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Dieta cardioprotetora? Conheça receitas aliadas para a saúde do coração

No Dia Mundial da Alimentação, HCor reforça importância de uma dieta equilibrada para a prevenção de doenças cardíacas

Risoto, massa, carne de porco. Dá para comer tudo isso sem colocar em risco a saúde do coração? De acordo com a pesquisadora do maior estudo de nutrição clínica já realizado no Brasil no HCor, Ângela Bersch, a resposta é sim. E, segundo a especialista, que tem formação em Nutrição, a estratégia está justamente na chamada Dieta Cardioprotetora Brasileira (Dica BR), criada pelo Instituto de Pesquisa do HCor em parceria com o Ministério da Saúde.

Para ela, o segredo da dieta cardioprotetora é não restringir o cardápio, mas, sim, promover algumas adaptações em receitas. Tudo ingerido na medida certa, valorizando os ingredientes mais saudáveis e em porções que correspondam às necessidades diárias de cada paciente.

“A frequência no consumo de determinadas comidas precisa ser equilibrada, a fim de não aumentar os níveis de glicemia, colesterol, pressão e também o peso, considerados fatores de risco para as doenças cardiovasculares”, explica.

Pensando nisso, no Dia Mundial da Alimentação, celebrado hoje, 16 de outubro, o HCor destaca algumas receitas mais saudáveis e super saborosas, preparadas com ingredientes aliados na manutenção da saúde cardíaca. Pegue a caneta (ou tire um print de tela) para encarar a cozinha mais tarde.

Risoto de frango

Imagem meramente ilustrativa–Foto: HappyFoodsTube

Ingredientes:
1 colher (sopa) de óleo de soja
6 dentes de alho picados
1 cebola média ralada
500g de filé de frango temperado, cozido e desfiado em lascas
100g de ervilha congelada
½ colher (sopa) de sal
2 tomates médios sem sementes picados
1 cenoura média ralada
1 xícara (chá) de palmito fresco, cozido e picado
2 xícaras (chá) de arroz cozido
Cheiro-verde picado a gosto

Modo de preparo:
Em uma panela, aqueça o óleo, frite os dentes de alho e a cebola, junte o frango e deixe dourar.Acrescente a ervilha, o sal, os tomates, a cenoura e cubra com água. Cozinhe até ficar bem macio. Junte o palmito e o arroz, e deixe cozinhar por mais 5 minutos.Polvilhe o cheiro-verde e sirva.

Sopa de Capeletti

Imagem meramente ilustrativa –

Ingredientes:
2 litros de água
100g de peito de frango sem pele
1 colher (sopa) rasa de sal refinado
4 colheres (sopa) de caldo do frango
500g de capeletti de frango
1 abobrinha pequena cortada em cubos pequenos
200g de abóbora cortada em cubos pequenos
1 colher (sopa) de salsa picada

Modo de preparo:
Coloque em uma panela grande a água fria, o peito de frango, o sal e o caldo de frango. Cozinhe até o frango ficar macio e deixe esfriar.Desfie grosseiramente e, nesse mesmo caldo, acrescente o capeleti, a abobrinha e a abóbora, e deixe cozinhar por aproximadamente 10 minutos, até todos os legumes ficarem macios. Decore com a salsa e abóbora raladinha. Sirva quente.

Lombo recheado com palmito

Imagem meramente ilustrativa – Food & Fire

Ingredientes:
1kg de lombo aberto em manta
Suco de 1 limão
1 colher (sopa) de gengibre ralado
3 dentes de alho amassados
½ xícara (chá) de vinagre
½ colher (sobremesa) de sal
Pimenta-do-reino a gosto
3 ½ xícaras (chá) de palmito fresco, cozido e cortado em cubos pequenos
3 tomates médios picados
3 colheres (sopa) de salsa picada

Modo de preparo:
Tempere o lombo com o suco de limão, o gengibre, os dentes de alho, o vinagre, o sal e a pimenta. Coloque em um refratário, tampe com papel alumínio e leve à geladeira por 2 horas. Misture o palmito, o tomate e a salsa. Distribua essa mistura sobre o lombo. Enrole e amarre com barbante. Coloque em uma assadeira, regue com a marinada, cubra novamente com papel alumínio e leve para assar no forno preaquecido a 220°C durante 50 minutos. Retire o papel alumínio e volte ao forno até dourar, regando de vez em quando com o molho que se forma na assadeira.

Fonte: HCor

Hoje é o Dia Mundial do Coração: fatores de risco para jovens e adultos

De estresse a hipertensão, fatores de risco devem ser levados em conta em todas as idades destaca especialista do HCor

De 0 a 100 (ou mais). Esse poderia ser um teste de velocidade de um carro potente, mas também representa todo o período em que devemos cuidar do motor do nosso corpo: o coração. De acordo com Leopoldo Piegas, cardiologista do HCor, ao contrário do que ainda se acredita, não são somente os idosos que convivem com as cardiopatias – e a atenção à saúde cardíaca deve começar cedo, levando em conta cada fase da vida e diferentes fatores de risco, como estresse, diabetes e hipertensão.

