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Uma a cada quatro pessoas sofre com arritmias cardíacas

Novo equipamento faz mapeamento do coração em 3D que oferece maior precisão; Hospital Marcelino Champagnat é o único do Paraná a dispor dessa tecnologia

“Sentimento de desconforto, coração acelerado e, às vezes, descompassado”. Essas eram as queixas do gerente de TI Luiz Henrique Prohamann, 56 anos. Os sintomas surgiram há dois anos e, desde então, ele toma medicamentos para controlar a arritmia cardíaca – que são interrupções nas vias elétricas do coração e que fazem com que o órgão bata muito mais rápido ou devagar do que o ideal.

Mapeamento eletrônico é realizado por meio de procedimento microinvasivo, com inserção de cânula que vai da virilha ao coração do paciente -Foto: Divulgação

De acordo com a Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas (Sobrac), o problema afeta uma em cada quatro pessoas ao longo da vida e é responsável pela morte súbita de 300 mil brasileiros todos os anos. Segundo o cardiologista do Hospital Marcelino Champagnat, Mauricio Montemezzo, boa parte das arritmias cardíacas têm cura e algumas exigem apenas o acompanhamento clínico. “Casos mais simples podem ser tratados com consultas cardiológicas de rotina, outros com medicação, mas alguns mais graves pedem cirurgia que – dependendo da técnica – pode ser realizada sem a necessidade de abrir o tórax do paciente, diminuindo o tempo de recuperação e melhorando a qualidade de vida”, explica.

Novas tecnologias

Normalmente, é o raio-x que direciona o cirurgião para localizar os cateteres no coração. Com a técnica bidimensional, é preciso movimentar a radiografia e a precisão não é exata. Por isso, o Hospital Marcelino Champagnat, que completa 11 anos no mês de novembro e é referência em cardiologia, investiu na aquisição de um equipamento eletroeletrônico, chamado EnSite X. Além da instituição paranaense, apenas dois outros hospitais possuem o equipamento: um em Porto Alegre e outro no Rio de Janeiro.

Equipamento permite a realização de mapeamento cardíaco de alta densidade, em 3D – Foto: Divulgação

A tecnologia permite a realização do mapeamento cardíaco de alta densidade, em 3D. “A grande vantagem é conseguirmos ter acesso à morfologia perfeita do coração; onde o cateter vai encostando, ele vai desenhando. É como pegar uma canetinha e ir contornando o formato do órgão”, conta Montemezzo. “Nós também conseguimos mapear os potenciais elétricos, transformar em cores e desenhar o circuito da arritmia, identificando mais facilmente o potencial do problema e cauterizando esses locais”, complementa.

O sistema de mapeamento eletrônico é realizado por meio de um procedimento microinvasivo, com a inserção de uma cânula na virilha do paciente que vai até o coração. A alta é rápida e os cuidados pós-cirúrgicos são para evitar esforços nos primeiros sete dias e compressas de gelo para que não haja inchaço no local.

Fonte: Hospital Marcelino Champagnat

AVC: uma em cada cinco mulheres sofre acidente vascular cerebral; confira os sintomas

No último sábado, 29 de outubro, foi lembrado o Dia Mundial do AVC. Alterações hormonais que ocorrem nas mulheres desde o início da menstruação até a menopausa, passando por gestações, são complicadores

A dona de casa Adriana Ozório, 47 anos, estava em um momento descontraído de confraternização com a família, quando levantou para passar um café e ficou paralisada diante da pia. A suspeita inicial foi de crise de ansiedade, mas ela foi levada imediatamente para o hospital e recebeu o diagnóstico: AVC isquêmico. Adriana foi então encaminhada direto para o centro cirúrgico e, após três tentativas, a artéria cerebral que tinha um coágulo foi desobstruída.

Adriana Ozório – Arquivo Pessoal

Nos sete dias de internação, teve que reaprender a falar, segurar objetos, andar. Saiu do hospital com o lado direito parcialmente paralisado e, há pouco mais de um ano, conta com a ajuda de uma equipe formada por fonoaudióloga, fisioterapeuta e terapeuta ocupacional para recuperar os movimentos perdidos. “Como minha neurologista sempre fala, desse processo ficará apenas a cicatriz da cirurgia, a marca da guerra que travei pela vida e venci”, afirma.

