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Cirurgia de coluna: conheça mitos e verdades sobre o tema

A cirurgia de coluna não é indicada em todos os casos, mas quando o paciente está em mãos de um especialista experiente, pode ser a solução ideal para problemas crônicos, que causam incômodos persistentes e a longo prazo. Para esclarecer algumas questões, Marcelo Valadares, médico neurocirurgião da Disciplina de Neurocirurgia da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp e do Hospital Albert Einstein elencou alguns mitos e verdades sobre o tema.

Cirurgia de coluna não é para todos, mas pode ser eficiente em boas mãos.
Verdade:
o organismo é naturalmente perfeito e capaz de, muitas vezes, se regenerar sozinho. Porém, a dor intensa não controlável, a incapacidade a ponto de causar prejuízo às atividades diárias, doenças prolongadas, causando meses de dor, e outros riscos à saúde, precisam de atenção. Valadares reforça que não existe uma verdade que seja absoluta para todos: “Nem sempre algo é bom para todos. Não existe uma técnica melhor do que a outra. Cada caso é um caso. Um cirurgião experiente domina todas as técnicas deve saber escolher o melhor para aquele paciente”, pontua.

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As novas tecnologias podem tornar as cirurgias de coluna mais promissoras.
Parcialmente verdade:
segundo o médico, novas tecnologias aumentam a segurança em uma cirurgia e diminuem o risco, mas se mostram revolucionárias apenas no começo, para depois encontrarem suas aplicações ideais. “Geralmente, este tipo de cirurgia é pouco acessível e cara. Cuidado com inovações muito promissoras, especialmente em casos de implantes”, alerta o neurocirurgião.

A cirurgia de coluna sempre é um procedimento invasivo.
Mito:
de acordo com o médico, procedimentos na coluna podem ser pouco invasivos e realizados, até mesmo, com pequenas agulhas – às vezes muito finas – ou ainda com cânulas, tubos que podem ser tão pequenos quanto um canudo, por exemplo. Procedimentos assim, em geral, são realizados com auxílio de uma câmera ou um aparelho de raio-x, que guiam o cirurgião durante o procedimento.

Para tratar uma hérnia de disco, o paciente necessariamente precisa fazer uma cirurgia.
Mito:
não é verdade que todo paciente com hérnia de disco precisa de uma cirurgia de coluna. Segundo o especialista, cerca de 9 a cada 10 pacientes com dores causada por hérnias de disco não precisam de cirurgia. “O bom cirurgião sempre leva a intensidade da dor do paciente em conta, há quanto tempo ele está sofrendo com o problema e, também, como a dor interfere em suas atividades diárias”, explica o médico. “Se os sintomas forem leves e tiverem curta duração, o tratamento jamais será cirúrgico. O organismo é sábio e capaz de corrigir alterações sozinho, ou com um pequeno auxílio de tratamentos, como fisioterapia”, complementa.

O paciente pode perder os movimentos após uma cirurgia de coluna.
Mito:
nenhuma cirurgia de coluna feita atualmente, que siga os protocolos de segurança e técnicas corretas, prevê perda de movimentos como resultado aceitável. Se houver risco real, o procedimento não deve ser indicado. “Existem sim riscos de complicações devido a variações anatômicas que não podemos prever e podem levar a situações como déficits neurológicos pós-operatórios. Mas estas são extremamente raras”, afirma o neurocirurgião. Ele explica que, especialmente no caso de pessoas com tumores na medula, o paciente pode apresentar uma fraqueza no pós-operatório, que normalmente se recupera em alguns dias.

Dores após a cirurgia podem acontecer.
Verdade:
dor após cirurgia pode acontecer, especialmente em procedimentos maiores. Porém, hoje existem medicamentos de diversos tipos para controlar eventuais dores. O esperado é que, após cirurgias de coluna, o paciente não sinta dores que o incomodem. Se sentir, é comum que elas sejam controladas com medicação e persistam por um curto período.

