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Conheça a diferença entre os salames e aprenda a harmonizá-los com vinhos

Com sabores fortes e marcantes, cada tipo de salame deve ser apreciado com vinhos diferentes para garantir a melhor experiência na degustação

O salame é uma iguaria de origem italiana, que vai muito bem em sanduíches, tábuas, petiscos, patês e até mesmo em pratos quentes, como tortas, quiches, massas e risotos. É um produto curado, feito geralmente com carne suína e toucinho. Há disponível no mercado boa diversidade de salames e a Hans, marca de frios e embutidos preparados com receitas de origem alemã, ensina as diferenças entre os salames e como harmonizá-los com os vinhos mais adequados.

Além do calibre, ou seja, a espessura do produto, o diferencial está na qualidade da carne empregada, que irá impactar diretamente no sabor. Além disso, o tempo de cura, maturação e adição de temperos específicos dão origem aos tipos de salames. Os mais comumente apreciados são os salames italiano, hamburguês e pepperoni.

Conheça as diferenças e aproveite o melhor da experiência gastronômica, com o acompanhamento de um bom vinho:

Salame Italiano Hans: produzido com paleta suína, carne de alta qualidade e saborosa, e toucinho lombar, uma gordura mais firme, que não derrete facilmente. Leva temperos típicos da culinária alemã, como kümmel e páprica, além de vinho tinto. Com maturação prolongada, que leva até 40 dias, ainda passa por rápida defumação no início da fermentação. É um produto com muito sabor e ótima acidez. É recomendado o acompanhamento por um vinho com boa acidez e doçura equilibrada, como o Lambrusco ou até mesmo o Moscatel. Os espumantes harmonizam bem com sabores mais salgados, pois, além da acidez, contam com o gás carbônico, que ajuda a limpar o palato do sal e abrem o apetite. O espumante Brut, o preferido do brasileiro, também harmoniza muito bem, ainda que perca a doçura do Moscatel, equilibrada pelo sal do salame.

 

Freepik

Salame Hamburguês Hans: é preparado com paleta suína e toucinho, assim como o Italiano. O seu tempero característico é a pimenta preta em grãos, que é aromática e saborosa. Apresenta alto rigor e controle nas etapas de cura e maturação, que são etapas fundamentais para deixar o salame com textura mais macia e levar mais sabor. É defumado naturalmente e possui tempo de preparo longo, entre 30 e 40 dias.
Para esse tipo de salame são recomendados os vinhos espumantes, como o Moscatel e Brut. A harmonização com vinho branco seco produzido com as cepas Reislin resultam em uma experiência completa. Os vinhos produzidos com estas duas castas, originárias da Alemanha, Áustria e Alsácia (França) são muito aromáticos, com notas de frutas cítricas e flores, e têm bastante acidez. Pela adição da pimenta preta e da defumação, o salame hamburguês é bem aromático e seu sabor é valorizado por estes vinhos brancos, leves e perfumados.

Pepperoni Hans: é preparado com paleta suína e toucinho, assim como o Italiano e o Hamburguês. Sua característica mais marcante é a presença da páprica, que deixa o produto com cor avermelhada e com sabor picante. O seu tempo de preparo é de até 40 dias. Neste caso, a harmonização com melhor efeito é com o vinho tinto produzido com a casta Pinot Noir, que resulta em tintos leves, com boa acidez e taninos macios, o que torna os vinhos muito gastronômicos, fáceis de harmonizar com alimentos mais aromáticos, como o Salame Pepperoni.

Agora que você já conhece as diferenças entre os salames e a melhor harmonização possível com vinhos, a experiência gastronômica está garantida.

Fonte: Hans

Casamento perfeito: vinho e risoto

Especialista dá dicas de vinhos ideais para serem harmonizados com o clássico da gastronomia italiana

Nada melhor do que agradar as pessoas que gostamos. Uma maneira fácil e prática de conseguir isso, é com a gastronomia. Que tal apostar em um belo e versátil risoto, um clássico italiano, para conseguir uns pontinhos com aquela pessoa especial? Afinal, o jeito mais fácil de tocar no coração de alguém, é por meio do estômago.

