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Carnaval vem aí: entenda os riscos de não se prevenir sexualmente

Todos os dias, mais de 1 milhão de pessoas entre 15 e 49 anos contraem doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), de acordo com dados divulgados pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Isso equivale a mais de 376 milhões de novos casos anuais de doenças como clamídia, gonorreia, tricomoníase e sífilis.

“São doenças transmitidas pela relação sexual sem proteção. Com o carnaval se aproximando, época em que muitos caem na folia e abusam do álcool, nunca é demais reforçar a importância do uso de preservativo”, alerta Karina Tafner, ginecologista e obstetra, especialista em endocrinologia ginecológica e reprodução humana pela Santa Casa, e especialista em reprodução assistida pela Febrasgo.

Para que você entenda o risco de não se prevenir, a médica lista as DSTs e os danos causados à saúde:

exame de sangue são luiz
HIV
É a sigla em inglês do vírus da imunodeficiência humana. Causadora da aids, ataca o sistema imunológico, responsável por defender o organismo de doenças. As células mais atingidas são os linfócitos T CD4+.

Sífilis
Infecção causada pela bactéria Treponema pallidum. Surge 20 a 30 dias após o contato sexual, como uma úlcera genital indolor. A úlcera desaparece após alguns dias, mas, se não tratada a doença, pode evoluir para estágios mais avançados, podendo levar à morte.

Gonorreia
Causada pela bactéria Neisséria gonorrhoeae. O quadro clínico é variado na mulher, podendo ser “silenciosa” (assintomática), até causar quadro grave de cervicite (inflamação da cerviz, cérvix ou cervice, que é a parte mais estreita do colo uterino).

Tricomoníase
É causada pelo protozoário Trycomona vaginalis. Na mulher, causa corrimento esverdeado, abundante e fétido. Não há sintomas em homens.

Clamídia
Bactéria que pode causar desde um discreto corrimento até Doença Inflamatória Pélvica, que se caracteriza por febre e intensa dor pélvica. Se não tratada, pode evoluir para sepse e morte.

HPV-Infection vírus
Imagem: Agência Aids

Condiloma acuminado
É causada pelo Human Papiloma Vírus (HPV), que está relacionada ao câncer de colo do útero e ao câncer do pênis. Na vulva e no pênis, se caracteriza por pequenas verrugas.

Herpes simples
Infecção viral que se manifesta através do surgimento de pequenas bolhas muito doloridas ao redor da boca ou dos lábios genitais, que estouram e formam lesões crostosas.

Cancro mole
Causada pela bactéria Haemophilus ducrey. O quadro clínico se caracteriza pelo aparecimento de lesões dolorosas na região genital. A secreção dessas feridas pode contaminar diretamente, sem ter relações sexuais, outras pessoas e outras partes do corpo.

Mycoplasma genitalium
É uma bactéria de transmissão sexual que causa doença semelhante à clamídia e à gonorreia, mas com uma secreção mais transparente.

hepatite

Hepatite B e hepatite C
São transmitidas, principalmente, pelo contato com sangue contaminado, mas também por relação sexual. A transmissão sexual da hepatite C é pouco frequente, com menos de 3% em parceiros estáveis, mas ocorre em pessoas com múltiplos parceiros, sem uso de preservativo. Além disso, a coexistência de alguma DST – inclusive o HIV – é um importante facilitador dessa transmissão.

HTLV (Vírus Linfotrópico T humano)
Há dois subtipos: HTLV-1, que pode causar um quadro raro de leucemia e de doenças neurológicas, e o HTLV-2, com quadro clínico ainda não estabelecido.

“A maneira mais eficaz de evitar uma DST é utilizar a camisinha, tanto a feminina quanto a masculina, seja no sexo anal, vaginal e oral”, finaliza Karina.

