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Maio Roxo faz alerta para sintomas de doença inflamatória intestinal

Doenças Inflamatórias Intestinais podem aumentar riscos cardiovasculares

Doenças Inflamatórias Intestinais (DIIs) acometem milhares de pacientes no Brasil. De acordo com o Datasus, são cerca de 160 mil pessoas que sofrem com sintomas, como diarreia, dor abdominal, febre e sangue nas fezes. As DIIs são compostas essencialmente por duas enfermidades: a doença de Crohn e a retocolite ulcerativa.

Para o cirurgião vascular Francisco Simi, a própria natureza inflamatória delas pode ser gatilho para doenças cardiovasculares, como o infarto.

“A mesma inflamação que afeta as paredes do intestino também acaba comprometendo todo o sistema vascular do organismo. Quando isso ocorre, a irrigação sanguínea de todo o nosso corpo fica comprometida. É aí que as doenças cardiovasculares podem surgir”, explica Simi.

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Ilustração: Sepalika

O médico chama atenção para casos nos quais há o agravamento do quadro clínico. “Diante de uma situação mais grave de comprometimento vascular, é possível um início de aterosclerose, que é a formação de placas que obstruem as artérias. Quando isso ocorre, o coração tem o seu funcionamento alterado, podendo evoluir para um infarto, inclusive”, afirma.

Tratamento

A campanha Maio Roxo chama atenção da população para os sintomas e tratamentos das Doenças Inflamatórias Intestinais. O diagnóstico rápido e o início imediato do tratamento são as maneiras mais eficazes de combater o agravamento da doença.

A doença de Crohn e a retocolite ulcerativa são enfermidades autoimunes e de caráter progressivo. “O uso adequado de imunossupressores é fundamental para o controle da doença, evitando o comprometimento de outros órgãos. Além disso, o acompanhamento médico deve ser constante para o controle clínico. As Doenças Inflamatórias Intestinais são autoimunes, então o sistema de defesa do paciente é bastante sensível”, completa Simi.

As DIIs são diagnosticadas por meio de colonoscopia e, apesar de afetarem principalmente jovens e adultos, elas podem ocorrer em todas as faixas etárias.

Posso ter DII?

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De acordo com o Grupo de Estudos da Doença Inflamatória Intestinal do Brasil (Gediib), a diarreia é um dos sintomas mais comuns na fase aguda de ambas as doenças. Na doença de Crohn, os sintomas mais frequentes incluem, também, a dor abdominal, febre e perda de peso. A retocolite ulcerativa apresenta quadro clínico com sangue ou muco nas fezes e urgência evacuatória, além de outras manifestações como aftas orais. Se houver esses sintomas, um médico especialista deve ser consultado.

Cardiologista alerta para aumento dos riscos de infarto e derrame no calor

Altas temperaturas dilatam vasos sanguíneos, diminuem a pressão e fazem o corpo trabalhar mais para manter o equilíbrio

O infarto é a maior causa de mortalidade no mundo e o risco de sofrer um aumenta com o calor. No verão, com as temperaturas acima dos 30 graus, principalmente em cidades litorâneas, ocorre no corpo uma dilatação nos vasos sanguíneos, podendo provocar mudanças da pressão arterial, conhecida como vasodilatação. Esse processo pode resultar em possíveis casos de redução da pressão, além da desidratação e ocasionar desmaio, tontura e arritmia cardíaca.

Segundo o cardiologista e coordenador do Programa de Infarto Agudo do Miocárdio do HCor, Leopoldo Piegas, as pessoas obesas, diabéticas e portadoras de algum problema cardiovascular fazem parte do grupo de maior risco e são mais propensas a sofrer com as altas temperaturas.

Mantenha-se hidratado

mulher madura tomando agua

Quando o organismo desidrata, ele fecha os vasos sanguíneos para manter a pressão arterial e aumentar os batimentos cardíacos para se sustentar. “A orientação nestes dias quentes é manter-se sempre bem hidratado, evitar a exposição direta ao sol e fazer refeições leves, que exigem menos esforço do organismo durante a digestão. As altas temperaturas causam dores de cabeça, desconforto, desidratação, cansaço e podem aumentar o risco de morte precoce por problemas cardiovasculares”, esclarece o médico.

Outra orientação importante do médico é voltada para pacientes que usam medicamentos. ” Para evitar a desidratação é preciso ingerir bastante líquido. A atenção deve ser redobrada com idosos e pacientes que fazem uso de diuréticos. Pessoas hipertensas, que precisam controlar a pressão arterial com medicamentos, devem ficar atentas à tendência natural do corpo de baixar a pressão nas altas temperaturas. Uma reavaliação médica durante o período de férias pode indicar a necessidade ou não de alterar a dosagem dos medicamentos”, alerta o cardiologista.