O AVC é hoje em dia a principal causa de morte no Brasil, e a segunda no mundo. E as mulheres são mais propensas a fazer parte dessa estatística devido à variação hormonal sofrida ao longo da vida, com a menstruação, gestação e menopausa. Uma pesquisa americana publicada no American Heart Association indica que todos os anos são registrados 55 mil casos de AVC a mais em mulheres, se comparado aos homens nos Estados Unidos. Isso é o mesmo que dizer que uma em cada cinco mulheres sofrerá acidente cerebral vascular em algum momento da sua vida.

“Homens e mulheres têm os mesmos fatores de risco, mas a exposição a eles é mais nociva para nós”, explica a neurocirurgiã do Hospital Marcelino Champagnat, Luana Gatto. “Como a mulher vive mais, o tempo de exposição a esses fatores é maior. Além disso, as questões ligadas aos hormônios são específicas para elas: o período que envolve a gestação e o pós-parto, o uso de anticoncepcionais e também a terapia de reposição hormonal na menopausa aumentam os riscos de ter AVC.”, complementa.

Os fatores de risco tradicionais para o AVC são a hipertensão arterial, diabetes, tabagismo, doenças cardíacas, colesterol alto, etilismo, obesidade, dieta não saudável, sedentarismo e doença renal crônica. “Nas mulheres, além dessas doenças, destacamos como fator de risco importante a gravidez. As gestantes possuem três vezes mais chances de ter um derrame do que as mulheres não grávidas da mesma idade. Quando a gravidez complica com eclâmpsia ou pré-eclâmpsia, essa condição perigosa de pressão alta durante a gravidez dobra o risco de derrame mais tarde na vida.”, conta a médica.

Sintomas
No momento em que a pessoa está sofrendo um AVC, é comum que alguns sintomas surjam de maneira súbita como paralisia no braço, perna ou rosto – todos em um lado do corpo – , e também, a alteração da sensibilidade ao tato. A dificuldade de se comunicar, pela fala enrolada, linguagem que não sai ou dificuldade em entender o que o outro diz, são mais sinais de alerta. Alteração na visão, dor de cabeça violenta ou na nuca, crise convulsiva, tontura, vertigem e forte perda do equilíbrio também não podem ser descartados. “A pessoa não precisa estar em um momento de estresse ou sobrecarregada para ter esses sintomas. E qualquer suspeita de AVC é essencial procurar ajuda médica o mais rápido possível. Nesses casos, cada minuto conta”, enfatiza a neurocirurgiã.

Prevenção
A prevenção e os cuidados para diminuir os riscos de AVC são os mesmos para homens e mulheres e incluem hábitos saudáveis, como não fumar, não consumir álcool em excesso ou drogas ilícitas, ter uma alimentação sem muitos alimentos processados, manter o peso ideal, tomar bastante água, realizar atividade física e visitar seu médico regularmente.

InRad alerta sobre a importância do reconhecimento dos sinais de AVC

De acordo com o Ministério da Saúde, o Acidente Vascular Cerebral (AVC) é uma das principais causas de morte, incapacidade adquirida e internações em todo o mundo. Segundo dados do Portal de Transparência dos Cartórios de Registro Civil do Brasil, o AVC foi a principal causa da morte este ano: 56.320 somente no primeiro semestre.

“Os dados são alarmantes e, para que tenhamos ações efetivas, é necessário aumentar a conscientização da população sobre o que é a doença e os seus impactos negativos para os pacientes e toda a sociedade.” – explica José Guilherme Caldas, neurorradiologista e Diretor Clínico do InRad.

