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Rinite alérgica, asma e bronquite alérgica: entenda como minimizar os sintomas

Com o outono presente e a proximidade do inverno, quem sofre com as alergias respiratórias já sabe: em breve, vêm aí a temporada de espirros, coceiras no nariz e até falta de ar. Se muita gente convive com os sintomas das alergias respiratórias, poucos sabem fazer a distinção entre rinite alérgica, asma e bronquite alérgica. A alergologista do Hospital Edmundo Vasconcelos, Yara Mello, soluciona essa dúvida de forma rápida e explica: todas são reflexo da mesma doença.

Segundo a médica, a rinite alérgica e a asma, também conhecida como bronquite alérgica, são a manifestações da mesma doença e na grande maioria das vezes, são causadas por um quadro de Alergia Respiratória, diante de substâncias que ficam suspensas no ar, como os ácaros, epitélio de animais e polens, classificadas como aeroalérgenos.

“Algumas pessoas nascem com uma predisposição genética para desenvolver as alergias respiratórias e após o contato com os aeroalérgenos, desenvolvem anticorpos específicos responsáveis pela reação alérgica. Portanto, após a sensibilização, toda vez que tiver contato com os aeroalérgenos, terá uma reação inflamatória na mucosa do trato respiratório- que vai desde o nariz até o pulmão”, explica Yara Mello.

É a inflamação o elemento que causa os sintomas. Os mais comuns no caso da rinite alérgica são os espirros em sequência, coceira, coriza e obstrução nasal. No caso da asma, há crises de tosse, chiadeira e falta de ar – o que, nos casos mais graves, pode até mesmo levar à morte.

Para evitar isso, é importante que haja um tratamento adequado, além de um diagnóstico preciso. “Outras doenças como resfriado, sinusite e até mesmo refluxo gastroesofágico podem desencadear sintomas semelhantes às alergias respiratórias. Por isso, o ideal é escutar o paciente, realizar o exame físico e os testes alérgicos – que são rápidos e precisos”, complementa.

Com o diagnóstico fechado, o tratamento deve enfrentar tanto a causa do quadro quanto seus sintomas. De acordo com a especialista, para lidar com o agente causador da alergia só há duas maneiras: a imunoterapia, conhecida como vacina, e o controle do ambiente, que consiste em evitar o contato com as substâncias que causam a inflamação. Já para os momentos de crise, os antialérgicos, broncodilatadores, podem ser indicados pelo médico para cessar os incômodos sintomas.

“Geralmente esses medicamentos agem bloqueando a histamina, uma das principais substâncias liberadas na reação alérgica. De forma rápida e segura, eles interrompem os sinais da rinite alérgica principalmente. Mas é sempre importante reforçar que é preciso realizar acompanhamento médico e que o uso dos medicamentos deve ocorrer após indicação de um profissional”, conclui.

Fonte: Hospital Edmundo Vasconcelos

Altas temperaturas e suor excessivo: o que fazer?

Nos dias quentes de verão, após a prática de atividade física ou mesmo em situações emocionais, a transpiração ganha a cena. O suor é uma reação importante do organismo para manter o controle de temperatura do corpo. No entanto, esse mecanismo pode ter um comportamento amplificado para quem sofre com a hiperidrose. Segundo a dermatologista do Hospital Edmundo Vasconcelos, Isis Veronez Minami, os pacientes que convivem com o quadro suam de forma excessiva até mesmo em repouso.

Uma das condições que define isso é o hiper funcionamento das glândulas sudoríparas – quadro que pode começar já aos primeiros sinais da adolescência e pode ser classificado como hiperidrose primária. Mas há outras causas para o excesso de suor, como uso de medicações ou o efeito de condições patológicas como a menopausa, infecções ou tumores. Nesses casos, a hiperidrose é do tipo secundária.

Apesar dos diferentes agentes desencadeantes do efeito, uma coisa é certa: a estação mais quente do ano é um momento difícil para os pacientes que convivem com o quadro. A dermatologista explica, que apesar de não existir cura, alguns hábitos e tratamentos são eficientes em amenizar os desconfortos causados pela transpiração abundante. “Nem sempre há como evitar a exposição às altas temperaturas, mas pode-se optar por roupas de tecidos naturais, procurar ambientes mais frescos e arejados, evitar ficar ao sol e até mesmo entender os fatores que pioram a condição, como o estresse, por exemplo, para evitar a situação”, comenta a médica.

