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Três quitutes para uma festa junina deliciosa e saudável

A Chef funcional Lidiane Barbosa ensina três receitas para continuar saudável nas festas juninas.

Bolo de fubá com coco e açafrão

bolo de fubá.jpg

Ingredientes:
3 ovos
1/2 xícara de açúcar de coco ou eritritol (1/2 xicara menos 2 colheres de sopa)
1 xícara de fubá fino orgânico
4 colheres de sopa de manteiga ghee líquida
1/2 xícara de leite de coco caseiro
1 xícara de coco seco em pedaços ou em lascas
1 colher de sopa de fermento caseiro
1 colher de chá de açafrão em pó.

Modo de preparo
Bata no liquidificador os ovos e o açúcar por 5 minutos. Acrescente os demais ingredientes aos poucos deixando por último o fermento. Coloque em uma forma pequena untada com ghee e polvilhe fubá fino. Asse em forno pré aquecido 180ºC por 30 minutos. Quem gosta de pedaços de coco, coloque em lascas e não bata no liquidificador. Quando a massa estiver pronta, coloque em um bowl e misture delicadamente.

Bolo de Milho

bolo de milho

Ingredientes:
3 a 4 ovos – se forem grandes, optem por ter ovos.
1 xícara (chá) de eritritol em pó ou xilitol* pó ou açúcar de coco (se você utiliza açúcar mascavo ou demerara, pode ser também) *antes de substituir seu açúcar por xilitol, faça alguns testes. Em algumas pessoas, ele pode ter efeito laxativo.
½ xícara (chá) de fubá fino orgânico
¾ de xícara (chá) de manteiga ghee ou de óleo de coco – liquidos
400g de milho cozido ou 2 xícaras (chá)
¼ de xícara (chá) de farinha de linhaça – opcional
1 ½ xícara (chá) de leite de coco caseiro
1 colher (sopa) de fermento caseiro
opcional: 1 colher (chá) de canela em pó
Lembrando que: a manteiga ghee, o leite de coco e o fermento em pó, já ensinei em vídeos anteriores à esse.

Modo de preparo
Preaqueça o forno a 180ºC. Unte uma forma média com manteiga ghee ou óleo de coco e polvilhe fubá fino orgânico. No liquidificador, bata os ovos e o eritritol em pó ou açúcar de sua escolha. Bata bem, por 3 minutos. Coloque o fubá e o leite de coco e bata mais um pouco, até obter uma massa homogênea. Por último o milho, a farinha de linhaça e o fermento. Bata obter uma massa lisa. Coloque a massa na assadeira e leve a forno pré aquecido por 40 à 45 minutos.

Pipoca Doce com Caramelo de Coco e Flor de Sal

pipoca doce.jpeg

Ingredientes:
1 xicara de chá de milho de pipoca orgânico
2 colheres de sopa de óleo de coco extravirgem
3 colheres de sopa de açúcar de coco
1/4 de xicara de água flor de sal

Modo de preparo:
em uma panela coloque o óleo de coco. Deixe esquentar um pouquinho e adicione o milho. Mexa um pouco e deixe que a pipoca estoure. Abaixe o fogo e deixe que ela estoura sozinha. Retire a pipoca da panela, coloque em um bowl. E na mesma panela adicione o açúcar e a água e mexa por 5 minutos, até formar um caramelo. Adicione a pitada de flor de sal e na mesma panela adicione a pipoca já estourada. Mexa delicadamente e sirva em seguida.

Fonte: Chef Funcional Lidiane Barbosa

Receitas conhecidas em versão vegana

Muitas pessoas pensam que seguir uma alimentação saudável é muito difícil. Isso porque elas acreditam que os ingredientes são caros e as receitas pouco práticas para reproduzir. Para provar o contrário, Gabi Mahamund, autora do blog e livro Flor de Sal (Editora Alaúde), reuniu receitas com ingredientes do dia a dia que são rápidas e não requerem nenhum conhecimento especial para serem preparadas.

Além disso, uma das vertentes que a autora segue é a da sustentabilidade na alimentação e planejamento das refeições, tudo isso para evitar o desperdício e tentar aproveitar ao máximo de cada ingrediente utilizado. Ficou curiosa? Conheça duas receitas da autora que constam no livro Flor de Sal.

