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Diarreia no verão: cuidados básicos previnem este mal que afeta até 15% da população

Dores abdominais, cólicas, gases, náuseas e vontade contínua de usar o banheiro. Esses são alguns sintomas característicos de diarreia. Em crianças somam-se a esses febre, vômitos, falta de apetite e muitas vezes até fraqueza. Mas para ser considerada diarreia aguda, ela geralmente segue um padrão de várias evacuações por dia (no mínimo três), alterações na consistência, sendo frequentemente mais líquida por mais de dois dias.

No verão, casos como esses costumam ser ainda mais frequentes: cerca de 15%, de acordo com estimativas clínicas, já que não há existência de estatísticas oficiais. Isso porque as temperaturas mais altas favorecem o crescimento de microrganismos que podem ser potencializados por condições sanitárias ineficientes. E o resultado dessa combinação são alimentos contaminados, seja pela falta de higiene ou por serem manuseados em água não potável, deixando a população menos protegida e mais propensa a diarreia.

Dados do Unicef (Fundo das Nações Unidades para a Infância) mostram que a diarreia é a segunda maior causa de mortes de crianças abaixo de cinco anos de idade. Dados da OMS (Organização Mundial da Saúde) revelam que 88% das mortes pela doença no mundo são causadas pelo saneamento básico inadequado. As crianças correspondem a 84% dessa triste estimativa.

A diarreia aguda pode ser causada por diferentes microrganismos infecciosos, como bactérias, vírus e outros parasitas, como os protozoários. Esses microrganismos geram a gastroenterite (inflamação do trato gastrointestinal), que afeta o estômago e o intestino. Ou seja, a infecção tanto pode ser desencadeada pelo consumo de água e alimentos contaminados, contato com objetos contaminados, como pode ocorrer pelo contato com outras pessoas, por meio de mãos contaminadas, e contato das pessoas com os animais.

Na maioria dos casos, não é necessário exame de fezes para confirmar a causa exata da diarreia. “Porém, o mais importante é a reposição de fluidos e sais perdidos. Esse é o único tratamento necessário. Geralmente é feito por terapia de reidratação oral. Nos casos mais graves, ou prolongados, recomenda-se procurar um médico que pode orientar a terapia de reidratação por via venosa”, explica Nanci Utida, gerente médica da Cellera Farma.

Nas crianças, cuidados redobrados

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Se a criança desenvolver a diarreia, o ideal e mais importante, segundo os especialistas é de imediato promover a hidratação adequada. “Orienta-se manter a alimentação da criança mais rotineira possível, com prioridade para o consumo de amidos, cereais, frutas e legumes. Recomenda-se restringir da dieta alimentos ricos em gordura, devido à sua tendência de retardar o esvaziamento gástrico, bem como o de alimentos ricos em açúcares simples, pelo efeito osmótico”, explica a médica.

Ela lembra que as crianças com diarreia podem ficar desidratadas mais rapidamente do que adultos e os pais devem ficar atentos aos sinais e sintomas de desidratação moderada a grave que necessitem de auxílio médico, como diarreia sanguinolenta, febre e vômitos persistentes. Nas crianças, especialmente até os dois anos, a infecção por rotavírus é a principal causa de gastroenterite. Os adultos também podem apresentar diarreia causada por esse vírus, mas com menos frequência e os sintomas tendem a ser mais leves.

Existem probióticos específicos para a diarreia

Os probióticos não são iguais. A eficácia e a segurança de cada probiótico devem ser estudadas separadamente, pois têm efeitos diferentes. Os efeitos clínicos de qualquer probiótico, seja ele único ou de combinação de probióticos não devem ser extrapolados para outros probióticos. “O Lactobacillus rhamnosus GG, por exemplo, é a cepa probiótica mais estudada do mundo, com estudos clínicos em crianças e adultos na prevenção da diarreia do viajante, diarreia associada ao antibiótico e diarreia aguda em crianças em creches e hospitais. Sendo que seu uso diário pode ser realizado com segurança”, afirma Nanci.

Outras formas de prevenção à diarreia

-Leve as mãos com frequência. E, quando não puder, passe álcool em gel
-Evite manusear alimentos com as mãos sujas.
-Certifique-se que a caixa d’água de sua casa esteja limpa. Procure lavá-la pelo menos uma vez ao ano.
-Higienize muito bem frutas, legumes e verduras. Lave-os em água corrente usando uma escovinha ou esponja própria para eles.

-Beba água mineral, filtrada ou fervida.
-Evite consumir alimentos em locais cujo cuidados com a higiene são suspeitos.
-Procure não comer frutas e vegetais crus fora de casa.
-Para prevenir esse mal em bebês e crianças deve ser dada maior atenção à lavagem das mãos e limpeza de mamadeiras, chupetas e principalmente incentivar a amamentação.
-Não consuma nada com gelo fora de casa, pois ele pode ter sido produzido com água não potável.

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-Evite o consumo de carne e frutos do mar crus ou malcozidos. Leite não pasteurizado, laticínios e maionese estão associados ao aumento do risco de diarreia, assim como alimentos e bebidas comprados de vendedores ambulantes.

Ao final, vale lembrar que o uso de probióticos em situações em que ocorre disbiose intestinal foi bem estudado para prevenção e tratamento de diarreia aguda. “Os probióticos têm mecanismos de ação diversos: morte direta de patógenos, destruição de toxinas patogênicas, interferência de adesão a células-alvo ou regulação do sistema imunológico”, explica a médica.