O que fazer para prevenir o infarto?

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Para a prevenção da doença, existem dicas que valem para todas as idades, entre elas estão: consultar o médico periodicamente, não fumar, controlar a pressão, colesterol e açúcar, manter o peso ou emagrecer para o ideal, não passar por estresses muito fortes, ter alimentação balanceada e praticar exercícios físicos.

Para as pessoas que fazem parte do grupo de risco, os exercícios físicos e a alimentação devem ser feitos com avaliação médica prévia. “É recomendado cautela também com as comidas típicas do período de férias na praia, principalmente aquelas com alto teor de colesterol, importante fator de risco da aterosclerose, além de evitar o excesso de bebidas alcoólicas”, recomenda o cardiologista.

No caso de qualquer sintoma, corra para o pronto-socorro e procure o médico.

Fique atento!

Em dias muito quentes fique alerta aos sinais do corpo, e busque ajuda médica se for preciso. Alguns sinais são:

mulher dor passando mal calor pixabay
Pixabay

=Dor no peito que pode irradiar para o braço, costas ou queixo.

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=Sensação estranha na garganta.

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=Ansiedade.

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=Batimento cardíaco acelerado.

dor de cabeça

=Tontura ou dor de cabeça.

Fonte: HCor

Neste inverno, convém cuidar do coração – por Américo Tângari Jr*

À medida que o frio avança, os hábitos adquiridos durante o verão e o outono vão sendo substituídos pelo eventual conforto do inverno: roupas pesadas, alimentação forte e uma sensação de aquecimento bem quieto dentro de casa. Mas é bom refletir se vale a pena passar a temporada de temperatura mais fria hibernando e ganhando peso.

Primeiro, é importante saber que as mortes por enfarte do miocárdio aumentam 30% durante o inverno, segundo estudos feitos em todo o mundo há pelo menos 50 anos. Até uma simples gripe ou a pouca atenção à prevenção favorecem as doenças do miocárdio, especialmente se a pessoa tem alguma predisposição e ainda não saiba.

pés frio lareira

E a bateria de ataque ao coração só aumenta: pesquisa recente da Universidade de Sydney revelou que o risco de ataque cardíaco é 17 vezes maior após uma infecção respiratória. Pelo estudo, publicado no Internal Medicine Journal, doenças como pneumonia, gripe ou bronquite podem desencadear os problemas.

Os dados mostram que o aumento do risco não ocorre necessariamente no início dos sintomas da infecção respiratória, mas atinge picos nos primeiros sete dias e vai reduzindo gradualmente. Os cientistas afirmam que o perigo, no entanto, permanece mais alto durante um mês.

Foram analisados 578 pacientes vítimas de ataque cardíaco por obstrução da artéria coronária – e todos forneceram informações sobre a ocorrência de doenças respiratórias, como dor de garganta, tosse, febre, dor no seio, sintomas de gripe, e se ainda relataram um diagnóstico de pneumonia ou bronquite nos dias que antecederam problema no coração. Entre os pacientes analisados, 17% relataram sintomas de infecção sete dias antes do ataque cardíaco, e 31% em até 31 dias.

O estudo ajuda a explicar a existência de picos de ataques cardíacos durante o inverno, quando essas infecções são mais comuns. Uma das hipóteses para que a exposição a infartos seja maior após o registro de infecções respiratórias é a ocorrência de alterações no fluxo sanguíneo.

Para não se tornar alvo desses ataques, o melhor remédio é procurar um médico, submeter-se aos exames e se precaver, como, por exemplo, avaliar as vacinações. Depois, seguir uma dieta própria e se preparar para uma vida longa e mais saudável.

Todas essas doenças vasculares – AVC, hipertensão, infarto, aterosclerose e outras – resultam de um estilo de vida inapropriado. Entre os principais fatores que ocasionam essas doenças estão má alimentação, tabagismo, álcool, sedentarismo, obesidade ou portadores de diabetes, além do estresse do dia-a-dia.

Mesmo que a pessoa não fume, não beba e caminhe regularmente, deve ficar atenta, pois, viver sem estresse nas grandes cidades brasileiras, é quase um milagre. Sem poluição, impossível. Importante saber que qualquer pessoa pode sofrer de pressão alta, essa doença silenciosa. Estima-se que um quarto da população seja hipertensa.

