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Criamigos lança campanha para minimizar distanciamento social

Buscando diminuir distâncias e minimizar a solidão imposta a muitos por conta do isolamento social obrigatório pela pandemia da Covid-19, a rede de franquias personalizáveis Criamigos lança campanha “Abrace o Bem”, que tem como objetivo conectar voluntários com pessoas que estejam sozinhas e sintam a necessidade de conversar, por telefone.

Para se inscrever, basta entrar em contato com a franquia nas redes sociais ou pelo site da marca. A partir das inscrições, a Criamigos faz uma lista de participantes com horários disponibilizados e os conectará com quem está precisando de algum tipo de apoio, por meio de telefone ou videochamadas.

“Atualmente, temos pouco mais de 20 pessoas, entre eles, nossos oficineiros que estão dispondo de tempo para ouvir quem esteja precisando. Nossa parte é fazer a ponte entre quem quer ajudar com quem precisa ser ajudado – incluindo lares de idosos. É o mínimo que podemos fazer para ajudar a sociedade em que estamos inseridos a passar por esse momento com um pouco mais de amor e solidariedade”, pontua a sócia fundadora da marca, Natiele Krassmann.

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Shutterstock

Sobre a Criamigos

Fruto da parceria entre as empresárias Veronicah Sella e Natiele Krassmann, a Criamigos nasceu em 2016, em Gramado (RS), com o objetivo de transformar boas memórias e recordações em um negócio único: a criação de pelúcias personalizadas. Com a proposta de resgatar o brincar, o brinquedo e os momentos em família, a rede de franquias conta, atualmente, com 19 unidades espalhadas pelo Brasil, que já transformaram mais de 50 mil ursos em sonhos reais. Facebook / Instagram.

Como manter uma relação positiva com os alimentos durante a pandemia

Professor no curso de Nutrição da Pitágoras Ipatinga dá dicas de alimentação, o que contribui para o controle da ansiedade durante a quarentena

Com a pandemia causada pelo novo coronavírus, muitas pessoas têm aproveitado o momento para descobrir novas habilidades na cozinha e passar o tempo. Mas este cenário também pode causar muita ansiedade, levando à compulsão alimentar e outros agravos à saúde. É importante destacar que neste período de quarentena, a alimentação saudável é fundamental para ampliar as chances de defesa do organismo.

Diante disso, este não é o momento de se pensar em restringir para emagrecer, pois uma dieta limitada fornece pouca energia e a quantidade de micronutrientes insuficiente (vitaminas e minerais), podendo vir a enfraquecer o sistema imunológico.

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Getty Images

Segundo o professor no curso de Nutrição da Pitágoras Ipatinga, Daniel Urils, é possível se alimentar de forma equilibrada e saudável, degustando ocasionalmente chocolate ou outro doce que tanto gosta, sem engordar por causa disso. “Restrição gera compulsão. Se estiver com fome, sacie sua fome, depois aprecie seu doce preferido com muita atenção e sem interferências externas”, orienta.

Conforme explica o especialista, é importante sentir o aroma, mastigar lentamente e aproveitar o alimento em todos os aspectos. “Comendo com calma, é muito mais provável que vá precisar somente de um pedaço pequeno para se satisfazer, do que se comesse em frente à televisão, por exemplo”, reforça.

Para lidar com a ansiedade, muitas pessoas procuram alimentos à base de açúcares, ou com muita gordura. Essa situação pode até acarretar problemas à saúde intestinal, além de interferir no estado de humor. “O momento é de respeitar o seu tempo, o seu corpo, e não exigir demais de você mesmo”, destaca o nutricionista. Segundo o especialista, não existe fórmula mágica para uma alimentação que melhore a saúde, seja para fortalecer a imunidade ou para diminuir a ansiedade. “A chave do sucesso é se alimentar de forma equilibrada”, esclarece.

Nesse sentido, a mudança de hábito, embora importante, pode começar com pequenos passos. Uma dica é colocar mais salada no prato, o que auxilia na saciedade e contribui naturalmente para a redução da quantidade de outros alimentos.