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Além da atenção às causas que desencadeiam o quadro, há diferentes tipos de tratamento para a condição, que variam conforme a intensidade do problema. Entre as alternativas medicamentosas há loções antitranspirantes, medicações para consumo por via oral ou injetável – como no caso da toxina botulínica – ou até mesmo a opção cirúrgica. “Há uma gama grande de possibilidades capazes de amenizar esse desconforto que pode causar em algumas pessoas constrangimento e ansiedade”, diz.

Alguns pacientes com hiperidrose podem sofrer com outra condição, a bromidrose – ou o mau cheiro causado pela colonização de bactérias nos locais de maior produção de suor. “É comum existir essa associação. Esse é um motivo de queixa muito ouvido em consultório. Mas é importante reforçar que esse é um quadro que pode ser facilmente solucionado. Muitas vezes, conseguimos melhorar a bromidrose mesmo com a pessoa mantendo a hiperidrose. Em outros casos, ambos os quadros são amenizados”, conclui.

Fonte: Hospital Edmundo Vasconcelos

Café da manhã é essencial para controle glicêmico no diabetes

O tradicional conselho sobre a importância de alimentar-se bem e de forma balanceada ainda nas primeiras horas após acordar é uma dica especialmente relevante quando se trata de pessoas com diabetes. O café da manhã tem papel fundamental no controle de glicemia no sangue, independentemente se há prescrição de um tratamento medicamentoso ou não.

O motivo, segundo a nutricionista do Centro Médico de Especialidades do Hospital Edmundo Vasconcelos Isadora Kaba Gomes, é que um café da manhã saudável implica menor probabilidade de busca por alimentos mais calóricos e gordurosos ao longo do dia. “Quando o diabético não se alimenta bem pela manhã, fica mais suscetível a consumir alimentos ricos em açúcares e farinhas refinadas durante o dia. Ou seja, algo que colabora de modo inadequado para o quadro da glicemia”, conta.

Outro fator que torna a primeira refeição do dia essencial à saúde deste público é a prevenção de hipoglicemia, principalmente em pacientes que fazem uso de insulina ou outros medicamentos para controlar o diabetes. A condição é caracterizada pela queda da taxa de açúcar no sangue e pode ocasionar tontura, palidez e confusão mental. “Dependendo da ingesta de alimentos realizada e principalmente do fato de haver prolongamento do jejum, esse risco fica maior”, explica a especialista.

A nutricionista do Hospital Edmundo Vasconcelos recomenda que as escolhas do cardápio para que o café da manhã seja saudável e balanceado contenham opções como leite semidesnatado e iogurte desnatado; frutas como banana, morango e mamão; e fibras, na forma de pão ou torradas integrais. “É válido que essas opções respeitem a individualidade de cada um e que sejam sugeridas por um especialista”, reforça.

Sugestões de cardápio:

Foto meramente ilustrativa: Virtual Saúde

Opção 1:
100 ml de leite semidesnatado + 50ml de café coado
1 fatia de pão 100% integral na chapa + 1 fatia média de queijo branco
½ mamão papaia + 1 colher (sopa) de semente de chia

Opção 2:
200ml de água de coco
2 torradas integrais + 2 colheres (sopa) de cottage temperado
3 colheres (sopa) de abacate ou avocado

Fonte: Hospital Edmundo Vasconcelos

Saúde mental e intestino: conexão pode provocar alterações no sistema digestório e pede atenção

Ontem, 10 de outubro, comemoramos o Dia Mundial da Saúde Mental e já está demonstrada a importância do eixo intestino-microbiota-cérebro. Afinal, o intestino é nosso segundo cérebro, portanto, a saúde mental e o intestino estão mais interligados do que você pode imaginar.

A conexão entre o cérebro e o sistema digestório é considerada uma via de mão dupla e, por isso, quando há alterações em algum deles, é possível observar reflexos tanto mentais como intestinais. Para explicar esta ligação, a proctologista do Hospital Edmundo Vasconcelos, Maristela Gomes, adianta que todo este processo é complexo e envolve alimentação, qualidade de vida, sistema nervoso, flora intestinal e enzimas.

Para facilitar a compreensão, vale destacar que o intestino apresenta uma grande quantidade de neurônios e responde a estímulos do cérebro. Em casos de estresse, ansiedade e depressão, por exemplo, há uma redução de oxigenação e até mesmo do fluxo sanguíneo para o órgão, o que leva a mudanças significativas em seu funcionamento.