E nada na medicina substitui aquele verbo que todos conjugam, mas poucos o praticam: prevenir. Não contém nenhuma contraindicação. Mesmo que não haja na família um parente com histórico de doença coronariana, ou mesmo nenhum sintoma, não deixe de estar sempre atento ao seu coração.

coração partido

Também é importante manter a visita ao médico em dia, realizar os exames, monitorar os medicamentos, além de praticar exercícios indicados e seguir uma alimentação saudável.

Estudos realizados em hospitais especializados paulistas mostraram que, ao sentir frio, os receptores nervosos da pele estimulam a liberação de adrenalina e noradrenalina, este um hormônio responsável por contrair os vasos sanguíneos.

Todas as pesquisas indicam que a pressão arterial costuma ser mais alta no inverno, época na qual se consome alimentos mais calóricos. O problema é que isto vem junto com a preguiça de praticar exercícios físicos para queimar calorias.

É preciso mudar a história: a pessoa deve manter no inverno a frequência, o volume e a intensidade da atividade física costumeira – de preferência, de três a cinco vezes por semana, com duração de trinta minutos a uma hora.

mulher cabeça

Atenção aos sintomas que se manifestam em quase todas as doenças do coração ou que podem indicar algum tipo de comprometimento cardíaco:

– Falta de ar, seja no repouso ou no esforço; dor no peito, em virtude de má circulação sanguínea no local; cansaço fácil; desmaio após atividade física intensa; dor de cabeça; inchaço nos tornozelos.

Enfim, é importante se aquecer no inverno. Porém, o mais importante é passar por ele com boa saúde, sem correr nenhum risco.

*Américo Tângari Junior é especialista em cardiologia pela Sociedade Brasileira de Cardiologia e Associação Médica Brasileira

Cardiologista do HCor alerta: tabagismo triplica risco de infarto

O consumo do tabaco está associado a 30% das mortes por câncer, sendo mais de 90% deles de pulmão, 25% dos casos de infarto agudo do miocárdio e quase metade dos derrames cerebrais

O tabagismo custa à economia global mais de 1 trilhão de dólares por ano e poderá causar um terço a mais de mortes até 2030 do que agora. Os dados fazem parte de um estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos publicado neste mês. O número de mortes relacionadas ao tabaco deverá aumentar de cerca de 6 milhões para 8 milhões anualmente até 2030, sendo que mais de 80% delas vão ocorrer em países de baixa e média renda.

Se não bastasse os estragos aos pulmões e a estreita relação com o aparecimento do câncer, o tabagismo também figura entre os vilões quando o assunto é a saúde cardiovascular. O cigarro é um dos maiores agressores do endotélio – aquela parede de células que recobre os vasos sanguíneos.

“Essa ação interfere com a produção de uma substância protetora conhecida como óxido nítrico e faz como que as artérias fiquem mais vulneráveis ao acúmulo de gordura. Há também uma interferência no mecanismo de contração e relaxamento, o que resulta numa maior dificuldade para o sangue circular”, explica Abrão Cury, cardiologista do HCor.

A nicotina, substância encontrada no produto, é exercida pelos sistemas simpáticos e parassimpáticos e, quando a adrenalina é liberada, influencia na redução de consumo de oxigênio, e faz com que o corpo passe a absorver mais colesterol. “A fumaça do cigarro contrai os vasos capilares dos pés e das pernas e, um único cigarro, já é suficiente para contrair todos os vasos sanguíneos do corpo. A cada tragada, ocorre um endurecimento das artérias do fumante, fazendo com que o coração trabalhe mais intensamente”, diz o cardiologista.

Pare de fumar e reduza as chances de ter um infarto

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Qualquer tipo de tabaco pode estimular a produção de novas placas nas artérias e piorar a aterosclerose (acúmulo de gordura nas paredes das artérias). “Os homens fumantes têm três vezes mais chances de ter um infarto, se comparado aos homens não fumantes. Nas mulheres, esse risco é ainda maior. E não só os fumantes que têm mais chances de sofrer um infarto. O fumante passivo tem aproximadamente 30% a mais de risco do que uma pessoa que não se expõe a fumaça do cigarro”, alerta.

Para o cardiologista, a única forma de reduzir as chances de ter um infarto é parar de fumar. “É importante lembrar que optar por cigarros com baixo teor de alcatrão e nicotina não significa diminuir os riscos de infarto. Para facilitar o processo de parar de fumar, há opções de medicamentos no mercado, além de adesivos de nicotina e outros métodos. Mas acima de tudo, o bom resultado vai depender da determinação e força de vontade do fumante”, aconselha Cury.

