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Infecção no dente é risco para doença cardíaca? Entenda a relação

Quando se pensa em cuidar da saúde do coração, automaticamente lembramos a necessidade de manter o monitoramento dos principais fatores de risco, como colesterol e hipertensão. Apesar de estes elementos serem de grande influência, o cardiologista do Hospital Edmundo Vasconcelos, Lucas Velloso Dutra, alerta que uma simples infecção de dente também pode gerar risco de doença cardíaca.

O especialista explica que o problema pode ser causado quando uma bactéria se dissemina pela corrente sanguínea e atinge o órgão, ocasionando, então, comprometimentos.

“A doença cardíaca relacionada a uma infecção na cavidade oral é chamada de endocardite infecciosa (EI), que consiste na inflamação das válvulas cardíacas. Em casos mais graves é necessária a troca dessas válvulas”, complementa.

Apesar de infecção secundária na boca ser algo comum, o médico esclarece que as consequências ao coração comumente atingem pacientes que já possuem alguma predisposição, como cirurgia cardíaca prévia, problemas congênitos das valvas ou quadros clínicos em que existe diminuição da imunidade.

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A rapidez no diagnóstico e tratamento adequado são fundamentais para evitar a piora do quadro e evitar comprometimento do coração e outros órgãos, sem deixar de lado, é claro, o cuidado com a saúde bucal. O alerta fica para os primeiros sinais que são febre, mal estar, taquicardia e falta de ar. Dutra esclarece que após a detecção, o problema pode ser tratado apenas com antibiótico ou, em casos mais graves, uma cirurgia cardíaca.

Fonte: Hospital Edmundo Vasconcelos

Gosta de comer carne crua? Veja quais são os riscos desse hábito

Carne crua, seja ela bovina, de aves ou peixe, faz parte da cultura culinária e da rotina de alimentação de muitas pessoas. A escolha, no entanto, deve ser feita com atenção por oferecer riscos à saúde, como enfatiza a infectologista do Hospital Edmundo Vasconcelos, Clara Buscarini Leutewiler.

O alerta da especialista cabe pelo fato da carne crua apresentar maior probabilidade de contaminação por micro-organismos, como bactérias, vírus e protozoários. Apesar de o perigo existir em todas as categorias deste alimento, cada uma possui uma forma de transmissão diferente.

“O risco existe, porém, cada tipo de carne está associado a um micro-organismo. Por exemplo, na carne bovina e de porco podem ser encontrados salmonela, a shigella e escherichia-coli. Já no salmão, peixe bastante consumido, podem ser encontrados listeria ou o parasita Diphyllobothriumlatumisteria“, explica.

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Ainda que o consumo do frango cru não seja tão comum quanto o de carne bovina e de peixe, a médica explica que o perigo de ingerir a carne do animal sem estar cozida tem diferenças que estão ligadas a uma bactéria específica. Clara esclarece que, além da conhecida salmonela, que pode causar diarreia, febre, vômitos e náuseas, este tipo de carne pode conter a campylobacter.

Com nome complicado, o micro-organismo pode trazer consequências sérias à saúde, como o desenvolvimento da síndrome de Guillain-Barré, que causa paralisia e hepatite. A médica atenta para o fato de que lavar a carne não é suficiente para eliminar a bactéria, e pode ainda espalhá-la para outros alimentos.

“É importante explicar que para erradicar o problema de contaminação de qualquer carne é preciso que se cozinhe, asse ou frite em temperaturas superiores a 70 graus. Outros métodos não são eficazes e mantêm os riscos à saúde”, conclui.

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Outra importante dica é como identificar se a carne está apta para o consumo, seja crua ou não. Segundo a infectologista, a carne bovina e de porco devem apresentar gordura branca e firme, cor vermelho-brilhante e cheiro agradável. Já o frango e as aves estão adequados ao consumo quando a cor da pele variar do branco ao amarelo, e a superfície for brilhante e firme ao tato.

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No caso dos peixes, o sinal verde é quando os olhos estão arredondados, a guelra é vermelha, o cheiro é suave, a pele está brilhante e as escamas firmes. Outro indício que o animal está fresco é quando ao apertar a carne, ela volte à posição rapidamente. Além disso, não é indicado comprar quando não houver origem determinada e carimbo de inspeção do Ministério da Agricultura, denominado Serviço de Inspeção Federal (SIF).

Fonte: Hospital Edmundo Vasconcellos

Metabolismo influencia no ganho de peso?