“Nestas situações, o organismo reduz a oxigenação e prioriza o fluxo sanguíneo para algumas partes específicas. Isso interfere na digestão e na absorção de nutrientes, traz mudanças para a flora intestinal e promove o aumento de substâncias deletérias”, explica a médica. Segundo Maristela Gomes, essas alterações podem resultar em sinais como o aumento de gases e de diarreia durante o período em que houver a alteração emocional.

Na contramão, alterações na flora intestinal podem sinalizar tendência a doenças como Alzheimer, depressão e autismo. “Sabemos que existem alguns tipos de flora intestinal que aumentam a chances do desenvolvimento destas doenças. Apesar de ser algo individualizado e que ainda não é completamente esclarecido, é muito importante manter essa região equilibrada”, comenta a proctologista.

Para conquistar esse equilíbrio, é preciso manter uma dieta saudável, rica em fibras, com pouca gordura e evitar a ingestão de alimentos condimentados. Outra indicação é incluir o consumo de prebióticos, praticar regularmente da atividade física e manter o cuidado com a saúde mental. “A flora saudável é essencial para garantir que a troca de informações do intestino com o cérebro ocorra com menos interferências, além de garantir melhores condições metabólicas e imunológicas”, ressalta a especialista.

Como avaliar alterações do sistema digestório?

Foto: News Medical

Apesar da conexão entre saúde mental e intestino, não se deve generalizar problemas intestinais e tratar todos como resultado de ansiedade, depressão ou quadros de estresse. De acordo com a proctologista do Hospital Edmundo Vasconcelos, Maristela Gomes, o surgimento de algum tipo alteração intestinal deve ser um sinal de alerta para procurar um especialista e afastar a possibilidade de doenças graves.

“Nem toda alteração é ocasionada por estresse, ansiedade e depressão e essas doenças não podem retardar a investigação de problemas como intolerâncias, retocolite, doença de Crohn e até mesmo o câncer de intestino”, conclui.

Fonte: Hospital Edmundo Vasconcelos

Sono na pandemia: dormir mais que o habitual deve ser um sinal de atenção

Neste longo período de pandemia, os reflexos físicos e mentais já deixaram de ser previsões para tornarem realidade para boa parte da população. A queda na qualidade do sono não ficou de fora dessa lista de efeitos externos que impactam na regulação rítmica de diversos processos fisiológicos do organismo. Segundo o otorrinolaringologista do Hospital Edmundo Vasconcelos, Ronaldo dos Reis Américo, é preciso atentar ao volume de sono, desmistificando a percepção de que dormir por mais horas significa eficiência do sono.

O especialista afirma que dormir por mais tempo de maneira rotineira pode indicar distúrbios de latência e baixa eficiência do sono. “Neste período pandêmico, pesquisas nacionais recentes mostram que os distúrbios de sono atingem até 50% da população do país. E, entre as mudanças, está o aumento do volume de horas de sono, sem que haja como reflexo a ampliação da qualidade deste ato”, conta Américo

Dormir por mais horas já é uma rotina na vida de aproximadamente 26% dos brasileiros, como cita o artigo ‘Fatores associados ao comportamento da população durante o isolamento social na pandemia de Covid-19’. O otorrinolaringologista do Edmundo Vasconcelos lembra que é preciso atenção a essa realidade pois o sono tem papel fundamental na saúde. “É durante este momento do dia que regulamos a homeostase do corpo, liberamos grande carga de hormônios e consolidamos a memória”, enfatiza.

Além do maior volume de horas de sono, o cenário de tensão vem colaborando para mais insônia, sonolência excessiva diurna (SED), dificuldade de dormir e acordar em horários propostos e anormalidades comportamentais ligadas ao sono. De acordo com Américo, é importante dar atenção a esse hábito a fim de evitar que as alterações se tornarem crônicas, com efeitos duradouros e tratamento mais difícil.

Para evitar essas consequências, o médico aconselha seguir medidas de higiene de sono e nunca fazer uso indiscriminado de medicamentos sem supervisão médica, uma vez que eles podem gerar efeitos colaterais significativos e interagir de forma negativa com outras substâncias.