A cirurgia de coluna precisa ser feita somente por um neurocirurgião.
Mito:
no Brasil, todos os neurocirurgiões são habilitados para realizar cirurgias de coluna, e alguns ortopedistas que, após realizarem sua especialização em Ortopedia, buscam especialização, também, em cirurgias de coluna.

São necessários vários meses de recuperação após qualquer cirurgia na coluna.
Mito:
apenas as grandes cirurgias de coluna para deformidades, como as escolioses ou as fraturas causadas por acidentes, precisam de recuperações prolongadas hoje em dia, às vezes ultrapassando um mês. O normal é que o paciente saia andando do hospital, muitas vezes no mesmo dia da cirurgia. Parte significativa dos pacientes pode voltar a trabalhar dentro de uma ou duas semanas, e muitos deles podem praticar esportes em apenas um mês.

Cirurgia na coluna é sempre a última opção.
Mito:
uma cirurgia de coluna bem feita e na hora certa é um excelente tratamento e que, dependendo do problema, pode curar o paciente. A cirurgia de coluna, como explica o Dr. Valadares, não é a primeira opção quando a doença do paciente é benigna e deve se resolver sozinha, como as hérnias de disco que causam dores mais amenas. Existem, ainda, procedimentos mais simples e também capazes de curar a doença do paciente, como fortalecimento muscular para alguns casos de dor lombar. “Incorreto é o paciente passar meses – às vezes anos – realizando tratamentos com pouco eficiência para determinado problema apenas por medo ou falta de informações sobre o seu caso”, reitera.

Exercícios em academia podem ser feitos após uma cirurgia de coluna.
Verdade:
em geral, a atividade física em academia ou ao ar livre faz, até mesmo, parte da recuperação de quem operou a coluna. É preciso cuidado com o tempo certo para início das atividades e saber quais exercícios o paciente poderá fazer no início. O neurocirurgião da Unicamp alerta: apenas o médico por trás de cada caso poderá opinar especificamente sobre o paciente e suas necessidades.

Fonte: Marcelo Valadares é médico neurocirurgião da Disciplina de Neurocirurgia da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp e do Hospital Albert Einstein

Como sua coluna pode “sobreviver” à era dos smartphones? Gislaine Milena Marton*

O smartphone faz parte do cotidiano das pessoas de praticamente todas as idades. E, na mesma proporção que são úteis para a vida, esses aparelhos podem prejudicar a postura. Há, inclusive, em trâmite no Senado Federal, um projeto de lei (PLS 55/2018) que obriga fabricantes de equipamentos eletrônicos a avisarem seus consumidores sobre os efeitos nocivos que o uso contínuo de celulares pode ter na coluna cervical.

jovem mulher usando celular pexels

A proposta já foi aprovada pela Comissão de Fiscalização e Controle (CTFC), agora será analisada pelo Plenário do Senado e, se aprovada, segue para a Câmara dos Deputados.

Achou exagero? Saiba que, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 37% dos brasileiros convivem com dores ou danos na coluna cervical devido à má postura ao manusear aparelhos como smartphones, tablets e laptops.

Mas se não há como viver sem esses aparelhos tão úteis, é imprescindível ajustar essa convivência entre a tecnologia e a saúde da coluna. Para começar, sempre que for olhar o Instagram, Facebook ou enviar mensagem no WhatsApp mantenha o pescoço reto, apoie os cotovelos no tronco e flexione os braços de maneira que o celular fique na altura dos olhos. Se estiver sentado, a dica é colocar um travesseiro ou outro objeto em cima as pernas, como se fosse uma mesinha, para apoiar os cotovelos, ou apoiá-los diretamente em uma mesa mesmo.

Com essa simples reeducação postural, é possível aliviar a carga sobre os ombros, evitando que o peso da cabeça, que tem por volta de 6 kg, fique inclinada para frente, prejudicando toda a coluna e causando dores no pescoço, de cabeça, na cervical e nas costas. Esse hábito ruim ainda pode desencadear quadros de protusões discais, hérnias de disco, hipercifose (a famosa “corcunda’’), escoliose (quando a coluna forma um “S”), além de parestesias (“formigamentos”) nos braços e contrataturas musculares.

