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Carnaval: bebidas com alto teor alcoólico e corantes intensificam prejuízos ao organismo

As misturas prontas de bebidas com alto teor alcoólico e corantes se tornam as preferidas dos foliões por apresentarem praticidade e um melhor custo benefício. Mas a equação, que pode parecer positiva para a diversão e ao bolso, tem efeito contrário no corpo. De acordo com a cardiologista infantil e médica do esporte do Hospital Edmundo Vasconcelos, Silvana Vertematti, essas opções intensificam os efeitos negativos no organismo.

“Tudo que tem um teor mais alto de álcool e corante, nesta época de calor e carnaval, torna-se muito prejudicial por aumentar as chances de desidratação e desgaste muscular. Além de existir a chance de sobrecarga hepática, renal e do sistema imunológico, associado a alergias por conta do corante”, reforça a médica.

Outra consequência do consumo dessas bebidas é a alteração do funcionamento do sistema nervoso central, como lembra a especialista. “O neurônio, célula do sistema nervoso, precisa de hidratação para seu bom funcionamento, e com o consumo excessivo dessas misturas há uma predisposição à desidratação. Esse cenário, associado aos efeitos do álcool, pode piorar ainda mais os impactos no organismo conhecidos popularmente como ressaca”.

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Foto: Emilysimagery/Morguefile

Para evitar todos esses transtornos, é preciso ter cautela no consumo de álcool e ficar atento à hidratação. A médica ressalta a importância de intercalar a mesma quantidade de bebida alcoólica consumida com a de água ou líquidos como sucos e substâncias hidratantes. Aliado a isso, uma dieta saudável para garantir a energia necessária nos dias de festa.

Fonte: Hospital Edmundo Vasconcelos 

Médico afirma que necessidade de beber dois litros de água por dia é mito

Esqueça aquele conselho de que é preciso ingerir no mínimo dois litros de água por dia. A indicação, de acordo com o urologista do Hospital Edmundo Vasconcelos, Fernando Almeida, não tem fundamento científico e não garante ser ideal para todas as pessoas. Isso porque, diversos fatores clínicos e ambientais interferem na quantidade necessária de hidratação.

Segundo o médico, algumas situações vão solicitar uma ingestão maior ou menor de água. Nos casos de pacientes com formação de cálculo renal, ou com recorrência em infecção urinária, por exemplo, é preciso beber mais líquido para amenizar e evitar os sintomas.

Em contrapartida, doenças como insuficiência renal, quando o rim não filtra da maneira adequada, e cardíaca, quando o coração não bombeia o sangue corretamente, exigem um cuidado na hora do consumo de água, pois em excesso pode ser prejudicial ao quadro clínico.

O cenário fica um pouco mais tranquilo para quem não tem problemas de saúde. Os fatores como temperatura, umidade do ar e atividade física ganham o posto de motivos que interferem no momento de equilibrar a hidratação.

“Nosso corpo é regulado, portanto, quando o nível de líquido nele estiver baixo, vai solicitar a partir da sede. Esse é o momento de ingerir líquido, e isso varia de acordo com o ambiente e esforço que cada um faz”, ressalta o médico.

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Para entender se está bebendo água o suficiente, a dica do urologista é fácil: basta analisar a cor da urina, excluindo a primeira do dia, que tende a ser mais concentrada. “A equação é simples: se a urina estiver clara, a quantidade está adequada, mas se estiver mais amarelada, é hora de beber água, mesmo sem muita sede no momento”, aconselha.

Fonte: Hospital Edmundo Vasconcelos

Pés e mãos tendem a inchar no verão: entenda o motivo

O calor típico do verão brasileiro é sinônimo de pés e mãos inchados para algumas pessoas. O incômodo é resultado de um processo natural do organismo no intuito de controlar a temperatura corporal entre 36ºC e 36,5ºC, a fim de manter o funcionamento padrão dos órgãos.

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MedicalNewsToday

Segundo o cirurgião vascular do Hospital Edmundo Vasconcelos, Walter Campos, esse controle de temperatura ocorre por meio da vasodilatação das artérias, que tendem a concentrar o calor nas extremidades e por isso, os pés e mãos são os mais afetados com o inchaço.

