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Linha de Ovos de Chocolate Loov traz lançamentos do grupo VRG Foods para Páscoa

São quatro opções de ovos da linha Loov, todos elaborados com leite de coco, apresentados no formato meio ovo recheado, com 250 g ou 125 g, zero açúcar, zero leite, zero glúten e zero soja. São opções saudáveis, veganos e perfeitos para quem ama chocolate mais docinho e indulgente


 Virgínia de Ávila Dias, Fundadora e CEO da VRG FoodsFoto: Divulgação

Para Virgínia de Ávila Dias, Fundadora e CEO da VRG Foods, “A Páscoa sempre foi um momento muito importante para nós, não só pelo simbolismo, mas por termos a honra de entregar um chocolate saudável e de qualidade à todas as pessoas que se preocupam com a alimentação e a saúde, e a todos que possuem restrições alimentares, tanto alergias ou intolerâncias, diabetes ou até mesmo os vegetarianos e veganos. Com o cenário pandêmico, conseguimos perceber que existe uma preocupação muito maior em relação a alimentação. As pessoas estão se alimentando melhor, cuidando da saúde e da imunidade. Temos um público muito fiel, não apenas por necessidade devido as restrições alimentares, mas por fidelização ao produto e à marca, pois conhecem a qualidade premium – tanto de composição nutricional, quanto sensorial. Temos o público que gosta mais dos chocolates com alto teor de cacau — Chocolife, o que gosta de chocolates docinhos e se identifica mais com os chocolates e cremes Loov, e os que gostam de ambos”.

Os Ovos de Páscoa Loov são diferenciados e aliam saudabilidade a sabor
 

Ovo Loov Gianduia Ao Leite de Coco: Meio ovo de páscoa de chocolate ao leite de coco com creme de avelã e cobertura de chocolate branco ao leite de coco com avelãs – 250g. Valor sugerido de venda: R$ 109,00.

Ovo Loov Gianduia Branco Ao Leite de Coco: Meio ovo de páscoa de chocolate branco ao leite de coco com creme de avelã e cobertura de chocolate ao leite de coco com avelãs — 250g. Valor sugerido de venda: R$ 109,00.

Ovo Loov Brown: Meio ovo de páscoa com recheio cremoso, cobertura de chocolate ao leite de coco e flocos de arroz — 125g. Valor sugerido de venda: R$ 54,00.

Ovo Loov Snow: Meio ovo de páscoa com recheio cremoso, cobertura de chocolate ao leite de coco e flocos de arroz — 125g. Valor sugerido de venda: R$ 54,00.

Caixas de Páscoa Loov para Presentes

Opções presenteáveis da marca Loov para a Páscoa 2022 

As Caixas de Páscoa Presenteáveis Loov estão disponíveis aos consumidores no site da Chocolife  em diversas versões e valores, excelentes opções para presentes.

Os chocolovers poderão compor sua Caixa de Páscoa, com itens da linha Loov, como sticks, bombons e cremes, e outras apenas com os Ovos de Páscoa.

As compras feitas pela Loja Virtual da Chocolife são entregues para todo o Brasil.

Volume de Produção da VRG Foods para Páscoa 2022

A VRG Foods tem previsão de consumir 25 toneladas de insumos de cacau, em média, produzir 50.000 ovos até o final da Páscoa, o que representa somando ovos e outros itens 50 toneladas. Em relação às vendas, a empresa espera crescer 40% em relação a 2021.

A empresa tem 40 colaboradores contratados em regime CLT e o objetivo da empresa é, com expansão das atividades, ampliar o número de colaboradores diretos e consequentemente os postos de trabalho indiretos.

Certificação FODMAP Friendly

De acordo com Ana Alves, nutricionista da VRG Foods, “o selo australiano assegura e atesta produtos voltados à pessoas que possuem síndrome do intestino irritável ou qualquer sensibilidade intestinal e não podem consumir carboidratos fermentáveis. A certificadora analisa toda a composição de ingredientes e suas quantidades, para ter a segurança de que aquele alimento não causará nenhum desconforto intestinal como cólica, flatulência ou até mesmo diarreia.

Os produtos da marca Snew e da linha Chocolife SuperFoods possuem a certificação FODMAP Friendly. É a única empresa no Brasil que tem esta certificação. A empresa buscou certificação FODMAP Friendly por ter em seu DNA a tecnologia e inovação. O intuito foi entregar algo a mais, além do diferencial que a VRG Foods já tinha na sua linha.

 Sobre a VRG Foods

Cacau de origem amazônica e da agricultura familiar- fomento à sustentabilidade da floresta

Há 15 anos no mercado, detentora das marcas Chocolife, Loov, Snew e Empreenda Saudável, a VRG Foods tem no DNA o desenvolvimento de produtos funcionais, saudáveis, sem açúcar, sem glúten, sem proteína do leite e sem lactose, o que isso agrega valor e atende um nicho de mercado que procura esse perfil de alimento. A empresa também atua com loja virtual própria.

A VRG Foods apoia o pequeno agricultor e fomenta o ingrediente nacional em seus produtos. Utiliza cacau brasileiro, de origem amazônica e da Agricultura Familiar. Com isso, a empresa consegue contribuir diretamente de forma positiva na economia, bem como para o reflorestamento da floresta amazônica. Para o consumidor que possui essa preocupação tanto econômica quanto ambiental, é uma percepção que soma um diferencial muito impactante para a marca.

Varejo, food service e vendas pelos canais virtuais

A empresa atende nacionalmente tanto em lojas físicas como em sua loja virtual própria. Em termos percentuais as vendas estão representadas da seguinte forma: 15% são operados na loja virtual e 85% estão distribuídas entre o canal Varejo e Food Service.

Para mais informações acesse o site:

A VGR Foods está presente em todas as plataformas sociais: Instagram e Facebook / Canal no Youtube – WhatsApp: (11) 97041-2226

Nutricionista fala sobre SII, dieta fodmap e dá receitinha fácil de fazer

Entrevistei a nutricionista Andréa Marim, especialista em Nutrição Esportiva pela Universidade São Judas Tadeu, com formação complementar em fitoterápicos, nutrição funcional e probióticos e prebióticos. Ela fala sobre a SII (síndrome do intestino irritável) e ainda dá algumas dicas de alimentação e uma receitinha gostosa e fácil de fazer. Confira:

Pergunta – Entre seus clientes/pacientes há pessoas com a SII?
Resposta – Sim, tenho. Os problemas da maioria das pessoas surgem devido a uma alimentação desequilibrada, consumo de fast food, produtos industrializados e processados ricos em corantes, conservantes, acidulantes, temperos industrializados e ricos em gorduras. Já a síndrome do intestino irritável é um distúrbio funcional, sem causa anatômica nem lesões que o justifiquem e acomete mais de 2 milhões de pessoas por ano no Brasil. Por isso, seu diagnóstico é de fundamental importância para excluir a possibilidade de moléstias graves. A procura dos pacientes é tão grande, no mundo todo, que já existem países, como Austrália e Nova Zelândia, que estão investindo em receitas e produtos fodmap-free, dieta usada no tratamento da SII.

