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Você é leniente? Professor da FGV dá dicas para alcançar um grau de suavidade

Ultimamente temos ouvido muito a palavra leniência relacionada a acordos jurídicos em processos na justiça, onde um acusado em processos econômicos colabora com a investigação delatando outros crimes e pessoas envolvidas.

Mas a leniência tem um significado além do palavreado jurídico. De origem latina, leniência quer dizer aquele que é manso, lene, suave, agradável, brando, leve, tolerante.

Para o professor Luciano Salamacha, consultor de empresas e especialista em carreira, a leniência pode levar bons resultados a uma empresa, a uma equipe ou uma carreira. “É o que a maioria das empresas busca num profissional.”

Segundo Salamacha, que também leciona gestão e estratégia no MBA da FGV Management, algumas pessoas se equivocam dando duas desculpas clássicas para não ser leniente: “Não consigo ser suave diante da pressão diária e falta de tempo no ambiente corporativo”.

O professor afirma que, justamente esses dois critérios, são a alavanca para essa mudança e a prática da leniência. Salamacha dá cinco dicas para incorporar a leniência na sua forma de ser:

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1- A pressão no trabalho não vai mudar, faz parte do mundo empresarial e, justamente para aguentar e dar respostas à pressão, o profissional tem que ser leniente. Pratique.

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2 – Não acredite que somente quando os problemas diminuírem você terá chance de ser leniente. Esse é um paradoxo falso. Paradoxo é aquela situação que te coloca em contradição. E quanto mais problemas, mais necessidade de se ter um bom profissional, e quanto mais problemas e necessidade de um bom profissional, mais leniente ele deve ser.

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Ilustração: Kabaldesch0/Pixabay

3- Fuja, se proteja, evite pessoas que interferem negativamente e influenciam aumentando a dimensão de um problema. Colegas que aumentam a criticidade das situações podem tirar o seu objetivo de ser mais suave. Chame para si a responsabilidade em avaliar o problema e dê a ele o tamanho e importância que merece.

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4- Quando a pessoa não é leniente, normalmente é rigorosa, pouco flexível e, às vezes, intransigente. A intransigência é a falta de capacidade de transigir, de estabelecer acordos. Como uma pessoa dura e inflexível pode envolver as pessoas da empresa para atingir objetivos? Como fará bons acordos? Certamente não será lembrada quando a necessidade exigir uma pessoa que unifica, que “coloca a bola no chão” nos momentos de crise.

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5- Faça uma autocrítica. A leniência, essa palavra que está mais popular nos dias de hoje, pode significar um alto grau de evolução de um profissional ou de uma empresa.

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6 – Todo leniente deve sempre ter um conjunto de projetos pessoais e profissionais que o estimulam a se manter focado em coisas boas e saudáveis, evitando a pressão do dia a dia e, que possam envolvê-lo em coisas negativas. Logo, cultuar a prática de bons projetos é um dos fundamentos para se manter leniente. Invista!

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Healthista

Salamacha lembra que a suavidade é a presença da audição e da tolerância. Qualidades que deveriam estar presentes em todas nossas relações e no nosso cotidiano. Jamais a leniência estará ligada à falta de presença e de argumentação, mas como se deve argumentar para ser ouvido. Então, seja “ suave na comando “ e boa jornada.

Fonte: Luciano Salamacha é doutor em Administração e mestre em Engenharia de Produção. Preside e integra conselhos de administração de empresas brasileiras e multinacionais, Atua como consultor e palestrante internacional. É professor da Fundação Getúlio Vargas em programas de pós-graduação. Recebeu da FGV o prêmio de melhor professor em Estratégia de Empresas nos MBA’s, por sete anos seguidos, faz parte do “Quadro de Honra de Docentes” da FGV Management. Coordenador de MBA de neurociências na ESIC Internacional, autor de livros e artigos científicos. Foi pioneiro na América Latina em pesquisas sobre neuroestratégia e neurociência aplicada ao mundo empresarial.

Setembro Amarelo: FGV faz palestras dia 10, data mundial da prevenção ao suicídio

O Núcleo Pedagógico (NAP) da FGV realizará, no próximo dia 10 de setembro, o evento Setembro Amarelo – Pela valorização da vida. Esse é o terceiro ano consecutivo em que a Instituição adere à campanha, que visa conscientizar a população sobre a importância da prevenção ao suicídio.

