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Isolamento social aumenta prescrição de canabidiol nos tratamentos psiquiátricos

Levantamento de empresa brasileira pioneira no fornecimento de Cannabis medicinal ouviu médicos que já prescrevem o produto

A HempMeds Brasil conduziu uma pesquisa com médicos prescritores de CBD (canabidiol) para saber se os profissionais da saúde registraram a chegada de novos pacientes com problemas como ansiedade, depressão e distúrbios do sono como reflexo do isolamento social causado pela pandemia do novo coronavírus. De acordo com levantamento da marca pioneira na importação de Cannabis medicinal no território brasileiro, 87% dos prescritores optaram por receitar a solução de medicina canabinoide após atenderem essas pessoas.

O levantamento foi realizado sob a responsabilidade de Adriana Grosso, MSL (Medical Science Liaison) da HempMeds Brasil. “Isso acontece porque a epidemia que vivemos é um forte fator de estresse, o que desencadeia desequilíbrios neurofisiológicos”, explica a porta-voz da marca. “O canabidiol demonstrou grande potencial terapêutico diante de condições neuropsiquiátricas, sendo um grande aliado no controle de tais transtornos”.

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Ainda segundo o levantamento, dos 31 profissionais de saúde ouvidos pela HempMeds Brasil, 35,5% afirmaram que, nos últimos 50 dias, atenderam entre seis e dez novos pacientes descrevendo aumento de problemas psicológicos por conta do isolamento social. Vale destacar que 9,7% dos médicos chegaram a ser procurados por mais de 31 pacientes com indícios de alguma doença de caráter psicológico.

A depressão, a ansiedade e os distúrbios do sono, são patologias que estão dentro de um universo de quatro milhões de pacientes brasileiros que podem ser beneficiados pelo tratamento com CBD. O alto índice de prescrição durante a pandemia comprova a confiança da comunidade médica nas propriedades e atuações do composto.

Sobre a HempMeds Brasil

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Em outubro de 2014, a HempMeds Brasil tornou-se a primeira empresa a fornecer produto à base de Cannabis com fins medicinais, o RSHO, para pacientes do SUS (Sistema Único de Saúde), de maneira judicializada. Desde então, a companhia, pioneira, atua facilitando o acesso das famílias ao fármaco. Além de facilitar o acesso aos produtos a empresa atua como relevante fonte de produção de conhecimento sobre o assunto para médicos e para a sociedade em geral, de modo a desmistificar o tema e trazer conteúdo científico de qualidade para todos.

A HempMeds Brasil atua de acordo a legislação e com as normativas vigentes em relação ao acesso a produtos de Cannabis com fins medicinais: Em dezembro de 2019, uma resolução da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) permitiu a venda destes produtos nas farmácias (a HempMeds Brasil prevê dispor seus produtos nas farmácias em outubro de 2020); e em janeiro de 2020, outra resolução simplificou a importação ao exigir menos documentos e aumentar a validade das autorizações.

Quarentena: por que buscamos conforto físico e psicológico nos alimentos?

Comfort food: conceito de comida afetiva e confortável, que lembra aconchego e remete ao aroma da cozinha, da infância, de momentos e experiências especiais que ficam para sempre na memória, traz inúmeros benefícios à saúde, tanto emocionais como físicos. Mas é necessário ter cuidado com os excessos

Estamos realmente vivendo um momento diferenciado nessa quarentena, em que ficar em isolamento completo tem trazido à tona diversas emoções que ficavam escondidas com a correria do dia a dia (alguém aí ainda lembra dessa correria?). E, talvez a influência mais direta disso seja na relação com a comida: as farinhas, as preparações para bolo, o fermento, ingredientes de confeitaria e panificação, tudo isso nunca esteve tão presente nas nossas listas de mercado. Sabe por quê?

São ingredientes típicos para os comfort foods: “Por causa do momento inusitado de isolamento, muito favorável a instabilidades emocionais, o período de pandemia é muito propício para as pessoas buscarem conforto nas comidas e bebidas. O conceito Comfort Food tem origem em 1977 nos Estados Unidos como definição no Webster’s Dictionary como ‘alimento gratificante, preparado de forma simples e tradicional, que lembra a casa, a família e os amigos.’

bolo de chocolate

Mais recentemente as comfort foods são definidas como quaisquer alimentos que, quando consumidos em determinada situação, ocasionam conforto físico e psicológico”, explica Marcella Garcez, médica nutróloga e professora da Associação Brasileira de Nutrologia. E quem nesse momento não se lembra daquele bolo ou pão caseiro da mãe ou da avó?

Vários alimentos podem ser considerados comidas de conforto, porque a sensação está vinculada a preferências e experiências individuais. Podem ser desde comidas caseiras, receitas de família, sobremesas tradicionais, até alimentos saudáveis, com composição, textura e temperatura agradáveis. “Esse conceito ganha cada vez mais adeptos no mundo, na linha contrária dos fast foods e das receitas super elaboradas. O principal conceito da culinária comfort é a simplicidade”, diz a médica.

“Essa comida afetiva e confortável mexe com a memória e é ligada às boas lembranças, trazendo aconchego, ao remeter ao aroma da cozinha, da infância, de momentos e experiências especiais que ficam para sempre na memória. Ela confere inúmeros benefícios à saúde”, completa.

De acordo com a médica, existem dois grandes mecanismos para o conforto desencadeado pelos alimentos: o emocional e o físico. “As comidas podem proporcionar alívio emocional ou sensação de prazer em situações de fragilidade, quando associadas a períodos significativos da vida do indivíduo, como a infância ou a convivência em grupos como a família e amigos, ou ainda remeter a lembranças de lugares ou experiências positivas do passado”, diz a médica.

“Já com relação ao conforto físico, essas comidas são aquelas cujas características físico-químicas (composição, textura, facilidade na mastigação e temperatura) proporcionam ao indivíduo um bem-estar físico, além do emocional. Diferentes preferências em relação a estes aspectos podem ser relevantes e desencadear individualmente maiores ou menores ações na química cerebral”, diz a médica.

Além do comfort food, as pessoas também buscam prazeres em alimentos mais palatáveis, mas é necessário ter cuidado com os excessos. “Os problemas estão relacionados ao consumo excessivo e desequilibrado de alimentos que trazem conforto e prazer imediato, porém podem causar desequilíbrios metabólicos. Lembrando que ao contrário dos alimentos hiperpalatáveis, geralmente com grandes quantidades de açúcares e gorduras, que invariavelmente devem ser consumidos com muita moderação, os caracterizados como Comfort Foods podem ter composição muito equilibrada e saudável”, diz a médica.

