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Hoje é o Dia Mundial de Combate à Hepatite

Especialista alerta para riscos da doença, que age de forma silenciosa; tratamento é oferecido de forma gratuita pelo SUS e, quando cumprido corretamente, se mostra eficaz em mais de 95% dos casos

Hoje, 28 de julho, é celebrado o Dia Mundial de Combate à Hepatite que tem como objetivo alertar as pessoas acerca deste grave problema de saúde pública, que pode levar à morte. A data faz parte da campanha Julho Amarelo, para conscientizar a população sobre os riscos da doença, uma inflamação do fígado que age de forma silenciosa.

Boletim Epidemiológico de Hepatites Virais do Ministério da Saúde, publicado em julho do ano passado, indica que mais de 74 mil mortes foram causadas pela doença no Brasil, entre 2000 e 2018. O documento destaca ainda que 76% destes óbitos ocorreram em decorrência da hepatite do tipo C.

O tratamento contra a patologia, no entanto, tem evoluído muito, e as chances de cura já superam 95%, quando a assistência é realizada corretamente.

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De acordo com a infectologista Tassiana Rodrigues dos Santos Galvão, que atende nos hospitais Estadual Francisco Morato e Municipal de Cajamar, ambos gerenciados pelo Cejam – Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”, a cor dedicada ao mês foi escolhida por representar um sinal frequentemente associado à doença: a icterícia, como é conhecida a amarelidão da pele.

A especialista ainda detalha as razões pelas quais são conhecidas por letras. “Os vírus receberam a nominação em ordem de descoberta, sendo atribuída uma letra para cada nova hepatite (A, B, C, D e E). As mais comuns no Brasil são as hepatites A, B e C, sendo a D mais frequente na região Norte”, explica.

Conforme a médica, é necessário estar atento, pois as manifestações são muito variáveis, podendo ser assintomáticas ou apresentarem desde quadros de icterícia, mal-estar, fraqueza, náuseas e vômitos até dores abdominais e alterações na coloração da urina e fezes. “Os quadros podem ser graves, com estágios fulminantes, necessidades de transplante, evolução para câncer hepático e até morte”, complementa.

Dra. Tassiana ressalta a relevância dos tipos B e C, considerados silenciosos e de cronificação, ou seja, quando a doença se torna crônica e segue até o final da vida do paciente.

As hepatites podem ser transmitidas por meio de relações sexuais ou exposição direta com o sangue infectado, através de objetos contaminados, como agulhas, seringas, alicates e etc., transfusões sanguíneas ou durante o parto.

“No caso da B, a maioria das pessoas que têm contato com o vírus consegue controlar a infecção e a evolução. Porém, os pacientes que ‘cronificam’ apresentam uma doença silenciosa, que, se não tratada, pode evoluir para cirrose e/ou câncer de fígado”, afirma a médica, reiterando que, nos casos de hepatite do tipo C, as chances de a cronificação acontecer são ainda maiores, tal como o risco de desenvolver cirrose e câncer hepático.

Prevenção

Existem muitas formas de prevenir a hepatite. A infectologista explica que a prevenção pode ser feita de forma simples, com hábitos como consumir apenas água tratada, manter boa higiene e utilizar preservativos durante as relações sexuais.

“No caso de tatuagens e piercings, recomendo procurar estúdios confiáveis, que trabalhem com agulhas descartáveis e jamais compartilhem objetos pessoais. Isso serve também para manicure”, destaca a Dra. Tassiana.

Para as hepatites dos tipos A e B, há vacinas que podem ajudar na prevenção. Por isso, é importante estar com elas em dia.

Tratamento

O tratamento da doença é realizado por meio de antivirais, além de medidas de prevenção, como evitar medicações que possam prejudicar a saúde do fígado. Pacientes que já convivem com a doença, devem realizar um acompanhamento adequado com médicos infectologista, gastroenterologista ou hepatologista.

Para os casos de hepatite C, nos últimos anos, o tratamento sofreu mudanças significativas, contando, atualmente, com drogas de ação direta e esquema terapêutico, dependendo do genótipo e da fase clínica do paciente.

Ambos são oferecidos de forma gratuita pelo SUS (Sistema Único de Saúde), assim como os testes capazes de diagnosticar a doença, que podem ser realizados de forma rápida e discreta em qualquer UBS (Unidade Básica de Saúde).

“Caso o diagnóstico seja positivo para a doença, não há razões para pânico. Hoje em dia, os medicamentos são muito bem tolerados, com raros efeitos colaterais, e as chances de cura, na maioria dos casos, são superiores a 95%. Um sucesso também garantido pelo SUS”, finaliza.

Fonte: Cejam

ISTs e saúde bucal: a boca também pode ser infectada no ato sexual

Infecções sexualmente transmissíveis são contraídas pela boca no sexo desprotegido

Uma das preocupações atuais da Odontologia é com o risco de infecções adquiridas nas relações sexuais sem preservativos e que podem afetar a saúde bucal. Isso porque o sexo desprotegido tornou-se mais frequente, principalmente entre a população mais jovem. De acordo com uma pesquisa do Ministério da Saúde de 2017, quase metade dos jovens entre 15 e 24 anos não usam camisinha. Apenas 56,6% dos jovens dessa faixa de idade usam a proteção.

