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Conheça os principais sintomas da doença celíaca e aprenda a driblar a má digestão

Nutricionista do Oba Hortifruti explica os principais sinais que o corpo apresenta devido ao problema

O glúten faz parte de um composto de proteínas que estão presentes, especialmente, em cereais como o trigo, centeio, malte e cevada. Ao consumi-lo, o organismo é capaz de digerir a substância de forma natural, entretanto, esse processo se torna mais complexo para quem sofre com a doença celíaca. A enfermidade, considerada autoimune, atinge cerca de duas milhões de pessoas apenas no Brasil, segundo a Federação Nacional das Associações de Celíacos (Fenacelbra).

Por essa razão, é importante estar atento aos sinais do próprio corpo. “É comum ocorrer, com mais frequência, problemas relacionados à diarreia, distensão abdominal, anemia, fadiga, dor abdominal e flatulências. O consumo de fontes com a proteína pode favorecer o desenvolvimento de manifestações clínicas, como alergias, irritação e inflamação intestinal, má absorção de nutrientes e até aumento na predisposição para doenças como câncer de intestino”, esclarece Renata Guirau, nutricionista do Oba Hortifruti.

O diagnóstico da doença deve ser feito por um médico especialista que, ao ouvir as queixas do paciente, irá solicitar exames capazes de indicar a irritação do organismo. Quando o problema é identificado, o paciente deve estar atento às mudanças que devem ser feitas na alimentação para minimizar o desconforto durante o dia a dia e, além disso, diminuir as chances de desenvolver o quadro.

Segundo a nutricionista, a dieta desses indivíduos deve ser rigorosamente restrita no consumo de glúten. Isso porque, mesmo quando consumido minimamente, os alimentos são capazes de desencadear os sintomas. Portanto, torna-se fundamental cortar as fontes de trigo, centeio, cevada e malte. Alimentos comumente processados também devem ser deixados de lado.

Além disso, outros tipos de cereais, como a aveia, precisam ser avaliados antes de ingeridos.
Os cuidados não param por aí: até com os pets é preciso ter mais atenção, visto que algumas rações podem ter o glúten presente. O animal, que tem o costume de lamber os donos, pode transferir a proteína para pessoas celíacas, aumentando os riscos dos sintomas surgirem novamente.

Mas não há motivo para desespero. A alimentação dos celíacos pode ser adaptada para melhorar a qualidade de vida de quem possui a doença. A nutricionista do Oba destaca que é fundamental manter uma alimentação saudável, com consumo adequado de proteínas, sendo eles carnes, ovos, queijos e iogurtes.

Os vegetais e as oleaginosas devem, igualmente, fazer parte do cardápio do dia a dia. Além disso, é interessante investir em alimentos frescos para garantir uma boa nutrição e favorecer o equilíbrio do sistema imunológico, assim como a saúde do intestino.

“Cuidar da flora intestinal também deve ser uma preocupação e isso é possível com o consumo de alimentos frescos, probióticos e baixa ingestão de alimentos ultraprocessados e açúcares. Para substituir o glúten é necessário evitar suas fontes e optar por produtos elaborados especialmente para dietas com restrição de glúten”, complementa a especialista em Nutrição.

Sabe-se que, cada vez mais, as marcas investem nessa área, com opções saborosas e nutritivas, em alternativa para quem não pode consumir a versão convencional dos alimentos. “Pães, bolachas, torradas, farinhas para bolos e tortas podem ser encontradas com facilidade atualmente e as farinhas alternativas, como a de arroz, de castanhas, de mandioca, ajudam na hora do preparo de receitas caseiras”, informa Renata.

Para facilitar a criação dos pratos dentro de casa, a nutricionista indica quatro receitas saborosas, diferentes e “gluten free” para serem apreciadas. Confira:

Pãozinho de Liquidificador

Ingredientes
2 ovos
3 colheres de sopa de azeite
½ xícara de chá de leite desnatado ou leite de vegetal
1 colher de café de sal
1 colher de sopa de pissiliun em pó
2 colheres de sopa de semente de gergelim branco
2 colheres de sopa de semente de linhaça dourada
½ xícara de farinha de arroz
¼ de xícara de polvilho doce
¼ de xícara de fécula de batata
1 colher de sopa de fermento em pó

Modo de preparo
Bata tudo no liquidificador, exceto a linhaça e o gergelim. Coloque em forma de bolo inglês untada ou de silicone. Finalize com as sementes e leve para assar até que o pão fique dourado.

Massa para torta

Ingredientes
3 ovos
250 ml de água
1/3 de xícara de chá de azeite
2 xícaras de chá de farinha de arroz
1 colher de sopa de amido de milho
1 colher de sopa de fermento em pó
1 colher de chá de sal

Preparo:
Bata tudo no liquidificador.
Sugestões de recheio: frango desfiado com legumes, atum com tomate, cogumelos com espinafre, palmito com orégano, legumes variados.

Tomates Recheados

Foto ilustrativa/Yummi Mummy Kitchen

Ingredientes
4 tomates médios, não muito maduros
4 colheres de sopa de quinoa em flocos
2 ovos
1 colher de sopa de bacon picadinho
2 colheres de sopa de cheiro verde picadinho
2 colheres de sopa de parmesão ralado

Modo de preparo:
Corte as tampas dos tomates e retire a polpa, abrindo espaço para o recheio. Em uma panela, frite o bacon na própria gordura. Quando o bacon estiver bem sequinho, desligue o fogo e acrescente os ovos, o cheiro verde e a quinoa em flocos. Faça um mexidinho, acrescentando também sal e pimenta a gosto. Recheie os tomates com o preparo da panela e finalize com o parmesão ralado. Leve ao forno por cerca de 15 minutos ou até que os tomates fiquem macios.