É comum que as questões de ganho e perda de peso sejam associadas ao ritmo do metabolismo e à genética. Mas será que isso realmente influencia o processo? De acordo com a endocrinologista do Hospital Edmundo Vasconcelos, Tenille Battistella Rodrigues, a interferência existe, mas não impede bons resultados na conquista de objetivos com a balança.

Com incumbência de reger o funcionamento do organismo, o metabolismo é responsável pela produção de substâncias do corpo e liberação de energia. A médica explica que essas atividades são definidas como anabolismo e catabolismo, respectivamente.

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Neste contexto, está o tão falado gasto energético, que está longe de ser somente a perda de peso. A endocrinologista esclarece que o total liberado de energia é dividido em três ações: gasto energético basal, efeito térmico do exercício e termogênese alimentar.

“A maior parte desse processo, ou seja, cerca de 70% a 75% é gasto energético basal, ou seja, o utilizado pelo organismo para manter funções vitais como respiração e batimentos cardíacos. Outros 15% a 20% estão relacionados ao gasto de energia provocado pela atividade física, que varia de acordo com o tipo, intensidade, tempo e frequência. E por fim, os últimos 10%, estão ligados à digestão e metabolização dos alimentos, que também sofre interferência dependendo da quantidade, composição e temperatura do que é ingerido”, esclarece.

A médica ainda conta que, de fato, o ritmo não é igual para todos e pode mudar conforme a idade, gênero, quantidade de massa magra, função tireoideana e genética. “A partir dos 30 anos já se inicia uma queda que tende a piorar com o envelhecimento. No caso das mulheres, a menopausa intensifica este processo, pois há uma perda da massa muscular que é substituída por tecido adiposo, que tem menor valor metabólico”, conclui.

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Ilustração: Karuna.com

A genética não fica de fora, pois é responsável por 80% do metabolismo, porém, a endocrinologista garante que é possível ter bons resultados quando a intensão é, por exemplo, a perda de peso. E a melhor forma para isso é praticar atividade física regular, ter alimentação saudável- evitando consumo de açúcar e industrializados, e não se esquecer de ingerir proteínas. Além disso, dormir bem e evitar o estresse são sempre bons aliados.

Fonte: Hospital Edmundo Vasconcelos

Quer reduzir açúcar da sua alimentação? Comece a ler o rótulo dos produtos

Associado ao diabetes, obesidade, envelhecimento precoce, síndrome metabólica e aumento no risco de doenças cardiovasculares entre vários outros problemas, o açúcar está presente em diversos alimentos comuns no nosso dia a dia e das mais variadas formas. E às vezes nem nos damos conta.

A recomendação atual da OMS (Organização Mundial da Saúde) é de que o consumo diário de açúcar não ultrapasse 50 gramas, mas segundo a mesma organização o ideal para a saúde seria limitar a 25 gramas (cerca de quatro colheres).

Essa conta inclui não apenas o açúcar que adicionamos no leite ou cafezinho, mas também aquele açúcar que vem nos produtos alimentícios como refrigerantes, ketchup, molhos, chocolate etc.

Por isso, uma estratégia importante para reduzir a ingestão de açúcar é ler o rótulo dos alimentos. É que o primeiro nome que aparece na lista de ingredientes na embalagem é o daquele que está presente em maior quantidade na composição do produto. Com essa prática, é possível começar a criar uma consciência sobre os tipos de produtos que levam mais ou menos açúcar e tentar equilibrar o seu consumo.

Para a endocrinologista do Hospital Edmundo Vasconcelos, Monica Moromizato, a alimentação equilibrada com menos açúcar é fundamental para evitar doenças e ter uma vida mais saudável.

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De acordo com a especialista, a energia que nosso organismo precisa pode vir de alimentos como, por exemplo, frutas, de 3 a 4 por dia, e grãos integrais, como pão, arroz, massas integrais e quinoa, considerados carboidratos complexos e com absorção mais lenta pelo organismo. Nesta lista, cabe adicionar também a batata doce e tapioca.

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Foto: Lindley

Para quem precisa perder peso, ela alerta que abusar dos sucos naturais pode ser um erro. “Por ser rico em frutose, o suco natural tem alto índice de caloria, o que acaba tornando-o um inimigo da dieta. Neste caso, prefira sucos de frutas cítricas como limão, maracujá e caju, e os chás, desde que não sejam industrializados. Também que é possível substituir o açúcar refinado comum por adoçantes naturais como stevia e xilitol”, explica.

