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Obesidade pode levar à incapacidade funcional dos pés e tornozelos

ABTPé lista principais problemas que excesso de peso pode causar aos membros inferiores

Uma análise dos dados de mortalidade da Covid-19 feita pela Federação Mundial de Obesidade divulgada neste mês (marcado pelo Dia Mundial da Obesidade, celebrado em 4 de março), apontou que as taxas de mortalidade foram dez vezes maiores em países onde mais de 50% da população está acima do peso.

A obesidade é uma doença crônica que aumenta o risco para o desenvolvimento de diversos problemas sistêmicos, incluindo nos membros inferiores. “A obesidade pode levar a incapacidade funcional dos pés e tornozelos, pois pela sua posição anatômica, eles sustentam praticamente todo o peso do corpo e, no caso de obesidade, a sobrecarga é muito maior”, pontua o presidente da Associação Brasileira de Cirurgia e Medicina do Tornozelo e Pé (ABTPé), José Antônio Veiga Sanhudo.

O especialista fala que não é raro as pessoas obesas apresentarem problemas nos pés por lesões decorrentes da sobrecarga. As queixas mais comuns são dores e limitações das atividades esportivas ou mesmo cotidianas, o que leva ao sedentarismo e dificulta a perda de peso. “A obesidade e os problemas ortopédicos acabam criando um ciclo vicioso”, salienta.

O excesso de peso é uma das principais causas de fascite plantar, um processo inflamatório ou degenerativo que afeta uma membrana de tecido conjuntivo fibroso na planta do pé. “Dor intensa no calcanhar é o principal sinal da fascite plantar e tipicamente ela é mais intensa nos primeiros passos pela manhã, ou após ficar algum tempo em repouso. Pela sua posição anatômica e pela alta demanda desta estrutura durante a marcha, a recuperação desta lesão costuma ser lenta”, explica Sanhudo.

O excesso de peso está associado também à degeneração acelerada da cartilagem articular, a chamada artrose, que é nos obesos habitualmente mais comum nos membros inferiores que sustentam o peso do corpo, explica o médico. Doenças inflamatórias ou degenerativas dos tendões dos membros inferiores também são mais comuns em pacientes com sobrepeso, pois o esforço destas estruturas é muito maior.

“Por isso, é importante tentar equilibrar a balança, seja para facilitar o tratamento quando o problema já se instalou, seja para prevenção”, aconselha o médico.

Fonte: ABTPé

Uso excessivo de chinelos e rasteirinha pode causar lesões

Calçados não oferecem proteção e estabilidade adequadas, explica especialista da ABTPé

Chinelos e rasteirinhas são os protagonistas na composição de muitos looks de verão, mas o uso desses calçados requer moderação, uma vez que eles pecam no quesito absorção de impacto e aumentam o risco de algumas lesões, explica o presidente da ABTPé (Associação Brasileira de Medicina e Cirurgia do Tornozelo e Pé), José Antonio Veiga Sanhudo.

Os chinelos, por exemplo, são compostos por apenas uma sola fina, plana, habitualmente rígida e sem suporte do arco longitudinal medial, e a fixação ao pé se dá por meio de uma tira somente, ou seja, amortecimento e estabilidade precários para uma estrutura composta por 28 ossos, 32 articulações e aproximadamente 100 músculos, tendões e ligamentos.

“O risco de torções com estes calçados também é maior, já que o chinelo não oferece nenhuma estabilidade para a região do calcanhar e tornozelo. Outro ponto importante para se observar é que a falta de proteção ao redor do pé aumenta o risco de traumas diretos, como arranhões e dedos quebrados”, salienta o presidente da ABTPé.

O uso prolongado de calçados baixos, como chinelos e rasteirinhas, é especialmente arriscado para mulheres que têm o hábito de andar de salto alto. A mudança de posição dos pés, descendo do salto, aumenta a tensão nas estruturas posteriores, especialmente o tendão de Aquiles e a fáscia plantar, e pode levar ao aparecimento de lesões nestas estruturas. “Por isso, caminhadas na praia ou na orla devem ser precedidas e seguidas de alongamento, e o melhor é sempre usar tênis para diminuir a transmissão do impacto”, ressalta o médico.

Queridinha das mulheres no verão, o uso prolongado de rasteirinha está associado ao desenvolvimento da fascite plantar, um processo inflamatório ou degenerativo que afeta uma membrana de tecido conjuntivo fibroso, que recobre a musculatura da sola do pé, desde o osso calcâneo até a base dos dedos dos pés, a fáscia plantar. Esta estrutura auxilia na manutenção da curvatura do pé, graças à sua posição anatômica.

