultrapassa gerações, classe social, cultura, gênero e status socioeconômico. No Brasil, 67% dos meninos e meninas com idades entre 10 e 12 anos não se sentem suficientemente protegidos contra a violência. O percentual é superior ao verificado mundialmente, que é de 40%.

É o que revela o estudo do ChildFund Brasil, agência humanitária internacional de proteção e assistência a crianças, adolescentes, jovens e famílias em situação de pobreza no país. O levantamento é um recorte nacional da pesquisa Small Voices Big Dreams 2019, realizada pelo ChildFund Alliance com quase 5.500 crianças com idades entre 10 e 12 anos de 15 países diferentes.

Para aprofundar a realidade brasileira, o ChildFund Brasil ouviu a opinião de 722 meninos e meninas nos estados em que atua: Minas Gerais, Ceará, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Amazonas, Piauí, Bahia e Goiás.

Outro dado relevante mostrado pela pesquisa é que, no Brasil, 90% dos meninos e meninas entrevistados rejeitam a violência física como um instrumento de educação. No levantamento global, esse percentual é de 69%.

Também há diferença entre os dados mundiais e brasileiros quanto à percepção sobre as ações de políticos e governantes para proteger as crianças contra a violência. No Brasil, menos de 3% das crianças acreditam que eles cumprem seu papel, contra 18,1% no mundo.

“Em regiões socialmente vulneráveis do Brasil, é possível observar aspectos mais agravantes com relação à prática de maus-tratos. Compreender todas as dimensões da violência e, principalmente, ouvir as expectativas e concepções das crianças é fundamental para erradicá-la”, afirma Águeda Barreto, assessora de Advocacy e Comunicação do ChildFund Brasil.

É preciso ouvir as crianças

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No Brasil, 26% dos meninos e meninas entrevistados acreditam que as opiniões infantis não são consideradas em questões que lhes dizem respeito. “O dado é preocupante, tendo em vista que a prevenção e o combate da violência contra as crianças exigem o reconhecimento e o respeito pelos direitos delas como indivíduos capazes de agir de forma autônoma e eficaz diante de situações que os afetam diretamente”, reforça Águeda.

O estudo aponta que, para prevenir e combater a violência, é essencial que os adultos ofereçam atenção, apoio e carinho às crianças, reconhecendo os seus direitos.

As principais causas da violência infantil, na avaliação das crianças brasileiras, são o fato de serem indefesas, a falta de conhecimento dos direitos que elas possuem e a perda de autocontrole dos adultos devido ao uso de substâncias.

Algumas das principais conclusões do estudo:

=De acordo com 83% dos entrevistados, os adultos deveriam amar mais as crianças: a oferta de atenção, apoio e carinho às crianças, por parte dos adultos, é um fator-chave na prevenção e no combate à violência;
=52% não concordam com a ideia de que as crianças não podem fazer nada para pôr fim à violência: a atitude delas, seja de denúncia seja de organização, constitui um importante mecanismo para prevenir a violência;
=Mais de 30% acreditam que as crianças não são suficientemente protegidas contra a violência no país em que vivem;
=A maioria das crianças percebe as ruas da vizinhança, praças, parques e transporte público como lugares de maior risco de violência;
=82% dos respondentes concordam que é mais comum meninas sofrerem maus-tratos ou outras formas de violência do que os meninos.

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Fonte: ChildFund Brasil

Pesquisa brasileira relaciona folha de pitangueira ao combate do Alzheimer

Encontrar medicamentos e compostos que ajudem a tratar e prevenir a doença de Alzheimer, caracterizada pela deterioração cognitiva e perda de memória, é um desafio para a ciência. Desde 1998, segundo a Associação Internacional de Alzheimer (ADI), mais de 100 remédios foram testados, mas apenas quatro mostram algum benefício contra a enfermidade, que atinge 35,6 milhões de pessoas em todo o mundo – 1,2 milhão somente no Brasil.

Preocupados com o tema, pesquisadores do Mestrado e Doutorado em Biotecnologia da Universidade Positivo desenvolvem uma linha de pesquisa que investiga o potencial de substâncias que podem ajudar na luta contra a doença, em especial os compostos naturais, que apresentam menos efeitos colaterais. E eles descobriram que uma árvore típica brasileira, a pitangueira, pode ser uma boa aliada no combate ao Alzheimer.

“Observamos que o extrato das folhas da pitangueira, que possui diversas propriedades medicinais, como antioxidantes e anti-inflamatórias, apresenta um efeito neuroprotetor, prevenindo prejuízos de memória em ratos de laboratório”, disse o biólogo Ilton Santos da Silva, professor do Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia da Universidade Positivo e responsável pela pesquisa, feita em parceria com estudantes.