P – Acha que estão aumentando os casos ou são as pessoas que estão se dando conta de que precisam procurar ajuda?
R – Estão aumentando os casos e, consequentemente, as pessoas procuram ajuda devido ao desconforto. O estresse do dia a dia e os problemas emocionais também contribuem para o surgimento da doença.

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P – No caso dessas pessoas, sabe se elas também vão a psicólogos e/ou psiquiatras?
R – Sim, pois o problema está ligado ao cérebro, pois fatores emocionais contribuem para SII. O intestino tem enervação própria e hormônios que regulam a sua capacidade de excreção. A coordenação motora do intestino é necessária para fazer o bolo fecal progredir nos intestinos (movimentos peristálticos) que depende não só de estruturas anatômicas (músculos, mucosas etc.), mas de mediadores químicos que vão agir nas fibras musculares provocando contrações. Esses mediadores são semelhantes aos liberados pelo sistema nervoso central, a ponto de, em Medicina, o intestino ser considerado um segundo cérebro. Há um nervo do sistema parassimpático, o vago, que estimula a secreção de ácido, de enzimas digestivas e que coordena a movimentação do intestino. Há cinco anos foi descoberto que existem hormônios e receptores para esses hormônios localizados no tubo digestivo, parecidos com aqueles encontrados no sistema nervoso central e que são chamados de encefalinas, por analogia a encéfalo (cérebro). Portanto, o tubo digestivo possui enervação própria e hormônios que regulam sua motilidade e capacidade de secretar. Tudo isso nos permite afirmar que existe relação direta entre a emoção integrada no hipotálamo e a motilidade do intestino. O intestino é o nosso segundo cérebro metabólico, é onde processamos os alimentos e onde temos tudo que precisamos para o metabolismo funcionar.

P – As pessoas conseguem se adaptar às mudanças alimentares facilmente?
R – A mudança de hábitos alimentares não é fácil, mas é preciso fazê-la para a melhora do quadro e dos sintomas.

P – Você citou a dieta fodmap? Chega a indicá-la a muitas pessoas?
R – Acho uma excelente forma de investigar e encontrar os alimentos que possam estar contribuindo para a piora da SII e, sim, eu a indico. Este tipo de dieta funciona com a exclusão de alimentos em conjunto ao tratamento à base de probióticos e prebióticos (bactérias que auxiliam na regulação do intestino), de forma que se possa diminuir a hipersensibilidade do órgão, reconstruindo a parede do intestino sensível e melhorando a imunidade. Além dos problemas abdominais, a dieta de baixo fodmap também pode ajudar no tratamento de doenças mentais, como depressão e ansiedade. Isso porque grande parte da serotonina, neurotransmissor que controla o nosso humor, é fabricada no intestino. Assim, manter o funcionamento regular do órgão pode significar mudanças positivas também à mente. Dependendo do caso, fazemos ou não a reintrodução de certos alimentos, porque é uma dieta para um tempo específico. Se a síndrome permanecer, é necessário uso da dieta por longa duração. Ela deve ser feita durante ciclos de três meses, retirando determinados alimentos do dia a dia do paciente e, após esse tempo, começa-se uma reeducação alimentar: a cada 20 dias reintroduz-se um novo alimento para testar a tolerância do organismo.

P – Pode dar um exemplo de dieta indicada para uma pessoa com a síndrome?

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Imagem meramente ilustrativa. Foto: Banana.blog

Café da manhã: vitamina de banana + 200 ml de leite vegetal (amêndoas) + 2 colheres de sopa de aveia;
Lanche da Manhã: 1 fatia de melão + 3 castanha-do-pará
Almoço: risoto de arroz com frango e legumes (tomate /abobrinha e cenoura)
Lanche da tarde: 200 ml de iogurte desnatado e sem lactose + 2 colheres de chá de chia
Jantar: peixe cozido com batata e cenoura e couve refogada

P – Há alguma receita fácil que possa indicar?

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Imagem meramente ilustrativa – Foto: Arno

Escondidinho de mandioquinha com carne seca (ou frango desfiado)

Ingredientes:
200 g de mandioquinha cozida
50 ml de leite vegetal
Sal a gosto
1 colher de chá manteiga ghee
100 ml de molho de tomate orgânico (caseiro)
15 g de queijo parmesão
Folhas de manjericão

Modo de preparo:
Misture a mandioquinha cosida com a manteiga ghee o leite e o sal e dívida e 2 porções. Em um refratário (vidro ou porcelana) coloque 1 porção do purê de mandioquinha +acrescente a carne seca desfiada e temperada e cubra com a segunda parte da mandioquinha. Acrescente o molho de tomate e salpique o parmesão ralado, coloque em forno médio por 20 minutos.

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Fonte: Andréa Marim é graduada em Nutrição pela Universidade Bandeirantes de São Paulo, especializada em Nutrição Esportiva pela Universidade São Judas Tadeu. Possui formação complementar em fitoterápicos e suplementação para emagrecimento, nutrição funcional, probióticos e prebióticos; nutrição e estética. Tem experiência em nutrição clínica, coordenação de programas de nutrição, análises de carências alimentares e aproveitamento dos recursos dietéticos, além de prestação de assistência nutricional a indivíduos e coletividades (sadios e enfermos), realizando a prescrição, planejamento e avaliação de dietas. Já atuou na Clínica de Estética Onodera; na Clínica Dermatológica Drª Marcia Salhani; na Clínica Drª Michele Haikal, em consultoria e assessoria para empresas no ramo de alimentação e gerenciando restaurantes comerciais.

Médica alerta: não adote a dieta fodmap sem acompanhamento profissional

Entrevistei novamente a gastroenterologista do Fleury Medicina e Saúde, Cristine Lengler, sobre a SII (síndrome do intestino irritável). Desta vez, conversamos sobre como as mulheres parecem ser as mais afetadas pelo problema. A médica também citou alguns medicamentos que podem ajudar quem tem a síndrome, mas que ainda não chegaram ao Brasil. Confira:

Pergunta: Parece que as mulheres são as mais atingidas pela SII. Por quê?