Fonte: Cellera Farma

Como socorrer crianças em caso de acidentes domésticos

A infância é a fase em que se vivencia o lúdico e a vontade de experimentar coisas novas está aguçada. Essas características são próprias do desenvolvimento infantil e devem ser incentivadas. No entanto, também favorecem a ocorrência de acidentes, especialmente dentro de casa.

Se, por um lado, a curiosidade e o desejo de se aventurar são espontâneos nas crianças, por outro, lhes falta maturidade, estrutura física, coordenação motora e habilidade para lidar com situações de risco. Eis o dilema dos pais: como dosar a liberdade necessária para estimular o crescimento dos filhos e, ao mesmo tempo, protegê-los dos perigos?

Mesmo com cuidados intensos e olhar vigilante dos responsáveis, basta um pequeno descuido para que as crianças se machuquem. E as estatísticas mostram que essas circunstâncias podem ter consequências graves.

Segundo o Ministério da Saúde, 4,7 mil crianças morrem e 122 mil são hospitalizadas por ano em decorrência de acidentes ou lesões não intencionais – a principal causa de morte de brasileiros de um a 14 anos de idade.

Esses dados ainda engrossam o quantitativo geral de acidentes. Os hospitais da Rede D’Or São Luiz chegam a realizar quase 3,5 milhões de atendimentos emergenciais em todas as faixas etárias, em um único ano, por exemplo.

É preciso estar atento a qualquer época, mas nos períodos de férias escolares e, agora, na quarentena forçada pela pandemia mundial do novo coronavírus, os cuidados devem ser redobrados com as crianças em casa, e é importante estar precavido quanto à necessidade de buscar serviços de pediatria.

Há estudos que afirmam que 90% dos acidentes domésticos crianças podem ter sua gravidade minimizada ou mesmo ser evitados com comportamentos seguros. Por isso, é bom conhecer algumas dicas de primeiros socorros e de prevenção.

Primeiros socorros

Medidas simples e cuidados específicos para situações de emergência podem salvar a vida de uma criança. Por isso, é fundamental saber o que fazer e o que não fazer nesses momentos.

Asfixia e afogamento

crianca engasgada thecable lifestyle
TheCableLifestyle

Normalmente ocorre quando a criança se engasga ao comer ou engolir água em excesso ou, até mesmo, objetos pequenos, como brinquedos ou moedas, por exemplo. Se em uma dessas situações a vítima estiver tossindo, a orientação é acompanhar de perto para ver se ela consegue expelir sozinha o que foi ingerido. Nos casos de asfixia por sufocação ou afogamento é recomendado bater nas costas da criança, comprimir seu abdômen e forçar a expiração até que jogue para fora o objeto ou a água penetrada nos seus pulmões. A situação é considerada muito grave se a vítima ficar sem respirar por mais de 30 segundos, apresentar palidez ou cor azulada. É necessário recorrer a alguém que saiba aplicar o Suporte Básico de Vida para desengasgo e desobstrução das vias aéreas e, de imediato, chamar o resgate ou ir ao pronto-socorro.

Envenenamento ou intoxicação

Como crianças adoram colocar tudo o que veem ao seu alcance na boca, é comum haver ingestão de remédios, produtos químicos (de limpeza, higiene ou cosmético) e até plantas nocivos à saúde. Todo o tipo de envenenamento é uma situação grave e, por isso, a única a coisa a se fazer é buscar rapidamente socorro médico, levando a embalagem do produto ingerido. Também é importante acalmar a criança e não dar nada para ela beber – água, leite ou qualquer outro líquido -, nem provocar vômitos. Dessa forma, evita-se afogamento e que o organismo absorva ainda mais rápido a substância tóxica.

Quedas

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ScottishRiteHospital

Após uma queda, a primeira coisa a ser feita é checar os sinais vitais da criança: respiração, batimentos cardíacos e seu nível de consciência, dores no pescoço ou nas costas; e também se há a ocorrência de fraturas e sangramentos. Os casos mais graves são quando a criança bate a cabeça, apresenta sangramento excessivo ou fratura algum osso, o que demanda atendimento emergencial. Em caso de vômito, tontura ou desmaio após a ocorrência também é necessário buscar avaliação médica. Se a criança estiver inconsciente, é fundamental ter socorro imediato. Se não estiver respirando, rapidamente devem ser aplicadas manobras de ressuscitação por pessoa capacitada. Sangramentos devem ser estancados com compressões locais feitas com pano limpo ou gaze. Ferimentos que necessitem levar pontos devem ser lavados com água e sabão e, no máximo, ser aplicado antisséptico até que se chegue ao hospital. Em machucados menos graves, a recomendação é fazer uso de gelo e manter a criança em observação nos dias seguintes. Se persistirem as dores, é importante verificar se há lesão óssea.