Doenças como Aids, sífilis, herpes genitais, HPV, Hepatite (A, B e C) e gonorreia também são transmitidas pelo sexo oral sem uso de preservativo, representando as chamadas ISTs (infecções sexualmente transmissíveis), uma terminologia recentemente adotada para substituir a anterior demonimada DST (doenças sexualmente transmissíveis). Esses males podem ser contraídos e se manifestarem na região da boca e não só isso: problemas como gengivite e cárie dentária profunda aumentam o risco de contágio, o que requer atenção de um cirurgião-dentista no diagnóstico e tratamento.

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“Tivemos recentemente uma epidemia de sífilis em que diversos casos de manifestações bucais da doença foram diagnosticados. Os cirurgiões-dentistas estão recebendo esses indivíduos em seus consultórios e podem ajudar a diagnosticar e quebrar a cadeia de transmissão”, diz Desiree Rosa Cavalcanti, integrante da Câmara Técnica de Estomatologia do Conselho Regional de Odontologia (Crosp).

Os sintomas mais comuns de ISTs na boca são:
=Manchas ou placas brancas;
=Feridas na boca, dolorosas ou não;
=Feridas na pele ao redor da boca;
=Orofaringe avermelhada;
=Dor ao engolir;
=Placas brancas nas amígdalas, semelhantes à amigdalite;
=Secreções branco-amareladas.

“Depende do tipo de IST contraída. A sífilis, por exemplo, pode se manifestar na boca em qualquer uma de suas fases (primária, secundária ou terciária), sendo que a fase secundária é a mais encontrada e se caracteriza por manchas ou placas branco-pálidas, que podem ser dolorosas e acometer qualquer parte da boca, mas principalmente língua, mucosa labial e gengivas”, explica Denise.

Darwin Laganzon/Pixabay

“Já no caso do HIV (vírus da Aids), a presença de lesões na boca pode estar relacionada a um estágio de descontrole da doença ou ocorrer antes do diagnóstico e tratamento, enquanto a gonorreia e a clamídia oral podem afetar a orofaringe, gerando eritema, dor e desconforto ao engolir”, detalha.

Ainda segundo o Ministério da Saúde, no Brasil, o não uso de preservativos impactou diretamente no aumento de casos de HIV entre jovens. Na faixa etária de 20 a 24 anos, a taxa de detecção subiu de 14,9 casos por 100 mil habitantes, em 2006, para o patamar de 22,2 casos em 2016. Entre os jovens de 15 a 19 anos, aumentou de 3,0 para 5,4 no mesmo período.

Diante desse cenário, ressalta-se a importância do preservativo, que ainda é a melhor forma de prevenção contra uma IST, seja de transmissão oral ou não. Mas, para deixar a saúde bucal longe dos riscos também é preciso manter uma boa higiene da boca para evitar problemas bucais como úlceras, gengivite ou doenças periodontais, que podem servir como meio de entrada de vírus e de bactérias causadores das infecções sexualmente transmissíveis.

Além disso, é essencial a realização de testes diagnósticos e a busca pelo tratamento rápido e adequado para o caso de suspeita de IST por contágio oral. “É importante que o cirurgião-dentista seja assertivo em sua comunicação com o paciente. Ele deve ser sincero, discreto e transmitir confiança. Um ambiente adequado e reservado em que ele possa estar a sós com o paciente facilita muito a comunicação para explicar o que o faz suspeitar de uma IST e recomendar a realização de testes diagnósticos, como os testes rápidos e a citologia esfoliativa. Sífilis, HIV, hepatites B e C já possuem testes rápidos eficazes e a maioria dos pacientes aceita a realização dos testes, especialmente diante de um profissional que lhe traz segurança”, completa a cirurgiã-dentista.

Fonte: CRO-SP

O que são os vírus de origem alimentar e como podem ser evitados?

Gastroenterite e hepatite são as síndromes mais comumente relatadas de vírus transmitidos por alimentos. A contaminação de alimentos com vírus patogênicos é causada por práticas de higiene inadequadas na linha de produção ou contato do alimento com dejetos animais ou esgoto.

Por conta do novo coronavírus, readequamos nossa higiene e passamos a nos preocupar mais com tudo aquilo que entra em nossa casa, desde pessoas que nos visitam até uma simples compra de mês para abastecer a despensa. E, com relação aos alimentos, esses cuidados já deviam fazer parte da nossa rotina há anos, porque existem vírus cuja origem provém de alimentos e bebidas.

“Eles são tipicamente e altamente resistentes a fatores ambientais, como baixo pH (acidez) e calor. Isso os torna persistentes, de modo que podem permanecer infectantes por mais de um mês em alimentos e água. Como se originam nos intestinos de humanos e animais, esses vírus se espalham predominantemente por fezes e outros fluidos corporais. A contaminação de alimentos com vírus patogênicos é frequentemente causada por práticas de higiene inadequadas na linha de produção ou no contato do alimento com dejetos animais ou esgoto”, explica a médica nutróloga Marcella Garcez, professora e diretora da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran).

“Gastroenterite e hepatite são as síndromes mais comumente relatadas de vírus transmitidos por alimentos”, completa a médica.

Os alimentos mais comumente associados a vírus de origem alimentar incluem mariscos, que são colhidos perto de esgotos humanos, carnes malcozidas, bem como frutas e vegetais, orgânicos, que são cultivados em solos fertilizados com resíduos de animais. “Mesmo se os sistemas de esgoto forem tratados, a remoção do vírus e a eficiência da remoção dependem de quanta carga viral está presente”, diz a médica.

Embora muitos tipos diferentes de vírus gastrointestinais possam ser encontrados em humanos, a gastroenterite causada pelo norovírus humano e o vírus da hepatite A (HAV) são relatados predominantemente com vírus transmitidos por alimentos. Outros vírus, incluindo enterovírus, sapovírus, rotavírus, astrovírus, adenovírus e vírus da Hepatite E, também foram associados às transmissões por meio de alimentos e água.