Mas afinal, como cuidar para que não haja um excesso? “Todo consumo excessivo e monótono deve ser evitado, inclusive os alimentos com funcionalidades de propriedades de saúde devem estar inseridos em um hábito alimentar equilibrado, pois o consumo desses alimentos de forma descontrolada pode resultar em deficiências de outros nutrientes importantes”, afirma Marcella.

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“A alimentação é prioridade em tempos de pandemia, por vários motivos. Os principais conceitos relativos a um hábito alimentar adequado são equilíbrio e moderação, portanto todas as vezes que ocorre o consumo de alimentos que podem impactar negativamente a saúde, este deve ser seguido de boas escolhas alimentares para compensar. Em uma dieta saudável tudo pode ser incluído, com ponderação”, finaliza a médica.

Fonte: Marcella Garcez é Médica Nutróloga, Mestre em Ciências da Saúde pela Escola de Medicina da PUCPR, Diretora da Associação Brasileira de Nutrologia e Docente do Curso Nacional de Nutrologia da Abran. Membro da Câmara Técnica de Nutrologia do CRMPR, Coordenadora da Liga Acadêmica de Nutrologia do Paraná e Pesquisadora em Suplementos Alimentares no Serviço de Nutrologia do Hospital do Servidor Público de São Paulo.

Dores crônicas aumentam depois de quase 100 dias de isolamento social

Mais de 150 milhões de pessoas sofrem de fibromialgia no mundo. Só as dores crônicas, no Brasil, já afetam pelo menos 37% da população. São cerca de 60 milhões de pessoas que relatam sentir dores e os números só aumentam durante o isolamento social.

De acordo com a OMS, as principais queixas de dores são, especialmente, tendões e articulações. As principais dores (aquelas que são agudas e que os episódios retornam de tempos em tempos) podem ser tratadas e prevenidas, mas depois de incontáveis dias dentro de casa e sem buscar ajuda, o problema pode se agravar ainda mais. Para isso, o fisioterapeuta Cadu Ramos, comenta como pode ser feito o tratamento que põe fim ao problema de uma vez por todas.

Mesmo dentro de casa, é preciso que o organismo aprenda a criar mecanismos para reagir as causas do problema, e, segundo o especialista, não há como tratar uma pessoa que sofre com as principais dores estruturais e de articulação sem buscar a fundo a causa das instabilidades musculares. Para isso, é preciso recuperar a força, melhorar a condição do músculo para estabilizar esse problema articular.

Cadu revela que ao se abaixar para pegar algo no chão, limpar a casa, ao se sentar no sofá ou a frente do computador ou mesmo ao manusear o celular – tudo deve ser feito com grande percepção. “Quando uma pessoa aprende sobre seu corpo o autocuidado nasce naturalmente, e os hábitos errados vão sendo corrigidos”, diz.

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Foto: Healthline

Para o especialista, o tratamento de combate a essas dores também devem ser feitas de maneira a ensinar o corpo a se movimentar depois de tratada a lesão e depois de corrigido não há isolamento que faça perder os bons hábitos criados. “As dores sazonais, tornam-se crônicas rapidinho com o sedentarismo pela sobrecarga nas vértebras que podem ocasionar um problema bem maior. Por isso, para reverter esse quadro, Cadu aposta em alguns exercícios importantes de alongamento e alinhamento postural”, afirma.

Pescoço, ombros, braços e costas são sempre os primeiros a serem afetados pelas dores crônicas depois de tanto tempo em casa. “Os ombros sofrem os primeiros sinais do excesso de peso que sobrecarrega a musculatura e as articulações da região, causando processos inflamatórios e, em casos mais graves, até artrose, diz.

Com a postura incorreta, os músculos do pescoço ficam tensos e doloridos e esse incômodo pode se estender para outras regiões, como a cabeça e promover até a cefaleia tensional. “Essa dor ainda pode irradiar para os braços e punho porque quando o peso da bolsa comprime esses nervos, gera desde inflamações até dormência e formigamentos. E por fim, as costas é acometida porque um dos lados é mais exigido”, afirma.

Alguns exercícios de manipulação e alongamento podem ajudar, além de compressas frias ou quentes – dependendo da lesão e da dor. “A bolsa quente relaxa a musculatura, já os quadros mais agudos são tratados com gelo. Mas, essa decisão só pode ser tomada com a ajuda de um especialista, nunca em casa sozinho”, alerta Cadu.

Alguns exercícios podem ser feitos para aliviar as dores crônicas

Aperto de mãos em si mesmo

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Em pé, junte as mãos atrás do corpo, como se estivesse fazendo um aperto de mãos em si mesmo e com as mãos ainda unidas, puxe os ombros para trás sem mover o pescoço. Os ombros devem ser puxados até o peito se abrir e sentir o estiramento dos músculos. Essa posição deve ser realizada por 30 segundos.

Escápulas

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Chicago Sun Times

Sentada, tente unir as escápulas o máximo que puder (que são aqueles ossos das costas que ficam atrás dos ombros) como se estivesse tentando segurar algo bem pequeno entre elas. Enquanto elas flexionam, os ombros devem se mover para baixo, em relação às orelhas. Esse exercício pode ser feito por 10 segundos e repetido 10 vezes diariamente.

Alongamento deitado

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Sem desculpas, esse exercício dá para fazer pela manhã, ao acordar, ou à noite, antes de dormir. Deite com as costas na cama e os pés no chão. Nessa posição, os joelhos devem estar flexionados e para cima. Enquanto isso, os braços devem ficar estendidos longe do corpo, com as palmas das mãos para cima. Deixe sentir um leve alongamento nas costas e nos ombros por cerca de 10 minutos.

Fonte: Cadu Ramos é fisioterapeuta clínico Especialista em Fisioterapia e Traumatologia – Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) – Escola Paulista de Medicina (EPM), em Aparelho Respiratório – Ventilação Mecânica Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) – Escola Paulista de Medicina (EPM) e em Fisioterapia em Geriatria – trabalho voltado para queixa principal, atividades da vida diária (AVD ‘S) e socialização do idoso. (Instituto ILEA). Graduado em Fisioterapia pela Universidade Bandeirante de São Paulo.

Fim da quarentena: psicóloga dá dicas para superar o medo de sair de casa

Ao flexibilizar as atividades, as pessoas podem sentir a chamada Síndrome da Cabana

Com o início de junho, alguns estados estão implementando planos para a retomada das atividades pós-quarentena, mesmo que a pandemia ainda não tenha sido controlada no país. Um exemplo disso é o Governo do Estado de São Paulo que anunciou, no dia 27 de maio, o plano de flexibilização, que teve início no dia 1º de junho. Porém, será que as pessoas estão preparadas psicologicamente para viver essa ‘nova normalidade’?

