Arquivo da tag: intolerância à lactose

Estudo diz que consumir leite e derivados de origem animal aumenta risco de doenças

Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB) comenta os resultados do estudo, que revela os efeitos negativos da bebida, e recomenda não consumir lácteos em benefício da saúde humana.

O consumo de leite e derivados lácteos bovinos representa elevado risco para a saúde humana, principalmente no que diz respeito ao seu uso como fonte de cálcio. De acordo com o estudo “Milk and Health” (Leite e Saúde, na tradução livre), publicado pelo ‘New England Journal of Medicine’, aumentar o consumo de leite resulta diretamente no aumento do risco de fratura, câncer, doenças cardiovasculares, diabetes e mortalidade em geral.

Publicado no dia 12 de fevereiro de 2020, o material revela que o benefício atribuído ao leite está mais relacionado à qualidade da dieta e menos ao consumo dos produtos lácteos. Em regiões onde a qualidade da dieta e o aporte de calorias estão comprometidos, a alta densidade energética do leite pode ser particularmente favorável, mas apenas no curto prazo.

A Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB) destaca a recomendação do estudo para que a necessidade diária de cálcio seja suprida por meio de fontes de cálcio de origem vegetal como os vegetais crucíferos (brócolis, couve-flor e couve), tofu, castanhas, feijões e leites vegetais fortificados com cálcio.

“Os efeitos nocivos do consumo habitual de lácteos estão amplamente demonstrados. Portanto, não recomendamos o leite e os seus derivados como fonte de cálcio. Vale ainda um alerta para a urgente necessidade de redução do consumo, em benefício da saúde humana em diversos aspectos”, esclarece a médica Camila Secches, endocrinologista membro da SVB.

Diante dos riscos evidentes, a SVB preparou nove motivos que incentivam a redução e até mesmo a eliminação deste tipo de alimento da sua dieta:

1) Saúde óssea

mulher dor quadril alamy
Alamy

A redução do consumo de lácteos está associada ao menor risco de fratura de quadril.

2) Pressão arterial

leite
A dieta DASH (Dietary Approaches to Stop Hypertension), que inclui derivados de leite com teor de gordura reduzido, é eficiente em reduzir a pressão arterial. No entanto, a contribuição específica dos lácteos não é clara, uma vez que a dieta é baixa em sódio e rica em frutas e vegetais. Abordagens dietéticas semelhantes, mas com exclusão de leite e derivados, se mostram igualmente eficazes.

3) Perfil lipídico

abacate vitamina
A substituição isocalórica do leite por alimentos fontes de gorduras vegetais insaturadas resulta em redução de LDL-colesterol, triglicerídeos e marcadores inflamatórios.

4) Peso corporal

alimentos dieta prato fita metrica
O leite é um alimento de alta densidade energética e não tem fibras na sua constituição. É possível que sua substituição por um alimento com menor densidade energética e/ou rico em fibras tenha impacto positivo na perda de peso e promoção da saciedade.

5) Doenças cardiovasculares

coração pulsação pixabay
Ilustração: Pixabay

O consumo de gorduras do leite está associado a maior risco de doenças cardiovasculares do que o consumo de gorduras insaturadas (considerando uma substituição isocalórica).

6) Diabetes

diabetes 1
O risco de diabetes é maior quando o leite é comparado com bebidas sem açúcar adicionado, como o café.

7) Câncer

leite
O consumo de leite está relacionado ao aumento de risco de câncer de mama, endométrio e próstata. O aumento de IGF-1 em pessoas que consomem leite pode representar um mecanismo plausível entre a ingestão de lácteos e outros tipos de câncer.

8) Alergias e intolerâncias

intolerancia_a_lactose
O leite de vaca causa alergia em cerca de 4% das crianças e está associado ao agravamento de asma na infância. A intolerância à lactose tem alta prevalência na população em geral e é subdiagnosticada. O consumo de lactose por intolerantes, além dos sintomas gastrointestinais, gera deficiência de macro e micronutrientes e impacto negativo na flora intestinal.

9) Mortalidade geral

ovos cozidos stocksy
Stocksy

O consumo de leite resulta em aumento significativo de mortalidade geral quando comparado com uma fonte de proteína vegetal não processada. Em relação a outras fontes de proteína animal (ovos, carnes, aves e peixes), o leite tem menor mortalidade.

Fonte: Sociedade Vegetariana Brasileira

Adequar dieta é caminho para conviver com intolerância à lactose

Dependendo do caso, não é necessário se afastar completamente do leite e seus derivados, apenas dosar as quantidades. Readequação alimentar pode reduzir sintomas, que podem ser dores, inchaços abdominais, gases e diarreia

O leite é fonte de proteínas e gordura, mas também conta com carboidrato em sua composição. E é esse açúcar do leite o responsável por um mal-estar em pacientes que sofrem com intolerância à lactose.

mulher dor sii

“Pacientes que têm incapacidade total ou parcial de produzir a enzima lactase, que quebra a lactose facilitando a digestão, geralmente, após ingerir derivados do leite, sofrem com dores e inchaço abdominais, além de gases e diarreia. A lactose que não foi devidamente quebrada acumula-se no intestino e é fermentada por bactérias locais, o que provoca o mal-estar”, explica a médica nutróloga Marcella Garcez, Diretora da Associação Brasileira de Nutrologia e Docente do Curso Nacional de Nutrologia da Abran.

“Mas a readequação na dieta ajuda nesse processo, permitindo ao paciente viver sem dores e desconfortos”, acrescenta a médica.

O problema pode surgir em qualquer idade. Durante a amamentação, os bebês produzem lactase em larga escala, mas essa produção cai naturalmente com o desmame. Há alguns fatores de risco que contribuem para o aparecimento da condição, dentre eles: doenças gastrointestinais, envelhecimento, predisposição genética, diabetes, realização de cirurgia bariátrica e infecção por rotavírus. O diagnóstico é confirmado com avaliação médica e exames laboratoriais.

“O tratamento vai da redução ou limitação completa do consumo de lácteos, podendo ser indicado também cápsulas de lactase para ajudar na digestão”, afirma.

leite amendoas 2

Apesar do diagnóstico causar decepção para os amantes de queijos, doces e leites, são raros os casos em que se retira completamente esses alimentos da dieta. “E mesmo nesses casos, hoje há muitas opções de alimentos que já contam com a enzima lactase na sua composição ou então alternativas veganas, com leites e queijos de origem vegetal, que podem ser assimilados na dieta com parcimônia. É sempre importante verificar se essa bebida vegetal é calórica, fonte de gordura ou de proteína para equilibrar a alimentação”, diz a médica.