O risoto pode ser servido como entrada em pequena quantidade, como prato principal ou ainda como acompanhamento de carnes. Além disso, a versatilidade permite que ele seja harmonizado com diversas bebidas, principalmente um vinho de qualidade. De acordo com Abel Blumenkrantz, executivo da Garage Vinhos, vinhos e risotos harmonizam tão bem que formam o “casal” perfeito da gastronomia.

Risotto alla milanese – Dreamstime

No Brasil, os risotos mais conhecidos são o Risotto alla Milanese (risoto milanês), o Risotto com Funghi (risoto ao funghi) e o Risotto al Quattro Formaggi (risoto aos quatro queijos). Alguns ingredientes são indispensáveis para a receita, entre eles o arroz dos tipos arbório, arbório integral, carnaroli ou vialone nano, caldos aromáticos, cebola, manteiga, vinho e queijo.

Mas na hora da harmonização, qual é o vinho ideal para cada risoto? Para Abel, os ingredientes do preparo irão definir essa escolha. “Os ingredientes utilizados no risoto é que vão determinar qual o melhor vinho para a harmonização. Antes de escolher a bebida, é fundamental prestar atenção nas peculiaridades do preparo. Como o risoto é muito versátil, o leque de vinhos para harmonização também é muito grande”, comenta.

Segundo o especialista, os vinhos brancos e rosés costumam acompanhar muito bem risotos preparados com ingredientes leves. “Se você for fazer um risoto com legumes ou frutos do mar, os brancos e rosés são um complemento perfeito”, explica. “Mas as receitas com carne, linguiça, cordeiro ou carne de caça, precisam de um vinho com mais intensidade. Daí eu sugiro a harmonização com tintos leves”, completa Abel.

Confira algumas dicas especiais do especialista:

• Risoto de frutos do mar, com mexilhões, lulas e ou polvo.
Vinho: Casas del Toqui Reserva Sauvignon Blanc
Tipo de uva: Branca
Uva: Sauvignon Blanc
Origem: Chile

• Risotos de filé mignon, com funghi, carne seca e ou linguiça
Vinho: Casa Scarpa
Tipo de uva: Tinta
Uva: Barbera D’Asti
Origem: Itália

• Risoto de queijo brie:
Vinho: Las Perdices Reserva Chardonnay
Tipo de uva: Branca
Uva: Chardonnay
Origem: Argentina

• Risoto de aspargos com presunto parma
Vinho: Espumante De Vergy Blanc de Blancs Brut
Tipo de uva: Brancas
Uvas: Ugni Blanc, Colombard, Chardonnay
Origem: França

Caledonia Whisky & Co lança menu harmonizado com prato de frutos do mar do Torero Valese

Na vida, como na gastronomia e no universo das bebidas, a arte de combinar aromas, texturas e sabores requer precisão, talento e conhecimento. Predicados, aliás, que não faltam aos sócios do Caledonia Whisky&Co, Mauricio Porto e Guilherme Vale, que vêm lançando propostas inusitadas de harmonização com seus whiskies emblemáticos.

A mais recente é a que combina o single malt The Macallan Triple Cask Matured 12 anos – um dos mais cultuados single malts do mundo – com um belo prato do chef Juliano Valese, do Torero Valese.

Assim, o talento do chef Juliano Valese e seus preparos supreeendentes, brindam os fãs de whiskies premiados, com uma bela criação que inclui Arroz de camarão al ajillo, puxado em azeite, alho laminado, pimenta calabresa, flambados em Jerez. Vale lembrar a intimidade do chef com o território gastronômico espanhol e suas receitas criativas que há mais de 13 anos conquistam paladares exigentes da cidade. Sua cozinha mediterrânea, autoral e marcante é realçada pela qualidade dos ingredientes utilizados e privilegia itens da estação, em execuções cuidadosas em cada prato.

“O Macallan Triple Cask 12 anos utiliza – além do carvalho americano de ex-Bourbons – barris de carvalho americano e europeu que antes maturaram em Jerez espanhol, o mesmo tipo de vinho utilizado na receita do chef Juliano Valese. Portanto a harmonização está em três elementos – no vinho, na cultura da culinária espanhola, presente tanto no amadurecimento do whisky quanto na concepção do prato, e na convergência de ingredientes. Este whisky, adocicado, rico em especiarias, com sabor de uvas passas e taninos combina perfeitamente com o camarão flambado no Jerez, um prato com bastante especiarias e bem temperado, permitindo que um não se sobreponha ao outro”, comentam os sócios do Caledonia.