Metodologia

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Foto: Universidade Positivo

Para chegar às respostas obtidas com o estudo, Silva e seus alunos de graduação e pós-graduação utilizaram ratos de laboratório que apresentam características semelhantes à doença de Alzheimer. “Vale ressaltar que o trabalho foi aprovado previamente pelo Comitê de Ética em Uso de Animais em Pesquisa da Universidade Positivo e seguiu as recomendações do Colégio Brasileiro de Experimentação Animal (Cobea) para garantir toda cautela e cuidados éticos com os animais”, enfatiza o pesquisador.

Parte dos ratos recebeu uma substância que induz prejuízos e sintomas do Alzheimer e, então, foram tratados com o extrato das folhas da pitangueira por trinta dias. Depois eles passaram por uma série de avaliações de memória em labirintos construídos especificamente para esse fim. “Os resultados mostram que os animais com os sintomas da doença tratados com o extrato da folha de pitangueira foram capazes de manter a memória sobre experiências prévias no labirinto tão bem quanto os animais saudáveis”, disse Silva.

Ineditismo

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Pixabay

O artigo científico referente à descoberta foi aceito para publicação em revista especializada e deve estar disponível nas bases de dados nos próximos meses. Segundo Silva, é o primeiro estudo que investiga o uso das folhas de pitangueira na área de neuroproteção, um campo de pesquisa que busca formas de tratamento para reduzir ou evitar a perda de neurônios, que é comum ao envelhecimento e mais ainda no caso de doenças neurodegenerativas.

“A descoberta é um grande começo e abre um leque de possibilidades para a pesquisa na comunidade científica, que pode investigar mais detalhadamente os mecanismos de ação dessas substâncias naturais, com grande disponibilidade no Brasil”, afirmou o professor.

Fonte: Universidade Positivo

Hidratar pele após os 50 reduz inflamação e risco de doenças

Estudo publicado no Jornal da Academia Europeia de Dermatologia diz que, após os 50 anos, a pele, quando não hidratada, pode ter sintomas como coceira e secura. Como este é o maior órgão do corpo, esses pequenos sintomas, com o aumento das moléculas pró-inflamatórias, podem gerar doenças graves

A hidratação da pele não é um caminho apenas para prevenir o envelhecimento do tecido cutâneo. Pelo menos é o que diz um recente estudo da University of California, publicado em março no Journal of the European Academy of Dermatology and Venereology. “Como a pele é o maior órgão do corpo, os cientistas que fizeram essa pesquisa acreditam que ela pode estar relacionada à inflamação em todo o corpo, principalmente após os 50 anos. E sabemos que a inflamação está ligada a inúmeras doenças crônicas”, afirma a dermatologista Claudia Marçal, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

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Ou seja, cuidar adequadamente da pele com um creme hidratante pode reduzir os níveis de inflamação e reduzir potencialmente o risco de várias doenças relacionadas à idade, como Alzheimer e doenças cardiovasculares, de acordo com esse novo estudo piloto clínico.

Segundo a médica, à medida que os seres humanos envelhecem, eles experimentam um tipo de inflamação – apelidado de “envelhecimento da inflamação” – impulsionado por um aumento de moléculas no sangue, chamadas citocinas, que são mediadores pró-inflamatórios.

“Esta inflamação relacionada à idade tem sido associada a doenças crônicas graves, incluindo a doença de Alzheimer, doenças cardiovasculares e diabetes. Os cientistas inicialmente pensaram que a inflamação provinha do sistema imunológico ou do fígado, mas eles apostam agora que a pele tenha relação com isso, já que quando envelhecemos temos sintomas dermatológicos como coceira, secura e alterações na acidez da pele. Esses processos podem levar a uma inflamação pequena, mas como o órgão é muito extenso, há uma elevação de níveis circulantes de citocinas no sangue”, acrescenta a dermatologista.

No estudo, os pesquisadores tentaram reverter os danos da pele relacionados com a idade usando um creme de venda livre indicado para o reparo da barreira cutânea e benéfico para os três tipos de lipídios (colesterol, ácidos graxos livres e ceramidas) que são vitais para a saúde da pele. Trinta e três idosos entre as idades de 58 e 95 aplicaram o creme em todo o corpo duas vezes por dia durante 30 dias. Depois de um mês, os pesquisadores mediram os níveis sanguíneos de três citocinas – interleucina-1 beta, interleucina-6 e fator de necrose tumoral (TNF) alfa – que têm sido implicados em doenças inflamatórias relacionadas à idade.

“O uso do creme reduziu a quantidade de todas as três citocinas em comparação com os níveis dos participantes antes de usar o creme e os níveis de adultos da mesma idade que não usaram o creme. De fato, o uso do creme reduziu os níveis de citocinas dos participantes para quase equivaler a pessoas na faixa dos 30 anos, sugerindo que o rejuvenescimento da pele pode reverter o ‘envelhecimento da inflamação’. O creme também melhorou a hidratação da pele, diminuiu o pH e reparou a barreira de permeabilidade”, diz o estudo.