“O fluxo sanguíneo dos membros aumenta, dilatando as veias e causando uma maior pressão capilar- sistema responsável pela troca de nutrientes do sangue. Essa pressão tende a liberar líquidos no tecido, ocasionando o inchaço”, acrescenta.

Apesar de não ser uma sensação agradável, o médico esclarece que não há nada com que se preocupar e todos estão sujeitos a esse tipo de edema periférico em dias quentes. A atenção deve ser focada somente quando o inchaço apresentar características atípicas, como uma diferença de retenção de líquido entre os membros associada a vermelhidão.

“É importante que, quando surgir alguma característica diferente da habitual em dias de temperaturas altas, a pessoa procure um médico para investigar a causa e iniciar o tratamento adequado”, explica.

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Thinkstock

Infelizmente, não há maneiras de evitar esse inchaço natural. Segundo Campos, pode ser controlado com tratamento e uso de meias elásticas. E, diferentemente, do que muitos acreditam, a hidratação não ameniza o incômodo, é apenas essencial na reposição de líquidos perdidos pelo suor.

Fonte: Hospital Edmundo Vasconcelos

Adoçantes de stevia realmente são mais saudáveis?

Os malefícios atribuídos ao consumo do açúcar refinado levam à busca de alternativas mais saudáveis para adoçar os alimentos. Entre as opções naturais está a stevia, um arbusto herbáceo que há centenas de anos é usado para fins alimentares e medicinais e, de tempos pra cá, ganhou destaque nas prateleiras dos supermercados.

A nutricionista clínica do Hospital Edmundo Vasconcelos, Isadora Kaba Gomes, explica que adoçantes compostos por stevia estão em um patamar melhor que os adoçantes comuns. “Por serem produzidos por meio da extração das substâncias doces das folhas da planta, que passam por um processo de purificação, há muito menos procedimentos químicos na fabricação, tornando o produto mais saudável”, reforça.

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Os benefícios da planta vão além. Com poder de adoçar 300 vezes mais que o açúcar, a stevia não é metabolizada no organismo, e por isso apresenta taxas mínimas de calorias. Isadora esclarece que a maior parte do adoçante ingerido é usada por bactérias intestinais como fonte de energia, enquanto o restante é excretado nas fezes.

Outra importante vantagem mencionada pela especialista é a capacidade de redução de glicemia após as refeições em pacientes com diabetes tipo 2. Mas gestantes devem ficar atentas: ela aconselha que a stevia deva ser evitada antes de realizar exames de rastreamento ou diagnóstico de diabetes durante a gestação.

Mesmo com tantos pontos positivos, é preciso prestar atenção na quantidade indicada a ser consumida por dia. A nutricionista esclarece que a ingestão aceitável de adoçantes de stevia é de 10 mg/kg de peso corporal por dia. “No dia a dia deve ser usada de forma moderada, em líquidos ou preparações que necessitem ser adoçadas”, complementa.

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Foto: Live Science

A substância é reconhecida como segura pelas principais autoridades mundiais de saúde, como a European Food Safety Authority (EFSA) e a Joint FAO/WHO Expert Committee on Food Additives (JECFA), e pode ser consumida, sem prejuízo à saúde, por pacientes com diabetes, crianças, gestantes, lactantes e até mesmo por pacientes com fenilcetonúria- doença congênita que impede a quebra adequada das moléculas do aminoácido fenilalanina, que são impedidos de ingerir adoçantes sintéticos comuns.

Fonte: Hospital Edmundo Vasconcelos

Low Fodmap: dieta melhora desconfortos intestinais

Conviver com desconfortos intestinais, como cólicas, diarreia, constipação e gases, pode ser indício de sensibilidade a um grupo de alimentos composto por carboidratos de cadeia curta. Para sanar esses sintomas, entra em cena a dieta low fodmap, que tem como objetivo restringir por um período os alimentos que dificultam a digestão.

