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Nutricionista ensina como substituir o sódio sem perder o sabor dos alimentos

Um dos temperos mais utilizados em todo o mundo, o sal também é um dos principais agentes causadores de alguns problemas de saúde. Por isso, há sempre campanhas de conscientização de consumo com moderação. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o ideal é que a ingestão de sódio por dia não ultrapasse 2g (uma colher de café rasa). No Brasil, a média é mais do que o dobro: 4,7g/dia.

“O paladar do brasileiro já é tendencioso para comidas mais salgadas. Só que, com o tempo, os prejuízos do grande consumo de sódio são diagnosticados, como pressão alta e problemas renais, que afetam, principalmente, os idosos”, explica Milena Maffei Volpini, coordenadora de nutrição da Cora Residencial Senior.

O estudo “Heart Disease and Stroke Statistics” (Estatísticas sobre Doenças Cardíacas e Infartos), da American Heart Association, apontou que durante os anos de 2001 e 2011, a taxa de morte por hipertensão, aumentou 13,2% nos mais de 190 países pesquisados. O consumo excessivo de sal é prejudicial em qualquer idade, mas os riscos são maiores nas pessoas idosas, pois se trata da faixa etária em que há um número maior de doenças clínicas. Segundo a OMS, a hipertensão arterial atinge 30% da população adulta brasileira. Na terceira idade, este número passa para 50%.

Conscientização

sal - morguefile

De acordo com um levantamento realizado pela Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH), pouco mais de 20% dos hipertensos controlam adequadamente a hipertensão arterial. E este controle, de acordo com Milena, não deve ser apenas com medicações, mas também a conscientização do uso adequado do sal e uma alimentação correta ajudam a amenizar os índices de pressão.

“O aumento do consumo de sal na terceira idade é compreensível, já que, ao passar dos anos, perdemos a sensibilidade aos sabores. Para dar mais gosto a comida sem aumentar o sal, o ideal é preparar temperos naturais”, afirma Milena.

Na Cora, além das famílias já terem indicações médicas sobre o consumo de sal, as nutricionistas sempre acompanham as refeições oferecidas e, por meio das avaliações nutricionais que são feitas, realizam orientações nutricionais individuais de acordo com a necessidade de cada residente. Outra estratégia da Cora é não disponibilizar saleiros nas mesas, assim, não incentiva os residentes a adicionarem mais sal nas preparações.

Existem alguns temperos que podem substituir o sal, como pimenta, orégano, noz moscada, louro, limão, gengibre, coentro, cebolinha, cominho, canela, alecrim e alho, mas é preciso ficar atento, já que alguns destes condimentos podem trazer outros problemas para saúde.

“Se o idoso apresentar gastrite, por exemplo, pode haver uma irritação no trato gastrointestinal. E sempre há o risco de algum tipo de alergia. Por isso, é preciso sempre verificar qual tipo de tempero que pode ser utilizado em cada refeição”, alerta Milena.

Dicas da nutricionista

sal de ervas
· Nunca deixar o saleiro a mesa;
· Utilizar temperos naturais e ervas secas e frescas para temperar;
· Fazer sal de ervas;
· Evitar produtos enlatados e embutidos;
· Preferir o consumo de queijos brancos aos amarelos.

Bouquet garni (conjunto de ervas aromáticas para temperar pratos e molhos)

bouquet garni foto HGTV
Foto: HGTV

Ingredientes:
1 folha de alho-poró
1 folha de louro
1 ramo de alecrim
1 ramo de tomilho
5 ramos de salsinha

Modo de preparo:
Enrole a folha de alho-poró ao redor do louro, do alecrim, do tomilho e dos ramos de salsinha. Amarre com um barbante culinário, formando um bouquet, e acrescente em sua preparação. Após o término do cozimento, retire o bouquet.

Sal de ervas

sal de ervas pinterest
Pinterest

Ingredientes:
10 g de alecrim
25 g de manjericão
15 g de orégano
10 g de salsinha
100 g de sal marinho

Modo de preparo:
Bata os ingredientes no liquidificador. Guarde em pote de vidro bem fechado. Utilize no lugar do sal comum.

Fonte: Cora

Purina Dog Chow apoia ação com entregadores aposentados

Em parceria com o Projeto 50 Mais e a Cobasi, marca realizará entregas especiais em São Paulo, até o final de outubro, no lançamento de Dog Chow Adulto 7+

Nestlé Purina acredita que pessoas e pets vivem melhor juntos e compartilha o compromisso em proporcionar uma vida longa e saudável aos pets. Com isso, Purina Dog Chow, marca de alimentos premium para cães lança uma ação especial, em São Paulo, apoiando o Projeto 50 Mais, que proporciona oportunidades de remuneração por meio de entregas para aposentados acima dos cinquenta anos, em parceria com a Cobasi.

A ação possibilita que as vendas do lançamento de Dog Chow Adulto 7+, realizadas pelo site da Cobasi, até o final de outubro, sejam entregues por um motorista sênior, do Projeto 50 Mais. O consumidor que participar da ação ganhará um colchonete exclusivo para o seu cão e será surpreendido por uma carta com a foto e relato de quem realizou a entrega.

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“Queremos chamar a atenção para a qualidade de vida na idade sênior, transformando histórias e famílias que acompanham de perto as necessidades nessa fase de vida que é compartilhada entre pessoas e seus pets. Purina Dog Chow sabe que o cão é parte da família e entende que essa fase especial exige ainda mais cuidado, carinho e nutrição e por isso buscamos essa parceria”, conta Christiane Amorim, diretora de marketing da Nestlé Purina no Brasil.

Depois dos sete anos, o cachorro precisa receber alimentação apropriada à sua idade para viver saudável e ativo. Dog Chow Adulto 7+ é especialmente formulado com ingredientes e nutrientes de alta qualidade, que ajudam a digestão, mantêm a condição corporal ideal e dentes e ossos fortes, proporcionando mais saúde e vitalidade aos cães por mais tempo.

50 Mais

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O Projeto 50 Mais é uma plataforma de entrega formada por aposentados que utilizam de sua sabedoria, dedicação e seriedade como uma oportunidade de remuneração no mercado atual. Com auxílio de tecnologia móvel, cada courrier entrega as encomendas nos bairros em que residem, levando o sorriso de sua experiência a cada entrega realizada.

Fonte: Nestlé Purina

Salvar

Brasileiros envelhecem mais e a criação de rede de cuidado se torna fundamental

Atualmente, o Brasil conta com cerca de 30,2 milhões de idosos. Em dez anos, a previsão é de que chegará a 38,5 milhões (17,4% do total de habitantes), segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Até 2060, um quarto da população deverá ter mais de 65 anos.

As informações vão de acordo com as Tábuas de Mortalidade, também divulgadas pelo IBGE, já que ao longo do tempo a expectativa do brasileiro vem aumentando: a pessoa que nascia em 1940 vivia, em média, 45,5 anos; em 1970, 57,6 anos, chegando a mais de 75 anos a partir de 2015.

Embora o brasileiro esteja vivendo mais, isso não quer dizer que esses anos serão vividos de forma saudável. Dados do Estudo Sabe, pesquisa sobre Saúde, Bem-estar e Envelhecimento, 60% dos idosos possuem alguma doença crônica e 46% apresentam dificuldade para alguma atividade instrumental da vida diária (fazer compras, cozinhar, gerenciamento financeiro etc) e perto de 30% para atividades simples de autocuidado.

“Com o aumento da longevidade, as famílias e a sociedade devem se planejar para o momento em que os idosos precisarem de auxílio. Naturalmente, com o avanço da idade, as limitações para as atividades do dia a dia aparecem, ainda mais se entendermos que as pessoas estão vivendo 80, 90 e até mesmo 100 anos.”, explica Monica Perracini, especialista e pesquisadora na área de Gerontologia e uma das fundadoras da plataforma Plug and Care, especializada no acolhimento de familiares cuidadores e idosos.

Rede de cuidado ao idoso

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É importante destacar que há uma preocupação em todo o mundo sobre o impacto dos anos vividos com limitações e com doenças crônicas sobre a qualidade de vida dos idosos e sobre o impacto nos custos com a saúde. Dessa maneira, chama a atenção entre os dados recentes que os brasileiros entre 65 e 69 anos, considerados idosos mais jovens, também enfrentam sérias dificuldades: apenas cerca de 40% não se encontram em situação de fragilidade, ou seja, uma condição que engloba a baixa atividade física, lentidão para caminhar, emagrecimento, redução da força, além de fadiga.

“Esse dado pode significar que parte destes idosos vai precisar de ajuda por mais tempo e os familiares são os principais cuidadores. Cuidar de quem cuida, entender suas necessidades e oferecer soluções é primordial. A rede do cuidado deve ser ainda mais fortalecida para atender essa nova realidade”, conclui Monica.

Levantamentos demográficos são de extrema importância para compreender que a saúde e o bem estar de pessoas idosas passa pela forma como planejamos os cuidados ao longo da vida e particularmente na velhice. O envelhecimento populacional e seus desafios já são uma realidade e novas tecnologias foram criadas para acolher e auxiliar no cuidado ao idoso e de sua família.

“Atentos às necessidades que enfrentamos, desenvolvemos uma plataforma para conectar pessoas que dedicam seu tempo ao bem estar do idoso, aliando informação, produtos e ferramentas que otimizam o planejamento na rotina de cuidados. Afinal, sabemos que é necessária uma visão integral no cuidar, englobando as necessidades do idoso e de seu familiar cuidador”, acrescenta a especialista.

Plug and Care

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A Plug and Care foi criada por experientes profissionais da área de Gerontologia para solucionar as necessidades dos familiares cuidadores de idosos. É uma plataforma inovadora que conecta, em rede, todos os envolvidos na promoção do bem estar e da saúde dos idosos, e também proporciona acolhimento aos seus familiares. A Plug and Care desenvolve conteúdos qualificados, disponibiliza um e-commerce totalmente voltado ao cuidado e oferece um aplicativo exclusivo para planejar, dividir tarefas e garantir excelência no tratamento do idoso. Em 2018, foi selecionada pela Aging 2.0 como uma das 10 startups inovadoras na Chamada de Negócios da Longevidade.

Por que a perda do animal de estimação pode ser tão difícil de suportar?

Para algumas pessoas, a morte de um animal de estimação pode ser mais difícil do que a perda de um parente. Aqui está o porquê.

Quem disse que os diamantes são o melhor amigo de uma garota nunca possuiu um cachorro ou gato. Se você já perdeu um amado animal de estimação, sabe o quanto esse velho ditado é verdadeiro.

De cães a gatos, de canários a lagartos, nós humanos formamos ligações inquebráveis com nossos amigos peludos, emplumados e escamados. De certa forma, quase todos os pets são animais de terapia. Eles podem não ter certificados ou usar coletes especiais que lhes dão status de assento autorizado em aviões, mas eles melhoram muito nossas vidas de várias maneiras.

Numerosos estudos mostraram evidências de que os animais de estimação não apenas proporcionam companhia e trazem alegria, mas também ajudam as pessoas a se recuperarem ou lidarem melhor com uma ampla gama de problemas de saúde, incluindo doenças cardíacas, câncer e distúrbios mentais.

E quando um animal de estimação morre, pode ser uma experiência emocionalmente devastadora que pode ter um impacto negativo em nossa saúde mental e física.

cachorro foto saudade getty images
Getty Images

Na verdade, o New England Journal of Medicine relata que uma mulher de 61 anos começou a sentir fortes dores no peito após a morte de seu cão. Ela foi internada no pronto-socorro, onde os médicos a diagnosticaram com Cardiomiopatia Takotsubo – também conhecida como “síndrome do coração partido” – uma condição com sintomas que imitam um ataque cardíaco.

Depois de ser tratada com medicamentos, ela finalmente se recuperou, mas a morte de seu Yorkshire Terrier literalmente quebrou seu coração. A perda de um animal de estimação pode ser tão difícil quanto perder uma pessoa – ou, em alguns casos, até pior.

Pesquisadores descobriram que o apoio social é essencial para a recuperação durante o processo de luto. No entanto, enquanto outros são rápidos em ajudar a confortar uma pessoa que está sofrendo com a perda de outra pessoa, a atitude da sociedade em relação à perda de pet é muito diferente.

As pessoas geralmente não recebem apoio suficiente após a morte de um animal de estimação, o que pode aumentar o sofrimento emocional e levar a sentimentos de vergonha e isolamento. Isso pode ser particularmente difícil para as crianças que estão experimentando a perda de um animal de estimação pela primeira vez.

A perda de animais de estimação pode ser especialmente difícil para as crianças

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Leah Carson, agora uma jovem adulta, lembra seu primeiro animal de estimação. Era uma cachorra mix de Golden Retriever chamada Sandy.

“Nós crescemos juntas e ela fez tudo com a nossa família. Lembro-me de brincar na neve, fazer caminhadas e [momentos doces como] Sandy me seguindo até o meu quarto quando cheguei da escola ”, diz Leah.  “Quando eu tinha 11 anos de idade, Sandy teve câncer e nós tivemos que colocá-la para dormir. Eu chorei uma tonelada. Eu estava tão triste e confusa. Foi a primeira vez que perdi alguém que amava. Depois, houve muito silêncio em sua ausência”.

As memórias que Leah tem de Sandy são ao mesmo tempo animadoras e dolorosas, especialmente para aqueles que experimentaram pessoalmente uma perda semelhante em uma idade jovem.

Roxanne Hawn, autora de “Heart Dog: Surviving the Loss of Your Canine Soul Mate” (coração de cachorro: sobrevivendo à perda de sua alma gêmea canina, em tradução livre) entende que as crianças são especialmente vulneráveis ​​a mal-entendidos e luto após a morte de um animal de estimação. Ela aponta que há uma variedade de maneiras pelas quais pais e adultos podem ajudar as crianças durante o processo de luto.

“Eu sugiro participar de projetos memoriais para focar sua dor e a tristeza de seus filhos de maneiras produtivas”, diz ela, acrescentando: “É melhor abraçar a dor por meio da ação do que ignorá-la.”

Roxanne diz que o luto como família pode ajudar as crianças a processar melhor a perda, e sugere atividades nas quais cada membro da família pode participar quando sentir a necessidade.

“Peça a todos que escrevam quantas lembranças felizes puderem em pedaços coloridos de papel e coloquem todos esses bons pensamentos em uma tigela bonita”, diz ela, oferecendo um exemplo. “Sempre que alguém experimentar um surto de pesar, pode pegar um desses pedaços de papel e, pelo menos por um instante, lembrar de um momento mais feliz. As crianças que ainda não sabem escrever ou soletrar podem contribuir com desenhos de seus animais de estimação. ”

Ela também sugere permitir que as crianças mantenham alguma lembrança de um animal de estimação com elas, como uma coleira ou um brinquedo favorito – especialmente durante os dias imediatamente após a perda -, pois isso pode ajudar.

A idade não facilita

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Com uma vida inteira de experiências, os idosos podem parecer estar melhor equipados para lidar com a perda de um animal de estimação, mas o oposto geralmente é verdadeiro.

“Perder um animal de estimação é extremamente difícil para os idosos. É mais do que o sofrimento normal ”, diz Lisa Frankel, PhD, psicoterapeuta de Los Angeles. “Os idosos já lidaram com tantas perdas: amigos, família, estrutura de vida, esperança, contato físico, comunidade”.

Ela acrescenta: “Animais de estimação, especialmente cães, dão a eles um propósito, companheirismo, uma razão para se exercitar e socializar. Quando um cachorro morre, tudo isso se vai”.

Na prática, Lisa trabalha com muitos pacientes que estão sofrendo de profunda tristeza pela perda de um animal de estimação. Ela aponta como sentimentos de culpa e vergonha muitas vezes podem complicar o processo de luto. Ela cita exemplos de pessoas que perderam seu animal de estimação quando atacaram coiotes ou porque foram atropelados por um carro, elas dizem que sentem que poderiam ter feito mais para salvar seu animal de estimação. Além disso, ela aponta outros que tomaram a difícil decisão de sacrificar o animal de estimação e que são assombrados pela decisão.

Ela insiste que as pessoas que perderam um animal de estimação nessas circunstâncias sejam compassivas e perdoem a si mesmas, além de passar tempo com outras pessoas que entendam seus sentimentos. Ela também sugere organizações como grupos de apoio a luto de animais de estimação, o que pode ser um grande conforto para alguns.

“A terapia individual pode ser útil também”, diz Lisa. “Muitas pessoas têm dificuldade em se abrir em grupos e se saem melhor com o aconselhamento individual. Se a terapia desencadear outras perdas ou traumas, essas perdas também podem ter que ser analisadas. O sofrimento que é realmente debilitante ou dura excepcionalmente por muito tempo pode ser complicado pela associação a outras perdas e traumas. A terapia individual pode ser realmente importante para entender essa conexão e trabalhar com ela.”

Como lidar

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Ilustração: LoveThisPic

Embora nenhuma abordagem ao enfrentamento funcione para todas as pessoas que perderam um animal de estimação, há muitas opções e recursos disponíveis para ajudar.

Além das sugestões oferecidas por Lisa, ela também recomenda dois livros, “How to ROAR: Pet Loss Grief Recovery” (como rugir: a recuperação do sofrimento da perda do animal de estimação) de Robin Jean Brown, e “The Loss of a Pet: A Guide to Coping with the Grieving Process When a Pet Dies” (a perda de um animal de estimação: um guia para lidar com o processo de luto quando um animal de estimação morre”) por Wallace Sife, fundador da Association for Pet Loss and Bereavement. Nenhum deles publicado no Brasil.

O blog Pet Loss Help publicou uma extensa lista de recursos de luto que inclui várias linhas diretas de suporte para perda de animais de estimação e informações sobre grupos de apoio em diferentes estados nos Estados Unidos, além de recursos online adicionais.

Você deveria adotar outro animal de estimação?

abrigo animais
Foto: Hamia

Nunca haverá outro animal de estimação como o que você perdeu, e o pensamento de adotar outro pode parecer desleal, mas não é. Animais de estimação enriquecem nossas vidas e nós, por outro lado, enriquecemos às deles.

Há muito a ganhar permitindo-se amar novamente e os tutores de animais de estimação têm muito amor para dar. Adotar um novo animal de estimação pode ser exatamente o que o médico pediu para ajudar a consertar um coração partido.

Fonte: HealthLine

Unifran realiza o 4º Dia do Cão Idoso

Docentes e alunos do Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal e Medicina Veterinária darão orientações aos proprietários de cães com mais de oito anos de idade

A Universidade de Franca (Unifran) realiza no sábado,  dia 25 de agosto, das 9 às 12 horas, o 4º Dia do Cão Idoso. A ação oferece orientação e avaliação gratuita em cães com mais de oito anos, independente da raça, a fim de detectar possíveis alterações cardiológicas, oftalmológicas, nefrológicas, dermatológicas e odontológicas, comuns em cães nessa faixa etária.

Os atendimentos serão realizados por docentes e alunos do Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal e do curso de Medicina Veterinária, os quais orientarão os proprietários a respeito das alterações que acometem os idosos e as características inerentes à idade, além disso os cães em que se detectarem alterações terão seus proprietários orientados a procurarem auxílio veterinário.

A partir das 8h30 serão distribuídas 50 senhas para o atendimento gratuito. Apenas cães acima de oito anos terão direito às triagens básicas e aos exames oferecidos no local:

Cardiologia: ausculta cardíaca, eletrocardiograma e orientações sobre as cardiopatias nos cães idosos;

Dermatologia: inspeção geral, avaliação da qualidade do pelame e pele e orientações básicas;

Nefrologia: realização de urinálise e orientação sobre as nefropatias;

Oftalmologia: mensuração da produção lacrimal e da pressão intraocular e orientação sobre cuidados e principais doenças oculares;

Odontologia: avaliação da qualidade dentária dos cães e orientação sobre forma e frequência de escovação dos dentes dos cães e sobre os hábitos alimentares e tipos de dietas;

Doenças infecciosas: avaliação da presença de ectoparasitas, coleta de sangue para hemograma e orientação da importância de prevenção de pulgas e carrapatos.

cao idoso cachorro

4º Dia do Cão Idoso
Dia: 25 de agosto (sábado) – das 9h às 12h
Valor: Gratuito
Vagas: 50 – senhas distribuídas por ordem de chegada, a partir das 8h30
Pré-requisitos: Serão avaliados cães a partir de oito anos, independente de raça
Local de atendimento: Hospital Veterinário da Universidade de Franca (Unifran)
Endereço: Av. Dr. Armando Salles Oliveira, 201. Pq. Universitário – Franca/SP
Informações: (16) 3711-8783

Fonte: Unifran

Idosos devem adotar cuidados especiais no inverno

Bruno Topis, clínico geral do Hospital Villa-Lobos, da Rede D’Or São Luiz, explica a importância da alimentação, prática de atividades físicas, vacinação e outros pontos que merecem destaque nesta época do ano

Uma alimentação balanceada é fundamental independente da estação. Porém, é comum no inverno o aumento da ingestão de carboidratos e bebidas alcoólicas. De acordo com Bruno Topis, clínico geral do Hospital Villa-Lobos, da Rede D’Or São Luiz, o equilíbrio de nutrientes garante um sistema imune para combater infecções. O especialista respondeu cinco questões sobre os pontos importantes como vacinação, hipotermia e prática de atividades físicas especialmente para idosos.

Quais precauções os idosos devem tomar com o inverno?

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Durante o inverno, é necessário ter uma atenção especial com a alimentação, que tende a manter o seu sistema imune preparado para combater as infecções mais comuns desta época do ano, e manter a prática de atividades físicas que, desde que não haja contraindicação, vai ajudar a evitar atrofia muscular e complicações de doenças. É muito importante também se proteger contra a hipotermia, uma situação potencialmente fatal principalmente em idosos que tendem a ter uma baixa reserva funcional para se manter aquecidos espontaneamente. Além disso, é fundamental manter o calendário de vacinas atualizado. A vacinação é o modo mais eficaz e comprovado cientificamente de proteger-se contra algumas doenças.

A vacina da gripe é importante? Todos devem tomar?

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Sim, extremamente importante. Todas as pessoas podem tomar a vacina, exceto aquelas que possuem contraindicações, como reações alérgicas. Os grupos prioritários têm distribuição gratuita garantida pelo SUS: crianças de 6 meses a 5 anos, pessoas com mais de 60 anos, gestante, mulheres que deram a luz nos últimos 45 dias, profissionais de saúde, população indígena, portadores de doenças crônicas como diabetes, asma e artrite reumatoide, indivíduos imunossuprimidos, portadores de trissomias com síndrome de down e klinefelter, pessoas privadas de liberdade.

Como deve ser a alimentação neste período?

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Um erro muito comum em idosos neste período é exagerar na quantidade de carboidratos (pães, doces) e bebidas alcoólicas ocasionando todos os efeitos deletérios desta dieta inadequada.

Quais sintomas indicam a necessidade da ida ao pronto-socorro?

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Geralmente, resfriados com febre baixa podem ser tratados em casa, e casos mais brandos de gripe podem ser observados antes da ida ao pronto-socorro. Porém, quando os sintomas são mais fortes, como febre alta persistente, tosse aguda, falta de ar ou dor torácica, é importante passar pela avaliação de um médico com a finalidade de excluir doenças graves ou que demandem algum medicamento específico como antibióticos. Casos mais graves podem demandar internação.

É necessário repor alguma vitamina?

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Não é necessária nenhuma suplementação adicional neste período. Se a pessoa possui uma alimentação saudável, e seus estoques de vitaminas (identificados em exames de sangue) estiverem bons, não há nenhuma conduta adicional a ser tomada pelo fato de estarmos no inverno.

Fonte: Rede D’Or São Luiz

Semana de Prevenção às Quedas em Pessoas Idosas

Bracelete, pulseira, colar. Mais do que adornos, esses adereços ganharam nova funcionalidade no suporte ao cuidado com o idoso. Isso porque, inseridos neles há sensores que monitoram tudo que acontece com o usuário. A teleassistência já é tendência mundial e tem ganhado força no Brasil no cuidado com os idosos.

A tecnologia traz um botão de emergência que, ao ser acionado, faz a conexão da central de atendimento 24 horas com o sênior, por meio do aparelho, para checar se está tudo bem. Em casos mais graves, o atendente da central informa os familiares da situação.

As quedas são o acidente doméstico mais frequente nos idosos e a principal causa de morte acidental na população acima dos 65 anos. As consequências disso também podem ser desastrosas, especialmente porque após a queda, é comum que a pessoa madura diminua as suas atividades cotidianas e se movimente menos por medo de cair. Inclusive esse receio e a diminuição da mobilidade podem aumentar ainda mais o risco de novas quedas.

“Vários gadgets têm sido desenvolvidos para lidar com o problema das quedas que tendem a aumentar com a maior longevidade e com o aumento do número de idosos. Com o monitoramento mais efetivo é possível reduzir os custos com atendimentos de emergência e de hospitalização, prover cuidados de forma mais rápida, proporcionar maior tranquilidade para os os familiares e dar maior sensação de segurança e proteção para os seniores”, esclarece a especialista em quedas e sócia-fundadora da Plug and Care, Monica Perracini.

As soluções em segurança para o idoso se dividem em: sistemas de emergência pessoal ligados a uma central de atendimento ou ao telefone celular de um familiar, que é acionado pelo próprio idoso. Ainda há, no caso de ocorrência de uma queda, os dispositivos que conseguem reconhecer quando a queda foi lenta e amortecida ou quando foi abrupta e com forte impacto e aqueles que conseguem predizer quando uma queda pode acontecer por meio de algoritmos que analisam o controle da postura, do equilíbrio e outros sinais biológicos.

Entretanto, investir em prevenção é sempre melhor para o idoso e para a família. As consequências das quedas são sempre preocupantes, uma vez que podem gerar um trauma como uma fratura ou medo e insegurança.

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Prevenção

Como parte das ações da Semana Prevenção às Quedas em pessoas Idosas, a Plug and Care lançou um calendário de atividades e orientações para promover a autonomia dos 60+ e conscientização dos seus familiares sobre acidentes domésticos. A plataforma digital, voltada para o cuidador familiar de idosos, traz no mês dedicado à prevenção, conteúdos de especialistas e vídeos didáticos com dicas simples e práticas para identificar se o idoso enfrenta problemas que aumentam o seu risco de cair e orientações de como prevenir.

O objetivo da plataforma é oferecer suporte para a preocupação que muitas pessoas têm de que seus familiares possam sofrer um acidente, tanto dentro quanto fora de casa. De acordo com o Ministério da Saúde, 70% dos acidentes acontecem dentro da residência, sendo que 30% causam a morte e pelo menos 40% alguma lesão grave. Para isso, a Plug and care disponibiliza, no e-commerce, produtos para adaptação do lar em um ambiente seguro e para proporcionar maior mobilidade do idoso, além de tecnologias de monitoramento e teleassistência, por meio de parceiros. As barras de segurança no banheiro são recomendadas pelo Centers for Disease Control and Prevention nos Estados Unidos como um dispositivo de segurança fundamental para prevenção de lesões em pessoas idosas.

Além de riscos ambientais, há aspectos biológicos que podem provocar uma queda. Mudanças fisiológicas relacionadas ao envelhecimento, presença de doenças ou fatores psicológicos, reações adversas ao uso de medicamentos, diminuição da força muscular nos membros inferiores, déficit de equilíbrio, tonturas, déficit cognitivo e limitações sensoriais como visão e audição são alguns exemplos.

Confira em um teste se o seu familiar idoso tem potencial de sofrer acidente, clicando aqui. 

A melhor estratégia a ser adotada para um envelhecimento ativo é a prevenção. Para isso acontecer não pode haver negligência na rotina médica. A fonoaudióloga e diretora técnica da Akousis, Fabiana Freixo aponta o preconceito com a idade, ou idadismo, como razão para o descuido na prevenção.

“A perda auditiva é natural do idoso, assim como o corpo envelhece o ouvido também acompanha o curso da vida. No entanto, o uso de aparelho auditivo é carregado pelo marco do envelhecimento. Entre o diagnóstico dado pelo médico e o início do uso do aparelho, o paciente idoso leva em torno de 7 anos. Essa demora pode resultar em acidentes e, inclusive levar a fraturas e traumatismos mais sérios. Quando a audição falha, o equilíbrio do corpo também é afetado na mesma proporção”, esclarece.

Ações

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Amanhã,  dia 26 de junho, às 15 horas, a Plug and Care realiza webinar gratuito que vai falar sobre a preocupação que os cuidadores têm de seus familiares idosos sofrerem uma queda. Esse cuidado pode acabar incutindo no sênior o medo de cair, o que faz muitos idosos diminuírem suas atividades no dia a dia. O que fazer então? Qual é a melhor atitude? A equipe de fisioterapeutas, médicos e profissionais da saúde da startup vai tirar essas e outras dúvidas enviadas pelos participantes no encontro digital. Os interessados devem se inscrever no site. Clique aqui. 

Fonte: Plug and Care

 

 

Cachorros idosos precisam de cuidados especiais

Olá, escrevo antes da matéria para avisar que criei um novo blog para tratar apenas do tema pets, animais de estimação, natureza, meio ambiente, comportamento: Se meu pet falasse. Vou começar a postar esses assuntos por lá, portanto, se tiver interesse, comece a seguir clicando aqui. Os demais assuntos continuam por aqui. Obrigada.

Assim como os seres humanos, os peludos também envelhecem. É preciso saber identificar estes sinais e oferecer mais conforto para o pet durante a melhor idade

Quem tem um cãozinho sabe que, em um determinado momento da vida, os sinais da idade começam a aparecer. Quando estão mais velhos, tendem a ficar mais quietinhos e menos ativos. Apesar desta mudança ser comum, é importante estar atento aos detalhes para garantir ao cachorro os melhores cuidados nessa fase da vida.

O primeiro ponto a levar em consideração é que a velhice dos cães pode variar de acordo com o seu tamanho. Por isso, é importante prestar atenção ao porte do seu melhor amigo, já que este fator influenciará o momento em que seu pet precisará de cuidados especiais.

A lista abaixo aponta qual é a expectativa média de vida de acordo com os diferentes portes dos cães.

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– Cães de porte pequeno, que pesam até 10 quilos, podem ser considerados idosos a partir dos oito anos. Esses cachorros podem viver até entre 13 e 16 anos de vida.

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– Cães de porte médio, aqueles que pesam entre 11 e 25 quilos, normalmente têm uma expectativa de vida de 13 anos. São considerados idosos a partir dos 7 anos de idade.

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– Cães de porte grande que pesam entre 26 e 40 quilos. Esses peludos têm uma expectativa de vida média de 10 anos. Considera-se que entraram na fase idosa aos 6 anos de idade.

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– Cães de porte gigante são aqueles que pesam mais de 41 quilos. A expectativa de vida aproximada é de 9 anos de idade e são considerados idosos a partir dos 5 anos.

Apesar de ser um dos principais fatores para acompanhamento da idade do cão, o porte não é o único que deve ser considerado para oferecer o melhor tratamento para o seu animal de estimação. Fatores como raça, cuidados durante o crescimento, alimentação e atividade física também afetam como seu pet será na fase idosa.

Se o seu amigo peludo está entrando nessa fase de vida, que tal se preparar para os cuidados especiais que ele merece? Confira nossas dicas e aproveite a melhor idade do seu cãozinho:

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=Faça visitas periódicas ao médico veterinário

=Ao atingir a terceira idade, seu cão precisará de maior frequência no acompanhamento com o veterinário.

=Cachorros jovens e saudáveis costumam visitar a clínica veterinária uma vez a cada ano. Quando identificar sinais de velhice em seu cãozinho, garanta avaliações semestrais com o médico de sua confiança. Se for preciso de mais consultas, o veterinário irá indicar.

Fique atento aos sinais de doenças mais comuns em cães idosos

Há quatro problemas mais frequentes em cães idosos. Ao identificá-los com antecedência, é possível preveni-los ou, pelo menos, evitar que avancem ao diagnosticá-las cedo.

As alterações cardíacas podem acontecer em cães idosos. Uma rotina saudável de atividades físicas e passeios durante toda a vida pode ajudar a evitar esse quadro na velhice. Mas fique atento a sinais como tosse ou respiração ofegante, que indicam doenças no peito.

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Cães de médio ou grande porte costumam ter problemas ortopédicos, como dificuldade para se levantar, subir escadas ou se locomover. Já cães de pequeno porte podem ter problemas de insuficiência renal. Fique atento caso o peludo perca o apetite, emagreça muito rápido, passe a beber muita água e fizer xixi a todo momento.

Cachorros com idade avançada também pode sofrer de disfunção cognitiva, que é uma degeneração similar ao Mal de Alzheimer. Neste caso, eles podem se tornar lentos e distantes, além de haver um regresso no aprendizado que receberam ao longo da vida.

Atenção à alimentação

Quando seu cachorro entrar na fase idosa, é importante dar uma atenção maior à alimentação e garantir que atenda às necessidades nutricionais que existem nesta fase. Por isso, opte pelas chamadas rações sêniores, que são ricas em ômega-3, zinco, proteínas e fibras.

Respeite os limites do seu cãozinho

mulher cachorro passeio caminhada

Apesar de estar mais velho, é importante manter uma rotina saudável com seu pet. Não deixe de passear com ele – mas dê preferência para os horários em que o clima estiver mais fresco e sempre respeite os limites do seu amigão – não prolongue os exercícios para além do que ele aguenta.

Diminuição nos sentidos e na energia

Ao ficar mais velho, seu cão tende a ficar mais quietinho. Por isso, proporcione locais confortáveis e frescos, fora do sol e vento, para que ele possa se deitar tranquilamente.

Muitos cachorros também ficam desorientados na velhice pois perdem a visão, a audição e até mesmo o olfato. Não confunda essa fase com desobediência e, se preciso, faça adaptações na sua casa para acomodar melhor o animal.

Cuide da higiene

cachorro escova dentes

A higiene nos cães mais velhos é fundamental para evitar que eles desenvolvam problemas na pele e nos dentes.

Dê banhos em dias ensolarados e seque-o muito bem logo na sequência, para evitar doenças respiratórias. Incontinência urinária também pode ser comum. Por isso, mantenha a região genital limpa, assim como o local onde seu cão dorme.

Castração

A castração é recomendada para cães em todas as idades, mas há cuidados especiais quando estão na fase idosa. A castração de cachorros em São Paulo tem se tornado cada vez mais recomendada, e há médicos veterinários que podem ajudar com o tratamento de cães idosos que serão castrados.

Fonte: Vet Quality

Conheça primeira plataforma digital dedicada ao cuidador familiar

Quem cuida do idoso também precisa ser cuidado? Dedicação, generosidade, carinho, atenção e doação de tempo em favor do outro. Essas são algumas das qualidades necessárias no cuidador familiar. Mais do que a rotina de cuidados com higiene, alimentação, mobilidade e descanso, o idoso precisa de atenção em aspectos que vão além do bem estar físico. Garantir isso para o ente querido faz do cuidador uma figura essencial nessa nova etapa da vida. Mas quem cuida do cuidador?

A startup Plug and Care lança uma plataforma digital, direcionada a esse público, que une a tecnologia e gerontologia para dar suporte nas tarefas diárias e minimizar as sobrecargas. Ser um cuidador nem sempre é uma escolha pessoal, e sim uma necessidade familiar. A maioria das pessoas que se dedicam ao outro precisa também dividir as atividades do cuidado com outras tarefas, como trabalho e dar atenção a própria família, além disso a falta de recursos (informação e tecnologia) potencializam as dificuldades.

No Brasil, dos mais de 30 milhões de idosos, cerca de 1/3 deles apresenta dificuldades para realizar tarefas da vida diária e, desses, 81% declararam necessitar de ajuda para realizar uma ou mais dessas atividades. Os dados são da Pesquisa Nacional de Saúde que apontou que 62% recebem ajuda de familiares que moram com o idoso e 35,8% por familiares que não moram com o idoso.

Para o empreendedor e cofundador, Alexandre Pereira, o propósito de criar a plataforma é dar aos cuidadores uma fonte amigável de informação e que isso traga instrumentalização na rotina diária.

cuidador idoso
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“A falta de informação é uma das principais razões de ansiedade e estresse dos cuidadores. Perguntas como: O que fazer? Como fazer? Quais as perspectivas de futuro? são as principais dúvidas de quem cuida. E a maior parte do conteúdo disponível na web está direcionado aos problemas do idoso, como doenças e tratamentos. Pouco se dedica ao cuidadores, suas dores, inquietações e dúvidas. Entendemos que quanto mais ele estiver informado e bem preparado para o cuidado, melhor é o bem estar e qualidade de vida de todos, cuidadores, idosos e familiares,” revela.

Há 9 meses, a administradora Regina Garcia de Oliveira mudou a sua rotina e se tornou a cuidadora familiar do sogro, Otogamis de Oliveira, de 86 anos. “Sempre gostei de receber as pessoas, de encher e ver movimento na casa. Minha sogra também era assim e cuidou dos seus familiares, pais, tios, irmãs ao longo da vida, deixando o seu legado. Inspirada nela, eu acho que fui assumindo de forma natural esse papel na família, mas sempre foi algo íntimo meu o instinto de querer ajudar o próximo. Tenho prazer e fico feliz em ver que ele está tendo um final de vida digno. Hoje passo isso para os meus filhos. Percebo que com a convivência diária com o avô eles estão aprendendo a ter um cuidado diferenciado com o idoso, a ter paciência e a olhar a velhice com outros olhos”, confidencia.

Raquel Pires, cofundadora da Plug and Care, viveu história semelhante. “Faço parte de uma família que foi se tornando cuidadora ao longo dos anos. Iniciamos os cuidados com a minha avó, portadora de uma artrose de joelhos que a deixou dependente fisicamente nos últimos 10 anos de sua vida. E há 19 anos, meus irmãos e eu cuidamos da minha mãe que tem a doença de Alzheimer. Como sou a única pessoa da área da saúde, me responsabilizei em passar orientações a todos, assim não sobrecarregaria um só e vivenciei que quanto mais os cuidadores familiares forem informados e preparados para o cuidado, melhor é a qualidade de vida de todos, idosos e seus familiares,” explica.

Por meio do app gratuito, desenvolvido por profissionais especializados, é possível receber orientações, conteúdos especializados, baixar e-books e assistir vídeos didáticos onde é possível aprender sobre como lidar com tosse e engasgo durante as refeições, como o cuidador pode ajudar o idoso a sentar e levantar de forma segura, como estimular o prazer de comer usando a consistência certa do alimento, a estimular a memória do ente querido, entre outras dicas cotidianas.

A ferramenta traz informações fluídas, amigáveis numa página de fácil navegação. “Ver um familiar envelhecer já um desafio por si só. Quem cuida, muitas vezes usa do bom senso e de boa vontade, mas isso nem sempre é o suficiente. A Plug and Care pretende ser um portal de soluções onde o cuidador pode recorrer, se sentir acolhido e ter acesso fácil ao que precisa. Queremos que esse cuidar seja mais leve, mais flexível, mais compassivo, mais generoso e menos desgastante para ambos os lados, idoso e cuidador,” esclarece a professora-doutora, especialista em gerontologia e cofundadora da startup, Monica Perracini.

A plataforma também apresenta o primeiro e-commerce totalmente voltado para o cuidador familiar com seleção de produtos especiais para o cuidar com maior segurança, eficiência e desenvolvimento do ente querido. Entre os produtos disponíveis: cinta transferência, barras de segurança, bengala, jogos de memória, artes e muito mais.

O envelhecimento não ocorre de forma igual para todos e cada indivíduo tem necessidades específicas, para isso foi criado um app que conta com uma rede social de apoio para conectar cuidadores em um ambiente para troca de experiências, compartilhamento de histórias, ensinamentos e aprendizados. A Plug and Care também dá acesso a um clube de benefícios para o cuidador, através de uma rede credenciada para atividades de lazer e entretenimento, educação e bem-estar.

“Além de todas essas soluções, a nossa proposta é lançar no final de junho uma versão do aplicativo com rede de cuidado, com planejamento de agendas de medicamentos, eventos e medições com foco no engajamento e aderência dos idosos no tratamento, com prevenção à saúde por meio de notificações para interações medicamentosas e com uma comunicação orientada a necessidade do cuidador familiar e do idoso, e avançar na relação B2B2C embarcando e-commerce,” adianta a sócio-empreendedora Monica Tomomitsu, responsável pela área de operações e tecnologia da Plug and Care.

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Plug and Care

Plug and Care é a primeira plataforma online criada para melhorar a qualidade de vida dos cuidadores familiares de idosos, por meio da tecnologia e da inovação. A ferramenta apresenta soluções e orientações úteis para dar suporte a rotina de cuidados e questões relacionadas a saúde e segurança, planejamento e organização, suporte social e bem-estar de quem cuida.

O portal Plug and Care apresenta conteúdos especializados, vídeos, orientações e espaço para interagir e compartilhar experiências. O site traz ainda o primeiro e-commerce totalmente voltado para o cuidador familiar, o E-Shop Plug and Care, com uma seleção de produtos especiais para dar maior segurança, eficiência e desenvoltura ao cuidador familiar.

No aplicativo Plug and Care, que pode ser instalado gratuitamente, é possível participar de uma rede que compartilha experiências e ter acesso a orientações de especialistas, por meio dos Plugs do Cuidar e ainda ter acesso a um clube de benefícios.

 

 

 

Dicas e tratamentos para pacientes com Parkinson

Com a expectativa de vida maior, os riscos de doenças crônicas como o Parkinson aumentam. Por isso, a Organização Mundial da Saúde (OMS) criou em 1998 o Dia Mundial de Conscientização da Doença de Parkinson, celebrado todo dia 11 de Abril, para conscientizar e informar a população sobre esse problema que afeta cerca de 1% da população mundial.

No Brasil são 200 mil pessoal acima de 60 anos. “Apesar de ainda não ter medicações que impeçam a evolução da doença, o diagnóstico precoce, o tratamento adequado e o acompanhamento geriátrico e neurológico são fundamentais para manter a autonomia do idoso”, afirma Rodrigo César Schiocchet da Costa, geriatra da Cora Residencial Senior.

Ele explica que é muito importante que os sintomas sejam diagnosticados logo no início, para que os tratamentos (com remédios e terapias não medicamentosas) possam amenizar os sintomas característicos da doença. “Lentidão motora, rigidez nas articulações, tremores e desequilíbrio são os principais sintomas, mas também há outros, como diminuição do olfato, alterações intestinais e problemas com o sono”, orienta o geriatra.

O que é

Parkinson, descrita pela primeira vez em 1817 pelo médico inglês James Parkinson, é uma doença neurológica, progressiva e não tem cura. Costuma se manifestar por volta dos 60 e 70 anos e atinge o sistema nervoso central, afetando a movimentação muscular do idoso. É caracterizada pela lentidão nos movimentos, tremor que aparece principalmente quando a pessoa está em repouso, rigidez da musculatura e instabilidade da marcha.

Segundo a Associação Brasil Parkinson, esta doença é uma degeneração de células cerebrais que produzem a substância dopamina, que conduz as correntes nervosas (neurotransmissores) ao corpo. Com a diminuição, ou até mesmo a falta desta substância, os movimentos são afetados, fazendo com que a pessoa desenvolva a doença de Parkinson.

Tratamento

Com um diagnóstico precoce é possível que o indivíduo tenha uma melhor qualidade de vida e consiga conviver com a doença por anos. São diferentes tipos de medicamentos que podem ser utilizados no tratamento, mas cada paciente precisa de um acompanhamento individualizado.

O acompanhamento médico regular é fundamental e só tomar os remédios não é o suficiente. Por isso, faz-se necessário uma complementação com fisioterapeutas, fonoaudiólogos, nutricionistas e psicólogos, que são peças-chaves na melhora da qualidade de vida dos portadores de Parkinson. “Além do tratamento clinico, também existem algumas cirurgias que minimizam os sintomas. Mas é preciso uma avaliação criteriosa para saber quem pode ou não se beneficiar com este procedimento”, explica o médico.

“Hoje, vemos pacientes com Parkinson com 15 anos de doença, o que antes não era comum. Isso ocorre porque os pacientes são mais bem conduzidos do ponto de vista médico”, avalia o Geriatra. Ele explica que orientar a família em relação aos riscos e aos cuidados mais direcionados permite aumentar a sobrevida e a funcionalidade dos idosos. Assim, com exercícios e adaptações, o portador da doença de Parkinson pode melhorar sua autonomia e preservar sua independência – mesmo com a evolução da doença.

Estratégias para o bem-estar

1 – Diagnóstico precoce

É importante que o diagnóstico seja feito na fase inicial, para que o médico possa orientar as mudanças no estilo de vida. Quanto mais cedo começar o tratamento com o idoso e a família, melhor será o controle da evolução da doença. Com as medicações introduzidas no momento certo, ela pode ser mais lenta, tornando-se menos agressiva ao paciente.

2 – Apoio da família

A doença envolve toda a família e as pessoas que cuidam do idoso. Por isso, todos devem participar do tratamento para conhecer melhor o problema, aprender a lidar, tirar dúvidas do dia a dia e, assim, contribuir para o bem-estar do paciente.

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3 – Atenção multidisciplinar

O apoio de profissionais de várias áreas, junto com o tratamento medicamentoso específico, pode reduzir os sintomas. Além do médico, os cuidados de uma enfermeira; de um fonoaudiólogo, que consegue conciliar a melhora da fala e da deglutição; de fisioterapeutas e educadores físicos, que estimulam a parte motora; e de nutricionistas, que orientam a alimentação, melhoram o cotidiano do paciente.

4 – Vida social

O idoso deve ser estimulado também a participar das atividades sociais e manter sempre o contato com os amigos. Essas relações são essenciais para a qualidade de vida.

5 – Controle dos sintomas

As medicações atenuam os sintomas da doença, mas é imprescindível um tratamento realizado por uma equipe de profissionais de saúde que envolva exercícios e adaptações, para melhorar a autonomia e preservar a independência do paciente.

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6 – Risco de queda

É importante gerenciar o risco de queda, adaptando equipamentos e móveis na casa, pois é um grande risco para perda de funcionalidade no idoso.

7 – Saúde em dia

A prática de atividade física regular, a manutenção de atividades mentais e de relacionamentos interpessoais são muito importantes para envelhecer com saúde. Controlar a hipertensão, o diabetes, o colesterol, respeitar o horário do sono, visitar o médico periodicamente e evitar o cigarro e álcool são medidas preventivas essenciais.

Idosos têm orientação sobre sintomas da Doença de Parkinson em ambulatório estadual

 

Fisioterapia com neuromodulação é indolor e não-invasiva

idoso idosa parkinson doente

A neuromodulação consiste na aplicação de um campo elétrico ou magnético que modifica e modula o Sistema Nervoso Central ou Periférico. Segundo a fisioterapeuta e sócia do Centro de Excelência em Recuperação Neurológica (CERNE), Mariana Carvalho Krueger, a técnica é utilizada no tratamento de pacientes com dores crônicas, Doença de Parkinson, Acidente Vascular Encefálico (AVE), traumatismo raquimedular e traumatismo cranioencefálico, esclerose múltipla, paralisia cerebral e autismo.

A prática se dá por meio da aplicação de corrente contínua de baixa intensidade sobre o crânio, a qual é capaz de gerar excitabilidade ou inibição cortical e, assim interferir no desempenho de diferentes funções neurológicas. Desta forma, o procedimento pode influenciar as funções motoras, sensoriais e cognitivas. Já os efeitos dependem principalmente da polaridade de corrente aplicada, da intensidade, do tempo de aplicação, da área estimulada e da densidade desta corrente.

A Estimulação Transcraniana por Corrente Contínua (ETCC) consiste na aplicação de correntes contínuas de baixa intensidade (de 1 a 2 mil ampéres) por meio de eletrodos colocados sobre o couro cabeludo, para aumentar ou inibir a atividade elétrica de determinadas áreas do cérebro e, desta forma, modular a excitabilidade cortical e interferir no desempenho de diferentes funções.

O aparelho é constituído basicamente por quatro componentes principais: eletrodos (ânodo e cátodo), amperímetro (medidor de amplitude de corrente elétrica), potenciômetro (componente que permite a manipulação da amplitude da corrente) e baterias para gerar a corrente aplicada. “A técnica é indolor, o paciente sente apenas um leve formigamento no local”, destaca a fisioterapeuta.

Já a Estimulação Magnética Transcraniana (EMT) utiliza os princípios da indução eletromagnética para produzir correntes iônicas focais no cérebro de indivíduos conscientes. A corrente induzida tem a capacidade de despolarizar neurônios ou modular a atividade neural.

O estimulador magnético é composto por duas unidades principais, uma bobina e um gerador de corrente. Para interferir na atividade neuronal, a bobina deve ser posicionada sobre o escalpo do indivíduo e direcionada para a área de interesse. A mudança constante da orientação da corrente elétrica dentro da bobina é capaz de gerar um campo magnético, induzindo correntes elétricas em áreas corticais, as quais podem despolarizar neurônios e gerar potenciais de ação que fazem a neuromodulação.

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Segundo a fisioterapeuta, o procedimento das duas correntes tem sido utilizado com resultados positivos na recuperação motora e principalmente na instabilidade postural de pacientes que enfrentam a doença de Parkinson, na espaticidade e aprendizado motor pós AVC, depressão e para melhora da memória e das habilidades motoras e cognitivas.

Em nenhum dos casos é preciso raspar o cabelo do paciente. “No caso da EMT, como é preciso acoplar perfeitamente a bobina na região e mantê-la imóvel durante a aplicação, poderá ser usada uma toca, que impede a bobina de escorregar”, explica Mariana.