O estudo faz menção a outras descobertas, já que até recentemente, a comunidade científica não acreditava que a pele pudesse contribuir para a inflamação sistêmica e doenças, mas nos últimos cinco anos, estudos de psoríase e dermatite mostraram que a inflamação da pele por conta dessas doenças provavelmente aumenta o risco de doenças cardíacas. “E envelhecimento da pele é muito mais comum do que psoríase ou dermatite, portanto diminuir a inflamação simplesmente tratando a disfunção da pele observada no envelhecimento pode ter efeitos profundos sobre a saúde”, diz.

A dermatologista explica que a pele começa a deteriorar-se por volta dos 50 anos com alterações no pH epidérmico, na hidratação e na barreira de permeabilidade, que retém a água e bactérias e outros agentes patogênicos em potencial. “Uma perda de hidratação e quebras na barreira de permeabilidade fazem com que a pele libere citocinas inflamatórias. Normalmente, essas citocinas ajudam a reparar defeitos na barreira, mas no envelhecimento da pele, a barreira não pode ser fixada tão facilmente, então os sinais inflamatórios continuam a ser liberados, eventualmente atingindo o sangue”, explica.

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O próximo passo agora é realizar um estudo maior e mais longo para comprovar se a redução dos níveis de citocinas com o creme retarda ou previne doenças inflamatórias relacionadas à idade. “Ainda é prematuro dizer que o uso do creme impedirá o desenvolvimento dessas doenças, mas já se sabe que há uma redução da inflamação”, diz a médica. “De qualquer forma, como a pele tem uma importante função de barreira, aplicar um creme de reparo tecidual e com agentes anti-inflamatórios é uma prática que deve ser feita a vida inteira”, finaliza a médica.

Fonte: Claudia Marçal é médica dermatologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), da American Academy Of Dermatology (AAD) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD). É speaker Internacional da Lumenis, maior fabricante de equipamentos médicos a laser do mundo; e palestrante da Dermatologic Aesthetic Surgery International League (DASIL). Possui especialização pela AMB e Continuing Medical Education na Harvard Medical School. É proprietária do Espaço Cariz, em Campinas – SP.

 

Estudo diz que mudança alimentar ajuda a tratar inflamações na pele

Estudo publicado no Skin Therapy Letter no começo de 2018 afirma que alguns alimentos são altamente maléficos para causar ou piorar inflamações de pele, enquanto outros podem ajudar e muito o tratamento da acne, psoríase, envelhecimento, dermatite e rosácea

Definitivamente, ‘você é o que você come’, mas um novo estudo vai um pouco além disso e diz que você sente na pele muita coisa por conta da sua alimentação. A pesquisa científica Skin and Diet: An Update on the Role of Dietary Change as a Treatment Strategy for Skin Disease, publicada em janeiro no Skin Therapy Letter, afirma que a mudança na dieta pode servir como um componente importante na terapia para certas condições da pele, incluindo acne, rosácea, envelhecimento, psoríase e dermatite.

“Certos nutrientes, alimentos ou padrões alimentares podem agir como ‘gatilhos’ de doenças, enquanto outros podem ser benéficos. Por exemplo, um padrão alimentar que enfatize o consumo de alimentos integrais em vez de alimentos altamente processados pode ajudar no tratamento de certas condições da pele, principalmente àquelas ligadas à inflamação”, afirma a dermatologista Valéria Marcondes, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da American Academy of Dermatology (AAD).

De acordo com a médica, esse artigo foi uma importante revisão para esclarecer as relações entre dieta e pele, uma vez que uma simples pesquisa na internet já revela que há muita desinformação. “Um exemplo é o chocolate. Muitas vezes ligado ao aparecimento de acne, esse produto só é maléfico se tiver alta quantidade de carboidratos e gorduras e menor concentração de cacau. De forma que não é o cacau o responsável por piorar inflamações de pele e, sim, a gordura e o carboidrato”, exemplifica. Na sequência, a médica destaca os principais pontos do estudo:

Acne

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Alimentos perigosos: a evidência mais forte até o momento sobre os gatilhos dietéticos para acne é para dietas de alta carga glicêmica. “Em um estudo, pacientes com acne demonstraram melhora significativa após 12 semanas de uma dieta de baixa carga glicêmica. Estudos posteriores documentaram que esse padrão alimentar resultou em menor biodisponibilidade de andrógenos e alteração na produção de sebo da pele”, diz a médica. O uso de suplementos como Whey Protein já foi indicado em estudos como influenciador importante no desenvolvimento de acne resistente.

