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Reclamação sobre dor no ombro é superada apenas por dor lombar; saiba como protegê-lo

Condição atinge até 50% da população em geral, segundo dados da Sociedade Brasileira de Estudos da Dor (SBED)

Você cuida bem dos seus ombros? Pois saiba que essa articulação pode sofrer ao longo da vida devido a vícios de postura que são adotados no dia a dia, além de traumas e movimentos repetitivos. Mesmo que você não perceba, há certos movimentos e posturas que podem comprometer a saúde dos seus ombros.

Conforme a idade avança, é muito provável que você sinta dores no ombro por uma série de razões. “A queixa de dores na região os ombros é algo muito comum na prática da fisioterapia”, comenta Walkíria Brunetti, fisioterapeuta especialista em Pilates e RPG.

“A pessoa pode começar a sentir dores em atos simples do dia a dia, como pentear o cabelo, tentar fechar um zíper na parte de trás das costas, pegar algum objeto localizado acima da cabeça. A dor também pode aparecer ao levantar levemente os braços, um pouco acima dos ombros” cita Walkíria. A dor pode surgir lentamente ou abruptamente. Além disso, pode ser uma dor mais leve ou insuportável”.

Com a ajuda da fisioterapeuta, listamos abaixo as cinco condições mais comuns que podem causar dores nos ombros. Confira.

Manguito rotador

A lesão no manguito rotador corresponde a cerca de 70% dos casos de dor no ombro. O manguito rotador é o nome que se dá a um grupo de músculos e tendões que ajuda a manter os ombros em seu encaixe, bem como permite os movimentos circulares da região. Entre os principais sintomas estão dor e rigidez no ombro ao levantar o braço acima da cabeça ou quando é preciso estender os braços para a parte posterior do tronco.

“Vale lembrar que problemas no manguito rotador podem estar relacionados ao processo degenerativo próprio do envelhecimento dos tendões. Isso ocorre devido a mudanças na vascularização do manguito ou ainda a alterações metabólicas associadas à idade. Como causas secundárias, podemos citar traumas relacionados a acidentes”, comenta Walkíria.

Ombro congelado

O ombro congelado, cujo termo médico é capsulite adesiva, é outra causa comum de dor nos ombros. Ocorre quando há espessamento e enrijecimento dos tecidos ao redor da articulação do ombro. Geralmente se desenvolve em pessoas de 40 a 60 anos.

Osteoartrite

GettyImages

Embora menos comum do que em outras articulações do corpo humano, a osteoartrite também pode afetar os ombros. Nesses casos, o fator chave é o envelhecimento.

Bursite/Tendinite

A bursa é uma estrutura que contém o líquido sinovial, responsável por reduzir o atrito entre o músculo e osso. Os tendões e a bursa dos ombros podem inflamar, muitas vezes devido ao
uso excessivo da articulação em movimentos repetitivos ou a fatores anatômicos.

Fraqueza muscular

Foto: Michael Heim/EyeEm/Getty Images

A má postura, bem como treinos de força indevidos podem enfraquecer os músculos que movimentam a cabeça do úmero e a escápula. Como isso, os movimentos do ombro se tornam ineficientes. A elevação dos ombros, por exemplo, é uma postura muito comum e que pode causar dores severas na região tanto nos ombros, como na região cervical.

“O estresse é um dos motivos que podem contribuir para elevarmos os ombros, quase sempre sem perceber. Com os ombros elevados, a rotação da cabeça fica mais limitada, podendo comprometer a cervical”, reforça Walkíria.

“Por outro lado, temos os ombros refletidos para a frente do corpo. Isso pode ocorrer, principalmente, quando a pessoa está em uma mesa trabalhando em um computador. É comum inclinar o corpo para frente. Os ombros e a cabeça acabam saindo do eixo correto”, completa.

Em todos os casos, temos uma desorganização da musculatura, da tensão e da força, que compromete os ombros, podendo levar ao encurtamento e ao enfraquecimento da região”, diz a especialista.

Proteja seus ombros

StockSnap/Pixabay

A melhor maneira de prevenir lesões e dores na região dos ombros é fazer alongamentos e exercícios de fortalecimento.

“A fisioterapia pode ser muito importante quando há dor e inflamação. Além de atuar nessas duas condições, o objetivo das sessões é corrigir possíveis vícios de postura para prevenir novas lesões”, comenta a fisioterapeuta.

