Arquivo da tag: estudo

Ingerir um ovo por dia traz benefícios à saúde e não aumenta risco de doenças

De acordo com estudo realizado por pesquisadores da universidade McMaster e publicado em janeiro no The American Journal, a ingestão de um ovo por dia não aumenta o risco de doença cardiovascular ou diabetes.

Afinal, o ovo faz bem ou mal à saúde? Este é um alimento que gera bastante controvérsia; você já deve ter ouvido (ou lido em algum lugar) alguma opinião de especialista dizendo para ter cuidado com a ingestão excessiva de ovos, assim como, provavelmente, já escutou o contrário.

ovo

“De fato, o ovo possui propriedades muito benéficas, pois é uma ótima fonte de proteína de alta qualidade, minerais e possui vitaminas A, D e B12. No entanto, devido ao alto índice de gordura, alguns estudos já apontaram que o alimento pode estar relacionado ao aumento de colesterol no sangue, o que levaria a problemas cardíacos”, explica Marcella Garcez, médica nutróloga e diretora da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran).

Ocorre que, de acordo com um novo estudo, publicado em janeiro e conduzido na Universidade McMaster, a ingestão moderada de ovos – aproximadamente um por dia -, não aumenta o risco de doença cardiovascular ou de diabetes, nem mesmo para pessoas que já possuem histórico dessas doenças.

A pesquisa utilizou dados de três outros estudos anteriores de longo prazo. Assim, os pesquisadores avaliaram cerca de 177 mil pessoas, distribuídas em 50 países dos seis continentes, e constatou que a ingestão moderada de ovos não aumenta o risco de doenças cardiovasculares (DVC) ou mortalidade entre aqueles com ou sem histórico de DCV ou diabetes. Além disso, não foi encontrada associação significativa entre a ingestão de ovos e colesterol na dieta e lipídios no sangue.

“Um fator muito interessante desse estudo é o fato de ter incluído informações do sul da Ásia, África, Oriente Médio e América do Sul, pois, geralmente, os estudos se concentram na América do Norte, Europa, China e Japão – países de alta renda. É importantíssimo, para uma investigação efetiva, que os estudos contemplem uma variedade maior de contextos culturais e socioeconômicos”, afirma.

Para chegar à conclusão, os pesquisadores revisaram todos os dados dos três estudos anteriores e observaram diversas discordâncias entre as pesquisas, o que evidencia a possibilidade de que os efeitos dos ovos à saúde possam depender, também, da dieta de fundo. Dessa forma, os ovos forneceriam efeitos diferentes, dependendo da qualidade da proteína na dieta.

Como exemplo: em regiões do mundo que consomem dietas ricas em carboidratos, principalmente carboidratos refinados, é menor a probabilidade de os ovos serem os alimentos prejudiciais e causadores de doenças cardiovasculares. Por isso, segundo a nutróloga, é ideal manter sempre a alimentação equilibrada e sob acompanhamento profissional.

ovo cozido Gimme Some Oven

Segundo Marcella, apesar de não haver consenso sobre a questão, é possível consumir o alimento de modo a minimizar os possíveis riscos: “O ideal é cozinhar o ovo da forma mais natural possível, com água, por exemplo, evitando fritá-lo com gorduras processadas como óleo ou margarina. Como não há consenso, o ideal é que, principalmente pessoas com diabetes e problemas cardiovasculares, consumam o alimento sob acompanhamento nutrológico e, além disso, tenham uma dieta balanceada e saudável elaborada pelo especialista”, destaca.

Fonte: Marcella Garcez é Médica Nutróloga, Mestre em Ciências da Saúde pela Escola de Medicina da PUCPR, Diretora da Associação Brasileira de Nutrologia e Docente do Curso Nacional de Nutrologia da ABRAN. A médica é Membro da Câmara Técnica de Nutrologia do CRMPR, Coordenadora da Liga Acadêmica de Nutrologia do Paraná e Pesquisadora em Suplementos Alimentares no Serviço de Nutrologia do Hospital do Servidor Público de São Paulo.

 

Dieta pobre pode levar à perda da visão

A mídia destaca os riscos para a saúde cardiovascular, obesidade e câncer, associados à má alimentação, mas a má nutrição também pode danificar permanentemente o sistema nervoso, principalmente a visão

Um caso extremo de comer “exigente” causou perda da visão em um jovem paciente, de acordo com um novo estudo de caso publicado no Annals of Internal Medicine. Os pesquisadores da Universidade de Bristol, que examinaram o caso, recomendam que os médicos considerem a neuropatia óptica nutricional em pacientes com sintomas visuais inexplicáveis ​​e dieta pobre, independentemente do Índice de Massa Corporal (IMC), para evitar perda permanente da visão.

junk food

“A neuropatia óptica nutricional é uma disfunção do nervo óptico, importante para a visão. A condição é reversível, se detectada cedo. Mas, se não tratada, pode levar a danos estruturais permanentes no nervo óptico e perda da visão”, afirma o oftalmologista Virgílio Centurion, diretor do Instituto de Moléstias Oculares (IMO).

Em países desenvolvidos como o Reino Unido, as causas mais comuns de neuropatia óptica nutricional são problemas intestinais ou medicamentos que interferem na absorção de nutrientes importantes para o estômago. As causas puramente alimentares são menos comuns porque o suprimento de alimentos é bom, mas em outros lugares do mundo, pobreza, guerra e seca estão ligadas à desnutrição e a taxas mais altas de neuropatia óptica nutricional.

