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Má alimentação durante as festas pode prejudicar saúde íntima feminina

Aumento no consumo de doces, carboidratos e bebidas alcoólicas durante as festividades de fim de ano podem favorecer o surgimento de candidíase e infecções urinárias

Cada vez mais próximas, as festas de natal e ano novo são um dos momentos mais aguardados por grande parte das pessoas, afinal, são sinônimo de muita comilança. Pavê, panetone, rabanada e torta são apenas algumas das guloseimas que não podem faltar durante essas festividades. O problema é que o consumo excessivo desses doces, bem como de carboidratos como pães e massas, visto que esses são convertidos em açúcar pelo organismo, pode causar uma série de problemas ao organismo, inclusive para a saúde íntima.

Rabanadas são uma das delícias desta época, mas açúcar em excesso faz mal

“Os hábitos alimentares influenciam diretamente na saúde íntima feminina. O consumo excessivo de doces e carboidratos, por exemplo, podem favorecer o aparecimento e piora de corrimento e candidíase”, explica Eloisa Pinho, ginecologista e obstetra da Clínica GRU.

Segundo a especialista, os carboidratos em excesso, como farinha branca, açúcar, doces e massas, tornam-se glicose no organismo, fazendo com que o pH vaginal fique mais ácido. “Com isso, há uma desregulação das bactérias locais, com aumento da produção de fungos e bactérias patógenas, causando candidíase e corrimento. Mas não é um problema só do açúcar: alimentos ultraprocessados (ricos em açúcares, aditivos químicos e ingredientes sintéticos), e ricos em leveduras como cerveja, vinho e vinagre também pioram a condição”, afirma a médica.

Devido à essa relação, a candidíase, inclusive, pode ser um sinal de diabetes. “Caracterizada pelo aumento dos níveis de açúcar no sangue, a diabetes favorece o desenvolvimento de infecções. Por isso, é fundamental manter uma alimentação balanceada.”

Outro problema que pode piorar com a má alimentação é a infecção urinária, que acontece quando as bactérias entram no trato urinário e se multiplicam, causando dor, ardência, desconforto na bexiga, urina turva e até febre. “Isso porque alimentos ricos em açúcar, farinha branca, ultraprocessados, além de bebidas alcoólicas e café, contribuem para o enfraquecimento do sistema imunológico, tornando o organismo mais suscetível a ação de agentes patógenos, inclusive das bactérias causadoras da infecção urinária”, alerta a ginecologista.

Foto: Foundry/Pixabay

“Dessa forma, é fundamental aumentar o consumo de água e investir no consumo de alimentos diuréticos, como melancia, graviola, pepino e cenoura, o que ajuda na diluição da urina para que as bactérias nocivas sejam expelidas”, aconselha.

O aumento no consumo de bebida alcoólica durante as festas também deve ser uma preocupação para a saúde íntima feminina. “O organismo precisa de uma grande quantidade de água para metabolizar o álcool. Se não houver água suficiente, o organismo vai buscá-la em órgãos periféricos, causando desidratação, diminuindo a lubrificação íntima e colaborando para o ressecamento”, afirma a médica.

Por isso, o melhor a se fazer durante as festas é apostar na moderação, mantendo uma alimentação balanceada e restringindo o consumo de alimentos com farinha branca, doces, ultraprocessados e com gorduras trans. “Procure consumir frutas, legumes, verduras, alimentos integrais, grãos e oleaginosas. Controle também o consumo de bebidas alcoólicas, ingerindo, no máximo, duas doses diárias. E claro, não se esqueça de beber bastante água”, aconselha a ginecologista.

Além disso, para prevenir o surgimento de condições que podem afetar a saúde íntima após as festas, é fundamental não relaxar na higienização da região. “Para isso, evite limpar o canal vaginal, restringindo a higiene apenas à vulva, e utilize somente os dedos e sabonetes infantis de glicerina com pH neutro. Ferramentas como duchas vaginais, lenços umedecidos e sabonetes bactericidas não devem ser utilizadas, pois podem causar um desequilíbrio no pH da vagina, o que a torna mais suscetível a infecções”, recomenda a médica.

“Evite também utilizar calcinhas sintéticas e roupas muito apertadas, já que aumentam a umidade e abafam ainda mais a temperatura da região genital, contribuindo para a proliferação de bactérias e fungos”, completa.