Por isso, é importante que se tenha um cuidado especial também com crianças e adolescentes nesse quesito. O fato de ficar “curvado” para lidar com o celular prejudica, e muito, a postura e o alinhamento da coluna da criança e do adolescente. Como eles estão em fase de crescimento, o momento é o ideal para corrigir esses erros posturais e afastar de uma vez os riscos de doenças da coluna mais graves que possam surgir. Por isso, pais, mães e responsáveis, fiquem atentos. A prevenção é o melhor remédio!

mulher celular cama

E, seja para adultos, pessoas mais jovens e crianças, o método da Reeducação Postural Global (RPG) é muito indicado e é ideal para prevenir alterações e possíveis deformidades decorrentes da má postura. Mas, é importante sempre lembrar de que alongamento e fortalecimento são os melhores amigos de uma coluna saudável, porque esses exercícios mantém a flexibilidade e amplitude dos movimentos e fortalecem a musculatura e as estruturas do pescoço, colaborando com uma boa postura. Por isso, é sempre importante investir em atividades que proporcionem tais resultados.

Então, de hoje em diante, sempre que for curtir uma foto nas redes sociais, pense: postura correta! Sua coluna agradecerá.

*Gislaine Milena Marton é fisioterapeuta e proprietária da clínica Quality Fisio & Pilates

Hérnia de disco é uma das principais causas de dor nas costas

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 70 a 85% da população tem ou terá um episódio de dor nas costas no decorrer da vida

Uma das principais causas de quadros dolorosos relacionados à coluna vem da hérnia de disco. Estima-se que a hérnia discal lombar afeta de 2% a 3% da população. A prevalência é de 4,8% em homens e 2,5% em mulheres.

Segundo Iuri Weinmann, neurocirurgião e especialista em cirurgia da coluna, as hérnias de disco lombar e cervical costumam aparecer entre os 40 e 50 anos, havendo outros picos de incidência entre 25 e 35 anos e, menos frequentemente, entre 50 e 60 anos. Em 76% dos casos, a pessoa tem um antecedente de dor lombar até uma década antes.

Fatores de risco

“Hoje, há fortes indícios de que a genética tem mais influência no desenvolvimento da hérnia de disco do que os fatores ambientais. Porém, hábitos como carregar muito peso (principalmente exercendo esforço intenso de forma súbita), sedentarismo, excesso de atividades que demandem muito da coluna, má postura, tabagismo e processo natural de envelhecimento são importantes fatores de risco”, explica Weimann.

Onde tudo começa

hernia de disco

“Na coluna se encontram os discos intervertebrais, estruturas que ficam entre as vértebras cuja principal função é amortecer o impacto de um osso no outro. Quando há desgaste desses discos eles podem romper-se e pressionar os nervos mais próximos, levando à dor. A hérnia de disco pode atingir a região cervical ou a região lombar, sendo esta última a mais comum”, explica o especialista.

“Tipicamente, a hérnia de disco lombar começa como uma lombalgia, uma simples dor nas costas. Mas, em geral, essa dor evolui para uma lombociatalgia, que ocorre quando a dor lombar está associada à irradiação para os membros inferiores (pernas e pés) devido à compressão da raiz do nervo, como a do ciático”, afirma Weimann.

A hérnia de disco cervical começa com uma dor no pescoço que irradia para os ombros ou braços, causando fraqueza muscular e formigamento quando há compressão da raiz nervosa. “É importante entender que nem toda hérnia de disco vai causar dor. A herniação, degeneração do disco e a estenose (compressão) do canal espinal não são responsáveis individualmente pela dor. É preciso levar em conta a compressão mecânica e as mudanças inflamatórias que ocorrem no disco e na raiz nervosa”, explica o neurocirurgião.

