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Dê férias para seu cérebro: confira algumas sugestões de atividades prazerosas

Do exercício físico ao ‘fazer nada’, descubra como o cérebro pode se beneficiar nos períodos de férias

Quem não gosta de tirar férias? Pensamos sempre em descansar o físico, curtir um lugar diferente, mas a verdade é que esse período também é bom para a saúde mental – e melhor ainda para o cérebro.

“Tirar férias pode ser um fator determinante para muitos, ainda mais em tempos de pandemia e crise econômica. Acredito que muitos considerariam evitar férias neste momento, porém pode custar caro. Tirar uma pausa de alguns dias pode auxiliar na produtividade, velocidade de processamento cerebral e saúde cerebral de forma geral, criatividade, satisfação profissional e pessoal”, explica Gabriel Novaes de Rezende Batistella, médico neurologista e neuro-oncologista, membro da Society for Neuro-Oncology Latin America (SNOLA).

“Somos constantemente bombardeados com informações, atualizações, demandas ativas e passivas, que podem gerar um enorme amontoado de estresse, ansiedade, insônia e síndrome de burnout. Durante as férias e pausas rotineiras podemos nos colocar longe destes focos, o que ajudará muito a reduzir os efeitos deletérios da rotina”, acrescenta o médico.

Abaixo, o neurologista indica o que pode ser feito de bom para a saúde cerebral no período de férias:

Exercício físico: “Mesmo durante as férias, vale a pena praticar algum tipo de atividade física. Os exercícios físicos regulares durante o período de férias podem auxiliar na redução do estresse, manutenção do peso durante um período de maior tendência a consumir alimentos calóricos e bebidas alcoólicas, além de ajudar no sono”, diz o neurologista.

Ouvir música: “Esse é hábito que traz comprovadamente benefícios para o cérebro, mas, obviamente, depende do estilo musical escolhido e como ele é usado. Músicas podem ativar diversas áreas do cérebro em concomitância, auxiliando no aprendizado, foco, mas podem também prejudicar um aprendizado se forem músicas com letras que tomem a atenção do paciente. Acaba sendo algo pessoal, e cada paciente vai encontrar sua playlist dedicada ao momento”, diz.

Dormir: com certeza, durante o período fora das férias somos submetidos intermitentemente a uma carga inesperada de estresse e ansiedade, o que pode alterar nossos hábitos de sono, prejudicar o ciclo circadiano e a capacidade de recuperação diária pelo sono, gerando uma bola de neve. “Durante as férias temos maior liberdade para dormir até mais tarde, algo que por si só já pode compensar as horas necessárias para dormir, mas também podemos organizar um horário preferencial para dormir, sem estresse ou anseios, que pode ser mantido por muito tempo após o término das férias. Devemos aproveitar as férias para ajustar nosso relógio interno”, diz o médico.

Atividades manuais e novas habilidades: “Pode ser muito bom para alguns pacientes desenvolver atividades manuais, justamente por serem um tipo de terapia em diversos contextos. No curto período de férias, pode ser muito difícil desenvolver uma habilidade por completo, logo poderia ser mais interessante como habilidade manual terapêutica, mas ainda assim poderia ser algo que serviria como válvula de escape para o paciente, e poderia ser levada para o período de retorno ao trabalho e mantido”, conta o neurologista.

Contato com a natureza: entrar em contato com a natureza tem, comprovadamente, atividade benéfica no cérebro, tanto que é uma forma terapêutica para pacientes psiquiátricos e pacientes com distúrbios neurológicos do espectro autista, segundo Batistella.

Visitar amigos e familiares: segundo o neurologista, retornar e fortalecer o ambiente social vai ser uma atividade fantástica para a saúde cerebral, claro que a depender do quanto o paciente se sente bem neste contexto social. “Ficar em ambientes sociais ruins ou com desavenças acabaria sendo prejudicial, logo desaconselhado durante o período de férias”, diz.

Por fim, o Dr. Gabriel ressalta que um tempo “sem fazer nada” acaba, também, sendo um ótimo exercício de meditação e redução dos níveis de estresse para o corpo e cérebro. “Então, sim, pode ser muito benéfico tirar um tempo para si. Cabe aqui também incentivar a atividade de meditação, assim como o mindfulness, hoje tão em alta”, finaliza.

Fonte: Gabriel Novaes de Rezende Batistella é médico neurologista e neuro-oncologista, membro da Society for Neuro-Oncology Latin America (SNOLA). Formado em Neurologia e Neuro-oncologia pela Escola Paulista de Medicina da UNIFESP, hoje é assistente de Neuro-Oncologia Clínica na mesma instituição. O médico é o representante brasileiro do International Outreach Committee da Society for Neuro-Oncology (IOC-SNO). Instagram: @neuro.oncologia.batistella

Neuro ensina a adaptar o cérebro ao fim das férias

É fácil entrar de férias, mas é na volta que o organismo percebe todas as mudanças. Quando ganhamos horas a mais de descanso nos dias de folga é muito fácil sair da rotina, mas readaptar o relógio biológico e o nosso cérebro para voltar à rotina habitual pode ser um grande desafio.