Como pôr em prática a higiene do sono:
• Opte por atividades mais calmas após o anoitecer;
• Diminua, de forma progressiva, a luminosidade do ambiente;
• Reduza o uso de aparelhos eletrônicos emissores de luminosidade como televisores e computadores;
• Estabeleça uma rotina para o sono, com horário estabelecido para dormir e acordar.

Fonte: Hospital Edmundo Vasconcelos

Dez sintomas que indicam que é necessário procurar um pronto atendimento

A pandemia da Covid-19 tornou o cuidado com a saúde prioridade, obrigando todos a adicionar novos hábitos ao cotidiano para prevenir a infecção pelo vírus. Mas essa precaução acarretou um novo sentimento: o receio de procurar um pronto atendimento por medo do novo coronavírus. A atitude, no entanto, pode ser ainda mais perigosa e acarretar consequências sérias ao organismo, até mesmo fatais.

O alerta é reafirmado pela gerente do Pronto-Socorro do Hospital Edmundo Vasconcelos, Denise Fonseca, que explica que o receio não pode estar acima de uma urgência médica. “No Edmundo Vasconcelos, o atendimento no pronto-socorro é seguro e efetuado em uma estrutura distinta daquela que recebe pacientes com sintomas de síndrome gripal”, explica. “Por isso, é preciso ficar atento aos sinais de que se necessita avaliação com rapidez e, em caso positivo, procurar ajuda”, acrescenta.

Para auxiliar nesta decisão importante, Denise lista dez sintomas que não devem ser ignorados e exigem uma visita ao atendimento de urgência. Ela lembra que a morosidade em buscar ajuda, nesses casos, pode gerar problemas sérios à saúde. “Ao verificar um desses indícios, não adie. Precisamos nos prevenir contra a Covid-19, mas não ignorar outras doenças. Elas não deixaram de existir”, enfatiza.

Dez sintomas mais indicados para procurar um pronto-socorro:

=Perda de consciência
=Sinais de confusão mental
=Dificuldade ao falar, enrolando a língua
=Perda de movimento repentino

=Visão turva, tontura, perda de visão
=Palpitação

=Dor no peito
=Dificuldade para respirar
=Tosse ou vômito com sangue
=Trauma e fratura

Fonte: Hospital Edmundo Vasconcelos

Beber muita água é sempre positivo: mito ou verdade?

Um dos conselhos mais difundidos junto a quem procura uma vida saudável é beber bastante água. Quem nunca escutou que é preciso consumir, no mínimo, dois litros do líquido por dia? Apesar da importância para o bom funcionamento dos rins e de outros sistemas do organismo, é necessário cautela na hora de seguir esta recomendação.

Segundo o urologista do Hospital Edmundo Vasconcelos, Sandro Nassar, dentro das patologias renais, há tanto as que demandam alto consumo de água quanto as que exigem cuidado com o volume ingerido. 

No cenário mais amplo, a orientação para consumo abundante de água está associada essencialmente a dois fatores: desidratação e formação de cálculos renais. O primeiro fator, segundo o médico, tem maior risco de ocorrer entre crianças e idosos que tendem a ter quadros de vômitos e diarreia mais frequentes. “A perda de líquido por esses meios pode gerar desidratação, que aumenta a chance de insuficiência renal. Para evitar isso, indicamos uma ingesta satisfatória de água diariamente”, complementa. 

Do outro lado, quando existe diagnóstico de insuficiência renal, a orientação vai na contramão: a ideia é que o consumo de líquido se torne cada vez mais restrito conforme a gravidade do problema. Nassar explica que nestes casos, o rim tem uma incapacidade de filtração e, se a demanda hídrica for alta, ocorre inchaço. 

“A perda da função do rim pode ocorrer por diferentes motivos, como uso de medicamentos, diabetes e hipertensão. Para os pacientes com o quadro, é preciso limitar o consumo de qualquer líquido, até mesmo os presentes nos alimentos, para evitar inchaço – que geralmente é percebido nas pernas. Em casos graves, por exemplo, essa ingestão pode ser de no máximo 800 ml ao dia”.

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O urologista ressalta, no entanto, que para uma população saudável e que mantém acompanhamento médico constante, a dica de consumo de 1,5 a 2 litros de água por dia pode ser seguida. “Essa é uma orientação generalizada que auxilia na prevenção de cálculo renal. Porém, vale ressaltar que essa quantidade não vai impedir o problema em todos. Algumas pessoas vão necessitar de mais líquido, por isso é preciso sempre ter um acompanhamento médico”, conclui. 