A campanha do Dia Mundial de Combate ao AVC, celebrado no dia 29 de outubro, propõe aumentar a conscientização sobre os sinais de reconhecimento da doença e os benefícios do acesso oportuno a cuidados médicos de emergência. “O tratamento do AVC requer a ida ao hospital, o mais rápido possível, reduzindo as chances de danos e mortes. Apenas uma equipe multidisciplinar, composta por um grupo de médicos, de enfermeiros, paramédicos, etc pode realizar o diagnóstico correto e o tratamento adequado ao paciente” – reforça Caldas.

O que é AVC?

O Acidente Vascular Cerebral (AVC) é o surgimento de um déficit neurológico súbito causado por um problema nos vasos sanguíneos do sistema nervoso central.

Existem dois tipos de AVC: o AVC Isquêmico, que é a obstrução ou redução brusca do fluxo sanguíneo em uma artéria cerebral, geralmente por um coágulo, causando falta de circulação no seu território vascular e o AVC Hemorrágico, que consiste na ruptura espontânea (não traumática) de um vaso, com extravasamento de sangue para o interior do cérebro (hemorragia intracerebral), para o sistema ventricular (hemorragia intraventricular) e/ou espaço subaracnóideo (hemorragia subaracnóidea).

Como reconhecer os sinais do AVC?

O tempo é o principal determinante do sucesso do tratamento do AVC, portanto reconhecer precocemente os sinais do AVC é uma forma de minimizar os riscos que ele causa. “Além do reconhecimento, é fundamental a realização de rápida avaliação neurológica e de um exame de imagem (tomografia ou ressonância magnética). Após a realização do exame de imagem é possível definir se o paciente está apresentando um AVC isquêmico ou hemorrágico e trata-lo de forma adequada.” – explica o especialista.

Uma boa forma de saber se uma pessoa está a ter um AVC é utilizar a sigla SAMU que todos sabem ser o serviço de ambulâncias de urgência do SUS.
S – Peça para a pessoa dar um sorriso. Se a pessoa tiver a boca torta ou não atender ao comando chame o SAMU
A – Peça para a pessoa abraçar. Se não conseguir levantar os braços ou tiver um desequilíbrio ou tontura chame o SAMU
M – Peça para soletrar uma música ou frase. Se não conseguir ou trocar palavras ou falar errado chame o SAMU
U – As situações acima são uma urgência chame o SAMU o paciente tem de chegar ao hospital o mais rápido possível.

Como diminuir o risco de ter um Acidente Vascular Cerebral (AVC)?

Alguns fatores de risco que contribuem para a ocorrência do AVC não podem ser modificados, como idade (incidência cresce com o envelhecimento) e gênero (maior tendência entre os homens). Quando se fala em prevenção, alguns fatores podem ser evitados ou controlados por meio da mudança no estilo de vida – eliminar o tabaco, o álcool em excesso e o consumo inadequado de gorduras, óleos e açúcar associado a alguma atividade física – e fazendo o tratamento de problemas de saúde associados (altas taxas de colesterol no sangue, diabetes, pressão alta e doenças cardíacas). Tudo isso, reduz o risco de um derrame cerebral, mas principalmente melhora a qualidade de vida.

“Há um aumento de 50% a 54% no risco de AVC se você tem hipertensão. Então, veja o tamanho do benefício de o paciente controlar a pressão, por exemplo. Devemos nos atentar em especial aos fatores evitáveis e, para isso, o Sistema Único de Saúde (SUS) conta com equipes da Atenção Primária à Saúde, que desenvolvem ações de promoção e prevenção, divulgando para a população hábitos de vida saudáveis, que ajudam a evitar o AVC.” – conclui Caldas.

Como saber se estou tendo um AVC? Neurologista explica quais os principais sinais de alerta

Conhecido também como derrame cerebral, o Acidente Vascular Cerebral (AVC) provoca a morte de mais de 100 mil pessoas por ano no Brasil, sendo a maioria homens, de acordo com o Ministério da Saúde.

O AVC acontece quando os vasos que levam sangue para o cérebro entopem (AVC isquêmico) ou se rompem (AVC hemorrágico), provocando paralisia da área que ficou sem circulação sanguínea.

Apesar de estar entre as causas mais frequentes de morte da população brasileira, muitas pessoas não sabem identificar os sinais que indicam um AVC.