“Se você ainda não entrou no ritmo, pode ficar tranquilo: isso é natural. Demora cerca de uma semana, mas, aos poucos, o cérebro entende que precisa voltar a trabalhar”, afirma Fernando Gomes, médico neurocirurgião e neurocientista do Hospital das Clínicas de São Paulo.

Ele explica que é no hipotálamo, região do cérebro que controla os vários relógios biológicos do organismo, que o composto de um conjunto de células nervosas com cerca de 10 mil neurônios formam um centro de comando chamado núcleo supraquiasmático. “É nele que estão todas informações de qual ritmo o corpo deve seguir, desde quanta fome vamos sentir, passando pela regulação do sono, a temperatura, pressão arterial, funcionamento do intestino até outras funções vitais como o apetite sexual”, fala.

Durante o período de férias, é normal acordar e dormir mais tarde, assim, os milhares de neurônios recebem informações diferentes acerca das rotinas do corpo como horários diferentes, padrões alimentares relaxados e até a presença de luz no ambiente em horários em que normalmente seria para estar dormindo. Por isso que na hora de voltar à rotina normal, o corpo reage negativamente e não volta tão rápido ao estado que deveria estar, deixando a sensação de estarmos mais preguiçosos.

Pixabay

Para driblar as angústias de voltar à rotina, o médico fala que é importante entender que as férias não devem ser vistas como um remédio para resolver todos os problemas ou curar, por exemplo, uma síndrome de burnout. Elas são importantes, claro, mas os dias de folga não irão recuperar de um problema sério, como um transtorno depressivo, ou outro abalo na saúde mental. “As férias são indispensáveis, mas não substituem terapias e remédios”, deixa claro o especialista.

Mas, voltando à retomada da rotina de maneira saudável, Fernando afirma que em poucos dias o cérebro começa a trabalhar a favor da rotina, da carreira e dos estudos, afinal, ele se alegra quando está em pleno funcionamento. “Nada de se atropelar e cobrar mais do seu cérebro do que ele capaz de te dar agora. Ao invés disso, o ajude tentando colocar algumas dicas abaixo em prática para evitar a indesejável ansiedade pós-férias. Afinal, não adianta nada tirar uns dias de descanso, mas ficar com a mente estressada, pensando sem parar no trabalho e temendo nossa volta à rotina”, finaliza o médico que deixa ainda algumas dicas importantes para deixar o organismo perfeitamente readaptado:

Neurodicas:


=Tente ir deitar uma hora mais cedo do que o horário em que pretende dormir;
=Evite café ou substâncias estimulantes depois das 17 horas;
=Não exagere nas refeições noturnas;

=Evite exercícios físicos após às 21h;
=Desligue-se da TV, computador e celular mais cedo do que o habitual;
=Recomece de forma progressiva. Inicie resolvendo os jobs menores, mais simples e mais gostosos. Dê valor aos intervalos e momentos de refeições;

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=Não se force a ficar muitas horas focado em uma única coisa. Dessa forma, sua mente terá mais chances de se adaptar.

Fonte: Fernando Gomes é corresponde médico da TV CNN Brasil, diariamente, no Jornal Novo Dia. É autor de 8 livros de neurocirurgia e comportamento humano. Professor Livre Docente de Neurocirurgia, com residência médica em Neurologia e Neurocirurgia no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, é neurocirurgião em hospitais renomados e também coordena um ambulatório relacionado a doenças do envelhecimento no Hospital das Clínicas.

Verão: cuidados com Covid-19 e prevenção ao câncer de pele devem andar lado a lado

Além do uso do álcool em gel, máscaras e respeito ao distanciamento, população deve adotar hábitos de fotoproteção para garantir sua saúde de modo pleno, informa a Sociedade Brasileira de Dermatologia

Neste verão, vamos conjugar prevenção ao coronavírus com cuidados para reduzir as chances de casos de câncer de pele? Esta é a proposta da campanha do Dezembro Laranja, organizada pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), em 2021. A intenção é dar início ao esforço de mobilização no período que abriga o Natal e estendê-lo pelos meses seguintes. Nos alertas, a SBD quer deixar claro que o atual momento pede que junto com o uso do álcool gel, máscaras e distanciamento, os brasileiros cultivem as práticas de fotoproteção.

Com a queda nos indicadores de morbidade e de mortalidade relacionados à covid-19, estima-se que neste verão as praias e os espaços abertos voltarão a ser ocupados com muito mais intensidade. No entanto, alertam os especialistas da SBD, a retomada da normalidade não deve ser feita sem atenção às recomendações das autoridades sanitárias, ainda atentas à possibilidade de aumento dos casos de contaminação pelo coronavírus. Além desse cuidado, afirmam, a população deve agregar à sua rotina as medidas de prevenção contra o câncer de pele.

“Adicione mais fator de proteção ao seu verão”: esta é mensagem central da campanha do Dezembro Laranja 2021. Esse mote estará presente em uma série de conteúdos desenvolvidos pela SBD especialmente para a ação. Serão peças para redes sociais, com dicas de cuidados; vídeos com orientações de médicos dermatologistas; e gravações feitas por personalidades estimulando os brasileiros à aderirem aos cuidados preconizados; entre outras abordagens que buscam a conscientização.