Os cuidados ainda devem ser redobrados por quem sofre com candidíase de repetição, que é mais provável de surgir devido aos maus hábitos realizados durante as festas. No entanto, quem já apresenta sintomas de candidíase ou de outras condições que podem prejudicar a saúde da região íntima deve procurar um ginecologista. “Apenas o médico especializado poderá realizar uma avaliação e diagnosticar corretamente a condição, indicar o melhor tratamento para cada caso”, finaliza Eloisa.

Fonte: Eloisa Pinho é ginecologista e obstetra formada pela Universidade de Ribeirão Preto, pós-graduada em ultrassonografia ginecológica e obstétrica pela Cetrus. Parte do corpo clínico da clínica GRU Saúde, realiza atendimentos ambulatoriais e procedimentos nos hospitais Cruz Azul e São Cristovão, além de também fazer parte do corpo clínico dos hospitais São Luiz, Pró Matre, Santa Joana e Santa Maria.

Incontinência urinária em mulheres: é importante que o diagnóstico ocorra o quanto antes

Esta condição pode afetar o dia a dia e principalmente a qualidade de vida das mulheres. Procurar por tratamento aos primeiros sinais é essencial

Incontinência urinária é a perda de urina involuntária, que pode ocorrer em qualquer fase da vida. As causas são inúmeras, desde infecção urinária, alterações da bexiga e assoalho pélvico, além de causas neurológicas. A doença é mais comum em mulheres, principalmente na pós-menopausa, porém também acomete homens.

No caso da mulher, existem fatores de risco que precisam receber a devida atenção: “a idade das pacientes também aumenta o risco, pois a incidência é maior na acima dos 50 anos, a menopausa, o sobrepeso, sedentarismo, diabetes e o número de gestações implicam neste fator”, explica a médica ginecologista e obstetra do Hospital Santa Cruz, Mariana Romanowski.

Existem diferentes tipos de incontinência urinária e dentre os principais destacam-se: urgeincontinência, em que a mulher, ao sentir vontade de urinar, não consegue chegar ao banheiro sem perder urina; e a perda urinaria de esforço, quando a perda de urina ocorre ao aumento da pressão do abdômen, como ao tossir ou espirrar.

“Em qualquer situação, a incontinência urinária deve ser sempre tratada, pois prejudica a qualidade de vida, o lado psicológico e aumenta a chance de dermatites e infecções. Se logo que a mulher perceber qualquer um dos sintomas citados procurar um especialista, a chance de sucesso no tratamento é bastante grande”, afirma a especialista.

Uma causa comum e frequente da incontinência urinária é o pós-parto. Esta, deve-se a falta de estrogênio, hormônio responsável pelo desenvolvimento dos caracteres sexuais femininos, controle do ciclo menstrual e desenvolvimento do útero, que é transitória nesta fase. “A incontinência no pós-parto costuma resolver-se espontaneamente, porém a fisioterapia pélvica pode ser de grande auxílio, a fim de promover uma recuperação mais rápida e eficaz”, completa a médica.

Tratamento

Ainda que o tratamento com fisioterapia seja fundamental em praticamente todos casos de incontinência urinária, o tratamento cirúrgico também pode ser indicado. O mais usual e minimamente invasivo é o implante de sling na uretra: “Várias técnicas são possíveis, mas o mais comum é utilizar telas especiais que sustentam os músculos do assoalho pélvico e que têm por objetivo aumentar a resistência uretral e diminuir a perda da urina”, explica Mariana.

Prevenção

Algumas dicas podem ser levadas em consideração na prevenção da incontinência urinária:

=A incontinência urinária não é incomum na vida das mulheres, principalmente depois dos 50 e 60 anos, porém há tratamento, que podem melhorar a autoestima e qualidade de vida da paciente;
=Faça exercícios regularmente;
=Controle o ganho de peso na gestação, praticar exercícios para fortalecer o assoalho pélvico também pode ser útil na prevenção da incontinência urinária;
=Procure o médico assim que apresentar sintomas, para o diagnóstico correto da causa e tratamento.

