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Avon e dermatologista Jardis Volpe explicam como estimular o colágeno da pele do rosto

Entenda a importância do colágeno e saiba como identificar o melhor tratamento para estimular essa importante proteína em diferentes idades

Os últimos tempos nos levaram a dar uma pausa na nossa rotina. Neste contexto, os rituais de beleza e de bem-estar ganharam um novo valor, inclusive o skincare. Além da alimentação e de um estilo de vida saudável, um bom creme facial é um importante aliado nesse processo de autocuidado. Mas, para identificar o tratamento adequado, é preciso estar atento ao processo de mudança da pele em cada fase da vida.

Sabemos que o colágeno compõe quase 80% da pele e, consequentemente, é a proteína estrutural mais crítica, no entanto, diminui cerca de 1% ao ano a partir dos 30 anos. Para estimular a produção do colágeno, a Avon traz um tratamento revolucionário em skincare com o lançamento da exclusiva tecnologia Protinol. Primeira solução tópica do mercado capaz de impulsionar a produção de dois tipos de colágeno ao mesmo tempo: o tipo I e tipo III.

A inovação que já estava disponível na forma concentrada em ampolas de tratamento, agora passa a integrar os cremes diários de Renew. Foram enriquecidas as tradicionais linhas Reversalist, Ultimate e Platinum dia e noite – indicadas para as faixas etárias de 30+, 45+ e 55+, respectivamente. Renew Reversalist é ideal para vitalidade e renovação após a aparição dos primeiros sinais, enquanto Renew Ultimate entrega firmeza e restauração para rugas moderadas e Renew Platinum promove elasticidade, definição e contorno para peles mais maduras e com rugas profundas.

Para entender um pouco mais sobre como estimular o colágeno por meio dos cuidados de skincare, a Avon convidou o dermatologista Jardis Volpe para falar sobre o tema:

Skincare: um momento de autocuidado

Para o ritual de cuidados com a pele do rosto, a dica é reservar um horário especial para esse momento. Transformando em uma experiência positiva, um momento de autocuidado e de prazer. “Cuidar da pele é como cultivar uma planta. É um processo contínuo e os resultados são percebidos aos poucos. Assim, é preciso manejar as expectativas, celebrando as pequenas mudanças diárias que surgem como resultado desse carinho dedicado para o momento”, explica Volpe.

Identifique os sinais dados pela pele sobre o processo de perda de colágeno

Ao longo dos anos é comum a pele perder a capacidade de produção de colágeno, proteína responsável por dar mais firmeza e sustentação a ela. De acordo com o dermatologista, o processo de perda de colágeno se inicia na faixa dos 30 anos e vai aumentando com o tempo. Na faixa dos 50, durante os anos da menopausa, esse movimento se acentua. Assim, é essencial prestemos atenção na nossa pele para que possamos identificar os sinais que ela emite para nos alertar sobre a perda de colágeno, como por exemplo, a flacidez e a perda de viço. A partir do momento em que constatamos essa deficiência, é importante utilizarmos tratamentos que estimulem a produção de colágeno para a reposição deste nutriente. Mas, mesmo antes dos 30 anos, são indicados os rituais preventivos. Quanto mais cedo incorporamos o cuidado com a pele, maior é o benefício percebido em longo prazo. Para tanto, existem três passos diários básicos: limpeza com um produto indicado para a região, aplicação de tratamento indicado para a faixa etária, e por último, o uso de protetor solar.

Utilize um tratamento específico para a sua faixa etária

Depois de identificar as demandas da pele, é importante buscar um tratamento com produtos específicos para cada idade. “Em cada momento da vida a nossa pele possui uma necessidade diferente, que exige um tratamento específico. É indicado que seja utilizado um produto que corresponda a nossa faixa etária, pois ele terá a formulação ideal para atender as demandas da nossa pele”, alerta Volpe. “Na faixa dos 30 anos, nós precisamos de soluções que entreguem vitalidade e renovação, a partir dos 45 anos, o foco é estimular a firmeza e restauração e, depois dos 55 anos, os tratamentos devem ajudar na elasticidade, definição e contorno facial” reforça o dermatologista.

Dicas para cuidar da pele

No dia a dia, muitas vezes, deixamos de lado alguns hábitos para cuidar da nossa pele e da nossa saúde, por isso, vale reforçar algumas dicas importantes. “Todas as peles, em todas as idades, precisam de um ritual de cuidado de três passos: limpeza, tratamento e proteção. Além disso, é importante beber água regularmente e manter uma alimentação mais saudável, evitando alimentos industrializados e com alto teor de açúcar. Outra dica é incorporar durante o ritual de skincare massagens faciais, realizando movimentos ao aplicar os produtos, facilitando a absorção dos ativos pela pele”, finaliza Volpe.

Todos os produtos Avon podem ser adquiridos por meio das revendedoras Avon ou pelo e-commerce. SAC: 0800 708 2866, de segunda a sábado das 8h às 20h.

Saiba por que, mais do que nunca, você deve ter um sono de boa qualidade

Sono de qualidade é um dos pilares do bom funcionamento do sistema imunológico. Médicos explicam o que está errado na sua rotina e o que você pode fazer para mudar

Enfrentar o período de isolamento social requer iniciar ou manter uma série de hábitos saudáveis com o objetivo de se proteger do novo coronavírus, aumentar a imunidade e fazer bem à saúde psíquica. E desses hábitos, que incluem atividade física em casa e boa alimentação, um deles deve exigir de você o menor esforço possível (ao mesmo tempo em que irá te proporcionar muitos benefícios): dormir bem.