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A dieta ideal: as recomendações alimentares para pacientes com acne incluem alimentos ou suplementos contendo probióticos, ácidos graxos ômega-3, zinco, antioxidantes, fibras e vitamina A. “Alimentos com zinco tem papel importante para o controle da produção de sebo, de acordo com estudos”, afirma a médica.

Envelhecimento da Pele

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Alimentos perigosos: para os pacientes que apresentam fotoenvelhecimento, os fatores do estilo de vida que afetam esse processo são um aspecto importante do tratamento. “Embora o tabagismo e a proteção solar sejam comumente indicados como maléficos a esse tipo de paciente, os fatores dietéticos também devem ser considerados”, diz Valéria. Uma das grandes preocupações é o açúcar e o carboidrato: “Níveis mais altos de açúcar no sangue podem resultar na produção de produtos finais de glicação avançada (conhecidos como AGEs), que agem no endurecimento das fibras de colágeno, o que resulta em perda de elasticidade e flacidez. O consumo de AGEs pré-formados, criados durante certos processos de cozimento, como a fritura, também pode ser prejudicial”, afirma a médica.

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A dieta ideal: muitos estudos em laboratório e em animais descobriram que vários antioxidantes encontrados em alimentos (frutas, vegetais, folhas de chá e sementes) atuam para limitar os efeitos cutâneos nocivos da radiação ultravioleta (UV). “Em um estudo, indivíduos que consumiram pasta de tomate diariamente por 12 semanas apresentaram menos eritema induzido por UV, bem como níveis mais baixos de metaloproteinases (enzimas que degradam colágeno)”, diz a médica. Outras pesquisas em humanos sugerem que uma dieta rica em fitonutrientes pode limitar o fotodano. “Um estudo relatou que a maior ingestão de vegetais, legumes e azeite parece proteger contra danos do fotoenvelhecimento. Em outra pesquisa com mais de 4.000 mulheres, concluiu-se que as vitaminas A e C são importantes para uma pele ser menos envelhecida”.

Dermatite Atópica

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Alimentos perigosos: as alergias alimentares estão altamente correlacionadas com a dermatite atópica e os seis alimentos mais comuns a funcionar como gatilhos são: leite, ovos, trigo, soja, frutos do mar ou nozes.

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A dieta ideal: os simbióticos, que são probióticos em combinação com prebióticos, mostraram-se promissores no tratamento da dermatite atópica. “Probióticos são bactérias vivas, similares àquelas encontradas naturalmente no corpo humano, e que podem ser benéficas para a saúde. Os prebióticos, como certas fibras vegetais, são definidos como carboidratos não digeríveis que estimulam o crescimento de bactérias probióticas no intestino”, explica.

Psoríase

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Alimentos perigosos: a importância da dieta deve ser enfatizada para todos os pacientes com psoríase, principalmente devido ao maior risco de doenças relacionadas, incluindo diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares, que podem ser evitadas ou melhoradas por abordagens dietéticas. “É bem reconhecido que o tabagismo e o aumento da ingestão de álcool estão associados à psoríase. Mas alimentos contendo glúten podem atuar como um gatilho em alguns pacientes, e testes para anticorpos celíacos são necessários para aqueles que relatam sintomas gastrointestinais de acordo com o estudo”, explica.

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A dieta ideal: em uma revisão sistemática da literatura, o aumento da gravidade da psoríase pareceu correlacionar-se com um maior índice de massa corporal (IMC), e acredita-se que a obesidade provavelmente predisponha à psoríase e vice-versa. De acordo com o artigo, embora as recomendações dietéticas específicas não sejam claras, um estudo observacional encontrou uma associação benéfica de melhora com pacientes que seguiram a dieta mediterrânea. “Em termos de suplementos nutricionais, vários estudos apostam no óleo de peixe como o mais promissor e a vitamina D oral demonstrando alguma promessa em estudos abertos. Houve evidência limitada para o benefício da suplementação de vitamina B12 e selênio”, afirma a médica.

Rosácea

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Alimentos perigosos: pacientes com rosácea devem evitar os desencadeantes alimentares e nesse grupo entram várias especiarias, molho picante, chocolate ao leite e branco, frutas cítricas, álcool (incluindo vinho e bebidas destiladas), além de bebidas quentes como café e chá. “Não significa que o paciente com o paciente com rosácea deve deixar de ingerir todas essas substâncias, mas ele deve ficar de olho, juntamente com o médico, se esses alimentos não influenciam negativamente na vermelhidão da pele e inflamações”, afirma a médica.

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A dieta ideal: a pesquisa indica o possível papel de uma conexão intestinal na rosácea, sugerindo um aumento do consumo de fibras e da ingestão de água ou o uso de simbióticos por via oral.

Fonte: Valéria Marcondes é dermatologista da clínica que leva seu nome, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia com título de especialista e da Academia Americana de Dermatologia. Foi fundadora e é membro da Sociedade de Laser.