Nos casos em que a orientação é apenas a diminuição da quantidade de derivados do leite, uma dica é fracionar esses produtos na alimentação em menores doses, consumindo pouco deles em cada refeição. “Há lácteos menos perigosos, como os queijos, que normalmente possuem menos lactose que o leite. Com exceção dos tipos frescos, eles concentram quantidades mínimas desse açúcar. Mas tudo depende da sensibilidade de cada organismo”, diz a médica.

intolerancia_a_lactose

Para quem evita o consumo do leite e derivados, é necessário ficar de olho no nível de cálcio, um dos minerais mais importantes, envolvido na constituição dos ossos e dentes, contração muscular, coagulação do sangue, transmissão de impulsos nervosos e secreção de hormônios.

“Outros alimentos que podem ser fontes de cálcio para compensar a dieta sem leite são legumes e verduras (vegetais de folhas verdes, couve, alface, abobrinha, repolho, brócolis, aipo, mostarda, erva-doce), feijão, ervilhas, salmão, tofu, laranja, amêndoa, sementes de gergelim, melaço e cereais enriquecidos com cálcio”, finaliza a médica.

Marcella Garcez: Médica Nutróloga, Mestre em Ciências da Saúde pela Escola de Medicina da PUCPR, Diretora da Associação Brasileira de Nutrologia e Docente do Curso Nacional de Nutrologia da Abran. Membro da Câmara Técnica de Nutrologia do CRMPR, Coordenadora da Liga Acadêmica de Nutrologia do Paraná e Pesquisadora em Suplementos Alimentares no Serviço de Nutrologia do Hospital do Servidor Público de São Paulo.

Leite pode melhorar a saúde, mas não é bom para todo mundo

O leite é apreciado em todo o mundo há milhares de anos. Por definição, é um fluido rico em nutrientes que as fêmeas mamíferas produzem para alimentar seus filhotes. Os tipos mais consumidos são de vacas, ovelhas e cabras. Os países ocidentais bebem o leite de vaca com mais frequência.

O consumo de leite é um tópico muito debatido no mundo da nutrição, então você pode se perguntar se é saudável ou prejudicial. Abaixo estão cinco benefícios de saúde do leite, apoiados pela ciência, para que você possa decidir se é a escolha certa para você.

1. O leite é embalado com nutrientes

leite

O perfil nutricional do leite é impressionante. Afinal, ele foi projetado para nutrir totalmente os animais recém-nascidos. Apenas uma xícara de leite de vaca contém:

Calorias: 146
Proteína: 8 gramas
Gordura: 8 gramas
Cálcio: 28%
Vitamina D: 24%
Riboflavina (B2): 26%
Vitamina B12: 18%
Potássio: 10% 
Fósforo: 22%
Selênio: 13%

O leite é uma excelente fonte de vitaminas e minerais, incluindo “nutrientes importantes”, que são pouco consumidos por muitas populações. Fornece potássio, vitamina B12, cálcio e vitamina D, que faltam em muitas dietas.

O leite também é uma boa fonte de vitamina A, magnésio, zinco e tiamina (B1). Além disso, é uma excelente fonte de proteína e contém centenas de diferentes ácidos graxos, incluindo ácido linoléico conjugado (CLA) e ômega-3.

O ácido linoléico conjugado e os ácidos graxos ômega-3 estão ligados a muitos benefícios à saúde, incluindo um risco reduzido de diabetes e doenças cardíacas. O conteúdo nutricional do leite varia, dependendo de fatores como o teor de gordura e a dieta e o tratamento da vaca de onde veio.

Por exemplo, o leite de vacas que comem principalmente capim contém quantidades significativamente mais altas de ácido linoléico conjugado e ácidos graxos ômega-3. Além disso, o leite de vaca orgânico e alimentado com capim contém quantidades maiores de antioxidantes benéficos, como vitamina E e betacaroteno, que ajudam a reduzir a inflamação e combater o estresse oxidativo.

2. É uma boa fonte de proteína de qualidade

leite

O leite é uma rica fonte de proteína, com apenas um copo contendo 8 gramas. A proteína é necessária para muitas funções vitais do corpo, incluindo crescimento e desenvolvimento, reparo celular e regulação do sistema imunológico. O leite é considerado uma “proteína completa”, o que significa que contém todos os nove aminoácidos essenciais necessários para o seu corpo funcionar em um nível ideal.

Existem dois tipos principais de proteínas encontradas no leite – caseína e proteína de soro de leite. Ambos são considerados proteínas de alta qualidade. A caseína compõe a maioria das proteínas encontradas no leite de vaca, compreendendo 70%-80% do conteúdo total de proteínas. O soro de leite responde por cerca de 20%.

A proteína de soro de leite contém os aminoácidos de cadeia ramificada leucina, isoleucina e valina, todos ligados a benefícios à saúde. Os aminoácidos de cadeia ramificada podem ser particularmente úteis na construção muscular, prevenindo a perda muscular e fornecendo combustível durante o exercício.

Beber leite está associado a um menor risco de perda muscular relacionada à idade em vários estudos. De fato, o maior consumo de leite e produtos lácteos tem sido associado a maior massa muscular de corpo inteiro e melhor desempenho físico em adultos mais velhos.

O leite também demonstrou aumentar o reparo muscular em atletas. De fato, vários estudos demonstraram que o consumo de leite após um treino pode diminuir os danos musculares, promover o reparo muscular, aumentar a força e até diminuir a dor muscular. Além disso, é uma alternativa natural às bebidas proteicas altamente processadas comercializadas para a recuperação pós-treino.

3. Benefícios do leite para a saúde óssea

mulher tomando leite

Beber leite tem sido associado a ossos saudáveis. Isso ocorre devido à sua poderosa combinação de nutrientes, incluindo cálcio, fósforo, potássio, proteína e vitamina K2 (em laticínios alimentados com capim, com gordura total). Todos esses nutrientes são essenciais para manter ossos fortes e saudáveis.

Aproximadamente 99% do cálcio do seu corpo é armazenado nos ossos e dentes. O leite é uma excelente fonte de nutrientes dos quais seu corpo depende para absorver adequadamente o cálcio, incluindo vitamina D, vitamina K, fósforo e magnésio.

A adição de leite e laticínios à sua dieta pode prevenir doenças ósseas como a osteoporose. Estudos associaram leite e laticínios a um risco menor de osteoporose e fraturas, especialmente em adultos mais velhos. Além disso, o leite é uma boa fonte de proteína, um nutriente essencial para a saúde óssea.

De fato, a proteína representa cerca de 50% do volume ósseo e cerca de um terço da massa óssea.As evidências sugerem que comer mais proteína pode proteger contra a perda óssea, especialmente em mulheres que não consomem cálcio suficiente na dieta.

4. Ajuda a evitar ganho de peso

leite

Vários estudos associaram a ingestão de leite a um menor risco de obesidade. Curiosamente, esse benefício foi associado apenas ao leite integral. Um estudo realizado com 145 crianças latinas de três anos descobriu que o maior consumo de gordura do leite estava associado a um menor risco de obesidade infantil.