O “Par Perfeito” – prato e whisky – custa R$ 150,00 e pode ser pedido pelo delivery do Torero Valese, pelo WhatsApp (11) 94046-5556

Fonte: Caledonia Whisky & Co

 

Como harmonizar pratos típicos de inverno com diferentes estilos de cerveja

O beer sommelier da cervejaria Berggren, Robson Vergillio, explica quais são as combinações mais indicadas

No final do mês de junho começa o inverno, a estação mais fria do ano. Durante esse período, muitos aproveitam para saborear pratos típicos da estação. O que muitos não sabem é que uma bebida bastante popular no Brasil pode ser uma ótima opção para ser consumida nessa época: a cerveja. Sim, há estilos que combinam perfeitamente com climas mais frios e suas elaboradas refeições, vindo a proporcionar uma verdadeira experiência gastronômica. Para explicar como essas harmonizações podem ser feitas, o beer sommelier da cervejaria Berggren, Robson Vergillio, explica quais as combinações mais indicadas, confira:

– Sopasopa
Para se aquecer durante esse período, a sopa pode ser uma ótima opção de refeição. Apesar de parecer improvável, a sopa combina com cerveja. A bebida não precisa estar extremamente gelada, no rótulo é possível verificar qual a temperatura ideal. Há diversos tipos de sopa, como o caldo-verde, que combina com uma India Pale-Ale, justamente por suas notas florais e cítricas, além de corpo médio e amargor intenso.
– Fonduefondue
Não tem quem não se lembre do fondue quando o assunto é inverno. Atualmente é possível encontrar fondue dos mais variados tipos e sabores. O mais tradicional é o de queijo, que combina com o estilo de cerveja Strong Ale. Possui aroma marcante e intenso, textura licorosa e um toque de amargor mais pronunciado.
– Chocolatechocolate
Com cada vez mais apreciadores, as cervejas podem ser apreciadas também com sobremesas que levam chocolate em sua composição. Para experimentar essa experiência gastronômica única, o estilo que mais combina é o Porter. Com ampla variação de aromas torrados, permeando entre café, chocolate, biscoito e até o toffee, possui sabor e amargor equilibrado entre os lúpulos e maltes torrados presentes na receita.
– Feijoadafeijoada
Por ser um prato quente bastante encorpado, a feijoada costuma ser uma boa pedida durante o inverno. Para brindar, uma cerveja leve como a Witbier é uma boa opção para equilibrar. Além da semente de coentro, ela possui raspas da casca de laranja e limão, ingredientes que lhe conferem um toque de criticidade.
– Crème Bruléecreme (1)
Tradicional sobremesa francesa, o Crème Brulée é feito com gemas, creme de leite fresco e baunilha, e costuma ser uma ótima opção nessa época fria do ano. O estilo de cerveja pedida é a Weissbier. Como a cerveja não passa pelo processo de filtração, ela mantém parte das leveduras na garrafa conferindo aspecto turvo à cerveja. No aroma apresenta notas delicadas de cravo e banana, típicas do estilo, e no sabor um perfeito equilíbrio entre os ingredientes.
– Pratos apimentados pimenta
Durante esse período, os pratos mais apimentados ganham destaque como carne com chilli, taco e burritos. Uma cerveja que harmoniza muito bem com essas iguarias mexicanas é a Pale Ale. No aroma, o lúpulo surge em primeiro plano trazendo notas cítricas e, no sabor, o amargor é equilibrado pelo dulçor do malte.

Sobre a Berggren

cervejas

A Berggren é uma cervejaria que foi oficialmente inaugurada em novembro de 2015. Quem está à frente dos trabalhos é o Diretor Geral Lucas Berggren. A empresa teve seu projeto iniciado entre 2008/2009, quando a família Berggren começou a estudar o funcionamento dos equipamentos para a montagem da fábrica e entre 2013/2014 a família, que tem atuação na indústria têxtil, ganhou um fôlego financeiro e deu retomada definitiva ao projeto. Produzindo cervejas de estilo clássico, e outras inspiradas na Escola Americana, a Berggren Bier conta com uma fábrica piloto (com laboratório e estrutura de envase) para testar suas cervejas – algo presente em poucas cervejarias do país.