Segundo o Ministério da Saúde, desde 2013, os episódios de infarto entre adultos com até 30 anos subiram 13%. O estresse repentino, que é tido como a causa de cerca de 15% dos casos de infarto, por provocar o fechamento de uma artéria coronária, também não “escolhe” idade.

Outro número que mostra que a ameaça de enfartar começa muito mais cedo do que se imagina é o de pacientes com pressão alta. No país, são 36 milhões de adultos brasileiros com diagnóstico de hipertensão arterial, de acordo com a Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp). O quadro é um alerta para o desenvolvimento de problemas cardíacos.

“Muitos fatores de risco para ocorrências de infarto não têm relação direta com a idade, por isso, a recomendação é que os cuidados com o coração e as consultas médicas sejam feitas de forma precoce”, reforça o especialista.

Linha do tempo da saúde do coração: as cardiopatias mais comuns de cada fase da vida

Não é somente o infarto que pode comprometer o bom andamento do nosso motor. Apesar de não ser possível delimitar uma trajetória da saúde do coração, em cada “quilômetro rodado” há, sim, problemas mais incidentes e que merecem atenção e cuidados especiais. O especialista classifica quais são:

– Cardiopatia congênita


Como o próprio nome se refere, é uma condição cardíaca que engloba qualquer alteração do coração e dos vasos desde o feto até a idade adulta. O quadro atinge cerca de 30 mil crianças nascidas no Brasil, anualmente, e é a segunda maior causa de morte de crianças em todo o Brasil, perdendo apenas para a má formação cerebral. A depender do tipo de cardiopatia, essa pode ser diagnosticada e operada antes mesmo do nascimento do bebê, ainda na barriga da mãe. A maioria costuma ser diagnosticada após o nascimento, alguns casos, no entanto, só na fase adulta.

– Cardiopatias pediátricas


São diferentes das cardiopatias congênitas e se caracterizam por doenças do coração adquiridas na infância. Dentre as mais comuns, estão algum tipo de sopro, que pode estar relacionada com algum problema no músculo cardíaco; a miocardite, que geralmente é consequência de uma complicação em um quadro de infecção causada por vírus, bactérias, fungos ou parasitas; e a febre reumática, comum em crianças com até 15 anos, causada pela bactéria Streptococcus pyogenes e decorrente de faringites e amigdalites mal curadas.

– Cardiopatias gerais


Podem acometer jovens e adultos nas mais diferentes etapas da vida, tais como: hipertensão arterial, condição cardiovascular caracterizada pelo elevado nível da pressão arterial; arritmia cardíaca, que reflete alteração no batimento cardíaco de forma descompassada, acelerada ou lenta; angina, desconforto no peito, causado por redução do fluxo sanguíneo na artéria coronária; insuficiência cardíaca, que consiste na incapacidade do coração em bombear sangue de forma satisfatória para as demais partes do corpo; miocardite, inflamação do coração, decorrente de alguma infecção do organismo; e o próprio infarto, caracterizado pelo bloqueio do fluxo sanguíneo ao coração.

– Cardiopatias em idosos


Além das cardiopatias já citadas, há ainda a estenose aórtica (estreitamento da válvula aórtica), que acomete cerca de 5% da população idosa acima dos 70 anos. Apesar de muitas vezes assintomática, a doença pode ocasionar síncope, insuficiência cardíaca e morte súbita, necessitando de intervenção, a depender do comprometimento da válvula. O diagnóstico tardio de uma estenose aórtica pode aumentar para 50% a chance de mortalidade nesses pacientes em até dois anos.

Melhor prevenir: medidas para cuidar da saúde do coração

Diferentes fatores externos contribuem para o desenvolvimento de problemas cardíacos. Por isso, algumas medidas e mudanças de hábitos são primordiais para manter o coração “batendo forte”. São elas:

1. Praticar atividade física, uma vez que o sedentarismo aumenta em 54% do risco de morte por infarto e ainda contribui para o aumento do peso.


2. Não fumar, pois as substâncias químicas presentes no tabaco provocam o estreitamento das artérias, aumentando a frequência cardíaca e a pressão arterial.


3. Não exagerar no consumo de bebidas alcoólicas, já que o etanol danifica as células musculares do coração e ainda está associado ao desenvolvimento de arritmias.


4. Evitar o estresse excessivo, que, como já dito, é tido como a causa de cerca de 15% dos casos de infarto, por provocar o fechamento de uma artéria coronária.


5. Controlar a pressão arterial, monitorando constantemente a sua pressão e seguindo as orientações do seu médico.

Pixabay

6. Manter o peso ideal e a circunferência abdominal, que não deve passar de 102cm para os homens e 88cm para as mulheres.


7. Adotar uma alimentação saudável, reduzindo a ingestão de alimentos gordurosos e de sal, e adotando uma dieta cardioprotetora.

Fonte: HCor

Doenças cardiovasculares podem ser evitadas com alimentação saudável

Nutricionista do HCor dá dicas de alimentos amigos e inimigos do coração

O consumo excessivo, de gordura de origem animal, frituras, alimentos industrializados feitos com gorduras trans e de carboidratos refinados podem favorecer o acúmulo de placas de gordura nas artérias, dificultando a passagem do sangue e aumentando, assim, os riscos de infartos e acidente vascular cerebral.

