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Cinco passos para mudar de carreira em 2021

Mudar de carreira sempre é uma decisão difícil e muitos tiveram que transformar as suas carreiras com a pandemia sem planejamento

Estar há muito tempo em um trabalho ou área, pode te levar a questionar se você não deveria mudar de carreira. Em 2020, muitas pessoas enxergaram a mudança e tiveram essa dúvida. Outras tantas, foram demitidas e agora buscam uma nova recolocação, mas em outra área.

Leila Maria de Oliveira a vida toda trabalhou como empregada doméstica. Aos 54 anos, ela decidiu que terminaria os estudos. Se formou no fundamental e no técnico, ainda conciliando a vida de mãe solo e diarista. Mãe de três garotas, ela conta: “Minha filha mais velha sempre me incentivou a estudar, quando elas ficaram mais velhas e foram seguindo suas vidas, eu fui ficando com tempo livre e decidi que iria estudar”. Foi assim que ela chegou ao Cebrac , onde fez o curso de Gastronomia.

O curso abriu uma nova oportunidade para ela. E, de empregada doméstica, Leila decidiu abrir o próprio negócio. Uma empresa de buffet. Com o avanço da empresa, ela fez faculdade e, hoje, aos 62 anos não quer parar: “Já penso em me especializar em algo a mais, aprender novas técnicas de cozinha. O importante é nunca desistir dos seus sonhos”, afirmou.

A decisão é difícil, ainda mais quando estamos vindo de um ano de incertezas. Não há fórmula mágica, porém, especialistas dizem que o principal é o autoconhecimento e estratégia de ações, além de uma boa reserva financeira. “Não é simplesmente ir buscando a esmo uma área que você goste, isso faz muitas pessoas se frustrarem. Sem o planejamento, corre o risco da pessoa se enrolar financeiramente e o sonho nem sair do papel”, alerta Rogério Silva, CEO do Cebrac .

Radoan Tanvir/Pixabay

A pesquisa Pulso Empresa mostrou o impacto da Covid-19 nas empresas: 700 mil CNPJs fechados de março a junho do ano passado. E 99% destas empresas eram micro e pequenas. Com isso, veio o desemprego:quase 14 milhões de pessoas desempregadas no Brasil. Muitas migraram para outras áreas, segundo uma pesquisa lançada em janeiro de 2021, pela Success People – empresa de desenvolvimento pessoal e gestão de pessoas situada em São Paulo – há um movimento para contratações no comércio com a entrada do novo ano.

Segundo a pesquisa, as áreas que mais tiveram recolocações são: Comercial e Vendas (20%), seguidas pela área Industrial (18%) e em terceiro lugar a área de Supply Chain (15%), na sequência aparecem a área Financeira (13%) e a área de Tecnologia (10%).

Para Silva , é na crise que o mercado busca novos profissionais e surgem novas profissões. “As pessoas estão buscando novas oportunidades e, com isso, podem ampliar seus horizontes. E o mercado está em busca de profissionais que qualifiquem o time em diversos âmbitos. O mais importante é fazer uma autoanálise e planejar esta transição”.

Pensando nisso, o especialista em carreiras e CEO da rede Cebrac elaborou algumas dicas para você que quer mudar de carreira e/ou precisa fazer isso hoje mesmo por necessidade:

Avalie sua trajetória

Olhar para trás e perguntar: eu estou feliz neste emprego? De quais aspectos do seu trabalho você gosta? Quais não gosta? Seus descontentamentos estão relacionados ao trabalho, à cultura da empresa ou com as pessoas com as quais trabalha? Se as respostas forem negativas, pense no que você pode fazer. E se não conseguir encontrar a resposta, veja alguma área, pode até ser um hobby que você faria até de graça. Ou seja, algo que você ame fazer e que faça bem. Estude a necessidade desse serviço e mãos à obra. Vale até coincidir esse job pontual com o trabalho atual até conseguir viver apenas do que se ama.

Pense em seus valores e onde você gostaria de chegar

Agora que já analisou seu passado, pense no seu presente. Veja o que você tem de habilidades e competências, faça uma lista. Anote tudo aquilo que você espera de uma empresa e o que espera de você. E determine se isso é reconhecido e se encaixa com sua carreira atual.

Busque saber mais sobre outras carreiras

Isso mesmo, pesquise outras carreiras. Faça uma busca no LinkedIn, no site, nas redes sociais de profissionais da área. Se conecte com eles, leia, faça cursos e se aprimore. Converse com profissionais que atuam na área e veja o que eles dizem. Pesquise a faixa salarial, jornada de trabalho, especificações da área e veja se encaixa na sua vida atual.

Arrume um job shadow ou permaneça na empresa

Se você já trabalha, permaneça na empresa. Agora se está desempregado, busque um job shadow, ou seja, um trabalho sombra. Tenha uma fonte de renda que respalde essa nova jornada. Tenha paciência de procurar as melhores vagas quando ainda está empregado, pode ser que a procura leve alguns meses até você achar o trabalho que goste de verdade.

Tende adquirir alguma experiência na área

Shutterstock

Seja freelancer ou voluntário, há vagas temporárias também. Tudo que dá oportunidade de você ter um contato com a área de uma forma prática como é o caso dos cursos do Cebrac, que em sua metodologia Pronline, ensina o aluno de uma forma prática mesmo com aulas remotas. Para saber mais clique aqui.

O Cebrac

Centro Brasileiro de Cursos – possui 25 anos de atuação no segmento educacional, e desde sua fundação, a rede de ensino tem sido responsável por formar profissionais para enfrentar os desafios de um mercado de trabalho cada vez mais competitivo. Tem como propósito qualificar e educar pessoas nos seus cursos profissionalizantes, por meio de sua metodologia própria e inovadora, ao qual utiliza a proposta da Construção Interativa, que une os princípios das Metodologias Ativas, Design Thinking, Desenvolvimento Humano Profissional e Empreendedorismo.

Cebrac aprimora a postura profissional e empreendedora dos seus estudantes. Além disso, consegue proporcionar o encaminhamento de seus alunos para vagas no mercado de trabalho por meio da agência Cebrac Empregos. A Rede é pioneira em utilizar a Realidade Virtual em seus cursos, proporcionando experiência prática dentro da sala de aula. Com mais de 30 prêmios em sua história, é a rede de ensino mais premiada do Brasil, destaque para o Selo de Excelência da ABF – Associação Brasileira de Franchising. São 90 unidades, presentes nas 5 regiões do país, para localizar um próximo a você, clique aqui.

Pesquisas e discussões sobre o uso da cannabis para soluções terapêuticas, alimentação e outras finalidades em alta 

O Instituto científico ILSI Brasil, promoveu um webinar sobre o tema, abordando suas propriedades para uso em medicamento e alimentos

Pela facilidade de seu plantio e cultivo, a cannabis se tornou popular entre diversos povos e regiões do planeta. Hoje, a planta tem entrado novamente na pauta de vários setores. O uso medicinal dos canabinoides tem ganho destaque pelo potencial de ação em diversas condições, em especial para as doenças neurológicas e, recentemente, pela aprovação legal de uso em alguns países.