Queimaduras

Em caso de queimaduras com fogo, devem-se buscar formas de apagá-lo o mais rápido possível. Assim que controlado, lavar a área queimada com bastante água corrente para neutralizar a sensação térmica e acalmar a vítima. O uso de água também deve ser feito em caso de queimadura por escaldamento. Em ambas as situações, a gravidade do ferimento deve ser avaliada de acordo com a extensão e profundidade e isso vai determinar a urgência por atendimento médico. Não se deve usar soluções caseiras na ferida, como pasta de dente, café, manteiga ou mesmo qualquer tipo de pomada. O melhor é manter a ferida limpa e levar para um hospital. Já as queimaduras por eletricidade são casos mais complexos, pois a corrente elétrica atinge uma área maior do corpo da criança, podendo resultar, inclusive, em danos aos órgãos internos. A medida primordial é desligar o quadro de luz da casa e afastar a vítima do local de perigo com algum material isolante (como um cabo de vassoura) para não levar choque também. Em seguida, deve-se procurar socorro imediato, verificar se a criança está respirando e, alguém capacitado, aplicar manobras de ressuscitação, se necessário.

Prevenção sempre como o melhor remédio

bebe crianca tesoura acidente

Ainda que não seja possível ter controle total dos riscos que recorrem sobre as crianças dentro de casa, a prevenção é sempre o melhor caminho e evita acidentes, dos menos aos mais graves. Confira algumas dicas de especialistas em pediatria:

=Asfixia – verificar se os brinquedos são indicados para cada faixa etária, evitando os que têm peças pequenas. Organizar a casa de modo a deixar os objetos pequenos longe do alcance das crianças. Fazer o isolamento de áreas que tenham piscina.
=Envenenamento ou intoxicação – manter remédios, produtos de limpeza, higiene e cosméticos fora da vista e do alcance da meninada, se possível, guardados em armários ou gavetas fechados. Dar preferência a produtos com recipientes que tenham tampas de segurança, mais difíceis de serem abertas e mantê-los sempre nas embalagens originais.
=Quedas – manter janelas travadas ou instalar telas de proteção ou grades. Bloquear acesso a escadas, cozinha e áreas de serviço. Evitar usar tapetes que não sejam antiderrapantes. Deixar crianças longe de superfícies molhadas e objetos altos e instáveis, como cadeiras e escadas.
=Queimaduras – assegurar que as crianças fiquem sempre distantes de fontes de calor extremo como fogo, líquidos ou comidas quentes, além de pontos de eletricidade. =Redobrar cuidados no armazenamento e uso de produtos inflamáveis, como álcool. =Substituir fiações desencapadas, vedar tomadas e não deixar que os pequenos manuseiem eletrodomésticos.

Fonte: Rede D’Or São Luiz

 

Vai curtir o Carnaval? Cuidado com os alimentos de rua!

Durante os dias de folia do Carnaval, quem se diverte ou trabalha acaba consumindo produtos e bebidas clandestinos na rua. Além de intoxicações alimentares, ingerir alimentos de origem animal não fiscalizados pode ser a porta de entrada para doenças transmitidas dos animais aos homens, as chamadas zoonoses, como tuberculose e brucelose, além de outras enfermidades.

Para garantir a segurança alimentar da população, os médicos-veterinários das Vigilâncias Sanitárias (Visa) reforçam, nesta época, a fiscalização do comércio de produtos de origem animal, como carne, queijos, ovos, peixes e mariscos. O objetivo é prevenir a venda e o consumo de alimentos sem adequações sanitárias, que ofereçam riscos à saúde pública e transmitam doenças.

Na hora de comprar esses produtos, o ideal é conferir as condições de higienização, embalagem e refrigeração do produto, além de verificar se nos rótulos há o selo do Serviço de Inspeção Federal (SIF), dos municípios (SIM) ou estados (SIE). É importante também prestar atenção se existe um funcionário exclusivo para manusear dinheiro, para não haver a contaminação cruzada.

“Todo produto de origem animal deve ser registrado no órgão de agricultura federal, estadual ou municipal. Quando não há registro, ele certamente vem de um estabelecimento clandestino, onde não há qualquer controle de qualidade, programa de autocontrole e presença de um responsável técnico médico-veterinário. É um risco ao consumidor”, explica a médica-veterinária Aline Pinheiro Borges, integrante da Comissão Nacional de Tecnologia e Higiene Alimentar do Conselho Federal de Medicina Veterinária (Contha/CFMV).

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A melhor opção, sugere Aline, “é evitar o consumo desses alimentos quando manipulados por ambulantes, pois, normalmente, a conservação não é feita sob temperatura adequada e não há água para higienização das mãos antes e após a manipulação. Quando já preparados previamente, não tem como ter a rastreabilidade do produto e não há como saber quem é o fornecedor”.

Carnaval no Rio de Janeiro (RJ)

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Aline Borges atua, desde 2003, como coordenadora de Alimentos da Vigilância Sanitária do Município do Rio de Janeiro. Ela explica que, no Rio, na época do carnaval, são realizadas ações de fiscalização em todos os estabelecimentos localizados nas rotas dos principais blocos. Bares, restaurantes, hotéis e quiosques da orla são visitados.

Durante as inspeções, são verificadas as condições estruturais e higiênico-sanitárias do local, assim como o fluxo de manipulação e características sensoriais dos alimentos. Além disso, são realizadas verificações prévias na Cidade do Samba. Ali os médicos-veterinários avaliam a manipulação e higiene dos refeitórios dos trabalhadores. Terreirão do Samba e Sambódromo também estão na rota.