Almôndega sem Glúten

Ingredientes
500g de patinho moído
3 colheres de sopa de cheiro verde picado bem fininho
2 colheres de sopa de farinha de arroz
1 ovo
½ colher de café de noz-moscada ralada na hora

Modo de preparo
Sal e pimenta a gosto. Misture todos os ingredientes, formando uma massa homogênea. Faça bolinhas e leve para assar. Sirva com molho de tomate caseiro.

Fonte: Oba Hortifruti

Primeiro teste de sangue do mundo para doença celíaca à vista

Cientistas identificaram biomarcadores que podem formar a base do primeiro exame de sangue do mundo para doença celíaca. Eles descobriram que a exposição ao glúten em pessoas com doença celíaca provoca um aumento de certas moléculas inflamatórias na corrente sanguínea que se correlaciona com sintomas comuns.

O método atual para diagnosticar a doença celíaca pode levar semanas ou meses. Envolve pessoas que consomem glúten e experimentam os efeitos colaterais desagradáveis ​​durante todo esse tempo. Um exame de sangue poderia reduzir esse tempo para horas.

A empresa de biotecnologia ImmusanT Inc., de Cambridge, Massachusetts, nos EUA, liderou a equipe internacional por trás da descoberta recente, que aparece na revista Science Advances.

EXAME DE SANGUE MNT
MedicalNewsToday

“Pela primeira vez”, diz o coautor sênior do estudo Dr. Robert P. Anderson, diretor científico da ImmusanT, “nós descrevemos a reação inflamatória que os pacientes com doença celíaca experimentam nas horas imediatas depois que eles são expostos ao glúten”.

Anderson sugere que as descobertas também podem levar a métodos que ajudem a localizar pessoas sem doença celíaca – mas que apresentam sintomas semelhantes – e as orientar para tratamentos mais adequados.

A doença celíaca é uma condição vitalícia que afeta cerca de 1% das pessoas nos países ocidentais, de acordo com dados da Organização Mundial de Gastroenterologia.

Glúten desencadeia ataque autoimune ao intestino

pão sem lactose e gluten

Pessoas com doença celíaca têm uma reação imune adversa ao glúten, uma proteína que está presente no trigo, centeio, cevada e alimentos que os contêm, como macarrão e pão. A presença de glúten no intestino faz com que o sistema imunológico ataque o intestino delgado. O ataque danifica o sistema digestivo e reduz sua capacidade de absorver nutrientes, causando uma série de sintomas.

Os sintomas da doença celíaca incluem inchaço, diarreia, vômito, a presença de muita gordura nas fezes (esteatorreia), anemia devido à deficiência de ferro e perda de peso. Em crianças, também pode resultar em falha de crescimento. Pessoas com doença celíaca têm que seguir uma dieta sem glúten para o resto de suas vidas.

Especialistas sugerem que o número de pessoas com doença celíaca diagnosticada não reflete a verdadeira prevalência da doença. Eles acreditam que muito mais pessoas permanecem sem diagnóstico.

Aumento de moléculas inflamatórias

mulher deitada dor

Anderson e seus colegas descobriram que a injeção de peptídeos de glúten em pessoas com doença celíaca levou a sintomas, como náuseas e vômitos, bem como níveis mais altos de certas moléculas do sistema imunológico. Peptídeos são cadeias curtas de aminoácidos.

“Os sintomas desagradáveis associados à doença estão ligados a um aumento das moléculas inflamatórias na corrente sanguínea, como a interleucina-2 (IL-2), produzida pelas células T do sistema imunológico”, explica. “Esta resposta é semelhante ao que acontece quando uma infecção está presente; no entanto, para pessoas com doença celíaca, o glúten é o gatilho”, acrescenta o médico.

Cientistas do ImmunanT. identificaram as moléculas inflamatórias enquanto realizavam um teste de um possível tratamento celíaco. Eles viram como a injeção de peptídeos de glúten levou a sintomas que se correlacionaram com os níveis elevados dos marcadores de sangue.

Em outros testes, os pesquisadores também mostraram que quando as pessoas com doença celíaca consumiam glúten, elas experimentavam o mesmo aumento na IL-2.

O trabalho de usar as descobertas para desenvolver um simples exame de sangue para a doença celíaca já está em andamento, diz o autor do estudo, Dr. Jason A. Tye-Din, professor associado e chefe de pesquisa celíaca no Instituto Walter e Eliza Hall, na Austrália.

Tye-Din, que também é gastroenterologista no The Royal Melbourne Hospital, acrescenta que “para muitas pessoas que seguem uma dieta sem glúten sem um diagnóstico formal de doença celíaca, tudo o que pode ser necessário é um exame de sangue antes e quatro horas depois, uma pequena refeição de glúten”.

“Isso seria uma melhora dramática na abordagem atual, que exige que as pessoas consumam ativamente o glúten por, pelo menos, várias semanas antes de passar por um procedimento invasivo para amostrar o intestino delgado”, finaliza Tye-Din.

Nota da Redação: a notícia é muito boa, mas é preciso lembrar que esse exame pode demorar para chegar por aqui. 

Por Catharine Paddock PhD, com checagem de Paula Field – Fonte: Medical News Today

Intolerância e alergia alimentar não são “frescuras”

As intolerâncias alimentares estão presentes em 40% da população e são frequentemente confundidas com alergias. Isso acontece devido ao fato de os sintomas serem, em diversos casos, parecidos. Especialmente aqueles relacionados com quadros gastrintestinais, como: diarreia, gases e distensão abdominal.