Cientistas clínicos da Bristol Medical School e do Bristol Eye Hospital examinaram o caso de um paciente adolescente que primeiro procurou um clínico geral com queixa de cansaço. A ligação entre seu estado nutricional e a visão não foi detectada muito mais tarde, quando sua deficiência visual tornou-se permanente.

Apesar de ser um “comedor exigente”, o paciente apresentava IMC e altura normais, sem sinais visíveis de desnutrição e não tomava medicamentos. Os testes iniciais mostraram anemia macrocítica e baixos níveis de vitamina B12, que foram tratados com injeções de vitamina B12 e orientação dietética.

Quando o paciente voltou ao hospital, um ano depois, os sintomas de perda auditiva e de visão haviam se desenvolvido, mas nenhuma causa foi encontrada. Aos 17 anos, a visão do paciente piorou progressivamente, a ponto de chegar à cegueira.

Investigações posteriores descobriram que o paciente apresentava deficiência de vitamina B12, baixos níveis de cobre e selênio, alto nível de zinco e acentuado nível reduzido de vitamina D e densidade mineral óssea. Desde o início do ensino médio, o paciente consumia uma dieta limitada a batatas fritas, pão branco e um pouco de carne de porco processada. No momento em que a condição do paciente foi diagnosticada, ele apresentava visão prejudicada permanentemente.

Os pesquisadores concluíram que a dieta junk food (alimentos com alto teor calórico, mas com níveis reduzidos de nutrientes) do paciente e a ingestão limitada de vitaminas e minerais nutricionais resultaram no aparecimento de neuropatia óptica nutricional. Eles sugerem que a condição pode se tornar mais prevalente no futuro, dado o consumo generalizado de junk food, em detrimento de opções mais nutritivas, e a crescente popularidade do veganismo (se a dieta vegana não for suplementada adequadamente para evitar a deficiência de vitamina B12).

That Vegan Brand - Gnocchi de Espinafre 4
Gnocchi de espinafre vegano

“A visão impacta nossa qualidade de vida, educação, emprego, interações sociais e saúde mental. O caso relatado no estudo destaca o impacto da dieta na saúde visual e física e o fato de que a ingestão de calorias e o IMC não são indicadores confiáveis ​​do estado nutricional”, afirma a neuro-oftalmologista Márcia Marques, que também integra o corpo clínico do IMO.

A equipe de pesquisadores recomenda que o histórico da dieta faça parte de qualquer exame clínico de rotina, como perguntar sobre tabagismo e ingestão de álcool. “Isso pode evitar que o diagnóstico de neuropatia óptica nutricional seja esquecido ou descartado, pois algumas perdas visuais associadas podem ser recuperadas totalmente se as deficiências nutricionais forem tratadas com antecedência suficiente”, afirma a oftalmologista Márcia Marques.

Fonte: IMO-Instituto de Moléstias Oculares

Estudo relaciona uso do celular com dor nas mãos; massageador alivia sintoma

Segundo estudo conduzido por Universidade na Suécia, o polegar é uma das regiões mais sensíveis. O dispositivo home device iPalm massageia as mãos, além de proporcionar sensação de bem-estar e alívio das dores

Atualmente, é cada vez mais fácil observar pessoas que não largam o celular por nada e passam o dia todo digitando e enviando mensagens. No entanto, isso pode trazer problemas, segundo estudo de 2018 conduzido pela Universidade de Gothenburg, na Suécia.

mulher celular cama

De acordo com a publicação, os movimentos altamente repetitivos têm sido identificados como um potencial fator de risco para distúrbios musculoesqueléticos relacionados ao uso de telefones celulares, sendo que o polegar é o que mais sofre.

Uma das formas de diminuir o impacto do problema é por meio de massageadores, como iPalm, da Basall. O aparelho portátil alivia a tensão e recupera as energias com uma massagem por pressão de ar (bolsas pneumáticas) e compressa quente, trazendo uma sensação de relaxamento e conforto.

Prático, iPalm possibilita programar o tempo de massageamento, ajustar os níveis de compressão e a temperatura. O aparelho ainda conta com um botão para descarga de pressão. Indicado para quem trabalha com computadores, teclados e mouses por muito tempo; heavy-users de smartphones; artistas que usam os dedos com frequência; pessoas que têm enrijecimento de dedos e em pontos da palma das mãos. Auxilia como complemento de terapias SPA das mãos.

ipalm_usando_dispositivo

Com apenas 1.129 gramas, o dispositivo segue o conceito de home device (equipamentos que podem ser usados em casa e qualquer lugar).

Informações: Basall

Como os antidepressivos afetam as bactérias intestinais?

Pesquisas recentemente publicadas  examinam os efeitos de drogas psiquiátricas, incluindo antidepressivos, na composição de bactérias intestinais de roedores e de humanos. Mais e mais estudos estão apoiando o papel da microbiota intestinal em condições psiquiátricas.

Ansiedade e depressão são apenas algumas das condições de saúde mental que os pesquisadores associaram a alterações na composição da microbiota intestinal.