Pãozinho de Abóbora Com Alecrim

paozinho de abobora com alecrim

Ingredientes
3 colheres (sopa) de azeite
½ xícara de água ou leite vegetal
½ xícara de abóbora assada
1 ½ xícara de polvilho azedo
1 colher (sopa) de linhaça
1 colher (sopa) de gergelim
1 colher (chá) de levedura nutricional
1 colher (sopa) de alecrim
½ colher (chá) de pimenta do reino
Sal a gosto

Modo de preparo
Preaqueça o forno a 220°C e unte uma assadeira com um fio de azeite. Aqueça o azeite e a água (ou leite) até ferver. Enquanto isso, em uma tigela, amasse bem a abóbora até virar um purê. Acrescente o polvilho e misture bem. Despeje o azeite e a água (ou leite) ferventes sobre a mistura de abóbora e polvilho e mexa com a ajuda de uma colher até esfriar um pouco. Então, junte os demais ingredientes amassando-os com as mãos ou com uma colher até obter uma massa homogênea e um pouco pegajosa. Deixe a massa descansar por uns 10 minutos e, me seguida, faça bolinhas um pouco menores do que uma bola de pingue pongue. Disponha-os na assadeira untada, deixando uma distancia de cerca de três dedos entre eles para que cresçam sem grudar uns nos outros. Leve os pãezinhos ao forno e asse por mais ou menos 30 minutos ou até que estejam bem dourados. Sirva-os quentinhos com requeijão vegano.

Dica da Gabi
Você também pode usar a abóbora cozida em água, mas a quantidade total de água da receita pode diminuir. Nesse caso, despeje apenas metade da água indicada e depois junto mais, se necessário. Assim que você terminar de misturar todos os ingredientes, sua massa estará bem úmida. Deixá-la descansando é importante para que absorva e fique mais fácil de manusear, o que deixará seu bolinho úmido e macio depois de assado.

Rende: 20 Pãezinhos

Quiche de Cogumelos, Alho-Poró e Abobrinha

quiche de cogumelos.png

Ingredientes

Massa
1 xícara de farinha de grão de bico
½ xícara de farinha de aveia
2 colheres (sopa) de polvilho doce
¼ de xícara de azeite
¼ de xícara de água
Sal a gosto

Recheio
1 alho-poró
200g de cogumelos de paris ou shitake
1 abobrinha
1 colher (sopa) de missô ou shoyu
1 xícara de creme base
1 colher (sopa) de tahine
1 colher (sopa) de azeite
Sumo de ½ limão
Temperos a gosto (sal, levedura nutricional/fermento biológico seco/levedura de cerveja, noz-moscada e pimenta-do-reino).

Modo de preparo
Preaqueça o forno a 220°C e forre uma forma de 20cm de diâmetro com papel manteiga. Unte o papel com azeite ou óleo vegetal. Comece pela massa. Em um recipiente, misture as farinhas, o polvilho e o sal. Incorpore o azeite às farinhas com a ajuda das pontas dos dedos, umedecendo-as bem. Acrescente a água e misture tudo até obter uma massa homogênea. Disponha a massa na assadeira untada e faça furinhos por toda a sua extensão para evitar que estufe – você também pode usar o peso de grãos como o feijão para isso. Leve para assar por aproximadamente 20 minutos a 200°C. Pronto!

Para fazer o recheio, vamos primeiro picar finamente o alho-poró (vamos usá-lo todo, até a parte verde, nada de desperdício por aqui!) e fatiar os cogumelos e a abobrinha. Polvilhe um pouquinho de sal nas fatias de abobrinha e deixe em um escorredor para que solta a sua água. Em uma frigideira, jogue um fio de azeite e refogue o alho-poró. Acrescente os cogumelos, o missô, sal e deixe murchar bem, até que o alho-poró esteja bem macio. Para montar, misture o creme com o alho-poró e os cogumelos refogados, o tahine, o azeite, o limão e os temperinhos. Mexa bem, acerte o sal e recheie sua quiche com essa mistura. Você pode fazer flores com a abobrinha para decorar sua torta, como está na foto, ou simplesmente cortar em pedacinhos e misturar no recheio.
Leve a torta ao forno por uns 10 minutos a 250°C para finalizar e pronto é só se deliciar!

Dica da Gabi
Se preferir, congele a massa para usar depois, porque ela serve de base para qualquer quiche, assim como o creme de tofu. Use a criatividade e alterne os ingredientes para experimentar novos sabores.

