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Dez grupos de alimentos que contribuem para a saúde do coração

Cardiologista do Hospital Santa Catarina explica a importância da boa alimentação para evitar problemas cardiovasculares

Em meio à correria do dia a dia, muitas vezes, as pessoas não conseguem manter uma alimentação balanceada ou mesmo consumir produtos mais naturais, sem muitos corantes e conservantes. Por conta disso, é comum o aparecimento de problemas de saúde, em especial relacionados à obesidade, diabetes e cardiopatias.

De acordo com o coordenador de Cardiologia do Hospital Santa Catarina, Diego Gaia, muitos desses problemas de saúde podem ser evitados ou amenizados com uma alimentação mais equilibrada, além da prática de atividades esportivas. Segundo ele, existem frutas, verduras, legumes, castanhas e cereais que podem contribuir para a saúde do coração:

salmão

Peixes: Gaia explica que peixes como salmão e sardinha são ricos em ômega 3 (ácidos graxos), que auxilia no controle da pressão arterial e da coagulação do sangue. Segundo ele, consumir um ou duas porções por semana pode trazer benefícios ao coração.

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Aveia: o alimento, rico em fibras, ácidos graxos, ácido fólico e potássio, reduz os níveis de LDL, conhecido como o colesterol ruim, e ajuda a manter as artérias limpas e desobstruídas.

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Frutas: segundo doutor Gaia, há uma variedade de frutas que podem beneficiar a saúde do coração. Entre elas, o abacate, que pode ajudar a reduzir os níveis do colesterol ruim e elevar a quantidade do colesterol bom em seu corpo. As frutas vermelhas também estão no grupo de alimentos benéficos, pois são anti-inflamatórias e reduzem o risco de doenças cardíacas e câncer. A banana, rica em potássio, ajuda a manter a função normal do coração e o equilíbrio do sódio e da água no corpo. O potássio ajuda os rins a excretar o excesso de sódio, contribuindo assim para a pressão sanguínea saudável.

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Chocolate amargo: o consumo diário de um pequeno pedaço de chocolate com mais de 70% de cacau pode auxiliar no combate ao aumento da pressão arterial, pois, de acordo com doutor Gaia, o cacau é rico em resveratrol e flavonoides.

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Brócolis, cenoura e batata doce: o brócolis é rico em beta-caroteno, vitaminas C e E, potássio, folato, cálcio e fibras, assim como a batata doce. A cenoura tem grande quantidade de vitamina A.

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Grãos: segundo Gaia, cereais como arroz integral (rico em vitaminas do complexo B, fibras, niacina e magnésio), feijão preto (tem grande quantidade de niacina, folato, magnésio, ácidos graxos, cálcio e fibra solúvel) e soja (auxilia na redução do colesterol e é uma ótima fonte de proteína magra) são importantes para manter o organismo saudável, o que estimula o bom funcionamento do coração.

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Vinho tinto: o médico explica que uma taça de vinho por dia ajuda a elevar os níveis de HDL, conhecido como colesterol bom.

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Nozes: contém ômega-3 e, assim como as amêndoas e as nozes de macadâmia, são ricas em gordura mono e poli-insaturada. Além disso, nozes possuem mais fibras e são uma grande fonte de gordura saudável.

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Azeite: o óleo das olivas também tem gorduras monoinsaturadas, por isso reduz o colesterol LDL e diminui o risco de se desenvolver doenças cardíacas.

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Espinafre: o vegetal possui luteína, folato, potássio, além fibras. Por isso, pode ajudar o seu coração a se manter mais saudável.

Ainda de acordo com Gaia, a alimentação é apenas um dos pilares para uma boa saúde do coração. “É importante que, além de comer alimentos mais saudáveis, as pessoas pratiquem atividades físicas e procurem, sempre que possível, relaxar a mente para eliminar parte do estresse do dia a dia”, diz.

Fonte: Hospital Santa Catarina

Cardiologista alerta sobre os reais perigos dos alimentos ultraprocessados

De acordo com o Sistema de Informações sobre Mortalidade no Brasil, as doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) foram responsáveis por 51,6% das mortes no ano de 2015, na população de idade entre 30 e 69 anos. Um dos causadores diretos desse alarmante número é a mudança alimentar do ser humano moderno.

Alimentos in natura ou minimamente processados passaram a ser substituídos por alimentos industrializados prontos, como os preparados no micro-ondas. Estes são ricos em sódio e açúcar, elementos que, se ingeridos em excesso, podem provocar uma série de doenças – desde obesidade até problemas cardiovasculares, diabetes e câncer.