Por exemplo, um estudo recente publicado pela Medical News Today listou uma variedade de bactérias que contribuem para a criação de compostos neuroativos no intestino – isto é, substâncias que interagem com o sistema nervoso, influenciando a probabilidade de desenvolver depressão.

Outra pesquisa em ratos mostrou que roedores criados para serem livres de germes desenvolveram sintomas de ansiedade e depressão e tornaram-se socialmente retraídos. Portanto, dado esse vínculo íntimo entre a saúde mental e a composição das bactérias intestinais, os medicamentos psiquiátricos que afetam o humor também afetam a população de bactérias no intestino?

pesquisa estudo microscopio testes ciencia pixabay
Pixabay

Pesquisadores liderados por Sofia Cussotto, da University College Cork, na Irlanda, começaram a investigar isso em roedores. Primeiro, a equipe “investigou a atividade antimicrobiana dos psicotrópicos contra duas estirpes bacterianas residentes no intestino humano, Lactobacillus rhamnosus e Escherichia coli“.

Os psicotrópicos nos quais os pesquisadores se concentraram incluem: fluoxetina, escitalopram, venlafaxina, lítio, valproato e aripiprazol. Em seguida, os cientistas testaram “o impacto do tratamento crônico com esses medicamentos” na microbiota dos ratos.

Sofia e sua equipe publicaram a primeira parte dos resultados no ano passado na revista Psychopharmacology. Eles já apresentaram suas descobertas completas no Congresso do Colégio Europeu de Neuropsicofarmacologia, em Copenhague, na Dinamarca.

Os resultados do primeiro estudo desse tipo

remedio pilula pixabay
Pixabay

Os cientistas deram aos roedores medicamentos psiquiátricos por um período de quatro semanas, no final dos quais analisaram as composições da microbiota intestinal. Eles descobriram que o lítio e o valproato – ambos estabilizadores de humor que podem tratar doenças como transtorno bipolar – aumentaram o número de certos tipos de bactérias, como Clostridium, Peptoclostridium, Intestinibacter e Christenellaceae.

Por outro lado, inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS), como os antidepressivos fluoxetina e escitalopram, interromperam o crescimento de cepas bacterianas como Escherichia coli. “Descobrimos que certos medicamentos, incluindo o estabilizador de humor lítio e o antidepressivo fluoxetina, influenciaram a composição e a riqueza da microbiota intestinal”, diz a cientista.

“Embora algumas drogas psicotrópicas tenham sido previamente investigadas em ambientes in vitro, esta é a primeira evidência em um modelo animal”  Sofia Cussotto

Implicações da nova pesquisa

cerebro microbioma shape magazine
Shape Magazine

Comentando de forma independente, Serguei Fetissov, professor de fisiologia da Universidade Rouen, na França, que não participou da pesquisa, oferece sua opinião sobre os resultados.

Ele diz: “Esses dados iniciais são intrigantes e dignos de uma investigação mais aprofundada. No momento, seria prematuro atribuir um papel direto das bactérias intestinais na ação dos medicamentos antidepressivos até que este trabalho possa ser reproduzido em seres humanos, o que autores agora esperam fazer. ”

De fato, Sofia e colegas estão atualmente tentando desvendar os efeitos que as drogas psiquiátricas podem ter sobre os indivíduos e, para esse fim, estão realizando um estudo observacional em larga escala em humanos.

“A composição da microbiota intestinal é muito sensível aos processos metabólicos do corpo e pode mudar naturalmente, por meio de mudanças metabólicas induzidas por drogas no cérebro e em outros órgãos”, explica Fetissov.

“Algumas das mudanças relatadas aqui, por exemplo, aumento de Christensenella, podem realmente ser benéficas, mas o significado geral das alterações da composição bacteriana induzidas por medicamentos na […] saúde metabólica e mental precisa de mais pesquisas”.

A pesquisadora principal do estudo também registra a importância dos resultados. “Existem várias implicações nesse trabalho”, diz ela.

“Primeiro de tudo, alguns estudos mostraram que pacientes deprimidos ou esquizofrênicos podem ter composição microbiológica alterada; portanto, drogas psicotrópicas podem funcionar nos micróbios intestinais como parte de seus mecanismos de ação. É claro que isso tem que ser provado”.

“Dado que os antidepressivos, por exemplo, funcionam em algumas pessoas, mas não em outras, a concessão de um subsídio para [o] microbioma pode alterar a resposta de um indivíduo aos antidepressivos. Por outro lado, os efeitos do direcionamento de microbioma podem ser responsáveis pelos efeitos colaterais associados ao esses medicamentos “. Sofia Cussotto

“Todas essas hipóteses precisam ser testadas em modelos pré-clínicos e em humanos, e este é o nosso próximo passo”, finaliza Sofia.

Fonte: MedicalNewsToday

Vitamina D tem papel importante no tratamento da depressão, mostra estudo

Pesquisa clínica aponta que ausência do nutriente aumenta em até 75% o risco de desenvolvimento da doença

A falta de vitamina D pode aumentar o risco de depressão em pessoas com mais de 50 anos. É o que aponta o estudo feito na Irlanda e publicado no Journal of Post-Acute e Long-Term Care Medicine. Especialistas responsáveis pela pesquisa acompanharam 3.965 pessoas nesta faixa etária durante quatro anos e constaram que 400 pessoas haviam desenvolvido depressão. Os participantes do grupo com nível baixo de vitamina D foram os que mostraram um risco 75% maior de apresentar a doença.

tristeza-ansiedade-depressao

O psiquiatra Kalil Dualibi, presidente do Departamento Científico de Psiquiatria da Associação Paulista de Medicina (APM), corrobora com a pesquisa e reforça que relação entre o nível de vitamina D e a saúde mental é estudada há séculos pela comunidade médica. “Para se ter como exemplo, em textos do Tratado de Hipócrates já havia menções sobre o hábito de tomar banho de sol para melhorar o humor”, explica.