Pensando neste contexto, a Força-Tarefa Alimentos Funcionais do International Life Sciences Institute Brasil (ILSI Brasil) realizou um webinar para tratar sobre as propriedades da cannabis para uso em medicamentos e alimentos, sob coordenação científica do Professor Emérito da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP, Franco Maria Lajolo. De acordo com o doutor em Farmacologia, João Ernesto de Carvalho (FCF-UNICAMP – Universidade Estadual de Campinas), atualmente, diversos estudos trazem comprovações científicas que demonstram que seus princípios ativos podem ser aplicados para diversos fins.

“Os resultados dos estudos revelaram que, por exemplo, a cannabis pode ser utilizada no controle da ansiedade, distúrbio de sono, tratamento para esquizofrenia (THC), pacientes com câncer que fazem quimioterapia, para amenizar dores inflamatórias, tratamento de epilepsia e convulsões (CBD), entre muitos outros”, afirma.

Nos últimos anos, muitos estudos clínicos têm dedicado esforços em pesquisas, principalmente, por ser um mercado de potencial crescimento, como, por exemplo, nos Estados Unidos e Canadá, se tornando um setor com alta perspectiva para negócio, abrangendo muito nichos de mercado. Entretanto, ainda necessita de um controle de qualidade, garantindo máxima eficácia terapêutica. Por isso é tão importante o investimento científico, para que seja feita uma regulamentação mais ampla para a produção de produtos (alimentos) e desenvolvimento de tratamentos e remédios (medicamentos).

O Dr. José Luiz da Costa (FCF-UNICAMP), também participante do webinar, ressaltou que o mercado da cannabis tem movimentado valores bem atrativos para negócios, em países onde seu cultivo e comercialização são permitidos. Entre eles, além do extrato de canabidiol, a cannabis pode ser matéria prima para indústria têxtil, com confecção de roupas, sapatos, acessórios, entre outros objetos.

Segundo levantamento do Banco de Montreal, o mercado global de cannabis movimentou em 2018 cerca de US$ 18 bilhões. E ainda, de acordo com a Instituição, esse valor chegará a US$ 194 bilhões até 2026. Isso se o número de países que liberarem o uso medicinal e recreativo da erva não aumente mais do que o previsto. Outro mercado gigantesco é o de uso veterinário, direcionado à tratamento de pets. Além disso, há alimentos à base de cannabis, substituindo o fumo pela ingestão (uso recreativo).

Uso da erva no Brasil

No país o assunto ainda é bastante polêmico, mas é possível observar notáveis avanços, principalmente, para o uso terapêutico. Grande parte dos pacientes que necessitam do produto à base de cannabis só conseguem acesso por meio da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Entre as exigências estão a comprovação por meio de prescrição, relatório médico e termo de responsabilidade, assinado tanto pelo médico quanto pelo paciente.

Dados da Anvisa relevam que as solicitações para importação também cresceram. Desde 2015, por exemplo, mais de 7.780 pacientes já tiveram essa permissão. As doenças mais citadas nos laudos médicos são epilepsia, autismo, dor crônica, Parkinson e transtornos de ansiedade.

Por enquanto, sem uma legislação que garanta o cultivo da cannabis para fins medicinais e a produção de medicamentos, os pacientes precisam recorrer a produtos importados, que não passam pelo crivo sanitário brasileiro.

Avanços no segmento

Neste ano, o país ainda contou com uma novidade, que foi o desenvolvimento do primeiro extrato canabidiol, realizado por uma parceria entre a indústria farmacêutica e cientistas da FMRP (Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto) da USP (Universidade de São Paulo), que há décadas pesquisam possíveis aplicações farmacêuticas para compostos derivados da planta cannabis sativa. O produto foi liberado para comercialização pela Anvisa abril, e os primeiros lotes foram entregues ao mercado em maio. Entretanto, a venda só é permitida com receita médica, conforme já acontece com calmantes, antidepressivos e outras substâncias psicoativas, que atuam sobre o sistema nervoso central.

O webinar ‘Cannabis propriedades e implicações do uso como medicamento e em alimentos’, pode ser conferido no canal do YouTube do ILSI Brasil, neste link .

Sobre o ILSI Brasil

O International Life Sciences Institute (ILSI) é uma organização mundial sem fins lucrativos, formada majoritariamente por pesquisadores e acadêmicos de renomadas instituições, cuja missão é promover ciência que melhore a saúde e o bem-estar humanos e proteja o meio ambiente. No Brasil há 29 anos, o ILSI Brasil une esforços de cientistas nas áreas de Nutrição, Biotecnologia e Avaliação de Risco. É um fórum permanente de promoção à diálogos abertos e cooperação, realizados por meio das Forças-Tarefa, que são linhas de frente de pesquisa do ILSI Brasil e desenvolvem e executam ações dentro de focos específicos.

Fonte: ILSI Brasil

34 milhões de brasileiros com mais de 50 anos estão insatisfeitos com a vida financeira

Pesquisa realizada pela Bradesco Seguros e Instituto Locomotiva mostra também que apenas 16% dos brasileiros acima dessa faixa etária estão conformados com a formação escolar

Dois terços dos brasileiros com mais de 50 anos — ou 34 milhões de pessoas nessa faixa etária — estão insatisfeitos com a vida financeira que possuem hoje. Esse é um dos dados do “Dossiê Longeratividade — O raio X dos brasileiros com mais de 50 anos”, apresentado durante o XIV Fórum da Longevidade Bradesco Seguros.

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Pixabay

Da mesma forma, oito em cada dez (84%) dessas pessoas se dizem insatisfeitas com a formação escolar que possuem — o que significa que, apesar da idade, elas ainda querem estudar.

Esta é a segunda edição da pesquisa realizada pelo Instituto Locomotiva e Bradesco Seguros, que ouviu mais de 2 mil pessoas em outubro deste ano.

O mesmo estudo mostra que a poupança ou outros investimentos financeiros não estão entre os principais hábitos dessa população na preparação para o futuro. Em uma escala composta por 11 itens, os relacionamentos com familiares e amigos e os cuidados com a saúde ainda são o foco de homens e mulheres na construção de um futuro mais longevo e com mais qualidade de vida.

Outro destaque diz respeito a uma mudança relevante na visão dos brasileiros e brasileiras com mais de 50 anos sobre a aposentadoria. Para a maior parcela dessa população, aposentar não significa, definitivamente, ficar em casa descansando. Os dados mostram que 67% concordam que as pessoas mais velhas devem ter ocupações que as façam se sentir úteis; enquanto 63% acreditam que pessoas ativas se sentem mais felizes.

“O desejo pela aposentadoria ativa é cada vez mais uma realidade e deve ser encarada como um desafio para o país, uma vez que hoje temos mais de um quarto da população, ou seja, cerca de 54 milhões de pessoas acima dos 50 anos”, reflete o presidente do Instituto Locomotiva, Renato Meirelles. Para ele, “os números não deixam dúvida de que os brasileiros maduros não pretendem parar depois de aposentados”.