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Segundo diversas pesquisas, um dos principais mitos é acreditar que as pessoas podem ‘sobreviver’ com menos de sete horas de sono. “O ideal é entre sete a oito horas e de forma consistente. Fugir desses valores é colocar a saúde em risco. Temos evidências extensas de que dormir cinco horas ou menos aumenta consistentemente o risco de condições adversas à saúde, como doenças cardiovasculares e até longevidade”, diz Aline Lamaita, cirurgiã vascular e angiologista, membro do Colégio Americano de Medicina do Estilo de Vida.

“E no caso do sono, a qualidade é crucial para um descanso real. Esse período, quando realmente satisfatório, é reparador e extremamente importante para o funcionamento do sistema imunológico”, afirma Mário Farinazzo, membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e médico voluntário no atendimento a casos suspeitos de Covid-19 no Hospital São Paulo.

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O sono é, na verdade, um processo com padrões, estágios diferentes. No início da noite, temos o sono mais leve, depois o sono profundo, o que é ótimo para nossa capacidade cognitiva. “E é necessário passar por todo esse processo: deitar e dormir imediatamente não significa que se está dormindo de forma saudável. Estima-se que pessoas saudáveis levam cerca de 15 minutos para adormecer. Adormecer imediatamente pode ser um sinal de que você não está dormindo o suficiente”, afirma o médico dermatologista Jardis Volpe.

Existem alguns hábitos que muitas pessoas consideram saudáveis e até acham que melhoram a qualidade do sono. Por exemplo: aquele copo de vinho depois do jantar. “Não é recomendado, pois reduz drasticamente a qualidade do sono e do descanso, nos remove dos estados mais profundos do sono e pode até nos forçar a acordar”, diz Farinazzo.

O uso da tecnologia é, também, apontado como um dos grandes problemas que podem estar condicionando o sono de tantas pessoas. Cerca de 90% da população diz usar o celular, a TV ou outro dispositivo eletrônico até adormecer.

“Assistir à televisão não é uma maneira eficiente de relaxar antes de dormir. Especialmente porque, frequentemente, o que estamos vendo nas notícias ou algo que pode nos causar insônia ou estresse, mesmo antes de dormir, quando estamos tentando desacelerar e relaxar”, diz a médica ginecologista Ana Carolina Lúcio Pereira, membro da Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia).

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Esses dispositivos também emitem luz azul, e é essa luz que diz ao nosso cérebro para acordar e estar alerta pela manhã. “Para dormir bem, fique longe de aparelhos como celulares, computadores e TV antes de se deitar e faça refeições mais leves à noite”, diz a médica.

A dica é substituir essas tecnologias por tarefas realmente relaxantes. “Tente dormir fazendo algum tipo de leitura ou meditação, principalmente próximo ao horário convencional que você dormia antes do isolamento social”, diz Farinazzo. “A atividade física, que também é necessária nesse período, deve ser preferencialmente feita no período da manhã; ou antes ou logo após o café, para quem tem problema de fazer exercício em jejum. Sugerimos sempre dessa forma, pois de noite ela pode atrapalhar o sono”, acrescenta o médico.

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Outros rituais que podem ajudar é tomar um banho, acender uma vela e usar produtos e hidratantes faciais com aromas calmantes, como lavanda e sândalo. “Aproveite também para cuidar da pele, faça massagens no seu rosto ao aplicar um creme. Use máscaras e durante o período de ação do produto, esqueça os dispositivos eletrônicos, leia um livro”, finaliza Volpe.

 

Saiba como hidratar o corpo dos pés à cabeça

A pele é o maior órgão do corpo inteiro, mas nem por isso ela tem as mesmas características e necessidades em cada parte. Por exemplo, a pele da pálpebra e área dos olhos é extremamente fina, enquanto nos pés o tecido é mais grosso. Mas não é por isso que a hidratação é necessária apenas no rosto: o corpo também pode sofrer com o ressecamento.

“A hidratação é fundamental para a saúde da pele, pois recupera as características normais do tecido, equilibrando e mantendo a concentração de água em suas diferentes camadas, o que resulta em uma pele mais viçosa e saudável. Além disso, a hidratação adequada mantém a barreira cutânea em funcionamento, protegendo contra a perda d’água e a ação de germes, micro-organismos e substâncias irritantes ou alergênicas”, explica o dermatologista  Jardis Volpe, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia.

E, apesar de termos acabado de sair do verão, os dias continuam quentes e os cuidados com a desidratação e ressecamento da pele devem ser redobrados, pois fatores como a transpiração excessiva, as mudanças de umidade do ar e a exposição prolongada ao sol e ao ar-concionado podem ressecar a pele ainda mais. Por isso, confira abaixo as recomendações do médico para hidratar cada área do corpo:

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Cabelos – não apenas a pele, mas os cabelos também sofrem com a desidratação. Logo, a hidratação da fibra capilar é fundamental, pois vai unir a cutícula do fio, promovendo a melhora do brilho e aparência do cabelo. “Xampus sem sulfato junto com uma máscara hidratante são ótimos para manter o cabelo hidratado e protegido contra agressões. Condicionador e pré-xampu com alta propriedade hidratante também podem ser usados para melhorar o estado de ressecamento dos fios”, recomenda o médico. Entre os ativos, é importante investir em Liponutrium Hair, Capixyl, Arct-Alg e, se o cabelo sofreu algum processo químico, o uso de ReparAge é fundamental para recuperar o diâmetro do fio.