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Resposta: Realmente, a síndrome é mais frequente em mulheres. Sabemos que os hormônios femininos têm uma ação sobre a motilidade ou contração do intestino em mulheres, tanto nas mulheres com síndrome do intestino irritável quanto nas saudáveis. Eles modulam tanto a contração quanto a sensação de dor. Esses hormônios também podem modular a suscetibilidade ao estresse, que é um fator importante na ocorrência tanto da síndrome quanto dos sintomas. Até o momento não podemos dizer que os hormônios femininos são causa da síndrome, mas podem ter um papel no aparecimento dos sintomas e na sua intensidade.

Pergunta: No caso das mulheres, estes problemas podem estar ligados a outros, como a endometriose ou a piora dos sintomas durante o período menstrual?

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Resposta: Exatamente. Tanto na endometriose quanto no período menstrual, a quantidade desses hormônios circulando no corpo da mulher são modificados e, portanto, poderiam ser causa de piora ou de aparecimento de sintomas.

Pergunta: Poderia falar novamente sobre a dieta de baixa fodmap e se ela realmente é importante?

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Resposta: Fodmap é o conjunto de alimentos fermentáveis que são mal-absorvidos pelo nosso organismo e que podem causar desconforto intestinal. Esses alimentos fermentáveis são os carboidratos não digeridos pelo trato digestivo humano. Por não serem digeridos, em algumas pessoas, podem levar a uma maior formação de gases, consequente à fermentação pela flora intestinal e, consequentemente, desencadear sintomas como dor e distensão abdominal.

Quando a pessoa tem síndrome do intestino irritável, com pouca resposta à terapêutica habitual, a realização de uma dieta com baixo teor de fodmap pode auxiliar no controle dos sintomas. A ideia é identificarmos os alimentos desencadeadores de sintomas. Não é o objetivo manter a restrição de todo este grupo de alimentos para sempre. O ideal é que, após a pessoa se sentir melhor, vá reintroduzindo os alimentos gradativamente até identificar os específicos, de modo que, posteriormente, sejam evitados apenas os alimentos desencadeadores e que a dieta não fique muito restrita por muito tempo.

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Pinterest

Manutenção de dieta com pouco fodmap por longo prazo pode levar a várias deficiências nutricionais. Não é recomendada a adoção deste tipo de dieta sem acompanhamento profissional.

Pergunta: Há alguma novidade nessa área, como novos exames, tratamentos, medicamentos? Aqui e lá fora.

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Resposta: Existem, sim, alguns medicamentos, mas que não estão disponíveis no Brasil, como eluxadolina, rifaximina, lubirpostona, plecanatide e linaclotide. A microbiota tem um papel na síndrome do intestino irritável, mas ainda não sabemos qual a combinação de agentes probióticos e em qual dosagem deveriam ser utilizados para obtermos benefício e alívio completo dos sintomas. Apesar de poucos trabalhos sugerirem que alguns pacientes possam ter um certo alívio dos sintomas quando comparados com placebo, ainda não há evidência científica para se recomendar o tratamento da síndrome do intestino irritável com o uso de probióticos.

Pergunta: O que uma pessoa com SII deve fazer para ter uma melhor qualidade de vida? E o que evitar.

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Foto: Pinterest

Resposta: A pessoa com diagnóstico de síndrome do intestino irritável deve exercitar-se regularmente e dormir bem. Alguns trabalhos sugerem que a prática regular de meditação e a psicoterapia também podem auxiliar no controle dos sintomas.

Pergunta: E em relação à alimentação?

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Resposta: Recomenda-se consumo adequado de líquidos (em torno de 6 a 8 copos de água por dia), dieta rica em alimentos com fibras digeríveis. Conforme o sintoma principal, o médico poderá restringir alguns alimentos. No caso de pessoas com distensão abdominal e excesso de gases, pede-se para diminuir o consumo de alimentos como bebidas gaseificadas, bebida alcoólica, cafeína e alguns vegetais como brócolis, couve-flor e repolho.

Quando, além da dor, o sintoma for constipação, aumenta-se o conteúdo e fibras da dieta. Alguns pacientes com diarreia podem se beneficiar da diminuição de glúten da dieta. Em alguns casos recomenda-se a realização de dieta com baixo teor de fodmap. E, repetindo, a restrição alimentar deve ser feita sobre supervisão para que não leve a deficiências nutricionais.

Cristine Lengler é Formada pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, Especialista em Gastroenterologia Clínica pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, atua como médica gastroenterologista do Fleury Medicina e Saúde. É membro fundador do Grupo de Estudos da Doença Inflamatória Intestinal do Brasil (GEDIIB)

“O principal componente da SII é a alteração do eixo cérebro-intestino”

Cristine Lengler, gastroenterologista do Fleury Medicina e Saúde, nesta entrevista, explica que a síndrome do intestino irritável é uma doença funcional em que o principal componente é a alteração do eixo cérebro-intestino. Sim, muitos podem achar que os alimentos são os vilões, mas, na verdade, é o cérebro o principal ator neste drama.

Cristine afirma que muitos pacientes chegam ao consultório após uma via crucis de atendimentos anteriores. E que algo muito comum, e preocupante, é que muitos desistem do tratamento, pois querem resultados rápidos. Ela avisa que é preciso ter paciência, pois não existem curas milagrosas, muito menos imediatas.

Confira abaixo a entrevista exclusiva:

Pergunta-Como define a síndrome do intestino irritável – SII?

Resposta-A síndrome do intestino irritável acomete o intestino e é uma condição comum na população mundial, sendo parte do grupo de distúrbios funcionais associados a alterações do eixo cérebro-intestino. É definida pela presença de dor abdominal associada à alteração do hábito intestinal (diarreia, constipação ou ambos). Na ausência de doença orgânica associada.

P-A SII parece ser algo difícil de diagnosticar, concorda? Por quê?

R-O diagnóstico da síndrome não é difícil, mas requer a exclusão de algumas situações que podem causar sintomas semelhantes, uma vez que não temos um exame específico que a diagnostique. Uma vez excluídas causas orgânicas importantes, na ausência de alterações laboratoriais e com quadro clínico compatível, faz-se o diagnóstico da síndrome. Se uma pessoa tem diarreia com frequência, a motilidade está alterada e um teste que confirme isso não me dará um diagnóstico. É preciso fazer alguns exames, como a colonoscopia ou calprotectina fecal, por exemplo. Porém é preciso analisar caso a caso, depende do sintoma, da história e do exame físico individual.

P-Há uma impressão que o número de pessoas com a SII e/ou com a Intolerância à Lactose está aumentando. É fato ou impressão mesmo? Tem algum número atual?

R-Os trabalhos mostram que a prevalência da doença tem sido estável. Os sintomas de síndrome do intestino irritável acometem aproximadamente 10% a 15% da população mundial.