Outro estudo, incluindo mais de 18.000 mulheres de meia-idade e idosas, mostrou que ingerir mais laticínios ricos em gordura estava associado a menos ganho de peso e menor risco de obesidade. O leite contém uma variedade de componentes que podem contribuir para a perda de peso e impedir o ganho de peso.

Por exemplo, seu alto teor de proteínas ajuda você a se sentir cheio por um longo período de tempo, o que pode evitar excessos. Além disso, o ácido linoléico conjugado no leite foi estudado por sua capacidade de aumentar a perda de peso, promovendo a quebra de gordura e inibindo a produção de gordura.

Além disso, muitos estudos associaram dietas ricas em cálcio a um menor risco de obesidade. As evidências sugerem que pessoas com maior ingestão de cálcio na dieta apresentam menor risco de estar acima do peso ou obesas. Estudos mostraram que altos níveis de cálcio na dieta promovem a quebra de gordura e inibem a absorção de gordura no corpo.

5. O leite é um ingrediente versátil

O leite é uma bebida nutritiva que oferece vários benefícios à saúde. Além disso, é um ingrediente versátil que pode ser facilmente adicionado à sua dieta. Além de beber leite, tente estas ideias para incorporá-lo à rotina diária:

smoothie verde suco pixabay

=Smoothies: excelente base de alta proteína. Tente combiná-lo com verduras e uma pequena quantidade de frutas para um lanche nutritivo.
=Aveia: fornece uma alternativa saborosa e mais nutritiva à água ao fazer sua aveia matinal ou cereal quente.
=Café: adicioná-lo ao café ou chá da manhã dará à sua bebida um impulso de nutrientes benéficos.
=Sopas: tente adicioná-lo à sua receita de sopa favorita para obter mais sabor e nutrição.

Se você não é fã de leite, existem outros produtos lácteos com perfis nutricionais semelhantes. Por exemplo, iogurte sem açúcar feito de leite contém a mesma quantidade de proteína, cálcio e fósforo. É uma alternativa saudável e versátil para molhos e coberturas processados.

O leite não é para todos

Embora o leite possa ser uma boa escolha para alguns, outros não podem digeri-lo ou optar por não consumi-lo. Muitas pessoas não toleram o leite porque não conseguem digerir a lactose, um açúcar encontrado no leite e nos laticínios. Curiosamente, a intolerância à lactose afeta cerca de 65% da população do mundo.

Outros optam por não consumir leite ou produtos lácteos devido a restrições alimentares, preocupações com a saúde ou razões éticas. Isso levou a uma ampla variedade de alternativas de leite não-lácteo, incluindo:

leite amendoas 2

=Leite de amêndoa: feita a partir de amêndoas, essa alternativa baseada em vegetais tem menos calorias e gordura do que o leite de vaca.
=Leite de coco: esta bebida tropical feita com água e polpa de coco tem uma textura cremosa e sabor suave.
=Leite de caju: caju e água se combinam para fazer esse substituto sutilmente doce e rico.

leite soja
=Leite de soja: contém uma quantidade semelhante de proteína que o leite de vaca e tem um sabor suave.
=Leite de cânhamo: essa alternativa é feita a partir de sementes de cânhamo e fornece uma boa quantidade de proteínas vegetais de alta qualidade.
=Leite de aveia: este substituto tem sabor muito suave e consistência mais espessa, tornando-o um ótimo complemento para o café.

leite-de-arroz.jpg
=Leite de arroz: uma ótima opção para pessoas com sensibilidades ou alergias, pois é o menos alergênico de todos os leites.

Ao escolher um substituto para o leite não saudável, lembre-se de que muitos desses produtos contêm ingredientes adicionados, como adoçantes, sabores artificiais, conservantes e espessantes.

Escolher um produto com ingredientes limitados é uma boa opção ao comparar marcas. Leia os rótulos para determinar qual melhor se adapta às suas necessidades. Se possível, mantenha variedades sem açúcar para limitar a quantidade adicionada em sua dieta.

Conclusão

café da manhã leite frutas.png

O leite é uma bebida rica em nutrientes que pode beneficiar sua saúde de várias maneiras. Está repleto de nutrientes importantes, como cálcio, fósforo, vitaminas do complexo B, potássio e vitamina D. Além disso, é uma excelente fonte de proteína.

Beber leite e produtos lácteos pode prevenir a osteoporose e fraturas ósseas e até ajudar a manter um peso saudável. Muitas pessoas não conseguem digerir o leite ou optam por evitá-lo por motivos pessoais.

Para quem é capaz de tolerá-lo, o consumo de leite e produtos lácteos de alta qualidade tem provado fornecer vários benefícios à saúde.

Fonte: HelathLine

Alergia e intolerância alimentar são problemas diferentes

A alergia alimentar já é considerada um problema de saúde pública. Cerca de 8% das crianças com menos de três anos e até 3% dos adultos são afetados pela doença. Nos Estados Unidos, 1 em cada 13 crianças tem alergia alimentar. Apesar dos dados sobre a sua incidência no Brasil serem escassos e limitados, indícios apontam sua ascensão, o que motivou inúmeros avanços nos tratamentos nos tratamentos nos últimos sete anos.

coceira pele alergia

A alergia alimentar é uma reação do sistema imunológico após a ingestão de determinado alimento, que mesmo consumidos em pequenas quantidades, podem desencadear sinais e sintomas que variam de gravidade. “A função do nosso sistema imunológico é proteger o corpo. Quando uma reação alérgica acontece, é porque houve resposta imunológica inadequada”, esclarece o pneumologista Wilson Rocha.

São várias as reações relacionadas à alergia alimentar. Os sintomas podem ser leves, como uma erupção discreta no corpo ou até mais graves e fatais, como a anafilaxia ou choque anafilático. Nestes casos, há uma reação sistêmica imediata com comprometimento da pele, do trato gastrointestinal, sistema respiratório e cardiovascular que, se não for tratada com rapidez, pode levar o paciente à morte.

Todos os alimentos são considerados potencialmente alergênicos, mas, segundo a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai), 80% de todas as alergias ocorrem por causa de oito produtos específicos: leite, ovo, soja, trigo, amendoim, castanhas, peixes e crustáceos.

mulher garganta pescoço tireoide

No entanto, é importante ficar atento. É fácil confundir alergia alimentar com intolerância alimentar, que é uma reação muito mais comum. Esta última, no entanto, é menos grave e não envolve o sistema imunológico. “São processos diferentes. A intolerância alimentar é uma questão de dificuldade de digestão. No caso da alergia, a pessoa desenvolve anticorpos contra as proteínas alimentares”, alerta o alergista.

Em torno de 25% dos pais acham que os filhos possuem a doença por conta de diagnósticos errados. Para diagnosticar uma alergia alimentar corretamente, é preciso identificar a presença de alguns anticorpos no sangue ou fazer um teste de provocação. Sendo assim, o recomendado é consultar um especialista capacitado quando houver suspeita de alergia alimentar.

