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Constipação: alguns chás podem impulsionar o funcionamento do intestino

A dificuldade de evacuar é um daqueles problemas supercomuns que vez ou outra insiste em atormentar alguém. A boa notícia é que há meios menos agressivos ao organismo para combater a prisão de ventre do que recorrer, por exemplo, a supositórios e laxantes mais potentes, encontrados nas farmácias.

Recorrer a uma xícara de chá, além de ser mais saudável no reequilíbrio da flora intestinal, também proporciona outros benefícios ao organismo. Com a vantagem de que dá pra casá-lo muito bem com qualquer dieta saudável – requisito importante para quem busca formas de manter a digestão regulada.

Outra vantagem dos chás como reguladores é a quantidade de opções disponíveis. A começar pelos estimulantes, como o chá-verde e o chá-preto. O fato de terem cafeína faz ocasionar uma digestão mais rápida, que inibe a prisão de ventre.

“Além disso, o chá-verde tem um efeito relaxante que ajuda a combater o estresse, que é exatamente uma das causas para a prisão de ventre”, explica o médico e speaker da Soulchá, Lucas Penchel.

“Embora tenha o mesmo efeito, o chá-preto é diurético, o que significa que tem um poder maior de eliminar água do organismo. Por isso, seu consumo deve ser um pouco mais moderado para evitar o ressecamento, que também provoca a constipação”, acrescenta o médico.

Foto: chamomileteaonline

Outro chá que Lucas Penchel indica para quem sofre de prisão de ventre é o de camomila. “Ela tem um efeito relaxante que age diretamente na musculatura do trato digestivo, facilitando a evacuação”, esclarece.

Blend na medida certa

O speaker explica que há boas formas de conciliar chás com efeitos específicos. “Os blends de plantas e ervas podem potencializar esses efeitos. A união de alguns chás para momentos específicos do dia, como oferece a carta da Soulchá, é excelente para a saúde, porque permite equilibrar o corpo de maneira geral. Vale apostar nessas produções, associando a uma alimentação saudável”, avalia.

Fonte: Soulchá

Procura por reguladores intestinais aumentou durante a pandemia

Mudança na rotina das pessoas e de seus hábitos alimentares durante a quarentena podem ter contribuído para aumento da constipação intestinal

A nova rotina adquirida durante a pandemia, com o isolamento físico e o home office, alterou não apenas o comportamento das pessoas, como também seus hábitos alimentares. Com isso, muita gente sofreu algumas consequências físicas, e não estamos falando dos quilinhos a mais ganhados na quarentena, mas, sim, do intestino preso, que também afetou muitas pessoas.

De acordo com a gastroenterologista Maria do Carmo Friche Passos, vários fatores contribuem para o desenvolvimento da constipação intestinal, dentre eles, hábitos alimentares com baixo consumo de fibras, sedentarismo e beber pouca água: “Muitas pessoas estão trabalhando em casa, se movimentando menos e com uma dieta inadequada, tudo isso aliado a ansiedade, que este período também trouxe, pode afetar o funcionamento do intestino”, diz.

Não à toa, dados de uma análise da IQVIA (uma das responsáveis por auditar a performance de mercado do varejo farmacêutico no Brasil) demonstram que as vendas da categoria de reguladores intestinais aumentaram 9% no período compreendido entre maio de 2020 e maio de 2021. Neste mesmo período, as vendas de Fiber Mais, mix de fibras da Nestlé, aumentaram 21%, tornando-se a marca que mais contribui para o desenvolvimento da categoria e alçando a liderança em um curto prazo.

As pesquisas demonstram que a suplementação com fibra solúvel pode aumentar em até 60% a frequência semanal de evacuação. Além disso, auxilia na regulação da flora intestinal e reduz o inchaço e desconforto causado pela constipação. É importante, entretanto, não confundir fibras solúveis com laxantes, pois embora sejam colocados na mesma categoria no mercado, atuam de maneira diferente no organismo. Diferente das fibras, os laxantes não devem ser usados de forma contínua e sem prescrição médica.

Adotar novos hábitos saudáveis também podem ajudar na melhoria da saúde intestinal, contribuindo para evitar ou aliviar a constipação. Alguns deles são:

Botswanayouth

=Ter uma alimentação equilibrada – dando preferência ao consumo diário de frutas, legumes, verduras, grãos integrais, sementes, castanhas, entre outros;
=Beber, pelo menos, 2 litros de água por dia. O consumo adequado de água contribui para a hidratação intestinal e ajuda na formação do bolo fecal;
=Manter um estilo de vida ativo. A prática regular de atividade física promove a melhora da motilidade gastrointestinal, resultando em menor risco e frequência de constipação;


=Reduzir o estresse. O estresse pode comprometer a saúde intestinal e favorecer episódios de constipação; é preciso inserir no dia a dia atividades que proporcionem prazer;
=Evitar o uso laxantes. O contínuo de laxantes, sem orientação de um profissional de saúde, pode acarretar lesões no intestino e até mesmo o comprometimento da movimentação intestinal de forma natural.

Fonte: Maria do Carmo Friche Passos, Gastroenterologista e Professora Associada da Faculdade de Medicina da UFMG. Pós-doutorado em Gastroenterologia pela Universidade de Harvard – EUA. Ex-presidente da Federação Brasileira de Gastroenterologia. Vice-presidente do Núcleo Brasileiro para Estudo do H. pylori e Microbiota.

Como e por que turbinar o consumo de fibras

Com efeitos positivos no controle de peso e na saúde intestinal, as fibras podem ser encontradas em alimentos naturais e industrializados

Você provavelmente não está consumindo a quantidade mínima de fibras diárias! Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), adultos devem ingerir pelo menos 25 gramas por dia, média bem distante da realidade dos brasileiros, que consomem cerca de 12,5 gramas de fibras diariamente, segundo o IBGE.