Cirurgia minimamente invasiva

Após o diagnóstico da hérnia de disco, o médico irá realizar o tratamento conservador, que pode incluir repouso, medicamentos anti-inflamatórios, analgésicos, acupuntura, fisioterapia e fortalecimento muscular. Na maioria dos casos, a evolução é boa. Porém, cerca de 5 a 10% dos pacientes vão precisar de cirurgia para tratar a hérnia de disco, especialmente se for grande e estiver comprimindo os nervos.

“Há vários tipos de cirurgias que podem ser feitas. Entre elas a microcirurgia e discectomia tradicional, empregando a microtécnica microcirúrgica; a microsdiscectomia tubular, com ou sem auxílio endoscópico, e a microdiscectomia totalmente endoscópica. Contudo, buscamos cada vez mais realizar procedimentos minimamente invasivos devido aos seus comprovados benefícios, como recuperação mais rápida, menor risco de infecções e menor tempo de internação hospitalar,”, diz o Weinmann.

Segundo o neurocirurgião, as técnicas cirúrgicas que reúnem estas vantagens são as duas últimas (microsdiscectomia tubular com ou sem auxílio endoscópico e a microdiscectomia totalmente endoscópica). “Cada técnica conta com sua melhor aplicabilidade em diferentes situações. Estes procedimentos permitem ao cirurgião visualizar o local exato da lesão com grande aumento graças aos monitores de alta definição e exatidão”.

hernia de disco

As vantagens desse procedimento quando comparadas aos da cirurgia clássica de hérnia de disco são inúmeras. “É usada anestesia local com sedação em vez de anestesia geral. Isso permite, por exemplo, operar pacientes que não poderiam se submeter a uma sedação geral. O corte na pele é menor, o sangramento é mínimo, há menos dor no pós-operatório e a recuperação é mais rápida. Todos os benefícios desse tipo de cirurgia são importantes para que o paciente retorne às atividades cotidianas, especialmente ao trabalho”, finaliza o médico.

As várias causas de dor nas pernas

A maioria das dores nas pernas ocorre devido ao uso excessivo ou a lesões menores e o seu desconforto geralmente desaparece em pouco tempo. Mas, em muitos casos, algum problema pode estar impedindo sua melhora.

Como suas causas são variadas, a cirurgiã vascular e angiologista Aline Lamaita, membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular elenca as prováveis causas e recomenda que o diagnóstico preciso deve ser realizado por médico especialista em consultório, pois há ainda mais causas que são somente diagnosticadas com exames específicos.

– Cãibras – uma das principais causas da dor nas pernas é a cãibra muscular ou o espasmo que geralmente desencadeia dor súbita e aguda à medida que os músculos das pernas se contraem e podem formar um nódulo visível e duro sob a pele. Pode haver vermelhidão e inchaço na área circundante. “A fadiga e a desidratação muscular podem levar a cãibras nas pernas, bem como certos medicamentos, incluindo diuréticos e estatinas”, comenta Aline.

pernas inchados

– Lesões – a dor nas pernas também é frequentemente um sinal de lesão, que pode ser tensão muscular, uma lesão comum que acontece quando as fibras musculares se rompem como resultado do excesso de exercício. Outra lesão comum é a inflamação de um tendão, tendinite. Quando se inflama, pode ser difícil mover a articulação afetada. Também pode ocorrer a bursite do joelho, quando há uma inflamação no joelho. Tendão de Aquiles é um forte cordão fibroso que liga os músculos na parte de do osso do calcanhar, e ele pode se romper completamente ou apenas parcialmente, causando uma dor aguda que afetará a habilidade de caminhar.

– Flebite – pernas inchadas, doloridas, avermelhadas e aquecidas podem ser sinal de flebite (ou também conhecida como tromboflebite), inflamação na parede das veias, que ficam endurecidas devido à coagulação do sangue. É causada normalmente pelo fluxo do sangue mais lento, um dano local e mudanças na composição do sangue.