Programa Vida Sem Cigarro HCor

cigarro parar fumar tabaco pixabay

O cigarro é a principal causa de morte evitável no mundo e chega a reduzir a expectativa de vida em 20 anos. E para auxiliar as pessoas a deixarem o cigarro e parar de fumar, o HCor possui o Programa Vida Sem Cigarro – um serviço que, em sua maior parte, é realizado por meio de consultas online – ideal para quem tem dificuldade de deslocamento ou para aqueles que viajam com frequência.

O programa online tem início entre a primeira e a última avaliação presencial realizada pelo médico, psicólogo e, se necessário, por um nutricionista. “A maior parte do programa é realizada à distância e prioriza o bem-estar de cada paciente, com a finalidade de superar as dificuldades e prestar o apoio necessário quando houver recaídas”, esclarece a coordenadora do Programa Vida sem Cigarro e gerente do Serviço de Psicologia do HCor, Silvia Cury Ismael.

O projeto consiste em sessões de 30 minutos, com o objetivo de orientar o processo de cessação do cigarro, além de entrega de material de apoio. “Ele é fácil de usar e pode ser utilizado por meio de dispositivo instalado no computador, tablete e celular”, explica a coordenadora do programa.

Segundo a psicóloga Silvia Cury Ismael, os jovens começam a fumar na idade de 10 a 15 anos e, muitas vezes, por influência dos pais (meninos) e por questões emocionais (meninas). A ligação emocional com o cigarro é mais forte nas mulheres do que nos homens – daí uma dificuldade maior em parar de fumar no sexo feminino. “O narguilé entre jovens têm sido um grande vilão por causar dependência, e ser um passo para outras drogas além do cigarro”, pontua Silvia.

Consultas presenciais: com uma equipe multidisciplinar, composta por psicólogo, médico e nutricionista, se for necessário, especializada em tabagismo, o programa tem como objetivo a avaliação e reavaliação do paciente, para melhor dinâmica do programa.

Consultas online: acompanhamento à distância com psicólogo por vídeo consulta com o objetivo de orientar, apoiar dificuldades e prevenir recaídas.

Para conhecer o programa e se cadastrar, basta acessar o site Vida Sem Cigarro ou entrar em contato com o Núcleo de Atendimento Psicológico do HCor pelo telefone (11) 3053-6611 ramais: 7600 ou 7610 ou por e-mail: vidassemcigarro@hcor.com.br

Cardiologista explica a relação entre infarto e doenças respiratórias

Com alta incidência nesta época do ano, pneumonia, bronquite e até a gripe podem ser gatilhos para complicações do coração em adultos, principalmente em idosos

É só o tempo mudar para a rinite, a sinusite e outras inflamações aparecerem. As infecções respiratórias – garganta inflamada, tosse, febre e dor facial -, típicas desta época do ano, afetam quase metade da população brasileira. Agravadas pelo tempo frio e seco, elas podem aumentar o risco de doenças cardíacas, como o infarto, por exemplo, principalmente para quem já passou dos 60 anos. A gripe é o principal fator de risco para as complicações.

A relação entre estas doenças esquenta a discussão sobre o aumento do número de ataques cardíacos no inverno. Ela pode ser explicada pelo fato de que esse tipo de quadro favorece a formação de coágulos sanguíneos, de inflamações, alterações no fluxo do sangue e de toxinas que danificam os vasos. “Ocorrem determinadas alterações agudas na parede arterial da artéria coronária, responsável por irrigar o músculo cardíaco. Esse processo provoca a obstrução da artéria, levando ao infarto”, explica Leopoldo Piegas, cardiologista e coordenador do Programa de Cuidados Clínicos de Infarto Agudo do Miocárdio do HCor.

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Ilustração: Pixabay

Embora o risco absoluto seja baixo, segundo Piegas, é importante ter ciência de que uma infecção respiratória pode, sim, ocasionar um infarto. “Não há motivos para alardes. Além de fatores muito mais poderosos para o aparecimento do infarto do que uma gripe, há um grupo de risco mais suscetível, que são pessoas com doença coronariana pré-existente, as que já sofreram infarto e aquelas acima de 60 anos”, ressalta.

Prevenção

A boa notícia é que há métodos preventivos que ajudam a ficar longe das doenças respiratórias, como a vacinação antigripal. A imunização é capaz de reduzir o risco em 30% de sofrer um ataque cardíaco. “Além disso, atitudes simples, como lavar bem as mãos e evitar locais aglomerados são estratégias preventivas importantes. E, acima de tudo, não ignorar os sintomas que podem indicar um ataque cardíaco”, orienta Piegas.

Sinais de infarto

mulher infarte

Alguns sintomas podem ser notados previamente. Conhecê-los ajuda no diagnóstico precoce e garante boas chances de recuperação. Confira:

Mal-estar
Tontura seguida de enjoo
Sensação grave de indigestão e de obstrução na garganta
Suor frio
Falta de ar e dificuldade para respirar
Dor nas costas.

Fonte: HCor

Cinco fatos que você precisa saber sobre hipertensão

Esta sexta-feira, 26 de abril, marca o Dia Nacional do Combate à Hipertensão, mal que afeta 36 milhões de brasileiros, de acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia. Frequentemente negligenciada, a hipertensão é uma doença silenciosa: a maior parte dos pacientes não apresenta sintomas até que um órgão, como coração, cérebro ou rim, seja lesionado.

O que muita gente não sabe é que a pressão alta, se não for tratada da forma correta, pode reduzir a expectativa de vida em até 5 anos3 e pode ter como consequência outras doenças cardiovasculares, como infarto e AVC. Segundo a Organização Mundial da Saúde, essas enfermidades representam a principal causa de morte no mundo2, por isso a conscientização é imprescindível. Luciana Abrahão, gerente médica de Cardiometabolismo da Sandoz, empresa do Grupo Novartis, comenta os principais fatos que você precisa saber sobre a hipertensão.

1. A pressão alta é uma doença comum e altamente negligenciada

hipertensao coração pressao alta pixabay
Dados do Ministério da Saúde apontam que 25% das pessoas diagnosticadas com hipertensão não aderem ao tratamento corretamente. O Brasil, em particular, tem vivenciado a ocorrência precoce do problema. “A maior parte dos hipertensos não adota hábitos saudáveis, tais como a prática de atividade física e uma dieta pobre em sal, o que agrava o cenário”, comenta Luciana Abrahão.

2. Quem tem pressão alta corre maior risco de infarto e outras doenças

eletrocardiograma saude coração pixabay
A pressão alta faz com que o coração tenha que exercer um esforço maior do que o normal para fazer com que o sangue seja distribuído corretamente no corpo. Se não controlada, é fator de risco para infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral (AVC) e outras doenças cardiovasculares.

3. Hipertensos podem fazer atividades físicas…

The girl running in the park.
A atividade física regular, após avaliação e liberação médica, auxilia no controle da hipertensão arterial. O exercício ajuda na regulação do sistema nervoso simpático, responsável pelo ritmo da respiração e da pressão arterial.

4. … e devem diminuir drasticamente a quantidade de sal na alimentação

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O sal contém sódio, uma substância que, em excesso, pode ter como consequência o aumento de pressão. O sódio obriga o corpo a reter mais líquidos, aumentando o volume de fluidos nos vasos sanguíneos. Com o volume aumentado, os vasos se contraem para equilibrar o fluxo. Luciana explica: “Vasos contraídos diminuem a quantidade de sangue circulando no organismo, mas a pressão de bombeamento do coração continua alterada”. Por isso, é importante que hipertensos controlem a ingestão de sal e de alimentos ricos em sódio.

5. Hipertensão não tem cura, mas há tratamento

coração médico
Hipertensão é definida como a medida da pressão arterial acima de 14 por 9 com o paciente em repouso. É possível controlar a pressão alta com mudanças no estilo de vida e com a administração medicamentos anti-hipertensivos por via oral. É importante frisar, porém, que a hipertensão arterial essencial, que acomete a maior parte dos indivíduos, não tem cura definitiva: “É preciso acompanhamento periódico e uso contínuo de medicamentos”, alerta Luciana Abrahão. Visite o médico de acordo com as recomendações para checar como anda a sua saúde e aferir a pressão.

Fonte: Sandoz

Cardiologista do HCor alerta: enxaqueca pode levar a infartos e derrames

A enxaqueca é uma doença que pode tornar a pessoa incapacitada. Ela deve ser tratada com muita seriedade e controle porque aumenta o risco de AVC e infarto, assim como a hipertensão, o colesterol alto e o tabagismo

Um estudo feito nos Estados Unidos mostrou que as mulheres que têm enxaqueca correm um risco muito maior de desenvolver doenças cardiovasculares, como infarto e AVC. Mais grave ainda, se elas usam anticoncepcionais. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Cefaleia (SBCe), estima-se que a enxaqueca atinja de 12% a 15% da população geral, com uma prevalência de 17% entre as mulheres.