Sabrina Amaral, psicóloga e hipnoterapeuta da Epopeia Desenvolvimento Humano, diz que ao observar os países europeus, que já vivenciam o processo de abertura, é possível perceber um fenômeno psicológico que assola uma parcela da população: o medo de sair de casa. A profissional explicou mais a respeito desse problema nesta entrevista, logo abaixo:

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O que é esse fenômeno que causa o medo de sair de casa?
Esse sentimento de angústia e receio que pode tomar conta das pessoas mediante à ideia de sair às ruas e retomar o contato social é relacionado com o que chamamos de Síndrome da Cabana. Esse fenômeno teve seus primeiros relatos no ano de 1900, quando trabalhadores no norte dos EUA passavam longos períodos em isolamento por conta do inverno e, depois, tinham receio de retomar o contato com a civilização. O mesmo efeito é observado em outras situações de isolamento de longa duração: expedições no Alasca, períodos longos de hospitalização, encarceramento prolongado etc.

Por que isso acontece?
É como se o nosso cérebro ficasse acostumado a uma nova rotina e aprendesse que estar em casa é a única possibilidade de segurança e proteção. Além disso, tivemos reforçadores positivos de comportamento durante a quarentena: mais tempo para a família, hobbies, estudo e tempo para nós mesmos. Para as pessoas que tem uma personalidade naturalmente introvertida, isso é ainda mais evidente.

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Mas isso é uma doença?
Definitivamente, não. Vamos deixar bem claro que isso é um fenômeno normal mediante tudo o que estamos vivendo. Apesar do ‘apelido’ isso não é uma síndrome como por exemplo a Agorafobia, trata-se de uma realidade psicológica temporária, afinal, ainda temos o vírus circulando e temos que nos cuidar.

Quais são os sintomas?
O sintoma principal é a angústia de sair de casa, acompanhados de medo e ansiedade. Percebe-se ainda uma certa letargia, falta de motivação, sono excessivo e comportamentos de esquiva para fugir do problema, como compulsão alimentar ou adicções. Podemos notar também sintomas cognitivos como falha na memória e dificuldade de concentração.

Diante dos altos índices, a UCSI University, na Malásia, criou uma escala para aferir a incidência da chamada ‘Cabin Fever’ na população, disponível aqui.

Quais são as dicas para lidar com esse fenômeno?

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1- Respeite o seu tempo
Todos nós temos um tempo emocional que varia de pessoa para pessoa, portanto, não se obrigue! Pare de se comparar com os outros e faça as coisas no seu tempo.

2- Foque no que está no seu controle
Ao focar no que está ao seu controle, você diminui a sensação de angústia e medo. Crie uma rotina com movimento e que envolva alimentação saudável, exercícios e momentos para sair de casa aos poucos.

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3- Dessensibilização sistemática
Essa é uma técnica da Terapia Cognitivo Comportamental. Aos poucos, vá colocando ‘metas’ para você administrar a angústia. Pequenos passos gradativos e crescentes, por exemplo: hoje vou até o portão, amanhã até a calçada, depois vou dar uma volta no quarteirão e assim sucessivamente.

4- Controle seus pensamentos
Avalie racionalmente seu medo, afinal, não é uma escalada até o Pico da Neblina, é apenas uma volta pela vizinhança. Facilite ainda mecanismos para mitigar o medo, como usar roupas e calçados fáceis de tirar, facilitando a higienização na hora de chegar em casa. Tenha um local externo para deixar os calçados e máscaras até serem higienizados.

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5- Procure ajuda profissional
É importante que você não se compare com os outros, mas sim, consigo mesmo. Se você observar que os comportamentos de esquiva não regridem ou aumentam conforme os dias vão passando, é importante que você busque ajuda. Encare isso como uma ‘fisioterapia psicológica’ que vai ajudar você a voltar a caminhar depois de um longo período de imobilização.

Qual o seu conselho final para as pessoas que já estão vivenciando a flexibilização?
A pandemia ainda não foi controlada, não temos um medicamento comprovadamente eficaz de acordo com a medicina, tão pouco vacinas que possam imunizar a população. Temos que manter a cautela, contudo, sem nos privar do contato social e da liberdade de ir e vir que é tão importante para nós. 

Neste momento, os pensamentos negativos são os maiores inimigos. Trabalhar a aceitação, o gerenciamento das emoções e aprender a flexibilizar é fundamental, pois a vida continua e temos que continuar fazendo projetos, sonhando, estabelecendo metas usando nossa capacidade de nos reinventar mediante esse novo normal.

Sabrina Amaral

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Foto: Tati Ferrara

A psicóloga e hipnoterapeuta acredita na transformação do ser humano e, após uma vivência de duas décadas na gestão de processos de RH, fundou a Epopeia Desenvolvimento Humano que se propõe a levar à tona o que o cliente tem de melhor com o intuito de ajudá-lo no processo de se tornar pleno, inteiro e feliz.

Dicas de como se cuidar na volta ao trabalho após isolamento social

O governador de São Paulo, João Dória, divulgou a retomada gradual de algumas atividades comerciais. A capital paulista está na fase laranja do plano gradual de flexibilização. Na última semana, cinco setores foram autorizados a reabrir com restrições, dentre eles comércio de rua, imobiliárias e shoppings centers.

Mas e o Covid-19? Quais os cuidados devemos tomar? E na hora do almoço? É seguro ir aos restaurantes? E no trajeto casa trabalho, no ônibus e metrô, como devemos nos proteger já que agora com certeza eles estarão mais lotados.

A volta ao trabalho não significa que vencemos o inimigo invisível, pelo contrário, ele continua entre nós. Medidas como lavagem das mãos, uso de álcool gel, manter distanciamento de no mínimo um metro e meio, evitar aglomerações, aperto de mão, beijinhos, abraços e compartilhamento de copos e outros objetos pessoais, como copos, garrafas, talheres, continuam no topo dos cuidados quando o assunto é prevenção. Isso não se trata apenas de preservar a sua própria vida, é o respeito e consideração pelas pessoas que estão em nossa volta e que também precisam trabalhar.

Bom, vamos falar de um item básico, comida. É seguro almoçar em restaurante (em alguns estados já estão abertos)? Para a nutricionista Adriana Stavro, ainda não é o momento. Então você vai passar fome? Também não. Para a nutricionista o ideal é fazer marmita.

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Para montar a marmita é fácil. Monte como se estivesse fazendo seu prato de comida em casa, assim fica mais fácil ajustar a quantidade. Pense na sua fome. É só um almoço.

A regra básica é a mesma: 50% da quantidade de comida deve der de verduras e legumes. A outra metade, divida em uma porção de carboidratos, uma de leguminosas e uma de proteínas.