Norovírus

Pixabay

O norovírus causa gastroenterite, cujos sintomas são diarreia, vômito, febre, dores de cabeça e dor abdominal. “As causas bacterianas de gastroenterite incluem Campylobacter, que está associada a alimentos crus ou malcozidos, Salmonella, que geralmente é encontrada em carnes ou ovos, e Listeria, que pode estar presente em alimentos prontos. Eles causam sintomas como diarreia, vômito e febre, mas também podem levar a doenças potencialmente fatais e morte”, diz a médica. Em todo o mundo, o norovírus é a causa mais comum de gastroenterite aguda. Cerca de 1 em cada 5 casos em países desenvolvidos são causados por norovírus.

Hepatite A

Outro vírus comum de origem alimentar é a hepatite A, que causa inflamação do fígado. Os sintomas incluem febre, dor de cabeça, náuseas e vômitos, diarreia, dor abdominal e icterícia (coloração amarelada da pele e/ou dos olhos). “O vírus é responsável por 50% dos casos de hepatite e geralmente é autolimitado, o que significa que o patógeno desaparece ou seu hospedeiro morre. No entanto, o vírus da hepatite A raramente pode causar insuficiência hepática (exigindo um transplante de fígado) ou morte”, explica.

Carga global de doenças causadas por vírus transmitidos por alimentos

As doenças transmitidas por alimentos são os principais contribuintes para a carga global de doenças. Os surtos e as doenças associadas não afetam apenas a saúde dos pacientes, mas também aumentam os custos do tratamento e das medidas para prevenir novos surtos. O potencial desses vírus para se espalharem por meio das fronteiras é imenso devido às condições de viagem irrestritas em muitas partes do mundo.

“Portanto, as avaliações de risco em segurança alimentar são as principais prioridades para reduzir o risco de vírus transmitidos por alimentos. Embora esses vírus sejam motivo de preocupação para a indústria de alimentos, alguns países industrializados começaram a monitorar os vírus de origem alimentar apenas recentemente. Devido à falta de métodos de detecção adequados para quantificar a carga viral presente e aos baixos níveis de vírus presentes nos alimentos, o risco de propagação permanece”, explica a médica nutróloga.

Atualmente, o único método usado na detecção de vírus em alimentos é baseado em ácidos nucleicos virais e enfoca os patógenos do vírus da Hepatite A e do norovírus. Porém, para fins de avaliação de risco, torna-se difícil determinar se o vírus detectado leva a uma doença ou não, pois não é possível avaliar se o vírus continua infeccioso ou se torna infeccioso posteriormente. Notícias recentes relatam surtos de Listeria causados por carnes fatiadas e queijos nos EUA e sanduíches em hospitais do Reino Unido que levam à morte de pacientes, mostrando a importância da higiene durante o processo de manipulação dos alimentos.

Os vírus de origem alimentar podem ser evitados?

Para evitar o risco e a propagação de vírus de origem alimentar, a segurança alimentar e a manutenção de uma boa higiene são muito importantes durante o manuseio dos alimentos. “Por exemplo, lavar as mãos e evitar a contaminação cruzada usando diferentes tábuas de cortar para carnes e vegetais pode ajudar a impedir a propagação do vírus. Cozinhar bem em certas temperaturas também pode ajudar a matar os vírus presentes. Alimentos que são consumidos crus ou malcozidos apresentam maior risco de conter vírus de origem alimentar, portanto devem ser higienizados com maior cuidado, particularmente os vegetais orgânicos, que são livres de toxinas, mas podem carregar patógenos”, diz a médica.

“Além disso, os fabricantes de alimentos devem realizar avaliações de risco e educar sua equipe sobre os riscos da falta de higiene durante o manuseio dos alimentos. Isso é fundamental para evitar a propagação dessas doenças”, finaliza a médica.

Fonte: Marcella Garcez é médica nutróloga, Mestre em Ciências da Saúde pela Escola de Medicina da PUCPR, Diretora da Associação Brasileira de Nutrologia e Docente do Curso Nacional de Nutrologia da ABRAN. Membro da Câmara Técnica de Nutrologia do CRMPR, Coordenadora da Liga Acadêmica de Nutrologia do Paraná e Pesquisadora em Suplementos Alimentares no Serviço de Nutrologia do Hospital do Servidor Público de São Paulo.

Você sabia que seu cão pode ter hepatite?

Sintomas como vômito e diarreia, além de apetite seletivo podem estar relacionados a problemas no fígado, causados, inclusive, por hepatite

A Hepatite Infecciosa Canina pode afetar diversas regiões do corpo de um pet e pode até mesmo prejudicar seu Sistema Nervoso Central. A doença evolui e se manifesta de maneiras diferentes, e é capaz de levar um cachorro à morte em questão de horas nos casos mais graves.

Os sinais clínicos da Hepatite Infecciosa Canina, como dito anteriormente, podem ser facilmente confundidos com outras enfermidades. Por isso é sempre importante consultar um profissional para que seja fechado um diagnóstico seguro.

Fique em alerta aos sintomas nos casos agudos: febre; conjuntivite; mucosas amareladas; vômito; diarreia; falta de apetite e sede intensa. Já nos casos de forma superagudos, o animal não aparenta praticamente nenhum sintoma. Infelizmente muitos tutores só vão descobrir que o animal apresentava a doença depois da morte, na necropsia.