“O objetivo do nosso trabalho é orientar a montagem das instalações para os dias do evento. Realizamos reuniões de alinhamento com os organizadores do evento, fornecedores de alimentos e bebidas esclarecendo os pontos que serão cobrados durante o evento, sempre pautados nas legislações sanitárias vigentes”.

Folia em Salvador (BA)

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Em Salvador, a ação da Vigilância começou em janeiro, com a intensificação das inspeções prévias em restaurantes, bares, lanchonetes, hotéis, motéis, drogarias e outros estabelecimentos situados em todos os percursos da folia.

Profissionais de diversas áreas de atuação e técnicos da Visa vão se revezar dia e a noite, durante o período do carnaval. Neste ano serão mais de 20 médicos-veterinários inspecionando estabelecimentos e orientando ambulantes.

“O objetivo é prevenir a venda e o consumo de alimentos sem adequações sanitárias, que ofereçam riscos à saúde pública e transmitam doenças”, explica a médica-veterinária Elenaide de Paula Lyra, da Comissão de Alimentos do Conselho Regional de Medicina Veterinária da Bahia (CRMV-BA), fiscal de controle sanitário da capital.

Elenaide explica que dez pontos dos circuitos da folia contam com pórticos, que são estruturas fixas da Vigilância Sanitária para as ações de inspeção. “Diariamente, serão fiscalizadas e notificadas as irregularidades nos trios elétricos, carros de apoio, camarotes, bares, restaurantes e hotéis, além dos comércios informais, como balcões de alimentos, baianas de acarajé e ambulantes. Serão verificadas as condições de higiene, manipulação e comercialização de alimentos; se há ponto de água potável; se estão comercializando produtos clandestinos, bebida sem rótulo, fora do prazo de validade, gelo de indústrias clandestinas, mercadoria deteriorada. Enfim, o trabalho dos fiscais visa evitar surtos alimentares e intoxicações causadas pelo consumo de produtos sem as adequações sanitárias exigidas por lei”, completa.

Maceió (AL)

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Cinco médicos-veterinários das equipes da Gerência de Alimentos de Maceió (AL) iniciaram os trabalhos de inspeção, na semana passada, no Jaraguá Folia, no tradicional bloco do Pinto da Madrugada, nas Pecinhas de Maceió e no Vulcão. Durante os dias de Carnaval, os profissionais vão trabalhar em oito polos da prefeitura, junto aos ambulantes, por meio de inspeções. Eles vão verificar questões como acondicionamento, manipulação dos alimentos, higiene pessoal dos vendedores e condições de utensílios e caixas térmicas.

Boa Vista (RR)

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Na capital de Roraima, as fiscalizações serão realizadas na Praça Fábio Marques Paracat, local tradicional das festas de carnaval da cidade, onde há mais de cem espaços reservados para oferecer comidas típicas e bebidas.

A equipe é coordenada por um médico-veterinário mais dez profissionais que atuam como agentes de fiscalização. Eles observarão as condições de higiene, manipulação e acondicionamento dos alimentos. A festa vai de sexta-feira (21) até quarta-feira de Cinzas (26).

Fonte: Assessoria de Comunicação do CFMV, com a colaboração das equipes de comunicação dos CRMVs Bahia, Alagoas e Roraima

Intoxicações como da cerveja Belorizontina são mais comuns do que se pensa

Especialista alerta que outros tipos de contaminação por ingestão de alimentos também podem causar desequilíbrios letais no corpo, especialmente na atividade renal

O episódio recente com a substância dietilenoglicol em cervejas da marca Belorizontina trouxe à tona as intoxicações exógenas e a rapidez com que atingem os rins. As intoxicações exógenas acontecem pelo contato do organismo com substâncias que causam um desequilíbrio no corpo, como fertilizantes, pesticidas, cádmio, chumbo entre outros. Aproximadamente 13 milhões de brasileiros apresentam algum grau de problema renal, segundo o mais recente levantamento da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN).

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Foto: MD-Health

Segundo Juliana Leme, nefrologista do Plunes Centro Médico, este tipo de intoxicação afeta os rins de forma rápida e muitas vezes é letal. “A intoxicação acontece em três fases. A primeira com sintomas gastrointestinais como náuseas, vômitos, dor abdominal, que podem ser acompanhados de sonolência. Nessa fase se inicia a acidose metabólica. Um ou três dias depois vem a segunda fase, com insuficiência hepática e insuficiência renal de progressão rápida. Na terceira fase, de cinco a dez dias após a ingestão, aparecem os sintomas neurológicos como paralisia facial, borramento visual, cegueira, alteração do nível de consciência e crise convulsiva”, detalha a especialista.

Similar ao caso da cerveja Belorizontina, as intoxicações ocorrem na maioria dos casos após ingerir alimentos contaminados. A melhor maneira de evitar as intoxicações é a atenção aos alimentos e bebidas. “É importante saber a procedência do alimento e evitar locais com higiene duvidosa. Lavar sempre as mãos e os alimentos é outra tática que deve ser adotada”, diz.

As causas mais comuns de intoxicação e que podem ser eliminadas com a correta higienização são basicamente as infecciosas, já a contaminação por metais pesados e agrotóxicos, infelizmente, não pode ser evitada somente com essas medidas.