Fonte: Febrasgo

Saúde oferta testes de HIV e sífilis no Terminal Jabaquara

Testes gratuitos e preservativos masculinos serão ofertados nesta quinta (29), entre às 9 e 15h30; finalidade é incentivar a prevenção às Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs)

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo oferta hoje, 29 de novembro, a partir das 9 horas, testes gratuitos de HIV e sífilis para os frequentadores do Terminal Jabaquara. A finalidade da ação é orientar a população quanto à importância da prevenção para evitar o HIV e a sífilis.

A testagem ocorre na plataforma A do Terminal Jabaquara, até às 15h30, e é realizada pelo Centro de Referência e Treinamento DST/ Aids, em parceria com a Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU). Serão ofertados 300 testes rápidos de HIV e 300 testes rápidos de sífilis. Além disso, haverá distribuição de 8 mil preservativos masculinos e folhetos informativos sobre os testes realizados.

A iniciativa marca o início das atividades do Dezembro Vermelho, mês de conscientização e combate à Aids.

O teste rápido detecta anticorpos no fluído oral e o resultado é obtido em 30 minutos. “É simples, rápido e indolor, realizado com privacidade e sigilo, indicado para todas as pessoas que tem vida sexual”, orienta coordenadora adjunta do Programa Estadual DST/AIDS-SP, Maria Clara Gianna.

exame de sangue são luiz

Para obter mais informações sobre Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) e os serviços especializados disponíveis pelo SUS (Sistema Único de Saúde), basta acessar o site ou ligar para Disque DST/Aids, pelo número 0800-16-2550, de segunda à sexta-feira, das 8 às 18 horas.

“Dezembro Vermelho”e a importância de atividades físicas para pessoas com HIV/Aids

A chegada do mês dedicado ao enfrentamento da doença é uma excelente ocasião para reforçar os benefícios da prática regular de exercícios visando o aumento da qualidade de vida dos soropositivos

O Dia Mundial de Luta Contra a Aids é 1º de dezembro, mas o mês inteiro está prestes a ser dedicado para ações direcionadas ao enfrentamento do HIV/Aids e outras doenças sexualmente transmissíveis (DST). É o que prevê Dezembro Vermelho, projeto de lei da Câmara aprovado recentemente pelo Senado. O texto segue para sanção presidencial.

A ocasião também é importante para se falar das inúmeras vantagens dos treinos para quem convive com o vírus. O próprio Ministério da Saúde aprova e estimula como política pública a prática regular de exercícios físicos pelos soropositivos, em razão dos benefícios gerados.

“Porém, vale lembrar que, para produzirem resultados significativos, é fundamental a orientação de um especialista que terá condições de avaliar, prescrever e acompanhar a realização das atividades, indicadas para cada caso e, inclusive, interrompê-las quando julgar necessário”, explica Karina Hatano, médica do exercício e do esporte.

Caminhada, dança, musculação, natação, hidroginástica, corrida de rua, entre outras modalidades, promovem segundo a especialista uma resposta fisiológica melhorando a qualidade de vida do praticamente. No geral, proporcionam benefícios no sistema cardiorrespiratório, aumento dos níveis de força, elevação no “colesterol bom” (HDL) e redução no “colesterol ruim” (LDL).

corrida caminhada inverno

“Também diminuem os níveis de triglicérides, ajudam a controlar os índices de glicose no sangue, além de elevarem a disposição e a autoestima. Ainda aliviam o estresse e, o mais importante para os soropositivos, estimulam o sistema imunológico na defesa do organismo e amenizam alguns efeitos colaterais provocados pelos medicamentos”, comenta a médica.

O programa de treinamento deve ser individualizado, estabelecendo as metas e as intensidades para cada um. Precisa prever um monitoramento constante para adequação de carga e período de repouso, o que reforça ainda mais a necessidade de uma correta orientação.

Fonte: Karina Hatano é médica do exercício e do esporte, mestre em Medicina Esportiva pela Universidade Federal de São Paulo, onde também realizou a Residência Médica em Medicina do Esporte, além de acumular especialização em fisiologia do exercício e nutrologia. Preceptora da Medicina Esportiva da Universidade Federal de São Paulo e professora da Liga de medicina esportiva da UNIFESP, também é responsável pela saúde de atletas de alta performance de diversas modalidades esportivas, como da seleção brasileira de natação e das confederações brasileiras de beisebol e softbol

Dia Mundial da Luta Contra as Hepatites Virais

Mais mortal, transmissível e infeccioso do que o HIV, o vírus causador da Hepatite C segue um desconhecido para a imensa maioria dos pacientes no Brasil e, em silêncio, pode estar causando uma doença sistêmica. No Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais, entenda a situação e teste-se

Estima-se que no Brasil existam entre 1,4 e 1,7 milhão de portadores de hepatite C. Grande parte desconhece seu diagnóstico e poucos sabem como ocorreu a transmissão ou que exista tratamento para a doença¹.

Conscientizar a população sobre prevenção, proteção e a necessidade de fazer o teste da Hepatite C são objetivos do Dia Mundial da Luta Contra as Hepatites Virais, celebrado anualmente em 28 de julho.

No Brasil, dados epidemiológicos apontam que aproximadamente 80% das pessoas com o vírus da Hepatite C (HCV) estão acima dos 40 anos de idade².

“Como o vírus só foi descoberto em 1988, os comportamentos e fatores de risco eram até então desconhecidos, o que favorecia infecções”, comenta Nelson Cheinquer, diretor médico da Gilead no Brasil, biofarmacêutica global que tem a Hepatite C como uma de suas principais áreas terapêuticas de pesquisa e desenvolvimento.

O fato de a doença ser assintomática em 80% dos casos faz dela um sério problema de saúde pública, podendo levar décadas para dar sinais e, normalmente, manifestando-se já em estágio avançado de comprometimento do fígado ou com quadros associados.

A Hepatite C é a maior causa de cirrose, câncer e transplante de fígado no mundo³. Além das complicações relacionadas ao fígado, ela pode desencadear uma verdadeira doença sistêmica. Estudos comprovam que o vírus da Hepatite C aumenta os riscos do aparecimento de outras doenças como a Diabetes do tipo 2 e do Linfoma, por exemplo4.

O HCV é transmitido por contato com sangue infectado, sendo que os principais meios de transmissão são reutilização e esterilização inadequada de equipamentos médicos e outros, compartilhamento de seringas e agulhas, práticas sexuais de risco e transmissão vertical (da mãe para o filho).

“Levar o próprio material para a manicure, utilizar seringas e agulhas descartáveis e usar preservativos em práticas sexuais de risco são medidas efetivas de proteção contra infecções”, explica Cheinquer.

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HCV vs HIV

Estudos já demonstraram que o HCV é seis vezes mais transmissível do que o HIV5, estatística que pode ser explicada por características como a capacidade de sobrevida do vírus. Fora do corpo, ele permanece vivo por até quatro dias, podendo chegar a quase dois meses quando em ambiente fechado, como no interior de uma seringa, por exemplo.

Ainda no comparativo com o HIV, outros dois dados surpreendem. Desde 2007, a taxa de mortalidade por HCV supera a do HIV6. Só no Brasil, calcula-se em torno de 3 mil mortes associadas à Hepatite C anualmente. Além disso, o vírus HCV é 50 a 100 vezes mais infeccioso que o HIV.

A despeito disso, porém, a doença tem alta taxa de cura, inclusive quando descoberta em seu estágio mais avançado. “Mesmo pessoas com cirrose ou descompensação do fígado podem ser tratadas e o vírus erradicado. Nesses casos, contudo, o paciente pode precisar de outros tratamentos complementares e seguimento”, afirma Cheinquer.

Esse problema é evitável com a descoberta e início do tratamento rápido, se necessário. “Mesmo que você não se enquadre em nenhum dos fatores de risco, deveria fazer o teste para Hepatite C pelo menos uma vez. É inclusive uma recomendação do Conselho Federal de Medicina que todos sejam testados”, recomenda o médico. “Agora, se você tem ou teve alguma entre as experiências que configuram risco, uso de drogas injetáveis, práticas sexuais de risco desprotegidas, entre outras, é recomendado que faça o teste anualmente ou até a cada semestre”, completa.

Fontes:

1 – Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Hepatite C e Coinfecções – 27 de julho de 2015, 7
2 – Bruggmann, et al. Journal of Viral Hepatitis, 2014, 21, (Suppl. 1), 5–33
3 – Allison RD, et al.Increased incidence of cancer and cancer-related mortality among persons with chronic hepatitis C infection; J Hepatol 2015; 63:822-828
4 – World J Gastroenterol. 2016 Jul 21;22(27):6214-23; Negro, J Hepatol 2014
5-     http://hcvadvocate.org/hepatitis/factsheets_pdf/Similarities_and_Differences_between_HIV_and_HCV.pdf
6 – http://www.cdc.gov/hepatitis/statistics/2010surveillance

Fonte: Gilead

Brasil ganha primeiro autoteste rápido para detecção do vírus HIV

Desenvolvido pela Orange Life, produto vai revolucionar o diagnóstico da doença, que agora será realizado de forma simples em apenas 20 minutos

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) anunciou uma grande novidade na área de saúde: o registro do primeiro autoteste rápido para HIV no Brasil, que poderá ser vendido em farmácias e drogarias. Desenvolvido pela empresa de diagnósticos rápidos integrados Orange Life e destinado ao uso do público em geral, o ACTION vai diagnosticar de forma simples e rápida anticorpos contra HIV 1/2 por punção digital. Funciona com a coleta de gotas de sangue, semelhante aos testes já existentes para medição de glicose por diabéticos.

O resultado aparece na forma de linhas que indicam se há ou não presença do anticorpo do vírus HIV. A presença do anticorpo mostra que a pessoa foi exposta ao vírus que provoca a Aids. O ACTION inclui o dispositivo de teste, um líquido reagente, uma lanceta (específica para furar o dedo), um sachê de álcool e um capilar (um tubinho para coletar o sangue). O resultado leva de 15 a 20 minutos para ficar pronto. O ACTION deverá chegar às farmácias de todo o Brasil em junho de 2017 e o preço para o consumidor estimado pela Orange Life é de R$ 50,00.

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O autoteste aprovado pela Anvisa demonstrou sensibilidade e efetividade de 99,9%. É importante lembrar que a presença do HIV só pode ser confirmada 30 dias depois da exposição ao vírus – seja ela por relação sexual, transfusão de sangue, compartilhamento de seringas ou demais formas de transmissão do HIV. Esse período é o tempo que o organismo precisa para produzir anticorpos em níveis que o autoteste consiga detectar.

Se o resultado for negativo, a recomendação é que o teste seja repetido 30 dias depois do primeiro teste e outra vez após outros 30 até completar 120 dias da primeira exposição. O ACTION tem sensibilidade e efetividade de 99,9%, índice maior do que os autotestes que usam saliva, disponíveis em outros países, como os Estados Unidos.

Segundo o médico italiano radicado no Brasil Marco Collovati, CEO da Orange Life, a fábrica no estado do Rio de Janeiro tem capacidade para fabricar 100 mil testes por mês. “Esse produto é uma revolução para os brasileiros, que a partir de agora terão a possibilidade de fazer o exame de forma muito mais rápida, barata, e se preferirem poderão preservar seu direito à privacidade”, diz Collovati, lembrando que hoje testes de HIV no Brasil são feitos somente com intermédio de profissionais de saúde em laboratórios, centros de referência ou unidades de testagem móvel.

Fonte: Orange Life

Infectologista do Hospital São Luiz alerta para o aumento de casos de DST

Brasil vem na contramão de outros países, que tem diminuído seus índices.

Nos últimos anos, houve no país o aumento de algumas Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST). Dados do Ministério da Saúde indicam que, desde 2006, os casos de Aids nos jovens entre 15 e 24 anos aumentaram mais de 50%. De acordo com Raquel Muarrek, infectologista do Hospital São Luiz Morumbi, o Brasil vem na contramão de outros países, que têm diminuído seus índices.

Outro aumento que chama atenção é o da sífilis, já que o número de notificações no atendimento público aumentou quase seis vezes entre 2007 e 2013. Segundo a especialista, não há controle do registro de aumento de casos de enfermidades como hepatite B, herpes genital e o HPV, mas essas doenças são constantes.

camisinhas

Raquel explica que as causas mais prováveis para o aumento das DST são os jovens usando menos preservativo e mais conhecimento e confiança nos tratamentos que a medicina oferece, ao invés da prevenção: “As pessoas estão deixando de se cuidar e isso aumenta a transmissão das doenças”.

Não usar preservativo em todos os tipos de relação sexual, e não apenas quando há penetração, compartilhar seringas e até alguns produtos de higiene pessoal são fatores de risco para a transmissão de DST. Apenas algumas das doenças, como a hepatite B e o HPV, que pode causar câncer de colo de útero nas mulheres e outros tumores nos homens, têm vacina.

“É sempre indicado procurar fazer um check-up, porque algumas pessoas não sabem que são portadoras de doenças, então precisa ter um controle”, aconselha a infectologista.

Além disso, é necessário que mesmo o paciente que já fez o exame, e obteve resultado negativo, tome muito cuidado. Existe uma janela imunológica de transmissão que pode apontar para a ausência de enfermidades mesmo quando elas existem. “Vale muito mais um hábito permanente de controle do que fazer um exame e deixar de usar preservativos”, orienta.

Raquel ainda chama a atenção para mais um fato: “O paciente que tem uma DST tem três vezes mais chances de contrair outra porque é uma porta de entrada. Ele pode ter tido outras relações sem preservação e não saber que está infectado. Por isso há uma chance maior”, esclarece. Portanto, a prevenção é sempre o melhor caminho.

Algumas doenças sexualmente transmissíveis são curáveis e as demais são tratáveis. Herpes genital, de acordo com a especialista, tem 15% de chance de ser recorrente, até 55% de chance de acontecer duas vezes e 30% de ocorrer apenas uma vez. A sífilis é curável, mas pode haver recontaminação se os hábitos não mudarem. O HIV não tem cura, mas é controlável e a hepatite B tem cura em mais de 90% dos casos.

exame de sangue são luiz

Para o diagnostico, o médico indicará os exames necessários, que podem ser de sangue, ginecológicos ou de secreção peniana, por exemplo.

Fonte: Hospital São Luiz 

N.R.: Muitos acreditam que por ser possível, na maioria dos casos, controlar HIV/Aids por meio de medicamentos, não precisam se cuidar tanto. Vale lembrar que esses medicamentos não são nada agradáveis e que será preciso ingeri-los para o resto da vida. Fora que qualquer doença mais oportunista em alguém que tenha o vírus pode até mesmo levar à morte. Portanto, cuidado! Camisinha sempre!

Brasil bate recorde de pessoas em tratamento contra o HIV e AIDS

Em material distribuído à imprensa ontem, dia 28, pelo Ministério da Saúde, divulgou-se que, em 2015, 81 mil pessoas começaram a tomar os antirretrovirais, um aumento de 13% em relação a 2014. Com esse aumento da adesão aos medicamentos, país já atinge meta de supressão viral

O Brasil registrou, em 2015, recorde no número de pessoas em tratamento de HIV e AIDS: 81 mil brasileiros começaram a se tratar no ano passado, um aumento de 13% em relação a 2014, quando 72 mil pessoas aderiram aos medicamentos. De 2009 a 2015, o número de pessoas em tratamento no Sistema Único de Saúde aumentou 97%, passando de 231 mil para 455 mil pessoas. Isso significa que, em seis anos, o país praticamente dobrou o número de brasileiros que fazem uso de antirretrovirais.

Outro avanço importante é a supressão viral: 91% dos brasileiros adultos vivendo com HIV e AIDS, em tratamento há pelo menos 6 meses, já apresentam carga viral indetectável no organismo. “Isso significa que essas pessoas não mais transmitem o vírus para outras, e que os antirretrovirais fizeram efeito. É um grande avanço em termos de saúde pública”, frisou o diretor do Departamento de DST, AIDS e Hepatites Virais, Fábio Mesquita, que na quinta-feira (28), apresentou, no Rio de Janeiro (RJ), dados inéditos sobre o tema durante o lançamento da campanha de prevenção às DST e AIDS para o Carnaval 2016.

Esse resultado também significa que o Brasil já atingiu uma das três metas de 90-90-90, pactuadas pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS), que têm como objetivo testar 90% das pessoas vivendo com HIV e aids, tratar 90% destas e que 90% tenham carga viral indetectável até 2020 em todo o mundo.

“O número de pessoas em tratamento representa um recorde histórico. Nunca tanta gente começou a se tratar em um só ano. Isso significa que a campanha realizada pelo Ministério da Saúde no último ano, a #PartiuTeste, funcionou, assim como a campanha do Dia Mundial e as ações que desenvolvemos no âmbito do Programa Nacional de DST, AIDS e Hepatite Virais”, comemorou o diretor no evento, que ocorreu na Quadra da Mangueira com participação da Secretaria Estadual de Saúde, apresentação de passistas da escola de samba e presença do Homem Camisinha, personagem criado especialmente para a campanha.

Em relação às outras metas, o Brasil também tem avançado rapidamente, alcançando melhoras significativas em todos os indicadores. O percentual de brasileiros vivendo com HIV diagnosticados passou de 80%, em 2012 para 83%, em 2014. A ampliação da testagem é uma das frentes da nova política de enfrentamento do HIV e aids. Entre janeiro e setembro de 2014, foram realizados 5,8 milhões de testes no país. No mesmo período do último ano, foram 6,4 milhões – um crescimento de 10%. Já em relação à segunda meta, a oferta de tratamento, o Brasil passou de 44% de pessoas tratadas em 2012 para 62% em 2014, um aumento de 41% no período.

Carnaval

A campanha de Carnaval deste ano, veiculada entre os dias 27 deste mês e 6 de fevereiro, tem como slogan Deixe a Camisinha Entrar na Festa. Ela reforça o preservativo como a mais importante arma de combate ao HIV e AIDS, trabalhando a mensagem de prevenção nas ações pré-carnaval e durante as festas. Entre as peças estão filme, jingle para veiculação em rádios e versão estendida da música para os trios elétricos e carros de som. Foram investidos cerca de R$ 14 milhões na iniciativa.

No filme, um ator fantasiado de camisinha (Homem Camisinha) ajuda seus amigos em situações icônicas de carnaval, como ser convidado para uma festa e apresentar uma paquera. A ideia é mostrar que a camisinha faz a diferença e, assim, incentivar os jovens a se protegerem contra a aids e outras infecções sexualmente transmissíveis em suas relações sexuais.

Também fazem parte da campanha vídeos para redes sociais, peças para a web e ações especiais com os blocos de carnaval, com reforço para as capitais onde foi identificada maior incidência da epidemia, como Manaus e Porto Alegre. Para as redes sociais, serão produzidos pequenos filmes registrando a atuação in loco do Homem Camisinha ao longo da folia.

O diferencial da campanha deste ano é que, a partir da Quarta-Feira de Cinzas, serão distribuídos folhetos nos postos de saúde e outdoors sobre a profilaxia pós-exposição (PEP). Dessa forma, no período pós-Carnaval, o Ministério continuará incentivando a testagem e o tratamento para os casos de sorologia positiva, completando assim, o tripé da prevenção.

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Profilaxia pós-exposição

A profilaxia pós-exposição (PEP) é um procedimento que evita a proliferação do vírus HIV caso o medicamento seja tomado em até 72 horas após a exposição ao vírus, como nos casos de sexo desprotegido. O ideal, de acordo com o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas, é que seu uso seja feito nas primeiras duas horas após a exposição ao risco. Ao todo, são 28 dias consecutivos de uso dos quatro medicamentos antirretrovirais previstos no novo protocolo (tenofovir + lamivudina + atazanavir + ritonavir).

Durante todo o ano de 2015, foram ofertados 42,3 mil tratamentos para Profilaxia Pós Exposição (PEP) em todo o país, um crescimento de 48,7% em relação ao ano de 2014, quando foram dispensados 28,4 mil tratamentos. Os resultados se devem, em grande parte, às ações como o novo Protocolo Clinico de Diretrizes e Tratamento, que simplifica os procedimentos para o uso de medicamentos antirretrovirais após exposição ao vírus do HIV. Publicado em agosto do ano passado, o documento recomenda um esquema único de tratamento a todas as situações.

A partir desta quinta-feira, entra no ar, no site do Departamento de DST, AIDS e hepatites virais (DDAHV) do Ministério da Saúde, uma nova área sobre Profilaxia Pós-Exposição (PEP) com informações customizadas para o usuário do SUS, profissionais de saúde e gestores estaduais e municipais. O conteúdo incluirá a lista das 515 unidades de saúde que ofertam a PEP.

Preservativos

Em 2015, o Ministério da Saúde distribuiu 574 milhões de preservativos (552 milhões masculinos e 22 milhões femininos), superando os 443,8 milhões distribuídos em 2014. Desde novembro, o Ministério emitiu comunicado para que os estados se preparassem para o carnaval. Assim, foram encaminhados, apenas nos meses de novembro e dezembro, 123 milhões de camisinhas. Em janeiro desse ano, nova remessa de 31 milhões foi encaminhada.

Durante o carnaval haverá distribuição de 5 milhões de preservativos em ações especiais nos blocos, com a presença do Homem Camisinha, em cidades como Recife, Olinda, São Paulo, Salvador, Rio de Janeiro e Ouro Preto. Serão enviados, a bares selecionados, dispensers com preservativos e cartazes para sinalização dos pontos de distribuição gratuita.

 

Estação Tatuapé recebe campanha de prevenção sobre DST e HIV dia 29

Na próxima terça-feira (29/09), das 10h às 16h, a Estação Tatuapé da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) receberá a campanha “Quem Está Dentro Usa Camisinha e Sempre Aparece”, promovida pelo Instituto Vida Nova.

O objetivo é conscientizar o público sobre as ações de prevenção de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs). Na ocasião, serão exibidos vídeos do instituto, com depoimento de ativistas e personalidades LGBT sobre da importância da prevenção e diagnóstico de doenças como a Aids, por exemplo.

Também serão distribuídos cerca de três mil kits preventivos, além de material publicitário como camisetas, calendários, adesivos, cartazes e flyers. O foco do evento são os homens gays, mas todos que passarem pelo local poderão participar. Segundo o idealizador da campanha, Américo Nunes Neto, quando comparados com os jovens em geral, entre 18 e 24 anos, a chance de um jovem gay estar infectado pelo HIV é 13 vezes maior. “Por isso, esse público é considerado o mais vulnerável ao HIV/Aids”, observa.

Realizada com o apoio da Secretaria Municipal de Saúde, a campanha prosseguirá com várias ações até dezembro.

Campanha “Tô Dentro”
Local: Estação Tatuapé, Linhas 11-Coral e 12-Safira
Data e horário: terça-feira, 29/09, das 10h às 16h

CPTM – Companhia Paulista de Trens Metropolitanos