A vitamina D pode ser útil para prevenir a depressão e também ajudar no tratamento de pacientes que já apresentam quadro depressivo. Para Dualibi, é fundamental verificar o nível de vitamina D nos pacientes com depressão e fazer suplementação sempre que necessário. “Atendi um paciente frustrado por estar em tratamento há tempos sem ter sucesso. Quando pedi exames, a vitamina D dele estava baixíssima, perto de 8ng/ml. Depois da suplementação, ele melhorou muito e nem precisei alterar as medicações”, afirma o médico.

Para o especialista, pessoas com depressão devem ter atenção especial quando o assunto é o nível de vitamina D – assim como as que apresentam doenças crônicas como diabetes, hipertensão e osteoporose. “Pacientes com depressão também estão entre os grupos de risco porque eles costumam não ter vontade de sair de casa e a exposição ao sol é muito importante para produção da vitamina D”, lembra o especialista.

A falta do nutriente também está associada à diminuição da imunidade e ao comprometimento da massa óssea, o que pode favorecer o desenvolvimento de osteoporose. Sem o nível ideal de vitamina D, apenas entre 10% e 15% do cálcio é absorvido pelo organismo. Além disso, a ausência da vitamina tem relação com a evolução do raquitismo e até alguns tipos de câncer.

Fontes de Vitamina D: o sol não precisa ser sua única alternativa

shutterstock-pilula
Shutterstock

Além da exposição ao sol de áreas específicas do corpo, como braços e pernas – durante 15 a 45 minutos, entre o período das 10h às 16h30 –, e sem filtro solar, o nível ideal de vitamina D pode ser alcançado também por fonte alimentar. Porém, garantir a ingesta adequada vitamina D só com alimentação é extremamente difícil.

De acordo com o médico para atingir 2.000UI de vitamina D seria preciso ingerir cerca de 422g de salmão por dia ou 706g de sardinha (seis latas) ou ainda 80 gemas de ovo. Uma opção mais prática e que não compromete a saúde é a suplementação. Atualmente no mercado, é possível encontrar a vitamina D em cápsulas moles, de fácil ingestão, como o lançamento de Addera D3 2000UI.

Shakes são uma opção para incrementar o consumo de proteína

Os substitutos parciais de refeição oferecem 20 g de proteína por porção, nutriente conhecido por ajudar no ganho de massa muscular, além de oferecer nutrientes essenciais para o organismo com calorias controladas

De acordo com o estudo Global Burden of Disease Study, nenhum país reduziu a taxa de obesidade nos últimos 27 anos. Na realidade, de 40 anos para cá, o problema quase triplicou se tornando uma epidemia, inclusive no Brasil.

Dentre os motivos que levam ao ganho excessivo de peso, estão o desequilíbrio entre as calorias consumidas e as gastas, além do sedentarismo, muito comum nas regiões urbanas. Isso é reforçado por situações que a vida moderna nos coloca, como a falta de tempo, as refeições feitas fora de casa, porções cada vez maiores à venda e a facilidade em comprar alimentos calóricos e com poucos nutrientes.

herbalife

Nesse cenário, os shakes¹ substitutos de refeição tornam-se opções interessantes não apenas para ajudar quem precisa perder peso, como também para pessoas que buscam se alimentar de forma mais saudável. Isso porque são práticos e possuem fórmula nutricionalmente balanceada que seguem toda uma legislação que regula e fiscaliza esse tipo de alimento.

Diferente dos suplementos de proteína, que têm como proposta de oferecer especialmente esse nutriente, os shakes substitutos de refeição possuem fórmula equilibrada, com calorias controladas e ótima densidade nutricional. Isso quer dizer que esse tipo de produto tem uma relação equilibrada de vitaminas e minerais por caloria.

“Esses shakes são projetados para diferentes objetivos. De uma maneira simplificada, os substitutos de refeições foram desenhados para ajudar no controle do peso e a manter uma alimentação equilibrada, enquanto os suplementos de proteínas são usados para o desempenho atlético. Mas ambos oferecem ótimas quantidades de proteína, essencial para o ganho de massa muscular quando utilizados com um programa de exercícios físicos”, explica o médico nutrólogo, Nataniel Viuniski, membro do Conselho de Assuntos de Nutrição da Herbalife Nutrition.

No entanto, a quantidade de proteína presente na fórmula dos substitutos de refeição também se destaca, com cerca de 20 g por porção. “Além da função de nutrir, a proteína está presente nesse produto para reduzir a fome e controlar o apetite. Por isso, é uma opção muito interessante para quem busca um estilo de vida saudável e ativo”, fala o médico.