A importância da alimentação adequada na redução do risco cardiovascular e no controle dos fatores de risco já está demonstrada por uma série de evidências científicas. Estudos demonstraram que as doenças cardiovasculares podem ser reduzidas em 30% com modificações no estilo de vida, e uma das melhores formas de evitar o problema é através da prevenção, que inclui uma alimentação saudável.

De acordo com a gerente de Nutrição Assistencial do HCor, Rosana Perim, a gordura saturada e a trans, os açúcares simples e o sal estão entre os nutrientes que aumentam o risco quando consumidos em quantidades excessivas, pois exercem efeito direto sobre a saúde do coração aumentando a incidência dos fatores de risco, como a hipertensão, a dislipidemia, a obesidade e o diabetes.

“Aumentar o consumo de frutas, verduras, legumes, cereais integrais, carnes magras e derivados de leite desnatados, são boas opções para manter o peso e controlar os fatores de risco”, alerta a nutricionista.

Para cuidar da saúde do coração, a gerente de Nutrição do HCor dá algumas dicas de alimentos que são amigos e os que são considerados “vilões” para o coração:

Amigos do coração:

Truta
Peixes: ricos em ômega-3, possuem ação anti-inflamatória e, também, auxiliam na redução do colesterol ruim (LDL) e triglicérides e aumento do bom colesterol (HDL);

azeite
Azeite de oliva: o tipo extravirgem reduz os níveis de colesterol ruim e aumenta o colesterol bom. Dessa forma, previne doenças cardíacas e aterosclerose;

aveia pixabay
Pixabay

Aveia: o farelo de aveia é o alimento mais rico em fibras solúveis e com maior capacidade de diminuir o colesterol sanguíneo, reduzindo a absorção de colesterol e retardando a digestão das gorduras;

soja
Soja: possui efeito em reduzir os níveis de colesterol sanguíneo, pela ação das proteínas da soja e das isoflavonas, classe de substâncias vegetais que têm funções semelhantes ao estrógeno humano. As principais fontes são o feijão de soja, o queijo de soja (tofu), o molho de soja (shoyo), a farinha e o leite de soja, dentre outros;

suco de uva Babs Müller por Pixabay
Babs Müller/Pixabay

Suco de uva: os flavonoides presentes na uva podem agir como substâncias antioxidantes, reduzindo o risco de doenças cardiovasculares.

Vilões do coração:

sal saleiro sodio Bruno-Germany por Pixabay
Bruno/Germany/Pixabay

Sal: em grandes quantidades, pode elevar a pressão arterial, contraindo as artérias e consequentemente aumentando as chances de infarto e derrame, além de comprometer o funcionamento dos rins. Atenção aos alimentos industrializados e processados, sopas instantâneas, temperos prontos, salgadinhos de pacote, enlatados, conservas e defumados;

refrigerantes
Açúcares: o excesso de açúcar na alimentação pode levar ao aparecimento da obesidade e diabetes. Não exagere no consumo de doces, chocolates, refrigerantes, massas e pães.=;

carne vermelha embutidos salame linguiça
Pixabay

Gorduras saturadas, trans e colesterol: promovem o aumento dos níveis de colesterol ruim (LDL) no sangue. Estão presentes na gordura animal, óleo e polpa de coco, dendê, banha, gema do ovo, frutos do mar (camarão, lula, marisco, polvo), vísceras (fígado, coração), leite e laticínios integrais, manteiga, queijos amarelos, frios e embutidos. Já as gorduras trans, aparecem em algumas bolachas recheadas, sorvetes cremosos, molhos prontos, folhados e alimentos com consistência crocante.

Fonte: HCor

Dia do Hambúrguer: nutricionista dá dicas para incluir o lanche no cardápio

Versão mais saudável e caseira de hambúrguer pode fazer parte de uma dieta equilibrada

Durante o isolamento social, muitas pessoas passaram a se “aventurar” mais na cozinha para preparar suas próprias refeições e se alimentar melhor, afinal, o que colocamos no prato tem relação direta com o reforço da imunidade. É a alimentação equilibrada, sem grandes excessos e restrições, que ajuda a garantir os nutrientes necessários para o corpo funcionar bem.

A nutricionista Rosa Perin, gerente de Nutrição do HCor, esclarece que o consumo de lanches pode fazer parte de uma dieta saudável, desde que esse momento de prazer não vire rotina. Fazer escolhas inteligentes na hora de cozinhar são importantes para evitar a ingestão excessiva de gorduras saturadas e sódio.

Para comemorar o Dia do Hambúrguer, comemorado hoje (28), em casa – e aliviar um pouco as emoções da quarentena – , a nutricionista listou algumas dicas para deixar a refeição mais leve, começando pela seleção dos ingredientes. “É sabido que o ato de comer também traz conforto e conexão com memórias, além de ser um momento de maior convivência para quem mora em família, por isso procuramos adaptar receitas e cardápios de forma individual”, destaca Rosa.

Confira, abaixo, as recomendações:

1- Vá para a cozinha

istockphoto- mulher na cozinha
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Evite os lanches industrializados, nas versões congeladas, e de fast food. O ideal é preparar o seu próprio lanche e prestar atenção nas quantidades. “Alimentos embutidos, ultraprocessados, alguns tipos de queijos e molhos industrializados são ricos em conservantes e substâncias nocivas à saúde, favorecendo o desenvolvimento de hipertensão, colesterol alto e relacionados até a alguns tipos de câncer. Melhor mesmo é preparar seu próprio lanche e deixar o delivery para momentos oportunos”, diz Rosa.

