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Estudo da Unifesp mostra relação dos hormônios do apetite e distúrbios de humor em mulheres na pós-menopausa

Os índices de depressão e de ansiedade, que já cresciam e preocupavam autoridades do Brasil e do mundo em geral, ano após ano, têm aumentado ainda mais em consequência das incertezas e dificuldades trazidas pela pandemia de Covid-19. Há quem diga, inclusive, que lidamos atualmente com duas pandemias, a de Covid-19 e a dos distúrbios mentais.

Nesse sentido, dois estudos realizados pelos Departamentos de Fisiologia, Psicobiologia e Ginecologia da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (EPM/Unifesp), trouxeram informações relevantes acerca da relação entre os distúrbios do humor e os hormônios do apetite, principalmente em mulheres na pós-menopausa.

“Apesar da depressão e da ansiedade serem patologias conhecidas e muito estudadas, pela sua complexidade e íntima relação com nosso sistema nervoso central as causas destes distúrbios mentais ainda não são completamente entendidas, o que pode dificultar o tratamento correto. Em dois estudos, pudemos observar, por exemplo, que além do excesso de peso, a grelina, que é o hormônio da fome, e a leptina, hormônio da saciedade, estão intimamente relacionados com a depressão e ansiedade, em mulheres na pós-menopausa”, explica Maria Fernanda Naufel, pós-doutoranda em nutrição pela Unifesp e uma das responsáveis pelos estudos. Os artigos foram publicados nas revistas Scientific Reports e Menopause.

No estudo veiculado no periódico Menopause Journal, foram incluídas tanto mulheres na pré-menopausa, com idade entre 40 e 50 anos e que representaram o grupo controle, quanto mulheres na pós-menopausa, entre 50 e 65 anos. Já no estudo publicado no periódico Scientific Reports, foram incluídas somente mulheres na pós-menopausa, com idade entre 50 e 65 anos, que apresentavam algum grau de depressão, excluindo, portanto, aquelas não deprimidas.

Em ambos os estudos foram analisadas medidas antropométricas por meio de bioimpedância avançada. Sintomas de depressão e ansiedade foram avaliados por questionários. Também foram dosados inúmeros parâmetros bioquímicos e hormonais por meio de amostras de sangue e saliva, além de parâmetros clínicos.

“Entre os principais resultados, constatamos que, além da obesidade total, obesidade abdominal, avançar da idade e resistência à insulina influenciarem de forma expressiva em quadros de depressão e ansiedade, observamos que a leptina e a grelina são fortes preditores independentes, que se associaram positivamente e respectivamente com a ansiedade e depressão, na população estudada. Ou seja, averiguamos que quanto maiores os índices de leptina maiores os sintomas de ansiedade e quanto maiores os níveis de grelina acilada (antes chamada de grelina ativa) maiores os sintomas de depressão, em mulheres na pós-menopausa”, destaca Maria Fernanda.

De acordo com a pesquisadora, “estudos já haviam encontrado receptores de grelina e leptina em zonas do cérebro responsáveis pela regulação do humor, e por meio de nossos estudos foi possível observar uma estreita associação entre estes hormônios do apetite e distúrbios mentais.”

Apesar de constatar a relação dos hormônios da fome e saciedade com a depressão e a ansiedade, Maria Fernanda ressalta que ainda não é possível concluir se estes efeitos são positivos ou negativos para o humor.

“Essa associação pode refletir tanto uma resposta fisiológica do corpo tentando lutar contra a depressão e ansiedade – neste caso, os hormônios estariam atuando como antidepressivos ou ansiolíticos -, quanto podem ser um fator causal destas patologias. Estudos experimentais levam a crer que estes hormônios auxiliam na melhora dos distúrbios de humor, contudo, mais estudos em humanos são necessários para se chegar a uma conclusão.”

Outros resultados constatados nos estudos incluem o fato de mulheres na pós-menopausa apresentarem maiores índices de depressão, ansiedade, obesidade total e obesidade abdominal, quando comparadas às mulheres na pré-menopausa. “Assim, é de suma importância monitorar o ganho de peso e alterações de humor em mulheres na pós-menopausa, para um diagnóstico e tratamento precoce, preservando com isso a qualidade de vida”, conclui a pesquisadora da Unifesp.

Fonte: Unifesp

Nutrólogo aponta alimentos que podem ajudar a aumentar o apetite sexual

Allan Ferreira também fez uma seleção com alguns mais consumidos, revelando se eles realmente têm poder sobre a libido

O orgasmo é considerado o “ponto alto” do prazer sexual. Mas nem todos conseguem atingir o ápice, como aponta um estudo organizado pelo Projeto de Sexualidade do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo. Conforme o levantamento, cerca de um terço das brasileiras nunca tiveram um orgasmo.

Pensando nisso, o nutrólogo Allan Ferreira, do Hospital Anchieta de Brasília, listou alimentos que podem ajudar a “chegar lá”, os famosos afrodisíacos. Ele acrescenta que a perda da libido pode ser causada por diversos fatores, como estresse, uso de medicamentos e doenças, entre outros. “Manter a saúde física e a mental é fundamental para o desejo. Além, é claro, de uma alimentação balanceada”, pontua.

De acordo com o especialista, poucos alimentos têm ação comprovada para aumentar a libido, mas que existem alguns com uma conotação romântica, como morangos, chocolate e chantilly, que podem estimular a imaginação, contribuindo, assim, de maneira indireta com o clima romântico.