Fonte: Hospital Felício Rocho

Libre proporciona inclusão alimentar com salgados sem glúten e lactose

Promover a inclusão alimentar, oferecendo alimentos saborosos e artesanais para consumidores que possuem alergias e restrições alimentares, é a proposta da Libre, empresa especializada na produção de salgados e doces isentos de glúten, lácteos e açúcares.

Desenvolvidos especialmente para celíacos, pessoas intolerantes à lactose e que não podem ingerir açúcares, alguns produtos Libre também podem ser consumidos por vegetarianos, veganos e consumidores que fazem dietas restritivas ou buscam uma alimentação saudável, evitando a ingestão desses ingredientes.

Hoje, estima-se que uma em cada três pessoas é alérgica a algum alimento e que no mundo, 1 bilhão de pessoas sofrem deste mal. A perspectiva é de que em 2050 este índice alcance 4 bilhões de alérgicos. Só no Brasil, a alergia alimentar atinge cerca de 6% das crianças e 3,5% dos adultos. Estima-se que hoje, são mais 2 milhões de brasileiros celíacos e cerca de 70% da população adulta possui algum tipo de intolerância à lactose.

Para atender a esses públicos, a Libre lança uma linha de Empadas elaboradas com uma massa supermacia, à base de farinha de arroz e fécula de mandioca, sem manteiga, que derrete na boca. Produzidas nas versões Palmito, Escarola e Frango. As Empadas Libre são recheadas com ingredientes naturais, como o frango, que leva o selo da Ecocert, garantindo que as aves foram criadas livres de hormônios e antibióticos.

“Criamos a Libre para ajudar consumidores a se alimentar melhor, inclusive as pessoas que têm alguma restrição ao glúten e à lactose, para que elas encontrem esses produtos com mais facilidade e atender a demanda por esses alimentos que vem aumentando muito nos últimos anos. Queremos proporcionar a inclusão alimentar ao levar nossos produtos mais perto de todos, para que as pessoas tenham sempre uma opção sem alergênicos perto de casa ou do trabalho”, explica Calimério de Carvalho, diretor da empresa.

empada palmitomockup_empada_palmito_sem_fundo

Disponíveis em embalagens de 350g, as Empadas Libre são pré-assadas, ultracongeladas e de fácil preparo. Basta aquecer em forno convencional ou Airfryer a 18ºC por 15 minutos para que fiquem prontas.

mockup_empada_frango_sem_fundoempada_de_frango_libre_2

Ideais como opção de lanche, para uma refeição mais leve ou para festas, as Empadas Libre já estão disponíveis em empórios, lojas especializadas e em redes de varejo.

Informações: Libre

Os benefícios dos iogurtes vegetais

A procura por alimentos mais saudáveis e que substituem os de origem animal têm sido cada vez maior. A população brasileira está mais consciente da necessidade da diminuição da exploração dos animais e dos benefícios que uma alimentação vegana traz à saúde e ao meio ambiente.

Entre os alimentos mais consumidos quando falamos de alimentação de origem animal, estão o leite e seus derivados. Felizmente o mercado vegano para esses produtos também está crescendo e é possível achá-los com facilidade.

Além dos vegetarianos e veganos, que fazem suas escolhas com base em uma visão que vai além da saúde, existe o grupo de pessoas que não consomem leite nem seus derivados devido à intolerância à lactose e alergia à proteína do leite.

A qualidade dos nutrientes presentes em iogurtes vegetais é muito grande e são sim, muito saborosos, nutritivos e benéficos para a sua saúde.

O que o iogurte vegetal tem de bom?

Os Iogurtes Vida Veg, por exemplo, tem como base em sua composição, o coco, amêndoa e soja. Cada um deles tem características específicas carregados de nutrientes que só fazem bem ao nosso corpo, prezando pelo uso de ingredientes naturais, saudáveis e agradáveis ao paladar.

Iogurte vegetal de coco

iogurte coco

=Rico em vitaminas (c, b, a) e minerais (sódio, potássio, cálcio, manganês, magnésio, fósforo, cobre e ferro).
=Aumento dos níveis do considerado “bom colesterol” (HDL) e redução do “mau colesterol” (LDL), auxiliando assim na prevenção de doenças cardiovasculares.
=Exerce função antioxidante prevenindo contra a ação dos radicais livres.
=Possui ação diurética, evitando retenção de líquidos e inchaço.
=Fonte de energia rápida. Importante na dieta de praticantes de atividade física, pois a polpa concentra um aporte maior de potássio (principal mineral perdido no suor) que participa da contração e relaxamento dos músculos.

Iogurte vegetal de amêndoa

iogurte amendoa

=Aumento dos níveis do considerado “bom colesterol” (HDL) e redução do “mau colesterol” (LDL), auxiliando assim na prevenção de doenças cardiovasculares.
=Alto teor de antioxidantes, Vitamina E e B2.
=Boa quantidade de magnésio e potássio.

Iogurte vegetal de soja

iogurte soja

=Rico em proteínas e boa fonte de minerais (cálcio, magnésio, zinco, potássio e fósforo);
=Ajuda a elevar os níveis do “bom colesterol” (HDL) e a reduzir o “mau colesterol” (LDL), atuando na prevenção de doenças cardiovasculares;
=Possui isoflavonas, substâncias que ajudam a atenuar os efeitos da menopausa nas mulheres;
=Ajuda a fortalecer os ossos e aumentar a densidade óssea;
=Rico em ômega-3 e ômega-6;
=No iogurte da Vida Veg a soja é fermentada e não transgênica, forma indicada para o consumo. Para se obter a matéria-prima, a soja é submetida a um tratamento térmico adequado para inativação dos fatores antinutricionais e microbiológicos, tornando-se um ingrediente funcional, de alto valor nutritivos.

Os iogurtes vegetais são ricos em nutrientes e muito importantes na manutenção da saúde do corpo. Não é preciso consumir produtos de origem animal para se manter saudável. Os vegetais oferecem tudo que nosso organismo precisa, basta manter a dieta equilibrada e o prato bem colorido.

Fonte: Vida Veg

Salvar

Diarreia crônica pode ter várias causas, saiba identificar

Muito comuns e sem cura, as doenças podem atingir qualquer faixa etária e ainda causam prejuízos na qualidade de vida

A diarreia crônica é caracterizada pela redução na consistência das fezes, que podem ser amolecidas a líquidas, associada a um aumento do número de evacuações por mais de quatro semanas. Além do desconforto físico, também compromete a qualidade de vida, já que se torna um incômodo no dia a dia.