Adesão

Em 2021, entre as celebridades que participam voluntariamente da iniciativa estão os atores Tony Ramos e Carmo Dalla Vecchia, as cantoras Kelly Key e Karol Conká, a modelo Claúdia Liz, e os jornalistas Tom Borges (TV Record) e Eliane Cantanhede (TV Globo). Além deles, dezenas de outras artistas, intelectuais e influenciadores também aderiram à iniciativa, assim como instituições públicas e privadas, como o Congresso Nacional, a Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o Conselho Federal de Medicina (CFM) e inúmeros governos estaduais e prefeituras.

Todas as entidades ajudaram a montar uma rede nacional de apoio à causa. Isso ocorreu de duas formas: com a iluminação de sedes e monumentos na cor laranja e com a replicação em seus canais de comunicação do material produzido pela SBD incentivando a população a incorporar à sua rotina alguns cuidados. Dentre as recomendações, estão: cultivar hábitos de fotoproteção, que incluem o uso de óculos de sol e blusas com proteção UV, bonés ou chapéus; optar pela sombra; evitar a exposição ao sol entre 9h e 16h; e utilizar filtro solar com FPS igual ou superior a 30, reaplicando-o a cada duas horas ou sempre que houver contato com a água.

Diagnóstico precoce

Em caso de surgimento de sinais e sintomas suspeitos, o médico dermatologista deve ser consultado para fazer o diagnóstico precoce do quadro. Se for constatada uma lesão cancerosa, ele orientará o início do tratamento. É preciso prestar a atenção em pintas que crescem, manchas que aumentam, sinais que se modificam ou feridas que não cicatrizam pois podem revelar o câncer de pele. A rotina do autoexame facilita o reconhecimento dos casos.

A SBD ressalta ainda que a exposição solar exagerada e desprotegida ao longo da vida, além dos episódios de queimadura solar, são os principais fatores de risco do câncer de pele. Apesar de ser um problema de saúde que pode afetar qualquer pessoa, há perfis que são mais propensos ao seu surgimento. Neste grupo, estão os que têm a pele, cabelos e olhos claros; aqueles com histórico familiar dessa doença; os portadores de múltiplas pintas pelo corpo e pacientes imunossuprimidos e/ou transplantados. A SBD ressalta que os que apresentam estas características precisam de maior cuidado com a pele e passar por avaliação frequente com um médico dermatologista.

Tumores

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), os números de câncer de pele no Brasil são preocupantes. A doença corresponde a 27% de todos os tumores malignos no país, sendo os carcinomas basocelular e espinocelular (não melanoma) responsáveis por cerca de 180 mil novos casos da doença por ano. Já o câncer de pele melanoma tem em torno de 8,5 mil casos novos por período. A incidência do câncer de pele é maior do que os cânceres de próstata, mama, cólon e reto, pulmão e estômago.

Há oito anos a Sociedade Brasileira de Dermatologia realiza o #DezembroLaranja, sempre com grande engajamento da população e de outras instituições e entidades. O público interessado pode se engajar na campanha e compartilhar nas redes sociais, customizando a foto de perfil e as publicações da SBD, por exemplo. A divulgação nas plataformas digitais (Facebook, Instagram, Youtube e Site) contará com o apoio das seguintes hashtags: #DezembroLaranja, #CancerdePeleECoisaSeria, #CancerdePele # Maisprotecaonoverao #CampanhaCancerdePele2021.

Doença

O câncer de pele é provocado pelo crescimento anormal das células que compõem a pele. Existem diferentes tipos de câncer da pele que podem se manifestar de formas distintas, sendo os mais comuns denominados carcinoma basocelular e carcinoma espinocelular – chamados de câncer não melanoma – e que apresentam altos percentuais de cura se diagnosticados e tratados precocemente. Um terceiro tipo, o melanoma, apesar de não ser o mais incidente, é o mais agressivo e potencialmente letal. Quando descoberta no início, a doença tem mais de 90% de chance de cura.

O carcinoma basocelular é o câncer de pele mais frequente na população, correspondendo a cerca de 70% dos casos. Se manifestam por lesões elevadas peroladas, brilhantes ou escurecidas que crescem lentamente e sangram com facilidade. Por sua vez, o carcinoma espinocelular surge como o segundo tipo de câncer de pele de maior incidência no ser humano. Ele equivale a mais ou menos 20% dos casos da doença. É caracterizado por lesões verrucosas ou feridas que não cicatrizam depois de seis semanas. Podem causar dor e produzirem sangramentos.

Metástase

Já o melanoma, apesar de corresponder apenas cerca de 10% dos casos, é o mais grave deles, pois quadros avançados podem provocar metástases (espalhamento do tumor para outros órgãos do corpo humano) e levar à morte. Este tipo é geralmente constituído de pintas ou manchas escuras que crescem e mudam de cor e formato gradativamente. As lesões também podem vir acompanhadas de sangramento.

Desde 2014, a SBD promove o Dezembro Laranja, iniciativa que faz parte da Campanha Nacional de Prevenção ao Câncer da Pele. Desde então, sempre no último mês do ano, são realizadas diferentes ações em parceria com instituições públicas e privadas para informar a população sobre as principais formas de prevenção e a procurar um médico especializado para diagnóstico e tratamento. O câncer da pele é o tipo de câncer mais comum no Brasil, com cerca de 180 mil novos casos ao ano. Quando descoberto no início, tem mais de 90% de chances de cura.