Pesquisas mostram que cerveja pode fazer bem à saúde

Cientistas japoneses publicaram um estudo na revista científica Medical Molecular Morphology comprovando que o lúpulo presente na cerveja possui propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes.  É isso mesmo que você leu, a cerveja, consumida com moderação, faz bem à saúde. A seguir,  confira alguns dos benefícios:

Combate à gripe

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Cientistas japoneses publicaram um estudo na revista científica Medical Molecular Morphology comprovando que o lúpulo presente na cerveja possui propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes capazes de inibir a multiplicação do vírus, contribuindo além do combate à gripe, também para a prevenção da pneumonia.

Diminui a probabilidade de desenvolver a doença de Alzheimer

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A cerveja pode reduzir em até 23% a probabilidade da pessoa sofrer disfunção cognitiva ou doença de Alzheimer na velhice. Essa informação pode ser encontrada em um estudo publicado em 2011 pela Universidade de Lyola, nos EUA.

Ajuda a controla o colesterol

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Nas cervejas escuras, principalmente, existe fibra solúvel. Elas são responsáveis por reduzir os níveis de colesterol LDL e, com isso, diminuir o risco de doenças cardiovasculares.

Diminui o envelhecimento precoce

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Foto: Ulleo/Pixabay

A cerveja possui um polifenol em seu lúpulo, o xanthohumol, com propriedade antioxidante, impedindo a ação danosa dos radicais livres, que causam o envelhecimento precoce. Isso foi apontado em um estudo da Universidade de Lanzhou, na China, divulgado em 2015 pelo Journal of Agricultural and Food Chemistry, essa propriedade beneficia, inclusive, as células cerebrais.

Diminui o risco de diabetes tipo 2

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Foram analisados 38.000 profissionais de saúde masculinos na Holanda e foi descoberto que o consumo moderado de cerveja diminui, ao longo de quatro anos, a probabilidade de desenvolver diabetes tipo 2.

Ajuda a fortalecer os ossos

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A cerveja pode beneficiar a saúde dos ossos e do tecido conjuntivo, tudo por conta do silício presente na bebida, que ajuda a melhorar a densidade óssea, segundo um estudo do Kings College, em Londres. A substância, encontrada no grão da cevada, é mais abundante nas cervejas do tipo ales e nas lagers.

Possui menos calorias que um suco de laranja

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Um copo de cerveja possui 120 calorias, contra 180 calorias num copo de copo de laranja sem açúcar.

Ajuda a tratar a insônia

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O efeito sedativo da cerveja, de acordo com uma pesquisa realizada pela University of Extremadura, na Espanha, pode ser ideal para o tratamento de insônia e distúrbios associados ao sono, já que o lúpulo presente na bebida aumenta a atividade do neurotransmissor Gaba, substância que apresenta efeito sedativo e diminui a ação do sistema nervoso, preparando o organismo para um sono tranquilo.

É a bebida alcoólica mais nutritiva

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A cerveja é a bebida que possui mais possui compostos nutritivos, principalmente vitaminas do complexo B, minerais como fósforo, selênio, magnésio e algumas fibras solúveis.

Previne o surgimento de doenças cardiovasculares

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A revista científica The Lancet publicou um estudo holandês que constatou que pessoas que bebem cerveja regularmente apresentam taxas de vitamina B6 cerca de 30% mais altas quando comparadas a exames de outros que não costumam consumir a bebida. A vitamina B6 é responsável por ajudar a eliminar a homocisteína, substância que, em excesso, contribui para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares. Existe também uma pesquisa do Centro de Pesquisa Cardiovascular de Barcelona, na Espanha, que demonstrou que a cerveja possui efeito protetor do sistema cardiovascular, reduzindo a cicatriz no coração provocada por um infarto agudo do miocárdio.

Melhora o sistema imunológico

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O consumo moderado de cerveja traz benefícios para o sistema imunológico, tornando o organismo mais resistente a algumas infecções, conforme um estudo publicado na revista científica Annals of Nutrition and Metabolism.

Aumenta a criatividade

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Segundo um estudo publicado no jornal Consciousness and Cognition, o consumo de cerveja com moderação faz com que as pessoas fiquem mais espertas e criativas.

Ótimo remédio contra pedras nos rins

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Como todos sabem, a cerveja é , reconhecidamente diurética, estimulando o fluxo de urina , agora uma pesquisa da Harvard School of Public Health mostrou que a bebida pode reduzir sensivelmente o risco de formação dos cálculos renais, até em proporção maior do que chá.

Cerveja é um produto natural

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Cevada – Foto: Pixabay

Por norma, a cerveja não tem corantes nem conservantes, é produzida a partir de elementos naturais, como água, grãos de cevada maltados e lúpulo, sendo que este último é o responsável pelo sabor e aroma desta bebida.