O nutrólogo explica que outras substância, que promovem sensação de relaxamento e desinibição como um vinho, ou outras bebidas alcoólicas, podem até ajudar no clima, mas por ter efeito mais sedativo, podem prejudicar o desempenho sexual. “Muitas raízes como ginseng, Tribulus terrestris e catuaba são descritas por ter efeito estimulante, que indiretamente ajudam no apetite sexual. Mas seu efeito ainda é discutido”, pontua.

Mitos e verdades

Como mencionado anteriormente pelo nutrólogo, há alimentos comumente consumidos que não são afrodisíacos. Pensando nisso, ele listou alguns mitos e verdades. Confira:

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–Castanhas e nozes: ajudam a aumentar o fluxo sanguíneo para os órgãos genitais , o que contribui para o aumento da libido. Elas são fonte de arginina, um aminoácido que estimula o óxido nítrico, capaz de promover maior circulação sanguínea na região do pênis ou do clitóris. A vitamina E presente neles também contribui para o aumento de fluxo sanguíneo na região dos órgãos genitais. E a niacina, vitamina do complexo B, possui ação vasodilatadora.

–Ostras: não há estudos que comprovem que elas melhoram a libido. O que poderia levar a este benefício é o fato das ostras serem ricas em zinco, mineral responsável pela regulação da testosterona. Se a pessoa tem uma queda hormonal, a ostra repõe o zinco e a produção dos hormônios é retomada, mas ela seria afrodisíaca apenas no paciente com essa deficiência.

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–Chocolate: ao contrário do que muitos acreditam, não ajuda a melhorar a libido. Alguns estudos levantam a hipótese que a cafeína e outros estimulantes, presentes no chocolate, dão um pouco de vigor para quem estiver cansado e, assim, contribua para a libido, mas não houve conclusão nenhuma

–Pimenta: já ouviu a expressão “apimentar a relação”? Pois é, a ingestão de pimenta gera reações fisiológicas no corpo como, por exemplo, transpiração, aumento da frequência cardíaca e da circulação sanguínea. Este efeito estimulante pode ajudar na excitação e apetite sexual.

Foto: CreativeCommons

–Manjericão: também melhora a circulação sanguínea.

–Mel: é rico em vitaminas do complexo B (necessárias para a produção de testosterona) e em boro (uma substância que ajuda o organismo a metabolizar e usar o estrogênio – hormônio feminino). Alguns estudos sugerem que o mel também pode elevar os níveis de testosterona no sangue.

Foto: AniaMineeva/Pixabay

–Mamão: como a semente de anis, é estrogênico, o que significa que ele tem compostos que agem como o estrogênio, o hormônio feminino. Pode ser usado para aumentar a libido da mulher.

Chá de Alcaçuz

–Alcaçuz, canela, cravo – a estimulação olfativa e gustativa ajudam a aguçar nossos sentidos. Usá-los em uma sobremesa, ou mesmo para aromatizar um jantar romântico, pode ter efeito estimulante na libido.

“Alimentos mais leves, e bem temperados, cheirosos têm efeito estimulante, ajudando a aguçar os sentidos”, destaca. Ele continua: “Carnes leves (como peixe), temperadas com pimenta e/ou gengibre, acompanhados de uma sobremesa com chocolate e morangos, pode ser uma boa pedida”, finaliza.

Fonte: Hospital Anchieta de Brasília

Quarentena está causando colapso hormonal: como não ser a próxima vítima?*

Muito se tem falado sobre a pandemia: mortes, políticas de saúde pública, profissões essenciais, fake news, medicamentos e vacinas em testes; assuntos esses de extrema importância em um momento em que o mundo aprende a reviver.

Mas, talvez, falte falar mais sobre as pessoas. Seus medos, incertezas, inseguranças e como essa onda gigante chamada pandemia de coronavírus vem afetando o bem-estar de seres humanos saudáveis.

Todos sabemos o mal físico que esta doença está causando, febre, tosse seca, cansaço, perda de paladar ou olfato e dificuldades respiratórias. Mas, além destes, temos sintomas que não estão sendo diagnosticados, como estresse, depressão, crises de pânico, ansiedade, alterações no sono, queda de cabelos, azia e desconfortos abdominais. Pessoas aparentemente saudáveis que estão lidando com crises internas, resultado das proporções astronômicas que o vírus está causando em nossas vidas.

Sabemos que é necessário reinventar o jeito de viver, mas como?

mulher pensando depressao grisalha

Tivemos que mudar nossa rotina, aprender um novo modo de trabalhar seja em casa no modelo home office ou então tomando cuidados que talvez nunca tenham sido parte da nossa preocupação no trabalho. As crianças não estão mais na escola, é necessário reformular a rotina para que elas brinquem e se desenvolvam ao mesmo tempo. Como explicar aos pequenos que eles não podem brincar com os coleguinhas da escola como antes?

Nós aprendemos que não dá mais para sair na rua sem preocupação, para as tarefas básicas como supermercado, banco e farmácias já sabemos que máscara e álcool 70% são acessórios indispensáveis. Os momentos de lazer em família e com os amigos, passeios no parque e praia, deixaram de existir temporariamente.

Enquanto a ciência não vence o vírus, nós precisamos usar o conhecimento que ela já nos trouxe sobre o nosso organismo para viver estes dias difíceis da melhor forma possível, procurando encontrar um ponto de equilíbrio interno.