Apesar de longe do consumo ideal, o brasileiro almeja aumentar esta média, é o que revela uma pesquisa da Tate & Lyle, fornecedora global de ingredientes e soluções para alimentos, bebidas e outros mercados. De acordo com o levantamento, 61% dos consumidores desejam consumir mais fibras, apontando como principal motivo os benefícios à saúde.

Por que consumir fibras?

Pixabay

As fibras alimentares são carboidratos resistentes às enzimas digestivas humanas. Elas passam pelo estômago e intestino delgado e chegam ao intestino grosso sem sofrer digestão. Isto quer dizer que elas têm baixo valor calórico, seu impacto na glicemia é desprezível, ajudam a prolongar a sensação de saciedade e ainda dão aquela forcinha na saúde intestinal.

“As fibras são aliadas da saúde por uma série de razões. O consumo dentro das médias recomendadas ajuda a controlar o peso corporal, e os níveis de colesterol, de glicose e de insulina no sangue, o que colabora com o controle e com a redução do risco de desenvolver enfermidades como diabetes e doenças cardiovasculares. Além disso, são conhecidas por seu benefício clássico para o funcionamento regular do intestino. Mais recentemente, pesquisas indicam que algumas fibras podem auxiliar no bom funcionamento do sistema imunológico”, explica Renata Cassar, nutricionista da Tate & Lyle.

Como consumir mais fibras?

Frutas, legumes, verduras e grãos (leguminosas como o feijão e cereais como o arroz integral) são as fontes de fibras mais comuns, mas a lista do que você pode consumir para turbinar sua média diária não para por aí. Uma análise rápida nos rótulos dos produtos disponíveis no supermercado pode abrir um leque de novas opções ricas em fibras.

“A fibra adicionada a alimentos e bebidas também ajuda a alcançar a ingestão recomendada, trazendo benefícios comprovados que impactam positivamente a saúde”, destaca Cassar. A indústria alimentícia oferece diversas opções de produtos adicionados de fibras, tais como bebidas, iogurtes e itens de panificação, então, para fazer uma escolha consciente, vale checar o rótulo.

Segundo a nutricionista, as informações referentes à presença de fibras constam na lista de ingredientes, na tabela nutricional e na face principal do rótulo, com alegações do tipo “fonte de fibras” e “rico em fibras”. Na lista de ingredientes, por determinação dos órgãos reguladores, elas podem aparecer com nomenclaturas técnicas, tais como polidextrose, maltodextrina resistente, amido de milho resistente, inulina, pectina, betaglucanos, entre outras, mas são fibras alimentares como as presentes em verduras, frutas e grãos.

“É sempre válido pesquisar os nomes que constam na lista de ingredientes para entender o que se está consumindo. Por exemplo, a polidextrose é uma fibra alimentar, mas muita gente, por não conhecer o nome técnico dessa fibra, acha que é algum tipo de açúcar. A maltodextrina resistente, por sua vez, é uma fibra solúvel obtida a partir do milho. Por isso a importância de conhecer os ingredientes”, aponta a especialista em nutrição.

A análise da tabela nutricional também é fundamental para fazer escolhas conscientes no supermercado, já que nela estão detalhadas a quantidade de fibra alimentar em gramas por porção e a porcentagem que essa quantidade representa no valor diário que um adulto saudável necessita. Segundo as normas da Anvisa, para ser considerado fonte de fibras o alimento precisa conter pelo menos 2,5 gramas por porção e para ser comunicado como rico em fibras a quantidade deve ser ainda maior: 5 gramas por porção.

Outra dica é variar o cardápio. “Há diversos tipos de fibras e muitas delas trazem benefícios específicos. Para potencializar os efeitos positivos no nosso organismo, o ideal é consumir não apenas a quantidade mínima, mas variar as fontes, incluindo frutas, legumes, verduras, feijão e outras leguminosas, cereais integrais e outros alimentos enriquecidos com fibras. E beber muita água, pois a água ajuda na ação das fibras”, conclui a profissional.

Fonte: Tate & Lyle

Hábitos alimentícios e saúde mental estão interligados

Consumo de certos alimentos pode auxiliar na prevenção ou até mesmo agravar quadros de depressão e ansiedade devido à conexão entre o cérebro e o intestino

É cada vez mais natural falarmos sobre saúde mental. Ao contrário de antigamente, quando o assunto era reprimido, hoje sabemos da importância de se discutir sobre doenças que afetam a mente, como a depressão e a ansiedade, que são extremamente comuns e até mesmo perigosas. Mas mesmo com esse tema ganhando mais espaço na mídia e nas redes sociais, pouco se fala sobre um fator que possui influência direta sobre a saúde mental: a alimentação.

“O intestino, por onde absorvemos os nutrientes dos alimentos, possui uma relação direta com o cérebro, sendo inclusive chamado de segundo cérebro. Nós podemos até mesmo observar essa ligação no dia a dia quando, por exemplo, sentimos ‘borboletas na barriga’ em momentos de nervosismo. Isso ocorre porque existe uma complexa rede de comunicação em nosso corpo que liga os centros emocionais e cognitivos do cérebro às funções intestinais. O sistema nervoso intestinal se conecta ao cérebro por meio do nervo vago, que entre suas várias funções, é também responsável pelo controle do humor e da ansiedade”, afirma Marcella Garcez, médica nutróloga e diretora da Associação Brasileira de Nutrologia.