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A publicação de dois amplos estudos na Espanha e na França reforçaram a ligação desse tipo de alimento com a mortalidade precoce. O primeiro, feito pela Universidade de Navarra, acompanhou 19.899 pessoas e suas respectivas dietas por dez anos. Durante o período, 335 participantes morreram e, a cada dez que comeram menos alimentos ultraprocessados, houve 16 falecimentos entre os que mais comeram este tipo de comida (quatro ou mais porções por dia).

Já a pesquisa da Universidade de Paris seguiu 105.158 pessoas por cinco anos e mostrou que os que mais consumiram alimentos ultraprocessados tiveram índice de 12,7% a mais na ocorrência de problemas cardiovasculares que as pessoas que consumiram menos.

Para a nutricionista Regina Stikan Carrijo, do Hospital Santa Catarina (SP), este cenário merece forte atenção da população. “No mundo atual, imediatista e de muita demanda profissional, a tendência é de cada vez mais existir o consumo da comida pronta. Mas, essas, são altamente danosas à saúde, principalmente à saúde do coração. A taxa de nutrientes e fibras dos ultraprocessados é baixíssima”, completa.

O que são exatamente os ultraprocessados?

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Estes alimentos passaram por maior processamento industrial e possuem grandes quantidades de ingredientes químicos em sua composição, entre eles conservantes, modificadores de sabor e intensificadores de cor. Alguns exemplos são: refeições prontas como lasanhas, pizzas e massas; carnes processadas como bacon, salsichas e hambúrgueres; sopas e bolos instantâneos; shakes que substituem refeições; nuggets de frango e sorvetes produzidos em larga escala.

Relação na incidência de doenças cardiovasculares

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O consumo em grande quantidade dos alimentos ultraprocessados favorece o surgimento de doenças no coração, diabetes e diversos tipos de câncer. De acordo com Diego Gaia, coordenador de cardiologia do Hospital Santa Catarina (SP), o coração recebe uma bomba quando a pessoa ingere essas comidas.

“O coração é o órgão que mais sofre com esse tipo de alimentação. O trabalho dele passa a ser dobrado. Para uma vida longeva e sem sofrimentos, o ideal é investir na ingestão de carnes magras, verduras, legumes e frutas. Além disso, prática regular de exercícios e visitas periódicas ao médico”, conclui.

Fonte: Hospital Santa Catarina

Hábitos de fácil introdução no cotidiano reduzem chances de doenças no coração

Atualmente, cerca de 300 mil pessoas morrem no Brasil todos os anos vítimas de arritmias cardíacas, segundo pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde em parceria com a Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas (Sobrac). “A prevenção é a melhor maneira para manter o coração fora de riscos e alguns hábitos simples inseridos no dia a dia podem evitar problemas futuros”, afirma Diego Gaia, coordenador de cardiologia do Hospital Santa Catarina.

Abaixo, o especialista elenca cinco hábitos de fácil introdução no cotidiano que podem reduzir consideravelmente as doenças cardiológicas:

Controle os fatores de risco

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A maior parte das mortes por doenças cardíacas poderiam ser evitadas se a pessoa controlasse o colesterol ruim (LDL) do corpo. Portadores ou pessoas com histórico familiar de diabetes e hipertensão devem redobrar a atenção.

Faça exames preventivos

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Principalmente após os 40 anos, é importante realizar exames de rotina para o coração. Um possível problema pode ser evitado ou minimizado, se descoberto com antecedência. Antes dessa idade, a pessoa deve procurar um cardiologista se perceber algum sinal atípico.

Pratique exercícios com regularidade e mantenha o peso sob controle

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Fazer atividades físicas regularmente é benéfico para a saúde no geral. Porém, se tratando do coração, é ainda mais: hormônios como a endorfina liberados pelo organismo após o exercício relaxam a parede das artérias. Com a queda da pressão arterial, a taxa de glicose diminui e o índice do colesterol bom aumenta. A recomendação é praticar 30 minutos de qualquer atividade física (ex: corrida, musculação, esportes com bola etc.), no mínimo três vezes por semana.

Não fume

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O tabagismo é um dos maiores potencializadores de doenças no coração. Entre as mais comuns causadas pelo fumo estão pressão alta, infarto e Acidente Vascular Cerebral (AVC).