“O importante é lembrar que as metas devem ser estabelecidas conforme a realidade de cada um, sem usar orientações feitas para outras pessoas, como blogueiras e personalidades famosas. Pense em como pode evoluir diariamente, sem pressão de conseguir toda a mudança que você quer em pouco tempo. Esse processo também envolve autoconhecimento e entrega para identificar e dominar os impulsos que nos fazem desistir. Reconhecer que somos humanos e podemos falhar é fundamental, pois muitas vezes desistimos de tentar apenas porque fizemos escolhas menos saudáveis em uma refeição, quando na verdade podemos usar essa vivência para aprender e progredir”, finaliza.

Fazer boas escolhas alimentares ajuda a manter a mente saudável. As diretrizes do Guia Alimentar para a População Brasileira , do Ministério da Saúde, podem auxiliar a população a realizar uma alimentação equilibrada.

Confira mais dicas do professor de Nutrição da Pitágoras Ipatinga:

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• Faça de alimentos in natura ou minimamente processados a base de sua alimentação: ou seja, priorize o consumo de alimentos obtidos diretamente de plantas ou de animais, como legumes, verduras, frutas, batata, mandioca e outros tubérculos; arroz, milho, feijão de todas as cores, lentilhas, grão de bico e outras leguminosas; castanhas, nozes, amendoim e outras oleaginosas sem sal ou açúcar; farinhas de mandioca, de milho ou de trigo e macarrão feito com essas farinhas e água; carnes; leite e iogurte (sem adição de açúcar);
Evite alimentos processados, como refrigerantes, biscoitos recheados, salgadinhos de pacote e macarrão instantâneo;

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Foto: chamomileteaonline

Alguns alimentos podem contribuir com o controle da ansiedade. É o caso de chás calmantes e que não contenham cafeína, como camomila, melissa, maracujá;
• Procure fazer suas refeições diárias em horários semelhantes. Evite ‘beliscar’ nos intervalos entre as refeições. Coma sempre devagar e desfrute o que está comendo, sem se envolver em outra atividade;

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Procure comer sempre em locais limpos, confortáveis e tranquilos, onde não haja estímulos para o consumo de quantidades ilimitadas de alimentos;
• Sempre que possível, prefira comer em companhia das pessoas que gosta, lembrando da importância do isolamento social que se faz necessário neste momento. Procure compartilhar também as atividades domésticas que antecedem ou sucedem o consumo das refeições;

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• Se você tem habilidades culinárias, procure desenvolvê-las e partilhá-las com as pessoas com quem você convive, principalmente com crianças e jovens. Se você não tem habilidades culinárias, e isso vale para homens e mulheres, procure adquiri-las. Para isso, converse com as pessoas que sabem cozinhar, peça receitas a familiares, amigos e colegas, leia livros, consulte a internet, eventualmente faça cursos (há tantas opções online) e…comece a cozinhar.

“Como todas as habilidades, o preparo de alimentos melhora quando é praticada. Descasque mais e desembale menos”, finaliza Urils.

Fonte: Faculdade Pitágoras

Exercícios para o cérebro durante a quarentena

Como manter a saúde cerebral durante a pandemia, especialmente no caso de idosos e pacientes com doenças neurológicas

Mudar um hábito não é fácil. É preciso muito esforço, determinação e, acima de tudo, uma motivação forte. É o caso da população brasileira: para evitar a proliferação do novo coronavírus, as pessoas se viram obrigadas a reorganizarem suas vidas em prol do isolamento social. Nesse processo, uma das principais dificuldades é adaptar-se e manter o cérebro ativo durante todo o confinamento.

“A quarentena é muito importante. A orientação é a de ficar em casa, recluso, evitando o contato social direto e reduzindo o risco de transmissão”, ressalta Rubens Gagliardi, presidente da Associação Paulista de Neurologia (APAN). Para manter as funções cerebrais em pleno funcionamento, a indicação do neurologista é realizar atividades físicas e intelectuais.

Andar pela casa, fazer alongamentos, realizar levantamentos de peso (com pacotes de arroz ou feijão, por exemplo), além de ler, estudar e se atualizar são as principais recomendações. “É muito importante não parar. Temos que manter o cérebro ativo, senão ‘enferruja’”, explica o especialista.