Com a predominância da doença, durante 15 anos, 574 pacientes com idade entre 55 e 94 anos foram acompanhados através de exames neurológicos e questionários sobre a doença. Inicialmente, a intenção era avaliar a ligação entre a enxaqueca e a aterosclerose, analisando o risco de tromboembolismo venoso.

Os resultados foram publicados na revista Neurology e constataram que os riscos para desenvolver o tromboembolismo estavam presentes em 18,9% das pessoas que sofrem com as dores de cabeça e tiveram problemas cardiovasculares, contra 7,6% dos pacientes que não apresentavam enxaquecas. Enquanto isso, a tendência para aterosclerose não foi constatada ou tida com menor tendência.

De acordo com o cardiologista e responsável pelo Programa de Infarto Agudo do Miocárdio HCor (Hospital do Coração), Leopoldo Piegas, durante a crise de enxaqueca a pessoa sofre uma isquemia rápida (insuficiência de irrigação sanguínea), que normalmente regride sozinha.

“Mas, em alguns pacientes, essa isquemia se mantém e pode provocar a morte celular na área afetada pela isquemia. O anticoncepcional, assim como o cigarro, é outro fator de risco que pode comprometer a circulação do sangue. Por isso, as mulheres que somam esses dois componentes à enxaqueca correm sérios riscos”, explica o médico.

dor cabeça mulher

A enxaqueca é uma doença que pode tornar a pessoa incapacitada. Ela deve ser tratada com muita seriedade e controle porque aumenta o risco de AVC e infarto, assim como a hipertensão, o colesterol alto e o tabagismo. Trata-se de uma doença hereditária e, na maioria dos casos, a automedicação pode ser uma cilada.

Para o médico, a dica é registrar as manifestações e crises em um caderno de anotações. “Fatores como duração e horários predominantes, intensidade e localização da dor, sintoma, entre outros, devem ser observados. A alimentação de quem tem enxaqueca deve ser balanceada, com intervalos regulares entre uma refeição e outra. Outra dica é evitar o uso de substâncias estimulantes em excesso, como a cafeína, pois são fatores importantes que podem provocar as crises”, esclarece Piegas.

Fique atento aos sintomas associados da enxaqueca: náusea, vômitos, bocejos, irritabilidade, sensibilidade à luz, sensibilidade ao som, sensibilidade ao movimento do corpo ou do ambiente, tontura, fadiga, mudanças de apetite, problemas de concentração, dificuldade para encontrar as palavras etc.

Durante as crises de enxaqueca, siga algumas recomendações: tome os medicamentos, entenda o que alivia a sua dor, trate os sintomas separadamente, descanse em um local escuro e silencioso, faça refeições leve e hidrate-se.

eletrocardiograma saude coração pixabay

De olho nos fatores de risco de infarto: homens acima dos 45 anos e mulheres com 55 anos ou mais têm maior propensão ao infarto, tabagismo, hipertensão, colesterol elevado, diabetes, histórico familiar de infarto, sedentarismo, obesidade, estresse, alcoolismo e uso de drogas ilegais estimulantes.

Sintomas associados ao infarto: vômitos, suor frio, fraqueza intensa, palpitações, falta de ar, sensação de ansiedade, fadiga, sonolência, desmaio e tontura.

Fonte: HCor

Cardiologista alerta para riscos da atividade física durante baixas temperaturas

Durante o inverno, doenças cardiovasculares como o infarto do miocárdio podem ter um aumento de até 30%, de acordo com dados da American Heart Association

Quem sofre de problemas no coração ou pressão alta precisa de cuidados especiais para a prática de atividades físicas, principalmente durante o inverno. Nos dias frios, os vasos sanguíneos tendem a ficar naturalmente mais contraídos, o que pode dificultar a circulação. Durante os exercícios, a demanda por oxigênio dos tecidos aumenta, fazendo com que o músculo cardíaco precise trabalhar mais para cumprir sua função de maneira adequada. Com vasos mais estreitos aumenta também a pressão arterial, sobrecarregando ainda mais o coração.

No inverno ocorre um aumento significativo da incidência de algumas doenças. Em geral são as chamadas infecciosas (por vírus e bactérias), pois há maior vulnerabilidade do organismo em consequência do frio. Elas são consideradas perigosas para as crianças, idosos e também para os portadores de doenças do aparelho circulatório como pressão alta, doenças das coronárias (angina, infarto, cirurgias cardíacas ou angioplastias), além de doenças crônicas, como o diabetes, por exemplo.