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Segundo a pesquisa, 69% querem ter muitas atividades para fazer; 70% querem conviver com muitas pessoas e 72% pretendem sair muito de casa.

Mais do que ativos, os resultados da pesquisa mostram a disposição de praticamente 100% dessa população em continuar aprendendo coisas, sendo que mais da metade (67%) querem estudar depois de aposentados.

Esses dados guardam total sinergia com as discussões realizadas durante o XIV Fórum da Longevidade Bradesco Seguros, que reuniu, no dia 12 de novembro, em São Paulo, especialistas nacionais e internacionais em torno do tema “Aprendizagem ao longo da vida”.

O presidente do Grupo Bradesco Seguros, Vinicius Albernaz, explica a escolha do tema: “Os novos contornos da sociedade, resultantes do acelerado crescimento da população longeva, impõem desafios imediatos. As inovações tecnológicas, os avanços da medicina e os novos ambientes de trabalho apontam para um futuro em que o conhecimento terá papel crucial para que o indivíduo se mantenha ativo, participativo e relevante para a sociedade”.

Dados demográficos

casal meia idade feliz

O Brasil é um dos países onde a população é a que mais envelhece no mundo. Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a expectativa de vida dos brasileiros está cada vez maior.

Hoje, um quarto da população brasileira tem 50 anos ou mais, ou seja, 54 milhões de pessoas, o equivalente à população inteira da Itália ou da África do Sul. Até 2050, 43% da população terá 50 anos ou mais – serão aproximadamente 98 milhões de pessoas com 50 anos ou mais em três décadas.

Fonte: Grupo Bradesco Seguros

Ano sabático aos 50 pode ajudar a encontrar novos rumos, mas é preciso planejamento

Muitos sonham em tirar um ano sabático para refletirem, desacelerarem, aprenderem e voltarem revigorados e fortes, para continuar ou dar uma grande virada na vida. O comum é passar esse período, que não precisa ser necessariamente de um ano, em outro país ou cidade, mas isso não é algo obrigatório. O importante é mesmo dar um tempo.

O termo sabático tem origem na palavra hebraica shabat que significa repousar. Na antiguidade, de sete em sete anos, celebrava-se o ano sabático, um período de repouso para as pessoas e para a terra, durante o qual não se podia semear nem colher. No ano sabático ocorria o perdão das dívidas. A intenção era que as pessoas não ficassem pobres. Além disso, também significava a libertação de quem trabalhasse como escravo para pagar seus débitos.

“Um ano sabático é o plano de muitas pessoas que almejam ter um período para o autoconhecimento, um momento para o desafio de lidar com o novo, desfrutar e desconstruir modelos mentais que muitas vezes só pesam, porém não agregam”, afirma a psicóloga clínica Sirlene Ferreira. “A pessoa sente a necessidade de se permitir um momento de introspecção, de elaborar algo, ter contato com novas culturas, com pessoas e lugares desconhecidos”, completa.

Para a psicóloga, as pessoas voltam, sim, modificadas e empolgadas com a experiência, e que vale a pena passar por ela: “Pode ser um excelente momento para simplesmente recarregar as energias, ou até mesmo pensar em novos projetos. Porém, o ano sabático requer elaboração, planejamento, disposição e baixa expectativa”, conclui.

E, a cada dia, mais pessoas que estão chegando aos 50 resolvem dar este repouso, seja na vida profissional ou pessoal. Confira alguns depoimentos:

Causa animal

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Silvana Andrade, 55 anos, mora em São Paulo, fundadora e presidente da Anda (Agência de Notícias de Direitos Animais), divorciada, sem filhos, São Paulo: “O período que tirei não foi programado, ele ocorreu por conta da morte da minha cachorrinha, Nina, que inspirou a criação da Anda. Aliás, ela mudou minha vida em 180º, pois me tornei ativista e vegana por ela. Então, quando Nina morreu senti uma tristeza profunda e percebi que precisava fazer algo. Três semanas depois, comprei um intercambio, havia completado 50 anos em fevereiro e, em março, deixei o site aos cuidados de outras pessoas e fui para o Canadá para aprender inglês. Para isso, vendi carro e alguns bens para me sustentar por lá, o curso já estava pago. Minha intenção era fazer coisas diferentes para quebrar a dor que sentia. Mudou minha vida completamente, após vivenciar tudo o que passei. Fiquei mais tempo do que imaginava, ia para passar seis meses e fiquei três anos, só voltava em dezembro para cá, passava os meses que lá são mais frios aqui e depois voltava. Continuei na direção do site, mas em um ritmo bem menor, poucas horas por dia. Descansei, mas continuei o ativismo pelos animais. Hoje sou uma cidadã do mundo, tenho amigos em todos os lugares, fiz palestras lá e nos EUA, e essa mudança ampliou muito minhas perspectivas e meu trabalho dentro da causa animal. Eu me sinto renovada e muito jovem aos 55 anos, acho que é muito importante, em algum momento da vida, parar, refletir e ver o que se pode mudar, é recompensador. Resolvi fazer o intercambio aos 50 e foi fabuloso, do ponto de vista emocional, me fortaleci. Você também conhece e vivencia outras culturas e volta melhor. Tirando questões muito particulares, de forma geral, sou melhor e mais feliz por ter vivenciado esse período fora do país”.

Uma nova missão

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Márcia Olandim Spinola, 54 anos, mora em Belo Horizonte (MG), foi professora e hoje é missionária MPC (Mocidade para Cristo), divorciada, três filhos: “Sempre gostei de fazer coisas diferentes, e passava por um divórcio conturbado, daí resolvi dar uma parada, li sobre ano sabático em um site e achei interessante. Tinha 48 anos quando fui e fiz 49 lá. Queria fazer algo novo, descansar e começar outro ciclo. Eu me preparei primeiro lendo e estudando, tinha um emprego muito bom, era coordenadora em uma escola e tinha três filhos adultos. Pedi demissão e me preparei financeiramente. O dinheiro teria de dar pra viagem e para manter a casa aqui. Emocionalmente, me preparei também para ficar longe, mas tenho um jeito meio livre e tranquilo. Sou extrovertida, corajosa, esta parte foi fácil. Fui para Naples, na Flórida, Estados Unidos. Pesquisei sobre a cidade, cultura e tal. Conhecia os EUA como turista e havia um casal conhecido que me recebeu com muito carinho. Minha intenção era sair do país, fazer algo novo, conhecer gente e ter um tempo livre para servir as pessoas. Você tem de ir com o coração aberto e curtir. Trabalhei em uma revista de negócios que seria publicada no Brasil colaborando nos textos; fui organizer na casa de uma acumuladora; morei na casa de uma colombiana e estudei inglês em um college. Mudou tudo na minha vida, tomei gosto de servir as pessoas. Voltei e fui trabalhar em uma escola, mas pedi demissão depois de uns meses e me tornei missionária. Falo do amor de Deus por meio de Jesus. Faço capelania escolar, servimos professores, alunos, famílias. Levo projetos sociais, aconselhamento, conto histórias com valores para crianças. Valeu muito à pena, tenho vontade de fazer de novo. Aconselho, mas precisa pesquisar, não tomar decisão na emoção, e se planejar, pois você fica longe da família, da zona de conforto. Esse período mudou toda minha perspectiva de vida, e de pessoas próximas a mim, meu filho mais novo foi para lá com 20 anos me visitar, e não voltou. Já os outros dois ficaram mais independentes. A Bíblia diz para ampliar suas tendas, olhar mais longe. Não penso na minha idade, vejo jovens sem ânimo, com medo de viver, com a cabeça tão engessada. Parecem ter mais de 100 anos. Minha cabeça é muito jovem, mas gosto da maturidade porque coisas que me faziam sofrer aos 30, não me atingem mais. Curto de forma vibrante, sei quem sou e qual meu propósito na Terra, convivo bem com o envelhecer, estou bem comigo, cheia de vigor e faço planos como se tivesse 20 anos”.