Rende: 6 Fatias

Fonte: Livro Flor de Sal – Editora Alaúde

Receita de chocotone vegano com frutas

Com a chegada do final de ano e das comemorações, um dos maiores desafios dos veganos é encontrar substituições para as delícias festivas que surgem, principalmente nas reuniões de família e amigos. Uma das gostosuras que sempre dá vontade de devorar é o chocotone!

Pensando nisso, Gabi Mahamud, autora do blog e livro Flor de Sal (Editora Alaúde), elaborou uma receita deliciosa de chocotone vegano, que funciona para quem também é intolerante a glúten. Veja abaixo a receita:

Chocotone vegano com frutas

Ingredientes

Esponja
160ml (2/3 xícara) de água
Um sachê de fermento biológico seco
1 colher de sopa de açúcar mascavo

Massa
250 ml de suco de maça e laranja (1 maça sem semente batida no liquidificador com sumo de 2 laranjas)
1 xícara de açúcar mascavo
2 colheres de sopa de psyllium hidratadas em 1/3 de xícara de água
1 xícara de farinha de arroz integral
1/2 xícara de fécula de batata
1/2 xícara de farinha de grão de bico
1 xícara de farinha de castanha de caju (pode ser outra farinha)*
1 colher de café rasa de goma xantana
2 colheres de sopa de vinagre de maçã
2 colheres de sopa de azeite
4 colheres de sopa de essência de panetone
2 colheres de sopa de raspas de laranja (casca)
2/3 de xícara de chocolate picadinho, frutas secas e castanhas à gosto.

Modo de fazer

Preaqueça o forno a 250ºC. Para a esponja, aqueça a água por uns 30 segundos no fogão e misture o fermento biológico seco e 1 colher de sopa de açúcar mascavo. Deixe descansando até que ele ative e comece a crescer. Coloque o psyllium para hidratar na água e reserve (pode ser chia ou linhaça triturada também). Em um recipiente, misture as farinhas e a goma xantana e reserve. Com um fouet (ou batedeira), bata o açúcar mascavo, o suco, a essência de panetone, o psyllium, e as raspas de laranja até que o açúcar se dissolva. Por último adicione o fermento e misture mais um pouquinho. Com calma, vá adicionando a mistura seca de farinhas, sempre aos pouquinhos e mexendo simultaneamente. Quando a massa estiver homogênea acrescente o vinagre de maçã e o azeite (pode ser outro óleo que você tiver em casa) e incorpore à massa. Por fim, acrescente as castanhas, chocolate, frutas e o que mais você quiser, e misture cuidadosamente com uma colher. Despeje a massa na forma de chocotone e deixe crescer mais um pouco – uns 15 minutinhos. Leve ao forno em fogo alto (250ºC) e, depois de 5 minutos, abaixe a temperatura para 180ºC e asse por mais uns 40 minutos (isso depende do seu forno! Fique de olho). Retire do forno e deixe esfriar para rechear, se for o caso – (a autora recomenda).

panetone vegano 2.png

Tempo de preparo: 40 minutos
Tempo de cozimento: 40 minutos
Rendimento: 8 porções

Observações
A mistura de farinhas sem glúten continua em processo de cocção enquanto quente, portanto, se você comer ainda morno, estará comendo cru e com textura/sabor diferente do que a receita propõe.
Experimente novos sabores trocando os recheios por outros de sua preferência. Ouça o coração (e o estômago) e mande ver na criatividade! 😉
*Você provavelmente não vai encontrar farinha de castanha de caju com facilidade. Para preparar em casa, basta bater as castanhas tostadas no liquidificador até que ela esteja fininha como uma farinha mesmo. Pode ser substituída por qualquer outra oleaginosa.

Ponto de atenção
Não tenha pressa! Essa não é a receita mais simples de ser preparada, mas fica muito saborosa. Faça tudo com bastante calma e atenção porque o resultado vale muito a pena.
Cuidado com a temperatura da água na hora de preparar a esponja, ela precisa estar morninha mesmo (suportável ao contato – você precisa conseguir colocar a mão sem desconforto). Se você aquecer demais, vai acabar matando os bichinhos do fermento e seu chocotone não vai crescer.
O açúcar mascavo utilizado para fazer a esponja tem papel importante de ativar o fermento, portanto se você resolver substituir o açúcar da receita por um alternativo, tudo bem, só não pode substituir o usado aqui nesse processo.

Substituições
Maçã por inhame ou abobrinha;
Fécula de batata por amido de milho ou polvilho doce;
Farinha de grão de bico por farinha de aveia ou trigo;
Farinha de avelãs por farinha de amendoim, de castanha de caju, ou outra oleaginosa;
Azeite por óleo de girassol ou de coco.