A nutricionista do Hospital Edmundo Vasconcelos, Silvia Ribeiro Messalem, tira as principais dúvidas sobre o protocolo. Confira:

1. O que é a dieta low fodmap?

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“Low Fodmap” é um termo em inglês (fermentable, oligosaccharides, disaccharides, monosaccharides and polyols) que usamos para dietas com restrição dos cinco tipos de carboidratos citados na sigla: monossacarídeos, dissacarídeos, fruto-oligossacarídeo, galacto-oligassacarídeo e polióis. Esses componentes são de cadeia curta, fermentativos e não digeridos pelo intestino delgado. Além de absorverem mais água para o meio intestinal, são rapidamente fermentados por bactérias, o que facilita o surgimento dos desconfortos intestinais.

2. É indicada para qualquer pessoa ou somente para quem tem intolerância? Quem deve seguir?

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O protocolo é indicado apenas a pacientes que tenham alguma indicação específica. Estudos apontam que a low fodmap seja capaz de controlar os sintomas da Síndrome do Intestino Irritável (SII), além de outras alterações gastrointestinais.

3. Quais sintomas indicam necessidade da dieta?

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Os sintomas mais comuns são: flatulência (gases), má digestão, distensão abdominal, constipação ou diarreia, cólicas, Síndrome do Intestino Irritável (SII) e disbiose – desequilíbrio da microbiota intestinal.

4. Quais são os benefícios dessa dieta?

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O protocolo, que envolve a retirada dos alimentos ricos em fodmap, auxilia no desaparecimento dos sintomas de desconforto intestinal, quando a causa realmente é alimentar. Porém, se os sintomas persistem mesmo com a exclusão dos alimentos, a dieta deve ser interrompida.

5. Os alimentos que serão excluídos por um tempo do cardápio do paciente causam desconforto em todo mundo? Como eles agem no organismo?

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Nem todos indivíduos apresentam problemas com a fermentação desses carboidratos. Porém, alguns podem manifestar sensibilidade com leve desconforto, enquanto outros, podem vir a ter sintomas. No atual cenário, é muito mais comum do que se pode imaginar, atender pacientes que relatam tais sintomas e desconfortos. Quanto à exclusão dos alimentos, é importante ressaltar que é feita somente com os carboidratos que não são bem absorvidos e completamente digeridos pelo organismo. Como eles são fermentados por bactérias, acabam causando um supercrescimento desses micro-organismos e, consequentemente, ocasionando outros problemas, como os desconfortos intestinais.

6. Neste período de restrição, há uma compensação com outros alimentos para manter a dieta saudável e equilibrada?

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Pixabay

Todo protocolo deve ser montado por um nutricionista, que indicará uma dieta equilibrada, com outros carboidratos, fibras, minerais e vitaminas que não estão listadas no fodmap. Com base nisso, o profissional tem como opção desenvolver receitas para o paciente com os alimentos permitidos, para que ele tenha várias opções disponíveis.

7. Por quanto tempo deve ser executada essa dieta?

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O protocolo deve ser seguido entre seis a oito semanas. Este período é o suficiente para que os sintomas desapareçam ou não, e após uma avaliação médica e nutricional, inicia-se a reintrodução dos alimentos de forma cautelosa, em pequenas quantidades e de forma isolada; com isso é possível identificar os grupos causadores do desconforto.

Confira quais são os alimentos considerados fodmaps:

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Foto: Mitaukano/Pixabay

Os monossacarídeos (frutose) podem ser encontrados, em sua forma natural, na maçã, pera, manga, aspargos e ervilha. Já em industrializados, nos alimentos com xarope de milho, xarope de frutose, como: mel artificial, biscoitos, refrigerantes e geleias.

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Foto: Hotblack

Os dissacarídeos (lactose) estão presentes no leite de vaca, de cabra, ovelha, queijo ricota e cottage. Assim como em produtos prontos como sorvete, iogurte e outros que contenham leite. Já os fruto-oligossacarideo (FOS), são encontrados na cebola, alho, trigo, centeio, beterraba, couve, entre outras frutas e legumes. Mas também em farinha de trigo, bolos, ketchup, maionese, carnes processadas como salsicha e presunto.

grao de bico

A lista continua com os galacto-oligossacarideo (GOS), que está presente na lentilha, grão-de-bico, feijão, grãos integrais de soja e em produtos que contenham esses alimentos.

xilitol

Por fim, os polióis estão na composição de frutas como pêssego, damasco, ameixa, abacate, e também em cogumelos, adoçantes com xilitol, manitol, sorbitol e produtos com glicerina.