Na alta do paciente, podemos ainda passar alongamentos e exercícios de fortalecimento que podem ser feitos em casa, com adaptações para quem não tem halteres ou instrumentos profissionais. É importante buscar fontes confiáveis caso a pessoa opte por procurar treinos em redes sociais e sites. Em muitos casos, isso pode agravar as lesões.

“Alongar os ombros é algo simples e deve ser uma prática diária. Previne lesões, bem como aumenta a flexibilidade. Exercícios para os músculos da região dos ombros são fundamentais para estabilizar a articulação e, claro, para fortalecimento muscular”, encerra Walkíria.

Por que é tão difícil mudar hábitos

A fisioterapeuta com foco em Saúde Integrativa, Frésia Sa, questiona, por que será que é tão difícil mudarmos hábitos, mesmo sabendo o quanto eles atrapalham nossa saúde?

Sabemos que, para a maioria das pessoas, é muito difícil mudar um hábito. Por que será? O que está relacionado às nossas rotinas que nos impede de realizar mudanças para melhor? Para a fisioterapeuta com foco em Saúde Integrativa, Frésia Sá. Talvez, a resposta esteja nas nossas crenças e nos nossos traumas.

Alguns números podem nos ajudar a compreender por que mudar hábitos é algo diferente para cada pessoa: com relação à questão de tempo, existe uma pesquisa realizada que muda um pouco a lógica que é apregoada nas redes sociais e que já foi tema de livros. Segundo um estudo da Universidade Colege London, com 96 participantes, que durante 84 dias realizaram mudanças de rotina em diferentes graus, existem, também, diferentes tempos para a adesão de hábitos.

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“Para hábitos simples, como beber um copo com água todas as manhãs, o prazo de 21 dias, que é o mais conhecido, funciona muito bem”, explica Frésia. “Entretanto, conforme o hábito vai sendo mais intenso, ou necessite de mudanças mais drásticas que mexam conosco de formas mais profundas, o prazo vai, também, aumentando”, completa.

A média desse estudo foi de 66 dias, com picos de 84 dias, no caso de mudanças mais complexas, como realizar 50 abdominais diariamente. “Para nós, que trabalhamos com saúde integrativa, ou seja, que reúne todas as áreas da vida e que também investiga traumas, crenças, as mudanças precisam estar alinhadas com a saúde corpo-mente para acontecerem de formam mais natural e, portanto, rápida”, lembra Frésia.

Mas, o que são hábitos?

A fisioterapeuta explica: “O que conhecemos por hábitos são ações repetidas que realizamos numa sequência automática com uma frequência que se torna uma rotina. Esta capacidade mecânica de realizar libera a mente, o que facilita muito a ação do sistema nervoso, pois a força de vontade despende muita energia, nos ocupando de maneira muito significativa. Seria como quando aprendemos a dirigir, no início gastamos uma energia muito maior pensando em cada etapa de como fazer. Depois quando isto vira um ‘hábito’ nossa mente fica livre para escutar uma música, conversar”, revela.

“Quase metade de tudo que fazemos são hábitos” – lembra Frésia – “portanto, se deseja transformar a sua vida, mudar os hábitos é um caminho bastante decisivo. Neste sentindo, usar o foco de maneira consciente para identificar que hábitos são construtivos ou limitadores para o seu propósito pode facilitar atingir a realidade que você deseja”.

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Assim, a primeira decisão é identificar todas as características do padrão que deseja mudar na sua vida. os pontos principais que se deve analisar são: gatilho, rotina e recompensa. Então, o que desperta em você a ação mecânica? Como são as etapas destas ações? O que você ganha com esta repetição diária de ações?

Frésia explica que não há como eliminar um hábito completamente: “Nesse sentindo, o mais inteligente seria substitui-lo. Para que você tenha sucesso nesta substituição é importante que você comece pequeno, isto é, escolha um hábito por vez e implemente pequenas novas ações repetidas e abuse das recompensas. Lembre-se você é aquilo que faz e pensa repetidamente, portanto escolha com bom senso aquilo que vai incorporar em sua vida, isto virá a ser um obstáculo ou um facilitador da vida que você tanto deseja”.

Quero mudar, mas minhas memórias não deixam

“Vamos pensar em um caso de alguém que tenha ouvido, a vida toda, que é preguiçoso, ou pouco esforçado, ou que nunca consegue nada do que quer. Desde criança. Essa crença, no caso, ficou gravada no inconsciente e essa pessoa possivelmente agirá, na vida, sem perceber, de forma preguiçosa e pouco esforçada. Não por vontade própria e, muitas vezes, nem mesmo por uma característica pessoal. Mas porque ela acredita que é assim”, revela a especialista.

