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Cozimento é o método mais eficaz para eliminar os antinutrientes da dieta

Manter uma alimentação saudável e benéfica ao organismo vai além da escolha dos alimentos no mercado. O cuidado com a preparação, até mesmo dos alimentos de origem vegetal, que detém inúmeros nutrientes, deve estar presente na rotina. Isso porque, segundo a nutricionista do Hospital Edmundo Vasconcelos, Ariane Braz, o ideal é eliminar compostos químicos classificados como antinutrientes das refeições.

Apesar de pouco comentados, os antinutrientes estão presentes nos vegetais, grãos, verduras e frutas, e podem interferir na digestão, absorção de nutrientes e, até mesmo, causar reações adversas do organismo. “Essas substâncias atrapalham a digestão e absorção das proteínas, carboidratos, vitaminas e minerais, diminuindo o valor nutritivo dos alimentos. Em concentrações elevadas, provocam gases, flatulências e deficiência de vitaminas e minerais”, explica a nutricionista.

A fim de evitar essas consequências e garantir o que há de melhor no produto, é preciso alguns cuidados na preparação da comida. Segundo Ariane Braz, a prática mais eficiente é o cozimento dos alimentos de origem vegetal, apesar da perda de nutrientes que o processo acarreta. “Quando comparamos os riscos e benefícios, o processo acaba sendo vantajoso. Pois as altas temperaturas conseguem eliminar esses componentes que não são tão benéficos ao organismo”, reforça.

Além desta alternativa, o remolho – que consiste em deixar os alimentos de molho por algumas horas – entra como método adicional nesta busca por alimentos mais saudáveis. Ariane Braz atenta a maneira correta de realizar a técnica: “É preciso respeitar, no mínimo, 12 horas de remolho, desprezar a primeira água, e usar uma nova para o cozimento”, alerta. “No caso dos vegetais como espinafre, beterraba e acelga, o correto é prepará-los com água fervente e dispensar a primeira água de cozimento”, complementa.

Como eliminar os antinutrientes:

Deixar os alimentos de origem vegetal por, pelo menos, 12 horas de remolho. Troque a água para realizar o cozimento.

Mesmo após este processo, é indicado cozinhar os alimentos. As altas temperaturas são mais eficazes no processo de eliminar essas substâncias.

No caso dos vegetais como espinafre, beterraba e acelga, o correto é prepará-los com água fervente e dispensar a primeira água de cozimento.

Fonte: Hospital Edmundo Vasconcelos

Convocação de doadores de sangue urgente

Alerta de risco de falta de sangue, Banco de Sangue de São Paulo necessita de doação do tipo ‘O negativo’

O Banco de Sangue de São Paulo está com os estoques de sangue tipo O- (negativo) em estado crítico, cujo déficit está em 50%, sob risco de falta para casos emergenciais. Por isso, está convocando os doadores para que se sensibilizem e compareçam ao local para, mais do que nunca, praticar esse gesto voluntário de doar sangue e reverter essa situação.

O sangue ‘O negativo’ é considerado universal e pode ser transfundido em qualquer pessoa, pois, em casos de extrema urgência, quando não há tempo para exames que comprovem qual o tipo de sangue do paciente, ele é utilizado pelos hospitais. Por isso, esse tipo sanguíneo é de fundamental importância e não pode faltar nos bancos de sangue.

O Banco de Sangue de São Paulo alerta: “O seu tipo sanguíneo salva muitas vidas, então, se você está saudável e pode doar, venha fazer a sua doação o quanto antes”!