– Tendão de Aquiles – se o seu tendão de Aquiles se rompe, você pode sentir um estalido ou pressão, seguido de uma dor aguda imediata na parte traseira do tornozelo e da perna que provavelmente afetará sua habilidade de caminhar corretamente. “A cirurgia geralmente é a melhor opção para reparar uma ruptura do tendão de Aquiles, mas para muitas pessoas, no entanto, o tratamento não cirúrgico funciona tão bem”, alerta a cirurgiã.

– Dor ciática – uma das dores mais comuns é ciática, a dor que irradia ao longo do caminho do nervo ciático, que se ramifica da parte inferior das costas pelos quadris e nádegas e para baixo em cada perna. Normalmente, a ciática afeta apenas um lado do corpo e ocorre com mais frequência quando há uma hérnia de disco, esporão ósseo na coluna vertebral ou estreitamento da coluna vertebral (estenose espinhal), o que comprime parte do nervo. Isso causa inflamação, dor e, muitas vezes, algum entorpecimento na perna afetada. Embora a dor associada à ciática possa ser grave, a maioria dos casos resolve com tratamentos não-operatórios em algumas semanas. As pessoas que têm ciática severa que está associada a fraqueza significativa da perna ou alterações no intestino ou na bexiga podem ser candidatas a cirurgia.

varicose veias

– Veias varicosas – as veias alargadas e nodosas, chamadas de varicosas também podem causar muita dor. Para muitas pessoas, pequenas varizes são simplesmente uma preocupação cosmética. Para outras pessoas, as varizes podem causar dor e desconforto. As varizes também podem indicar um maior risco de outros problemas circulatórios. O tratamento pode envolver medidas ou procedimentos médicos para fechar ou remover veias.

– Aterosclerose – certas condições médicas geralmente levam a dor nas pernas, como a aterosclerose, estreitamento e endurecimento das artérias devido ao acúmulo de gordura e colesterol. “Se os tecidos na perna não recebem oxigênio suficiente, isso pode resultar em dor nas pernas, particularmente nas panturrilhas”, esclarece a médica.

– Trombose venosa profunda (TVP) – pode causar dor e ocorre quando um coágulo de sangue se forma em uma veia. As TVPs geralmente se formam na perna após longos períodos de repouso na cama, causando dor de inchaço e cãibras.

– Artrite – o que causa muita dor também é a artrite, que pode causar inchaço, dor e vermelhidão, em função da inflamação das articulações. “A gota é uma forma de artrite que pode ocorrer quando muito ácido úrico se acumula no corpo”, comenta Aline.

hernia de disco

– Hérnia de disco –  hérnia de disco pode doer muito, pois pode comprimir nervos na coluna vertebral, o que pode desencadear a dor que viaja de sua coluna para os braços e pernas.

Prevenção de dor nas pernas

alongamento ioga pixabay
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– Procure sempre alongar-se antes dos exercícios físicos, para evitar dor nas pernas devido à atividade física. Também é útil comer alimentos ricos em potássio, como banana e frango, para ajudar a prevenir lesões nos músculos das pernas e nos tendões.
– Faça pelo menos 30 minutos de exercícios por dia, cinco dias por semana.
– Mantenha um peso saudável.
– Evite fumar.
– Monitorize seu colesterol, açúcar no sangue e pressão arterial e tome medidas para mantê-los sob controle.
– Consulte sempre seu médico.

Fonte: Cirurgiã vascular e angiologista, Aline Lamaita é formada pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, Membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular, da Sociedade Brasileira de Laser em Medicina e Cirurgia e do American College of Phlebology. A médica possui título de especialista em Cirurgia Vascular pela Associação Médica Brasileira / Conselho Federal de Medicina.

Dores lombares prejudicam a qualidade de vida, por Renato Andrade Chaves*

As dores lombares ocorrem em diversas faixas etárias e nem sempre têm uma única causa específica. Geralmente, aparecem em pessoas que trabalham em serviços com muita exigência física, obesas ou por causa genética. Pesquisas publicadas no The Lancet concluíram que, em todo o mundo, 540 milhões de pessoas são afetadas pela dor lombar, uma das maiores causas de incapacitação no trabalho. Este resultado se deu após uma avaliação das conclusões de pesquisadores entre 1990 e 2016, em 195 países.