2- Escolha da carne

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Existem maneiras de fazer um hambúrguer suculento, saboroso e saudável e isso depende, também, de sua composição – a começar pela carne. Prefira os cortes mais magros como patinho e alcatra. A picanha, apesar de saborosa, é mais gordurosa e não deve ser consumida em excesso. Frango e salmão são boas opções. Já os vegetarianos e veganos podem optar por soja, cogumelos, grão de bico e verduras como cenoura, couve-flor e beterraba.

3 – Pão e recheio

ciabatta pão pixabay
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Para o pão, a dica é dar preferência aos ricos em fibras e integrais. Outras opções são o australiano ou a ciabatta e sem glúten para os celíacos. O recheio vai fazer a diferença na saciedade e na qualidade do lanche. Neste momento, é indicado caprichar nas folhas verdes, alface e rúcula, tomate, cebola roxa, berinjela, abobrinha, cenoura ou beterraba ralada.

4 – Hora do queijo

ricota mels kitchen cafe
Mel’s Kitchen Cafe

O queijo é um dos ingredientes que não pode faltar em um bom lanche. No entanto, o alerta aqui é para o excesso de sódio, por isso é bom escolher as versões light da muçarela e do prato. Ricota e queijo branco são os mais indicados para pessoas com restrição no consumo de gordura.

5 – Muito além dos condimentos

vinagrete pixabay
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Se você quer agregar mais sabor ao seu hambúrguer, não é só a dupla mostarda e catchup que faz a diferença. Aposte em um bom molho à base de iogurte ou mesmo um vinagrete. O molho tártaro, com cenoura, pode ser preparado com a maionese de baixa caloria. “Fazer um sanduíche saudável e apetitoso não precisa ser sinônimo de ausência de sabor. É possível comer bem sem precisar abrir mão do que se gosta. A maior dica é a moderação”, finaliza a nutricionista.

Fonte: HCor

Nutricionista do HCor esclarece mitos sobre alimentos e imunidade

Hábitos saudáveis contribuem com o fortalecimento do sistema imunológico, no entanto, especialista alerta que não existe alimento milagroso

Gargarejo com vinagre elimina o vírus da garganta? Comer alho combate o contágio pelo coronavírus? Derivados do leite facilitam infecções respiratórias? Em meio a pandemia de Covid-19, muitas informações incorretas e fake news circulam pela internet e acabam confundido a população sobre o papel da alimentação equilibrada na prevenção de doenças.

A gerente de nutrição do HCor, Rosana Perin, esclarece que diversos fatores colaboram para o fortalecimento do sistema imunológico, responsável por atuar na defesa contra vírus, bactérias e doenças que ameaçam e “atacam” nosso corpo. Entre essas atitudes, a manutenção de hábitos saudáveis e constantes, como a alimentação equilibrada, sem grandes restrições e excessos, tem grande destaque. “É incorreto apontar que um alimento ou micronutriente, de maneira isolada, vai favorecer a imunidade e eliminar problemas de saúde”, destaca.

A especialista desvendou alguns mitos recentes sobre alimentação e relacionou fontes de vitaminas e nutrientes para incluir nas refeições:

Ingerir alho ajuda na prevenção de infecções virais?

purple Garlic in a bowl
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O alho é rico em componentes que auxiliam nos processos de defesa do corpo, no entanto, não há comprovação científica e nem estudo relacionando o alho com o desenvolvimento de Sars-CoV-2 ou a prevenção de outras doenças.

Tomar vitamina C todos os dias fortalece minha imunidade?

Glass and jug of orange juice and fruits

De fato, a vitamina C tem papel importante na modulação da imunidade, assim como a vitamina D, por exemplo. No entanto, também não é a vitamina C que, sozinha, contribuirá diretamente para o fortalecimento do sistema imune.

Consumo de leites e derivados favorecem as infecções respiratórias?

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Não existem estudos que comprovem essa relação. Algumas pessoas desenvolvem alergias, que podem desencadear sintomas no trato respiratório, no entanto, não são quadros virais.

Vinagre é mais eficiente do que álcool gel e pode matar vírus quando utilizado para gargarejos?

vinagre de maçã
O vinagre não é um produto relativamente ineficaz na destruição de microrganismos. O gargarejo com água morna e sal também não previne o coronavírus, que infecta as células do pulmão e não da garganta ou nariz, apenas as “portas de entrada” do vírus no organismo. Esse tipo de mistura apenas alivia a irritação na garganta.

Alimentação equilibrada

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Pixabay

Aumentar a imunidade depende de quantidades suficientes de vitaminas, substâncias e sais minerais. Não se esqueça da hidratação, que desempenha papel fundamental na regulação da temperatura corporal, transporte de nutrientes e na eliminação de substâncias tóxicas. Ao longo do dia, alterne o consumo de água com suco de frutas, água de coco, bebidas reidratantes e chás.

