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Quatro alimentos que você não precisa excluir do cardápio para emagrecer

Para alcançar o peso desejado, não é necessário colocar sua saúde em risco com dietas radicais e ineficazes, nem sofrer deixando de comer tudo o que você gosta; a especialista em obesidade e autora do best-seller “Código Secreto do Emagrecimento“, Gladia Bernardi, ensina a emagrecer sem precisar tirar nada do seu cardápio

É normal que, hoje em dia, para perder peso de maneira rápida, as pessoas busquem dietas que tragam respostas imediatas. O grande problema ao qual as pessoas não se atentam é que, essas dietas, em sua maioria, são ineficazes e podem prejudicar a saúde. É um grande risco cortar qualquer tipo de alimento de forma repentina e definitiva, pois a exclusão de alimentos deve acontecer de forma equilibrada para que o emagrecimento ocorra de forma saudável.

A especialista em obesidade e autora do best-seller “Código Secreto do Emagrecimento” (Ed. Gente), Gladia Bernardi, explica que quando as dietas muito restritivas são adotadas, acontece o tão chamado “efeito sanfona”. “Nesses casos, a pessoa engorda e emagrece ciclicamente, ou seja, você consegue emagrecer, mas logo em seguida corre o risco de engordar tudo novamente. Para sair desse efeito, é importante deixar as dietas rígidas de lado e se livrar dos excessos e da compulsão alimentar”, esclarece.

Ainda segundo ela, um dos pontos mais importantes para que se perca peso de forma saudável, é estar bem consigo mesmo e aprender a moldar o nosso cérebro para pensar de forma positiva. “Se, por exemplo, você souber treinar o seu cérebro para pensar com uma mente de magro, em pouco tempo, você não estará só pensando como magro, mas agindo e tendo atitudes de uma pessoa que se encontra no peso ideal”, explica.

No caminho da busca do emagrecimento, a saúde de muitas pessoas é deixada de lado e prejudicada. “Nessas dietas radicais, o corte de alimentos é feito de forma brusca, e é um erro cometido com frequência. Acredita-se que, para emagrecer, é necessário abrir mão de comer muita coisa- o que é mentira. É possível emagrecer sem deixar de comer nenhum alimento, mas deve-se aprender a ter equilíbrio na alimentação, e não viver de excessos”.

Confira alguns alimentos que você não precisa tirar do seu cardápio:

Açúcar

mulher madura comendo chocolate
Por ser bastante calórico, o açúcar é o primeiro item a ser cortado do cardápio de muitas pessoas. Porém, a verdade é que não é necessário deixar totalmente de comer coisas que tenham açúcar para emagrecer, mas é preciso aprender a equilibrar esses alimentos, e não cometer excessos. “O açúcar é um vício inserido na alimentação das pessoas desde criança, pois está presente no leite, doces e até frutas. Por isso, não é necessário ser radical e tirar do cardápio tudo o que tem açúcar, isso faz com que o sofrimento seja ainda maior. Se você comeu um chocolate hoje, não coma amanhã. Coma um por semana, depois uma vez por mês. Dessa forma, você vai trabalhando a sua mente e se acostumando aos poucos em diminuir a quantidade de alimentos com açúcar, mas nunca sendo necessário eliminar de vez”, explica a especialista.

Carboidratos

arroz lavar lavado pixabay
Pixabay

Os carboidratos são encontrados em alimentos como pães, massas e arroz, por exemplo. O excesso de carboidratos leva ao ganho de peso, já que se transformam em açúcar durante a digestão. Mas isso não significa que seja preciso cortá-lo totalmente da alimentação – o necessário é que a quantidade seja controlada. “O arroz é um alimento que tem muitos carboidratos, mas não é preciso parar de comê-lo. Você pode comer arroz em quantidade limitada, e ainda ter uma alimentação equilibrada e um caminho saudável ao emagrecimento”, defende Gladia. Outra dica, segundo a especialista, é limitar ou excluir os carboidratos a partir das 18 horas. “Você não precisa deixar de consumi-los, não ingerir carboidratos no jantar já ajuda na perda de peso. E a pessoa pode consumi-los no café da manhã, almoço ou lanches intermediários, sempre sem cair em exageros, é claro”, pontua.

Café

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Stocksy

Muitas vezes, o café é o “melhor amigo” de quem precisa encarar um dia corrido de trabalho e estudos. Não é necessário cortar o café da sua vida, mas é preciso aprender a equilibrá-lo, visto que o excesso dele pode causar ainda mais ansiedade e nervosismo.
“O café é um item que não precisa ser eliminado, mas é bom reduzi-lo ao máximo. O excesso da cafeína pode atrapalhar a qualidade do sono, o que afeta toda a nossa disposição durante o dia. O consumo ideal de café está entre 3 xícaras por dia, sem ultrapassar cerca de 400 mg de cafeína. Além disso, o ideal é que seja consumido sem adoçar”, explica.

Alimentos industrializados

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Foto: Andre Eautza

Os alimentos industrializados devem ser evitados o máximo possível. Eles carregam um grande número de conservantes e aditivos químicos que prejudicam a saúde. Porém, sabemos que, muitas vezes, a comida congelada é a solução para quem está na correria.
Por isso, é necessário ter consciência de comer esse tipo de alimento somente quando for necessário, e não fazer disso uma rotina. “Alimentos industrializados em grande escala fazem muito mal à saúde, por isso não recomendo de forma alguma. Você pode se alimentar dessas comidas industrializadas sem prejudicar toda a caminhada ao emagrecimento, desde que o consumo seja esporádico e não se torne diário”, explica.