O isolamento atingiu em cheio nosso sistema hormonal de recompensas. O chamado quarteto da felicidade formado por hormônios que nos dão a sensação de prazer e bem-estar, foi diretamente afetado pela falta de convívio com quem amamos, videochamadas não são capazes de substituir o toque, as séries de TV não são mais as distrações que procuramos, queremos sair e viver intensamente a vida que descobrimos ser melhor do que nós conseguíamos nos lembrar.

Nossas ações resultam em liberação de hormônios e neurotransmissores distintos no nosso organismo que são responsáveis pelo “estado de espírito”, são eles que irão nos dar sensações de felicidade ou medo, e angustia, por exemplo.

Os neurotransmissores dopamina e serotonina são responsáveis por processos motivacionais, nos impulsionam a alcançar objetivos e também promovem a sensação de prazer e bem-estar. Quando os níveis de serotonina estão baixos, temos a sensação de irritação e mau humor, a longo prazo pode até mesmo desencadear quadros depressivos. A oxitocina, também conhecida como hormônio do amor, é responsável pela sensação de confiança e é extremamente importante nos laços de relacionamentos entre as pessoas. A endorfina age como um anestésico, auxiliando a amenizar situações de dificuldade, dor e estresse.

Quando fazemos coisas que nós gostamos, este sistema de recompensas é automaticamente ativado, momentos em família, reuniões com os amigos, festas, passeios ao shopping, parques, bares e restaurantes são capazes de liberar esses hormônios, mas com as restrições, fomos privados dessas atividades e os hormônios do “bem” foram substituídos pelo cortisol, hormônio associado ao estresse.

A todo momento acionamos gatilhos capazes de liberar cortisol, o simples fato de não poder sair ou ver as pessoas com quem costumávamos conviver com frequência aliados as notícias desfavoráveis já nos inundam de sentimentos ruins.

Qual seria a solução para reverter esse quadro?

pintando parede mulher
1. Redescobrir coisas que podem ativar a liberação dessas substâncias químicas que trazem a sensação de bem-estar ao corpo.

mulher dancando e ouvindo musica
2. Para a liberação de endorfina, pesquisadores apontam dançar e cantar como a solução.

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3. Assistir filmes tristes também pode aumentar a sua tolerância a dor.

mulher loira cabelos sol verão
4. Para aumentar os níveis de serotonina, você pode dedicar um tempo a se recordar de momentos felizes com a família e amigos, rever fotos de momentos alegres ou ainda receber massagens, tomar sol ou praticar exercícios aeróbicos.

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5. A dopamina nos faz vibrar com pequenas e grandes conquistas, a melhor forma de acioná-la é estabelecer pequenas metas e trabalhar para alcançar seus objetivos, então aprender coisas novas ou finalmente fazer aquilo que vem planejando há bastante tempo será um bom gatilho.

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6. A oxitocina é o hormônio mais afetado na quarentena, pois está diretamente relacionado com relações afetivas e com o toque, mas ainda pode ser despertado praticando doações ou promovendo ações que ajudem o próximo, ações que por sinal são muito bem-vindas em momentos difíceis como o que estamos vivendo.

Quando o isolamento acabar, você irá descobrir que durante este período fez muito mais do que se proteger do vírus, você aprendeu como desenvolver sua melhor versão, aquela resiliente e capaz de se adaptar às dificuldades!

*Patrícia Rondon Gallina é farmacêutica e professora do Centro Universitário Internacional Uninter.

 

Como funciona um cérebro apaixonado, neuro explica

A oxitocina, produzida no hipotálamo, armazenada e secretada pela neuro-hipófise, é o verdadeiro hormônio do amor. Sua produção ajuda casais a se amarem e a ficar juntos por muito tempo. Na última sexta-feira (12), comemoramos o Dia dos Namorados. Para quem está solteiro e não quer passar a próxima comemoração sozinho, a sugestão é seguir à risca algumas dicas de Fernando Gomes, neurocirurgião e neurocientista do Hospital das Clínicas de São Paulo.

Na arte da conquista e sedução, o cérebro trabalha a todo vapor, preparando o corpo físico e o comportamento para atrair o par ideal. Neurotransmissores e hormônios são responsáveis pela ativação do centro de recompensa, gerando sensações agradáveis e prazer sexual.

“A dopamina, um neurotransmissor, aciona o sistema de recompensa e desencadeia a liberação da testosterona que estimula a libido em homens e mulheres”, explica Fernando Gomes Pinto, neurocirurgião e membro titular da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia – SBN, acrescentando que “a prolactina, também um hormônio, está relacionada com a satisfação sexual e a oxitocina relaciona-se com a sensação de intimidade e aconchego”. Sua produção e secreção ajudam as pessoas a se amarem e ficarem juntas por muito tempo.

casal na banheira

O médico conta que certas áreas do cérebro precisam ser “desligadas” tanto nos homens quanto nas mulheres, para que outras áreas possam ser ativadas durante a conquista, o desejo e a companhia da pessoa amada. “Em especial as amígdalas nos lobos temporais, centro da “defesa” de fuga ou luta, são “desligadas” e centros do prazer são ativados como a área tegmental ventral”, detalha.

Nas mulheres, o córtex orbitofrontal lateral esquerdo, responsável pelo controle de desejos elementares, silenciam-se também. E então elas podem “relaxar” suas preocupações e simplesmente amar e serem amadas.