Exemplo:

A salada deve sempre estar separada dos demais alimentos, uma boa opção é montar no pote (receita abaixo). As proteínas (carne, frango ou peixe) devem sempre ser grelhadas ou assadas. Pode ser ovo cozido também. O carboidrato pode ser uma porção de arroz (de preferência integral), batata doce cozida, abóbora cabotiá ou macarrão. As leguminosas podem ser feijão preto ou carioca, podendo ser substituída por ervilha, lentilha ou grão de bico.

São muitos os tipos de marmitas disponíveis para compra. Vidro, elétrica, plástico, vácuo, aço, com ou sem divisórias, coloridas etc. Tem para todos os gostos e bolsos. Eu recomendo sempre a de vidro. Muito prática, fácil de lavar, preserva as características do alimento como sabor e cor, não fica com cheiro e preserva o meio ambiente. Mas ela tem alguns inconvenientes. Para quem depende de ônibus ou metrô ela é pesada e quebra com facilidade.

A segunda opção são as de plástico. Mais leves e não quebram. Porém é necessário prestar atenção na hora da compra, o ideal é plástico livre de bisfenol (BPA) e próprio para aquecer. Eu não recomendo aquecer o alimento na marmita de plástico. O ideal é que o alimento seja colocado em um recipiente de vidro antes de ser levado ao micro ondas, assim, evita que a marmita fique manchada e com cheiro.

Para transportar o ideal é uma sacola térmica. Chegando no local de trabalho guarde na geladeira. Para quem não tem geladeira no trabalho, uma opção é usar cubos de gel congelados para conservar a comida até a hora do almoço. Parece óbvio, mas não guarde sua marmita na sacola térmica sem lavar, além da contaminação o cheiro fica insuportável.

Para transportar a salada, uma opção é montar no pote. Neste caso é importante seguir a ordem dos ingredientes:

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1° – molho (pouco)
2° – legumes (pepino, cenoura, beterraba)
3° – leguminosas/grãos (feijão fradinho, grão-de-bico, lentilha, ervilha, feijão moyashi, quinoa, cevadinha, arroz 7 grãos, arroz negro, arroz vermelho)
4° – as folhas (sempre por último)

Mas se optar por comer em restaurantes, veja as recomendações:

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-Lave as mãos na entrada do restaurante e use álcool gel (o restaurante deve fornecer);
-Respeite o distanciamento entre as pessoas (mínimo 1,5m);
-Sente à mesa respeitando o distanciamento (1,5m para a direita, esquerda e a sua frente);
-Entre um cliente e outro, verifique se o restaurante limpou e passou álcool na mesa e nas cadeiras;
-Evite falar durante as refeições;
-Não compartilhe talheres e copos;
-Não prove a sobremesa do amigo com seu talher usado (use uma limpa);
-Cubra boca e nariz com cotovelo ou lenço ao tossir ou espirrar (lave as mãos imediatamente);

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Mircea Iancu/Pixabay

-Não falar em frente a comida;
-Usar um guardanapo para pegar os utensílios compartilhados (os utilizados para colocar comida no prato) e temperos (azeite, vinagre, pimenta, sal);
-Se for usar o banheiro, após a higiene das mãos abra a porta com o auxílio de um papel.

Muito importante

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O uso de máscara é obrigatório. Porém ela não nos protege totalmente contra o vírus, apenas da exposição direta pela tosse ou espirro, ficando os olhos sem proteção. A máscara ainda nos faz levar as mãos mais vezes ao rosto, portanto é fundamental manter as mãos limpas e higienizadas.

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=Ao entrar e sair do ônibus, metrô ou trem, a dica é sempre estar com as mãos higienizadas com álcool em gel. Tenha sempre na bolsa um higienizante, que ajuda a deixar as mãos limpas e protegidas, não só contra o novo coronavírus, mas de outros vírus e bactérias.
=Evite o contato das mãos com as superfícies do ônibus ou metrô e lave-as com álcool gel imediatamente após o uso do transporte público.
=O vírus não infecta as pessoas pelas mãos, e sim quando elas são levadas à boca, nariz, olhos, ouvidos por isso elas devem estar sempre limpas.

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Thinkstock

=Use lenços descartáveis, em caso de tosse ou espirro, e descarte-o imediatamente após o uso em lixeira adequada.
=Ao se apoiar nas barras de apoio, tomem cuidado, pois ali pode conter gotículas de tosse ou espirro, por isso use álcool gel antes e depois de andar em qualquer transporte público.
=Mantenha distância de pelo menos um metro da outra pessoa.
=A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda também que as pessoas evitem tocar os olhos, a boca ou o nariz, pois são as portas de entrada para o vírus. Assim como cobrir a boca com a parte de dentro do cotovelo ao tossir e espirrar.

Cuidados pessoais

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=Proteja as vias aéreas. O coronavírus é uma infecção que afeta o sistema respiratório.
=Evite tocar os olhos, nariz e boca com as mãos não higienizadas.
=Sempre que espirrar ou tossir, cubra o nariz e boca com um lenço de papel descartável, e logo em seguida descarte-o corretamente no lixo, e não esqueça de lavar as mãos.
=Evite contato próximo com pessoas infectadas ou com suspeita da doença.
=Lave as mãos frequentemente com água e sabão por 20 segundos (no mínimo) e use um antisséptico à base de álcool em gel.
=Use lenços descartáveis para higiene nasal.
=Não compartilhe objetos de uso pessoal, como copos, garrafas, talheres, cigarro, piteiras (narguilé), batom, chimarrão e tererê (bebida típica do Rio Grande do Sul e do Mato Grosso do Sul).
=Evite locais fechados e aglomerações (mesmo que seja na casa de amigos).

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=Mantenha unhas curtas, cabelos sempre limpos e presos, e para os homens, se possível, sem barba.
=Higienize celular, notebook, fones de ouvidos e outros objetos pessoais. O celular deve ser higienizado três vezes ao dia, no mínimo. Quanto mais é usado, maior o risco de ser um condutor do vírus e, portanto, maior a necessidade da higienização. O fone de ouvido e o notebook devem ser higienizados sempre após o uso. Para os equipamentos. eletrônicos, o indicado é utilizar o álcool isopropílico 70% (não é a versão em gel). O ideal é desligar o celular, tire a capinha e aplique o produto com um pano macio ou algodão. =Limpe também a capinha. Faça o mesmo com o notebook.