Ser e não só fazer

DENISE NA ISLANDIA DE BIKEDENISE EM LONDRES

Denise Alves, 52 anos, mora em São Paulo, Engenheira Química de formação, atuou como executiva em marketing, inovação e sustentabilidade por mais de 20 anos, casada, sem filhos: “Saí da Universidade e fui direto trabalhar, primeiro na Unilever (7 anos) e, depois, na Natura (14 anos). Achei que já tinha vivido dentro das paredes e das salas de reuniões por muito tempo. Precisava respirar outros ares, transitar em novos ambientes, ter um tempo livre para pensar na vida, desenvolver outras habilidades. Acredito que para nos desenvolvermos temos que nos colocar em posições diferentes, de desconforto, e o sabático pode possibilitar isso. Tinha 48 anos na época e a proximidade dos 50 pesou por um lado. Tive dúvidas do tipo: será que ao voltar vou ter meu emprego ainda ou será que vou me adaptar novamente ao mundo executivo? Por outro lado, meus anos de estrada me possibilitaram ter uma boa reserva financeira. O fato de não ter filhos também ajudou. Meu chefe na época é o atual presidente da Natura. Quando da minha avaliação de desempenho, no começo de 2014, conversamos, coloquei meu desejo de fazer um sabático no ano seguinte, combinamos quais deveriam ser minhas entregas até lá e acordamos os prazos. A Natura já tinha uma política permitindo o período sabático, de no máximo dois anos, e vários funcionários já haviam saído. Portanto, não era um “big deal”. Financeiramente, foram minhas economias que me permitiram sair tranquila. Fiz todos os cálculos de quanto gastaria em dois anos. Mas, entramos em uma supercrise em 2015 e a desvalorização do real foi tremenda, quase furou todos os meus planos. A intenção, primeiramente, era fazer um mestrado. Cheguei a ser aprovada, mas na hora de pagar a primeira anuidade da escola, a libra estava mais de 6 reais. Havia saído no pior período possível, no começo de 2015, quando o real começou a desvalorizar. Daí, achei que não valia a pena. Fui com minha esposa para Londres, morei lá um ano, estudei inglês, depois viajei pela Europa. Compramos duas bicicletas dobráveis e por todas as cidades andávamos só de bike. Fomos aos países escandinavos, depois um mês na Islândia, de lá para o sul da França, onde aluguei uma casa por um mês e percorremos a região de carro. Sabático é para ser e não só fazer. Na volta, mudou tudo na minha vida, saí da Natura e montei minha própria consultoria. Fui Diretora de Sustentabilidade da Natura por 4 anos e esta bagagem me permitiu montar a GOM, minha própria consultoria em sustentabilidade, juntamente com a Touch Branding e a Touch Green, uma extensão da Touch Branding, especializada em posicionar marcas de um ponto de vista social e/ou ambiental. Valeu muito à pena. Acho que é superimportante dar “rebooting na máquina” de tempos em tempos. Quem tem mais de 50, hoje em dia, passou por tantas mudanças que hoje está superescolado (não confundir com descolado). Quando entrei na Unilever, como trainee em 1993, havia só um microcomputador para todos os trainees. Não tinha mail! Não havia internet, nem Google, nem celular. Dependendo de quando a pessoa nasceu, nem consegue imaginar um mundo assim. O ideal era ser engenheiro, médico ou advogado. O sonho dos pais era que entrássemos no Banco do Brasil, na Petrobrás ou em algum emprego público. Imagine o quanto minha geração já teve que se adaptar nestes últimos 26 anos e como estamos escolados. Esperei na fila do orelhão para ligar para a mãe, hoje é só pegar o celular. Viajava reservando hotel em Budapeste, por telefone, sem saber ao certo o que ia encontrar lá. Hoje, é só entrar no Booking, no Airbnb, pronto, tudo resolvido. Nós, os cinquentões, tivemos o privilégio de ter vivido e estarmos vivendo todas essas mudanças. Para mim, é um privilégio. A mudança me faz correr atrás, me faz ficar esperta, me faz crescer. Por outro lado, nem todo mundo gosta de tanta mudança e quem não for se atualizando ou já perdeu ou vai perder o bonde em breve, porque a tecnologia está promovendo mudanças exponenciais, em todos os aspectos da nossa vida. As relações estão mudando, o trabalho está mudando, os valores estão mudando, enfim tudo. E a uma velocidade surreal. Mas também como temos referências, pra gente algumas coisas são bem chatas! Só para deixar claro que não é tudo cor de rosa, achava mais legal o tempo que íamos aos museus e não tinha fila para tirar self ao lado da obra de arte. Que não tinha nenhum ‘mané’ atendendo o celular no meio do filme! E outras coisinhas aqui ou ali. Mas isso é tão pequeno comparado à quantidade de coisas legais que existem hoje. Em suma, ter 50 é muito bom, se você tem consciência de tudo isso”.

Primeiro teste de sangue do mundo para doença celíaca à vista

Cientistas identificaram biomarcadores que podem formar a base do primeiro exame de sangue do mundo para doença celíaca. Eles descobriram que a exposição ao glúten em pessoas com doença celíaca provoca um aumento de certas moléculas inflamatórias na corrente sanguínea que se correlaciona com sintomas comuns.

O método atual para diagnosticar a doença celíaca pode levar semanas ou meses. Envolve pessoas que consomem glúten e experimentam os efeitos colaterais desagradáveis ​​durante todo esse tempo. Um exame de sangue poderia reduzir esse tempo para horas.

A empresa de biotecnologia ImmusanT Inc., de Cambridge, Massachusetts, nos EUA, liderou a equipe internacional por trás da descoberta recente, que aparece na revista Science Advances.

EXAME DE SANGUE MNT
MedicalNewsToday

“Pela primeira vez”, diz o coautor sênior do estudo Dr. Robert P. Anderson, diretor científico da ImmusanT, “nós descrevemos a reação inflamatória que os pacientes com doença celíaca experimentam nas horas imediatas depois que eles são expostos ao glúten”.

Anderson sugere que as descobertas também podem levar a métodos que ajudem a localizar pessoas sem doença celíaca – mas que apresentam sintomas semelhantes – e as orientar para tratamentos mais adequados.