“Com a rasteirinha, ocorre um aumento na tensão da fascia plantar, o peso do corpo fica concentrado no calcanhar, e associado a baixa proteção de impacto o aparecimento de lesões por sobrecarga se torna mais frequente”, fala o especialista.

Dor intensa debaixo do pé, perto do calcanhar, é o principal sinal da fascite plantar e tipicamente ela é mais intensa nos primeiros passos pela manhã, ou após ficar algum tempo na posição sentada. A recuperação desta lesão costuma ser lenta. O tratamento é realizado por meio de medicamentos anti-inflamatórios e analgésicos, uso de palmilhas, fisioterapia e alongamento, que pode ser realizado em casa, desde que haja orientação médica.

Fonte: ABTPé

Calçado do verão: uso prolongado de rasteirinha pode causar fascite plantar

Com solado fino, o modelo não diminui o impacto ao caminhar; ABTPé explica escolha ideal

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O verão está chegando e, com ele, o vestuário fica mais leve, despojado e confortável. Para as mulheres, a rasteirinha é o calçado eleito para dar o toque final à composição do look. Mas o que parece sinônimo de conforto, se usado em excesso, pode causar transtorno futuro, com o desenvolvimento da fascite plantar.

O problema é um processo inflamatório ou degenerativo que afeta a fáscia plantar, membrana de tecido conjuntivo fibroso e pouco elástico, que recobre a musculatura da sola do pé, desde o osso calcâneo, e que garante o formato do calcanhar, até a base dos dedos dos pés. A fáscia plantar auxilia a manter a curvatura do pé firme, graças à sua capacidade de amortecer e distribuir o impacto.

“Se for caminhar muito, o ideal é utilizar calçados que protejam o pé. Com a rasteirinha, você joga o peso todo em cima do calcanhar, sem nenhuma proteção”, explica o presidente da ABTPé (Associação Brasileira de Medicina e Cirurgia do Tornozelo e Pé), Marco Túlio Costa. “Como não protegem a região, também aumentam o risco de dedos quebrados, torções, bolhas e arranhões”, acrescenta.

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O especialista esclarece que os melhores sapatos – quando se planeja fazer longas caminhadas durante o dia – são aqueles que dão apoio ao calcanhar, não comprimem os dedos e têm cadarços ou tiras que segurem o calçado no lugar. “Uma alternativa é usar sapatilha com sola um pouco mais grossa e também com um salto pequeno, de uns dois centímetros, para aliviar a pressão no calcanhar e na coluna”, pontua.

Sintomas

Plantar fasciitis. disorder of the connective tissue which supports the arch of the foot
Ilustração: KLMStore

Dor intensa debaixo do pé, perto do calcanhar, é o principal sinal da fascite plantar. Geralmente, a dor é mais intensa pela manhã, mas alivia durante o dia com o caminhar. “Mas isso não impede que a dor apareça em qualquer ponto da fáscia, depois de longos períodos em pé, após subir escadas ou até mesmo depois de ter repousado um pouco”, explica Costa.

Inchaço e vermelhidão são outros sinais que podem aparecer.

Tratamento

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A recuperação da fascite plantar costuma ser lenta. O tratamento pode ser realizado por meio de medicamentos anti-inflamatórios e analgésicos, uso de palmilhas especificamente moldadas e fisioterapia diária, que pode ser realizada em casa, desde que haja orientação médica.

A intervenção cirúrgica não é comumente indicada e ocorre apenas quando os tratamentos não trazem melhora aos pacientes. Existem algumas opções cirúrgicas que consistem em alongar a fáscia plantar ou a musculatura da panturrilha.

O médico ressalta a importância de procurar um especialista que possa dar a melhor orientação. “Dessa forma, será possível entender as causas reais da dor e o paciente receberá um diagnóstico correto, para iniciar um tratamento adequado”, conclui.

ABTPé

A Associação Brasileira de Medicina e Cirurgia do Tornozelo e Pé (ABTPé) foi fundada em 1975 com a missão de unir a classe médica na especialidade, além de estimular o intercâmbio de informações científicas, fomentando a educação continuada entre os especialistas de pé e tornozelo no Brasil. Também tem a responsabilidade de esclarecer a população sobre os temas relacionados à especialidade.

A ABTPé está à disposição para informações e entrevistas sobre a saúde e cuidados com os tornozelos e pés, trazendo esclarecimentos sobre diversos temas, como acidentes nos esportes com lesões, acidentes domésticos com lesões, deformidades, pé diabético, cuidados com o uso de saltos altos, joanetes, fascite plantar, cirurgia plástica nos pés, esporão do calcâneo, calos e calosidades, metatarsalgia, neuroma de Morton, gota, artrite, entorse, fraturas, entre outros.