Não é frescura. Comer alimentos que provocam alergia no organismo pode desencadear processos alérgicos que, dependendo do nível de sensibilidade, aumentam o risco de choque anafilático, fechamento de glote, entre outras reações graves. É preciso ter atenção aos sintomas, fazer os testes e realizar o tratamento.

Qual a diferença entre intolerância alimentar e alergia alimentar?

Todas as reações desconfortáveis a alimentos são intolerâncias alimentares, podendo algumas ser alérgicas ou não. As alergias alimentares normalmente têm fundo genético: quando um dos pais apresenta alergia alimentar, o filho de 30% de chance de ter o mesmo problema. Quando pai e mãe têm a alergia, aí a criança tem 50% de chance de desenvolver os mesmos sintomas.

Outra diferença entre elas está no fator causador, pois as alergias são reações ligadas a alguma proteína presente no alimento, considerada como um elemento estranho pelo organismo. E a intolerância ocorre quando o corpo não possui enzimas para digerir determinado carboidrato, como no caso da lactose.

Quais os sintomas das alergias alimentares?

Nas alergias alimentares, os sintomas de desconforto são intensos e podem ser divididos em dois tipos. Caso a alergia seja do tipo TH2, as reações são anafiláticas e muito mais conhecidas da população. Trata-se de uma alergia clássica: logo após comer, entre 15 minutos e seis horas, a ingestão do alimento pode provocar urticárias, coceira e vermelhidão na pele, além de cólicas e diarreia. Quando a alergia ao alimento é grave, a evolução nesses casos pode ser muito rápida e séria, com dificuldades respiratórias, vasodilatação, diminuição da pressão arterial e da oxigenação cerebral, podendo levar à morte. As alergias do tipo TH1 demoram mais para se manifestar: em torno de 48h. As reações podem se manifestar com cólicas, dor abdominal, aumento da quantidade de fezes, dermatite, rinite e asma.

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Quais os principais alimentos que provocam alergias?

No Brasil e na Inglaterra, o campeão em alergias alimentares é o leite e seus derivados. Nos EUA, o amendoim e as nozes são responsáveis por grande parte das alergias. Além desses, o trigo, a soja, peixes, clara de ovo, cacau, crustáceos e moluscos são alimentos que provocam alergias com frequência.

Os corantes provocam mesmo alergias?

Existe uma crença popular muito difundida de que o corante amarelo é o vilão das alergias. Ele, como outros, pode ser intolerado e alergênico para alguns organismos, mas isso é menos comum do que as pessoas imaginam.

Como saber qual o alimento que está provocando a alergia?

A principal forma de testar uma alergia é fazer a retirada do alimento que se desconfia que esteja provocando o problema. Os pacientes com alergia de tipo TH2 demorarão poucos dias para se reconhecer a melhora. No caso dos pacientes com alergias do tipo TH1, a dieta sem o alimento deve ser feita por um período de seis a oito semanas para que se possa observar mudança nos sintomas. Caso seja constatado o causador da alergia, o paciente deve cortá-lo de sua dieta. Outra maneira de identificar o causador da alergia é o teste de contato. Coloca-se os alimentos suspeitados em contato com a pele do paciente por 48h e se vê qual deles provoca a reação. Os testes de puntura fazer a aplicação de uma gota no antebraço do indivíduo e em 15 minutos se percebe o alimento que provocou a vermelhidão local e, assim, se identifica o problema. Os testes feitos com centenas de alimentos ou da gota de sangue não são reconhecidos pelas Academias Americana e Europeia de Imunologia.

Quais são os sintomas da intolerância? Como diferenciá-los da alergia?

As alergias apresentam sintomas que variam desde erupções cutâneas até problemas mais sérios como as anafilaxias (acometimento de múltiplos órgãos, com ou sem queda da pressão arterial e falta de ar, quadros potencialmente fatais). Já nas intolerâncias alimentares, os sintomas são mais relacionados ao trato gastrointestinal, com transtornos na digestão do alimento.

alergia mulher coceira

Sintomas de Alergia Alimentar 

Urticária e vermelhidão na pele
Coceira intensa na pele
Dificuldade para respirar
Inchaço no rosto ou língua
Vômitos e diarreia

Características dos sintomas 

Surgem imediatamente mesmo quando ingere pouca quantidade do alimento e os testes feitos na pele são positivos.

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Sintomas de Intolerância Alimentar 

Dor no estômago
Inchaço da barriga
Excesso de gases intestinais
Sensação de queimação na garganta
Vômitos e diarreia

Características dos sintomas 

Podem demorar mais de 30 minutos para aparecer, sendo mais graves quanto maior for a quantidade de alimento ingerido, e os testes de alergia feitos na pele não apresentam alteração.

Com surge a intolerância alimentar? 

As intolerâncias são mais comuns em crianças maiores e adultos e permanecem por toda vida. No entanto, o indivíduo pode ser capaz de ingerir quantidades pequenas do leite ou seus derivados (iogurtes, queijos e bolos), glúten etc., sem manifestar reações. Alergias iniciam-se geralmente no primeiro ano de vida, inclui diversas manifestações (reações graves e potencialmente fatais) e geralmente remite até o final da infância.

Porém, não são todas as alergias que desaparecem com o passar dos anos, depende muito do alimento. Leite, ovo, soja e trigo são alergias tipicamente transitórias, passíveis de serem remitidas. Alergias a amendoim, castanhas (nozes, castanha de caju, castanha do Pará, avelã, amêndoas e pistache), peixes e frutos do mar são tipicamente persistentes, podem iniciar em qualquer idade e dificilmente o indivíduo deixará de ser alérgico.