Segundo a especialista, é importante ressaltar que o que se deve ou não comer de nada adianta na questão da obesidade se a mente não estiver alinhada com o objetivo. Precisamos saber qual objetivo queremos alcançar, e o caminho que teremos que percorrer.

mulher comendo salada de frutas botswana youth
Botswanayouth

“A nossa mente pode ser a nossa maior fortaleza ou nossa fraqueza. Precisamos trabalhá-la, treiná-la a entender qual o objetivo, o que queremos e estamos em busca, além de adaptá-la aos novos hábitos alimentares. Em um determinado momento, os hábitos adquiridos já vão estar no piloto automático: você come o que precisa comer, sem pensar que precisa comer. Dessa forma, a sua mente trabalha junto com o seu corpo e você emagrece de forma saudável, sem colocar em risco sua saúde”, finaliza Gladia.

Sobre Gladia Bernardi

Autora do best-seller “Código Secreto do Emagrecimento” (Ed. Gente), Gladia Bernardi é nutricionista funcional, especialista em obesidade e em emagrecimento consciente. Há 18 anos, pesquisa e trabalha em busca da solução para a obesidade, e após mais de 35 cursos em nutrição, medicina integrativa, física quântica, neurociência e programação neurolinguística, criou seu próprio método, o Emagrecimento Consciente. Por meio de técnicas e ferramentas pioneiras, que dispensam dietas restritivas, prescrição de medicamentos ou intervenções cirúrgicas, o método já eliminou 72 mil toneladas em todo o Brasil e em outros 15 países. Idealizadora do programa online de emagrecimento Casa da Mente Magra, que dura 10 semanas e oferece todo o suporte para quem quer perder peso, com videoaulas, exercícios mentais, programas de exercícios físicos, mitos e verdades sobre diversos tipos de alimentos, entre outros bônus e conteúdos exclusivos.

Emoções negativas são vilãs do emagrecimento

Sentimentos ruins servem de gatilho para que cérebro use a alimentação como “refúgio” emocional; para especialista em obesidade Gladia Bernardi, é importante observar quais são “armadilhas” levam ao excesso de peso

Muitas pessoas, quando passam por momentos difíceis, acabam buscando algum tipo de compensação. E, por muitas vezes, a comida acaba ganhando o papel de válvula de escape. Apesar de proporcionar uma satisfação momentânea, a prática não traz benefício algum e sentimentos de fracasso, desânimo, rancor, inveja, tristeza, e até depressão, acabam se tornando verdadeiros inimigos para quem quer emagrecer.

Nossa cérebro aponta, de forma equivocada, que devemos comer uma quantidade exagerada de comida para acabar com determinadas frustrações ou tristezas. Essas atitudes viciam o cérebro e criam um padrão alimentar ruim e desnecessário.

As emoções negativas podem ter o papel de “gatilhos” que disparam reações no nosso cérebro e no nosso corpo e determinam comportamentos que podem nos afastar de nossos objetivos.

“Se nos alimentamos com sentimentos negativos, nossas células também irão receber mensagens ruins. Por isso, quando comemos o chocolate, por exemplo, pensando que vamos engordar, automaticamente o corpo vai entender que aquele alimento ingerido engorda. Uma coisa acaba levando à outra”, comenta Gladia Bernardi, autora do best-seller “Código Secreto do Emagrecimento” (Ed. Gente).

Segundo a especialista, um ponto interessante é observar qual foi ou quais foram os gatilhos emocionais que levaram ao excesso de peso. “Pressão de amigos e familiares? Bullying na época de escola? Exigência do mercado de trabalho? A dificuldade em emagrecer pode ter esta natureza, no passado. Trabalhar a inteligência emocional ajuda a superar tais barreiras e pode fazer a diferença na luta contra a balança”.

mulher comendo sorvete na cama

Gladia ainda aponta que a inteligência emocional é preponderante para manter o foco na reeducação alimentar e reconhecer quais as barreiras emocionais que impedem o emagrecimento saudável. “Uma dica é elaborar uma lista com os hábitos que impedem seu processo de emagrecimento e identificar quais as emoções que despertam sua vontade de comer. Para acabar com a fome emocional é importante buscar novos caminhos para aliviar esses sentimentos sem a comida e encontrar alternativas práticas para acalmar suas angústias”, completa.

Fonte: Gladia Bernardi é autora do best-seller “Código Secreto do Emagrecimento (Ed. Gente), nutricionista funcional, especialista em obesidade e em emagrecimento consciente. Há 18 anos pesquisa e trabalha em busca da solução para a obesidade, e após mais de 35 cursos em nutrição, medicina integrativa, física quântica, neurociência e programação neurolinguística, criou seu próprio método, o Emagrecimento Consciente. 

Cinco mitos e verdades sobre bebidas funcionais

Bebidas funcionais podem ajudar a perder peso, mas não são “milagrosas”; especialista em obesidade Gladia Bernardi lista mitos e verdades sobre a eficácia e os cuidados com essas bebidas – como café “bulletproof”, “golden milk” e os sucos detox – que vêm se tornando populares entre os que querem enxugar a silhueta

Seja entre os mais jovens ou mais velhos, aumenta a cada dia o número de pessoas que procuram seguir um estilo de vida mais saudável. Por outro lado, tem crescido também a procura das pessoas por “fórmulas mágicas” para emagrecer, de preferência o mais rápido possível – e, com isso, as chamadas bebidas funcionais vêm ganhando cada vez mais adeptos.

A promessa é que essas bebidas acelerem o metabolismo e, dessa forma, ajudando a emagrecer. Assim, muitos têm apostado nos drinques funcionais como o “café à prova de balas” – ou “bulletproof coffee”, que é composto por café, manteiga e óleo de coco, e tem como objetivo principal manter a pessoa saciada logo pela manhã, reduzindo a fome e aumentando a queima de gordura.

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Outra bebida que virou “queridinha” é o “golden milk” – mistura de leite vegetal, açafrão, e outras especiarias, além do sucos detox – que, apesar de existir em variadas versões, tem o mesmo objetivo – a eliminação de toxinas que sobrecarregam o organismo.

A especialista em obesidade Gladia Bernardi, autora do best-seller “Código Secreto do Emagrecimento”, explica que é necessário ter bastante cuidado, porque essas bebidas não dão resultado se todos os outros cuidados com sua saúde física e emocional forem deixados de lado.

