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Refrigerante e bebida zero caloria podem atrapalhar emagrecimento

Tomar uma bebida “zero” fará você emagrecer? Nem sempre: refrigerantes diet adoçados artificialmente podem criar uma compulsão por alimentos doces e de alto teor calórico. Então, mesmo que a contagem de calorias diminua com as bebidas zero, o consumo de açúcares em outros alimentos pode aumentar.

Quem começa uma dieta tende a fazer algumas trocas para preservar algum ‘sabor’ mais palatável e familiar, mas ingerir menos calorias. E uma das mais comuns é a substituição do refrigerante comum por uma bebida zero ou diet ou ainda uma água gaseificada, adoçada e com um pouco de sabor. Mas a verdade é que essas opções, em vez de ajudar, podem atrapalhar o processo de emagrecimento.

“O problema com refrigerantes regulares não são apenas as calorias. Uma preocupação é que os refrigerantes diet adoçados artificialmente podem criar uma compulsão por alimentos doces e de alto teor calórico. Portanto, mesmo que a contagem de calorias diminua com os refrigerantes sem calorias, o consumo açúcares em outros alimentos e bebidas pode aumentar ainda mais. Em estudos com roedores, descobriu-se que pelo menos um adoçante artificial (aspartame) pode ocasionar danos a uma parte do cérebro que identifica quando é o momento que se deve parar de comer. Já outro estudo em humanos descobriu uma tendência de ganho de peso entre pessoas que bebem bebidas adoçadas artificialmente”, explica a médica nutróloga Marcella Garcez, diretora e professora da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran).

Segundo a médica, ainda existem outros problemas de saúde associados aos adoçantes artificiais, incluindo um possível aumento no risco de certos tipos de câncer, doenças cardiovasculares e problemas renais, apesar de que mais estudos ainda precisem provar essa evidência.

Em um terceiro estudo, este também com humanos, 20 estudantes do sexo masculino consumiram cinco bebidas, uma em cada momento durante um período de um mês. As bebidas incluíam água, refrigerante normal, refrigerante zero, refrigerante diet ou água gaseificada. Logo depois, seus níveis de grelina no sangue foram medidos. “A grelina é um hormônio produzido principalmente pelo estômago e intestino, que é responsável por estimular a sensação de fome quando o estômago está vazio”, explica a médica.

“Quando os alunos bebiam qualquer bebida carbonatada (refrigerante normal, zero, diet ou água com gás), os níveis de grelina aumentavam para níveis mais altos do que quando bebiam água natural. Embora este estudo não tenha avaliado a ingestão de alimentos ou alterações de peso dos alunos após beber diferentes tipos de bebidas, os níveis aumentados de grelina após o consumo de bebidas carbonatadas tornam plausível que essas bebidas possam causar fome, aumento do consumo de alimentos e ganho de peso. E isso é motivo de preocupação”, explica a médica nutróloga.

Segundo os autores do estudo, as células do estômago que são sensíveis à pressão respondem ao dióxido de carbono nas bebidas carbonatadas, aumentando a produção de grelina.

O que resta, afinal, para beber diariamente? A resposta curta é fácil: água. “Chá sem açúcar ou água com infusão de frutas também são boas alternativas”, explica Marcella. “Embora a água pura seja a melhor para a saúde, para muitos não é a escolha mais atraente. Variações de águas como a água com gás, as águas saborizadas, a água de coco e os chás, também valem. Sucos, cafés e outros líquidos, não adoçados com açúcar, podem ser também consumidos, mas com moderação. Se você preferir beber refrigerante todos os dias, faz sentido mudar de uma alternativa normal para uma alternativa sem calorias. Uma bebida gaseificada de baixa caloria ainda pode ser uma escolha razoável, contanto que você fique de olho no resto de sua dieta e no seu peso”, diz Marcella.