Contaminação alimentar: saiba como evitar

A contaminação alimentar pode indicar a presença de microrganismos como bactérias, fungos, leveduras, vírus, e também de substâncias tóxicas, que modificam o cheiro e o gosto, além de outras propriedades dos alimentos. Vale destacar que nem sempre essas alterações são perceptíveis, o que torna a ingestão ainda mais perigosa, e até mesmo letal.

De acordo com o médico, CEO da Clínica Penchel e estudante de nutrição Lucas Penchel, o contágio pode ocorrer de três formas distintas: por fatores físicos, químicos ou biológicos. A primeira ocorre por meio da presença de “corpos estranhos” inseridos ou em contato com o alimento, como fios de cabelo ou fragmentos de insetos, por exemplo.

“Já a contaminação química indica a presença de compostos químicos ou toxinas como os inseticidas, metais pesados, detergentes, agrotóxicos não autorizados. Enquanto a biológica acontece devido a microrganismos patogênicos, como parasitas, bactérias e animais venenosos, entre outros”, explica Penchel.

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O médico destaca que a má higiene e o armazenamento inadequado são alguns dos fatores que propiciam a contaminação de alimentos. “Cuidados no preparo de alimentos já são capazes de promover uma grande melhora na qualidade de vida e no bem-estar em geral”, comenta Lucas Penchel.

Os problemas causados pela ingestão de alimentos contaminados podem ser desde a ocorrência de náuseas, vômitos, diarreia, inchaço abdominal e febre, até o desenvolvimento a longo prazo de doenças como o câncer, infertilidade e distúrbios da tireoide.

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Health Hub

Algumas medidas simples podem diminuir os riscos, como lavar as mãos antes de manusear os alimentos, higienizar verduras, frutas e legumes e deixá-las de molho em água com hipoclorito de sódio antes da ingestão, descongelar alimentos sempre dentro da geladeira e mantê-los em recipientes fechados com tampa ou cobertos com plástico.

Conforme Penchel também é importante trocar com frequência panos de prato e esponjas, evitar manter alimentos congelados fora da refrigeração por um longo período, ferver alimentos como leite e feijão e lavar os utensílios que serão usados na manipulação de alimentos distintos.

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“Se for possível, as pessoas devem evitar a ingestão de carnes malpassadas e ovos crus, e sempre observar as condições de higiene de restaurantes ou barraquinhas de rua ou praia, antes de se alimentarem nestes locais”, conclui.

Fonte: Clínica Penchel

Conheça alimentos que podem trazer perigo para a saúde e bem-estar dos pets

Festas e comemorações são momentos para se ter ainda mais atenção com os animais de estimação. Muito se falou nos últimos dias, em decorrência da Páscoa, que é importante que tutores fiquem atentos para evitar que o chocolate se torne um grave problema.

A teobromina, substância presente no cacau, pode causar intoxicação quando ingerida em alta quantidade, resultando em vômito, diarreia e outras manifestações clínicas. Isso significa que os chocolates mais escuros e amargos, que contém maior percentual de cacau, são os mais tóxicos para os animais. No entanto, o chocolate ao leite e o chocolate branco também fazem mal e não devem ser oferecidos aos pets. É importante lembrar que a quantidade necessária para causar a intoxicação varia de acordo com o tamanho do animal, estado de saúde, sensibilidade individual e o tipo de chocolate ingerido.

Porém, é importante que fique claro que o chocolate não é o único vilão que requer atenção. Outros alimentos também são tóxicos e podem sinalizar perigo para a saúde e bem-estar dos pets. Alho, cebola, noz macadâmia e comida gordurosa, entre outros, podem ser letais para cães e gatos.

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A Mars Petcare listou algumas informações sobre alimentos tóxicos e procedimentos que devem ser seguidos em caso de intoxicações alimentares em cães e gatos:

· Cuidado com os alimentos para humanos. O alho e a cebola são altamente tóxicos, com substâncias que rompem os glóbulos vermelhos e, assim, causam anemia nos animais. A teobromina, presente no chocolate, é tóxica para cães quando consumida em grandes quantidades. Outros alimentos como abacate e uva também trazem perigo. No caso da uva, se ingerida em grandes quantidades, pode causar lesão renal.

· Os sintomas de intoxicação podem ser diferentes para cada alimento. O chocolate, quando consumido em pequenas quantidades, pode causar vômito, diarreia, agitação e aumento da frequência urinária. Quando consumido em quantidade maior, os cães podem apresentar espasmos musculares, convulsões e taquicardia, podendo levar a morte. Geralmente os sintomas de intoxicação ocorrem cerca de 4 a 5 horas após o cão consumir o chocolate ou algum alimento que contenha chocolate. Já nos casos de cebola e alho, o animal pode apresentar anemia devido a destruição dos glóbulos vermelhos.

· Ao surgirem sintomas de intoxicação, o tutor deve levar o animal imediatamente ao Médico-Veterinário para que o tratamento adequado possa ser realizado. Mesmo que o pet tenha ingerido pequenas quantidades, é importante comunicar o Médico-Veterinário, que vai avaliar e recomendar o melhor tratamento a ser seguido.

· O risco de morte depende do alimento, da quantidade ingerida e da saúde e sensibilidade de cada animal. No caso do chocolate, quando ingerido em alta quantidade, o aparecimento de convulsões significa um prognóstico ruim na maioria dos casos e, muitas vezes, podem resultar em morte.