Nem sempre é possível identificar quais os alimentos que provocam alergia alimentar ou intolerância alimentar, pois os sintomas variam de acordo com o organismo de cada pessoa. No entanto, na maior parte dos casos, a alergia alimentar geralmente é provocado por alimentos como camarão, amendoim, tomate, marisco e kiwi. Enquanto que na intolerância alimentar, os principais alimentos incluem leite de vaca, ovo, morangos, nozes, espinafre e pão (glúten)

pão integral bellanapoli
-Origem vegetal: tomate, espinafre, banana, nozes, couve, morango, ruibarbo
-Origem animal: leite e derivados, ovo, bacalhau, marisco, arenque, camarão, carne bovina
-Industrializados: chocolate, vinho tinto, pimenta.

Existem ainda aditivos alimentares, como conservantes, aromatizantes, antioxidantes e corantes, que estão presente em inúmeros alimentos industrializados, como biscoito, bolacha, comida congelada e linguiça, que podem causar intolerância alimentar. Os mais comuns são:

-Conservantes alimentares E 210, E 219, E 200, E 203.
-Aromatizantes alimentares E 620, E 624, E 626, E 629, E 630, E 633.
-Corantes alimentares E 102, E 107, E 110, E 122, E 123, E 124, E 128, E 151.
-Antioxidantes alimentares E 311, E 320, E 321.

Essas letras e números podem ser vistas nos rótulos e nas embalagens dos industrializados e se desconfia que tem alergia a alguns destes aditivos, o mais adequado é evitar todos os alimentos industrializados e investir nos alimentos naturais, fazendo uma alimentação balanceada e diversificada.

Não existem tratamentos comprovados cientificamente que eliminem as alergias e as intolerâncias alimentares . O que se deve fazer é restringir o alimento causador dos sintomas. No entanto, quando a restrição a um determinado alimento for total, o paciente precisa fazer um acompanhamento para substituição nutricional.

Fonte: Paula Fernandes Castilho é nutricionista graduada pelo Centro Universitário São Camilo. Especialista em Nutrição Clínica pelo GANEP Capacitada em Fitoterapia em Nutricosméticos. Diretora da Sabor Integral Consultoria em Nutrição

Glúten x genética: nutricionista explica

Excluir proteína da dieta é sinônimo de perda de peso para todo mundo?

Rodeado de dúvidas e mitos, o consumo ou não do glúten está sempre em discussão. Para ajudar a entender melhor o que é alergia, sensibilidade, doença celíaca ou se a exclusão do item na dieta é sinônimo de perda de peso, a nutricionista Ana Poletto, que utiliza a Genômica Nutricional como uma ferramenta para aplicação da Nutrição Individualizada, desfaz os principais nós que envolvem o assunto. Ela explica também como os exames genéticos nos trazem uma informação de risco para desenvolver doença celíaca.

“Empiricamente falando, o glúten é uma proteína encontrada em cereais como trigo, centeio, cevada, malte e aveia. É importante saber que o glúten não é ruim para todo mundo. Não há comprovação científica para isto. O que acontece é que a capacidade que o nosso trato gastrointestinal tem em digerir esta proteína é limitada e, esta limitação, em indivíduos geneticamente predispostos, pode ser prejudicial”, afirma Ana.

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A profissional explica que por meio de exames genéticos é possível identificar a predisposição que um indivíduo tem em desenvolver doença celíaca, uma doença autoimune e inflamatória. “O risco está associado à presença dos genótipos HLADQ2 ou DQ8. Quando se descobre o risco, é possível, por meio da nutrição individualizada, estabelecer uma dieta preventiva”, destaca a nutricionista. O diagnóstico da doença celíaca, no entanto, só pode ser confirmado com associação de exames bioquímicos e biópsia intestinal, com a participação de uma equipe multidisciplinar.

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Imagem: Pixabay

Há também indivíduos que podem apresentar alergias imediatas à substância ou ainda sensibilidade não celíaca. Pacientes com alergias podem apresentar urticária e alterações respiratórias ao consumir os alimentos com esta proteína. Já pacientes com sensibilidade não celíaca apresentam sensações como distensão abdominal e gases. Nesta situação pode estar presente a síndrome do intestino irritável. “No entanto, antes de qualquer conclusão, é indispensável o acompanhamento por parte de um profissional qualificado, já que o critério para a análise, na sensibilidade ao glúten não celíaca, está na exclusão temporária do alimento e observação da evolução do paciente”, ressalta Ana.

Mitos

Em se tratando dos mitos, emagrecer excluindo o glúten da dieta é o maior deles. Segundo a nutricionista, não há dados científicos em humanos que comprovem tal benefício. “Pode ser que você emagreça simplesmente pelo fato de restringir um pouco mais a sua alimentação, até por que snacks sem glúten são difíceis de serem encontrados. Fique atento à ‘carga de açúcar’ que alguns produtos sem glúten possuem, pois costuma ser alta e, se não houver controle no consumo quantitativo desse alimento, pode ser que você até aumente de peso. A exclusão do glúten é necessária em alguns casos específicos, como alguns dos acima descritos, e não deve ser encarada como ‘modinha’. Entretanto, a inserção em uma dieta equilibrada de alimentos sem glúten, junto ao consumo de outros alimentos saudáveis, é benéfica”, conclui.

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Fonte: Ana Poletto é formada em Nutrição pela Universidade Estadual do Centro Oeste do Paraná e possui mestrado e doutorado em Fisiologia Humana pelo Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (USP). Atua como nutricionista clínica, palestrante em congressos e eventos e é docente em cursos de pós-graduação em Nutrição Clínica, nas áreas de Genômica, Endócrino e Bioquímica. Possui trabalhos publicados em revistas internacionais e nacionais e participa ativamente de congressos no Brasil e no exterior.