A doença celíaca é uma condição vitalícia que afeta cerca de 1% das pessoas nos países ocidentais, de acordo com dados da Organização Mundial de Gastroenterologia.

Glúten desencadeia ataque autoimune ao intestino

pão sem lactose e gluten

Pessoas com doença celíaca têm uma reação imune adversa ao glúten, uma proteína que está presente no trigo, centeio, cevada e alimentos que os contêm, como macarrão e pão. A presença de glúten no intestino faz com que o sistema imunológico ataque o intestino delgado. O ataque danifica o sistema digestivo e reduz sua capacidade de absorver nutrientes, causando uma série de sintomas.

Os sintomas da doença celíaca incluem inchaço, diarreia, vômito, a presença de muita gordura nas fezes (esteatorreia), anemia devido à deficiência de ferro e perda de peso. Em crianças, também pode resultar em falha de crescimento. Pessoas com doença celíaca têm que seguir uma dieta sem glúten para o resto de suas vidas.

Especialistas sugerem que o número de pessoas com doença celíaca diagnosticada não reflete a verdadeira prevalência da doença. Eles acreditam que muito mais pessoas permanecem sem diagnóstico.

Aumento de moléculas inflamatórias

mulher deitada dor

Anderson e seus colegas descobriram que a injeção de peptídeos de glúten em pessoas com doença celíaca levou a sintomas, como náuseas e vômitos, bem como níveis mais altos de certas moléculas do sistema imunológico. Peptídeos são cadeias curtas de aminoácidos.

“Os sintomas desagradáveis associados à doença estão ligados a um aumento das moléculas inflamatórias na corrente sanguínea, como a interleucina-2 (IL-2), produzida pelas células T do sistema imunológico”, explica. “Esta resposta é semelhante ao que acontece quando uma infecção está presente; no entanto, para pessoas com doença celíaca, o glúten é o gatilho”, acrescenta o médico.

Cientistas do ImmunanT. identificaram as moléculas inflamatórias enquanto realizavam um teste de um possível tratamento celíaco. Eles viram como a injeção de peptídeos de glúten levou a sintomas que se correlacionaram com os níveis elevados dos marcadores de sangue.

Em outros testes, os pesquisadores também mostraram que quando as pessoas com doença celíaca consumiam glúten, elas experimentavam o mesmo aumento na IL-2.

O trabalho de usar as descobertas para desenvolver um simples exame de sangue para a doença celíaca já está em andamento, diz o autor do estudo, Dr. Jason A. Tye-Din, professor associado e chefe de pesquisa celíaca no Instituto Walter e Eliza Hall, na Austrália.

Tye-Din, que também é gastroenterologista no The Royal Melbourne Hospital, acrescenta que “para muitas pessoas que seguem uma dieta sem glúten sem um diagnóstico formal de doença celíaca, tudo o que pode ser necessário é um exame de sangue antes e quatro horas depois, uma pequena refeição de glúten”.

“Isso seria uma melhora dramática na abordagem atual, que exige que as pessoas consumam ativamente o glúten por, pelo menos, várias semanas antes de passar por um procedimento invasivo para amostrar o intestino delgado”, finaliza Tye-Din.

Nota da Redação: a notícia é muito boa, mas é preciso lembrar que esse exame pode demorar para chegar por aqui. 

Por Catharine Paddock PhD, com checagem de Paula Field – Fonte: Medical News Today

Para um mundo mais sustentável, é preciso diminuir o consumo de carne

Grupo da Faculdade de Saúde Pública da USP traz dados e dicas sobre como assumir uma alimentação sustentável e acessível

Por Yasmin Oliveira – Editorias: Universidade – Jornal da USP

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O ideal é substituir a carne por leguminosas, ovos e comer mais cereais integrais no dia a dia – Foto: Reprodução Sustentarea

Pelo bem do meio ambiente, você deveria reduzir seu consumo de carne. Pelo menos, é o que recomenda o Manifesto Sustentarea, documento produzido pelo Núcleo de Apoio às Atividades de Cultura e Extensão da USP (Nace) da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP, em São Paulo.

O manifesto traz recomendações de hábitos saudáveis e sustentáveis, além de informações sobre o assunto. O grupo é formado por alunos de graduação, pós-graduação e profissionais da saúde que são responsáveis pela disseminação do conteúdo.

O documento é direto: o maior problema é um alimento comum à mesa. Estudos do grupo revelam que o brasileiro come mais carne vermelha e processada do que deveria – muito mais do que a média recomendada. Também deixa de lado verduras e legumes.

O problema é que a produção de carne bovina tem impactos significativos para o meio ambiente. “Gera gases de efeito estufa, devastação de florestas e consome grande quantidade de água”, comenta a nutricionista Aline Carvalho, coordenadora do grupo. “É o ponto principal, porque representa 50% do impacto ambiental da dieta.”

Cópia de Manifesto
Capa do Manifesto Sustentarea – Foto: Reprodução

Na saúde, o consumo exagerado aumenta o risco de câncer, como diz estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS). O ideal é substituir por leguminosas, ovos e comer mais cereais integrais no dia a dia, como pão ou arroz. Para quem não quer abandonar a carne vermelha, o Sustentarea aconselha o consumo de até 500 gramas por semana.

Entretanto, o problema não é apenas a carne processada, mas a maneira que a produzimos e consumimos como um todo. “Se continuarmos consumindo do jeito que fazemos hoje, não haverá recursos suficientes para todos em 2050”, explica Aline, baseada em um artigo produzido em Harvard e publicado na revista The Lancet.equipe-sustentarea

Equipe do projeto de extensão Sustentarea coordenando pela nutricionista Aline Martins de Carvalho – Fotos: Cedidas pela Equipe Sustentarea

Como mudar o hábito e a alimentação?

O grupo reconhece que convencer as pessoas a mudar seus hábitos é um processo lento e difícil. Por isso, o manifesto traz o capítulo “O que você pode fazer?” para aproximar o leitor de uma rotina mais sustentável. As recomendações são simples, como evitar desperdícios ou prestar atenção nos rótulos de alimentos.

O Sustentarea também procura outras medidas práticas, como lançamento de revistas on-line de receitas sazonais, que priorizam pratos sem carne e com motivos para sua recomendação. Para Aline, essa é uma forma prática de disseminar informação de qualidade na mesa do brasileiro.

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Livros de receita e revista ajudam público a mudar hábitos – Foto: Reprodução

Apesar de ser difícil abandonar todos os alimentos industrializados em rotinas cansativas, é possível avaliar o que se compra de uma forma mais crítica, avaliando como foi produzido e o número de químicos na composição. Quanto mais natural, melhor. A nutricionista também recomenda que se cozinhe mais – uma forma de se conectar com o alimento.

“Quando a população se empodera desse conhecimento, tece o caminho para um futuro sustentável”, finaliza.

Cópia de Manifesto

Mais informações: FSP – USP

As bactérias do intestino e o cérebro: somos controlados por micróbios?