Vinhos brancos encorpados são uma excelente pedida para dias mais frios

Com a chegada do inverno, vinhos brancos com maior estrutura harmonizam perfeitamente com um belo menu para esquentar seus dias mais frios

Uma máxima bem conhecida entre apreciadores de vinho é que os tintos são ideais para o inverno, assim como os brancos casam perfeitamente com o verão. Normalmente, vinhos brancos apresentam uma maior acidez e refrescância, combinando com dias mais quentes, enquanto que vinhos tintos, geralmente mais encorpados e pesados, de coloração mais intensa, associam-se melhor à gastronomia do inverno, que pede pratos mais robustos e reconfortantes.

Contudo, existem muitos vinhos brancos que são ideais para dias mais frios, sim. Por serem mais encorpados e com maior estrutura, tornam-se pares ideais para um menu de inverno ou mesmo para uma degustação solo.

O sommelier Jonas Martins, responsável pelo portfólio de vinhos da MMV Importadora, de Curitiba, diz que o segredo para um bom vinho branco encorpado está na uva selecionada e no processo de fermentação e envelhecimento desse vinho.

“Para um bom vinho branco mais presente, é necessária uma uva com maior estrutura que suporte o envelhecimento e maturação deste vinho. Assim, a uva Chardonnay acaba sendo a escolha ideal para um vinho branco mais encorpado”, explica Martins.

De acordo com o especialista, o fato da Chardonnay ser uma uva de maior estrutura e de propriedades químicas mais ricas faz com ela seja mais encorpada e tenha maior presença na boca. Isso permite que os sabores do vinho permaneçam no paladar, mantendo sua presença. Uvas mais leves, como a Pinot Grigio, permite um vinho mais refrescante, com sabor tendendo ao cítrico, porém com baixa ou pouco persistência em boca.

Essa maior estrutura também faz da Chardonnay uma uva branca apta ao envelhecimento, aceitando muito bem o processo realizado em barris de carvalho, por exemplo. Isso confere ao vinho um sabor exclusivo, pois ao entrar em contato com o tanino existente na madeira, novos aromas e sabores emergem. O barril também permite que o vinho “respire” durante seu envelhecimento, acrescentando maciez ao paladar.

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O portfólio de vinhos da MMV apresenta bons exemplares de Chardonnay encorpados. O Viapiana Chardonnay, vinho brasileiro produzido em Flores da Cunha – RS, apresenta aromas de nozes, chocolate branco, flor de eucalipto, abacaxi e caldas de frutas. É seco e untuoso ao paladar, deixando uma nota de amanteigado ao final.

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O Inserrata Intrigo Chardonnay é um vinho orgânico produzido na Toscana, Itália. Produzido com a técnica sur lie, quando o vinho é amadurecido em contato com as borras das casca das uvas, o Intrigo passa 4 meses por filtragem em peneira grossa. O vinho é extremamente frutado, com notas de manga, abacaxi, framboesa e gengibre, sendo volumoso a boca e de final alongado.

fortunaChard

A MMV também possui uma linha própria de vinhos, produzidas no Chile em parceria com vinã Requingua. Lá é feito o Fortunatus Reserva Especial Chardonnay, vinho que conta com a participação do sommelier na produção. “Buscamos atender ao paladar do brasileiro para vinhos com o Fortunatus, com muita qualidade, porém com preço acessível e agradável a boca”, afirma Martins.

O Fortunatus Chardonnay tem aroma frutado, toques de baunilha e nozes tostadas, sendo bastante cremoso na boca, macio e de final longo. Ele é envelhecido por seis meses em barris de carvalho francês.

Harmonização

Os vinhos Chardonnay encorpados harmonizam perfeitamente com queijos semiduros com sabores amendoados, como o emmental, gouda, edam. Peixes com um teor de gordura maior, como o salmão, bacalhau e tainha casam perfeitamente com vinhos de maior acidez e presença, em uma combinação de texturas muito agradável ao paladar.