Armazenamento/Congelamento
Depois de pronto, mantenha seu chocotone em um recipiente fechado, na geladeira, por até quatro dias ou congelado por até 3 meses. Como é uma receita vegana e sem glúten, ele perde umidade muito rapidamente e pode ficar seco caso não seja armazenado corretamente. Cuide do seu chocotone com amor e carinho.

chocotone vegano

Dica Flor de Sal
Use especiarias para um toque especial de sabor e usufrua dos seus nutrientes. Uma pitada de canela e gengibre em pó trazem propriedades antioxidantes pro seu chocotone.

Pizza Vegana e Sem Glúten pela Chef Gabi Mahamud

A chef Gabi Mahamud, especializada em alimentação alternativa, lançou o livro de receitas Flor de Sal, preparou uma sugestão bem especial de Pizza Vegana e Sem Glúten.

Massa de Pizza Vegana e Sem Glúten pela Chef Gabi Mahamud

Ingredientes
· 3/4 xícara de farinha de farinha de arroz
· 1/2 xícara de farinha de grão de bico
· 1/3 xícara de farinha de linhaça
· 1/2 xícara de fécula de batata
· 1 colher de sopa de açúcar mascavo
· 1 colher de sopa de fermento biológico seco
· 3/4 xícara de água morna
· 1 colher de sopa de azeite
· Sal a gosto

Modo de preparo
Em um recipiente, misture todas as farinhas, o fermento e o açúcar. Misture bem. Adicione a água e até que a massa fique homogênea. Se precisar, coloque um pouco mais de água. A massa precisa ficar um pouco grudenta. Acrescente o azeite e o sal e incorpore. Tampe a massa com um pano de prato e deixe descansar até crescer e ficar com o dobro do volume. Vai levar entre 15 e 20 minutos. Modele a pizza em uma forma untada com óleo (aconselho untar a mão com óleo também) e asse em forno préaquecido a 180° por aproximadamente 15 minutos. Retire do forno, coloque sua cobertura preferida e volte ao forno por mais uns 10 minutos.

PIZZA VEGANA E SEM GLÚTEN 1

Sugestões de coberturas
· Cogumelos salteados no azeite, shoyu e salsinha
· Tomates confitados
· Sementinhas e manjericão salpicados por cima

Sobre a chef

Gabi-Mahamud-Flor-de-Sal

Aos 26 anos, a chef Gabi Mahamud é um dos grandes nomes nacionais quando o assunto é alimentação alternativa. Autora do livro Flor de Sal, a profissional assumiu o amor pelas panelas após lutar contra a depressão e perceber que deveria trabalhar com algo em que realmente acreditasse, que contribuísse para melhorar o mundo.
No final de 2016, a chef ganhou destaque em todo Brasil ao fundar o GoodTruck, projeto que leva comida de qualidade a quem não tem o que comer, recolhendo e preparando alimentos que iriam para o lixo em restaurantes e supermercados. Gabi foca o seu trabalho em ensinar a reduzir o desperdício de alimentos por meio de mudanças de hábitos e da conscientização dos consumidores.

Aprenda a fazer um salpicão vegano

A chef Gabi Mahamud, especializada em alimentação alternativa, que acaba de lançar o livro de receitas Flor de Sal, preparou uma sugestão bem especial de Salpicão Vegano. Confira o passo a passo abaixo:

Salpicão Vegano da Chef Gabi Mahamud

salpicão

Ingredientes

· 1/4 xícara de ervilha
· 1/4 xícara de milho
· 1/4 xícara de palmito picado
· 1/4 xícara de casca de melancia em cubos (a parte branca)
· 1/4 xícara de uvas passas e goji berries
· 1/4 xícara de talos de salsão
· 1/4 xícara de cenoura ralada
· 1/4 xícara de azeitonas picadinhas
· 1 xícara de maionese vegana (receita abaixo)
· 1 mandioca para a palha

Modo de preparo

· Depois de fazer a maionese, prepare a palha: rale a mandioca descascada e crua na parte grossa do ralador e coloque numa forma, com bastante espaço para ficar tudo bem espalhado.
· Tempere com azeite e sal e leve ao forno médio por aproximadamente 10-15 minutos – muito importante ficar de olho, porque queima muito fácil.
· Enquanto a mandioca está no forno, prepare o salpicão: higienize e corte todos os ingredientes em cubinhos, rale a cenoura na parte grossa do ralador e retire a parte verde da casca da melancia, separando somente a branca (que vamos usar) e cortando em cubos também.
· Em um recipiente, misture todos os ingredientes, acrescente a maionese e incorpore.
· Retire a palha do forno e deixe esfriar um pouco em uma grade para não suar.
· Finalize o prato com a palha de mandioca e sirva geladinho.