· No caso de vômito, o tutor deve levar o animal ao Médico-Veterinário o quanto antes e nunca administrar medicamentos sem orientação deste profissional.

Se a ideia é oferecer ao pet um agrado diferente para curtir o momento ao lado dele, tem sempre um petisco ideal para cada ocasião. A Mars possui em seu portfólio diversas opções, como os deliciosos petiscos Pedigree Biscrok, que podem ser oferecidos ao cão entre as refeições, como forma de recompensa. Para contribuir com a saúde oral, o tutor pode oferecer Pedigree Dentastix, que ajuda a reduzir em até 80% a formação do tártaro em cães.

dreamies

E para os felinos, o petisco Dreamies que eles adoram e que possuem menos de 2 calorias por pedacinho. Mas, vale sempre estar atento a tabela nutricional de cada petisco para que o consumo de calorias respeite a necessidade diária do pet evitando, assim, o sobrepeso.

Fonte: Mars Petcare

 

Páscoa: chocolate pode levar cães e gatos à morte

Páscoa é tempo de se reunir com a família e se deliciar com muito chocolate. Quem tem pet em casa, pode cair na tentação de querer agradar os peludos. No entanto, isso pode transformar essa época doce em uma experiência nada agradável.

Julia Oliveira de Camargo, médica veterinária do Hospital Veterinário Dog Saúde, afirma que o chocolate é extremamente tóxico aos animais por conta da metilxantina, uma substância alcaloide com alto poder estimulador do sistema nervoso central. Segundo a especialista, o chocolate possui um dos tipos mais comuns: a teobromina.

“A absorção da teobromina é muito rápida pelo estômago e intestino, quase 100% é absorvida e unicamente metabolizada pelo fígado”, explica. A veterinária conta que a substância pode permanecer por até seis dias dentro do organismo do animal.

Como é uma das atrações da Páscoa é comum que vários ovos de chocolate fiquem espalhados pela casa. Mas é preciso redobrar o cuidado para que não fiquem ao alcance dos cães e gatos. O veterinário da Petz Italo Cássio alerta: “Se for consumido em grande quantidade, o produto pode causar vômito, sangramentos, alterações cardíacas e levar à morte”.

Ele orienta que todos da família sejam informados sobre os riscos e que mantenham os ovos bem guardados. “Há casos de acidentes em que os pets pegam o doce que foi deixado em local de fácil acesso e chegam a clínica com um grau de intoxicação bem alto”, afirma o veterinário.

gato chocolate

“Muito cuidado com os chocolates! Fique atento ao lugar onde você coloca e nem pense na frase ‘vou apenas dar um pedacinho’”, enfatiza Julia.

Outras reações que o pet pode ter: o animal intoxicado poderá ficar ofegante, ter reações de excitação, tremor e incontinência urinária. Júlia afirma que em alguns casos, pode ocorrer inclusive taquicardia, junto de arritmias e salivação excessiva.

“Ao observar alterações como essas, leve o seu pet imediatamente ao hospital veterinário para medicações”, frisa a veterinária.

Quantidade tóxica

Quanto mais cacau presente no chocolate, maior vai ser a quantidade dessa substância e, consequentemente, maior o risco de intoxicação. Chocolates mais escuros e amargos, que contêm maior percentual de cacau, são os mais tóxicos para os animais.

No entanto, o chocolate ao leite e o chocolate branco também fazem mal e não devem ser oferecidos aos pets. Pois há o risco do açúcar e das gorduras, por causa do diabetes e obesidade, como também por formação de tártaro, cáries e até perda do dente.

Outro problema é a lactose, substância presente no leite que nem sempre é bem tolerada por cães e gatos, podendo provocar manifestações alérgicas na pele, vômitos e diarreia. O acúmulo de açúcar pode levar a diabetes, catarata diabetogênica, pancreatite, problemas nervosos e problemas dentários.

Uma dose tóxica está em torno de 100 miligramas por quilo de peso do animal. Por exemplo, se o pet pesa dois quilos, 13 gramas de chocolate já podem causar uma grave intoxicação. Caso pese mais de 30 kg, 200 gramas já são suficientes para ter problemas.

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Sinais de alerta

O agravante, segundo Cássio, é que a teobromina fica presente no organismo, dificultando o início do tratamento. “Como não há uma medicação que tenha função de antídoto, muitos pets precisam de suporte e internação”.

Os sinais clínicos variam bastante, mas vômito e diarreia são os mais comuns. Além de beber bastante água e fazer muito xixi, como foi dito, podem ter arritmia cardíaca. Caso observe qualquer desses sinais, procure o médico veterinário imediatamente.

“Apesar dos casos letais serem raros, existe alta incidência de indisposições gastrointestinais, especialmente em animais pequenos e jovens, devido à quantidade de toxina em relação ao peso do pet. Além do risco de intoxicação e do mal-estar, o chocolate pode acarretar em outros males ao organismo do animal, como a obesidade e suas complicações”, lembra a médica veterinária da PremieRpet, Keila Regina de Godoy:.

