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Brasileiros afirmam estar mental e fisicamente afetados em razão da pandemia, diz pesquisa

91% dos colaboradores declaram que seria bem-vinda a ideia de receber algum tipo de apoio que os ajudasse nessas frentes; Pesquisa foi feita em oito países, incluindo o Brasil

Os colaboradores das empresas brasileiras foram severamente impactos com o isolamento social imposto pela pandemia quando comparado com outros países. Dentre os entrevistados, 29% informam que a saúde mental está em nível abaixo do que o normal e 26% declaram queda também no bem-estar físico. No mundo, essa média cai para 15%.

Para 70% da amostra que afirmam estar com o bem-estar mental afetado, a principal causa está ligada à ansiedade gerada pela pandemia, enquanto 68% estão ansiosos a respeito do futuro e 52% preocupados com a sua saúde e com a das pessoas com quem convivem. Dentre aqueles que buscaram reagir diante do desafio, 30% escolheram a prática esportiva e 26% soluções médicas.

Já entre os que afirmam estar com o bem-estar físico afetado, 65% declaram que a razão é a prática de menos exercícios físico; 40% comem de forma menos saudável e 22% consomem mais bebidas alcoólicas. Essas são algumas das principais conclusões da pesquisa global O Futuro da Vida no Trabalho encomendada pela Sodexo em parceria com a Harris Interactive. A divulgação é comandada pela Sodexo Insights – plataforma da Sodexo Benefícios e Incentivos, que passa a ser oficialmente fonte de informação, tendências e análise para o mercado de benefícios.

Os dados do estudo revelam ainda que 91% dos trabalhadores gostariam de receber algum tipo de apoio de suas empresas nessas frentes. Entre os principais benefícios requeridos aparece em 1º lugar o plano de saúde, seguido da possibilidade de trabalhar de casa um ou dois dias da semana e, por fim, receber vouchers de refeições subsidiadas, cartões.

Quando questionados sobre como está a percepção dos trabalhadores em relação ao apoio das empresas, 25% dizem que não recebem equipamentos ou ferramentas necessárias para trabalhar de casa; 27% não têm programas de bem-estar; 30% dizem não receber suporte de saúde mental; 31% não têm benefícios ou programas de recompensa; 33% não têm subsídios para a compra de alimentos quando em home office; 35% não têm serviços de saúde ou de atividade física quando estão trabalhando de casa; 37% não têm serviço de creche para os filhos; e 39% não contam com subsídios de refeições prontas quando em home office.

Nesse contexto de pandemia, Renato Pelissaro, diretor de marketing e produtos da Sodexo Benefícios e Incentivos, alerta que se faz necessário às empresas voltarem seu ollhar ao que se refere ao universo da saúde de seus colaboradores e também às necessidades de infraestrutura para uma execução adequada do trabalho.

“Hoje é dever das companhias ofertarem benefícios que atendam o trabalhador em todas as suas necessidades que vai desde às de saúde física e mental, como o auxílio psicológico e acesso à alimentação de qualidade até incentivos direcionados ao home office, como por exemplo, a compra de uma cadeira adequada de trabalho. Quanto mais estruturado for esse ambiente de trabalho em casa, mais produtivo o colaborador será. E essa produtividade pode ser até melhor de quando se estava na empresa”, afirma Pelissaro.

Metodologia da pesquisa

A pesquisa O Futuro da Vida no Trabalho foi encomendada pela Sodexo em parceria com a Harris Interactive em oito países: EUA, Inglaterra, Espanha, França, Austrália, Alemanha, China e Brasil. Ao total, foram entrevistadas 4.800 pessoas.

Brasil

Foram entrevistados 600 adultos inseridos no mercado trabalho local entre os dias 11 e 21 de junho de 2021. Os resultados trazem aprendizados que indicam comportamento social e respostas às demandas atuais da sociedade.

Fonte: Sodexo Insights

Home office: vilão ou mocinho na qualidade de vida das mulheres?

Trabalhar de casa ou se dividir entre o lar e o escritório- no chamado modelo híbrido- causa polêmica, pois há os que defendem o modelo e os que são contrários; mentora em Carreira & Liderança Feminina lista prós e contras

Com a pandemia da Covid-19, grande parte das empresas tiveram que adotar o home office e, mesmo com a diminuição de medidas restritivas, o trabalho remoto ou o modelo híbrido- que intercala atividade presencial com trabalho à distância- continua em alta e, ao que parece, veio para ficar.

Mas, afinal, essa rotina de trabalho mais flexível é boa ou ruim para as mulheres? De acordo com a 18ª edição do índice de Confiança Robert Half, divulgada recentemente, 66% das pessoas entrevistadas disseram que sofrem desgaste com deslocamentos de casa até o local de trabalho, e 55% indicaram que teriam dificuldade para se readequar a uma nova rotina profissional 100% presencial.

De acordo com a mesma pesquisa, entre as mulheres, quatro em cada dez informaram que cogitam até mesmo trocar de emprego para que possam continuar trabalhando de casa ou no modelo híbrido. No entanto, nem tudo “são flores” em relação a esses modelos de trabalho. “Há os que defendem que são mais produtivos e conseguem ter melhor qualidade de vida trabalhando de casa, enquanto outros se queixam que a jornada de trabalho aumentou após o início da pandemia”, comenta Gisele Miranda, Mentora em Carreira & Liderança Feminina.

Para a especialista, não é possível afirmar se o home office é “bom” ou “ruim” para as mulheres. “Isso depende muito das características e do momento profissional e pessoal de cada mulher. Não existe fórmula ou receita de sucesso”, avalia. Além disso, para Gisele, ainda hoje grande parte das organizações têm um perfil mais conservador, e poucas estão preparadas para adotar o home office de forma efetiva.

Pensando nisso, Gisele listou vantagens e desvantagens do home office:

Prós

Proximidade com a família
Uma vantagem importante é a possibilidade de estar mais próxima da família. É possível, por exemplo, tomar o café da manhã com mais calma, almoçar com as pessoas que moram com você ou até mesmo levar os filhos na escola, por exemplo. “Estar mais perto da família, economizar tempo e dinheiro e ter mais liberdade com os horários são, sem dúvida, ótimas vantagens proporcionadas pelo trabalho remoto”, opina Gisele. No entanto, é preciso “pesar na balança” se isso é um fator de fato importante para a profissional em questão. “Tem mulheres que acham que estar mais em casa faz com que percam o foco no trabalho, e preferem reservar o final de semana para esses momentos de refeições ao lado da família, por exemplo. O que funciona para uma pode não ser o ideal para outra”, diz a especialista.

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Flexibilidade de horários
Não precisar “bater cartão” na empresa, em um determinado horário, também é um ponto a se considerar na hora de pensar se o home office é a melhor opção. Isso porque não é preciso calcular o tempo que será gasto para se deslocar até o escritório, para chegar ao local no horário e sem atrasos. “No home office, basta ligar o notebook alguns minutos antes e a profissional já estará pronta para iniciar seu dia, sem precisar planejar sua rota, se ficará presa no trânsito ou outros imprevistos. Nesse sentido, o home office traz mais praticidade e comodidade, diz. Além disso, o home office possibilita alguns curtos intervalos de tempo para resolver pendências, o que pode trazer mais qualidade de vida. “O tempo que se economiza com deslocamentos pode ser usado para ir rapidamente ao banco ou farmácia no horário de almoço, por exemplo. Isso pode ser algo de grande valia para algumas”.

Redução de custos
A economia é, sem dúvida, outra grande vantagem de trabalhar de casa. Isso porque no home office, não existem custos com transporte público, gasolina, estacionamento, e até mesmo com a alimentação, já que é possível preparar o próprio almoço. “Certamente esse é um ponto relevante, pois uma mulher que trabalha do conforto de seu lar pode degustar uma refeição caprichada que ela mesma preparar rapidamente, ou saborear um café durante a tarde que ela mesma fez, sem precisar pagar preços abusivos”, avalia Gisele.

Contras

Maior carga de trabalho
Estudo publicado no ano passado pela Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo (FEA-USP) e pela Fundação Instituto de Administração (FIA) apontou que, para 81% dos entrevistados, a produtividade trabalhando em casa é maior ou igual à da atividade presencial. No entanto, grande parte das pessoas relataram trabalhar mais horas em casa do que se estivessem no escritório. Desses, 23% afirmaram que trabalham entre 49 e 70 horas por semana, enquanto 6% falaram em volume maior do que 70 horas semanais.
“Esse é um ponto que merece atenção, pois de fato, é mais fácil estender a jornada estando em casa do que na empresa. Isso porque o fato de estar em sua própria casa pode fazer com que a mulher não se dê conta de que já prolongou demais seu dia de trabalho, pois está concentrada em uma determinada entrega”, alerta Gisele. Para as mulheres, fazer da “hora extra” uma rotina é ainda mais arriscado, pois na grande maioria dos casos, a mulher já cumpre dupla ou tripla jornada, pois além do papel profissional, cuida dos afazeres domésticos, administração do lar e cuidados com os filhos. “Ou seja, o risco da sobrecarga feminina torna-se ainda maior”, pondera Gisele.

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Menos interação e troca de ideias
Outro aspecto negativo do home office é a diminuição da troca profissional entre os colegas, ainda que existam as reuniões online e grupos de WhatsApp. “Geralmente a empresa adota iniciativas para tentar contornar de alguma forma essa falta de interação do time, promovendo por exemplo bate-papos virtuais. No entanto, a interação online nunca é a mesma coisa que a conversa olho no olho”, avalia ela. Por isso, segundo Gisele, é importante sempre buscar manter o contato com os colegas de trabalho. “Marcar um almoço ou um happy hour com a equipe, qualquer tipo de ação que ajude a diminuir o gap físico entre os colaboradores e colaboradoras é bastante válido”, sugere.

Perda da privacidade
Outra questão a se pensar é o quanto ter a família por perto é vantajoso, ou se pode prejudicar a rotina de trabalho. Afinal, ser chamada toda hora para assuntos que não têm a ver com o trabalho, no meio do expediente, atrapalha o rendimento. “Para as mulheres que são mães, trabalhar sem interrupções é ainda mais complicado. Ou seja, antes de ‘abraçar’ a ideia do home office, é preciso ser realista: terei alguém para ficar com meu filho enquanto me dedico ao trabalho, no caso das crianças pequenas? Se meu filho ou filha já têm idade para ficar sem supervisão 100% do tempo, ele irá compreender que, mesmo estando em casa, eu estarei trabalhando e não estou disponível para atendê-lo?”, exemplifica Gisele.

Jagrit Parajuli/Pixabay

Modelo híbrido é o equilíbrio?
Uma alternativa para manter a qualidade de vida do home office sem se prejudicar com as desvantagens que o trabalho remoto pode trazer é optar pelo modelo híbrido, em que a pessoa alterna dias em casa e no escritório. Isso pode ajudar a manter a economia financeira e uma certa flexibilidade de horários, e até a proximidade com a família, mas com equilíbrio. “Acredito que a mescla do trabalho remoto e presencial pode ser, sim, um bom caminho, e inclusive tem sido a opção número 1 da grande maioria das empresas. Nesse modo de atuação, a mulher pode usufruir, mesmo que parcialmente, das vantagens do home office sem abrir mão do trabalho presencial”, avalia Gisele. No entanto, ela ressalta que o futuro ainda é incerto. “São configurações bastante novas e ainda em discussão, sobre as quais ainda não se chegou a um consenso. Serão necessários alguns anos testando e avaliando os modelos atuais, para que sejam feitos os ajustes necessários e, quem sabe, se chegue perto de algum tipo de modelo ideal, que certamente não será um só para todas”, finaliza a especialista.

Fonte: Gisele Miranda é mentora de Carreira & Liderança, autora e palestrante, atua há 25 anos auxiliando mulheres a despertarem 100% de seu potencial na carreira e na vida pessoal, tornando-se protagonistas de sua própria história. Com formação em Psicologia Positiva, Neurolinguística e Neurociências, tem como principal missão fomentar e empoderar as lideranças femininas nas organizações, guiando mulheres e empresas rumo ao sucesso. É autora do recém-lançado livro “A Coragem de se apaixonar por você” (Editora Gente).

Maquiagem em tempos de pandemia: especialista dá dicas do que usar

Desde o início da pandemia, muitas pessoas deixaram de usar maquiagem, devido a frequente utilização de máscaras de proteção, ou têm dúvidas sobre como usar. Para quem acha não ser possível, a dica é usar make de qualidade sem abrir mão da máscara. “É possível usar make sim, sempre optando por produtos com acabamento mais sequinho (matte) para não transferir o cosmético para a máscara. Produtos de longa duração são uma ótima pedida”, explica a maquiadora profissional e influenciadora digital, Marina Guimarães ( @coolmarinaa ).

A boa escolha dos produtos é fundamental. “Hipoalergênicos são incríveis para quem tem alergia a alguns ingredientes específicos, eles não evitam, mas diminuem a possibilidade de alguma reação alérgica”, alerta Marina. Outra dica “Opte por máscaras descartáveis quando estiver maquiada, porque sempre se acaba transferindo um pouco do produto e manchando a máscara”, explica a especialista.

Vale lembrar que muita gente está em esquema de home office, e uma chamada de vídeo pode surgir a qualquer momento. As dicas valem também para quem gosta de estar preparada para estes momentos.

Marina apresenta cinco dicas para você voltar a usar maquiagem nesse momento de pandemia:

-Apostar na make dos olhos;
-Usar produtos com acabamento matte;
-Selar a pele com pó para fixar ainda mais a maquiagem;
-Se possível, evitar base e usar só o corretivo em locais específicos, assim vai diminuir a chance da sua make sair toda na máscara;
-Bruma fixadora na hora de finalizar a make, vai deixar o acabamento mais bonito e evitar que a maquiagem transfira”, conclui Marina.

Fonte: Marina Guimarães (@coolmarinaa) é maquiadora profissional e influenciadora digital. Bacharel em Relações Internacionais e possui formação também como maquiadora profissional e diversos cursos na área. Trabalha com o YouTube desde 2016, onde tem mais de 1.2 milhões de inscritos.

6 formas de fazer lanches inteligentes ao trabalhar em casa

O home office pode atrapalhar na hora de se alimentar adequadamente, fique atento!

Trabalhar em casa quando se está acostumado com a cultura do escritório pode atrapalhar sua rotina alimentar. Enviar um e-mail, abrir a geladeira. Atender ao telefone, dar uma olhada na despensa. Enviar outro e-mail, preparar alguma coisa para comer. Isso parece familiar? É muito difícil evitar comer no tédio ou por procrastinação, mas para ajudar a combater esses impulsos e permanecer na linha.

Para evitar grandes deslizes, a WW (antigo Vigilantes do Peso), compartilha algumas dicas para ajudar a adaptar a rotina, com técnicas que estão na base de seu programa que prega o emagrecimento e manutenção do peso, por meio de hábitos alimentares equilibrados e não restritivos.

Para evitar grandes deslizes, o programa da WW traz dicas, baseadas na ciência comportamental – planejar-se, evitar gatilhos, arrumar seus ambientes, criar hábitos mais saudáveis – são estratégias que ajudam na perda e manutenção do peso saudável, sem precisar seguir dietas restritivas.

Defina um plano de alimentação

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Só porque você está em casa não significa que é necessário sair da sua rotina. Pense em quais horários do dia você costuma comer normalmente e tente cumpri-los: se você costuma almoçar ao meio-dia e fazer um lanche às 15 horas, por exemplo, faça o mesmo em casa. Saber quando será sua próxima refeição pode te ajudar a resistir ao desejo de comer. E ter uma alimentação regular ao longo do dia, evitando longos períodos sem comer nada, diminui os episódios de compulsão na próxima refeição.

Reserve um tempo para preparar seu lanche

Planeje com antecedência e reserve um tempo para preparar e armazenar os alimentos antes que seu dia de trabalho comece. Você pode deixar as frutas frescas – como uvas, bananas e pedaços de manga – pré-cortadas em espetinhos no congelador, por exemplo. Se estiver com as crianças em casa, chame-as para ajudar. Essa pode ser uma atividade divertida e em família.
Ter algo saudável como ovos cozidos ou vegetais prontos para consumo pode te ajudar a ter sucesso. Você também pode preparar lanches usando pequenos recipientes ou sacolas plásticas para manter o tamanho das porções sob controle e facilitar ainda mais o lanche do dia.

Se baseie em vegetais e frutas

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Comeu seu lanche pré-planejado e ainda está com fome? Faça sua próxima refeição com alimentos saudáveis. Existem várias opções que podem satisfazer sua necessidade sem afetar muito sua dieta. Além disso, vegetais, como cenoura, tomate e brócolis estão cheios de vitaminas, minerais e fibras. Ou seja, mais um motivo para inseri-los no cardápio. Dica: cortar a cenoura em palitos, fazer um molho com iogurte grego zero gordura, um pouco de limão e sal é um ótimo lanche para a tarde!

Defina um local para suas refeições

Foto: Pablo Merchan Montes/Unsplash

Em vez de comer algo na frente do computador, pegue seu lanche e vá para a cozinha ou para onde você costuma fazer suas refeições de verdade. Isso irá te ajudar a se concentrar no que está consumindo e auxilia no controle das porções, já que as distrações dificultam o reconhecimento da quantidade que está comendo.

Mantenha os doces fora de vista

Todos nós precisamos de algo doce de vez em quando, mas deixar a lata de brownie no seu campo de visão dificulta as coisas. Sugestão: guarde a parte que planeja comer na geladeira ou na despensa, onde não pode ser constantemente visualizada, e o restante no freezer, para que não seja desperdiçado.

Faça uma pausa.


Trabalhar em casa acaba eliminando os intervalos comuns que você faz para tomar um café na copa ou conversar com um colega nos corredores. Mas parte de um estilo de vida que promove a saúde é fazer intervalos físicos e psicológicos. Em vez de esperar que a monotonia te leve até a geladeira, faça uma pausa programada para respirar profundamente e se alongar. Se você estiver estressado, esse hábito pode te ajudar a evitar prejudicar seus objetivos de bem-estar.

Fonte: WW Brasil (antigo Vigilantes do Peso)

Junho Verde lembra que é preciso dar atenção à escoliose

Condição atinge principalmente meninas a partir dos 11 anos

Entre as condições da coluna sobre a qual mais ouvimos falar está a escoliose. Porém, nem sempre sabemos ao certo o que é a condição e o que há causa. Ainda, há dúvidas sobre formas de identificar o problema e de tratamento. Por isso, junho foi determinado como o mês de conscientização sobre a escoliose, para que seja disseminado conhecimento sobre esse mal da coluna.

A escoliose é caracterizada por uma curvatura anormal da coluna, determinada pela rotação das vértebras. Dessa forma, a coluna vertebral, em vez de reta, fica com uma aparência de “C” ou de “S”. Existem três principais tipos de escoliose, como explica o ortopedista José Thiago Portela Kruppa, especialista em deformidades da coluna vertebral da Clínica SO.U:

Idiopática: responsável por cerca de 80% dos casos, não tem causa definida. Afeta principalmente crianças e adolescentes e, majoritariamente, meninas jovens, entre 10 e 15 anos.

Orthoinfo


Neuromuscular: um efeito colateral de condições que debilitam os músculos de forma que esses não consigam sustentar a espinha.

Orthopedic

Congênita: é o tipo menos comum e causada por uma falha na formação da coluna vertebral ainda no desenvolvimento antes do nascimento.

Estima-se que mais de 6 milhões de brasileiros tenham escoliose idiopática e que cerca de 2% a 4% da população mundial tenha a condição diagnosticada. Alguns desses desvios podem ser assintomáticos, porém, os sintomas mais comuns incluem:

Ombros desiguais/ desnivelados
Cabeça não centrada diretamente acima da pélvis
Um lado do quadril, ou ambos, mais alto
Costela mais saliente
Linha da cintura desigual
Textura ou aparência da pele sobre a espinha com alterações
Corpo pendente para um lado

“Ainda, devido às alterações no tamanho e formato do tórax, é possível haver complicações respiratórias. Também é possível em casos mais severos haver danos nos nervos das pernas e/ou causar desconfortos na bexiga ou intestino”, diz o médico.

A escoliose pode ser tratada e em casos de crianças, o diagnóstico prematuro é essencial. O tratamento varia de acordo com a gravidade da condição, que varia de leve a severa, dependendo do ângulo da curvatura da coluna. “Em casos mais brandos, podem ser indicados, a princípio, apenas a observação do desenvolvimento do quadro, o uso de colete e fisioterapia para fortalecimento dos músculos da região. Ainda, pode ser recomendada cirurgia, para situações nas quais é observado o progresso da curvatura, principalmente em crianças, e, para adultos, quando o grau da curvatura for superior a 50°”, explica Dr. José Thiago.

É importante que, ao suspeitar da possibilidade de escoliose, um médico seja procurado para realização dos exames necessários para diagnóstico, como raio-x, tomografia ou ressonância. Se constada, é importante o início de tratamento e monitoramento especializado, para que problemas futuros sejam evitados.

Fonte: Clínica SO.U

Home office: como as luzes dos aparelhos eletrônicos danificam a pele

Dermaticista explica sobre os danos causados pela luz visível e infravermelho e quais alternativas para manter a pele saudável

Com muitos escritórios fechados devido a pandemia, o contato com as telas de celulares, computadores e tablets aumentou durante o home office. A luz emitida pelos aparelhos certamente prejudica a visão, mas o que poucas pessoas sabem é que ela também danifica a saúde da pele.

“Ela é capaz de gerar radicais livres na pele dando início ao envelhecimento precoce, pode desencadear hipercromias (manchas de pele) e deixar a pele mais sensível. Tudo isso devido a constante proximidade com a luz visível. Em específico uma das mais nociva é a luz “azul” devido seu comprimento de onda e o infravermelho que gera calor e também é emitido pelos aparelhos”, explica a dermaticista Patrícia Elias. Estudos comprovam que a luz visível em abundância pode ocasionar o crescimento de enzimas que destroem o colágeno e a elastina, provocando a inflamação do tecido.

Há alguns anos, os fotoprotetores eram utilizados apenas para proteger a pele dos efeitos prejudiciais causados pelo sol. “Hoje em dia, com o avanço da tecnologia, parte dos protetores solares entrou para o time de dermocosméticos, que são completos fotoprotetores, e alguns até protegem a pele das ondas eletromagnéticas emitidas pelos aparelhos eletrônicos”, esclarece a especialista.

Proteção

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Atualmente existem fotoprotetores desenvolvidos com antioxidantes, vitaminas e substâncias específicas para proteção contra luz visível e infravermelho ou até mesmo pigmentos de alta cobertura para promoverem essa proteção. “A ideia de usar protetor solar dentro de casa ou durante a noite pode parecer estranha, mas é um dos efeitos que o novo normal exige para manter em dia a saúde e o bem-estar da pele”, afirma Patrícia.

Para manter o cuidado com a pele entre uma reunião virtual e outra, Patrícia aconselha a começar o dia limpando o rosto e aplicando os produtos matinais de skincare normalmente e, ao longo do dia, aplicar o protetor solar para garantir que a pele fique protegida enquanto realiza suas atividades. “Para manter o clico de precaução é fundamental beber bastante água e manter um olhar atento para a alimentação que acaba sofrendo com o home office”, finaliza.

Para manter o cuidado com a pele entre uma reunião virtual e outra, Patrícia aconselha a começar o dia limpando o rosto e aplicando os produtos matinais de skincare normalmente e, ao longo do dia, reaplicar o protetor solar para garantir que a pele fique protegida enquanto realiza suas atividades. “Para manter o ciclo de precaução, também é fundamental beber bastante água e manter um olhar atento para a alimentação que acaba sofrendo com o home office”, complementa.

Dicas

Hoje em dia com a tecnologia avançada, alguns smartphones e computadores já oferecem proteção contra luz. Caso não tenha esses aparelhos, também existe a opção de usar uma película de proteção contra luz no computador ou celular.

“Usar um bom fotoprotetor no dia a dia faz toda a diferença para ter uma pele saudável. Mas eles também são ótimos coadjuvantes para quem está fazendo tratamento de hipercromias (Manchas de pele), pois eles potencializam o tratamento. Neste caso, a recomendação é a utilização, também, do protetor solar de uso oral, por conter substâncias com alto poder antioxidante que protegem as células das radiações UV, para aumentar ainda mais a proteção da pele, já que durante o tratamento a pele fica muito mais sensível e precisa de uma proteção extra que age de dentro para fora”, finaliza a profissional.

Fonte: Patrícia Elias é dermaticista e cosmetóloga. Pós-graduada em Dermaticista pela Faculdade IBECO, bacharel em Estética e Cosmetologia na Universidade Anhembi Morumbi. Comanda a Clínica Patrícia Elias. Especialista em Tratamento de Hipercromias, Flacidez Cutânea, Saúde da Pele entre outros, com dezenas de cursos de especialização.

Táticas para manter o corpo saudável e em movimento durante o trabalho remoto

Simulação de ida ao trabalho, ficar em pé por períodos mais longos e se manter hidratado estão entre as recomendações de especialista do Freeletics

Há mais de um ano, o home office se tornou uma realidade para diversas pessoas – e essa alternativa chegou para ficar. Se, por um lado, há menos correria no dia a dia, o trabalho remoto tem provocado mudanças na vida diária: as pessoas estão mais sedentárias e suas cozinhas, abastecidas com aquilo que gostam, estão sempre ao seu alcance.

Liora Bels, especialista em bem-estar do Freeletics, aplicativo líder em exercícios físicos e estilo de vida com uso de inteligência artificial, explica por que as pessoas ficam mais preguiçosas quando trabalham em casa: “Em primeiro lugar, para começar a trabalhar, só precisamos sair da cama e sentar em frente ao computador. Não precisamos pegar metrô, ônibus ou dirigir”, destaca. “Em segundo lugar, nossa refeição já está bem ali”, completa.

A especialista alerta que, mesmo dentro de casa, ser ativo é essencial para o bem-estar físico e mental. Diante desse cenário, Liora listou algumas dicas de como manter o corpo em movimento, driblar algumas dificuldades da rotina de home office e aproveitar melhor o dia.

Reunião em movimento e simulação de ida ao trabalho

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Problema: os encontros espontâneos e reuniões presenciais não estão acontecendo. “Agora que você não tem a oportunidade de encontrar seus colegas de trabalho no refeitório, é provável que tenha ainda mais reuniões. Isso ocorre porque aquelas conversas espontâneas sobre projetos em andamento foram interrompidas. E, com reuniões online, andamos menos”, pontua a especialista.
Solução: reuniões em movimento
“Faça uma reunião caminhando. O ato de caminhar aumentará a circulação e quebrará a monotonia. Portanto, sempre que possível, pegue seus fones de ouvido e saia para uma caminhada. Você pode fazer isso durante chamadas de vídeo mais casuais, ou durante reuniões por telefone mais longas, desde que um pouco de ruído externo seja tolerável quando você falar”, destaca Liora.
Outra opção é “simular a ida e volta do trabalho”. “Embora o trabalho em casa nos poupe muito tempo por eliminar nosso deslocamento diário, ele também nos tirou um importante período de transição entre nossa vida profissional e nosso tempo livre. Então, se você quer manter essa diferenciação, tente fazer uma caminhada antes e depois do trabalho. Dessa forma, você também terá mais movimento no seu dia”, completa.Trabalhe de pé

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Problema: permanecer sentado por longos períodos diminui a mobilidade
O home office tem outra característica diferente do local de trabalho: você não precisa sair da sua cadeira confortável com tanta frequência. “Enquanto está no escritório, talvez você tenha que deixar sua mesa para ir até a impressora, para tomar um café no corredor ou para pegar algo em outro departamento. Em casa, sua impressora pode estar bem ao lado do computador e a sua cozinha está no cômodo ao lado. Consequentemente, você vai passar ainda mais tempo sentado”, alerta a especialista. “O ato de se sentar é uma postura corporal muito estática e flexionada. Com o tempo, o corpo se adapta a essa posição fixa, fazendo com que os músculos se alonguem ou encurtem onde não deveriam, além de tornar as articulações menos móveis”, explica.
Solução: crie algumas opções para você trabalhar em pé
Para aliviar algumas das características negativas de ficar sentado por muito tempo, providencie uma forma de ficar de pé enquanto trabalha. Talvez você tenha um balcão de cozinha que possa usar, ou seu trabalho pode até providenciar uma mesa vertical. De qualquer forma, certifique-se deixar seu espaço de trabalho na altura ergonômica correta para você, mesmo que, para isso, tenha que usar livros ou outros objetos estáveis para fazer ajustes. “Criar uma opção para passar parte do dia em pé permitirá que você fique mais em movimento para manter a mente limpa, e para relaxar a parte superior das costas, especialmente durante aquelas reuniões longas e exaustivas”, afirma Liora.

Programe sua movimentação

Problema: reuniões em movimento e trabalho em pé não são opções razoáveis
“Talvez você seja o tipo de pessoa altamente focada, que prefere sentar-se em silêncio enquanto pensa ou digita. Consequentemente, caminhar ou ficar em pé pode não ser sua melhor opção”, destaca Liora.
Solução: programe com antecedência um momento para se movimentar
“O que você pode fazer em vez de andar ou ficar em pé é programar pausas em intervalos regulares para se movimentar. Talvez seja necessário programar um cronômetro a cada 30, 45 ou 60 minutos e se mover por 5 minutos”, orienta a especialista. “Se você não pode fazer pausas regulares porque é difícil prever quando estará livre, sua melhor opção é programar um treino completo antes ou depois do trabalho. Se possível, você pode até programar o treino no meio do período de trabalho para quebrar um longo período sentado”, recomenda.
A especialista completa: trate o tempo de movimento como uma importante reunião de negócios e comprometa-se com ele com antecedência: assim, seu dia de trabalho terá um início ou fim bem demarcado. “Se você for uma pessoa matutina, faça exercícios antes de começar o dia. Se você gosta mais da noite, comece a suar depois do trabalho, antes de ir para o conforto do sofá”, destaca. “Independentemente do método escolhido, ter uma programação de movimento garante que seu corpo receba o que precisa. Assim, você terá mais produtividade no trabalho e ficará mais saudável”, complementa.

O segredo é a hidratação

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Ser saudável vai muito além de apenas treinar. O organismo também precisa da nutrição adequada. “Isso pode ser complicado quando se trabalha em casa, porque muitas vezes somos forçados a ir de uma reunião para outra sem intervalos razoáveis. Isso pode fazer com que esqueçamos de beber água, além de corrermos o risco de adquirir o hábito de comer para aliviar o estresse”, alerta Liora.
Problema: a desidratação faz mal tanto para o corpo quanto para a mente
Uma desidratação de apenas 2% causa um decréscimo no desempenho em tarefas que requerem atenção e nas habilidades de memória Um suprimento constante de água é essencial para o corpo e o cérebro. “Portanto, certifique-se de não se esquecer de beber água com regularidade, entre 1,5 e.2 litros por dia”, recomenda a especialista.
Solução: tenha água sempre ao alcance da mão
Um truque fácil é colocar em sua mesa uma garrafa d’água de 1 litro. “Não se preocupe em sentir sede, experimente tomar um gole d’água de tempos em tempos e veja como você se sente. Aprenda a ouvir suas dicas corporais, pois agora você está se movimentando menos. Você deve esvaziar a garrafa pelo menos 1-2 vezes ao dia. Você também pode fazer o mesmo com chá ou outras bebidas sem açúcar”, indica.

Obtenha o combustível certo para o seu dia de trabalho

Problema: você se esquece das refeições porque comer em casa é muito conveniente
Segundo a especialista, a segunda metade de uma nutrição é o que a pessoa come. “Com a cozinha no cômodo ao lado, é fácil dar um pulo até a geladeira e beliscar para aliviar o estresse entre uma reunião e outra. Ou talvez você se envolva tanto no trabalho que acaba se esquecendo de comer”, destaca.
Solução: estoque alimentos saudáveis e programe suas refeições
A primeira parte desta tática se baseia em evitar alimentos prejudiciais: “não leve para casa nada que possa pesar na sua consciência. Isso significa não comprar doces ou fast food. Em vez disso, tenha um suprimento constante de lanches saudáveis e, caso aconteça de você comer por estresse, o ideal é que sejam nozes e frutas”, orienta Liora. A outra recomendação é manter uma programação regular de refeições. “Ao trabalhar em casa, é muito fácil atrasar as refeições só porque a cozinha está ao lado. Não caia nessa armadilha: não comer com regularidade deixa seu cérebro faminto por nutrientes. Isso pode levar à falta de concentração, resultando em um mau desempenho no trabalho e levando até mesmo à compulsão alimentar”, alerta. “Evite que isso aconteça agendando um intervalo adequado para o almoço. Se não for possível, programe lanches ao longo da sua jornada de trabalho. Pré-cozinhar suas refeições também pode ajudar se você não tiver tempo de prepará-las durante a semana”, pontua.

Para Liora, em momentos desafiadores como esse, é preciso disciplina para permanecer bem e ter uma vida saudável. “Ao fazer um esforço consciente para caminhar, beber mais água, planejar suas refeições e treinar, você seguirá no rumo de se tornar a sua melhor versão”, finaliza.

Fonte: Freeletics

Riscos para a audição na rotina do home office e das aulas virtuais

Saiba como proteger a audição de sua família do excesso de barulho dentro de casa

Com o maior convívio da família em casa por causa da pandemia, nada melhor do que prestar atenção ao risco do barulho em excesso no ambiente doméstico. O barulho está presente no aspirador de pó, liquidificador, secador de cabelos, televisão, rádio, furadeira, martelo, obra, reforma, latido de cachorro.

Ruídos desagradáveis são causados também por certos brinquedos que as crianças e adolescentes adoram, mas que podem ser perigosos para a audição. O barulho vem dos videogames com o som “nas alturas”, guitarras, aviões, carrinhos com sirenes, telefones, dinossauros que rugem, jogos com explosões e até mesmo da música em volume alto nas aparelhagens de som. Brinquedos sonoros “piratas” comprados em camelôs, por exemplo, que não têm o selo do Inmetro, são um perigo, pois podem emitir sons de até 120 decibéis, bem acima do permitido por lei (85 decibéis).

O barulho em excesso é uma realidade em muitos lares, principalmente nesta fase em que muitos pais e filhos permanecem em home office e aulas virtuais. A pandemia obrigou muitas pessoas a transformar a casa em escritório e o quarto das crianças em uma escola adaptada. E quanto mais horas dentro do lar, mais barulho. Por isso, cuidado! Tudo isso pode afetar a audição.

“Se a perda auditiva é provocada pela exposição a nível de pressão sonora elevado, o dano auditivo tende a se estabilizar se a pessoa mudar seus hábitos e evitar situações e ambientes com sons abusivos. No entanto, é importante lembrar que a audição perdida não pode ser recuperada e que se não houver uma conscientização, o barulho em excesso, ao longo do tempo, pode causar prejuízos cada vez maiores à audição. Dependendo da intensidade, o ruído pode provocar, inclusive, como primeiro sintoma, o zumbido nas orelhas”, explica a fonoaudióloga Marcella Vidal, Gerente de Audiologia Corporativo, Telex Soluções Auditivas.

É importante prestar atenção também no volume da televisão, que as crianças e adolescentes, muitas vezes, aumentam com frequência. É necessário diminuir o som, explicar que o volume alto é prejudicial e observar a reação deles.

“Aconselho aos pais que suspeitam que seus filhos têm dificuldades auditivas que procurem um médico otorrinopediatra e fonoaudiólogo. A partir do resultado das avaliações audiológicas, é indicado o tratamento mais adequado para a (re)habilitação auditiva. Uma das opções é a adaptação de aparelhos auditivos, que adaptados seguindo as boas práticas da adaptação pediátrica, dão suporte à reabilitação auditiva e ao aprendizado escolar, garantindo um desenvolvimento saudável”, afirma a Fonoaudióloga, que é especialista em audiologia infantil.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), sons que atingem 70 decibéis já são desagradáveis para o sistema auditivo humano e, acima de 85 decibéis, podem começar a danificar o mecanismo da audição, dependendo do tempo e da frequência da exposição sonora. O manejo contínuo de um brinquedo com esse volume pode prejudicar para sempre a audição das crianças. As menores, de até três anos, são as mais afetadas. E se elas têm a audição comprometida, isso pode afetar todo o seu desenvolvimento, inclusive o desempenho escolar.

É importante o envolvimento de toda a família na busca de um ambiente doméstico mais silencioso.

Fonte: Telex Soluções Auditivas

Confira dicas para evitar ataques à geladeira durante home office

Segundo nutricionista da Dietbox, startup de nutrição, o hábito pode ser decorrente de estresse, sobrecarga ou tempo ocioso

Uma das soluções mais importantes, implementadas pelas empresas na pandemia, foi o home office. A modalidade caiu no gosto dos colaboradores pela flexibilidade e, até mesmo, pela qualidade de vida que oferece em casa e com a família. Mas, com o estilo de trabalho, vieram também os assaltos à geladeira que, agora, ocorrem com mais frequência, por estar sempre ao alcance.

De acordo com pesquisa realizada pela Income Opportunities Magazine, 36% das pessoas afirmaram estarem comendo mais após o home office e 32% disseram ter ganhado peso. Para Júlia Canabarro, nutricionista da Dietbox , startup de nutrição, os ataques à geladeira podem ocorrer devido ao estresse da sobrecarga ou de tempo ocioso, pressão, ansiedade, ou por sentir-se solitário.

“Manter uma alimentação equilibrada, mesmo trabalhando em casa, é fundamental para um bom desempenho nas tarefas e para a saúde no geral, isso porque, a comida está ligada à saciedade e ao prazer, o que contribui para a concentração”, explica Júlia.

Confira dicas da especialista para controlar os ataques à geladeira no home office:

Conscientize-se

O primeiro passo é perceber que comer o tempo todo não é bom – e, a partir disso, entender a necessidade da mudança do hábito.

Não se prive de alimentos que você gosta

Dentro de uma rotina equilibrada, é possível comer algo que goste e que faça bem, porém cuidando para não exagerar nas quantidades.

Não se sobrecarregue

Entenda os seus limites, planeje metas realistas, faça pausas e entenda que você pode relaxar um pouco. Tirar uma soneca de 20 minutos após o almoço pode ajudar a te desestressar e fazer com que seu trabalho renda mais depois.

Faça mais coisas que te dão prazer

A comida é uma forma de satisfazer os sentidos e, se não estiver satisfeito com a vida, pode ser tornar um hábito tentar preencher esse vazio com alimentos pouco saudáveis. Achar hobbies ou realizar atividades de lazer durante o dia são formas de diminuir a necessidade de compensar-se com comida.

Beba mais água

Muitas vezes é normal confundir fome com vontade de comer, por isso, recomenda-se ingerir bastante água ao longo do dia. Mas, se a fome persistir, priorize petiscos saudáveis.

Planeje as refeições

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O planejamento das refeições evita a ingestão de alimentos por impulso e proporciona uma rica composição nutricional das refeições, escolhendo sempre alimentos ricos em proteínas e fibras, que ajudam a aumentar a saciedade.

Essas dicas podem auxiliar no controle da alimentação, mas, caso se torne um hábito constante, Júlia Canabarro orienta que é importante buscar o acompanhamento de um profissional.

Fonte: Dietbox

Home office se consolida após um ano, mas como tornar essa prática mais saudável?

Para boa parte da população mundial, o trabalho remoto se tornou uma realidade em 2020, e após um ano, o home office vem se consolidando como modelo de trabalho eficiente. Existem empresas que já estão adotando os modelos híbridos, e muitos acreditam que o futuro do trabalho será exatamente neste formato. Rebeca Toyama, especialista em estratégia de carreira, comenta sobre novos formatos de trabalho e traz 5 dicas para auxiliar os profissionais a viverem um home office saudável e eficiente.

Foto: Lumen/Pexels

De acordo com a pesquisa realizada pela empresa de softwares Salesforce, 42% dos entrevistados gostariam de seguir em casa mesmo com o fim da pandemia. Já no Brasil, o interesse é ainda maior, 57% desejam ter essa possibilidade. Uma outra pesquisa realizada pelo Índice de Confiança Robert Half (ICRH), consultoria de recrutamento, mostra que 91% dos profissionais qualificados acreditam que o futuro do trabalho será de modelo híbrido, revezando entre dias presenciais e remotos.

Neste cenário, muitas empresas ainda prometem beneficiar os colaboradores a trabalhar de qualquer lugar ou o anywhere office, como algumas consultorias em recursos humanos vêm chamando essa tendência.

Para Rebeca Toyama, mesmo com o mundo em constante mudança e novos modelos de trabalhos surgindo, os profissionais precisam estar preparados para uma rápida adaptação. “E as empresas têm um papel fundamental para os profissionais se sentirem seguros, prontos, e competentes nestas mudanças. Apostar em líderes e gestores capazes de se conectar com as equipes para extrair o melhor de cada um, esse ponto já era importante, agora na era do trabalho remoto, se tornou imprescindível. ”, comenta Rebeca Toyama, especialista em estratégia de carreira.

Mesmo com o trabalho híbrido, onde os colaboradores se dividem em trabalhar alguns dias no escritório e os outros dias em casa, é necessário manter uma rotina e contar com a organização de tarefas. A especialista lembra ainda a importância de se cuidar da saúde mental e física, pois é a partir de um corpo e uma mente saudável que se consegue manifestar o melhor de cada um. “A importância da organização de tarefas, faz com que os indivíduos tenham equilíbrio entre vida pessoal e profissional. Ter em mente as prioridades e limitações, manter um cronograma do que precisa ser feito já ajuda a administrar bem as 24 horas por dia e os 7 dias por semana.”, alerta a especialista.

E como fazer para essa prática se tornar eficiente?

Além de cada colaborador cuidar de sua rotina com organização de tarefas e apostar em uma vida saudável, as empresas, por outro lado, precisam implementar novos recursos a fim de definir e reestruturar as necessidades dos profissionais, pensando em novas formas para manter a produtividade, o engajamento e o bem-estar.

“Dificuldades surgem em todas as formas de trabalho, seja presencial, híbrido ou 100% remoto, mas a palavra-chave para evitar desgastes entre os líderes e funcionários é planejamento e comunicação, seja ela síncrona ou assíncrona. Combinar com o time uma estratégia que alinhe valores pessoais e os da empresa, embora não seja fácil, é primordial. ”, finaliza Rebeca.

Para auxiliar os colaboradores e os gestores neste desafio, a especialista em estratégia de carreira, Rebeca elaborou 5 dicas para viver um home office saudável e eficiente.

=Cuidar de saúde física e mental: todos precisam de um tempo para cuidar do corpo, praticar exercícios, se alimentar e dormir bem. Além disso, faz muito bem conversar com pessoas nutritivas, criar metas e objetivos para cumprir e não se cobrar tanto;
=Mantenha o alinhamento das demandas: mesmo a distância, o contato entre os membros de um time deve manter uma dinâmica colaborativa. Esse alinhamento pode reduzir bastante os desencontros do trabalho remoto;
=Planejar e adequar tempo e tarefas: uma das razões principais que ocasionam o acúmulo de tarefas é ruído de comunicação entre líderes e liderados e as dificuldades de adaptação ao trabalho remoto. Saber lidar com a vulnerabilidade e limitação própria e alheia faz muita diferença;

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=Respeitar a dinâmica pessoal do colaborador: ignorar a vida pessoal do colaborador não vai aumentar sua produtividade, não podemos esquecer que na expressão home office, o home vem antes do office. O teletrabalho está acontecendo dentro da casa do nosso colaborador. Ajudar a equipe a se organizar e se adequar às demandas profissionais passa por compreender a dinâmica pessoal dele.
=Promover bem-estar e reduzir estresse: implantar programas com esse foco. Planejar momentos de distração e divertimento, e incentivar que as equipes tenham uma vida pessoal saudável, não tem preço.

Fonte: Rebeca Toyama é fundadora da ACI – Academia de Competências Integrativas. Especialista em estratégia de carreira e bem-estar financeiro. Possui formações em administração, marketing e tecnologia. Especialista e mestranda em psicologia. Atua há 20 anos como coach, mentora, palestrante, empreendedora e professora. Integra o corpo docente da pós-graduação da Alubrat (Associação Luso-Brasileira de Transpessoal), da Universidade Fenabrave, do Instituto Filantropia e da Academia GFAI.