Segundo Matheus Freitas Cardoso de Azevedo, gastroenterologista da Rede de Hospitais São Camilo, de São Paulo, a diarreia crônica apresenta várias causas, como a síndrome do intestino irritável, intolerância à lactose, doença celíaca e diverticulite. “Elas podem acontecer em qualquer idade, sendo que algumas são mais comuns em fases específicas. A doença celíaca e síndrome do intestino irritável com adultos jovens, e a diverticulite, costuma atingir pessoas com mais de 50 anos”, explica.

O diagnóstico para a causa da diarreia crônica deve ser realizado pela consulta detalhada, analisando a rotina e histórico, além de exames complementares para direcionar o tratamento específico. Saiba mais sobre cada uma:

1) Intolerância à lactose

dor-de-barriga-mulher

O que é: a incapacidade de digestão da lactose – açúcar encontrado principalmente no leite e produtos lácteos – causada pela ausência da enzima responsável por esta função. Atinge cerca de 70% da população mundial.

Sintomas: dor e/ou distensão abdominal, diarreia, gases e náuseas. Em muitos casos pode ocorrer somente desconforto, sem diarreia.

Tratamento: dieta sem produtos com lactose na composição e suplementação da enzima lactase, encontrada em forma de pastilhas, em pó, comprimidos ou cápsulas, que deve ser adicionada aos produtos lácteos ou ingerida via oral antes da ingestão, possibilitando a digestão. “É importante colocar na dieta outros alimentos ricos em cálcio para suprir as necessidades do organismo”, ressalta Azevedo.

2) Intolerância ao glúten

dieta-sem-gluten

O glúten é um complexo proteico presente no trigo, centeio e cevada comum em alimentos como pães, massas e bolos. As principais doenças relacionadas à ingestão de glúten são doença celíaca e hipersensibilidade ao glúten:

O que é doença celíaca: doença autoimune que afeta o intestino delgado, desencadeada após a ingestão de alimentos que contêm glúten, dificultando a absorção de nutrientes, vitaminas, sais minerais e água.

Sintomas: dor abdominal, diarreia, gases, fraqueza, perda de peso, diminuição do apetite, lesões de pele, anemia, deficiência de ferro e atraso de crescimento em crianças.

Tratamento: dieta sem glúten por toda a vida. “É o único tratamento efetivo, pelo risco de complicações como anemia, déficit de crescimento, osteoporose e até câncer do intestino delgado”, explica o médico.

O que é hipersensibilidade ao glúten: reação intestinal logo após a ingestão de alimentos com glúten e que some com a retirada do alimento.

Sintomas: dor abdominal, diarreia, gases e náuseas.

O especialista reforça que não é possível diferenciar as doenças pelos sintomas, pois são muito parecidos. “Portanto, a triagem para a doença celíaca deve ocorrer antes de uma dieta sem glúten ser implementada, uma vez que a pessoa inicia uma dieta livre de glúten, o teste para doença celíaca não é mais confiável. Além disso, embora sejam tratadas com alimentação sem glúten, a distinção é muito importante pelo risco de complicações da doença celíaca a médio e longo prazo, principalmente naqueles que não aderem a dieta corretamente”, diz.

3) Síndrome do Intestino Irritável

colica intestinbal sii peq

O que é: doença que causa desordem intestinal, mais comum dos 15 aos 45 anos, principalmente em mulheres. De acordo com o gastroenterologista, pode ser gerada por vários fatores, muitas vezes associada a problemas psicológicos como ansiedade, depressão, fibromialgia, enxaqueca e distúrbios do sono. “A doença é mais comum que se imagina, atingindo aproximadamente 20% da população mundial”, reforça o gastroenterologista.

Sintomas: dor abdominal, alteração do hábito intestinal com episódios de diarreia ou constipação, gases, sensação de urgência intestinal principalmente após as refeições.

Tratamento: medicamentos antiespasmódicos para controle da dor abdominal, laxativos para constipação, e medicamentos obstipantes, para controle da diarreia. Os antidepressivos também podem ser utilizados, pois apresentam ação no controle da dor abdominal e ajudam no hábito intestinal, além de tratar possíveis doenças psicológicas. “Nos últimos anos, dietas com baixo poder de fermentação têm sido estudadas como um tratamento eficaz. Além disso, também o acompanhamento em conjunto com nutricionista e/ou psicólogo e psiquiatra”, conta o médico.

4) Diverticulite

intestino-figado-corpo-elionas2-pixabay

O que é: inflamação dos divertículos, que são pequenas saculações ou “sacos” na parede do intestino grosso. É causada pela obstrução do divertículo por fezes ou restos de alimentos não digeridos e dieta pobre em fibras (legumes, verduras e frutas), que leva ao aumento da movimentação do intestino para eliminar o bolo fecal – histórico de prisão de ventre.

Sintomas: geralmente sem sintomas, mas em alguns casos, pode acontecer forte dor abdominal e diarreia. Segundo Alexander de Sá Rolim, cirurgião do aparelho digestivo e proctologista especialista em doença inflamatória intestinal da Rede de Hospitais São Camilo, de São Paulo, a diverticulite pode ser leve ou grave com necessidade de internação e cirurgia. “Normalmente, a entrada no pronto-socorro é com queixa de dor abdominal, e muitas vezes, já necessita de internação”, explica.

Tratamento: inclusão de fibras e água na dieta, e em casos mais graves, internação para controle da infecção abdominal e até cirurgia.

Fonte: Rede de Hospitais São Camilo

Kefir: nove benefícios para a saúde baseados em evidências

Rico em nutrientes e probióticos, é muito benéfico para a digestão e a saúde intestinal; muitas pessoas o consideram mais saudável que o iogurte. A seguir, nove benefícios do kefir para a saúde que são apoiados por pesquisas.

1. Kefir é uma fonte fantástica de muitos nutrientes

kefir
Kefir é uma bebida fermentada, tradicionalmente feita com leite de vaca ou de cabra. É feito adicionando grãos de kefir ao leite. Não são grãos de cereais, mas colônias semelhantes a grãos de leveduras e bactérias de ácido láctico que se assemelham a uma couve-flor na aparência.

Durante aproximadamente 24 horas, os micro-organismos nos grãos de kefir se multiplicam e fermentam os açúcares no leite, transformando-o em kefir. Em seguida, os grãos são removidos do líquido e podem ser usados ​​novamente.

Em outras palavras, o kefir é uma bebida, mas os grãos de kefir são a cultura inicial que você usa para produzir a bebida. O Kefir originou-se de partes da Europa Oriental e do Sudoeste Asiático. O nome é derivado da palavra turca keyif, que significa “sentir-se bem” depois de comer.

As bactérias do ácido láctico dos cereais transformam a lactose do leite em ácido láctico, por isso o kefir tem um sabor azedo como o do iogurte – mas tem uma consistência mais fina.

