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7 mentiras sobre restrição de glúten e lactose na dieta

Retirada total para quem não tem intolerância ou doença celíaca pode causar problemas à saúde

As dietas com restrição ou a retirada total de glúten e lactose têm ganhado espaço na casa de muitas pessoas que buscam emagrecer. Nos últimos 12 meses, segundo o Google Trends, a busca por “dieta sem glúten” cresceu mais de 550%. Já a procura por “dieta sem lactose” registrou um aumento repentino. Porém, quem não tem intolerância aos ingredientes deve ter cuidado com medidas assim. Essas restrições extremas devem ser seguidas pelos intolerantes à lactose, sensíveis ao glúten e os celíacos.

O glúten é uma proteína presente no trigo, cevada e centeio, responsável pela elasticidade nas massas e por dar maior flexibilidade aos alimentos. Já a lactose é o açúcar existente no leite – o leite de vaca, por exemplo, contém cerca de 5% de lactose.

Por conta da busca pelo peso ideal, muitos têm retirado o carboidrato e a proteína da rotina alimentar. Porém, a nutricionista do Hospital Marcelino Champagnat, Patrícia Lara, afirma que as dietas restritivas, sem glúten e lactose, são recomendadas apenas para quem tem diagnóstico clínico. “Não existe uma comprovação científica que certifique o benefício ou justifique a retirada desses itens da dieta para os indivíduos saudáveis”, destaca. Sendo assim, há muitos mitos sobre a redução do consumo de glúten e lactose na dieta alimentar. Confira alguns deles abaixo:

Glúten engorda

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Mentira. O glúten não é o responsável pelo aumento de peso. Mas, de acordo com a nutricionista, o que faz engordar são os outros componentes dos alimentos que contêm glúten, como carboidrato e gordura. Sendo assim, a perda de peso pode ser pelo fato da retirada de pizza, cerveja e doces da dieta.

Retirar lactose da alimentação ajuda a emagrecer

Mentira. Não há evidências científicas que mostrem que cortar a lactose da dieta pode ajudar a reduzir o peso. “O fato de algumas pessoas emagrecerem com a restrição da lactose pode ser devido à diminuição calórica total na dieta”, explica Patrícia. Para emagrecer, a indicação é seguir uma alimentação saudável e equilibrada, com ajuda de um profissional.

Glúten é um carboidrato

Mentira. O glúten é uma proteína encontrada no trigo, cevada e centeio. “Quando o glúten é consumido de maneira equilibrada e correta, ao chegar no intestino ajuda na renovação das bactérias boas e na digestão alimentar”, ressalta a nutricionista.

Alimentos integrais não têm glúten

Mentira. Pão, macarrão, biscoitos e torradas contêm glúten. Dessa forma, mesmo na versão integral, em cardápios com uma alimentação equilibrada, a proteína está presente. “A definição de alimentos integrais está na quantidade de fibra que ele possui, os outros componentes continuarão na mesma proporção. Um exemplo são as farinhas com o selo do Whole Grain Council, que fazem parte do portfólio da Unium e que possuem 100% dos componentes dos grãos de trigo e procedência do alimento”, explica o coordenador de negócios do moinho de trigo da Unium, Cleonir Vitorio Ongaratto.

Lactose é prejudicial para quem não tem intolerância

Mentira. A lactose não causa prejuízo para quem não apresenta intolerância. O consumo em excesso pode provocar desconfortos gastrointestinais temporários. Desde que o leite tenha qualidade e procedência, com a presença de cálcio e ferro, pode auxiliar no fortalecimento dos ossos e no combate à anemia. Para o coordenador comercial de leite da Unium, Rogério Marcus Wolf, o cuidado na industrialização é essencial. “Para um leite de qualidade e que mantenha suas características originais, e que fazem a diferença para a saúde, a atenção tem que começar na criação de animais e seguir até o fim da cadeia produtiva, no envio do produto aos mercados. Cada fase do processo exige dedicação e, claro, o compromisso de entregar um produto final de qualidade para o consumidor”, ressalta.

A retirada de glúten e lactose não causa problemas para a saúde

Mentira. A restrição completa de leite e derivados, a longo prazo, pode ocasionar problemas à saúde, como osteoporose. Já o problema da diminuição de glúten é a redução da quantidade de fibras na alimentação, já que, se feita sem a ajuda de um profissional, o consumidor pode acabar reduzindo o consumo das fibras como consequência da retirada do glúten. “Quando feitas sem acompanhamento e instrução, as dietas sem glúten podem ficar pobres em cereais, integrais e fibras por conta da restrição de alguns alimentos. Essa falta de alguns itens pode influenciar diretamente na saúde do intestino, por exemplo”, explica a nutricionista.

Somente crianças podem consumir lactose

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Mentira. A lactose é um carboidrato que pode ser consumido durante toda a vida, exceto intolerantes ou alérgicos. “Ao tomar qualquer decisão referente à saúde, é primordial que as pessoas consultem médicos e especialistas, ainda mais se tratando da saúde de crianças, que precisam dos nutrientes essenciais para um crescimento saudável”, finaliza Patrícia.

Fonte: Unium

Desafio de leites vegetais: ONG incentiva pessoas a adotarem dieta mais saudável e sustentável

Projeto ajuda intolerantes e novos adeptos do vegetarianismo a substituir o leite

A ONG internacional Sinergia Animal lançou o Desafio dos Leites Vegetais, uma ferramenta gratuita pensada para as pessoas que querem ou precisam parar de consumir laticínios de origem animal. Durante sete dias, os inscritos recebem comunicações diárias com dicas, receitas com substituições e informações sobre os impactos na saúde e no meio ambiente causados pelo consumo de leite animal.

“O projeto visa ajudar vegetarianos, que de acordo com pesquisa Ibope já são 14% da população brasileira, a fazerem a transição para o veganismo, estilo de vida que exclui o consumo de todos os tipos de produtos de origem animal. Além disso, também contempla pessoas que sentem desconforto digestivo após a ingestão de lactose, que segundo levantamento do Instituto Datafolha representam 35% dos brasileiros acima de 16 anos, e aqueles que desejam simplesmente explorar novas receitas”, explica Mirelle Coppi, coordenadora de ativismo e comunicações da Sinergia Animal.

Ela destaca que retirar o leite de origem animal da alimentação faz muitas pessoas descobrirem novos ingredientes e sabores. “Uma das vantagens dos leites vegetais é a diversidade: você pode fazê-lo com diversos insumos, desde soja, aveia, passando por todos os tipos de castanhas e sementes. Essa variedade pode tornar nossa alimentação muito mais nutritiva e também mostra que as alternativas podem muitas vezes ser baratas e acessíveis”, lembra Coppi, destacando que no desafio os inscritos aprendem não apenas a fazer o próprio leite vegetal, mas também diversas receitas como molhos, tortas e patês. 

