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Herpes de repetição: o que é, tratamentos e métodos de prevenção

A herpes de repetição acontece quando o paciente tem uma série de crises em um único ano, desencadeadas por gatilhos variados

Quando o assunto é herpes, os tipos e sintomas são tantos que fica difícil saber diferenciá-los. Mas, vamos começar pelo básico: as infecções pelo vírus herpes simples (HSV) são comuns na população mundial, e as versões da doença mais frequentes são as chamadas tipo 1 e tipo 2.

Aproximadamente 90% dos adultos já tiveram contato com esse vírus de alguma forma, mas nem todos desenvolveram as lesões. Por conta disso, entender as suas implicações, e até mesmo os sintomas, é importante – afinal, as chances de você ter mais de uma vez o problema são altas.

“A herpes tipo 1 gera lesões dolorosas”, explica Brianna Nicolleti, alergista e imunologista pela USP. “São pequenas bolhas de base avermelhada, mais frequentemente localizadas nos lábios, mas que podem aparecer em outras áreas do corpo também”, completa.

Já a herpes tipo 2 ocasiona lesões de características semelhantes, mas em especial na região genital (tanto de homens quanto de mulheres). Por fim, a herpes de repetição acontece quando os pacientes apresentam mais de uma crise de herpes por ano – é o típico caso da pessoa que, sempre que a imunidade cai, ou ela passa por um caso de estresse, surge com as bolhas na boca.

Para a Brianna, existem fatores importantes que colaboram para o surgimento de novas crises. São eles:

-Exposição à radiação ultravioleta ( luz solar)
-Traumatismos locais
-Menstruação
-Distúrbios hormonais importantes
-Estresse físico ou emocional
-Crises depressivas
-Insônia ou noites mal dormidas
-Uso prolongado de antibióticos
-Imunodeficiência congênita ou adquirida
-Quadros crônicos inflamatórios (como doenças autoimunes)

Como tratar os casos de herpes de repetição?

“O tratamento dos quadros agudos de herpes é feito, na maior parte das vezes, com medicamentos antivirais, capazes de impedir que o material genético do vírus se multiplique e, consequentemente, melhorando o quadro clínico”, explica a especialista.

Além disso, é importante fazer ajustes no estilo de vida para impedir novos episódios de herpes de repetição. Por exemplo:

-Manter uma alimentação saudável
-Seguir uma rotina de exercícios físicos
-Fazer o autogerenciamento do estresse
-Priorizar boas noites de sono
-Fazer uma reposição vitamínica, caso necessário
-Garantir as medidas locais de hidratação e evitar gatilhos irritativos locais e alérgicos

O uso da lisina – um aminoácido conhecido por inibir a multiplicação do vírus da herpes -, também pode ser essencial para evitar a herpes de repetição, assim como a imunoestimulação, que melhora a atividade das células e das mucosas da pele, protegendo o organismo contra novas crises. Vale lembrar que ainda não existe vacinação contra a herpes, por isso, a prevenção segue sendo o melhor remédio nesses casos.

Fonte: Brianna Nicoletti é médica graduada pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas; Residência médica em Medicina Interna pela Universidade Estadual de Campinas; Residência médica em Alergia e Imunologia Clínica pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (2009). Associada à Sociedade Brasileira de Alergia e Imunopatologia. Médica Especialista em Alergia e Imunologia do Corpo Clínico do Hospital Israelita Albert Einstein). Integrante da equipe de Qualidade da UnitedHealth Group.

Herpes zoster e hepatites: há vacinas para envelhecer protegido e com saúde

Com o avançar da idade, o sistema imunológico também envelhece, o que é chamada de imunossenescência e está associada ao progressivo declínio da função imunológica e consequente aumento da suscetibilidade a infecções, doenças autoimunes e câncer, além de redução da resposta vacinal.

A coordenadora do Departamento Científico de Imunização da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai), Lorena de Castro Diniz, explica quais as principais vacinas para garantir a saúde na terceira idade. Quais as doenças mais frequentes em idosos e que podem ser evitadas com vacinas? Os idosos são mais susceptíveis a várias doenças tais como: Influenza (gripe), infecções por pneumococos e haemophilus influenza levando a pneumonias, sepse, meningite, coqueluche e herpes zoster.