Por oferecer muitos nutrientes com calorias controladas, o shake substituto de refeição possibilita à pessoa fazer um bom gerenciamento de seu peso. Ou seja, quando substituímos uma ou duas das três refeições principais diárias por um shake com menos calorias, obtemos um emagrecimento adequado, sem abrir mão dos nutrientes essenciais ao organismo.

“Para se ter ideia, um shake corretamente preparado oferece cerca de 200 calorias, enquanto um café da manhã, um almoço ou jantar pode variar facilmente de 500 a 800 calorias. É essa redução da ingestão de calorias a razão científica dos shakes substitutos de refeição funcionarem tão bem”, explica Viuniski.

herbalife222.jpg

Um estudo realizado por cientistas da Universidade de Ulm, na Alemanha, avaliou dois grupos de obesos durante 12 meses. Um deles seguiu uma dieta rica em proteína, substituindo uma ou duas das refeições diárias por shakes. O outro grupo seguiu uma dieta de proteína com refeições convencionais. O resultado mostrou que, aqueles que consumiram o shake emagreceram mais e perderam mais gordura em relação ao outro grupo. Já a manutenção da massa magra foi semelhante em ambos. Portanto, na hora de escolher qual produto consumir, avalie qual é o seu real objetivo.

¹1Pó para o preparo de bebida para controle de peso. Para mais informações sobre esse produto, consulte o catálogo ou o site.

Fonte: Herbalife

Combate à violência infantil: crianças brasileiras querem ser ouvidas, aponta estudo

No país, 70% das crianças não se sentem protegidas contra maus-tratos, índice superior à média mundial, que é de 40%

A violência contra crianças é um grave problema nacional que ultrapassa gerações, classe social, cultura, gênero e status socioeconômico. No Brasil, 67% dos meninos e meninas com idades entre 10 e 12 anos não se sentem suficientemente protegidos contra a violência. O percentual é superior ao verificado mundialmente, que é de 40%.

É o que revela o estudo do ChildFund Brasil, agência humanitária internacional de proteção e assistência a crianças, adolescentes, jovens e famílias em situação de pobreza no país. O levantamento é um recorte nacional da pesquisa Small Voices Big Dreams 2019, realizada pelo ChildFund Alliance com quase 5.500 crianças com idades entre 10 e 12 anos de 15 países diferentes.

Para aprofundar a realidade brasileira, o ChildFund Brasil ouviu a opinião de 722 meninos e meninas nos estados em que atua: Minas Gerais, Ceará, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Amazonas, Piauí, Bahia e Goiás.

Outro dado relevante mostrado pela pesquisa é que, no Brasil, 90% dos meninos e meninas entrevistados rejeitam a violência física como um instrumento de educação. No levantamento global, esse percentual é de 69%.

Também há diferença entre os dados mundiais e brasileiros quanto à percepção sobre as ações de políticos e governantes para proteger as crianças contra a violência. No Brasil, menos de 3% das crianças acreditam que eles cumprem seu papel, contra 18,1% no mundo.

“Em regiões socialmente vulneráveis do Brasil, é possível observar aspectos mais agravantes com relação à prática de maus-tratos. Compreender todas as dimensões da violência e, principalmente, ouvir as expectativas e concepções das crianças é fundamental para erradicá-la”, afirma Águeda Barreto, assessora de Advocacy e Comunicação do ChildFund Brasil.

É preciso ouvir as crianças

criança psicologa

No Brasil, 26% dos meninos e meninas entrevistados acreditam que as opiniões infantis não são consideradas em questões que lhes dizem respeito. “O dado é preocupante, tendo em vista que a prevenção e o combate da violência contra as crianças exigem o reconhecimento e o respeito pelos direitos delas como indivíduos capazes de agir de forma autônoma e eficaz diante de situações que os afetam diretamente”, reforça Águeda.

O estudo aponta que, para prevenir e combater a violência, é essencial que os adultos ofereçam atenção, apoio e carinho às crianças, reconhecendo os seus direitos.

As principais causas da violência infantil, na avaliação das crianças brasileiras, são o fato de serem indefesas, a falta de conhecimento dos direitos que elas possuem e a perda de autocontrole dos adultos devido ao uso de substâncias.

Algumas das principais conclusões do estudo:

=De acordo com 83% dos entrevistados, os adultos deveriam amar mais as crianças: a oferta de atenção, apoio e carinho às crianças, por parte dos adultos, é um fator-chave na prevenção e no combate à violência;
=52% não concordam com a ideia de que as crianças não podem fazer nada para pôr fim à violência: a atitude delas, seja de denúncia seja de organização, constitui um importante mecanismo para prevenir a violência;
=Mais de 30% acreditam que as crianças não são suficientemente protegidas contra a violência no país em que vivem;
=A maioria das crianças percebe as ruas da vizinhança, praças, parques e transporte público como lugares de maior risco de violência;
=82% dos respondentes concordam que é mais comum meninas sofrerem maus-tratos ou outras formas de violência do que os meninos.

Infografico-Recorte-Brasil-.jpg

Fonte: ChildFund Brasil

Pesquisa brasileira relaciona folha de pitangueira ao combate do Alzheimer

Encontrar medicamentos e compostos que ajudem a tratar e prevenir a doença de Alzheimer, caracterizada pela deterioração cognitiva e perda de memória, é um desafio para a ciência. Desde 1998, segundo a Associação Internacional de Alzheimer (ADI), mais de 100 remédios foram testados, mas apenas quatro mostram algum benefício contra a enfermidade, que atinge 35,6 milhões de pessoas em todo o mundo – 1,2 milhão somente no Brasil.

