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Dia Mundial da Esclerose Múltipla: saiba como manter a qualidade de vida

No mundo estima-se que, a cada 100 mil habitantes, 33 sofram com a enfermidade; no Brasil são 35 mil pessoas

O Dia Mundial da Esclerose Múltipla, lembrado neste ano hoje, 29 de maio, surgiu para conscientizar a população sobre a doença. A esclerose múltipla é uma doença inflamatória, degenerativa e silenciosa que afeta o sistema nervoso central (cérebro e medula espinhal) causando danos na fala, equilíbrio, visão, coordenação. Outra característica é sua autoimunidade, ou seja, o sistema imunológico ataca o próprio corpo, neste caso, os neurônios.

No mundo estima-se que, a cada 100 mil habitantes, 33 sofram com a enfermidade. No Brasil, o cálculo do ministério é que em torno de 35 mil pessoas convivam com a esclerose múltipla. A doença pode acometer pessoas de todas as idades e sexos, mas, na maioria das vezes, os primeiros sintomas se manifestam em mulheres e em indivíduos de 18 a 45 anos.

A esclerose múltipla não é uma doença hereditária. As causas ainda são desconhecidas, mas estudos apontam relações com genes de suscetibilidade, problemas hormonais e infecções com o vírus Epstein-Baar, responsável pela mononucleose, mais conhecida como Doença do Beijo.

De acordo com a coordenadora do Instituto de Neurologia do Hospital Santa Paula, Renata Simm, os sintomas são variados, podem acontecer a qualquer momento e duram, em média, cerca de uma semana.

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O diagnóstico é clínico, baseado no relato do paciente e em exames, como a ressonância magnética do cérebro e o exame do líquido da medula espinhal. Eles são importantes para a confirmação da esclerose e também para afastar a suspeita de outras doenças. Entre os principais sintomas estão:

– Perda da visão, visão dupla ou embaçada.
– Alterações no controle da urina.
– Fraqueza em partes do corpo.
– Formigamento das pernas ou de um lado do corpo.
– Desequilíbrio.
– Falta de coordenação motora.
– Fadiga desproporcional à atividade realizada.

A esclerose múltipla ainda não tem cura, mas existem meios de diminuir a progressão da doença. Os tratamentos atuais buscam controlar a frequência dos surtos, reduzir a progressão da incapacidade física causada pela doença e evitar o surgimento de novas lesões no cérebro e/ou na medula espinhal. Os corticosteroides são drogas utilizadas para tratamento dos surtos e os imunomoduladores, imunossupressores e imunobiológicos (anticorpos monoclonais) servem para tratar a doença.

A descoberta da esclerose múltipla pode afetar de forma significativa a autoestima do paciente. Para enfrentar o problema, o ideal é buscar ter hábitos de vida mais saudáveis, auxílio médico e amparo emocional. Renata explica que é possível manter uma vida ativa por meio de atividades físicas e experiências sociais agradáveis. “Com o tratamento adequado e com a adoção de um estilo de vida mais leve, as pessoas podem lidar melhor com a doença.”

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Veja algumas recomendações da neurologista:

– Tenha acompanhamento médico regular e tome a medicação corretamente.
– Mantenha um estilo de vida saudável, com boa alimentação, repouso e prática de atividades físicas.
– Interrompa o tabagismo.
– Evite temperaturas extremas, pois elas podem piorar os sintomas preexistentes e até induzir novos surtos.
– Faça fisioterapia quando os movimentos forem comprometidos.
– Em surtos agudos, fique em repouso.

Fonte: Hospital Santa Paula

Dia Mundial Sem Tabaco: sete dicas para abandonar o cigarro

Hoje, 31 de maio, é lembrado como o Dia Mundial Sem Tabaco. A data é uma iniciativa da Organização Mundial da Saúde (OMS) e tem o objetivo de alertar a população sobre os perigos causados pelo hábito de fumar.

A entidade afirma que as doenças relacionadas ao tabaco matam mais que tuberculose, Aids e malária juntas. Segundo estudo da organização, no início deste ano, o tabagismo mata quase 6 milhões de pessoas anualmente, sendo 600 mil vítimas do fumo passivo. Até 2030, este número deve aumentar para 8 milhões.

No Brasil, em 25 anos, o número de fumantes diários caiu de 29% para 12% entre homens e de 19% para 8% entre mulheres. Mesmo assim, o país ainda ocupa o oitavo lugar no ranking de número absoluto de tabagistas no mundo, com o total de 18 milhões de tabagistas, segundo pesquisa do INCA (Instituto Nacional de Câncer José de Alencar Gomes da Silva).

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Pixabay

Riscos do Tabagismo

De acordo com o oncologista Tiago Kenji, especialista em câncer de pulmão do Instituto de Oncologia do Hospital Santa Paula (IOSP), o risco de câncer de pulmão em um ex-fumante será sempre maior quando comparado a alguém que nunca tenha fumado.

“Comparados aos não fumantes, os tabagistas têm cerca de 20 a 30 vezes mais risco de desenvolver o câncer de pulmão. Geralmente os sintomas aparecem apenas quando a doença já está avançada como: tosse frequente, mudança no padrão da tosse, tosse com sangue, rouquidão, chiado no peito, falta de ar e dor no tórax”, explica o especialista.

O câncer de pulmão pode ser classificado em quatro estágios. O estágio 1 representa os tumores iniciais, o 2, os tumores um pouco maiores, mas ainda restritos aos pulmões, o 3, os tumores avançados dentro do tórax, e o 4 são os tumores que já se disseminaram pelo organismo. O tratamento é feito com cirurgia, radioterapia e quimioterapia.

“Costumo dizer para meus pacientes que, hoje, o maço de cigarros custa em média R$ 7,00. Em vinte anos, o indivíduo gastará em média R$ 50 mil, ou seja, se parar de fumar, ele pode comprar um carro zero km ou fazer uma viagem para o exterior”, diz Kenji.

Para quem convive com fumantes, o médico aconselha a evitar ao máximo o contato com o cigarro, determinando a área externa como o único ambiente possível para quem quiser fumar. O médico afirma que o simples fato de ser fumante passivo já aumenta em 30% o risco de ter câncer de pulmão. “O tabagismo é uma doença crônica e transmissível, basta olhar alguém fumando para sentir vontade. É por isso que 85% dos tabagistas começam a fumar aos 16 anos. De 80% que tentam parar, apenas 3% conseguem”, afirmou.