As primeiras opções de tratamento devem ser a reeducação postural, fisioterapia, atividade física e uma vida mais ativa. Isso, quando o problema está no início, pois, assim, o tratamento é mais eficaz, trazendo resultados bem positivos. Quando o estágio está mais avançado, o uso de medicamentos se torna indispensável, para que o paciente tenha uma melhor qualidade de vida.

Corticoides e opioides são algumas das substâncias que os médicos utilizam em infiltrações. São procedimentos de baixo risco e podem solucionar o problema, sem a necessidade de uma cirurgia. Estas infiltrações se dividem em dois tipos: as superficiais e as profundas.

hernia de disco

As superficiais são indicadas nos casos em que há uma dor muscular ou miofascial. A infiltração é realizada em um ou mais pontos específicos e pode diminuir a dor com alta eficácia. Seu objetivo é diminuir a dor durante um período, para que o paciente possa realizar a fisioterapia ou atividade física, com maior eficiência. O melhor é que não exige internação hospitalar e seus efeitos colaterais são quase inexistentes. O paciente apenas deve ficar em repouso relativo, por três dias, após a infiltração.

As infiltrações profundas são realizadas nos casos de compressão neurológica, como estenose de canal e hérnia de disco, com compressão de nervo (conhecida como dor no ciático). Os medicamentos utilizados são os mesmos da infiltração superficial: anestésicos e corticoides. Na estenose de canal, a infiltração realizada é peridural (muitas vezes chamada de “bloqueio”), sendo, na maioria das vezes, feita pelo médico anestesista. O objetivo é a melhora da dor e da capacidade de caminhar. Na hérnia de disco, as medicações entrem em contato com o nervo e não com a hérnia. Dessa maneira, é realizada uma anestesia e diminuição da inflamação ao redor do nervo, com diminuição importante da dor ciática, muitas vezes desaparecendo totalmente.

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*Renato Andrade Chaves é Neurocirurgião, especialista em Cirurgia de cérebro e coluna

 

Cirurgiã vascular explica as causas das dores nas pernas, de cãibras a artrite

Nem sempre a dor nas pernas é um problema óbvio e pode ser um grande incômodo para quem está em atividade constantemente, mas se sente impedido de se movimentar durante as tarefas rotineiras sem sentir dor. A maioria das dores ocorre devido ao uso excessivo das pernas ou a lesões menores e o desconforto geralmente desaparece em pouco tempo.

Porém, em muitos casos, algum problema pode estar impedindo sua melhora. Como suas causas são variadas, a cirurgiã vascular e angiologista Aline Lamaita, membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular elenca as prováveis causas e recomenda que o diagnóstico preciso deve ser realizado por médico especialista em consultório, pois há ainda mais causas que são somente diagnosticadas com exames específicos.

– Cãibras – uma das principais causas da dor nas pernas é a cãibra muscular ou o espasmo que geralmente desencadeia dor súbita e aguda à medida que os músculos das pernas se contraem e podem formar um nódulo visível e duro sob a pele. Pode haver vermelhidão e inchaço na área circundante. “A fadiga e a desidratação muscular podem levar a cãibras nas pernas, bem como certos medicamentos, incluindo diuréticos e estatinas”, comenta Aline.

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– Lesões – a dor nas pernas também é frequentemente um sinal de lesão, que pode ser tensão muscular, algo comum que acontece quando as fibras musculares se rompem como resultado do excesso de exercício. Outra lesão comum é a inflamação de um tendão, tendinite. Quando se inflama, pode ser difícil mover a articulação afetada. Também pode ocorrer a bursite do joelho, quando há inflamação. Tendão de Aquiles é um forte cordão fibroso que liga os músculos na parte de do osso do calcanhar, e ele pode se romper completamente ou apenas parcialmente, causando uma dor aguda que afetará a habilidade de caminhar.

