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Tempo seco: como se cuidar de maneira natural

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o nível ideal de umidade relativa do ar varia entre 40% e 70%. Nos últimos e nos próximos dias, o país todo enfrenta estado de atenção – já que a umidade do ar tem se mantido baixa.

E com um tempo muito seco, seguido ainda de oscilações de temperatura, é hora de tomar alguns cuidados para a saúde não sair prejudicada. O farmacêutico naturopata Jamar Tejada, da capital paulista, deixa algumas dicas.

Hidrate-se

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Para aumentar o consumo de água – que é essencial para manter o nível de hidratação corporal adequado nesses dias – os chás podem ser uma boa solução para variar nos sabores e consumir ainda mais líquidos.

Tenha plantas por perto

As plantas fazem o papel de umidificador caseiro já que liberam vapor no ar. Alguns exemplos são a aloe vera, palmeira de jardim e ficus e diversas outras espécies de philodendron e dracena que através das folhas, flores e caules deixam o ambiente mais úmido.

Umidificador caseiro

Para fazer um umidificador caseiro basta ferver duas xícaras de água em uma panela e colocar no ambiente ainda quente. Repetir a ação sempre que a água esfriar.

Homeopatia

A homeopatia ajuda a manter suas mucosas nasais saudáveis. A hydrastis ou paris quadrifólia são algumas utilizadas no trato respiratório e assim ajudam a restabelecer o equilíbrio. Ainda dentro da homeopatia podem ser utilizados os próprios tecidos da mucosa nasal, pulmão, laringe e faringe, chamados nosódios que quando indicados restabelecem a energia e integridade vital desses órgãos. Outro exemplo são as tinturas de algumas plantas como o eucalipto, que ajuda a expectorar e evita quadros de infecção que são tão comuns em clima seco.

Solução simples e natural

Foto: iStock

Para fazer uma solução nasal salina natural basta uma simples mistura de água com sal para ajudar a irrigar as mucosas. Para preparar o soro adicione 1 colher de chá de bicarbonato de sódio e 2 colheres de sal marinho em 250 ml de água fervida. Utilize um conta-gotas, uma seringa ou uma caneca para lavar narinas de 2 a 3 vezes ao dia . Isso ajuda a dispensar o uso de fluidificantes, vasoconstritores e descongestionantes nasais medicamentosos.

Fonte: Jamar Tejada é farmacêutico graduado pela Faculdade de Farmácia e Bioquímica pela Universidade Luterana do Brasil, RS (Ulbra), Pós-Graduação em Gestão em Comunicação Estratégica Organizacional e Relações Públicas pela USP (Universidade de São Paulo), Pós-Graduação em Medicina Esportiva pela (Fapes), Pós-Graduação em Ciências Homeopáticas pelas Faculdades Associadas de Ciências da Saúde. Proprietário e Farmacêutico Responsável da Anjo da Guarda A Farmácia de manipulação e homeopatia desde agosto 2008.

Os erros mais comuns ao se consumir chá

Seja para esquentar no frio, emagrecer, cuidar da saúde ou simplesmente saborear uma bebida quentinha, preparar um chá não é tão simples quanto parece. Na verdade, se consumido ou armazenado de maneira errada, além não trazer nenhum benefício para a saúde, ainda é possível que uma simples xícara carregue uma leva de bactérias desencadeadoras de doenças.

Quem faz o alerta é o farmacêutico homeopata Jamar Tejada (Tejard), da capital paulista que deixa algumas regrinhas básicas aproveitar os benefícios das ervas.

Temperatura da água

Ken Boyd/Pixabay

Essa parte tão simples requer um cuidado especial: não deve ser aquecida no micro-ondas já que assim fica impossível controlar a temperatura da água e isso será determinante no resultado final. Ao esquentar a agua, a mesma não deve chegar a ferver, ou seja, é preciso deixar no fogo até que ela chegue perto do ponto de ebulição e quando as primeiras bolhinhas começarem a surgir, antes de borbulhar, já é hora de tirar.