Embora a interação entre nosso cérebro e intestino tenha sido estudada por anos, suas complexidades são mais profundas do que se pensava inicialmente. Parece que nossas mentes são, em parte, controladas pelas bactérias em nossos intestinos.

O intestino tem defesas contra patógenos, mas, ao mesmo tempo, estimula a sobrevivência e o crescimento de bactérias intestinais “saudáveis”. A grande maioria desses visitantes unicelulares está situada no cólon, onde não menos de 1 trilhão delas residem em cada grama de conteúdo intestinal.

Estimar o número de hóspedes bacterianos em nosso intestino é um desafio; até hoje, o melhor palpite é que 40 trilhões de bactérias chamam nossos intestinos de lar – parcialmente dependentes do tamanho do seu último movimento intestinal (o principal ingrediente do cocô são as bactérias).

Para colocar esse número pesado em perspectiva, nossos corpos consistem em aproximadamente 30 trilhões de células. Então, em um sentido muito real, somos mais bactérias do que humanos. A maioria das bactérias intestinais pertence a 30 ou 40 espécies, mas pode haver até 1.000 espécies diferentes no total. Coletivamente, elas são denominadas microbioma.

Naturalmente, as bactérias se beneficiam do calor e da nutrição em nossas entranhas, mas não é um relacionamento unidirecional – elas também retribuem. Algumas espécies nos beneficiam quebrando a fibra alimentar em ácidos graxos de cadeia curta que podemos absorver e usar. Elas metabolizam vários compostos em nosso nome e desempenham um papel na síntese das vitaminas B e K.

Do outro lado da cerca, pesquisas recentes inferem que a desregulação das bactérias intestinais pode ser um fator importante nas condições inflamatórias e autoimunes. O papel do microbioma na saúde e na doença está lentamente abandonando seus segredos. A descoberta mais recente, e talvez mais notável, é a capacidade que as bactérias do intestino têm para moderar o cérebro e o comportamento.

Por que o intestino e o cérebro devem estar ligados?

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Os acontecimentos nas nossas entranhas são uma questão de vida ou morte. Se o intestino estiver vazio, nosso cérebro deve ser informado; se houver um problema no intestino que prejudique o processamento de alimentos e, portanto, a absorção da nutrição, o cérebro precisará ser informado. Se nosso intestino está enfrentando um ataque de patógenos, nosso cérebro deve ser mantido no circuito.

As ligações entre o nosso intestino e o cérebro são hormonais, imunológicos e neurais, por meio do sistema nervoso central e do sistema nervoso entérico, que governam a função do intestino. Coletivamente, eles são chamados de eixo do intestino-cérebro.

Embora, à primeira vista, as conexões entre o intestino e o cérebro possam parecer surpreendentes, todos nós já experimentamos isso em ação. A relação entre estresse, ansiedade e um movimento rápido do intestino não é estranha a ninguém.

Essas conversas no cérebro são estudadas há algum tempo. No entanto, um novo nível para esta parceria foi recentemente vislumbrado. Os pesquisadores estão agora considerando a influência de nosso microbioma no eixo do intestino-cérebro. Em outras palavras, os pesquisadores estão se perguntando: as bactérias em nosso intestino afetam nossa psicologia e comportamento?

De forma bastante desajeitada, os pesquisadores estão apenas começando a arranhar a superfície do eixo da microbiota cérebro-intestino-entérica ou o eixo microbioma-intestino-cérebro,

Estresse e o intestino

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Nos seres humanos, o eixo hipotálamo-hipófise-adrenal (HPA) é o principal responsável pelas tensões de qualquer tipo. É um dos principais intervenientes no sistema límbico e está fortemente envolvido em emoções e memória.

O estresse ativa o eixo HPA e, eventualmente, resulta na liberação de cortisol – o “hormônio do estresse” – que tem uma variedade de efeitos em muitos órgãos, incluindo cérebro e intestino.

Dessa forma, a resposta do cérebro ao estresse tem uma influência direta sobre as células do intestino, incluindo células epiteliais e imunes, neurônios entéricos, células intersticiais de Cajal (os marcapassos dos intestinos) e células enterocromafins (células sintetizadoras de serotonina).

Por outro lado, esses tipos de células também estão sob a influência do nosso exército de bactérias residentes. Embora os mecanismos pelos quais a microbiota regula o cérebro sejam menos claros, há evidências de que existe, de fato, um diálogo de mão dupla.

Que diferença faz um micróbio

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As primeiras pistas de que os micróbios podem ter algum controle sobre nossa atividade mental surgiram há mais de 20 anos. Pacientes com encefalopatia hepática – um declínio na função cerebral devido a doença hepática grave – tiveram melhora substancial após tomarem antibióticos orais.

Estudos posteriores forneceram mais dicas de que o microbioma tinha mais do que uma influência passageira nos estados mentais. Verificou-se que ele afeta a ansiedade e os comportamentos depressivos.

Outra observação importante ligou a disbiose (desequilíbrio microbiano) ao autismo. Crianças com autismo muitas vezes têm comunidades anormais e menos diversas de bactérias no intestino. Um pesquisador concluiu:

“Nós suspeitamos que os micróbios do intestino podem alterar os níveis de metabólitos relacionados ao neurotransmissor, afetando a comunicação entre o cérebro e/ou alterar a função cerebral. Correlações entre bactérias intestinais e metabólitos relacionados a neurotransmissores são degraus para uma melhor compreensão do crosstalk* entre bactérias intestinais e autismo”.

Pesquisadores, em 2004, observaram que ratos criados para não terem bactérias intestinais tinham uma resposta exagerada do eixo HPA ao estresse. Investigações posteriores usando camundongos semelhantes expostos a germes semelhantes demonstraram que a falta de bactérias intestinais altera a função da memória.

Camundongos sem germes têm sido uma ferramenta útil para estudar o eixo microbioma-intestino-cérebro. Eles ajudaram a provar que algo está acontecendo, mas os resultados são impossíveis de extrapolar para os seres humanos. Eles não replicam nenhuma situação natural conhecida pelo homem – não existe um humano livre de germes.

Outros estudos usaram diferentes abordagens; alguns investigaram os efeitos dos compostos neuroativos que a flora intestinal produz; outros ainda observaram as diferenças na flora intestinal de indivíduos com diferenças psiquiátricas ou neurológicas.

A pesquisa, em geral, não foi conclusiva. Mesmo se forem observadas mudanças na flora intestinal, a eterna questão da galinha ou do ovo persiste: a condição psiquiátrica foi causada pela mudança na flora intestinal, ou a condição psiquiátrica e seus padrões de comportamento alterados fizeram com que a flora intestinal mudasse? Ou existe uma interação nos dois sentidos?

Como a flora intestinal pode moderar o cérebro?

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O estresse é conhecido por aumentar a permeabilidade do revestimento intestinal; isso dá às bactérias acesso mais fácil ao sistema imunológico e às células neuronais do sistema nervoso entérico. Essa pode ser uma das maneiras pelas quais as bactérias encontram uma maneira de nos influenciar. No entanto, outra rota mais direta também foi demonstrada.