O centro do prazer tanto do homem como o da mulher está localizado no hipotálamo. De acordo com o médico, uma pessoa amada é alguém com potencial para acionar a nossa área do prazer hoje e se der tudo certo, para sempre.

“É por isso que os nossos pensamentos, desejos e sonhos, gerados e interpretados nos nossos lobos frontais, sempre nos impulsiona a pensar na pessoa amada. Principalmente na fase de namoro, na fase da paixão”, revela.

O especialista deixa algumas dicas para embalar um amor:

casal 50
• Sorrir sempre. O sorriso, que é o primeiro ganho neurológico aos dois meses de vida, provoca sensação de bem-estar, aceitação e conforto para quem recebe;
• Beijar muito. Traduz carinho e um bom beijo na boca provoca troca emocional intensa. A sensibilidade dos lábios é uma das maiores sentidas no cérebro humano;
• Ser sincero. Os relacionamentos sinceros fazem com que a qualidade de troca de informações dos cérebros do casal seja livre, rápida e intensa. O amor e o prazer podem se manifestar em toda sua plenitude.

Fonte: Fernando Gomes é médico neurocirurgião, neurocientista, comunicador e autor de oito livros. Professor Livre Docente de Neurocirurgia, com residência médica em Neurologia e Neurocirurgia no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, é neurocirurgião em hospitais renomados e também coordena um ambulatório relacionado a doenças do envelhecimento no Hospital das Clínicas.

A pele na “segunda adolescência”: período de forte impacto hormonal na vida da mulher

Assim como na adolescência, em que os hormônios mexem com todo o organismo do jovem, após os 40 anos a mulher enfrenta uma série de alterações na pele por conta da variação hormonal. Descubra como minimizar os impactos

Após os 40 anos, várias áreas do corpo da mulher passam por mudanças significativas que podem interferir na autoestima. “Essa fase é como uma segunda adolescência. É esperado uma possível ‘rebeldia’ por não aceitarmos mudanças no nosso corpo. O declínio físico é inevitável” – afirma Isabel Piatti, especialista em Estética e Cosmetologia, embaixadora do CIA — Centro e Instituto Internacional de Aprimoramento e Pesquisas Científicas, Membro do Conselho Científico da Academia Brasileira de Estética Científica – ABEC.

Ela completa: “O cansaço será maior e a aparência física passará por mudanças. Há os que se importam demais com isso, mas é necessário manter os cuidados com a pele e ter hábitos saudáveis para minimizar esse impacto e aceitar que o envelhecimento também traz benefícios. O corpo fala. É preciso saber ouvi-lo e manter equilíbrio em tudo para ter uma qualidade de vida, de pele e de mente”.

A partir dos 40 anos as glândulas sebáceas diminuem a produção de oleosidade deixando a pele mais ressecada. “A pele dessa faixa etária já tende a estar seca e sensível, com a drástica perda de elasticidade e com o começo da flacidez, além da intensificação das rugas”, explica a dermatologista Paola Pomerantzeff, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

mulher rugas nasoge

“Ocorre também a diminuição da presença dos minerais na pele, podendo determinar naquelas desidratadas o surgimento e dilatação de pequenos vasos na face e no nariz (coperouse). A fragilidade das fibras elásticas e a carência das fibras colágenas solúveis determinam o 1º grau maior das rugas na testa, nasogeniano (bigode chinês) e ao redor dos olhos. Ocorre também uma queda natural na produção hormonal refletindo tudo isto na pele”, diz Isabel.

De acordo com o cirurgião plástico Paolo Rubez, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, em geral, as áreas mais expostas são as que apresentam os sinais de envelhecimento. “Por exemplo a face e as mãos. Isto é consequente principalmente da maior incidência do sol”, diz o médico.

Isabel explica que, nesse processo, há diminuição do aporte de sangue na pele, resultado da combinação dos diferentes fatores como: redução do calibre dos vasos; afinamento da pele; e redução de oleosidade natural que dá proteção e umectação. “Isso exerce um efeito adverso sobre determinados constituintes da epiderme e da derme: queranócitos (pele mais fina), melanócitos (mais manchas), células de langerhans (diminuição do sistema de defesa) e os fibroblastos (redução da produção de fibras elásticas)”, diz a especialista.

papada pescoço mulher meia idade

Para cuidar bem da pele e tratar essas alterações, a hidratação do rosto, colo e pescoço são fundamentais, com dermocosméticos que têm função antioxidante, além de ativos que estimulam o colágeno. “Dependendo da pele da pessoa, pode-se aplicar ácido retinóico ou algum outro ácido. Para os que apresentam rosácea, por exemplo, o ácido azelaico ou glicólico são os de melhor escolha para tratar o problema, já que não estimulam a formação de novos vasos”, acrescenta Paola. “Continua sendo indispensável a proteção contra os raios solares, assim como em todas as idades, e nessa idade devemos introduzir nutracêuticos antioxidantes e estimulantes do colágeno”, diz a médica.

Além desses cuidados, Isabel destaca a necessidade de uma alimentação mais equilibrada e natural. “Além disso, quanto ao uso de cosméticos, o ideal é que tenham tecnologia de ponta, de preferência com ativos nanoencapsulados para penetrar profundamente, e tragam bases biocompatíveis. Consumir quantidade de água adequada e melhorar a qualidade no sono para uma reparação do corpo e da pele também são dois fatores essenciais”, diz.