Fonte: Hospital Edmundo Vasconcelos

Probióticos são realmente eficazes? Descubra benefícios desses organismos

O equilíbrio e a saúde do trato gastrointestinal têm apresentado uma importância sobre o restante do organismo muito maior do que se pode imaginar. As inúmeras bactérias presentes nesta região podem beneficiar ou atrapalhar o andamento natural do organismo. Para manter essa equação positiva, a nutricionista do Hospital Edmundo Vasconcelos, Silvia Ribeiro Messalem, aconselha fazer o uso frequente de probióticos e prebióticos.

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Segundo a especialista, o intestino humano é composto por milhões de bactérias, porém, para que se mantenham em equilíbrio, é preciso incluir os probióticos na rotina alimentar. “Para que a microbiota intestinal se mantenha saudável, e possa trazer muitos benefícios como a prevenção de doenças, manter fontes de probióticos vindas da alimentação ou dos probióticos industrializados é necessário”, explica a especialista.

As vantagens não se restringem só à prevenção de doenças, na lista de pontos positivos ainda é possível adicionar a melhora da função intestinal, auxílio na digestão e absorção de nutrientes, garantia do equilíbrio da microbiota intestinal, controle do excesso de peso, destacando-se o fortalecimento do sistema imunológico.

Segundo a nutricionista, o consumo pode ser feito por meio de produtos como iogurtes naturais, feitos com o tão falado kefir, leites fermentados, kombucha e alguns produtos orientais à base de soja. Entretanto, ela ressalta que muitos desses alimentos podem conter quantidade alta de açúcar, o que deve ser um alerta, além disso, muitos deles, para se manterem vivos, dependem de temperatura adequada, por serem termossensíveis.

“Essas peculiaridades, como a questão de temperatura, por exemplo, podem interferir na ação das bactérias se forem em alimentos. Por isso, muitos profissionais preferem indicar o produto pronto, seja manipulado em cápsula ou em pó liofilizado, até por uma questão da praticidade também”, cita.

Cada indivíduo necessita de um grupo específico de bactérias. “É preciso uma avaliação adequada para a identificação de quais cepas, ou seja, qual grupo de bactérias específico devem ser usados para apresentar melhoras nos sintomas referidos, afim de garantir maior benefício ao indivíduo. De modo geral, o mix de lactobacillus e bifidobactérias não é padrão, são sugeridos conforme os sinais e sintomas de cada paciente. Porém é necessário ficar atento, pois em altas doses pode gerar desconforto, gases e inchaço”, afirma a nutricionista.

Recomenda-se como melhor opção de horário uma dose antes de dormir, lembrando que, dependendo do caso, é possível administrar duas vezes ao dia, ou conforme orientação do nutricionista, aconselha Silvia.

mulher comendo iogurte

Não menos importante; incluir os prebióticos (fibras) na alimentação fará com que a microbiota intestinal seja nutrida e mantenha-se em crescimento, pois as fibras serão fermentadas pelas bactérias (probióticos) proliferando aquelas benéficas ao organismo.

Fonte: Hospital Edmundo Vasconcelos

Alguns mitos e verdades sobre o câncer de mama

O cenário do câncer de mama no Brasil e no mundo traz números expressivos. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), no país, quase 60 mil mulheres são atingidas pela doença por ano. A enfermidade está entre as mais comuns neste grupo, ficando atrás apenas do câncer de pele não melanoma, além de ser a número um no ranking de causa de morte por câncer no mundo.

Diante desta dimensão, o problema ainda gera muitas dúvidas. O mastologista do Hospital Edmundo Vasconcelos, Yong Kyun Joo, explica o que é mito e verdade sobre o assunto:

1. Realizar o autoexame todo mês e não sentir nada exclui a necessidade de fazer a mamografia?

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Mito: apesar de importante, o autoexame feito como única forma de prevenção não é um método eficaz para detectar o câncer de mama. Isso porque o indivíduo só consegue apalpar o nódulo cancerígeno quando ele está em estágios avançados. Portanto, se você tem 40 anos ou mais, deve fazer mamografia todos os anos.

2. Apenas quem tem casos na família pode ter câncer de mama?

Mito: devemos sempre valorizar os antecedentes familiares, principalmente em parentes de primeiro grau. Porém, cerca de 90% das pacientes com diagnóstico de câncer de mama não tem nenhum histórico familiar, ou seja, a maioria não tem um componente hereditário.

3. Ter filhos diminui a chance de ter câncer de mama?

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Foto: Pixabay

Verdade: a gestação é um dos principais fatores protetores para câncer de mama, principalmente antes dos 30 anos. Isso porque o tecido mamário só atinge a sua diferenciação completa com a gestação, tornando-se, desta forma, menos suscetível à transformação maligna.

4. Homens também podem ter câncer de mama?

Verdade: é muito mais raro, com uma proporção de 1/100, mas homens também podem ter câncer de mama. Neles, a doença aparece mais tardiamente, geralmente na sexta ou sétima década de vida.

5. O ultrassom de mamas é um bom substituto para a mamografia no rastreamento de câncer mamário?

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Mito: embora o ultrassom seja muito mais confortável, ele não é eficaz para rastreamento como método isolado. Apesar de amplamente utilizado, o seu principal papel é complementar à mamografia, que é ainda o principal exame para a detecção do câncer de mama.

Fonte: Hospital Edmundo Vasconcelos

Azeite extravirgem pode ser aliado do coração

Ouvir que o alimento tem gordura é um grande alerta para quem se preocupa com os níveis de colesterol no sangue. Mas, contrariando esse pensamento, o azeite de oliva é um bom exemplo de que é possível ter essa propriedade e trazer benefícios ao organismo, principalmente para a saúde do coração.

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De acordo com o cardiologista do Hospital Edmundo Vasconcelos, Lucas Velloso Dutra, por ter em sua composição ácidos graxos monoinsaturados e polifenóis com propriedades antioxidantes, o azeite é capaz de diminuir o colesterol ruim, LDL, e consequentemente, diminuir o riscos de problemas cardíacos.

A recomendação para que essas propriedades, classificadas como gorduras monoinsaturadas, sejam eficazes é que, concomitantemente com a sua ingestão, seja feita a diminuição do consumo de gorduras saturadas de origem animal, geralmente encontradas em produtos industrializados.

“Essa substituição pode reduzir os níveis de colesterol ruim, LDL, e manter os de colesterol bom, HDL. Com isso há diminuição da oxidação do LDL que está envolvido na formação de placas de gordura nas artérias- aterosclerose, responsável por doenças cardiovasculares como o infarto agudo do miocárdio”, explica o médico.

Para garantir os benefícios do azeite, o primeiro passo é reparar nas informações do produto ainda no momento da compra. A dica é optar apenas pelos tipos extravirgem, que possuem acidez menor que 0,8. O segundo passo, fica para o momento da preparação, que segundo Lucas Velloso Dutra deve ser preferencialmente usado em sua forma natural para evitar que perca suas propriedades.

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Foto: Oliva

“O azeite deve ser usado em quantidade moderada, com dose diária de 30g/dia e in natura, pois quando aquecido pode perder as propriedades que auxiliam na saúde. Uma boa opção é utilizar o produto para finalizar saladas e outros pratos”, recomenda.

Fonte: Hospital Edmundo Vasconcelos

Infecção no dente é risco para doença cardíaca? Entenda a relação

Quando se pensa em cuidar da saúde do coração, automaticamente lembramos a necessidade de manter o monitoramento dos principais fatores de risco, como colesterol e hipertensão. Apesar de estes elementos serem de grande influência, o cardiologista do Hospital Edmundo Vasconcelos, Lucas Velloso Dutra, alerta que uma simples infecção de dente também pode gerar risco de doença cardíaca.