Para o supervisor de cardiologia do HCor (Hospital do Coração), Ricardo Pavanello, o ideal é iniciar os exercícios no meio da manhã. Nas primeiras horas do dia, com as baixas temperaturas, o risco de infarto aumenta. “Acredita-se que o ritmo circadiano, que determina as variações de sono, apetite e liberação hormonal, seja um dos mecanismos responsáveis. Entre  quatro e nove horas da manhã há maior liberação de cortisol, hormônio secretado pela glândula suprarrenal, que tem relação com frequência cardíaca, diâmetro dos vasos sanguíneos e aumento da pressão”, aconselha Pavanello.

Baixas temperaturas e atividade física supervisionada

corrida caminhada inverno

Em dias frios, a fim de minimizar a perda de calor pelo corpo, o organismo sofre um processo chamado vasoconstrição, ou seja, há diminuição de seu diâmetro. “Se temos vasoconstrição, também podemos ter aumento da pressão arterial e aumento do esforço do coração. No inverno pode ocorrer aumento da viscosidade sanguínea por conta da menor ingestão de líquidos. Assim, temos uma situação mais propícia a alterações de coagulação, facilitando a formação de trombos (coágulos) e obstruções”, esclarece o cardiologista.

Durante o inverno, as complicações das doenças cardiovasculares, como o infarto do miocárdio podem ter um aumento de até 30%, de acordo com dados da American Heart Association. Nesta época do ano aumentam as chances de desencadear problemas cardíacos, e o coração trabalha em um ritmo mais acelerado. Por isso é fundamental que os praticantes de atividades físicas, que possuem fatores de riscos para doenças cardiovasculares como tabagismo, pressão alta, diabetes e colesterol alto tenham cuidados redobrados nesta estação.

De acordo com Pavanello, antes de iniciar a prática esportiva, os exames cardiológicos devem ser feitos, em qualquer época do ano, pois estes exames ajudam a prevenir doenças cardiovasculares. “Quando já existem fatores de risco como obesidade, diabetes ou em fumantes é aconselhado que sejam realizados exames para observar se existe algum problema no coração”, afirma.

Exercite-se e proteja o seu coração

treino corrida inverno

O esportista que se exercita no inverno deve saber que no rosto, mãos e pés estão os mais sensíveis sensores de temperaturas, justamente onde devemos nos proteger mais das baixas temperaturas. “No inverno, exercícios físicos são recomendados mas devem ser feitos com alguns cuidados especiais. Pelas possíveis dificuldades respiratórias das baixas temperaturas e vento frio, recomendamos o aquecimento muscular, intensificando os exercícios progressivamente. O ideal é utilizar as vestimentas adequadas (mãos, pés e rosto) para se proteger da perda rápida de calor que ocorre durante a atividade física, além da ingestão de líquidos”, finaliza o cardiologista do HCor.

Fonte: HCor

Mulheres: cuidem do coração

Cardiologista Paulo Frange alerta que a vida agitada e a ansiedade estão entre as principais causas das doenças cardíacas entre mulheres

Os dados da Organização Mundial de Saúde são alarmantes: as doenças cardiovasculares já são responsáveis por 30% das mortes de mulheres no mundo. São 3 mortes por segundo em consequência, principalmente, de infarto e AVC – Acidente Vascular Cerebral -. O Brasil tem a maior taxa de mortalidade por cardiopatias em mulheres da América Latina e os números não param de crescer.

O cardiologista Paulo Frange aponta o estresse que a mulher moderna se submete como um dos fatores agravantes para as doenças cardíacas. “A mulher está mais presente no mercado de trabalho mas continua tendo a maior parte da responsabilidade sobre as tarefas de casa. Ela vive pressionada e ansiosa para dar conta de tantas atividades e isso tem reflexo direto na sua saúde. Se ela já traz um histórico de cardiopatia, a tendência é que esses fatores externos agravem o quadro clínico”, explica.

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Um levantamento recente feito pela Sociedade Brasileira de Clínica Médica – SBCM – com mulheres de várias regiões do país apontou que 55% das entrevistadas trabalhavam pelo menos oito horas por dia, costumavam enfrentar o trânsito nos deslocamentos para o trabalho e ainda faziam dupla jornada para cuidar das rotinas da casa. Delas, 70% disseram que sofrem com o estresse diário.

A situação é mais preocupante entre as grávidas. Na gestação, a mulher sofre com o aumento na produção de hormônios, ela fica mais frágil e precisa manter a calma para se sentir bem, mais disposta e não transferir para o feto toda a carga de estresse a que está submetida. É um momento em que as emoções ficam ainda mais fortes e a mãe precisa se proteger e proteger o filho.