Um estudo, usando patógenos de origem alimentar, forneceu evidências de que as bactérias no intestino podem ativar os circuitos de estresse ativando diretamente o nervo vago – um nervo craniano suprindo um número de órgãos, incluindo o trato digestivo superior.

Uma rota mais direta ainda pode envolver o contato direto do microbioma com os neurônios sensoriais do sistema nervoso entérico. Estudos mostraram que esses neurônios sensoriais são menos ativos em camundongos sem germes e, uma vez que os camundongos receberam probióticos para reabastecer seu microbioma, os níveis de atividade dos neurônios retornam ao normal.

Probióticos influenciando a psicologia

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Se os camundongos sem germes apresentaram diferenças de comportamento, a próxima pergunta é se a adição de bactérias intestinais a um animal pode causar mudanças semelhantes. Uma metanálise, publicada no Journal of Neurogastroenterology and Motility, reuniu os resultados de estudos que avaliaram os efeitos dos probióticos na função do sistema nervoso central em humanos e animais.

Eles examinaram 25 estudos em animais e 15 em humanos, a maioria dos quais usou Bifidobacterium e Lactobacillus durante um período de 2-4 semanas. Embora, como os autores mencionam, traduzir estudos em animais como este em termos humanos seja um jogo desonesto. Eles concluíram:

“Esses probióticos mostraram eficácia na melhora dos comportamentos relacionados a transtornos psiquiátricos, incluindo ansiedade, depressão, transtorno do espectro do autismo, transtorno obsessivo-compulsivo e habilidades de memória, incluindo memória espacial e não-espacial”.

Outro estudo, publicado na PLOS One, descobriu que o declínio da memória relacionado à idade poderia ser revertido em ratos, alterando os níveis de Actinobacteria e Bacterioidetes em seu intestino com probióticos.

Os autores concluem: “Os dados suportam a noção de que a microbiota intestinal pode ser manipulada para impactar positivamente na função neuronal”.

O futuro do eixo microbioma-intestino-cérebro

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Foto: News medical

Há um caminho longo e sinuoso à frente dos cientistas que são corajosos o suficiente para investigar a estranha realidade do eixo microbioma-intestino-cérebro. Sem dúvida, uma multidão de moléculas está envolvida de várias maneiras em diferentes graus.

No futuro longínquo, talvez os medicamentos que visam especificamente o microbioma sejam criados para condições psiquiátricas; o microbioma pode se tornar um sistema de alerta precoce para certas doenças ou até mesmo uma ferramenta de diagnóstico.

Por enquanto, tudo o que podemos fazer é refletir sobre a influência que as bactérias exercem sobre nosso estado mental cotidiano. Também devemos nos surpreender e nos divertir que os seres humanos, por mais inteligentes que nos consideremos, estão parcialmente sob o controle de formas de vida unicelulares.

Talvez devêssemos lembrar que as bactérias nos precedem em bilhões de anos e têm grande probabilidade de sobreviver à nossa espécie em bilhões a mais.

Fonte: Tim Newman – MedicalNeswToday

*um ou mais componentes de uma via de transdução de sinal afetam outra

Cúrcuma pode ser uma opção para tratar síndrome do intestino irritável

Por Aaron Kandola
Revisado por Karen Cross

Além de ser um alimento básico da culinária asiática, o açafrão (ou cúrcuma) tem sido usado nos medicamentos tradicionais para tratar condições de indigestão e depressão. Mais recentemente, o tempero foi associado ao tratamento da síndrome do intestino irritável.

Este artigo irá rever a evidência por trás das alegações de que o açafrão pode ajudar nos sintomas da SII, discutir como ele pode ser usado, e se há algum risco.

O que é açafrão?

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Foto: Pixabay

A cúrcuma pode ter propriedades curativas que derivam de seu composto de curcumina. Ela tem sido usada para tratar alguns males, incluindo resfriados, problemas digestivos e infecções. Suas potenciais propriedades curativas provêm da curcumina, um composto anti-inflamatório que ela contém.

A cúrcuma recentemente atraiu a atenção para o seu potencial em reduzir os sintomas da SII, um transtorno comum do sistema digestivo que causa sintomas como cólicas no estômago, diarreia e constipação.

A causa da SII é desconhecida, e atualmente não há cura. Os sintomas geralmente são gerenciados usando remédios e mudanças de estilo de vida que tendem a envolver alterações na dieta. Incluir a açafrão como parte de uma abordagem saudável baseada na dieta para gerenciar os sintomas da síndrome é um passo fácil de tomar.

Funciona?

Um estudo descobriu que a curcumina teve um impacto positivo no funcionamento gastrointestinal em ratos. Os autores do estudo sugeriram que suas descobertas poderiam ter implicações para o uso de curcumina no tratamento dos sintomas da SII. No entanto, são necessários mais estudos em seres humanos para estabelecer isso de forma conclusiva.

Um estudo piloto realizado em 2004 descobriu que os participantes humanos que tinham a síndrome e que tomaram dois comprimidos de açafrão todos os dias, durante oito semanas, relataram redução no desconforto abdominal e padrões de movimentos intestinais melhorados. No entanto, este estudo carecia de um grupo de controle, e os autores concluíram que era necessário mais pesquisa para descartar o efeito placebo e outras variáveis.

A cúrcuma tem sido associada com benefícios para outros distúrbios do sistema digestivo, incluindo colite ulcerativa, uma condição crônica que causa diarreia e dor abdominal. Um estudo de 2015 descobriu que a adição de curcumina à rotina de tratamento regular teve um impacto positivo nos sintomas da colite ulcerativa.

Há alguns achados positivos relacionados ao uso de açafrão na redução dos sintomas da SII e esses efeitos também podem se estender a outros distúrbios digestivos. No entanto, é necessário investigar mais para determinar se o açafrão pode ter benefícios reais para o tratamento a síndrome.

Efeitos secundários e segurança

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A cúrcuma pode ser comprada como uma raiz ou pó, e também está disponível como suplemento. A curcumina é considerada segura para consumo para a maioria das pessoas em doses variando de 500 mg a 12 .000 mg por dia, apenas para uso em curto prazo. Mais estudos são necessários para determinar a toxicidade associada ao uso a longo prazo.

Alguns efeitos colaterais podem ocorrer com o uso regular de cúrcuma, incluindo:

=dor abdominal
=problemas digestivos
=náusea
=”afina” o sangue

Atualmente, não está claro se os suplementos de curcumina são seguros para as mulheres grávidas, por isso é importante que elas falem com um médico antes de tentar qualquer suplemento.  

Pessoas com diabetes também devem evitar o consumo de açafrão, pois pode diminuir os níveis de glicose no sangue. Também pode interagir com alguns medicamentos, como diluentes de sangue ou medicamentos para diabetes. Para ter certeza de uso, melhor conversar com o médico antes de tomar suplementos de curcumina.

Nos EUA, por exemplo, a Food and Drug Administration (FDA) não regula os suplementos, portanto, a segurança e o conteúdo dos produtos de açafrão não podem ser garantidos.