Para quem quer buscar tratamentos em clínica e não sabe por onde começar, o primeiro passo antes de optar por qualquer tipo de procedimento estético para rejuvenescer o rosto, seja ele cirurgia plástica, uso de tecnologias ou aplicação de toxina botulínica, é realizar uma consulta com o cirurgião plástico ou dermatologista.

colageno bioestimulador preenchimento

“Apenas ele poderá realizar uma avaliação para identificar qual parte do rosto necessita de um rejuvenescimento mais intensivo. Ou seja, o médico poderá indicar se o procedimento precisa focar na melhora da textura da pele, na reposição de volume perdido ao longo dos anos ou no tratamento das camadas mais profundas do rosto, como músculos e ossos. Um diagnóstico preciso é fundamental para atingir os melhores resultados possíveis”, destaca o médico.

 

Menopausa: saiba como reduzir sintomas e evitar problemas mais graves

Comum a todas as mulheres, a menopausa é uma fase hormonal que pode variar de acordo com cada organismo

O período que marca o fim do ciclo menstrual das mulheres costuma ser temido por estar diretamente relacionado a uma série de desconfortos e desequilíbrios no organismo. Os sintomas, no entanto, podem ser amenos ou excessivos, e cada mulher tem seu início sintomático próprio, tento como base a data de início do ciclo menstrual.

Os primeiros indícios gerais do climatério, que são comuns a todas as mulheres, começam pela queda ou encerramento da produção dos óvulos, isto é, os períodos menstruais ficam cada vez mais escassos e espaçados, até atingir o fim da menstruação. Segundo Talitha Melo, ginecologista da clínica Penchel, os sinais básicos da menopausa são as ondas de calor, sudorese noturna, perda da menstruação, ressecamento vaginal e queda da libido.

menopausa - reprodução internet fogacho

A saúde da mulher nessa fase fica fragilizada pelas sinapses difusas na conexão com o próprio organismo. Logo, a parte psicológica é uma das mais afetadas na saúde feminina, por estar diretamente ligada à produção de hormônios. O climatério acontece em duas etapas, a pré-menopausa e a pós-menopausa, e em cada uma delas é necessária uma maior atenção às carências psicofisiológicas.

“No início dos sintomas, aliado aos instáveis níveis de testosterona, progesterona e estrogênio no organismo, as mulheres podem ter oscilações no humor e desequilíbrios neurológicos, como crises de ansiedade, depressão e irritabilidade. Algumas mulheres também se queixam de perda do sono, cansaço, fraqueza e diminuição da libido”, afirma Talitha.

mulher tomando remedio probiotico suplemento

Durante a busca por soluções para os sintomas do climatério, em alguns casos pode ser indicado a terapia de reposição hormonal, que funciona como um inibidor geral de sintomas. Porém, a terapia é contraindicada em casos de já ter havido doenças hormonais ou provenientes de células debilitadas, como o câncer de mama. A terapia de reposição hormonal só deve ser realizada uma vez que haja acompanhamento médico, pois, com o organismo desfalcado na pré-menopausa, não pode receber uma sobrecarga abrupta de hormônios.

Nos períodos de pré e pós-menopausa é de suma importância que as mulheres se atentem ao peso. Por conta da perda da função ovariana, o déficit dos hormônios femininos pode fazer com que a mulher aumente sua gordura visceral.

“Esse ganho de peso, principalmente da adiposidade visceral, preocupa, pois tem relação direta com o desenvolvimento de doenças como: Acidente Vascular Cerebral (AVC), hipertensão, diabetes, alguns cânceres, doenças coronarianas e neurodegenerativas”, alerta Lucas Penchel, médico nutrólogo e diretor da clínica Penchel. Segundo ele, a queda do hormônio estradiol afeta, também, a perda de massa muscular e óssea.

quiabo peonia
Foto: Peonia/MorgueFile

Do início até o final da menopausa é essencial que as mulheres reforcem seus níveis de cálcio, ferro, fibras, vitamina D e B12 e magnésio, pois, isso irá reforçar o sistema imune, endócrino e reprodutor. Os alimentos que contêm maiores níveis de cálcio e auxiliam no fortalecimento ósseo, de acordo com Penchel, são peixes, leite desnatado, espinafre, quiabo e ameixa. Já as fibras, as qualidades nutritivas podem ser encontradas em alimentos integrais, nozes, castanhas, banana e hortaliças.

espinafre

Como nessa fase é comum a queda substancial de ferro no sangue é indicado que se insira na alimentação alimentos como açúcar mascavo, uvas e damascos secos, algas, cereais integrais e vegetais escuros, como espinafre e couve. “É de extrema importância investigar se há a necessidade de repor nutrientes e qual. Contudo, com o acompanhamento correto, não há restrições de consumo e as melhorias dos sintomas da menopausa são garantidas”, afirma Lucas.

Fontes
Lucas Penchel é diretor técnico da Clínica Penchel. Nutrologia – Faculdade de Medicina da Santa Casa- SP. Medicina Esportiva – Universidade Católica de Petrópolis.
Pós-Graduando em Endocrinologia – Ipemed. Mestre em Biotecnologia da saúde. Nutrição – Faculdade Universo.
Talitha Mello: Ginecologista e obstetra. Membro da Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. Membro da Sociedade Mineira de Ginecologia e Obstetrícia.
Membro da Associação Brasileira de Cosmetoginecologia.