Dica da chef: Caso você não queira goji berries e prefira consumir produtos locais, pode usar as frutas secas que preferir. Também deixe para acrescentar a mandioca palha somente quando for servir pra evitar que ela umedeça e perca a croc​â​ncia.

Maionese Vegana

Salpicão-Vegano-2

Ingredientes

· 100gr de tofu
· 1/3 xícara de semente de girassol hidratada
· 1/4 xícara de purê de inhame
· 2 colheres de sopa de azeite
· 1/4 xícara de água limpa
· 1 dente de alho pequeno
· Salsinha a gosto – com talo e tudo
· Pitada de sal e pimenta do reino

Modo de preparo

Bata tudo no liquidificador até ficar bem homogêneo. Ajude com uma espátula se for preciso.

Livro Flor de Sal apresenta releitura vegana e sem glúten de receitas clássicas

Autora faz parte da geração de jovens preocupados com uma alimentação saudável e consciente, e acredita que comer é um ato revolucionário

“Precisamos rever nossas escolhas, nos reconectar com a origem do que consumimos nos responsabilizar pelo impacto da sua trajetória e nos preocupar com o destino final de nossos produtos depois de utilizados. Comer é um ato político, social, histórico, geográfico, religioso, econômico e cultural e, portanto, revolucionário, sim (e muito)”

Foto de Iuri Poletti
Foto: Iuri Poletti

Idealizado por Gabi Mahamud, Flor de Sal é um verdadeiro achado para quem quer reproduzir receitas sem glúten e sem ingredientes de origem animal. A obra reúne mais de 60 sugestões que vão agradar tanto ao paladar tanto de veganos quanto de quem sofre de alguma alergia a glúten ou intolerância a ovos, leite e outros laticínios. Além disso, a autora deu preferência para ingredientes nacionais e acessíveis de forma a tornar as receitas fáceis de reproduzir por todos.

Com sugestões para todas as ocasiões, o segredo da Gabi é combinar sabor e memórias afetivas em pratos saudáveis (e algumas gordices também!). São tortas, massas, salgadinhos, doces, bolos, lanches e bebidas, além de versões vegetais de maionese, requeijão e queijo. Sempre com bom humor e simplicidade, o livro ainda traz dicas contra o desperdício e técnicas para trazer um toque contemporâneo à comidinha caseira.

Para encher o estômago e os olhos, cada capítulo é ilustrado com aquarelas desenvolvidas pela própria autora. Os leitores ainda contam com conteúdo digital que pode ser acessado por meio de QR Codes que indicam variações na receita ou mostram etapas do preparo através de imagens.

Gabi não é apenas uma ótima cozinheira, ela acredita que podemos ser agentes de transformação do mundo por meio da alimentação.

Sobre a autora

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Gabi Mahamud é arquiteta de formação, cozinheira por paixão e ativista por convicção. Quando criança, queria ser presidente e mudar o mundo; mais tarde, encontrou no urbanismo um jeito de melhorar a qualidade de vida das pessoas, mas ainda não era suficiente.

Foi na culinária que encontrou a sua vocação. Criou o blog Flor de Sal em 2016, onde compartilha receitas para uma alimentação natural e consciente, sem produtos de origem animal, preparadas com ingredientes locais e orgânicos. Dessa forma, ela ensina seus milhares de seguidores a combater o desperdício de alimentos e a ter mais consciência na hora de consumir.

A partir de então, muitas outras portas se abriram, inclusive as de um food truck cheio de boas intenções, o Good Truck. O projeto – apadrinhado pela renomada chef paranaense Manu Buffara – recolhe frutas, legumes e verduras que seriam descartados por fornecedores e prepara refeições saudáveis para pessoas carentes. Em agosto de 2017, Gabi foi convidada a apresentar o projeto no Unleash Lab, iniciativa da ONU voltada para o desenvolvimento de projetos na área da sustentabilidade, realizado em Copenhague, Dinamarca. Gabi também é membro do Global Shapers e do movimento Slow Food.