Os hábitos de consumo dos brasileiros estão mudando

Foto: Steve Buissinne/Pixabay

Uma pesquisa realizada pela Euromonitor revelou que preocupações com a saúde, meio ambiente e bem-estar animal estão mudando os hábitos de consumo de produtos animais no Brasil. Entre 2013 e 2018, por exemplo, o consumo de bebidas vegetais como leite de coco, arroz, amêndoas e de outras castanhas registrou um crescimento de 35% ao ano no Brasil.

Não são poucos os motivos que explicam essa transformação. Segundo estudo realizado pela Universidade de Oxford, as emissões de gases de efeito estufa causados pela produção de leite de origem animal são até três vezes maiores do que as de alternativas vegetais. Ao mesmo tempo, estudos têm relacionado o consumo de leite de vaca com desenvolvimento de cânceres de próstata e de mama e de diabetes. Além disso, a produção de leite animal levanta preocupações a respeito da forma como as vacas são tratadas na pecuária industrial.

Conheça os benefícios de algumas das principais alternativas:

Leite de amêndoas

O leite de amêndoa é um dos mais utilizados e tem um sabor especial de nozes! É baixo em calorias, menos gordura saturada e mais gordura insaturada do que o leite de vaca. Quando feito em casa, é um dos leites vegetais que mais agrada as pessoas. Além de ter benefícios para a saúde, como gorduras saudáveis e alto índice de vitamina E. 

Leite de soja

É uma das alternativas com maior teor de proteína e menor impacto na pegada de carbono (muito menor que o leite de vaca!). As pessoas também consomem leite de soja por conter isoflavonas, que, de acordo com pesquisadores, têm efeitos anticâncer. Rico em cálcio e fósforo, pode ajudar a prevenir doenças cardíacas e osteoartrose. Também possui alto teor de ferro e vitaminas do grupo B, como folato e B6.

Leite de aveia

Foto: Antonis Achilleos – Food Stylist: Rishon Hanners

Você verá que a aveia produz um leite cremoso com sabor suave, perfeito tanto para bebidas quentes quanto para ser utilizado em várias receitas! Pode ser feito facilmente em casa e, portanto, é uma alternativa barata. Fornece mais vitamina B2 do que o leite de vaca e é rico em fibras e carboidratos de absorção lenta.

“Ainda é comum encontrar pessoas com receios sobre dietas vegetais, especialmente quando se trata de sabor — o que é absolutamente normal, já que a maioria de nós cresceu mergulhado em uma cultura alimentar muito dependente do consumo de animais. Mas o universo da alimentação vegetal é imenso e possui opções para todos os gostos. E é tendo em mente essa enorme variedade de sabores e das diferentes preferências das pessoas que propomos o desafio”, conta Coppi. 

Informações: Desafio dos Leites Vegetais da Sinergia Animal

Tofu: queijo vegetal é excelente fonte de proteínas e opção para intolerantes à lactose

Feito a partir do leite de soja, o alimento é originário da China e largamente utilizado na culinária oriental. Mais recentemente seu consumo foi disseminado pelo mundo ocidental e particularmente nas dietas veganas.

O queijo faz parte de diversos pratos culinários e acaba sendo difícil pensar em uma dieta sem ele. Mas intolerantes à lactose, pessoas alérgicas às proteínas do leite e veganos tem uma opção: o tofu.

“Ele é um tipo de queijo vegetal feito a partir do leite de soja. Originário da China, largamente utilizado na culinária oriental, recentemente seu consumo foi disseminado pelo mundo ocidental e particularmente nas dietas vegetarianas. O tofu é uma excelente fonte de proteína vegetal, contém todos os nove aminoácidos essenciais, portanto uma proteína de alto valor biológico. As proteínas participam em inúmeros processos celulares, como a replicação do DNA, estímulos e transporte de moléculas, catalisam reações bioquímicas condicionais para o metabolismo – além de funções estruturais, mecânicas, imunológicas e de sinalização celular”, destaca a médica nutróloga Marcella Garcez, diretora e professora da Associação Brasileira de Nutrologia.

O tofu é um alimento proteico muito versátil, pode ser utilizado em diversas receitas e formas, salgado, doce, frio ou aquecido. Cada porção de 100 gramas tem valor calórico de 75 kcal; gorduras 4,8 g; carboidratos 1,9 g; proteínas 8,1 g; fibras alimentares 0,5 g; água 84,5 g; cálcio 350,0 mg; ferro 5,4 mg; magnésio 30,0 mg; fósforo 97,0 mg; potássio 121,0 mg. “O tofu é um alimento que não tem colesterol na sua composição, se for consumido em substituição aos queijos de origem animal, principalmente os amarelos, mais ricos em colesterol, pode ajudar a reduzir os níveis séricos”, explica a médica nutróloga.

Além da proteína, o tofu é um queijo vegetal rico em cálcio e boa fonte de fósforo e magnésio, que são minerais importantes para a manutenção do metabolismo ósseo. Há um benefício também para a função cerebral, segundo a médica, já que as isoflavonas da soja, que são fitoestrógenos, ocupam receptores de estrogênios no cérebro, o que pode ter impactos positivos na memória e função cerebral.

“As isoflavonas de soja foram os primeiros fitoestrógenos reconhecidos por sua afinidade pelos receptores periféricos de estrogênio e capacidade de reduzir os sintomas do climatério e menopausa”, explica.

Como a soja possui alguns antinutrientes, que existem para proteger a planta, como fitatos, lectinas, oxalatos e inibidores de tripsina e esses elementos podem reduzir a absorção de nutrientes e causar alterações digestivas, a principal maneira de evitá-los é deixar de molho por pelo menos 12h as leguminosas, como a soja, antes de preparar qualquer alimento à base do grão. “Outras maneiras são a fermentação e a germinação dos grãos, também antes do preparo do tofu”, explica a médica.

Por fim, a médica ressalta que todo alimento funcional, como o tofu, deve ser inserido em uma dieta equilibrada, variada e o mais natural possível. “Mesmo sendo um alimento muito seguro e com muitas funcionalidades, deve ser consumido de forma mais moderada nos casos de câncer de mama em tratamento, perda de função renal e doenças de tireoide não equilibradas. As contraindicações se dão pelo consumo excessivo”, finaliza a médica.

Fonte: Marcella Garcez é médica nutróloga, Mestre em Ciências da Saúde pela Escola de Medicina da PUCPR, Diretora da Associação Brasileira de Nutrologia e Docente do Curso Nacional de Nutrologia da Abran, Membro da Câmara Técnica de Nutrologia do CRMPR, Coordenadora da Liga Acadêmica de Nutrologia do Paraná e Pesquisadora em Suplementos Alimentares no Serviço de Nutrologia do Hospital do Servidor Público de São Paulo.