Fonte: Hospital Santa Cruz

Má alimentação durante pandemia pode prejudicar saúde íntima feminina

Aumento no consumo de doces, carboidratos e bebidas alcoólicas durante a pandemia pode favorecer o surgimento de candidíase e infecções urinárias

Os parâmetros alimentares mudaram muito durante a pandemia. O abuso do açúcar, guloseimas e alimentos pobres nutricionalmente pode acarretar problemas para o corpo inteiro, inclusive para a saúde íntima. “Os hábitos alimentares influenciam diretamente na saúde íntima feminina. O consumo excessivo de doces e carboidratos, por exemplo, podem favorecer o aparecimento e piora de corrimento e candidíase”, explica Eloisa Pinho, ginecologista e obstetra da Clínica GRU.

Segundo a especialista, os carboidratos em excesso, como farinha branca, açúcar, doces e massas, tornam-se glicose no organismo, fazendo com que o pH vaginal fique mais ácido. “Com isso, há uma desregulação das bactérias locais, com aumento da produção de fungos e bactérias patógenas, causando candidíase e corrimento. Mas não é um problema só do açúcar: alimentos ultraprocessados (ricos em açúcares, aditivos químicos e ingredientes sintéticos), e ricos em leveduras como cerveja, vinho e vinagre também pioram a condição”, afirma a médica.

Devido a essa relação, a candidíase, inclusive, pode ser um sinal de diabetes. “Caracterizada pelo aumento dos níveis de açúcar no sangue, a diabetes favorece o desenvolvimento de infecções. Por isso, é fundamental manter uma alimentação balanceada.”

Outro problema que pode piorar com a má alimentação é a infecção urinária, que acontece quando as bactérias entram no trato urinário e se multiplicam, causando dor, ardência, desconforto na bexiga, urina turva e até febre.

Luisa Sancelean/EyeEm/Getty Images

“Isso porque alimentos ricos em açúcar, farinha branca, ultraprocessados, além de bebidas alcoólicas e café, contribuem para o enfraquecimento do sistema imunológico, tornando o organismo mais suscetível a ação de agentes patógenos, inclusive das bactérias causadoras da infecção urinária”, alerta a ginecologista.

Foto: Foundry/Pixabay

“Dessa forma, é fundamental aumentar o consumo de água e investir no consumo de alimentos diuréticos, como melancia, graviola, pepino e cenoura, o que ajuda na diluição da urina para que as bactérias nocivas sejam expelidas”, aconselha.

O aumento no consumo de bebida alcoólica durante a pandemia também deve ser uma preocupação para a saúde íntima feminina. “O organismo precisa de uma grande quantidade de água para metabolizar o álcool. Se não houver água suficiente, o organismo vai buscá-la em órgãos periféricos, causando desidratação, diminuindo a lubrificação íntima e colaborando para o ressecamento”, afirma a médica.

Por isso, o melhor a se fazer é apostar na moderação, mantendo uma alimentação balanceada e restringindo o consumo de alimentos com farinha branca, doces, ultraprocessados e com gorduras trans. “Procure consumir frutas, legumes, verduras, alimentos integrais, grãos e oleaginosas. Controle também o consumo de bebidas alcoólicas, ingerindo, no máximo, duas doses diárias. E claro, não se esqueça de beber bastante água”, aconselha a ginecologista. Além disso, para prevenir o surgimento de condições que podem afetar a saúde íntima, é fundamental não relaxar na higienização da região.

“Para isso, evite limpar o canal vaginal, restringindo a higiene apenas à vulva, e utilize somente os dedos e sabonetes infantis de glicerina com pH neutro. Ferramentas como duchas vaginais, lenços umedecidos e sabonetes bactericidas não devem ser utilizadas, pois podem causar um desequilíbrio no pH da vagina, o que a torna mais suscetível a infecções”, recomenda a médica. “Evite também utilizar calcinhas sintéticas e roupas muito apertadas, já que aumentam a umidade e abafam ainda mais a temperatura da região genital, contribuindo para a proliferação de bactérias e fungos”, completa.

Os cuidados ainda devem ser redobrados por quem sofre com candidíase de repetição, que é mais provável de surgir devido aos maus hábitos durante a pandemia. No entanto, quem já apresenta sintomas de candidíase ou de outras condições que podem prejudicar a saúde da região íntima deve procurar um ginecologista. “Apenas o médico especializado poderá realizar uma avaliação e diagnosticar corretamente a condição, indicar o melhor tratamento para cada caso”, finaliza Eloisa Pinho.