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Rosto – a face é mais sensível que o restante do corpo, por isso necessita de maior atenção e cosméticos específicos. O mais importante é sempre usar o produto adequado para as suas necessidades, podendo conter, além de substâncias hidratantes, princípios ativos antienvelhecimento, calmantes ou que estimulem a produção de colágeno. Entre os ativos mais recomendados, estão: Hyaxel, Arct-Alg, Progenitrix, Sculptessence e Epidermosil. “Peles mais oleosas necessitam de produtos com secagem rápida, oil free, geralmente em séruns e loções; enquanto para as peles mais secas o mais indicado é o uso de cremes ricos em ômegas”, afirma o médico. O mesmo cuidado com o rosto pode ser estendido ao pescoço e colo.

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Lábios – muitas pessoas esquecem de hidratar os lábios, mas, assim como o resto do corpo, os lábios também podem sofrer com ressecamento, inflamações e envelhecimento precoce. Mulheres que usam batons levam vantagem, pois muitos possuem propriedade hidratante. Porém a melhor opção para a hidratação dos lábios são os Lip Balms. “Incolores ou não, os balms labiais possuem manteigas hidratantes, óleos, antioxidantes, vitamina E, colágeno e outras substâncias que ajudam a hidratar rapidamente os lábios. Os melhores promovem fotoproteção também. O ideal é levar o produto sempre com você, para passar diversas vezes ao dia”, afirma o dermatologista. “É importante ficar de olho no rótulo, pois estes produtos não devem conter fragrâncias ou petrolato em sua fórmula.”

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Mãos e cotovelos – além da desagradável sensação de aspereza ao toque, a falta de hidratação nas mãos pode causar fissuras e até descamamentos na superfície da pele. Por isso, é importante investir em um hidratante específico para mãos, que deve ser aplicado não apenas uma, mas várias vezes ao dia. Segundo o médico, o ideal é que estes cosméticos contenham substâncias à prova d’água, pois assim o hidratante não sairá totalmente quando você lavar as mãos. “É importante também que o creme hidratante para as mãos possua ureia em sua formulação, pois este ativo promove uma espécie de proteção para que as mãos não percam muita água e mantenham-se hidratadas. Além disso, a ureia é um ótimo esfoliante, auxiliando na diminuição da espessura da pele e colaborando para a melhor penetração dos ativos”, completa. O mesmo creme pode ser passado nos cotovelos.

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BeautyHeaven

Corpo – a pele do corpo tem uma quantidade menor de glândulas sebáceas e, por isso, é mais seca, podendo assim receber loções e cremes mais espessos e pesados, mas vale a pena investir também em ativos como o ácido hialurônico DSH CN e Hydroxyprolisilane CN. O uso de hidratantes no corpo evita o aparecimento de marcas como estrias e manchas. “Existem produtos que permitem que a hidratação do corpo seja feita dentro do banho, logo após o enxague do sabonete. Os In-Shower, como são chamados, são ótimos, principalmente para quem não tem problemas de pele seca, pois promovem uma hidratação eficaz e evitam que você tenha que passar inúmeros cosméticos depois”, afirma o médico. Se você optar por não usar um hidratante durante o banho, o ideal é que você passe imediatamente após o banho, pois é o período de maior aproveitamento do efeito do cosmético. Com a pele úmida, os poros têm maior capacidade de absorver os ativos do produto.

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Pés – apesar de terem a pele mais espessa e resistente em relação a outras áreas do corpo, os pés também precisam de cuidados diários, pois o uso constante de sapatos, botas, saltos e sandálias e a menor quantidade de glândulas sebáceas na região facilitam o ressecamento e o espessamento da pele. “A pele da planta dos pés fica mais áspera, espessa e esbranquiçada por causa do acúmulo de queratina. Como a queratina é uma proteína morta, quando a pele está seca sem a boa e adequada formação de água e lipídios, ela pode ser tornar esbranquiçada, em um sinal de perda da integridade da barreira cutânea”, destaca a médica. Para prevenir este problema o ideal é apostar em produtos que proporcionam hidratação, relaxamento, proteção contra fissuras, descamações e contaminações por fungos e bactérias. “Já para evitar o espessamento do tecido o recomendado é evitar sapatos muito apertados, que causem atrito ou feridas em determinada área dos pés, e utilizar calçados mais confortáveis com meias de algodão, que facilitam a respiração da pele. O uso de palmilhas e protetores também é interessante para reduzir as chances de o problema surgir”, completa o dermatologista.

Para garantir que a pele permaneça hidratada, alguns outros cuidados e observações são importantes. Por exemplo, o uso excessivo de sabonetes é prejudicial, pois pode retirar o manto hidrolípidico, camada de água e óleo necessários para manter a integridade da pele. “O ideal é que sejam utilizados sabonetes líquidos específicos para peles mais sensíveis na quantidade de uma colher de sopa, que já é suficiente para remover a sujeira do corpo todo”, destaca o dermatologista.