O especialista explica que o problema pode ser causado quando uma bactéria se dissemina pela corrente sanguínea e atinge o órgão, ocasionando, então, comprometimentos.

“A doença cardíaca relacionada a uma infecção na cavidade oral é chamada de endocardite infecciosa (EI), que consiste na inflamação das válvulas cardíacas. Em casos mais graves é necessária a troca dessas válvulas”, complementa.

Apesar de infecção secundária na boca ser algo comum, o médico esclarece que as consequências ao coração comumente atingem pacientes que já possuem alguma predisposição, como cirurgia cardíaca prévia, problemas congênitos das valvas ou quadros clínicos em que existe diminuição da imunidade.

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A rapidez no diagnóstico e tratamento adequado são fundamentais para evitar a piora do quadro e evitar comprometimento do coração e outros órgãos, sem deixar de lado, é claro, o cuidado com a saúde bucal. O alerta fica para os primeiros sinais que são febre, mal estar, taquicardia e falta de ar. Dutra esclarece que após a detecção, o problema pode ser tratado apenas com antibiótico ou, em casos mais graves, uma cirurgia cardíaca.

Fonte: Hospital Edmundo Vasconcelos

Gosta de comer carne crua? Veja quais são os riscos desse hábito

Carne crua, seja ela bovina, de aves ou peixe, faz parte da cultura culinária e da rotina de alimentação de muitas pessoas. A escolha, no entanto, deve ser feita com atenção por oferecer riscos à saúde, como enfatiza a infectologista do Hospital Edmundo Vasconcelos, Clara Buscarini Leutewiler.

O alerta da especialista cabe pelo fato da carne crua apresentar maior probabilidade de contaminação por micro-organismos, como bactérias, vírus e protozoários. Apesar de o perigo existir em todas as categorias deste alimento, cada uma possui uma forma de transmissão diferente.

“O risco existe, porém, cada tipo de carne está associado a um micro-organismo. Por exemplo, na carne bovina e de porco podem ser encontrados salmonela, a shigella e escherichia-coli. Já no salmão, peixe bastante consumido, podem ser encontrados listeria ou o parasita Diphyllobothriumlatumisteria“, explica.

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Pixabay

Ainda que o consumo do frango cru não seja tão comum quanto o de carne bovina e de peixe, a médica explica que o perigo de ingerir a carne do animal sem estar cozida tem diferenças que estão ligadas a uma bactéria específica. Clara esclarece que, além da conhecida salmonela, que pode causar diarreia, febre, vômitos e náuseas, este tipo de carne pode conter a campylobacter.

Com nome complicado, o micro-organismo pode trazer consequências sérias à saúde, como o desenvolvimento da síndrome de Guillain-Barré, que causa paralisia e hepatite. A médica atenta para o fato de que lavar a carne não é suficiente para eliminar a bactéria, e pode ainda espalhá-la para outros alimentos.

“É importante explicar que para erradicar o problema de contaminação de qualquer carne é preciso que se cozinhe, asse ou frite em temperaturas superiores a 70 graus. Outros métodos não são eficazes e mantêm os riscos à saúde”, conclui.

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Outra importante dica é como identificar se a carne está apta para o consumo, seja crua ou não. Segundo a infectologista, a carne bovina e de porco devem apresentar gordura branca e firme, cor vermelho-brilhante e cheiro agradável. Já o frango e as aves estão adequados ao consumo quando a cor da pele variar do branco ao amarelo, e a superfície for brilhante e firme ao tato.

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No caso dos peixes, o sinal verde é quando os olhos estão arredondados, a guelra é vermelha, o cheiro é suave, a pele está brilhante e as escamas firmes. Outro indício que o animal está fresco é quando ao apertar a carne, ela volte à posição rapidamente. Além disso, não é indicado comprar quando não houver origem determinada e carimbo de inspeção do Ministério da Agricultura, denominado Serviço de Inspeção Federal (SIF).

Fonte: Hospital Edmundo Vasconcellos