Fonte: Eloisa Pinho é ginecologista e obstetra, pós-graduada em ultrassonografia ginecológica e obstétrica pela Cetrus. Parte do corpo clínico da clínica GRU Saúde, a médica é formada pela Universidade de Ribeirão Preto, realiza atendimentos ambulatoriais e procedimentos nos hospitais Cruz Azul e São Cristovão, além de também fazer parte do corpo clínico dos hospitais São Luiz, Pró Matre, Santa Joana e Santa Maria.

Veja dicas de como prevenir a infecção urinária durante o verão

Durante a época mais quente do ano, estima-se que problemas urinários, incluindo infecções, cresçam principalmente entre o público feminino

Para a maioria das pessoas, o verão é sinônimo de férias, sol, praia ou piscina e muita diversão. No entanto, este período também pode representar um grande desconforto, principalmente para as mulheres, provocado pela temida Infecção do Trato Urinário (ITU) ou apenas infecção urinária.

Nos meses de temperaturas mais elevadas, a desidratação é a principal causadora desse tipo da doença. Isso porque se perde mais líquidos com a respiração e o aumento da transpiração, e nem sempre essa água é reposta como deveria, gerando uma menor quantidade de urina.

“A micção é nossa principal forma de se proteger contra a infecção de urina. E temperaturas mais altas exigem um controle maior sobre nossa hidratação para que não se reduza muito nosso volume urinário”, explica Willy Baccaglini, médico urologista.

Outro fator que também corrobora para o surgimento da infecção é que nesta época do ano ocorre o aumento da umidade na região íntima e isso pode gerar um desequilíbrio no número de bactérias e germes presentes nessa área.

Mas, segundo Baccaglini, a bactéria Escherichia coli, que está naturalmente presente no intestino, está entre as principais inimigas do aparelho urinário. O fato é que a combinação entre a desidratação e o aumento da umidade vaginal são os principais causadores de infecções urinárias durante a temporada mais quente do ano.

Entenda por que as mulheres são mais suscetíveis ao problema

Dados do Ministério da Saúde indicam que cerca de 30% das mulheres vão apresentar infecção urinária leve ou grave pelo menos uma vez na vida, mas a questão não para por aí.

A mulher tem 50 vezes mais chances do que o homem de desenvolver a doença por uma questão simplesmente anatômica. “A uretra da mulher é muito mais curta do que a do homem, além de ser mais próxima do ânus, o que facilita que bactérias cheguem ao aparelho urinário”, esclarece Baccaglini.

Dicas de prevenção contra a infecção urinária

Como sempre, a prevenção é a melhor opção, ainda mais em época de férias, quando a prioridade é o descanso, mas, obviamente, sem deixar o cuidado com a saúde de lado. E algumas ações simples são primordiais para evitar o desconforto provocado pela doença. Confira as dicas do médico urologista para prevenir a infecção:

=Beba bastante água. O recomendado é pelo menos dois litros por dia. O hábito, além de manter a hidratação do corpo aumentar o fluxo urinário para a eliminação de bactérias, também traz diversos benefícios para a saúde como um todo.

=Redobre os cuidados com a higiene pessoal. Evite duchas vaginais e, quando for ao banheiro, usar o papel higiênico sempre da frente para trás.

=Não segure o xixi. Lembre-se que reter a urina da bexiga aumenta o número de bactérias no trato urinário.

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=Evite roupas íntimas apertadas e de tecido sintético. Elas retêm muito calor e aumentam a umidade da região.

=Troque os absorventes higiênicos com maior frequência. Assim, evita-se a proliferação de bactérias.

=Nada de ficar com o maiô ou biquíni molhados por muito tempo. Isso também aumenta a umidade da região íntima.

=Lave bem as mãos. Este é outro hábito que ajuda a prevenir a infecção urinária e outros tipos de doenças.

Entenda os diferentes tipos de infecção e se atente aos sintomas

É importante ressaltar que, dependendo da estrutura do trato urinário que for afetada, a infecção possui nomes diferente. “A uretrite, ataca diretamente a uretra, enquanto a cistite acomete a bexiga. A pielonefrite indica que a infecção já atingiu os rins e representa um caso mais grave”, explica o especialista.

Os casos mais comuns da doença são a uretrite e cistite, consideradas infecções do trato urinário baixo (ITU). Com maior incidência, estima-se que 50% a 80% das mulheres apresentarão ao menos um episódio de cistite ao longo da vida, segundo a Sociedade Brasileira de Urologia.

