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Instituto Avon lança linha de produtos com vendas 100% destinadas ao enfrentamento da violência contra mulheres

A linha Juntas Transformamos, disponível em páginas permanentes da revista Moda e Casa da Avon, é inédita e foi inspirada na sororidade feminina

O Instituto Avon, organização não-governamental que atua em prol da detecção precoce do câncer de mama e do enfrentamento das violências contra as mulheres e meninas, lança sua primeira coleção exclusiva de produtos que terão verba 100% destinada ao apoio e suporte de ações que beneficiarão mulheres e meninas em todo o país. Em 18 anos, o Instituto Avon, braço social da Avon no Brasil, já promoveu mais de 400 projetos e iniciativas que atenderam mais de 5,7 milhões de brasileiras.

Diversificada, a linha apresenta acessórios para celular e itens para uso diários, como nécessaire, sacola retornável e lancheira térmica, entre outros. Ao todo, dez produtos serão disponibilizados nas páginas permanentes do Instituto Avon em edições da revista Moda e Casa. “A linha de produtos é uma grande conquista para o avanço das causas em prol das mulheres, pois com a verba arrecadada nós investiremos na continuidade do trabalho e no desenvolvimento de projetos e ações como, por exemplo, a Coalizão Empresarial Pelo Fim da Violência contra Mulheres e Meninas e o Outubro Rosa”, explica Daniela Grelin, diretora executiva do Instituto Avon.

A coleção, composta por nécessaire, sacola, caneca, garrafa, protetor de celular, anel para celular com espelho, lancheira, lancheira termina, colar apito e tigela de cerâmica, pode ser adquirida com as representantes da beleza Avon. Novos produtos serão apresentados a cada campanha, confira os itens disponíveis.

Fonte: Instituto Avon

Accor e Instituto Avon unidos no enfrentamento à violência contra mulheres e meninas

Fundo para ações de enfrentamento à violência contra mulheres e meninas lança hotsite

O espaço virtual é mais um passo do Fundo de Investimento Social Privado pelo Fim das Violência contra as Mulheres e Meninas, que tem o objetivo de reduzir os impactos da violência ao apoiar os serviços públicos de abrigamento e proteção e oferecer suporte para a recolocação profissional de mulheres, ajudando-as no enfrentamento a curto, médio e longo prazos

O Fundo de Investimento Social Privado pelo Fim das Violências Contra as Mulheres e Meninas, anunciado no último mês de julho, ganhou mais uma importante ferramenta para sua divulgação. Lançado pela Accor e Instituto Avon, com o apoio do Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social (IDIS), o fundo agora tem um hotsite, com objetivo de captar novos parceiros, divulgar os projetos provenientes deste investimento em detalhes e mostrar transparência para empresas que já compõem o fundo.

Pelo novo endereço virtual, empresas interessadas em fazer parte da causa podem conhecer as formas de participar. Para pessoa jurídica, é possível entrar no Fundo seja como Empresa Gestora (doações a partir de R$450 mil), participando do Comitê Gestor do Fundo, responsável por definir as organizações e projetos a serem beneficiados; seja como Empresa Apoiadora (doações entre R$250 mil e R$450 mil), ou, ainda, como Empresa Parceira (doações entre R$50 mil e R$249 mil). O site também traz um espaço para contribuição de pessoa física.

No hotsite, o Fundo também esclarece sua meta em captar R$10 milhões para destinar a organizações que atendam às necessidades materiais, psicológicas e jurídicas das mulheres e crianças em situação de violência, com o objetivo de suprir a insuficiência e a defasagem dos serviços públicos de abrigamento e proteção às vítimas em 2020 e 2021.

Além disso, a forma como os recursos captados serão aplicados também ganhou destaque no conteúdo. São elas: distribuição de 4.500 cestas básicas, durante quatro meses, para famílias lideradas por mulheres; ajuda emergencial de R$ 150 por mulher, por mês, durante quatro meses, para 60 mulheres egressas do abrigamento (em cada estado), impactando, ao menos, 500 mil mulheres ao ano; apoio psicológico e jurídico a 1.500 mulheres; 4.200 diárias em hotéis operados pela Accor em todo o Brasil, com pensão completa, para mulheres e filhos em situação de violência; e apoio a cinco organizações para ações de advocacy, aquelas cujo objetivo seja o de influenciar e potencializar a criação e implementação de políticas públicas relativas à causa do fim da violência contra mulheres e meninas.