Fonte: SBD

Cheiro de Natal e cheiro de Ano Novo… será?

Os cheiros são moléculas percebidas por células especializadas localizadas no alto da cavidade nasal – os neurônios quimiorreceptores olfatórios. Temos cerca de 10 milhões deles.

E por que afinal de contas ligamos alguns cheiros com determinadas situações? Segundo Livia Ciacci, neurocientista do Supera – Ginástica para o cérebro, o córtex piriforme é responsável pela percepção consciente dos aromas e o córtex entorrinal se projeta para o hipocampo, onde além da consolidação da memória olfativa, também ocorre a ligação com o sistema límbico – a área das emoções. “Podemos concluir que os cheiros têm conexão direta com o processamento das emoções e das memórias, afinal, diferente dos outros sentidos que passam primeiro pelo julgamento crítico, os odores chegam diretamente no sistema límbico – a área das emoções”, detalhou.

Então a resposta é sim: o cheiro de fim de ano existe! “Desde que a pessoa tenha associado a data a aromas específicos. Se alguém memoriza o cheiro de panetone ligado ao fim do ano, todas as vezes que sentir o cheiro vai evocar as memórias de fim de ano, ou então o contrário, quando chega o fim de ano, o ambiente faz com que ela se recorde do cheiro”, lembrou.

É possível perceber esse fenômeno mais facilmente quando observamos as estratégias de marketing usada por grandes varejistas como forma de atrair o consumidor por suas emoções “O cheio de ‘shopping’ é, na verdade, óleo essencial. Cafeterias espalham cheiros de guloseimas, decorações natalinas são perfumadas. Tudo nesta época especialmente contribui para nossas memórias olfativas que vão se firmando com o passar dos anos”, detalhou a neurocientista do Supera – Ginástica para o cérebro.

A infância no Natal

Quando falamos de Natal, algumas lembranças são especialmente marcantes. Biologicamente a infância e adolescência são fases da vida em que exploramos o ambiente com maior intensidade, e com isso, armazenamos informações importantes para a sobrevivência, e dentre elas, os cheiros. O Núcleo de Neurociências do Instituto de Ciências Biológicas da UFMG realizou algumas pesquisas para explicar como os cheiros se vinculam a diferentes lembranças e direcionam o comportamento. O estudo identificou entre outras coisas que a serotonina (importante neurotransmissor que modula o humor), quando liberada no bulbo olfatório, modifica a representação neuronal dos odores, atribuindo significados àquela memória olfativa.

Ainda segundo Livia Ciacci, neurocientista do Supera – Ginástica para o cérebro, a modulação do significado dos cheiros tem relação direta com as experiências “Isso explica porque o passado de natais felizes fica associado à percepção dos cheiros dessa época, assim como acontecimentos trágicos próximo da mesma data podem modificar essas sensações”, detalhou.

Voltando a conviver no dia 25

Mesmo com a pandemia ainda em andamento, o avanço da vacinação transformará as festas deste ano nas primeiras após a Covid -19 como evento de maior contato social, uma boa notícia para quem tem boas lembranças desta época, ou nem tanto para muitas pessoas “Para quem tem boas lembranças, o Natal ativa o sistema de recompensa do cérebro, trazendo prazer e reforçando o encontro como algo benéfico. O ato de conviver socialmente em si é necessário para nós, é um estímulo que mantém nossa mente saudável, independentemente de ser com familiares ou amigos”, lembrou.

Por outro lado, há quem não tenha boas lembranças desta época do ano. “Quando algumas pessoas experimentam um aumento do estresse e da ansiedade nessa época, geralmente motivada por uma série de fatores que alteram a rotina. Como por exemplo, as pressões por comparecer a confraternizações, compras de presentes, a redução ou alteração do ciclo do sono, mudanças na dieta, as altas temperaturas”, alertou. Nestes casos, a principal dica quando falamos do nosso cérebro, é buscar entender o que motiva esse sentimento, se é uma memória específica ou se é um misto de situações.

“A partir da autorreflexão, não devemos ter receio de respeitar nossos próprios limites. Perceba que os tipos de pensamentos mais comuns dessa época envolvem a sensação de obrigação: ‘Tenho que agradar as pessoas’; ‘Tenho que comprar presentes’; ‘Tenho que estar feliz’; ‘Tenho que fechar as metas’; ‘Tenho que fazer uma ceia’. Entender que você não é obrigado a cumprir coisas ou rituais que não fazem sentido para você, ou não trazem alegria e conforto, é o primeiro passo. Seja honesto consigo mesmo e se necessário ajuda especializada”, concluiu.

Fonte: Médoto Supera

Cuidado: verão aumenta incidência de animais peçonhentos

Calor e umidade favorecem aparecimento desses animais, aumentando as chances de acidentes

É nos meses de verão que os acidentes causados por animais peçonhentos – aqueles que produzem veneno, como serpentes, aranhas e escorpiões – se tornam mais comuns. Em 2019, foram mais de 265 mil notificações no Brasil, sendo quase 41,5 mil somente no estado de São Paulo (Ministério da Saúde/SVS – Sinan Net).