Saber conservar

O armazenamento correto é o que vai assegurar o frescor, aroma, paladar e garantir todos os benefícios. Cada erva possui características específicas, por isso não é possível estabelecer um período de validade para os chás, mas, depois de feito, nenhum deles deve ser consumido depois de 12 horas após a preparação e neste período devem ficar armazenados em recipiente de vidro e com tampa. “Isso porque, as bebidas tendem a perder as propriedades medicinais através do processo de fermentação causado pelo ar. Sendo assim, quanto menos ar o recipiente possuir, melhor. E sempre: guarde-os dentro da geladeira, caso contrário, as chances de ingerir bactérias é bem maior do que as chances de conseguir colher os benefícios dos chás”, fala Tejard.

Não exagere


Para tudo existe limite e com os chás não deve ser diferente. As ervas também podem fazer mal se consumidas fora de controle. Algumas podem fazer desencadear doenças e para saber a quantidade certa, é preciso consultar um especialista. Exagerar na hora de preparar o chá e deixa-lo muito forte também pode causar problemas. Seja qual for a erva e o objetivo escolhido, o consumo do chá não deve ultrapassar a dose de três xícaras por dia. Afinal, tudo o que ingerimos, necessariamente precisa ser metabolizado e eliminado pelo fígado e rins. Se consumido em excesso, o fígado pode não ter condições de eliminar totalmente as toxinas, levando à sobrecarga e intoxicação do organismo.

Não compre pronto

Foto: Ivabalk/Pixabay

Sempre a preferência deve ser ao chá caseiro, pela confiança em relação à origem dos ingredientes. As versões de saquinho, por exemplo, não têm a mesma qualidade de uma erva cultivada no seu jardim.

Saber escolher bem as ervas

Sunset Magazine

O poder das plantas medicinais que os chás proporcionam é graças a extração do princípio ativo que se dissolvem na água quente e assim, podem aliviar, tratar e até curar algumas doenças. Sejam folhas, raízes ou ervas, os ingredientes naturais possuem ações antioxidantes, anti-inflamatória e antibacteriana e ainda auxiliam no processo metabólico, mas existem algumas contraindicações para algumas pessoas – por isso devem ser consumidos com orientação.

Para ajudar, o especialista deixa algumas dicas dos chás preferidos e para que cada um deles pode ser indicado.

Alecrim – Foto: MGD©

Alecrim: alivio de estresse, depressão, gota, reumatismo e facilita a digestão
Boldo: trata fígado e aparelho digestivo. Alivio para aqueles dias pós comilança e ingestão de álcool.
Erva-Cidreira: combate a insônia, nervosismo, cólicas e gases.
Erva-Doce: alivia cólicas menstruais e abdominais.
Eucalípto: melhora das inflamações das vias respiratórias como tosse, rouquidão, bronquite e asma.
Hortelã: atenua azia.

Maçã: sedativo e digestivo ainda atua no controle de diarreias.
Maracujá: dores de cabeça de origem nervosa, ansiedade, palpitações e perturbações nervosas da menopausa.
Chá verde: antioxidante, atrasa os sinais do envelhecimento prematuro, eliminando os líquidos que se acumulam no organismo e combate as gorduras.
Chá preto: promove saciedade além de ser estimulante.
Chá mate: tem ação termogênica e acelera o metabolismo.


Chá de hibisco: ajuda no controle do colesterol e é muito diurético, capaz de fazer uma varredura de toxinas no organismo.

Fonte: Jamar Tejada é farmacêutico graduado pela Faculdade de Farmácia e Bioquímica pela Universidade Luterana do Brasil, RS (Ulbra), Pós-Graduação em Gestão em Comunicação Estratégica Organizacional e Relações Públicas pela USP (Universidade de São Paulo), Pós-Graduação em Medicina Esportiva pela (Fapes), Pós-Graduação em Comunicação com o Mercado pela ESPM, Pós-Graduação em Formação para Dirigentes Industriais com Ênfase em Qualidade Total – Engenharia de Produção pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul-(UFRGS) e Pós-Graduação em Ciências Homeopáticas pelas Faculdades Associadas de Ciências da Saúde. Proprietário e Farmacêutico Responsável da Anjo da Guarda Farmácia de manipulação e homeopatia desde agosto 2008.

Pensamento de formiga ou vontade controlada? Como não exagerar nas tentações

Aquela vontade descontrolada de se acabar em doces pode ser uma resposta do organismo com falta de energia necessitando uma reposição de emergência. Quem explica é o farmacêutico homeopata Jamar Tejada (Tejard), da capital paulista que ainda ensina como driblar essa vontade por meio da medicina natural.

Foto: Shutterstock

Uma das consequências da exaustão física e mental – tão comum em tempos de pandemia – é o cérebro pedir o consumo de doces. Isso porque o açúcar é o alimento dos neurônios, as células cerebrais. E, para se manter vivo, o corpo humano precisa dessa substância. Após cinco minutos sem glicose, uma pessoa morre. E a fraqueza pode ser um sinal de alerta. Por isso que muitas vezes, pessoas que trabalham muito e usam muito a energia cerebral sentem tanta falta de doces.

Tejar explica que nem sempre ansiedade está ligada a isso: “Ansiedade na medida é fundamental para trabalhar, cumprir as tarefas do dia a dia e impulsionar a vida de uma maneira geral. Mas, ela sozinha não pode ser a única culpada pelos ataques descontrolados às barras de chocolate”.

Quando o corpo precisa de substrato um energético imediato, pede doce, e isso pode ser sinal de falta de controle nutricional. “Quando há esse descontrole, o cérebro pede glicogênio e, naturalmente, quer a glicose de rápida absorção, que são os doces, por isso a vontade desse consumo aumenta. Consumir alimentos ricos em carboidrato de alto índice glicêmico gera um pico de glicose. Se no momento que você comeu não houve uma atividade que exigisse essa demanda de energia, seu corpo vai armazená-la em forma de gordura e, pouco tempo depois, com a queda brusca de glicemia, o mecanismo da fome é ativado novamente, vira um ciclo vicioso”, explica o especialista.

Quando temos resistência à insulina, a vontade por açúcar vem logo depois do café, almoço ou do jantar. Ela precisa se conectar às nossas células para fazer com que a glicose entre no sangue e nos dê energia. Quando nos tornamos resistentes a essa ação, esse ciclo é interrompido fazendo com que a glicose não nos “reenergize”. O organismo então sente que precisa de mais energia ou de uma fonte rápida, daí nosso cérebro pede mais uma vez o açúcar, ou acabamos comendo mais do que precisamos ou recorremos ao açúcar.

Driblando o problema

Uma das maneiras de se esquivar das guloseimas é por meio da nutrição balanceada, alimentando-se de carboidratos de baixo índice glicêmico. “Manter o equilíbrio nutricional é o que vai diminuir muito o impulso por doces em geral. Mas, antes de tudo, é preciso ter atenção ao que desperta essa vontade. É preciso reabilitar o estilo de vida e rotina e rever as reais necessidades. É importante interpretar onde está o seu problema, ninguém te conhece mais do que você mesmo”, ensina Tejard.

A realização de exames laboratoriais como glicemia é fundamental para descobrir se essa compulsão não é devida a um possível diabetes, assim como exames de T3 e T4 para ver se não há uma disfunção na tireoide entre outros exames orientados por um médico ou nutricionista.

Pelos meios naturais

Se a vontade de doce insistir, uma das alternativas naturais mais indicadas por médicos e demais profissionais de saúde é uma fruta nativa do sul da Ásia chamada Garcinia. Essa fruta possui um efeito regulador do apetite, esse efeito ocorre no fígado, via regulação do nível hepático de glicose, o ácido hidroxicítrico atua como um barômetro nos níveis de glicose no sangue.

“Essa fruta é de escolha primária, já que não causa os danos comuns aos supressores do apetite que estimulam o SNC e que podem resultar em distúrbios psicológicos e cardiovasculares, entre outros. Você pode fazer uso de spray de tintura dessa planta ou ainda tomar as cápsulas, mas sempre com orientação e indicação de um profissional de saúde”, finaliza Tejard.

Fonte: Jamar Tejada é farmacêutico graduado pela Faculdade de Farmácia e Bioquímica pela Universidade Luterana do Brasil, RS, Pós-Graduação em Gestão em Comunicação Estratégica Organizacional e Relações Públicas pela (Universidade de São Paulo), Pós-Graduação em Medicina Esportiva pela (Fapes), Pós-Graduação em Comunicação com o Mercado pela ESPM, Pós-Graduação em Formação para Dirigentes Industriais com Ênfase em Qualidade Total – Engenharia de Produção pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul-(UFRGS) e Pós-Graduação em Ciências Homeopáticas pelas Faculdades Associadas de Ciências da Saúde.

Detox pré-Carnaval por cores, farmacêuticos dá as dicas

Verdes, amarelos e vermelhos são as cores do detox

Durante o período pré e pós Carnaval, o órgão que mais merece cuidados e que deve estar preparado para cair na folia é o fígado. Segundo o farmacêutico Jamar Tejada (Tejard), é ele que será responsável pela faxina do organismo para que tudo funcione em perfeita ordem.

“Para essa limpeza do fígado, a desintoxicação é essencial, e isso pode ser feito através da alimentação que pode ser mais fácil se for dividida por cores”, explica o especialista.

Ele completa: “Para eliminar as toxinas, melhorar o funcionamento do intestino e equilibrar o funcionamento do corpo, que vai sofrer com o consumo de bebidas alcoólicas junto com a fuga da rotina alimentar, temos que eliminar as toxinas e controlar o PH intestinal”.

Para começar, a maneia mais simples é ir pelas cores dos alimentos e então escolher qual o sabor que mais agrada ao paladar. Vamos a alguns exemplos de cores e grupos:

Verdes: agrião, couve, alface, rúcula, hortelã, limão e acelga

Amarelos: pera, ameixa, lima, cenoura, abacaxi, laranja, manga, melão, mamão e mel

Vermelhos: rabanete, maçã, acerola, uva, beterraba, tomate e morango

Depois de escolher pelo menos um item de cada cor, vale bater um suco, que pode ser misturado com água ou água de coco e até adoçado com açúcar de coco. Tejard fala ainda que é importante não coar, para não perder nenhum nutriente que pode ser essencial para aguentar, sem prejuízos para a saúde, os quatro dias de folia.

Fonte: Jamar Tejada é farmacêutico graduado pela Faculdade de Farmácia e Bioquímica pela Universidade Luterana do Brasil, RS (Ulbra), Pós-Graduação em Gestão em Comunicação Estratégica Organizacional e Relações Públicas pela USP (Universidade de São Paulo), Pós-Graduação em Medicina Esportiva pela (Fapes), Pós-Graduação em Comunicação com o Mercado pela ESPM, Pós-Graduação em Formação para Dirigentes Industriais com Ênfase em Qualidade Total – Engenharia de Produção pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul-(UFRGS) e Pós-Graduação em Ciências Homeopáticas pelas Faculdades Associadas de Ciências da Saúde. 

Formas caseiras de se livrar dos sintomas da gripe

Sem analgésico, nem antitérmico e nem antigripal. Saiba os poderes da natureza que ajudam na expectoração, aumentam a imunidade e ainda combatem gripes e resfriados comum dos dias frios

Para o farmacêutico homeopata Jamar Tejada, da capital paulista, algumas receitas naturais são tiro e queda contra os sintomas das gripes e resfriados. Seja para aliviar dores no corpo, febre, expectorar e acalmar a tosse e ainda garantir a imunidade nas alturas. Entenda!

“Existem formas naturais de limpar as passagens nasais com opções naturais, que tratam os sintomas através de plantas, extratos e chás que ajudam o corpo a combater os sintomas bem rápido”, diz o especialista que explica uma a uma.

Para alívio das vias nasais e das dores de cabeça: banho quente

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Foto: Maria Mas/Morguefile

O vapor umedece as passagens nasais deixando-as menos irritadas. “Usar sais de banho mentolados com algumas gotas de óleo de hortelã-pimenta pode ajudar ainda a aliviar a congestão e as dores de cabeça provenientes da gripe. Substitua o óleo pelo de eucalipto para aliviar a congestão nasal”, fala.

Para desintoxicar: óleo de coco

oleo de coco

O óleo de coco possui propriedades antibacterianas e também contém ácido láurico, um agente antimicrobiano. “Faça bochecho com uma colher de sopa de óleo por pelo menos um minuto pela boca toda, dentes e gengiva, quanto mais tempo ficar, mais bactérias serão removidas”, ensina Tejada.

Para umidificar o ar: plantas naturais

O ar muito seco pode piorar os sintomas de gripes e resfriados e ainda aumentar a duração deles. Para fazer um umidificador caseiro há duas maneiras:

aloe-vera pixabay
Pixabay

=Ferver duas xícaras de água destilada em uma panela e colocar no ambiente ainda quente. Repetir a ação sempre que a água esfriar.

=Usar a umidificação por meio de plantas caseiras como aloe vera, palmeira de jardim, ficus e diversas outras espécies de philodendron e dracena que, por meio das folhas, flores e caules, liberam vapor no ar. Se tiver o hábito de usar umidificador elétrico regularmente não esqueça de limpá-lo sempre, já que mofo e bolor podem crescer facilmente em ambientes úmidos.

Para expectorar: chás

chá agriao

Podem ser feitos com assa-peixe, agrião, limão bravo, bálsamo de tolu, mastruço e jatobá. “Os líquidos quentes ajudam a soltar as secreções dos seios paranasais para que o muco flua mais livremente”, explica Jamar.

Para o fim da tosse: eucalipto e abacaxi

abacaxi e mel

O eucalipto tem propriedades antioxidantes que protegem o corpo contra os radicais livres e o ativo de cineol, um composto que funciona como um expectorante para combater infecções respiratórias e aliviar a tosse. As pomadas manipuladas com este óleo também podem ser aplicadas na área do nariz e peito para aliviar e congestão e soltar o catarro. Já as folhas frescas ou secas de eucalipto podem ser usadas no preparo de chás e gargarejo de água morna para aliviar uma dor de garganta. Faça um chá de eucalipto fervendo de 2g a 4g de folhas secas em uma xícara de água por cerca de 10 a 1 5 minutos. Beba o chá até três vezes ao dia.

Já o abacaxi ajuda a acalmar a tosse e tem ação expectorante. Para isso, basta aquecer um copo de água, adicionar 3 colheres de sopa do suco de abacaxi e duas colheres de sopa de sobremesa de mel. Beber ainda quente, antes de dormir. “A fruta ainda ajuda a contribuir com efeito anti-inflamatório, principalmente quando se refere a problemas nasais”, finaliza Tejada.

Fonte: Jamar Tejada é farmacêutico graduado pela Faculdade de Farmácia e Bioquímica pela Universidade Luterana do Brasil, RS (Ulbra), Pós-Graduação em Gestão em Comunicação Estratégica Organizacional e Relações Públicas pela USP (Universidade de São Paulo), Pós-Graduação em Medicina Esportiva pela (Fapes), Pós-Graduação em Ciências Homeopáticas pelas Faculdades Associadas de Ciências da Saúde. Proprietário e Farmacêutico Responsável da Anjo da Guarda Farmácia de manipulação e homeopatia desde agosto 2008.

Receitas caseiras para ter uma pele linda

Se engana quem pensa que pele hidratada precisa de só de água. Os tecidos precisam de, no mínimo, 30% de gorduras, sendo 15% de saturadas e 15% de insaturadas.

Manter uma pele hidratada vai muito além da questão estética, a pele possui sua barreira de proteção natural que age impedindo a entrada de agentes nocivos em nosso organismo, ou seja, quando desidratada ela fica com fissuras que possibilitam a entrada desses. O farmacêutico homeopata Jamar Tejada, da capital paulista alerta que a alimentação tem papel direto na saúde da pele.

“Quanto mais balanceada dieta, mais hidratada a pele será. E isso não quer dizer apenas ingerir água, que claro, tem seu papel fundamental, mas se as células não estiverem bem nutridas, com vitaminas e sais minerais, elas não conseguirão reter essa água, ou pelo contrário, irão retê-la em excesso, também desiquilibrando a integridade da mesma”, comenta o especialista.

Quando se pensa em pele hidratada, também é preciso pensar nas gorduras. As insaturadas são divididas em monoinsaturadas (“gorduras do bem”), que ajudam na redução do colesterol LDL (colesterol “ruim”) e auxiliam no controle dos triglicerídeos e do colesterol total. Também são importantes transportadores de nutrientes para dentro das células e indispensáveis na formação dos hormônios sexuais e gorduras poliinsaturadas que são os óleos essenciais, aquelas que o organismo não é capaz de produzir, mas extremamente necessárias para o organismo desempenhar diversas funções orgânicas, gorduras como o omega 3, o ômega 6 e o ômega 9 (ácido oleíco).

“É importante salientar que hoje em dia nossa dieta encontra-se com alto consumo de Ômega 6, gordura encontrada nos óleos vegetais utilizada na maioria das frituras de nossos alimentos”, fala Jamar que acrescenta: “O problema maior está na gordura “trans” que é a transformação do óleo vegetal em gordura sólida que acaba com a integridade da pele”.

Uma série de fatores está associada a uma pele bonita, hidratada e equilibrada, não adianta utilizar um creme caríssimo se o organismo está em desiquilíbrio, a qualidade de sua pele vem de dentro para fora, pensando nisso outro fator que deve ser levado em consideração, aliás deve ser muito considerado, é a qualidade da flora intestinal, também chamada microbiota.

“Se a microbiota não está saudável, quando os alimentos chegam no estômago e intestino os nutrientes não são adequadamente distribuídos e metabolizados, prejudicando mais uma vez a integridade da pele que é reflexo da alimentação e das emoções – uma pessoa feliz tem uma pele radiante”, comenta o especialista que deixa algumas dicas e receitas que podem fazem parte da rotina de quem quer uma pela saudável e viscosa.

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-Mantenha uma alimentação à base de frutas, legumes, verduras e carnes brancas, evitando alimentos industrializados;

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-Introduza probióticos à sua rotina de vida;

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Foto: Pixabay

-Reduza ao máximo o consumo de açúcar (sacarose) e de açúcar simples, pois quanto mais açúcares, maior a atuação da glicação na célula. Logo, mais acelerado o processo de envelhecimento cutâneo;

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-Sempre que fizer uso de sabonetes, retire todo o excesso, pois ele possui agentes químicos que ficarão em contato com sua pele, resultando em irritação e desidratação;

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Pixabay

-Beber no mínimo 2 litros de água por dia ajuda a hidratar a pele de dentro para fora, além de ajudar na excreção de toxinas de seu organismo, dê preferência à água alcalina;

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Foto: Emilysimagery/Morguefile

-Evitar bebidas alcoólicas, assim como qualquer outra droga;

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-Limpar, tonificar e hidratar a pele no mínimo 2 vezes ao dia, mesmo quando sua pele for oleosa, pois ela necessita de hidratação;

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– Use filtro solar sempre, mesmo em dias nublados ou chuvosos;

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-Sorria mais!

Receitas caseiras:

Tipo de pele Ingredientes Modo de Preparo Como usar Dicas importantes

Pele oleosa

§  Duas colheres de sopa de iogurte ( esfoliante, por conter ácido lático e hidratante)

§  Uma colher de sopa de suco de limão ou suco de abacaxi ( pela alta quantidade de vitamina C, atuando como anti radical livre, além da acidez resultar leve esfoliação)

§  Uma colher de sopa de mel ( antisséptico e hidratante)

§  Uma colher de sopa de aveia ( hidratante e levemente esfoliante)

§  Meia colher de chá  de cúrcuma. ( alta concentração de anti- radicais livres)

 

Misture todos os ingredientes em um recipiente

 

§  Lave a pele do rosto com agua morna para dilatar os poros;

§  Aplique a máscara fazendo movimentos suaves e circulares

§  Deixe agir por 10 minutos

§  Enxague com água fria (isso fechará seus poros)

§  Repita esse processo pelo menos 3 vezes na semana

 

Máscaras de tratamentos caseiros para pele oleosa, que possui limão ou quaisquer ingredientes muito ácidos, como abacaxi, morango ou laranja em suas fórmulas, requerem algumas precauções. Ao usar essas máscaras, não se exponha ao sol e/ou mormaço e não ultrapasse o tempo indicado á do contrario poderá ocasionar manchas.

 

Pele seca e Pele sensível

  • 1 xícara de coco ralado (o coco além de antisséptico por causa do ácido caprílico da sua composição, tem característica hidratante por conter vitaminas E e K , além disso o coco é construído por 55% de gorduras saturadas);
  • 1 colher de aveia na forma de farinha ou flocos. ( a aveia contem silício que atua como hidratante, além disso a aveia é altamente hidratante e calmante para a pele);
  • 1 colher de sopa de óleo de Macadâmia ou óleo de Rosa Mosqueta, que possui propriedades que nutrem profundamente a pele e ajudam a atenuar estrias, cicatrizes e rugas na pele.

Bata todos os ingredientes no liquidificador até virar uma pasta uniforme e passe em todas as áreas em que a pele esteja bastante seca.

Deixe agir por 15 minutos e enxague a seguir com água fria.

Pele com acne e pele sensível

·         Saquinho de chá verde (rico em polifenóis e catequinas que agem como anti- inflamatório)

·         Saquinho de camomila (contém azuleno que é um potente anti-inflamatório e antisséptico natural, além de ser calmante e hidratante)

·         Mel ( antisséptico e hidratante natural)

Prepare um chá (infusão) com meia xícara de água utilizando um saquinho de chá verde e de camomila, assim que perceber que formou uma coloração forte resultante das tinturas extraídas da planta, retire do fogo. Utilize duas colheres de sopa dessa infusão com uma colher de sopa de mel e misture.

Introduza uma bola de algodão na solução e em movimentos leves espalhe pele área afetada, deixando agir por 15 minutos. Após lavar bem.

Se estiver com a espinha inflamada, pegue esse mesmo saquinho de camomila ou chá verde que foi utilizado para a infusão e coloque no refrigerador, assim que ficar bem gelado faça com o mesmo compressa sobre a área afetada, deixando agir pelo mesmo tempo, em torno de 20 minutos. O poder anti-inflamatório das mesmas agirá diretamente sobre a inflamação acelerando o processo de cicatrização.

Fonte: Jamar Tejada é farmacêutico graduado pela Faculdade de Farmácia e Bioquímica pela Universidade Luterana do Brasil, RS (ULBRA), Pós-Graduação em Gestão em Comunicação Estratégica Organizacional e Relações Públicas pela USP (Universidade de São Paulo), Pós-Graduação em Medicina Esportiva pela (FAPES), Pós-Graduação em Comunicação com o Mercado pela ESPM,  Pós-Graduação em Formação para Dirigentes Industriais com Ênfase em Qualidade Total – Engenharia de Produção pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul-(UFRGS) e Pós-Graduação em Ciências Homeopáticas pelas Faculdades Associadas de Ciências da Saúde. Proprietário e Farmacêutico Responsável da Anjo da Guarda Farmácia de manipulação e homeopatia desde agosto 2008

 

Verdes, amarelos e vermelhos: as cores do detox

Durante o período pré e pós Carnaval, o órgão que mais merece cuidados e que deve estar preparado para cair na folia é o fígado. Segundo o farmacêutico Jamar Tejada (Tejard), o fígado será responsável pela faxina do organismo para que tudo funcione em perfeita ordem. “Para essa limpeza do fígado, a desintoxicação é essencial, e isso pode ser feito através da alimentação que pode ser mais fácil se for dividida por cores”, explica o especialista.

“Para eliminar as toxinas, melhorar o funcionamento do intestino e equilibrar o funcionamento do corpo, que vai sofrer com o consumo de bebidas alcoólicas junto com a fuga da rotina alimentar, temos que eliminar as toxinas e controlar o pH intestinal”, comenta Tejard.

Para começar, a maneia mais simples é ir pelas cores dos alimentos e então escolher qual o sabor que mais agrada ao paladar. Vamos a alguns exemplos de cores e grupos:

Verdes: agrião, couve, alface, rúcula, hortelã, limão e acelga

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Foto: Maria Mas/Morguefile

Amarelos: pera, ameixa, lima, cenoura, abacaxi, laranja, manga, melão, mamão e mel

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Vermelhos: rabanete, maçã, acerola, uva, beterraba, tomate e morango

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Foto: Max Straeten/Morguefile

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Depois de escolher pelo menos um item de cada cor, vale bater um suco, que pode ser misturado com água ou água de coco e até adoçado com açúcar de coco. Tejard fala ainda que é importante não coar, para não perder nenhum nutriente que pode ser essencial para aguentar, sem prejuízos para a saúde, os 4 dias de folia.

Fonte: Jamar Tejada é Farmacêutico graduado pela Faculdade de Farmácia e Bioquímica pela Universidade Luterana do Brasil (ULBRA), Pós-Graduação em Gestão em Comunicação Estratégica Organizacional e Relações Públicas pela USP (Universidade de São Paulo), Pós-Graduação em Medicina Esportiva pela (FAPES). Proprietário e Farmacêutico Responsável da Anjo da Guarda Farmácia de manipulação e homeopatia desde agosto 2008.