Informações e vendas: MMV

Dia da Pizza: dicas para harmonizar pizza com vinho (que vão além do óbvio)

Brasileiro gosta tanto de pizza que até instituiu um dia para celebrá-la: 10 de julho. A data nasceu em 1985 e até hoje continua sendo um ótimo pretexto para se deliciar com uma boa pizza. E como este ano a data cai em uma sexta-feira, que tal escolher um vinhozinho para acompanhar?

A especialista em vinhos Paula Daidone explica que para uma escolha mais acertada temos que levar em consideração dois pontos: o estilo da pizza e o ingrediente em evidência. “Muita gente se preocupa apenas com o sabor da pizza. Mas o estilo interfere diretamente nessa decisão”, explica Paula.

Se a escolha for por uma pizza ao estilo italiano, por exemplo, como a Napoleta, que está na moda, é necessário levar o molho de tomate em consideração. “Na Itália, o molho de tomate é considerado um ingrediente principal e só vai em receitas que fazem sentido. Não é como aqui, que ele é base, como a massa”, explica Paula. Nesse caso, como o molho de tomate puro e fresco está em evidência, não é indicado consumir vinho tinto.

vinho taça tinto

“Os taninos do vinho tinto podem acentuar ainda mais a acidez do molho e criar um sabor desagradável no paladar. De acordo com as regras italianas de harmonização, só podemos colocar vinho tinto quando o molho de tomate é recheado, como um ragu ou bolonhesa. E isso vale inclusive para uma macarronada”, revela a especialista. A escolha certeira é o vinho branco e aí vale principalmente as uvas italianas, como Greco di Tufo, Vermentino, Verdicchio, Glera e Pinot Grigio. “Não precisamos ficar presos aos vinhos italianos. Há ótimos exemplares de vinhos com uvas autóctones italianas sendo elaborados no Brasil”, revela.

As pizzas tradicionais brasileiras são muito diferentes. Levam cobertura generosa, mistura de ingredientes e o molho é quase imperceptível. Nesse caso, o ingrediente mais aparente é o que pautará a escolha do vinho. “Normalmente, a pizza leva até o nome desse ingrediente, como Calabresa, Rúcula, Palmito, Atum. E aí a gente deve aplicar as regrinhas que usamos para o tal ingrediente em outras receitas”.

Para pizzas com embutidos, como calabresa ou pepperoni, é opção é um vinho com sabor mais intenso e tânico, para limpar a gordura oriunda da proteína animal. Vinhos das uvas Cabernet Sauvignon, Petit Verdot, Tempranillo e Touriga Nacional vão muito bem. Pizzas que tem queijo como ingrediente principal, como Margherita, muçarela e 4 queijos precisam de um vinho com mais acidez, para limpar a gordura, e aromático, para neutralizar o aroma do queijo. Boas opções: Torrontés, Alvarinho, Chardonnay e espumantes brut ou nature.

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Foto: Kaboompics/Pixabay

Pizzas que levam proteínas brancas, como frango e peixe, podem ir com vinho branco mais estruturado ou então um rosé, frango com Catupiry com Chardonnay e atum com um rosé de cor mais escura. Pizzas com verduras vão bem com brancos aromáticos, como pizza de rúcula um Chenin Blanc ou palmito com Sauvignon Blanc. E as de legumes ou cogumelos podem transitar entre branco e tinto. Por exemplo, berinjela e cogumelo vão muito bem com Pinot Noir.

Pizza doce também pode e deve ser acompanhada por um vinho. Os espumantes doces e os vinhos de sobremesa são perfeitos para essas receitas. Pizza de chocolate e um vinho do Porto Ruby jovem, chocolate brando e colheita tardia, ou pizza de banana com um espumante moscatel. “Mas se a ideia é inovar, aconselho provar com um vinho tranquilo. Tente um Merlot para acompanhar pizza com chocolate ao leite, Riesling para chocolate branco e Chardonnay com frutas. É uma experiência surpreendente”, finaliza Paula.

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Para facilitar a compreensão sobre o tema, Paula preparou um conteúdo completo, que inclui vídeo no canal do Reserva85 no Youtube e dois artigos no site do Reserva85, para ler, clique aqui e aqui.

