Arquivo da tag: herpes zoster

Herpes zoster e hepatites: há vacinas para envelhecer protegido e com saúde

Com o avançar da idade, o sistema imunológico também envelhece, o que é chamada de imunossenescência e está associada ao progressivo declínio da função imunológica e consequente aumento da suscetibilidade a infecções, doenças autoimunes e câncer, além de redução da resposta vacinal.

A coordenadora do Departamento Científico de Imunização da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai), Lorena de Castro Diniz, explica quais as principais vacinas para garantir a saúde na terceira idade. Quais as doenças mais frequentes em idosos e que podem ser evitadas com vacinas? Os idosos são mais susceptíveis a várias doenças tais como: Influenza (gripe), infecções por pneumococos e haemophilus influenza levando a pneumonias, sepse, meningite, coqueluche e herpes zoster.

O que é herpes zoster?
Herpes zoster, chamada popularmente de cobreiro, é causado pelo varicella zoster vírus (VZV) ou herpesvírus humano tipo 3, o mesmo que causa a varicela. A varicela ocorre com maior frequência na infância e resulta da infecção primária. Já o herpes zoster é mais comum no idoso, e tem origem na reativação do vírus após a primeira ocorrência de varicela. Várias condições estão associadas ao aparecimento do herpes zoster, como baixa imunidade, câncer, trauma local, cirurgias da coluna e sinusite frontal. Os idosos mostram uma diminuição da imunidade ao vírus, o que explica sua maior ocorrência após a quinta década. A vacina está indicada acima de 50 anos.

Qual a importância da vacinação contra a herpes zoster?
A vacina evita o aparecimento da doença e as suas possíveis complicações tais como:
-Infecção secundária por outras bactérias;
-Ataxia cerebelar aguda: afeta equilíbrio, fala, deglutição, movimento dos membros do corpo;
-Trombocitopenia: baixa quantidade de plaquetas, comprometendo a coagulação sanguínea;
-Síndrome de Reye: doença rara que causa inflamação no cérebro e pode levar a morte;
-Varicela disseminada ou varicela hemorrágica em pessoas com comprometimento imunológico;
-Nevralgia pós-herpética (NPH) – dor persistente por quatro a seis semanas após a erupção cutânea;
-Em mulheres grávidas, pode ocorrer a infecção no feto, que pode levar a embriopatia, síndrome da varicela congênita (malformação das extremidades dos membros, microftalmia, catarata, atrofia óptica e do sistema nervoso central).

As hepatites A e B também são comuns no Brasil?
As hepatites virais são um grave problema de saúde pública no Brasil e no mundo. Trata-se de uma infecção que atinge o fígado, causando alterações leves, moderadas ou graves. Na maioria das vezes, são infecções silenciosas, ou seja, não apresentam sintomas. Entretanto, quando presentes, elas podem se manifestar como: cansaço, febre, mal-estar, tontura, enjoo, vômitos, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras. No Brasil, as hepatites virais mais comuns são causadas pelos vírus A, B e C. O avanço da infecção compromete o fígado, sendo causa de fibrose avançada ou de cirrose, que podem levar ao desenvolvimento de câncer e à necessidade de transplante do órgão. São doenças infectocontagiosas que podem ser prevenidas por vacinas e evitar o adoecimento com evolução de uma doença crônica e potencialmente letal.

Como ter um envelhecimento saudável?
Não podemos pensar no envelhecimento saudável sem pensar nos hábitos que mantivemos no período que antecede este envelhecimento. Devemos manter hábitos alimentares saudáveis, atividades físicas frequentes, hábitos de higiene pessoal e do ambiente, evitar o consumo de bebidas alcoólicas e o tabagismo e manter a nossa imunização (vacinação) em dia, pois as vacinas são importantes para todas as idades, principalmente nos extremos de idade em que o sistema imunológico é mais susceptível a infecções.