O que é herpes zoster?
Herpes zoster, chamada popularmente de cobreiro, é causado pelo varicella zoster vírus (VZV) ou herpesvírus humano tipo 3, o mesmo que causa a varicela. A varicela ocorre com maior frequência na infância e resulta da infecção primária. Já o herpes zoster é mais comum no idoso, e tem origem na reativação do vírus após a primeira ocorrência de varicela. Várias condições estão associadas ao aparecimento do herpes zoster, como baixa imunidade, câncer, trauma local, cirurgias da coluna e sinusite frontal. Os idosos mostram uma diminuição da imunidade ao vírus, o que explica sua maior ocorrência após a quinta década. A vacina está indicada acima de 50 anos.

Qual a importância da vacinação contra a herpes zoster?
A vacina evita o aparecimento da doença e as suas possíveis complicações tais como:
-Infecção secundária por outras bactérias;
-Ataxia cerebelar aguda: afeta equilíbrio, fala, deglutição, movimento dos membros do corpo;
-Trombocitopenia: baixa quantidade de plaquetas, comprometendo a coagulação sanguínea;
-Síndrome de Reye: doença rara que causa inflamação no cérebro e pode levar a morte;
-Varicela disseminada ou varicela hemorrágica em pessoas com comprometimento imunológico;
-Nevralgia pós-herpética (NPH) – dor persistente por quatro a seis semanas após a erupção cutânea;
-Em mulheres grávidas, pode ocorrer a infecção no feto, que pode levar a embriopatia, síndrome da varicela congênita (malformação das extremidades dos membros, microftalmia, catarata, atrofia óptica e do sistema nervoso central).

As hepatites A e B também são comuns no Brasil?
As hepatites virais são um grave problema de saúde pública no Brasil e no mundo. Trata-se de uma infecção que atinge o fígado, causando alterações leves, moderadas ou graves. Na maioria das vezes, são infecções silenciosas, ou seja, não apresentam sintomas. Entretanto, quando presentes, elas podem se manifestar como: cansaço, febre, mal-estar, tontura, enjoo, vômitos, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras. No Brasil, as hepatites virais mais comuns são causadas pelos vírus A, B e C. O avanço da infecção compromete o fígado, sendo causa de fibrose avançada ou de cirrose, que podem levar ao desenvolvimento de câncer e à necessidade de transplante do órgão. São doenças infectocontagiosas que podem ser prevenidas por vacinas e evitar o adoecimento com evolução de uma doença crônica e potencialmente letal.

Como ter um envelhecimento saudável?
Não podemos pensar no envelhecimento saudável sem pensar nos hábitos que mantivemos no período que antecede este envelhecimento. Devemos manter hábitos alimentares saudáveis, atividades físicas frequentes, hábitos de higiene pessoal e do ambiente, evitar o consumo de bebidas alcoólicas e o tabagismo e manter a nossa imunização (vacinação) em dia, pois as vacinas são importantes para todas as idades, principalmente nos extremos de idade em que o sistema imunológico é mais susceptível a infecções.

Fonte: Associação Brasileira de Alergia e Imunologia

Cinco exemplos de doenças psicossomáticas mais comuns

Quem nunca sentiu uma dor específica ou um mal-estar e, ao ir ao médico e fazer os exames solicitados, descobriu que o problema tinha origem emocional? Atualmente, a relação entre doenças físicas e emocionais é bastante comum. Aquilo que antigamente ganhava o nome de “histeria”, nos dias atuais, nós chamamos de “estados conversivos”, nos quais o paciente sente dores, desmaios, parestesias ou outros sintomas, sem que nenhum exame laboratorial ou de imagem corrobore a organicidade dos mesmos.

Segundo Alexandre Pedro, psicanalista pela Sociedade Internacional de Psicanálise de São Paulo e Master Practitioner de PNL filiado ao NLP Academy, os problemas emocionais geram excesso da descarga de adrenalina causada por uma disfunção nos neurotransmissores, ocasionando uma psicossomatização, ou seja, os efeitos psíquicos se refletem na parte fisiológica do organismo. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a mente doente pode desenvolver enfermidades graves como câncer ou infarto. Segundo a organização, cerca de 60% dos pacientes que procuram ajuda médica sofrem de sintomas gerados pela somatização.