P-Sempre ouvimos que humanos são os únicos mamíferos que continuam a tomar leite depois de crescerem. Leite não seria natural ou necessário fora da fase da amamentação?

R-Isso não procede. O leite e seus derivados são a principal fonte de cálcio na infância e também são importantes fontes de cálcio na idade adulta. Apenas intolerantes à lactose e portadores de algumas condições gastroenterológicas específicas não devem consumir leite e derivados.

P-Pessoas com a SII comentam que os profissionais não as levam a sério nas consultas. Há uma falta de conhecimento sobre o problema?

R-Como médica gastroenterologista, vejo muitos pacientes com síndrome do intestino irritável no meu dia a dia. Pessoalmente, não posso dizer que seja uma realidade de mau atendimento médico, no sentido de menosprezar a queixa do paciente, mas acho que muitos pacientes podem assim interpretar ao ouvirem do médico que se trata “apenas” da síndrome do intestino irritável, quando, na verdade, estão tentando tranquilizar o paciente no sentido de que não é uma condição grave que possa colocar a vida em risco.

Para atendermos bem um paciente com síndrome do intestino irritável é necessário um tempo maior de consulta, o que muitas vezes não é possível. Além disso, há a necessidade de entendermos melhor a realidade do paciente e contextualizar os sintomas. Os aspectos emocionais são realmente muito importantes. Para isso é necessário que se estabeleça uma boa relação médico-paciente. E o paciente também precisa entender que muitas vezes leva-se certo tempo até conseguir melhorar os sintomas, não é incomum precisarmos de mais de uma tentativa medicamentosa, além da abordagem dos aspectos emocionais.

P-O lado emocional pesa, mas a alimentação parece ser o gatilho mais importante. Ou não?

R-Não, a alimentação não é o gatilho mais importante. O alimento dispara o sintoma, mas não causa o problema. A SII é uma doença funcional em que o principal componente é a alteração do eixo cérebro-intestino. O fator essencial na síndrome são as alterações de motilidade e de hipersensibilidade visceral mediados pelo sistema nervoso central. Pessoas com SII têm o intestino com uma sensibilidade maior. Por exemplo, uma quantidade de gases que para uma pessoa sem o problema seria normal, para quem tem a síndrome dá a sensação de estufamento.

Ou seja, o paciente tem uma sensibilidade exacerbada, o que chamamos de hipersensibilidade visceral. Nessas pessoas, a movimentação do intestino fica alterada, seguindo o comando que vem do cérebro. O cérebro de quem tem SII, quando associado a fatores estressores, dá uma resposta alterada, liberando substâncias que, no intestino, vão provocar hipersensibilidade e sensação de motilidade. E essas alterações realimentam o cérebro com estímulos, aumentando a sensação de dor. Ou seja, é um caminho de duas vias.

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P-Algumas pessoas não concordam quando se fala que o mais importante é o lado emocional, dizendo que não têm problemas.

R-Muitas vezes não há um diagnóstico psiquiátrico. Pessoas com SII têm respostas exacerbadas ao estresse, como falei antes. Não é porque uma pessoa é mega-ansiosa, megaestressada que vai passar mal. O cérebro de quem tem SII dá respostas inadequadas a qualquer coisa, não precisa ser um evento importante, como uma discussão com o chefe, basta que o cérebro libere substâncias que disparem estímulos nervosos. Isso é inconsciente, a pessoa não percebe.

P-Dizem que não morremos por causa da SII, mas morreremos com ela. Não há mesmo cura?

R-Não existe cura. A pessoa com síndrome do intestino irritável, ao longo da vida, costuma ter períodos sem sintomas alternados com períodos mais sintomáticos. Mas a síndrome é tratável.

P-Há estudos novos que trazem alguma esperança em tratamento ou descoberta mais rápida do problema? Novos exames?

R-Não, por enquanto.

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P-Quais as dicas para se viver com a SII e IL da melhor forma possível?

R-Inicialmente, procurar atendimento médico logo e não deixar de comunicar seu médico quando ocorrerem intensificação dos sintomas. O tratamento da síndrome do intestino irritável tem dois focos: alívio dos sintomas com medicação e alimentação adequada; e modificação da resposta ao estresse. A parte emocional é muito importante. Abordagens que modifiquem a resposta ao estresse ajudam muito, como psicoterapia, exercícios de relaxamento, atividade física regular e mindfullness. No caso desta última, não foi que um pessoal “paz e amor” que falou que funciona, há trabalhos científicos demostrando bons resultados.

A dieta pode auxiliar e é orientada conforme os sintomas (se diarreia, se constipação, se distensão). Se houver constipação, o consumo de mais líquidos e de alimentos ricos em fibras auxiliam; quando predomina distensão, orientamos uma dieta com alimentos pouco fermentativos. Em geral, a orientação alimentar depende dos sintomas apresentados. Quando essas medidas não são suficientes pode-se optar por adotar uma dieta com restrição de FODMAPs.

FODMAP é o conjunto de alimentos fermentáveis que são mal absorvidos pelo nosso organismo e que podem causar desconforto intestinal. Eles são classificados como oligossacarídeos, dissacarídeos, monossacarídeos e polióis. Os alimentos fermentáveis referidos são os carboidratos não digeridos pelo trato digestivo humano. Assim, esta alta osmolaridade e a formação de gases pela microbiota intestinal acabam por desencadear os referidos sintomas.

Quando adotamos uma dieta com baixo teor de FODMAPS a ideia é identificarmos os alimentos desencadeadores de sintomas. Não é o objetivo manter a restrição de todo o grupo para sempre. O ideal é que, após a pessoa se sentir melhor, vá reintroduzindo os alimentos gradativamente até identificar os específicos de modo que, posteriormente, sejam evitados apenas os alimentos desencadeadores, e que a dieta não fique muito restrita por muito tempo. Manutenção de dieta com pouco FODMAPs por longo prazo pode levar a várias deficiências nutricionais. Não é recomendada a adoção desse tipo de dieta sem acompanhamento profissional.

TIPOS DE FODMAP   ONDE ENCONTRAR?*
Monossacarídeos (frutose) Xarope de milho, mel, néctar de agave, maçã, pera, manga, aspargos, cereja, melancia, sucos de fruta, ervilha.
Dissacarídeos (lactose) Leite de vaca, leite de cabra, leite de ovelha, sorvete, iogurte, nata, creme, queijo ricota e cottage.
Oligossacarídeos (fructans) Cebola, alho, alho-poró, trigo, cuscuz, farinha, massa, centeio, caqui, melancia, chicória, dente-de-leão, alcachofra, beterraba, aspargos, cenoura vermelha, quiabo, chicória com folhas vermelhas, couve
Oligossacarídeos (GOS Lentilhas que não foram enlatadas, grãos de bico que não foram enlatados, grãos enlatados, feijão, ervilha, grãos integrais de soja.
Polióis Xilitol, manitol, sorbitol, glicerina, maçã, damasco, pêssego, nectarina, pera, ameixa, cereja, abacate, amora, lichia, couve-flor, cogumelos.