Fonte: Hospital Edmundo Vasconcelos

Curte festas juninas? Saiba equilibrar comidas e bebidas para não sabotar a dieta

A temporada de Festas Juninas ainda se estende pelo país, e para muitos, essa é uma das melhores épocas do ano. Não só pelas férias escolares que se aproximam, mas, principalmente, pelas tradicionais festas e seu cardápio muito especial.

A nutricionista do Hospital Edmundo Vasconcelos, Isadora Kaba Gomes, explica que para não sabotar a dieta e, ainda assim, aproveitar esse período, o nome do jogo é: equilíbrio. É preciso saber o que está consumindo e dosar as quantidades.

Uma sugestão é adotar uma alimentação mais regrada durante a semana para poder se dar ao luxo de aproveitar sem muita culpa as delícias das festas – mas sempre sem exageros.

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É importante também lembrar que as bebidas alcoólicas são bastante calóricas. Por isso, sempre que escolher um prato com alto teor de carboidrato é aconselhável moderar no quentão e no vinho quente.

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O açúcar, que também costuma estar presente de forma marcante nos doces típicos desta época, é outro item que exige atenção. “Além do ganho de peso, seu consumo exagerado predispõe a alterações dos índices de glicemia e triglicérides”, diz Isadora.

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Pixabay

A especialista alerta ainda para as “pegadinhas” dos alimentos termogênicos, ou seja, aqueles que aceleram o metabolismo e favorecem o emagrecimento, caso da canela e do gengibre. “Esses alimentos são realmente termogênicos, mas só funcionam quando estão associados a bebidas pouco calóricas, como águas aromatizadas, por exemplo”.

Fonte: Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos

Praticar atividade física no inverno requer atenção especial

As baixas temperaturas, o ar seco e a desidratação – devido à baixa ingestão de líquidos – são alguns dos principais problemas ao se exercitar durante o inverno, relatados pela médica do esporte do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, Silvana Vertematti.

Entre as diferenças de realizar exercícios, principalmente ao ar livre, nesta época do ano, estão a motivação, umidade do ar, sensação térmica e sudorese.

“A necessidade metabólica aumentada provoca sudorese que, devido à menor temperatura do ar, não evapora tão facilmente das roupas. Por isso, é importante trocá-las com maior frequência”, explica. “Apesar da baixa temperatura, a hidratação também é muito importante, principalmente para repor as perdas pela sudorese, que não são tão evidentes como no verão”, complementa a médica.

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Silvana salienta que no inverno também há mais chances de desenvolver algum tipo de lesão. Isso porque, com maior demanda metabólica neste período, o corpo precisa de um aquecimento mais longo – cerca de 25 minutos – para melhorar a circulação e irrigação sanguínea, além do tradicional alongamento antes e depois do exercício.

Usar agasalhos, pelo menos até o aquecimento, e trocar a roupa suada após o treinamento também são essenciais para manter a temperatura corpórea. Além disso, a especialista recomenda a ingestão proteica adequada e balanceada. A hidratação e o uso de soluções salinas nas vias aéreas superiores também se fazem indispensáveis para evitar infecções respiratórias, comuns nesta época do ano.

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“Essas atitudes previnem a perda de calor muito rápida, o que predispõe alterações metabólicas, respiratórias e contraturas musculares, que podem culminar em lesões osteomusculoarticulares mais graves”.

Fonte: Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos

Protetor solar não faz milagre: use corretamente para proteger sua pele

Para aproveitar o verão é preciso ter alguns cuidados com a pele. Afinal, o protetor solar, usado de forma isolada, não faz milagre. “Ele bloqueia os raios ultravioletas, mas não basta. Algumas pessoas podem fazer o seu uso de forma incorreta e, desta forma, não alcançam a proteção adequada”, afirma a dermatologista do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos Márcia Grieco.

Segundo a especialista, o protetor deve ser aplicado em quantidade generosa, sendo uma colher de sobremesa para cada área do corpo e reaplicado a cada duas horas e sempre que sair do mar ou da piscina, mesmo para os resistentes à água. Já os protetores em spray são ideais, principalmente, para áreas com pelo, como couro cabeludo e pernas (de homem), mas, se não forem bem aplicados podem deixar as áreas desprotegidas. Também é importante atentar ao horário de exposição ao sol, que deve ser até às 11 horas e após as 17 horas (horário de verão).

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Foto: Pedro J. Perez/MorgueFile

Os produtos devem ser adequados ao tipo de pele. Para adolescentes e adultos jovens que costumam ter pele oleosa, o mais indicado é o uso de protetor à base de gel, fluidos ou oil free, que são menos gordurosos e não comedogênicos, que não bloqueiam os poros, evitam a produção de óleo na pele e a formação de acnes.