Fonte: Associação Brasileira de Alergia e Imunologia

Herpes-Zóster: número de pessoas infectadas com a doença viral aumentou na pandemia

Médica da Família da Vibe Saúde, Fernanda Buonfiglio de Castro Monteiro, explica que a doença é mais conhecida como cobreiro e é causada pelo mesmo vírus da catapora

A Covid-19 tem tido grande destaque no cotidiano da saúde no mundo. Além dela, há diversas outras doenças virais que já existiam e também merecem atenção, como a herpes-zóster. A doença viral, popularmente conhecida como cobreiro, é ocasionada pelo vírus varicela-zoster (HHV-3), causador também da varicela, a famosa catapora. A Vibe Saúde, maior plataforma em saúde digital B2C no país, observou aumento na demanda por atendimentos de paciente com lesões suspeitas dessa doença, que não depende de exames complementares para diagnóstico e, por isso, pode ser reconhecida, tratada e acompanhada por telemedicina.

Pesquisadores da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), apoiados pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), desenvolveram o estudo “Increase in the number of Herpes Zoster cases in Brazil related to the Covid-19 pandemic” (Aumento no número de casos de herpes-zóster no Brasil relacionados à pandemia de Covid-19), comprovando essa impressão relatada por diversos serviços de saúde e atribui o fato as alterações de humor e de hábitos alimentares provocadas pelo isolamento, imposto pela pandemia, como possíveis colaboradoras para o aumento de casos de doenças autoimunes.

Fernanda Buonfiglio de Castro Monteiro, médica da família da Vibe Saúde, conta que a catapora é a fase aguda e primária da infecção pelo vírus HHV-3, que fica latente no organismo e, quando reativado, surge como a herpes-zóster, com manifestação na pele e, por isso, classificada como dermatose. “A infecção ocorre por meio da via inalatória ou por contato com as secreções das lesões da varicela ou herpes-zóster de outra pessoa”, explica.

A médica da família detalha que o vírus pode alcançar a pele e gânglios sensoriais e manifestar lesões do tipo bolhosas e que causam dor. “A dor persiste por muitas semanas e até meses, condição chamada nevralgia pós-herpética, e envolve uma recuperação desgastante com uso de medicamentos analgésicos potentes. A doença também pode provocar outras complicações mais raras, como afecções oculares – ceratite e uveíte, por exemplo, além de outras sequelas permanentes – e paralisia facial temporária, caso as lesões apareçam no rosto.”

Para a médica da healthtech, várias condições estão associadas ao aparecimento da herpes-zóster. “Têm mais probabilidade de se infectar com o vírus pessoas com baixa imunidade, câncer, trauma local, cirurgias da coluna, sinusite frontal, entre outras. Acomete, principalmente, indivíduos com faixa etária maior que 50 anos, especialmente idosos, que apresentam imunidade diminuída ao longo dos anos.”

Commons Wikimédia/Reprodução

A médica recomenda uma avaliação profissional para se obter o diagnóstico preciso. “O tratamento é medicamentoso e consiste em acelerar o processo de recuperação e em controlar a dor. A duração dependerá da persistência da dor, por isso cada caso deve ser tratado e acompanhado individualmente. Além disso, é importante uma ação preventiva. A vacina para herpes-zóster, disponível na rede privada, é indicada para adultos maiores de 50 anos, inclusive para aqueles que já manifestaram a doença. Imunizar as crianças com a vacina da varicela também pode atuar como prevenção de herpes-zóster na idade adulta.”

Fonte: ViBe Saúde

Alerta: fim do inverno é o período de maior incidência de catapora

A catapora, ou varicela, é uma doença imunoprevenível altamente contagiosa causada pelo vírus varicela-zóster, que acomete principalmente crianças. A transmissão pode ser pelo contato com o líquido da bolha formada na pele ou pela tosse, espirro e saliva ou por objetos contaminados pelo vírus.

A varicela pode ocorrer durante o ano todo, porém observa-se um aumento do número de casos no período que se estende do fim do inverno até a primavera (agosto a novembro), sendo comum, neste período, a ocorrência de surtos em creches e escolas. O risco de transmissão de varicela existe em qualquer lugar do mundo, especialmente nas áreas urbanas com grandes aglomerados populacionais.

Entre 2000 e 2013, o Brasil registrou 7.113 casos de catapora. O maior número de notificações da doença (2.097) foi na região nordeste, correspondendo a 29,4% dos casos. Em seguida, a região sudeste com 1.794 (25,2%) e a centro-oeste com 993 (13,9%). O ano de 2013 apresentou o maior registro de casos de catapora (857), contra 181 no ano 2000, que obteve o menor índice.

