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Banco de Sangue de São Paulo alerta para cenário de possível colapso no abastecimento aos hospitais

Demanda de transfusões de sangue neste mês estão 30% maior em relação a fevereiro de 2021, ao passo que as doações de sangue estão 18% abaixo do mínimo ideal

Apesar dos constantes apelos e alertas convocando doadores, por meio das redes sociais e apoio da imprensa, os bancos de sangue no país continuam enfrentando uma situação de queda acentuada em seus estoques sanguíneos, sob o risco de comprometer o abastecimento aos hospitais que atendem pacientes internados em diversos tratamentos e que necessitam de transfusões de sangue. 

De acordo com o Banco de Sangue de São Paulo, em comparação com o mesmo período do ano passado, a demanda por transfusões de sangue aumentou 30%. “Nossos estoques nesse momento estão 54% abaixo do ideal e as doações de sangue estão 18% abaixo do mínimo ideal. Precisamos de 180 coletas por dia para equilibrarmos esse índice, o que não vem ocorrendo há muitos dias. Se esse cenário se estender por muito tempo pode haver um colapso”, explica Ana Carrijo, medica hemoterapeuta e gerente médica da unidade. 

Com o aumento dos casos de Covid-19 pela variante ômicron e da gripe Influenza, há muitos doadores que se contaminaram e tiveram que se afastar. E há ainda as pessoas que não contraíram as doenças, mas que ficam receosas em doar sangue neste momento. 

A médica informa que o Ministério da Saúde estabeleceu um novo protocolo de aptidão de doação para quem teve covid, reduzindo de 30 para 10 dias após o período de recuperação completa da doença. 

“Essa informação é importante, pois o tempo de inaptidão para quem teve Covid agora é menor, de apenas 10 dias. Isso é um fator positivo que poderá mobilizar mais pessoas, pois precisamos que esses doadores retornem o quanto antes”, ressalta Ana, lembrando que uma única doação pode salvar até quatro vidas. 

Um outro aspecto que tem influenciado na queda das doações é a desinformação das pessoas sobre o período de inaptidão em relação às vacinas, pois muitos acham que, ao se vacinarem, precisam esperar um tempo maior do que o necessário para doarem sangue. 

“Os doadores que recebem o imunizante contra o coronavírus se tornam inabilitados a doarem sangue por um período curto: coronavac são 48 horas, Astrazeneca, Pfizer e Janssen são sete dias. Por isso, é importante que eles estejam atentos a esse prazo e façam a sua doação antes ou depois de se vacinarem”, enfatiza a médica.

O Banco de Sangue de São Paulo informa que o ato de doar sangue é totalmente seguro e que a instituição tem o selo “Covid Free de Excelência”, por manter as melhores práticas de prevenção e enfrentamento à pandemia de coronavírus. 

A instituição atende aos doadores diariamente, das 7h às 18h, inclusive aos domingos e feriados, na Rua Tomás Carvalhal, 711, no bairro Paraíso.

Requisitos básicos para doação de sangue:

• Apresentar um documento oficial com foto (RG, CNH, etc.) em bom estado de conservação;

• Ter idade entre 16 e 69 anos desde que a primeira doação seja realizada até os 60 anos (menores de idade precisam de autorização e presença dos pais no momento da doação);

• Não é permitido realizar doação acompanhado de menores de 12 anos (exceto se o menor estiver acompanhado de dois adultos, sendo necessário o revezamento dos mesmos enquanto acontece a doação);

• Estar em boas condições de saúde, se sentindo bem, sem qualquer sintoma;

• Pesar no mínimo 50 kg e ter dormido ao menos 6h na última noite;

• Não ter feito uso de bebida alcoólica nas últimas 12 horas;

• Após o almoço ou ingestão de alimentos gordurosos, aguardar 3 horas. Não é necessário estar em jejum desde que evite alimentos gordurosos;

• Se fez tatuagem e/ou piercing, aguardar 12 meses. Exceto para região genital e língua (12 meses após a retirada);

• Em caso de diabetes, deverá estar controlada e não fazer uso de insulina;

• Se passou por endoscopia ou procedimento endoscópico, aguardar 6 meses;

• Não ter tido Doença de Chagas;

• Não ter tido Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST);

• Candidatos que apresentaram sintomas de gripe e/ou resfriado devem aguardar 10 dias após cessarem os sintomas e o uso das medicações;

• Aguardar 48h para doar caso tenha tomado a vacina da gripe, desde que não esteja com nenhum sintoma;

• Candidatos que viajaram para o exterior devem entrar em contato com o Banco de Sangue para entender o período que não pode doar (varia de país a país).

Consulte nossa equipe em casos de hipertensão, uso de medicamentos e cirurgias. 

Critérios específicos para o Coronavírus:

  • Pessoas com diagnostico ou suspeita de covid, deverão aguardar dez dias após completa recuperação e sem o uso de medicamentos;
  • Pessoas com teste positivo para covid sem sintomas deverão aguardar por dez dias após a data da coleta do exame;
  • Se teve contato com paciente positivo ou com suspeita de covid-19 e/ou realizou isolamento voluntário ou por orientação médica aguardar dez dias após o último contato/término do isolamento;
  • Aguardar 48h caso tenha tomado a vacina Coronavac/Sinovac e sete dias caso tenha tomado a Astrazeneca, Pfizer ou Janssen.

Banco de Sangue de São Paulo — Unidade ParaísoRua Tomas Carvalhal, 711 – Paraíso – Tel.: (11) 3373-2000. Atendimento: diariamente, das 7h às 18h; incluindo sábados, domingos e feriados. Estacionamento gratuito no local.