Mulheres na menopausa podem usar em formato de creme, pois a pele é mais seca. Para quem tem melasma (manchas escuras na pele ocasionadas pela exposição solar) ou manchas por alterações hormonais na gravidez ou uso de anticoncepcionais devem usar protetores com fator mais alto, e, se possível, também se proteger com chapéu, boné, óculos.

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De acordo com a médica, o protetor solar com cor, usado como base para o rosto, protege mais do que os comuns, pois seu pigmento funciona como uma barreira contra os raios solares, além de esconder manchas e imperfeições da pele. Mas, não ache que, por isso, pode usar maquiagem na praia. “Nunca vá para a praia ou piscina com algum tipo de cosmético, seja batom ou perfume, pois pode causar uma reação alérgica”, explica a especialista.

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Para crianças de até seis anos, prefira filtros solares em cremes ou em loções com dióxido de titânio, que pode ser usado sem risco de toxicidade. “Também recomendo roupas com FPS 50, que protegem da radiação ultravioleta, sendo necessário apenas aplicar o protetor nas regiões expostas ao sol”, explica. Feitas de tecidos especiais quimicamente tratados com componentes fotoprotetores, as roupas são leves, não incomodam e podem ter alta durabilidade, conforme cuidados indicados por cada fabricante.

“O mais importante para qualquer tipo de protetor solar é estar atento ao rótulo, checar se tem FPS acima de 30 e se possui selo de qualidade atestado pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) ou pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), pois significa que foram testados e aprovados para o uso”, alerta a médica.

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A especialista ainda afirma que, após o banho, é importante passar hidratante ou óleo corporal à base de ureia e ceramidas, para que o bronzeado fique com uma cor mais bonita e duradoura. Para queimaduras e vermelhidões, são indicados produtos pós-sol, águas termais, cremes calmantes ou chá de camomila frio, que aliviam e refrescam a pele. Em casos mais graves, quando a pessoa sente muitas dores, calafrios, calor excessivo no local ou tem febre e formação de bolhas é preciso procurar um médico, pois é sinal de insolação e queimaduras mais profundas.

Fonte: Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcellos

Picada de escorpião: agilidade no atendimento diminui riscos

Parece inofensivo, mas não é. A picada de um escorpião provoca dor intensa e contínua por horas, podendo seguir-se de náuseas, vômitos, transpiração, choque e, em alguns casos, o óbito. Crianças menores de sete anos e adultos maiores de 70 anos merecem atenção redobrada, uma vez que a letalidade aumenta significativamente nesta faixa etária.

O responsável pela equipe do Pronto-Socorro Adulto e cirurgião geral do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, Pedro Ivo Monteiro Pacheco, ressalta a importância de um atendimento imediato, principalmente nesses casos. “A agilidade no atendimento eleva a chance de recuperação breve do paciente e diminui as complicações que a picada pode provocar”, afirma.

Segundo dados da Divisão de Zoonoses do Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo, mais de 14 mil ataques foram registrados no ano passado, o que significa cerca de 1.700 casos a mais se comparado a 2014.

O especialista orienta que a pessoa picada lave imediatamente o local atingido com água e sabão. Também é indicada a utilização de analgésicos e compressas mornas, para dar algum conforto ao acidentado durante o transporte até um hospital próximo.

Já nos casos mais graves, deve ser usado o soro antiescorpiônico. O médico aconselha, sempre que possível, a levar o escorpião ao serviço de saúde. “Esta atitude é muito importante, pois assim define-se com segurança a espécie que provocou o acidente e o tratamento a ser instituído”, orienta.

Para reduzir os riscos de um ataque deste tipo de aracnídeo, o especialista alerta para o uso de calçados e luvas durante atividades em locais rurais e de jardinagem. Além de examinar cuidadosamente os calçados e roupas pessoais, de cama e banho, antes de usá-las. Não acumular lixo orgânico, entulhos e materiais de construção, vedar as frestas e buracos em paredes, assoalhos, forros e rodapés e fechar ou tampar ralos de banheiro e pias e lavatórios são ações indispensáveis para evitar a entrada deste animal.

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Foto: Tityus bahiensis – Fiocruz

Entre os incidentes mais frequentes no Brasil estão os provocados pelo escorpião amarelo (Tityus serrulatus) e o escorpião marrom (Tityus bahiensis), comuns de serem encontrados em entulhos, pedras, cascas de árvores e dentro de domicílios – principalmente em sapatos e roupas.