Uma crença limitante pode ampliar o tempo de uma mudança de hábito ou, inclusive, invalidar a própria mudança: “O mesmo acontece com traumas. Alguém que sofreu um trauma em um assalto noturno, por exemplo, pode criar um hábito de não sair de casa à noite. E, caso o trauma não seja tratado, mudar esse hábito pode ser quase impossível. Estamos dando um exemplo prático, mas podemos ter traumas desconhecidos que nos limitam de forma inconsciente”, lembra Frésia.

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Para ela, em casos como esses, o trabalho de Saúde Integrativa, que analisa todas as áreas da vida do paciente, e o uso da microfisioterapia e do PSYCH-K, por exemplo, que são ferramentas que Frésia utiliza, são fundamentais para tratar os traumas e as crenças e criar um programa de mudança de hábitos.

Fonte: Biointegral Saúde

BB Blow: técnica gera dúvidas entre especialistas

Uns afirmam que é tratamento. Outros, “nanomaquiagem”. O fato é que o procedimento gera dúvidas entre especialistas em estética e dermatologistas. Ter uma pele lisinha, iluminada e sem marcas é o desejo de dez em dez mulheres. Porém, a que custo elas estariam dispostas a conseguir isso?

Vinda da Coreia do Sul, uma técnica chamada BB Glow chegou ao Brasil e vem causando verdadeiro frisson entre elas. A definição do procedimento varia de profissional para profissional, ou de clínica para clínica. Uns o definem como tratamento. Outros, como “nanomaquiagem” ou BB Cream de longa duração.

Os séruns são aplicados sobre a camada mais superficial da pele, por meio da técnica de microagulhamento e podem conter vitaminas, células-tronco, partículas de ouro 24k, ativos pigmentares, dentre outros componentes. É dito que não se trata de maquiagem definitiva, nem de camuflagem, mas que resolve vários tipos de imperfeições, como poros dilatados, sinais de envelhecimentos, cicatriz de acne, manchas etc.

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Mas, afinal, a nova técnica pode trazer algum tipo de prejuízo à pele? Especialistas em estética e dermatologistas ainda têm muitas dúvidas a respeito. Lívia Camargo, fisioterapeuta com pós-graduação em estética, proprietária de clínicas especializadas nas cidades de Sorocaba (SP) e São Paulo, não aderiu à técnica: “Não existem estudos científicos que comprovem que os ativos utilizados no BB Glow não oxidem ou apresentem qualquer outra reação indesejada”, destaca.

Além disso, diz ela, uma pele que já recebeu o BB Glow não tem indicação para realizar outros tipos de procedimentos para o rejuvenescimento facial, como o laser e a luz pulsada, por exemplo. “Não há garantia de que o calor emitido por esses procedimentos não reaja desfavoravelmente com os ativos do BB Glow”, relata a fisioterapeuta dermatofuncional e esteticista.

A médica dermatologista Milena Lopes, reforça a ausência de estudos e normativas que regulamentem o método e indiquem possíveis reações adversas. “A Sociedade Brasileira de Dermatologia não reconhece nenhuma técnica específica do procedimento, que acaba sendo feita de uma forma diferente em cada local. De qualquer forma, as técnicas que envolvem pigmento podem, sim, prejudicar a identificação posterior de uma possível doença de pele, que pode ser mascarada”, afirma.

Nesse caso, ela orienta que se seja realizada uma consulta prévia com um dermatologista. “O médico precisa verificar a saúde da pele e se não existe nenhuma contraindicação para o procedimento”, conclui.

Lívia complementa dizendo que prefere apostar em outros métodos estéticos avançados, que, na sua avaliação, promovem o tratamento das imperfeições na causa do problema, e não nos efeitos. “Prefiro seguir a linha dos cuidados estéticos de ‘dentro para fora’, isto é, que vão atuar no tratamento do problema em si, como auxiliar na produção de colágeno, hidratação da pele, correção de manchas e marcas de cicatriz, dentre outros”.

Lívia Camargo fisioterapeuta dermatofuncional e esteticista com clínicas especializadas nas cidades de Sorocaba (SP) e São Paulo (2)
Lívia Camargo

Informações: Clínica Lívia Camargo

Ombro congelado: fisioterapeuta explica esta síndrome pouco conhecida

O nome assusta e os sintomas também: dor aguda e perda de movimentos. A síndrome do ombro congelado, como é popularmente conhecida a capsulite adesiva, atinge muitos brasileiros, e não está ligada especificamente à prática de atividade física ou exercícios de academia.