Se o tabagista está em tratamento, é importante que a família e amigos saibam lidar com as possíveis recaídas. “Em média, é na terceira tentativa que a interrupção definitiva é alcançada pelo paciente.”

Outras doenças

Além do câncer de pulmão, o cigarro pode causar cerca de 50 outras doenças, especialmente problemas ligados ao coração e à circulação. De acordo com o médico, cada tragada é responsável pela inalação de aproximadamente 4,7 mil substâncias tóxicas.

As principais são a nicotina, associada aos problemas cardíacos e vasculares (de circulação sanguínea); o monóxido de carbono (CO), que reduz a oxigenação sanguínea no corpo; e o alcatrão, que reúne vários produtos cancerígenos, como polônio, chumbo e arsênio.

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Entre os principais danos causados ao corpo estão:

Boca: mau hálito, irritação da gengiva, aparecimento de cáries, alteração nas papilas gustativas, o que afeta o paladar, e aumento do risco de câncer de boca.

Cérebro: a dificuldade de circulação sanguínea no órgão pode comprimir os vasos e aumentar a pressão arterial, resultando em um derrame cerebral.

Coração: aumento do colesterol total, da pressão arterial e da frequência cardíaca, que pode subir em até 30% durante as tragadas. Além disso, todo fumante é mais propenso a ter infarto.

Corrente sanguínea: o fumante está mais sujeito a problemas relacionados à circulação como aneurisma, trombose, varizes e tromboangeíte obliterante, que afeta as extremidades do corpo, podendo levar à amputação de membros.

Estômago: náuseas e irritação das paredes do estômago. As substâncias tóxicas do cigarro também podem gerar gastrite, úlcera e câncer no estômago.

Fígado: a nicotina é metabolizada no fígado e, consequentemente, aumenta a chance de desenvolver câncer no órgão.

Pulmão: os tecidos dos pulmões perdem a elasticidade e são destruídos aos poucos. A doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) é um dos problemas causados e manifesta-se de duas maneiras: enfisema pulmonar e bronquite crônica. Das mortes provocadas por essas enfermidades, 85% estão associadas ao cigarro. Elas geralmente se desenvolvem depois de muitos anos de agressão aos tecidos do pulmão por causa das toxinas do cigarro.

Sete dicas para abandonar o cigarro:

O oncologista listou sete dicas para quem quer parar de fumar:

1 – Em média, é na terceira tentativa que a interrupção definitiva é alcançada, tenha paciência.

2 – Existem vários grupos de apoio antitabagistas para orientar os pacientes que desejam parar de fumar. As pessoas se reúnem em grupos de autoajuda, no mínimo, uma vez por semana. Em alguns casos essa frequência pode ser ajustada para mais dias por semana.

3 – No Brasil, os tratamentos farmacológicos podem ajudar, eles incluem o uso de adesivos e goma de mascar.

4 – Evite bebidas alcoólicas e café, pois a ingestão desses líquidos estimula a vontade de fumar.

5 – A abstinência é normal e dura somente alguns minutos. Neste momento, beba água, masque chiclete ou coma algum doce.

6 – A prática de exercício físico contribui muito para a melhora respiratória. As atividades mais indicadas são natação, caminhada, corrida e ciclismo.

7 – Busque o apoio de sua família e amigos para lidar com possíveis recaídas.

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Benefícios para quem para de fumar

Algumas das vantagens em largar o vício são:

– Ter a pressão sanguínea de volta ao normal após 20 minutos sem fumar.

– Ter a circulação sanguínea adequada após três semanas sem cigarro.

– Depois de 5 a 10 anos, ter o risco de infarto igual ao de uma pessoa que nunca fumou.

– Os que largarem o cigarro aos 30 anos podem viver até dez anos mais do que viveriam.

– Diminuir a ansiedade e o risco de calvície.

Fonte: Hospital Santa Paula

 

Hoje é o Dia Internacional da Tireoide

Saiba mais sobre hipertireoidismo, hipotireoidismo e câncer de tireoide

Hoje, 25 de maio, é lembrado o Dia Internacional da Tireoide, uma glândula em formato de borboleta que fica na parte da frente do pescoço e é responsável por produzir hormônios que regulam o organismo e controlar o processo metabólico.

Segundo a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, aproximadamente 10% das mulheres acima de 40 anos e 20% das acima de 60 anos manifestam alguma complicação na glândula. Nos homens, é mais comum desenvolver hipotireoidismo a partir dos 65 anos, mas vale reforçar que pessoas de todas as idades estão sujeitas a desenvolver doenças ligadas à tireoide.

O mau funcionamento da glândula pode causar problemas em órgãos importantes como coração, cérebro, fígado e rins. Dentre as doenças da tireoide estão o hipertireoidismo, hipotireoidismo e o câncer.

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Ilustração: SBEM

A endocrinologista do Hospital Santa Paula, Claudia Liboni, explica cada uma dessas doenças:

Hipertireoidismo: se desenvolve quando há uma produção excessiva dos hormônios da tireoide – T3 (tri-iodotironina) e T4 (tiroxina). A causa mais comum é a chamada Doença de Graves, que faz com que o sistema imunológico produza anticorpos que estimulam a glândula. O excesso de iodo presente em alguns medicamentos também pode acarretar no hipertireoidismo.

Os principais sintomas, no caso da Doença de Graves, são aumento dos batimentos cardíacos, suor excessivo, tremor de extremidades, perda de peso (mesmo, às vezes, com aumento de apetite), intestino solto, alterações menstruais, fraqueza, queda de cabelo, insônia e ansiedade. Estes podem ser sinais do excesso de hormônios da tireoide. Além disso, a doença pode afetar também globo ocular, levando ao aparecimento de olhos saltados, que doem quando movimentados, ficam vermelhos, lacrimejando e com desconforto quando expostos à luz.

O tratamento pode ser feito com medicamentos como o metimazol ou o propiltiouracil (PTU), para abaixar os níveis dos hormônios tiroidianos, iodo radioativo ingerido em líquido ou em cápsulas e captado pelas células tiroidianas, que serão destruídas, ou cirurgia para remover a glândula que produz excessivamente os hormônios.