Requisitos básicos para doação de sangue:
• Apresentar um documento oficial com foto (RG, CNH, etc.) em bom estado de conservação;
• Ter idade entre 16 e 69 anos desde que a primeira doação seja realizada até os 60 anos (menores de idade precisam de autorização e presença dos pais no momento da doação);
• Estar em boas condições de saúde;
• Pesar no mínimo 50 kg;
• Não ter feito uso de bebida alcoólica nas últimas 12 horas;
• Após o almoço ou ingestão de alimentos gordurosos, aguardar 3 horas. Não é necessário estar em jejum;
• Se fez tatuagem e/ou piercing, aguardar 12 meses. Exceto para região genital e língua (12 meses após a retirada);
• Se passou por endoscopia ou procedimento endoscópico, aguardar 6 meses;
• Não ter tido gripe ou resfriado nos últimos 30 dias;
• Não ter tido Sífilis, Doença de Chagas ou AIDS;
• Não ter diabetes em uso de insulina;
Consulte a equipe do banco de sangue em casos de hipertensão, uso de medicamentos e cirurgias.

Critérios específicos para o Coronavírus:
• Candidatos que apresentaram sintomas de gripe e/ou resfriado devem aguardar 30 dias após cessarem os sintomas para realizar doação de sangue;
• Candidatos que viajaram para o exterior devem aguardar 14 dias após a data de retorno para realizar doação de sangue;
• Candidatos à doação de sangue que tiveram contato, nos últimos 30 dias, com pessoas que apresentaram diagnóstico clínico e/ou laboratorial de infecções pelos vírus SARS, MERS e/ou 2019-nCoV, bem como aqueles que tiveram contato com casos suspeitos em avaliação, deverão ser considerados inaptos pelo período de 14 dias após o último contato com essas pessoas;
• Candidatos à doação de sangue que foram infectados pelos SARS, ERS e/ou 2019-nCoV, após diagnóstico clínico e/ou laboratorial, deverão ser considerados inaptos por um período de 30 dias após a completa recuperação (assintomáticos e sem sequelas que contraindique a doação).

Ilustração: Kalhh/Pixabay

Banco de Sangue de São Paulo

Unidade Paraíso
Endereço: Rua Tomas Carvalhal, 711 – Paraíso-Tel.: (11) 3373-2000
Atendimento: Segunda a sexta, das 8h às 17h, e sábado, das 08h às 16h
Estacionamento gratuito Hotel Matsubara – Rua Tomas Carvalhal, 480
Unidade Hospital Edmundo Vasconcelos

Unidade Hospital Edmundo Vasconcelos
Endereço: Rua Borges Lagoa, 1450 – Vila Clementino-Tel.: (11) 5080-4435
Atendimento: segunda a sexta-feira, das 8h às 12h
Estacionamento gratuito.

Rinite sem tratamento impacta negativamente até o sono e a produtividade

Conviver com a rinite sem tratamento adequado tem impactos significativos que vão além dos incômodos mais comuns, como espirro, coriza, coceira e obstrução nasal. O problema, segundo a alergologista do Hospital Edmundo Vasconcelos, Yara Mello, atrapalha a qualidade do sono e, consequentemente, a produtividade e atenção de quem sofre com a inflamação do nariz.

“A doença é bastante prevalente no Brasil e atinge entre 20% e 30% da população, com consequências socioeconômicas importantes. Uma pessoa que oxigena mal também tem sono de qualidade menor, o que influencia diretamente no aprendizado, na produtividade e até mesmo no convívio social. Débito de sono implica pior humor”, explica a médica.

Andrea Piacquadio/Pexels

Os efeitos negativos ocorrem pela persistência da inflamação no nariz, que fica sensível a qualquer contato com alérgenos, como ácaros, pólen e epiteliais de animais. “Ao contato com essas substâncias, há uma reação imunológica que desencadeia a crise da rinite”, esclarece. “É neste momento que as pessoas passam a acreditar ter alergia a tudo, quando, de fato, o quadro não é exatamente esse”, ressalta a médica.

A confusão citada pela alergologista pode ser solucionada com o diagnóstico correto e a escolha adequada do recurso terapêutico a ser adotado. Esses dois pontos, segundo Yara Mello, são imprescindíveis para melhorar a qualidade de vida do paciente, visto que existem diversas causas da rinite, sendo a mais comum a alérgica.