“O problema é causado pela inflamação da cápsula que reveste a articulação do ombro. Essa cápsula tem como função a movimentação e estabilização do membro”, afirma o fisioterapeuta Santiago Munhos, diretor da clínica Santibras Fisioterapia.

De acordo com o especialista, um dos grandes problemas em relação à capsulite adesiva é que ela pode ser idiopática, que é quando não se pode identificar a verdadeira causa da doença. Isso diminui a possibilidade de prevenção. Ainda assim, existem alguns grupos que podem permanecer em alerta porque estão mais suscetíveis a terem o ombro “congelado”:

· Mulheres;
· Pessoas entre 40 e 60 anos;
· Diabéticos;
· Portadores de doenças autoimunes;
· Pacientes que sofreram AVC;
· Pessoas com alterações na tireoide.

A doença é considerada autolimitada, isso quer dizer que ela se cura sem ajuda de remédios. “Analgésicos podem ajudar com a dor profunda, mas o melhor tratamento é a fisioterapia”, diz Munhos. A síndrome é dividida em três estágios:

· Fase inflamatória: é o início da inflamação, quando a dor aumenta progressivamente até chegar à perda do movimento. Essa dor se agrava no intervalo de semanas e costuma ser pior pela noite.
· Fase de congelamento: muitas vezes, ao chegar a esse estágio, o paciente se acostuma com a dor constante. Mas a rigidez doombro torna impossível até os movimentos mais simples.
· Fase de descongelamento: é quando o ombro começa a recuperar os movimentos e a dor vai desaparecendo. O grande problema desse estágio é que pode levar até dois anos para ter início e há chances de deixar sequelas.

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Foto: Healthline

“O ideal é procurar o tratamento o mais rápido possível, já que os estágios da síndrome podem durar, em média, de seis meses a um ano”, alerta o fisioterapeuta. O especialista lembra que a doença ainda é pouco conhecida, mas garante que, apesar do tratamento doloroso, os resultados valem a pena.

Fonte: Santiago Munhos é diretor da Santibras Fisioterapia, clínica localizada na Zona Sul de São Paulo. Formado em Fisioterapia, com pós-graduação em Fisiologia Biomecânica do Exercício e Esporte pelo IOT (Instituto de Ortopedia e Traumatologia) da Faculdade de Medicina da USP. Tem mestrado em Ciências da Saúde pela Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo, e formação em diversos cursos como de RPG e osteopatia. Já foi professor da pós-graduação da Faculdade de Medicina da Santa Casa e do Hospital Israelita Albert Einstein. É fisioterapeuta das seleções masculina e feminina de hóquei in line do Brasil.

O que as relações nos ensinam sobre saúde emocional

Todo mundo acredita que tem saúde emocional, até que suas emoções sejam efetivamente postas à prova. E nada melhor do que estar em uma relação para que isso aconteça. Para Frésia Sa, fisioterapeuta especializada em Saúde Integrativa, quando nos relacionamos, entendemos que é preciso abrir mão de muitas “verdades” para construir uma vida juntos, aprendemos a exercitar a saúde emocional.

Em plena semana do Dia dos Namorados, é inevitável não falar sobre a saúde dos relacionamentos, que andam passando por mudanças drásticas nos dias de hoje, mas continuam sendo nossa maior escola. “É difícil resumir o que as relações nos ensinam sobre saúde emocional, porque elas são, realmente, a maior escola das emoções”. A frase é da fisioterapeuta especializada em Saúde Integrativa, Frésia Sa, que utiliza técnicas como Microfisioterapia e Psych-K para encontrar memórias traumáticas e crenças limitantes que estejam nos impedindo de viver relações saudáveis.

Estar em uma relação nos faz mais vulneráveis e nos proporciona entrar em situações em que o entendimento de si e do outro são fundamentais. Se você é refém do controle, do ciúme, da falta de amor próprio, da competição, como será um parceiro ou uma parceira no amor? Entende como se relacionar é quase um vestibular para ver quem tem equilíbrio nas emoções?

Segundo Frésia, o que mais vemos por aí, infelizmente, são relações tóxicas ou baseadas em jogos de poder: “quem manda mais, quem sabe mais, quem dita as regras, quem dá a última palavra. E isso é mesmo necessário na vida a dois? O que era para ser uma convivência amorosa se torna uma verdadeira zona de guerra. E sabem por que? Porque entramos no relacionamento sem saber exatamente o que queremos, sem conhecer nossas fragilidades e nossas questões emocionais”, explica ela.