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O médico ainda alerta sobre a importância de verificar os ativos presentes na formulação antes de escolher o hidratante, evitando sempre produtos que possuam álcool, fragrâncias e parabenos, que podem causar alergia. Outra forma de manter a pele hidratada é por meio de vitaminas orais, como FC Oral, Bio-Arct e In.Cell, que melhoram o funcionamento celular e o transporte de nutrientes para garantir uma barreira cutânea mais saudável. “Porém, é de extrema importância que você consulte um dermatologista regularmente. Apenas ele saberá quais os melhores métodos de hidratação para cada tipo de pele”, finaliza o médico.

Fonte: Jardis Volpe é dermatologista; Diretor Clínico da Clínica Volpe (São Paulo). Formado pela Universidade de São Paulo (USP); Especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia; Membro da Sociedade Americana de Laser, da SBD e da Academia Americana de Dermatologia; Pós-graduação em Dermatocosmiatria pela FMABC; Atualização em Laser pela Harvard Medical School.

Cremes anti-idade realmente funcionam? O que esperar? Quais ativos devem conter?

Os principais sinais do envelhecimento da pele são vistos por meio das manchas, rugas e flacidez. Por esse motivo, a indústria dermocosmética despeja no mercado muitos lançamentos anti-idade, a fim de reverter, pausar ou ao menos desacelerar o processo de envelhecimento cutâneo.

“O Brasil é o terceiro mercado global em lançamentos de produtos por ano no setor skincare, segundo a empresa de pesquisas Mintel. Surgem a todo momento novidades contra as rugas, flacidez e todo tipo de cuidado com a pele”, afirma o farmacêutico Lucas Portilho, consultor e pesquisador em Cosmetologia. Mas será que tudo que chega nas prateleiras realmente funciona? O que podemos esperar de um tratamento cosmético anti-idade?

Funcionam, sim!

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De acordo com o dermatologista Jardis Volpe, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), da American Academy of Dermatology (AAD), os cremes anti-idade funcionam desde que orientados pelo dermatologista, que avaliará a necessidade da pele do paciente, prescrevendo a formulação de um cosmético adequado às alterações. É claro que a atuação de um dermocosmético é limitada, uma vez que ele pode até estimular o colágeno e elastina, fibras de sustentação da pele, mas não terá um efeito de um equipamento a laser, um ultrassom ou uma cirurgia mais invasiva.

“Nós sempre falamos ao paciente, que independentemente da idade, seja aos 40 ou 80, eles podem ter rugas naturalmente, mas precisam ter uma pele tratada, bonita, viçosa, luminosa, tonificada e hidratada. Por exemplo, uma senhora de 80 anos deve ter naturalmente sulcos e marcas, mas essa paciente pode e precisa ter uma pele luminosa, com um quadro de tonicidade e uma pele reconhecida como bem cuidada”, diz a dermatologista Claudia Marçal, também membro da SBD e da AAD.

Mas precisam agir profundamente

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A médica conta que as formulações atualmente estão cada vez mais avançadas, com o uso de tecnologias e cosméticos cujas formulações apresentam bio e nanotecnologia, ou seja, vetorização dos ingredientes, o que permite fazer com que esses princípios ativos atinjam realmente o local desejado.

“Antigamente as formulações dificilmente passavam da primeira camada da pele. Hoje, já temos ciência — e caracteristicamente por fruto de pesquisa, estudo e microscopia eletrônica — que aqueles ativos que devem agir, por exemplo, na junção dermoepidérmica (produzindo colágeno 7, que tem função de ancoragem e sustentação mantendo a firmeza) são eficientes, já que há estímulo na área tratada”, completa Claudia.

“Ou seja, se quiser que seu creme anti-idade tenha eficiência, além de ativos anti-idade, a nanotecnologia é fundamental. Mais recentemente vimos no mercado a tecnologia Drone Delivery (Pro Lipo Neo), que promove uma entrega do ingrediente ativo exatamente onde ele deve agir sem perder eficácia. Isso também é um bom sinal para potencializar a ação rejuvenescedora”, diz Volpe.

E a pele deve estar limpa!

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Quanto mais a pele estiver higienizada, melhor será a penetração dos ingredientes ativos. Por isso, é fundamental tirar a maquiagem, limpar com sabonete, esfoliar uma ou duas vezes na semana (ou conforme orientação médica) e aplicar o tônico.

“A rotina skincare, para essa paciente, é iniciada com a higienização facial, tanto de manhã quanto de noite, com sabonetes naturais. Logo após, fazer uma limpeza com um tônico – se for uma pele mais normal a seca sem álcool e com extratos calmante, se for uma pele mais oleosa, mista ou acneica, possuir substâncias que sejam mais adstringentes. Esse produto vai traz o benefício de complementar não só a higiene, mas acalmar, hidratar, mitificar, dessensibilizar, restabelecer o pH entre 5.2 e 5.5 e deixar o tecido pronto para a etapa de hidratação e cosméticos anti-idade, indica.

Eles também precisam ser potencializados

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Mas não adianta achar que o creme anti-idade sozinho poderá fazer milagres. Existem muitos hábitos que devem ser mudados, segundo a dermatologista Kédima Nassif, membro da SBD. “Manter uma alimentação balanceada, por exemplo, é fundamental para oferecer os nutrientes necessários para deixar o cabelo, a pele e o corpo mais bonito. Por isso, é importante consumirmos legumes, frutas e verduras, que são as maiores fontes de vitaminas e nutrientes. A ingestão das vitaminas A, C e E são fundamentais, pois são poderosos antioxidantes que combatem os radicais livres e retardam o envelhecimento da pele. Portanto, inclua no seu cardápio alimentos ricos nesses nutrientes, como laranja, limão, cenoura, morango, brócolis e couve”, diz a médica.