 

Rótulos devem informar sobre a presença de glúten e alergênicos

Engenheira Alimentar comenta decisão da ANVISA

Pacientes com sensibilidade ao glúten, portadores de doença celíaca e seguidores de dietas restritivas – estes três públicos são os mais prováveis a serem flagrados em supermercados lendo rótulos de alimentos em busca de informações sobre a presença da substância encontrada em cereais como o trigo, a cevada e a aveia. Dietas da moda, como a Dukan e a Atkins, pregam o extermínio do glúten e dos demais carboidratos dos cardápios como forma de emagrecimento rápido e certeiro. Mas quando cortar o glúten da rotina alimentar diária faz sentido e quando é desnecessário?

De acordo com a nutricionista Thalita S. Soares, muitos pacientes chegam ao seu consultório com dúvidas sobre alimentos alergênicos, intolerância à lactose e glúten, e seus efeitos na dieta. “Quando a pessoa chega com claros sintomas de doença celíaca, eu já recomendo que procure um médico gastroenterologista para que ela possa fazer os exames corretos”, revela a profissional.

No Brasil, estima-se que de 6% a 8% das crianças com menos de 6 anos de idade sofram de algum tipo de alergia, de acordo com a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Já dados da FENACELBRA (Federação Nacional das Associações de Celíacos no Brasil) revelam que a doença celíaca afeta 1% da população mundial.

A engenheira de alimentos do Sincabima (Sindicato das Indústrias de Cacau e Balas, Massas Alimentícias e Biscoitos, de Doces e Conservas Alimentícias do Estado do Paraná), Patrícia Amarante, lembra que, desde 2003, a Lei 10.674 define que a indústria de alimentos e bebidas precisa informar obrigatoriamente em seus rótulos se determinado produto contém ou não glúten.

Além disso, desde o dia 3 de julho, os rótulos deverão informar, por decisão da ANVISA, por meio da RDC 26 de 2015, a existência de vários outros alimentos alergênicos: crustáceos, ovos, peixes, amendoim, soja, leite de todos os mamíferos e castanhas estão entre eles. “A ideia é garantir que os consumidores possam ter o maior número de informações sobre o que estão ingerindo, de forma a evitar problemas relacionados a alergias alimentares”, explica a engenheira.

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Modismo?

Mas e quando o glúten não causa nenhum tipo de alergia ou sensibilidade no paciente – é necessário cortá-lo totalmente da dieta? De acordo com Thalita, não é bem por aí. “O ideal é que, antes de começar uma dieta, a pessoa que deseja emagrecer busque ajuda de um profissional”. Isto porque, segundo ela, o mesmo protocolo não é aplicável a todos os pacientes.

“Vemos casos de pessoas que consomem o glúten em todas as refeições, o que é um exagero – em alguns casos, apenas moderar o consumo já pode apresentar melhoras na saúde e possíveis sintomas apresentados pela paciente”, afirma a profissional, que defende uma alimentação de qualidade. “Variar é muito importante. O pão francês do sanduíche da tarde pode ser substituído por mandioca, batata doce ou inhame, não tem por que limitar tanto o cardápio”, conclui.

Fonte: Sincabima (Sindicato das Indústrias de Cacau e Balas, Massas Alimentícias e Biscoitos, de Doces e Conservas Alimentícias do Estado do Paraná

Diferenças entre a doença celíaca e a sensibilidade ao glúten

O glúten é, há alguns anos, um dos protagonistas no âmbito da saúde digestiva tanto dentro quanto fora das nossas fronteiras. As pessoas celíacas sofrem uma alteração do sistema imunológico ao consumi-lo e, assim, devem seguir uma dieta sem essa proteína para o resto da vida.

Porém, há cada vez mais pessoas que, mesmo não sendo diagnosticadas com doença celíaca, apresentam sensibilidade ao glúten. Isso é possível? Por que isso acontece? Luis Miguel Benito, gastroenterologista da Doctoralia, nos explica como diferenciar a doença celíaca da sensibilidade ao glúten.

O que caracteriza uma doença celíaca?

A doença celíaca se caracteriza por uma reação agressiva do sistema imunológico ao consumir glúten, uma proteína presente em cereais como trigo e centeio. Segundo a Fenacelbra (Federação Nacional das Associações de Celíacos do Brasil), no mundo, atualmente, a 1% da população mundial é celíaca. No Brasil, 12 milhões de pessoas têm o diagnóstico, embora esse número possa ser ainda maior, já que é difícil conseguir identificar a doença.

Conforme explica Benito, médico cadastrado na Doctoralia e especialista em Aparelho Digestivo, esta doença pode apresentar sintomas distintos dependendo do paciente – diarreia crônica, anemia, cefaleia etc. -, embora, às vezes, possa ser silenciosa. Ainda assim, em ambos os casos, ocorre dano à mucosa intestinal que pode alterar a capacidade de absorção dos nutrientes. “Por este motivo, o paciente celíaco não tem outra opção senão dispensar totalmente o glúten, estritamente e para sempre. Pois, do contrário, seu intestino irá progressivamente se deteriorar”, explica o especialista.

pães

Sensibilidade ao glúten, um conceito diferente

Cada vez mais há pessoas que deixam de consumir glúten, alegando que seu corpo não o tolera bem e que causa desconfortos. Deixando de lado modas e tendências, o fato é que existem muitos pacientes não celíacos com intolerância ao glúten. De acordo com a experiência do médico: “Durante a consulta, muitas pessoas comentam que se sentem muito melhor diminuindo a ingestão de alimentos com glúten, apesar de não fazerem dietas rigorosas como os celíacos. Neste caso, suas vilosidades intestinais – responsáveis pela absorção dos nutrientes – tendem a ser normais, mas a ingestão de produtos com glúten os faz adoecer, causando diarreia, inchaço abdominal e outros sintomas”. Estes são os pacientes que, apesar de não serem celíacos, apresentam sensibilidade ou certo grau de intolerância ao glúten.