“Eu vejo muitas pessoas recorrendo somente a esses meios de emagrecimento “rápido” – sejam as bebidas funcionais ou até mesmo as dietas restritivas. É preciso muita atenção porque, além da alimentação, a mente deve estar alinhada a esse propósito. Reprogramar o cérebro é o melhor caminho para o emagrecimento definitivo e sustentável”, defende a especialista.

Abaixo, Gladia lista alguns mitos e verdades sobre as bebidas funcionais:

Não é necessário se preocupar com a quantidade ingerida dessas bebidas

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Mito. Não é raro ver pessoas bebendo drinques funcionais o tempo todo, sem se preocuparem com o que isso pode causar. Mas quando algo é ingerido sem controle algum, o seu corpo acaba tornando-se imune àquilo, ou seja, depois de certo tempo, ele deixa de fazer efeito. Além disso, muitas bebidas funcionais têm um valor calórico alto, o que pode acabar prejudicando ainda mais a saúde de quem as toma se não forem ingeridas com um certo equilíbrio. “Nada que é feito em excesso é positivo, pois, como sempre digo, o que faz o veneno é a dose. Podemos usar alimentos ultraprocessados como um exemplo. Se você come muita ‘besteira’, sua saúde e sua mente irão dar sinais de que aquilo está te fazendo mal. Mesmo que o objetivo dessas bebidas funcionais seja positivo, o resultado será o mesmo. Por isso, deve-se controlar a dosagem das bebidas, e trabalhar o seu objetivo por meio da mente, que sempre será a maior aliada”, diz.

Bebidas funcionais têm mais benefícios do que apenas ajudar a emagrecer

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Verdade. Se as pessoas tiverem cuidado ao ingerir as bebidas funcionais, elas podem alcançar mais benefícios do que apenas emagrecer. Muitos desses drinques, como os sucos detox, são diuréticos, ajudando a eliminar o excesso de sódio do corpo. Além disso, existem outros pontos positivos – como aumento da energia, aceleração do metabolismo e melhoria da digestão. Mas, é claro, isso se não houver um consumo descontrolado da bebida”, alerta Gladia. Segundo a especialista, o “golden milk”, por exemplo, é composto por leite e especiarias e contem compostos digestivos, que funcionam como anti-inflamatórias e antioxidantes naturais. Além disso, também ajudam a controlar a ansiedade. “Apesar do cuidado necessário, as bebidas funcionais não são vilãs, elas têm benefícios. Mas é importante alinhar sempre seus objetivos e desejos, saber o seu próprio limite, e, trabalhar em conjunto tanto o corpo quanto a mente. Dessa forma, os resultados se tornam muito mais fáceis de serem alcançados”, defende Gladia.

Quem ingere bebidas funcionais não precisa se preocupar com a alimentação

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Mito. Apesar dos drinques funcionais serem aliados no emagrecimento, não há como trabalharem sozinhos. Por isso, é necessário que a alimentação não seja deixada de lado. Uma alimentação saudável e regrada é sempre essencial para que o resultado positivo chegue. Principalmente em casos mais difíceis, quando a pessoa é acostumada a comer besteiras e quer adotar um cardápio mais saudável. “Sabemos que, às vezes, é difícil controlar aquela vontade de comer um doce, quando não estamos acostumadas com isso, mesmo depois de um dia estressante. Mas se a pessoa quer alcançar um objetivo, é preciso que trabalhe a mente junto com o corpo, para que comece a entender o que o corpo de fato precisa. Visualizar diariamente o resultado que quer alcançar é uma das formas para ganhar força e passar pela fase inicial, que é a mais difícil, e alcançar o resultado”, explica Gladia.

As bebidas funcionais são saudáveis

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Verdade. Elas são saudáveis, mas é preciso estar atento. Apesar de serem usadas tendo o emagrecimento como principal objetivo e ainda contarem com outros benefícios, como já falado acima, não vale de nada apostar todas as fichas nesse método, se os outros cuidados com sua saúde forem negligenciados. Por exemplo: se a pessoa quer tomar as bebidas funcionais para emagrecer, tudo bem. Mas não adianta fazer isso se, no mesmo dia, ela for para uma pizzaria com seus amigos, comer vários pedaços de pizza, tomar chope, e depois em casa tomar um copo de suco detox, achando que ele irá “anular” tudo aquilo que ingeriu. “As pessoas acreditam que podem comer o que quiserem, pois só tomar o suco irá fazer com que as calorias ingeridas desapareçam. Mas não é assim que funciona, e é por isso que o uso da mente é essencial nesse processo. Se a pessoa estiver mais consciente, não terá vontade de comer 5 pedaços de pizza e 4 chopes, por exemplo. Ela ficará saciada e satisfeita com 2 fatias de pizza e 1 chope, ou seja, ela terá reeducado o corpo e a mente para comer e beber menos, como um hábito”, diz.

Vou tomar essas bebidas e emagrecer definitivamente?

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Foto: Michael A. Keller/Corbis

Mito. É impossível ter a certeza de que algo é para sempre, principalmente quando falamos do nosso corpo. O emagrecimento é algo que precisa ser trabalhado com muita força de vontade, principalmente quando falamos de pessoas que têm problemas com a comida, como compulsões alimentares. É necessário manter firme a ideia de que, se você quer emagrecer, essa é uma decisão diária – e as bebidas funcionais não têm efeito a longo prazo se não forem ingeridas da forma correta. Essa mudança é árdua para quem não tem o costume de seguir uma alimentação saudável e regrada, mas não quer dizer que seja impossível. O importante é que você tenha na sua mente que consegue fazer isso, e não se esqueça dos benefícios que isso trará para a sua saúde – tanto física quanto mental. Se o intuito é emagrecer e manter, a alimentação saudável precisa virar rotina, parte da sua vida. “Amadurecer a mente, os sentimentos, pode tornar mais fácil o processo de reeducação alimentar. Dessa forma, o trajeto até o objetivo principal pode ser feito de forma mais leve e menos sofrida e, o maior importante, sem prejudicar a saúde”, finaliza.