“O verão é o período de reprodução dos animais peçonhentos devido às condições climáticas favoráveis de temperatura e umidade. Com um maior número de animais circulando, maiores são as chances de acidentes”, explica a médica-veterinária Elma Pereira dos Santos Polegato, presidente da Comissão Técnica de Saúde Ambiental do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo (CRMV-SP).

Manter a higiene e limpeza de terrenos e quintais é essencial. Lixo e entulhos podem servir de abrigo e funcionarem como chamariz para estes animais. “A melhor forma de evitar acidentes é a prevenção”, afirma a médica-veterinária Cristina Maria Pereira Fotin, da Comissão Técnica de Médicos-Veterinários de Animais Selvagens do CRMV-SP.

Com a pandemia, o número de casos de aparecimento de escorpiões e cobras tem crescido. Para Elma, os animais podem estar mais próximos às residências em busca de alimento. “Os escorpiões e aranhas, por exemplo, se alimentam de baratas que estão onde há lixo acumulado, atraindo seus predadores.”

Acidentes com cobras estão entre os mais notificados

Foto: Josimar Fabio Jo/Pixabay

Cristina ressalta que os acidentes por animais peçonhentos, especialmente os acidentes ofídicos, foram incluídos pela Organização Mundial da Saúde (OMS) na lista das doenças tropicais negligenciadas que acometem, na maioria das vezes, populações pobres que vivem em áreas rurais.

Somente a partir de agosto de 2010, o agravo foi incluído na Lista de Notificação Compulsória (LNC) do Brasil, publicada na Portaria Nº 2.472 de 31 de agosto de 2010 (ratificada na Portaria Nº 104, de 25 de janeiro de 2011). No Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), segundo o Ministério da Saúde, acidentes por animais peçonhentos estão entre os agravos mais notificados.

Cuidados com o meio ambiente

Foto: Fabricio Macedo FGMsp/Pixabay

Os cuidados com o meio ambiente podem colaborar para o equilíbrio entre humanos e animais, e reduzir as chances deste tipo de situação. Cristina diz que preservar as áreas naturais é algo que coopera com a manutenção dos predadores naturais de espécies peçonhentas.

A médica-veterinária lembra que os animais peçonhentos têm sua função ecológica e devem ser respeitados. “Adotar atitudes com consciência ambiental, respeitando as regras de visitação a áreas e parques naturais, recolhendo o lixo produzido e/ou optando por reciclar são exemplos de ações simples que contribuem com a preservação do meio ambiente e a manutenção de seus ciclos naturais”, conclui.

O que fazer em casos de acidentes com animais peçonhentos

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Caso ocorra uma picada ou queimadura causada por estes animais é recomendado, primeiramente, lavar o local com água e sabão. “Deve-se levar a vítima imediatamente ao serviço de saúde mais próximo com informações sobre características do animal como espécie, cor, tamanho, entre outras. Se possível, tirar uma foto”, indica Elma.

O Instituto Butantan oferece um telefone de orientação em casos de emergência e acidentes com animais peçonhentos. O serviço funciona 24 horas por dia e orienta o cidadão sobre o local mais próximo para atendimento por meio do número (11) 3726-7962.

Dez dicas para evitar picadas ou o contato com animais peçonhentos

=Mantenha a higiene da casa, incluindo quintais, jardins, paióis e celeiros;
=Use calçados e luvas nas atividades rurais e de jardinagem;

=Examine calçados, roupas pessoais, de cama e banho, antes de usá-las;
=Afaste camas das paredes e evite pendurar roupas fora de armários;
=Não acumule entulhos e materiais de construção;

=Limpe regularmente móveis, cortinas, quadros, cantos de parede;
=Vede frestas e buracos em paredes, assoalhos, forros e rodapés;
=Utilize telas, vedantes ou sacos de areia em portas, janelas e ralos;

Foto: JayMantri/Pixabay

=Evite plantas tipo trepadeiras e bananeiras junto às casas e mantenha a grama sempre cortada;
=Limpe terrenos baldios, pelo menos na faixa de um a dois metros junto ao muro ou cercas da residência.

Fonte: Elma Polegato e Cristina Fotin/ CRMV-SP

Pais separados: quem fica com as crianças nas férias escolares?

As férias podem ter um significado diferente para os casais que estão em processo de divórcio ou perto de se divorciar. Quando há filhos e o casamento termina, os pais buscam dividir o tempo de convivência com as crianças. Mas, nas férias escolares, aceitar quem fica com os pequenos pode se tornar um problema.

A convivência é geralmente estabelecida por meio de uma decisão judicial ou então em um acordo entre as partes. Mesmo que o seu divórcio ainda não seja definitivo, deve ser ajustado um regramento temporário e que fornecerá as orientações.

O regime de guarda compartilhada é a regra atual no que se refere à guarda de filhos, salvo exceções estabelecidas pelo juiz. Tanto a mãe quanto o pai tem responsabilidade sobre a criação dos filhos quando a vida conjugal chega ao fim. Mas nessa época do ano surgem dúvidas e disputas. Como serão as viagens e as férias escolares?