Como os grupos podem ser diferenciados?

A diferença entre as pessoas celíacas e as sensíveis ao glúten é que nas primeiras, “o organismo é deteriorado a cada vez que consomem glúten, com ou sem mal-estar por consequência disso”, explica Benito. Enquanto isso, “as pessoas sensíveis ao glúten, provavelmente, não irão sofrer danos no sistema digestivo, mas , sim, desconfortos, que em alguns casos podem ser graves e até debilitantes”, finaliza.

Fonte: Doctoralia

A intolerância ao glúten e a infertilidade

A intolerância ao glúten é uma doença inflamatória crônica, caracterizada por intolerância ao glúten contido no trigo e em cereais afins. O glúten representa 80% das proteínas do trigo e é composto de gliadina e glutenina. Também chamada de doença celíaca, é causada por uma resposta imunológica do organismo. Portanto, apesar de ser frequentemente chamada de alergia ao glúten, não é um processo alérgico, mas autoimune. Os sintomas característicos são diarreia, vômito, perda de peso, dor abdominal, aumento de gases, “estufamento” e perda de apetite.

“Entretanto, nem sempre este quadro clínico é tão bem definido. Podem existir sintomas exclusivos de infertilidade feminina e masculina, devido aos múltiplos efeitos da nutrição nos fatores de imunidade e nos hormônios, ou por estar associada aos sintomas característicos acima descritos. Os mecanismos não são totalmente claros, mas a infertilidade nestes casos é alta, mas normalmente reversível com o controle rígido da dieta”, conta o ginecologista e especialista em reprodução humana Arnaldo Cambiaghi, diretor do IPGO (Instituto Paulista de Ginecologia e Obstetrícia).

Segundo ele, o que se sabe hoje é que a doença celíaca provoca má absorção de nutrientes importantes para o sistema reprodutor, como ferro, ácido fólico, vitamina K, B12, B6 e outras vitaminas lipossolúveis, que poderiam ser também responsáveis por malformações congênitas.

A infertilidade e os abortos podem ser os únicos sinais da doença

Muitas vezes o único sinal da doença, que é excessivamente negligenciado, é a presença da subfertilidade ou da infertilidade, uma vez que muitas pesquisas apontam uma ligação entre sensibilidade ao glúten e desordens reprodutivas na mulher. Alguns estudos demonstraram que a prevalência de doença celíaca em mulheres com infertilidade inexplicada é maior do que a população em geral. A doença celíaca é demonstrada em cerca de 1% da população geral, enquanto nas mulheres com infertilidade inexplicada, a prevalência é de até 8%. Portanto, é recomendável que mulheres com infertilidade inexplicada façam o rastreamento esta doença.

Mulheres com sintomas discretos da doença celíaca podem ainda apresentar a primeira menstruação numa fase tardia da vida (menarca tardia), menopausa precoce e ainda maior frequência de amenorreia secundária (falta de menstruação).. Além disso, mesmo nos casos em que a gravidez é obtida, tem sido demonstrado que, em mulheres com doença celíaca não tratada, a taxa de aborto espontâneo é maior que a encontrada na população geral; nestes casos, o risco relativo de aborto múltiplo e recém-nascido de baixo peso é 8-9 vezes maior do que o da população geral.

“Já homens com doença celíaca podem ter disfunção gonadal (problema no funcionamento das gônadas, glândulas dos aparelhos reprodutivos, no caso masculino, testículos) o que poderia levar a problemas de fertilidade. As mulheres são diagnosticadas com muito mais frequência do que os homens: até 70% das pessoas diagnosticadas com a doença são do sexo feminino, em parte porque mais mulheres do que homens realmente têm a doença, e em parte porque as mulheres são mais propensas a procurar um diagnóstico para os seus problemas de saúde. A infertilidade pode ser um sinal da doença”, comenta Cambighi.

Cólicas e Endometriose

Pesquisas têm sido realizadas para avaliar a ligação entre a doença celíaca, a dor menstrual crônica e a endometriose e, algumas delas, indicaram que é provável a existência desta conexão. Na verdade, um estudo abrangente de problemas reprodutivos em mulheres com doença celíaca descobriu que quase 5% delas citaram “transtornos do ciclo menstrual” como seus principais sintomas da doença celíaca.

“Embora haja poucas pesquisas sobre a incidência desse tipo de dor menstrual em mulheres com doença celíaca, um trabalho científico publicado mostrou alívio de cólicas menstruais dolorosas e dor pélvica em uma mulher que foi diagnosticada com a doença celíaca e começou a seguir a dieta sem glúten. Curiosamente, tem havido vários relatos de mulheres que sofriam de cólicas menstruais extremamente dolorosas que melhoraram ou desapareceram quando foram diagnosticadas com a doença celíaca e passaram a seguir uma dieta sem glúten”, diz o médico.

Portanto, a endometriose pode também estar relacionada com doença celíaca. Endometriose é uma condição em que as células uterinas crescem fora do útero e podem causar dor pélvica crônica, forte cólica menstrual, dor durante a relação sexual e até mesmo distúrbios do sono. No entanto, em alguns casos, a endometriose não tem nenhum sintoma óbvio e é muitas vezes descoberta durante os testes para a infertilidade. Embora existam poucos estudos sobre possíveis ligações entre doença celíaca e endometriose, alguns relatos de mulheres com doença celíaca, indicam que a endometriose pode ser mais comum nelas que na população em geral. Outros estudos demonstraram que a doença celíaca é quatro vezes mais comum em mulheres com endometriose.

