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Alimentos saborosos para se incluir na dieta e auxiliar na imunidade

Uma refeição equilibrada é fundamental para manter o sistema imunológico em dia e ainda evitar gripes, resfriados e doenças que podem prejudicar o funcionamento adequado do organismo. Especialmente nessa época do ano, com a chegada do inverno, o corpo exige mais cuidados, por isso, é importante escolher alimentos ricos em nutrientes e antioxidantes.

A nutricionista do Comitê Umami, Graciela Vargas, separou uma lista de alimentos que podem ajudar a garantir maior resistência. De acordo com a nutricionista, optar por determinados ingredientes pode ajudar a proteger as células do organismo, evitando a invasão de vírus e bactérias.

“Escolher ingredientes que conferem o umami, o quinto gosto básico do paladar humano, é uma ótima opção. Além de deixar o prato mais saboroso, o umami oferece muitos benefícios, como o aumento da salivação e o prolongamento do sabor, que interferem diretamente na aceitação alimentar, na manutenção da higiene bucal e na digestão de proteínas”, explica a nutricionista.

Confira os alimentos que merecem mais atenção nesse momento:

Frutas cítricas

frutas citricas
A nutricionista destaca que as frutas são alimentos ricos em vitaminas e elementos naturais que ajudam o organismo a criar anticorpos necessários. “Especialmente laranja e tomate, que são ricos em vitamina C e antioxidante, são ótimos para criar uma barreira de defesa nas células. O umami, presente no tomate, aumenta a salivação, permitindo que as proteínas sejam mais facilmente digeridas no estômago. Além disso, ele é um ingrediente muito versátil, é possível comer cru, cozido, frito e até assado”, comenta Graciela.

Vegetais verdes-escuros

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Vegetais são fontes de nutrientes essenciais para o organismo. Segundo Graciela, eles são um dos maiores responsáveis pela defesa do corpo humano. “Brócolis e espinafre, por exemplo, são ricos em ácido fólico que ajudam na formação de hemácias e produção de novas proteínas”, ressalta.

Alimentos ricos em zinco

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A nutricionista destaca que alimentos leves e frescos contribuem para que a defesa do organismo seja ainda mais eficiente. “Cereais integrais, castanhas, sementes e leguminosas, como feijão, lentilha, ervilha e grão-de-bico são ricos em zinco, atuando diretamente no sistema imune e prevenindo infecções. Além disso, são opções que podem ser preparadas em uma sopa ou como acompanhamento para uma refeição, garantindo uma alimentação completa, versátil e muito saborosa”, sugere.

Alimentos fontes de ômega-3

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Além de auxiliarem na redução de inflamações e regularem a coagulação sanguínea, Graciela destaca outras funções que podem provocar reações no organismo. “Alimentos com ômega-3, como peixes, sementes, salmão e óleos vegetais promovem diferentes benefícios, como melhora da função cardíaca e pressão arterial, além de ajudar no combate a alergias e asma”, ressalta.

Fontes antioxidantes

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Os antioxidantes são elementos primordiais para a saúde. São eles que retardam o envelhecimento das células e previnem uma série de doenças. Graciela afirma que a boa notícia é que eles podem ser facilmente encontrados e estão em muitos alimentos consumidos. “Os cogumelos, por exemplo, estão cheios de antioxidantes com potencial antienvelhecimento. Eles são muito populares na culinária oriental e estão ganhando cada vez mais espaço no cardápio brasileiro. Aqui no Brasil, o mais conhecido é o champignon, muito utilizado nas preparações de estrogonofe e massas”, finaliza.

Umami

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Portal Umami

É o quinto gosto básico do paladar humano, descoberto em 1908 pelo cientista japonês Kikunae Ikeda. Foi reconhecido cientificamente no ano 2000, quando pesquisadores da Universidade de Miami constataram a existência de receptores específicos para este gosto nas papilas gustativas. O ácido glutâmico e os nucleotídeos inosinato e guanilato são as principais substâncias umami. As duas principais características do umami são o aumento da salivação e a continuidade do gosto por alguns minutos após a ingestão do alimento.

Fonte: Portal Umami

Aprenda a fazer três bebidas fáceis para fortalecer a imunidade

Neste momento é importante incrementar o cardápio incluindo ingredientes nutritivos e mais saudáveis para reforçar a imunidade. Na próxima compra de supermercado, aposte em alimentos ricos em vitaminas e minerais e diminua o consumo de fontes de gordura, açúcar e industrializados.

Consumir bebidas quentes preparadas com super alimentos é uma boa forma de cuidar da saúde. Pensando nisso, Amélia Whitaker, empresária e entusiasta da alimentação saudável, ensina como preparar três bebidas para fortalecer o sistema imunológico. Confira abaixo.

Golden Milk é uma tradicional bebida ayurvédica que ajuda a fortalecer o sistema imunológico, além de ser um poderoso anti-inflamatório e antioxidante.

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Ingredientes:
• 1 copo de leite de castanha-de-caju (ou o leite vegetal de sua preferência)
• 1 colher de chá de cúrcuma em pó
• 1 colher de chá de gengibre em pó
• 1 pitada de pimenta do reino triturada
• 1/3 colher de chá de canela
• 1/3 colher de chá de noz-moscada
• 1/3 colher de chá de cardamomo
• 1 colher de sopa mel ou melado (opcional)

Modo de preparo:
Misture todos os ingredientes e leve ao fogo até engrossar. A sugestão é que a bebida seja servida quente.

Pink Latte é uma bebida à base de beterraba rica em vitaminas do complexo B, tais como B1, B2, B5, B6 e B9. O vegetal também apresenta boas doses de minerais e de vitamina C, que juntas contribuem para manter a imunidade mais forte. Outro poderoso ingrediente presente na bebida é o gengibre, que é popularmente conhecido por ser anti-inflamatório, além de ajudar a reduzir as dores musculares que podem ser ocasionadas por exercícios físicos.

pink

Ingredientes:
• 1 e 1/2 xícara de leite vegetal;
• 1 beterraba orgânica cozida;
• 2 cm de gengibre fresco;
• 1 colher de chá de canela em pó.

Modo de preparo:
Bata todos os ingredientes no liquidificador, passe na peneira e leve ao fogo por alguns minutos. A bebida pode ser tomada quente ou fria. Tudo depende da preferência individual de cada um.

O matcha é uma bebida japonesa rica em antioxidantes e capaz de controlar a pressão arterial, o envelhecimento precoce da pele e melhorar o humor e a concentração. Confira receita de Matcha Latte:

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Ingredientes:
• 1 colher de chá de matcha em pó;
• 2 colheres de chá de açúcar de coco;
• 3 colheres de sopa de água morna;
• 300 ml de leite quente.

Modo de preparo:
Coloque o chá de matcha em pó e o açúcar de coco em uma caneca ou copo. Em seguida, adicione água morna e misture com uma colher ou um batedor. Pegue o leite quente e despeje na caneca até ficar quase cheia e misture tudo até ficar tudo obter uma cor lisa e verde clara. Pronto, o seu matcha quente já pode ser saboreado.

Os ingredientes podem ser adquiridos sem sair de casa pelo delivery do Armazém Cerealista. Gostou da dica? Amélia Whitaker compartilha essas outras dicas em seu perfil. As dicas podem ser acompanhadas também pela hashtag #melrecipe

Inverno: dicas de alimentos ideais + receita de sopa

Com a proximidade da chegada do inverno, no próximo dia 20, a nutricionista clínica e esportiva Renata Pigliasco Branco dá algumas dicas para fortalecer o sistema imunológico em dias frios. “Devemos ter alguns cuidados com a alimentação, pois existem alguns alimentos que contribuem com nutrientes e compostos bioativos que podem nos ajudar”, conta ela.

A seguir, uma lista feita pela nutricionista:

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– Repolho: fonte de glutationa, um poderoso antioxidante que melhora a função das células imunes.

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Depositphotos

– Alho: tem função imunoprotetora, além de fornecer selênio e zinco, nutrientes importantes para evitar gripes, resfriados e outras doenças.

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– Amêndoas: ricas em vitamina E e vitaminas do complexo B, ajudam a proteger o sistema imune da oxidação, principalmente em situações de estresse.

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– Batata doce: rica em betacaroteno, precursor de vitamina A, um nutriente fundamental para o sistema imunológico. Pode ser usada no lugar do pão no café da manhã, cozida, ou em purê e sopas.

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Dissolve

– Shitake: rico em vitaminas do complexo B que ajudam na proteção do corpo, também oferece efeitos antivirais e antibacterianos, dando um super-reforço à imunidade.

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Foto: Pixabay

– Orégano: ótimo contra intoxicações alimentares, contém carvacrol, que ativa as defesas do corpo. Para garantir os seus benefícios, deixe para salpicá-lo só depois do pronto já pronto.

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– Gengibre: rico em vitaminas C, B6 e com ação bactericida, ajuda a tratar inflamações da garganta e auxilia nas defesas do organismo.
– Erva Dente de Leão: aumenta a resposta imune e a produção de óxido nítrico, melhorando a oxigenação dos tecidos. Utilize na forma de infusão, com 1 colher chá para 1 xícara de água aquecida.

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– Frutas cítricas: fontes de vitamina C, são responsáveis pela cicatrização de feridas, fraturas e contusões. Atuam no processo inflamatório e na integridade das mucosas. Consuma em forma de sucos ou frutas in natura.

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– Própolis: contém proteínas e compostos com capacidade de alterar e regular o sistema imunológico, além dos benefícios de ser antibacteriano e estimular receptores específicos e a produção de citocinas, que modulam os mecanismos da imunidade.

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Pixabay

– Óleo de coco: o ácido láurico e o ácido cáprico, presentes no óleo de coco tem propriedade de modular o sistema imunológico, agindo contra fungos, vírus e bactérias. Além disso, uma forma indireta de ele contribuir com a imunidade está na melhora do trabalho do intestino ao eliminar as bactérias ruins.

Não consuma

Evite sopas instantâneas e macarrões instantâneos, muito utilizados no inverno devido à praticidade. Mas esses alimentos podem aumentar a pressão arterial, causando problemas cardiovasculares. Esse tipo de refeições não traz nenhum benefício ao sistema imunológico, uma vez que a quantidade de nutrientes é mínima, pois são alimentos ricos em glutamato monossódico, que é um realçador de sabor e aditivo nada saudável.

Vale a pena perdeu um tempinho para fazer umas sopinhas e congelar para o seu dia ficar mais pratico. Utilize legumes e verduras frescas, carne magra ou frango e temperos naturais. Abaixo, a nutricionista ensina a preparar uma sopa saudável.

Sopa de inverno

sopa caras cravings
Imagem meramente ilustrativa/Cara’s Cravings

Ingredientes:
*150g de shitake
*2 colheres (sopa) de óleo de coco
*1 cebola picada
*4 dentes de alho picados
*1 colher (sopa) de gengibre picado
*2 tomates maduros em cubos
*1 cenoura em cubos
*2l de água fervente
*1 abobrinha em cubos
*1 chuchu em cubos
*1 xícara (chá) de repolho em tiras
*1 xícara (chá) de folhas de espinafre
*1 xícara (chá) de couve em tiras
*Sal a gosto
*Farinha de linhaça a gosto para polvilhar

Modo de preparo
Em uma panela grande, aqueça o óleo em fogo médio e refogue a cebola e o alho. Acrescente gengibre, tomate, cenoura e shitake; refogue por dois minutos. Adicione a água fervente, a abobrinha e o chuchu. Deixe cozinhar até ficar macio. Junte o repolho, deixe cozinhar por dois minutos. Desligue o fogo, misture o espinafre e a couve, tampe a panela e deixe descansar por 10 minutos. Acerte o sal e sirva em seguida, polvilhada com farinha de linhaça.

Alimentos termogênicos: auxílio para uma dieta saudável

Em um momento em que a adoção de uma alimentação saudável se tornou uma questão de saúde pública, para que as pessoas possam ter a sua imunidade reforçada, principalmente aquelas que fazem parte de grupo de risco para a Covid-19, como idosos, hipertensos e diabéticos, conhecer novos alimentos e suas funções pode ser um grande auxílio neste contexto.

“Cuidar da nossa saúde por meio da alimentação deveria ser uma rotina, assim como escovar os dentes e lavar as mãos – ato que se tornou símbolo de saúde neste momento -, pois muitas doenças crônicas da atualidade, como diabetes e hipertensão, podem ser adquiridas devido a uma má alimentação”, avalia Beatriz Cantusio Pazinato, nutricionista da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, que atua na Divisão de Extensão Rural (Dextru) da Coordenadoria de Desenvolvimento Rural Sustentável (CDRS).

Outra questão levantada pela nutricionista – em tempo de isolamento social no qual as pessoas estão em casa, muitas vezes sem uma rotina diária de exercícios físicos -,está relacionada a manutenção do peso.

“Muitas pessoas estão em casa, trabalhando em sistema de home office, em que ficam horas sentadas, ou estudando de forma on-line, restritas em espaços menores; a tendência é diminuir as atividades físicas e, muitas vezes, ampliar a ingestão de alimentos industrializados, muitas vezes de elevada densidade calórica. Com isso, uma das consequências pode ser o aumento de peso, que pode levar à piora ou ao desenvolvimento de doenças”, diz a nutricionista.

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Nesse cenário, ganham destaques os alimentos termogênicos que, segundo a literatura especializada, são aqueles que demandam maior energia para que sejam digeridos pelo organismo, fazendo com que o gasto calórico durante a digestão seja maior.

“Todos os alimentos, ao serem digeridos, demandam gasto energético desde a etapa da mastigação, até a absorção final dos seus nutrientes, inclusive elevam a temperatura corporal durante esse processo. Estudos apontam que aos alimentos conhecidos como termogênicos são atribuídas propriedades que aceleram o metabolismo e, consequentemente, favorecem o gasto calórico”, explica Beatriz, salientando que “a ingestão desses alimentos de forma isolada não será suficiente para garantir a perda de peso, pois requer também a prática frequente de atividade física e o consumo de alimentos equilibrados, de acordo com as necessidades nutricionais de cada indivíduo. Para conseguirmos emagrecer, precisamos gastar mais calorias do que ingerimos”, esclarece.

Existe pouca literatura científica disponível sobre esses alimentos, no entanto sabe-se que podem apresentar não apenas as propriedades de aceleração do metabolismo, como também ação antioxidante, melhorias na imunidade, diminuição da flatulência (gases), entre outras.

Plantas termogênicas: cultivo

Segundo Maria Cláudia S. G. Blanco, engenheira agrônoma da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, que atua na Dextru/CDRS, dentre as plantas consideradas termogênicas, encontram-se muitos temperos e especiarias. “O que é um presente ao paladar e torna a alimentação nutritiva ainda mais saborosa e convidativa. Temos como exemplos dessas plantas as pimentas em geral, o cravo, a canela, o gengibre, o cominho, o cardamomo e a mostarda; plantas ricas em óleos essenciais, os quais são constituídos por compostos que atuam favorecendo a saúde, além de conferirem sabor e aroma aos alimentos”.

A agrônoma informa que esses alimentos estão disponíveis no mercado, cultivados por agricultores que trabalham arduamente para a população ter segurança alimentar. “No entanto, neste momento em que muitos estão em distanciamento social, existem plantas termogênicas que podem ser cultivadas em casa, seja no jardim, no quintal ou mesmo em vasos ou jardineiras, plantas úteis para a nossa alimentação. Selecionamos aqui três culturas herbáceas e anuais para a descrição do cultivo, pois estas podem ser produzidas de forma caseira. Além da propriedade termogênica, elas possuem atributos que conferem sabor, aroma e benefícios medicinais para diversas preparações culinárias”.

Cominho (Cuminum cyminum)

cominho savory spice
Savory Spice

Nativo do sul da Rússia, o cominho é uma erva aromática anual com cerca de 50cm de altura. Usada como tempero, é um dos componentes do famoso “curry”. É utilizada, também, em preparações medicinais, especialmente para combater distúrbios digestivos.
A parte usada é o fruto, denominado aquênio (popularmente chamado de semente). Trata-se de um fruto simples e seco, com uma semente aderida por um único ponto em sua parede, característica típica das plantas da família Apiaceae, entre elas a erva-doce e o funcho.

O cominho é uma planta de clima subtropical; a temperatura ideal de cultivo se encontra na faixa de 10°C a 26°C, não suportando clima muito quente e seco. Prefere solo arenoargiloso, com pH em torno de 6,2, rico em matéria orgânica e cálcio.
A propagação é feita por sementes em sementeira ou viveiro para formação de mudas. Ao atingirem entre 5cm e 10cm de altura, podem ser transplantadas em canteiros, sob espaçamento de 30cm a 40cm entre linhas e de 15cm a 25cm entre plantas.
Pode ser facilmente cultivado em vaso ou jardineira, utilizando-se composto orgânico e adubos orgânicos adequados para hortaliças, encontrados em bons estabelecimentos agropecuários. O solo deve ser mantido úmido, sem proporcionar encharcamento. O cominho precisa de algumas horas por dia de sol direto para seu bom desenvolvimento.

Cuminum cyminum

A colheita é feita de três a quatro meses após o plantio, quando as plantas começarem a secar e os frutos a mudar de cor (amarelecerem). Deve-se realizar o corte das plantas e posteriormente pendurá-las, invertidas; logo abaixo delas, colocar recipiente ou pano para receberem os frutos que caem do feixe após o término da secagem. Este procedimento pode ser feito à sombra, em temperatura ambiente ou em secador com temperatura máxima de 40°C. Os frutos do cominho podem ser usados inteiros ou moídos para preparação de chá medicinal, pães, carnes, sopas etc.

Gengibre (Zingiber officinale)

ginger gengibre

O gengibre, originário da Ásia, é uma planta perene rizomatosa que pode atingir um metro de altura. O rizoma carnoso é a parte comestível da planta, sendo utilizado na culinária; na agroindústria de bebidas e alimentos; na perfumaria; e na produção de medicamentos e cosméticos. Prefere clima quente e úmido com precipitação (chuvas) de no mínimo 1.500mm/ano. Exige solo fértil, leve, bem drenado e rico em matéria orgânica.

O plantio deve ser feito em local definitivo, por meio de rizomas que tenham de 5cm a 10cm de comprimento e com gemas túrgidas (em início de brotação). Os rizomas são colocados em sulcos de 10cm a 15cm de profundidade e cobertos com uma camada de 5cm a 10cm de terra. A adubação de plantio é feita com cinco toneladas de composto orgânico por hectare. Caso seja necessário o plantio em vaso, este deve ser grande e de boca larga, capaz de comportar os rizomas crescidos e facilitar a colheita. Utilizar composto orgânico e adubos orgânicos para hortaliças, como torta de mamona.
O gengibre deve ser plantado de setembro a novembro. A colheita se dá após sete até 10 meses do plantio, quando as folhas secam. O espaçamento recomendado é de um metro entre linhas e 40cm entre plantas.

Os principais cuidados são a manutenção da umidade do solo, mas sem encharcamento; a realização de amontoas (chegamento de terra no colo da planta) para cobrirem os rizomas superficiais, de três a quatro vezes durante o ciclo da cultura (no vaso, basta colocar terra a medida em que eles aparecerem na superfície); e a adubação de cobertura, a qual deve ser realizada em dois momentos usando-se cinco toneladas de composto por hectare antes da primeira amontoa (90 dias) e cinco toneladas de composto por hectare antes da terceira amontoa (150 dias).

ginger- gengibre 123RF

O gengibre pode ser consumido fresco ou desidratado e é utilizado em diversos produtos medicinais como xarope e pastilhas, em variadas preparações culinárias doces ou salgadas e em chás, sucos e outras bebidas como o quentão, típico das festividades juninas brasileiras.

Pimentas (Capsicum spp)

pimenta
Pixabay

Há vários tipos de pimentas, com diferentes formatos, cores, aromas e graus de pungência. Muitas são originárias das Américas, inclusive do Brasil. Ao escolher a variedade para plantio, selecione a que mais agrade o paladar, além de considerar a resistência da variedade às doenças que mais ocorrem nessa cultura. Dentre as mais cultivadas no Brasil, temos a dedo-de-moça, cumari, de cheiro, malagueta, biquinho e pimenta-de-bode.

Podem ser plantadas no campo ou em vasos, neste caso utilizar húmus de boa qualidade, sementes ou mudas de boa procedência e fertilizantes orgânicos para hortaliças como torta de mamona, geralmente encontrados em bons estabelecimentos agropecuários.
No campo, o plantio das mudas produzidas em viveiro é feito em sulcos de 30cm a 40cm de largura por 20cm a 25cm de profundidade, distanciados por 80cm ou em covas de 20x20x20cm, espaçadas de um a 1,5m entre linhas e de 0,5m a 0,9m entre plantas.
A adubação de plantio é realizada com 15 até 40 toneladas/ha de composto orgânico ou esterco de curral curtido. A adubação de cobertura, com 50g a 100g por planta de torta de mamona, deverá ser dividida em quatro aplicações, sendo uma delas no início do florescimento e outra na frutificação.

pimenta pimenteira pixabay
Pixabay

A pimenteira pode produzir por vários meses, por isso recomenda-se que seja tutorada com meia estaca (pode ser de taquara ou bambu) e feita uma poda após o término de cada colheita, estimulando a rebrota da planta. A colheita se inicia de 90 a 140 dias após o plantio, dependendo da variedade, do manejo etc. As pimentas são consumidas frescas, desidratadas ou em conserva. Compõem diferentes pratos salgados e doces, oferecendo-lhes um toque picante ou “de cheiro” que os tornam especiais e inesquecíveis.

Confira algumas receitas com os ingredientes acima:

Salada de couve com gengibre

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Imagem meramente ilustrativa/Domesticate

Ingredientes:
1 pires de couve mineira cortada bem fininho;
1 pires de brócolis cozido al dente e cortado;
1 pires de beterraba ralada;
1 colher (das de sopa) de gengibre ralado, para temperar;
1 colher de sopa de vinagre de maçã;
½ limão;
1 “fio” de azeite;
sal a gosto.

Preparo:
Coloque a couve, o brócolis, a beterraba e o gengibre ralado em uma vasilha. Misture. Tempere a salada com sal, azeite, vinagre de maçã e limão. Sirva e bom apetite.

Sopa de abóbora com cominho

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Imagem meramente ilustrativa/Pinterest

Ingredientes:
1 quilo de abóbora ou moranga cortada em cubos sem casca e sem sementes;
1/2 maçã descascada e sem sementes;
1 batata pequena descascada e picada;
1 cebola picada;
1 cenoura cortada em rodelas;
2 dentes de alho;
2 colheres (chá) de cominho;
3 colheres (sopa) de cheiro-verde fresco picado (salsinha e cebolinha);
3 xícaras (chá) de caldo de galinha já preparado;
1/2 xícara (chá) de leite;
sal a gosto.

Preparo:
Colocar todos os ingredientes, menos o leite e o cheiro-verde, em uma panela grande. Cozinhar em fogo médio, com a panela tampada, até que os legumes estejam cozidos. Bater todos os ingredientes no liquidificador. Voltar à panela, juntar o leite, o cheiro-verde, mexer e acertar o sal, se necessário. Servir bem quente.

Rendimento: de 4 a 6 porções.

Fonte: Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo

Especialistas dão dicas de como melhorar imunidade com proximidade do inverno

Alimentação adequada, eliminar maus hábitos, atividade física moderada e questões psicológicas contribuem com o sistema imunológico

Com o número crescente de casos de coronavírus no Brasil e a aproximação do inverno, a busca de medidas e reforços para o sistema imunológico têm se tornado cada vez mais comum. Embora o objetivo seja a prevenção de doenças, ampliar as defesas do corpo é algo que deve ser feito constantemente.

O sistema imunológico atua como uma proteção contra agentes indesejáveis que tentam invadir o corpo. Em tempos de pandemia, quando se tem uma série de ações que contribuem para a imunidade, as pessoas tornam-se menos vulneráveis, de forma que o organismo consiga se defender melhor.

A melhor maneira de evitar a contaminação é seguir as recomendações de prevenção da Organização Mundial da Saúde (OMS) e estar saudável. Para ajudar nesse processo, conheça algumas ações capazes de fortalecer o sistema imunológico.

Alimentação saudável

frutas-citricas

Uma alimentação saudável e balanceada é composta por vários nutrientes, vitaminas e sais minerais que exercem funções além do seu papel fisiológico e que podem também modular o funcionamento do sistema imunológico, a chamada imunonutrição.

Para Vera Salvo, conselheira do Conselho Regional de Nutrição 3, “alimentos ricos em vitamina C, como acerola, goiaba, laranja, limão, kiwi e verduras, além de vitamina E, ácido fólico, zinco, selênio, carotenoides e ácidos graxos ômega 3 e 6, contêm os principais fatores para fortalecer o sistema imunológico”.

Ela também destaca a importância da hidratação. “Isso ajuda o intestino a funcionar normalmente. A manutenção da microbiota intestinal pode funcionar como barreira para microrganismos indesejáveis. Além disso, a desidratação altera a fluidez do sangue, comprometendo o transporte de nutrientes e oxigênio e, como consequência, a atividade celular adequada”.

Eliminação dos maus hábitos

salada legumes verdura

A nutricionista ressalta que “não existe um alimento milagroso capaz de fortalecer o sistema imunológico”. O que vai ajudar é o hábito de se alimentar regularmente, de maneira equilibrada, priorizando os alimentos saudáveis, frescos e reduzindo a frequência de ultraprocessados e deixando de usar qualquer tipo de substância tóxica, que contem uma série de compostos químicos que não são reconhecidos pelo organismo.

Atividade física moderada

exercicio em casa

Praticar exercícios físicos é importante para manter o corpo ativo. Waldecir Lima, profissional da Educação Física e presidente da Comissão de Saúde do Conselho Regional de Educação Física 4ª Região – São Paulo, ressalta que a atividade física mantém a comunicação entre o sistema nervoso e o sistema imunológico.

“O exercício pode fortalecer diversas situações, minimizando a produção de citocinas que facilitam a inflamação no organismo, e aumentam a produção e a ação de citocinas anti-inflamatórias. Ou seja, o exercício tem papel importante no equilíbrio do sistema imunológico”, pontua.

Com relação a intensidade dos exercícios, ele alerta. “É importante que a atividade seja prescrita por um profissional, que seja moderada e feita constantemente. Do ponto de vista profissional, ela tem a imune estimulação e vai fortalecer o sistema”.

Questões psicológicas e o sono

Cerca de 40% da população apresenta algum tipo de distúrbio do sono

Dentre os aspectos psicoemocionais que afetam a imunidade, o estresse e ansiedade são os principais. Nesse cenário de pandemia, eles têm sido notados com frequência. A ansiedade está ligada ao controle do futuro e o estresse às incertezas do dia a dia. Ao controlar essas emoções, é possível ter o sistema imunológico preservado.

É importante ter uma rotina estabelecida, o que afasta os pensamentos ruins e leva à atenção para outras atividades. O sono também compõe este cenário. “A função do sono é trazer o descanso físico e emocional para as pessoas. Quando isso não acontece, é como se houvesse uma sobrecarga emocional. Por isso, é importante ter uma rotina e dormir de 7 a 9 horas por dia. Ter uma condição de sono saudável trará um saúde emocional melhor”, finaliza a psicóloga Dalva Chaves Pereira.

Imunoday é novidade da Piracanjuba Health & Nutrition para aumentar imunidade

Produto oferece a porção diária para aumentar a defesa do organismo com a betaglucana de levedura, além de ser rico em vitaminas C, B12 e D

A chegada do novo coronavírus, dentre tantos alertas, reforçou duas notícias importantes: a primeira é que, o sistema imunológico tem papel fundamental na defesa do nosso organismo contra doenças e vírus e, a segunda, é que a nossa proteção decorre das escolhas alimentares.

Por isso, acertar no que levamos para nossa mesa faz a diferença nas células de defesa do corpo. Dentre as apostas para a imunidade alta, o leite é um aliado na luta contra infecções, além de conter diversos nutrientes necessários à manutenção da saúde. Atenta a essa prerrogativa dos lácteos, a Piracanjuba, especialista em leite, aprofundou as pesquisas para que, além de um produto com proteínas e vitaminas, oferecesse aos consumidores uma dose diária e prática para aumentar a defesa do organismo.

Por meio da Divisão Piracanjuba Health & Nutrition – área exclusiva de pesquisa e desenvolvimento – a marca apresenta o Imunoday, com 250mg de betaglucana de levedura e três sabores nas embalagens de 200ml da Tetra Pak com tampa de rosca: original (0% de gordura), chocolate com aveia e chocolate zero lactose, todos eles fonte de fibras e sem glúten.

“Nos estudos científicos, identificamos que a betaglucana de levedura é a única substância que tem o benefício da imunidade reconhecido cientificamente, com pesquisas comprovadas. Verificamos ainda que existem suplementos alimentares que ajudam a proteger nosso corpo de infecções, porém, são apresentados em cápsulas e com preço alto. Por isso, apostamos em um produto com dose diária e que, além dos benefícios da betaglucana de levedura, é rico em vitaminas do tipo C, B12 e D, tem 8g de proteínas por porção e zero adição de açúcar”, explica a Gerente de Marketing da Piracanjuba, Lisiane Campos.

Para chegar ao ingrediente ideal para o Imunoday, a Piracanjuba Health & Nutrition foi atrás de experimentos feitos em universidades americanas, europeias e, inclusive, chinesas. As pesquisas com a betaglucana de levedura apontam melhora no sistema imunológico, em especial em infecções e sintomas relacionados ao trato respiratório, em todas as idades, praticantes de atividades físicas ou não.

“Ao juntar a betaglucana de levedura, com a eficiência do leite, o Imunoday resultou em um produto saboroso, fonte de fibras e eficaz no reforço da imunidade, aumentando o número de células imunes ativas disponíveis para defesa do organismo. Além de reduzir os efeitos nocivos do estresse sob o corpo, com melhora do vigor físico, da clareza mental e da fadiga”, complementa Lisiane.

A partir deste mês, os consumidores poderão escolher a dose diária de imunidade nas principais farmácias de todo país.

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Os produtos Piracanjuba podem ser encontrados nas principais redes supermercadistas/atacadistas do país e, ainda, nos melhores sites de vendas on-line.

Informações: Piracanjuba – SAC 0800 722 1718

Quarentena: nutricionista afirma existirem muitos mitos em relação à alimentação

Enquanto o mundo não encontra a vacina que possa ajudar na contenção da pandemia do novo coronavírus, a sociedade tenta se precaver das mais variadas maneiras. Em meio ao isolamento social, as pessoas estão procurando por alimentos milagrosos visando aumentar a imunidade e prevenir da contaminação pela Covid-19. Mas será que existe apenas um alimento capaz de imunizar a população?

De acordo com Sophie Deram, nutricionista doutora da USP e autora do best-seller “O peso das Dietas”, da editora Sextante, a resposta é não. “Não existe receita milagrosa, infelizmente. Não há nenhum alimento capaz de aumentar a nossa imunidade do dia para a noite. Se tem alguém pregando isso, está sendo irresponsável”, explica.

Para ajudar a desvendar os principais mitos sobre a alimentação durante a quarentena, a especialista elenca os cinco alimentos que são colocados como salvadores e que não possuem embasamento científico para prevenir o contágio ou curar a doença.

Vitamina C

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Foto: Nicole Franzen

No final do mês passado, foi divulgada pelo Ceasa uma pesquisa que mostrou um aumento de 30% no consumo de frutas cítricas em março. Sucesso entre os brasileiros, frutas como laranja, uva e ameixa passaram a fazer ainda mais parte das compras. Mas, para Sophie, não é somente a vitamina C que protege o organismo contra o vírus: “A vitamina C pode ajudar, mas não é a única responsável por nos defender contra o novo coronavírus. Não podemos olhar para somente um único nutriente. A imunidade é muito mais complexa do que só tomar suplementos e frutas cítricas. A melhor coisa que podemos fazer para alimentar melhor o nosso corpo é consumir uma comida caseira e fresca”, aconselha.

Vitamina D

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Imagem: Nursing.com

Uma recente suposta pesquisa da Universidade de Turim, na Itália, mostrou que a vitamina D poderia prevenir a doença causada pelo novo coronavírus e ter bons resultados em pacientes infectados. Essa informação, que não veio de uma pesquisa, mas de uma hipótese que foi levantada, fez com que diversas pessoas começassem, até mesmo, a comprar suplementos. “Não há evidências científicas que comprovem que o reforço da imunidade e imunomodulação usando vitamina D são as únicas maneiras de prevenir a infecção pelo coronavírus. Se acreditamos em tudo o que lemos sobre alimentação, nutrição e saúde é provável que fiquemos mais confusos do que informados”, alerta Sophie.

Suplementos

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Um dos grandes mitos, de acordo com a especialista, é a superdosagem de alimentos e suplementos durante o período de isolamento social. “Você não vai aumentar sua imunidade do dia para noite tomando suplementos. As pessoas acham que, quanto mais suplementação tomarem, mais ficarão imunizados. A superdosagem é tão prejudicial quanto não ter o suficiente. Qualquer suplementação deve ter acompanhamento de um profissional”, elucida.

Alimentos alcalinos

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Foto: Michelle Bulgaria/Morguefile

Durante o mês de março, circulou na internet uma informação falsa dizendo que pelo fato do pH do novo coronavírus variar entre 5,5 e 8,5, ingerir alimentos que possuíam pH maiores, seria o suficiente para combater uma eventual contaminação. Sendo assim, alimentos como manga, abacaxi, limão, alho, laranja e tangerina seriam componentes para a fórmula mágica. Para a nutricionista, falar que os alimentos alcalinos afastam o novo coronavírus é propagar fake news. “Não acredito em alimentação alcalina. Como pesquisadora, jamais li algo que dissesse que alimentos alcalinos evitam a contaminação pelo vírus. Não há fórmula mágica para nos proteger contra a pandemia”, afirma Sophie.

Veganismo

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Em meio a diversas fake news que são divulgadas diariamente sobre a alimentação durante a quarentena, uma das que mais chamou a atenção foi em relação ao veganismo. Alguns atores famosos aconselharam seus fãs a fazer uma dieta vegana em busca de uma alimentação mais balanceada. Para Sophie, fazer dieta vegana sem orientação de especialista, neste momento, acarretaria no aumento do risco de algumas deficiências nutricionais. “Dietas que excluem toda proteína animal podem trazer carências especialmente em vitamina B12, cálcio, ferro, ômega 3 e zinco, que são essenciais para o desenvolvimento de crianças, por exemplo. Em 2019, a OMS se retirou e desistiu de apoiar uma campanha que incentiva dietas veganas”, complementa. No final das contas, a melhor coisa para fazer para se proteger do vírus é ficar em casa, com distanciamento social e lavando as mãos regularmente. Para aumentar a imunidade, é um conjunto de fatores: “Alimentação adequada é um deles, bom sono, atividade física e também uma gestão do estresse, pois excesso dele ou a ansiedade podem afetar a nossa saúde mental e piorar a nossa imunidade”, finaliza Sophie.

Fonte: Sophie Deram é engenheira agrônoma de AgroParisTech (Paris), nutricionista franco-brasileira e doutora da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) no departamento de Endocrinologia. Além de especialista em tratamento de Transtornos Alimentares pelo Ambulim – Programa de Transtornos Alimentares do Instituto de Psiquiatria do HCFMUSP, é coordenadora do projeto de genética e do banco de DNA dos pacientes com transtorno alimentar no Ambulim.

Up na imunidade: boa alimentação é aquela que faz bem ao corpo e à mente*

Já faz um tempo que a nutrição está em evidência, sendo um dos assuntos mais comentados. Ao ligar a televisão, o rádio ou se conectar às mídias sociais, tem sempre alguém falando sobre comida, alimentação, nutrição e sobre como devemos ou não comer. O argumento é sempre o mesmo: a busca por uma vida saudável.

Atualmente o foco tem sido por uma alimentação que melhore nossa imunidade e o que vemos são dicas de alimentos milagrosos, “shots” de imunidade ou alimentos que “devemos” consumir, que prometem nos ajudar a manter a saúde e evitar doenças. Nesse momento tão atípico das nossas vidas é importante relembrar que uma boa alimentação é fundamental para a manutenção da saúde, seja para trazer energia e substratos para o bom funcionamento do corpo, seja para trazer prazer, memória, segurança, praticidade e até alívio para o estresse do dia a dia.

Logo podemos dizer que uma alimentação saudável é composta por alimentos nutritivos e comidas gostosas. Sim, para se ter uma alimentação saudável é preciso comer comidas gostosas.

E para melhorar a imunidade, o que devo comer?

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Você deve comer de tudo, de tudo mesmo. Uma dieta equilibrada é fundamental para manter nossa saúde e, como consequência, melhorar nossa imunidade. Não precisamos ter as “cinco cores no prato” em todas as refeições. Essa variedade pode acontecer ao longo do dia ou da semana. Uma refeição equilibrada é composta por alimentos de todos os grupos, sendo eles construtores, reguladores e energéticos.

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Os alimentos construtores são os proteicos, como carnes, ovos, leite, feijões, grão de bico etc. Já os alimentos reguladores são as fontes de vitaminas e minerais, como os legumes, verduras e frutas. Os alimentos energéticos são os que nos trazem energia, como os pães, massas, cereais. Se a sua refeição é composta por pelo menos um alimento de cada grupo, ela está completa.

É importante saber também que dietas restritivas, sejam de calorias ou de grupos de alimentos não são bem-vindas nessa época ou quando pensamos na manutenção da imunidade. Comer menos do que nosso organismo precisa não ajuda em nada à nossa saúde, pelo contrário, atrapalha, pois podemos ficar mais cansados, desanimados, tristes e com fome.

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Outro ponto que devemos lembrar é que uma alimentação saudável é composta por alimentos livres de doenças. Apesar de não haver evidências de transmissão de determinadas doenças por meio dos alimentos em si, devemos levar em consideração a manipulação que ele sofreu, sendo fundamental a realização da higienização dos alimentos e embalagens com hipoclorito de sódio antes do consumo.

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Por fim, quero deixar claro que não existe alimento bom ou ruim, muito menos milagre. Existe apenas a comida e a forma como lidamos com ela, que deve ser sempre saudável!

*Maria Claudia Santos, coordenadora do curso de Nutrição da Universidade Anhembi Morumbi. Especialista em alimentação saudável e comportamento alimentar.

Açaí é rico em antioxidantes e fortalece a imunidade

Andrea Takayama, nutricionista da Oakberry, reúne dicas para ajudar a fortalecer o sistema imunológico

A alimentação é uma das formas mais efetivas de prevenir doenças e com a pandemia do coronavírus não seria diferente. Além das medidas de higiene, que são fundamentais para lutar contra o vírus, existem algumas medidas que podem ser tomadas com o objetivo de fortalecer o sistema imunológico e deixar o corpo mais preparado para evitar a contração da Covid-19.

Pensando nisso, Andrea Takayama, nutricionista da Oakberry , rede de alimentação saudável focada em açaí, separou algumas orientações sobre os benefícios da fruta.
• Antioxidantes

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Pixabay

“Os antioxidantes presentes no açaí protegem as células e têm um efeito profundo na redução do estresse oxidativo, melhorando a efetividade do sistema imunológico e protegendo o corpo de organismos nocivos externos”, afirma a nutricionista. Além disso, o produto possui alta capacidade de proteger as células sadias dos radicais livres, desta forma, ajudando na regeneração muscular e fortalecendo o corpo.

• Vitamina B

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O açaí é rico em vitaminas do complexo B, importantes eletrólitos e minerais que são necessários no nosso metabolismo celular. “Esse nutriente também age no auxílio da defesa do organismo e ajuda no funcionamento do sistema nervoso, garantindo um melhor desenvolvimento para as funções do coração, olhos e pele”, completa Andrea.

• Energia e fortalecimento muscular

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“Com grande concentração de gorduras boas e carboidratos, o açaí é um fruto altamente energético e consegue repor, de maneira rápida, a energia e a glicose, que são fundamentais para um bom funcionamento das vias metabólicas”, finaliza a profissional da saúde.

Fonte: Oakberry

Cheesecake de Limão: sobremesa saudável, pouco calórica e gostosa

Limão é considerado uma das frutas com mais propriedades curativas, com inúmeras aplicações. Ainda que exista preconceito em relação ao gosto azedo, estimula a produção de carbonato de potássio no organismo, neutralizando a acidez do meio humoral – que atua na imunidade do organismo. O que vale pontos em época de pandemia, não é mesmo?

Pensando nisso, a Lapinha Spa desenvolveu uma receita de Cheesecake com Limão muito saboroso, fácil de ser preparado e com baixo valor calórico. O item faz parte do menu do local, o primeiro spa médico do país, que há 47 anos trabalha com alimentação orgânica e ovolactovegetariana. Confira abaixo:

Cheesecake de Limão

Ingredientes:
• 8 xícaras de ricota passada pela peneira – 500g
• 2 colheres (sopa) de farinha de trigo – 45g
• ½ xícara (chá) de suco de limão – 80ml
• 1 colher (chá) de raspas de limão – 15g
• 3 claras – 90g
• 5 colheres (sopa) de frutose – 75g

Modo de Preparo:
Em uma tigela, junte a ricota, a farinha, o suco e as raspas de limão. Misture bem até obter um creme homogêneo. Bata as claras, junte a frutose e continue batendo até obter um suspiro. Acrescente o suspiro ao creme e misture. Unte uma fôrma para tortas e despeje a massa. Leve ao forno médio por 30 minutos e deixe esfriar. Desenforme e leve à geladeira. Enfeite com raspas de limão.

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Propriedades:
• Rendimento: 24 fatias de 60g
• Nível de dificuldade: Fácil
• Tempo de preparo: 45 minutos
• Tempo de Cozimento: 30 minutos
• Calorias: 103Kcal
• Carboidratos: 8g
• Proteína: 11g
• Lipídios: 10g

Fonte: Lapinha Spa