Priorize alimentos saudáveis

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A alimentação saudável é um dos principais fatores para evitar doenças cardiovasculares. O ideal é investir em frutas e verduras e é primordial evitar o excesso de sal e açúcar. Frituras e alimentos processados devem ser consumidos com moderação. Esses alimentos são verdadeiros vilões, já que podem elevar o colesterol ruim (LDL), um dos responsáveis por depositar gordura na parede das artérias.

Fonte: Hospital Santa Catarina

Neurocirurgião enumera seis fatores que podem prevenir o AVC

Importância dos hábitos no cotidiano são destacados pelo médico, assim como atenção especial a determinados alimentos

O Acidente Vascular Cerebral (AVC) é uma das principais causas de morte no Brasil. De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 100 mil pessoas morrem por ano em decorrência da doença (hemorrágico e isquêmico). No entanto, existem alguns fatores cruciais que podem atuar como fator preventivo à doença, segundo o Prof. Dr. Feres Chaddad, Neurocirurgião do Hospital Santa Catarina (SP).

Abaixo, o especialista enumera as seis principais condutas preventivas ao AVC.

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=Controlar pressão arterial: manter a pressão arterial sob controle passa por uma vida de bons hábitos alimentares e prática de exercícios regularmente. No entanto, algumas recomendações específicas podem fazer a diferença. Por exemplo, consumir menos de 6g de sal por dia (ou 2g de sódio), o equivalente a uma colher de chá rasa. Também é indicado a ingestão de alimentos com potássio e magnésio, pois estes estão associados ao controle da pressão, sendo importantes para o metabolismo, sistemas nervoso, vasos sanguíneos e músculos do coração. Muitos dos alimentos ricos em magnésio são as sementes, como de abóbora, gergelim e linhaça. Da mesma forma, castanha-de-caju, castanha-do-pará e amêndoas possuem alta quantidade do elemento. Para adquirir potássio, frutas como o abacate e a banana e lacticínios possuem índice bastante elevado.

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=Manter peso corporal adequado: totalmente relacionado ao peso corporal, a incidência do AVC se dá muito por conta da sobrecarga e consequente rompimento ou entupimento de artéria no sistema nervoso central. O indivíduo obeso eleva consideravelmente as chances desse acontecimento. Por isso, não ser sedentário e ter uma alimentação balanceada com frutas, verduras, legumes e sem excesso de frituras é essencial.

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=Evitar o estresse: essa dica não está totalmente sob nosso controle. Porém, é possível tentar reduzir essa carga emocional. Se o trabalho está provocando alto estresse, o melhor seria pensar em sua manutenção, se possível. Se essa não for uma possibilidade, tentar diminuir o contato com as pessoas ou atividades causadoras. Praticar exercícios físicos e mentais, como a meditação, ajudam a reduzir consideravelmente esse mal.

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=Não abusar do álcool e banir (definitivamente) o cigarro: o uso abusivo do álcool e cigarro está diretamente ligado à ocorrência do Acidente Vascular Cerebral (AVC), tanto o hemorrágico quanto o isquêmico. Não abusar da quantidade de álcool e abandonar definitivamente o cigarro é a melhor escolha.

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=Controlar o diabetes: o paciente diabético apresenta alterações vasculares em todo o corpo. Por este motivo, existe o risco maior de sofrer um AVC do que os pacientes não diabéticos. Uma dieta saudável com consumo de verduras, frutas e vegetais associado ao controle rigoroso da glicemia abaixo da faixa crítica e atividade física regular por pelo menos 150 minutos por semana diminuem o impacto da Diabetes como fator de risco para o AVC.

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=Praticar exercícios físicos: a prática de exercícios físicos é um dos fatores mais fortes de prevenção ao AVC. A atividade física mantém o metabolismo ativo, promove o equilíbrio da pressão arterial e controla o peso corporal, além de reduzir a ansiedade e chance de depressão.

Fonte: Hospital Santa Catarina

Aprenda como evitar o refluxo, problema que atinge cerca de 20% dos brasileiros

Cirurgião do aparelho digestivo dá sete dicas de como evitar o incômodo no estômago

Sensação de queimação no estômago, azia e regurgitação. Esses são alguns dos sintomas que atingem as pessoas com refluxo gastroesofágico. O problema é basicamente o retorno involuntário e repetido do conteúdo do estômago para o esôfago e atinge de 10% a 20% da população, segundo estimativas de especialistas. Porém, é possível evitar essa complicação.

Fernando Bray, Cirurgião do Aparelho Digestivo do Hospital Santa Catarina (SP), elenca algumas dicas para evitar este mal que acomete tantos brasileiros.