“Para evitar o caso mais grave da infecção é imprescindível que a mulher, ao surgimento dos primeiros sintomas, procure o atendimento para que receba o tratamento de forma adequada”, alerta Baccaglini.

Fonte: Willy Baccaglini é especialista em uro-oncologia; mestre em Medicina Sexual pela FMABC; professor voluntário no curso de graduação de Medicina na FMABC. Membro Titular da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU); Membro da American Urological Association, da European Urological Association e da Confederación Americana de Urología. Membro do Corpo Clínico do Hospital Israelita Albert Einstein como uro-oncologista. Atua em outros conceituados hospitais como Oswaldo Cruz e São Luiz.

Confira nutrientes e componentes ativos importantes para a saúde feminina

Nutricionista dá dicas de suplementos que auxiliam no dia a dia

Que o organismo feminino é único, isto todo mundo já sabe. A cada mês, as mulheres atravessam um ciclo hormonal que altera sua fisiologia e provoca sintomas específicos em seu corpo. Além disso, algumas disfunções tendem a acometer mais mulheres que homens, fato este que impulsiona a busca por cuidados especializados para com a saúde feminina.

Além da terapia com medicamentos, profissionais da saúde têm recorrido, cada vez mais, aos nutracêuticos e superfoods como terapias adjuvantes para minimizar sintomas e melhorar a qualidade de vida das pacientes. Pensando nisso, Thaiza Nunes, nutricionista gerente do Meeting Brasileiro de Nutrição Estética, listou algumas queixas femininas específicas e como a ciência por trás destes alimentos/suplementos pode ajudar a incrementar sua prescrição.

1. Coenzima Q10 e ação antirrugas

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Presente naturalmente nos alimentos, a coenzima Q10 (CoQ10) é um componente essencial para a geração de energia nas mitocôndrias. Muitos estudos apontam para benefícios cardiovasculares e neurodegenerativos obtidos a partir de sua suplementação. Apesar do organismo sintetizar coenzima Q10, à medida que envelhecemos, a produção em partes do corpo como a pele, tende a cair substancialmente.

Diversos produtos cosméticos contêm CoQ10 em sua composição, em razão desta ajudar a proteger a pele contra espécies reativas de oxigênio (ROS) e sinais do envelhecimento. Como suplemento nutricional, a CoQ10 também pode prevenir o envelhecimento e exercer ação antirrugas.

2. Cranberry e infecção urinária

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Caracterizada pela presença de sinais e sintomas bastante característicos, além da presença de bactérias na urina, a infecção urinária (UTI) é mais comum em mulheres, embora a maioria dos casos não apresentam grandes complicações. Entre os fatores que predispõem as mulheres a esse tipo de infecção, pode-se citar: a maior proximidade da uretra em relação à vagina e ao ânus, locais de ampla proliferação bacteriana; e o fato das mulheres passarem longos períodos forçados sem urinar.

Normalmente, a forma de tratamento da UTI é a antibioticoterapia. No entanto, mulheres que tendem a infecções urinárias de repetição, correm o risco de desenvolver resistência bacteriana. Dessa forma, métodos preventivos, sem o uso de medicamentos, são extremamente interessantes para tratar essas pacientes. Assim, a ingestão de suco de cranberry e de nutracêuticos à base do fruto têm sido usados para prevenir UTI, uma vez que seus polifenólicos e procianidinas são capazes de inibir a adesão de bactérias patogênicas.

3. Levedo de cerveja e queixas menstruais

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Sem dúvidas, uma das queixas mais comuns das mulheres envolve a tensão pré-menstrual (TPM) e seus sintomas característicos. Além de dificultar a vida diária, a TPM provoca sintomas físicos que são um verdadeiro pesadelo para muitas mulheres. Dores mamárias (mastalgia) e no corpo, cólicas, cefaleia e alterações no humor e no apetite são algumas das reclamações mais recorrentes.

A literatura aponta que a deficiência de nutrientes como vitamina B6 (ou piridoxina), cálcio, magnésio, triptofano, vitamina D, zinco e ômega-3 podem agravar os sintomas da TPM. Um dos alimentos que o nutricionista pode incluir no cardápio das pacientes que sofrem com a TPM é o levedo de cerveja, rico em vitamina B6. Através da ação do composto ativo da piridoxina – o piridoxal fosfato -, a vitamina atua na biossíntese de neurotransmissores como a serotonina, relacionada ao prazer e bem-estar, atenuando os sintomas e melhorando o humor.