“O Fundo de Investimento Social Privado pelo Fim da Violência contra Mulheres e Meninas reforça o quão fundamental é o papel da iniciativa privada para conter os impactos da pandemia na vida de tantas mulheres, especialmente aquelas em situação de violência. O novo hotsite veio para complementar essa iniciativa, de forma a nos ajudar a concentrar todas as informações sobre a gestão do fundo, os projetos por ele impactados, bem como o destino dos recursos, com transparência e credibilidade”, destaca Daniela Grelin, diretora executiva do Instituto Avon.

Projeto Acolhe

Um importante destaque no hotsite é o Acolhe, projeto da Accor financiado pelo Fundo. “O Acolhe é uma iniciativa para hospedar e capacitar mulheres vítimas de violência, oferecendo-lhes um abrigo temporário nos hotéis operados pela Accor, além de dispor ferramentas para auxiliar na construção de um futuro com mais protagonismo, autoconfiança e autonomia para essas mulheres”, explica Magda Kiehl, vice-presidente sênior de Jurídico, Riscos e Compliance Accor América do Sul e líder do Riise – Programa Mundial de Diversidade de Gênero da Accor.

“Ao todo, 295 hotéis da Accor, localizados em 133 municípios no país, vão beneficiar milhares de mulheres. Esse recurso é proveniente do fundo de emergência global da Accor, o Heartist Fund, dedicado a iniciativas de solidariedade às vítimas do novo coronavírus. Aliada com medidas de segurança física e sanitização, o objetivo é prover hospitalidade, conforto e acolhimento às mulheres desde o momento do check-in”, completa Magda.

Os projetos financiados pelo fundo se apoiarão em algumas frentes de atuação, consideradas prioritárias para a proteção de mulheres e crianças em situação de violência e vulnerabilidade: abrigamento, segurança alimentar, suporte jurídico e psicológico, capacitação para a inserção socioeconômica e fortalecimento de políticas públicas de proteção à mulher.

Mulheres em situação de violência devem acessar o site do Mapa do Acolhimento para encontrar os serviços públicos de proteção disponíveis para abrigamento, que podem ser hotéis, casas-abrigo ou casas de passagem.

Informações: Fundo ISP ou contato@fundoisp.com.br

GPA e Instituto Avon criam espaço virtual para apoiar vítimas de violência doméstica

Sites e apps do Pão de Açúcar, Extra, Assaí e Compre Bem terão informações sobre violência contra mulher, além de acesso a uma assistente virtual, via WhatsApp, que apoiará mulheres que podem estar sofrendo violência doméstica

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O isolamento social, necessário para lutarmos contra o Covid-19, tem revelado um aumento dos casos e da intensidade de violência contra as mulheres. Só em abril deste ano, houve um crescimento de mais de 37% das denúncias no Ligue 180, segundo o estudo do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Ao mesmo tempo, os dados desse estudo indicam uma diminuição dos registros de boletins de ocorrência e a dificuldade de conseguir sair de casa ou falar ao telefone para pedir ajuda, ou ainda, o medo de denunciar o agressor como algumas das causas desse fenômeno.

Segundo a ONU, dentre as medidas para enfrentar e prevenir a violência doméstica durante a pandemia com maior eficácia no mundo destacam-se os investimentos em serviços de atendimento online, o estabelecimento de serviços de alerta de emergência em farmácias e supermercados e a criação de abrigos temporários para vítimas de violência de gênero. Pensando nisso, as redes de hipermercado e supermercado Extra, Pão de Açúcar, Assaí e Compre Bem, do GPA, se uniram à iniciativa do Instituto Avon no enfrentamento à violência contra as mulheres.

Os aplicativos Pão de Açúcar Mais, Clube Extra e Assaí e o site do Compre Bem passam a contar, a partir desta segunda-feira (22), com um banner que direciona as mulheres que estão sofrendo violência para uma página online onde poderão entrar em contato com uma assistente virtual via WhatsApp, que as ajudará a entender se estão passando por violência, informará sobre os serviços públicos disponíveis na rede de proteção e indicará quais recursos ela pode acessar.

A partir das perguntas, baseadas nos protocolos internacionais de avaliação de risco, a assistente consegue identificar a vulnerabilidade pela qual a mulher está submetida. Com o resultado desta análise, ela é direcionada para os diferentes recursos disponíveis. Se a mulher que entrou em contato sinalizar que o caso é urgente, e ela não acionou o 190, ou se a assistente virtual identificar, pelas respostas que ela está em situação de risco alto, o contato é feito em poucos minutos por uma psicóloga, de forma sigilosa e confidencial.