Frésia lembra que é a convivência que traz tudo isso à tona: “nossos traumas, nossos medos, nossas incertezas, tudo aparece, amplifica e se torna mais “real” no dia a dia”. Então, a saída é não se relacionar? “Não, a saída é se conhecer, é entender as suas motivações na relação, como você lida com os sentimentos, o que é amor pra você. Essas são questões fundamentais para encontrar equilíbrio nas relações. E pouca gente procura esse caminho, de se cuidar e de criar seu próprio universo antes de se abrir para o outro”, explica ela.

As relações nos ensinam que saúde emocional também é uma forma de amor

Antes de amar o outro, precisamos nos amar. “Talvez aí esteja o maior erro dos relacionamentos”, lembra a fisioterapeuta. Começamos a nos relacionar pelo amor ao outro e esquecemos do maior amor que existe, o que precisamos sentir por nós mesmos. Dizem que a gente só dá o que tem, não é mesmo? Como você pode acreditar que dá amor, se não descobriu ainda o que é amor para você?

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O equilíbrio das emoções parte do trabalho do amor próprio, do entendimento da própria história, daquilo que nos machuca, que nos faz fugir do que é real e que, muitas vezes, nos faz cuidar do outro par deixar de cuidar de nós mesmos. Não cometa esse erro! “Cuidar de você é fazer crescer o amor, esse mesmo que você vai oferecer a quem estiver disposto a aceitar você como realmente é, a entender suas virtudes e seus defeitos e a ser um parceiro de vida. Para o que der e vier”, finaliza Frésia.

Fonte: Biointegral Saúde

Como a microfisioterapia pode ajudar nos relacionamentos

Descobrir memórias traumáticas não é algo simples e nem pode ser feito por qualquer pessoa. Nosso corpo guarda essas informações com o intuito de nos proteger da dor. Mas, ao contrário, pode provocar dores e doenças sem que percebamos, e influenciar nossas relações.

Curar nossa forma de lidar com os relacionamentos pode ser uma urgência, ainda mais quando entramos em um mês de comemorar o dia dos namorados, e pode ser que você esteja em uma relação tóxica ou sozinho, fugindo de se relacionar. E as causas dessas situações nada ideais? Pode ser uma decepção recente, um amor que não deu certo e deixou marcas. Mas pode ser que as causas sejam muito mais profundas e que a mente consciente não consiga explicar. E aí, como fazer?

Ocorre que algumas situações, quando são muito traumáticas, acabam sendo apagadas da nossa memória consciente. É uma forma do corpo tentar nos proteger de passar novamente pela lembrança daquela dor. Mas o organismo não deixa passar nada. As memórias traumáticas varridas do cérebro acabam alojadas em células dos nossos tecidos. A microfisioterapia mapeou o corpo humano e conseguiu verificar em que partes cada tipo de memória fica gravada, possibilitando inclusive identificar possíveis causas e data-las.

E por que isso é importante? Segundo o fisioterapeuta especializado em Saúde Integrativa, Sergio Bastos Jr, que, entre outras ferramentas, utiliza a microfisioterapia para encontrar causas “escondidas” de dores e doenças, nossos relacionamentos refletem a saúde da nossa mente e da nossa emoção: “quanto mais buscamos entender o que realmente nos move na vida, mais facilmente vamos construir relações saudáveis”.

“Seres humanos com emoções equilibradas atraem relacionamentos também equilibrados e conseguem, de forma consciente, trabalhar para o equilíbrio da vida a dois”. Para ele, não há relacionamento saudável se uma das partes tem doenças da emoção: “quando não entendemos de onde vêm nossos sentimentos, podemos ser guiados pela inconstância, pela necessidade de controle, pelo medo, pelo ciúme, e mais, podemos desenvolver doenças que vão, também atrapalhar as relações, como alergias, distúrbios do sono, ansiedade, entre outros”, revela o fisioterapeuta.

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Buscar as causas primárias de dores, doenças e inclusive de comportamentos que não entendemos e que não nos fazem bem pode ser o começo de um caminho de relações mais satisfatórias. “Os casais podem se beneficiar e muito do tratamento das nossas memórias traumáticas, encontrando entendimento mútuo e criando vínculos ainda mais fortes”, garante o fisioterapeuta.