Mulheres costumam ter até quatro infecções urinárias por ano

Se não tratadas adequadamente, podem causar sérias complicações à saúde

Quando o assunto é saúde feminina, é difícil não se referir às incômodas infecções urinárias. Queixa comum nos consultórios médicos, atinge 50 vezes mais mulheres do que homens. Isso se deve principalmente à anatomia feminina: uretra mais curta e mais próxima do ânus.

Causadas principalmente pela Escherichia coli, bactéria presente no intestino e importante para a digestão, as infecções são classificadas como uretrites (quando acometem a uretra), cistites (bexiga) e pielonefrite (rins). “A cistite, principalmente, é comum nas mulheres e causa grande desconforto. Muitas chegam a desenvolver até quatro infecções urinárias por ano. Mas, embora sejam comuns, devem sempre ser tratadas com orientação médica devido ao risco de evolução para quadros infecciosos mais graves”, alerta a professora livre docente do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo, Silvana Quintana.

As principais queixas são: urinar em pequena quantidade em várias vezes (polaciúria) e ardência ao urinar (disúria). Sensação de peso ou dor pélvica, urina turva ou escura e presença de sangue na urina também são sintomas indicativos de uma infecção.

O mal-estar causado pelas infecções muitas vezes leva a paciente a buscar alternativas mais rápidas como o uso de medicamentos que aliviam os sintomas ou uso de sobras de antibióticos. “A legislação atual, que controla a venda de antibióticos, contribuiu muito para evitar a automedicação, mas ainda há quem busque alternativas caseiras ou faça uso de sobras de remédios”, comenta Silvana. “É importante frisar que toda medicação tem riscos, que podem ser potencializados se forem utilizadas doses e intervalos inadequados”, completa.

Prevenção

Alguns hábitos têm sido associados à prevenção de infecções urinárias:

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=Ingerir muita água, pois colabora com a eliminação de bactérias da bexiga;
=Urinar com frequência. Segurar a urina aumenta o risco de proliferação de bactérias. Urinar após uma relação sexual também favorece a eliminação de bactérias que possivelmente tenham entrado no trato urinário durante o coito;
=Caprichar na higiene mantendo a região genital sempre limpa. Após a evacuação, passar o papel higiênico de frente para trás e lavar a região com água e sabão;
=Tratar a prisão de ventre, pois também auxilia na proliferação de bactérias;
=Evitar roupas muito apertadas e cuidar da higiene das roupas íntimas;
=Trocar absorventes internos e externos com frequência de duas a três horas, no máximo.

Diagnóstico e tratamento

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Embora o exame de cultura de urina (urocultura) seja o padrão para o diagnóstico da infecção urinária, atualmente cresce o uso das técnicas de biologia molecular como opção para resultados mais rápidos e minuciosos para casos de infecções. O diagnóstico preciso da infecção e o tratamento correto são fundamentais, uma vez que as infecções urinárias podem evoluir para quadros graves como infecção renal (pielonefrite), sepse (infecção generalizada) e até mesmo danos permanentes nos rins. Em gestantes, aumentam as chances de parto prematuro ou bebê com peso abaixo do normal e óbito fetal.

Baseados na tecnologia de PCR (reação em cadeia da Polimerase) em tempo real, exames moleculares detectam diferentes patógenos causadores de uretrites e infecções sexualmente transmissíveis (IST). “O teste molecular oferece, em poucas horas, resultado preciso sobre as bactérias presentes na amostra. Desta forma, o médico pode prescrever o antibiótico específico para o patógeno identificado, evitando possíveis readequações no tratamento”, explica o responsável pelo laboratório da Mobius Life Science, Lucas França.

Geralmente, o tratamento de uma infecção urinária é feito com antibiótico associado a medicamentos para alívio do desconforto, como antissépticos e analgésicos. Os sintomas costumam desaparecer em poucos dias, mas é fundamental que o paciente complete o tratamento no prazo determinado pelo médico, sob risco de retorno ou agravamento da doença.