Como harmonizar pratos típicos juninos com diferentes estilos de cerveja

Para quem quer ter uma experiência gastronômica diferenciada, o mestre cervejeiro da Ashby, Alexandre Vaz, explica como harmonizar diferentes estilos de cerveja com pratos clássicos do arraial

Uma das épocas mais aguardadas por aqueles que não dispensam uma boa quadrilha, tomar quentão e saborear um milho já chegou. Apesar das festas juninas serem tradicionalmente comemoradas do dia 12 de junho, véspera do dia de Santo Antônio, até o dia 29 de junho, dia de São Pedro, hoje é possível aproveitar o arraial também no mês de julho. A festa tem origem nas comemorações de santos populares de Portugal como Santo Antônio, São João, São Paulo e São Pedro.

Além das gincanas clássicas como a pescaria, prisão e boca do palhaço, toda festa junina que se preze também possui um cardápio típico com pipoca, bolo de milho e curau. Para quem quer ter uma experiência gastronômica diferenciada, o mestre cervejeiro da Ashby, Alexandre Vaz, explica como harmonizar diferentes estilos de cerveja com pratos clássicos do arraial, confira:

– Milho

Receita Arno_Bolo Cremoso de Milho
Seja na espiga com manteiga ou preparado como sobremesa, o milho é algo que imediatamente nos remete às comemorações juninas. Na hora de saborear um bolo de milho cremoso, uma cerveja de trigo como a Weissbier combina perfeitamente. Com espuma cremosa e duradoura, possui aroma frutado e notas de cravo e banana.

– Cachorro quente

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Foto: Alvimann/Morguefile

Esse lanche democrático, que pode ser facilmente encontrado em qualquer região, foi ganhando novas formas de preparo com o decorrer dos anos, sendo que hoje em dia é possível encontrar desde a versão clássica até as mais elaboradas. Um cachorro quente gourmet com relish de cebola roxa harmoniza com o estilo Índia Pale Ale (IPA). Lupulada e encorpada, é produzida com quatro tipos de lúpulos que dão o aroma e sabor para quem gosta de amargor.

– Bolinho caipira com recheio de linguiça

bolinho caipiria
Como o próprio nome já diz, esse quitute é a cara das festas juninas. Na versão com recheio de linguiça, o brinde deve ser feito junto com uma American Pale Ale. Feita com lúpulos cítricos e florais, ela é refrescante e com amargor médio.

– Pé de moleque

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Quando falamos nos doces que são servidos durante o arraial, o pé de moleque é um dos que costumam ser presença obrigatória nas festas. O doce feito com amendoim e caramelo combina perfeitamente com uma Porter. Ela é feita com maltes torrados que transferem a cor escura e o malte Pilsen que traz dulçor, além de traços suaves de chocolate.

– Pipoca

pipoca
Em toda festa junina a pipoca marca presença, seja ela doce ou salgada. O ideal é que a cerveja seja leve, como é o caso da Pilsen. Com 100% malte de cevada, lúpulos aromáticos e água, possui sabor na medida.

Kits Juninos

Para quem não costuma encontrar com facilidade cervejas especiais nos estabelecimentos, a Ashby preparou alguns kits especialmente para a data, e pode ser encontrados na loja online da marca:

Kit Junino

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Esse kit possui seis coolers, além de um charmoso caixote. O Cooler lembra o vinho quente, porém, deve ser consumido gelado. É uma bebida alcoólica mista do suco das melhores uvas da fronteira do Brasil com o Uruguai e vinho tinto, com 5,5% de teor alcoólico. Preço: R$ 54,97

Kit Arraiá

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Além de vir com dois copos tulipa Ashby e um abridor de brinde, o kit possui seis cervejas: duas cervejas Ashby Pilsen, produzida com a mais pura água do Circuito das Águas Paulista da Serra da Mantiqueira, e quatro coolers. Preço: R$ 71,91

Kit Festança Junina

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Ideal para explorar o universo das cervejas especiais, o kit ainda vem acompanhado de um livreto com receitas juninas e duas canecas da marca. As cervejas foram selecionadas especialmente para serem harmonizadas com pratos juninos: uma Weiss, uma IPA, uma Porter, uma American Pale Ale e duas latas da Pilsen Puro Malte. Preço: R$ 98,68

Onde encontrar: Loja Ashby

 

Cores e harmonização de arranjos florais serão abordadas em encontro on-line

Aprofundar-se no universo das cores, explorar tons e fazer combinações são as propostas do quarto Encontro com a Flor on-line: “Estudo de cores”, em 20 de junho, às 15 horas, na Mokiti Okada TV.