Como usar a cúrcuma

açafrão

Açafrão é comumente usado para aromatizar alimentos desde sopas saborosas a bolos e smoothies. Pode ser comprado como um pó ou na sua forma de raiz. Também é possível tomar suplementos de curcumina, que normalmente estão disponíveis em lojas de alimentos saudáveis.

Ao contrário do açafrão em outras formas, os suplementos são doses altamente concentradas de curcumina, de modo que as pessoas devem ter certeza de ler as instruções nas bulas e rótulos sobre quanto é seguro consumir.

Panorama

A cúrcuma (ou açafrão) demonstrou ser uma promessa em estudos iniciais pelo seu efeito positivo em alguns sintomas da SII. Na maioria dos casos, incluindo suplementos de açafrão ou curcumina, como parte de uma dieta saudável, não representará qualquer risco para a saúde das pessoas com a síndrome.

Se a cúrcuma traz algum benefício real para os sintomas da SII ainda não está claro, e pesquisas adicionais nesta área são necessárias.

Fonte: MedicalNewsToday

Métodos substituem animais vivos nas aulas de veterinária

Da Redação – agenusp@usp.br

Aline Naoe, do USP Online, alinenaoe@usp.br

Embora anos antes já tivesse introduzido novas práticas no ensino de cirurgia aos alunos do curso de veterinária, foi no simbólico ano 2000 que a professora Julia Maria Matera deu sua palavra final: “chega.” Desde então, nenhum animal vivo foi utilizado em suas aulas — e pouco depois, em mais nenhuma aula da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ) da USP.

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Iniciativa foi premiada, em primeiro lugar, na World Animal Protection – Foto: Marcos Santos / USP Imagens

Quando iniciou sua carreira de docente na Universidade e assumiu a disciplina de Técnica Cirúrgica, o treinamento dos estudantes era feito com animais recolhidos pelo Centro de Controle de Zoonoses da cidade, encaminhados à faculdade. Os cães eram sedados e, após o procedimento, eutanasiados. “Eram utilizados, em média, 300 animais por ano, e isso me incomodava muito”, lembra a professora. Além de provocar o sacrifício desnecessário de animais saudáveis, a prática não tinha a eficiência desejada, já que nem todos os alunos podiam treinar os procedimentos estudados — as turmas eram divididas em grupos e apenas um integrante de cada grupo podia realizar, de fato, a prática. Nas semanas seguintes, já em outros tópicos, os demais alunos se revezavam.

Com esse incômodo, que a acompanhava desde sua própria formação, Julia passou a fazer visitas em outras universidades com a ideia de desenvolver técnicas cirúrgicas que dispensassem o uso de animais vivos. Nos Estados Unidos e na Europa, já se usavam cadáveres preservados para os treinamentos, mas era preciso fazer adaptações para o uso das técnicas no Brasil, devido às altas temperaturas do país. “Sempre tive claro que para ter uma boa aceitação, era preciso ter um material de qualidade”, afirma. Assim, procurou o professor Antonio Augusto Coppi, colega de departamento, para trabalhar na empreitada.

Buscando a solução

O uso de cadáveres preservados em vez de animais vivos em sala de aula apresentava algumas exigências: tinha que manter a textura da pele, coloração e estruturas, ou seja, garantir a similaridade com o modelo vivo. “Pesquisamos alternativas e então encontramos uma técnica que era usada para embalsamar cadáveres no século 18 em um hospital na França, a solução de Larssen”, conta Julia. Adaptando a fórmula para reduzir os custos do produto sem perder a qualidade, os pesquisadores chegaram à chamada solução de Larssen modificada. Injetado no animal, o líquido consegue preservar os tecidos, conservando a cor e a flexibilidade característicos. Os detalhes da técnica foram relatados na dissertação da então mestranda Rosane Maria Guimarães da Silva.

Com a introdução dos cadáveres nas aulas, todos os alunos passaram a poder realizar os procedimentos e, inclusive, repeti-los, algo de grande relevância na área cirúrgica, que exige habilidades só adquiridas na prática. “E além disso você tem um aluno muito mais concentrado, que consegue prestar atenção e pode repetir o procedimento sem culpa”, acrescenta a professora. Os cadáveres vêm do Hospital Veterinario da FMVZ e têm origem ética, ou seja, foram doados com consentimento dos tutores após óbito dos animais.

Em uma segunda fase, Julia começou a trabalhar em cima de outra questão que envolvia o uso dos animais preservados: o fato de não haver sangramento, reduzindo a similaridade com o procedimento real. Com a colaboração de alunas de iniciação científica e pós-graduação, desenvolveu uma forma de passar fluidos que imitam sangue pelos vasos do animal por meio de uma bomba, simulando o processo.

Iniciativa premiada

A partir da iniciativa da FMVZ, que dispensou o uso de animais também em outras disciplinas, a legislação em âmbito estadual e federal passaram a dar mais atenção ao tema, gerando uma mudança de comportamento, segundo Julia Matera. “Já ouvi de alunos que se esforçaram para cursar a USP porque sabiam que não teriam que usar animais vivos em sala de aula”, comenta.

A importância desse trabalho e o pioneirismo da Universidade estimularam a professora a se inscrever no concurso “Métodos substitutivos ao uso prejudicial de animais no ensino humanitário da Medicina Veterinária e Zootecnia na América Latina”, proposto pela World Animal Protection, no qual conquistou o primeiro lugar. Como prêmio, recebeu um conjunto de modelos e simuladores. Entre eles, o boneco Jerry, para aprendizado de auscultação, uma cabeça de cachorro para treinar entubação e modelos em silicone para treinamento de castração.

As aquisições devem integrar um futuro Laboratório de Habilidades, projeto que a professora discute atualmente com colegas da unidade. O local abrigaria os manequins e peças criados para a simulação de procedimentos e seria destinado também às práticas com cadáveres.

Mais informações: materajm@usp.br

 

Promoção inédita de Nescau patrocinará um ano de estudos

A poucos dias do fim das férias, Nescau lança promoção inédita denominada “Nescau patrocina seu filho”. A ação sorteará dez certificados em barras de ouro no valor de R$ 18 mil cada, que equivalem ao pagamento de um ano de estudos, com o objetivo de contribuir com o orçamento familiar. Os vencedores serão revelados em sorteios realizados nos dias 20 de fevereiro e 19 de março de 2016.

Nescau também quer aproveitar a iniciativa para estimular a prática de esportes entre as crianças e adolescentes. Por isso, os consumidores que se inscreverem na promoção poderão, ainda, concorrer a mais de mil prêmios instantâneos constituídos por cartões de débito, com sugestões de uso para aquisição de bicicletas, bolas, patins, skate e entre outros artigos para a prática de atividades físicas.

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Para concorrer, basta comprar, no mínimo, 01 produto da marca Nescau das categorias participantes – Nescau Achocolatado em Pó, Nescau Pronto para Beber e Nescau Cereal – e cadastrar no site, informando os dados pessoais e do cupom fiscal. Cada produto dá direito a um código para o sorteio, conforme condições descritas no Regulamento da Promoção.