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Foto: Dianne Hope/Morguefile

Estudar um assunto do interesse do indivíduo ajuda a exercitar a memória, a concentração e o foco. Se a pessoa gosta de números, estudar matemática pode ser estimulante. Já se ela se interessa por literatura ou artes, o interessante é ler sobre esse tema. Aprender uma nova língua, seja ela qual for, também tem impactos muito positivos para o intelecto humano. “Nesses casos, a internet é uma aliada. Uma ferramenta que, quando bem utilizada, propicia uma boa maneira de manter o cérebro ativo”, pontua Gagliardi.

Pacientes com doenças neurológicas: o que fazer?

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Alzheimer, Parkinson, AVC e outras complicações neurológicas podem causar limitações motoras, sequelas, a necessidade de cuidadores e até mesmo, deixar o paciente de cama. Nessas situações, os riscos durante a quarentena são maiores, mas os cuidados são os mesmos. “A atenção deve ser redobrada, mas a base é exatamente a mesma”, diz o neurologista.

A preocupação maior é com a imunidade: manter uma alimentação saudável e correta, dormir bem e estar descansado, manter atividades físicas, intelectuais e sociais (mesmo que a distância) ajudam no fortalecimento da defesa do organismo e no combate à doença.

Convívio com os idosos durante o isolamento

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Já os idosos, aqueles acima de 60 anos, estão no grupo de risco do contágio. Eles são mais propensos a contrair a doença e desenvolver sintomas mais graves, portanto, necessitam seguir a quarentena à risca. “É um grupo que deve fazer zoneamento restrito, bem como evitar contato com pessoas com suspeita de infecção”, destaca Gagliardi.

Porém, mesmo isolados, devem motivar-se a não parar e manter uma rotina diária de atividades físicas e intelectuais, assim como o resto da população. Os familiares, ainda que a distância, devem apoiar, incentivar e prestigiar essas atividades. Consultar médicos sobre os exercícios mais indicados para os idosos além de motivar o estudo e a leitura são fundamentais no cuidado com a terceira idade.

Para aqueles que moram sozinhos, há ainda a preocupação psíquica, já que o isolamento poderá afetá-los de diferentes maneiras. A sensibilidade dos netos, filhos e sobrinhos em manter a comunicação social por telefone ou até mesmo pela internet é imprescindível para o convívio e a demonstração de afeto para com essa geração.

Fonte: Associação Paulista de Neurologia

Dez maneiras de facilitar o isolamento enquanto você pratica distanciamento social

Para evitar o coronavírus, especialistas em saúde pública aconselham pessoas de todas as idades a ficar em casa e praticar o distanciamento social o máximo possível. Isto inclui também idosos e pessoas com doenças crônicas, que são o principal grupo de risco da doença.

Essas ações ajudarão a limitar a propagação do vírus e seu impacto na saúde e nos sistemas de saúde, aconselha os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC).

Mas o distanciamento social e a permanência em casa podem colocar alguns idosos em maior risco pelas consequências não intencionais do isolamento social, um problema de saúde que pode ser evitado ou reduzido com medidas proativas.

Segundo o Instituto Nacional do Envelhecimento, o isolamento social e a solidão estão associados a riscos aumentados para uma variedade de problemas de saúde. Isso inclui pressão alta, ansiedade, depressão, declínio cognitivo, doença de Alzheimer e até morte.

A equipe de gerontologia da Faculdade Evangélica Mackenzie do Paraná (Fempar) separou 10 dicas podem ajudar você a ficar conectado com outras pessoas e evitar a solidão durante a pandemia de coronavírus:

1) Identifique suas conexões vitais.

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Essas são as pessoas que você considera essenciais para sua saúde, bem-estar e qualidade de vida. Eles podem ser amigos, vizinhos e familiares. Profissionais de saúde também podem ser importantes para adicionar a esta lista, mas lembre-se de que eles podem estar particularmente ocupados no momento. Eles também podem querer que você evite seus consultórios o máximo possível para reduzir os riscos de adoecer. Portanto, considere entrar em contato com eles por telefone e somente quando necessário.

2) Obtenha as informações de contato de todos

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Reúna os números de telefone, endereços de correspondência e endereços de e-mail de suas conexões. Isso facilita o contato regular com as pessoas de quem você gosta. Configure horários para ligar para amigos e familiares e torne contato regular uma prioridade enquanto estiver em casa.

3) Tente ter equipamentos de comunicação atualizados. “Você tem um celular?”

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Nesse caso, considere usar o FaceTime ou o Skype em vez de apenas ligar. Ser capaz de ver o rosto do seu amigo pode fazer você se sentir mais conectado. Se você possui um computador ou tablet, pode participar de grupos on-line de pessoas que compartilham seus interesses. Você também pode definir uma programação para quando se conectar com amigos e familiares para criar uma rotina (e algo pelo que esperar).

4) Saia para fora de sua casa

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Distanciamento social não significa que você precise ficar dentro de casa.  Se você mora em uma casa, por exemplo, dê um passeio lá fora, sente-se na varanda, acene para seus vizinhos. Este é o momento perfeito para limpar seu jardim e plantar sementes.

5) Mantenha-se o mais fisicamente ativo possível

idosos Você pode encontrar muitos programas de condicionamento físico online.

6) Seja criativo!

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Algumas pessoas estão desfrutando de jantares virtuais. Eles usam o FaceTime ou o Zoom, um aplicativo gratuito que permite conectar várias pessoas a uma videoconferência. Ou converse com amigos sobre a leitura do mesmo livro ou o mesmo filme, para que você possa conversar em grupo mais tarde. Além disso, é um ótimo momento para praticar seu artesanato favorito, como bordado, tricô ou crochê. O envolvimento em atividades criativas pode impedir sentimentos de solidão.

7) Eduque-se sobre as opções locais de assistência médica

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Descubra agora como seus profissionais de saúde estão cuidando de seus pacientes e o que fazer se você precisar de um teste para Covid-19. Você pode conseguir uma visita telefônica ou de saúde on-line, enviar um e-mail ao seu provedor com perguntas.

8) Atualize seus hábitos básicos de autocuidado

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Este é um momento para garantir que você esteja se alimentando bem. Legumes e frutas contribuem para hormônios que fazem você feliz. Acordar, tomar banho, se arrumar como se fosse sair. Ter uma lista de atividades semanais e o compromisso de entrar em contato com um amigo por dia no mínimo.

9) Mantenha contato com entes queridos se você mora em casas de repouso

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Pergunte aos funcionários se você pode enviar por e-mail, fotos ou cartas que possam ser impressas e “entregues” a sua pessoa próxima. Considere pedir à equipe que o ajude a contactar pelo FaceTime um ente querido.

10) Lidar com o isolamento do cuidador

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Cuidar de si mesmo pode ser mais difícil quando estiver isolado. Praticar o distanciamento social pode fazer você se sentir ainda mais sozinho. Tente conectar-se a outros profissionais de saúde por meio de grupos de suporte virtual online. Alguns são específicos para cuidadores de pessoas com doença de Alzheimer ou outras doenças.

Fonte: Faculdade Presbiteriana Mackenzie

Natura e Avon unidas em movimento para prevenir e enfrentar violência doméstica

Movimento #IsoladasSimSozinhasNão, lançado pelo Instituto Avon, foi endossado pela Natura por meio de ações para toda a rede de relações. No Brasil, isolamento social da Covid-19 aumentou em pelo menos 9% os casos de violência doméstica

Com as medidas de isolamento e distanciamento social recomendadas para combater o novo coronavírus, a violência doméstica torna-se um desafio ainda maior. Segundo levantamento da Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180, durante o isolamento, já houve um aumento de quase 9% no número de atendimentos no Brasil. Diante desse desafio, Natura e Avon se uniram pelo movimento global #IsoladasSimSozinhasNão, lançado pelo Instituto Avon e endossado pela Natura em todos os países da América Latina onde opera.

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“Para muitas mulheres e meninas, o confinamento pode aumentar a frequência e gravidade dos episódios de violência doméstica, em todas as suas formas. Precisamos redobrar o apoio a estas mulheres, para quem a casa, longe de ser um lar seguro, é o espaço em que está mais exposta ao risco. Queremos, por meio destas iniciativas, mostrar que elas não estão sozinhas”, aponta Daniela Grelin, Diretora Executiva do Instituto Avon.

“Para dar visibilidade à luta contra a violência doméstica, estamos trabalhando para dar suporte, orientação e contribuir para que as vítimas saibam identificar situações de violência e a quem recorrer neste momento”, afirmou Cida Franco, a Diretora de Vendas Brasil da Natura. “Historicamente, as marcas são engajadas em apoiar mulheres. Agora unidas, podemos ampliar o potencial de proteger toda nossa rede de relações, entre consultoras, colaboradores e consumidores. Estamos fisicamente distantes, mas precisamos estar mais juntos do que nunca”, argumentou a executiva.

Desde 2008, o Instituto Avon articula empresas públicas e privadas, organizações sociais e órgãos públicos no Brasil e já destinou mais de 30 milhões para apoiar e proteger mulheres e meninas em situação de violência em quatro frentes: formação e informação, advocacy, engajamento da sociedade e apoio a projetos nas áreas de segurança pública, justiça, saúde e educação no tema. Pelo posicionamento da Natura em estabelecer um compromisso que reforce sua causa “Cada pessoa importa”, a marca também lança ações que visam a diminuir os casos de violência doméstica.

Com intuito de ampliar a mensagem de prevenção e o enfrentamento da violência contra as mulheres e meninas para todos os públicos, o Instituto Avon, em parceria com as plataformas Papo de Homem e Quebrando Tabu, produziu uma série de conteúdos digitais que têm sido publicados nas redes sociais do Instituto. Os objetivos são trazer dicas sobre como cuidar da saúde mental durante o período de confinamento, auxiliar as mulheres a identificarem os sinais de relações abusivas e mostrar que ela não está sozinha apresentando as várias formas que ela pode pedir ajuda.

Destinado a atender líderes de negócio Natura e executivas de vendas Avon, as marcas fecharam parceria com a startup “Mete a Colher” para uso da ferramenta de assistência social TINA. As consultoras Natura também terão à disposição uma cartilha para identificar casos de violência doméstica, contendo orientações sobre conduta ideal, assim como divulgação de canais de denúncia. Para o público geral, a Natura patrocinou uma minissérie com cinco episódios do podcast Mamilos sobre a temática. Ao final, cada episódio abordará a história de uma pessoa que superou o ciclo da violência.

Avon e Natura juntas por toda América Latina

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A união das marcas para o enfrentamento da violência doméstica não se resumirá apenas ao território brasileiro. Em outros países da América Latina, como Argentina, Chile, Uruguai, Colômbia, Equador, Peru e México, Avon e Natura estão juntas para reduzir os números de violência dentro dos lares.

No dia 30 de março as duas marcas lançaram um manifesto do movimento #AisladasNoSolas em que chamaram a atenção para situação de mulheres que estão trancadas em casa com um agressor em um contexto de pandemia global.

Nesses países, a Avon desenvolveu uma maneira de alcançar vítimas de violência de forma velada, como um “cavalo de troia”. A marca enviará, por WhatsApp, vídeos de receitas culinárias para mulheres de toda a sua rede. Durante a exposição do conteúdo, serão compartilhadas informações de combate a agressões contra mulheres, como telefones de emergência e incentivos para apoiar vítimas.

Adicionalmente, lives patrocinadas de influenciadores no Instagram abordarão o tema de prevenção ao Covid-19 e levantarão a temática de que milhares de mulheres podem estar isoladas em casa, junto a um agressor. Para dar suporte às iniciativas lançadas pela Avon, a Natura irá replicar os conteúdos em suas redes sociais e com sua rede de consultoras, aumentando a visibilidade do tema.

Avon Foundation compromete 1 milhão de dólares para ONGs

O grupo Natura &Co anunciou que o Instituto Avon global destinará 1 milhão de dólares para organizações que atuam na linha de frente para apoio a mulheres e crianças vulneráveis.

A iniciativa foi uma resposta aos indicadores de violência doméstica de todo o mundo. Relatórios da China apontaram que os casos triplicaram em comparação com o ano anterior. As frentes de atendimento à violência doméstica no Reino Unido e nos EUA também relatam um aumento semelhante – dobrando, de acordo com algumas fontes.

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“A violência doméstica já é uma epidemia escondida a portas fechadas. Como o Covid-19, é um assassino silencioso. Uma consequência não intencional das medidas de isolamento necessárias para combater o coronavírus é que mulheres e crianças vulneráveis ficam presas em casa com agressores e incapazes de procurar ajuda”, afirmou Angela Cretu, CEO da Avon.

“Por isso, queremos financiar as ONGs por meio da Fundação Avon para Mulheres, nossas equipes da Avon doarão produtos vitais – de cuidados pessoais a higienizadores de mãos e sabonetes – a refúgios em todo o mundo”, concluiu a executiva.

Natura oferece aplicativo de meditação para reduzir ansiedade em tempos de isolamento

Marca tem aplicativo gratuito para quem quer iniciar prática que acalma a mente e aumenta a sensação de bem-estar físico e mental

Em tempos de distanciamento social e incertezas no Brasil e no mundo, a Natura está ainda mais focada no bem-estar e cuidado com as pessoas. Dedicada ao estudo da meditação há pelo menos sete anos, a Natura vem apostando na prática como uma importante ferramenta, sobretudo na promoção de bem-estar mental.

Em pesquisa científica realizada em parceria com o Instituto do Cérebro do Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein, em 2018, foi comprovada a eficácia da meditação na diminuição de sintomas de estresse e promoção do bem-estar.

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“Manejo de estresse e ansiedade, redução das emoções negativas e aumento dos pensamentos positivos, melhora do sono, da memória e da atenção são alguns dos vários benefícios da prática já comprovados por inúmeros estudos científicos realizados em todo o mundo”, revela a gerente da área de Ciências do Bem-Estar da Natura, Carla Barrichello, e uma das idealizadoras do aplicativo de meditação da Natura.

De acordo com a especialista, a meditação tem esses efeitos positivos porque ajuda a acalmar a mente. “Ao meditar, nós saímos do piloto automático, trazemos a nossa atenção para o momento presente, acessando um lugar interno de mais tranquilidade e, sobretudo, ampliando a nossa capacidade de auto-observação e percepção do nosso mundo interno”, explica.

Algo que parece simples, mas é especialmente importante em momentos como o que estamos vivendo, no qual somos expostos a uma quantidade quase infinita de informações e notícias diariamente. Segundo Carla, assim como qualquer outro exercício, o segredo da meditação é a prática. “Comece fazendo apenas cinco minutos, escolha um ambiente o mais silencioso possível, e vá aumentando conforme for se sentindo mais confortável”, aconselha.

Disponível gratuitamente nos sistemas Android e iOS, o aplicativo Meditação Natura é uma boa opção para quem quer se iniciar na prática e incluí-la no cotidiano. A ferramenta conta com um programa de treinamento de oito semanas, onde a proposta é que sejam realizadas práticas diárias durante esse período, e sugestões de meditações guiadas de acordo com o seu objetivo, como amenizar o stress, dormir melhor, ter atenção plena na respiração, lidar com a raiva, entre outras.

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O app também oferece uma gama de paisagens sonoras autorais com sons da natureza que levam ao relaxamento. Frases inspiradoras, que podem ser compartilhadas nas redes sociais, e um relógio com sinos que marcam o tempo para quem prefere meditar em silêncio também estão disponíveis no app que, em breve, chegará em versões em inglês e espanhol.

A importância de se manter otimista em situações de isolamento

O terapeuta transpessoal Robson Hamuche sugere exercícios mentais e físicos para mitigar os efeito psicológicos do confinamento a que a população brasileira precisa se submeter em razão do Covid-19

Quando estreou em 2002, o programa televisivo Big Brother Brasil despertou nos telespectadores curiosidade e estranhamento. O interesse de muitos por esse tipo de entretenimento veio justamente do inusitado da situação, em que os participantes perdiam qualquer contato com o mundo externo, sendo obrigados a ficar confinados em uma casa.

Passados 20 anos, precisamos admitir que a vida é sobretudo irônica. No momento em que mais uma edição do reality show é transmitida, não são apenas os participantes do programa que estão confinados, mas boa parte da boa população brasileira e mundial.

Isso tudo para que consigamos nos proteger da pandemia do novo coronavírus, uma família de vírus que causa infecções respiratórias e que provoca uma doença chamada Covid-19. Trata-se de uma infecção com alto grau de contágio e que acomete com mais gravidade o chamado grupo de risco, formado por idosos com mais de 60 anos e pessoas com doenças crônicas, como diabetes, hipertensão, asma, problemas cardíacos e renais, além de fumantes. Apesar disso, crianças e jovens saudáveis também se contaminam e podem transmitir o vírus para indivíduos do grupo de risco. Nesse sentido, a grande importância do confinamento.

Manter-se apartado de qualquer convívio social, no entanto, não é uma atitude fácil de se tomar. Problemas emocionais e psicológicos podem surgir deste isolamento. Nesse sentido, para o terapeuta transpessoal com especialização em constelação familiar e escritor, Robson Hamuche, antes de tudo, é necessário distinguir claramente o isolamento a que estamos submetidos atualmente da solidão. Esta pode ser sentida mesmo se a pessoa estiver rodeada de amigos, por exemplo. “Se ela já estiver repleta de pensamentos negativos e pessimismo, estar perto ou distante de alguém não fará nenhuma diferença”, justifica.

Dessa forma, de acordo com Hamuche, a experiência atual de confinamento não precisa necessariamente ser ruim, eivada de tristeza e solidão. “Em relação ao que estamos vivendo hoje, esse isolamento obrigatório, podemos encarar a situação de maneira negativa ou positiva, como sempre. Tudo depende de nós”, diz.

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Segundo o terapeuta, diante de tal situação, não é recomendável que fiquemos focados exclusivamente na doença. Informações sobre o vírus e como evitá-lo são necessárias e sempre bem-vindas, obviamente. Contudo, conforme Hamuche, sentar-se em frente a televisão e assistir apenas o crescimento exponencial do vírus no Brasil e no mundo e de como milhares de pessoas já faleceram em razão dessa doença, certamente acarretará problemas para a nossa saúde mental, gerando ansiedade e tristeza.

Apesar do momento difícil, é necessário, segundo o terapeuta transpessoal, que as pessoas se mantenham otimistas. “Elas devem estar conscientes do problema e tomando as providências necessárias para combatê-lo, mas repletas de pensamentos positivos e de esperança”, afirma.

Hamuche é autor do livro “Um compromisso por dia – Pequenas ações diárias que podem mudar a sua vida”, que conta com diversos exercícios mentais e físicos, que certamente podem ajudar em situações de isolamento como a que estamos vivenciando na atualidade. De acordo com os ensinamentos do livro, ao invés de sucumbirem, apenas se alimentando de pensamentos negativos e sofrimento, as pessoas podem usar o momento para se redescobrirem, evoluírem mentalmente e se sentirem melhor.

Entre as ações recomendadas por Hamuche em tempos de quarentena estão: a meditação; a leitura; e até a arrumação da casa. Cuidar do corpo também é essencial, para isso exercícios físicos são indicados.

Quarentena não é sinônimo de férias e muitas pessoas continuam trabalhando em regime de home office. Para quem tem família, Hamuche sugere uma separação bem pensada das tarefas, afinal haverá outras pessoas com quem você estará dividindo o espaço. De nada adiantará esse tempo de isolamento, se você se dedicar apenas à função profissional. Nesse sentido, usar o tempo livre em casa para conversar com familiares é muito importante. “Aproxime-se, aproveite a ocasião para passar mais tempo juntos, ouça as dificuldades de seus familiares e entenda como pode ajudar”, sugere.

Para quem tem criança pequena, Hamuche recomenda ainda uma série de brincadeiras com o intuito de ajudar pais e mães na difícil arte de entreter os pequenos no período de isolamento. São atividades lúdicas, permitidas a todas as famílias, independentemente da condição sócio-econômica, pois são realizadas com brinquedos confeccionados a partir de materiais baratos (papel, papelão, pratinhos e copos de papel) e já existentes na casa (rolos de papel higiênico, caixa de fósforo, palitos e pregadores de roupa).

Por fim, o terapeuta acredita que essa situação delicada à qual o mundo atravessa é um momento propício para que as pessoas reflitam e evoluam, pois estão tomando consciência, à força, de que os seres humanos são interdependentes. “Se eu for contaminado por essa doença, posso transmiti-la para outros, o que fará o mundo inteiro sofrer. Fronteiras não separam nada”, argumenta.

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Desse modo, de acordo com Hamuche, torna-se claro e evidente que não somos apenas indivíduos isolados, ou seja, que dependemos de muitos outros, e que precisamos agir de maneira conjunta para não sofremos ainda mais. “Precisamos aproveitar o ensejo para compreendermos que somos uma sociedade integral”, encerra.