Fonte: Biointegral Saúde

Insônia pode causar doenças cardiovasculares e neurológicas

Mal que atinge 75 milhões de brasileiros, a insônia pode ser freada com alimentação e mudança de hábitos noturnos, para não desencadearem problemas maiores de saúde

Uma noite de sono bem dormida, com oito horas de descanso, que garanta vigor para o dia seguinte é um privilégio. Isso porque, de acordo com a Associação Brasileira do Sono (ABS), 75 milhões de pessoas sofrem de insônia no Brasil. Este é o distúrbio do sono mais comum entre os brasileiros, à frente até do ronco e da apneia.

A insônia nada mais é que a dificuldade de iniciar o sono ou de mantê-lo e está ligada à baixa produção de melatonina, o hormônio que regula nosso relógio biológico. A baixa produção desta substância é mais comum em pessoas que já passaram dos 50 anos. Se o jovem apresenta sono desregulado, o caso deve ser investigado.

“A insônia, na maioria das vezes, é provocada ou agravada por um fator externo, como dores no corpo, trauma emocional e trabalho em turnos diferentes, por exemplo. Até mesmo o baixo nível socioeconômico e a preocupação com o desemprego podem estar entre as causas de insônia. O fator genético também pode influenciar, mas é uma parcela muito pequena, 5% a 15% dos casos apenas”, explica Louise Soares, fisioterapeuta e especialista em Saúde Integrativa.

Noites maldormidas podem levar a problemas maiores. Pesquisas demonstram que a insônia aumenta o risco de doenças como hipertensão, doenças cardiovasculares, derrames, doenças neurológicas e até a doença de Alzheimer.

O sono tem a função de reparar o sistema biológico, pois é durante a noite que alguns hormônios são produzidos pelo organismo, como o GH que é mais conhecido como “hormônio do crescimento” e também a Lepitina, que é responsável pelo apetite.

Alimentação saudável é um caminho

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Foto: LaniCooks

O que muitas pessoas não sabem é que a produção de melatonina pelo cérebro está diretamente ligada à alimentação saudável. Nas folhas verde-escuras, aveia sem glúten, chocolate, semente de girassol, amêndoas estão presentes o ácido fólico. Já no bife de fígado, no pistache, nas castanhas e no salmão estão presentes a vitamina B6. Essas duas substâncias ajudam no processo para a criação da melatonina.

“As pessoas têm muito preconceito com bife de fígado, mas ele é excepcional! Nele estão diversos elementos especiais e diversas vitaminas. Então eu recomendo que as pessoas consumam pelo menos uma vez por semana. Existem muitas opções para conseguir esses nutrientes que ajudam a produzir a melatonina. É só você querer e ter um pouco de criatividade”, afirma a especialista.

Louise alerta sobre o uso indiscriminado da melatonina não natural para conseguir boas noites de sono. Neste caso, as dosagens devem ser analisadas caso a caso e, se tomadas em doses exageradas, podem causar dependência e fazer com que a glândula presente no cérebro pare de produzir o hormônio.

Cuide do seu espaço

As mudanças na alimentação são apenas uma parte do processo que vai ajudar a resolver o problema da insônia. Os hábitos, principalmente no período noturno, também são cruciais para quem luta para ter uma boa noite de sono. Louise elencou algumas atividade que podem ser praticadas por quem sofre com a insônia:

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Terapia de higiene do sono: retirar e corrigir comportamentos que atrapalham o sono. Ou seja, não tire cochilos durante a tarde, regule os horários e procure dormir diariamente no mesmo horário. Evite comer muito tarde e, se for comer, prefira alimentos leves e de fácil digestão.

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Terapia de controle de estímulos: utilize a cama apenas para dormir ou para o ato sexual. Não leia, estude ou assista TV nela, pois isso se torna um estímulo para que o corpo entenda que a cama não é feita para dormir;

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Terapia da restrição do sono: limite seu tempo na cama. Se o relógio despertou, não enrole muito e levante rápido;

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Foto: Shutterstock

Terapias cognitivas: identifique os problemas emocionais que estão atrapalhando o seu sono. O trabalho de um psicólogo pode te ajudar a entender e solucionar essa dificuldade em conseguir dormir;

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Foto: Jeviniya-Pixabay

Técnicas de relaxamento: yoga e meditação ajudam a relaxar. Ouça músicas com ondas delta.

Cerca de 40% da população apresenta algum tipo de distúrbio do sono

Terapia Cognitivo-Comportamental Multicompetente: associe todas as técnicas anteriores.