Almond Breeze amplia portfólio e lança primeiro Creme com Amêndoas do Brasil

O produto cumpre o papel do tradicional creme de leite

Estrogonofe, mousse, cobertura, goiabada com creme… essas e muitas outras receitas ganham, a partir de agora, uma nova opção de ingrediente saboroso e sem leite: o Creme com Amêndoas Almond Breeze, em embalagem de 200g. O produto é um lançamento da Blue Diamond, em parceria com o Laticínios Bela Vista, que licencia, no Brasil, a marca Almond Breeze.

Cremoso, naturalmente sem lactose e sem glúten, o lançamento apresenta alta performance em receitas doces e salgadas. O Creme com Amêndoas Almond Breeze é uma alternativa ao creme de leite de origem animal, tanto para receitas doces como salgadas, inclusive em preparos que precisam ser aquecidos.

“Em sua formulação, não há presença de amendoim, soja, leite ou qualquer outro tipo de proteína animal. Sendo assim, apresentamos um produto que é ideal para o público vegetariano, vegano ou alérgicos à proteína do leite, e que faz questão de apreciar preparos deliciosos. A performance deste creme sem leite em receitas é surpreendente!”, destaca o Diretor da Blue Diamond para a América Latina, Edgar Fernandes.

Novo sabor da Bebida com Amêndoas Almond BreezeTM

Além do lançamento inédito no Brasil, a marca oferece mais uma novidade na sua linha de bebidas vegetais: o Almond Breeze Amêndoa e Coco, uma inovadora e deliciosa combinação de ingredientes e sabores, disponível na embalagem de 1 litro. Além de ser naturalmente sem lactose e livre de proteínas de origem animal, o produto é rico em vitaminas e cálcio, sendo ideal para quem procura uma alimentação mais leve e saudável.

“Quando a Almond Breeze chegou ao Brasil, apresentamos para o público a bebida de amêndoas em três sabores: Original, Baunilha e Chocolate. Por ser uma opção de bebida saudável e ao mesmo tempo muito saborosa, ela caiu no gosto dos consumidores e, para atender diversos pedidos, desenvolvemos um novo produto, misturando as amêndoas da Califórnia com a brasilidade do coco. O resultado é um produto gostoso, saudável e refrescante, no ponto do paladar brasileiro”, conta Ricardo Ebel, Executivo da marca para o Brasil e o Cone Sul.

Os consumidores brasileiros poderão conhecer o primeiro Creme com Amêndoas do país e escolher o novo sabor da bebida vegetal Almond Breeze Amêndoa e Coco nas gôndolas dos principais pontos de vendas, além das opções de compra pelos sites de e-commerce, como Magazine Luiza, Extra, Amazon, Americanas.com.

Informações: Almond BreezeTM

Confira alternativas ao leite de vaca

Nutricionista Adriana Stavro explica a ampla variedade de opções de produtos em forma de leite

Quando se trata de leite, são muitas as opções. Se você é intolerante a lactose, alérgico a proteína do leite de vaca (APLV), vegano, alérgico a nozes, soja ou coco, não se preocupe, nas prateleiras dos supermercados você encontra diferentes opções, que com certeza, vai atender às suas necessidades com bons perfis nutricionais e sabores diferentes.

Leite de vaca: integral, semidesnatado, desnato ou zero lactose

A principal diferença é o teor de gordura, e, portanto, a quantidade de calorias. O leite integral é o que contém mais gordura (mínimo de 3% de sua composição). O leite semidesnatado é mais leve em relação ao integral. No processo de fabricação, parte da gordura é retirada, mantendo os níveis entre 0,6 e 2,9%. O leite desnatado tem menos gordura, porém, ele não contém as vitaminas A e D. Com exceção das vitaminas A e D do leite desnatado, todas as versões contém as mesmas quantidades de proteínas, sódio, potássio, cálcio, magnésio, fósforo, e vitaminas A, B1, B2, B3, B5, B6, biotina, ácido fólico, B12, C, D, E, e K. É importante ressaltar que as quantidades de carboidratos nas 3 versões são as mesmas (em média 9,0g por 200ml). Com uma ampla variedade de extratos vegetais disponíveis, pode ser difícil saber qual é o melhor. É importante ficar atento aos ingredientes ocultos que possam ter impacto negativo na sua saúde.

Aqui estão alguns pontos importantes a considerar:

Conteúdo de cálcio: leite de vaca é rico em cálcio, essencial para ossos saudáveis e para prevenir a osteoporose. A maioria dos extratos vegetais é enriquecida com cálcio, portanto, escolha um que contenha no mínimo 120 mg de cálcio por 100 ml.

Vitamina B12: encontrada naturalmente em produtos de origem animal. Pessoas que limitam ou evitam estes produtos devem escolher produtos enriquecidos com esta vitamina.

Alergias e intolerâncias alimentares: algumas pessoas têm alergias ou intolerâncias a certos ingredientes usados em leites à base de plantas, como glúten, nozes e soja. Verifique os rótulos se você tiver alergias ou intolerâncias.

Açúcar: é disfarçado por muitos nomes (dextrose, frutose, galactose, glicose, lactose, maltose, sacarose entre outros). É importante ficar atento e evitar produtos com adição de açúcar e de adoçantes artificiais.

Estabilizadores como goma de gel: goma de gel é um polissacarídeo produzido pela bactéria Sphingomonas elodea. É frequentemente combinado com o agente espessante de gomaxantana, que pode ter efeito laxante quando consumido em grandes quantidades.

Reguladores de ácido: como o fosfatos, são adicionados às alternativas de leite para manter o pH durante o armazenamento. No entanto, há muita controvérsia em torno do uso de altas concentrações de fosfatos como aditivo alimentar, razão pela qual eles devem ser consumidos apenas em pequenas quantidades.

Lembre-se de ler a lista de ingredientes antes de adquirir alternativas ao leite de vaca.