Para diagnosticar este problema basta um bom exame clínico associado muitas vezes a um exame de sangue e ultrassom. São exames simples de solicitar, porém como os sintomas iniciais não são graves, deixamos muitas vezes sem tomar as medidas corretas, piorando a saúde do seu pet.

cachorro doente

Prevenção de doença

É preciso ter em mente que se os pets assumiram o papel de membros da família devemos dar à saúde deles a mesma atenção que damos – ou deveríamos – dar a nossa saúde. O que se propõe diante disso é que tutores utilizem a medicina veterinária preventiva para que o mercado brasileiro possa avançar em benefícios e diminuir custos.

Fonte: Health for Pet

Dia Mundial da Luta Contra as Hepatites Virais

Mais mortal, transmissível e infeccioso do que o HIV, o vírus causador da Hepatite C segue um desconhecido para a imensa maioria dos pacientes no Brasil e, em silêncio, pode estar causando uma doença sistêmica. No Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais, entenda a situação e teste-se

Estima-se que no Brasil existam entre 1,4 e 1,7 milhão de portadores de hepatite C. Grande parte desconhece seu diagnóstico e poucos sabem como ocorreu a transmissão ou que exista tratamento para a doença¹.

Conscientizar a população sobre prevenção, proteção e a necessidade de fazer o teste da Hepatite C são objetivos do Dia Mundial da Luta Contra as Hepatites Virais, celebrado anualmente em 28 de julho.

No Brasil, dados epidemiológicos apontam que aproximadamente 80% das pessoas com o vírus da Hepatite C (HCV) estão acima dos 40 anos de idade².

“Como o vírus só foi descoberto em 1988, os comportamentos e fatores de risco eram até então desconhecidos, o que favorecia infecções”, comenta Nelson Cheinquer, diretor médico da Gilead no Brasil, biofarmacêutica global que tem a Hepatite C como uma de suas principais áreas terapêuticas de pesquisa e desenvolvimento.

O fato de a doença ser assintomática em 80% dos casos faz dela um sério problema de saúde pública, podendo levar décadas para dar sinais e, normalmente, manifestando-se já em estágio avançado de comprometimento do fígado ou com quadros associados.

A Hepatite C é a maior causa de cirrose, câncer e transplante de fígado no mundo³. Além das complicações relacionadas ao fígado, ela pode desencadear uma verdadeira doença sistêmica. Estudos comprovam que o vírus da Hepatite C aumenta os riscos do aparecimento de outras doenças como a Diabetes do tipo 2 e do Linfoma, por exemplo4.

O HCV é transmitido por contato com sangue infectado, sendo que os principais meios de transmissão são reutilização e esterilização inadequada de equipamentos médicos e outros, compartilhamento de seringas e agulhas, práticas sexuais de risco e transmissão vertical (da mãe para o filho).

“Levar o próprio material para a manicure, utilizar seringas e agulhas descartáveis e usar preservativos em práticas sexuais de risco são medidas efetivas de proteção contra infecções”, explica Cheinquer.

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HCV vs HIV

Estudos já demonstraram que o HCV é seis vezes mais transmissível do que o HIV5, estatística que pode ser explicada por características como a capacidade de sobrevida do vírus. Fora do corpo, ele permanece vivo por até quatro dias, podendo chegar a quase dois meses quando em ambiente fechado, como no interior de uma seringa, por exemplo.

Ainda no comparativo com o HIV, outros dois dados surpreendem. Desde 2007, a taxa de mortalidade por HCV supera a do HIV6. Só no Brasil, calcula-se em torno de 3 mil mortes associadas à Hepatite C anualmente. Além disso, o vírus HCV é 50 a 100 vezes mais infeccioso que o HIV.

A despeito disso, porém, a doença tem alta taxa de cura, inclusive quando descoberta em seu estágio mais avançado. “Mesmo pessoas com cirrose ou descompensação do fígado podem ser tratadas e o vírus erradicado. Nesses casos, contudo, o paciente pode precisar de outros tratamentos complementares e seguimento”, afirma Cheinquer.

Esse problema é evitável com a descoberta e início do tratamento rápido, se necessário. “Mesmo que você não se enquadre em nenhum dos fatores de risco, deveria fazer o teste para Hepatite C pelo menos uma vez. É inclusive uma recomendação do Conselho Federal de Medicina que todos sejam testados”, recomenda o médico. “Agora, se você tem ou teve alguma entre as experiências que configuram risco, uso de drogas injetáveis, práticas sexuais de risco desprotegidas, entre outras, é recomendado que faça o teste anualmente ou até a cada semestre”, completa.

Fontes:

1 – Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Hepatite C e Coinfecções – 27 de julho de 2015, 7
2 – Bruggmann, et al. Journal of Viral Hepatitis, 2014, 21, (Suppl. 1), 5–33
3 – Allison RD, et al.Increased incidence of cancer and cancer-related mortality among persons with chronic hepatitis C infection; J Hepatol 2015; 63:822-828
4 – World J Gastroenterol. 2016 Jul 21;22(27):6214-23; Negro, J Hepatol 2014
5-     http://hcvadvocate.org/hepatitis/factsheets_pdf/Similarities_and_Differences_between_HIV_and_HCV.pdf
6 – http://www.cdc.gov/hepatitis/statistics/2010surveillance

Fonte: Gilead

Consumo excessivo de energéticos pode causar hepatite

Artigo publicado pelo British Medical Journal revela caso de trabalhador norte-americano, sem histórico de problemas no fígado, que desenvolveu a doença, após consumir, diariamente, de quatro a cinco latas da bebida por cerca de três semanas. Para hepatologista do HCor, não há dúvidas de que energéticos podem desencadear hepatite

No início de novembro, o British Medical Jornal publicou um artigo enviado por médicos do Colégio de Medicina da Universidade da Flórida sobre como um homem de 50 anos, sem histórico de problemas no fígado, contraiu hepatite, depois de ingerir, diariamente, de quatro a cinco latas de energético por aproximadamente três semanas. Esse é o segundo caso de intoxicação do fígado em função de energéticos registrado nos EUA, desde 2011.