Alguns suplementos também podem ser indicados, segundo Claudia Marçal, pois eles agem de dentro para fora promovendo estímulo ao colágeno, atuando como antioxidantes, antiglicante (revertendo efeito do açúcar na pele), anti-inflamatórios e nutritivos.

“Podemos indicar InCell para nutrição celular, Exsynutriment para estímulo das proteínas de sustentação, FC Oral para efeito anti-inflamatório, Glycoxil para evitar a degradação do colágeno pelo excesso de açúcar e carboidratos, além de Polypodium Leucotomos e Licopeno para potencializar a proteção solar”, diz a Dra. Claudia. Além disso, o fotoprotetor de uso tópico é de fundamental importância para evitar que, enquanto você trata sua pele, mais danos se formem.

“O uso do filtro solar deve ser feito por todos, já que ele é o principal meio de prevenção do envelhecimento e do câncer de pele. Portanto, use todos os dias o filtro solar, em qualquer estação do ano, e em todas as áreas expostas”, afirmaKédima.

Comece cedo e saiba o que usar

Segundo a dermatologista Paola Pomerantzeff, membro da SBD, a partir dos 30 anos observamos os primeiros sinais do envelhecimento cutâneo devido ao início da diminuição do colágeno e elastina e diminuição da secreção sebácea com alteração do nível de hidratação da pele. “Com isso, podemos observar as primeiras rugas finas ao redor dos olhos e o aparecimento de manchas. Por isso, devemos utilizar hidratantes com antioxidantes e estimuladores da produção de colágeno. Se o paciente tiver manchas, o uso de despigmentantes e renovadores celulares são bem-vindos, desde que haja a orientação pelo dermatologista”, afirma a médica.

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Algumas décadas depois, pode ocorrer a aparição, na pele facial, de volumetrias negativas, ou seja, gaps, depressões e a formação de linhas e rugas cada vez mais profundas principalmente por conta do envelhecimento natural e das agressões cumulativas (de exposição solar e à poluição) sofridas ao longo dos anos.

“Nesse caso, a rotina skincare exige atenção à hidratação, uso de antioxidantes, fotoprotetor e substâncias poderosas como os peptídeos e fatores de crescimento para fazer reparo, recuperação e estímulo de colágeno na pele. Como as rugas já são mais profundas, a intensidade e a concentração dos ativos são maiores”, afirma Claudia, que indica as substâncias: resveratrol, alistin, vitamina C, arct-alg, hyaxel, overnight repair, vitamina E e o ácido ferúlico.

Portanto, o melhor a fazer é procurar ajuda de um dermatologista e seguir suas orientações para o tratamento ideal da pele.

Fontes:
Claudia Marçal: médica dermatologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), da American Academy Of Dermatology (AAD) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD). É proprietária do Espaço Cariz, em Campinas – SP.
Jardis Volpe: dermatologista; Diretor Clínico da Clínica Volpe (São Paulo). Formado pela Universidade de São Paulo (USP); Especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia; Membro da Sociedade Americana de Laser, da SBD e da Academia Americana de Dermatologia.
Kédima Nassif: dermatologista e tricologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica e da Associação Brasileira de Restauração Capilar. Graduada em Medicina pela Universidade Federal de Minas Gerais, possui Residência Médica em Dermatologia também pela UFMG.
Paola Pomerantzeff: dermatologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD), tem mais de 10 anos de atuação em Dermatologia Clínica. 
Lucas Portilho: consultor e pesquisador em Cosmetologia, farmacêutico e diretor científico da Consulfarma e Pesquisador em Fotoproteção na Unicamp. Especialista em formulações dermocosméticas e em filtros solares. Diretor das Pós-Graduações do Instituto de Cosmetologia e Ciências da Pele Educacional, Hi Nutrition Educacional e Departamento de Desenvolvimento de Novas fórmulas. .

Emagreci e pareço mais velha. Por quê? E o que posso fazer?

Problema comum em quem emagreceu demais, a perda do volume facial tende a deixar o rosto com mais flacidez, rugas, olheiras mais intensas, além de um ar mais triste e cansado. Saiba o que fazer para ter o corpo de agora com o rosto vivo de antes

Perder peso não é fácil. E essa parece ser a luta de muitos brasileiros, uma vez que mais da metade da população do país está em sobrepeso enquanto a obesidade atinge uma em cada cinco pessoas, segundo dados do final do ano passado do Ministério da Saúde. Mas para quem conseguiu fazer uma reeducação alimentar, reduziu as quantidades, optou por uma atividade física e está mais magro, surge um outro problema: parecer mais velho.

“Quando pensamos em perda de peso, pensamos sempre na perda de volume e de gordura corporal, num corpo mais esguio, em mais energia e numa autoconfiança perdida que fora agora reconquistada. Até aqui, tudo bem, são efeitos naturais dos quilos perdidos. Mas um processo de perda de peso tem ainda implicações também no rosto, afinal perdemos gordura no corpo inteiro, e isso nem sempre agrada”, afirma o cirurgião plástico Mário Farinazzo, membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) e Chefe do Setor de Rinologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

De acordo com o médico a perda de peso causa a redução do volume que mantinha a pele mais esticada. “Com essa redução, há uma ‘sobra’ da pele, obviamente se considerarmos uma perda expressiva de gordura”, diz o médico. “Este fenômeno é particularmente mais importante no rosto, sendo mais significativo no terço inferior e no pescoço”, afirma o especialista. A acentuação da flacidez do rosto e do pescoço parece ser a consequência mais clara, porém, mais rugas, mais olheiras e mudança da expressão facial aparecem também.

De acordo com Marcella Garcez, médica nutróloga e diretora da Associação Brasileira de Nutrologia, o ideal é que qualquer emagrecimento rápido ou que conte com perda ponderal de mais de 10% do peso corporal, tenha acompanhamento médico.

“Só assim é possível descartar patologias e carências que agravam os sinais físicos de um emagrecimento não orientado. Como em muitas ocasiões a perda de peso não é monitorada, as intervenções nutrológicas devem ser incorporadas assim que o aspecto de envelhecimento precoce ou acelerado pelo emagrecimento for notado. Com mudanças no hábito alimentar e a prescrição individualizada de suplementos alimentares, muito do aspecto indesejável pode ser minimizado”, diz a médica. “Mas o objetivo nessa situação é obter as melhores respostas e resultados nos procedimentos estéticos ou cirúrgicos eleitos para corrigir cada alteração”, completa.

Apesar de não ser possível combater a genética e de haver fatores que não controlamos, perder peso de forma gradual, ter uma boa alimentação, privilegiar a hidratação, ter uma boa rotina de beleza e não ter hábitos nocivos são formas de atenuar os efeitos da perda de peso. Mas vamos entender o que acontece de fato no processo de emagrecimento expressivo e o que pode ser feito:

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#1 Menos firmeza – flacidez da pele do rosto e do pescoço não é apenas uma consequência do passar dos anos. Quem diz adeus a alguns (ou muitos) quilos pode deparar-se também com esta realidade, visto que a perda de peso leva a uma diminuição do tecido celular subcutâneo na face, havendo redução do volume geral. “Isso faz com que a pele fique mais flácida e com aparência mais enrugada. Além disso, um processo de emagrecimento rápido leva a um aumento da produção de radicais livres, que levam a um maior dano no colagênio, contribuindo para o aumento da flacidez”, esclarece o médico. “A flacidez excessiva que ocorre nos processos de emagrecimento muito rápidos geralmente se dá pelo menor aporte proteico que traz como consequência a redução na síntese de fibras colágenas, que dão estrutura à derme. Além de aminoácidos provenientes de proteínas, as fibras de colágeno precisam de vitamina C para serem formadas e ainda a estrutura de matriz extracelular é composta de minerais como silício. Portanto uma orientação alimentar com aumento de consumo alimentar ou suplementar de proteínas, vitamina C e silício são condicionais nessa situação”, diz Marcella.

Boas formas de atenuar o problema é conciliar a dieta com uma rotina de aplicação de cremes antienvelhecimento de composição com ação antioxidante, como vitamina C, E e resveratrol, que aumentam a firmeza e dão luminosidade à pele. “A aplicação de cremes com retinoides leva a um aumento da produção de colágeno, ajudando a combater a flacidez”. Em clínica, há opções para prevenção e tratamento do problema, como procedimentos como radiofrequência, ultrassom microfocado, preenchimento de ácido hialurônico, mesoterapia, peelings, lasers, entre outros. “A radiofrequência e o ultrassom microfocado são boas opções para a flacidez leve a moderada, enquanto os preenchedores representam uma boa estratégia para devolver um pouco do volume perdido com o processo de emagrecimento”, afirma o médico.

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#2 Mais rugas – você emagreceu e notou que tem mais rugas? É normal. “Quando perdemos peso, a pele perde a capacidade de retrair por causa do dano no colágeno e na elastina, que são fundamentais para a elasticidade da pele”, explica o cirurgião. “A perda de gordura na face também leva ao aparecimento de mais rugas, pois a pele não tem capacidade para se retrair quando perde o que está debaixo de si, e quanto mais idade a pessoa tem, pior é a capacidade de recuperação. Há rugas que podem aparecer ou ficar ainda mais pronunciadas se já existiam”, argumenta. De acordo com Marcella, as rugas ocorrem em grande parte pelos mesmos motivos que causam a flacidez da pele, porém a radiação ultravioleta agrava ou acelera muito o aparecimento das linhas mais demarcadas.

“Por isso, além de um aporte proteico, de vitamina e silício, para prevenir rugas ou manter os resultados dos tratamentos, o ideal é aumentar a ingestão alimentar ou suplementar de antioxidantes que tenham atividade fotoprotetora oral, como é o caso dos carotenoides, os ácidos graxos ômega 3 e os polifenóis provenientes de frutas vermelhas”, diz a médica. Nas rugas, os preenchedores e a toxina botulínica, segundo o médico, acabam surtindo bons efeitos. “No caso das demarcações mais profundas, quando são muitas, a cirurgia das rugas, ou ritidoplastia, pode trazer mais resultados”, diz o cirurgião.

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#3 Olheiras mais intensas – menos peso pode levar a mais olheiras? Sim. Mais uma vez, a perda de gordura no rosto é a responsável. “Grande parte da nossa gordura facial está, digamos, na zona das bochechas, e quando essa gordura desaparece, essa zona ‘despenca’ e a olheira fica mais pronunciada, podendo apresentar uma cor mais azulada ou azul acastanhada”, afirma o dermatologista Jardis Volpe.

“No caso das olheiras, depois de descartar situações patológicas e equívocos de hábito alimentar, uma hidratação por via oral adequada e a redução do consumo excessivo de sódio deve ser orientado, para evitar a formação frequente de olheiras fundas e bolsas que agravam a flacidez e o envelhecimento precoce na região”, afirma a nutróloga Marcella. Segundo Volpe, os preenchimentos faciais com ácido hialurônico podem ajudar a corrigir a profundidade da olheira e os cuidados diários devem ser feitos com cremes específicos para a área dos olhos, em formulações com retinol, meiyanol, hyaxel, alistin e vitamina C. “Além disso, podemos usar suplementações com Exsynutriment e Bio-Arct”, diz o dermatologista.

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#4 Ar mais cansado e triste – quando a almofada entre a pele e o músculo, que é a gordura, diminui, é comum que a pele fique mais flácida e algumas regiões ao redor dos olhos e da boca ficam muito semelhantes à expressão que usamos quando estamos tristes ou cansados. Os exemplos mais comuns são o aumento da olheira e a queda dos cantos da boca. E esse é um dos principais motivos da consulta pós-perda de peso.

“A pessoa sente-se mais triste, ou seja, a pessoa fica com o rosto mais triste, e é essa tristeza que identificamos e queremos tratar. Quando o fazemos, não estamos apenas a tratar a pele e outras estruturas, estamos também a tratar a expressão. Temos de diagnosticar as emoções da pessoa, não apenas o tipo de pele e o seu estado, temos de identificar a expressão da pessoa, o que transmite”, afirma o cirurgião plástico.

“Se a perda de peso não foi acompanhada, o período de tratamento da pele deve ser, por meio de orientações alimentares e suplementares que preparam o organismo para obter melhores e mais duradouros resultados para os procedimentos corretivos. Além das questões estéticas, um hábito alimentar equilibrado, variado e natural, acompanhado de suplementos alimentares individualizados, são capazes de auxiliar o organismo a manter-se saudável e prevenir disfunções próprias do envelhecimento acelerado”, completa a nutróloga.

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Por fim, os médicos destacam que a mudança de hábitos após o emagrecimento deve priorizar uma alimentação mais balanceada, evitar o cigarro, praticar atividade física e ter uma rotina skincare adequada à pele.

Fontes:

Mário Farinazzo é cirurgião plástico, membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) e Chefe do Setor de Rinologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Formado em Medicina pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), o médico é especialista em Cirurgia Geral e Cirurgia Plástica pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Professor de Trauma da Face e Rinoplastia da Unifesp e Cirurgião Instrutor do Dallas Rinoplasthy e Dallas Cosmetic Surgery and Medicine Annual Meetings.  
Marcella Garcez é médica nutróloga, Mestre em Ciências da Saúde pela Escola de Medicina da PUCPR, Diretora da Associação Brasileira de Nutrologia e Docente do Curso Nacional de Nutrologia da Abran. A médica é Membro da Câmara Técnica de Nutrologia do CRMPR, Coordenadora da Liga Acadêmica de Nutrologia do Paraná e Pesquisadora em Suplementos Alimentares no Serviço de Nutrologia do Hospital do Servidor Público de São Paulo.
Jardis Volpe é dermatologista; Diretor Clínico da Clínica Volpe (São Paulo). Formado pela Universidade de São Paulo (USP); Especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia; Membro da Sociedade Americana de Laser, da SBD e da Academia Americana de Dermatologia; Pós-graduação em Dermatocosmiatria pela FMABC; Atualização em Laser pela Harvard Medical School.

 

Dia Mundial de Combate ao Câncer: prevenção começa pelo prato

Estudos científicos revelam que consumir produtos de origem animal pode aumentar o risco de desenvolver a doença em até 64%

O Dia Mundial de Combate ao Câncer é lembrado hoje (4) em todo o mundo, como forma de alerta conscientização para que as pessoas tenham acesso a tratamento e informações sobre a doença. Anualmente, mais de oito milhões de pessoas morrem em decorrência de algum tipo de câncer, em todo o mundo.

A prevenção ainda é considerada o melhor remédio e tudo indica que ela começa no prato. Análises científicas mostram cada vez mais evidências que os fatores alimentares estão diretamente associados ao surgimento da doença.

Produtos de origem animal e o câncer

salsicha e embutidos pixabay

A Organização Mundial da Saúde (OMS), por exemplo, já comprovou que a cada 50 gramas de carne processada consumida, o risco de câncer de cólon aumenta em cerca de 20%. Os grupos de estudos formados pela entidade analisaram mais de 800 estudos diferentes, investigando mais de 12 tipos de câncer em seres humanos, relacionados ao consumo de carne vermelha e carne processada, em vários países e com populações diversas.

“Vale a pena lembrar que o consumo de carne (de todos os tipos), no Brasil, é de 233 gramas por dia, em média, por pessoa, que é 3 a 4 vezes mais o que as diretrizes nutricionais sugerem para a população que come carne”, esclarece o médico nutrólogo e diretor do departamento de medicina e nutrição da Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB), Eric Slywitch.

Dieta vegetariana e prevenção ao câncer

O também médico, Sidney Federmann, acrescenta que o consumo regular e diário de leite e seus derivados, como os queijos e a manteiga, é consistentemente associado ao aumento no risco de câncer de próstata, principalmente ao tipo fatal. “A alimentação vegetariana estrita contém centenas de componentes que provocam a morte (apoptose) das células cancerosas a partir de vários mecanismos”, analisa.