Uma porção de 180 ml de kefir com baixo teor de gordura contém (2):

Proteína: 4 gramas
Cálcio: 10% do IDR
Fósforo: 15% do IDR
Vitamina B12: 12% do IDR
Riboflavina (B2): 10% do IDR
Magnésio: 3% do IDR
Uma quantidade razoável de vitamina D

Além disso, o kefir tem cerca de 100 calorias, 7 a 8 gramas de carboidratos e 3 a 6 gramas de gordura, dependendo do tipo de leite utilizado. Também contém uma ampla variedade de compostos bioativos, incluindo ácidos orgânicos e peptídeos, que contribuem para seus benefícios para a saúde. As versões sem leite do kefir podem ser feitas com água de coco, leite de coco ou outros líquidos doces. Estes não terão o mesmo perfil de nutrientes que o kefir à base de leite.

Resumo: Kefir é uma bebida de leite fermentado, cultivada a partir de grãos de kefir. É uma rica fonte de cálcio, proteínas e vitaminas do complexo B.

2. Kefir é um probiótico mais potente que o iogurte

kefir

Alguns microrganismos podem ter efeitos benéficos sobre a saúde quando ingeridos (3). Conhecidos como probióticos, esses microrganismos podem influenciar a saúde de várias maneiras, auxiliando na digestão, no controle do peso e na saúde mental (4, 5, 6).

O iogurte é o alimento probiótico mais conhecido na dieta ocidental, mas o kefir é, na verdade, uma fonte muito mais potente. Os grãos de kefir contêm até 61 cepas de bactérias e leveduras, tornando-os uma fonte probiótica muito rica e diversa, embora a diversidade possa variar (7). Outros produtos lácteos fermentados são feitos de muito menos variedades e não contêm leveduras.

Resumo:  kefir pode conter até 61 micro-organismos diferentes, tornando-se uma fonte muito mais potente de probióticos do que muitos outros produtos lácteos fermentados.

3. Kefir tem propriedades antibacterianas potentes

493ss_getty_rm_intestinal_bacteria
Getty Images

Certos probióticos no kefir são acreditados para proteger contra infecções. Isso inclui o probiótico Lactobacillus kefiri, que é exclusivo do kefir. Estudos demonstram que esse probiótico pode inibir o crescimento de várias bactérias nocivas, incluindo Salmonella, Helicobacter pylori e E. coli. O kefiran, um tipo de carboidrato presente no kefir, também possui propriedades antibacterianas.

Resumo: Kefir contém o probiótico Lactobacillus kefiri e o carboidrato kefiran, ambos protegem contra bactérias nocivas.

4. Kefir pode melhorar a saúde óssea e diminuir o risco de osteoporose

Osteoporosis 1a

A osteoporose é caracterizada pela deterioração do tecido ósseo e é um grande problema nos países ocidentais. É especialmente comum entre as mulheres mais velhas e aumenta drasticamente o risco de fraturas.

Garantir uma ingestão adequada de cálcio é uma das formas mais eficazes de melhorar a saúde óssea e retardar a progressão da osteoporose. A gordura do kefir não é apenas uma excelente fonte de cálcio, mas também a vitamina K2 – que desempenha um papel central no metabolismo do cálcio. A suplementação com K2 reduz o risco de fraturas em até 81%.

Estudos recentes em animais ligam o kefir ao aumento da absorção de cálcio nas células ósseas. Isso leva à melhora da densidade óssea, o que deve ajudar a prevenir fraturas.

Resumo: Kefir feito a partir de produtos lácteos é uma excelente fonte de cálcio, e kefir de leite integral também contém vitamina K2. Esses nutrientes têm grandes benefícios para a saúde óssea.

5. Kefir pode ser protetor contra o câncer

CANCER

O câncer é uma das principais causas de morte no mundo. Ocorre quando células anormais em seu corpo crescem incontrolavelmente, como em um tumor. Os probióticos em produtos lácteos fermentados são acreditados para reduzir o crescimento do tumor, estimulando o sistema imunológico. Portanto, é possível que o kefir possa combater o câncer .

Este papel protetor foi demonstrado em vários estudos de tubo de ensaio. Um estudo descobriu que o extrato de kefir reduziu o número de células de câncer de mama humano em 56%, comparado a apenas 14% para o extrato de iogurte. Tenha em mente que os estudos humanos são necessários antes que conclusões firmes possam ser feitas.

Resumo: alguns estudos em tubo de ensaio e em animais indicam que o kefir pode inibir o crescimento de células cancerígenas. No entanto, não existem estudos atuais em pessoas.

6. Os probióticos nele podem ajudar com vários problemas digestivos

kefir

Probióticos como o kefir podem ajudar a restaurar o equilíbrio de bactérias benéficas em seu intestino. É por isso que eles são altamente eficazes no tratamento de muitas formas de diarréia (19, 20).

Além disso, muitas evidências sugerem que probióticos e alimentos probióticos podem aliviar muitos problemas digestivos (5). Estes incluem a síndrome do intestino irritável (SII), úlceras causadas pela infecção por H. pylori e muitas outras (21, 22).

Por esta razão, o kefir pode ser útil se você tiver problemas com digestão.

Resumo: probióticos como o kefir podem tratar várias formas de diarreia. Eles também podem levar a melhorias em várias doenças digestivas.

7. Kefir tem baixa lactose

kefir.png

Alimentos lácteos regulares contêm um açúcar natural chamado lactose. Muitas pessoas, especialmente os adultos, são incapazes de decompor e digerir adequadamente a lactose. Essa condição é chamada de intolerância à lactose.

As bactérias do ácido láctico em alimentos lácteos fermentados – como o kefir e o iogurte – transformam a lactose em ácido láctico, pelo que estes alimentos são muito mais baixos em lactose do que o leite. Eles também contêm enzimas que podem ajudar a quebrar ainda mais a lactose.

Portanto, o kefir é geralmente bem tolerado por pessoas com intolerância à lactose, pelo menos em comparação ao leite comum. Tenha em mente que é possível fazer kefir 100% isento de lactose usando água de coco, suco de frutas ou outra bebida não láctea.

Resumo: kefir é pobre em lactose porque suas bactérias do ácido láctico já pré-digeriram a lactose. As pessoas que têm intolerância à lactose muitas vezes podem beber kefir sem problemas.

8. Kefir pode melhorar os sintomas de alergia e asma

asma pulmão

As reações alérgicas são causadas por respostas inflamatórias contra certos alimentos ou substâncias. Pessoas com um sistema imunológico super-sensível são mais propensas a alergias, que podem provocar condições como a asma.

Em estudos com animais, o kefir mostrou suprimir respostas inflamatórias relacionadas a alergias e asma. Estudos em humanos são necessários para explorar melhor esses efeitos.

Resumo: evidências limitadas de estudos em animais sugerem que beber kefir pode reduzir reações alérgicas.