Informações: Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos

Como se prevenir das doenças respiratórias durante a primavera?

Na primavera, dias secos, instáveis, acúmulo de poeira e aumento da poluição se tornam os principais causadores de doenças respiratórias, como asma, rinite e sinusite. A pneumologista do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, Denise Onodera, alerta que o tempo muito seco contribui para a irritação das vias aéreas e, principalmente, dos olhos.

Além disso, a especialista destaca que, durante o período, há um aumento da desidratação das mucosas que compõem o sistema respiratório. “Quando em estado normal de hidratação, elas servem como escudo do organismo, porém, ao perder líquido, adquirem uma consistência mais gelatinosa, retendo bactérias e impurezas”, explica.

Para a prevenção dos sintomas, Denise Onodera indica a ingestão de muito líquido e alimentos leves e ricos em água em sua composição. Outra recomendação é a utilização de soluções à base de soro fisiológico ao final do dia, para limpeza dos olhos e das narinas.

Também é importante manter o ambiente bem arejado e limpo, reduzindo a quantidade de plantas, poeira e pelos de animais. Evitar o uso de carpete e tapetes nas residências e utilizar pano úmido para limpar a casa ao invés da tradicional vassoura, que joga muito poeira no ambiente, são ações que podem contribuir para diminuir a incidência de quadros alérgicos e irritativos.

Cinco dicas para evitar as doenças respiratórias:

-Beba muito líquido e consuma alimentos ricos em água.

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-Hidrate as narinas com soro fisiológico ou água.
-Utilize aparelhos umidificadores ou vaporizadores de ambiente. Caso não tenha os aparelhos, coloque bacias com água ou toalhas molhadas nos cômodos.

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-Evite carpetes e tapetes nos quartos. Em pisos lisos, utilize pano úmido para limpeza.
-Evite plantas, animais e bichos de pelúcia no quarto.

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Foto: Jade/Morguefile

Fonte: Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos

Dicas para praticar esportes sem prejudicar a saúde

Não há dúvida que a prática de esportes e atividades físicas fazem bem para o corpo e a mente. E em tempos de jogos olímpicos, você até pode ficar mais animado ou para sair do sedentarismo ou para começar a praticar novas atividades.

A grande pergunta é: “Por onde devo começar?”. Para não errar nos treinos, a médica do esporte e cardiologista infantil do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, Silvana Vertematti, dá dicas para se exercitar com segurança e saúde.

1 – Procure um médico

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Foto: Is-Med.com

A primeira orientação é procurar um médico para avaliar as condições clínicas. O profissional fará uma investigação sobre históricos de doenças pessoais e familiares, avaliação clínica geral e solicitar exames pertinentes para completar seu raciocínio clínico como ecocardiograma, teste ergométrico, eletrocardiograma, exames laboratoriais e outros que se fizerem necessários. “Até os 35 anos, existe um risco de morte súbita mais relacionada a arritmias e doenças congênitas. Acima desta idade, o risco se relaciona mais à insuficiência coronariana que pode levar a um infarto. Por esse motivo é que destacamos a importância de um laudo médico antes de qualquer atividade física”, frisa.

2 – Trace metas

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Outro passo importante é estabelecer uma meta saudável para a prática de exercícios ou modalidade de esporte. Isso porque a idade, os hábitos diários e o condicionamento físico podem interferir no desempenho. “Se o foco é o alto rendimento o mais indicado é que os treinos sejam iniciados na infância e adolescência com uma progressão adequada ao crescimento e desenvolvimento. No entanto, uma pessoa que começou a treinar mais tarde também pode alcançar, ao longo do tempo, um bom desempenho se tomar os devidos cuidados”, pondera.

3 – Respeite seus limites

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Foto: Gabor/Morguefile

Silvana Vertematti ressalta que não existe idade certa para começar a exercitar. “É totalmente possível fazer exercícios em qualquer fase da vida, desde que haja uma supervisão de profissionais da área médica e da educação física para indicar qual o melhor tipo de atividade. Além disso, é fundamental respeitar os limites do corpo”.

4 – Não queime etapas

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Foto: DodgertonSkillhause/Morguefile

O consumo de esteroides anabolizantes, usados com a ideia de potencializar o desempenho da atividade física, levam complicações a saúde e não devem ser usados indiscriminadamente. Por isso, “em nenhuma hipótese” é aceitável sua utilização, destaca a médica.

Fonte: Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos