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Psicóloga e especialista do sono aponta 4 motivos que podem causar insônia

A insônia é um dos quadros mais graves do sono e que afeta milhares de pessoas no Brasil e no mundo. Apesar de não ser o único problema relacionado ao sono, é certamente um dos mais presentes na vida de quem não consegue dormir.

Para Laura Castro, psicóloga e sócia-fundadora da Vigilantes do Sono, primeiro programa digital de terapia cognitiva-comportamental para insônia (TCC-I) no Brasil, noites de insônia podem ocorrer eventualmente e ter como causa motivos distintos. “Ter noites de insônia diante de acontecimentos que nos agitam é normal. A insônia é uma resposta comum ao estresse e ocorre quando ficamos em estado de alerta”, diz. A especialista aponta que a perda de sono também está bastante relacionada a certos hábitos, como exposição excessiva à luz ou irregularidade nos horários de dormir.

Mesmo com uma série de motivos que podem fazer com que o indivíduo não consiga dormir, Laura aponta que a insônia crônica deve ser encarada com mais atenção. “A insônia crônica, por outro lado, que consideramos clinicamente relevante, persiste por meses e a frequência com que ocorre também é um critério importante para o diagnóstico clínico”.

De acordo com a especialista, são diversos os motivos que podem levar ao quadro mais grave da insônia. De modo geral, entretanto, ainda que existam outras condições médicas envolvidas e desafiando o sono, como dores crônicas, estão em nossos hábitos as razões pelas quais os sintomas de insônia se perpetuam. Abaixo, ela destaca quatro dos principais fatores que podem causar a perda de sono.

Estresse

É uma das condições que mais afeta o sono e pode desencadear diversos problemas de saúde. Segundo Laura, questões como dificuldades no trabalho ou estudo, brigas ou problemas de relacionamento, acidentes ou traumas, o recebimento de um diagnóstico que ameaça a vida, a maternidade e a paternidade são todos acontecimentos comuns da vida que podem causar estresse que, por consequência, desencadeia problemas no sono. “Isso acontece porque ficamos em um estado de alerta, o corpo se prepara para responder com rapidez, liberando hormônios e substâncias que nos mantém acordados para pensar, repensar, planejar, ou que nos impede de chegar em certas fases do sono para encontrar memórias que nos assombram”, ressalta Laura.

Ansiedade

Bem como o estresse, a ansiedade coloca o indivíduo em uma situação de agitação que possivelmente afetará o sono. Isso acontece, inclusive, quando há expectativa para que algo bom ocorra, como a véspera de uma viagem ou a expectativa de promoção no trabalho.
“São coisas que, apesar de serem positivas, geram uma ansiedade para que o momento esperado chegue logo na maioria das vezes, mas tantas outras como receio pelo desconhecido. Isso costuma ser a causa de comportamentos e hábitos que atrapalham a higiene do sono e podem perpetuar quadros de insônia aguda”, aponta.

Obesidade

Há condições físicas e doenças que predispõem as pessoas a desenvolverem distúrbios do sono e, neste cenário, a obesidade é uma delas. A condição aumenta as chances de apneia do sono, que pode, posteriormente, causar insônia também. Laura ressalta a importância de exercícios físicos como forma de ajudar no combate tanto da obesidade como dos problemas de sono. “A atividade física pode operar milagres. É recomendável exercícios que fazem a gente suar a camisa e gastar bastante energia, assim como os que proporcionam relaxamento intenso, como os praticados na água. O cuidado importante, é não fazer atividade física próxima ao horário de dormir, principalmente para quem já sofre por insônia”, destaca.

Pandemia

Embora a insônia já fosse algo que atingia milhares de pessoas mesmo antes da pandemia, o cenário de incerteza que tem acompanhado a disseminação do vírus é, ainda, um catalisador para o problema. O momento atual, que impede o convívio social, trouxe instabilidade econômica para muitas famílias, além do luto para aqueles que perderam entes queridos, é único na história recente e tem impactado de forma significativa a qualidade do sono das pessoas. “Como já é sabido, a era em que vivemos impede que nos encontremos com amigos, nos deixa mais sedentários, uma vez que passamos a ficar mais tempo em casa, sem contar com o excesso de exposição às telas, o que para muitos é uma realidade. Todos esses pontos são prejudiciais não apenas para o sono, mas também para a qualidade de vida no geral. Precisamos nos observar em relação aos sintomas para que a insônia ou outros distúrbios do sono não prejudiquem o nosso dia a dia ou levem à doenças mais graves”, finaliza a psicóloga.

Fonte: Vigilantes do Sono

Dia mundial do Sono traz alerta para importância do cuidado na hora de dormir

Data chama atenção para problemas que afetam milhões de pessoas no mundo; healthtech rompe barreiras de acesso ao tratamento padrão ouro e auxiliando pacientes e profissionais de saúde

O Dia Mundial do Sono é uma data estabelecida pela Associação Mundial de Medicina do Sono, celebrada desde 2008, hoje (18). O objetivo em torno da data é conscientizar e chamar a atenção para a importância de se ter um sono com qualidade. Estima-se que milhões de pessoas no mundo sofram com insônia e o número de afetados pela apneia pode chegar a 1 bilhão.

São diferentes as causas e os problemas que podem afetar o sono de uma pessoa. As doenças mais comuns são a insônia e apneia, sendo a segunda uma das doenças mais subdiagnosticadas do mundo. Segundo a Associação Brasileira do Sono (ABS), 73 milhões de brasileiros sofrem de insônia. Na capital de São Paulo, onde o ritmo de vida é muito agitado, 45% da população se queixa de insônia ou alega dificuldade para dormir, segundo dados do Instituto do Sono (Episono).

Embora a insônia seja um problema que há tempos afeta milhões de pessoas, o tratamento ainda é subestimado. Muitos não buscam ajuda e, por vezes, passam a se medicar por conta própria, gerando dependência do medicamento.

Para Laura Castro, psicóloga e sócia-fundadora da Vigilantes do Sono, devemos olhar para a Terapia Cognitiva-Comportamental (TCC-I) como a solução. “Para o diagnóstico correto, é essencial buscar ajuda profissional. Quando falamos de remédios para dormir, estamos falando de medicamentos que podem causar dependência e que são difíceis de desmamar. A TCC-I, por sua vez, é uma terapia que já existe há 40 anos e que, por meio de métodos e hábitos, é extremamente assertiva para a insônia”, ressalta.

Ainda que a insônia seja um problema relacionado ao sono, o transtorno pode afetar a saúde mental como um todo, estando atrelado também a casos de depressão e ansiedade. De acordo com estudo realizado pela Vigilantes do Sono, primeiro programa digital de terapia cognitiva-comportamental para insônia (TCC-I) no Brasil, com 21 empresas e que reuniu 42 mil brasileiros em todo país, identificou que 52,9% dos entrevistados estão insatisfeitos com a qualidade do sono. Ainda segundo a análise, 47,5% dos participantes relataram sintomas de ansiedade e 21,4% depressão.

“É importante que as pessoas observem se sentem dificuldade para dormir três ou mais vezes na semana. Caso esse seja o caso, é indicado que busquem ajuda profissional, uma vez que o problema pode afetar seu dia a dia e causar outros problemas de saúde mental”, aponta Laura.

Quando olhamos para a apneia, o quadro de pessoas com o transtorno aumenta. Isso porque a apneia é uma doença bastante subdiagnosticada e muitos não sabem que estão com o problema. “A apneia é um distúrbio respiratório do sono. Ela dificulta sua noite de sono, fazendo com que a pessoa desperte algumas vezes a cada interrupção de fluxo de ar na via aérea superior. Em alguns casos, os pacientes podem desenvolver a insônia junto com a apneia, que é um quadro ainda mais grave”, explica Caio Bonadio, médico psiquiatra da Vigilantes do Sono.

Atacando o problema

Com uma solução que alia Ciência Comportamental e Inteligência Artificial (AI), a Vigilantes do Sono é o primeiro programa digital voltado para pessoas com insônia no Brasil. A startup desenvolveu um aplicativo próprio, contendo o método que auxilia na mudança de comportamentos, proporcionando a quem tem dificuldades para dormir uma melhora efetiva na qualidade do sono, independente do uso de medicamentos.

O mercado de saúde vem ganhando cada vez mais tração para soluções voltadas ao sono. As ‘sleeptechs’ estão crescendo cada vez mais e com alta demanda por parte do público. Hoje a Vigilantes do Sono conta, em seu aplicativo, com aproximadamente 5 mil usuários ativos. A empresa já atendeu 40 mil pacientes, realizou cerca de 50 mil avaliações de insônia e acumula mais de 1 milhão de horas de sono recuperadas.

Para Lucas Baraças, CEO da Vigilantes, o compromisso da empresa é seguir oferecendo uma solução simples e efetiva para a insônia e atingir o maior número de pessoas possível. “Estamos constantemente aprimorando nosso app para que ele atenda as expectativas dos nossos usuários e os ajude a dormirem melhor. Temos a certeza de que a TCC-I aliada a Inteligência Artificial é o caminho para isso, como já observamos em insights do nosso aplicativo”, ressalta o executivo.

Mulheres paulistas têm mais chances de terem insônia, aponta estudo

Questões hormonais e culturais levam as mulheres a vivenciarem o distúrbio do sono com maior frequência do que os homens; tecnologia de startup do Supera Parque ajuda no tratamento

Quase o dobro, cerca de 18,1%, das mulheres paulistas têm insônia crônica se comparado aos homens na mesma situação, cerca de 10,7%, segundo estudo publicado, em 2020, na revista Sleep Health. Diversos estudos já comprovaram que os distúrbios do sono são muito comuns entre as mulheres e podem causar problemas de saúde física e emocional se não forem cuidados.

Diferentes fases da vida da mulher, como TPM, gestação, pós-parto e menopausa, têm relação com a insônia e não podem ser negligenciadas para não trazer problemas futuros. Por exemplo, durante a gravidez, 80% encaram alguma dificuldade para dormir e, na menopausa, esse percentual pode chegar a 60%.

Neide Souza, 55, é um desses casos. Ela dormia menos de quatro horas por noite e suas queixas já persistiam há mais de 15 anos. “Tomava dois comprimidos para dormir, mas não resolvia. Isso trouxe diversas consequências negativas para minha vida”, lembra.

A chefe do setor de sono da Mulher da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e pesquisadora do Instituto do Sono, Helena Hachul, comenta que questões hormonais tipicamente femininas associadas a condições psicossociais, questões sociais e ambientais influenciam diretamente no sono na mulher.

“São muitas questões que fazem com que a mulher tenha insônia e isso se reflete na vida, tanto pessoal como profissional, dela. Dentro desse cenário, as modificações hormonais ao longo da vida aumentam a vulnerabilidade a fatores estressantes e, consequentemente, aos riscos à saúde e ao bem-estar, corroborando para o aumento da prevalência de insônia na mulher”.

Riscos

A pessoa quem tem insônia não fica apenas mais irritada ou cansada. Noites maldormidas podem trazer outras complicações, como pressão alta, diabetes e aumento de peso, levando a mais problemas de saúde física e mental, principalmente quando se tornam um problema crônico.

“A insônia pode afetar performances cognitivas, como memória, humor e atenção, e o equilíbrio homeostático. Dessa forma, o sono tem efeito modulador na fisiopatologia de diversas doenças inflamatórias, autoimunes e alérgicas, podendo atuar como gatilho ao desenvolvimento e agravo destas e de outras inúmeras comorbidades em variados sistemas, inclusive o imunológico, com prejuízo na defesa do organismo”, destaca a especialista.

Tecnologia ajuda no tratamento

A tecnologia também é um aliado para melhorar a qualidade de vida das pessoas com problemas como a insônia. Terapia digitais, por exemplo, são muito úteis e outra para quem quer melhorar a insônia sem o uso de medicamentos.

Gabriel Natan Pires, pesquisador do Instituto do Sono e diretor de pesquisa da startup SleepUp, sediada no Supera Parque de Inovação e Tecnologia de Ribeirão Preto, explica que o uso de terapia digital para tratamento de insônia é uma realidade já comum nos EUA e Europa.

“Muitos estudos feitos nos Estados Unidos e na Europa já fazem uso da terapia cognitivo-comportamental para insônia (TCCi) virtual que é mais acessível e barata do que a TCC convencional. Os resultados mostram que a TCCi on-line é tão eficaz quanto a presencial para a maioria das pessoas”, afirma.

Pires ressalta que a SleepUp é pioneira em trazer essa técnica ao Brasil e 85% dos usuários do aplicativo são mulheres. “O TCCi é o tratamento de primeira linha que utilizamos”.

Maria Ane Dias, 36, é uma das usuárias do serviço. Ela tem insônia desde criança e passou por uma mudança de hábitos após iniciar em 2020 a terapia virtual. Ela intensificou a procura por orientações que pudessem ajudá-la.

“Comecei a usar o aplicativo da SleepUp por causa da calculadora de sono, que mede a eficiência do tempo que passo dormindo, e depois comecei a explorar outras funcionalidades. Tudo isso me trouxe mais consciência sobre mudanças de hábitos e ações práticas que melhoraram a minha insônia para não precisar ficar usando remédio”.

Dicas práticas

Para Helena, identificar se há outros problemas de saúde associados à insônia é essencial para tratar o distúrbio corretamente e que há outras técnicas de higiene do sono para seu tratamento não farmacológico.

“Algumas dicas que podem ser facilmente inseridas no cotidiano para o tratamento não farmacológico da insônia são: fazer a última refeição até às 20h; evitar alimentos ricos em xantinas e cafeína (chás pretos, café, refrigerantes à base de cola); estabelecer uma rotina do sono e evitar praticar atividades físicas com regularidade após às 18h”, finaliza.

Sobre o SleepUp

Aplicativo que oferece atendimento integrado para insônia, com tratamento virtual e personalizado por profissionais de saúde e monitoramento contínuo com tecnologias vestíveis. Foi fundada em 2019. O aplicativo está disponível para aparelhos com sistema Android e, em breve, também para IOS.

Livro-caixinha traz dicas para uma boa qualidade do sono e evitar noites de vigilância

Pelo menos 73 milhões de brasileiros sofrem com algum distúrbio do sono – os dados são da Associação Brasileira de Sono. E, durante a pandemia, por conta do estresse, da ansiedade e da depressão, esse quadro parece ter piorado ainda mais. Para ajudar os leitores a terem uma boa noite de sono e prestar mais atenção nos detalhes que envolvem a qualidade desse repouso, a Matrix Editora lançou o livro caixinha Qualidade do Sono – 50 práticas para ajudar a dormir melhor de Abdré Barbosa.

São 50 cartões que podem ser lidos de forma aleatória e que contém dicas que vão desde os alimentos indicados para comer antes de dormir até sugestões do que pensar, falar, ler. Com isso, é possível se desligar um pouco das notícias, do mundo lá fora e focar no relaxar e no repouso tão fundamentais para que o dia seguinte seja produtivo.

Alguns exemplos:

A partir das 20h, eduque sua mente a trazer a concentração para o aqui e agora. Evite embarcar em pensamentos ansiosos do amanhã. Esses pensamentos estimulam o sistema ansiogênico: joga noradrenalina no corpo, aumenta o cortisol (hormônio do estresse) e deixa você em alerta, dificultando o sono.

Antes de dormir, agradeça por algo que aconteceu ao longo do seu dia. Feche os olhos e volte a atenção a, pelo menos, quatro coisas boas que aconteceram. Essa atividade, além de ajudar a desacelerar a mente, produz relaxamento pois cada memória boa está associada a experiências emocionais boas (mais dopamina) e isso ajuda a relaxar.

Tomar um copo de leite morno, além de ativar memórias sensoriais de quando éramos crianças, ajuda a relaxar de dentro para fora por causa da temperatura do leite. Também é rico em triptofano, um aminoácido precursor da serotonina, que ajuda a relaxar.

Sobre o autor
André Barbosa é psicólogo clínico especializado em terapia cognitivo-comportamental. Escreve mensalmente em blogs e jornais, além de criador e administrador de algumas das maiores páginas do Instagram (@opsicologo) e do Facebook (opsicologooficial) sobre psicologia. Já publicou pela Matrix Editora os livros-caixinha Desafios Comportamentais, Caixinha Antidepressão e Curativo Emocional.

Livro caixinha Qualidade do Sono – 50 práticas para ajudar a dormir melhor – Matrix Editora – Preço: R$ 37,00

Insônia: saiba como combater o problema por meio do consumo de chás

O Brasil tem uma população de 73 milhões de pessoas que sofrem de insônia. Isto significa dizer que um em cada 3 brasileiros literalmente passam suas noites em claro sem dormir. O distúrbio está geralmente relacionado à depressão, ansiedade, fadiga, hipertensão, obesidade, dentre outros fatores.

Mas existem chás eficazes no combate a esses problemas, e que atuam diretamente na qualidade do sono. Além disso, a bebida representa uma opção saudável, natural e acessível para tratar a insônia, visto que os medicamentos são bastante fortes, e só podem ser consumidos através de receita médica emitida por um especialista.

Se alguém recorre ao chá com o objetivo de alcançar o sono ideal, a primeira coisa que é necessário entender é que a bebida não faz milagre. “Um chá não aciona o botão de desligar, aquele efeito ‘sossega leão’, como muita gente acredita. Isso vai depender de cada organismo, que reage de formas diferentes ao aroma, ao sabor e até ao ambiente”, explica Lucas Penchel, médico e speaker da Soulchá, empresa mineira especializada na fabricação de chás.

Isto significa que os chás considerados indutores de sono não servem pra nada? Segundo Penchel, não é bem assim. “Eles precisam ser encarados como um complemento a uma rotina que beneficie a melhora do sono. Estabelecer um horário de dormir, diminuir a exposição à luz e a telas e buscar um relaxamento físico e mental umas duas horas antes de deitar são meios que vão potencializar os efeitos tranquilizantes dos chás”, esclarece.

No caso da bebida, a recomendação é que sejam consumidos com aproximadamente 250 ml de água quente, mais ou menos uma hora antes de ir para a cama. E reforça Lucas Penchel: use o chá a seu favor. “Aproveite o momento da degustação para tentar relaxar o corpo e a mente. Beba lentamente, sem pressa, e evite deixar que a cabeça esteja em outro lugar. Beber chá é uma terapia”, sugere.

Alguns chás reconhecidos como benéficos ao sono:

Chá de camomila

Além de reduzir o estresse, o chá de camomila é um indutor de sono por agir como um sedativo. A inalação do vapor da bebida também ajuda no relaxamento necessário para ter um sono tranquilo.

Chá de erva-cidreira

Foto: Rickyy Sanne/Morguefile

A erva-cidreira reduz a frequência cardíaca, e atua como um calmante que inibe a ação do estresse, da ansiedade e da depressão. Mas ela é contraindicada a gestantes e exige cuidados e recomendação médica a quem sofre de hipotensão e hipotireoidismo.

Chá de maracujá

Dá pra fazer o chá com a polpa da fruta ou ainda com as folhas e caules, onde por sinal está mais concentrado o efeito tranquilizante. Um dos segredos do maracujá é a presença do magnésio, mineral que controla a ansiedade.

Chá de lavanda

O chá de lavanda tem um aroma que ajuda no relaxamento, e seu efeito pode ter impacto também no humor (o que ajuda a reduzir também a ansiedade e a depressão).

Chá de hortelã

A hortelã é um calmante natural que reduz o estresse. Outra vantagem é que relaxa os músculos, e isso proporciona potencial alívio para a indigestão – um dos fatores bastante ligados à insônia.

Fonte: Soulchá

Sono ruim vai muito além do cansaço diurno e pode levar à perda de memória

No Dia Mundial do Sono, Hospital Paulista ressalta a importância do diagnóstico e do tratamento dos distúrbios mesmo em meio à pandemia de Covid-19

A pandemia de Covid-19 já dura mais de um ano e segue afetando diversas atividades cotidianas. Um dos exemplos mais claros é o sono, fortemente prejudicado pela mudança na rotina e pelo estresse que deriva de várias fontes: preocupação com a própria saúde e de familiares, desemprego e falta de perspectivas para o retorno às atividades “normais”.

No Dia Mundial do Sono, lembrado hoje, 19 de março, países em todo o mundo chamam a atenção para o fato de que as pessoas reduziram – e muito – a qualidade de seu sono, e isso deverá ter efeitos mesmo após a pandemia passar.

“O sono é influenciado por diversos fatores, e o retorno a um sono de qualidade poderá demorar a acontecer, principalmente quando não for associado a diagnóstico e tratamento específico”, avalia Nilson André Maeda, otorrinolaringologista especialista em Medicina do Sono do Hospital Paulista.

Pesquisas recentes indicam que o número de pessoas com insônia no Reino Unido aumentou de uma em seis para uma em quatro durante a pandemia. Na Grécia, o problema foi relatado por 40% dos entrevistados, enquanto na China a taxa de insônia subiu de 14% para 20% durante o isolamento social.

“Confinadas, as pessoas perderam diversos referenciais e o período de sono foi um dos primeiros a serem afetados. A rotina de trabalho remoto, associada aos cuidados com a casa, por exemplo, fizeram com que o horário tradicional de dormir e acordar fossem severamente modificados, gerando problemas como irritabilidade e sonolência durante o dia”, completa o médico, responsável pelo Ambulatório de Medicina do Sono do Hospital Paulista, que atua no diagnóstico e no tratamento de problemas relacionados ao tema.

Apneia e memória

Apesar de ser muitas vezes negligenciado pelas pessoas, o sono de má qualidade influencia na ocorrência de doenças mais graves ao longo da vida. Pesquisa realizada pela Universidade da Califórnia, em Los Angeles, nos Estados Unidos, por exemplo, indicou que pessoas com apneia obstrutiva do sono sofrem perda de tecido em regiões do cérebro que auxiliam no armazenamento da memória. O estudo foi publicado na revista Neuroscience Letters.

Neste tipo de apneia, a respiração é obstruída por diversas vezes durante o sono. Trata-se de um problema que, muitas vezes, só é identificado através da avaliação de um especialista e de exames específicos, já que o próprio paciente pode ter dificuldade para notar o quadro.

“Na apneia obstrutiva do sono, a via respiratória alta é bloqueada, interrompendo a respiração e reduzindo a oxigenação, de maneira intermitente. Muitas vezes, quem nos auxilia no diagnóstico é quem compartilha a cama com o paciente, além do exame de polissonografia. Geralmente, a história é de ronco alto, sonolência diurna e queixa de um sono não reparador. O tratamento pode ser clínico, cirúrgico ou a associação dos dois, após uma avaliação individualizada de cada paciente”, afirma o otorrinolaringologista.

O estudo demonstrou que a dificuldade em respirar durante o sono pode levar a danos cerebrais e prejuízos para a memória e raciocínio.

Muito mais que cansaço

A crença de que noites mal dormidas geram “apenas” dias cansativos é falsa, portanto. Não bastasse a sonolência durante o período diurno, o sono de má qualidade tem a capacidade de deixar os indivíduos mais irritados, dispersos, esquecidos, improdutivos enquanto estão acordados e até perigosos, caso estejam dirigindo um automóvel.

“Além disso, diversos problemas de sono, como o ronco, deterioram a qualidade de vida também de companheiros e companheiras que convivem com os pacientes. Em um período de confinamento e grande estresse, esse tipo de conflito pode gerar grandes danos a relacionamentos e à própria saúde emocional de famílias inteiras. É extremamente importante respirarmos bem durante o sono, sem obstrução nasal ou faríngea”, afirma o médico, ressaltando a importância do tratamento.

“O diagnóstico e o tratamento médico adequados permitem reduzir e, em alguns casos, eliminar problemas de sono responsáveis por deteriorar a qualidade de vida das pessoas. São distúrbios que não devem ser ‘deixados para depois’. É preciso e aconselhável buscar auxílio médico. E lembrando que, em tempos de necessidade de uma boa imunidade, é fundamental termos a quantidade e a qualidade de sono adequadas”, finaliza.

Fonte: Hospital Paulista de Otorrinolaringologia

Insônia aumenta em 52% a chance de ter dor lombar crônica, mostra estudo

Um estudo publicado, recentemente, no periódico Neuropsychiatrie, comprovou que os distúrbios do sono aumentam em 52% o risco de desenvolver dor lombar crônica. Os prejuízos da má qualidade do sono para a saúde são bem conhecidos.

A novidade é que essa meta-análise foi focada na relação da má qualidade do sono com a dor lombar crônica. Os pesquisadores cruzaram dados de 21 estudos para determinar os efeitos da insônia na dor lombar.

Culpa pode ser da dopamina

Para o grupo envolvido na pesquisa, uma das hipóteses é que a insônia e a dor lombar podem ser causadas por um terceiro fator: uma anormalidade na produção da dopamina. Embora a dopamina seja um neurotransmissor essencial para as emoções, aprendizado, humor, atenção, prazer e sistema motor, um estudo realizado pela Universidade do Texas mostrou que a dopamina pode ser responsável pela manutenção da dor crônica.

Resumidamente, as células nervosas de quem tem dor crônica enviam para o cérebro, de forma contínua, sinais de dor mesmo na ausência de qualquer lesão. Os altos níveis de dopamina também podem prejudicar o sono porque trata-se de um neurotransmissor estimulante.

Opinião da especialista

Para Walkíria Brunetti, fisioterapeuta especialista em Pilates e RPG, os achados apontam que as dores crônicas são multifatoriais. “Quando um paciente chega com uma queixa de dor na coluna, sem outra causa como uma fratura ou hérnia de disco, por exemplo, é preciso analisar todo o estilo de vida e os hábitos dessa pessoa, incluindo a qualidade do sono, nível de atividade física etc.”.

“Além disso, é importante entender se há comorbidades, principalmente transtornos mentais, como a depressão. O risco de desenvolver dor lombar crônica em pessoas com diagnóstico de depressão é de 59%, segundo essa meta-análise. Portanto, uma dor crônica pode ser resultado da soma de vários problemas de saúde, incluindo distúrbios do sono”, comenta Walkíria.

Mulheres são mais afetadas

Outro achado desse estudo foi que a dor lombar crônica é mais prevalente nas mulheres, nas pessoas com menor nível de atividade física e naquelas que dormem menos de sete horas por dia.

Pilates pode melhorar sono, dor e depressão

Os benefícios do Pilates são bem conhecidos. Ao longo dos anos, estudos foram feitos para avaliar os efeitos do Pilates na saúde de uma forma mais ampla. Uma dessas pesquisas apontou que o método é eficaz para controlar a dor crônica.

Outra meta-análise mostrou que o Pilates pode reduzir em até 80% os sintomas depressivos. Por fim, um estudo comprovou que a prática ajuda a melhorar a qualidade do sono e sua duração em pessoas de meia idade, fase em que a insônia costuma ser mais intensa.

“A dor crônica demanda um tratamento multidisciplinar. O paciente precisa adotar hábitos saudáveis e isso inclui praticar alguma atividade física. Porém, como a dor pode ser uma barreira para certos esportes, o Pilates Studio, aquele feito em aparelhos, pode ser uma ótima opção, pois praticamente não possui contraindicações”, finaliza Walkíria.

Fonte/informações: Walkíria Brunetti

Como o envelhecimento afeta seu sono

Conforme você envelhece, é provável que surjam mudanças em seus padrões de sono. Você pode achar mais difícil dormir – e ficar assim – do que antes. Você pode se sentir cansado durante o dia e querer tirar uma soneca. Você não está sozinho: muitos homens e mulheres com mais de 50 anos têm problemas para dormir. Muitas coisas podem afetar a qualidade do seu descanso e, às vezes, há mais de uma causa em jogo.

Dor

Artrite, problemas nas costas, DRGE (doença do refluxo gastroesofágico), diabetes e outras doenças relacionadas à idade podem causar dores que o acordem. Em alguns casos, a fisioterapia ou a cirurgia podem ajudar com dores nas costas. Caso contrário, seu médico poderá tratá-lo, bem como outras doenças subjacentes. Os analgésicos de venda livre podem diminuir a dor e a inflamação.

Doença Neurológica

Parkinson

Esses tipos de doenças causam problemas com sinais elétricos no cérebro e no sistema nervoso. A doença de Parkinson pode causar movimentos que o acordem ou perturbem seu sono de outras maneiras. E o Alzheimer perturba e agita algumas pessoas bem na hora em que normalmente vão dormir. Seu médico pode ajudá-lo a tratar os sintomas dessas doenças.

Remédios

Medicamentos para doenças cardíacas, hipertensão, Parkinson e problemas de tireoide – todos mais comuns com o aumento da idade – podem interromper seu sono. E a idade pode tornar os efeitos de alguns medicamentos mais propensos a mantê-lo acordado, como o estimulante pseudoefedrina em descongestionantes de venda livre. O seu médico pode ajustar ou alterar a sua medicação se ela parecer afetar o seu sono.

Acordando para fazer xixi

Se isso acontecer mais de uma vez por noite, seu médico pode concluir que seja noctúria. Isso tende a acontecer mais conforme você envelhece e pode ser devido a doenças, como diabetes, insuficiência cardíaca ou infecção, inflamação e outros problemas de bexiga relacionados à idade. Pode ajudar a evitar cafeína e álcool no final do dia. Seu médico pode prescrever comprimidos de água (diuréticos) para ajudá-lo a fazer xixi no início do dia, ou outros medicamentos que diminuem a necessidade de ir ao banheiro.

Menopausa


À medida que você para de menstruar na meia-idade, seu corpo lentamente para de produzir os hormônios progesterona e estrogênio. Isso geralmente causa ondas de calor em que uma onda de adrenalina a acorda. Isso pode acontecer muitas vezes por noite. Elas podem fazer você ficar muito quente e suar – às vezes muito. Seu médico pode prescrever hormônios para interromper esses flashes e ajudá-la a dormir.

Mudanças no ritmo do sono


Conforme você envelhece, você tende a ficar com mais sono no início da noite e acordar mais cedo. Pode ajudar ouvir seu corpo conforme isso muda, para que suas horas de sono estejam mais em sintonia com os ritmos naturais de seu corpo. Você pode ir para a cama com uma rotina relaxante à noite. Leia um livro ou ouça uma música suave. Um banho ou ducha quente e alguns exercícios leves de alongamento também podem causar sonolência.

Apneia do sono

É quando você ronca tão intensamente que interrompe repetidamente a respiração enquanto dorme – às vezes centenas de vezes por noite. Pode afetar qualquer pessoa, mas é mais provável depois dos 40 anos. Você pode perceber que está grogue no dia seguinte por falta de sono. Às vezes é porque você está com alguns quilos a mais, mas nem sempre. Um médico pode fazer exames para ver se você tem e ajudá-lo a tratá-lo.

Síndrome das pernas inquietas

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Faz com que suas pernas se movam quando você não quer. Pode mantê-lo acordado com sensações estranhas nas pernas: elas podem formigar, ou você pode sentir sua pele se arrepiar ou ter uma sensação de “alfinetes e agulhas”. Quando inclui os braços, é chamada de distúrbios do movimento periódico dos membros, ou DMPM. Cerca de 20% das pessoas com 80 anos ou mais têm SPI. Mais do que isso, têm alguma forma de DMPM. O seu médico pode ajudá-lo a controlar os seus sintomas.

Saúde mental

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Novos problemas de saúde mental, como depressão, podem surgir com a idade. Pessoas com depressão, transtorno bipolar e outros transtornos do humor têm maior probabilidade de ter problemas de sono. Pode ser um evento repentino ou um período difícil em sua vida. Ou pode ser que os eventos do dia a dia comecem a preocupá-lo mais do que antes (ansiedade). Fale com o seu médico se as preocupações ou o seu humor parecem interferir no seu sono.

Cochilos

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Conforme você envelhece, pode ter mais tempo extra para cochilar durante o dia, seja por acaso ou propositalmente. Mas se você não está dormindo à noite, cochilos podem não ser uma boa ideia, especialmente no final da tarde ou à noite. Você pode não se sentir cansado na hora de dormir ou dormir bem. Isso pode levar a um ciclo que perturba sua rotina normal de sono e tornar mais difícil o acordar de manhã.

Problemas de coração

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Falta de ar por insuficiência cardíaca, dor no peito por angina, pulso acelerado por fibrilação atrial: todos esses problemas cardíacos podem interferir no seu sono. E menos sono pode piorar esses problemas cardíacos, o que leva a um ciclo infeliz. Converse com seu médico sobre qualquer um desses sintomas. Se você tiver uma doença subjacente, descubra como pode controlá-la com mudanças no estilo de vida, medicamentos, cirurgia ou outros tratamentos.

Ajude seu sono: faça uma lista

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O sono pode ser difícil se sua mente estiver ocupada com todas as coisas que você precisa fazer amanhã. Você pode reduzir esse estresse se dedicar apenas alguns minutos para organizar seus pensamentos em uma lista de “tarefas a fazer”. Isso pode ajudá-lo a dormir melhor esta noite. E também fornece um guia pronto sobre como agir no dia seguinte.

Ajude a dormir: desligue o celular

A luz artificial após o anoitecer pode atrapalhar seu sono. A luz azul de dispositivos eletrônicos como smartphone e laptop é especialmente ruim porque reduz os níveis de melatonina. Telas especiais podem filtrar parte dessa luz. Alguns dispositivos têm configurações de “turno noturno” que ajudam a removê-lo. Mas a melhor coisa a fazer é desligar eletrônicos o mais cedo possível.

Ajude seu sono: menos álcool

WebMD

Você pode sentir sono depois de um ou dois drinques, mas, mais tarde, isso pode acordá-lo continuamente durante a noite. Ele perturba o importante estágio REM do sono e pode interferir na respiração. Também faz você urinar mais, o que significa que pode ter que se levantar e ir ao banheiro. Beber menos no final da tarde e à noite antes de dormir pode ajudar.

Ajude seu sono: menos cafeína


Não é apenas no café e no chá. Está em refrigerantes, chocolate, bebidas energéticas e analgésicos de venda livre. Pode dificultar o sono. Também pode diminuir a quantidade ou a qualidade do seu sono, especialmente à medida que você envelhece. Mesmo seis a oito horas antes de dormir pode ter um efeito. Fique longe dela à tarde e à noite, principalmente se tiver problemas para dormir.

Fonte: WebMD

Consumo de álcool e dormir mal contribuem para ganho de peso, alerta médico

Endocrinologista explica como o álcool e o sono influenciam o metabolismo do corpo com consequências para a saúde

Há muitos mitos que rondam o senso comum acerca da perda de peso e funcionamento do metabolismo. Enquanto alguns comportamentos que realmente afetam nosso corpo nem sempre são lembrados ou levados em consideração no controle da obesidade, como a falta de sono e o consumo de bebidas alcoólicas que, sim, engordam.

“Com o isolamento social, não são raras as pessoas que afirmam que os dois comportamentos foram potencializados em suas rotinas devido à quarentena. Por isso, o alerta é tão importante neste momento”, destaca o médico endocrinologista Filippo Pedrinola.

Álcool tem quase o dobro de calorias do açúcar

O processo de produção do álcool vem da destilação ou fermentação do açúcar, fazendo com que a molécula de açúcar, antes com quatro calorias, passe a ter sete quando é transformada em uma molécula de álcool. Ou seja, o número de calorias quase dobra. De acordo com Pedrinola, o metabolismo acaba sendo bastante afetado pelo consumo do álcool durante o processo de emagrecimento.

“Quando há a ingestão da bebida alcoólica, além de consumir o dobro das calorias do açúcar, o metabolismo vai priorizar a eliminação do álcool do organismo. Isso significa que ele acaba deixando de lado o processo normal de queima calórica do corpo, proveniente dos alimentos que ingerimos, como se atrasasse o metabolismo”, explica o endocrinologista.

Pesquisas também sugerem que o álcool parece aumentar a percepção do apetite, podendo influenciar em uma série de hormônios responsáveis pela sensação de saciedade inibindo, por exemplo, a ação do GLP 1 e das leptinas.

E o problema não se limita apenas à bebida alcoólica, já que, em alguns casos, dependendo de como a bebida é preparada em coquetéis, as calorias são ingeridas em dobro. Uma caipirinha, por exemplo, contém açúcar, uma batida pode conter leite condensado, há quem misture vodca com energético que, além da caloria, ainda tem o problema do excesso de cafeína.

Mesmo entre as pessoas que já sabem disso, muitas até acreditam em mitos que afirmam que certas bebidas alcoólicas podem ser mais inofensivas e com menos calorias. Essa fama foi colocada no gim, por exemplo. Trata-se de uma impressão falsa, pois o coquetel mais clássico com essa bebida, o gim tônica, não levar açúcar e tem um paladar mais leve e fresco.

“O problema do gim tônica é que a água tônica, principal ingrediente, é um dos refrigerantes mais calóricos que existem. O quinino em sua composição demanda uma grande adição de açúcar para que o sabor fique mais equilibrado. Existem alternativas para reduzir essa caloria, como utilizar água tônica com zero açúcar ou substituir o açúcar branco de uma caipirinha por adoçante. Não podemos afirmar que estas versões dos coquetéis alcoólicos não engordam, porém são opções mais adequadas para o consumo de quem está controlando o ganho de peso”, declara Pedrinola.