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Depois de demonstrados todos os benefícios, quando consumida em moderação, só nos resta concluir que uma visita ao La Rambla Mooca, com suas 16 torneiras de chope artesanal, é praticamente como uma visita a um spa, só vai trazer benefícios para sua saúde.

La Rambla Rua Conde Prates, 620, Mooca

SII: terapia cognitivo-comportamental por telefone e Internet alivia sintomas

O tratamento usual para a síndrome do intestino irritável consiste em drogas e conselhos sobre estilo de vida e dieta. Agora, um novo estudo sugere que fazer terapia comportamental cognitiva pela Internet ou pelo telefone, além dos cuidados habituais, pode reduzir os sintomas de forma mais eficaz do que o tratamento padrão para aqueles cuja SII não está respondendo aos medicamentos.

A pesquisa, que tomou a forma de um estudo controlado randomizado, é a maior até agora a ter testado esses tipos de terapia cognitivo-comportamental (TCC) para o tratamento da síndrome do intestino irritável (SII).

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O experimento foi realizado no Reino Unido, sob a direção de pesquisadores da Universidade de Southampton e do King’s College London, que detalharam os métodos e descobertas em um artigo publicado na revista Gut.

A SII é uma condição intestinal comum com sintomas persistentes que podem afetar significativamente a qualidade de vida de uma pessoa. As novas descobertas podem ajudar a ampliar o acesso ao Serviço Nacional de Saúde (NHS) no Reino Unido e à terapia psicológica efetiva para pessoas com a síndrome.

As diretrizes clínicas do Reino Unido recomendam a TCC para pessoas com SII cujos sintomas permanentes não respondem aos medicamentos após 12 meses. Os pesquisadores afirmam que, embora a TCC possa “reduzir as pontuações dos sintomas e melhorar a qualidade de vida por meio de crenças e comportamentos de enfrentamento inúteis”, ainda não sabem quais métodos de administração são os mais eficazes.

Estudos anteriores sugeriram que sessões presenciais de TCC poderiam ajudar a reduzir os sintomas da SII. Porém, a primeira autora do estudo, Drª Hazel A. Everitt, que é professora associada em clínica geral na Universidade de Southampton, explica: “No entanto, na minha experiência clínica descobri que a disponibilidade [de face a  face] da TCC é extremamente limitada”.

SII e TCC

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SII é uma condição gastrointestinal persistente e angustiante que afeta cerca de 11% das pessoas em todo o mundo, e “requer carga significativa de cuidados de saúde”. Os sintomas incluem dor abdominal, cólicas, inchaço, constipação e diarreia. Eles podem ter um impacto considerável na capacidade de uma pessoa para trabalhar e manter sua qualidade de vida. SII não é o mesmo que doença inflamatória intestinal (DII), embora as duas condições tenham alguns sintomas semelhantes.

Já a TCC é uma “terapia da fala” que ajuda as pessoas a alterarem seu pensamento e comportamento para gerenciar os problemas de uma maneira positiva e sistemática. A terapia concentra-se no presente e incentiva a mudança por meio de pequenos passos práticos que os indivíduos podem implementar em suas vidas diárias imediatamente.

A abordagem pode ajudar várias condições médicas, desde SII a transtornos alimentares, depressão, ansiedade, insônia e estresse pós-traumático.

Comparando a TCC adaptada ao atendimento padrão

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Para o estudo, os pesquisadores recrutaram 558 pessoas com SII que estavam passando por sintomas contínuos sem alívio e em outros tratamentos por pelo menos 12 meses. Eles atribuíram aleatoriamente os participantes a três grupos. Em um grupo, de controle, receberam cuidados padrão, enquanto os outros dois grupos receberam duas formas de TCC adaptadas para a SII, além do tratamento padrão.

Os cuidados padronizados incluíam o “tratamento como de costume”, que os pesquisadores definiram como “continuação dos medicamentos atuais e acompanhamento habitual do clínico geral ou consultores sem terapia psicológica”. Ele também incluiu conselhos e um folheto sobre estilo de vida e dieta.

As duas formas de TCC – por telefone e pela Internet – tinham os mesmos objetivos, mas diferentes modos de entrega e quantidades variáveis ​​de informações dos terapeutas, que também passaram por um treinamento.

Ambas as formas de TCC visavam melhorar os hábitos intestinais e desenvolver padrões estáveis ​​e saudáveis ​​de alimentação. Também procuraram gerenciar o estresse, desafiar o pensamento negativo, reduzir o foco nos sintomas e prevenir a recaída.

Aqueles no programa de TCC por telefone receberam um manual com conselhos detalhados e trabalhos de casa. Eles também falaram por uma hora ao telefone com um terapeuta por seis vezes durante as primeiras nove semanas. Então, eles tiveram mais duas sessões de reforço de uma hora com o terapeuta no telefone, aos quatro e aos 8 meses após o início do programa.