O neurologista João Carlos Lobato, que atua na Clínica Censo, referência na saúde do trabalhador no município de Parauapebas (PA), explica como saber quando uma pessoa está sofrendo um AVC.

“O corpo dá sinais de que algo não vai bem, então é possível identificar a doença nos momentos iniciais e buscar atendimento médico com urgência. Quanto mais rápido for a descoberta e o tratamento, maiores as chances de sobrevivência e de recuperação completa, sem sequelas”, antecipa o médico.

Sinais de alerta do AVC
-fraqueza, dormência ou formigamento em um lado do corpo ou em partes específicas, como face, pernas ou braço;
-confusão mental;
-sorriso torto e dificuldade para engolir;
-dificuldade de falar ou compreender o que os outros falam;
-alteração na visão (em um ou nos dois olhos);
-tontura, desequilíbrio ou dificuldade de se movimentar;
-dor de cabeça muito forte, súbita, e acompanhada de vômitos.

Como reduzir os riscos?

Stefan Obermeir/Getty Images

O neurologista explica que existem vários fatores que aumentam as chances de uma pessoa sofrer AVC. Os principais são colesterol alto, hipertensão, diabetes, sobrepeso, tabagismo, uso excessivo de álcool, ser idoso, sedentarismo, uso de drogas, histórico na família e ser homem.

“Alguns desses fatores não podem ser mudados, outros dependem dos hábitos da pessoa, e são esses que precisam ser modificados para aumentar as chances de não ter a doença”, explica o profissional.

O médico acrescentou que “é orientação geral para evitar AVC e outras doenças crônicas como câncer e diabetes não fumar, não consumir bebidas alcoólicas, ter uma alimentação saudável, manter o peso ideal e a pressão sob controle, além de ingerir bastante água”, recomendou o neurologista.

Dia Nacional de Prevenção da Obesidade: como quilos a mais podem complicar nossa vida

Sobrepeso atinge mais da metade da população brasileira e é gatilho para doenças graves como artrose, Alzheimer e até problemas neurológicos

Hoje (11) se comemorada o Dia Nacional de Prevenção da Obesidade. O excesso de gordura corporal é um problema que ultrapassa a questão estética dos quilos a mais na balança. Dados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS/2020) indicam que um quarto dos adultos brasileiros estão em um quadro de obesidade e 60% da população adulta do país está acima do peso. E o aumento da obesidade em crianças tem preocupado o mundo. Segundo a OMS, hoje temos 1 bilhão de pessoas obesas; 39 milhões são crianças que já começam a apresentar problemas sérios de saúde.

Além de estar diretamente associada a doenças cardíacas como hipertensão e infarto, a obesidade pode levar a outros problemas graves de saúde. A endocrinologista do Hospital Marcelino Champagnat, Luiza Esteves, explica que a circunferência abdominal é um dos principais indicadores do excesso de gordura. “A maneira mais simples para confirmar é com a fita métrica. Homens com circunferência acima de 90 centímetros e mulheres com mais de 80 devem ficar atentos, já que isso é indicativo de que a gordura pode não estar apenas no subcutâneo, mas nos órgãos, o que traz consequências graves, como doenças cardiológicas, diabetes, demência e aumento do risco de alguns tipos de câncer”, esclarece. O excesso de peso nas articulações, desequilíbrio hormonal, disfunção em órgãos como o fígado, que é diretamente afetado pelo acúmulo de gordura, e até em áreas mais delicadas como no coração, são algumas das complicações que a doença pode causar.

Joelhos
O sobrepeso é o que mais acelera a artrose, desgastando rapidamente as cartilagens, demandando tratamento com fisioterapia e, muitas vezes, cirurgias. “A degeneração da cartilagem do joelho é progressiva e a principal causa é o envelhecimento. Quando associado ao excesso de peso, esse processo acaba transformando um joelho saudável em um potencialmente desgastado muito mais rápido. É como se o joelho envelhecesse de forma acelerada até chegar ao momento que a dor limita, inclusive, a realização das atividades do dia a dia, como curtas caminhadas”, afirma o ortopedista Antônio Tomazini.