9. Kefir é fácil de fazer em casa

David Niergarth on Visualhunt.com - CC BY kefir
Foto: David Niergarth on Visualhunt.com – CC BY

Se você não tem certeza sobre a qualidade do kefir comprado na loja, pode facilmente fazê-lo em casa. Combinado com frutas frescas, o kefir contribui para uma sobremesa saudável e deliciosa.

Grãos de kefir* estão disponíveis em algumas lojas de produtos naturais e supermercados, bem como online. Você também pode encontrar muitas postagens de blog e vídeos que ensinam a produção de kefir, mas o processo é muito simples:

=Coloque 1 a 2 colheres de sopa (14-28 gramas) de grãos de kefir em um pequeno frasco. Quanto mais você usar, mais rápida será a cultura.  Adicione cerca de 2 xícaras (500 ml) de leite, de preferência orgânico ou mesmo cru. O leite de vacas alimentadas com capim é mais saudável. Deixe 1 polegada (2,5 cm) de espaço no topo do frasco.
Você pode adicionar um pouco de creme gordo se você quiser um kefir mais grosso. Coloque a tampa e deixe por 12-36 horas à temperatura ambiente. É isso aí.
Depois que começarem a aparecer pedaços, está pronto. Depois, você gentilmente coa o líquido e os grãos originais de kefir são deixados para trás.

Agora você pode colocar os grãos em um novo pote com um pouco de leite,  e o processo começa novamente. É delicioso, nutritivo e altamente sustentável.

Resumo: você pode facilmente produzir kefir caseiro usando grãos de kefir e leite.

O ponto de partida

Kefir é um alimento saudável e fermentado, com uma consistência comparável ao iogurte. Produto tradicionalmente feito a partir de leite de vaca, mas muitas opções não lácteas estão disponíveis. Estudos sugerem que ele estimula o sistema imunológico, auxilia em problemas digestivos, melhora a saúde dos ossos e pode até mesmo combater o câncer.

*No Brasil, o kefir costuma ser doado.

Fonte: Health Line

Cinco sinais que uma dieta de baixo Fodmap pode ser boa para você

Você tem problemas digestivos? Você tem medo de voar, sair para jantar ou até mesmo fazer sexo, porque você não sabe quando esse momento de “necessidade de banheiro imediata” vai chegar.

Quando dores de barriga, gases, inchaço, constipação ou diarreia são um problema frequente, é hora de procurar o médico para procurar a causa subjacente. Muitas vezes, esses sintomas são indicadores da Síndrome do Intestino Irritável (SII). De acordo com o American College of Gastroenterology, a SII é um dos distúrbios gastrointestinais mais comuns, afetando cerca de 20% da população. É tão comum que é responsável por 40% de todas as consultas com gastroenterologistas.

A boa notícia é que a pesquisa sugere que as pessoas com a síndrome podem reduzir ou, em alguns casos, eliminar seus sintomas digestivos seguindo uma dieta com baixo teor de Fodmap.

Fodmaps são carboidratos que podem ser mais difíceis de digerir para alguns indivíduos com os chamados “distúrbios gastrointestinais funcionais”, como a SII. Fodmaps significa fermentáveis, oligossacarídeos, dissacarídeos, monossacarídeos e polióis fermentáveis. Alguns alimentos ricos em Fodmap incluem trigo, cebola, alho, legumes, leite, mel, maçãs, frutas secas, alguns substitutos do açúcar e fibras adicionadas.

Enquanto todos experimentam os sintomas da SII de forma diferente, aqui estão 5 sinais de que uma dieta baixa Fodmap pode ser o ideal para você*:

banheiro feminino alvimann

1. Você se tornou um detetive de banheiro. Não importa onde você esteja, sua primeira preocupação é descobrir onde fica o banheiro mais próximo. Você pode realmente planejar suas atividades ao ar livre – caminhadas ou corridas – em torno de onde você sabe que há um banheiro.

barriga

2. Você parece grávida de cinco meses depois de uma refeição. Algumas pessoas que sofrem da SII experimentam grande inchaço e distensão depois de comer. Você pode sentir que passou do “tamanho normal” para o tamanho de cinco meses de gestação.

como-funciona-fobia-de-aviao

3. Você está na zona de exclusão aérea. Os sintomas da SII podem causar tanta agitação que você evita viajar porque se sente mais seguro perto de casa, perto do seu próprio banheiro. E se você precisar voar, escolhe seu lugar com base na proximidade do banheiro.

casal cama separado

4. Você pula o sexo! Seus sintomas de SII podem ser tão graves ou embaraçosos que você evita o sexo por medo de soltar gases ou precisar correr para o banheiro quando as coisas começam a acontecer no quarto.

fodmap-3.jpg

5. Alimentação  “saudável” não parece ajudar. Você já tentou comer mais frutas e verduras, sem glúten e acrescentando mais fibras à sua dieta, mas ainda tem sintomas. Isso pode ocorrer porque muitos alimentos saudáveis – incluindo certas frutas e vegetais – contêm Fodmaps.

Ao eliminar alimentos ricos em Fodmap de sua dieta, você pode reduzir alguns ou mesmo todos os seus sintomas desagradáveis. Como há muitos alimentos ricos em Fodmap é necessário um compromisso, e não há espaço para fazer tapeação nessa dieta. No entanto, isso é apenas para a fase de eliminação que normalmente dura de duas a seis semanas.

frutas vermelhas skyangel

Depois disso, você pode reintroduzir gradualmente os alimentos ricos em Fodmap em sua dieta, mantendo apenas os que não causam sintomas. Embora isso possa parecer difícil, agora existem algumas marcas de alimentos e outras que criaram refeições e / ou lanches para ajudar a manter um plano de baixo Fodmap muito mais fácil.

* Converse com seu médico antes de iniciar uma nova dieta

Fonte: Katherine Brooking – WebMD

Para saber mais sobre a dieta Fodmap clique aqui.


Salvar

Intolerância à lactose: 14 maneiras de continuar a amar laticínios

Se você é como eu e tem intolerância à lactose, estas dicas vão ajudar e bastante na sua rotina diária:

1 – Conheça o seu limite de lactose

getty_rf_photo_of_woman_tracking_lactose_levels_in_journal
Se é intolerante à lactose, você ainda pode comer alimentos com lactose – com moderação. A chave é conhecer o seu limite. Mantenha um diário alimentar, anote quando, o quê e o quanto você comeu e como você se sentiu. Você deve ver um padrão emergir e vai aprender quanto ou pouca lactose pode consumir. Então, fique no seu limite.

2 – Considere leite e outros laticínios sem lactose

getty_rf_photo_woman_selecting_milk

Para os bebedores regulares de leite, a maioria dos supermercados tem leite sem lactose ou com baixo teor de lactose em suas seções de laticínios ou alimentos especiais. Você também pode encontrar queijo sem lactose, iogurte sem lactose e outros produtos lácteos. Pode ser difícil obter cálcio suficiente quando você é intolerante à lactose. O leite sem lactose, no entanto, tem a mesma quantidade de cálcio que o normal.