“É preciso ter em mente que a doença tem diferentes causas, como, por exemplo, fatores irritantes, medicamentos, mudança de temperatura climática e a alérgica. Só a partir da história do paciente e dos resultados de exames é possível descobrir corretamente a qual item a pessoal é mais sensível”, exemplifica.

Mojca J/Pixabay

Com esse primeiro passo concluído, é feita a escolha do tratamento mais indicado, que varia conforme a resposta do organismo. “Existe tratamento e controle. É preciso compreender que o nariz é um órgão de extrema importância, e por isso, não se deve deixar de tratar a rinite e habituar-se aos sintomas”, conclui.

Fonte: Hospital Edmundo Vasconcelos

Pesadelo e sono agitado durante a pandemia são respostas naturais do organismo

O desgaste emocional e a preocupação durante o isolamento social por conta da pandemia do novo coronavírus têm tirado o sono de muita gente, no sentido literal. Na nova rotina, o descanso é substituído por sonos agitados, pesadelos e noites mal dormidas.

A mudança, segundo o neurologista e chefe do Serviço de Eletroencefalograma do Hospital Edmundo Vasconcelos, Gilmar Fernandes do Prado, é uma resposta natural do organismo para situações de perigo.

Afinal, o vírus, uma ameaça invisível, traz à consciência pensamentos sobre morte, o desconhecido e o risco – elementos que propiciam uma reação cerebral. “Temos mecanismos para nos defender de ameaças. Diante desse quadro, nosso cérebro pode determinar comportamentos como o de hiper alerta, a ruminação de pensamentos, a valorização de fatos insignificantes ou alerta emocionais. No limite, esse cenário leva a estados de ansiedade e depressão”, explica Prado.

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Ele observa que durante algumas fases do sono o cérebro está mais ativo e permite que as vivências do dia se transformem em sonhos – agradáveis ou não -, pesadelos e, ainda, haja dificuldade para despertar ou insônia. “O sonho agitado e o pesadelo são a expressão natural da condição instável e imprevisível que a pessoa experimenta durante o dia”, ressalta.

Em momentos intensos de medo e perigo, ele esclarece que quem está fragilizado tende a estar mais suscetível a essas manifestações. “Doenças, trabalho, desemprego e demais desvantagens sociais, aumentam a fragilidade das pessoas que já iniciam o enfrentamento da pandemia em estado mental desfavorável, possibilitando o agravamento de sua condição clínica ou o surgimento de novas. Por vezes, é necessário inclusive cuidado clínico”.

Como retomar a rotina de um sono tranquilo

Para evitar esses momentos desgastantes, é preciso compreender a importância da rotina, mesmo durante a quarentena. Manter horários para dormir, trabalhar e realizar outras atividades, como esportes, ajudam, segundo o médico. Nesta programação é importante pensar até mesmo no consumo de informação sobre a Covid-19. “É válido definir um único momento no dia para isso, a fim de estabelecer limites e garantir que o acesso à informação funcione como um meio de proteção e não como alarde”, diz.

Caso o sono persista tumultuado e faça você acordar no meio da noite, o primeiro passo, segundo Gilmar, é despertar totalmente e levantar da cama. “Ao voltar para a cama, faça um momento de relaxamento. Pense em algo agradável, respire lentamente, percebendo a respiração. Uma música agradável também pode ajudar a voltar ao sono”, explica.

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Ele alerta quanto à persistência destes momentos. “Se não for possível por várias noites devido ao volume de pesadelos, um profissional deverá ser consultado para ajudar o paciente e avaliar até mesmo a necessidade de medicamentos”, conclui.

Fonte: Hospital Edmundo Vasconcelos

Carnaval: bebidas com alto teor alcoólico e corantes intensificam prejuízos ao organismo

As misturas prontas de bebidas com alto teor alcoólico e corantes se tornam as preferidas dos foliões por apresentarem praticidade e um melhor custo benefício. Mas a equação, que pode parecer positiva para a diversão e ao bolso, tem efeito contrário no corpo. De acordo com a cardiologista infantil e médica do esporte do Hospital Edmundo Vasconcelos, Silvana Vertematti, essas opções intensificam os efeitos negativos no organismo.

“Tudo que tem um teor mais alto de álcool e corante, nesta época de calor e carnaval, torna-se muito prejudicial por aumentar as chances de desidratação e desgaste muscular. Além de existir a chance de sobrecarga hepática, renal e do sistema imunológico, associado a alergias por conta do corante”, reforça a médica.

Outra consequência do consumo dessas bebidas é a alteração do funcionamento do sistema nervoso central, como lembra a especialista. “O neurônio, célula do sistema nervoso, precisa de hidratação para seu bom funcionamento, e com o consumo excessivo dessas misturas há uma predisposição à desidratação. Esse cenário, associado aos efeitos do álcool, pode piorar ainda mais os impactos no organismo conhecidos popularmente como ressaca”.

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Foto: Emilysimagery/Morguefile

Para evitar todos esses transtornos, é preciso ter cautela no consumo de álcool e ficar atento à hidratação. A médica ressalta a importância de intercalar a mesma quantidade de bebida alcoólica consumida com a de água ou líquidos como sucos e substâncias hidratantes. Aliado a isso, uma dieta saudável para garantir a energia necessária nos dias de festa.

Fonte: Hospital Edmundo Vasconcelos 

Médico afirma que necessidade de beber dois litros de água por dia é mito

Esqueça aquele conselho de que é preciso ingerir no mínimo dois litros de água por dia. A indicação, de acordo com o urologista do Hospital Edmundo Vasconcelos, Fernando Almeida, não tem fundamento científico e não garante ser ideal para todas as pessoas. Isso porque, diversos fatores clínicos e ambientais interferem na quantidade necessária de hidratação.

Segundo o médico, algumas situações vão solicitar uma ingestão maior ou menor de água. Nos casos de pacientes com formação de cálculo renal, ou com recorrência em infecção urinária, por exemplo, é preciso beber mais líquido para amenizar e evitar os sintomas.

Em contrapartida, doenças como insuficiência renal, quando o rim não filtra da maneira adequada, e cardíaca, quando o coração não bombeia o sangue corretamente, exigem um cuidado na hora do consumo de água, pois em excesso pode ser prejudicial ao quadro clínico.

O cenário fica um pouco mais tranquilo para quem não tem problemas de saúde. Os fatores como temperatura, umidade do ar e atividade física ganham o posto de motivos que interferem no momento de equilibrar a hidratação.

“Nosso corpo é regulado, portanto, quando o nível de líquido nele estiver baixo, vai solicitar a partir da sede. Esse é o momento de ingerir líquido, e isso varia de acordo com o ambiente e esforço que cada um faz”, ressalta o médico.

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Para entender se está bebendo água o suficiente, a dica do urologista é fácil: basta analisar a cor da urina, excluindo a primeira do dia, que tende a ser mais concentrada. “A equação é simples: se a urina estiver clara, a quantidade está adequada, mas se estiver mais amarelada, é hora de beber água, mesmo sem muita sede no momento”, aconselha.

Fonte: Hospital Edmundo Vasconcelos

Pés e mãos tendem a inchar no verão: entenda o motivo

O calor típico do verão brasileiro é sinônimo de pés e mãos inchados para algumas pessoas. O incômodo é resultado de um processo natural do organismo no intuito de controlar a temperatura corporal entre 36ºC e 36,5ºC, a fim de manter o funcionamento padrão dos órgãos.

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MedicalNewsToday

Segundo o cirurgião vascular do Hospital Edmundo Vasconcelos, Walter Campos, esse controle de temperatura ocorre por meio da vasodilatação das artérias, que tendem a concentrar o calor nas extremidades e por isso, os pés e mãos são os mais afetados com o inchaço.

“O fluxo sanguíneo dos membros aumenta, dilatando as veias e causando uma maior pressão capilar- sistema responsável pela troca de nutrientes do sangue. Essa pressão tende a liberar líquidos no tecido, ocasionando o inchaço”, acrescenta.

Apesar de não ser uma sensação agradável, o médico esclarece que não há nada com que se preocupar e todos estão sujeitos a esse tipo de edema periférico em dias quentes. A atenção deve ser focada somente quando o inchaço apresentar características atípicas, como uma diferença de retenção de líquido entre os membros associada a vermelhidão.

“É importante que, quando surgir alguma característica diferente da habitual em dias de temperaturas altas, a pessoa procure um médico para investigar a causa e iniciar o tratamento adequado”, explica.

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Thinkstock

Infelizmente, não há maneiras de evitar esse inchaço natural. Segundo Campos, pode ser controlado com tratamento e uso de meias elásticas. E, diferentemente, do que muitos acreditam, a hidratação não ameniza o incômodo, é apenas essencial na reposição de líquidos perdidos pelo suor.

Fonte: Hospital Edmundo Vasconcelos

Adoçantes de stevia realmente são mais saudáveis?

Os malefícios atribuídos ao consumo do açúcar refinado levam à busca de alternativas mais saudáveis para adoçar os alimentos. Entre as opções naturais está a stevia, um arbusto herbáceo que há centenas de anos é usado para fins alimentares e medicinais e, de tempos pra cá, ganhou destaque nas prateleiras dos supermercados.

A nutricionista clínica do Hospital Edmundo Vasconcelos, Isadora Kaba Gomes, explica que adoçantes compostos por stevia estão em um patamar melhor que os adoçantes comuns. “Por serem produzidos por meio da extração das substâncias doces das folhas da planta, que passam por um processo de purificação, há muito menos procedimentos químicos na fabricação, tornando o produto mais saudável”, reforça.

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Os benefícios da planta vão além. Com poder de adoçar 300 vezes mais que o açúcar, a stevia não é metabolizada no organismo, e por isso apresenta taxas mínimas de calorias. Isadora esclarece que a maior parte do adoçante ingerido é usada por bactérias intestinais como fonte de energia, enquanto o restante é excretado nas fezes.

Outra importante vantagem mencionada pela especialista é a capacidade de redução de glicemia após as refeições em pacientes com diabetes tipo 2. Mas gestantes devem ficar atentas: ela aconselha que a stevia deva ser evitada antes de realizar exames de rastreamento ou diagnóstico de diabetes durante a gestação.

Mesmo com tantos pontos positivos, é preciso prestar atenção na quantidade indicada a ser consumida por dia. A nutricionista esclarece que a ingestão aceitável de adoçantes de stevia é de 10 mg/kg de peso corporal por dia. “No dia a dia deve ser usada de forma moderada, em líquidos ou preparações que necessitem ser adoçadas”, complementa.

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Foto: Live Science

A substância é reconhecida como segura pelas principais autoridades mundiais de saúde, como a European Food Safety Authority (EFSA) e a Joint FAO/WHO Expert Committee on Food Additives (JECFA), e pode ser consumida, sem prejuízo à saúde, por pacientes com diabetes, crianças, gestantes, lactantes e até mesmo por pacientes com fenilcetonúria- doença congênita que impede a quebra adequada das moléculas do aminoácido fenilalanina, que são impedidos de ingerir adoçantes sintéticos comuns.

Fonte: Hospital Edmundo Vasconcelos

Low Fodmap: dieta melhora desconfortos intestinais

Conviver com desconfortos intestinais, como cólicas, diarreia, constipação e gases, pode ser indício de sensibilidade a um grupo de alimentos composto por carboidratos de cadeia curta. Para sanar esses sintomas, entra em cena a dieta low fodmap, que tem como objetivo restringir por um período os alimentos que dificultam a digestão.

A nutricionista do Hospital Edmundo Vasconcelos, Silvia Ribeiro Messalem, tira as principais dúvidas sobre o protocolo. Confira:

1. O que é a dieta low fodmap?

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“Low Fodmap” é um termo em inglês (fermentable, oligosaccharides, disaccharides, monosaccharides and polyols) que usamos para dietas com restrição dos cinco tipos de carboidratos citados na sigla: monossacarídeos, dissacarídeos, fruto-oligossacarídeo, galacto-oligassacarídeo e polióis. Esses componentes são de cadeia curta, fermentativos e não digeridos pelo intestino delgado. Além de absorverem mais água para o meio intestinal, são rapidamente fermentados por bactérias, o que facilita o surgimento dos desconfortos intestinais.

2. É indicada para qualquer pessoa ou somente para quem tem intolerância? Quem deve seguir?

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O protocolo é indicado apenas a pacientes que tenham alguma indicação específica. Estudos apontam que a low fodmap seja capaz de controlar os sintomas da Síndrome do Intestino Irritável (SII), além de outras alterações gastrointestinais.

3. Quais sintomas indicam necessidade da dieta?

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Os sintomas mais comuns são: flatulência (gases), má digestão, distensão abdominal, constipação ou diarreia, cólicas, Síndrome do Intestino Irritável (SII) e disbiose – desequilíbrio da microbiota intestinal.

4. Quais são os benefícios dessa dieta?

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O protocolo, que envolve a retirada dos alimentos ricos em fodmap, auxilia no desaparecimento dos sintomas de desconforto intestinal, quando a causa realmente é alimentar. Porém, se os sintomas persistem mesmo com a exclusão dos alimentos, a dieta deve ser interrompida.

5. Os alimentos que serão excluídos por um tempo do cardápio do paciente causam desconforto em todo mundo? Como eles agem no organismo?

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Nem todos indivíduos apresentam problemas com a fermentação desses carboidratos. Porém, alguns podem manifestar sensibilidade com leve desconforto, enquanto outros, podem vir a ter sintomas. No atual cenário, é muito mais comum do que se pode imaginar, atender pacientes que relatam tais sintomas e desconfortos. Quanto à exclusão dos alimentos, é importante ressaltar que é feita somente com os carboidratos que não são bem absorvidos e completamente digeridos pelo organismo. Como eles são fermentados por bactérias, acabam causando um supercrescimento desses micro-organismos e, consequentemente, ocasionando outros problemas, como os desconfortos intestinais.

6. Neste período de restrição, há uma compensação com outros alimentos para manter a dieta saudável e equilibrada?

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Todo protocolo deve ser montado por um nutricionista, que indicará uma dieta equilibrada, com outros carboidratos, fibras, minerais e vitaminas que não estão listadas no fodmap. Com base nisso, o profissional tem como opção desenvolver receitas para o paciente com os alimentos permitidos, para que ele tenha várias opções disponíveis.

7. Por quanto tempo deve ser executada essa dieta?

mulher comendo iogurte
O protocolo deve ser seguido entre seis a oito semanas. Este período é o suficiente para que os sintomas desapareçam ou não, e após uma avaliação médica e nutricional, inicia-se a reintrodução dos alimentos de forma cautelosa, em pequenas quantidades e de forma isolada; com isso é possível identificar os grupos causadores do desconforto.

Confira quais são os alimentos considerados fodmaps:

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Foto: Mitaukano/Pixabay

Os monossacarídeos (frutose) podem ser encontrados, em sua forma natural, na maçã, pera, manga, aspargos e ervilha. Já em industrializados, nos alimentos com xarope de milho, xarope de frutose, como: mel artificial, biscoitos, refrigerantes e geleias.