Os benefícios de visitas de cães e gatos aos seus tutores internados

Momentos em que a saúde está frágil e debilitada exigem cuidados médicos. No caso de pessoas que estão passando por algum tratamento clínico, e que precisam de internação, a situação fica ainda mais delicada, pois, além do tratamento medicamentoso, demanda do paciente, uma condição psicológica favorável. É aí que entram os animais de estimação. Recentemente, foi aprovado o projeto de lei que libera visitação dos pets nos hospitais. Pacientes internados em hospitais municipais de São Paulo poderão receber visita de animais de estimação.

De acordo com Karina D´Elia Albuquerque, professora da Clínica Médica e Semiologia de Pequenos Animais, que pertence ao curso de Medicina Veterinária, da Universidade Univeritas/UNG, “os animais são grandes aliados nesse processo de recuperação e cura”, explica.

cachorro hospital visita foto wideopenpets
Foto: Wideopenpets

P-Como a visita dos pets hospitais ajuda na recuperação de seus tutores?

R-A visita hospitalar dos pets para seus tutores colabora de forma significativa para a melhora/recuperação, uma vez que o contato físico e o carinho dos pets contribuem para a produção de serotonina, hormônio da felicidade, que auxilia na recuperação clínica dos pacientes.

P-Qual a importância dos pets estarem vacinados para realizarem as visitas?

R-A necessidade dos pets estarem vacinados para a realização das visitas tem a finalidade de proteger os pacientes que estão imunossuprimidos de contraírem outra doença, bem como também de proteger os pets de contraírem doenças do ambiente hospitalar.

P-O que tem a dizer sobre a utilização de enforcador e focinheira no momento da visita?

Apesar dos pets que são conduzidos a realizar visitas hospitalares serem previamente avaliados temperamental e comportamentalmente, quando são inseridos em ambientes estranhos ou por contato físico inadequado, podem sentir-se desprotegidos e terem atitudes defensivas, o que pode gerar lesões nos pacientes, assim o uso de enforcador e focinheira tem a finalidade de proteger e conter os pets.

P-Acredita que todos os hospitais devam autorizar visitas dos animais aos tutores?

R-Com certeza, diversos estudos científicos já comprovaram a eficácia das visitas dos pets no ambiente hospitalar para a recuperação dos pacientes.

gato visita hospital pinterest
Pinterest

P-Então, há pesquisas que demonstrem os benefícios dessa visita na recuperação das pessoas?

R-Sim, existem diversos estudos reconhecidos pela comunidade científica e endossados pela Organização Mundial de Saúde (OMS) sobre os benefícios da visita hospitalar dos pets aos seus tutores e outros pacientes hospitalares. A interação dos pets com seus tutores ou outros pacientes em ambiente hospitalar é comprovadamente eficaz no complemento de tratamentos médicos auxiliando na recuperação. Acredito que esse procedimento deve ser amplamente utilizado e difundido como método terapêutico, em auxílio ao tratamento medicamentoso.

Fonte:Univeritas/UNG

Veterinária explica o que é preciso para que o pet possa fazer visitas a hospitais

É importante que o pet não tenha sintoma de doenças e esteja com vacinação, vermífugo e controle de carrapatos e pulgas em dia, além de apresentar temperamento dócil

Os pacientes internados em hospitais públicos de São Paulo já podem receber visita de seus bichinhos de estimação. Lei que autoriza a entrada dos pets passou a valer na cidade. Mas, para isso, cães e gatos deverão estar com a vacinação em dia e higienizados, além de o responsável comprovar, por meio de laudo veterinário, a boa condição de saúde dos peludos.

cachorro hospital visita foto wideopenpets
Foto: Wideopenpets

“O contato com os pets faz muito bem para a saúde das pessoas. Por isso, é importante cuidar para manter os bichinhos também sempre saudáveis com imunização e check-ups regulares”, afirma a veterinária Karina Mussolino, gerente de clínicas da Petz.

Ela explica que a avaliação veterinária analisa se os pets não apresentam nenhum sintoma de doenças, se estão com peso ideal, hidratados e com a vacinação, vermífugo e controle de carrapatos e pulgas em dia. “O laudo veterinário vai atestar que os pets não vão colocar em risco o ambiente hospitalar.”

O temperamento dócil também deve ser levado em conta, segundo a veterinária. A lei determina que os pets sejam levados em caixa de transporte adequada. No caso de cães e gatos, devem ter guias e coleiras e, se necessário, enforcador e focinheira.

Avaliação

Cat at veterinarian

São avaliados os níveis de hidratação, peso, temperatura, pressão e batimentos cardíacos. Além de apalpar e observar o pet, o veterinário faz um o exame de sangue, para checar possíveis infecções ou anemias, e a auscultação cardiopulmonar. Caso necessário, ele indica novos exames específicos para um diagnóstico mais preciso. Nos bichinhos mais velhos, as funções renais e do fígado também são analisadas.

Vermífugo

cachorro antipulga

Aplicação previne contra vermes. A periodicidade deve ser prescrita pelo veterinário, pois cada pet tem suas diferenças e necessidades.

Vacinas

vacina gato cityofchicago.org
Foto: Cityofchicago

Em cães

Antirrábica (raiva)
V8 ou V10 (previne contra cinomose, hepatite infecciosa canina, adenovírus canino tipo 2, coronavírus canino, parainfluenza canina, parvovírus canino e leptospirose).
Gripe canina (adenovírus canino tipo 2, parainfluenza canina e bordetella bronchiseptica)
Giardíase (indicada para animais que vivem em grupos ou ambientes úmidos)

Em gatos

Antirrábica
V4 (previne contra a panleucopenia, rinotraqueíte, calicivirose e clamidiose).

Fonte: Petz