Fonte: Louise Soares é fisioterapeuta e especialista em Saúde Integrativa

Seu corpo reflete sua mente

Nosso corpo é um emaranhado de células inteligentes, que responde aos estímulos da nossa mente, consciente e inconsciente, e cuja saúde está totalmente conectada às nossas emoções. A especialista em Saúde Integrativa, Frésia Sa, questiona: o que o seu corpo está refletindo neste momento, é saudável?

“Pode ser que você ainda não saiba, mas nossa mente pode adoecer ou curar nosso corpo, e só depende de como direcionamos nossas emoções e reagimos ao que nos acontece”. A frase é da fisioterapeuta Frésia Sa, especializada em saúde integrativa e sócia da Biointegral Saúde, em São Paulo.

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Foto: MD-Health

“Quando fingimos que está tudo bem, mas vamos acumulando desapontamentos e tristezas, as chances de ter problemas de saúde são muito altas”, explica ela, que complementa: “por outro lado, quando desenvolvemos uma postura calma e grata diante da vida, fortalecemos nosso sistema imunológico”.

Segundo Frésia, nosso corpo é um emaranhado de células inteligentes, que responde aos estímulos da nossa mente, consciente e inconsciente. “Se não podemos controlar o que nos acontece, podemos, ao menos, ter controle sobre como vamos reagir ao que nos acontece. Esse poder de reação está intimamente ligado ao quanto nos conhecemos, ao quanto estamos conscientes diante da vida e ao quanto escolhemos a saúde ao invés da doença”, reforça a fisioterapeuta.

“Conhecemos pessoas que vivem à base de medicamentos, encontrando saídas rápidas e aparentemente eficazes para, praticamente, tudo que lhes acontece. Sou a favor do uso de medicamentos em momentos muito agudos da doença, mas contra a substituição, por eles, de uma investigação apurada das causas do que nos acontece e da mudança de hábitos e de mentalidade na busca da saúde integral” revela Frésia.

O corpo reflete a mente

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Vamos pensar da seguinte forma: se você toma medicamentos, elimina os sintomas daquilo que está incomodando. Quando cessa o medicamento, logo a dor retorna. Esse é um quadro comum de reincidência no caso de dores crônicas, especialmente aquelas para as quais a ciência ainda não tem explicação. De onde vem a fibromialgia, por exemplo? Ou uma psoríase? São respostas que ainda estão sendo buscadas pela ciência.

Mas voltemos ao quadro: com os remédios, os sintomas são tratados. Mas a dor retorna. E aí, como fazer? Frésia fala sobre uma possibilidade real de tratamento: “Quando buscamos as causas primárias de dores e doenças, quando entendemos que somos mais do que aquele quadro sintomático atual, é possível encontrar novos meios de lidar e de tratar as dores. Muitas vezes, a doença é o corpo tentando lidar com nossas emoções mais profundas. Encontrá-las e iniciar um processo de limpeza é uma proposta viável e que, muitas vezes, é totalmente eficaz”.

Fonte: Biointegral Saúde

Fim da dor na relação durante a menopausa

Vamos tocar em um assunto sério e que é meio tabu, algo que as mulheres não gostam de comentar, nem com as amigas. Porém, cerca de 18% da população feminina sofre com algum tipo de transtorno de dor ligado à penetração dolorosa. Há quem culpe os hormônios e até os parceiros, mas sabe-se que, comprovadamente, o tratamento de fisioterapia pélvica reduz a dor na relação sexual até em mulheres menopausadas

Uma grande parte das mulheres tem a vida sexual afetada após entrar na menopausa, muitos acreditam que somente o desejo é alterado pela redução de hormônios nessa fase da vida e a tão falada redução da lubrificação vaginal. Porém, o que não sabem é que o canal pode se tornar menos flexível e que muitas sentem dor na penetração vaginal, isso faz com que as mulheres evitem seus parceiros com medo de sentirem dor.

Débora Pádua, fisioterapeuta uroginecológica especialista em dor na relação sexual, conta que alguns hormônios locais ou lubrificantes são indicados pelos ginecologistas e colaboram para que o desconforto seja menor, mas muitas mulheres continuam a sentir dor e pensam que é algo “normal” pela idade e que a vida sexual pode se encerrar.

“Isso é um engano já que não existe uma idade limite para se ter uma vida sexual saudável e ativa, para isso a fisioterapia pélvica pode ajudar neste transtorno. Com técnicas específicas como massagem perineal, eletroestimulação intracavitária, exercícios pélvicos ajudam a melhorar a flexibilidade, hidratação e redução da dor na relação ou mesmo para realizar exames ginecológicos”, diz.