Saciedade em alta: como afastar a fome e facilitar a perda de peso

 

Para muitas pessoas, iniciar uma dieta é quase sempre sinônimo de sacrifício. Isso porque, para boa parte delas, a perda de peso está associada à privação. Dizer adeus às refeições habituais, normalmente generosas, e ter que encarar pratos menores causa certa ansiedade e, principalmente, a sensação de fome constante. Quem nunca desistiu da dieta após um deslize e chegou à conclusão que seria impossível vencer essa sensação?

Embora uma das premissas do emagrecimento seja, de fato, a redução da ingestão calórica, isso não significa que “fechar a boca” seja a melhor estratégia. Para quem deseja perder peso de forma saudável, sem correr o risco de enfrentar o efeito sanfona, é preciso apostar em um cardápio rico em elementos que mantenham a saciedade em alta. Nesse âmbito, alguns alimentos ganham destaque por sua capacidade de suprimir o apetite e, dessa forma, ajudar no controle da dieta. Saiba mais:

Por que a fome é tão irresistível?

De acordo com a nutricionista Sinara Menezes, a resposta para essa pergunta tem tanto razões físicas quanto emocionais: “O mecanismo da fome é um dos sistemas mais complexos e eficazes do organismo, pois, além de estar ligado à sensação de satisfação, está envolvido na própria preservação da vida. Para nosso corpo, comer e armazenar gordura são formas de garantir energia para manutenção das suas atividades vitais.”

E para alertar qualquer “baixa” nesse estoque, nosso corpo conta com agentes específicos, responsáveis por fazer a comunicação entre o cérebro e o sistema digestivo: os hormônios.

A insulina, por exemplo, é um hormônio produzido pelo pâncreas que tem a função de carregar a glicose liberada pelos carboidratos para dentro das células, afim de que o corpo a utilize como combustível. Quando a secreção desse hormônio ocorre de forma normal, o corpo mantém o nível de glicose, ou seja, de energia, estável e não precisa “acionar” a fome. Porém, algumas situações colocam esse balanço em cheque.

“Quando seguimos uma dieta desequilibrada, rica em açúcares e carboidratos refinados, o corpo precisa liberar muita insulina de uma vez para dar conta de tanta glicose. Acontece que logo após esse pico, ocorre uma queda brusca na glicemia, fazendo com que o organismo entenda que a energia está em baixa. É exatamente por isso que voltamos a sentir fome mesmo após uma refeição calórica como uma macarronada, um doces ou fast food. Por mais que pesem no estômago, esses alimentos são rapidamente absorvidos pelo organismo, provocam uma gangorra na glicemia e propiciam a fome recorrente”– explica a profissional da Nature Center.

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Outra situação que pode resultar no descontrole do apetite é a desequilíbrio da grelina e da leptina, os hormônios da fome e saciedade, respectivamente. A grelina é a principal responsável por alertar o esvaziamento do estômago, sendo que, quanto mais tempo uma pessoa ficar sem alimentar, maior será sua produção e, consequentemente, a sensação de fome. Por outro lado, a leptina exerce justamente o papel contrário, suprimindo o apetite e aumentando a queima calórica.

Numa situação ideal, o corpo vai produzindo leptina a partir das suas reservas, sinalizando que não precisa mais “comer”, pois seus níveis energéticos são suficientes. “O grande problema é que a própria obesidade (inflamação do tecido adiposo) faz com que o organismo crie uma resistência ao hormônio, dificultando a sinalização de saciedade”, alerta a nutricionista.

Além disso, há também a questão psicológica: “Determinados alimentos, especialmente ricos em açúcar, estimulam a liberação de neurotransmissores responsáveis pela sensação de prazer. Por isso, muitas pessoas descarregam no prato sua ansiedade, fadiga ou estresse, como uma espécie de ‘recompensa’ emocional”, acrescenta a profissional.

Driblando a fome exacerbada

Não é à toa que se manter firme na dieta não é uma tarefa fácil. Porém, a culpa não é só do organismo: de acordo com a nutricionista, o grande problema é que a maioria das pessoas aposta no radicalismo e não na reeducação alimentar: “Nem sempre é preciso reduzir drasticamente a quantidade de alimentos ingeridos ou ficar longos períodos de jejum. A melhor aposta é fazer substituições estratégicas, apostando na qualidade do que entra no cardápio. Além disso, alimentos funcionais são grande aliados nessa hora, alguns deles são capazes, inclusive, de manter a glicemia estável e retardar o esvaziamento gástrico, proporcionando assim um controle melhor do apetite”.

Muita fibra!

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Uma das maneiras mais eficazes de reduzir a fome é apostar em alimentos ricos em fibras solúveis: além de exigirem um trabalho maior do sistema digestivo devido sua complexidade, esses elementos são capazes de formar uma espécie de gel no estômago, aumento seu “volume” e, portanto, a saciedade. Essa sensação de “estômago cheio” ajuda na diminuição da grelina – o hormônio da fome, pois sua produção cai, justamente, quando o alimento “toca” a parede estomacal.

Outra grande vantagem é que as fibras não são totalmente digeridas pelo organismo e, ao atravessar o aparelho gastrointestinal, carregam consigo parte da gordura dos alimentos, reduzindo sua absorção. “Dentre os funcionais, o agar agar é um tipo de alga composta quase que totalmente por fibras solúveis (mais de 90%), propriedade que além de melhorar o transito intestinal, faz com que uma pequena quantidade ingerida seja suficiente para driblar a sensação de fome”.

Aposte nas proteínas

prazeres da carne

Proteínas, sobretudo de fonte animal, são muito conhecidas na dieta de atletas. Isso porque, além de serem responsáveis pela formação dos músculos, auxiliam na saciedade. Além de serem digeridas de forma mais lenta, são fontes de aminoácidos, pequenos compostos que, no organismo, têm o papel de formar os tecidos. Embora esta seja sua principal função, alguns aminoácidos, em especial, podem ajudar significativamente no emagrecimento.

“A fenilalanina ajuda a suprimir o apetite, pois estimula a produção de substâncias como a dopamina, norepinefrina e colecistocinina, todos relacionados ao controle da fome. O triptofano reduz a ansiedade e é precursor da serotonina, substância que, quando em falta, propicia o descontrole alimentar”, diz Sinara.

De acordo com a nutricionista, a lista de benefícios da ingestão de aminoácidos para quem deseja perder peso é extensa, porém, isso não significa que aqueles que não gostam de comer carnes devam encarar um prato cheio do alimento em prol da dieta.

“A spirulina é uma microalga que possui praticamente todos os aminoácidos, essenciais e não essenciais. Uma pequena quantidade deste funcional já confere uma porção elevada de proteínas e fibras, ajudando tanto na saciedade quanto na recuperação muscular”.  Estudos apontam, inclusive, que a spirulina é um dos alimentos mais completos do ponto de vista nutricional, tendo uma concentração de ferro, cálcio e proteínas muito mais elevada do que um corte de carne, por exemplo.

Controlando o volume estomacal

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Manter as medidas após o emagrecimento é tão importante quando conseguir perder peso. Afinal, muitas pessoas relaxam após o fim da dieta e acabam recuperando todo, ou mais, peso perdido. Para evitar o temido efeito sanfona, a melhor medida é apostar numa alimentação equilibrada, sem dietas extremamente restritivas e reduzir, gradativamente, o tamanho do prato.

“Quando comemos demasiadamente, o estômago vai se tornando flácido, o que, com o tempo, exigirá uma ingestão cada vez maior de alimentos para ter a sensação de saciedade. Porém, é possível mudar esta condição naturalmente, por meio de hábitos saudáveis, como fracionar as refeições, ingerindo pequenas porções a cada 3 horas, por exemplo. Além disso, leva um tempo até o cérebro “entender” que estamos comendo, portanto é recomendado fazer as refeições sem pressa, mastigando bem os alimentos”, ensina Sinara.

Sede ou fome?

Preservar o tônus muscular e combater a flacidez também é uma preocupação daqueles que estão no processo de emagrecimento. Nesse momento, existem alimentos que podem tanto ajudar a saciar o apetite quanto manter a elasticidade da pele, evitando as temidas estrias. Já não é novidade nenhuma que o colágeno é um nutriente famoso por seu poder de preservar a saúde da pele. Mas você sabia que ele também ajuda a controlar a fome? Ao entrar em contato com a água, a proteína se expande, ocupando mais espaço no estômago.

Além dele, existem as antocianinas, compostos vegetais presentes em alimentos como a berinjela, capazes de proteger os tecidos contra a ação dos radicais livres – moléculas que destroem a estrutura das células e propiciam diversas inflamações. E tem mais: por ser rico em fibras, o legume propicia uma digestão mais lenta, evitando a fome fora de hora. Mas, e se ela acontecer?

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A nutricionista dá a dica: “Nosso cérebro não sabe distinguir a fome da sede, pois ambas necessidades são sinalizadas na mesma região. Portanto, é aconselhável sempre beber um copo de água quando sentir aquela fome fora de hora. Muitas vezes o que precisamos neste momento não é de comida, mas sim de hidratação. Dessa forma, estamos, ao mesmo tempo, atendendo uma demanda fisiológica, hidratando a pele (e todo o corpo), e evitando o consumo de calorias desnecessárias” – finaliza.

Fonte: Nature Center

 

 

Uso de hormônios pode curar a depressão?

Deficiências hormonais podem trazer muitos problemas físicos e psicológicos, como hipertensão, osteoporose, depressão e mau humor. O médico Marcos Natividade explica na obra “Reposição Hormonal”, publicada pela editora Pandorga, que essas complicações podem ser sanadas através do uso de hormônios.

Um trecho do livro alerta: “O tema reposição hormonal lhe parece antigo, e o que vem à sua cabeça são os efeitos colaterais como doenças cardiovasculares, obesidade e câncer. E se eu lhe afirmar que estes conceitos mudaram? O que falamos aqui é sobre a reposição hormonal que cura doenças cardiovasculares, emagrece e evita o câncer”.

Aliando a medicina ortomolecular ao tratamento hormonal de seus pacientes, Natividade explica nas páginas da obra diversos casos médicos, efeitos e funcionamentos dos hormônios no organismo. As explicações são simples e bem escritas, permitindo que até mesmo a pessoa mais leiga em biologia entenda como o corpo humano funciona e quais seriam os benefícios do uso dessas substâncias no corpo – desde que utilizadas corretamente.

Sobre o autor

Marcos Natividade é médico graduado pela Faculdade de Medicina do Triângulo Mineiro (Uberada – MG) em 1980. Fez residência em Cardiologia no Hospital das Forças Armadas (Brasília – DF) e é especialista em Cardiologia pela Sociedade Brasileira de Cardiologia e Associação Médica Brasileira. Membro da Sociedade Brasileira de Cardiologia é pós-graduado em Terapia Ortomolecular no Curso de Medicina Ortomolecular pelo IBEHE-FACYCS; em Homeopatia pelo Instituto Brasileiro de Estudos Homeopáticos.