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Título: Flor de Sal – O livro de receitas do blog para uma alimentação mais natural e consciente
Autor: Gabi Mahamud
Editora: Alaúde
Formato: 16 X 22 cm
Nº de Páginas: 144
Acabamento: brochura, miolo colorido
Preço: R$ 35,00

Especialista explica diferenças entre os sais e quando cada um é indicado

A Sociedade Brasileira de Cardiologia recomenda que a quantidade de sal consumida por dia seja 5 gramas, ou ainda 1.600 mg de sódio. Contudo, a correria do dia a dia e o excesso de alimentos industrializados na dieta fazem com que esse valor seja facilmente extrapolado. Pesquisas apontam que o brasileiro ingere mais que o dobro de sal recomendado, chegando a 12g diários.

O sal em excesso é uma das causas de graves problemas de saúde, como hipertensão arterial e danos renais. Para ajudar as pessoas a rever a sua dieta e procurar formas de viver de maneira mais saudável, a coordenadora do curso de Nutrição do CEUNSP (Centro Universitário Nossa Srª do Patrocínio), Amanda Calegari, explica sobre os diferentes tipos de sal que existem e sobre suas indicações de uso. Confira abaixo:

-Sal de cozinha: é o mais comum e mais usado no preparo dos alimentos. De acordo com as leis brasileiras, o sal de cozinha deve conter iodo, para prevenir o bócio, que é o crescimento anormal da glândula tireoide. Pelo alto teor de sódio na sua composição (40%), o ideal é ser consumido no máximo 2 gramas por dia, pois outros alimentos como embutidos, enlatados, pães, bebidas industrializadas, enfim, qualquer produto industrializado contém sódio em sua composição, o que eleva rapidamente o limite de sal para os 5g totais recomendados ao dia.

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-Sal light: apresenta um reduzido teor de sódio, sendo uma mistura de Cloreto de sódio – sal comum (50%) e de Cloreto de potássio (50%). Geralmente é indicado para pessoas que têm restrição ao consumo de sódio. Entretanto, indivíduos com doenças renais não devem utilizá-lo, pois o aumento da ingestão de potássio pode causar um acúmulo do mineral no organismo, elevando o risco de complicações cardiovasculares, além de formação de cálculos renais.

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-Sal marinho: é mais caro que o sal de cozinha por ser praticamente um sal artesanal. Sua extração vem de raspagem manual da superfície de lagos de evaporação. Não difere do sal em teores de sódio (420mg em 1g) mas, por não ser tão processado, tem seus minerais mais preservados. Pode ser grosso, fino ou em flocos. Dependendo da região que é retirado e da composição de minerais, pode ser branco, preto, cinza ou rosa, não devendo ser confundido com o Sal Rosa do Himalaia.

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-Flor de sal: são basicamente os cristais retirados da camada superficial das salinas. Sabor mais intenso e textura crocante, indicado acrescentar após a preparação do alimento, para finalizar um prato salgado ou mesmo doce, como um acabamento delicado de sabor, agrega sabor inclusive em brigadeiro – já provou brigadeiro com flor de sal? Contém um teor de sódio ligeiramente maior (450mg em 1g)

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-Sal do Havaí: coloração rosa avermelhada em virtude da presença de argila havaiana, rica em dióxido de ferro (390mg em 1g).

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Foto: SilkRoadSpiceMerchant

-Sal negro: muito pouco utilizado, o sal negro tem esta coloração pela presença de enxofre e ferro, que confere um sabor sulfuroso peculiar (380mg em 1g).

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Foto: Dreaming Goddess

-Sal Rosa do Himalaia: sua coloração vem de sua riqueza em cálcio, magnésio, potássio, cobre e ferro. Possui menor sódio que o sal de cozinha (230mg em 1g) e é tido como livre de toxinas ou poluentes, motivos que o levam a ser utilizado para melhoria da saúde global.

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Apesar de muita gente acreditar que o Sal Rosa do Himalaia é mais saudável, já que é mais rico em minerais, a professora explica que essa é uma ideia errada e que nem sempre se aplica.

“Sais com menor teor de sódio podem ser interessantes para alguns, mas para outros nem tanto, pois algumas pessoas consomem naturalmente tão pouco sódio que o uso do sal convencional pode ser interessante. Outro ponto é o fato do sal rosa não ser iodado, ou seja, enriquecido de iodo, outro mineral com ação fundamental ao organismo. Pessoas que não consomem alimentos marinhos, por exemplo, se beneficiariam mais do simples sal comum, por causa do iodo”, finaliza.

Fonte: CEUNSP