Foto: Stocksnap/Pixabay

A maioria dos arranjos inclui uma dessas três opções: não há uma programação especial para feriados e férias; pode haver um cronograma especificado, mas os pais podem concordar em flexibilizar esse cronograma; ou são inflexíveis, seguindo acordos sem negociação entre as partes.

Muitas famílias têm o hábito de passar as férias de verão na casa de tal vô/vó ou na casa da praia dos tios ou padrinhos. E agora? Mesmo que a lei não defina claramente uma regra para esse tipo de situação, o ideal é que haja diálogo e equilíbrio entre pai e mãe separados.

“O importante é pensar nas crianças. Mesmo que a busca por alegria e paz durante esse período seja um desafio gigantesco, certamente isso é possível se os pais concordarem em permanecer flexíveis e colocarem as necessidades dos filhos em primeiro lugar”, comenta a advogada gaúcha Martina Madche, colaboradora do site Idivorciei.

Se o filho ainda é pequeno, por exemplo, o período de convivência exclusiva deve ser mais curto e mais frequente. Isso se aplica, inclusive, quando a criança ainda não dorme sozinha na casa nova de um ou de outro. É preciso paciência na adaptação. Por isso, não é aconselhável, nestes casos, que se tire muitos dias de férias com a criança. Ela pode ficar triste e não aproveitar os dias de descanso.

“Se você está pedindo ao ex-parceiro ou parceira que desista de algo, esteja disposto a dar, em troca, algum tempo extra com os filhos. Embora você tenha a opção de rediscutir tudo em juízo, os tribunais preferem que as partes resolvam seus problemas entre si e decidam o que é melhor para as crianças, em vez de pedir para um juiz que o faça”, lembra Martina.

Uma modificação nas regras provavelmente não terá sucesso se for simplesmente baseada na própria conveniência ou na conveniência do/a ex. O ideal é consultar um advogado especializado em direito da família para receber orientações, já que é comum que os pais separados priorizem suas próprias emoções ao tomar decisões importantes sobre as férias.

“Você e o/a ex devem sempre tentar manter o foco nos filhos, deixando-os saber ao longo da temporada de férias que eles são amados por vocês dois. Mas se estiver enfrentando qualquer tipo de questão jurídica familiar, como divórcio, guarda, pensão alimentícia ou necessidade de modificações, pode entrar em contato com diversos advogados por meio do Idivorciei para agendar uma consulta inicial”, aconselha a advogada.

Em relação às viagens, é bom lembrar que, desde 2019, uma lei federal determina que nenhum menor até 16 anos pode viajar para fora da cidade onde mora desacompanhado dos pais ou responsáveis, sem autorização judicial. A nova lei modificou o artigo 83 do Estatuto da Criança e do Adolescente que regula as viagens de crianças e adolescentes em território nacional. Para viagens ao exterior, se a criança estiver acompanhada apenas de um dos pais, precisa ter autorização expressa do outro, com firma reconhecida em cartório. Outra forma de conseguir essa autorização é por meio de decisão judicial.

Fonte: Idivorciei

Aprenda a fazer lasanha de salmão com ervas e deixe as férias mais gostosas

Adria ensina receita que surpreende nos detalhes e promete encantar toda a família

Janeiro é o mês de férias e do verão. Não à toa, é um período muito esperado e apreciado por todos. Tudo fica ainda melhor com pratos que tornem os dias de descanso cheios de sabor. E para contribuir com esse momento, Adria ensina como fazer a deliciosa Lasanha de Salmão com Ervas, a união do peixe com as ervas trará um toque especial ao preparo. Confira:

Lasanha de Salmão com Ervas

Ingredientes:

Molho branco:
9 colheres (sopa) de manteiga ou margarina
9 colheres (sopa) de farinha de trigo
3 ½ litros de leite
sal, pimenta-do-reino e no-moscada a gosto

Para a montagem:
1 embalagem de Lasanha Direto ao Forno Adria (500g)
1 kg de filé de salmão
4 colheres (sopa) de azeite
3 dentes de alho, picados
suco de 1 limão
ervas picadas a gosto (alecrim, tomilho, salsinha, coentro etc.)
400 g de mussarela, em fatias
queijo parmesão, ralado
Sal

Modo de preparo:

Comece preparando o salmão com ervas. Em uma assadeira média, acomode os filés de salmão e tempere com azeite, alho, suco de limão, ervas e sal. Cubra com papel-alumínio e leve ao forno médio (180ºC) preaquecido por 25 minutos. Retire do forno, corte os filés de salmão em lascas e reserve.Prepare o molho branco. Em uma panela média, aqueça a manteiga ou margarina e doure com a farinha de trigo. Junte o leite aos poucos, mexendo sempre para não empelotar.Acerte o sal e tempere com pimenta-do-reino e noz-moscada. Retire do fogo e reserve. Monte a Lasanha Direto ao Forno em um refratário grande e fundo. Divida as tiras de lasanha em 4 partes, o molho branco em 5 e as fatias de mussarela e as lascas de salmão em 2. Alterne as camadas de molho e massa da seguinte forma: molho branco, fatias de mussarela, tiras de lasanha, molho branco, lascas de salmão, tiras de lasanha, molho branco, fatias de mussarela, tiras de lasanha, molho branco, lascas de salmão, tiras de lasanha, molho branco e finalmente queijo parmesão. Cubra com papel-alumínio e leve ao forno médio (200ºC) por 50 minutos. Para dourar a superfície, retire o papel-alumínio 10 minutos antes de finalizar o tempo.