Doenças Neurológicas
Demências como Alzheimer estão entre os problemas agravados pela obesidade, o que ocorre pela atividade e pelo fluxo sanguíneo cerebral que estão proporcionalmente ligados ao peso. “Quanto maior o índice de massa corporal (IMC) de uma pessoa, maiores são as chances dela ter não só o Alzheimer como demais doenças neurodegenerativas. Isso acontece porque problemas como hipertensão arterial e diabetes, que são agravadas pela obesidade, têm relação direta com a perda cognitiva”, destaca a neurologista Patrícia Coral. A recomendação é que portadores de doenças neurodegenerativas realizem regularmente estímulos físicos.

Envato

Combate à obesidade
Em casos graves, a cirurgia bariátrica é indicada para tratamento de pessoas com IMC superior a 40. “A bariátrica é uma ferramenta de tratamento para a obesidade mórbida, mas não é definitiva porque depende muito do paciente”, conta o cirurgião bariátrico do Hospital Marcelino Champagnat, Alcides Branco. “A cirurgia é eficaz se novos hábitos de vida forem adotados pelo paciente, especialmente os alimentares. O procedimento não pode ser usado só para emagrecer, mas também para manter as vitaminas em um padrão saudável e, principalmente, perder peso o suficiente para recuperar a saúde”, complementa Branco.

Atitudes urgentes
Medidas de prevenção devem ser constantes em todas as etapas da vida para evitar casos graves de obesidade. Para isso, além da atividade física regular, é preciso uma alimentação mais equilibrada, diminuindo a quantidade de açúcar refinado, bebidas com adição de açúcares (como refrigerantes e sucos artificiais) e de carboidratos simples na dieta, além do sono regulado. “Essas medidas são importantes para diminuir o acúmulo de gordura nos órgãos e promover mais saúde de maneira geral”, ressalta a endocrinologista Luiza Esteves.

Fonte: Hospital Marcelino Champagnat

7 mentiras sobre restrição de glúten e lactose na dieta

Retirada total para quem não tem intolerância ou doença celíaca pode causar problemas à saúde

As dietas com restrição ou a retirada total de glúten e lactose têm ganhado espaço na casa de muitas pessoas que buscam emagrecer. Nos últimos 12 meses, segundo o Google Trends, a busca por “dieta sem glúten” cresceu mais de 550%. Já a procura por “dieta sem lactose” registrou um aumento repentino. Porém, quem não tem intolerância aos ingredientes deve ter cuidado com medidas assim. Essas restrições extremas devem ser seguidas pelos intolerantes à lactose, sensíveis ao glúten e os celíacos.

O glúten é uma proteína presente no trigo, cevada e centeio, responsável pela elasticidade nas massas e por dar maior flexibilidade aos alimentos. Já a lactose é o açúcar existente no leite – o leite de vaca, por exemplo, contém cerca de 5% de lactose.

Por conta da busca pelo peso ideal, muitos têm retirado o carboidrato e a proteína da rotina alimentar. Porém, a nutricionista do Hospital Marcelino Champagnat, Patrícia Lara, afirma que as dietas restritivas, sem glúten e lactose, são recomendadas apenas para quem tem diagnóstico clínico. “Não existe uma comprovação científica que certifique o benefício ou justifique a retirada desses itens da dieta para os indivíduos saudáveis”, destaca. Sendo assim, há muitos mitos sobre a redução do consumo de glúten e lactose na dieta alimentar. Confira alguns deles abaixo:

Glúten engorda

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Mentira. O glúten não é o responsável pelo aumento de peso. Mas, de acordo com a nutricionista, o que faz engordar são os outros componentes dos alimentos que contêm glúten, como carboidrato e gordura. Sendo assim, a perda de peso pode ser pelo fato da retirada de pizza, cerveja e doces da dieta.