Hipotireoidismo: se desenvolve quando há uma queda na produção dos hormônios da tireoide T3 (tri-iodotironina) e T4 (tiroxina). Muitas vezes, o hipotireoidismo é causado por uma inflamação conhecida como “Tireoidite de Hashimoto”, relacionada à falta ou ao excesso de iodo na dieta. A doença também ocorre após cirurgia de retirada da tireoide, após tratamento com iodo radioativo ou com radioterapia na região do pescoço.

De acordo com o Instituto da Tireoide, uma em cada 10 mulheres com mais de 65 anos apresenta sinais de hipotireoidismo. São eles: depressão, cansaço, diminuição dos batimentos cardíacos, intestino preso, menstruação irregular, falhas de memória, dores musculares, pele seca, queda de cabelo, ganho de peso (por retenção de líquidos) e aumento de colesterol no sangue.

O hipotireoidismo é tratado com reposição hormonal, feita por meio de medicação oral diária.

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Câncer de tireoide: o histórico de radiação na região do pescoço e de casos deste tipo de câncer na família são fatores de risco para que se desenvolva o tumor.

A grande maioria dos nódulos de tireoide é benigna, mas quando são muito grandes ou estão associados ao aumento dos gânglios linfáticos e/ou à rouquidão, aumenta-se a suspeita de um tumor maligno na tireoide. O tratamento deste tipo de câncer é cirúrgico, pela retirada total da glândula e, em alguns casos, com complementação terapêutica com o iodo radioativo.

“Para diagnosticar as alterações hormonais da tireoide, exames de sangue devem ser feitos a partir dos sintomas clínicos ou de rotina em pacientes de risco. Já nos casos de aumento do volume do pescoço ou aparecimento de nódulos, o exame mais indicado é um ultrassom de tireoide. Surgindo alguma alteração, um especialista deve ser procurado”, finaliza Claudia.

Fonte: Hospital Santa Paula

 

Dia Nacional de Combate à Cefaleia: saiba como prevenir e tratar a doença

O Dia Nacional de Combate à Cefaleia é lembrado hoje, 19 de maio, por iniciativa da Sociedade Brasileira de Cefaleia (SBCe), com o objetivo de chamar a atenção da população a respeito das dores de cabeça. A doença está entre as que mais incapacitam as pessoas de realizarem suas atividades diárias e, apenas no Brasil, atinge cerca de 140 milhões de habitantes.

Segundo a Academia Brasileira de Neurologia, estima-se que 94% dos homens e 99% das mulheres apresentam cefaleia ao longo da vida. Cerca de 70% das pessoas apontaram a dor no último ano. De acordo com a Associação Internacional para o Estudo da Dor, a prevalência média da enxaqueca ao longo da vida é de 18%, tendo seu pico na população com idade entre 30 e 50 anos, enquanto da cefaleia tensional é de 52%.

“Os números são alarmantes. Quando não tratada adequadamente, existe maior risco de a cefaleia se tornar crônica, ou seja, no início o paciente experimenta poucos dias de dor, podendo até ser considerada ‘normal’, e, com o passar do tempo, associando a diversos fatores (como o uso excessivo de analgésicos), passa a ter dores praticamente diárias, com grande impacto no trabalho, vida social e pessoal”, afirma Alexandre Bossoni, neurologista do Instituto de Neurologia do Hospital Santa Paula.

Segundo o especialista, as cefaleias podem ser classificadas em primárias e secundárias

Cefaleia primária: é quando a própria dor de cabeça é a doença a ser tratada e não há nenhum problema estrutural, como tumores, anomalias ósseas ou anatômicas provocando a dor de cabeça. O problema está na maneira em como o cérebro recebe e processa os estímulos da sensibilidade e das dores. Fazendo um paralelo com a informática, é como se fosse um defeito de “software”, que analisa de forma errada a informação. Exemplos desse caso são as cefaleias de tensão e a enxaqueca.

As cefaleias primárias podem evoluir com piora da frequência e da intensidade das crises, transformando-se em uma cefaleia crônica diária – essa mudança é decorrente de diversos fatores, um deles, bastante frequente, é o uso excessivo de analgésicos orais por automedicação. De 3 a 5% da população mundial adulta sofre de cefaleia crônica diária, tendo dificuldades no trabalho, na vida pessoal, emocional e social por ter de convier diariamente com a dor. É importante ressaltar que, independente da gravidade e intensidade da dor, existem tratamentos disponíveis para amenizar os sintomas e melhorar a qualidade de vida.

Neuropatias cranianas dolorosas, outras dores faciais e outras cefaleias são parte do grupo de cefaleias primárias e engloba a neuralgia do trigêmeo, uma dor aguda ou semelhante a um choque elétrico em partes do rosto. Outros nervos cranianos também podem ser acometidos.

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Cefaleia secundária: é quando a cefaleia é sintoma de outra doença, como sinusite, gripes, tumores cerebrais, aneurismas e meningite. A avaliação de um médico é importante para recomendar exames que possam confirmar ou descartar um ou outro diagnóstico, que terá um tratamento específico.

Os sinais que frequentemente indicam uma cefaleia decorrente de outra doença são: febre, início súbito de dores muito fortes, além de outros sintomas no corpo. O paciente já convive com alguma dor e, ao longo do tempo, ela piora progressivamente, ficando mais forte, frequente e resistente aos medicamentos.

Além disso, a mudança do padrão da dor, ou seja, do jeito como o paciente a sente, e as dores que ocorrem durante a prática de atividades físicas são sinais de alarme para dores decorrentes de outras doenças. Cefaleias novas, que aparecem após os 50 anos, merecem uma avaliação especial.

Tratamento

Segundo o neurologista, para cada tipo de cefaleia há um tratamento específico, que contempla desde terapias não-farmacológicas (mudança de hábitos e vícios, fisioterapia e psicoterapias, técnicas de relaxamento e acupuntura) a terapias farmacológicas (analgésicos, antidepressivos, anti-hipertensivos e anticonvulsivantes, ou medicações injetáveis, como a toxina botulínica em casos específicos, como os de enxaqueca crônica). Já o tratamento das cefaleias secundárias é direcionado à sua causa e pode envolver cirurgias, antibióticos e anticoagulantes.

Alguns tipos de cefaleia são mais comuns em mulheres, influenciadas pelas oscilações hormonais do ciclo menstrual. A principal delas é a enxaqueca, três vezes mais comum entre elas do que em homens. Após a menopausa, quando não há mais uma oscilação hormonal tão grande, a proporção em mulheres e homens tende a se igualar. Já nos homens, são mais comuns as cefaleias em salvas, uma das mais intensas dores descritas na medicina. Trata-se de um tipo de dor que é localizada somente em uma parte da cabeça.

A toxina botulínica, aquela mesma usada para tratamentos estéticos, tem sido aplicada para controle das crises de enxaquecas. Em cada sessão, a substância pode ser injetada em até 39 pontos da cabeça e do pescoço, com intervalos de aproximadamente 12 semanas, controlando bem os sintomas. A terapia é indicada para os casos de enxaqueca crônica.

Uma novidade, anunciada nos Estados Unidos, são os novos medicamentos injetáveis: um anticorpo (anti–CGRP) a ser aplicado na veia que também pode controlar crises de enxaqueca e, se usado regularmente, preveni-las. O tratamento ainda não chegou ao Brasil.

Prevenção

O médico afirma que diversos fatores podem desencadear uma crise, entre eles, aspectos emocionais, estresse, variações bruscas de temperatura e umidade do ar, fatores hormonais e alimentação.

“A ideia de normalidade atribuída à cefaleia é perigosa, atrasa o diagnóstico e o tratamento adequado, podendo ainda levar à automedicação, grave problema cultural em nosso país, mas também não significa que toda e qualquer mínima dor de cabeça signifique uma doença ou algo grave. Escute seu corpo. Se algo te incomoda, busque orientação e ajuda especializada de um neurologista de confiança. A dor é o meio de que seu corpo tem de chamar sua atenção de que algo não vai bem, mas não é sinal, necessariamente, de uma doença orgânica, pode ser, por exemplo, apenas um hábito de vida ruim”, ressalta Bossoni.

Veja abaixo algumas dicas do neurologista:

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– Dor de cabeça também pode ser fome. Ficar muito tempo em jejum pode levar à queda de açúcar no sangue (hipoglicemia), que é um dos principais desencadeadores da enxaqueca, e à abstinência de outras substâncias, como a cafeína, que também pode desencadear a cefaleia. O consumo de alimentos que liberam açúcar podem também causar dores muito rapidamente.

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– Problemas oftalmológicos, como hipermetropia, miopia e astigmatismo, podem causar dor de cabeça. Nesses casos, o paciente relata acordar bem, mas durante ou no final do dia começam as dores. A este tipo de queixa damos o nome de astenopia. Uveítes (doenças inflamatória nos olhos) e glaucoma agudo também podem provocar essas dores de cabeça.

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– Durante uma crise sempre tenha o medicamento indicado pelo médico por perto. Em caso de dor intensa, procure um local fresco e escuro para recostar. Beba muita água, coma moderadamente e mantenha-se em repouso. Colocar gelo sobre as áreas doloridas também pode minimizar a dor.

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– A herança genética tem sua contribuição no desenvolvimento da cefaleia, mas observa-se que os hábitos de vida do paciente também influenciam muito. Um indivíduo que come mal, fuma, bebe, não faz exercícios físicos regularmente e não tem um sono reparador terá uma maior chance de desenvolver ou agravar uma cefaleia preexistente.

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– A cafeína potencializa os efeitos de outros analgésicos e tem sido usada no auxilio do tratamento da cefaleia, principalmente na enxaqueca e na cefaleia do tipo tensional, inclusive em casos de abstinência da bebida. Porém, o uso abusivo ou em indivíduos sensíveis a esta substância pode precipitar alguns tipos de cefaleia, principalmente a chamada cefaleia em salvas que, como foi falado anteriormente, é a mais intensa de todas.

Fonte: Hospital Santa Paula

 

Confira mitos e verdades sobre hipertensão

Hoje, 26 de abril, é o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão. A data promovida pela Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH) tem como objetivo mostrar a importância de medir a pressão arterial regularmente e incentivar hábitos de vida saudáveis à população. O tema da campanha deste ano é “Meça Sua Pressão”, com ações multidisciplinares da SBH abordando alimentação saudável, práticas de atividade física e controle do estresse.

A hipertensão, também conhecida como pressão alta, ocorre quando a pressão do sangue, causada pela força de contração do coração nas paredes das artérias para impulsionar o sangue para todo o corpo, se eleva. De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), ter uma pressão abaixo de 12/8 é normal, enquanto ter valores iguais ou superiores a 14/9 são considerados casos de hipertensão.

Segundo a SBH, a doença acomete uma em cada quatro pessoas adultas, o que representa cerca de 30% deste grupo. Após os 60 anos, o número de atingidos aumenta para mais de 50%. Em crianças e adolescentes, 5% são hipertensos. A doença é responsável por 40% dos infartos, 80% dos derrames e 25% dos casos de insuficiência renal terminal.

Na maioria dos casos, a hipertensão não apresenta sintomas, mas alguns sinais podem indicar alterações do bombeamento do sangue e devem ser examinados por um médico, são eles: tontura, falta de ar, palpitações, dor de cabeça frequente e alteração na visão.

Pessoas obesas, estressadas ou com histórico familiar da doença devem ficar mais atentas. Os hábitos alimentares têm um grande impacto para o surgimento e desenvolvimento da hipertensão. A SBC aponta que o sobrepeso e a obesidade podem acelerar em até 10 anos o aparecimento da doença.

Para auxiliar no combate à doença, o cardiologista do Hospital Santa Paula, Fabricio Assami, fala sobre sete mitos e verdades:

1. Hipertensos não devem praticar exercícios físicos.

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Mito: a prática de atividades físicas, pelo menos 5 dias por semana, é essencial para a manutenção de uma vida saudável. Faça caminhadas, substitua o elevador pela escada, ande de bicicleta, nade, dance, mas sempre controlando a pressão.

2. Reduzir o consumo de sal é o suficiente para prevenir a hipertensão.

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Mito: o consumo exagerado de sal é apenas um dos fatores que influenciam na pressão alta. Deve-se ficar atento à alimentação como um todo, incluindo o consumo de alimentos industrializados e açúcares.

3. Hipertensos devem evitar o consumo de bebidas alcoólicas.

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Verdade: a ingestão excessiva de álcool, além de ser calórica, aumenta a pressão arterial.

4. A apneia do sono (despertares noturnos, ronco e sonolência durante o dia) predispõe à hipertensão.

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Verdade: o organismo de quem tem apneia do sono libera adrenalina para combater o distúrbio e contrai os vasos sanguíneos, aumentando a pressão arterial. Se a apneia for tratada, a pressão pode se normalizar.

5. A hipertensão não atinge pessoas jovens.

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Mito: embora o número de atingidos pela pressão alta seja maior entre idosos, pessoas de todas as faixas etárias podem desenvolver a doença e devem se prevenir.

6. Fumar prejudica quem tem pressão alta.

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Verdade: o fumo é capaz de aumentar o ritmo das batidas do coração e a pressão. Sendo assim, é capaz de desencadear ou piorar um quadro de hipertensão.

7. Manter a mente tranquila e controlar o estresse pode ajudar hipertensos.

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Foto: Pinterest

Verdade: o estresse, quando acumulado, deixa o organismo em alerta e aumenta a pressão arterial. Controlar o estado emocional é essencial tanto para combater a doença, como para tratá-la.

Fonte: Hospital Santa Paula

 

Atenção plena é tema de evento do Dia Mundial da Saúde no Parque do Povo

Experiências sensoriais com alimentos, workshop e práticas corporais de atenção plena, exames gratuitos e orientações de profissionais de saúde são as principais atrações

 

Sábado, 7 de abril, é o Dia Mundial da Saúde e, para comemorar a data, o Hospital Santa Paula realizará a 11ª edição do evento “Cuide-se, Viva a Vida Melhor”, das 9h às 15h, no Parque do Povo – zona sul de São Paulo. O tema deste ano é Estar presente é o melhor presente que você pode dar à sua saúde, em referência à técnica de mindfulness, traduzido para o português como atenção plena.

Uma estrutura com 210 m² será montada para receber os visitantes para uma série de exames de saúde gratuitos como avaliação de risco cardiovascular, aferição de pressão arterial, teste de glicemia, teste de colesterol, avaliação de massa corpórea (IMC) e bioimpedância.

Haverá ainda orientação sobre AVC (sinais, tratamento e reabilitação), dicas de prevenção ao câncer de pele e orientações de assistência básica ao paciente com parada cardiorespiratória em ambientes públicos. Para isso, o hospital contará com uma equipe multidisciplinar formada por médicos, enfermeiros, farmacêuticos, nutricionistas, fisioterapeutas e educadores físicos à disposição da população durante todo o evento.

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Pixabay

Para que o público passe por uma experiência sensorial completa, o evento contará com a Tenda dos Sentidos, um espaço de contato com os alimentos para acionar os cinco sentidos do corpo:

– Audição: degustação de alimentos crocantes em frente a um tablet com fones de ouvido e, depois, sem interferência sonora alguma.

– Visão: experimentação de chips de alimentos para desconstruir a sua forma natural. Muitas vezes, criamos uma ideia de que algo é ruim ou gostoso pela aparência, sem nos darmos a chance de provar. Nos chips, os alimentos ficam todos padronizados e com uma aparência única.

– Paladar: degustação de olhos vendados com atenção total no sabor.

– Olfato: os alimentos ficarão escondidos em caixas escuras e o público terá que adivinhar pelo cheiro.

– Tato: tocando no alimento sem vê-lo, a pessoa terá que descobrir o que é pela textura.

Para estimular o público a parar e exercitar a atenção plena no momento presente, a Tenda dos Sentidos contará com uma intervenção artística com estátuas vivas, uma experiência lúdica para promover a reflexão e incentivar as pessoas a conhecerem as práticas de mindfulness e mindful eating.

Por falar em exercitar a atenção plena, as práticas corporais são fundamentais para manter a saúde em ordem. Pensando nisso, a personal trainer das famosas, Cau Saad, vai levar para o parque o circuito Alongue seu corpo, sua alma e sua mente com técnicas de conscientização do corpo. Qualquer pessoa pode participar gratuitamente da atividade.

Para quem tiver interesse em conhecer melhor o grande tema do evento, das 12h30 às 13h30, haverá um workshop gratuito com Marcelo Demarzo sobre mindfulness e mindful eating. Um dos maiores nomes da área no Brasil, Marcelo é médico da família, fundador e coordenador do Mente Aberta – Centro Brasileiro de Mindfulness e Promoção da Saúde da Universidade Federal de São Paulo.

Encontradas em diversas tradições culturais e filosóficas, as práticas de mindfulness têm sido cada vez mais integradas na prática clínica contemporânea, principalmente na psicologia e medicina. Resumidamente, trata-se de um estado mental baseado na experiência direta do momento presente, com consciência plena, atitude aberta e não-julgadora a cada instante.

Vários estudos comprovam a eficácia do mindfulness para a promoção da saúde, incluindo pessoas com diagnósticos de câncer, ansiedade, depressão, dor crônica, cardiopatias e transtornos relacionados ao estresse.

Para a coordenadora do Instituto de Neurologia do Hospital Santa Paula, Renata Simm, o assunto tem ganhado cada vez mais visibilidade nos congressos de neurologia por atuar como um elemento coadjuvante na prevenção e tratamento de pacientes com transtornos de ansiedade, estresse e depressão.

“Estudos recentes mostram que os programas de mindfulness são eficazes na regulação emocional, fazendo com que as pessoas lidem melhor com seus sentimentos e emoções. Os resultados apontam para a melhora de diversos quadros associados a esses problemas como a qualidade do sono, dificuldades interpessoais, transtornos alimentares, etc. Cientificamente também tem se mostrado eficiente como coadjuvante no tratamento de problemas orgânicos, como cardiopatias e alergias”, explica a neurologista.

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Já o mindful eating é a prática da técnica de mindfulness adaptada ao momento das refeições. O propósito é estar atento ao que se come utilizando todos os sentidos, não apenas o paladar, para aumentar a consciência da escolha de cada alimento.

Nesta prática, o ideal é que a pessoa faça as refeições sem interrupções (TV, rádio, smartphone etc) e preste atenção em cada alimento, cada degustação, cada cheiro. Para os especialistas, o mindful eating promove o autocuidado e a consciência do momento presente, verificando a experiência atual, desejos, fome física e saciedade reconhecendo cada experiência alimentar como única.

“A compreensão que temos do mundo é sempre mediada pelo cérebro, portanto, olhos, boca, ouvidos, nariz e pele são ferramentas na construção da realidade. Aromas, sons, texturas, tudo é objeto de reflexão. A relação entre essas sensações passa obrigatoriamente pela memória. É ela que vai classificar e registrar as vivências como boas ou más lembranças. É por isso que quando vemos um determinado alimento ou sentimos seu cheiro nosso cérebro reage com a famosa sensação de água na boca ou um arrepio de aversão”, explica Renata.

Agenda

9h às 15h: Tenda dos Sentidos e circuito de exames com orientações de profissionais de saúde

11h às 12h: Circuito Alongue seu corpo, sua alma e sua mente com Cau Saad

12h30 às 13h30: Workshop sobre mindfulness e mindful eating com Marcelo Demarzo

Apoio

O evento recebe apoio da multinacional francesa Sodexo, que está presente no mercado há mais de 50 anos e é responsável pela área de nutrição e dietética do Hospital Santa Paula. A empresa irá realizar atendimento nutricional aos participantes do circuito, além de ser a responsável pelos alimentos e brindes ao final do evento com o promover a alimentação saudável.

saude primeiros socorros cruz pixabay

11ª edição do evento “Cuide-se, Viva a Vida Melhor”
Data: sábado, 7 de abril de 2018
Horário: das 9h às 15h
Local: Parque do Povo
Endereço: Av. Henrique Chamma, 420 – Vila Olímpia, São Paulo
Evento gratuito.
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Fonte: Hospital Santa Paula

 

Guia do Folião – dicas para aproveitar o Carnaval de forma saudável

Dormir bem, fazer uma alimentação balanceada e se hidratar são cuidados fundamentais para aguentar todos os dias de folia

Em breve, milhares de pessoas sairão às ruas para celebrar mais um Carnaval, festa popular brasileira conhecida internacionalmente. A programação vai dos blocos de rua aos desfiles de escola de samba, além de bailes em lugares fechados como clubes e casas noturnas.

Para cada evento, existem alguns cuidados específicos e também os que devem ser tomados em qualquer ocasião. É importante entender o limite do corpo de cada um, o que inclui preparo físico e noções de suscetibilidade do organismo.

Confira abaixo as orientações do diretor médico e cardiologista do Hospital Santa Paula Otávio Gebara:

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– Evite a ingestão de alimentos pesados, que dificultem a digestão. Dê preferência para as frutas e verduras;

– Hidrate-se de duas em duas horas: o recomendado é ingerir no mínimo dois litros de água por dia (exceto pacientes com restrições médicas);

– Beba moderadamente: o consumo excessivo de álcool ou a mistura de destilados com fermentados pode acabar com a festa e causar ressaca no dia seguinte. Em casos extremos, é possível desenvolver pancreatite em apenas um dia de muito excesso por causar um edema que impede a drenagem do pâncreas;

– Sempre tenha em mãos barrinhas de cereais para garantir a alimentação de duas em duas horas;

– Cuidado com o calor excessivo: em dias muito quentes a tendência é a pressão arterial cair, o que pode ocasionar enjoo, tontura e desmaios. Para evitar a queda de pressão é preciso manter o corpo hidratado, alimentar-se adequadamente, vestir roupas leves e evitar ambientes pouco ventilados;

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– Beijo na boca: normalmente trocamos em torno de 250 bactérias e alguns vírus quando beijamos alguém. Portanto, é preciso ter cautela para prevenir doenças como a mononucleose, conhecida como “doença do beijo”. Trata-se de uma doença viral com sintomas parecidos com os da gripe: febre alta, dor ao engolir, tosse, cansaço, falta de apetite, dor de cabeça, entre outros;

– Doenças sexualmente transmissíveis: todo ano o Ministério da Saúde faz uma campanha sobre a importância do uso da camisinha neste período. A camisinha é item fundamental do folião consciente.

Na avenida:

– Salto alto: ficar em pé por muitas horas sambando de salto alto pode ocasionar dor nas pernas e na planta dos pés, câimbras, inchaço nos pés, joanete, calos, problemas nas unhas, entre outros. Para evitar esses problemas, procure usar um salto com a base e o bico mais largo, assim os dedos não ficam apertados. Já para o dia seguinte, o médico aconselha ficar com as pernas esticadas;

– Algumas fantasias dificultam a ida ao banheiro. Como muitos foliões ficam horas preparados para entrar na avenida, a dica é ir ao banheiro antes de se vestir. Evite reter urina por longos períodos, porque, além do desconforto, favorecem as infecções urinárias e formações de cálculos;

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– Durma bem: no dia seguinte procure dormir pelo menos oito horas para reequilibrar o organismo.

Nos blocos de rua:

– Proteja sua pele: o excesso de exposição ao sol é a principal causa do câncer de pele, o mais comum no país. Por este motivo, o protetor solar deve fazer parte da rotina do folião, retocando a cada duas horas, assim como o uso de chapéus e camisetas.

– Utilize calçados confortáveis: o ideal é usar tênis para proteger os pés e ter mais flexibilidade nos movimentos. Esse tipo de calçado amortece o impacto e é mais confortável, afinal, você ficará em pé a maior parte do tempo;

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– Para evitar insolação, hidrate-se pelo menos de duas em duas horas, use filtro solar e prefira as roupas com tecidos leves (evite tecidos do tipo sintético) e use chapéus ou bonés para uma maior sensação de conforto;

– Álcool gel: como não é possível lavar as mãos em banheiros químicos, a chance de contaminação aumenta. Os contágios mais frequentes são de E.coli – que faz parte da flora natural do corpo, porém, quando há um desequilíbrio, causa náusea, vômito e diarreia; e o vírus VHA, da Hepatite A. Para se prevenir, tenha um álcool gel para higienização das mãos sempre que for ao banheiro.

Fonte: Hospital Santa Paula

Avaliação gratuita da pele e orientação de dermatologistas

Evento alerta a população sobre os perigos da exposição ao sol sem proteção; câncer de pele é o de maior incidência no Brasil e responde por 25% de todos os diagnósticos de câncer no país

Para marcar a abertura do Dezembro Laranja, estipulado pela Sociedade Brasileira de Dermatologia como o mês de prevenção ao câncer de pele, o Hospital Santa Paula promove na sexta-feira, 1º de dezembro, das 9 às 15 horas, uma ação de conscientização gratuita e aberta ao público na recepção de internação do hospital.

O evento faz parte do Movimento Dezembro a Dezembro Laranja, lançado em 2016 pelo hospital com o intuito de alertar a população sobre os perigos da exposição ao sol sem proteção.

O público terá a oportunidade de fazer uma simulação gratuita das condições da pele por meio de uma máquina derma scan cujo emissor de luz com lâmpada de wood permite uma visão instantânea de manchas no rosto, inclusive aquelas impossíveis de perceber a olho nu. Também será possível avaliar as condições da pele antes e depois da aplicação do protetor solar. A avaliação é totalmente interativa: o paciente poderá acompanhar o processo pelo espelho interno regulável e receber a foto via whatsapp.

As dermatologistas Maria Luísa Barros, Monica de Mello e Vanessa Mussupapo estarão no local para orientar as pessoas sobre a importância de proteger a pele da exposição do sol. Haverá ainda distribuição de amostras de protetor solar, uma parceria com a Bioderma.

De acordo com a dermatologista do Hospital Santa Paula, Vanessa Mussupapo, o câncer de pele é o tipo mais comum no Brasil e sua prevalência cresce anualmente. Ele responde por 25% de todos os diagnósticos de câncer no Brasil e está dividido em dois tipos: melanoma e não melanoma. O não melanoma tem origem geralmente nas células basais ou escamosas. Já o melanoma tem origem nos melanócitos, as células produtoras de melanina.

“O brasileiro, independente da estação do ano, não tem o costume de se proteger adequadamente do sol. Isso faz com que o câncer de pele seja o tipo mais comum e de maior incidência no Brasil. O excesso de exposição ao sol é a principal causa da doença, uma vez que a radiação ultravioleta é a maior responsável pelo desenvolvimento de tumores cutâneos. Se detectado precocemente, o câncer de pele pode ser curado com facilidade”, explica a dermatologista.

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Abaixo algumas estatísticas do Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA):

– A estimativa para o Brasil, biênio 2016-2017, aponta a ocorrência de cerca de 600 mil casos novos de câncer. Excetuando-se o câncer de pele não melanoma (aproximadamente 180 mil casos novos), ocorrerão cerca de 420 mil casos novos de câncer. Sem contar os casos de câncer de pele não melanoma, os tipos mais frequentes em homens serão próstata (28,6%), pulmão (8,1%), intestino (7,8%), estômago (6,0%) e cavidade oral (5,2%). Nas mulheres, os cânceres de mama (28,1%), intestino (8,6%), colo do útero (7,9%), pulmão (5,3%) e estômago (3,7%) figurarão entre os principais.

– O câncer de pele não melanoma é o câncer mais incidente em homens nas regiões Sul (138,75/100 mil), Centro-Oeste (114,71/100 mil) e Sudeste (92,86/100 mil). Nas Regiões Nordeste (42,48/100 mil) e Norte (28,89/100 mil), encontram-se na segunda posição.

– Nas mulheres, é o mais frequente em quatro regiões, com um risco estimado de 134,19/100 mil na Região Sudeste, 102,71/100 mil na Região Centro-Oeste, 93,58/100 mil na Região Sul e 44,12/100 mil na Região Nordeste. Já na Região Norte (23,12/100 mil), ocupa a segunda posição.

– Quanto ao melanoma, sua letalidade é elevada; porém sua incidência é baixa (3 mil casos novos em homens e 2.670 casos novos em mulheres). As maiores taxas estimadas em homens e mulheres encontram-se na região Sul.

– No Estado de São Paulo, a incidência de câncer de pele não melanoma é de 86,09 para cada 100 mil homens e 125,74 para cada 100 mil mulheres.

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Dezembro Laranja no Hospital Santa Paula
Data: 1º de dezembro de 2017, sexta-feira
Horário: 9h às 15h
Local: Hospital Santa Paula – recepção de internação
Endereço: Av. Santo Amaro, Nº 2468 – Vila Olímpia – São Paulo
Informações: (11) 3040-8156
Apoio: Bioderma
Evento gratuito

Fonte: Instituto de Oncologia Santa Paula (IOSP)

Dia Mundial do Diabetes: quase 9% da população é afetada pela doença

Em dez anos, número de casos cresceu quase 62% no Brasil. Endocrinologista do Hospital Santa Paula ressalta a importância da prevenção

Em 14 de novembro é comemorado o Dia Mundial do Diabetes, data criada em 1991 pela International Diabetes Foundation (IDF) em parceria com a Organização Mundial da Saúde (OMS) para conscientizar a população sobre a doença que afeta 8,9% de toda a população brasileira, segundo dados de 2016 divulgados pelo Ministério da Saúde.

Este número corresponde a mais de 18 milhões de pessoas e representa um crescimento de 61,8% em relação a 2006. De acordo com a endocrinologista do Hospital Santa Paula, Livia Faccine, o que pode ter provocado este aumento foi a falta de cuidados de rotina com a saúde e o estilo de vida cada vez mais acelerado nas cidades, com pouca atenção à alimentação.

“Os problemas decorrentes da urbanização, como estresse e falta de tempo, muitas vezes levam o indivíduo à má alimentação e ao sedentarismo que, somados à predisposição genética, podem resultar em sobrepeso/obesidade. Juntos, esses são fatores de risco para o desenvolvimento do diabetes, uma doença crônica e silenciosa com a qual o paciente deverá conviver durante a vida toda”, relata a médica.

Existem diferentes tipos da doença, mas os mais conhecidos são o diabetes tipo 1 e o tipo 2. O diabetes tipo 1 é caracterizado pela falência das células beta no pâncreas e é mais comum em pessoas com idade abaixo dos 35 anos. Já o diabetes tipo 2 ocorre por resistência à ação da insulina, tendo a obesidade como um dos principais responsáveis.

A especialista explica que, no Brasil, o número de pessoas diagnosticadas com a doença é maior em faixas etárias mais altas. Além disso, entre a população com escolaridade baixa a incidência do diabetes é quase três vezes maior porque têm menor conhecimento sobre a doença.

O diabetes também é uma das principais causas de amputações no país, conforme dados da OMS. De todas as amputações que acontecem no Brasil, 70% são em decorrência da doença. E esse problema não se limita ao território brasileiro: a cada um minuto três pessoas ao redor do mundo são amputadas por causa de complicações do diabetes.

A IDF aponta que o Brasil é o quarto país com o maior número de adultos diabéticos. Isso resulta em um gasto anual de cerca de R$ 6,6 bilhões com pessoas com diabetes, valor 5,5 vezes maior que o custo da reforma do estádio do Maracanã.

Como identificar?

Livia explica que o diabetes tipo 1 pode incluir sintomas como excesso de sede, perda de peso repentina e acelerada, fome exagerada, cansaço, vontade de urinar com frequência, problemas na cicatrização, visão embaçada e, em alguns casos, vômitos e dores estomacais.

Já o diabetes tipo 2 é o tipo mais comum. A maioria dos casos não apresenta sintomas, exceto quando a glicemia está muito elevada, aí pode-se apresentar os mesmos sintomas do diabetes tipo 1.

Mulheres são mais suscetíveis

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Números divulgados pelo Ministério da Saúde mostram que o diabetes afeta mais mulheres do que homens. Enquanto 7,8% dos brasileiros foram diagnosticados com a doença, 9,9% das mulheres do País apresentam diabetes.

“O diabetes exerce um impacto maior nas artérias femininas do que nas masculinas. O fato é comprovado cientificamente, mas ainda não se sabe a razão”, relata a médica.

Impotência sexual masculina

O aumento da quantidade de açúcar no sangue, em médio prazo, pode causar lesões nos vasos sanguíneos e nervos, que são os principais elementos responsáveis pela ereção do pênis.

“O tratamento do diabetes, assim como o controle do peso e da pressão arterial, é muito importante para a melhora da ereção. Como em alguns casos a disfunção sexual de origem diabética pode apresentar também fatores psicológicos, torna-se necessário um apoio psicológico, inclusive de seu médico e da parceira.” explica Faccine.

O primeiro passo para o paciente diabético que esteja sofrendo com a impotência é controlar os níveis de açúcar no sangue de forma rápida e efetiva. Com medicamentos e mudança no estilo de vida o paciente pode reassumir a atividade sexual, diminuindo os sintomas da impotência.

“Todo homem deve ter em mente que o diabetes é uma doença silenciosa e quando começam a aparecer os sintomas de disfunção erétil é porque a doença já tem alguns anos de evolução. Após os 40 anos, é recomendável consultar regularmente um urologista. Se o médico detectar alguma alteração na glicemia, será solicitado um acompanhamento endocrinológico para iniciar um tratamento preventivo com o intuito de evitar transtornos no futuro” explica a endocrinologista do Hospital Santa Paula.

Estudos internacionais apontam que 50% dos homens relatarão algum episódio de impotência sexual nos seis primeiros meses após o diagnóstico de diabetes. Mesmo assim, a impotência sexual pode ser bem controlada em quase todos os homens portadores da doença.

Prevenção e tratamento

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O tratamento inclui medicações de uso oral e opções injetáveis, como a insulina. Há vários tipos de insulina no mercado, algumas de ação rápida, outras de ação lenta, e a combinação delas são necessárias em alguns casos. Associado ao uso das medicações, é preciso fazer uma dieta com carboidratos complexos (farinha integral e sem açúcar), perder peso quando for o caso e realizar atividades físicas, tanto aeróbicas quanto anaeróbicas.

Fonte: Hospital Santa Paula

Hoje é o Dia Mundial de Combate À Dor

Especialista relata os tipos de dor e dá algumas orientações para aumentar a qualidade de vida do paciente

A dor é uma sensação tão presente na vida de quem a sente que recebe uma data exclusiva. Lembrado em 17 de outubro, o Dia Mundial de Combate à Dor é uma data importante para a conscientização e conhecimento desse problema que, quando constante, pode virar a própria doença.

De acordo com o cardiologista e diretor médico do Hospital Santa Paula, Otavio Gebara, a dor varia em sua definição e reconhecimento de uma pessoa para outra. Ela também pode ser classificada em diferentes tipos de acordo com a intensidade e o tempo de duração. São elas:

Dor aguda: é a que ocorre em forte intensidade e, geralmente, em um período de tempo que pode variar de minutos a semanas. Costuma desaparecer quando a causa é devidamente diagnosticada e tratada, como cólica, dor de dente, contusões, entre outros.

Dor crônica: com duração de meses a anos, normalmente está associada a uma doença crônica ou a lesões tratadas previamente. São exemplos as dores causadas por câncer, por atrite, por esforço repetitivo etc.

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Foto: AdobeStock

Dor recorrente: por mais que tenha curtos períodos de duração, costuma se repetir com frequência, podendo acompanhar o indivíduo ao longo de toda sua vida. A forma mais conhecida de dor recorrente é a enxaqueca.

Dor fantasma: é a dor que se sente em uma parte do corpo que foi removida. É comum que o paciente tenha esta dor logo após a cirurgia de amputação e o desconforto pode persistir por dias ou semanas.

Dor psicológica: além das dores físicas, é possível sentir dores psicológicas causadas por desequilíbrios emocionais. É o caso da tristeza, da ansiedade e do estresse, por exemplo. Em algumas situações, a dor psicológica pode ser sentida também no corpo, se convertendo em uma dor física.

Aviso

Para Gebara, a dor é um sinal que nos avisa quando algo não está bem. “Muitas pessoas minimizam a condição da dor e não buscam ajuda profissional. É importante observar porque a dor pode ser um sintoma que vai desde um problema simples a algo mais complexo como infarto, AVC, cólica renal, apendicite, entre outros. Se a dor estiver intensa e paciente der entrada em um pronto-socorro, a triagem precisa ter uma abordagem multidisciplinar para identificar as necessidades do paciente naquele momento”, explica.

Abaixo, o médico do Hospital Santa Paula dá algumas dicas para os momentos de dor:

1 – Observe-se: pesquise sobre seu problema e saiba o que pode aliviar ou agravar a sua dor. Não deixe a dor ficar insuportável para tratar. Sempre procure um médico.

2 – Não pratique a automedicação: ao invés de acabar com o problema, há o risco de mascarar um diagnóstico de um problema grave. Além disso, tomar remédio sem orientação e em quantidades inadequadas aumenta a probabilidade de efeitos colaterais.

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3 – Inspire e expire profundamente por alguns segundos: a técnica da respiração profunda ajuda a manter a dor sob controle. Exercícios de meditação também podem ajudar porque permitem controlar o aumento da frequência cardíaca e as reações do corpo, que entra em alerta com estresse. Feche os olhos e relaxe todos os músculos.

4 – Se você sofre de dor crônica, o fisiatra é um profissional com experiência em dor e reabilitação. Ele pode fazer um diagnóstico mais preciso, considerando o que podem provocar ou agravar o quadro de dor e definir o melhor tratamento.

Fonte: Hospital Santa Paula