Preocupados com o tema, pesquisadores do Mestrado e Doutorado em Biotecnologia da Universidade Positivo desenvolvem uma linha de pesquisa que investiga o potencial de substâncias que podem ajudar na luta contra a doença, em especial os compostos naturais, que apresentam menos efeitos colaterais. E eles descobriram que uma árvore típica brasileira, a pitangueira, pode ser uma boa aliada no combate ao Alzheimer.

“Observamos que o extrato das folhas da pitangueira, que possui diversas propriedades medicinais, como antioxidantes e anti-inflamatórias, apresenta um efeito neuroprotetor, prevenindo prejuízos de memória em ratos de laboratório”, disse o biólogo Ilton Santos da Silva, professor do Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia da Universidade Positivo e responsável pela pesquisa, feita em parceria com estudantes.

Metodologia

IMG-0978-media
Foto: Universidade Positivo

Para chegar às respostas obtidas com o estudo, Silva e seus alunos de graduação e pós-graduação utilizaram ratos de laboratório que apresentam características semelhantes à doença de Alzheimer. “Vale ressaltar que o trabalho foi aprovado previamente pelo Comitê de Ética em Uso de Animais em Pesquisa da Universidade Positivo e seguiu as recomendações do Colégio Brasileiro de Experimentação Animal (Cobea) para garantir toda cautela e cuidados éticos com os animais”, enfatiza o pesquisador.

Parte dos ratos recebeu uma substância que induz prejuízos e sintomas do Alzheimer e, então, foram tratados com o extrato das folhas da pitangueira por trinta dias. Depois eles passaram por uma série de avaliações de memória em labirintos construídos especificamente para esse fim. “Os resultados mostram que os animais com os sintomas da doença tratados com o extrato da folha de pitangueira foram capazes de manter a memória sobre experiências prévias no labirinto tão bem quanto os animais saudáveis”, disse Silva.

Ineditismo

pitangueira pixabay
Pixabay

O artigo científico referente à descoberta foi aceito para publicação em revista especializada e deve estar disponível nas bases de dados nos próximos meses. Segundo Silva, é o primeiro estudo que investiga o uso das folhas de pitangueira na área de neuroproteção, um campo de pesquisa que busca formas de tratamento para reduzir ou evitar a perda de neurônios, que é comum ao envelhecimento e mais ainda no caso de doenças neurodegenerativas.

“A descoberta é um grande começo e abre um leque de possibilidades para a pesquisa na comunidade científica, que pode investigar mais detalhadamente os mecanismos de ação dessas substâncias naturais, com grande disponibilidade no Brasil”, afirmou o professor.

Fonte: Universidade Positivo

Hidratar pele após os 50 reduz inflamação e risco de doenças

Estudo publicado no Jornal da Academia Europeia de Dermatologia diz que, após os 50 anos, a pele, quando não hidratada, pode ter sintomas como coceira e secura. Como este é o maior órgão do corpo, esses pequenos sintomas, com o aumento das moléculas pró-inflamatórias, podem gerar doenças graves

A hidratação da pele não é um caminho apenas para prevenir o envelhecimento do tecido cutâneo. Pelo menos é o que diz um recente estudo da University of California, publicado em março no Journal of the European Academy of Dermatology and Venereology. “Como a pele é o maior órgão do corpo, os cientistas que fizeram essa pesquisa acreditam que ela pode estar relacionada à inflamação em todo o corpo, principalmente após os 50 anos. E sabemos que a inflamação está ligada a inúmeras doenças crônicas”, afirma a dermatologista Claudia Marçal, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

shutterstock mulher pele rosto.jpg

Ou seja, cuidar adequadamente da pele com um creme hidratante pode reduzir os níveis de inflamação e reduzir potencialmente o risco de várias doenças relacionadas à idade, como Alzheimer e doenças cardiovasculares, de acordo com esse novo estudo piloto clínico.

Segundo a médica, à medida que os seres humanos envelhecem, eles experimentam um tipo de inflamação – apelidado de “envelhecimento da inflamação” – impulsionado por um aumento de moléculas no sangue, chamadas citocinas, que são mediadores pró-inflamatórios.

“Esta inflamação relacionada à idade tem sido associada a doenças crônicas graves, incluindo a doença de Alzheimer, doenças cardiovasculares e diabetes. Os cientistas inicialmente pensaram que a inflamação provinha do sistema imunológico ou do fígado, mas eles apostam agora que a pele tenha relação com isso, já que quando envelhecemos temos sintomas dermatológicos como coceira, secura e alterações na acidez da pele. Esses processos podem levar a uma inflamação pequena, mas como o órgão é muito extenso, há uma elevação de níveis circulantes de citocinas no sangue”, acrescenta a dermatologista.

No estudo, os pesquisadores tentaram reverter os danos da pele relacionados com a idade usando um creme de venda livre indicado para o reparo da barreira cutânea e benéfico para os três tipos de lipídios (colesterol, ácidos graxos livres e ceramidas) que são vitais para a saúde da pele. Trinta e três idosos entre as idades de 58 e 95 aplicaram o creme em todo o corpo duas vezes por dia durante 30 dias. Depois de um mês, os pesquisadores mediram os níveis sanguíneos de três citocinas – interleucina-1 beta, interleucina-6 e fator de necrose tumoral (TNF) alfa – que têm sido implicados em doenças inflamatórias relacionadas à idade.

“O uso do creme reduziu a quantidade de todas as três citocinas em comparação com os níveis dos participantes antes de usar o creme e os níveis de adultos da mesma idade que não usaram o creme. De fato, o uso do creme reduziu os níveis de citocinas dos participantes para quase equivaler a pessoas na faixa dos 30 anos, sugerindo que o rejuvenescimento da pele pode reverter o ‘envelhecimento da inflamação’. O creme também melhorou a hidratação da pele, diminuiu o pH e reparou a barreira de permeabilidade”, diz o estudo.

O estudo faz menção a outras descobertas, já que até recentemente, a comunidade científica não acreditava que a pele pudesse contribuir para a inflamação sistêmica e doenças, mas nos últimos cinco anos, estudos de psoríase e dermatite mostraram que a inflamação da pele por conta dessas doenças provavelmente aumenta o risco de doenças cardíacas. “E envelhecimento da pele é muito mais comum do que psoríase ou dermatite, portanto diminuir a inflamação simplesmente tratando a disfunção da pele observada no envelhecimento pode ter efeitos profundos sobre a saúde”, diz.

A dermatologista explica que a pele começa a deteriorar-se por volta dos 50 anos com alterações no pH epidérmico, na hidratação e na barreira de permeabilidade, que retém a água e bactérias e outros agentes patogênicos em potencial. “Uma perda de hidratação e quebras na barreira de permeabilidade fazem com que a pele libere citocinas inflamatórias. Normalmente, essas citocinas ajudam a reparar defeitos na barreira, mas no envelhecimento da pele, a barreira não pode ser fixada tão facilmente, então os sinais inflamatórios continuam a ser liberados, eventualmente atingindo o sangue”, explica.

mulher-espelho-rosto-rugas

O próximo passo agora é realizar um estudo maior e mais longo para comprovar se a redução dos níveis de citocinas com o creme retarda ou previne doenças inflamatórias relacionadas à idade. “Ainda é prematuro dizer que o uso do creme impedirá o desenvolvimento dessas doenças, mas já se sabe que há uma redução da inflamação”, diz a médica. “De qualquer forma, como a pele tem uma importante função de barreira, aplicar um creme de reparo tecidual e com agentes anti-inflamatórios é uma prática que deve ser feita a vida inteira”, finaliza a médica.

Fonte: Claudia Marçal é médica dermatologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), da American Academy Of Dermatology (AAD) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD). É speaker Internacional da Lumenis, maior fabricante de equipamentos médicos a laser do mundo; e palestrante da Dermatologic Aesthetic Surgery International League (DASIL). Possui especialização pela AMB e Continuing Medical Education na Harvard Medical School. É proprietária do Espaço Cariz, em Campinas – SP.

 

Estudo diz que mudança alimentar ajuda a tratar inflamações na pele

Estudo publicado no Skin Therapy Letter no começo de 2018 afirma que alguns alimentos são altamente maléficos para causar ou piorar inflamações de pele, enquanto outros podem ajudar e muito o tratamento da acne, psoríase, envelhecimento, dermatite e rosácea

Definitivamente, ‘você é o que você come’, mas um novo estudo vai um pouco além disso e diz que você sente na pele muita coisa por conta da sua alimentação. A pesquisa científica Skin and Diet: An Update on the Role of Dietary Change as a Treatment Strategy for Skin Disease, publicada em janeiro no Skin Therapy Letter, afirma que a mudança na dieta pode servir como um componente importante na terapia para certas condições da pele, incluindo acne, rosácea, envelhecimento, psoríase e dermatite.

“Certos nutrientes, alimentos ou padrões alimentares podem agir como ‘gatilhos’ de doenças, enquanto outros podem ser benéficos. Por exemplo, um padrão alimentar que enfatize o consumo de alimentos integrais em vez de alimentos altamente processados pode ajudar no tratamento de certas condições da pele, principalmente àquelas ligadas à inflamação”, afirma a dermatologista Valéria Marcondes, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da American Academy of Dermatology (AAD).

De acordo com a médica, esse artigo foi uma importante revisão para esclarecer as relações entre dieta e pele, uma vez que uma simples pesquisa na internet já revela que há muita desinformação. “Um exemplo é o chocolate. Muitas vezes ligado ao aparecimento de acne, esse produto só é maléfico se tiver alta quantidade de carboidratos e gorduras e menor concentração de cacau. De forma que não é o cacau o responsável por piorar inflamações de pele e, sim, a gordura e o carboidrato”, exemplifica. Na sequência, a médica destaca os principais pontos do estudo:

Acne

274172_573153_saiba_como_se_livrar_da_acne_web_

Alimentos perigosos: a evidência mais forte até o momento sobre os gatilhos dietéticos para acne é para dietas de alta carga glicêmica. “Em um estudo, pacientes com acne demonstraram melhora significativa após 12 semanas de uma dieta de baixa carga glicêmica. Estudos posteriores documentaram que esse padrão alimentar resultou em menor biodisponibilidade de andrógenos e alteração na produção de sebo da pele”, diz a médica. O uso de suplementos como Whey Protein já foi indicado em estudos como influenciador importante no desenvolvimento de acne resistente.