Keila lembra de outro ponto além de ficar atento e não deixar ovos e bombons em locais acessíveis a cães e gatos, que podem se sentir atraídos pelo cheiro, pela embalagem e “roubar” sem que os donos percebam: “Também é fundamental não ceder aos olhares de súplica dos pets e orientar as crianças para que não ofereçam a guloseima”.

puppy cachorro filhote

Dicas 

=Caso o seu pet coma uma grande quantidade de chocolate, ainda mais com alto índice cacau (como é o caso do chocolate de 70%), ele corre o risco de sofrer uma intoxicação de alto grau. Leve-o urgentemente ao hospital veterinário para que as medicações sejam feitas o mais rápido possível.

=Mesmo que seja um chocolate com menor teor de teobromina, como é o caso do chocolate branco, lembre-se que chocolate não é um alimento para animais. Além dessa substância tóxica, ele possui alto teor de lipídeos, que podem causar outras doenças sérias ao seu animal; como problemas de pele, diabetes e sobrepeso.

=Em caso de ingestão acidental, o animal deve ser avaliado por um médico veterinário imediatamente.

gato chocolate

Fórmula especial

Para quem quer brincar e comemorar a Páscoa com os bichinhos de estimação, a Petz oferece ovos especiais próprios para bichinhos de estimação. Feito à base de lecitina de soja, o produto possui o aroma da guloseima, mas não o princípio ativo do cacau. O preço é R$ 14,99, na embalagem de 50 gramas.

Fontes: Petz, PremierPet e Hospital Veterinário Dog Saúde

Páscoa: intoxicação de pets por chocolate pode levar à morte*

A Páscoa certamente é o feriado favorito dos chocólatras de plantão. Além da grande oferta de ovos no varejo, as famílias costumam preparar deliciosas bacalhoadas, entre outros saborosos pratos. Mas existe um perigo muito grande cercando nossa mesa nessa época: o chocolate é extremamente tóxico para os pets.

Muitos alimentos, que fazem parte da nossa dieta regular, não devem ser ofertados aos nossos amigos. Entre eles estão: café, alho, cebola e o chocolate, sendo o último responsável pela maior incidência de intoxicação alimentar em cães. Essa intoxicação encontra-se entre os 20 envenenamentos mais comuns descritos na literatura recente pelo National Poison Control Center – EUA (Centro de Controle Nacional de Envenenamento).

Em sua composição, o chocolate contém carboidratos, cafeína e teobromina, entre outras substâncias. A teobromina, um princípio ativo do cacau, é a mais perigosa para os pets. A quantidade dessa substância aumenta de acordo com o teor lipídico do chocolate, ou seja, quanto maior a concentração de cacau e mais amargo o chocolate for, maior a quantidade de teobromina.

cão chocolate

A dose tóxica para os pets varia de acordo com porte, peso e sensibilidade do animal à substância. De modo geral, em cães, é de 100mg a 165mg por quilo e em felinos é de 80mg a 150mg por quilo. Acima de 250mg/kg a dose passa a ser letal e, sinais clínicos leves, podem ser observados em cães que ingeriram 20mg por kg.

Os sintomas dependem da quantidade ingerida e do estado de saúde do animal, podendo surgir isoladamente ou de maneira concomitante. Os mais comuns são: excitação, nervosismos, batimento cardíaco acelerado, dor abdominal, vômito, diarreia, sede excessiva, respiração acelerada, tremores, espasmos musculares e até mesmo convulsões. É importante observar de perto o animal e ao menor sinal de suspeita de ingestão, não hesite em levá-lo ao médico veterinário.

As manifestações clínicas podem surgir entre seis e 12 horas após a ingestão do chocolate e os tratamentos com maior êxito começam até três horas após a ingestão. O médico veterinário fará as melhores abordagens de tratamento, de acordo com o período e quantidade elementos tóxicos ingeridos. Quando o tratamento é iniciado de maneira tardia, e já existe a incidência de complicações cardíacas e episódios convulsivos, a taxa de mortalidade é bastante elevada. A morte após a ingestão acontece em um período de 24h. Os animais que sobrevivem podem levar até três dias para se recuperarem. Nesses casos, raramente ficam sequelas ou efeitos de longo prazo.

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Foto: CatLoveHub

Meu apelo é para que nesse feriado, esse petisco que parece inocente, mas é tão perigoso, não seja ofertado aos animais. É possível incluir os pets no almoço de Páscoa com chocolates e snacks apropriados e desenvolvidos especialmente para eles. Vale oferecer também bebidas, como vinho e cerveja, feitos com ingredientes saudáveis e saborosos ao paladar deles. Durante as datas comemorativas, os casos de intoxicação aumentam consideravelmente. Portanto, fica o alerta!

*Cibele Erreiras Ruiz é médica veterinária, consultora do Grupo Ipet e especializada em nefrologia/urologia na Clínica Veterinária Bele Bichos

 

Medicamento inadequado responde por 33,62% dos casos de intoxicação

O uso inadequado de medicamentos lidera o ranking das causas de intoxicação, segundo um levantamento realizado pelo Centro de Informação e Assistência Toxicológica (Ciatox) da Unicamp, em Campinas (SP). A ingestão de remédios corresponde por 33,62% das ocorrências registradas pela instituição. Em 2017, foram realizados 5.420 atendimentos no centro, sendo que 1.822 estavam relacionados ao consumo de medicamentos.

“A automedicação ainda é uma cultura muito resistente na nossa sociedade. O uso inadequado de medicamento pode acarretar sérios prejuízos para a saúde, inclusive acarretando a morte do paciente”, alerta Luiz Carlos Silveira Monteiro, presidente da ePharma, médico e conselheiro da Asap (Aliança para Saúde Ocupacional).