Membro da Associação Médica Brasileira de Oxidologia (AMBO) e Professor do curso de pós-graduação em Ortomolecular ministrado pela FAPES (Fundação de Apoio e Pesquisa na Área de Saúde). Fez curso de Modulação Hormonal pela Longevidade Saudável.Participante ativo dos Congressos da AMMG (Age Management Medicine Group) nos Estados Unidos da América há oito anos.

 

capa livro

Reposição Hormonal – Editora Pandorga
Autor: Marcos Natividade
Formato: 16x23cm
Páginas: 136
Preço: R$ 34,90

Você sabe a importância que tem a tireoide para sua vida?

Sonolência ou perda de sono. Cansaço ou agitação. Intestino preso ou solto. Problemas com falta ou excesso de peso. Se o paciente chega ao consultório com alguma dessas queixas, o médico pode desconfiar que o problema esteja na tireoide. Mas, por que isto acontece?

A glândula tireoide fica no pescoço, logo abaixo da laringe, onde estão localizadas as cordas vocais, na região conhecida como pomo-de-adão. “Ela produz dois hormônios, tri-iodotironina (T3) e tiroxina (T4), que são levados através do sangue para todas as partes do corpo, onde eles regulam o metabolismo, que é a maneira como o corpo usa e armazena energia. Eles são responsáveis para que todas as células do organismo funcionem de forma equilibrada”, explica Jorge Kim, especialista em Cirurgia de Cabeça e Pescoço e em Doenças da Tireoide e Paratireoide, da Alira Medicina Clínica.

A função da tireoide é controlada pela hipófise (uma pequena glândula localizada na base do cérebro), que por sua vez produz o hormônio estimulante da tireoide (TSH), que induz a tireoide a produzir T3 e T4.

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Ilustração: SBEM

“Os dois hormônios produzidos pela tireoide têm atuações em diversas funções do organismo como, por exemplo, o ritmo cardíaco, o tônus muscular, o ciclo menstrual e a digestão etc. Portanto, a produção adequada destes hormônios é muito importante para o corpo”, enfatiza Kim.

Quando a glândula de uma pessoa começa a produzir uma quantidade excessiva de hormônios, diz-se que ela está com hipertireoidismo. É uma condição que, de acordo com o especialista, apresenta tremores, nervosismo, suor intenso, perda de peso, irritabilidade e pressão arterial alta. Há casos graves em que a pessoa tem aumento da tireoide (bócio) e pode ter também exoftalmia (olhos esbugalhados). Caso não tratado, o hipertireoidismo pode levar a outros problemas de saúde. Alguns dos mais graves envolvem o coração (batimentos cardíacos acelerados e irregulares, insuficiência cardíaca congestiva) e os ossos (osteoporose). Vale destacar, porém, que pessoas com hipertireoidismo leve e idosos podem não apresentar sintomas.

A falta de iodo no organismo provoca o chamado bócio endêmico ou bócio carencial, o que se caracteriza pelo aumento da glândula. Isso acontece porque, para que a tireoide consiga produzir os hormônios, é necessário que haja átomos de iodo. O hormônio TSH que estimula a tireoide a produzir hormônios não para de estimulá-la e, com isso, ela continua a produção de hormônios, mesmo sem os átomos de iodo. Em consequência a este estímulo intenso do TSH, a glândula tireoide aumenta de tamanho.

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“É por isso que, no Brasil, a adição de iodo no sal de cozinha é obrigatória, mas há outros alimentos em que podemos encontrar o iodo, como peixes de água salgada, frutos do mar (lagostas, ostras, camarão, sardinhas, bacalhau), leite e alguns legumes como vagem, agrião, cebola, alho-poró, rabanete e nabo”, diz.

No hipotireoidismo ocorre o contrário e a glândula produz quantidades insuficientes de hormônios. Neste caso, a pessoa apresenta apatia, lentidão dos movimentos, sonolência, ganho de peso, frequência cardíaca baixa, sensação de frio, pele ressecada, inchaço em algumas partes do corpo, entre outros sintomas. O hipotireoidismo é a doença mais comum da tireoide, ocorre mais frequentemente em mulheres e pessoas com mais de 60 anos de idade e tende a se repetir entre os membros da família.

“A falta de hormônio tireoideano – por defeito no desenvolvimento da glândula tireoide ou por deficiência na síntese hormonal – durante a gestação pode acarretar em um retardo no desenvolvimento mental e físico da criança. Esta condição é chamada de Cretinismo”, afirma Kim. Este problema pode ser detectado através do teste do pezinho no recém nascido.

“A calcitonina é outro hormônio produzido pela tireoide, mas em quantidades pequenas. Esse hormônio auxilia na diminuição da quantidade de cálcio no sangue e atua em conjunto com o hormônio produzido pelas glândulas paratireoides, no controle dos níveis normais de cálcio no sangue”, diz o especialista.

É por isso que os hormônios da tireoide são tão importantes e considerados essenciais para vida. “Assim, se sentir qualquer destes sintomas, o ideal é procurar o médico. Só ele poderá dizer quais são os exames necessários para confirmar o diagnóstico e indicar o melhor tratamento de acordo com cada caso.

Fonte: Clínica Alira