Ostra_3

A dieta ideal: as recomendações alimentares para pacientes com acne incluem alimentos ou suplementos contendo probióticos, ácidos graxos ômega-3, zinco, antioxidantes, fibras e vitamina A. “Alimentos com zinco tem papel importante para o controle da produção de sebo, de acordo com estudos”, afirma a médica.

Envelhecimento da Pele

mulher-espelho-rosto-rugas

Alimentos perigosos: para os pacientes que apresentam fotoenvelhecimento, os fatores do estilo de vida que afetam esse processo são um aspecto importante do tratamento. “Embora o tabagismo e a proteção solar sejam comumente indicados como maléficos a esse tipo de paciente, os fatores dietéticos também devem ser considerados”, diz Valéria. Uma das grandes preocupações é o açúcar e o carboidrato: “Níveis mais altos de açúcar no sangue podem resultar na produção de produtos finais de glicação avançada (conhecidos como AGEs), que agem no endurecimento das fibras de colágeno, o que resulta em perda de elasticidade e flacidez. O consumo de AGEs pré-formados, criados durante certos processos de cozimento, como a fritura, também pode ser prejudicial”, afirma a médica.

goji berry dry

A dieta ideal: muitos estudos em laboratório e em animais descobriram que vários antioxidantes encontrados em alimentos (frutas, vegetais, folhas de chá e sementes) atuam para limitar os efeitos cutâneos nocivos da radiação ultravioleta (UV). “Em um estudo, indivíduos que consumiram pasta de tomate diariamente por 12 semanas apresentaram menos eritema induzido por UV, bem como níveis mais baixos de metaloproteinases (enzimas que degradam colágeno)”, diz a médica. Outras pesquisas em humanos sugerem que uma dieta rica em fitonutrientes pode limitar o fotodano. “Um estudo relatou que a maior ingestão de vegetais, legumes e azeite parece proteger contra danos do fotoenvelhecimento. Em outra pesquisa com mais de 4.000 mulheres, concluiu-se que as vitaminas A e C são importantes para uma pele ser menos envelhecida”.

Dermatite Atópica

dermatite_atopica

Alimentos perigosos: as alergias alimentares estão altamente correlacionadas com a dermatite atópica e os seis alimentos mais comuns a funcionar como gatilhos são: leite, ovos, trigo, soja, frutos do mar ou nozes.

493ss_thinkstock_rf_five_panel_prebiotic_foods
Thinkstock

A dieta ideal: os simbióticos, que são probióticos em combinação com prebióticos, mostraram-se promissores no tratamento da dermatite atópica. “Probióticos são bactérias vivas, similares àquelas encontradas naturalmente no corpo humano, e que podem ser benéficas para a saúde. Os prebióticos, como certas fibras vegetais, são definidos como carboidratos não digeríveis que estimulam o crescimento de bactérias probióticas no intestino”, explica.

Psoríase

psoriase-mulher

Alimentos perigosos: a importância da dieta deve ser enfatizada para todos os pacientes com psoríase, principalmente devido ao maior risco de doenças relacionadas, incluindo diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares, que podem ser evitadas ou melhoradas por abordagens dietéticas. “É bem reconhecido que o tabagismo e o aumento da ingestão de álcool estão associados à psoríase. Mas alimentos contendo glúten podem atuar como um gatilho em alguns pacientes, e testes para anticorpos celíacos são necessários para aqueles que relatam sintomas gastrointestinais de acordo com o estudo”, explica.

óleo de peixe pixabay

A dieta ideal: em uma revisão sistemática da literatura, o aumento da gravidade da psoríase pareceu correlacionar-se com um maior índice de massa corporal (IMC), e acredita-se que a obesidade provavelmente predisponha à psoríase e vice-versa. De acordo com o artigo, embora as recomendações dietéticas específicas não sejam claras, um estudo observacional encontrou uma associação benéfica de melhora com pacientes que seguiram a dieta mediterrânea. “Em termos de suplementos nutricionais, vários estudos apostam no óleo de peixe como o mais promissor e a vitamina D oral demonstrando alguma promessa em estudos abertos. Houve evidência limitada para o benefício da suplementação de vitamina B12 e selênio”, afirma a médica.

Rosácea

AdobeStock_ rosacea

Alimentos perigosos: pacientes com rosácea devem evitar os desencadeantes alimentares e nesse grupo entram várias especiarias, molho picante, chocolate ao leite e branco, frutas cítricas, álcool (incluindo vinho e bebidas destiladas), além de bebidas quentes como café e chá. “Não significa que o paciente com o paciente com rosácea deve deixar de ingerir todas essas substâncias, mas ele deve ficar de olho, juntamente com o médico, se esses alimentos não influenciam negativamente na vermelhidão da pele e inflamações”, afirma a médica.

muesli fibras pixabay
Pixabay

A dieta ideal: a pesquisa indica o possível papel de uma conexão intestinal na rosácea, sugerindo um aumento do consumo de fibras e da ingestão de água ou o uso de simbióticos por via oral.

Fonte: Valéria Marcondes é dermatologista da clínica que leva seu nome, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia com título de especialista e da Academia Americana de Dermatologia. Foi fundadora e é membro da Sociedade de Laser.