“Fazemos um trabalho que dura o ano inteiro, de trazer para a nossa pauta de debates, temas e especialistas que venham contribuir com relevância para aprimorar a saúde mental dos nossos estudantes. Ao longo do mês de setembro e com o evento do dia 10, data estipulada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, buscamos abrir essa iniciativa ao público.

É essencial ampliar o conhecimento sobre maneiras de enfrentar a ansiedade, a depressão e o próprio estresse cotidiano, ressignificando assim a vida. São gatilhos, mas com os quais é possível lidar sem desbordar”, salienta a coordenadora do NAP/FGV, Helena Giolito.

Com esse objetivo, o Núcleo Pedagógico promoverá duas palestras, no Centro Cultural da Fundação Getulio Vargas: “Quem cuida das emoções cuida da vida: a arte de viver bem”, com Anna Oliver, do Instituto ValoraVita, e “Ansiedade x Entusiasmo: técnicas práticas para melhoria da qualidade de vida”, com Marcela Lobo e Francisco Ottoni, da Arte de Viver.

As palestras buscam, justamente, (re) alimentar a reflexão sobre o tema por meio de abordagem múltipla, que trate desde questões socioemocionais a fatores de risco, passando por saúde e bem-estar.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas clicando aqui.

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Setembro Amarelo – Pela valorização da vida – 3ª Edição
Local: Centro Cultural da FGV Rio de Janeiro
Endereço: Praia de Botafogo, 186 – Rio de Janeiro
Data: 10/9
Horário: das 14h às 17h
Programação:
Palestra 1 – Quem Cuida das Emoções Cuida da Vida: A Arte de Viver Bem – Anna Oliver (Instituto ValoraVita)
Palestra 2 – Ansiedade X Entusiasmo: Técnicas Práticas para a Melhoria da Qualidade de Vida – Marcela Lobo e Francisco Ottoni (Arte de Viver)

Assédio de brasileiros na Rússia provoca repúdio de internautas

Um vídeo em que um grupo de brasileiros na Rússia assedia uma mulher de nacionalidade não identificada causou revolta nas redes sociais nos últimos dias, de acordo com levantamento realizado pela FGV DAPP. Entre as 15 horas de sábado (16) e as 18 horas desta terça-feira (19), o assunto mobilizou 55 mil publicações no Twitter, na sua maioria de repúdio ao comportamento machista e ao uso de termos depreciativos contra a mulher. Não se observa, entre os tuítes de maior repercussão, divergências ou relativizações quanto à gravidade do episódio.

Quatro dias depois da divulgação do vídeo, a discussão ainda apresenta fôlego na redes sociais e às 16 horas desta terça-feira (19) foi registrado o principal pico de menções sobre o assunto, com 39 tuítes por minuto. As publicações reverberam a divulgação das identidades de três dos homens que aparecem nas imagens.

O primeiro pico de menções ocorreu ainda no domingo (17), quando, às 16 horas, houve uma média de 30 tuítes por minuto sobre o assunto. Nesse dia, começaram a ser identificados os participantes do vídeo. A publicação mais retuitada no período, com 13,4 mil compartilhamentos, destaca, por exemplo, que um dos homens é ex-secretário de Turismo de Ipojuca, em Pernambuco.

Tuíte mais retuitado sobre o tema (link)

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A partir de domingo destacou-se também um tuíte que convoca manifestações no aeroporto para quando um dos participantes do episódio chegar ao Brasil. Já na segunda-feira (18), iniciou-se ainda uma nova discussão, agora denunciando o racismo contido nas expressões usadas pelos homens, e que já conta com cerca de 2,5 mil menções (4,5% do total).

No debate sobre o vídeo, as hashtags #machismonacopa e #nãopassarão foram as que tiveram o maior número de menções, com 2,2 mil e 1,6 mil tuítes, respectivamente. Já entre as cinco palavras mais utilizadas, lidera a palavra “russa”, que se especula ser a nacionalidade da mulher do vídeo, que consta em 26,9 mil tuítes (49% do total). As outras quatro são: “brasileiros”, “vídeo”, “secretário” e “jatobá”.

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Na distribuição regional dos tuítes, em números absolutos lideram os estados de São Paulo e do Rio de Janeiro (12,1 mil publicações cada) e Pernambuco (4,4 mil), estado de Diogo Jatobá. Ponderado pelo número de usuários por região, Pernambuco lidera, seguido por Piauí e Ceará. Já o emoji mais utilizado foi o rosto aborrecido, que aparece em 2,5 mil postagens (ou 4,5% do debate).

Fonte: FGV