Segundo a especialista, é no intestino também que estão 90% dos receptores de serotonina. “A serotonina é uma substância química sintetizada principalmente pelo sistema nervoso central e trato gastrointestinal, que está envolvida no processo de regulação do humor e processamento das emoções e, quando ineficiente, pode causar ansiedade e depressão”, explica.

Por meio da conexão entre o intestino e o cérebro, é possível entender então de que forma a alimentação influencia na saúde mental, o que vai muito além de apenas se alimentar saudavelmente ou não, já que alimentos específicos possuem impacto positivo ou negativo em nosso cérebro.

By Pink

Por exemplo, o consumo de prebióticos e probióticos é uma ótima maneira de começar a regular a saúde mental por meio do bom funcionamento intestinal. “Isso porque prebióticos, presentes em alimentos como aveia, alho, cebola, frutas vermelhas e banana, são componentes naturais que ao chegarem no intestino promovem o crescimento de bactérias benéficas para a saúde intestinal e do organismo em geral. Por sua vez, são os probióticos, que podem ser encontrados em alimentos fermentados, como kombucha e missô, e alguns queijos e iogurtes”, destaca a nutróloga.

“Para melhorar a saúde mental, é interessante apostar também no consumo de frutas e legumes, pois são alimentos ricos em vitaminas, minerais, fibras prebióticas e antioxidantes, nutrientes fundamentais para que as bactérias benéficas para o intestino prosperem, melhorando o humor, aumentando a sensação de bem-estar, aliviando o estresse e reduzindo a inflamação. É especialmente interessante investir em alimentos ricos em magnésio, vitamina C e fibras, que ajudam a reduzir a ansiedade.”

Em contrapartida, guloseimas, alimentos fritos em imersão e ultraprocessados, ricos em sal, açúcar refinado, gordura saturada e trans podem piorar quadros de depressão, ansiedade e estresse. “Esses alimentos favorecem a proliferação de bactérias prejudiciais para a saúde intestinal, piorando a inflamação e o humor”, alerta a médica.

“A ingestão excessiva de cafeína e bebidas alcoólicas também pode prejudicar a saúde mental e fazer com que você se sinta mais ansioso ou depressivo. Por isso, é importante consumir essas substâncias com moderação. No geral, até 400mg de cafeína, o que equivale a cerca de 4 xícaras de café, é o consumo máximo diário e seguro para adultos. Já a ingestão de bebidas alcoólicas deve ser restringida a duas doses diárias para homens e uma para mulheres”, completa.

Mas vale ressaltar que condições como depressão e ansiedade são doenças e devem ser diagnosticadas e tratadas por um profissional especializado, já que suas causas vão muito além da alimentação, podendo incluir fatores como eventos traumáticos, doenças preexistentes, desequilíbrios hormonais, uso de certos medicamentos e até mesmo genética.

“Já reconhecida como uma doença hereditária, a depressão é uma condição extremamente complexa que envolve a interação de diversos genes e uma série de fatores ambientais que podem modular e acionar a predisposição genética. Para se ter uma ideia, estudos apontam que a influência genética para o desenvolvimento da depressão é de 30 a 40%, sendo que o risco dessa condição entre parentes de primeiro grau é três vezes maior do que na população geral”, afirma o geneticista Marcelo Sady, Pós-Doutor em Genética e diretor geral Multigene.

Existem inclusive exames capazes de identificar a presença de variantes genéticas que aumenta a predisposição à depressão, ajudando assim na prevenção da condição por meio do monitoramento de fatores ambientais que podem desencadeá-la. “Esses exames genéticos podem até mesmo avaliar as respostas aos tratamentos para a depressão. Mas é fundamental consultar profissionais especializados, como psiquiatras e psicólogos, já que apenas eles serão capazes de avaliar corretamente o exame e indicar o tratamento mais adequado para cada caso”, finaliza o especialista.

Fontes:
M
arcella Garcez é médica nutróloga, Mestre em Ciências da Saúde pela Escola de Medicina da PUCPR, Diretora da Associação Brasileira de Nutrologia e Docente do Curso Nacional de Nutrologia da Abran. Membro da Câmara Técnica de Nutrologia do CRMPR, Coordenadora da Liga Acadêmica de Nutrologia do Paraná e Pesquisadora em Suplementos Alimentares no Serviço de Nutrologia do Hospital do Servidor Público de São Paulo.
Marcelo Sady é pós-doutor em genética com foco em genética toxicológica e humana pela UNESP- Botucatu, o Dr. Marcelo Sady possui mais de 20 anos de experiência na área. Speaker, diretor Geral e Consultor Científico da Multigene, professor, orientador e palestrante.

Dieta melhora microbioma intestinal, o que diminui o risco de doenças; mostra estudo

Há um interesse crescente no microbioma do corpo humano e sua conexão com doenças crônicas. Um novo estudo, publicado em fevereiro deste ano na revista científica Nature Medicine, examinou essa conexão, juntamente com a forma como os alimentos que comemos influenciam a composição do nosso microbioma.

“O microbioma protege o hospedeiro e desempenha um papel importante para diminuir o risco de doenças. Ele consiste em minúsculos organismos (bactérias, vírus e outros micróbios) encontrados no trato gastrointestinal, principalmente no intestino delgado e grosso. A flora intestinal normal – outro termo para o microbioma – protege seu hospedeiro humano. Para que o microbioma floresça, o equilíbrio certo deve existir, com as espécies saudáveis dominando as menos saudáveis”, destaca o médico nutrólogo e geriatra Juliano Burckhardt, membro Titular da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran) e da International Colleges for Advancement of Nutrology e Membro Titular da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia.

Os cientistas não entendem totalmente como o microbioma influencia o risco de desenvolver doenças crônicas, como doenças cardíacas, obesidade e diabetes tipo 2, mas o novo estudo ajuda a entender melhor esse mecanismo.