Para emagrecer com saúde e não deixar o álcool atrapalhar o processo, o ideal é sempre evitar o excesso de bebida, consumindo com moderação e buscando fazer misturas que tenham o mínimo de açúcar possível.

Uma única noite mal dormida pode desregular todo o metabolismo

No que diz respeito ao sono, os malefícios são igualmente prejudiciais. Isso acontece porque o ato de dormir é composto por quatro ciclos, sendo três deles conhecidos pelo nome “Fase Não-REM”, e o último ciclo é chamado de “Fase REM”, sigla que traduzida do inglês significa “Movimento Rápido dos Olhos”.

Cada um desses ciclos demora aproximadamente 90 minutos para se concluir, e a fase REM é essencial para o corpo e para a mente, sendo ela a responsável por liberar os hormônios necessários para o bom funcionamento do cérebro e a dose necessária de grelina, leptina e cortisol.

“Com a privação do sono esses hormônios ficam desregulados, gerando hiperprodução de grelina, produzida no estômago e responsável por nos fazer sentir fome, e hiperprodução de leptina, desenvolvida nas células de gordura, responsável pelo aumento da fome e maior produção nos níveis de cortisol, hormônio responsável pelo estresse. Inclusive, o estresse é outro fator que influencia muito no ganho de peso e tem relação direta com o acúmulo de gordura na região abdominal”, declara o médico.

Em média, grande parte da população precisa dormir de 7 a 8 horas por noite, mas há aqueles que só ficam completamente “descansados” quando dormem por mais de 9 horas e aqueles que precisam de menos de 7 horas de sono para se recuperarem.

O ideal é sempre se manter alerta ao relógio biológico e criar uma rotina diária, como um horário certo para ir dormir, evitar usar o celular pelo menos 30 minutos antes de se deitar e evitar o consumo de certos alimentos que podem estimular o cérebro ao invés de relaxar. Se, mesmo assim, ainda sentir dificuldades para dormir, o ideal é procurar a ajuda de um médico.

Foto: José Iago

Fonte: Filippo Pedrinola é criador do protocolo Medicina de Estilo de Vida, médico formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) com residência médica em clínica e endocrinologia no Hospital das Clínicas de São Paulo. Após período de um ano do Fellowship Program do Cedars Sinai Medical Center da University of California em Los Angeles (UCLA), concluiu doutorado em endocrinologia pela Faculdade de Medicina da USP. Membro da The Endocrine Society dos Estados Unidos, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e da Associação Brasileira de Estudos sobre Obesidade (Abeso).

Cinco plantas medicinais que auxiliam a tratar ansiedade e insônia

O estresse desencadeado pelas multitarefas da nossa rotina pode desencadear na ansiedade, que muitas vezes leva a uma noite mal dormida e, até mesmo, à insônia, que é um distúrbio caracterizado pela dificuldade de começar a dormir, manter-se dormindo ou acordar antes do horário desejado.

As plantas medicinais são recursos naturais, muito utilizadas pela população por apresentarem efeitos terapêuticos, praticidade e até mesmo pelo uso tradicional, ou seja, aquele que passa de pais para os filhos. O ditado popular “se é natural, não faz mal” traz uma sensação de que essas plantas são isentas de toxicidade, porém sabe-se que não é verdade. Muitas delas, se mal utilizadas, podem trazer problemas graves à saúde humana.

Em relação à ansiedade e à insônia, o uso de algumas plantas medicinais pode trazer reais benefícios para esses transtornos. Abaixo, uma lista de cinco plantas que se utilizadas corretamente na forma de chá, colaboram com os sintomas causados pelo estresse.

Foto: chamomileteaonline

• Camomila: uma das plantas mais conhecidas e mais utilizadas na rotina, possui ação sobre a ansiedade e pode colaborar com a insônia, além de ajudar no sistema digestivo. Recomenda-se 2 colheres de chá da flor seca em 250 ml de água, de 3 a 4 vezes durante o dia para ansiedade.

Foto: Green Valley Spices

• Capim limão ou Capim Santo: é uma planta com aroma bem característico, e sua utilização na forma de chá, além de muito saborosa pode reduzir a ansiedade e colaborar com a insônia, recomenda-se utilizar até 4 vezes ao dia.


• Maçã: fruta muita apetitosa, quando seca pode auxiliar nos transtornos da ansiedade, colaborando com a saciedade, ou seja, diminuído a vontade de comer.


• Maracujá ou passiflora: conhecida principalmente pelo seu suco, os benefícios terapêuticos do maracujá são provenientes das folhas, para uso nos sintomas de ansiedade e insônia recomenda-se 1 a 2 gramas até 4 vezes ao dia.

Foto: Ivabalk/Pixabay

• Melissa: uma planta medicinal que além de ter efeito relaxante, colabora com os sintomas da ansiedade e insônia. Recomenda-se 1 colher de chá das folhas secas em 250 ml de água.

O uso correto das plantas medicinais pode trazer diversos benefícios a nossa saúde, porém, vale ressaltar que deve ser realizado de forma moderada e nunca substituindo a ingestão de água por chás.

Fonte: Vinícius Bednarczuk de Oliveira é farmacêutico, coordenador dos Cursos de Farmácia e Práticas Integrativas e Complementares do Centro Universitário Internacional – Uninter.