Dicas da nutricionista do HCor para aumentar a imunidade:

oleos sustentavel

Vitamina D: excelente aliado do sistema imunológico. Presente nos óleos e peixes. Lembre-se também da exposição solar por meia hora para auxiliar na absorção. A suplementação deve ser orientada por profissional, quando necessária.

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Frutas cítricas: laranja, acerola, kiwi, tomate, além de brócolis, couve e pimentão verde e vermelho são ricos em vitamina C, antioxidante que aumenta a resistência do organismo.

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Foto: JPPI

Vegetais verde-escuros: brócolis, couve, espinafre são ricos em ácido fólico e auxilia na defesa do organismo, e pode ser encontrado no feijão e em cogumelos.

leguminosas
Alimentos ricos em zinco: nutriente que combate resfriados, gripes e outras doenças do sistema imunológico. Encontrado na carne, cereais integrais, castanhas, sementes e leguminosas.

oleaginosas mixto pixabay
Oleaginosas: além de zinco, as nozes, castanhas e amêndoas são ricos em vitamina E. Ela é benéfica, principalmente para os idosos, agindo no combate à diminuição da atividade imunológica por conta da idade.

Fonte: HCor

Cardiologista orienta para impacto do coronavírus nas doenças cardiovasculares

Felix Ramires, coordenador do programa de Insuficiência Cardíaca do HCor, explica a relação do novo coronavírus (Covid-19) em pacientes com doenças cardíacas

O novo coronavírus é uma família de vírus conhecida desde 1960, que sofreu uma mutação genética e acabou se transformando em algo que ainda não havia sido identificado em humanos. Transmitido pelo ar e pelo contato próximo com as pessoas infectadas, a Covid-19 pode ter sintomas semelhantes ao resfriado, evoluindo para casos graves de insuficiência respiratória aguda.

Pessoas acima de 60 anos ou que tenham doenças respiratórias, cardiovasculares ou diabetes estão mais propensas a contrair a doença. Segundo a OMS, para esta população, a instituição aconselha maior cuidado em evitar aglomerações ou locais com pessoas doentes.

De acordo com o American College of Cardiology, que lançou um boletim para orientar os profissionais de saúde quanto ao assunto, dentre os pacientes hospitalizados pelo novo coronavírus, 50% possuíam doenças crônicas sendo que 40% possuíam doença cardiovascular ou cerebrovascular. Entre os casos fatais 86% tinham acometimento respiratório, desses 33% acometimento cardíaco associado e 7% acometimento cardíaco isolado.

Coronavírus e doenças cardiovasculares

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A infecção viral leva a uma série de reações responsáveis por desequilibrar doenças cardiovasculares que antes estavam compensadas. Segundo Felix Ramires, cardiologista e coordenador do programa de Insuficiência Cardíaca do HCor, pacientes com doenças cardiovasculares prévias têm, por vezes, alterações em seu sistema imunológico além de um estado inflamatório crônico latente, o que pode agravar a evolução da doença. Em pandemias passadas por vírus respiratórios, a mortalidade por doenças cardiovasculares chegou a ultrapassar todas as outras causas, ficando à frente da pneumonia em outras situações.

“Pacientes com doenças crônicas, hipertensão, diabetes e que já tiveram alguma doença cardíaca como infarto ou passaram por alguma cirurgia cardiovascular ou que tem insuficiência cardíaca, são um grupo de maior risco. Nesse grupo existe uma predisposição para desenvolver a forma grave da doença, não especificamente para ser contaminado pela Covid-19”, orienta.

Cuidados com os cardiopatas

Electrocardiograph and heart shape object

O cuidado é o mesmo para todos. Porém, como este é o grupo de pacientes que tem o maior risco de desenvolver a forma grave da doença, mesmo tendo apenas hipertensão ou diabetes, a prevenção deve ser dobrada, para que eles não adquiram a doença. “Portanto, devem evitar aglomerações, sempre que possível trabalhar de casa, evitar contato próximo com pessoas que voltaram de viagem de lugares onde o surto esteja mais prevalente. Isolamento domiciliar deste grupo é mais recomendado para que não sejam contaminados com o vírus”, explica Ramires.

Além disso, outras pandemias virais como Sars (Síndrome Respiratória Aguda Grave) e Mers (Síndrome Respiratória do Oriente Médio) causaram miocardite e insuficiência cardíaca de rápida progressão, assinalando que o coronavírus pode ter potência de infectar o coração isoladamente.

“Esses vírus foram implicados em descompensação de doença arterial coronariana com ruptura de placa e infarto agudo do miocárdio. O Ministério da Saúde inclusive antecipou a campanha da vacinação contra a gripe no Brasil. É fundamental que essa população se vacine, pois a gripe pode ser confundida com os sintomas da infecção pela Covid-19. E um fator preocupante é a infecção combinada de coronavírus e influenza, que pode agravar a saúde do paciente”, diz.

Quando devo procurar o pronto-socorro?

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Quando apresentar sintomas de gripe, febre e cansaço, falta de ar e fadiga, no caso dos cardiopatas, se esse diagnóstico for precoce, o tratamento pode ajudar de forma que não desenvolvam a fase mais severa do coronavírus.