Retirar lactose da alimentação ajuda a emagrecer

Mentira. Não há evidências científicas que mostrem que cortar a lactose da dieta pode ajudar a reduzir o peso. “O fato de algumas pessoas emagrecerem com a restrição da lactose pode ser devido à diminuição calórica total na dieta”, explica Patrícia. Para emagrecer, a indicação é seguir uma alimentação saudável e equilibrada, com ajuda de um profissional.

Glúten é um carboidrato

Mentira. O glúten é uma proteína encontrada no trigo, cevada e centeio. “Quando o glúten é consumido de maneira equilibrada e correta, ao chegar no intestino ajuda na renovação das bactérias boas e na digestão alimentar”, ressalta a nutricionista.

Alimentos integrais não têm glúten

Mentira. Pão, macarrão, biscoitos e torradas contêm glúten. Dessa forma, mesmo na versão integral, em cardápios com uma alimentação equilibrada, a proteína está presente. “A definição de alimentos integrais está na quantidade de fibra que ele possui, os outros componentes continuarão na mesma proporção. Um exemplo são as farinhas com o selo do Whole Grain Council, que fazem parte do portfólio da Unium e que possuem 100% dos componentes dos grãos de trigo e procedência do alimento”, explica o coordenador de negócios do moinho de trigo da Unium, Cleonir Vitorio Ongaratto.

Lactose é prejudicial para quem não tem intolerância

Mentira. A lactose não causa prejuízo para quem não apresenta intolerância. O consumo em excesso pode provocar desconfortos gastrointestinais temporários. Desde que o leite tenha qualidade e procedência, com a presença de cálcio e ferro, pode auxiliar no fortalecimento dos ossos e no combate à anemia. Para o coordenador comercial de leite da Unium, Rogério Marcus Wolf, o cuidado na industrialização é essencial. “Para um leite de qualidade e que mantenha suas características originais, e que fazem a diferença para a saúde, a atenção tem que começar na criação de animais e seguir até o fim da cadeia produtiva, no envio do produto aos mercados. Cada fase do processo exige dedicação e, claro, o compromisso de entregar um produto final de qualidade para o consumidor”, ressalta.

A retirada de glúten e lactose não causa problemas para a saúde

Mentira. A restrição completa de leite e derivados, a longo prazo, pode ocasionar problemas à saúde, como osteoporose. Já o problema da diminuição de glúten é a redução da quantidade de fibras na alimentação, já que, se feita sem a ajuda de um profissional, o consumidor pode acabar reduzindo o consumo das fibras como consequência da retirada do glúten. “Quando feitas sem acompanhamento e instrução, as dietas sem glúten podem ficar pobres em cereais, integrais e fibras por conta da restrição de alguns alimentos. Essa falta de alguns itens pode influenciar diretamente na saúde do intestino, por exemplo”, explica a nutricionista.

Somente crianças podem consumir lactose

Pixabay

Mentira. A lactose é um carboidrato que pode ser consumido durante toda a vida, exceto intolerantes ou alérgicos. “Ao tomar qualquer decisão referente à saúde, é primordial que as pessoas consultem médicos e especialistas, ainda mais se tratando da saúde de crianças, que precisam dos nutrientes essenciais para um crescimento saudável”, finaliza Patrícia.

Fonte: Unium

“Tripé da Saúde”: profissionais fazem alerta sobre como se manter saudável na pandemia

Série de vídeos em alusão ao Dia Mundial da Saúde (7 de abril) traz especialistas dando dicas importantes

“Um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não apenas a ausência de doenças ou enfermidades”. É como a Organização Mundial da Saúde (OMS) define “saúde”. Após mais de um ano enfrentando a pandemia do novo coronavírus, profissionais do Hospital Marcelino Champagnat e do Hospital Universitário Cajuru, ambos do Grupo Marista, se unem para fazer um alerta sobre como se manter saudável em meio ao isolamento físico e restrição de atividades.

A campanha “Amor é S2 e Saúde é S3 – A importância do autocuidado físico, mental e social” entrou no ar em 7 de abril trazendo uma série de vídeos com médicos de diversas áreas. Os vídeos podem ser acompanhados nas redes sociais do Grupo Marista pelo Facebook, Instagram e YouTube.