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A coordenadora nacional da Ikebana Sanguetsu, Maria de Lourdes Oliveira Francisco, montará três arranjos florais para explicar contraste, cores monocromáticas e degradê; ensinará a escolha de flores, folhas e galhos, bem como a análise de espaço, altura e formato de vasos.

O encontro contará com a participação especial da professora de arte e ikebana, Berenice Rodrigues de Almeida dos Reis, que abordará fundamentos do estudo das cores e harmonização. As dicas serão sobre a combinação de cores em arranjos de ikebana e abrangerão igualmente decoração de casa, roupas e maquiagens.

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Para acessar gratuitamente a Mokiti Okada TV clique aqui. Páginas do Facebook: Fundação Mokiti Okada e Ikebana Sangetsu;

Que tal harmonizar vinho com hambúrguer?

Especialista em vinhos, Paula Daidone, ensina como encontrar o vinho ideal para seu hambúrguer preferido

O hambúrguer coleciona apaixonados mundo a fora. Por conta de sua fama, ganhou uma data só para ele: 28 de maio. Nesse dia, o mundo inteiro celebra comendo hambúrguer, é claro. Mas que tal inovar e experimentar o seu harmonizado com um vinho?

Dia do Hambúrguer - Paula Daidone (002)

Por mais inusitado que pareça, o hambúrguer é uma receita que combina perfeitamente com a bebida. “O hambúrguer transcendeu. Deixou de ser comida de fast food para se tornar uma receita refinada. Hoje, figura entre opções em restaurantes sofisticados mundo a fora. É injusto não levamos em conta a bebida que irá acompanhar o prato”, afirma a especialista em vinhos Paula Daidone.

De acordo com Paula, existe um estilo de vinho ideal para cada tipo de hambúrguer. Desde os clássicos com carne de vaca até os novos plant-based. “Para fazer uma harmonização perfeita, devemos levar em consideração o ingrediente utilizado para a elaboração do hambúrguer”, explica a especialista.

Quando falamos da receita tradicional, que leva carne bovina com pelo menos 25% de gordura, o par ideal é um vinho tinto médio ou encorpado. O vinho tinto possui taninos que agem como um “limpador” da gordura proveniente da proteína animal. Ou seja, ele ajuda a secar aquela untuosidade deixada pela gordura. O tanino limpa a boca e neutraliza o paladar, preparando a boca para a segunda mordida.

Entre as sugestões de uvas, Merlot, Malbec, Cabernet Sauvignon e Syrah. “Particularmente, eu gosto muito da uva Syrah ou Shiraz para acompanhar um hambúrguer. Ela tem aromas que lembram pimenta do reino e isso combina muito com o tempero da carne. Inclusive, essa é minha dica para intensificar a experiência, escolher vinhos com aromas semelhantes à receita”, revela.

Hambúrgueres de frango e peixe, que normalmente são fritos, pedem por um vinho branco com acidez elevada. As uvas Alvarinho, Pinot Grigio e Sauvignon Blanc são excelentes opções. A escolha varia de acordo com a intensidade e peso do ingrediente usado como base.

Legumes e vegetais de sabor mais leve, como couve-flor, cenoura, brócolis, e tofu, vão bem com vinho branco como Riesling, Sauvignon Blanc e Chardonnay. Essa também é a melhor escolha para os grãos, como lentilha e grão de bico. Já preparações com ingredientes mais terrosos ou com sabor mais marcante, como berinjela e cogumelos, e os plant-based, aceitam um tinto leve, como Pinot Noir, Grenache, Tempranillo.

Paula Daidone - Dia do Hambúrgeur (002)

Para ajudar na sua comemoração, Paula preparou um vídeo com uma receita do famoso Smash Burger para acompanhar um vinho tinto da uva Syrah. Para assistir, clique aqui.