Os pesquisadores estudaram mais de 1.100 indivíduos inscritos no Predict 1, um grande ensaio que analisa as respostas individuais aos alimentos. Eles usaram uma técnica chamada sequenciamento metagenômico para identificar, classificar, medir e analisar o material genético dos microbiomas dos participantes do estudo. Eles também coletaram informações detalhadas sobre a ingestão alimentar de longo prazo de todos esses indivíduos, para que pudessem analisar seus padrões alimentares, incluindo a ingestão de diferentes grupos alimentares, alimentos e nutrientes.

Além disso, eles coletaram informações dos participantes do estudo sobre uma variedade de fatores que são conhecidos por influenciar o metabolismo e o risco de doenças, incluindo medidas pré e pós-refeição de açúcar no sangue (glicose), colesterol e inflamação. Finalmente, eles mediram os atributos pessoais de saúde dos participantes do estudo, incluindo idade e peso.

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“O estudo descobriu que a saúde do microbioma é influenciada pela dieta e que a composição do microbioma influencia o risco de desfechos para a saúde. Os resultados mostraram que micróbios intestinais específicos foram associados a nutrientes, alimentos, grupos de alimentos específicos e à composição geral da dieta. Condições de saúde como doenças cardíacas, diabetes tipo 2, obesidade e inflamação geral parecem ser as mais afetadas pelas mudanças no microbioma influenciadas pela dieta”, explica o médico.

Por exemplo, padrões de dieta menos saudáveis (sobremesas lácteas, carnes não saudáveis, alimentos processados) suportaram espécies de bactérias do intestino que foram associadas a altas taxas de açúcar no sangue, colesterol e inflamação, que estão significativamente associadas a maior risco de eventos cardíacos, derrames e diabetes tipo 2.

“Em contraste, um microbioma intestinal mais diversificado estava vinculado a padrões alimentares saudáveis (vegetais ricos em fibras, como espinafre e brócolis, nozes e alimentos de origem animal saudável, como peixes e ovos) e também associado a um menor risco de certas doenças crônicas. Além disso, o estudo descobriu que as gorduras poli-insaturadas (encontradas em peixes, nozes, abóbora, linho e sementes de chia, girassol, cártamo e óleos de soja não hidrogenados) produzem espécies intestinais saudáveis ligadas a um risco reduzido de doenças crônicas”, diz Burckhardt.

Então, o que essas descobertas significam para nós? Primeiro, o estudo mostrou que comer mais alimentos vegetais não processados – frutas, vegetais, nozes, sementes e grãos inteiros – permite que o microbioma intestinal prospere.

“Alguns alimentos de origem animal, como peixes e ovos, também são favoráveis. Evitar certos alimentos de origem animal, como carne vermelha e bacon, laticínios e alimentos altamente processados (mesmo alimentos vegetais processados, como molhos, feijões cozidos, sucos ou bebidas adoçadas com açúcar e sobremesas) impede que espécies menos saudáveis do intestino colonizem o intestino. É importante notar que a qualidade dos alimentos é fundamental; alimentos à base de plantas processados ou ultraprocessados não foram associados a aglomerados saudáveis de micróbios intestinais. Ao escolher os alimentos, leve em consideração se são processados ou não, além de se tratarem de alimentos vegetais ou animais”, diz o médico.

Os padrões de refeição que enfatizam os alimentos benéficos para o microbioma são os padrões alimentares de alimentos integrais baseados em vegetais. Isso inclui dietas veganas (sem produtos de origem animal) e ovovegetarianas (vegetarianas mais ovos). O padrão alimentar pescatariano, em que peixes oleosos e brancos são as carnes preferidas, também é bom para o microbioma. “Enfatizar alimentos vegetais minimamente processados permite que o microbioma intestinal prospere, fornecendo proteção ou diminui o risco de doenças crônicas como doenças cardíacas, diabetes, doenças metabólicas e obesidade”, finaliza o médico.

Fonte: Juliano Burckhardt é médico geriatra e nutrólogo, membro Titular da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran), Pós-Graduado em Geriatria no Instituto de Geriatria e Gerontologia da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (2007). Mestrando pela Universidade Católica Portuguesa, em Portugal, o médico atuou e atua como docente e palestrante nas suas especialidades na graduação e pós-graduação. É diretor médico do V’naia Institute.

Confira quais alimentos favorecem o funcionamento do intestino

Embora seja um dos sintomas relacionado a algumas doenças digestivas e distúrbios intestinais, a prisão de ventre geralmente está ligada à alimentação. Comum em várias idades, esse desconforto é decorrente de diversos fatores, como o baixa ingestão de fibras, pouca ingestão de líquidos, sedentarismo, além do consumo excessivo de proteína animal e de produtos industrializados. Segundo a Sociedade Brasileira de Coroproctologia, cerca de 30% dos brasileiros sofrem com esse incômodo abdominal.

Segundo Cyntia Maureen, nutricionista da Superbom , empresa pioneira na produção de alimentos saudáveis, consumir alimentos ricos em fibras e beber muita água facilita o bom funcionamento do intestino.

“O intestino é o órgão responsável por absorver os nutrientes dos alimentos que ingerimos e eliminar aquilo que não será utilizado pelo corpo. A falta de líquido pode tornar o percurso mais difícil, pois a água dos alimentos será absorvida para a manutenção das funções vitais, consequentemente, deixando as fezes mais secas. Além disso, as fibras tem papel importantíssimo para o bom funcionamento intestinal, pois, contribuem para a formação do bolo fecal e também alimentam as bactérias boas que facilitam o processo”, explica.