Além da ausência de doenças, para ser saudável também é necessário analisar o corpo, a mente e até mesmo o contexto social no qual a pessoa está inserida. Ou seja, um conjunto de bons hábitos contribui para o menor risco de desenvolvimento de doenças, mas o ambiente também influencia. O diretor-geral da área de saúde do Grupo Marista, Álvaro Quintas, destaca que uma boa saúde se constrói diariamente.

“Possuímos uma lista extensa de hábitos que nos fazem ser saudáveis (ou não), mas podemos resumir em quatro itens: além do tripé de bem-estar da OMS (mental, físico e social), eu incluiria o espiritual. Precisamos lembrar que todos caminham juntos e que também é importante cuidar dos outros. Saúde e amor se conectam dessa maneira”, comenta.

Saúde mental

A Organização Mundial da Saúde enfatiza que saúde mental é “mais do que apenas a ausência de transtornos mentais ou deficiências, mas também cuidar do bem-estar e da felicidade contínuos”. De acordo com a médica cardiologista do Hospital Marcelino Champagnat, Camila Hartmann, o pensamento positivo faz muita diferença na saúde mental, ainda mais diante da pandemia do novo coronavírus. 

“Sabemos que pessoas felizes têm mais sucesso. O bem-estar mental está muito atrelado a como as pessoas enxergam o mundo e a forma de interpretação de cada situação. E isso depende da saúde mental de cada pessoa. Ela é o reflexo de outras questões na saúde, como a qualidade do sono, exercício físico e convívio social. Tudo isso traz felicidade e, junto com o pensamento positivo, podem ser a ‘chave’ para uma boa saúde mental”, analisa.

Diante das dificuldades enfrentadas nos últimos 13 meses, ter uma mente saudável é um dos principais desafios. “Fazer uma reflexão sobre o dia a dia e questões que importam de verdade nos fazem enxergar e definir os aspectos que não devemos abrir mão e os que precisamos deixar de lado. Tentar organizar prioridades e incluir na rotina as coisas que trazem felicidade faz com que as pessoas se sintam mais realizadas e vivam melhor”, aconselha Camila.

Saúde física

Já o bem-estar físico se refere às condições do nosso corpo, mas que vão além da ausência de doenças. É um aspecto mais amplo, pois tem relação com a disposição, vida saudável, autoestima física e força. A coordenadora do serviço de Check-up do Hospital Marcelino Champagnat, Aline Moraes, explica os motivos pelos quais os exercícios fazem bem para o corpo e também para a mente: “O primeiro passo é escolher uma atividade física que goste. Assim, será mais fácil de encontrar prazer e felicidade ao fazer o exercício”. 

Para ela, quando as pessoas percebem que o corpo está cansado, devem escutá-lo. “Precisamos nos mexer para que haja uma injeção de energia e reequilíbrio dos hormônios. Há estudos que apontam que exercícios físicos são extremamente eficazes para tratar depressão leve e moderada, sem o auxílio de medicamentos psiquiátricos”, explica.

Em meio ao isolamento social, é preciso adaptar também os exercícios físicos e realizá-los em casa ou em ambientes seguros. “Realizar tarefas simples, como arrumar a casa, subir escadas, dançar, cuidar do jardim e ter um momento de lazer com a família é importante para a ativação e o relaxamento do corpo. Além disso, faz com que tenhamos mais vontade de nos manter ativos. Começar devagar, com pequenos passos, faz com que o próprio corpo desenvolva a necessidade de fazer exercícios físicos contínuos”, conta a médica.

Saúde social

The Advertiser

Por fim, a saúde social faz parte do “tripé” para a busca de uma vida mais saudável. De acordo com o coordenador da Comissão de Cuidados Paliativos do Hospital Universitário Cajuru, Ronnie Ikeda, cultivar relacionamentos com a família, amigos, colegas de trabalho e comunidade em geral, por meio de trabalhos voluntários, têm grande importância na busca pelo bem-estar.