Mas o que são doenças psicossomáticas?

Elas apresentam sintomas físicos, mas não têm origem ou causa identificada em exames. Estar sob forte pressão no trabalho, ter passado por um rompimento amoroso abrupto, pela perda de um ente querido ou estar com problemas financeiros, são exemplos de situações que podem levar o indivíduo a uma condição de estresse, ansiedade e tristeza tão grave que o seu estado mental transcende e acaba afetando o emocional. Assim, tudo que a pessoa sente na mente e em seu coração acaba se manifestando fisicamente, causando mal-estar e dores pelo corpo. Isso é a somatização, quando alguém absorve no corpo os seus desequilíbrios emocionais e mentais.

Cinco exemplos de doenças psicossomáticas mais comuns

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– Resfriados frequentes: quando os episódios acontecem com frequência é sinal de que há algo de errado. Se os exames médicos não encontram uma explicação lógica para essa imunidade sempre baixa e você está passando por dificuldades, a somatização pode ser a resposta.

– Herpes: o vírus é transmitido por contato com uma pessoa infectada. Entretanto, ele se manifesta em ocasiões de baixa imunidade. Ter episódios constantes de herpes, em especial, a labial, indica que o indivíduo apresenta alguma desordem no organismo. As feridas podem surgir em momentos de muito estresse. Os sintomas são surgimento de feridas ao redor da boca ou na região genital, com fortes dores e sensação de queimação no local.

dor cabeça mulher
– Enxaquecas: não é uma dor de cabeça convencional, podendo durar algumas horas ou até dias. Alguns casos são incapacitantes, ou seja, a pessoa não consegue realizar atividades rotineiras. Estudos científicos apontam que o principal gatilho para o episódio de enxaqueca é o estresse. Por isso, ela também é considerada uma doença psicossomática. Os sintomas são dor intensa e localizada em um ponto da cabeça, náuseas e falta de concentração.

– Alergia nervosa: talvez você nunca tenha ouvido falar, mas existe um tipo de alergia de fundo nervoso, em que o indivíduo apresenta erupções na pele desencadeadas por um forte processo de estresse. Uma crise, se não for tratada, pode acarretar em um choque anafilático. Os sintomas são surgimento de erupções na pele, coceira, vermelhidão no local e irritabilidade.

mulher banheiro celular

– Diarreia: em algumas pessoas, episódios de diarreia são decorrentes de forte estresse. Quando a diarreia se mostra constante e não há uma explicação física, como a Síndrome do Intestino Irritável, é bem possível que se configure como um caso de doença psicossomática. Os sintomas são dores abdominais, fezes extremamente líquidas e episódios constantes e frequentes de emergência para ir ao banheiro.

De acordo com o psicanalista Alexandre Pedro, a psicoterapia, às vezes associada à medicação, é a melhor forma de evitar ou diminuir essas reações. “A junção destas duas formas de tratamento é sempre o mais indicado para os transtornos mentais atuais, sejam eles transtornos de humor, como a depressão ou de ansiedade, sejam eles transtornos bipolares, esquizofrênicos, ou mesmo de personalidade, como de borderline. Em casos mais graves, como uma depressão severa, o emocional pode levar o paciente ao suicídio. Daí a importância de procurar ajuda de um profissional de saúde mental, ao menor sinal de que algo não vai bem”, reforça o especialista.

Maquiagem: falta de higienização de acessórios pode causar dermatites e infecções

O compartilhamento de pincéis e o uso de maquiagem vencida também favorecem o desenvolvimento de bactérias e fungos. Dermatologista Thais Pepe dá dicas para evitar o problema

No nécessaire de grande parte das mulheres a maquiagem é o item número um para camuflar imperfeições e embelezar o rosto. Porém, para evitar que as maquiagens acabem piorando a situação da pele, alguns cuidados são necessários.

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Pixabay

“A higienização dos pincéis e das esponjas que auxiliam na aplicação da maquiagem é fundamental para a saúde da pele, pois estas ferramentas acumulam resíduos ao longo do tempo, como restos dos produtos e poeira”, explica a dermatologista Thais Pepe, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia.

“Estes instrumentos contaminados, além de influenciarem no acabamento, textura e até na cor de sua maquiagem, podem causar alergias, irritações ou dermatites na pele, chegando até a contribuírem para a formação de cravos e espinhas”, acrescenta.