Extrato vegetal de soja

Tem sido o substituto não lácteo mais popular porque seu perfil nutricional se assemelha muito ao leite de vaca. algumas marcas, são enriquecidas com cálcio e vitamina D, portanto, verifique o rótulo nutricional. Uma xícara (240 ml) de leite de soja sem açúcar contém 80-90 calorias, 4-5 gramas de gordura, 7-9 gramas de proteína e 4 gramas de carboidratos

Extrato vegetal de amêndoas

É feito com amêndoas e água. Tem uma textura leve e um sabor ligeiramente doce. Pode ser adicionado ao café e chá, misturado em smoothies e usado como substituto do leite de vaca em sobremesas e assados. Uma xícara (240 ml) de extrato de amêndoa sem açúcar contém 30 a 35 calorias, 2,5 gramas de gordura, 1 grama de proteína e 1 a 2 gramas de carboidratos
Comparado ao leite de vaca, contém menos calorias e menos gorduras. Também é significativamente mais baixo em proteínas e carboidratos. É um dos extratos vegetais de menor teor calórico disponíveis, e é uma ótima opção para aqueles que desejam ou precisam diminuir o número de calorias. Escolha marcas que contenham um conteúdo mais alto de amêndoas, em torno de 7 a 15%. As amêndoas também contêm ácido fítico, uma substância que se liga ao ferro, zinco e cálcio para reduzir sua absorção no organismo. Isso pode diminuir um pouco a absorção desses nutrientes pelo extrato de amêndoa

Extrato vegetal de coco

O extrato de coco é feito da água e da polpa branca dos cocos marrons. Tem uma textura cremosa e um sabor doce, mais sutil que o coco. Um copo (240 ml) contém 45 calorias, 4 gramas de gordura, nenhuma proteína e quase nenhum carboidrato. Contém um terço das calorias do leite de vaca, metade da gordura e significativamente menos proteínas e carboidratos. Tem o menor teor de proteínas e carboidratos dos extratos não lácteos. Por isso pode não ser a melhor opção para aqueles com maiores necessidades de proteína, mas seria adequado para quem procura reduzir a ingestão de carboidratos. Além disso, cerca de 90% das calorias do extrato de coco são provenientes de gordura saturada, conhecida como triglicerídeos de cadeia média.

Extrato vegetal de aveia

O extrato de aveia é feito a partir de uma mistura de aveia e água. No entanto, os fabricantes costumam adicionar ingredientes extras, como gomas , óleos e sal, para produzir sabor e textura agradáveis. É naturalmente doce e de sabor suave. Pode ser usado para cozinhar da mesma maneira que o leite de vaca e é ótimo com cereais ou smoothies. Um copo (240 ml) contém 140-170 calorias, 4-5 gramas de gordura, 2-5 gramas de proteína e 19-29 gramas de carboidratos. Contém um número semelhante de calorias que o leite de vaca, e cerca de metade da quantidade de proteína e gordura. Curiosamente, o extrato de aveia é rico em fibras totais e beta glucana, um tipo de fibra solúvel que forma um gel espesso à medida que passa pelo intestino. O gel de betaglucana se liga ao colesterol, reduzindo sua absorção no organismo. Isso ajuda a diminuir os níveis de colesterol, principalmente o colesterol LDL, o tipo associado a um risco aumentado de doença cardíaca. Pesquisas mostraram que as betaglucanas ajudam a aumentar a sensação de saciedade, e diminuem os níveis de açúcar no sangue após uma refeição. O extrato de aveia também é barato e fácil de fazer em casa.

Extrato vegetal de arroz


É feito de água e arroz branco ou marrom moído. Tal como acontece com outros não lácteos, geralmente contém espessantes para melhorar a textura e o sabor. O extrato de arroz é o menos alergênico dos não lácteos. Isso o torna uma opção segura para pessoas com alergias ou intolerâncias a laticínios, glúten, soja ou nozes. Tem sabor suave e naturalmente doce com consistência levemente aquosa. É ótimo para beber, preparar smoothies e sobremesas.
Uma xícara (240 ml) contém 130-140 calorias, 2-3 gramas de gordura, 1 grama de proteína e 27-38 gramas de carboidratos. O extrato de arroz contém calorias semelhantes ao leite de vaca. Ele também contém consideravelmente menos proteína e gordura. De todas as alternativas não lácteo, o extrato de arroz contém mais carboidratos, cerca de três vezes mais que os outros. Além disso, tem um alto índice glicêmico (IG) de 79 a 92, o que significa que é absorvido rapidamente no intestino, e aumenta rapidamente os níveis de açúcar no sangue. Por esse motivo, pode não ser a melhor opção para pessoas com diabetes. Devido ao seu baixo teor de proteínas, também pode não ser a melhor opção para crianças, atletas e idosos. Essas populações têm maiores necessidades de proteína.

Extrato vegetal de caju

É feito de uma mistura de castanha-de-caju e água. É cremoso e tem um sabor doce e sutil de nozes. Tal como acontece com a maioria dos extratos à base de nozes, a polpa é extraída do leite. Isso significa que as fibras, proteínas, vitaminas e minerais de todo o caju são perdidos.
Um copo (240 ml) de extrato de caju sem açúcar contém apenas 25 a 50 calorias, 2 a 4 gramas de gordura, 0 a 1 grama de proteína e 1 a 2 gramas de carboidratos. O extrato de caju contém menos calorias do leite de vaca, metade da gordura e significativamente menos proteínas e carboidratos. Devido ao seu baixo teor de proteínas, pode não ser a melhor opção para pessoas com maiores necessidades como idosos, crianças e atletas. Com apenas 25 a 50 calorias por xícara (240 ml), o extrato de caju sem açúcar é uma ótima opção de baixa caloria para quem procura reduzir sua ingestão calórica. O baixo teor de carboidratos e açúcar também a torna uma opção adequada para pessoas que precisam monitorar sua ingestão de carboidratos, como diabéticos. Por fim, o extrato de caju é um dos extratos mais fáceis de fazer em casa.

Extrato vegetal de macadâmia

O extrato de macadâmia é feito principalmente de água e cerca de 3% de macadâmia. É relativamente novo no mercado. Tem sabor suave e é mais cremoso que a maioria dos extratos vegetais. Um copo (240 ml) contém 50 a 55 calorias, 4-5 gramas de gordura, 3-5 gramas de proteína. Isso faz com que seja uma ótima opção para quem tenta reduzir a ingestão de calorias. Contém menos calorias e gordura em relação ao leite de vaca. Também tem menos proteínas e carboidratos. Além disso, o extrato de macadâmia é uma ótima fonte de gorduras monoinsaturadas saudáveis , com 3,8 gramas por xícara (240 ml). Aumentar a ingestão de gorduras monoinsaturadas pode ajudar a reduzir os níveis de colesterol no sangue, a pressão sanguínea e o risco de doença cardíaca, especialmente se ele substituir alguma gordura saturada ou carboidrato em sua dieta

Extrato vegetal de cânhamo

É produzido a partir das sementes da planta de cânhamo. O extrato de cânhamo tem um sabor levemente adocicado e uma textura fina e aquosa. Uma xícara (240 ml) de extrato de cânhamo sem açúcar contém 60 a 80 calorias, 4,5 a 8g de gordura e 1 a 2g de carboidratos. Contém quantidade semelhante de gordura ao leite de vaca, mas cerca da metade das calorias e proteínas. Ele também contém significativamente menos carboidratos em relação ao leite.
É uma boa opção para veganos e vegetarianos, pois um copo fornece 2 a 3g de proteína com todos os aminoácidos essenciais. É baixo em carboidratos, tornando-o uma ótima opção para quem deseja reduzir a ingestão. Evite variedades adocicadas, pois elas podem conter até 20 gramas de carboidratos por xícara (240 ml)

Extrato vegetal de quinoa

Embora a quinoa tenha se tornado um superalimento muito popular nos últimos anos, o extrato é relativamente novo no mercado. Por esse motivo, é um pouco mais caro que outros extratos e pode ser um pouco mais difícil de encontrar. Um copo (240 ml) contém 70 calorias, 1 grama de gordura, 2 gramas de proteína e 12 gramas de carboidratos em média. É composto principalmente de água e de 5 a 10% de quinoa. Isso significa que a maioria das proteínas, fibras, vitaminas e minerais da quinoa são diluídas. Possui um perfil nutricional bastante equilibrado em comparação com outros extratos. É relativamente baixo em gordura, com quantidades moderadas de proteínas, calorias e carboidratos. É uma boa fonte de proteína para vegetarianos e veganos. Se estiver disponível no supermercado, pode valer a pena apostar.

Fonte: Adriana Stavro é nutricionista funcional e fitoterapeuta, especialista em Doenças Crônicas não Transmissíveis (DCNT) pelo Hospital Israelita Albert Einstein – Mestranda do Nascimento a Adolescência pelo Centro Universitário São Camilo.

Não confunda intolerância à lactose com alergia à proteína do leite

O leite é considerado um alimento básico para crianças e um complemento essencial na dieta dos adultos, pois possui uma composição equilibrada de nutrientes com ótima digestibilidade, resultando em um produto com alto valor biológico. No entanto, seu consumo, em alguns casos, está associado a reações adversas, como alergia às proteínas do leite e intolerância a lactose. Esses são os principais motivos para limitar ou evitar o consumo de laticínios em humanos.

O que é lactose

É o nome dado ao açúcar natural contido no leite de mamíferos. Ela também está presente em uma variedade de produtos derivados do leite, embora sua quantidade varie pelo método de produção e processamento.

A lactose é um “dissacarídeo”, o que significa que é composta de duas moléculas simples de açúcar, quimicamente ligadas entre si (glicose e galactose). Os seres humanos não absorvem esse açúcar duplo. Para digerirmos a lactose, nosso organismo precisa quebrá-la em 2 moléculas, glicose e galactose, para que possam ser absorvidas individualmente.

A lactose é quebrada por uma enzima chamada lactase, presente no sistema digestivo. Uma vez que a enzima quebra a ligação da molécula de lactose com açúcar duplo, a glicose e a galactose são facilmente absorvidas.

Quando a lactase não está suficientemente presente no intestino, a lactose ingerida permanece não digerida no intestino grosso. Ali ela interage com bactérias naturais, criando os sintomas desconfortáveis da intolerância à lactose.

O que é intolerância à lactose?

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A nutricionista Adriana Stavro classifica os três tipos de intolerância à lactose:

1. Deficiência lactase congênita (DLC): uma doença autossômica recessiva extremamente rara, caracterizada por atividade enzimática ausente ou reduzida desde o nascimento.

2. Intolerância primária à lactose ou deficiência de lactase do tipo adulto: uma condição autossômica recessiva comum, resultante de uma alteração regulada no desenvolvimento da expressão do gene da lactase.

3. Deficiência secundária de lactase: uma condição transitória decorrente de lesão intestinal secundária a várias doenças, como infecções, alergia alimentar, doença celíaca, crescimento bacteriano do intestino delgado, doença de Crohn ou enterite induzida por radiação / quimioterapia.

Intolerância à lactose significa a incapacidade que o organismo tem de absorver o açúcar natural do leite (a lactose), devido a produção insuficiente de enzima lactase, cuja função é quebrar a lactose em glicose e galactose, para que possam ser absorvidos adequadamente no intestino delgado.

Sintomas de Intolerância à lactose

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Foto: MD-Health

Alguns sintomas são náuseas, diarreia, cólicas abdominais e gases. Cólicas, dor e diarreia, geralmente são o resultado do excesso de água sendo atraído para o intestino por osmose, quando uma grande carga de açúcar não digerido (lactose) chega lá. O gás é o resultado da lactose não absorvida no cólon (intestino grosso), que abriga trilhões de bactérias. Essas bactérias se alimentam de carboidratos, incluindo lactose não digerida em um processo chamado fermentação. Um subproduto da fermentação bacteriana é a produção de gases, que apesar de inofensivo, pode ser desconfortável e muitas vezes socialmente desagradável.

Indivíduos com intolerância à lactose precisam evitar laticínios?

Não, apenas evitar a ingestão de lactose, não de laticínios. Nem todos os alimentos lácteos contêm lactose. Os laticínios podem ser naturalmente isentos de lactose, como queijos envelhecidos, sendo bem tolerados por pessoas com formas mais leves de intolerância. Outros alimentos são isentos de lactose, através da adição de enzimas lactase aos alimentos durante o processamento, como os leites e derivados sem lactose.

Alergia à proteína ao leite de vaca (APLV)

copo de leite

O ALPV pode ser definido como uma reação imunológica adversa a uma ou mais proteínas do leite de vaca (caseína, β-lactoglobulina, α-lactalbumina). A reação envolve imunoglobulina E (IgE), linfócitos T ou ambos, afetando 2-3% das crianças. Os sintomas alérgicos pode incluir problemas com a pele (erupção cutânea , urticária , pele seca, escamosa ou com coceira), sistema digestivo (diarreia, vômito, constipação e refluxo ) e sistema respiratório (respiração ruidosa, tosse e coriza ). O APLV geralmente ocorre antes do primeiro aniversário do bebê.

A melhor maneira de gerenciar a alergia às proteínas do leite de vaca é remover completamente todos os produtos lácteos da alimentação do bebê ou da criança (ou da mãe se estiver amamentando). Consulte seu médico ou nutricionista para ver qual a melhor alternativa para torná-los nutricionalmente seguros.

Características diferenciadoras entre intolerância à lactose e alergia às proteínas do leite de vaca

A intolerância à lactose é causada por uma deficiência na enzima lactase, responsável por quebrar a lactose. A alergia ao leite é causada por uma reação do sistema imunológico às proteínas encontradas no leite, que desencadeiam sintomas como urticária, inchaço e anafilaxia. Algumas pessoas também podem desencadear sintomas gastrointestinais, como vômitos e diarreia. O leite de vaca possui mais de 20 proteínas, mas as responsáveis por causar alergia são, a caseína, a alfalactoalbumina, a betalactoglobulina ou o soro do leite. tabela leite

Fonte: Adriana Stavro é nutricionista funcional e fitoterapeuta, especialista em Doenças Crônicas não Transmissíveis (DCNT) pelo Hospital Israelita Albert Einstein – Mestranda do Nascimento a Adolescência pelo Centro Universitário São Camilo.