– Flebite – pernas inchadas, doloridas, avermelhadas e aquecidas podem ser sinal de flebite (também conhecida como tromboflebite): inflamação na parede das veias, que ficam endurecidas devido à coagulação do sangue. É causada normalmente pelo fluxo do sangue mais lento, um dano local e mudanças na composição do sangue.

– Tendão de Aquiles – se o seu tendão de Aquiles se rompe, você pode sentir um estalido ou pressão, seguido de uma dor aguda imediata na parte traseira do tornozelo e da perna que provavelmente afetará sua habilidade de caminhar corretamente. “A cirurgia geralmente é a melhor opção para reparar uma ruptura do tendão de Aquiles, mas para muitas pessoas, no entanto, o tratamento não cirúrgico funciona tão bem”, alerta a cirurgiã.

dor nas costas uma vida sem dor

– Dor ciática – uma das dores mais comuns, irradia ao longo do caminho do nervo ciático, que se ramifica da parte inferior das costas aos quadris e nádegas e para baixo em cada perna. Normalmente, a ciática afeta apenas um lado do corpo e ocorre com mais frequência quando há uma hérnia de disco, esporão ósseo na coluna vertebral ou estreitamento da coluna vertebral (estenose espinhal), o que comprime parte do nervo. Isso causa inflamação, dor e, muitas vezes, algum entorpecimento na perna afetada. Embora a dor associada à ciática possa ser grave, a maioria dos casos é resolvida com tratamentos não-operatórios em algumas semanas. As pessoas que têm ciática severa, que está associada a fraqueza significativa da perna ou alterações no intestino ou na bexiga, podem ser candidatas a cirurgia.

– Aterosclerose – certas condições médicas geralmente levam a dor nas pernas, como a aterosclerose, estreitamento e endurecimento das artérias devido ao acúmulo de gordura e colesterol. “Se os tecidos na perna não recebem oxigênio suficiente, isso pode resultar em dor nas pernas, particularmente nas panturrilhas”, esclarece a médica.

varicose veias.jpg

– Veias varicosas –  veias alargadas e nodosas, chamadas de varicosas também podem causar muita dor. Para muitas pessoas, pequenas varizes são simplesmente uma preocupação cosmética. Para outras pessoas, podem causar dor e desconforto. As varizes também podem indicar um maior risco de outros problemas circulatórios. O tratamento pode envolver medidas ou procedimentos médicos para fechar ou remover veias.

– Trombose –  trombose venosa profunda (TVP) pode causar dor e ocorre quando um coágulo de sangue se forma em uma veia. As TVPs geralmente se formam na perna após longos períodos de repouso na cama, causando dor de inchaço e cãibras.

– Artrite –  causa muita dor também e pode causar inchaço, dor e vermelhidão, em função da inflamação das articulações. “A gota é uma forma de artrite que pode ocorrer quando muito ácido úrico se acumula no corpo”, comenta Aline.

hernia de disco.jpg

– Hérnia de disco –  pode doer muito, pois é capaz de comprimir nervos na coluna vertebral, o que pode desencadear a dor que viaja de sua coluna para os braços e pernas.

Prevenção de dor nas pernas

– Procure sempre alongar-se antes dos exercícios físicos, para evitar dor nas pernas devido. Também é útil comer alimentos ricos em potássio, como banana e frango, para ajudar a prevenir lesões nos músculos das pernas e nos tendões.
– Faça pelo menos 30 minutos de exercícios por dia, cinco dias por semana.
– Mantenha um peso saudável.
– Evite fumar.
– Monitorize seu colesterol, açúcar no sangue e pressão arterial e tome medidas para mantê-los sob controle.
– Consulte sempre seu médico.

Fonte: Aline Lamaita é cirurgiã vascular e angiologista formada pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, Membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular, da Sociedade Brasileira de Laser em Medicina e Cirurgia e do American College of Phlebology. A médica possui título de especialista em Cirurgia Vascular pela Associação Médica Brasileira / Conselho Federal de Medicina.