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Foto: Visual Hunt/CC

=Procure comer em menor quantidade, mais vezes ao dia: o ideal é fazer de quatro a cinco refeições ao dia, a cada três horas, em pequenas porções. Refeições grandes acentuam os sintomas de refluxo.

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=Não deitar logo após a refeição: é importante evitar deitar-se após as primeiras duas horas pós refeição. Na horizontal, o suco gástrico sobe com mais facilidade ao esôfago, causando desconforto.

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Foto: C_Scott/Pìxabay

=Elevar a cabeceira da cama ou dormir com travesseiro alto: a gravidade auxilia diminuindo o refluxo do estômago para o esôfago.

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=Evitar alimentos gordurosos: esse tipo de alimento, principalmente as frituras, sobrecarregam o estômago e relaxam o esfíncter (estrutura muscular no formato de anel, de controle involuntário), o que facilita o refluxo.

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=Não cometer excessos com café e bebidas alcoólicas: essas bebidas, quando ingeridas em excesso, elevam a acidez no estômago, relaxam o esfíncter esofagiano e estimulam os sintomas de queimação.

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=Evitar o tabagismo: o fumo é um grande vilão do estômago. Substâncias presentes no cigarro relaxam o esfíncter esofagiano inferior, possibilitando a volta dos alimentos.

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Foto: freshdesignpedia

=Invista em chás anti-inflamatórios: chá de camomila, espinheira santa e erva cidreira, que possuem propriedades anti-inflamatórias, contribuem para a mucosa do aparelho digestivo.

Fonte: Hospital Santa Catarina

Sete sinais que podem indicar a doença de Alzheimer

Celebrado hoje, 21 de setembro, o Dia Mundial do Alzheimer ressalta a importância da prevenção da doença

Considerada muito comum no Brasil, a doença de Alzheimer afeta 1,2 milhão de brasileiros, segundo a Associação Brasileira de Alzheimer (Abraz). O problema é neurodegenerativo, o que significa uma diminuição gradativa de células e conexões nervosas. O principal sintoma do paciente é a perda de memória.

Portanto, quanto antes a doença for percebida, menos danos serão causados. É com o intuito de reforçar a importância da prevenção e procura pelo diagnóstico médico que foi estabelecido o Dia Mundial do Alzheimer em 21 de setembro.

Alguns sinais de que a pessoa está com a doença são mais precoces e, se reconhecidos, valem uma avaliação médica especializada. O neurologista do Hospital Santa Catarina, Maurício Hoshino, reuniu sete sinais típicos que podem indicar que a pessoa pode ser uma portadora de Alzheimer.

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Ilustração: Pixabay

Repetições de falas e ações: devido aos problemas de memória, pessoas com Alzheimer tendem a repetir as mesmas frases e ações, já que a doença costuma afetar principalmente a memória recente.

Problemas para realizar atividades comuns: uma simples tarefa como fazer café pode se tornar um problema. Até mesmo a utilização dos utensílios corretos na cozinha passa a ser um obstáculo. Assim como ter dificuldade em manipulação do dinheiro, senhas e para elaborar as compras do supermercado ou padaria.

Esquecimento frequente de palavras: em um estágio um pouco mais avançado, o portador de Alzheimer passa a esquecer palavras básicas. A degeneração constante das células no cérebro leva a essa condição.

Mudança repentina de humor: é comum uma pessoa que tenha a doença de Alzheimer ficar facilmente irritada e chateada, com falta de confiança e sentindo-se frustrada.

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Não saber onde está ou o que está fazendo em determinada situação: é recorrente que o portador da doença neurodegenerativa perca a noção de onde está, esquecendo-se totalmente de seu propósito na situação e no local presente. É costume encontrar uma explicação para suas falhas, embora não justifique a frequência com que ocorrem.

Falta de higiene pessoal: algumas mudanças no comportamento são típicas do portador de Alzheimer, por exemplo, esquecer-se de tomar banho ou de fazer seus procedimentos básicos de higiene (e frequentemente argumentar que já o fez). Colocar as mesmas roupas também é habitual, assim como a falta de preocupação com a própria imagem.

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Mudança de linguagem e dificuldade na fala: a pessoa com Alzheimer tende a utilizar uma linguagem mais simplificada, utilizando cada vez menos palavras e apresenta nítida dificuldade de construir frases coesas. O vocabulário fica mais simplificado.

Fonte: Hospital Santa Catarina

Estudo revela que frentes frias podem aumentar a mortalidade por AVC

As consequências de uma frente fria para a saúde são leves na maioria das vezes, como um simples resfriado ou tosse. Porém, fatores mais graves também podem acontecer, como revela um estudo realizado na cidade de São Paulo, entre 2002 e 2011, que aponta que as baixas temperaturas podem aumentar a incidência de AVC (acidente vascular cerebral).

O artigo recém-publicado no International Journal of Biometeorology por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Católica de Santos (Unisantos), constatou 55.633 casos de mortalidade por AVC na capital paulista no período. As temperaturas abaixo de 15° se revelaram mais significativas para mortalidade em decorrência de AVC do que temperaturas mais altas (acima de 22ºC).

O estudo revelou que entre os maiores fatores de risco está a idade elevada. Os mais idosos possuem chance maior de desenvolver o AVC. Além disso, tabagismo, diabetes, hipertensão arterial, obesidade, nível de colesterol alto, histórico familiar de doenças cardíacas e alcoolismo também podem contribuir para sua ocorrência.

O neurologista do Hospital Santa Catarina (SP), Mauricio Hoshino, elenca que “Diante de baixas temperaturas, os idosos possuem menor capacidade de resposta do corpo para manter as condições fisiológicas necessárias para a sobrevivência. Isso, consequentemente, deixa o organismo mais vulnerável”.

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O médico reforça que o estresse causado pelo frio causa uma elevação da pressão arterial, assim como um aumento da viscosidade do sangue e na contagem das plaquetas. Ainda de acordo com o especialista, é fundamental se proteger no frio, principalmente em temperaturas inferiores a 10°C.

“É importante se agasalhar bastante, proteger bem o pescoço e as mãos, que são extremidades do corpo, naturais captadores do frio. Se possível, especialmente para os idosos, é recomendado evitar exposições às temperaturas extremamente baixas”, conclui Hoshino.

Fonte: Hospital Santa Catarina

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Dor de cabeça: quando devo procurar um médico?

Estar atento à frequência e aos sintomas que acompanham as cefaleias é fundamental para saber o melhor momento de marcar uma consulta com um especialista

A cena é familiar: após chegar em casa do trabalho, a cabeça lateja e o corpo pede repouso. Basta um simples comprimido analgésico e uma noite de sono para a dor desaparecer e o dia seguinte ser produtivo. Mas, quando esse cenário vira rotina e prejudica a qualidade de vida, ou vem acompanhado de outros sintomas, deve-se ficar atento e procurar ajuda médica.

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“Existem inúmeros tipos de dor de cabeça. Por vezes não é ela própria o problema, como no caso da habitual enxaqueca ou da cefaleia tensional, mas, sim, um sintoma de algo mais grave. Caso a dor de cabeça mude de característica em relação ao que se está acostumado, tornando-se intensa e noturna, ou venha acompanhada de alterações na visão, enjoos, vômitos e até crises convulsivas, é preciso procurar um médico. Para o diagnóstico correto da causa desses sintomas, podem ser solicitados exames como tomografia e ressonância magnética cerebral”, explica Marcelo Prudente do Espirito Santo, neurocirurgião do Hospital Santa Catarina (SP).

Ao consultar o médico, tenha em mãos as seguintes informações sobre as dores de cabeça que vem sentindo, para facilitar o diálogo com o profissional e até o diagnóstico: quanto tempo a dor costuma durar? Em qual região ela é sentida? Qual é a intensidade? Que tipo de dor é (crônica, aguda)? Quais outros sintomas a acompanham?

O que não fazer se as dores de cabeça forem frequentes

Evite o uso excessivo de analgésicos, pois eles podem levar a um ciclo vicioso de dor e por vezes agravar o caso. Se os episódios de crise de enxaqueca ocorrerem dez ou 15 vezes por mês, essa recomendação deve ser seguida à risca. “Algumas células no sistema nervoso central produzem endorfina, que ajuda no combate à dor. O uso frequente de analgésicos acaba prejudicando a produção dessa substância, obrigando o paciente a toma-los cada vez mais, uma vez que as dores de cabeça se intensificam bastante”, afirma doutor Marcelo.

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Nesses casos, é indicado suspender a medicação para que o sistema nervoso volte a produzir endorfinas e o organismo desenvolva sua defesa natural contra as dores de cabeça frequentes.

“Embora a interrupção do uso de analgésicos nesta situação possa fazer com que o indivíduo sofra por um período, depois ele estará livre delas, graças ao aumento da produção de endorfinas”, conclui o especialista.

Fonte: Hospital Santa Catarina