Estudo diz que consumir leite e derivados de origem animal aumenta risco de doenças

Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB) comenta os resultados do estudo, que revela os efeitos negativos da bebida, e recomenda não consumir lácteos em benefício da saúde humana.

O consumo de leite e derivados lácteos bovinos representa elevado risco para a saúde humana, principalmente no que diz respeito ao seu uso como fonte de cálcio. De acordo com o estudo “Milk and Health” (Leite e Saúde, na tradução livre), publicado pelo ‘New England Journal of Medicine’, aumentar o consumo de leite resulta diretamente no aumento do risco de fratura, câncer, doenças cardiovasculares, diabetes e mortalidade em geral.

Publicado no dia 12 de fevereiro de 2020, o material revela que o benefício atribuído ao leite está mais relacionado à qualidade da dieta e menos ao consumo dos produtos lácteos. Em regiões onde a qualidade da dieta e o aporte de calorias estão comprometidos, a alta densidade energética do leite pode ser particularmente favorável, mas apenas no curto prazo.

A Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB) destaca a recomendação do estudo para que a necessidade diária de cálcio seja suprida por meio de fontes de cálcio de origem vegetal como os vegetais crucíferos (brócolis, couve-flor e couve), tofu, castanhas, feijões e leites vegetais fortificados com cálcio.

“Os efeitos nocivos do consumo habitual de lácteos estão amplamente demonstrados. Portanto, não recomendamos o leite e os seus derivados como fonte de cálcio. Vale ainda um alerta para a urgente necessidade de redução do consumo, em benefício da saúde humana em diversos aspectos”, esclarece a médica Camila Secches, endocrinologista membro da SVB.

Diante dos riscos evidentes, a SVB preparou nove motivos que incentivam a redução e até mesmo a eliminação deste tipo de alimento da sua dieta:

1) Saúde óssea

mulher dor quadril alamy
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A redução do consumo de lácteos está associada ao menor risco de fratura de quadril.

2) Pressão arterial

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A dieta DASH (Dietary Approaches to Stop Hypertension), que inclui derivados de leite com teor de gordura reduzido, é eficiente em reduzir a pressão arterial. No entanto, a contribuição específica dos lácteos não é clara, uma vez que a dieta é baixa em sódio e rica em frutas e vegetais. Abordagens dietéticas semelhantes, mas com exclusão de leite e derivados, se mostram igualmente eficazes.

3) Perfil lipídico

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A substituição isocalórica do leite por alimentos fontes de gorduras vegetais insaturadas resulta em redução de LDL-colesterol, triglicerídeos e marcadores inflamatórios.

4) Peso corporal

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O leite é um alimento de alta densidade energética e não tem fibras na sua constituição. É possível que sua substituição por um alimento com menor densidade energética e/ou rico em fibras tenha impacto positivo na perda de peso e promoção da saciedade.

5) Doenças cardiovasculares

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Ilustração: Pixabay

O consumo de gorduras do leite está associado a maior risco de doenças cardiovasculares do que o consumo de gorduras insaturadas (considerando uma substituição isocalórica).

6) Diabetes

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O risco de diabetes é maior quando o leite é comparado com bebidas sem açúcar adicionado, como o café.

7) Câncer

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O consumo de leite está relacionado ao aumento de risco de câncer de mama, endométrio e próstata. O aumento de IGF-1 em pessoas que consomem leite pode representar um mecanismo plausível entre a ingestão de lácteos e outros tipos de câncer.

8) Alergias e intolerâncias

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O leite de vaca causa alergia em cerca de 4% das crianças e está associado ao agravamento de asma na infância. A intolerância à lactose tem alta prevalência na população em geral e é subdiagnosticada. O consumo de lactose por intolerantes, além dos sintomas gastrointestinais, gera deficiência de macro e micronutrientes e impacto negativo na flora intestinal.

9) Mortalidade geral

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Stocksy

O consumo de leite resulta em aumento significativo de mortalidade geral quando comparado com uma fonte de proteína vegetal não processada. Em relação a outras fontes de proteína animal (ovos, carnes, aves e peixes), o leite tem menor mortalidade.

Fonte: Sociedade Vegetariana Brasileira

Adequar dieta é caminho para conviver com intolerância à lactose

Dependendo do caso, não é necessário se afastar completamente do leite e seus derivados, apenas dosar as quantidades. Readequação alimentar pode reduzir sintomas, que podem ser dores, inchaços abdominais, gases e diarreia

O leite é fonte de proteínas e gordura, mas também conta com carboidrato em sua composição. E é esse açúcar do leite o responsável por um mal-estar em pacientes que sofrem com intolerância à lactose.

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“Pacientes que têm incapacidade total ou parcial de produzir a enzima lactase, que quebra a lactose facilitando a digestão, geralmente, após ingerir derivados do leite, sofrem com dores e inchaço abdominais, além de gases e diarreia. A lactose que não foi devidamente quebrada acumula-se no intestino e é fermentada por bactérias locais, o que provoca o mal-estar”, explica a médica nutróloga Marcella Garcez, Diretora da Associação Brasileira de Nutrologia e Docente do Curso Nacional de Nutrologia da Abran.

“Mas a readequação na dieta ajuda nesse processo, permitindo ao paciente viver sem dores e desconfortos”, acrescenta a médica.

O problema pode surgir em qualquer idade. Durante a amamentação, os bebês produzem lactase em larga escala, mas essa produção cai naturalmente com o desmame. Há alguns fatores de risco que contribuem para o aparecimento da condição, dentre eles: doenças gastrointestinais, envelhecimento, predisposição genética, diabetes, realização de cirurgia bariátrica e infecção por rotavírus. O diagnóstico é confirmado com avaliação médica e exames laboratoriais.

“O tratamento vai da redução ou limitação completa do consumo de lácteos, podendo ser indicado também cápsulas de lactase para ajudar na digestão”, afirma.

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Apesar do diagnóstico causar decepção para os amantes de queijos, doces e leites, são raros os casos em que se retira completamente esses alimentos da dieta. “E mesmo nesses casos, hoje há muitas opções de alimentos que já contam com a enzima lactase na sua composição ou então alternativas veganas, com leites e queijos de origem vegetal, que podem ser assimilados na dieta com parcimônia. É sempre importante verificar se essa bebida vegetal é calórica, fonte de gordura ou de proteína para equilibrar a alimentação”, diz a médica.

Nos casos em que a orientação é apenas a diminuição da quantidade de derivados do leite, uma dica é fracionar esses produtos na alimentação em menores doses, consumindo pouco deles em cada refeição. “Há lácteos menos perigosos, como os queijos, que normalmente possuem menos lactose que o leite. Com exceção dos tipos frescos, eles concentram quantidades mínimas desse açúcar. Mas tudo depende da sensibilidade de cada organismo”, diz a médica.