O especialista leva em consideração uma série de análises para prescrever um remédio para um paciente. “A interação com outros medicamentos, por exemplo, é fundamental para um diagnóstico preciso e a melhor indicação medicamentosa”, explica o médico. O uso inadequado de várias substâncias pode ainda dificultar o correto diagnóstico e aumentar o problema de saúde do paciente.

As crianças e os idosos são os mais prejudicados pelo uso incorreto de medicamentos. Vítimas de ingestão acidental, a garotada é mais suscetível de intoxicação, principalmente no período de férias. Já os idosos, podem se confundir com outros medicamentos. “Por isso, é preciso separar esses remédios em frascos que colaborem para a identificação pelo idoso. Colocar em recipientes de cores diferentes, por exemplo, facilita na hora da medicação”, orienta o presidente da ePharma.

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Pixabay

Para Monteiro, as pessoas que dispõem de assistência farmacêutica, também conhecidas por PBM (Programa de Benefícios de Medicamentos), contam com uma proteção a mais na hora do uso de remédios: “Essas companhias contribuem para a redução da automedicação. Os pacientes atendidos por esses programas só podem consumir medicamentos indicados pelo médico”.

Fonte: ePharma

Período de férias exige cuidados redobrados com as crianças

Estamos no fim das férias de julho. Mas para que elas não virem o pesadelo dos adultos, agora ou no futuro, os pais precisam se atentar a alguns cuidados. Segundo Maria Inês Nantes, pediatra do Hospital da Criança, da Rede D’Or São Luiz, os campeões de atendimento no pronto-socorro são as quedas, seguida pelas intoxicações e queimaduras.

Engana-se quem pensa que a atenção deve estar nos pequenos que vão à praia, piscina ou fazem alguma atividade fora de casa: as residências também oferecem muitos perigos.

A pediatra ressalta que, em qualquer ambiente, a criança de férias precisa de supervisão de uma pessoa que consiga olhar e entender o que pode trazer perigo. “É necessário preparar o ambiente ou a criança para que se evitem os acidentes”, explica.

Dentro de casa, os perigos podem ser divididos em quatro pontos:

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1. Janela e porta: ambas devem estar sempre protegidas e trancadas. No caso das portas, as chaves não devem ficar nas fechaduras, pois as crianças podem acessar escadas e locais externos.

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2. Intoxicação por produtos de limpeza ou medicamentos: os pais devem lembrar sempre que os produtos de limpeza e os medicamentos não devem estar ao alcance das crianças, mas sempre colocados em locais altos, para que elas não tenham acesso, mesmo se empurrem uma cadeira com o objetivo de alcançar o local, por exemplo.

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Foto: Master Tux/Pixabay

3. Queimaduras: deve-se tomar cuidado com ferro elétrico, com panelas sobre o fogão – de preferência use sempre as bocas do fundo. O cabo da panela virado para fora do fogão pode ser puxada e o que está quente vir a cair em cima da criança. Os bebês que ficam na cozinha podem se desequilibrar e colocar a mão na porta do forno quente.
As toalhas de mesa podem ser puxadas e derrubarem alimentos quentes. A especialista recomenda que as famílias com crianças pequenas utilizem jogos americanos para mesa.

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Foto: iStock

4. Quedas: as crianças podem tropeçar e cair, pois costumam sempre correr e se desequilibram facilmente. A médica explica que o correto é remover os tapetes nesse período. Além disso, evitar que elas subam em sofás, cadeiras e outras superfícies.

Já para as crianças que vão à praia, os cuidados também precisam ser redobrados:

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– Cuidados para a criança não se perder: “o ideal é não perder as crianças de vista e não deixá-las andar sozinhas na praia, mesmo que por um minuto”, explica Maria Inês. Em crianças de dois a nove anos, pode-se optar pela pulseira de identificação, para que seja mais simples posteriormente localizar os pais.

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– Como prevenir afogamentos: em caso de praias, o cuidado mais importante é ir a locais sempre com salva-vidas e atentar-se sempre aos avisos. As boias dão uma falsa segurança a quem a está usando, caso opte-se por seu uso, a atenção deva ser redobrada, devido à possibilidade de correntes e ondas que as desloquem para longe. No caso das piscinas, é importante ressaltar que grande parte das crianças afogadas estava sob o cuidado dos pais. “Um mero descuido basta para que ocorra um afogamento”, explica.

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Foto: Alley/Pixabay

Caso a criança goste de bicicleta, skate, patins: ao andar de bicicleta, skate ou patins, um dos maiores perigos que há em quedas é a lesão na cabeça. A maneira mais efetiva de reduzir isto é utilizando capacete. A especialista recomenda ainda que as crianças usem sapatos fechados e tomem cuidado com os cadarços folgados ou soltos. Esses esportes devem acontecer em locais seguros, como parques, ciclovias e praças, longe do fluxo de carros. Caso a criança caia e se esfole, lavar o ferimento com água corrente e sabão para prevenir infecção local. Caso a queda leve a uma suspeita de fratura, mobilizar o mínimo possível o local comprometido e leve a criança a uma unidade de pronto-atendimento.

Fonte: Hospital São Luiz