3 – Tome o controle de sua alimentação

getty_rf_photo_of_woman_taking_control_by_brown_bagging_lunch

Assuma o controle de suas refeições em vez de lutar para encontrar algo que você possa comer em um menu. Ao cozinhar em casa, você pode substituir o leite em receitas com a versão sem lactose. Você também pode comprar um livro de receitas  sem lactose e começar a experimentá-las. Muitas receitas clássicas podem ser adaptadas para se adaptarem a uma dieta intolerante à lactose. Controle os ingredientes que vão na refeição e pode se surpreender com quanta variedade você pode comer.

4 – Considere suplementos de lactase

getty_rm_photo_of_man_holding_capsule_and_milk

Não é uma cura, mas tomar suplementos de enzima lactase pode ajudá-lo a comer alimentos que contenham lactose. Os suplementos são encontrados em muitas formas, incluindo cápsulas e comprimidos mastigáveis. Eles podem ser particularmente úteis se você não souber os ingredientes exatos da sua refeição. Se os suplementos não ajudarem os seus sintomas, certifique-se de consultar o seu médico.

5 – Caça à lactose oculta

getty_rf_photo_of_man_hunting_for_hidden_lactose

A lactose é encontrada na maioria dos produtos lácteos, exceto aqueles marcados com “sem lactose”, como leite ou queijo sem lactose. Também pode ser em alimentos embalados, como misturas secas, refeições congeladas e assados. Leia atentamente os rótulos dos alimentos e atente para ingredientes como “sólidos de leite”, “leite em pó” e “coalhada”. Se você optar por comer esses alimentos, talvez seja necessário tomar um suplemento de lactase para ajudar a prevenir os sintomas.

6 – Pergunte aos especialistas

getty_rm_photo_of_woman_asking_a_nutritionist_about_lactose_intolerance

Aprender uma nova maneira de comer não é fácil, mas você não precisa fazer isso sozinho. Peça ao seu médico para sugerir uma nutricionista para ajudá-lo a gerenciar sua dieta. Ela pode ensiná-lo a ler os rótulos dos alimentos, compartilhar dicas de alimentação saudável, informar a quantidade de laticínios que você pode comer ou beber sem sintomas e indicar alimentos com lactose reduzida ou sem lactose para fornecer uma dieta bem equilibrada.

7 – Porções menores, menos sintomas

getty_rm_photo_of_milk_cookies_smaller_portions

Talvez você não possa desfrutar de um copo grande de leite com biscoitos, mas você pode tentar uma porção menor. Comece com um copo de 120 ml em vez de um total de 240 ml. Aumente gradualmente a quantidade de leite até começar a notar sintomas desagradáveis. Ouça seu corpo. Ele informará quando você atingiu seu limite. Se você quiser evitar completamente a lactose, experimente o leite de vaca sem lactose ou bebidas não lácteas, como o leite de soja.

8 – Desfrute de laticínios, acompanhados

getty_rf_photo_of_woman_enjoying_dairy_with_other_foods

Em vez de comer ou beber produtos lácteos por si só, tente consumi-los com alimentos que não contenham lactose. Para algumas pessoas, a combinação de produtos lácteos com outros alimentos pode reduzir ou mesmo eliminar os sintomas habituais. Portanto, não beba apenas um copo de leite pela manhã. Despeje sobre o cereal ou tenha um pedaço de torrada do lado.

9 – Escolhas os melhores queijos para você

getty_rf_photo_of_closeup_of_swiss_cheese

Com intolerância à lactose, você ainda pode comer queijo, mas escolha com cuidado. Queijos duros e envelhecidos, como suíço, parmesão e cheddar, são mais pobres em lactose. Outras opções de queijo de baixa lactose incluem cottage ou feta, feito de leite de cabra ou ovelha. Certos tipos de queijos – especialmente os macios ou cremosos, como brie, são mais ricos em lactose. Se você quiser evitar laticínios completamente, tente queijos sem lactose.

10 – Aprenda a amar o iogurte

getty_rf_photo_of_yogurt_on_fruit_and_cereal

Procure por iogurte com culturas bacterianas vivas e ativas. Quando você come esse tipo de iogurte, as culturas bacterianas podem ajudar a quebrar a lactose. Além disso, apenas 1 xícara de iogurte natural com baixo teor de gordura fornece 415 mg de cálcio. Mas esqueça o frozen yogurt. Ele não contém culturas vivas suficientes, o que significa que pode causar problemas para pessoas intolerantes à lactose. Para estar seguro, você pode sempre escolher iogurte sem lactose.

11 – Probióticos para intolerância à lactose

getty_rm_photo_of_probiotic_rich_kefir

Para algumas pessoas, os probióticos podem aliviar os sintomas da intolerância à lactose. Probióticos são microrganismos vivos, geralmente bactérias, que restauram o equilíbrio de bactérias “boas” em seu sistema digestivo. Eles podem ser encontrados em alimentos como iogurte ou kefir – leite rico em probióticos – bem como suplementos dietéticos. Fale com o seu médico para ver se os probióticos que podem ajudá-lo.

12 – Comer fora quando se é intolerante à lactose

getty_rm_photo_of_woman_asking_server_for_allergy_guide

Você ainda pode jantar fora seguindo uma dieta sem lactose. Pergunte ao garçom se há um guia para o menu que mostra quais alimentos contêm leite. Ou deixe o seu anfitrião saber quais os alimentos que você está evitando. Tome um suplemento de lactase no caso de escapar algum ingrediente lácteo. Coma com simplicidade. Por exemplo, pule os molhos cremosos e condimentos lácteos como creme azedo.

13 – Cozinha caseira com baixa lactose

getty_rm_photo_of_person_cooking_lactose_free_at_home

Cozinhar com baixa lactose requer uma mudança de pensamento. Quanto mais simples você cozinhar, melhor. Use ervas e temperos para dar sabor à carne, peixe e legumes. Atenha-se a ingredientes frescos e use menos alimentos preparados. Experimente com caldo de galinha ou leites sem lactose para fazer molhos. Use queijos de baixa lactose para assar. Explore as cozinhas – como o mediterrânea ou a asiática – que não dependem muito de produtos lácteos.

14 – Ouça seu corpo

getty_rm_photo_of_woman_listening_to_her_body_make_right_decisions

Conforme você experimenta a ingestão de produtos lácteos, descobre quanto seu sistema digestivo pode suportar. Ouça o seu corpo e escolha sabiamente. Quer uma fatia de pizza de queijo? Lembre-se de como você se sentiu na última vez que comeu isso. Você inchou, sentiu-se desconfortável ou teve cólica? Se assim foi, tome um suplemento de lactase antes ou, em vez disso, troque por um sanduíche ou salada.

Fotos: Getty Images

Fonte: WebMD