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P-Como substituir os alimentos que na teoria fazem mal?

R-A substituição vai depender de qual alimento será retirado da dieta, portanto isso é analisado caso a caso.

P-Li que alguns profissionais recomendam a criação de um diário com a lista do que se comeu.

R-Fazemos isso quando a pessoa está em tratamento, mas não melhora. Tentamos identificar alimentos que fazem mal para ela. Ou seja, é caso a caso, não há uma fórmula que vale para todos. É individual, conforme sintomas e evolução. Como falei antes, a alimentação faz parte do tratamento. Há casos nos quais conseguimos identificar um alimento e o tirarmos, mas varia de um paciente para outro.

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P-Quais dicas são importantes para quem tem SII?

R-A primeira coisa é ter cuidado com blogs que trazem informações erradas. Dão fórmula disso, receitas daquilo, chás que curam… As pessoas querem algo milagroso, e isso não existe! Outro problema muito comum, a pessoa não tem paciência de persistir no tratamento. Ela chega no meu consultório, por exemplo, depois de passar com vários médicos antes e já quer resultado. Não há um remédio superbom para a SII. Prescrevemos um medicamento e não dá certo, voltamos ao zero. Às vezes, na terceira ou quarta tentativa funciona, mas o paciente não tem paciência e isso acaba atrapalhando um pouco.

A vida agitada, como, por exemplo, a que levamos aqui em são Paulo, não ajuda. É uma cidade complicada, muito trabalho, muito trânsito, muitos problemas e a SII é uma doença na qual o estresse piora muito os sintomas. Por isso, técnicas de relaxamento e mindfulness ajudam muito. E, claro, procurar ajuda médica. Isso porque os sintomas da síndrome podem esconder inúmeras doenças, até graves, e a pessoa pode achar que não é nada. Ou o contrário, ela achar que tem algum problema de saúde sério e é mesmo a SII.

Cristine Lengler é Formada pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, Especialista em Gastroenterologia Clínica pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, atua como médica gastroenterologista do Fleury Medicina e Saúde. É membro fundador do Grupo de Estudos da Doença Inflamatória Intestinal do Brasil (GEDIIB)

*Tabela cedida pela médica

 

 

 

 

 

Bolo Fodmap de Cenoura para pessoas com restrições alimentares

Uma pergunta comum quando se segue a dieta do Fodmap é em torno do uso de farinha de trigo espelta, também conhecida como trigo selvagem ou trigo ancestral. Recentemente, a Monash University publicou um artigo sobre esta farinha e a tolerância para aqueles que seguem a dieta do Fodmap.

A análise concluiu que, enquanto a farinha de trigo espelta tende a ser menor em Fodmaps do que a farinha de trigo tradicional, ela ainda tem um conteúdo Fodmap maior do que as farinhas sem glúten. Com isso em mente, é importante que você conheça sua própria tolerância a determinados ingredientes e, se decidir consumir este tipo de farinha, certifique-se de limitar sua ingestão.

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A seguir uma receita que leva este ingrediente:

Bolo Fodmap de Cenoura

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Ingredientes

1 xícara de chá de farinha de trigo espelta comum (trigo selvagem ou trigo ancestral)
3/4 xícara de açúcar demerara
125g de nozes trituradas (você sempre pode picar nozes inteiras)
1 1/2 xícaras de chá de cenoura ralada
1 colher de chá de bicarbonato de sódio
1 colher de chá de canela
175g de óleo de coco
2 ovos

Modo de fazer

1. Pré-aqueça o forno a 180 °C e forre uma fôrma redonda com papel manteiga.
2. Em uma tigela grande, misture todos os ingredientes secos com a cenoura ralada. Dê uma rápida mexida para que a cenoura se misture, isso ajuda um pouco quando você adiciona ingredientes úmidos.
3. Se o seu óleo de coco tiver solidificado, aqueça-o suavemente para devolvê-lo ao estado líquido e adicione-o aos seus ingredientes secos juntamente com os ovos. Misture bem todos os ingredientes para combinar.
4. Despeje a mistura em sua fôrma pré-preparada e asse por cerca de 45 minutos, ou até que um palito saia limpo. Retire do forno, uma vez cozido, e deixe descansar por 5 minutos antes de virar e desenformá-lo.

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Fonte: Fructose & Friendly

Ensaio clínico demonstra sucesso de dieta low FODMAP

Uma mudança na dieta pode melhorar a vida daqueles diagnosticados com um distúrbio intestinal comum, mas de difícil tratamento. Esse é o resultado de uma pesquisa do Sistema de Saúde da Universidade de Michigan, apresentada na Digestive Disease Week, que estudou pela primeira vez nos Estados Unidos o resultado de seguir uma dieta cuidadosamente controlada para melhorar os sintomas e a qualidade de vida das pessoas com a síndrome do intestino irritável.

“Este é o único ensaio clínico metodicamente rigoroso para mostrar que a terapia baseada na dieta pode não apenas melhorar os sintomas, mas também a qualidade de vida em pacientes com SII”, diz a professora-assistente e gastroenterologista da UM Shanti Eswaran, que pesquisa o papel da dieta e alimentos em doenças intestinais funcionais, como a SII.

A síndrome do intestino irritável pode ser altamente debilitante, se não virtualmente paralisante, e afetar o trabalho, o sono e as relações pessoais e familiares. A maioria dos tratamentos depende inicialmente de medicamentos que são frequentemente caros, geralmente ineficazes e causam efeitos colaterais indesejáveis. E, infelizmente, não há cura.

Muitos profissionais e pacientes recorreram à dieta como um possível tratamento, mas muitas das recomendações dietéticas não foram apoiadas por ensaios clínicos. Esse estudo, o maior do tipo, mediu o grau de alívio do FODMAP baixo, uma dieta frequentemente recomendada, que significa “oligossacarídeos, dissacáridos, monossacarídeos e polióis fermentáveis”.

Esta dieta exclui muitos compostos encontrados no trigo, certas frutas e legumes, alho, cebola e substitutos de açúcar.

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Durante um processo de seis semanas, nutricionistas registradas educaram e monitoraram o progresso de mais de 90 pacientes com SII. Cerca de metade seguiu uma dieta low FODMAP, e metade foi um grupo de controle que usou um regime de senso comum, reduzindo as grandes refeições, compulsões e irritantes conhecidos, como cafeína e álcool.