Fonte: Mobius Life Science

Menopausa pode aumentar incidência de infecção urinária

Diminuição do estrogênio é o principal motivo para as mulheres ficarem mais suscetíveis ao problema nesse período. Uso de lubrificantes vaginais antes das relações sexuais e o consumo de extrato de cranberry são medidas preventivas eficazes

Durante a menopausa, que geralmente ocorre em mulheres na faixa etária entre 45 e 55 anos, o organismo reduz a produção do estrogênio. Com isso, a tendência é que as mucosas da vagina e da uretra fiquem finas e secas, tornando-se mais sensíveis. As consequências são dificuldade na relação sexual e infecções urinárias de repetição (ITUs).

A mulher fica mais suscetível às ITUs neste período justamente porque o estrogênio oferece proteção para todo o trato urinário. Com a diminuição desse hormônio, ocorrem a elevação do pH e alteração da flora vaginal. “Com a redução da quantidade de lactobacilos, bactérias que oferecem proteção natural, o organismo fica mais suscetível à Escherichia Coli (E. Coli), responsável por 80% dessas infecções”, explica a ginecologista Daniela Gouveia.

mulher infecção urinaria

Mulheres que têm histórico de ITU na juventude costumam apresentar a infecção de repetição durante a menopausa. Por isso, é importante tratar o problema o quanto antes e adotar medidas preventivas, como o uso de lubrificantes vaginais antes das relações sexuais, fazer reposição hormonal via vaginal, para reestabelecer o trofismo e a flora vaginal, e consumir extrato de cranberry.

Rico em proantocianidinas, conhecidas pelas propriedades antiadesivas que evitam a fixação das bactérias nas paredes do trato urinário, o cranberry atua como coadjuvante no tratamento e ajuda a bloquear a capacidade desses micro-organismos infectarem a mucosa da bexiga.

cisberry

O Aché Laboratórios reconhece as propriedades do extrato de cranberry e apresenta o nutracêutico Cisberry. Produzido a partir do fruto moído e desidratado, o produto é o único do mercado com formato de mini cápsula. Diferente dos sucos, Cisberry tem o rigor de manter em cada cápsula uma alta concentração de proantocianidinas, consideradas “o poder do cranberry”, além de ser muito mais prático.

Fonte: Aché

Menopausa pode aumentar incidência de infecção urinária

Diminuição do estrogênio é o principal motivo para as mulheres ficarem mais suscetíveis ao problema nesse período. Uso de lubrificantes vaginais antes das relações sexuais e o consumo de extrato de cranberry são medidas preventivas eficazes

Durante a menopausa, que geralmente ocorre em mulheres na faixa etária entre 45 e 55 anos, o organismo reduz a produção do estrogênio. Com isso, a tendência é que as mucosas da vagina e da uretra fiquem finas e secas, tornando-se mais sensíveis. As consequências são dificuldade na relação sexual e infecções urinárias de repetição (ITUs).

A mulher fica mais suscetível às ITUs neste período justamente porque o estrogênio oferece proteção para todo o trato urinário. Com a diminuição desse hormônio, ocorrem a elevação do pH e alteração da flora vaginal. “Com a redução da quantidade de lactobacilos, bactérias que oferecem proteção natural, o organismo fica mais suscetível à Escherichia coli (E. Coli), responsável por 80% dessas infecções”, explica a ginecologista Daniela Gouveia.

Mulheres que têm histórico de ITU na juventude costumam apresentar a infecção de repetição durante a menopausa. Por isso, é importante tratar o problema o quanto antes e adotar medidas preventivas, como o uso de lubrificantes vaginais antes das relações sexuais, fazer reposição hormonal via vaginal, para reestabelecer o trofismo e a flora vaginal, e consumir extrato de cranberry.

Rico em proantocianidinas, conhecidas pelas propriedades antiadesivas que evitam a fixação das bactérias nas paredes do trato urinário, o cranberry atua como coadjuvante no tratamento e ajuda a bloquear a capacidade desses micro-organismos infectarem a mucosa da bexiga.

cisberry

O Aché Laboratórios reconhece as propriedades do extrato de cranberry e apresenta o nutracêutico Cisberry. Produzido a partir do fruto moído e desidratado, o produto é o único do mercado com formato de mini cápsula. Diferente dos sucos, Cisberry tem o rigor de manter em cada cápsula uma alta concentração de proantocianidinas, consideradas “o poder do cranberry”, além de ser muito mais prático.