Rendimento: 15 porções
Tempo de preparo: 1 hora e 50 minutos
Dica: para a lasanha ficar perfeita, coloque as tiras sempre entre os molhos e não se esqueça de utilizá-los ainda quentes. Para cada 500g de massa utilize no mínimo 3 ½ litros de molho. Querendo reduzir o tempo de preparo, deixe a lasanha montada por 10 minutos antes de levá-la ao forno.

Fonte: Adria

Três dicas para viajar com segurança no fim do ano

A Flix, seguradora digital com foco na venda de seguros e assistências residenciais, conta como o planejamento pode ser um aliado para o novo modelo de férias coletivas

A ideia de segurança para as viagens de fim de ano mudaram com a pandemia do coronavírus. Se antes a procura se dava por espaço suficiente para encontrar com todos os amigos e familiares em regiões de praia ou interior, agora o ideal é reservar lugares aconchegantes, afastados de aglomerações e em pequenos grupos para evitar novos contágios.

Nessa perspectiva, donos de imóveis para aluguel de temporada e até mesmo interessados em tirar um período fora de casa, podem recorrer a algumas medidas que ajudem nesse novo modelo de férias. Para Felipe Barranco, CEO e cofundador da Flix, seguradora digital com foco na venda de seguros e assistências residenciais, muitos segmentos devem trabalhar juntos para que esse momento seja um período de descanso responsável.

“Nós já percebemos um aumento da preocupação com o bem-estar em consequência do isolamento social, e depois de um ano com muitas transformações, é natural que as pessoas busquem um refúgio. Para que esse movimento seja seguro, é imprescindível estar preparado para possíveis imprevistos e contato com pessoas fora do círculo de convívio”, comenta o CEO.

Pensando nesse cenário, a Flix separou três dicas para quem pretende viajar no recesso sem preocupações. Confira:

  1. Certifique-se dos cuidados básicos com a casa
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Antes de viajar, é importante verificar as condições da casa que ficará sem manutenção diária por um tempo. Para isso, é necessário entender se a saída de gás, torneiras e tomadas estão em dia e sem riscos aparentes. Uma boa opção é deixar uma cópia da chave com uma pessoa de confiança que não vai viajar, assim, caso haja um imprevisto, a resolução será mais ágil e eficaz. Outra alternativa é contratar um seguro residencial personalizado, assegurando que qualquer dano causado possa ser revertido em pouco tempo e não comprometa as economias para o próximo ano – este também vale para quem possui uma casa de aluguel, uma vez que ela terá maior utilização com a privação de passeios.

  1. Verifique se existem centros de saúde não comprometidos perto do destino que vai viajar

Fazer um planejamento de emergência deixará a viagem mais fácil e segura, para isso é importante mapear hospitais, farmácias e centros de atendimento que são próximos da residência alugada. Ter esse controle diminui o tempo de acesso em caso de emergências e previne filas e aglomerações no caminho. “Essa é uma boa iniciativa para ser adotada pelos contratantes neste final de ano, assim é possível preservar não apenas os inquilinos temporários, mas também toda a comunidade residente”, explica Felipe.

  1. Vai viajar com pets? Lembre-se de que eles também precisam de cuidados

Certifique-se, antes de viajar, que a carteira de vacinação do animal esteja atualizada. Procure um veterinário, se necessário, para entender qual é a melhor forma de viajar com o seu companheiro e invista em cuidados básicos de saúde e higiene. Assim como a residência, existem planos e seguros focados na prevenção e cuidados com os pets. Caso seu animal possua alguma predisposição, você estará seguro de que o atendimento será rápido e sem causar aglomerações em centros de medicina veterinária.

Sobre a Flix

Flix é a primeira seguradora digital brasileira com foco exclusivo na venda de seguros e assistências residenciais. Fundada em março de 2020 por Felipe Barranco e Marcos Carneiro, a insurtech possui um portfólio com 45 opções de ofertas, entre cobertura financeira e assistências e permite a personalização da cobertura securitária de acordo com a necessidade do cliente. Desenvolvida com o propósito de ressignificar e acessibilizar o mercado de seguros residenciais, a Flix realiza todo o processo de maneira descomplicada, simples e flexível.

Conheça os seis perigos da praia

Para aproveitar o verão, as férias e feriados, não há melhor lugar do que a praia, mas é importante tomar alguns cuidados para que os dias de lazer na areia não deixem a saúde comprometida. O farmacêutico Adriano Ribeiro, da rede de farmácias Extrafarma, aponta os principais riscos para a saúde para quem quer passar os dias de calor aproveitando o mar e o sol.