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Para quem evita o consumo do leite e derivados, é necessário ficar de olho no nível de cálcio, um dos minerais mais importantes, envolvido na constituição dos ossos e dentes, contração muscular, coagulação do sangue, transmissão de impulsos nervosos e secreção de hormônios.

“Outros alimentos que podem ser fontes de cálcio para compensar a dieta sem leite são legumes e verduras (vegetais de folhas verdes, couve, alface, abobrinha, repolho, brócolis, aipo, mostarda, erva-doce), feijão, ervilhas, salmão, tofu, laranja, amêndoa, sementes de gergelim, melaço e cereais enriquecidos com cálcio”, finaliza a médica.

Marcella Garcez: Médica Nutróloga, Mestre em Ciências da Saúde pela Escola de Medicina da PUCPR, Diretora da Associação Brasileira de Nutrologia e Docente do Curso Nacional de Nutrologia da Abran. Membro da Câmara Técnica de Nutrologia do CRMPR, Coordenadora da Liga Acadêmica de Nutrologia do Paraná e Pesquisadora em Suplementos Alimentares no Serviço de Nutrologia do Hospital do Servidor Público de São Paulo.

Leite pode melhorar a saúde, mas não é bom para todo mundo

O leite é apreciado em todo o mundo há milhares de anos. Por definição, é um fluido rico em nutrientes que as fêmeas mamíferas produzem para alimentar seus filhotes. Os tipos mais consumidos são de vacas, ovelhas e cabras. Os países ocidentais bebem o leite de vaca com mais frequência.

O consumo de leite é um tópico muito debatido no mundo da nutrição, então você pode se perguntar se é saudável ou prejudicial. Abaixo estão cinco benefícios de saúde do leite, apoiados pela ciência, para que você possa decidir se é a escolha certa para você.

1. O leite é embalado com nutrientes

leite

O perfil nutricional do leite é impressionante. Afinal, ele foi projetado para nutrir totalmente os animais recém-nascidos. Apenas uma xícara de leite de vaca contém:

Calorias: 146
Proteína: 8 gramas
Gordura: 8 gramas
Cálcio: 28%
Vitamina D: 24%
Riboflavina (B2): 26%
Vitamina B12: 18%
Potássio: 10% 
Fósforo: 22%
Selênio: 13%

O leite é uma excelente fonte de vitaminas e minerais, incluindo “nutrientes importantes”, que são pouco consumidos por muitas populações. Fornece potássio, vitamina B12, cálcio e vitamina D, que faltam em muitas dietas.

O leite também é uma boa fonte de vitamina A, magnésio, zinco e tiamina (B1). Além disso, é uma excelente fonte de proteína e contém centenas de diferentes ácidos graxos, incluindo ácido linoléico conjugado (CLA) e ômega-3.

O ácido linoléico conjugado e os ácidos graxos ômega-3 estão ligados a muitos benefícios à saúde, incluindo um risco reduzido de diabetes e doenças cardíacas. O conteúdo nutricional do leite varia, dependendo de fatores como o teor de gordura e a dieta e o tratamento da vaca de onde veio.

Por exemplo, o leite de vacas que comem principalmente capim contém quantidades significativamente mais altas de ácido linoléico conjugado e ácidos graxos ômega-3. Além disso, o leite de vaca orgânico e alimentado com capim contém quantidades maiores de antioxidantes benéficos, como vitamina E e betacaroteno, que ajudam a reduzir a inflamação e combater o estresse oxidativo.

2. É uma boa fonte de proteína de qualidade

leite

O leite é uma rica fonte de proteína, com apenas um copo contendo 8 gramas. A proteína é necessária para muitas funções vitais do corpo, incluindo crescimento e desenvolvimento, reparo celular e regulação do sistema imunológico. O leite é considerado uma “proteína completa”, o que significa que contém todos os nove aminoácidos essenciais necessários para o seu corpo funcionar em um nível ideal.

Existem dois tipos principais de proteínas encontradas no leite – caseína e proteína de soro de leite. Ambos são considerados proteínas de alta qualidade. A caseína compõe a maioria das proteínas encontradas no leite de vaca, compreendendo 70%-80% do conteúdo total de proteínas. O soro de leite responde por cerca de 20%.

A proteína de soro de leite contém os aminoácidos de cadeia ramificada leucina, isoleucina e valina, todos ligados a benefícios à saúde. Os aminoácidos de cadeia ramificada podem ser particularmente úteis na construção muscular, prevenindo a perda muscular e fornecendo combustível durante o exercício.

Beber leite está associado a um menor risco de perda muscular relacionada à idade em vários estudos. De fato, o maior consumo de leite e produtos lácteos tem sido associado a maior massa muscular de corpo inteiro e melhor desempenho físico em adultos mais velhos.

O leite também demonstrou aumentar o reparo muscular em atletas. De fato, vários estudos demonstraram que o consumo de leite após um treino pode diminuir os danos musculares, promover o reparo muscular, aumentar a força e até diminuir a dor muscular. Além disso, é uma alternativa natural às bebidas proteicas altamente processadas comercializadas para a recuperação pós-treino.

3. Benefícios do leite para a saúde óssea

mulher tomando leite

Beber leite tem sido associado a ossos saudáveis. Isso ocorre devido à sua poderosa combinação de nutrientes, incluindo cálcio, fósforo, potássio, proteína e vitamina K2 (em laticínios alimentados com capim, com gordura total). Todos esses nutrientes são essenciais para manter ossos fortes e saudáveis.

Aproximadamente 99% do cálcio do seu corpo é armazenado nos ossos e dentes. O leite é uma excelente fonte de nutrientes dos quais seu corpo depende para absorver adequadamente o cálcio, incluindo vitamina D, vitamina K, fósforo e magnésio.

A adição de leite e laticínios à sua dieta pode prevenir doenças ósseas como a osteoporose. Estudos associaram leite e laticínios a um risco menor de osteoporose e fraturas, especialmente em adultos mais velhos. Além disso, o leite é uma boa fonte de proteína, um nutriente essencial para a saúde óssea.

De fato, a proteína representa cerca de 50% do volume ósseo e cerca de um terço da massa óssea.As evidências sugerem que comer mais proteína pode proteger contra a perda óssea, especialmente em mulheres que não consomem cálcio suficiente na dieta.

4. Ajuda a evitar ganho de peso

leite

Vários estudos associaram a ingestão de leite a um menor risco de obesidade. Curiosamente, esse benefício foi associado apenas ao leite integral. Um estudo realizado com 145 crianças latinas de três anos descobriu que o maior consumo de gordura do leite estava associado a um menor risco de obesidade infantil.