“Estamos vivendo um momento atípico e, para prezar quem amamos, respeitamos o distanciamento social. Nesse ano, foi necessária uma adaptação para manter a saúde social em dia, mas de longe – seja com encontros virtuais, happy hour online e celebrações importantes realizadas em formato drive thru, por exemplo. Mesmo assim, muitos laços foram reatados e outros amarrados com mais força. Isso porque, devido à pandemia, precisamos nos aproximar ainda mais da família e dos amigos para amenizar o estresse causado pela distância física e imposições restritivas”, comenta o Ikeda.

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A saúde social também pode ser mantida ativa por meio de livros, filmes e redes sociais. “Cada um tem sua personalidade. Uns gostam mais do relacionamento interpessoal e necessitam de mais contato. Outros são mais introspectivos e preferem um bom livro, meditação, orações ou até mesmo o ócio.  Cada um precisa identificar o que traz mais felicidade e prazer. Além disso, a solidariedade também faz bem, pois é capaz de melhorar a saúde social.”, reforça Ikeda. Ele lembra ainda que “ações coletivas proporcionam maior qualidade de vida não apenas para quem as realiza, mas principalmente para as pessoas que têm menor acesso à saúde”.

Fonte: Grupo Marista

Mamografia: tabu entre mulheres, procedimento é crucial para descoberta do câncer de mama

Além do autoexame, detecção da doença exige acompanhamento médico especializado e periódico

Para a engenheira química Claudia Giovanni Braga, de 44 anos, o autoexame sempre foi suficiente. Com a crença de que, somente após algum sintoma, seria necessário buscar ajuda profissional, Claudia detectou um nódulo no seio após realizar exames de rotina fornecidos pela empresa em que trabalha. “A mamografia não é algo que as mulheres querem fazer, ir ao ginecologista não é um compromisso divertido. Eu achava desnecessário fazer check-up sem ter sinais de alguma doença ou problemas”, explica.

De acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer, o número de casos estimados de câncer de mama feminina no Brasil em 2019 foi de 59.700. Com um número ainda elevado de casos, o diagnóstico precoce segue como melhor caminho para a cura e recuperação das pacientes. De acordo com a médica Aline Moraes, responsável pelo setor de Check-Up do Hospital Marcelino Champagnat, a descoberta tardia não é somente uma questão de vida ou morte.

“O diagnóstico precoce possibilita uma gama muito maior de oportunidades de tratamento e formas menos agressivas, que vão comprometer menos a qualidade de vida da mulher”, ressalta Aline.

Claudia descobriu o nódulo ao passar pelo check-up do Hospital Marcelino Champagnat, serviço que oferece aos colaboradores de empresas parceiras uma bateria de exames e consultas completa, ao longo de aproximadamente seis horas de atendimento. “Todos os executivos da empresa fazem o check-up no Marcelino e, na minha vez, foi quando encontrei o nódulo. Fiz a consulta com a ginecologista, realizei o exame de mamografia e, vendo que não era suficiente para um diagnóstico completo, no mesmo dia já fiz o ultrassom e fui encaminhada para a biópsia”, conta.

Para Aline, coordenadora do setor, o diferencial é o acompanhamento do paciente, além da praticidade do modelo. “O fator agilidade é muito considerado nesse serviço de check up, mas a nossa dinâmica de continuidade e comparativo de exames a cada ano é essencial, já que nos apresenta um cenário completo do paciente e suas mudanças, permitindo um diagnóstico preciso e muito mais avançado”, explica.

No caso de Claudia, após a biópsia, que revelou um nódulo ainda benigno, o acompanhamento segue sendo realizado a cada seis meses para monitorar o caso.

“Toda vez que eu vou repetir o exame, eu vivo tudo de novo, sinto a mesma angústia da descoberta, mas isso tudo mudou minha visão sobre a importância do check up. Depois da minha experiência, eu virei uma defensora da mamografia e da saúde da mulher. Pedi para minha empresa fazer uma campanha sobre isso e tirar alguns tabus que são comuns para as mulheres e geram medo do exame. Sou uma defensora do preventivo”, finaliza.

Fonte: Hospital Marcelino Champagnat