Os resultados foram impressionantes: mais de 50% dos pacientes com a dieta low FODMAP tiveram melhora importante da dor abdominal, em comparação com 20% do grupo controle. Houve também mais melhora de outros sintomas incômodos em comparação com o grupo controle: inchaço, diarreia e urgência das fezes.

Eswaran colaborou com William Chey, professor de medicina interna, Quênia Jackson, Sivaram G. Pillai, Samuel W. Chey e Theresa Han-Markey, da Universidade de Michigan, no resumo do estudo publicado na Gastroenterology.

Em quatro semanas, a proporção de pacientes com uma melhora significativa na qualidade de vida foi significativamente maior no grupo low FODMAP comparada ao grupo controle – 61% X 27%.

Embora os resultados sejam altamente encorajadores para os portadores de SII, existem algumas ressalvas importantes, diz Eswaran. Devido às muitas incógnitas sobre as causas químicas e os fatores desencadeantes da SII, a lista de alimentos “ruins” é exaustiva e elusiva, e a ajuda de um nutricionista é altamente recomendada.

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“A low FODMAP não é um tratamento novo, mas agora estamos convencidos de que realmente funciona”, diz ela. “Nosso próximo passo será determinar com mais precisão a química subjacente de como e por que certos alimentos podem produzir resultados dramaticamente diferentes para pessoas diferentes. Enquanto isso, recomendamos que os pacientes com SII conversem com seu médico e um nutricionista para navegar melhor pela dieta e assumir o controle de seus sintomas da SII”.

Eswaran recebeu financiamento para conduzir a pesquisa do Centro Nutricional e de Obesidade da Universidade do Michigan e da Prometheus Diagnostics.

Fonte: MedicalNewsToday

Para conhecer a dieta low FODMAP clique aqui.

Cinco sinais que uma dieta de baixo Fodmap pode ser boa para você

Você tem problemas digestivos? Você tem medo de voar, sair para jantar ou até mesmo fazer sexo, porque você não sabe quando esse momento de “necessidade de banheiro imediata” vai chegar.

Quando dores de barriga, gases, inchaço, constipação ou diarreia são um problema frequente, é hora de procurar o médico para procurar a causa subjacente. Muitas vezes, esses sintomas são indicadores da Síndrome do Intestino Irritável (SII). De acordo com o American College of Gastroenterology, a SII é um dos distúrbios gastrointestinais mais comuns, afetando cerca de 20% da população. É tão comum que é responsável por 40% de todas as consultas com gastroenterologistas.

A boa notícia é que a pesquisa sugere que as pessoas com a síndrome podem reduzir ou, em alguns casos, eliminar seus sintomas digestivos seguindo uma dieta com baixo teor de Fodmap.

Fodmaps são carboidratos que podem ser mais difíceis de digerir para alguns indivíduos com os chamados “distúrbios gastrointestinais funcionais”, como a SII. Fodmaps significa fermentáveis, oligossacarídeos, dissacarídeos, monossacarídeos e polióis fermentáveis. Alguns alimentos ricos em Fodmap incluem trigo, cebola, alho, legumes, leite, mel, maçãs, frutas secas, alguns substitutos do açúcar e fibras adicionadas.

Enquanto todos experimentam os sintomas da SII de forma diferente, aqui estão 5 sinais de que uma dieta baixa Fodmap pode ser o ideal para você*:

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1. Você se tornou um detetive de banheiro. Não importa onde você esteja, sua primeira preocupação é descobrir onde fica o banheiro mais próximo. Você pode realmente planejar suas atividades ao ar livre – caminhadas ou corridas – em torno de onde você sabe que há um banheiro.

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2. Você parece grávida de cinco meses depois de uma refeição. Algumas pessoas que sofrem da SII experimentam grande inchaço e distensão depois de comer. Você pode sentir que passou do “tamanho normal” para o tamanho de cinco meses de gestação.

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3. Você está na zona de exclusão aérea. Os sintomas da SII podem causar tanta agitação que você evita viajar porque se sente mais seguro perto de casa, perto do seu próprio banheiro. E se você precisar voar, escolhe seu lugar com base na proximidade do banheiro.

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4. Você pula o sexo! Seus sintomas de SII podem ser tão graves ou embaraçosos que você evita o sexo por medo de soltar gases ou precisar correr para o banheiro quando as coisas começam a acontecer no quarto.

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5. Alimentação  “saudável” não parece ajudar. Você já tentou comer mais frutas e verduras, sem glúten e acrescentando mais fibras à sua dieta, mas ainda tem sintomas. Isso pode ocorrer porque muitos alimentos saudáveis – incluindo certas frutas e vegetais – contêm Fodmaps.

Ao eliminar alimentos ricos em Fodmap de sua dieta, você pode reduzir alguns ou mesmo todos os seus sintomas desagradáveis. Como há muitos alimentos ricos em Fodmap é necessário um compromisso, e não há espaço para fazer tapeação nessa dieta. No entanto, isso é apenas para a fase de eliminação que normalmente dura de duas a seis semanas.

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Depois disso, você pode reintroduzir gradualmente os alimentos ricos em Fodmap em sua dieta, mantendo apenas os que não causam sintomas. Embora isso possa parecer difícil, agora existem algumas marcas de alimentos e outras que criaram refeições e / ou lanches para ajudar a manter um plano de baixo Fodmap muito mais fácil.

* Converse com seu médico antes de iniciar uma nova dieta

Fonte: Katherine Brooking – WebMD

Para saber mais sobre a dieta Fodmap clique aqui.


Salvar

Complicações da Síndrome do Intestino Irritável: o que pode ocorrer?

Síndrome do intestino irritável (SII) afeta até 45 milhões de pessoas só nos Estados Unidos. Mas os médicos não sabem muito sobre o que causa esse distúrbio intestinal. Encontrar um tratamento que funcione pode demorar, e outros problemas de saúde podem surgir nesse meio tempo.

Nenhuma das complicações são potencialmente fatais. SII não leva ao câncer ou a outras condições mais graves relacionadas ao intestino. Aqui estão alguns dos problemas de saúde que pode causar:

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Foto: Trestletech

Desidratação: se você tem diarreia grave com frequência, seu corpo pode perder muita água e sal. Isso pode deixar você desidratado. Você pode impedir que isso aconteça bebendo muita água. Seu médico pode recomendar suco de frutas e bebidas esportivas (isotônicas) também.

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Intestino impactado: se você está constipado por um longo tempo, as fezes podem ficar bloqueadas no cólon. Às vezes pode ficar tão difícil que você não conseguirá “empurrá-las” para fora. Isso é conhecido como uma impactação fecal. Pode doer e causar dor de cabeça, náusea e vômito. ocorre com mais frequência em adultos mais velhos. Consulte o seu médico imediatamente se você tiver sinais de que isso pode estar acontecendo.