Os participantes do programa de TCC pela Internet poderiam acessar um pacote de autoajuda interativa baseado em materiais de um teste anterior para SII. Eles também receberam três sessões de telefone de 30 minutos com um terapeuta nas primeiras cinco semanas e depois duas sessões de reforço de 30 minutos após quatro e oito meses.

Os resultados favoreceram ambos os modos de TCC

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Para avaliar a eficácia do tratamento nos três grupos, os pesquisadores analisaram uma série de medidas, incluindo mudanças nos escores de gravidade dos sintomas, nível de interrupção do trabalho e da vida social, humor e capacidade de lidar com os sintomas.

Eles avaliaram algumas pessoas, 3 e 6 meses após o início dos tratamentos e, em seguida, no final do estudo, que durou 12 meses. Os resultados mostraram que, em comparação com os participantes que receberam apenas tratamento padrão por 12 meses, aqueles que receberam TCC por telefone ou pela web tiveram maior probabilidade de relatar que seus sintomas diminuíram em gravidade e que o trabalho e vida social melhoraram.

É importante notar que apenas as pessoas cuja SII não respondeu às drogas participaram do estudo, então, os resultados não se aplicam necessariamente a todos com o problema.

A equipe está agora trabalhando com o Serviço Nacional de Saúde inglês para que mais pessoas com SII possam acessar esses tratamentos. Eles também estão trabalhando com uma empresa privada para tornar a TCC pela web mais acessível fora do serviço de saúde e em outros países.

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“O fato de que ambas as sessões de TCC realizadas por telefone e pela web se mostraram tratamentos eficazes é uma descoberta realmente importante e excitante. Os pacientes são capazes de realizar esses tratamentos em um momento conveniente para eles, sem terem que se deslocar para clínicas”, afirma um dos pesquisadores, o médico Hazel A. Everitt.

Fonte: Medical News Today

Inscrições abertas para curso voltado ao empreendedorismo na moda

Instituição curitibana está com inscrições abertas para curso voltado ao empreendedorismo na moda; ofertado pelo Centro Europeu, o curso “Fashion Business” prepara profissionais para atuar em um dos segmentos que mais cresce no mundo

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Mais do que desfiles e tendências em roupas e acessórios, o mercado da moda é extremamente abrangente e está em constante expansão. No Brasil, o segmento é o segundo maior gerador de empregos no país, e de acordo com a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecções (Abit), são mais de 32 mil empresas que empregam cerca de 1,5 milhões de pessoas. É lógico que investir neste mercado exige muita pesquisa, conhecimento e competências profissionais. Pensando nisso, o Centro Europeu, uma das principais escolas de profissões da América Latina, acaba de lançar o curso “Fashion Business”.

Com uma abordagem dinâmica e multidisciplinar, o objetivo do curso é fomentar a produção local e o design autoral formando profissionais capazes de avaliar novos comportamentos de consumo e identificar o potencial de um negócio. “A intenção é ampliar o olhar profissional dos alunos, oferecendo as ferramentas necessárias para que eles entendam o mercado e desenvolvam habilidades e competências para transformar suas ideias em negócios”, explica Nicolle Gora, supervisora do curso “Fashion Business” do Centro Europeu.

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“Além disso, os participantes serão incentivados a desenvolver projetos de forma criativa e colaborativa, trabalhando com pessoas de diversas áreas como fotografia, cinema, artes visuais, e empreendedorismo, em um espaço que inspira criatividade “, complementa a especialista.

Ministrado por mentores experientes e com destaque no mercado de trabalho, o curso tem duração de 4 meses e é composto por disciplinas pautadas nas principais tendências mundiais de empreendedorismo e design de moda. Economia criativa, mercado e profissões de moda, comunicação e branding, plano de negócios e Design Thinking, identidade de marca, método canvas de negócios de moda, formação de preço, estratégias de venda, estratégias de inserção no mercado são alguns dos assuntos abordados no curso.

Além disso, os alunos serão constantemente inseridos na realidade do mercado de trabalho, estudando o dia a dia de empreendedores do ramo e participando de palestras, showroom, pitches e mentorias exclusivas.

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A próxima turma do curso “Fashion Business” do Centro Europeu tem início neste mês de março, com aulas aos sábados, no período da manhã, das 8h30 às 11h45. As atividades serão realizadas na sede Batel (Benjamin Lins, 999).

Informações: Telefone (41) 3233-6669 ou no site do Centro Europeu.

Brasileiros estão entre os que mais se preocupam com os ingredientes daquilo que consomem

Análise da GfK revela que gordura trans, gordura saturada, conservantes, corantes, açúcar branco e sal/sódio estão entre os principais vilões para os consumidores.