“Embora o consumo desse tipo de bebida não seja, geralmente, associado à ocorrência de hepatite, não tenho dúvidas de que os energéticos – muitas vezes vendidos como ‘naturais’ e potencialmente ‘benéficos’ à saúde – podem desencadear a doença”, afirma a hepatologista do HCor – Hospital do Coração, Edna Strauss.

Norte-americano e trabalhador do ramo da construção civil, o paciente descrito no conteúdo divulgado pelo BMJ teria abusado da ingestão de energéticos para poder suportar o ritmo intenso de trabalho. Antes de ser atendido pela emergência, ele já estava, há duas semanas, sofrendo com fortes dores de estômago e vômito. Após passar por uma biopsia, ficou constatado que o homem havia desenvolvido um quadro agudo de hepatite tóxica e, por ser portador do vírus da hepatite C, houve risco de insuficiência hepática grave e óbito.

“Para prevenir casos como este, o melhor é evitar a ingestão frequente de energéticos. Claro, eventualmente, podemos consumi-los com moderação. Porém não temos conhecimento prévio dos mecanismos de lesão tóxica de nosso fígado”, afirma a médica, acrescentando: “Assim, é preciso ter cuidado. Afinal, enquanto alguns problemas hepáticos podem ser desencadeados por causa da ingestão contínua desse tipo de bebida, outros podem ocorrer, independentemente da dose ingerida, por meio de idiossincrasias ou da susceptibilidade dos diferentes sistemas enzimáticos presentes no organismo de cada um”.

EnergyDrink

Atenção à composição

O artigo norte-americano ainda revelou que o quadro de hepatite em questão ocorreu, principalmente, porque as marcas de energético ingeridas pelo paciente continham mais que o dobro do limite diário de niacina (vitamina B3) suportado pelo organismo.

“O fígado é como se fosse uma grande usina. Tudo o que entra pela boca, ou mesmo pelas veias, acaba passando por ele para sofrer transformações e, em seguida, ser aproveitado pelo restante de nossos órgãos. Para realizar esse processo, o fígado dispõe de um grande ‘painel’ de enzimas e sistemas enzimáticos especializados em ‘desintoxicar’ o que ingerimos”, explica a hepatologista.

“Esses sistemas variam de pessoa para pessoa. Por isso, as agressões que ocorrem em uma, podem não ocorrer em outra e vice-versa. Contudo, sempre que o limite diário de vitaminas e nutrientes é altamente excedido, tais substância se acumulam e, posteriormente, tornam-se tóxicas. Portanto, também é importante ter atenção com a composição destes produtos, mesmo que a quantidade ingerida não seja tão grande”, alerta a médica.

Promova substituições

De maneira geral, energéticos são, teoricamente, naturais. Porém, a maioria deles possui substâncias estimulantes como cafeína, guaraná e chá verde, além de vitaminas em doses exageradas. Também podem conter substâncias que aumentam o metabolismo ou ainda hormônios que propiciam maior desenvolvimento muscular. Nestas últimas eventualidades as probabilidades de efeitos deletérios são ainda maiores, incluindo a hepatotoxicidade.

cafe

“Os energéticos não trazem elementos dietéticos indispensáveis. Portanto, é possível substituí-los por opções menos agressivas, como sucos, chás e, caso o objetivo seja apenas combater o sono, por exemplo, café, mas sem exageros. Dessa forma, é possível preservar o bom funcionamento do organismo e manter a saúde”, conclui a hepatologista do HCor.

Fonte: HCor

Dez doenças silenciosas para ficar atento

Muita gente fica preocupada ao menor sinal de tosse, espirro ou dores pelo corpo. Isso seria, afinal, gripe, resfriado ou dengue? Esses alertas indicam que algo não está bem em seu organismo e precisa ser tratado para não piorar.

Mas nem sempre os sintomas são visíveis. Os problemas mais preocupante são aqueles causados pelas chamadas doenças silenciosas, que podem ficar escondidas por anos e surgir de repente, podendo até levar à morte.

O Consulta do Bem, plataforma pioneira em agendamento e pagamento online de consultas médicas, listou as dez principais doenças silenciosas difíceis de identificar para que você fique atento a elas.

Doenças silenciosas

1. Depressão

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A depressão começa como um cansaço extremo e total falta de ânimo, desencadeando uma tristeza profunda, sedentarismo e abuso de álcool e alimentos. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), de cada 100 casos, 15 deles terminam com pacientes colocando fim a própria vida. Isso ocorre por que somente 30% deles conseguem um diagnóstico precoce e são tratados de forma adequada.

2. Hepatite C

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Já a hepatite C é considerada a doença silenciosa mais sorrateira. Ela pode ficar incubada por mais de 20 anos, sem ser percebida. Seus sintomas são de difícil diagnóstico e, por isso, deve-se tomar bastante cuidado, pois ela vagarosamente compromete o fígado e pode levar ao comprometimento da função hepática, à cirrose (mesmo que seu portador sequer consuma bebidas alcoólicas) e ao desenvolvimento de câncer.