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As sessões são realizadas semanalmente e a taxa de sucesso do tratamento é entre 70 a 100%. “Sexo deve ser sinônimo de prazer e nunca de dor mesmo estando na menopausa”, finaliza a especialista que em 2014 inaugurou em SP a 1ª Clínica de Fisioterapia Especialista em Dor na Relação Sexual. O espaço, que leva seu nome, faz atendimento exclusivo a mulheres que tem dificuldade na penetração sem a presença de dor ou mesmo as que não conseguem ter nenhum tipo de penetração.

Fonte: Débora Padua é educadora e fisioterapeuta sexual Graduada pela Universidade de Franca (SP), durante 5 anos fez parte do corpo clínico da Clínica Dr. José Bento de Souza, e foi responsável pelo setor de Uroginecologia do Centro Avançado em Urologia de Ribeirão Preto (SP). Atualmente atende em sua clínica na capital paulista especializada no tratamento de vaginismo.

 

 

 

Benefícios do fortalecimento do assoalho pélvico

Passo a passo de exercícios para controlar a incontinência urinária e melhorar o desempenho sexual

Muitas mulheres nunca ouviram falar do assolho pélvico e só vão conhecê-lo quando sintomas, como incontinência urinária, chegam sem hora marcada. “Esse problema atinge pessoas de todas as idades e classes sociais, inclusive as gestantes.

Desde jovem, há como prevenir, tratar e aliviar algumas disfunções como a incontinência urinaria, um incomodo muito presente durante a terceira idade”, explica a fisioterapeuta Vanessa Marques. Ela explica que o assoalho pélvico é um conjunto de músculos, ligamentos e tecidos de sustentação que revestem a abertura inferior da pelve (bacia). Eles estão localizados na região dos genitais, mantendo a continência urinária e fecal e ajudando também no desempenho sexual.

A especialista alerta que a falta do fortalecimento dessa região pode gerar disfunções dos músculos durante a gestação ou parto, ou  alterações hormonais associadas à menopausa. Sem contar a diminuição do tônus muscular e perineal associada ao processo de envelhecimento.

Benefícios do fortalecimento na região:

1- Sustentação e proteção de órgãos pélvicos;
2- Prevenção da perda involuntária de urina no esforço (tosse, espirro), e na urgência;
3- Prevenção da saída de gazes e fezes; 
4- Auxilia no desempenho durante a relação sexual.

Lembrar-se sempre de compartilhar alguma ocorrência de disfunção, como perda de urina ou dificuldades na relação sexual, com seu ginecologista. Não tenha vergonha de conversar com seu médico. Ele é o profissional mais indicado para indicar o tratamento e o profissional adequado.

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Foto: Shutterstock

Dicas da fisioterapeuta com um passo a passo para o fortalecimento correto:

“O ideal é agendar uma consulta com uma especialista para que, na avaliação, a pessoa possa identificar qual seu grau de força e nível de consciência corporal para determinar sua série inicial de treinamento. Sugiro entre oito a 12 repetições, três vezes ao dia, durante pelo menos seis meses. Fazer os exercícios após esvaziar a bexiga, em todas as posições, deitada, sentada e em pé”, ensina ela.

1- Sente-se confortavelmente com pés e joelhos afastados.
2- Dobre o tronco e apoie os cotovelos sobre os joelhos.
3- Mantenha barriga, pernas e coxas relaxadas.
4- Imagine que esta tentando evitar a perda de gases e urina ao mesmo tempo.
5- Deve sentir uma contração na região entre a vagina e o ânus, como se estivesse levantando.

Dica: para saber se está fazendo certo, coloque um espelho, onde consiga visualizar a região do períneo. Ao apertar os músculos, irá notar que as regiões da entrada da vagina e do ânus irão se aproximar. Se perceber que a vagina abriu , está fazendo a força errada, ou seja, para baixo.

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Questionada sobre o prazo para avaliar o retorno, ela explica que entre três e seis semanas após iniciar o treinamento. Porém, depende de diversos fatores que são avaliados com profissional especializado, podendo levar até seis meses para ver algum resultado.

Fonte: Vanessa Marques é  fisioterapeuta especialista em Obstetrícia pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Mestranda em Obstétrica (Unifesp). Fisioterapeuta responsável pelo ambulatório de fisioterapia em gestação múltipla da Unifesp. Sócia-proprietária da empresa Donna Fisio, especializada em gestantes.