“Essa condição externa faz com que a mulher possa apresentar sintomas como falta de apetite, insônia e enfraquecimento no sistema imunológico. O estresse libera hormônios que contraem o útero e diminuem a vasodilatação, ou seja, a mãe não consegue levar mais nutrientes para o bebê, isso de forma inconsciente. A digestão da mãe é pior e a absorção de nutrientes é ruim aumentando os riscos de hipertensão e infecções”, explica o médico.

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Frange acrescenta que a gestante pode sofrer mais com problemas respiratórios. Além disso, há um aumento das chances de parto prematuro, maior resistência à insulina, maior risco de obesidade e aumento do risco de doenças cardíacas, alterações cerebrais e o filho pode ter baixo peso ao nascer.

“É recomendado que no período de gestação, a mulher aproveite para descansar, cuidar da alimentação, relaxar e estar preparada para o nascimento do seu bebê. Por fim, não é fácil a vida de mulher. Mais difícil ainda é a vida de mulher mãe”, conclui.

Fonte: Paulo Frange é médico cardiologista tendo iniciado a carreira no Instituto Dante Pazzanese. Durante 15 anos foi diretor clínico do Centro Hospitalar Dom Silvério Gomes Pimenta, atual Hospital São Camilo de Santana, o maior complexo hospitalar da Zona Norte de São Paulo

 

Cardiologista alerta para os riscos de infarto ao não tomar o café da manhã

O café da manhã é um costume que deve começar cedo. O ideal é educar as crianças e criar este hábito o quanto antes; além disso, para proteger ainda mais o coração, é importante manter uma rotina com atividade física, menos estresse e mais horas de sono

Você tem o hábito de pular o café da manhã? De acordo com um estudo publicado no periódico científico Journal of the American College of Cardiology, as pessoas que fazem essa primeira refeição regularmente têm menos chances de desenvolver aterosclerose (entupimento de artéria, causando acidente vascular cerebral ou até mesmo um infarto). De acordo com o estudo, as pessoas que consumiam o café da manhã com menos de 5% da ingestão diária recomendada de calorias, tinham o dobro de placas ateroscleróticas do que aqueles que ingerem uma refeição completa.

Segundo o cardiologista e Coordenador do Programa de Cuidados Clínicos para pacientes com Infarto Agudo do Miocárdio do HCor (Hospital do Coração), Leopoldo Piegas, excluir o café da manhã é considerado um hábito frequente e não saudável associado a um aumento do risco cardiovascular. Esta é a refeição mais importante do dia por uma série de motivos, entre eles, por fornecer ao corpo energia suficiente para começar o dia e evitar que uma pessoa tenha muita fome em outros períodos, se alimentando de forma exagerada.

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Piegas aconselha para não pular o café da manhã: “Essa refeição está associada a uma diminuição do risco de ataques cardíacos. Incorporar alimentos saudáveis é uma forma fácil de garantir que a refeição forneça uma quantidade de energia adequada e um equilíbrio de nutrientes saudáveis”, explica.

Para o cardiologista do HCor, este estudo, assim como outros já publicados sobre o mesmo tema, prova que se trata de um mau hábito que as pessoas podem mudar para reduzir o risco de doença cardiovascular. “Pular o café da manhã como hábito favorece o aparecimento de outros fatores de risco para as doenças cardiovasculares como obesidade, pressão arterial alta, colesterol alto e diabetes, que, por sua vez, podem levar com o tempo, a um ataque cardíaco”, alerta.

Café da manhã e seus benefícios

O café, componente indispensável desta refeição, ajuda também a proteger o coração porque é rico em antioxidantes que previnem doenças cardiovasculares como infarto. Ele combate o cansaço e a depressão, melhora o humor e a disposição, além de aliviar o estresse, ele pode evitar o surgimento de alguns tipos de cânceres. Sua ação no aumento da pressão sanguínea é mais encontrado em pessoas sensíveis à cafeína, que fumam ou que já têm diagnóstico de pressão alta. “No entanto, para obter todos os benefícios dessa bebida, o ideal é consumir em quantidades moderadas, de 500 a 600 ml por dia, o que equivale a 3 ou 4 xícaras diárias”, esclarece o cardiologista.

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Embora aqueles que pulam o café da manhã estejam tentando, em geral, perder peso ou são hiperativos e não querem perder tempo com esta refeição, com frequência acabam se alimentando de forma menos saudável no fim do dia. “Pular o café da manhã prolongando o período de jejum é estressante, faz o organismo trabalhar mais induzindo a alterações metabólicas que provocam desequilíbrios hormonais (diabetes) e contribuem para o aumento de peso”, finaliza o médico.

Fonte: HCor