Areia

pés na areia

Quando contaminada por fezes de cães ou gatos, a areia pode abrigar a larva migrans, causadora da doença conhecida como Bicho Geográfico. As larvas penetram na pele e por onde passam deixam um rastro com lesões avermelhadas visíveis, formando uma espécie de “mapa” (daí o nome), e causando coceira intensa. O parasita costuma se alojar nos pés, mas pode atingir qualquer parte do corpo que entre em contato com a areia contaminada.

bicho geografico larva migrans

“Em casos mais simples, o tratamento é feito com o uso de pomadas, mas, se a doença tiver se espalhado por muitas áreas, pode haver necessidade de medicamentos ingeridos por via oral. Por isso, é necessária a avaliação de um médico para decidir a melhor forma de tratamento”, diz o farmacêutico.

Sol

praia mulher chapeu

Para se bronzear sem arriscar a saúde da pele, evite expor-se diretamente ao sol entre 10 e 16 horas e, em qualquer horário, use sempre filtro solar. “Para que a pele esteja bem protegida, é recomendável a reposição a cada 2 horas e um fator de proteção solar acima de 30. Caso queira se proteger também dos mosquitos, o filtro solar deve ser aplicado sempre antes do repelente, para que ambos os produtos tenham a máxima eficácia possível”, diz Ribeiro.

A não proteção adequada ao sol pode trazer à saúde e à pele inúmeros riscos, a começar pela vermelhidão indesejada, passando pela insolação e, ao longo praz, o câncer de pele. “Com a pele ardendo e avermelhada, o melhor a fazer é tomar um banho com sabonete suave ao sair da praia ou piscina, enxugar-se com delicadeza numa toalha macia e aplicar hidratante.”, destaca o farmacêutico.

pele-queimada-de-sol

Quando ficamos muito tempo em um calor forte, como praia com sol quente, a temperatura do nosso corpo sobe, os poros se abrem e começamos a suar. A insolação ocorre quando o corpo esquenta muito e esse mecanismo não dá conta de abaixar a temperatura. Entre os sintomas estão pele avermelhada, quente e seca, aumento de batimentos cardíacos, respiração acelerada, boca e olhos secos, náusea, vômito e até perda de consciência.

“Para prevenir-se da insolação, é importante proteger-se do sol, usar protetor solar e ingerir líquidos regularmente, para manter o organismo hidratado. Água mineral e água de coco são boas opções. Já a bebida alcoólica potencializa o processo de insolação, pois em excesso causa desidratação.”, afirma o farmacêutico.

Biquíni molhado

praia

Refrescar-se com mergulhos no mar é ótimo, mas passar muito tempo com a roupa de praia molhada traz riscos para a saúde, principalmente na forma de infecções. O problema mais comum é a candidíase, que durante o verão chega a afetar cerca de 75% da população feminina. A umidade e o calor criam um ambiente mais favorável à proliferação de germes e fungos, como é o caso do causador da candidíase. Os principais sintomas são coceira, ardência, vermelhidão e secreção vaginal. “Em caso de ocorrência de um ou mais desses sintomas, é importante consultar um médico para iniciar o tratamento adequado. Para prevenir o problema, o ideal é trocar o biquíni molhado por uma roupa seca o mais breve possível após o mergulho”, diz Ribeiro.

Comida de praia

mulher praia comendo shutterstock
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Diarreia, febre, vômito e desidratação são alguns dos sintomas de intoxicação causada pelo consumo de alimentos contaminados por bactérias. Caso não seja possível verificar as condições de higiene dos alimentos na praia, o ideal é levar petiscos e lanches de casa, acondicionados em bolsas térmicas, para que sejam conservados por mais tempo. Em caso de intoxicação alimentar, a primeira medida a ser tomada é hidratar o organismo, com água, sucos e água de coco. Se o problema persistir ou os sintomas piorarem, é preciso procurar um médico.

Cadeira de praia

verão praia mar

A falta de higiene das cadeiras pode aumentar o risco de contágio por fungos e bactérias causadores de micoses, como o “pano branco”. Também conhecida como micose de praia ou pitiríase versicolor, é uma doença de pele causada pelo fungo Malassezia furfur, que impede a pele de produzir melanina quando exposta ao sol, causando manchas brancas na área afetada. “O tratamento é feito com pomadas antifúngicas, que devem ser prescritas por um dermatologista”, orienta Ribeiro. Para se proteger das micoses, recomenda-se higienizar as cadeiras com álcool em gel antes de sentar-se ou forrá-las com uma toalha grossa.

Mar

mulher praia topless pixabay
Pixabay

Nadar em praias consideradas impróprias para banho deixa o organismo suscetível a doenças e infecções. O contato com águas contaminadas pode causar infecções de olhos, ouvidos, nariz e garganta e doenças como a gastroenterite, cujos sintomas são enjoo, vômitos, dores de estômago, diarreia, dor de cabeça e febre. Em águas muito contaminadas, os banhistas podem estar expostos a doenças mais graves, como disenteria, hepatite A, cólera e febre tifoide. Crianças, idosos ou pessoas com baixa resistência imunológica são as mais vulneráveis. Para se proteger, verifique sempre a balneabilidade, que é a condição de qualidade das praias que pretende visitar, determinada a partir da quantidade de bactérias do grupo coliforme presentes na água.

Fonte: Extrafarma