3. HIV / AIDS

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Ainda mais devastadora do que a hepatite C, e também transmitida pelo sangue contaminado, a AIDS pode demorar anos para se manifestar. Carregada de preconceito por suas formas de contágio através de relações sexuais sem proteção e pelo uso de drogas injetáveis, muitos casos dessa doença silenciosa também ocorrem através de transfusões sanguíneas.

4. Diabetes Tipo 2

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Boca seca, muita sede e idas frequentes ao banheiro. Quem imaginaria que isso seja provocado por uma deficiência do pâncreas em produzir a quantidade necessária de insulina para o organismo metabolizar glicose? Esses são os sintomas iniciais da Diabetes Tipo 2, um distúrbio orgânico, que geralmente só é descoberto após anos, quando surgem problemas mais graves.

5. Hipertensão

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Foto: Imelechon

Esta é outra doença silenciosa que pode ser fatal. Afinal, dores de cabeça, tonturas e fraquezas podem ser provocados por diversos fatores. Mas quando é causada pela pressão arterial elevada, esses alertas podem ser o início de doenças cardíacas mais sérias, como o enfarto, ou AVCs.

6. Hipercolesterolemia

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Foto: Xenia/Morguefile

Pessoas sedentárias, acima do peso e com uma vida desregrada são mais propensas a desenvolver colesterol alto. Esse problema surge devagar, devido ao depósito de pequenas partículas de gordura nas paredes de veias e artérias, que acabam entupidas, comprometendo o bom funcionamento do organismo, sobretudo, do coração.

7. Ovário Policístico

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Esta doença silenciosa acomete muitas mulheres e é um dos principais causadores da infertilidade feminina. Ela é provocada pelo desequilíbrio hormonal, que causa falta de ovulação, favorecendo o surgimento de pequenos cistos na superfície dos ovários. Irregularidade menstrual, ganho de peso e pelos no rosto são os principais sintomas desse distúrbio, que pode ser tratado com medicamentos.

8. Endometriose

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Mais complexa, a endometriose ocorre quando as células do revestimento do útero, o endométrio, saem da cavidade uterina e se alojam em outros locais, como nas trompas, intestino, ovários e bexiga. Esse distúrbio provoca cólicas menstruais, dores pélvicas e problemas para engravidar, mas nem toda mulher sente os sinais de alerta, tornando o diagnóstico ainda mais difícil.

9. Osteoporose

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O enfraquecimento dos ossos, sobretudo nas mulheres, começa, geralmente, a partir dos 30 anos. Como a osteoporose é uma doença silenciosa, aos poucos, ela causa a perda da densidade óssea e só acaba descoberta quando ocorrem quedas e fraturas provocadas por ela.

10. Hipo e Hipertireoidismo

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Duas doenças silenciosas que representam problemas na tireoide, como hipo e hipertireoidismo, atingem 15% da população brasileira. Mais comum, principalmente em mulheres, os problemas provocados pela baixa produção de hormônios na tireoide – hipotireoidismo – causam a desaceleração do metabolismo, aumento de peso, dores musculares, distúrbios digestivos, alterações cardíacas e de humor, sendo, geralmente, associados a outros tipos de doenças. Por outro lado, a produção excessiva de hormônios – hipertireoidismo – causa sintomas opostos, como nervosismo, sudorese, aceleração dos batimentos cardíacos e perda acentuada de peso.

Sobre o Consulta do Bem Consulta do Bem

Consulta do Bem é uma startup de tecnologia que desenvolveu uma plataforma digital com a missão de melhorar o acesso à saúde de qualidade. Através do site e do aplicativo disponível para Android e iOS, é possível marcar consultas selecionando especialidade, endereço e preço. Tudo com até uma hora de antecedência.

 

Hospital Santa Paula alerta para os tipos, causas e tratamentos de hepatite

Grave problema de saúde pública no Brasil e no mundo, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a hepatite é uma inflamação no fígado que pode ser causada por vírus, uso de alguns remédios, álcool e outras drogas, além de doenças autoimunes, metabólicas e genéticas. Em torno de 33 mil novos casos surgem a cada ano.

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, desde 2000, o Estado de São Paulo já registrou cerca de 70 mil casos de hepatite C e 40 mil casos de hepatite B. Porém, estima-se que existam cerca de 420 mil casos de hepatite C e 80 mil casos de hepatite B não registrados. Pensando nisso, o Dia Mundial contra a Hepatite tem o objetivo de aumentar a sensibilização e a compreensão da doença.

Por ser uma doença silenciosa que nem sempre apresenta sintomas, o infectologista do Hospital Santa Paula, Marcelo Mendonça, elencou os tipos da hepatite, métodos de prevenção e tratamento da doença.

No Brasil, as hepatites virais mais comuns são as causadas pelos vírus A, B e C. Existem, ainda, os vírus D e E. No caso das hepatites pelos vírus B e C, a doença não tratada pode causar danos mais graves ao fígado como a cirrose e o câncer. Por isso, é importante ir ao médico regularmente e fazer os exames de rotina.

seringa agulha
Foto:DodgertonSkillhause/Morguefile

Fique atento e observe se você já se expôs a algumas dessas situações:

– Condições precárias de saneamento básico e água, de higiene pessoal e dos alimentos (vírus A e E)
– Praticou sexo desprotegido, compartilhou seringas, agulhas, lâminas de barbear, alicates de unha e outros objetos que furam ou cortam (vírus B,C e D)
– Transmissão sanguínea: da mãe para o filho durante a gravidez, o parto e a amamentação (vírus B, C e D)

A evolução das hepatites varia conforme o tipo de vírus, porém é importante se prevenir. Existem várias medidas que podem evitar a transmissão das hepatites virais:

– Usar preservativo em todas as relações sexuais;
– Exigir materiais esterilizados ou descartáveis em estúdios de tatuagem e de piercings;
– Não compartilhar instrumentos de manicure e pedicure;
– Não usar lâminas de barbear ou de depilar de outras pessoas;
– Não compartilhar agulhas, seringas e equipamentos para drogas inaladas e pipadas, como o crack.