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Sintomas da doença com quadro clínico evidente

· Diarreia
· Vômito
· Perda de peso
· Dor abdominal
· Aumento de gases
· Estufamento
· Perda de apetite

Sintomas da doença com quadro clínico “não percebido”

Efeitos na fertilidade na mulher

· Atraso puberal
· Amenorreia
· Endometriose
· Abortos espontâneos
· Presença de aftas frequentes e dolorosas
· Menopausa precoce

Efeitos na fertilidade no homem

· Espermatozoides anormais (forma alterada e número reduzido)
· Níveis mais baixos de testosterona.

Efeitos na gestação

· Anemia grave
· Ameaça de aborto
· Descolamento prematuro da placenta
· Hipertensão arterial e retardo de crescimento intrauterino
· Abortos recorrentes
· Recém-nascido com baixo peso
· Natimortos
· Redução na duração da lactação

Outros problemas

· Anemia
· Osteoporose
· Distúrbios da tireoide

Tratamento

“O tratamento baseia-se exclusivamente na dieta alimentar. Deve se excluir do cardápio produtos industrializados com a presença de glúten como pães, bolos, bolachas, macarrão, coxinhas, quibes, pizzas, cervejas, uísque, vodca etc, quando estes alimentos possuírem o glúten em sua composição ou processo de fabricação. Um desafio para aqueles que adoram este tipo de comida”, alerta Cambiaghi.

Devido à exclusão total de alguns alimentos ricos em carboidratos e fibras, esta dieta é composta em sua maior parte de gorduras (margarina, manteigas, óleos etc), proteínas (carne em geral) e, em menor parte, de carboidratos (massas sem glúten, açúcares etc). Todo celíaco que não transgride a doença tende a ter um aumento do peso corporal e, desta forma, deve ter uma dieta equilibrada. Para tanto, deve diminuir a ingestão de proteínas, moderar o consumo de gorduras e aumentar o consumo de frutas, sucos naturais, verduras e legumes, tornando sua alimentação mais adequada e saudável.

O malte, muito questionado, é um produto da fermentação da cevada, portanto apresenta também uma fração de glúten. Os produtos que contenham malte, xarope de malte ou extrato de malte não devem ser consumidos pelos celíacos. O glúten não desaparece quando os alimentos são assados ou cozidos, por isto a dieta deve ser seguida à risca.

Conclusão

.Altas taxas de infertilidade em mulheres com doença celíaca
.Estudos encontraram taxas de doença celíaca em cerca de 4% em mulheres com infertilidade inexplicável.
.Infertilidade ou aborto inexplicado? Considerar pesquisar intolerância ao glúten – Doença Celíaca
.Muitos pesquisadores e médicos recomendam que a pessoa seja rastreada para doença celíaca se tiver infertilidade inexplicada.

Fonte: Arnaldo Cambiaghi é diretor do Centro de reprodução humana do IPGO, ginecologista-obstetra especialista em medicina reprodutiva

Baci Perugina: chocolates italianos sem glúten no Brasil

É cada vez maior o número de pessoas que procuram por produtos sem glúten pelos mais variados motivos. Muitos acreditam que a ausência de glúten seja benéfica para as suas dietas e passam a excluir o trigo, centeio, aveia e cevada de sua alimentação.

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Para os intolerantes ao glúten ou para os que optaram por não consumi-lo, a boa notícia é que o famoso bombom italiano Baci Perugina não contém glúten em suas três versões disponíveis no Brasil: clássica (negro), ao leite e branco.

Livres do ingrediente, o bombom Baci Perugina proporciona prazer e sabor para quem adota uma dieta livre de glúten.

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Sobre a Baci Perugina
Nascida em 1907, na cidade italiana de Perugia, a partir da ideia de quatro sócios que criaram um laboratório artesanal para o desenvolvimento de produtos de confeitaria, a Perugina representa todo o conhecimento e experiência da arte do chocolate italiano. O Baci Perugina tem todas as características de um mito dos chocolates, começando pelo seu nome que significa Beijos, em italiano! Cada Bacio (beijo) oferece uma experiência sublime que combina o prazer de saborear cada bombom com o espírito romântico único presente em cada bilhete de amor: um gesto de afeto para compartilhar com amores, familiares e amigos.

Scuola del Cioccolato Perugina – São Paulo
R. Haddock Lobo, 684. São Paulo. SP – Tel: 11 3061-9401
Informações: Baci Perugina

Conheça as novidades para montar um café da manhã sem glúten

A Gerblé lançou cinco produtos no mercado brasileiro – dentre eles estão cereais matinais e misturas para pães e bolos sem glúten

Compor uma mesa farta para o café da manhã com ingredientes nutritivos, como cereais, pães e bolos, exige muita criatividade – ainda mais se você for celíaco. Os intolerantes ao glúten ou pessoas adeptas a uma dieta restritiva poderão, agora, rechear suas mesas durante a refeição mais importante do dia, sem preocupação. A Gerblé, marca francesa de produtos isentos da proteína, acaba de lançar cinco novidades ao mercado brasileiro: Muesli crocante, Flocos de cereais com raspas de chocolate, farinha de arroz e as misturas para pão e bolo sem glúten.

Para quem aprecia cereal matinal e busca um novo sabor no café da manhã, os flocos de cereais (elaborados à base de milho e arroz) com raspas de chocolate, vão deixar a refeição mais gostosa e crocante. Outra novidade sem glúten é o Muesli crocante com flocos de aveia, rico em fibras, que leva na sua composição coco, amêndoas, avelãs e castanha-de-caju, combinando texturas e sabores.

“São produtos que vão proporcionar um café da manhã com mais sabor e o dia a dia com mais energia”, explica Liza Schefer, gerente de comunicação da Jasmine Alimentos, empresa responsável pela distribuição dos produtos Gerblé, no Brasil.