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Esta nova funcionalidade dos aplicativos de fidelidade do GPA faz parte do Programa Você Não Está Sozinha, lançado pelo Instituto Avon em abril desse ano, como uma resposta ao aumento dos índices de violência doméstica durante a quarentena.

“No contexto de pandemia, é preciso criar soluções inovadoras para enfrentar os desafios que temos em relação à violência doméstica. A dificuldade de conseguir sair de casa para pedir ajuda ou o medo de denunciar o parceiro são alguns dos obstáculos adicionais da vítima de violência no contexto do isolamento social. Nesse sentido, criar ambientes online para chegar a mais mulheres e facilitar o pedido de ajuda é fundamental para a contenção do agravamento da violência sobre a vida delas”, afirma Daniela Grelin, diretora executiva do Instituto Avon.

O momento requer soluções conjuntas para o fortalecimento de estratégias para a causa. Nesse sentido, o Programa Você Não Está Sozinha é uma proposta intersetorial direcionada para o esforço coletivo por meio de uma rede de apoio para a assistência de mulheres e meninas, incluindo assistência material, serviços jurídicos e psicológicos, além de transporte de emergência.

“Infelizmente, a violência contra a mulher tem aumentado neste momento de isolamento social, e a desinformação e o medo são alguns dos fatores que levam as vítimas a não denunciarem o seu opressor. Por isso, entendemos que nossa contribuição é a de potencializar a informação e conscientização para todos e todas e, especialmente, dessas mulheres. Por meio dos aplicativos das marcas do grupo e de nossos canais de comunicação, que são acessados por milhares de clientes em todo o Brasil, queremos aumentar a conscientização, entendimento e acolhimento ao pedido de ajuda dessas mulheres”, afirma Susy Yoshimura, diretora de Sustentabilidade e Compliance do GPA.

Outra iniciativa do Programa Você Não Está Sozinha busca apoiar mulheres que estão enfrentando dificuldades para suprir as necessidades básicas alimentares de suas famílias. Por meio da ação, o Instituto GPA e o Instituto Avon estão doando duas mil cestas básicas às mulheres de alta vulnerabilidade e com necessidades básicas alimentares.

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A solicitação do apoio pode ser feita por meio do site do Programa, clicando aqui.

Para saber mais, acesse: Pão de Açúcar / Clube Extra / Assai

Carnaval: 6 em cada 10 homens acham que poderiam melhorar postura em relação às mulheres

Pesquisa “O Papel do Homem na Desconstrução do Machismo”, realizada pelo Instituto Avon, revela que 31% dos homens dizem que gostariam de não ser machistas, mas não sabem bem como agir

O machismo e o assédio são recorrentes durante todo o ano, mas durante o Carnaval, com a falsa sensação de que “tudo é permitido”, diversos atos de violência contra a mulher se tornam ainda mais evidentes.

Apesar de 59% das pessoas concordarem que todas as mulheres devem ser respeitadas, não importa sua aparência nem seu comportamento, na prática a maioria ainda tolera costumes e situações de violência contra a mulher. É o que revela a pesquisa “Instituto Avon / Locomotiva: O papel do homem na desconstrução do machismo”. A pesquisa foi realizada presencialmente com 1.800 pessoas com mais de 16 anos, no período de 12 a 24 de outubro de 2016, em 70 municípios de todas as regiões do país.

“O estudo revela que 78% das pessoas não interferem em briga de casal ou interferem apenas se houver algum tipo de violência extrema, e 27% acreditam que, em alguns casos, a mulher também pode ter culpa por ter sido estuprada. Estes dados mostram que mesmo concordando que o machismo é algo negativo (79%), as pessoas ainda não mudaram a sua atitude em relação à violência contra a mulher”, explica Daniela Grelin, gerente sênior do Instituto Avon.

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A pesquisa revela 24% dos homens não tem coragem de ficar defendendo as mulheres no meio de outros homens, e 43% afirmam que em um grupo de homens no WhatsApp, pega mal reclamar porque o amigo compartilhou foto de mulheres nuas. O estudo também mostra que apesar de 87% concordarem que ao menos parte da população é machista, apenas 24% das pessoas se consideram machistas.

De acordo com outra pesquisa do Instituto Avon, divulgada em 2014, mostra que 79% das jovens brasileiras já foram assediadas, receberam cantadas ofensivas, violentas e desrespeitosas ou foram abordadas de maneira agressiva em festas ou em locais públicos. A pesquisa “Violência contra as mulheres: os jovens estão ligados?”, também revela que 44% das entrevistadas já foram assediadas ou tiveram o corpo tocado por um homem sem consentimento em festas. Além disso, 30% alegaram já terem sido beijadas à força.

Para 80% dos entrevistados, uma mulher ficar bêbada em uma festa é considerada uma atitude incorreta. Já para 68%, é errado que ela tenha relações sexuais no primeiro encontro. O estudo, realizado em 2014 com 2.000 mulheres e homens de 16 a 24 anos, nas cinco regiões do país.

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Foto: Anita Peppers/Morguefile

Sobre as ações de responsabilidade social da Avon

A Avon é uma empresa global líder em ações sociais com foco em causas que interessam especialmente à mulher. As ações sociais da empresa são coordenadas pela Avon Foundation For Women, maior entidade focada em causas voltadas para a mulher ligada a uma corporação. Até 2015, foram doados mais de US$ 1 bilhão em mais de 50 países para as causas que mais afetam a mulher.

A ação de responsabilidade social da empresa está concentrada na disseminação de informações, na conscientização, no apoio a pesquisas sobre o câncer de mama e na ampliação do atendimento a mulheres com esta doença, por meio da campanha Avon Breast Cancer Crusade (no Brasil, Avon contra o câncer de mama) e nos esforços para reduzir a violência contra a mulher, por meio da campanha Speak Out Against Domestic Violence (no Brasil, Fale sem Medo – não à violência doméstica). A Avon também atua de forma efetiva na prestação de auxílio em caso de desastres naturais e emergenciais em várias partes do mundo. Os folhetos de produtos Avon trazem itens criados especialmente para arrecadar fundos para as causas.

Além disso, a empresa promove eventos com participação de milhares de pessoas em várias partes do mundo para gerar fundos e promover a conscientização da sociedade, e distribui materiais informativos divulgados pelos mais de 6 milhões de revendedores de produtos Avon em todo o mundo. No Brasil, as ações sociais relacionadas ao combate ao câncer de mama e à violência doméstica são coordenadas pelo Instituto Avon. Desde 2003, a organização já investiu mais de R$ 137 milhões em 257 projetos e ações relacionados a essas causas no Brasil. Siga o Instituto Avon.

Instituto Avon promove ações da campanha pelo fim da violência contra a mulher

21 dias é o tempo necessário para mudar um hábito e este é o período em que o Instituto Avon apoiará mais de cem ações, em todo o país, para engajar mais pessoas em favor da causa

Desde 25 de novembro de 1986, durante os meses de novembro e dezembro, a ONU convoca o mundo inteiro para discutir questões relacionadas à violência contra as mulheres por meio da sua campanha mundial “16 dias de ativismo”, sempre com início no dia 25, Dia Internacional de Combate à Violência Contra a Mulher, e término em 10 de dezembro, Dia dos Direitos Humanos.

Mas, no Brasil, para destacar a dupla discriminação vivida pelas mulheres negras, as atividades começam antes, no dia 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, e marcam o início dos 21 dias de atividades. Para marcar o período, o Instituto Avon, organização ligada a uma empresa privada que mais investe em ações pelo enfrentamento à violência contra a mulher, apoiará a realização de mais de 100 ações em todo o Brasil, como eventos artísticos, arte urbana, exposições fotográficas, entre outros, com o objetivo de engajar mais pessoas em favor da causa.

Além das ações durante os 21 dias de ativismo, o Instituto Avon terá uma campanha online, divulgada nas redes sociais da marca: Facebook e Instagram. Com o mote “A mudança começa quando o silêncio termina”, a organização pretende dar luz à questão da violência invisível, com o intuito de provocar uma mudança de comportamento. Para participar da campanha digital, basta usar a hashtag #VamosConversar.

A ativista Maria da Penha e a cantora Daniela Mercury são algumas das personalidades que se engajaram voluntariamente à campanha. Como reforço de informações sobre a causa, a campanha no Brasil contará com a divulgação de materiais informativos, vídeos conceituais, exposições fotográficas e ações presenciais de engajamento.

Desde 2008, o Instituto Avon já investiu R$ 20 milhões em 102 projetos e ações voltados para a educação, articulação, apoio a projetos e engajamento da sociedade nesta causa, que já impactaram mais de 1,5 milhão de pessoas em todo o país. A campanha Fale Sem Medo do Instituto Avon se soma à campanha global Speak Out Against Domestic Violence coordenada pela Avon Foundation For Women, que já direcionou mais de US$ 50 milhões para a causa em mais de 50 países.

Neste ano, o desafio do Instituto Avon é tornar o enfrentamento à violência contra as mulheres um hábito e, para isso, propõe a mobilização de toda a sociedade no reconhecimento das violências invisíveis a partir da reflexão e diálogo. “Quanto mais “invisível” for a violência, mais difícil dela ser identificada e mais prejudiciais e profundos são os danos causados por ela. Por isso, não podemos partir da premissa de que apenas apontar o erro já é suficiente para provocar uma mudança de comportamento. Precisamos que as pessoas sejam protagonistas e passem a reconhecer que existe um problema que é de todos nós e só pode ser enfrentado com mudanças de atitude”, afirma Mafoane Odara.

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Fale Sem Medo – Não à Violência Contra a Mulher

O principal evento será o Fórum Fale Sem Medo, no dia 07 de dezembro, no Masp, em São Paulo. Em sua 4ª edição, o fórum reunirá especialistas, ativistas e sociedade para uma discussão aberta sobre os temas que envolvem o enfrentamento à violência contra a mulher.

Durante o Fórum Fale Sem Medo também será lançada a pesquisa “O papel do homem na desconstrução do machismo”, realizada pelo Instituto Avon em parceria com o Instituto de Pesquisa Locomotiva. “Para este evento, são esperados artistas, músicos e mais de 1000 convidados que vão discutir o papel do homem no enfrentamento à violência contra as mulheres”, explica a coordenadora de projetos voltados para a Violência contra as mulheres do Instituto Avon, Mafoane Odara.

Para ela, os homens precisam influenciar a mudança da cultura machista mudando suas próprias atitudes e convencendo outros homens a fazerem o mesmo. As outras três pesquisas, feitas em parceria com o Instituto Data Popular, foram: Violência contra a mulher no ambiente universitário (2015); Violência contra a mulher: o jovem está ligado (2014); e Percepção dos homens sobre a violência doméstica (2013).

Em 2015, o Instituto lançou de forma pioneira com a Avon a ‘Linha 180’, uma linha de maquiagem invisível que não maquia, mas, ao contrário, revela a dor e o sofrimento da mulher que sofre violência doméstica. “O nome “linha” é um trocadilho que remete à linha telefônica 180, um serviço da Secretária de Políticas para Mulheres (SPM) que orienta as mulheres que estão em situação de violência”, explica Mafoane.

Jovens brasileiros reconhecem o machismo na sociedade

Porém, ainda concordam com os padrões conservadores, revelam pesquisas feitas pelo Instituto Avon

Segundo dados do Instituto Avon, em parceria com o Data Popular, 52 milhões de brasileiros confirmam que possuem algum conhecido, parente ou amigo que já foi violento com a parceira. No entanto, apenas 9,4 milhões de homens admitem que já tiveram tal atitude.

Apesar de 96% dos jovens brasileiros reconhecerem que existe machismo no Brasil, a maior parte ainda aprova valores machistas e reprova comportamentos não conservadores da mulher. É o que revela a pesquisa Violência contra as mulheres: os jovens estão ligados?, divulgada pelo Instituto Avon e pelo Data Popular em 2014.

A pesquisa mostra que para 51% dos entrevistados, a mulher deve ter a primeira relação sexual com um namorado sério; 41% concordam que a mulher deve ficar com poucos homens; para 38% a mulher que tem relações sexuais com muitos homens não é para namorar e 25% afirmam que se uma mulher usa decote e saia curta, é porque está se oferecendo para os homens.

Para o diretor-executivo do Instituto Avon, Lírio Cipriani, a mudança de percepção é fundamental para mudar o cenário da violência contra a mulher no país. “É alarmante saber que grande parte das mulheres brasileiras já foram ou serão, de alguma forma, assediadas ou desrespeitadas. Este cenário precisa mudar e, para tanto, é preciso promover uma mudança cultural sobre o papel de cada um no enfrentamento a violência com a mulher e sensibilizar a população para importância da convivência pacífica e respeitosa entre homens e mulheres”, disse.

O estudo também mostra que cerca de 79% das jovens brasileiras já foram assediadas, receberam cantadas ofensivas, violentas e desrespeitosas ou foram abordadas de maneira agressiva em festas ou em locais públicos. Além disso, 44% das entrevistadas já foram assediadas ou tiveram o corpo tocado por um homem sem consentimento em festas. Além disso, 30% alegaram já terem sido beijadas à força.

Quase metade (45%) das mulheres entrevistadas tiveram que tomar alguma atitude mais severa para evitar o assédio do ex após o término de um relacionamento: 26% bloquearam o endereço de e-mail do ex-parceiro e 25% pararam de ir a locais que frequentavam com regularidade. Além disso, 37% das mulheres já tiveram relações sexuais sem camisinha por insistência do parceiro.

Outra pesquisa do Instituto Avon em parceria com o Data Popular (Percepções dos homens sobre a violência doméstica contra a mulher – 2013), mostra que 56% dos homens admitem ter cometido alguma atitude caracterizada como violência, como xingamentos, empurrões, ameaças, agressões físicas, humilhação, obrigar a fazer sexo sem vontade ou ameaças com armas.

Além disso, a pesquisa aponta que cerca de 52 milhões de brasileiros confirmam que possuem algum conhecido, parente ou amigo que já foi violento com a parceira. No entanto, apenas 9,4 milhões de homens dizem que já tiveram tal atitude. “Estes números revelam que alguns comportamentos ainda não são vistos como violentos. A pesquisa também mostra que, dentre os homens que cometeram agressão, a minoria cometeu uma dessas atitudes apenas uma vez”, explica Mafoane Odara, coordenadora de projetos do Instituto Avon.

O estudo Percepções dos homens sobre a violência doméstica contra a mulher também mostra que:

-85% acham inaceitável que suas parceiras fiquem alcoolizadas;
-69% não concordam que elas saiam com amigos sem sua companhia;
-46% consideram inaceitável que suas companheiras usem roupas justas e decotadas;
-89% dos homens consideram inaceitável a mulher não manter a casa em ordem;
-4% dos homens declararam que ao menos uma parceira (atual ou ex) já procurou a Delegacia da Mulher ou a polícia para denunciá-lo;
-29% deles apontam que “o homem só bate porque a mulher provoca”;
-Para 23% dos homens, “tem mulher que só para de falar se levar um tapa”;
-Para 12%, “se a mulher trair o marido, ele tem razão em bater nela”;
-67% dos autores de violência presenciaram discussão entre os pais na infância, enquanto entre os não-agressores este número cai para 47%;
-81% dos homens agressores apanhou de algum adulto quando criança.

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Foto: Anita Peppers

Segundo o estudo Violência contra a mulher no ambiente universitário, divulgado pelo Instituto Avon no ano passado, mais de 700 mil mulheres devem ser vítimas de assédio ou violência dentro das faculdades apenas este ano. A pesquisa mostra que 7% das universitárias afirmam que foram drogadas sem seu conhecimento e 7% já foram forçadas a ter uma relação sexual nas dependências da instituição ou em festas acadêmicas. Significa que 200 mil mulheres vão estar expostas a esta situação este ano.

Violência contra a mulher no Brasil

A taxa de homicídios contra mulheres no país aumentou 8,8% entre 2003 e 2013, segundo o estudo Mapa da Violência 2015 – Homicídios de Mulheres, produzido pela Flacso. Segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, um caso de estupro é notificado no Brasil a cada 11 minutos. Como menos de um terço dos estupros são registrados, é possível que eles ocorram a cada minuto no país. De acordo com o Ministério da Saúde, o abuso sexual é o segundo maior tipo de violência praticada no Brasil. Segundo o levantamento, 70% das pessoas estupradas são crianças e adolescentes de até 17 anos (cerca de 350 mil pessoas ao ano).

*Várias formas de violência

-Assédio sexual – Comentários com apelos sexuais indesejados / Cantada ofensiva / Abordagem agressiva

-Coerção – Ingestão forçada de bebida alcoólica e / ou drogas / Ser drogada sem conhecimento / Ser forçada a participar em atividades degradantes (como leilões e desfiles)

-Violência sexual – Estupro / Tentativa de abuso enquanto sob efeito de álcool / Ser tocada sem consentimento / Ser forçada a beijar

-Violência física – Sofrer agressão física

-Desqualificação intelectual – Desqualificação ou piadas ofensivas, ambos por ser mulher

-Agressão moral / psicológica – Humilhação por ser mulher / Ofensa / Xingada por rejeitar investida / Músicas ofensivas sobre mulheres / Imagens repassadas sem autorização / Rankings (beleza, sexuais e outros) sem autorização

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Fonte: Instituto Avon