Dicas do cardiologista do HCor em relação ao coronavírus

Woman touching chest in pain
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Pelo seu alto poder de contágio, além de permanecer por muito tempo fora do corpo humano, as medidas de prevenção pessoal, como lavagem das mãos por exemplo, são prioridade e devem ser estimuladas em pacientes cardiopatas, principalmente em locais onde o foco de contaminação é maior.

“Idosos têm menos probabilidade de apresentar febre, portanto quadro com tosse, dispneia, mialgia deve ser valorizado nessa população. Os tratamentos sugeridos em diretrizes para pacientes cardiopatas podem oferecer proteção adicional nesses casos e devem ser avaliados individualmente. As vacinas de gripe e pneumonia devem estar em dia nessa população, com o objetivo de evitar uma infecção secundária caso acometido pelo novo coronavírus”, diz o cardiologista do HCor.

É recomendável triar pacientes infectados pela Covid-19 que possuam doenças cardiovasculares, renais, pulmonares e outras patologias crônicas para atendimento prioritário. “Os sintomas de um infarto agudo do miocárdio ou de descompensação de insuficiência cardíaca podem estar mascarados pelos sintomas do novo coronavírus. Por isso é importante que os pacientes cardiopatas sigam o tratamento corretamente, além de estar em dia com as vacinas e lavar as mãos com elevada frequência”, orienta Ramires.

Fonte: HCor

 

Alimentação balanceada fortalece sistema imunológico e é arma contra coronavírus

Com a imunidade fortalecida, reforçada por suplementação vitamínica e por hábitos higiênicos simples, ficamos menos suscetíveis às gripes e resfriados e até a infecções e doenças como o Covid-19

Especialistas são unânimes em apontar que as vitaminas A, B6, B12 e C, bem como o ácido fólico e zinco auxiliam no funcionamento do nosso sistema imune. Também atestam que a vitamina D pode melhorar a função endotelial, que a E pode influenciar a suscetibilidade a doenças infecciosas e alérgicas, e que a metabolização da vitamina A é auxiliada pelo zinco.

A questão é: como estar com o sistema imunológico preparado para enfrentar, por exemplo, doenças respiratórias cuja incidência aumenta, em especial em idoso e crianças, com a chegada do outono e do inverno? E, em especial, agora com a entrada no país de um novo coronavírus.

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Envato Elements

“O segredo é ter uma alimentação balanceada, com a ingestão de frutas e legumes e, em especial, proteínas, vitaminas e minerais, que ajudam a fortalecer o nosso sistema imunológico”, revela o chefe de nutrologia do Instituto Dante Pazzanese e diretor do serviço de nutrologia do HCor, Daniel Magnoni.

mulher comendo peixe

Segundo ele, a ingestão de proteínas é um dos pontos que mais influenciam a imunidade. “Em pacientes internados ou com deficiência de imunidade, indicamos um maior aporte de proteínas como forma de estimular todos os processos de defesa e proteção imunitária”, frisa. A escolha da proteína, assunto muito em voga, deve começar com as proteínas do leite e derivados, carnes magras de forma geral.

Magnoni ressalta que a obtenção de doses recomendadas de vitaminas e minerais é difícil de ser alcançada, seja devido à correria do dia a dia, seja por meio da alimentação, que nem sempre supre as necessidades do nosso organismo. “Nesse sentido, a suplementação acaba sendo uma possibilidade indicada de forma pragmática”.

suplemento omega 3

“Há diversas opções no mercado, como as direcionadas aos adultos, gravidas idosos e crianças, inclusive uma mais recente na forma de gomas, que representa uma nova geração, que não necessitam de água para serem ingeridas, são de fácil transporte e tem sabor agradável”, completa. De acordo com o médico, podem, ainda, ser usados os suplementos disponíveis no mercado, como o Whey isolado ou hidrolisado e, em alguns casos, derivados do colágeno.

Bons hábitos ajudam

café da manhã leite frutas

Alimentar-se de forma equilibrada é um desafio que pode ser vencido, conforme as dicas de Magnoni. Entretanto, além de uma alimentação balanceada e de suplementação vitamínica, feita por orientação de um médico ou nutrologista, alguns hábitos podem ajudar na prevenção eficiente de doenças e infecções, mais comuns no outono e inverno. O médico elenca:

=Lavar as mãos e antebraços com frequência.
=Cobrir boca e nariz ao espirrar ou tossir.
=Ficar em casa caso tiver os sintomas, pois isso evita a propagação de vírus.
=Jamais se automedicar e procurar um médico somente em caso de febre persistente, acompanhada por incômodo quando respirar.

Fonte: HCor

Cardiologista do HCor alerta sobre os desgastes físicos no Carnaval

Em períodos como Carnaval, aumenta a ocorrência de arritmias cardíacas por conta de atitudes como o consumo exagerado de bebidas alcoólicas, cigarro, drogas e energéticos

Muitos blocos e foliões já estão comemorando o Carnaval. E para evitar o desgaste físico, que normalmente aparece quando acaba a festa, alguns cuidados podem ser tomados para aproveitar a folia sem complicações. Para curtir os dias de folia tranquilamente, é essencial manter o corpo hidratado e ter uma alimentação saudável.