Para evitar este problema, o ideal é sempre limpar os pincéis e esponjas após o uso ou, pelo menos, a cada duas semanas, esfregando as cerdas de trás para frente com delicadeza, para não embaraçar os fios, e deixando os utensílios, de cabeça para baixo, para secar ao sol. Para isso, você pode usar produtos específicos ou água morna e xampu neutro, e, em caso de pincéis de cerdas naturais, pode utilizar também condicionador.

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“Além disso, na hora de se maquiar, opte pelos pincéis, pois as esponjas acumulam mais bactérias. Também é necessário armazenar seus produtos em ambientes limpos, evitando contato com itens que tornam a contaminação mais fácil, como dinheiro e documentos”, completa a médica.

Outro cuidado importante a ser tomado é evitar o uso de maquiagens e pincéis de outras pessoas, pois este hábito aumenta o risco de transmissão de doenças como conjuntivite, herpes e foliculite.

“Quando seu uso não é estritamente individual, as maquiagens que têm proximidade com mucosas ou olhos são as mais perigosas. Nos batons, por exemplo, há o risco de transmissão do vírus do herpes. Já as maquiagens para os olhos, como rímel e delineador, podem transmitir conjuntivite, terçol e até tracoma”, afirma a especialista. “Se você vai se maquiar no salão e não confia nos produtos que serão utilizados, o ideal é que você leve seus pincéis ou até mesmo suas próprias maquiagens.”

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De acordo com Thais, o risco de contaminação é ainda maior se o cosmético estiver fora do prazo de validade, pois as substâncias presentes na maquiagem que evitam a proliferação de bactérias e fungos perdem a sua eficácia quando o produto vence. Geralmente, além da data de validade, um símbolo de pote aberto com um número seguido pela letra M indica a validade do produto em meses após aberto. “Caso note alguma alteração em sua pele devido ao uso da maquiagem, procure imediatamente um dermatologista”, finaliza.

Fonte: Thais Pepe é dermatologista especialista pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, membro da Sociedade de Cirurgia Dermatológica e da Academia Americana de Dermatologia. Diretora técnica da clínica Thais Pepe, tem publicações em revistas científicas e livros, além de ser palestrante nos principais Congressos de Dermatologia.

À flor da pele: dez sinais que mostram os efeitos do estresse

O estresse é um dos problemas que mais afetam as pessoas no mundo, e como os brasileiros não é diferente. Causas como dívidas e relação com o público são apontados como os principais motivos desse mal tão comum na vida.

Problemas dermatológicos, como acne, herpes e micose estão entre os mais listados,  mostrando evidências de como o estresse se manifesta no corpo humano. Pensando nisso, a Clínica Sadeb preparou um infográfico com os dez sinais que mostram o efeito do estresse na pele. Confira abaixo e, claro, evite se estressar!

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Problemas de pele que surgem com o verão e como tratá-los

Durante o verão, com as altas temperaturas, algumas doenças podem ser transmitidas ou serem descobertas. É o caso da acne solar, micose, foliculite e outras. Para esclarecer algumas dúvidas frequentes sobre manchas e outros problemas que surgem na pele, a médica Anna Cecília Andriolo, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, explica quais problemas desaparecem com o tempo e quando é necessário consultar um especialista.

Queimaduras na pele por frutas ou perfume

Quando a nossa pele entra em contato com ácidos presentes nas frutas cítricas e em alguns cosméticos ou perfumes, podemos notar o surgimento de manchas escuras se há exposição solar. O sol reage com esses ácidos produzindo uma queimadura na pele e escurecimento local. Esse problema é chamado de fitofodermatose, e pode acontecer quando passamos perfume para ir à praia ou quando tomamos uma caipirinha ou suco de frutas no sol. A prevenção é simples, basta evitar o contato com essas substâncias ou, caso ocorra, lavar imediatamente a região antes de se expor ao sol. Se as manchas já apareceram, não há com o que se preocupar, elas vão sair espontaneamente. “Para acelerar o processo existem alguns clareadores”, explica a dermatologista. Em alguns casos a queimadura pode ser mais profunda e uma visita ao dermatologista se faz necessária.

Melanose e melasma

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São lesões diferentes, mas que surgem no corpo após o banho de sol. As melanoses (ou sardas) têm formato arredondado e cor acastanhada. Elas costumam aparecer no rosto, colo, braços e mãos. Já o melasma não possui um formato exato, apresenta cor acastanhada ou acinzentada. Seu aparecimento é comum nas maçãs do rosto, embaixo dos olhos, em cima dos lábios e na testa. Tem relação com hormônios femininos e outros fatores. Nos dois casos, o tratamento estético deve ser feito com um dermatologista e a prevenção inclui o uso de protetor solar com base, que oferece uma dupla camada de proteção contra a luz visível.

Acne solar

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Por vezes, surgem algumas bolinhas, principalmente nas costas, ombros e colo. Isso acontece porque, no calor, transpiramos mais e o uso de protetor solar pode tornar a pele mais oleosa. As acnes solares podem ser minimizadas com higiene constante dos lugares afetados, o que diminui a oleosidade e a obstrução dos poros. Essas espinhas não devem ser espremidas, pois pode haver infecção local e surgimento de manchas se houver exposição solar.

Insolação e queimadura de sol 

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Com a exposição excessiva ou inadequada ao sol, podem ocorrer queimaduras na pele e até mesmo insolação. Nesta última, os sintomas são: desidratação, ardor na pele, sede, tonturas, mal-estar, dor de cabeça e até vômitos. Ao perceber os sintomas, é necessário levar a pessoa até a sombra, mantê-la hidratada e se necessário procurar ajuda em um pronto-socorro. “Compressas frias, corticóides tópicos e muita reposição hídrica são medidas indicadas. Alguns casos podem ser extremamente graves”, adiciona a Dra. Anna Cecília Andriolo.

Herpes

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É uma infecção causada pelo vírus Herpes simplex. Uma vez ocorrido o contágio, o vírus fica incubado e pode reaparecer em algumas situações como no verão, por conta da baixa imunidade. Desidratação, ingestão de maior quantidade de álcool, exposição prolongada ao sol e piora na qualidade da alimentação e do sono são alguns fatores desencadeantes. Surgem áreas avermelhadas, com alteração da sensibilidade e pequenas vesículas nos lábios ou no corpo. Os sintomas desaparecem após uma ou duas semanas. Para diminuir o incômodo e acelerar a cicatrização das lesões, um dermatologista pode indicar o tratamento adequado.

Foliculite

É uma inflamação causada por bactérias, que aparece como pequenas espinhas de ponta branca na base dos pelos e a região pode ficar avermelhada. É comum que essas pequenas bolinhas surjam na virilha e nos glúteos. Elas costumam melhorar sozinhas, mas em casos graves e de muita coceira é necessário consultar um dermatologista.

Bicho geográfico

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A doença é causada por parasitas de animais que, ao defecarem na areia, deixam ovos que se transformam em larvas e penetram na pele de humanos que pisam, sentam ou se deitam no local. Por esse motivo, a contaminação ocorre principalmente nas praias. O nome é dado, pois quando a larva caminha na parte interna da pele, se forma um desenho que se assemelha ao mapa geográfico. Para que as larvas não tenham acesso ao corpo, é sempre bom utilizar toalhas, esteiras ou cangas e evitar praias frequentadas por animais. “O tratamento é simples, com medicações tópicas e orais, dependendo da gravidade da infestação”, diz a especialista.

Câncer de pele

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É um grave problema de saúde que pode ser evitado com medidas simples e acessíveis. A doença é causada pela exposição excessiva ao sol, principalmente entre 10 e 16 horas. Para diminuir a possibilidade de desenvolvimento do câncer, deve-se usar sempre filtro solar, inclusive nos dias nublados, e evitar a exposição solar nos horários inadequados. “Existem basicamente dois grandes grupos de câncer de pele: o grupo dos basocelulares e espinocelulares (mais comuns e de agressividade local) e os melanomas (mais raros porém letais)”,finaliza a dermatologista, frisando que é sempre importante consultar um médico para um diagnóstico preciso.

Fonte: Anna Cecília Andriolo é graduada em Medicina pela Universidade Federal de Goiás (UFG), Residência Médica em Dermatologia pelo Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo (IAMSPE), Especialista pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD).