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Especialistas dão dicas de saúde bucal para o público 50+

Com o passar dos anos, problemas bucais podem se agravar, porém, hoje em dia, por exemplo, repor um dente perdido não é mais tão caro ou complicado

Com certeza você já ouviu falar que a pele que terá quando mais velho irá refletir os cuidados que teve quando jovem, como não tomar muito sol ou fumar. Pois com a saúde bucal é a mesmíssima coisa. Seu sorriso aos 50 anos é o resultado dos cuidados que você teve com a higiene dental, e com as visitas frequentes ao dentista, na infância e na juventude. Afinal, algumas coisas não têm idade, e cuidar da saúde é uma delas.

No entanto, questões que foram negligenciadas ou ignoradas podem piorar, e muito, com o passar dos anos. As mais comuns são as cáries e os problemas gengivais, além do aumento da sensibilidade, como explica Luciana Aparecida de Sousa Iwamoto, Presidente da Câmara Técnica de Ortodontia do CROSP (Conselho Regional de Odontologia de SP): “A sensibilidade pode se agravar com a idade, pois, com o passar do tempo, é normal haver retração gengival, que expõe áreas do dente que não estão protegidas pelo esmalte dental, e que podem ser particularmente doloridas quando atingidas por alimentos e bebidas quentes ou frias”.

Luciana Aparecida de Sousa Iwamoto

Ela também explica que pessoas acima dos 50 anos podem se queixar de boca seca (xerostomia). Isso surge em decorrência do uso de medicamentos ou algum problema de saúde não tratado. “Enfermidades preexistentes (diabete, problemas cardíacos, câncer) também podem afetar a saúde da boca. Qualquer doença existente deve ser informada ao dentista para que ele possa ter uma visão completa da situação e poder ajudar de forma mais específica”, acrescenta. 

“A doença periodontal – doença inflamatória causada pelas bactérias bucais acumuladas na superfície do dente ao longo do dia que causa sangramento gengival e destruição do osso que sustenta o dente, e pode levar à perda dental se não tratada – começa a predominar depois dos 40, 45 anos. Portanto, o problema bucal mais comum depois dos 50 anos é a perda de dentes por falta de prevenção e do não tratamento desta doença”, aponta Marcelo Cavenague, especialista em Periodontia e em Prótese Dentária.

A boa notícia é que a grande maioria dos problemas tem solução. Mas e o paciente nesta faixa etária? É mais disciplinado e se cuida melhor que os jovens? Cavenague afirma que não: “A esmagadora maioria dos pacientes cuida mal dos próprios dentes, independente de idade. Nem sempre este cuidado deficiente é culpa apenas dele. A higiene bucal exige um aprendizado que é de responsabilidade dos profissionais da área. Além disso, o paciente tem que querer aprender e mudar seus velhos hábitos para atingir um nível ideal de higiene. Só a combinação de orientação profissional e dedicação do paciente leva a um bom resultado”.

E quais os erros mais comuns? Segundo Cavenague são fazer a escovação rapidamente, sem dar atenção aos contornos e reentrâncias e sem alcançar corretamente o espaço entre a gengiva e os dentes; não usar fio dental, na maioria das vezes porque acha que machuca, pois sempre que usa, sangra; utilizar bastante pasta de dente achando que isso compensa a escovação rápida; confiar que o bochecho com antisséptico substitui uma boa higiene; achar que se não comeu nada não precisa escovar; não prestar atenção naquilo que se está fazendo, agindo de forma automática.

Fábio Sato, especialista em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial, conta que os cuidados básicos envolvendo a saúde bucal, com o passar da idade, devem ser aprimorados. Isso porque as defesas do organismo acabam se enfraquecendo, bem como a própria habilidade manual na higiene bucal. Dessa forma, o cuidado rigoroso com a escovação dentária, uso de fio dental e a atenção com próteses dentárias devem ser aumentados. “Além disso, a visita regular ao profissional cirurgião-dentista deve ter uma frequência maior, com intervalos ideais de seis meses. E, dependendo das condições de saúde bucal, até mesmo com menor espaçamento”, avisa.

Dentes alinhados

Se antes, apenas crianças e adolescentes usavam aparelhos ortodônticos, agora vemos pessoas de todas as idades com aquele sorriso metálico. Sem contar aqueles que usam os alinhadores invisíveis e nem percebemos. Isso seria sinal de conscientização ou influência da Internet e das redes sociais?

Para Luciana, um sorriso bonito e saudável tem a mesma importância seja na adolescência ou na terceira idade: “Nunca é tarde para sorrir, felizmente, culturalmente, tudo melhorou. Idade não é empecilho para a colocação de aparelho. Creio que devemos envelhecer com as funções preservadas e otimizadas”.

Ela frisa que não existe uma idade limite para o uso do aparelho dentário, porém, lembra que o ideal é realizar uma avaliação ainda na fase de crescimento, pois quanto antes for detectado o problema, melhor o prognóstico. “Porém, como falei, nunca é tarde demais para corrigir o que incomoda. Contrariamente do que se pensa, não existe limite de idade para o uso do aparelho. Claro que uma avaliação criteriosa da saúde bucal e dentária deve ser realizada antes do procedimento”.

Também devemos levar em conta que, alguns anos atrás, os aparelhos ortodônticos eram mais limitados esteticamente. Mas hoje há mais opções. Por exemplo, os aparelhos ortodônticos fixos podem ser metálicos, de porcelana, de safira ou autoligado. “Há uma outra filosofia de tratamento ortodôntico fixo que é por meio do aparelho lingual que, como o próprio nome diz, é instalado por trás (ao lado da língua) e não aparece no sorriso. E, por último, o sistema dos alinhadores invisíveis, no qual o tratamento funciona por meio de uma sequência de placas removíveis e transparentes, facilitando, assim, as escolhas do paciente”, explica a profissional.

Fábio Sato

Sato acrescenta que, atualmente, muitos tratamentos odontológicos que, anos atrás eram restritos a uma pequena parcela da população, estão muito mais acessíveis, pela maior disponibilidade, inclusive no setor público. Há também a questão custo-benefício que, apesar de ainda parecer elevado, diminuiu em relação ao que era. “A Internet também tem um peso [na divulgação], pois torna a informação mais acessível ao público em geral em relação aos problemas de saúde bucal e formas de tratamento. Somando tudo isso, pessoas que no passado não tiveram a possibilidade de conseguir, por exemplo, um tratamento ortodôntico, hoje estão realizando o sonho de corrigir a oclusão e melhorar a qualidade de vida”.

Luciana menciona uma outra questão trazida pela Internet, e que vale para todas as idades: “Claro que as redes sociais fazem uma pressão por perfeição, o que tem afetado a qualidade de vida das pessoas, e termina por proporcionar maior desejo das pessoas em possuir um corpo e um sorriso perfeitos, mas é preciso cuidado para não se desenvolver transtornos psicológicos”.

E os pacientes? Se cuidam ou são relapsos?

Depositphotos

Para Sato, apesar de termos no Brasil o maior número de profissionais cirurgiões-dentistas do mundo, nossos números em relação à saúde bucal não são dos melhores: “Claro que isso é causado principalmente em decorrência da desigualdade de acesso ao tratamento odontológico, mas, de modo geral, observamos que o brasileiro não valoriza a questão da saúde bucal, não tem uma cultura de prevenção e vai atrás do tratamento somente quando a situação se agrava, necessitando de procedimentos mais invasivos e, consequentemente, de maior custo, e acaba não tendo condições de realizá-los de forma adequada”.

“Dificilmente se encontra uma pessoa que não cuide de seus dentes por opção. O que é comum é cuidar mal, achando que está cuidando bem, como, por exemplo, achar que não precisa de fio dental porque os dentes são um pouco separados”, conta Cavenague, acrescentando: “Na maioria das vezes, esta má higiene ocorre por falta de orientação profissional ou pela pessoa não ter dado muita atenção quando recebeu orientação do dentista”. 

Marcelo Cavenague

Para Luciana, o tema é mais profundo e engloba questões educacionais, culturais e socioeconômicas. Ela cita a mais recente Pesquisa Nacional de Saúde, feita pelo IBGE, em 2019, e divulgada em setembro de 2020, que constatou que apenas 12,9% dos brasileiros têm plano odontológico.

O mesmo levantamento apontou que, dos 162 milhões de brasileiros acima de 18 anos, 34 milhões perderam 13 dentes ou mais. Pior: 14 milhões perderam todos os dentes. “Além disso, menos da metade dos brasileiros consultou um dentista nos 12 meses anteriores à data da entrevista. Desse universo, apenas 36% das pessoas com renda menor que um quarto do salário mínimo foram ao dentista. Os dados são alarmantes em razão das consequências, que vão da perda dental até o acometimento de problemas de saúde mais graves”, lamenta.

Porém, nem sempre é uma questão financeira, pois há aqueles que mesmo tendo boa condição social, reclamam dos custos de um tratamento. “De fato, é muito comum ver pessoas de carro importado, telefone celular novinho, smartwatch, reclamando do preço de uma restauração. Mas esta situação tem a ver com o valor que se dá às coisas. Existem muitos pacientes que valorizam muito nosso trabalho também. Costumo dizer que não existe tratamento mais barato que a prevenção. Frequentar o dentista, mesmo sem nenhum sintoma, ajuda a diagnosticar problemas no início. Porém, se a pessoa passa anos sem ir a um consultório, é bem provável que a conta seja alta pelo acúmulo de problemas não diagnosticados precocemente”, afirma Cavenague. 

Perda dental

Freepik

Perder um dente, como a pesquisa do IBGE apontou, é algo muito comum para a população brasileira. Porém, não tomar providências para repô-lo é algo ruim em qualquer idade, pois a posição dos dentes não é fixa. E quanto mais os anos passam, pior a situação geral se torna.

“Com o tempo, os dentes vizinhos ao espaço que ficou, vão ‘tombando’ em direção àquele espaço. Quanto mais demora se leva para repor um dente perdido, mais essas mudanças são notadas, portanto, em uma idade mais avançada, a chance de ter maior acúmulo de alterações de posição aumenta”, alerta Cavenague.

Vale lembrar que a perda dentária não é exclusividade dos mais velhos. E ela causa transtornos em várias esferas, por exemplo, a funcional, com redução óssea, diminuição da capacidade de mastigação e de absorção de nutrientes, problemas de oclusão (mordida) e inúmeros outros danos dentários, musculares e articulares.

“Esteticamente, a perda dos dentes deixa a aparência do rosto mais envelhecida, a boca vai ficando murcha, o queixo vai perdendo a forma ideal. E todos esses efeitos causam um impacto emocional muito negativo, diminuindo a autoestima. A pessoa passa a ter dificuldade de sorrir, de socializar e até de conseguir um novo emprego”, afirma Luciana.

Ela gosta de lembrar que o tratamento devolve a função e a estética dentária, propiciando melhora na qualidade de vida do paciente. Esta reposição pode ser realizada por meio de tratamento ortodôntico, com fechamento de espaços, com próteses fixas e removíveis ou, até mesmo, com próteses sobre implante. 

Prevenção é o segredo

Foto: Zahnreinigung/Pixabay

Como foi dito no início da matéria, se uma pessoa cuidar bem dos dentes e se consultar periodicamente com um dentista de confiança, a dentição pode durar a vida inteira. “Independentemente de idade, essa pessoa pode ter dentes e gengivas saudáveis, mas, para isso, precisa fazer a escovação pelo menos três vezes ao dia e usar fio dental. Além de regularmente consultar o dentista para exames completos e limpeza periódica”, enfatiza Luciana.

Reforçando o conselho da colega, Cavenague comenta: “Tenha um bom relacionamento com um profissional de confiança e frequente o consultório, mesmo que não tenha nenhum sintoma. A doença periodontal, por exemplo, apresenta poucos sinais em seus estágios iniciais. No máximo, o paciente percebe um ligeiro sangramento gengival e acha normal. O diagnóstico precoce é de responsabilidade do cirurgião dentista. Quando for à consulta, questione sobre sua saúde gengival. Mesmo que ele não seja especialista na área, estará capacitado a orientá-lo e encaminhá-lo a um especialista, se for necessário.”. 

Divulgação

Sato finaliza, enfatizando que os tratamentos odontológicos evoluíram muito ao longo do tempo: “Por exemplo, os implantes dentários são excelentes opções de reabilitação para os pacientes que perderam os dentes, com tratamentos sem dor e com excelentes resultados. E a correção ortodôntica, como foi dito, é possível de ser realizada atualmente com uso de alinhadores sem a necessidade de uso de braquetes e fios metálicos, como no passado. Enfim, a idade hoje não é empecilho para o cuidado odontológico”.

Cuidados gerais para manter a saúde bucal

=Evite o consumo exagerado de açúcar (atenção especial para aquele “escondido”, como em pães, salgadinhos e biscoitos)
=Fuja de bebidas açucaradas ou muito ácidas
=Não fume
=Mantenha uma alimentação saudável no dia a dia

=Utilize fio dental e escova interdental
=Escove os dentes sempre após as refeições e antes de dormir
=Consulte um dentista regularmente (a periodicidade é individualizada e deve ser determinada pelo profissional para cada paciente)

Fontes:
Fábio Sato é formado em Odontologia pela Universidade de São Paulo, mestre e doutor em Cirurgia Bucomaxilofacial. Inscrito no CROSP na especialidade de Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial; Coordenador do Capítulo do Estado de São Paulo do Colégio Brasileiro de Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial; Membro da Internacional Association of Oral and Maxillofacial Surgeons.
Luciana Aparecida de Sousa Iwamoto, formada em Odontologia pela Universidade Guarulhos, habilitação em Prótese Dentária, especialização em Ortodontia e Ortopedia Funcional dos Maxilares ( ABO SP), Implantodontia (UnG) e Prótese Dentária ( UCLA), mestrado e doutorado em ciências da saúde pelo programa de cirurgia transacional, nota 6 CAPES, na Universidade Federal de São Paulo. Presidente da Câmara Técnica de Ortodontia do CROSP.
Marcelo Cavenague formado em Odontologia pela FZL, é Secretário da Câmara Técnica de Periodontia do CROSP; Especialista em Periodontia e em Prótese Dentária; Mestre em Anatomia.

Levantar os seios, colocar implante ou fazer preenchimento: entenda as diferenças

Silicone não é a única alternativa para quem quer realçar os seios

O procedimento mais falado para mudar a insatisfação da mulher com as medidas do sutiã é o implante de silicone, mas essa não é a única solução e pode até não ser a mais indicada para todos os casos. As alternativas são a lipoenxertia e a mastopexia, que colocam ‘tudo no lugar’ com um menor risco de rejeição. Pedro Lozano, cirurgião plástico integrante da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, explica tudo sobre cada método.

A primeira alternativa é o implante de silicone. Esse método proporciona aumento do volume, forma e tamanho das mamas. “Com a grande variedade de formatos e volumes de implantes disponíveis no mercado, conseguimos um resultado bastante satisfatório. Analisamos sempre o perfil da paciente e decidimos em conjunto qual o mais indicado”, conta o doutor.

Outra opção é a enxertia de gordura. Essa técnica é comumente associada com a lipoaspiração. A gordurinha que está sobrando em um lugar é aplicada em outro para dar contorno e realçar o corpo. “São práticas muito usadas em conjunto por se complementarem e o resultado é ótimo, com risco mínimo de rejeição”, afirma o especialista.

Já a mastopexia não muda o volume dos seios. O cirurgião trabalha com o tecido das mamas para levantar e ajustar, dando um aspecto natural e removendo a flacidez. “Esse procedimento é muito usado em caso de emagrecimento, gravidez e pós-amamentação, ou como consequência da idade. É como voltar no tempo e recuperar os seios da fase jovem da mulher”, indica Lozano.

A combinação das técnicas também é bastante solicitada. “É possível fazer o levantamento das mamas e o implante mamário no mesmo procedimento”, explica Lozano. É comum as mães solicitarem esses dois métodos ao final do período de amamentação, para deixar os seios mais firmes e volumosos.

Diante de tantas variáveis, o melhor é contar com um profissional de confiança para essa avaliação em conjunto e, assim, decidir qual a opção mais adequada para o tipo físico da paciente.

seios corpo mulher

“Há sempre a preocupação de adequar os procedimentos com a expectativa da paciente. Procuro explicar muito bem e sanar todas as dúvidas para só então decidir o que fazer para alcançar o resultado desejado. O importante é a paciente sair satisfeita e com a autoestima reestabelecida. A confiança e a autoimagem de uma mulher são fundamentais para uma vida saudável”, finaliza o cirurgião.

Fonte: Pedro Lozano é integrante da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, possui graduação em Medicina pela Faculdade de Medicina de Botucatu – Universidade Estadual Paulista (Unesp), Residência (Especialização) em Cirurgia Geral: Faculdade de Medicina de Botucatu – Unesp, Botucatu, Residência Médica (Especialização) em Cirurgia Plástica pela Faculdade de Medicina do ABC (FMABC), Título de Especialista em Cirurgia Plástica: Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica – SBCP, é Professor de Habilidades Cirúrgicas da Universidade Cidade de São Paulo – (Unicid). Diretor e responsável técnico da Clínica Vix – Medicina & Saúde.

Médico adverte: dietas radicais podem causar queda dos cabelos

As dietas restritivas podem alterar o funcionamento do organismo, causando, além de muito estresse, a queda massiva de cabelos. Por conta destas restrições alimentares e dos cortes radicais de alimentos com proteínas e vitaminas, muitas pessoas que estão tentando perder peso notam que, além dos quilos, parte dos fios são perdidos.

Isso acontece devido à oscilação de peso que, somado à restrição dos alimentos, faz com que o organismo não consiga absorver todos os nutrientes necessários para seu bom funcionamento.

queda de cabelo

“Os alimentos são a fonte da nossa sobrevivência. Dependendo do que a gente ingere, teremos saúde e um metabolismo regular. Quando nos alimentamos mal e escolhemos erroneamente os alimentos, os substratos que estamos fornecendo ao nosso organismo podem acabar provendo doenças e uma consequente queda dos cabelos, principalmente durante as dietas radicais”, conta o médico especialista em transplante capilar Thiago Bianco.

Quem está buscando perder peso, mas quer passar longe dos problemas capilares, deve procurar ingerir alimentos que ajudam no fortalecimento e saúde dos fios como:

espinafre

• Espinafre: fonte de ferro, além de gordura que protege os fios;

Cenoura

• Cenoura: confere brilho e é fonte de vitamina A (a deficiência desta vitamina causa ressecamento no couro cabeludo);

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• Ovos e derivados do leite: são fontes de proteínas e ácidos graxos que, além de nutrir o organismo, também ajudam a restaurar os óleos naturais dos fios;

aveia

• Aveia: rica em fibras, zinco, ferro e ômega 6 que ajudam a engrossar os fios;

nozes

• Nozes: podem diminuir a perda capilar por conta da biotina, vitamina E, proteínas e magnésio.

Segundo o médico, quando a queda se torna irreversível, a solução mais natural para devolver os fios à cabeça é o transplante capilar. “Dentro das opções de técnicas de transplante, nós avaliamos o paciente e escolhemos a melhor maneira de devolver estes fios. O cliente que perdeu peso, e consequentemente os cabelos ao longo deste processo, vai finalmente recuperar a autoestima, sem as cicatrizes aparentes”, conclui.

Fonte: Thiago Bianco é médico expert em transplantes capilares – considerado um dos pioneiros a realizar a técnica de implante microfolicular guiado por vídeo. Graduado em Medicina em 2006, especializou-se em cirurgia geral e trauma, além de direcionar sua carreira para a área de implante capilar. Membro titular da ISHRS (International Society of Hair Restoration Surgery), atualmente realiza um trabalho pioneiro com as técnicas de FUT (Follicular Unit Transplant) e FUE (Follicular Unit Extraction) para o transplante capilar de barba e de sobrancelha. 

Moderna técnica substitui dentes perdidos sem cirurgia

Especialista explica como funciona o Implante Osteointegrável

A maioria das pessoas já ouviu falar nos implantes dentários, que são parafusos feitos de titânio, com o intuito de serem implantados em áreas desdentadas do osso da maxila ou mandíbula, realizando a função da raiz do dente, que suportam as próteses quando um ou mais dentes forem perdidos.

A “escolha” do material de titânio é devido à compatibilidade com o tecido ósseo e com o meio bucal, além de ser extremamente resistente.

As técnicas, pesquisas e estudos feitos hoje em dia, são totalmente direcionadas a favor da tecnologia e da diminuição do tempo e aumento da qualidade para tratamentos dentários. “Quanto ao implante, através da nanotecnologia, esse período de integração foi totalmente abreviado. O processo que demorava de 4 a 6 meses, hoje, pode ser feito de imediato, ou, dependendo do paciente, no máximo por 2 meses”, conta o cirurgião bucomaxilo facial  Alessandro Silva.

Após a implantação do corpo do implante, tem início o processo de união do osso ao implante dentário, chamada osteointegração. O implante osteointegrável é uma moderna técnica de substituição de dentes perdidos ou de suporte para elementos protéticos, utilizando estruturas de metal que, em média, 4 meses após sua instalação cirúrgica, ficam integradas ao osso, realizando a função da raiz dental. Após a integração, é realizada a fase protética com a instalação dos elementos dentais feitos em laboratório.

“Em resumo, o objetivo é que essa fixação ofereça ao paciente um suporte estável e aparentemente imóvel de uma prótese sob cargas funcionais, sem dor, inflamação ou afrouxamento, compondo assim, uma única estrutura”, resume o especialista.

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De uma forma geral, se realizados por profissionais capacitados, o processo é rápido, porém, é importante ficarmos atentos para pacientes que não possuem boa qualidade de osso, que, nesse caso, irão precisar de enxerto ósseo. “Trata-se de um procedimento cirúrgico que pode levar alguns meses, que tem como finalidade acrescentar altura ou largura ao osso maxilar, de modo a aumentar a estrutura óssea para colocação do implante”, conclui o profissional.

Os enxertos ósseos usados atualmente são feitos com materiais que promovem um crescimento ósseo de total qualidade, tendo as mesmas características de um osso normal, com resistência e vitalidade, ou seja, são usados materiais biocompatíveis que substituem perfeitamente um osso.

Fonte: Alessandro Silva é especialista em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial (CFO), Mestre em Cirurgia Bucomaxilofacial (Unicamp), Doutor em Cirurgia Bucomaxilofacial (USP), pós-graduado em Cirurgia Ortognática (University of Pacificio, San Francisco, CA, EUA); responsável pelo Serviço de Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial do Hospital Santa Catarina (São Paulo). Responsável pelo Serviço de Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial do Hospital Beneficência Portuguesa (Santos)

Dia Nacional do Surdo, histórias de superação e tecnologias disponíveis

Diagnóstico precoce e acesso a tecnologias de última geração possibilitam a reabilitação da audição e minimizam impactos no desenvolvimento e interação social

Da infância à terceira idade, a audição é um sentido de suma importância para o desenvolvimento, interação, diálogo e independência das pessoas em sociedade. No Brasil, a deficiência auditiva é apontada por 28,2% dos homens de 65 anos ou mais e 23,6% das mulheres nessa faixa etária, segundo o Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE).

Para chamar atenção sobre a “Audição” no Dia Nacional do Surdo, a MED-EL, empresa austríaca de soluções auditivas, destaca duas histórias de superação para mostrar como o diagnóstico correto e a tecnologia para o tratamento da perda auditiva contribuem para que pacientes tenham uma vida normal como as demais pessoas.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a maioria dos casos de perda auditiva pode ser revertida por meio de um diagnóstico precoce e o uso de tecnologias. Atualmente, 360 milhões de pessoas convivem com algum grau de surdez. Esses pacientes estão sujeitos à falta de inclusão, acessibilidade, convivência e oportunidades. Além de comprometer as relações sociais, a surdez também afeta o desenvolvimento educacional dos 32 milhões de crianças e jovens que integram esse total.

A fonoaudióloga Marilia Botelho reforça que “o diagnóstico precoce seguido da intervenção adequada é um fator primordial para o desenvolvimento de fala e linguagem das crianças. O uso de soluções auditivas possibilita o desenvolvimento das habilidades auditivas e a capacidade de aprendizado. Para os mais velhos, problemas auditivos podem causar frustração, solidão e necessidade de isolamento, ocasionando distúrbios psicológicos e comprometendo a qualidade de vida”.

Embora todos saibam da importância deste sentido, segundo uma pesquisa feita no Brasil pela MED-EL, apenas 50% dos brasileiros procurariam um especialista após notar dificuldades para ouvir. Apesar dos avanços da medicina e da tecnologia, ainda há quem acredite que a perda auditiva é uma condição exclusivamente da terceira idade ou de pessoas que nasceram sem audição. No entanto, essa é uma visão equivocada. Com o auxílio da tecnologia e dependendo da complexidade de cada caso, é possível obter excelentes resultados auditivos.

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Hoje, as tecnologias disponíveis possibilitam boa percepção dos sons da fala e, consequentemente, o desenvolvimento das habilidades cognitivas e a capacidade de aprendizado. Para cada perfil de paciente existe um tratamento específico. Os casos variam desde perdas leves às mais severas, podendo ser indicado o uso de aparelhos auditivos (amplificam e otimizam os sons), os implantes cocleares MED-EL (conhecidos como “ouvidos biônicos” que estimulam as fibras neurais da cóclea), os implantes de ouvido médio Vibrant Soundbridge (estimulam diretamente as estruturas do ouvido médio), e os implantes de condução óssea Bonebridge (estimulam diretamente a cóclea por vibração óssea).

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Tecnologias que geram inclusão

Minha vida de volta 

“Se eu tivesse 3 ouvidos teria 3 implantes!”, enfatiza Sheila de Souza Vieira, a enfermeira de 28 anos que perdeu a audição aos 13 e hoje tem mestrado e doutorado em andamento com foco em deficiência auditiva.

Sheila perdeu a audição em decorrência de uma meningite meningocócica diagnosticada tardiamente pelos médicos. “A partir do sétimo dia doente comecei a ouvir pouco. Consultamos mais uma vez o médico, que disse ser uma característica normal da dengue. Como não melhorei, dois dias depois minha família me levou ao otorrino, que deu o diagnóstico de otite. No dia seguinte eu já não ouvia mais nada e fui internada às pressas quase em convulsão”. A meningite provocou a perda auditiva neurossensorial profunda bilateral.

Já são 14 anos com implante auditivo, sendo que há três anos e meio Sheila usa o OPUS 2 bilateral, mas já usou os dois modelos anteriores, sempre com sucesso. “Por incrível que pareça, tanto no implante do primeiro ouvido como no segundo, realizado dez anos depois, eu voltei a falar ao telefone no mesmo dia. Não apenas na minha vida, mas posso dizer que da minha família, o que mudou foi ter a sensação de ter a vida completa de novo. Todas as possibilidades, projetos e sonhos se tornaram possíveis. Era como se não houvesse mais uma barreira que me impedisse de fazer qualquer coisa. Dalí pra frente, eu podia mais uma vez chegar onde eu desejasse como todas as pessoas”.

O implante bilateral lhe proporcionou uma sensação mais intensa e emocionante para os fatos corriqueiros da vida. “Voltar a ouvir me deu mais independência, autonomia e liberdade. Pude morar sozinha, fazer faculdade longe de casa, dirigir, conversar no telefone, ouvir música, tocar piano e trabalhar”.

Espírito Vencedor 

Quando tinha 18 anos, Harry teve a audição prejudicada devido a uma perfuração no tímpano durante um mergulho na piscina e, posteriormente, uma virose contribuiu para novas complicações. Os problemas auditivos fizeram a vida silenciar por algum tempo, mas, na verdade, ali foi o começo de uma vitoriosa jornada.

Na época, teve quase a perda total da audição e desistir nunca fez parte dos seus planos. Graças ao avanço da tecnologia, em 2015, ele fez a cirurgia de implante coclear para a colocação do RONDO (fabricado pela MED-EL), primeiro processador de implante coclear de peça única do mundo, o que possibilitou que voltasse a ouvir novamente. Ele afirma que após a cirurgia sua vida melhorou muito. “Se pegarmos a audiometria antes do implante coclear, a diferença gráfica é assustadora – no bom sentido. Melhorou muito e acredito que tenha muito a melhorar ainda. Vale muito a pena”.

MED-EL

surdez

A MED-EL está sediada em Innsbruck (Áustria), possui 29 escritórios em todo o mundo e é a fabricante líder no mercado internacional de implantes auditivos. Em 1977, os cientistas austríacos Dra. Ingeborg Hochmair e o Professor Erwin Hochmair, desenvolveram o primeiro implante coclear multicanal e fundaram a companhia. Mas, foi em 1990, que a estrutura física da empresa foi lançada e iniciou-se a contratação dos primeiros colaboradores. Hoje, a MED-EL possui mais de 1.500 funcionários.

O implante coclear foi e ainda é considerado o primeiro dispositivo de substituição eficaz e viável de um órgão sensorial. Os implantes da MED-EL se diferenciam por seu rendimento, facilidade de uso e confiabilidade. No portfólio destacam-se os implantes cocleares, implantes do ouvido médio, o sistema EAS (Estimulação Elétrica e Acústica combinada), implante de tronco encefálico (ABI) e o primeiro implante condução óssea, o que corresponde a maior variedade de produtos no mundo em soluções para o tratamento de diferentes tipos e graus de perda auditiva. Atualmente, pacientes de mais de 100 países podem ouvir graças ao uso dos produtos MED-EL. Você pode encontrar mais informações em .