O Brasil é um dos países onde a preocupação com a saúde é altíssima e crescente. Talvez por conta de alguns índices extremamente preocupantes. Entre eles, que 25% dos brasileiros sofrem de hipertensão arterial e este percentual sobe a partir dos 55 anos, 40% tem problemas com colesterol alto, 8% tem diabetes e um a cada três adultos com mais de 18 anos está com excesso de peso e 10% é considerado obeso. Sem dúvida, são números alarmantes.

E podem ser a explicação de porque os brasileiros, cada vez mais, preocupam-se com os ingredientes daquilo que consomem. É o que revela o mais recente estudo da GfK, uma das mais respeitadas empresas globais de pesquisa, sobre os ingredientes que os brasileiros consideram serem as maiores ameaças à sua saúde.

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Na comparação com o resto do mundo, o consumidor brasileiro, em média, tem um interesse por alimentos saudáveis 9% acima da média global: 70% no Brasil, contra 61% no resto do mundo e 66% na América Latina. 86% dos brasileiros dizem evitar alimentos processados, no resto do mundo esse número é de 73% e na América Latina 82%. Ainda na liderança da média global, 73% dos consumidores do Brasil dizem buscar alimentos nutritivos contra 63% da média global e 72% dos latino-americanos.

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Outra conclusão que o estudo revelou foi que o brasileiro se julga consciente dos ingredientes que são potencialmente prejudiciais dos alimentos e bebidas que tenham em casa. “Porém, mesmo que avaliem a tabela nutricional dos produtos em seus rótulos, ainda tem duvidas como Até quanto de carboidrato/açúcar é nocivo, por exemplo”, afirma Renato Oliveira, diretor da GfK e coordenador do estudo.

Na mesma direção, ainda segundo a GfK, 66% dos brasileiros consideram importante que as informações dos rótulos sejam fáceis de ler e entender, contra 58% da média global. “Na opinião dos entrevistados, um produto saudável é caracterizado pela redução de ingredientes considerados prejudiciais à saúde” pondera Renato. Entre os maiores vilões, lideram a lista, pela ordem das citações, as gorduras trans ou hidrogenadas para 65% dos ouvidos, a gordura saturada para 64%, conservantes 64%, corantes 58%, açúcar branco 54% e sal/sódio também 54%.

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Entre os alimentos e bebidas considerados mais prejudiciais à saúde, os refrigerantes são os mais citados pelos entrevistados com um percentual de 36%, com a justificativa de conter açúcar, gás, conservantes, corantes e aromas. Logo em seguida, citada por 34% dos consultados vem as bolachas doces e para 33% as salgadas, ambas pela presença de carboidratos, corantes, conservantes, gorduras e glúten. No caso das doces, os consumidores também citaram a presença de açúcar como item presente e prejudicial. Os salgadinhos vem logo a seguir como produto prejudicial para 32% dos consultados pelo estudo.

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Já entre os produtos que as famílias mais citaram terem reduzido o consumo em suas casas, a lista é encabeçada pelos refrigerantes, seguidos por frituras, sucos em pó, embutidos, fast foods, congelados, e sopas industrializadas. A principal razão para a redução destes (e de outros) produtos foi a presença, pela ordem, de gorduras (trans e saturadas), açúcar e sódio especialmente.

O estudo também identificou quais os principais efeitos negativos de cada ingrediente, na opinião dos consumidores brasileiros. A gordura saturada é citada por 80% dos respondentes como associada a aumentar o colesterol, por 67% como um ingrediente que engorda e por 61% que aumenta o risco de doenças cardiovasculares e hipertensão. Já o açúcar branco é citado por 80% dos consultados como um produto que engorda, por 71% que aumenta o risco de diabetes e por 62% que produz cárie. O sódio é citado por 79% dos respondentes como um produto que aumenta o risco de doenças cardiovasculares e hipertensão.

“Por outro lado, o adoçante, que em países desenvolvidos é considerado um temido vilão, aqui no Brasil é citado por apenas 35% dos ouvidos como um produto que aumenta o risco de diabetes e por outros 35% de que aumenta o riso de câncer”, finaliza Oliveira.

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GfK

A GfK é uma corporação global nascida na Alemanha em 1934. Listada na bolsa de valores de Frankfurt, há mais de 80 anos é fonte confiável de informações relevantes sobre mercados e consumidores, permitindo que seus clientes – varejo e indústria – tomem decisões mais assertivas em seu cotidiano. Conta com mais de 13 mil especialistas em pesquisa de mercado que combinam a paixão pelo que fazem com uma longa e vasta experiência em ciência de dados. Isso permite que a GfK forneça insights globais, combinados à inteligência de mercado local, em mais de 100 países. Por meio de tecnologias inovadoras e da interpretação de dados, a GfK transforma o big data em dados inteligentes, possibilitando que seus clientes alavanquem sua vantagem competitiva, enriquecendo suas experiências, b em como as escolhas dos consumidores.