“Fazer uma refeição balanceada antes de cair na folia é primordial para ter bastante energia. Os carboidratos devem ser a primeira fonte de energia, mas o consumo deve ser associado aos de proteínas e vitaminas. Já os lipídios devem ser evitados neste período”, explica Nabil Ghorayeb, cardiologista e médico do esporte do HCor.

Em períodos como no Carnaval, aumenta a ocorrência de arritmias cardíacas por conta de atitudes como o consumo exagerado de bebidas alcoólicas, cigarro, drogas e energéticos. “Além do desgaste físico, em muitos casos, o exagero contribui para o aparecimento ou agravamento de alguns sintomas ou até mesmo de doenças, entre elas as arritmias cardíacas que, apesar de muitas vezes apresentarem sintomas como cansaço, palpitações, falta de ar, tonturas ou desmaios, outras podem ser assintomáticas e acometer pessoas saudáveis”, alerta Ghorayeb.

A moderação e o equilíbrio são fatores importantes na prevenção de arritmias, especialmente em ocasiões como o Carnaval. Todos os excessos trazem malefícios, especialmente em indivíduos portadores de doenças cardíacas, os quais podem desenvolver complicações e evoluir para morte súbita. Essas situações poderiam ser evitadas por meio de informação, prevenção e bom senso”, esclarece.

Guia do Folião

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Mantenha as refeições nos horários habituais e se isso não for possível, tenha sempre disponível um lanche que lhe permita aguardar a próxima refeição. O certo é que não fique longos períodos sem se alimentar. E, ao se alimentar na rua, cuidado com os alimentos consumidos.

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Hidratação é fundamental. Use e abuse da água. O refrigerante, mesmo o zero, não é uma boa opção como bebida hidratante.

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Evite o excesso de bebida alcoólica, pois podem causar hipoglicemias graves. Se for consumir, não use as bebidas alcoólicas sem se alimentar e respeite seu limite. Intercale sempre uma bebida com água.

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Cuidado com as lesões nos seus pés. Atenção ao calçado adequado e não fique descalço.

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Evite frituras, maionese e alimentos de difícil digestão e preparações com creme de leite ou queijos muito gordurosos.

Cerca de 40% da população apresenta algum tipo de distúrbio do sono

Depois da folia procure dormir bem para repor as energias e evitar desgaste físico.

Na avenida:

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Salto alto: ficar em pé por muitas horas de salto alto pode ocasionar dor nas pernas e na planta dos pés, câimbras, inchaço nos pés, joanete, calos, problemas nas unhas, entre outros. Para evitar esses problemas, procure usar um salto com a base e o bico mais largos, assim os dedos não ficam apertados. Já para o dia seguinte, o conselho é ficar com as pernas esticadas.

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Durma bem: no dia seguinte, procure dormir pelo menos oito horas para reequilibrar o organismo.

Nos blocos de rua:

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Proteja sua pele: o excesso de exposição ao sol é a principal causa do câncer de pele, o mais comum no país. Por esse motivo, o protetor solar deve fazer parte da rotina do folião, retocando a cada duas horas, assim como o uso de chapéus e camisetas.

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Pixabay

Utilize calçados confortáveis: o ideal é usar tênis para proteger os pés e ter mais flexibilidade nos movimentos. Esse tipo de calçado amortece o impacto e é mais confortável.

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Calor: para evitar insolação, hidrate-se pelo menos de duas em duas horas, use filtro solar e prefira as roupas com tecidos leves (evite tecidos do tipo sintético) e use chapéus ou bonés para uma maior sensação de conforto.

Fonte: HCor

Nutricionista do HCor dá dicas para curtir um Carnaval saudável

Cuidar da hidratação com muita água, suco e isotônico é importante para repor a perda de líquidos e sais minerais; na alimentação, escolhas como tapioca, açaí e carnes magras são opções para ter energia para a folia

O Carnaval está chegando e junto com ele a maratona de bloquinhos, festas e viagens. Nestes quatro dias de folia, muitas pessoas vão sair da rotina, inclusive com a forma de se alimentar durante este período. Pensando nisso, a gerente de Nutrição do HCor, Rosana Perim, dá dicas para manter a dieta e cuidar da saúde, para evitar a desidratação e ter energia para curtir todos os dias de folia. A maratona de festa exige muita preparação e disposição. E para deixar a saúde em dia é importante evitar ingerir alimentos gordurosos e de difícil digestão, assim como as bebidas alcoólicas.

Para os foliões que vão passar muitas horas na rua, a dica é se alimentar antes de sair de casa. “O ideal é comer alimentos leves e que forneçam bastante energia para ter pique por bastante tempo. Açaí com granola, tapioca com suco de frutas, macarrão ao sugo, carnes magras, aves, peixes grelhados ou assados e um sanduíche natural com chá gelado ou água de coco, além das frutas e saladas são boas opções”, orienta Rosana Perim.

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Hidratação sempre: a perda de líquidos e sais minerais é grande, sendo assim, o consumo de água requer atenção. Outra maneira de repor a perda de líquidos é ingerindo sucos naturais, água de coco, bebidas isotônicas e frutas ricas em água (melancia, laranja, melão, abacaxi). “Mesmo durante o consumo de bebidas alcoólicas é importante que as pessoas bebam água, pois a cerveja, vodca, e outras bebidas alcoólicas têm função diurética, portanto não hidratam o nosso organismo. Já as bebidas isotônicas podem ser consumidas, pois repõem os minerais perdidos durante a transpiração e tem a finalidade de prevenir a desidratação”, sugere a nutricionista.

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Stock Photo

 

Blocos de rua: é importante não esquecer de levar lanchinhos na bolsa. Opte por castanhas e nozes, barrinha de cereais ou proteicas, frutas secas como ameixa e damasco ou frutas naturais. Segundo a nutricionista do HCor, esses são alimentos que saciam a fome, além de serem pequenos e fáceis de transportar e não precisam de refrigeração”, explica Rosana.

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Foto: Shutterstock

Desfiles no Sambódromo: ou em algum outro local onde não seja permitida a entrada de alimentos, lembre-se de fazer uma boa refeição antes de sair de casa. E no local, procure ingerir produtos que sejam menos manipulados.

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Foto: Kamdora

Carnaval na praia: a proposta é desviar dos alimentos expostos ao sol ou as altas temperaturas. Prefira os sucos naturais, água de coco, picolés de frutas, mix de castanhas, biscoitos integrais ou polvilho, frutas secas e frescas. Sanduíches naturais com ovos e maionese devem ser evitados. Prefira somente aqueles que estiverem em refrigeração.

Dicas da nutricionista do HCor para quem vai cair na folia:

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Prepare os sanduíches naturais com diversos tipos de pães (aveia, centeio, trigo, integral e outros), recheados com peito de peru, frango, atum, sardinha, rosbife, queijo branco, ricota, queijo cottage, além de hortaliças e legumes (folhas em geral, cenoura e beterraba ralada, tomate e outros).

Consuma frutas, verduras e legumes, para que você esteja em dia com a ingestão de vitaminas e sais minerais. “Nesses dias você terá um gasto energético elevado, portanto não deixe de repor essa energia com alimentos ricos em carboidratos, como o arroz, macarrão, batata, pão, cereais e outros, de preferência integrais, pois o carboidrato vai fornecer a energia que você precisa para curtir os dias de folia, dando maior sensação de saciedade”, alerta.

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Evite alimentos gordurosos, frituras, salgadinhos de pacote. Prefira as carnes brancas e vermelhas magras, grelhadas, assadas ou cozidas, que contêm menos gordura e são mais fáceis de serem digeridas. “As sobremesas refrescantes são as melhores opções. Escolha sempre frutas, gelatinas, sorvete de frutas ou compotas geladas”, orienta.

“A alimentação saudável garante uma boa imunidade, sendo assim, se alimentar bem e descansar o máximo possível garantem mais saúde e pique para aproveitar o Carnaval”, aconselha Rosana.

Fonte: HCor

Labirintite: fique atento aos sinais

A tão famosa “labirintite” é uma velha conhecida para muitas pessoas. Queixa muito comum, a condição vem acompanhada de relatos de tontura giratória, tipo vertigem (sensação de que a cabeça ou o mundo esta rodando), náuseas e vômito. Muitas vezes, também aparecem reclamações de pressão ou barulho no ouvido, uma espécie de zumbido.

Na verdade, a labirintite é uma inflamação/infecção no labirinto, o órgão responsável pelo equilíbrio, localizado dentro da orelha interna “Ela acomete pessoas de todas as idades, das crianças à terceira idade, podendo ser desencadeada por diferentes motivos, principalmente infecções virais”, comenta Daniel Magnoni, diretor do Serviço de Nutrologia e Nutrição Clínica do Hospital do Coração (HCor).

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Ilustração: Vertigo

Entretanto, a condição pode esconder problemas muito mais graves e é preciso estar atento. A labirintite é apenas uma das diversas causas de tontura, e uma das menos frequentes. A tontura, por sua vez, é a sensação de ilusão de movimento e um sintoma recorrente a vários tipos de doenças. Portanto, ela é um sinal que precisa ser investigado para avaliação da causa.

Os sintomas como a tontura, desequilíbrio e náusea podem ter origem em problemas do próprio labirinto, como doença de Meniére, vertigem postural paroxística benigna, otites, neuronites, fístulas liquóricas, doença de Cogan, entre outros.

Além disso, esses sintomas também podem ser causados por alterações ou lesões de origem no sistema nervoso central, como tumores, acidentes vasculares, malformação de crânio e doenças neurodegenerativas.

“Os distúrbios metabólicos como colesterol e glicemia elevados também podem ser causadores de queixas semelhantes à labirintite” alerta Magnoni.

O diagnóstico é feito por uma avaliação detalhada dos sintomas e sinais clínicos, conferindo o tipo de tontura, bem como a duração, a frequência, a intensidade e fatores que agravam ou amenizam a condição.

Os exames são de diferentes tipos e incluem exames laboratoriais, de imagem (tomografia ou ressonância magnética), exames audiológicos (como audiometria), eletrofisiológicos e outros.

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O tratamento da labirintite deve ser focado na causa e pode variar entre orientações dietéticas, medicamentos, reabilitação vestibular (um tipo especial de fisioterapia focado em equilíbrio), redução do peso e procedimentos cirúrgicos especializados.

Fonte: HCor