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Hoje é o Dia Mundial da Doença de Alzheimer

Doença que atinge memória e leva a perda cognitiva muda a vida de paciente e familiares

Setembro é o Mês Mundial da Doença de Alzheimer, cujo dia é comemorado hoje (21), e incentiva a conscientização e move campanhas no mundo todo, coordenado pela Alzheimer’s Disease International (ADI), associação que congrega todas as instituições mundialmente. Este ano o tema é ‘Vamos conversar sobre demência’ e a ABRAz (Associação Brasileira de Alzheimer) chama a atenção para os números da doença.

A cada 3 segundos alguém é diagnosticado com esse tipo de demência no mundo e até 2050 serão 152 milhões de pessoas com Alzheimer, de acordo com a estimativa da ABRAz. “É preciso falar sobre o assunto, trabalhar para prevenção e diagnóstico precoce, já que não há cura, mas há possibilidades de tratamentos avançados capazes de retardar o avanço. Por isso é tão importante o conhecimento e acompanhamento com profissionais especializados”, explica Marcella dos Santos, enfermeira chefe do Grupo DG Sênior e responsável por três casas de residenciais para idosos, em Santo André – SP.

Quem tem um familiar com Alzheimer ou conhece alguém que já cuidou de um parente com a doença sabe que a experiência não é nada fácil. Doença neurodegenerativa mais frequente na espécie humana, o problema afeta a memória, o comportamento e outras funções mentais de forma progressiva. Nos estágios mais avançados, impede a pessoa de exercer suas atividades diárias, reconhecer os familiares e se comunicar adequadamente. Na maioria dos casos, a doença é detectada após um longo período, trazendo cada vez mais dificuldades para os familiares em lidar com o paciente.

Hoje já é possível contar com diversos tratamentos e tecnologias para diagnosticar, tratar e facilitar o dia a dia do portador e dos familiares. A última novidade veio de neurocientistas suecos que desenvolveram o aplicativo Altoida, recém-chegado no Brasil. A ferramenta reconhece alterações cognitivas, o que pode ajudar a identificar a doença de Alzheimer 10 anos antes da manifestação dos primeiros sintomas, e de acordo com o desenvolvedor, o app tem até 94% de precisão, e através de um teste rápido ele trabalha com inteligência artificial identificando o CCL (comprometimento cognitivo leve), que é a fase inicial do Alzheimer.

Marcella explica que é preciso ter cautela com a realização dos testes, para que os pacientes não fiquem ansiosos ou até mesmo deprimidos com resultados que apontem para o diagnóstico positivo. “Sempre conversamos muito com a família. A confirmação do Alzheimer pode mudar a forma de lidar com o familiar, mas é importante entender o que realmente é possível fazer por aquela pessoa querida.”

Há muitos fatores que levam ao aparecimento da doença e o papel dos profissionais da saúde é ajudar paciente e familiares a entender melhor a questão para tomar as providências com o máximo de antecedência possível. “É preciso deixar de lado o estigma da doença e trabalhar o psicológico de todos. Acompanhamos de perto tanto pacientes com perda cognitiva e de memória quanto a família que passa por fases bastante delicadas de aceitação”, conta a profissional.

Demência x Alzheimer

Uma dúvida muito frequente é sobre a diferença da demência e do Alzheimer. De acordo com doutor Dráuzio Varella, é necessário entender que a doença de Alzheimer é um dos tipos de doença do quadro demencial. “Para a medicina, a demência não tem ligação com o conceito popular, conhecido como loucura”, explica.

De acordo com o médico, a demência se refere a alterações da cognição. Ele explica que toda análise que fazemos sobre o mundo, como visão, audição, reflexos, percepções de vida, acontecem por meio de processos cognitivos. Nas demências, esses processos vão se embaralhando e a visão da realidade começa a ser deturpada.

“Há vários processos que provocam demência, por exemplo, um derrame cerebral que atinge uma área responsável pelo entendimento de mundo que nos cerca, ocasionando uma confusão”, diz Varella. O doutor reforça que existem vários tipos de demência, como falta de vitamina B12 ou até mesmo casos de hipotireoidismo que levam a quadros confusionais.

“A demência mais comum de todas é a doença de Alzheimer. Ela se deve à deficiência da cognição que vai se instalando gradativamente, começando com pequenos lapsos de memórias, esquece acontecimentos recentes, mas tem memória para fatos tardios. Começa confundir pessoas, contar a mesma história dezenas de vezes, o quadro vai progredindo gradativamente até atingir a parte motora, e acabam sendo dependentes totalmente”, conclui.

Fonte: Grupo DG Sênior

Dez dicas do que fazer com idosos em casa em época de quarentena

Atividades podem render recordações e lições para todos

Para a prevenção do contágio da covid-19 estão todos em casa e muito se fala em opções para entreter as crianças que estão sem escola, quase uma fase de férias antecipadas, com o agravante de não poder nem descer para o parquinho do condomínio. Com idosos, a rotina precisa ainda de mais reforço para que eles se mantenham ativos e saudáveis.

Neste momento de isolamento, o que fazer para que esses idosos não se sintam tão sós? A enfermeira chefe do Grupo DG Sênior, Marcella dos Santos, dá dicas de como manter essas pessoas saudáveis e em movimento tanto mentalmente quanto fisicamente.

1. Exercícios físicos

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Manter a atividade física, por meio de alguns exercícios simples que podem ser feitos em casa. Alongamentos e pequenos pesos caseiros como sacos de feijão, por exemplo, ajudam a manter a rotina.