Vacinação

A vacina contra a hepatite B deve ser recomendada para jovens até 29 anos, para as populações vulneráveis e para profissionais de saúde. É um direito e é a melhor forma de evitar a hepatite B. Essa vacina faz parte do calendário de vacinação da criança e do adolescente e está disponível em todas as salas de vacina do Sistema Único de Saúde (SUS). Todo recém-nascido deve receber a primeira dose logo após o nascimento, preferencialmente nas primeiras 12 horas de vida. Se a gestante tiver hepatite B, o recém-nascido deverá receber, além da vacina, a imunoglobulina contra a hepatite B, nas primeiras 12 horas de vida, para evitar a transmissão de mãe para filho. Caso não tenha sido possível iniciar o esquema vacinal na unidade neonatal, recomenda-se a vacinação na primeira visita à unidade pública de saúde. É necessário sempre consultar seu médico e fazer exames periodicamente para se prevenir ou fazer o tratamento adequado para este tipo de situação.

Fonte: Hospital Santa Paula

ABPH realiza mutirão de testes rápidos de Hepatite C

Associação Brasileira dos Portadores de Hepatite (ABPH), em parceria com o Rotary Club, realiza um mutirão de testes rápidos de Hepatite C, direcionado para homens e mulheres com mais de 40 anos. Diferentes pontos do país recebem voluntários que farão a testagem nos interessados.

O evento busca quebrar o grande silêncio que existe sobre a doença, diagnosticando portadores do vírus, que desconhecem a situação que se encontram. A doença é assintomática até as suas fases mais avançadas e, geralmente, quando o portador percebe os primeiros sintomas, já é tarde demais e a única possibilidade de cura seria um transplante de fígado.

50 Maracanãs, o número de infectados

No Brasil são cerca de três milhões o total de infectados com o vírus C, o que daria para encher 50 estádios do Maracanã, no Rio de Janeiro.

No mundo, há meio bilhão de pessoas que carregam os vírus das Hepatites B e C e, absurdamente, apenas 5% dos casos estão diagnosticados. A Hepatite C mata duas vezes mais do que a Aids. Somente nos EUA, em 2015, a Hepatite C matou mais do que todas as doenças infecciosas juntas. Mas, se descoberta e tratada a tempo, ela tem cura.

Semana Hepatite Zero

No Brasil a semana da Hepatite Zero vai de 23 a 31 de julho, e tem testagem rápida nos 26 estados da nação, e também no Distrito Federal. Pessoas com mais de 40 anos precisam se testar, pelo menos uma vez na vida. Os testes são gratuitos.

“A campanha deste ano defende a ideia de que o exame de sangue simples, conhecido como hemograma completo, deveria incluir, automaticamente, o teste rápido das Hepatites B e C. Somente esta iniciativa diagnosticaria centenas de milhares de pessoas e salvaria a vida de todas elas”, destaca Humberto Silva, presidente da Associação Brasileira de Portadores de Hepatites (ABPH).

hepatite

Evento: Mutirão de testes para Hepatite C
Realização: Associação Brasileira de Portadores de Hepatites (ABPH) e Rotary Club
Observação: testes gratuitos

Locais/Datas/Horários:

Rio de Janeiro:
De 27 a 29 de julho de 2016
Rotary Club Nova Friburgo: Rua Maximiliano Falck, 380 (das 8h às 17h)

30 de julho de 2016
Rotary Club Petrópolis: Estrada União e Indústria, 9.500 (Hortomercado Itaipava) (das 8h às 14h)
Rotary Club Gávea: Rua dos Oitis, 63 (Igreja Presbiteriana da Gávea) (das 9h às 17h)
Rotary Club Campo Grande: Estrada do Campinho, 700 – loja B (das 9h às 17h)

Confira aqui todos os locais que recebem o mutirão no país.

Fonte: ABPH

Especialista ressalta importância do diagnóstico precoce no tratamento da hepatite

Maior provedora de exames de imagem do país, para a área pública, Fundação Instituto de Pesquisa e Estudo de Diagnóstico por Imagem realiza ultrassonografias e tomografias, que auxiliam na detecção da doença, além de promover capacitação para realização dos exames em seu Núcleo de Ensino formado por especialistas altamente gabaritados

Criado em 2010 pela OMS – Organização Mundial da Saúde -, o Dia Mundial de Combate às Hepatites Virais, celebrado todo dia 28 de julho, é um alerta para conscientizar à população sobre a importância do diagnóstico precoce, além de esclarecer assuntos sobre o tema como vacinação e tratamento.

A hepatite viral é uma doença infecciosa que afeta diretamente o fígado e constitui um grave problema de saúde pública em todo o mundo. Cerca de 1,4 milhão de pessoas morrem por ano por conta da doença em todo o mundo. No Brasil, as mais comuns são as causadas pelos vírus A, B e C. Existem ainda os vírus D e E. Esse último mais frequente na África e Ásia.