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Intolerância alimentar: certos alimentos podem piorar os sintomas da SII. O que eles provocam pode ser diferente para cada um. Mas algumas pessoas se sentem melhor quando cortam trigo, laticínios, café, ovos, fermento, batatas e frutas cítricas. E gorduras e açúcares podem piorar a diarreia. Seu médico pode sugerir que você tente uma dieta Fodmap para cortar alguns carboidratos que são difíceis de digerir.

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Desnutrição: cortar alguns tipos de alimentos pode aliviar os sintomas da SII. Mas seu corpo pode não obter todos os nutrientes de que precisa. Um nutricionista pode ajudá-lo a encontrar uma dieta que funcione para você.

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Foto: Derneuemann/Pixabay

Hemorroidas: vasos sanguíneos inchados ao redor de seu ânus, a abertura onde as fezes saem, podem machucar e sangrar. Fezes muito duras ou muito soltas podem piorar a situação. Se os vasos inchados estão dentro do seu ânus, eles podem sair o suficiente para ficar para fora. Você pode muitas vezes tratar hemorroidas em casa com um creme sem receita. Você também pode tentar sentar em um bloco de gelo frio. E certifique-se de manter a área limpa.

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Problemas na bexiga: algumas pessoas com SII acordam durante a noite porque precisam fazer xixi. Você também pode ter uma necessidade urgente de ir durante o dia. Além disso, você pode sentir que não consegue esvaziar completamente a bexiga. Mas não reduza os fluidos. Isso pode piorar os problemas da bexiga.

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Foto: Luciana Ferraz/Pixabay

Complicações na gravidez: alterações hormonais e a pressão física que um bebê põe na parede do intestino podem causar problemas digestivos. Muitas mulheres também optam por interromper os medicamentos para a SII que estão tomando. Isso pode ser melhor para o bebê, mas pode tornar as mães mais propensas a ter azia e indigestão.

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Qualidade de vida: os surtos podem acontecer sem aviso prévio. Além disso, você pode ter diarreia por um tempo e, em seguida,ficar constipado. Não ser capaz de prever como você se sentirá pode dificultar a sua vida diária. Você provavelmente também precisa consultar seu médico com frequência e, provavelmente, perderá mais dias de trabalho do que outras pessoas. Pode ser mais difícil se concentrar quando você está no seu trabalho. O controle do estresse, por exemplo, por meio de exercícios ou meditação, pode ajudar.

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Depressão e ansiedade: é comum as pessoas que têm SII sentirem que estão perdendo o controle sobre suas vidas. Se os seus sintomas são ruins, você pode se encontrar sempre tentando mapear o banheiro mais próximo. Porque há uma ligação entre cérebro e intestino, esse tipo de estresse pode piorar o quadro. A dor e os sintomas desajeitados com os quais você está lidando podem afetar seu humor. Pode ajudar falar com um superior sobre o que está acontecendo com você.

Referência Médica WebMD, texto analisado por Minesh Khatri, em 23 de maio de 2017

Como lidar com a síndrome do intestino irritável

Viver com a síndrome do intestino irritável pode ser desafiador, doloroso e embaraçoso, e isso pode afetar sua qualidade de vida. Nós compilamos algumas maneiras de lidar com a condição que pode ajudar a tirar vantagem dos sintomas desagradáveis que experimenta.

A síndrome do intestino irritável (SII) é uma desordem gastrointestinal comum que afeta mais de 10% dos adultos nos Estados Unidos, sendo que apenas 5% a 7% recebem diagnóstico. A condição é duas vezes mais provável de ocorrer em mulheres do que em homens, e geralmente afeta pessoas com 45 anos ou menos.

SII causa desconforto abdominal, gases e alterações nos padrões dos movimentos intestinais, bem como diarreia ou constipação. A causa é ainda desconhecida, o que dificulta o desenvolvimento de tratamentos efetivos. No entanto, parece haver gatilhos comuns, como certos alimentos, estresse e alterações hormonais, embora possam variar de pessoa para pessoa.

Descobrir o que desencadeia e facilita o surgimento da SII pode ajudar a gerenciar a condição e recuperar o controle de sua vida. Aqui estão cinco passos que você pode tomar para evitar gatilhos, prevenir crises de sintomas e lidar com a síndrome.

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1. Altere sua dieta

Fazer mudanças simples na dieta geralmente pode proporcionar alívio dos sintomas da SII. Não há dieta específica e o que funciona para uma pessoa pode não funcionar para outra. As mudanças relacionadas à dieta que funcionarão melhor para você dependerão de seus sintomas e sua reação a determinados alimentos.
Manter um diário alimentar pode ajudá-lo a identificar os alimentos que melhoram ou exacerbam seus sintomas. Acompanhe os alimentos que você come, os sintomas que você tem e quando eles ocorrem.

De acordo com o Instituto Nacional de Diabetes e Doenças Digestivas e Renais dos EUA, alimentos e bebidas que têm demonstrado que pioram os sintomas do SII incluem:

-alimentos ricos em gordura
-alguns produtos lácteos
-bebidas alcoólicas
-cafeína
-bebidas com muito adoçante artificial
-feijão, repolho e outros alimentos que causam gás

A Fundação Internacional para Distúrbios Gastrointestinais Funcionais, também dos EUA, destaca fibra insolúvel, chocolate e nozes como alimentos que podem causar problemas.

Fibra

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Pixabay

Aumentar a ingestão de fibras pode ajudar a melhorar os sintomas de constipação causados pela SII. Os alimentos que contêm fibras incluem frutas, vegetais e grãos inteiros. Recomenda-se que os adultos consumam de 22 a 34 gramas de fibra por dia. 
Ao adicionar mais fibras à sua dieta, aumente lentamente a quantidade em 2 a 3 gramas por dia. Adicionar fibra demais à sua dieta de uma só vez pode causar gases e inchaço, e fazer você sentir ainda mais desconforto abdominal.

Dieta low FODMAP

legumes

Se você sentir inchaço, uma dieta com “oligossacarídeos, dissacáridos, monossacarídeos e polióis fermentáveis”, FODMAP, pode ser efetiva. Esses são todos os tipos de carboidratos que são mal-absorvidos no intestino delgado. Existem cinco grupos de FODMAPs:

-frutanos, incluindo trigo, centeio, cebola, brócolis e alho;
-galacto-oligossacarídeos, incluindo grão-de-bico, lentilhas, produtos de soja e feijão;
-lactose, incluindo leite de vaca, sorvete, iogurte e queijo cottage;
-excesso de frutose, incluindo maçãs, mangas, peras, melancia e mel;
-polióis, incluindo nectarinas, pêssegos, ameixas, couve-flor e cogumelos.