Outro estudo, incluindo mais de 18.000 mulheres de meia-idade e idosas, mostrou que ingerir mais laticínios ricos em gordura estava associado a menos ganho de peso e menor risco de obesidade. O leite contém uma variedade de componentes que podem contribuir para a perda de peso e impedir o ganho de peso.

Por exemplo, seu alto teor de proteínas ajuda você a se sentir cheio por um longo período de tempo, o que pode evitar excessos. Além disso, o ácido linoléico conjugado no leite foi estudado por sua capacidade de aumentar a perda de peso, promovendo a quebra de gordura e inibindo a produção de gordura.

Além disso, muitos estudos associaram dietas ricas em cálcio a um menor risco de obesidade. As evidências sugerem que pessoas com maior ingestão de cálcio na dieta apresentam menor risco de estar acima do peso ou obesas. Estudos mostraram que altos níveis de cálcio na dieta promovem a quebra de gordura e inibem a absorção de gordura no corpo.

5. O leite é um ingrediente versátil

O leite é uma bebida nutritiva que oferece vários benefícios à saúde. Além disso, é um ingrediente versátil que pode ser facilmente adicionado à sua dieta. Além de beber leite, tente estas ideias para incorporá-lo à rotina diária:

smoothie verde suco pixabay

=Smoothies: excelente base de alta proteína. Tente combiná-lo com verduras e uma pequena quantidade de frutas para um lanche nutritivo.
=Aveia: fornece uma alternativa saborosa e mais nutritiva à água ao fazer sua aveia matinal ou cereal quente.
=Café: adicioná-lo ao café ou chá da manhã dará à sua bebida um impulso de nutrientes benéficos.
=Sopas: tente adicioná-lo à sua receita de sopa favorita para obter mais sabor e nutrição.

Se você não é fã de leite, existem outros produtos lácteos com perfis nutricionais semelhantes. Por exemplo, iogurte sem açúcar feito de leite contém a mesma quantidade de proteína, cálcio e fósforo. É uma alternativa saudável e versátil para molhos e coberturas processados.

O leite não é para todos

Embora o leite possa ser uma boa escolha para alguns, outros não podem digeri-lo ou optar por não consumi-lo. Muitas pessoas não toleram o leite porque não conseguem digerir a lactose, um açúcar encontrado no leite e nos laticínios. Curiosamente, a intolerância à lactose afeta cerca de 65% da população do mundo.

Outros optam por não consumir leite ou produtos lácteos devido a restrições alimentares, preocupações com a saúde ou razões éticas. Isso levou a uma ampla variedade de alternativas de leite não-lácteo, incluindo:

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=Leite de amêndoa: feita a partir de amêndoas, essa alternativa baseada em vegetais tem menos calorias e gordura do que o leite de vaca.
=Leite de coco: esta bebida tropical feita com água e polpa de coco tem uma textura cremosa e sabor suave.
=Leite de caju: caju e água se combinam para fazer esse substituto sutilmente doce e rico.

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=Leite de soja: contém uma quantidade semelhante de proteína que o leite de vaca e tem um sabor suave.
=Leite de cânhamo: essa alternativa é feita a partir de sementes de cânhamo e fornece uma boa quantidade de proteínas vegetais de alta qualidade.
=Leite de aveia: este substituto tem sabor muito suave e consistência mais espessa, tornando-o um ótimo complemento para o café.

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=Leite de arroz: uma ótima opção para pessoas com sensibilidades ou alergias, pois é o menos alergênico de todos os leites.

Ao escolher um substituto para o leite não saudável, lembre-se de que muitos desses produtos contêm ingredientes adicionados, como adoçantes, sabores artificiais, conservantes e espessantes.

Escolher um produto com ingredientes limitados é uma boa opção ao comparar marcas. Leia os rótulos para determinar qual melhor se adapta às suas necessidades. Se possível, mantenha variedades sem açúcar para limitar a quantidade adicionada em sua dieta.

Conclusão

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O leite é uma bebida rica em nutrientes que pode beneficiar sua saúde de várias maneiras. Está repleto de nutrientes importantes, como cálcio, fósforo, vitaminas do complexo B, potássio e vitamina D. Além disso, é uma excelente fonte de proteína.

Beber leite e produtos lácteos pode prevenir a osteoporose e fraturas ósseas e até ajudar a manter um peso saudável. Muitas pessoas não conseguem digerir o leite ou optam por evitá-lo por motivos pessoais.

Para quem é capaz de tolerá-lo, o consumo de leite e produtos lácteos de alta qualidade tem provado fornecer vários benefícios à saúde.

Fonte: HelathLine

Alergia e intolerância alimentar são problemas diferentes

A alergia alimentar já é considerada um problema de saúde pública. Cerca de 8% das crianças com menos de três anos e até 3% dos adultos são afetados pela doença. Nos Estados Unidos, 1 em cada 13 crianças tem alergia alimentar. Apesar dos dados sobre a sua incidência no Brasil serem escassos e limitados, indícios apontam sua ascensão, o que motivou inúmeros avanços nos tratamentos nos tratamentos nos últimos sete anos.

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A alergia alimentar é uma reação do sistema imunológico após a ingestão de determinado alimento, que mesmo consumidos em pequenas quantidades, podem desencadear sinais e sintomas que variam de gravidade. “A função do nosso sistema imunológico é proteger o corpo. Quando uma reação alérgica acontece, é porque houve resposta imunológica inadequada”, esclarece o pneumologista Wilson Rocha.

São várias as reações relacionadas à alergia alimentar. Os sintomas podem ser leves, como uma erupção discreta no corpo ou até mais graves e fatais, como a anafilaxia ou choque anafilático. Nestes casos, há uma reação sistêmica imediata com comprometimento da pele, do trato gastrointestinal, sistema respiratório e cardiovascular que, se não for tratada com rapidez, pode levar o paciente à morte.

Todos os alimentos são considerados potencialmente alergênicos, mas, segundo a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai), 80% de todas as alergias ocorrem por causa de oito produtos específicos: leite, ovo, soja, trigo, amendoim, castanhas, peixes e crustáceos.

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No entanto, é importante ficar atento. É fácil confundir alergia alimentar com intolerância alimentar, que é uma reação muito mais comum. Esta última, no entanto, é menos grave e não envolve o sistema imunológico. “São processos diferentes. A intolerância alimentar é uma questão de dificuldade de digestão. No caso da alergia, a pessoa desenvolve anticorpos contra as proteínas alimentares”, alerta o alergista.

Em torno de 25% dos pais acham que os filhos possuem a doença por conta de diagnósticos errados. Para diagnosticar uma alergia alimentar corretamente, é preciso identificar a presença de alguns anticorpos no sangue ou fazer um teste de provocação. Sendo assim, o recomendado é consultar um especialista capacitado quando houver suspeita de alergia alimentar.

Fonte: Hospital Felício Rocho