Como harmonizar cervejas com chocolates

Descubra quais são os estilos de cerveja mais indicados para harmonizar com diferentes tipos de chocolate

No dia 12 de abril é comemorada a Páscoa, um dos feriados mais importantes do calendário cristão, pois celebra a ressurreição de Cristo. Nesse ano, por conta do isolamento e distanciamento social gerados pela pandemia do coronavírus, as festividades que costumam reunir familiares e amigos não irão acontecer, no entanto, isso não quer dizer que a Páscoa não possa ser lembrada e até comemorada.

Símbolo da cultura ocidental durante as comemorações desta data, o chocolate tornou-se tão ou mais presente nas mesas quanto o bacalhau, pois é também trocado entre amigos, em forma de presente, como gesto de carinho. Uma iguaria tão especial necessita de uma bebida que esteja a sua altura, a realçar suas características e valorizar seu sabor e, para essa finalidade, nada melhor do que a cerveja certa.

cerveja com chocolate

Para quem quer ter uma experiência gastronômica surpreendente e se iniciar no mundo das harmonizações com cerveja, o mestre cervejeiro da Ashby, Alexandre Vaz, explica como harmonizar diferentes estilos de cerveja com chocolate, confira:

– Pale Ale
Uma cerveja Pale Ale possui malte especial combinado com lúpulo selecionado, resultando em uma cerveja clara, com amargor leve e distinto. Na hora de harmonizar, o ideal é o chocolate ao leite, que é a versão mais cremosa e mais doce. O amargor do lúpulo quebra a gordura e o excesso de açúcar, limpando o paladar e deixando tanto o chocolate quanto a cerveja ainda mais saborosos.

– Porter
As Coffee Porters apresentam notas de café e malte torrados, amargor leve e distinto sendo a pedida perfeita para acompanhar o chocolate meio amargo, trazendo equilíbrio ao paladar com um sabor refinado.

– Ale
A cerveja do estilo Ale possui sabor e aroma frutado que resulta em uma bebida equilibrada. Na hora de harmonizar, a opção mais indica é o chocolate branco. A gordura desse chocolate pede cervejas mais refrescantes, com mais acidez e toques de frutas. A harmonização irá causar uma explosão no paladar: é como comer um chocolate recheado.

– Cacau Ale
Uma cerveja Cacau Ale apresenta nibs de cacau em sua composição – o que a confere um sabor mais seco com acidez na medida. O chocolate com nozes e frutas secas, devido à combinação de seus ingredientes extras, harmoniza muito bem com esse estilo, marcando presença e não se sobrepondo ao sabor do chocolate.

– Hops Escura
De sabor equilibrado e levemente adocicado, a cerveja Hops Escura combina com ovos de páscoa com nozes, biscoito ou castanha em sua composição. Devido ao processo de dry hopping (método de adição do lúpulo durante a fermentação da cerveja), é uma cerveja aromática com notas de caramelo, o que a torna perfeita para acompanhar esse tipo de chocolate.

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Sobre a Ashby

Foi no ano de 1993 que Scott Ashby, americano que chegou ao Brasil em 1992, decidiu montar, na cidade Amparo, interior de São Paulo, a primeira micro Cervejaria do Brasil, a fim de trazer ao país o conceito de cervejas especiais dos EUA. Scott, Doutor em Física, apaixonado por cervejas, ingressou no curso de Mestre Cervejeiro na Universidade da Califórnia no ano de 1990 e, logo em seguida, começou a trabalhar na cervejaria americana Wasatch, onde permaneceu por dois anos. Antes disso, Scott já era homebrewer e produzia cervejas para seus amigos, que rapidamente consumiam toda a produção caseira.

E a diferenciação da empresa já começou quando pensou em montar uma fábrica na cidade de Amparo, SP, circuito das Águas Paulistas. Como essas bebidas são compostas por 90% de água, a qualidade desta na fabricação é extremamente relevante. Por isso, a Ashby, escolheu estrategicamente o melhor lugar para suas instalações. As águas de Amparo, além de conservar a pureza que brota da terra, têm um equilíbrio excelente entre sais e minerais tornando-a perfeita para a fabricação de chopes e cervejas de qualidade ímpar.

Foi graças à Ashby que o cenário do mercado nacional começou a experimentar um novo conceito de cervejas diferenciadas, o que antes era privilégio para poucos.