De acordo com a especialista, a constipação pode ser causada pelo consumo excessivo de açúcar e gordura, além da falta de exercícios físicos. Pensando nisso, ela separou cinco alimentos que ajudam o trabalho do sistema digestivo e garantem melhora nas complicações intestinais. Confira:

Cereais integrais: “Em sua forma natural ou como farinha, arroz integral, aveia, trigo e granola são componentes que podem auxiliar no combate a prisão de ventre e até mesmo o câncer de intestino”, menciona. As fibras desses alimentos nutrem as bactérias intestinais e estimulam os movimentos peristálticos, favorecendo a eliminação de substâncias tóxicas.

Sementes: a linhaça e chia concentram um tipo de fibra que tem capacidade de absorver água e não soltar mais. Assim, é muito mais fácil evacuar, pois será exigido menos esforço. “Também é importante ingerir muita água junto com esses alimentos, para que eles consigam desempenhar sua função”, destaca Cyntia.

Foto: Max Straeten/Morguefile

Ameixa: muito conhecida por suas atribuições laxativas, a ameixa é rica em fibras e contém substâncias que absorvem mais água do organismo. “Sua ingestão acelera o trânsito intestinal”, aponta.

Maçã: “Conhecida por auxiliar na reversão dos quadros de diarreia, a maçã quando ingerida com a casca facilita o trabalho do sistema digestivo”, ressalta a especialista. Alimentos cozidos costumam não apresentar resistência na digestão, por isso é importante a ingestão daqueles que podem ser consumidos crus e com casca.

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Mamão: essa fruta possui uma enzima que auxilia a digerir proteínas e acelerar o percurso do bolo fecal. “O mamão proporciona grandes melhorias na absorção de nutrientes e é excelente para diminuir a constipação. Consumir ¼ dessa fruta por dia já é capaz de melhorar o quadro”, finaliza Cyntia.

Confira abaixo algumas opções disponíveis no catálogo da Superbom ideais para auxiliarem na digestão:

Granola Premium- 500g
A Granola Premium da Superbom é um mix de cereais composta por frutas secas, grãos, oleaginosas e adoçantes naturais. É um preparo que concentra carboidratos, lipídios, fibras, alto conteúdo de vitaminas A, D e E. Muito baixo em sódio, fonte de fibras, isento de gordura trans. O resultado disso, é a melhora dos casos de prisão de ventre, redução de colesterol e da incidência de câncer no intestino. Sem contar que seu bom funcionamento dá maior disposição e proporciona uma pele mais bonita. A granola também é uma aliada na luta contra o envelhecimento, já que os minerais presentes, em especial selênio e zinco, são antioxidantes e ajudam a manter as células sempre jovens.

Geleia de Frutas Vermelhas com Chia
A geleia de frutas vermelhas dá um toque especial aos pratos doces. Além disso é fonte de fibras solúveis, portanto importante na atuação reguladora do intestino. E para aqueles que praticam atividades físicas, também são excelentes fontes de energia. Geleia 100% fruta de frutas vermelhas com chia.

Fonte: Superbom

Dieta mediterrânea pode prevenir câncer de intestino

Rica em hortaliças e alimentos naturais, a dieta mediterrânea pode ajudar no bom funcionamento intestinal

Sabe-se que hábitos saudáveis são fundamentais na prevenção de doenças. Entre esses hábitos, a alimentação, fonte primordial de macro e micronutrientes, inclusive antioxidantes, tem um papel central. Dentre várias dietas, uma tem chamado a atenção dos proctologistas – a mediterrânea. Segundo os médicos, essa dieta pode prevenir o câncer de intestino.

O câncer de intestino, de acordo com o Instituto nacional do Câncer – INCA, deve atingir, ainda em 2020, mais de 40 mil pessoas no Brasil. Conhecido como câncer colorretal, a neoplasia tem uma taxa de mortalidade de cerca de 19 mil mortes anuais. Além disso, é o segundo tipo mais comum, excetuando-se o câncer de pele não melanoma.

Fator de risco

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Segundo o oncologista do Grupo OncoProcto do Hospital Felício Rocho, em Belo Horizonte, Ricardo Cembranelli, um dos fatores de risco para a incidência de câncer no intestino é a má alimentação. “O consumo de embutidos, alimentos ultraprocessados e gorduras saturadas, por exemplo, pode provocar inflamações que, a longo prazo, correm risco de se tornarem cancerígenas”, explica.

Simone Silvestre, médica especialista em nutrologia, também do grupo OncoProcto, lembra que, em geral, uma dieta rica em alimentos in natura promove importantes efeitos no organismo. “Os alimentos in natura parecem ter funções ainda não inteiramente entendidas pela ciência. Um bom exemplo são as evidências que mostram que eles são mais eficazes que um suplemento vitamínico”, comenta.

Dieta mediterrânea

Um estudo divulgado pelo GUT, jornal internacional líder em Gastroenterologia e Hepatologia, mostrou que a dieta mediterrânea reage positivamente com a microbiota intestinal e ajuda a promover o envelhecimento saudável. “Essa dieta é baseada nos hábitos alimentares de países mediterrâneos e é rica em hortaliças, frutas, grãos integrais, nozes, azeite, laticínios, aves, frutos do mar, feijão e ovos. Além desses alimentos, há um menor consumo de carne vermelha”, explica Simone.

Segundo a médica, esses alimentos são fonte de antioxidantes e fibras, componentes que auxiliam o corpo a permanecer saudável e são moduladores da microbiota. “Os antioxidantes ajudam a eliminar radicais livres, que são substâncias que podem danificar nossas células e predispor a neoplasias. Já as fibras auxiliam no funcionamento intestinal, e são utilizadas na produção de ácidos graxos de cadeia curta, que têm, entre outros, uma função protetora de células colônicas”, explica. “Por outro lado, a redução no consumo da carne vermelha está associada a uma diminuição do câncer colorretal”, completa.