2. Contação de histórias

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Para idosos também é interessante o estímulo à leitura. Pode ler um livro em conjunto e ir interagindo sobre a leitura. Também pode ser interessante usar álbuns de fotografias para estimular a partilha de memórias. Este momento pode ser muito rico para a família toda. Pode incluir também integrantes que estão em suas casas, por vídeochamada. É um lindo momento para os avós contarem histórias para a geração mais nova.
“Outra sugestão é a de escrever, em conjunto, a biografia do idoso, contando sua própria história. Isso estimula a memória também, além de ser um registro lindo para se guardar”, explica Santos.

3. Ajudar na cozinha

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Foto: Meetcaregivers

Para aqueles que ainda têm independência para cozinhar ou ajudar na cozinha, essa pode ser uma atividade muito interessante. Fazer bolos e tortas com receitas antigas da época do idoso, resgatar as receitas de família e até fazer um caderno organizando essas preciosidades para passar adiante. “É importante sempre tomar cuidado com objetos cortantes e com o fogo para aqueles com a motricidade reduzida, mas a atividade não deixa de ser interessante para eles também”, alerta a enfermeira chefe.

4. Jogar um dos seus jogos favoritos

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Foto: Cohdra/Morguefile

Geralmente jogos como o dominó, cartas e tabuleiro fazem sucesso. Palavras cruzadas também são sempre bem aceitas. A dica é fazer desafios, placares para que seja estimulante jogar.

5. Estimular a criatividade

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Free Images

A pintura é uma atividade usada muitas vezes para ajudar a relaxar. Podem ser livros de pintura ou em telas, dependendo a cognição do idoso. Criar um álbum ou uma caixa de memórias, onde são colocados vários objetos ou fotos que tenham um significado especial para a pessoa e que possa ser acessado facilmente, também é uma ideia que pode estimular a busca por esses objetos.

6. Música e dança

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Shutterstock

Ouvir músicas que remetem às memórias pessoais. Pode convidá-los a dançar, caso seja possível. Essa prática é interessante tanto para uma atividade cognitiva quanto física. Conversar sobre a música, ver vídeos do artista preferido. Com a internet, é possível trazer memórias da época dos shows e do rádio.

7. Filmes

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Pixabay

Outra atividade interessante é propor uma sessão de cinema. Depois de fazer aquele bolo ou torta, tomar o lanche da tarde assistindo um bom filme pode render bons momentos. Ainda é possível aproveitar para comentar. Os clássicos mais antigos trazem vestimentas, músicas e artistas que podem ser tema da conversa.

8. Jardinagem

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Caso tenha jardim em casa, pode pedir para o idoso aguar as plantas. Se morar em apartamento, deixe alguns vasos para que eles consigam cuidar. Toda atividade que envolva cuidar das plantas, montar uma mini-horta, pode ser muito benéfico.

9. Conversar

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O diálogo é muito importante. Procure sempre conversar com o idoso, explicar o que está a acontecendo e escutar suas angústias. Pode ser útil pegar um artigo de jornal ou revista e discuti-lo. Lembre-se de mudar o foco de assuntos negativos.

10. Religião/espiritualidade

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Pinterest

É essencial manter o máximo dos rituais religiosos a que estão acostumados. Existem canais de TV específicos e podemos oferecer para que acompanhem as missas, orações e cultos. Alguns líderes religiosos adotaram transmissões on-line.

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Foto: MedicalNewsToday

“A tecnologia pode ser uma grande aliada nessa fase, mas alguns não aceitam muito bem, então o conselho é que seu uso seja sempre supervisionado. Promova encontros virtuais com outros familiares para diminuir o isolamento social. Também existem aplicativos para treinamento do cérebro direcionado para idosos. O importante é mantê-los em movimento”, finaliza Marcella.

Fonte: Grupo DG Sênior

Como proteger idosos do novo coronavírus

Grupo DG Sênior dá dicas de prevenção à doença para pessoas da terceira idade

Prevenção é a palavra de ordem quando o assunto é o novo coronavírus, especialmente quando se trata de pessoas acima de 60 anos. Um Estudo do Centro de Controle e Prevenção de Doenças da China aponta que a letalidade progride de acordo com a faixa etária e, em pessoas com mais de 80 anos é de 15%.

Diante disso, o Grupo DG Sênior, que atua há 35 anos com residenciais especializados para pessoas idosas, criou uma cartilha dando dicas de prevenção.

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Dica 1: lavar bem as mãos com sabão até os cotovelos sem esquecer de esfregar entre os dedos. Dê preferência a sabonete líquido.

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Foto: Clean Hands JA

Dica 2: utilize álcool 70% para substituir a lavagem das mãos ou até para finalizar.

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Dica3: em ambiente público, evite passar a mão na boca, olhos e nariz já que o vírus é transmitido por vias aéreas e pelo contato com secreções respiratórias.

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Dica 4: manter limpos os ambientes. Higienizar superfícies, móveis e até o celular com produtos desinfetantes.

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Pixabay

Dica 5: prefira não cumprimentar as pessoas com beijo no rosto. O contato próximo e a saliva devem ser evitados.

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Dica 6: estar com vacinas contra gripe em dia.

“Pegar uma gripe e o coronavírus ao mesmo tempo pode gerar uma infecção cruzada e potencializar as duas doenças. Isso proporciona a queda do sistema imunológico e consequentemente aumenta os riscos de letalidade”, explica Marcella dos Santos, enfermeira chefe do Grupo DG Sênior.

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“É comum esquecermos de manter o controle sobre outras doenças quando aparece uma epidemia como coronavírus, no entanto, se o organismo estiver forte as chances de uma nova infecção levar o paciente à morte é muito menor”, conclui Marcella.

Manter-se saudável e no controle é a principal dica contra o coronavírus.

Fonte: Grupo DG Sênior