Fonte: Hospital Edmundo Vasconcelos

Cozimento é o método mais eficaz para eliminar os antinutrientes da dieta

Manter uma alimentação saudável e benéfica ao organismo vai além da escolha dos alimentos no mercado. O cuidado com a preparação, até mesmo dos alimentos de origem vegetal, que detém inúmeros nutrientes, deve estar presente na rotina. Isso porque, segundo a nutricionista do Hospital Edmundo Vasconcelos, Ariane Braz, o ideal é eliminar compostos químicos classificados como antinutrientes das refeições.

Apesar de pouco comentados, os antinutrientes estão presentes nos vegetais, grãos, verduras e frutas, e podem interferir na digestão, absorção de nutrientes e, até mesmo, causar reações adversas do organismo. “Essas substâncias atrapalham a digestão e absorção das proteínas, carboidratos, vitaminas e minerais, diminuindo o valor nutritivo dos alimentos. Em concentrações elevadas, provocam gases, flatulências e deficiência de vitaminas e minerais”, explica a nutricionista.

A fim de evitar essas consequências e garantir o que há de melhor no produto, é preciso alguns cuidados na preparação da comida. Segundo Ariane Braz, a prática mais eficiente é o cozimento dos alimentos de origem vegetal, apesar da perda de nutrientes que o processo acarreta. “Quando comparamos os riscos e benefícios, o processo acaba sendo vantajoso. Pois as altas temperaturas conseguem eliminar esses componentes que não são tão benéficos ao organismo”, reforça.

Além desta alternativa, o remolho – que consiste em deixar os alimentos de molho por algumas horas – entra como método adicional nesta busca por alimentos mais saudáveis. Ariane Braz atenta a maneira correta de realizar a técnica: “É preciso respeitar, no mínimo, 12 horas de remolho, desprezar a primeira água, e usar uma nova para o cozimento”, alerta. “No caso dos vegetais como espinafre, beterraba e acelga, o correto é prepará-los com água fervente e dispensar a primeira água de cozimento”, complementa.

Como eliminar os antinutrientes:

Deixar os alimentos de origem vegetal por, pelo menos, 12 horas de remolho. Troque a água para realizar o cozimento.

Mesmo após este processo, é indicado cozinhar os alimentos. As altas temperaturas são mais eficazes no processo de eliminar essas substâncias.

No caso dos vegetais como espinafre, beterraba e acelga, o correto é prepará-los com água fervente e dispensar a primeira água de cozimento.

Fonte: Hospital Edmundo Vasconcelos

Convocação de doadores de sangue urgente

Alerta de risco de falta de sangue, Banco de Sangue de São Paulo necessita de doação do tipo ‘O negativo’

O Banco de Sangue de São Paulo está com os estoques de sangue tipo O- (negativo) em estado crítico, cujo déficit está em 50%, sob risco de falta para casos emergenciais. Por isso, está convocando os doadores para que se sensibilizem e compareçam ao local para, mais do que nunca, praticar esse gesto voluntário de doar sangue e reverter essa situação.

O sangue ‘O negativo’ é considerado universal e pode ser transfundido em qualquer pessoa, pois, em casos de extrema urgência, quando não há tempo para exames que comprovem qual o tipo de sangue do paciente, ele é utilizado pelos hospitais. Por isso, esse tipo sanguíneo é de fundamental importância e não pode faltar nos bancos de sangue.

O Banco de Sangue de São Paulo alerta: “O seu tipo sanguíneo salva muitas vidas, então, se você está saudável e pode doar, venha fazer a sua doação o quanto antes”!

Requisitos básicos para doação de sangue:
• Apresentar um documento oficial com foto (RG, CNH, etc.) em bom estado de conservação;
• Ter idade entre 16 e 69 anos desde que a primeira doação seja realizada até os 60 anos (menores de idade precisam de autorização e presença dos pais no momento da doação);
• Estar em boas condições de saúde;
• Pesar no mínimo 50 kg;
• Não ter feito uso de bebida alcoólica nas últimas 12 horas;
• Após o almoço ou ingestão de alimentos gordurosos, aguardar 3 horas. Não é necessário estar em jejum;
• Se fez tatuagem e/ou piercing, aguardar 12 meses. Exceto para região genital e língua (12 meses após a retirada);
• Se passou por endoscopia ou procedimento endoscópico, aguardar 6 meses;
• Não ter tido gripe ou resfriado nos últimos 30 dias;
• Não ter tido Sífilis, Doença de Chagas ou AIDS;
• Não ter diabetes em uso de insulina;
Consulte a equipe do banco de sangue em casos de hipertensão, uso de medicamentos e cirurgias.

Critérios específicos para o Coronavírus:
• Candidatos que apresentaram sintomas de gripe e/ou resfriado devem aguardar 30 dias após cessarem os sintomas para realizar doação de sangue;
• Candidatos que viajaram para o exterior devem aguardar 14 dias após a data de retorno para realizar doação de sangue;
• Candidatos à doação de sangue que tiveram contato, nos últimos 30 dias, com pessoas que apresentaram diagnóstico clínico e/ou laboratorial de infecções pelos vírus SARS, MERS e/ou 2019-nCoV, bem como aqueles que tiveram contato com casos suspeitos em avaliação, deverão ser considerados inaptos pelo período de 14 dias após o último contato com essas pessoas;
• Candidatos à doação de sangue que foram infectados pelos SARS, ERS e/ou 2019-nCoV, após diagnóstico clínico e/ou laboratorial, deverão ser considerados inaptos por um período de 30 dias após a completa recuperação (assintomáticos e sem sequelas que contraindique a doação).

Ilustração: Kalhh/Pixabay

Banco de Sangue de São Paulo

Unidade Paraíso
Endereço: Rua Tomas Carvalhal, 711 – Paraíso-Tel.: (11) 3373-2000
Atendimento: Segunda a sexta, das 8h às 17h, e sábado, das 08h às 16h
Estacionamento gratuito Hotel Matsubara – Rua Tomas Carvalhal, 480
Unidade Hospital Edmundo Vasconcelos

Unidade Hospital Edmundo Vasconcelos
Endereço: Rua Borges Lagoa, 1450 – Vila Clementino-Tel.: (11) 5080-4435
Atendimento: segunda a sexta-feira, das 8h às 12h
Estacionamento gratuito.

Rinite sem tratamento impacta negativamente até o sono e a produtividade

Conviver com a rinite sem tratamento adequado tem impactos significativos que vão além dos incômodos mais comuns, como espirro, coriza, coceira e obstrução nasal. O problema, segundo a alergologista do Hospital Edmundo Vasconcelos, Yara Mello, atrapalha a qualidade do sono e, consequentemente, a produtividade e atenção de quem sofre com a inflamação do nariz.

“A doença é bastante prevalente no Brasil e atinge entre 20% e 30% da população, com consequências socioeconômicas importantes. Uma pessoa que oxigena mal também tem sono de qualidade menor, o que influencia diretamente no aprendizado, na produtividade e até mesmo no convívio social. Débito de sono implica pior humor”, explica a médica.

Andrea Piacquadio/Pexels

Os efeitos negativos ocorrem pela persistência da inflamação no nariz, que fica sensível a qualquer contato com alérgenos, como ácaros, pólen e epiteliais de animais. “Ao contato com essas substâncias, há uma reação imunológica que desencadeia a crise da rinite”, esclarece. “É neste momento que as pessoas passam a acreditar ter alergia a tudo, quando, de fato, o quadro não é exatamente esse”, ressalta a médica.

A confusão citada pela alergologista pode ser solucionada com o diagnóstico correto e a escolha adequada do recurso terapêutico a ser adotado. Esses dois pontos, segundo Yara Mello, são imprescindíveis para melhorar a qualidade de vida do paciente, visto que existem diversas causas da rinite, sendo a mais comum a alérgica.

“É preciso ter em mente que a doença tem diferentes causas, como, por exemplo, fatores irritantes, medicamentos, mudança de temperatura climática e a alérgica. Só a partir da história do paciente e dos resultados de exames é possível descobrir corretamente a qual item a pessoal é mais sensível”, exemplifica.

Mojca J/Pixabay

Com esse primeiro passo concluído, é feita a escolha do tratamento mais indicado, que varia conforme a resposta do organismo. “Existe tratamento e controle. É preciso compreender que o nariz é um órgão de extrema importância, e por isso, não se deve deixar de tratar a rinite e habituar-se aos sintomas”, conclui.

Fonte: Hospital Edmundo Vasconcelos