Ficou mais fácil preparar pães e bolos sem glúten

Um prazer comum presente na mesa da maioria dos brasileiros, o pão e o bolo quentinhos ficarão ainda mais presentes na casa de quem não consome glúten com as práticas misturas da Gerblé. Tratam-se da mistura para pão e da mistura para bolo sabor baunilha, que, com adição de poucos ingredientes, servem de base para a criação de pães e bolos de diversos sabores.

Outra novidade é a farinha de arroz, que substitui a tradicional farinha branca de trigo nas preparações sem glúten, ajudando a manter a textura dos pratos tradicionais. As novidades vão compor a linha sem glúten da Gerblé Brasil que contempla ainda pães prontos – tipo fatiado, baguette e hambúrguer -, barrinhas de cereais, biscoito recheado e bolinhos individuais.

Informações: Gerblé

4 receitas saudáveis e práticas para iniciar o ano com a dieta em dia

Para muitos, o começo de cada ano, significa tempo de mudanças. Uma delas é alterar os hábitos alimentares e levar a dieta a sério durante todo o ano, até o próximo verão. A tarefa pode não parecer fácil, principalmente após os deslizes das ceias de Natal e Ano Novo.

Para ajudar quem está começando este novo desafio, a Editora Alaúde sugeriu algumas receitas saudáveis e práticas que podem ser incluídas no cardápio diário. Todas as receitas, que vão do café da manhã até sobremesa, foram extraídas dos livros O Grande Livro dos Sucos, A revolução de 22 dias, 50 doces veganos e Sabor sem Glúten.

Vitamina de frutas vermelhas – Livro O Grande Livro dos Sucos

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Ingredientes (rende 1 porção):
1 xícara de frutas vermelhas frescas ou congeladas
¾ xícara de suco de abacaxi
3 colheres (sopa) de iogurte natural
1 banana

Modo de Preparo
1. Em um liquidificador, bata as frutas vermelhas com o suco de abacaxi, o iogurte e a banana, até obter uma consistência homogênea. Despeje em um copo e sirva.
Use qualquer fruta vermelha – framboesas, morangos, mirtilos ou amoras-pretas – para esta doce bebida de verão.

Panqueca – Livro Sabor sem Glúten

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Ingredientes
1 xícara de leite
2 ovos
4 colheres (sopa) bem cheias de farinha preparada para bolos
1 colher (sopa) de queijo parmesão ralado
uma pitada de sal

Recheio
Frios (de sua preferência)

Modo de preparo
1.Coloque todos os ingredientes no liquidificador e bata até obter uma massa lisa e homogênea.
2.Aqueça uma frigideira antiaderente pequena ou uma panquequeira em fogo médio e despeje uma concha de massa no meio. Segurando o cabo da frigideira, gire o pulso de forma que a massa se espalhe no fundo e forme uma fina camada. Deixe cozinhar por alguns minutos, até que o fundo esteja dourado. Vire com a ajuda de uma espátula ou de um prato e deixe dourar do outro lado. Retire da frigideira, coloque em um prato e cubra com um pano limpo e seco, para manter aquecido e não ressecar. Repita o procedimento até acabar a massa.
3.Para obter uma massa mais leve, troque o leite por água mineral e dispense o queijo ralado. Preparadas com essa massa, as panquecas podem receber recheios frios e até serem utilizadas como tortilhas para montar wraps e tacos.
Dica: A maneira tradicional de servir panquecas é recheá-las, enrolá-las uma a uma e servi-las com o molho de sua preferência. Se quiser inovar e servir uma entrada diferente, use-as abertas para montar uma torre fria, como na foto ao lado. Sobre cada panqueca, espalhe recheios diversos, como frango desfiado, presunto picado, alface e tomate e requeijão. Cubra tudo com maionese e sirva com salada verde.

Rendimento: 12 porções | Tempo de preparo: 40min.

Salada de frutas com falso iogurte de coco – Livro 50 Doces Veganos

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Ingredientes
2 xícaras de leite vegetal (você pode fazer em casa ou comprar pronto)
1 vidro (200ml) de leite de coco
½ xícara de coco fresco ralado
½ xícara de açúcar demerara
2 colheres de sopa de polvilho doce
3 xícaras de frutas frescas a gosto, sem casca, cortadas em cubinhos.
Granola a gosto para polvilhar

Modo de preparo:
1.No liquidificador, bater o leite vegetal, o leite de coco, o coco, o açúcar e o polvilho por um minuto.
2.Passe para uma panela e leve ao fogo, mexendo até ferver. Ponha novamente no liquidificador e bata mais.
3.Ao esfriar, leve à geladeira por 30 minutos. Transfira para uma vasilha e junte com as frutas picadas. Polvilhe com a granola e sirva.

Rendimento: 4 porções | Tempo de preparo: 1 hora

Curry de legumes – Livro A Revolução de 22 Dias

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Ingredientes*
Óleo de canola
1 cebola picadinha
2 dentes de alho picadinhos
1 colher (sopa) de gengibre fresco ralado
1 xícara de brócolis
1 xícara de couve picada
1 xícara de pimentão picado
½ xícara de couve-flor
½ xícara de espinafre picado
(Você pode usar os vegetais da sua preferência*)
2 colheres (chá) de curry em pó
Uma pitada de sal
1 vidro (400ml) de leite de coco

Modo de preparo:
1.Em uma frigideira grande em fogo médio, coloque um fio de óleo e refogue a cebola, o alho e o gengibre por 2 minutos.
2.Acrescente os demais ingredientes e cozinhe lentamente até o molho engrossar e os legumes ficarem macios.

Rendimento: 2 porções

Fonte: Editora Alaúde