Prevenção

Uma forma de evitar a catapora é com a vacinação contra a doença. A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) recomendam duas doses da vacina contra a varicela: a primeira aos 12 meses e a seguinte a partir dos 15 meses de idade, com um intervalo de 3 meses da primeira dose.

vacina-portal-brasil
Foto: Portal Brasil

Sintomas

Os sintomas da catapora, em geral, começam entre 10 e 21 dias após o contágio da doença. Além de manchas vermelhas e bolhas no corpo, a doença também causa mal-estar, cansaço, dor de cabeça, perda de apetite e febre baixa. As bolhas surgem inicialmente na face, no tronco ou no couro cabeludo, e se disseminam pelo corpo, se transformando em pequenas vesículas cheias de um líquido claro. Em poucos dias o líquido escurece e as bolhas começam a secar e cicatrizam. Este processo causa muita coceira, e as lesões na pele podem ser infectadas pelas bactérias das unhas ou de objetos utilizados para coçar.

Evolução do quadro

O período de incubação é de 4 a 16 dias e a transmissão se dá entre 1 a 2 dias antes do aparecimento das lesões de pele e até cerca de 6 dias depois, quando todas as lesões normalmente se encontram na fase de crosta. Deve-se afastar a criança da creche ou escola por cerca de 7 dias, a partir do início do aparecimento das manchas vermelhas no corpo.

Tratamento

No tratamento da catapora, em geral, são utilizados medicamentos específicos recomendados pelo médico para aliviar a dor de cabeça, baixar a febre e aliviar a coceira. Os cuidados de higiene são muito importantes e devem ser feitos apenas com água e sabão. Para diminuir a coceira, o ideal é fazer compressa de água fria. As vesículas não devem ser coçadas e as crostas não devem ser retiradas.

lavando --mãos

Mitos e verdades sobre catapora

Evely Tanaka, Gerente Médica de Vacinas da GSK esclarece alguns mitos e verdades sobre a catapora:

1) Somente crianças podem contrair catapora
Mito: apesar de mais comum em crianças, qualquer pessoa pode contrair a doença ao longo da vida.

2) Quem teve catapora pode ter herpes-zóster no futuro
Verdade: qualquer pessoa que teve catapora em algum momento da vida pode desenvolver herpes zóster. Uma vez adquirido o vírus, a pessoa fica imune à catapora. No entanto, esse vírus permanece em nosso corpo a vida toda e pode, ou não, ser reativado e causar o herpes-zóster, conhecido também como cobreiro.

varicella catapora webmd
Foto: WebMD

3) Adultos não podem tomar a vacina
Mito: a vacina está indicada também para adultos que estejam susceptíveis e que não tenham contraindicações.

4) Pode-se contrair catapora mais de uma vez
Verdade: geralmente, quem teve catapora fica imune, porém, em casos raros uma pessoa que já teve a doença pode não ficar imune, especialmente os imunocomprometidos.

5) Todas as marcas de catapora na pele são permanentes
Mito: as lesões geralmente evoluem para a cura mas algumas pequenas cicatrizes podem permanecer indefinidamente.

6) Coçar a pele favorece a infecção bacteriana secundária
Verdade: coçar as lesões pode favorecer infecções secundárias, que são as principais causas de internação de pessoas com varicela. A complicação mais comum é a infecção da pele, em geral pela introdução de bactérias nos ferimentos através da coçadura.

catapora coçar wiki how
Ilustração: Wiki How

7) Se a gestante já teve a doença, o bebê não precisa ser imunizado
Mito: a imunidade transferida para o feto pela mãe que já teve varicela, assegura, na maioria das vezes, proteção até 4 a 6 meses de vida extrauterina.

8) A contaminação é feita pelo ar
Verdade: o contágio acontece por via respiratória, mas também através do contato com o líquido da bolha ou pela tosse, espirro e saliva ou por objetos contaminados pelo vírus.

9) Crianças com catapora podem adquirir pneumonia
Verdade: as principais complicações da catapora, nos casos graves ou tratados inadequadamente, são a encefalite, a pneumonia e infecções na pele e ouvido.

10) Gestantes não podem tomar a vacina
Verdade: a vacina contra a varicela está contraindicada durante a gravidez.

Fonte: GSK