Em casa

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=Limpe frequentemente mesas, cadeiras, maçanetas, interruptores, pias e outras superfícies.
=Mantenha ambientes limpos e bem ventilado.
=Limpe e desinfete objetos e superfícies tocados com frequência.
=Use hipoclorito de sódio 12% na limpeza de superfícies, pois nem tudo pode ser limpado com água e sabão. Estudos apontam que o vírus pode ficar retido em superfícies por até 5 dias, e na falta de álcool nos estoques de supermercados e farmácias, o hipoclorito de sódio 12% (água sanitária) é uma boa alternativa. Dilua 200ml de água sanitária para 5 litros de água .
=Evite usar ventilador. Se uma pessoa contaminada tossir ou espirrar na frente dele, ele pode espalhar o vírus.
=Limpe os brinquedos das crianças no mínimo uma vez.

*Em casa os cuidados com higiene e limpeza são fundamentais, especialmente se há, entre os moradores, idosos acima de 60 anos e portadores de doenças crônicas como diabetes, hipertensão, asma entre outras.

Ao chegar em casa da rua

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Foto: Nuzree/Pixabay

=É importante eliminar qualquer possibilidade de espalhar o vírus dentro da residência.
=Tire os sapatos do lado de fora da residência.
=Não encoste em nada sem antes lavar bem as mãos e os antebraços, com água e sabão.
=Deixe tudo o que estiver carregando na entrada da casa, como bolsas, mochilas, chaves, carteira.

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Depositphotos

=Tire a roupa, tome um banho e lave o cabelo antes de fazer outras tarefas.
=Não ande pela casa com a roupa que estava na rua.
=Higienize as maçanetas de porta e interruptores que você possa ter tocado antes de lavar as mãos.
=Cuidados com uso da máscara. Não compartilhe com ninguém.
=Se estiver usando a máscara cirúrgica (branca) troque depois de 2h (tenha pelo menos 2 para intercalar) e ela deve ser descartada no lixo e nunca reutilizada.
=Não deixar a máscara pendurada no pescoço ou braço porque, assim, ela está suscetível à sujeira.

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Conger Design/Pixabay

=Sempre que precisar tirar a máscara, coloque em um saquinho individual. As máscaras de pano devem ser lavadas sempre que chegar em casa. Lavar com água, sabão e água sanitária apropriada. Deixar de molho de 20 a 30 minutos, depois esfregar, enxaguar e colocar para secar. Quando estiver seca passar ferro e guardá-la em um saquinho.

Fonte: Adriana Stavrov é formada em Nutrição pelo Centro Universitário São Camilo. Pós-graduada em Doenças Crônicas não Transmissíveis pelo Hospital Albert Einstein. Pós graduanda em Nutrição Clinica Funcional pela VP consultoria, pós graduanda em Fitoterapia pela Course4U.

Saiba como melhorar a intimidade sexual durante o isolamento social

Especialistas dão dicas para aprimorar a percepção da sexualidade em tempos de isolamento social

Felizmente, com os pesquisadores continuando a aprender mais sobre o vírus a cada dia, novas informações também surgiram sobre a relação entre sexo e Corona vírus. “Se você e seu parceiro estão em isolamento social há mais de duas semanas, tomam o máximo de cuidado ao sair de casa apenas para as ocasiões mais necessárias, como ir ao mercado ou à farmácia, não há problema na prática sexual – pelo contrário”, afirma Ana Carolina Lúcio Pereira, ginecologista membro da Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia).

“O isolamento é a oportunidade que temos de aperfeiçoar a intimidade. Nosso corpo e mente estão muito ligados na questão sexual”, afirma a fisioterapeuta Raquel Wolpe, especialista em Saúde da Mulher e Mestre em Sexualidade Feminina.

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De acordo com a fisioterapeuta, tanto a intimidade entre o casal quanto a satisfação pessoal e física são aspectos envolvidos nesse processo. “Mas existem outros pontos que interferem. Por exemplo, estamos vivendo uma época de muito estresse e temos que levar em consideração que medicamentos antidepressivos, opioides e corticoides também reduzem a libido”, afirma Raquel.

Para atuar no aumento do desejo, Raquel sugere descobrir o próprio corpo e ter outras experiências de autoconhecimento. De acordo com a ginecologista, a prática da masturbação é a melhor forma de se descobrir, pois ajuda a manter a sexualidade viva durante o isolamento, além de manter a mente e o corpo funcionando, oferecendo uma série de benefícios ao organismo.

“A masturbação melhora a libido, alivia dores relacionadas à menstruação (como cólicas), fortalece o sistema imunológico e até ajuda a exercitar os músculos da região pélvica, prevenindo assim o surgimento de incontinência urinária”, destaca a ginecologista. “Além disso, durante a masturbação são liberados hormônios como a endorfina, que promove bem-estar, melhora o sono e ainda ajuda a reduzir os níveis de estresse.”

O farmacêutico e bioquímico professor Luiz Moreira, Mestre em Ciências da Saúde, explica que a função sexual feminina pode ser definida como uma sequência de eventos psicológicos e físicos, sendo eles: o desejo, a excitação, o orgasmo e a resolução. “O desejo se refere à motivação para iniciar uma atividade sexual; a excitação às manifestações físicas expressando o desejo; o orgasmo a contrações involuntárias ritmadas da parede da vagina; e a resolução ao retorno às condições basais”, explica o especialista.

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Nesse contexto, existem substâncias orais que atuam nesses processos, como a Mucuna Pruriens (com propriedades afrodisíacas), Tribulus Terrestris (estimulante sexual) e Bio-Arct, que estimula o metabolismo energético, aumenta a produção de óxido nítrico, melhorando a perfusão sanguínea.

“Esse incremento da circulação sanguínea é muito favorável para a vida sexual feminina. Especificamente durante a excitação há um aumento do fluxo circulatório na genitália o que gera uma intumescência (aumento de volume) vaginal formando um coxim. Assim, durante a penetração ocorre aumento do atrito e consequentemente do estímulo sensorial”, afirma o especialista.

“Outra contribuição do incremento da circulação é a produção de lubrificação pelo processo de transudação vaginal, ou seja, passagem de fluidos pela parede vaginal. Com essas manifestações, os eventos da função sexual ocorrem de forma cíclica chegando no ápice do estímulo gerando prazer intenso”, afirma o farmacêutico.

Para a questão da modulação hormonal, além de Tribulus Terrestris, o farmacêutico recomenda a suplementação com Vitex Agnus Castus, que ameniza os sintomas da tensão pré-menstrual e Modulip, que reduz o efeito do estresse. “Modulip GC reduz o efeito do estresse sobre os níveis hormonais controlando a liberação de cortisol e influencia positivamente nos níveis de testosterona e Di-hidrotestosterona. Esses hormônios impactam bioquimicamente no mecanismo do despertar do desejo ativo, aquele que se manifesta de forma espontânea”, explica o farmacêutico.

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Outro tipo de suplementação importante nesse sentido é o Exsynutriment, um ácido ortosilícico estabilizado em colágeno marinho, cofator importante para síntese das fibras de colágeno. “Ele catalisa as ligações cruzadas entre as fibras de colágeno e elastina garantindo a manutenção, firmeza, sustentação e hidratação dos tecidos cutâneos, articulações, mucosas e assim a manutenção do tônus muscular. Esses efeitos podem melhorar o trofismo vaginal, minimizando a sensação de frouxidão e aumentando a lubrificação. O tônus muscular adequado garante intensidade nas contrações da fase do orgasmo”, diz Moreira.

Todos os ingredientes estão disponíveis em farmácias de manipulação. “Consulte seu médico ou um farmacêutico para prescrição da fórmula”, finaliza o professor.

Fonte: Biotec

 

Alimentos para melhorar a qualidade de sua pele

Com as clínicas fechadas e não sendo possível apostar em equipamentos poderosos de rejuvenescimento, aliar os cuidados tópicos com a pele a uma alimentação balanceada é fundamental para manter o tecido cutâneo bonito e saudável

O isolamento social para evitar a contaminação por Covid-19 nos faz refletir sobre hábitos que devemos introduzir diariamente em nossa vida. E, para aquelas pessoas que já precisaram investir em um tratamento dermatológico em tecnologias como lasers, radiofrequência e ultrassom contra rugas, manchas, flacidez e acne, agora, com as clínicas fechadas, os cremes viraram peças fundamentais.

“O passo a passo diário de cuidados com a pele e o hábito constante de visitar o seu dermatologista podem colaborar muito para tornar a pele mais bonita e saudável. Existem muitos procedimentos como Ultrassom 3D Solon ou Surgical Derm que ajudam a tratar rugas e flacidez, mas nesse momento muitos dermocosméticos podem ajudar”, afirma Abdo Salomão Jr., membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia. “Mas não podemos esquecer da alimentação, que tem um papel fundamental nesse processo também”, acrescenta o médico.

De acordo com Marcella Garcez, médica nutróloga e professora da Associação Brasileira de Nutrologia, uma alimentação equilibrada está entre os principais itens que ajudam a deixar a pele bonita, jovem e hidratada. “São os alimentos que você consome regularmente que definem a aparência e qualidade do tecido cutâneo, não apenas em um mês, mas também em um ou dois anos”, explica.

Por isso, é importante investir em alimentos ricos em nutrientes capazes de manter as células e tecidos da pele saudáveis. “A pele é o maior órgão do corpo e como tal vai ser influenciada diretamente pela oferta de alimentos a que é exposta. Em geral, qualquer alimento que cause inflamação e liberação de radicais livres são danosos para o nosso corpo em geral e para a pele. Os mais comuns são os carboidratos de menor valor glicêmico como açúcares, massas de farinha branca e alimentos com gordura saturada como as frituras”, diz o cirurgião plástico Mário Farinazzo, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Por isso, o cirurgião orienta dar preferência para produtos integrais, que além de causar menos inflamação têm mais fibras.

castanhas

“As gorduras boas presentes nas castanhas, por exemplo, são formas de cuidado com a pele e prevenção do envelhecimento”, diz o médico. Já Salomão reforça a importância da vitamina C, presente em sucos cítricos como laranja, acerola e limão, por ser um potente antioxidante e estar envolvido com a produção de colágeno e elastina, que dão mais firmeza e mantêm a pele mais bonita e saudável.

“Frutas vermelhas como maçã, uva e ameixas contêm substâncias antioxidantes que retardam o processo de envelhecimento”, orienta o dermatologista. “É bom se acostumar com o consumo desses nutrientes, pois eles são fundamentais inclusive após uma sessão com equipamentos que estimulem o colágeno, como o Ultrassom 3D Solon”, conta o dermatologista.

A cirurgiã plástica Beatriz Lassance, membro do Colégio Brasileiro de Medicina do Estilo de Vida, enfatiza que uma forma positiva de lidar com o período de isolamento social é aproveitá-lo para criar novos hábitos mais saudáveis, como manter uma alimentação balanceada e cozinhar. “Esse é um bom momento para iniciarmos bons hábitos de vida e introduzi-los na nossa rotina. Isso ajudará muito, pois quando voltarmos à vida normal, estaremos mais dispostos a seguir com a vida saudável, o que pode trazer muitos ganhos e prevenir uma série de doenças”, afirma a cirurgiã plástica.

“Por exemplo, você pode usar esse tempo de sobra que estamos tendo durante a quarentena para aprender a cozinhar e preparar refeições caseiras. Assim, além de comer mais saudavelmente, você ficará menos ansioso e mais relaxado, pois o hábito de cozinhar ajuda na redução do estresse”, completa Beatriz.

Abaixo, a médica nutróloga lista 10 alimentos importantes para a pele e suas propriedades:

couve

Couve: rica em fibras e de baixa caloria, a couve é extremamente nutritiva, contendo as vitaminas A, B6, C e K, minerais como magnésio, cálcio e potássio e ainda compostos bioativos sulfurados e nitrogenados. “Dessa forma, a couve possui alta propriedade antioxidante e detoxificante, ajudando a reduzir a hiperpigmentação da pele e a estimular a produção de colágeno e a renovação celular. Como resultado, a pele torna-se mais uniforme, sendo também um importante coadjuvante no tratamento de cicatrizes de acne”, destaca Marcella.

batata doce Beverly Buckley por Pixabay
Beverly Buckley/Pixabay

Batata doce: no mercado, existem diversos produtos formulados com retinol, um ativo derivado da vitamina A conhecido por combater a acne e reduzir rugas e linhas de expressão. O problema é que o ingrediente pode irritar a pele, causando vermelhidão e descamação, principalmente em pessoas que possuem a pele sensível. “A alternativa então é consumir alimentos ricos em betacaroteno, como a batata doce, já que a substância é convertida em vitamina A pelo organismo. A vitamina A proveniente da batata doce é capaz de proteger a pele contra despigmentação, obstrução dos poros e inflamação causada pelos radicais livres”, afirma a nutróloga.

limao Shutterbug75 por Pixabay
Shutterbug75/Pixabay

Limão: possui uma série de benefícios, agindo como um adstringente natural capaz de conferir firmeza e clarear a pele. Porém, seu uso tópico não é recomendado, pois, devido a sua acidez, pode causar manchas e queimaduras na pele quando exposto ao sol. Mas, segundo a especialista, o limão também pode fazer milagres para a pele quando ingerido, já que é capaz de aumentar a produção de colágeno, combater os radicais livres e reduzir cicatrizes de acne.

abobora
Abóbora: “Rica em enzimas e alfa-hidroxiácidos, é capaz de suavizar a pele e restaurar seu pH. Além disso, por conter grande quantidade de fibras e zinco, o alimento ainda ajuda a regular a quantidade de oleosidade produzida pelas glândulas sebáceas presentes na pele.”

frutas vermelhas
Frutas vermelhas: apesar de pequenas, frutas como morango, cereja, mirtilo, framboesa e amora são extremamente benéficas para a pele, pois são ricas em polifenóis e outros antioxidantes como a Vitamina C. “Logo, além de ajudarem na uniformização do tom de pele e no combate aos radicais livres, as frutas vermelhas ainda melhoram a saúde cerebral, diminuem o colesterol, regulam os níveis de açúcar no sangue e a atividade intestinal e reduzem o risco de doenças cardiovasculares e diabetes”, ressalta a médica.

leguminosas
Leguminosas: alimentos de alto índice glicêmico, como chocolates, arroz e farinha, causam um pico nos índices de açúcar no sangue por serem absorvidos rapidamente pelo organismo, o que pode levar ao surgimento de cravos e espinhas, além de doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2 e derrame. Então, se você quer ver sua pele limpa, o ideal é apostar em alimentos de baixo índice glicêmico, como grão de bico, feijão, lentilha e amendoim.

mamao formosa hiperideal
Mamão: de acordo com a nutróloga, o mamão possui uma enzima chamada papaína, que é capaz de promover a renovação celular, desobstruir poros, hidratar a pele, amenizar cicatrizes de acne e ainda prevenir o aparecimento de cravos e espinhas. “A fruta também é rica em nutrientes como potássio, magnésio e vitamina A e C, que ajudam a melhorar a elasticidade e a firmeza da pele e reduzem a aparência de rugas e linhas de expressão”, esclarece.

quinoa - max straeten
Quinoa – Foto: Max Straeten

Quinoa: uma xícara de quinoa cozida tem de 17 a 27 gramas de fibra, o que favorece a atividade intestinal e diminui a constipação. Com isso, as toxinas serão eliminadas de seu organismo regularmente, resultando em uma pele limpa e uniforme.

salmão selvagem do pacífico - pixabay
Pixabay

Peixes de água fria: são ricos em ômega-3, um tipo de gordura capaz de proteger a pele dos danos solares, prevenindo assim o envelhecimento precoce e o aparecimento de câncer de pele e manchas. “Você pode conseguir ômega-3 consumindo peixes como anchova, sardinha, corvina e cavala. Porém, a melhor fonte de ômega-3 é o salmão selvagem com pele, que também é rico em antioxidantes, proteína, vitamina B, potássio e selênio”, recomenda a especialista.

couve flor congerdesign pixabay
Couve-flor: “Fonte de fibras, fósforo, magnésio, folato e vitamina B6, C e K, a couve-flor é rica em um poderoso aminoácido chamado histidina, que, assim como o ômega-3, impede que os raios ultravioletas causem danos na pele.”

Porém, a médica nutróloga enfatiza que não adianta comer loucamente os alimentos listados acima para ver sua pele radiante. “O ideal é que você mantenha uma dieta balanceada e consuma uma grande quantidade de frutas e vegetais para manter sua pele sempre bonita e saudável e seu organismo funcionando corretamente”, finaliza Marcela.

 

Confinamento social traz novas preocupações e prioridades ao consumidor

Oitava edição do Kantar Thermometer mostra como a pandemia fez com que o brasileiro desenvolvesse novos anseios e hábitos

Impactos no dia a dia e preocupação com o futuro dão o tom quando o assunto é a pandemia do novo coronavírus. Dados do Kantar Thermometer mostram que 76% dos brasileiros estão preocupados com os impactos do confinamento no dia a dia, aumento de 3% em relação ao levantamento anterior, enquanto 58%, 10% a mais, mostram-se preocupados com o futuro.

Os brasileiros sentem mais falta da liberdade de uma forma geral e das interações sociais. Ou seja, o enclausuramento tem afetado a maioria e, com isso, as atividades dos entrevistados se dividiram entre o escapismo e o crescimento pessoal, como dormir, ler e evitar os noticiários.

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Mesmo sem previsão de uma transição para uma realidade pós-coronavírus, os brasileiros já sabem o que farão quando o isolamento social acabar. 52% querem encontrar os amigos, 49% a família, 45% querem dar uma volta a pé, 36% pretendem visitar bares e restaurantes, e 36% pretendem praticar esportes.

Enquanto nada disso é possível, os brasileiros têm recorrido às mídias sociais para falar sobre como tem sido a experiência de isolamento e, principalmente, rir um pouco. Comparado aos outros países latino-americanos, o Brasil foi o que mais usou as redes sociais com humor e positividade para encarar a pandemia.

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A onda de positivismo também é bem vista na publicidade. 83% acreditam que as marcas devem oferecer uma perspectiva positiva em seus anúncios, 62% acham que elas devem falar de uma forma mais positiva e carefree, e 55% acham que elas devem evitar usar o humor para falar da situação atual.

Um olhar para a mídia

A audiência segue em patamares mais altos do que antes do período de isolamento, mas apresenta leves quedas. O lockdown decretado em Belém, Fortaleza e em algumas cidades da região metropolitana do Rio de Janeiro aparentam não trazer impactos significativos para a audiência em comparação à semana anterior.

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O ouvinte de rádio continua a consumir o meio, mesmo com todas as mudanças no cotidiano. 74% afirmam que vão manter ou aumentar o consumo de rádio durante o isolamento. O número é maior do que o levantado na onda anterior, que era de 71%.

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Analisando a publicidade na TV em São Paulo e Rio de Janeiro entre os dias 04 e 10 de maio, 23% dos anunciantes abordaram o tema Covid-19 em suas campanhas e 22% das inserções publicitárias foram sobre Covid-19 no período. Na semana analisada, uma associação de classe liderou o ranking de inserções, enquanto 3 entre os 10 maiores anunciantes foram marcas do setor financeiro.

Negócios essencialmente digitais continuam a aumentar exposição. Na comparação de abril com março deste ano, modelos de negócio que se beneficiam do isolamento apresentam crescimento de até três dígitos.

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A oitava edição do Kantar Thermometer já está disponível clicando aqui, que traz atualizações frequentes sobre os impactos do novo coronavírus.

Coronavírus: como cada signo reage ao isolamento social

O momento atual tem feito com que a maioria da população se encontre em isolamento social. O momento implica uma nova rotina a todos, mas cada signo do zodíaco tem uma maneira diferente de lidar com o período atípico. O astrólogo Junior Moura explica como cada signo reage ao período de isolamento, dando dicas para que todos possam enfrentar esse momento da melhor forma possível.

Áries

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A maior dificuldade deste signo é aquietar, por isso esse momento provavelmente estará sendo utilizado para limpar a casa e fazer exercícios. Deve ter cuidado com os conflitos com pessoas próximas, e para não ficar estressado.

Touro

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Shutterstock

Amante do conforto e dos prazeres, os taurinos têm que tomar cuidado para não descontar as frustracões e a ansiedade na comida. Atenção para não surtar, pois não lida bem quando sente que sua estrutura, principalmente financeira e emocional, não está bem.

Gêmeos

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Getty Images

Todos os livros, séries e chamadas no telefone estarão sendo utilizadas em um momento como este pelos geminianos. Devem alimentar o físico e o emocional para não surtar. Cuidado com as oscilações de comportamento e o mau humor.

Câncer

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As emoções podem ficar à flor da pele. Este signo ama cuidar e ser cuidado, por isso proteger a família e aqueles que ama está como maior objetivo. Facilmente se recolhe e se interioriza, porém deve ter cuidado com a melancolia, o choro e a depressão.

Leão

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Os leoninos vão utilizar este momento para cuidar da autoestima e das coisas do coração. Relacionamentos também serão nutridos, mas precisam ter cuidado com conflitos. A criatividade pode ser uma boa pedida, explorar as ideias e as criações.

Virgem

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Provavelmente a casa deve estar limpa e esterilizada. Os virginianos devem estar super reclusos pois dão uma atenção muito séria a saúde e aos cuidados. Melhor ter cuidado para não ficar neurótico e ansioso por não poder realizar aquilo que quer.

Libra

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É hora de tirar todos os cremes para pele e cabelo do armário, o momento é de se nutrir.
Libra não lida bem com pressão e tem que tomar cuidado com o que ouve. Deve focar a atenção em si mesmo e em se cuidar. O equilíbrio faz parte do cotidiano dele, portanto, dificilmente entrará em crise.

Escorpião

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Este signo se recolhe com facilidade e pode entrar em processos de sofrimento. Os prazeres podem ficar à flor da pele. Tudo aquilo que não está bem resolvido pode vir à tona em um momento como este.

Sagitário

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Foto:YogaInDailyLife

Estudar e se aprofundar em temas que gosta é a maior pedida para os sagitarianos.
Cuidado com os excessos no dia a dia. A espiritualidade provavelmente está sendo a maior necessidade deles nesse momento. As conexões espirituais estarão à flor da pele.

Capricórnio

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Stocksy Unites

Saber que não tem controle de uma situação pode trazer diversos sintomas a eles. A insegurança e os medos ligados ao material também podem ficar muito fortes neste ciclo. Procurem permitir que a leveza e a fluência façam parte desses dias.

Aquário

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Só de pensar que está confinado já vai trazer inquietação e medos aos aquarianos. A liberdade é muito importante para eles. Não poder planejar e realizar aquilo que querem vai trazer diversos conflitos. Melhor aquietarem a mente e deixar o pai tempo resolver tudo.

Peixes

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Pexels

Toda a religiosidade e a espiritualidade estão sendo convocadas por eles. Precisam ter atenção ao emocional e, principalmente, à sensibilidade. E ter cuidado para não ficar absorvendo energias densas. É hora de doar toda a energia àquilo que sente que é necessário.

Sobre Junior Moura

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Junior Moura é astrólogo e alquimista com mais de 20 anos de experiência na área da espiritualidade. Realiza atendimentos presenciais e a distância em todo o mundo, auxiliando diversas pessoas a descobrirem a própria consciência luminosa por meio da astrologia, numerologia, radiestesia, tarot, reiki e alquimia. Considera-se um profissional universalista, aplicando diversas filosofias em seu trabalho.

Pesadelo e sono agitado durante a pandemia são respostas naturais do organismo

O desgaste emocional e a preocupação durante o isolamento social por conta da pandemia do novo coronavírus têm tirado o sono de muita gente, no sentido literal. Na nova rotina, o descanso é substituído por sonos agitados, pesadelos e noites mal dormidas.

A mudança, segundo o neurologista e chefe do Serviço de Eletroencefalograma do Hospital Edmundo Vasconcelos, Gilmar Fernandes do Prado, é uma resposta natural do organismo para situações de perigo.

Afinal, o vírus, uma ameaça invisível, traz à consciência pensamentos sobre morte, o desconhecido e o risco – elementos que propiciam uma reação cerebral. “Temos mecanismos para nos defender de ameaças. Diante desse quadro, nosso cérebro pode determinar comportamentos como o de hiper alerta, a ruminação de pensamentos, a valorização de fatos insignificantes ou alerta emocionais. No limite, esse cenário leva a estados de ansiedade e depressão”, explica Prado.

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Ele observa que durante algumas fases do sono o cérebro está mais ativo e permite que as vivências do dia se transformem em sonhos – agradáveis ou não -, pesadelos e, ainda, haja dificuldade para despertar ou insônia. “O sonho agitado e o pesadelo são a expressão natural da condição instável e imprevisível que a pessoa experimenta durante o dia”, ressalta.

Em momentos intensos de medo e perigo, ele esclarece que quem está fragilizado tende a estar mais suscetível a essas manifestações. “Doenças, trabalho, desemprego e demais desvantagens sociais, aumentam a fragilidade das pessoas que já iniciam o enfrentamento da pandemia em estado mental desfavorável, possibilitando o agravamento de sua condição clínica ou o surgimento de novas. Por vezes, é necessário inclusive cuidado clínico”.

Como retomar a rotina de um sono tranquilo

Para evitar esses momentos desgastantes, é preciso compreender a importância da rotina, mesmo durante a quarentena. Manter horários para dormir, trabalhar e realizar outras atividades, como esportes, ajudam, segundo o médico. Nesta programação é importante pensar até mesmo no consumo de informação sobre a Covid-19. “É válido definir um único momento no dia para isso, a fim de estabelecer limites e garantir que o acesso à informação funcione como um meio de proteção e não como alarde”, diz.

Caso o sono persista tumultuado e faça você acordar no meio da noite, o primeiro passo, segundo Gilmar, é despertar totalmente e levantar da cama. “Ao voltar para a cama, faça um momento de relaxamento. Pense em algo agradável, respire lentamente, percebendo a respiração. Uma música agradável também pode ajudar a voltar ao sono”, explica.

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Ele alerta quanto à persistência destes momentos. “Se não for possível por várias noites devido ao volume de pesadelos, um profissional deverá ser consultado para ajudar o paciente e avaliar até mesmo a necessidade de medicamentos”, conclui.

Fonte: Hospital Edmundo Vasconcelos