Simone pondera que, ao falar de hábitos saudáveis, muitas vezes isso se refere ao estilo de vida mediterrâneo. “Além da ingestão dos alimentos citados, valoriza-se também a ingestão adequada de líquidos, a prática de atividade física e o convívio social’, podera.

Indicação e contraindicação

Cembranelli lembra que, para quem tem casos de câncer de intestino na família, é interessante adotar o quanto antes esse tipo de dieta. “Ter casos na família é um dos fatores de risco para os cânceres no intestino. Então, atentar-se à alimentação pode fazer a diferença depois”, orienta.

Já Simone destaca que a dieta mediterrânea é considerada uma das dietas mais saudáveis do mundo, auxiliando não somente na prevenção do câncer como também na prevenção de doenças cardiovasculares.

Entretanto, caso haja o diagnóstico de um câncer e se inicie o tratamento, a dieta deve ser avaliada por um profissional capacitado, uma vez que os objetivos nesse período são diferentes e com efeito imediato. Isso porque as vantagens da dieta mediterrânea se manifestam em longo prazo, enquanto o tratamento pode ter repercussões nutrológicas importantes, necessitando de cuidados específicos.

“Essa situação precisa ser avaliada com cuidado, pois em pessoas que evoluem com perda de peso, é preciso que sejam realizados ajustes na dieta visando a prevenção de desnutrição e melhora de resultados”, salienta.

Fonte: Grupo Onco-Procto do Hospital Felício Rocho

A fascinante relação entre intestino, imunidade e Covid, por Pedro Schestatsky*

Há muito tempo se sabe da influência que os alimentos exercem em nossa imunidade. De fato, as vitaminas e sais minerais encontradas nos mais variados tipos de alimentos são fundamentais para o equilíbrio e manutenção da saúde. Mas você sabe como fortalecer um dos órgãos mais importantes do corpo? O intestino é um dos principais órgãos do corpo humano, sendo responsável tanto pelo bom funcionamento do cérebro (por isso chamado de segundo cérebro), mas também pelas nossas defesas, também chamada de imunidade. Por causa desta última, a saúde intestinal vem se tornando prioridade no combate ao coronavírus. Mas como isso acontece?

Diversos tipos de bactérias vivem naturalmente no nosso organismo desde que nascemos. O saudável desenvolvimento do nosso sistema imunitário depende intimamente da diversidade da microbiota intestinal, antigamente conhecida por flora intestinal. Ou seja, se houver pouca diversidade bacteriana, haverá baixa imunidade e consequentemente mais chance contrairmos doenças em geral, incluindo Covid-19.

Segundo uma recente revisão publicada na Vírus Research, os probióticos (um concentrado de bactérias intestinais) agem diretamente no vírus ligado à infecção respiratória e inibe a ligação desse vírus ao receptor da célula hospedeira. Os lactobacilos, por exemplo, são capazes de bloquear a fixação de partículas virais às células humanas. Na infecção por SARS-CoV-2, as células T auxiliares e os macrófagos (uma célula de defesa do organismo e que atua no sistema imunológico) iniciam a liberação descontrolada de citocinas. Essa tempestade de citocinas leva a uma forte síndrome do desconforto respiratório agudo associada à inflamação. Assim, a suplementação de probióticos se mostra útil promovem ações anti-inflamatórias para redução da carga viral pulmonar.

Foto: News Medical

Um intestino em desequilíbrio, também chamado de “disbiótico” pode criar um ambiente inflamatório que o novo coronavírus pode adorar. A replicação viral no intestino determina um aumento exponencial da carga viral na mucosa digestiva, levando a uma perda da integridade da barreira intestinal e uma forte produção de citocinas pró-inflamatórias. A inflamação pode desencadear uma reação imunológica descontrolada. A ação dos probióticos é tão ampla, que foram usadas cepas de lactobacilos nasais com efeitos imunoestimulante como adjuvantes para a vacinação intranasal contra SARS-CoV-2.

Se o microbioma está por trás da prevenção e do combate de incontáveis doenças, seria imprescindível que os médicos soubessem e orientassem seus pacientes a produzirem seus próprios probióticos caseiros também chamados de fermentados.

Na prática, a produção e consumo de alimentos probióticos são mais simples e baratos do que imaginamos. Vale destacar que qualquer alimento pode ser fermentado, nome que se dá ao processo bioquímico da privação de oxigênio por determinado tempo.

Por isso, ensino o passo a passo de como fazer o probiótico fácil, barato seguro e eficaz na sua própria casa. Trata-se de um potente anti-inflamatório que pode salvar vidas não só evitando a Covid, mas também criando saúde em geral. Aqui, pode-se usar cebolas, repolho, rabanete, cenoura ou o vegetal que preferir.

Passo a passo:
=Use um pote de vidro com tampa que vede bem;
=Limpar bem o pote com água quente;
=Escolher um vegetal cru e limpá-lo bem com água corrente;
=Picar de forma que caiba no pote de vidro;
=Acomodar bem o vegetal dentro do pote para que caiba mais;
=Adicionar água com sal marinho neste pote até o topo (de forma que o vegetal fique totalmente submerso e não tenha ar). Basta que a água esteja levemente salgada, não precisa colocar muito sal;
=Deixar o pote vedado por duas semanas em ambiente fresco e sem sol, como na pia da cozinha.

Dica: abrir e fechar o pote rapidamente todos os dias ou a cada dois dias para evitar que o pote exploda. É recomendável abrir dentro da pia e mantê-lo em uma bandeja, pois, às vezes, pode respingar pela pressão gerada pelo processo de fermentação.