Pesquisadores sugerem que os FODMAPs aumentam a água no intestino delgado, o que pode contribuir para as fezes soltas e diarreia na SII. Além disso, os FODMAPs passam para o intestino grosso, onde bilhões de bactérias fermentam, resultando em gases e inchaço. Reduzir a ingestão de FODMAP pode melhorar esses sintomas.

Algumas pessoas têm sintomas desencadeados por um ou dois FODMAPs, enquanto outros têm um problema com os cinco. Os alimentos só devem ser restritos se eles contribuem para os sintomas da síndrome. Procurar orientação de um nutricionista pode ajudá-lo a eliminar alimentos altos em FODMAP e depois reintroduzi-los lentamente para encontrar um nível de tolerância adequado.

2. Aumentar a atividade física

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Aumentar seu nível de exercício pode proporcionar algum alívio da SII. O exercício ajuda a estimular as contrações normais dos intestinos e reduzir o estresse, o que alivia alguns sintomas da síndrome.
A pesquisa mostrou que fazer de 20 a 30 minutos de exercício moderado a vigoroso entre três e cinco vezes por semana melhorou significativamente a dor abdominal, problemas de fezes e qualidade de vida em comparação com um grupo controle. Além disso, ser fisicamente ativo evitou que os sintomas da SII piorassem.

Se você não se exercitou por um tempo, é melhor voltar ou aumentar a frequência e a duração da atividade física lentamente. O objetivo é atingir 30 minutos de exercício cinco vezes por semana – conforme recomendado pela American Heart Association (AHA).
3. Reduza o estresse
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Estressores físicos ou psicológicos, como uma infecção intestinal ou uma alteração no seu trabalho, podem causar perturbações nas interações complexas entre o cérebro e o sistema digestivo e, portanto, exacerbar os sintomas.
Você pode experimentar o alívio dos sintoma e melhora no bem-estar incorporando técnicas de relaxamento em sua rotina. Se você tem cinco minutos ou uma hora a cada dia, exercícios de relaxamento regulares irão ajudá-lo a controlar seus sintomas.

O uso de técnicas de relaxamento profundo, como respiração abdominal, relaxamento muscular progressivo e visualização, estão associados a muitos benefícios para a saúde, incluindo:

-redução da ansiedade
-memória e concentração melhoradas
-aumento da produtividade e níveis de energia
-sono melhorado
-diminuição da fadiga
-tensão muscular reduzida

Praticar técnicas de relaxamento irá ajudá-lo a tomar medidas positivas para abordar seus sintomas e prepará-lo para lidar com qualquer estresse adicional que apareça em seu caminho no futuro.

A meditação, a obtenção de aconselhamento e apoio, a prática de exercício regularmente e ter dormir bem também podem ajudá-lo a gerenciar seus níveis de estresse.

4. Medicamentos

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Não está claro o que causa a síndrome do intestino irritável, de modo que os tratamentos visam aliviar os sintomas para permitir que você viva tão normalmente quanto possível. Se seus sintomas não são aliviados por mudanças em sua dieta, estilo de vida e níveis de estresse, seu médico pode sugerir que você tente medicamentos. Alguns muito receitados são*:

-Suplementos de fibra: Psyllium (Metamucil) ou metilcelulose (Citrucel) podem ajudar a controlar a constipação.
-Os laxantes osmóticos: leite de magnésia ou polietilenoglicol pode ajudar com a constipação.
-Medicamentos antidiarreicos: Loperamida (Imodium) pode reduzir a diarreia da SII.
-Medicamentos antiespasmódicos: Hyoscyamine (Levsin) e diciclomina (Bentyl) podem contribuir para reduzir os espasmos intestinais.
-Medicamentos antidepressivos: baixas doses de antidepressivos tricíclicos e inibidores seletivos da recaptação de serotonina podem ajudar com sintomas de dor ou depressão.
-Antibióticos: Rifaximin (Xifaxan) poderia potencialmente ajudar no tratamento do excesso de crescimento bacteriano do intestino delgado – embora sejam necessária mais pesquisa.
-Cápsulas de óleo de hortelã podem reduzir os sintomas.

Também foram aprovados (nos Estados Unidos) medicamentos que demonstraram ser eficazes no tratamento de múltiplos sintomas da SII. Alguns deles:

-Alosetron (Lotronex), relaxa o cólon e retarda o movimento dos resíduos através do intestino inferior para reduzir a diarreia e a dor abdominal.
-Lubiprostone (Amitiza), aumenta a secreção de fluido no intestino delgado para ajudar as fezes a se moverem mais facilmente.
-Eluxadolina (Viberzi), reduz a dor abdominal e melhora a consistência das fezes.
-Linaclotide (Linzess), bloqueia os sinais de dor e aumenta a passagem do conteúdo através do trato gastrointestinal.

Alguns estudos sugerem que os probióticos podem ajudar nos sintomas da síndrome. No entanto, nem todos os probióticos têm o mesmo efeito e seus benefícios atualmente não estão claros.

5. Considere ajuda psicológica

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Os profissionais de saúde usam terapia cognitivo-comportamental (TCC) e terapia psicodinâmica para tratar SII. TCC concentra-se em seus pensamentos e ações, enquanto a terapia psicodinâmica se concentra no efeito que suas emoções têm sobre seus sintomas. Elas envolvem técnicas de gerenciamento de estresse e relaxamento.

Hipnoterapia 


Algumas pesquisas sugeriram que a hipnoterapia melhora a ansiedade relacionada à SII, depressão, sintomas gastrointestinais e qualidade de vida.

Durante a hipnoterapia relacionada ao intestino, um terapeuta usa hipnose para ajudá-lo a aprender a relaxar os músculos do cólon e recuperar o controle de suas respostas fisiológicas.

Mindfulness

Praticar mindfulness pode ajudá-lo a concentrar sua atenção nas sensações que estão ocorrendo no presente, em vez de ficar estressado e se preocupar com o que elas podem significar.

Por meio da atenção plena, você pode desenvolver a consciência de sua mente e corpo e relaxar, o que pode ajudar a reduzir os sintomas da síndrome e aumentar seu bem-estar físico e mental.

Não existe uma abordagem única para lidar com a SII. Porém, ao tentar combinações diferentes de dieta, exercício, gerenciamento de estresse, medicamentos e terapias psicológicas, você estará a caminho de reduzir os desconfortos trazidos pelos sintomas.

*Os medicamentos citados no texto são usados nos EUA, alguns podem não existir no Brasil ou serem conhecidos por outros nomes. ATENÇÃO: só tome remédios indicados por seu médico.

Fonte: MedicalNewsToday