Foto: iStock

“Outra forma de mudar os hábitos e diminuir o consumo é perceber qual momento você ingere mais refrigerante, buscando opções que podem ser mais vantajosas, por exemplo, comendo uma fruta como sobremesa, ou apostando em um chá. O kombucha também é uma boa opção. A bebida de origem oriental é um chá fermentado com sabor ácido e adocicado, que parece um refrigerante natural, com vários sabores e que pode ser feito em casa a partir de uma cultura de micro-organismos com atividade probiótica, chamada ‘scoby’ ou comprar as versões prontas, que cada vez são mais facilmente encontradas. A kombucha é uma ótima fonte de probióticos e como as outras fontes alimentares enriquecidas com probióticos, auxilia o sistema imunológico, melhora o funcionamento intestinal e melhora a absorção de nutrientes”, finaliza a médica.

Fontes: Marcella Garcez é médica nutróloga, Mestre em Ciências da Saúde pela Escola de Medicina da PUCPR, Diretora da Associação Brasileira de Nutrologia e Docente do Curso Nacional de Nutrologia da Abran. Membro da Câmara Técnica de Nutrologia do CRMPR, Coordenadora da Liga Acadêmica de Nutrologia do Paraná e Pesquisadora em Suplementos Alimentares no Serviço de Nutrologia do Hospital do Servidor Público de São Paulo.

Como acabar com a sensação de fome infinita? por Maura Corá*

Na correria do dia a dia, mesmo quando nos alimentamos bem, é comum ter a sensação de estarmos sempre com fome. Quem tem a chamada “boca nervosa” sabe bem como essa sensação pode ser incômoda e gerar grandes prejuízos à saúde. Contudo a solução para esse problema é simples, basta controlar o famoso “hormônio da fome”. A grande questão é como fazer isso.

Esse hormônio, oficialmente chamado de grelina, é produzido principalmente pelo estômago. Sempre que ficamos sem comer, nosso estômago intensifica a secreção desse hormônio que, imediatamente, emite uma mensagem para o nosso cérebro avisando sobre essa ausência de comida. Quanto mais elevada for a produção, maior será a sensação de fome e esta só passa depois que nos alimentamos novamente.

comida boca garfo mulher
Pixabay

Uma curiosidade é que a quantidade de grelina em obesos não é necessariamente maior do que em pessoas com o peso ideal, por isso é tão comum ouvirmos muita gente reclamando dessa fome infinita.

No Brasil, isso ocorre muito devido ao nosso modelo de alimentação. Em geral, costumamos misturar carboidratos, gorduras e proteínas em todas as refeições. Contudo, esses grupos, por serem absorvidos pelo nosso estômago de formas diferentes, influenciam muito na liberação do hormônio da fome.

Para termos a sensação de saciedade por mais tempo, o ideal seria organizar o consumo desses alimentos para evitar a liberação da grelina. Um modelo eficiente, por exemplo, seria se ingeríssemos primeiro a carne, as verduras, os legumes e só depois o arroz e o feijão. Contudo, quem aguentaria viver de maneira tão restritiva?

Sorte a nossa que existem formas muito mais simples e rápidas de controlar esse hormônio, sem ser por restrições ou pelos medicamentos proibidões que ouvimos falar por aí. Fórmulas manipuladas que tenham em sua composição produtos naturais é uma delas.

O Adipogen, por exemplo, composto que associa folhas de Piper betle e sementes de Dolichos biflorus, extratos naturais que são excelentes gerenciadores de peso, cumpre bem essa função por reduzir o acúmulo excessivo de gordura, estimular a lipólise e controlar o apetite.

Beautiful fresh Betel Leaf (Piper Betle)
Piper bietle – Stock Photo

Em testes clínicos, após o uso contínuo por oito semanas, o suplemento provocou uma redução dos níveis séricos de grelina de 20,85% e um aumento de adiponectina (hormônio que estimula a quebra de gordura) de 15,35% no grupo tratado. Dessa forma, por meio da inibição do apetite, ele gerou uma perda média de 3 Kg nas pessoas que o utilizaram.

Outra grande vantagem é a sua facilidade de acesso, visto que está disponível em diversas farmácias de manipulação espalhadas pelo país. Assim, temos uma excelente solução para controlar o hormônio da fome sem gerar nenhum prejuízo à saúde. Se você se identificou não hesite em consultar seu nutricionista ou farmacêutico, para incluir o Adipogen na sua rotina agora mesmo.

*Maura Corá é nutricionista da Idealfarma, empresa que se dedica à fabricação e distribuição de extratos nutracêuticos, fitoterápicos, cápsulas gelatinosas e suplementos