Fonte: Aché

Infecção urinária: a importância da continuidade do tratamento

Infecção do Trato Urinário (ITU), mais conhecida como infecção urinária, pode ocorrer em pessoas de ambos os sexos e em todas as idades. Segundo o ginecologista e obstetra Élvio Floresti Junior, o quadro infeccioso se dá pelo desenvolvimento das bactérias do tipo E. coli ou outros patógenos habitantes naturais da flora perianal e perineal no trato urinário, que quando desenvolvidas podem atingir a bexiga e, por via ascendente, pode chegar a uretra e rins.

“A infecção urinária pode atingir a bexiga, mais conhecida como cistite, mas pode subir para os ureteres e até atingir os rins causando a pielonefrite, um tipo de infecção mais séria. Se não tratada adequadamente existe até a possibilidade de uma infecção generalizada”, alerta o médico.

O especialista explica que esse tipo de contaminação acontece mais frequentemente em mulheres, pois elas têm a uretra (canal por onde sai a urina) mais curta e mais próxima da vagina e do ânus, sendo assim, a transmissão de bactérias de um lugar para o outro ocorre de maneira mais fácil.

Embora comum, a infecção urinária pode passar despercebida. Em alguns casos o corpo consegue combatê-la naturalmente. Porém, podemos tomar atitudes que diminuem as chances de manifestação, como beber bastante água e não segurar o xixi por muito tempo.

“A urina limpa a parede da uretra fazendo com que haja a eliminação de possíveis bactérias a caminho da bexiga. Além disso, é importante fazer a higiene íntima de forma correta e usar preservativos em relações sexuais”, enfatiza o ginecologista.

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Entre os principais sintomas desse tipo de infecção está a dor ou ardência ao urinar, micções frequentes e com pouco volume, odor, urina de cor escura e a presença de sangue. O quadro infeccioso pode ser confirmado no exame de urina. O tratamento geralmente consiste na indicação de antibióticos. Na cistite, há também casos não infecciosos conhecido como cistite traumática e irritativa, que geralmente acontece após relações sexuais. Neste quadro não é necessário o uso de antibióticos, apenas analgésicos.

“É muito comum as mulheres terem infecções recorrentes. Isso geralmente ocorre porque o tratamento da infecção anterior foi descontinuado. Às vezes, só pelo fato dos sintomas diminuírem, a paciente deixa de tomar o antibiótico por conta própria. É fundamental concluir o tratamento e também fazer exame de controle uns dez dias após o tratamento”, finaliza.

Fonte: Élvio Floresti Junior é ginecologista e obstetra formado pela Escola Paulista de Medicina. Possui título de especialista em ginecologia e obstetrícia pela Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia) e título de especialista em colposcopia. Além disso é especializado em histerectomia vaginal sem prolapso uterino (sem necessidade de corte abdominal) e está atualizado com as últimas técnicas cirúrgicas como sling vaginal. Realiza pré-natal especializado e atua em gestações de alto risco.

Cranberry é aliado contra infecção urinária no inverno

O inverno exige que tenhamos cuidados redobrados com a saúde, já que nesse período as baixas temperaturas deixam o nosso organismo mais vulnerável. O que poucos sabem, no entanto, é que o frio também favorece a ocorrência de infecção urinária, pois, como ingerimos uma quantidade menor de líquido, sentimos menos necessidade de urinar.

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A infecção urinária pode ser evitada com cuidados como a ingestão constante de água, a ida ao banheiro a cada três ou quatro horas e a higienização correta (especialmente em mulheres e crianças).

Além desses fatores, há outro aliado menos conhecido, mas também muito eficiente na prevenção à infecção urinária: o cranberry, cujas propriedades impedem que bactérias se fixem na parede da bexiga. No Brasil, a maneira mais comum para consumir a fruta é por meio do suco, pois ela é cultivada em regiões frias, como Europa, Estados Unidos e Chile.

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“Para o uso coadjuvante no tratamento de infecções urinárias, o ideal é buscar o suco de cranberry da categoria ’funcional’, o que garante que as propriedades terapêuticas sejam mantidas. É importante também que a bebida tenha muita fruta e seja livre de corantes, conservantes e aromatizantes artificiais”, declara Edson Mazeto, diretor executivo da Juxx, pioneira na fabricação de sucos funcionais no país.

Fonte: Juxx

N.R. Consulte sempre um médico!