Fonte: Gladia Bernardi é autora do best-seller “Código Secreto do Emagrecimento” (Ed. Gente), nutricionista funcional, especialista em obesidade e em emagrecimento consciente. Há 18 anos pesquisa e trabalha em busca da solução para a obesidade, e após mais de 35 cursos em nutrição, medicina integrativa, física quântica, neurociência e programação neurolinguística, criou seu próprio método, o Emagrecimento Consciente. Idealizadora do programa online de emagrecimento Casa da Mente Magra, que dura 10 semanas e oferece todo o suporte para quem quer perder peso.

Como driblar a compulsão alimentar no inverno

Com as baixas temperaturas, muitas pessoas acabam exagerando no consumo de alimentos altamente calóricos, como pães, massas, chocolate quente ou fondue; a especialista em obesidade Gladia Bernardi lista dicas para não cair nessa “armadilha” durante a estação mais fria do ano

O inverno se aproxima, com a chegada do frio, é comum que o apetite aumente, assim como a vontade de comer doces e carboidratos, como pães, massas e afins. Isso acontece porque, quando nos alimentamos, além de nos sentirmos mais aquecidos, nossos músculos também tendem a relaxar e, dessa forma, desempenhar funções básicas que exigem mais energia para serem realizadas com a baixa temperatura.

A especialista em obesidade Gladia Bernardi, autora do best-seller “Código Secreto do Emagrecimento”, explica que, mesmo que tenhamos necessidade de comer mais para encarar as atividades do dia a dia no inverno, é preciso ficar atento às calorias extras que estamos ingerindo.

“O frio não pode ser visto como um gatilho que nos faz comer de forma exagerada e impede de emagrecer, ou até mesmo faz engordar. Mesmo que seja mais difícil comer uma salada, por exemplo, existem outras opções de alimentos que irão proporcionar energia, aquecer o corpo, sem ganhar quilos indesejados”, explica Gladia.

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Segundo ela, ainda que o ideal seja seguir uma alimentação equilibrada – não apenas no inverno, mas em qualquer estação do ano-, é necessário, em primeiro lugar, livrar-se dos padrões mentais e traumas que são os gatilhos para a compulsão alimentar e o ganho de peso. “Podemos, sim, comer alimentos calóricos de vez em quando, o que não podemos é comer em excesso, e a todo o momento, ou seja, de forma compulsiva”, diz a nutricionista.

Confira dicas da especialista para este inverno:

Aprenda a se aquecer de forma saudável

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Com a expectativa de um dos invernos mais frios dos últimos tempos, é preciso buscar formas mais saudáveis de enfrentar as baixas temperaturas, que não seja se “jogar” no chocolate quente. “Chás, por exemplo, pode ser ingeridos durante o dia e, dependendo do sabor, trazem vários benefícios para o organismo, além de praticamente não terem valor calórico. Além disso, para não ser adoçado com açúcar – que causa vício – ele pode ser adoçado com uma pequena quantidade de mel, ou com adoçante”, pontua.

Evite os exageros em restaurantes

Vegan friends at home
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No frio, é comum que os jantares com pratos calóricos, muitas vezes regados a cerveja ou vinho, tornem-se mais frequentes. Mas é preciso tomar cuidado para que esses eventos sociais não se tornem uma rotina, comprometendo a rotina alimentar equilibrada. “Ninguém precisa deixar de socializar, mas é preciso aprender a encontrar e interagir com os amigos ou colegas de trabalho sem que o foco seja 100% a bebida ou comida. O foco deve ser o encontro, o bate-papo, e não o que será consumido. Não é preciso, também, toda vez que for ao restaurante pedir entrada, prato principal, sobremesa, e cerveja ou vinho. Consumir todas essas opções de uma vez resultará em um alto consumo calórico. O ideal é equilibrar o consumo. Por exemplo, se vou consumir bebidas alcoólicas, dispenso a sobremesa, e vice-versa”, aconselha Gladia.

Drible a compulsão por guloseimas e pratos típicos

doces festa junina istock
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Nessa época do ano, acontecem também as tradicionais quermesses, que são sinônimo de muitos quitutes e guloseimas calóricos, como paçoca, milho, hot dog, maçã do amor, bolos, doces típicos, entre outros. Esses eventos podem causar um verdadeiro “estrago” na alimentação. “Mais uma vez, é preciso buscar o equilíbrio. Em vez de consumir várias opções de salgados e doces, posso escolher 1 salgado e 1 doce, por exemplo. Os eventos sociais não devem ser desculpa para ‘abrir as portas’ para a compulsão”, alerta.

Mantenha a rotina alimentar em viagens

cheese fondue with bread in a special dish
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Nas férias de julho, devido ao tempo frio, muitas pessoas optam por viajar para locais na montanha e no campo, onde também não faltam as delícias calóricas que são “a cara do inverno”, como o fondue salgado ou doce, e o chocolate quente. “É preciso aprender a curtir as férias e os momentos de lazer sem se ‘atirar’ nas comidas que estão à disposição. Se em um dia exagerei no fondue e no chocolate, por exemplo, no outro tento me alimentar de forma mais regrada. Fazer caminhadas e trilhas, muito comuns nesses destinos, também é uma opção para aumentar o gasto calórico e driblar a ansiedade, por meio do contato com a natureza. A ansiedade geralmente é o principal gatilho para o comer de forma exagerada”, conclui.

Sobre Gladia Bernardi

Autora do best-seller “Código Secreto do Emagrecimento (Ed. Gente), Gladia Bernardi é nutricionista funcional, especialista em obesidade e em emagrecimento consciente. Há 18 anos pesquisa e trabalha em busca da solução para a obesidade, e após mais de 35 cursos em nutrição, medicina integrativa, física quântica, neurociência e programação neurolinguística, criou seu próprio método, o Emagrecimento Consciente.