The Daring Gourmet

Depois de aberto, o probiótico ou fermentado (são sinônimos) dura seis meses dentro da geladeira. O difícil é não acabar antes disso, de tão gostoso que fica, seja misturado na salada ou mesmo puro. Fermentação é probiótico, e o nome já diz: pró-vida.

*Pedro Schestatsky é médico e autor do Best-seller Medicina do Amanhã

Intestino: como cuidar do nosso “segundo cérebro”

Além de possuir um sistema independente, o órgão está diretamente relacionado ao controle das nossas emoções e humor – o que rendeu o apelido de “segundo cérebro”

Nutricionista do Oba Hortifruti, Renata Guirau, indica quais alimentos contribuem para a boa saúde intestinal e ensina receitas simples e saborosas para serem incluídas na rotina: suco digestivo, panqueca de banana com cacau e creme de iogurte com geleia de fruta

Você já reparou que em alguma situação de estresse ou tensão pode acontecer das pessoas sentirem alterações intestinais (frio na barriga, vontade de ir ao banheiro ou constipação)? É que o intestino possui neurônios que se comunicam diretamente com o sistema nervoso central – o que rendeu ao intestino o apelido de segundo cérebro.

De acordo com a nutricionista do Oba Hortifruti, Renata Guirau, o trato gastrointestinal tem um sistema chamado Sistema Nervoso Entérico (SNE), que possui milhões de neurônios que trabalham na transmissão de informações dentro do organismo, inclusive, com o cérebro. Esse contato é feito pelo nervo vago, uma estrutura que percorre todo o tórax e liga o intestino à cabeça.

“Outro ponto a ser levado em consideração é que a flora intestinal é responsável por ajudar na absorção de nutrientes que se relacionam com funções cerebrais, como a memória, a concentração e, ainda, na produção adequada de neurotransmissores.”, comenta a nutricionista.

Além disso, as células nervosas intestinais também operam de forma independente. Isso significa que o intestino possui os próprios “mensageiros químicos” que conduzem o processo de digestão e excreção.

“Um intestino saudável ainda tem influência na imunidade e na produção de cerca de 90% da nossa serotonina – que atua regulando o humor, a sensibilidade, as funções cognitivas, entre outras tarefas”, comenta Renata.

Alimentos para a saúde intestinal

Se você quer investir em uma dieta equilibrada e que beneficie, em especial, o intestino, a nutricionista do Oba Hortifruti orienta que a alimentação seja composta, principalmente, por produtos frescos e não processados. Segundo Renata: “é muito importante o consumo diário de frutas, legumes e verduras. Esses alimentos oferecem fibras, vitaminas e minerais fundamentais à saúde intestinal”.

A nutricionista ainda acrescenta que cereais integrais (arroz integral e aveia), fontes de triptofano (cacau e proteínas), de magnésio (frutas em geral), alimentos probióticos e água, também devem estar presentes na dieta. E, para quem sofre com o chamado “intestino preguiçoso”, vale destacar o mamão papaya, fruta bastante conhecida por acelerar o trânsito intestinal.

“O mamão possui uma grande quantidade de fibras, água e também de papaína, uma enzima natural que ajuda na digestão. Isso é importante porque o intestino constipado apresenta uma maior produção de toxinas, tem a produção de neurotransmissores reduzida e sofre com o crescimento de bactérias fermentativas, que aumentam a sensação de inchaço abdominal e da flatulência”, ressalta a nutricionista do Oba.

Confira agora as receitas práticas, saudáveis e muito saborosas que Renata separou para facilitar a rotina e deixar a saúde do intestino sempre em dia:

Suco laxativo

Ingredientes
200 ml de suco de laranja sem coar
1 fatia de mamão formosa
2 ameixas secas sem caroço
50 ml de água

Modo de preparo:
Bata tudo no liquidificador ou mixer e beba sem coar.

Panqueca de banana com cacau

Ingredientes
1 banana nanica amassada
1 ovo
1 colher de sopa rasa de farinha de aveia
1 colher de café de cacau em pó

Modo de preparo:
Misture tudo até formar uma massa homogênea. Cozinhe em frigideira antiaderente previamente aquecida.

Creme de iogurte com geleia de fruta

Ingredientes
1 pote de iogurte natural
1 sachê de gelatina sem sabor
4 gotas de essência de baunilha
2 colheres de sopa de geleia 100% fruta

Modo de preparo:
Prepare a gelatina sem sabor conforme instruções da embalagem. Bata no liquidificador com o iogurte e a essência de baunilha. Coloque em duas taças, cubra com a geleia de fruta e leve para gelar por pelo menos 1 hora antes de servir.

Fonte: Oba Hortifruti

Probióticos e prebióticos: qual é a diferença?

Nutricionista Adriana Stavro lista os alimentos e fala tudo que você precisa saber do assunto

Probióticos e prebióticos são tópicos muito importantes na nutrição atual. No entanto, embora pareçam semelhantes, os dois desempenham papéis diferentes. Os prebióticos são um tipo de fibra que o corpo humano não consegue digerir. Eles servem como alimento para probióticos, que são minúsculos micro-organismos vivos, incluindo bactérias e leveduras. Tanto os prebióticos quanto os probióticos podem apoiar bactérias úteis e outros organismos no intestino.

Probióticos: microrganismos vivos que, quando administrados em quantidades adequadas, conferem benefícios à saúde do hospedeiro. São encontradas em certos alimentos ou suplementos, e podem fornecer diversos benefícios à saúde.

Prebióticos: essas substâncias vêm de tipos de carboidratos (fibras) que os humanos não conseguem digerir. As bactérias benéficas em seu intestino se alimentam dessas fibras.