“Milhões de pessoas no Brasil são portadoras dos vírus B ou C e não sabem. Elas correm o risco das doenças evoluírem e causarem danos mais graves ao fígado como cirrose e câncer. Por isso, é importante ir ao médico regularmente e fazer os exames de rotina que ajudam no diagnóstico da hepatite”, alerta Harley De Nicola, gerente médico e coordenador do Núcleo de Ensino da FIDI, maior provedora de exames de imagem do país para a área pública, que realiza exames como ultrassonografia, ressonância magnética e tomografia que ajudam na detecção e acompanhamento da doença, além de promover cursos de capacitação para realização dos exames em seu Núcleo de Ensino formado por especialistas altamente gabaritados.

A evolução das hepatites pode variar conforme o tipo de vírus. Por exemplo, tipo A e E apresentam apenas a forma aguda de hepatite. Isto significa que após uma hepatite desses tipos o indivíduo pode se recuperar completamente eliminando o vírus de seu organismo e muitas vezes sem saber que teve a doença. Já as causadas pelos vírus B, C e D podem apresentar tanto formas agudas, quanto crônicas de infecção, quando a doença persiste no organismo por mais de seis meses.

Os principais sintomas das hepatites virais são: náuseas e vômitos, dores abdominais, febre, falta de apetite, mal estar geral, urina escura (cor de refrigerante de cola), fezes esbranquiçadas, e pele e olhos amarelados (icterícia).

“Os indivíduos infectados pelo vírus da hepatite B têm 5% a 10% de risco de tornarem-se doentes crônicos. Na hepatite C, o risco é de 85%. O tratamento das hepatites B e C é feito com agentes antivirais com 70% e 35% de sucesso, respectivamente”, explica o médico.

Transmissão

Hepatite A – Transmissão oral-fecal, por água e alimentos contaminados ou contato com pessoas infectadas.

Hepatite B – Por contato com sangue e hemoderivados. É também transmitida por contato sexual e de mãe infectada para o recém-nascido (durante o parto ou no período perinatal). Grupos de alto risco incluem os usuários de drogas injetáveis, homossexuais e heterossexuais com múltiplos parceiros.

Hepatite C – Por exposição percutânea direta ao sangue, hemoderivados ou instrumental cirúrgico contaminado. Receptores de sangue e derivados, usuários de drogas injetáveis, pacientes de hemodiálise e profissionais de saúde (vítimas de acidentes perfurocortantes) apresentam alto risco de infecção pelo vírus da hepatite C.

Hepatite D – O vírus da hepatite D precisa da função auxiliar do vírus da hepatite B e apresenta forma de transmissão similar ao da hepatite B. A hepatite D apresenta caráter endêmico nas regiões de alta prevalência para a hepatite B, onde a transmissão se dá principalmente por vias não parenterais.

Hepatite E – A forma mais frequente é por ingestão de água contaminada com menor probabilidade de transmissão por contato pessoal.

sangue

Prevenção

As medidas preventivas para hepatites A e E incluem o saneamento básico, as boas práticas de higiene pessoal como lavar bem as mãos após ir ao banheiro e antes de comer, lavar bem alimentos que serão consumidos crus e cozinhar bem os demais, principalmente frutos do mar e carne de porco.

Para os outros tipos é muito importante o uso de preservativos e agulhas e seringas descartáveis, além de evitar compartilhar objetos perfurocortantes como barbeador e instrumentos de manicure/pedicure. É importante ainda ter certeza de que materiais utilizados para fazer tatuagens e para a colocação de piercings sejam descartáveis.

“Já existem vacinas para as hepatites A e B e ser vacinado é a melhor maneira de prevenção. Mais de um bilhão de doses de vacina para a hepatite B foram usadas desde o início dos anos 80 e ela tem se mostrado eficaz em aproximadamente 95% dos casos. Esta vacina pode ser adquirida nos postos de saúde da rede pública”, salienta De Nicola.

Nas crianças, a primeira dose da vacina de hepatite B é dada ao nascer, sendo repetida aos 2 e aos 6 meses. Já a vacina para hepatite A é aplicada quando a criança completa 1 ano, e o reforço ocorre com 18 meses.

No caso de adultos, é preciso tomar as 3 doses de hepatite B e as duas de hepatite A para que a vacinação possa ser considerada completa. É possível ainda tomar a vacina combinada de hepatite A e B. Atualmente não existe vacina para a hepatite C.

Caso exista alguma dúvida referente ao contágio de hepatite B ou C é importante procurar um medico e fazer o exame diagnóstico.

camisinhas

Sobre o Núcleo de Ensino

Proporciona aprendizado profundo para todos que procuram por capacitação profissional com método diferenciado em que são desenvolvidos em conjunto temas teóricos e práticos durante todos os treinamentos.

Na área de pesquisa, por meio de alta tecnologia, ciência e inovação o núcleo se apresenta como um novo conceito em medicina diagnóstica para o desenvolvimento de estudos no país.

Sobre a Fundação IDI

A Fundação Instituto de Pesquisa e Estudo de Diagnóstico por Imagem atua há mais de 15 anos na saúde pública de São Paulo. Mantém convênio para operar a área de diagnóstico por imagem de diversos hospitais das Secretarias de Saúde do Estado e Município de São Paulo, prefeituras próximas à capital (São Caetano do Sul e Diadema), além dos Estados de Goiás e Bahia.

Possui cerca de 2 mil funcionários e 500 médicos especialistas, que atendem em mais de 70 unidades de saúde realizando mais de 4 milhões de exames por ano, sendo o maior provedor de exames de diagnósticos por imagem do país para a área pública.