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Foto: Hotblack

Os dissacarídeos (lactose) estão presentes no leite de vaca, de cabra, ovelha, queijo ricota e cottage. Assim como em produtos prontos como sorvete, iogurte e outros que contenham leite. Já os fruto-oligossacarideo (FOS), são encontrados na cebola, alho, trigo, centeio, beterraba, couve, entre outras frutas e legumes. Mas também em farinha de trigo, bolos, ketchup, maionese, carnes processadas como salsicha e presunto.

grao de bico

A lista continua com os galacto-oligossacarideo (GOS), que está presente na lentilha, grão-de-bico, feijão, grãos integrais de soja e em produtos que contenham esses alimentos.

xilitol

Por fim, os polióis estão na composição de frutas como pêssego, damasco, ameixa, abacate, e também em cogumelos, adoçantes com xilitol, manitol, sorbitol e produtos com glicerina.

Fonte: Hospital Edmundo Vasconcelos

Probióticos são realmente eficazes? Descubra benefícios desses organismos

O equilíbrio e a saúde do trato gastrointestinal têm apresentado uma importância sobre o restante do organismo muito maior do que se pode imaginar. As inúmeras bactérias presentes nesta região podem beneficiar ou atrapalhar o andamento natural do organismo. Para manter essa equação positiva, a nutricionista do Hospital Edmundo Vasconcelos, Silvia Ribeiro Messalem, aconselha fazer o uso frequente de probióticos e prebióticos.

mulher tomando remedio probiotico suplemento

Segundo a especialista, o intestino humano é composto por milhões de bactérias, porém, para que se mantenham em equilíbrio, é preciso incluir os probióticos na rotina alimentar. “Para que a microbiota intestinal se mantenha saudável, e possa trazer muitos benefícios como a prevenção de doenças, manter fontes de probióticos vindas da alimentação ou dos probióticos industrializados é necessário”, explica a especialista.

As vantagens não se restringem só à prevenção de doenças, na lista de pontos positivos ainda é possível adicionar a melhora da função intestinal, auxílio na digestão e absorção de nutrientes, garantia do equilíbrio da microbiota intestinal, controle do excesso de peso, destacando-se o fortalecimento do sistema imunológico.

Segundo a nutricionista, o consumo pode ser feito por meio de produtos como iogurtes naturais, feitos com o tão falado kefir, leites fermentados, kombucha e alguns produtos orientais à base de soja. Entretanto, ela ressalta que muitos desses alimentos podem conter quantidade alta de açúcar, o que deve ser um alerta, além disso, muitos deles, para se manterem vivos, dependem de temperatura adequada, por serem termossensíveis.

“Essas peculiaridades, como a questão de temperatura, por exemplo, podem interferir na ação das bactérias se forem em alimentos. Por isso, muitos profissionais preferem indicar o produto pronto, seja manipulado em cápsula ou em pó liofilizado, até por uma questão da praticidade também”, cita.

Cada indivíduo necessita de um grupo específico de bactérias. “É preciso uma avaliação adequada para a identificação de quais cepas, ou seja, qual grupo de bactérias específico devem ser usados para apresentar melhoras nos sintomas referidos, afim de garantir maior benefício ao indivíduo. De modo geral, o mix de lactobacillus e bifidobactérias não é padrão, são sugeridos conforme os sinais e sintomas de cada paciente. Porém é necessário ficar atento, pois em altas doses pode gerar desconforto, gases e inchaço”, afirma a nutricionista.

Recomenda-se como melhor opção de horário uma dose antes de dormir, lembrando que, dependendo do caso, é possível administrar duas vezes ao dia, ou conforme orientação do nutricionista, aconselha Silvia.

mulher comendo iogurte

Não menos importante; incluir os prebióticos (fibras) na alimentação fará com que a microbiota intestinal seja nutrida e mantenha-se em crescimento, pois as fibras serão fermentadas pelas bactérias (probióticos) proliferando aquelas benéficas ao organismo.

Fonte: Hospital Edmundo Vasconcelos