Segundo a nutricionista Adriana Stavro, as bactérias intestinais, chamadas coletivamente de microbiota, desempenham muitas funções importantes no corpo, dentre elas, ajudam a protegê-lo de vírus, bactérias e fungos nocivos à saúde.

Dentro da microbiota gastrointestinal humana, existe um complexo ecossistema de aproximadamente 300 a 500 espécies bacterianas, compreendendo cerca de 2 milhões de genes chamado microbioma.

Ao nascer, todo o trato intestinal é estéril, e o intestino do bebê é colonizado pela primeira vez por bactérias maternas e ambientais durante o nascimento, e continua a ser povoado por meio da alimentação e outros contatos. Fatores que influenciam a colonização incluem idade gestacional, tipo de parto (parto vaginal vs parto assistido), dieta (leite materno vs fórmula), nível de saneamento e exposição a antibióticos.

A composição da microbiota é específica de cada ser humano, que evolui ao longo da vida do indivíduo e é suscetível a modificações exógenas e endógenas (sexo, idade, tipo de alimentação, índice de massa muscular, peso, estado de saúde). Comer quantidades balanceadas de probióticos e prebióticos pode ajudar a garantir o equilíbrio certo dessas bactérias.

A composição da microbiota intestinal é única para cada indivíduo, é variável entre as pessoas, e é razoavelmente estável após o primeiro ano de vida. Apesar disso, a literatura afirma que a dieta influência no perfil microbiano. Como tal, a falta de nutrição adequada tem sido associada à microbiota disfuncional e a disbiose.

Um estudo de 2013 sobre a função das bactérias intestinais na saúde e na doença, confirma que, uma microbiota saudável, pode ajudar nas funções do sistema imunológico, tratar doenças gastrointestinais, auxiliar na redução do colesterol LDL (ruim) e no aumento do HDL (bom), e diminuição dos triglicerídeos, além de ajudar a tratar a obesidade, entre outros benefícios.

Uma revisão sistemática de 2016, com 38 estudos em animais e humanos sobre os efeitos dos probióticos nas funções do sistema nervoso central, mostrou que vários probióticos ajudaram a melhorar os sintomas de ansiedade, depressão, autismo, transtorno obsessivo-compulsivo e memória.

Além disso, algumas bactérias entéricas podem produzir nutrientes e vitaminas como folato, vitamina K e ácidos graxos de cadeia curta (AGCC). Os AGCC são a principal fonte de nutrientes das células que revestem o cólon. Eles promovem uma forte barreira intestinal que ajuda a impedir a entrada de substâncias nocivas, vírus e bactérias. Isso ajuda a reduzir a inflamação e pode ter o potencial de diminuir o risco de câncer.

Como os alimentos auxiliam a microbiota intestinal?


Os alimentos que ingerimos desempenham papel importante no equilíbrio das bactérias intestinais boas e ruins. Uma dieta rica em açúcar e gordura influencia negativamente (geralmente leva a uma diminuição de bacteroidetes e a um aumento de firmicutes, alterações que têm sido associadas à obesidade e subsequente desenvolvimento de doenças crônicas), e pode contribuir para obesidade, resistência à insulina entre outras condições.

Quais alimentos são prebióticos?


Os prebióticos são fibras encontrados em alimentos como leguminosas (feijão, ervilhas, lentilha, grão de bico), aveia, verduras, legumes, frutas que os humanos não são capazes de digerir, mas as bactérias do intestino podem digeri-las. A fibra dietética e o amido são decompostos pelas bactérias em AGCC. Os AGCC são os principais produtos finais da fermentação bacteriana no cólon, e são conhecidos por terem impacto positivo na fisiologia do hospedeiro. O butirato, em particular, é importante para a manutenção da saúde por meio da regulação do sistema imunológico, manutenção da barreira epitelial e promoção da saciedade após as refeições. Pode ser protetor contra várias doenças, incluindo câncer colorretal, doença inflamatória intestinal, diabetes e obesidade. Portanto, estimular a produção de butirato pelo microbioma pode ser útil para manter a saúde e tratar doenças.

Quais alimentos são probióticos?

Os alimentos probióticos que naturalmente contêm bactérias úteis, são o chucrute, o kombuchá, kefir, alguns tipos de picles (não pasteurizados), vegetais em conserva (não pasteurizados), e alguns tipos de iogurtes. Se for comer alimentos fermentados por seus benefícios probióticos, certifique-se de que não sejam pasteurizados, pois esse processo mata as bactérias. Os probióticos também podem ser encontrados em suplementos em forma de comprimidos, pós ou líquidos. Alguns desses alimentos também podem ser considerados simbióticos, porque contêm bactérias benéficas e fibras prebiótica, que servem para as bactérias se alimentarem. Alguns exemplos de alimentos simbióticos são queijo, kefir e chucrute.

Quem pode tomar suplementos de probióticos?

Os probióticos são seguros para a maioria da população, mas podem ocorrer efeitos colaterais em alguns casos raros, como em pessoas com sistema imunológico comprometido, hospitalizações prolongadas ou cirurgias recentes. Nestas circunstâncias podem desenvolver uma infecção por bactérias probióticas. Pessoas com essas condições devem pesar os riscos e benefícios antes de consumir (converse com seu médico). Indivíduos com crescimento excessivo de bactérias no intestino delgado (Sibo), também devem conversar com seu médico ou nutricionista.

Fonte: Adriana Stavro é nutricionista funcional e fitoterapeuta. Especialista em Doenças Crônicas não Transmissíveis (DCNT) pelo Hospital Israelita Albert Einstein – Mestranda do Nascimento a Adolescência pelo Centro Universitário São Camilo.