Por meio de técnicas e ferramentas pioneiras, que dispensam dietas restritivas, prescrição de medicamentos ou intervenções cirúrgicas, o método já eliminou 72 mil toneladas em todo o Brasil e em outros 15 países. Idealizadora do programa online de emagrecimento Casa da Mente Magra, que dura 10 semanas e oferece todo o suporte para quem quer perder peso, com videoaulas, exercícios mentais, programas de exercícios físicos, mitos e verdades sobre diversos tipos de alimentos, entre outros bônus e conteúdos exclusivos.

Como driblar “armadilha” da compulsão alimentar nas festas de fim de ano

Especialista em obesidade Gladia Bernardi, autora do best-seller “O Código Secreto do Emagrecimento” explica como aproveitar as ceias de Natal e Ano Novo sem comer de forma exagerada, evitando colocar a saúde e a boa forma em risco

O final do ano chegou e, com ele, as tradicionais festas de confraternização, encontros com amigos, ceias em família, e muita comida. Todos esses ambientes já são propícios para comer em exagero, mas a maioria das pessoas ainda conta com o desgaste físico e psicológico acumulado no ano, principalmente por conta do trabalho, como “incentivo” para os excessos. A vontade de “relaxar” é uma das justificativas para o exagero na hora de comer.

A boa notícia é que há alternativas para desfrutar dessa época do ano sem grandes prejuízos para a saúde nem sofrimento, e o segredo está em trabalhar a mente. Gladia Bernardi, especialista em obesidade e autora do best-seller “O Código Secreto do Emagrecimento”, explica que é normal as pessoas desejarem uma “recompensa” pelo ano exaustivo e acabarem deixando o emocional tomar conta. Por isso, acabam comendo mais do que de fato gostariam e ficam com sentimento de culpa.

Segundo pesquisa do The New England Journal of Medicine, as pessoas tendem a engordar 2 kg durante as festas de fim de ano, mas não perdem esse excesso integralmente depois. O estudo, realizado com quase 3.000 pessoas nos Estados Unidos, Alemanha e Japão, mostrou que os participantes emagreceram apenas 1,5 kg – acumulando em média 0,5 kg a cada ano.

Fome emocional x fome racional

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Como trabalhar a mente para evitar esse tipo de compulsão? No best-seller, Gladia explica os dois sistemas que controlam nosso cérebro: o “bottom up” (emocional) e o “top down” (racional). Como a principal forma de manter-se saudável é uma reconstrução de padrões de pensamento para a criação de hábitos, é fundamental o equilíbrio entre esses dois sistemas.

“Os momentos de exagero na comida ocorrem geralmente quando o sistema “bottom up” – emocional – toma conta do cérebro e de suas ações, o que não pode acontecer. É preciso que o sistema emocional permita receber conselhos do racional para que ambos possam agir em harmonia”, explica a especialista.

O uso excessivo na rotina diária do sistema “top down” – racional – faz com que, em momentos de festividades, grande parte das pessoas queiram deixá-lo de lado, o que é importante e saudável, mas não pode ser feito de maneira integral. É preciso que os sistemas realizem ações comportamentais juntos, não individuais.

“Nossa vida não teria graça nenhuma se vivêssemos apenas sob o comando da razão, é importante que o emocional esteja presente nos momentos de descontração. Mas é preciso entender que o segredo para não cair em compulsão é acionar o ‘top down’ antes de comer, impedindo assim os exageros e o sentimento de culpa”, comenta Gladia.

Como acionar o racional durante as festas?

shutterstock mulher comendo doces
Shutterstock

“Trabalhei como um(a) doido(a) o ano inteiro, mereço comer o máximo que eu aguentar”. Epa, calma! Realmente, você merece momentos de prazer e diversão após tanto trabalho e uma rotina exaustiva o ano inteiro, mas isso não é motivo para comer em exagero.

“Esse pensamento é uma forma de sabotar a mente, e apenas contribui para a compulsão. Comida não pode ser o centro da felicidade”, alerta Gladia. Segundo a especialista, essa frase significa que o sistema “bottom up” (emocional) tomou conta da mente. “Lembre-se: é preciso permitir que o “top-down” (racional) entre em ação e os dois atuem em conjunto. Aproveite aquele doce saboroso, mas não precisa acabar com a travessa”, ensina ela.

“Ah, já comi um, mesmo, mais quatro ou cinco ou tantos outros não vão fazer diferença”. Esse também é outro pensamento muito comum para justificar uma compulsão. Não é porque você comeu um alimento gorduroso que vai “abrir a porteira” para comer sem limites.

“Saiba aproveitar uma comida gostosa sem excessos, e não sentirá culpa nem terá prejuízos significativos depois. É comum esse tipo de pensamento durante as ceias de final de ano, o que leva a mais momentos de compulsão e faz com que a pessoa postergue a reprogramação do cérebro para a criação de hábitos”.

“Estou satisfeito(a), mas vai demorar para eu comer isso de novo, então vou pegar mais”. Essa é clássica no fim do ano. Realmente, não é sempre que nos deparamos com pratos elaborados e tantos tipos de doces como nessa época. Por isso, é importante aproveitar os alimentos, mas, novamente, esse tipo de pensamento não pode ser uma forma de justificar uma compulsão.

“Se você já está satisfeito, para que ficar sofrendo pelo “futuro” em que não vai ter o alimento? Importante lembrar que as ações que constroem hábitos no cérebro são feitas diariamente e em pequenos momentos. Evitar esse tipo de ação também vai contribuir para a reprogramação da sua mente para manter uma rotina mais saudável no futuro e sem sofrimentos”, recomenda Gladia.

“Vou começar a dieta a sério no ano que vem, então agora vou extravasar”. “Em meu livro, apresento uma técnica para não sofrer com dietas restritas e ter uma vida prazerosa. Para isso, é importante a construção de hábitos no cérebro para que ele seja programado a viver bem com uma rotina saudável. Como isso é feito? Diariamente, em pequenos momentos. Uma possível dieta restrita no futuro não pode justificar um momento de compulsão. É preciso equilíbrio em ambos os momentos”, diz.

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Foto: Envato Elements

Não há nenhum mal em aproveitar as festas para comer aqueles doces diferentes e experimentar refeições saborosas, desde que sem excessos. “O importante é exercitar a mente para que não se deixar levar pelas emoções de momento, nem pela ideia de “recompensa”. O equilíbrio é a chave para se divertir nas festas, experimentando alimentos diferentes sem ficar com a consciência pesada”, finaliza.

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Fonte: Gladia Bernardi é autora do recém-lançado livro Código Secreto do Emagrecimento (Ed. Gente), nutricionista e desenvolvedora do método de coaching de Emagrecimento Consciente, baseado na neurociência, na programação neurolinguística e em coaching. Atualmente, já formou mais de mil profissionais de todo o Brasil e é responsável pelo evento “Por um mundo mais leve”, que é realizado anualmente e defende que qualquer pessoa pode emagrecer se estiver em harmonia com a mente.

Cinco mitos e verdades sobre o emagrecimento

Para a especialista Gladia Bernardi , recorrer a dietas muito restritivas ou se submeter a cirurgias são alguns dos “mitos”; ela lista o que fazer e o que evitar para perder peso de forma saudável

Na tentativa de emagrecer a qualquer custo, há quem recorra a medidas radicais como seguir “dietas da moda” que excluem totalmente alguns tipos de alimentos -como aqueles que contém glúten e lactose-, ou submeter-se a procedimentos cirúrgicos invasivos.

“A velocidade com que as novas dietas surgem e desaparecem está diretamente relacionada ao fracasso das mesmas”, alerta a nutricionista Gladia Bernardi, criadora do método Emagrecimento Consciente. “Se elas dessem mesmo certo, o resultado obtido seria duradouro e não seria preciso, a toda hora, criar uma nova modalidade”, comenta ela.

No entanto, o que pouca gente sabe é que é possível, sim, emagrecer de forma saudável e sem tanto sacrifício. “A obesidade é uma doença mental, e o que precisa ser tratado é a chamada ‘mente gorda’. É fundamental trabalhar a repetição de novos e bons hábitos, que levem à perda de peso sem o uso de remédios, dietas restritivas ou intervenções cirúrgicas. O grande segredo é transformar a maneira como o indivíduo se relaciona com a comida”, recomenda a nutricionista e coach.

A especialista aponta alguns mitos e verdades do processo de emagrecimento:

1 – Dieta sem glúten e sem lactose funciona para todos

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Foto: Shutterstock

Mito: assim como muitas outras dietas que viraram “moda”, a técnica de eliminar completamente o glúten do cardápio ganhou adeptos entre celebridades e acabou se tornando popular no Brasil e no mundo. No entanto, ao contrário do que muita gente pensa, nem todas as pessoas se beneficiam dessa estratégia para perder peso.

“Com exceção do 1% da população mundial que sofre de doença celíaca, ou seja, que tem sensibilidade ao glúten, as pessoas acabam emagrecendo com essa dieta por evitarem alimentos calóricos como pão, macarrão ou bolo, que contêm glúten. Ou seja, a questão não é o glúten em si, e sim as escolhas alimentares mais inteligentes”, pondera.

No entanto, Gladia alerta que de nada adianta evitar alimentos com glúten e exagerar no chocolate, por exemplo. “O profissional precisa descobrir qual é o gatilho mental que está sendo acessado pelo seu cliente e como ele é representado no seu corpo com excesso de peso.”

Portanto, segundo a especialista, mais importante do que focar apenas nos itens que compõem o cardápio é descobrir o que faz com que aquele indivíduo coma compulsivamente e “desativar” essa armadilha da mente.

2 – Suplementos podem substituir refeições para emagrecer

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Mito: para Gladia, esse é mais um mito fundamentado somente no imediatismo. “A pessoa até pode recorrer aos suplementos para emagrecer como ‘emergência’ para o verão, mas se esquece de que há vida no outono, no inverno, na primavera. Quem aguenta tomar suplementos durante o ano todo?”, questiona.

Além do mais, lembra a especialista, muitos desses produtos não são regulamentados ou acabam proibidos de serem vendidos no Brasil. Isso acontece por não haver pesquisa que comprove se eles são ou não prejudiciais à saúde. “Além de não emagrecer, a pessoa pode colocar sua própria saúde em risco, principalmente se consumir por conta própria. Por isso, sempre alerto para procurar um profissional de saúde para buscar orientações antes de utilizar qualquer tipo de suplemento”.

3 – Ter o apoio de um bom profissional faz emagrecer 

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Verdade: apenas a prescrição perfeita, de acordo com Gladia, não garante o bom resultado. “Um bom profissional trata a raiz do problema e faz com que o cliente emagreça de forma consciente”, pontua a especialista.

Ela explica que fatores como a autossabotagem e a criação de uma zona de conforto precisam ser combatidos. “O profissional deve dizer ao paciente: ‘Se você quer mudar de vida para sempre, quero fazer uma pergunta: me dê um bom motivo para que eu continue ajudando você’. Assim, o paciente percebe o empenho e passa a buscar o resultado”.

“Todos os pacientes provavelmente já passaram por outros profissionais e métodos, tentativas frustradas de dietas e processos de emagrecimentos inacabados e ou interrompidos. O bom profissional deve saber lidar com essa frustração e apontar o caminho correto”, ensina.

4 – Modificar a mentalidade emagrece 

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Verdade. Na opinião de Gladia, a mudança de pensamento é a grande chave para o emagrecimento e garante que os resultados sejam duradouros. “O controle da ansiedade, por exemplo, além de ajudar a emagrecer melhora o sono e a saúde em geral, facilitando o controle de doenças, e, acima de tudo, gerando um sentimento de vitória com os novos hábitos.”

Segundo a especialista, a única forma de tratar problemas como a compulsão alimentar é através da mudança de mentalidade. “A compulsão por comer deve ser vista como um vício, assim como o de um alcoólatra, de um usuário de drogas. Ela nada mais é do que o vício por comida”, comenta.

A mudança de pensamento é a base do método Emagrecimento Consciente, técnica hoje usada por mais de 1.500 profissionais de saúde.

5 – Cirurgia vai me deixar magro para sempre

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Mito: segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), o número de intervenções cirúrgicas cresceu 300% nos últimos dez anos. Deste total, 5% são pacientes com menos de 20 anos.

“Ao recorrerem a cirurgias, muitos imaginam que estão dando o seu último adeus às gordurinhas. No entanto, esse é um grande mito, pois a verdadeira origem da obesidade não foi tratada, e é por isso que muitos voltam a engordar”, explica Gladia.

“Quase todos os meus pacientes usavam a comida como um remédio para um mal emocional, e por isso estavam acima do peso. É preciso mudar a maneira de pensar a comida e de se relacionar com ela. Caso contrário, após a intervenção cirúrgica, o descontrole alimentar pode voltar a se manifestar nos próximos 2 anos, comprometendo o resultado”.

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Fonte: Gladia Bernardi é nutricionista, coach e desenvolvedora do método “Emagrecimento Consciente”, baseado na neurociência, na programação neurolinguística e em coaching. Por meio de técnicas e ferramentas pioneiras, que dispensam dietas restritivas, prescrição de medicamentos ou intervenções cirúrgicas para o emagrecimento, visa transformar profissionais da área da saúde, coaches e consultores independentes em especialistas em emagrecimento junto a pacientes

Confira quatro passos que levam a emagrecer de forma definitiva

O conselho popular “pensar antes de agir” parece cada vez mais atual na vida cotidiana agitada. Na alimentação não é diferente, mas o lema nesse caso deve ser: “Pensar antes de comer”. A nutricionista e coach Gladia Bernardi, criadora do método“Emagrecimento Consciente”, defende que mudar a mentalidade é a única forma realmente eficaz de combater a obesidade no Brasil e no mundo.

Pesquisa recente da Vigitel (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico) indica que 52,5% da população adulta está acima do peso. O levantamento também mostrou que essa taxa aumentou quase 10% entre 2006 e 2014. O número é alarmante se considerarmos a variedade de intervenções cirúrgicas, remédios e dietas disponíveis hoje em dia.

Segundo Gladia, a taxa de obesidade tende a crescer no mundo todo. “Muitos métodos trabalham do fim para o começo. Não adianta ‘atacar’ diretamente um hábito ruim e achar que isso mudará a mente. Essas práticas tratam o sintoma, mas não a doença em si. A visão sobre o emagrecimento precisa ser ampliada, pois para que seja eficaz, é preciso refazer as conexões neurais”, explica a coach.

Para alcançar esse objetivo, ela ressalta a importância de compreender as chamadas “quatro engrenagens”, e ensina a outros nutricionistas como é possível transformar a “mente gorda” em “mente magra”, sem cirurgias ou medicamentos. “Se o profissional ensinar a pensar diferente, o paciente se sentirá diferente e, consequentemente, terá a motivação necessária para que consiga emagrecer”.

Confira os quatro passos para emagrecer de forma definitiva, segundo a especialista:

Primeira engrenagem: Pensamentos

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Foto: Shutterstock

Para transformar o corpo, primeiramente é necessário trabalhar a maneira como o paciente raciocina. “A ideia, essencialmente, é diminuir os ‘pensamentos de gordo’ e estimular os ‘pensamentos de magro’”, explica. Uma vez se conhecendo melhor, a pessoa que quer emagrecer poderá rever seus pensamentos e atitudes e colocar em prática essas mudanças. “Somos nosso próprio ‘software’ e nosso programador. Se pensarmos em algo bom ou algo mau, estaremos reorganizando o nosso cérebro, e isso terá efeito sobre a vida.”

Segunda engrenagem: Sentimentos

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Os nossos sentimentos levam à motivação. “Pode ser que exista um vazio sentimental no obeso e ele busque preencher essa necessidade interna com comida. Alguns preenchem com álcool, com cigarro, com drogas”, explica a nutricionista. Por isso, é necessário ensinar o cliente de emagrecimento a comer de forma consciente (racional) e não ser dominado pelos sentimentos e pelas emoções. “Das pessoas que estão acima do peso, 92% usam a comida para compensar emoções e sentimentos reprimidos. Esse é um dos dados que inspiram o uso de técnicas mentais para obter o emagrecimento saudável e definitivo”, diz Gladia.

Terceira engrenagem: Comportamento

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Foto: Shutterstock

O novo comportamento será escolhido pelo próprio cliente de emagrecimento. “Ele servirá para recompensar o cérebro, que pode estar estressado, deprimido ou ansioso. Pode ser traduzido em coisas simples, como relaxar em uma banheira, desde que seja uma gratificação. Assim, o cérebro ganha outra fonte de prazer que não seja comida”.

Quarta engrenagem: Hábitos

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Assim como o processo de engordar aconteceu ao longo do tempo, por meio de práticas e repetições, criar comportamentos e hábitos que gerem resultados não seria algo diferente. “Sendo assim, é fundamental colocar em prática a repetição de suas novas escolhas.”, explica.  A coach diz que a neuroplasticidade do cérebro explica a formação de hábitos por meio de repetições constantes. “Estudiosos da neurociência e do comportamento humano relatam que, de 20 a 60 dias, você pode criar uma nova conexão neural. Tudo é uma questão de repetição e, então, criam-se os hábitos”, finaliza Gladia.

Fonte: Gladia Bernardi é nutricionista, coach e desenvolvedora do método “Emagrecimento Consciente”, baseado na neurociência, na programação neurolinguística e em coaching. Por meio de técnicas e ferramentas pioneiras, que dispensam dietas restritivas, prescrição de medicamentos ou intervenções cirúrgicas para o emagrecimento, visa transformar profissionais da área da saúde, coaches e consultores independentes em especialistas em emagrecimento junto a pacientes. Atualmente, já formou mais de mil profissionais e é responsável pelo evento “Por um mundo mais leve”, que defende que qualquer pessoa pode emagrecer se estiver em harmonia com a sua mente.

 

Saiba quem são os sabotadores da dieta e como vencê-los

Muitas pessoas preferem culpar fatores externos pelo fracasso do próprio emagrecimento. Será que eles são os verdadeiros responsáveis?

Nos últimos quatro anos, o índice de sobrepeso e obesidade medido na população brasileira cresceu. Tratado como um tema secundário, hoje é visto com preocupação por especialistas. De acordo com o relatório recente sobre segurança alimentar na América Latina, realizado pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e a Organização Pan-americana de Saúde (OPAS), o sobrepeso entre adultos brasileiros passou de 51,1% em 2010 para 54,1% em 2014.

A obesidade na população já está na casa dos 20%, sendo que em 2010 a taxa era de 17,8%. Este crescimento também tem afetado, nas últimas décadas, as crianças menores de cinco anos: estima-se que 7,3% dessa faixa etária estão acima do peso.

Mas por que os brasileiros estão engordando? Sedentarismo e consumo de alimentos industrializados estão entre os principais vilões. Para Gladia Bernardi, nutricionista e desenvolvedora do programa de coach Emagrecimento Consciente, pessoas também deixam de emagrecer por conta de fatores ligados à mente. “Existe a necessidade de compensar algo perdido na vida deste indivíduo, o que faz buscar na comida o preenchimento desta lacuna, tratada como objeto de vício”.

Para Gladia, a pessoa que se autossabota não consegue perder peso. “Com base em estudos e pesquisas descobrimos que existem 21 sabotadores que contribuem Para que a pessoa não perca peso e continue a engordar”.

Conheça os principais sabotadores e veja como vencê-los:

Frustração pessoal

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Você já deve ter assistido algum filme em que a mocinha se esbalda na frente da televisão com chocolates e pipoca por conta de ter levado um fora no relacionamento. Ela busca suprir a ausência do seu amor por conta de uma desilusão. Este sabotador não é apenas na parte amorosa. Pode estar associado também em perdas sexuais, profissionais etc. “Para vencer este sabotador pessoa deve fazer um planejamento de vida, reorganizar suas metas de vida e melhorar a autoconfiança”.

Afeto familiar

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Domingo em família, mesa farta e o prato principal é a comida feita pela avó ou mãe. A pessoa se esbalda naquele prato que remete à infância e boas lembranças. Além disso é incentivada a comer mais pela família. Para a coach, o grande desafio é negar o afeto da mãe, avó ou sogra, quebrando uma tradição e sabotando seu programa de emagrecimento.

Apego a autoimagem

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É comum que quando uma pessoa começa a emagrecer, passe a estranhar a aparência, não reconhecendo a si mesma. De acordo com Gladia, por mais que ela tente emagrecer, sempre vai sentir falta da aparência anterior . “É necessário fazer uma conexão neural, estimulando a pessoa que se veja de outra forma. É possível definir o padrão ideal que seria o peso almejado. Pode ser uma foto antiga quando ela era mais magra ou até mesmo algum modelo de revista. Isso irá mudar o padrão de imagem de que existe no subconsciente”.

Se achar forte e não gordo

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Este sabotador acaba agindo mais nos homens do que as mulheres, mas não é uma regra. A pessoa se acha forte, mas confundindo gordura como musculatura. “Ela vê a a magreza como sinônimo de fraqueza. Trata-se de uma crença limitante que é possível ser desfeita”.

Ostentação da comida

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Algumas pessoas criam a falsa ideia de que a gordura é sinal de abundância, principalmente aquelas que passaram por falta de comida na mesa quando criança, assim como aquelas que ostentam por considerar que a comida seja um prazer na vida. “A pessoas devem deixar de hierarquizar os valores de comer em primeiro lugar, pois existem prioridades na vida com mais valores, como atenção à família, realização profissional etc”.

Resistência à atividade física

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Este sabotador é um dos mais comuns. Além de sabotar o processo de emagrecimento, também estimula ao sedentarismo. “Muitos associam a prática de exercícios físicos como um sofrimento e não como um caminho para a saúde e bem-estar, chegando até dizer que existe futilidade em ter um corpo perfeito, sendo que o principal objetivo está associado à saúde e qualidade de vida”.

A opinião negativa dos outros

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Pessoas gordinhas são consideradas engraçadas, seja pela sua aparência física quanto suas trapalhadas. Quando emagrecem, é muito comum que pessoas comentem negativamente de que “antes era mais interessante” ou que “está com cara de doente”. Segundo Gladia, quando este sabotador age na mente, a pessoa deixa de escutar o que ela quer e, sim, o que os outros querem, correndo risco de reduzir o processo de emagrecimento ou até mesmo engordar um pouco. “É necessário que a pessoa trabalhe bastante o foto de suportar a estranheza dos outros às mudanças”.

Dinheiro

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Foto: iStock

É um dos principais autossabotadores. A pessoa deixa de frequentar uma academia, ir ao psicólogo ou nutricionista pelo fato de não ter condições financeiras, quanto na verdade é apenas uma desculpa. “Quando você firma um contrato com uma academia ou mesmo profissional em emagrecimento, busque contratos que deixem você preso a proposta, para evitar que desista em poucas semanas”, explica Gladia.

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Fonte: Gladia Bernardi é nutricionista e desenvolvedora do método de coaching de Emagrecimento Consciente, baseado na neurociência, na programação neurolinguística e em coaching. Por meio de técnicas e ferramentas pioneiras, que dispensam dietas restritivas, prescrição de medicamentos ou mesmo intervenções cirúrgicas para emagrecimento, visa transformar profissionais da área da saúde, coaches e consultores independentes em especialistas em emagrecimento junto a pacientes.