O único fator de atenção está relacionado à vitamina B12. “Como a alimentação vegetariana estrita não contém vitamina B12, recomendamos o acompanhamento periódico dos níveis dessa vitamina no sangue. E vale lembrar que a deficiência de vitamina B12 é, também, bastante prevalente na população onívora, igualmente, demandando atenção”, conclui Federmann.

prato vegetariano

Tecnicamente falando, os cereais integrais, leguminosas, legumes e verduras, frutas, sementes e nozes, como a soja, arroz integral, milho, aveia, chás, brócolis, repolho, agrião, feijões, endívia, alho, tomate, morango, uvas têm polifenóis como kampferol, quercitina, galato de epigalocatequina, isoflavonas, miricetina, genistein, resveratrol, que inibem a captação de glicose pelas células cancerosas, causando déficit energético e levando-as à morte.

“Adotar uma dieta vegetariana é uma estratégia inteligente para a prevenção contra o câncer”, avalia Slywitch. Para aqueles que ainda têm alguma dúvida sobre o assunto, os dados mostram que vale repensar os hábitos alimentares, pois eles podem te salvar.

Quer saber mais? Assista ao vídeo O Câncer e o Consumo de Carne clicando aqui.

 

Alimentos com Vitamina A podem reduzir risco de câncer de pele

 

couve

Segundo estudo publicado em julho de 2019 no Journal of American Medical Association Dermatology, incluir uma batata-doce média ou duas cenouras cozidas diariamente na dieta reduz em até 17% o risco de câncer de pele

O Dia Mundial de Combate ao Câncer é uma data criada para aumentar a conscientização sobre a doença. O dia 4 de fevereiro serve também para incentivar a adoção de estratégias adequadas para atuar na prevenção do câncer, afinal, até 30% dos casos da doença podem ser prevenidos por meio de cuidados como praticar exercícios físicos, evitar fumar e ingerir bebidas alcoólicas, realizar exames anualmente, utilizar fotoprotetor diariamente e manter uma alimentação balanceada.

A alimentação possui tamanha importância na prevenção do câncer que um estudo da Brown University, publicado no final de julho no Journal of American Medical Association Dermatology, descobriu que a ingestão de frutas, verduras e legumes ricos em vitamina A está associada a um menor risco de um tipo comum de câncer de pele, chamado carcinoma de células escamosas.

mulher tomando sol protetor solar

E nem é necessário exagerar: ingerir duas cenouras grandes ou uma batata-doce média por dia já reduz em 17% o risco de câncer de pele. “Este é o segundo tipo de câncer de pele mais comum em pessoas de pele clara. O papel da vitamina A em ajudar na renovação das células da pele é bem conhecido, mas sua utilidade na redução do risco de câncer de pele tem sido motivo de controvérsia. O uso de protetor solar, e evitar a exposição à luz solar forte, são as principais recomendações para diminuir a incidência de câncer de pele. O atual estudo sugere que comer frutas e vegetais ricos em vitamina A pode ser outra boa maneira de diminuir esse risco”, diz o dermatologista Jardis Volpe*, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia.

A pesquisa atual avaliou ingestões dietéticas de vitamina A e taxas de detecção de câncer de pele em dois grandes estudos observacionais realizados ao longo de vários anos. Os dados do Nurses ‘Health Study foram coletados de 1984 a 2012 e analisaram mais de 75.000 mulheres americanas, enquanto o Estudo de Acompanhamento de Profissionais de Saúde acompanhou mais de 48.000 homens americanos de 1986 a 2012. Os dados coletados no acompanhamento incluíram a ingestão de alimentos, história de câncer de pele, cor do cabelo, incidentes graves com queimaduras solares e história familiar de câncer de pele, todos estes podendo contribuir para o risco de câncer de pele.

Dos 123.000 indivíduos, todos eram de fototipo claro (brancos), o que os colocava em maior risco de câncer de pele. Entre eles, havia quase 4.000 casos de carcinoma de células escamosas durante o período de estudo.

De acordo com o estudo, os pesquisadores estavam procurando evidências de associação entre câncer de pele e ingestão de vitamina A. “A conclusão foi a de que aqueles que tiveram a maior ingestão de Vitamina A proveniente de fontes vegetais tiveram um risco 17% menor de carcinoma de células escamosas em comparação com aqueles com a menor ingestão”, afirma o médico. Na dieta, essa “ingestão maior” pode ser comparada a comer duas cenouras grandes ou uma batata-doce média cozida diariamente.

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Outra descoberta do estudo foi que a maior parte da vitamina A ingerida era proveniente de frutas e vegetais, e não de suplementos ou de produtos à base de animais. “Alimentos ricos em vitamina A incluem vegetais verdes folhosos como alface, além de cenouras e batatas-doces, e frutas como damasco ou melão. Compostos como a vitamina A, como o licopeno, foram encontrados em tomates e melancia, e também reduzem o risco de câncer de pele”, diz o médico.

A vitamina A é uma vitamina lipossolúvel que é convertida em vários retinóides, que são compostos bioativos necessários para a adequada maturação e diferenciação das células epiteliais. Formas sintéticas desses compostos são empregadas para prevenir o câncer de pele em populações de alto risco, mas têm um potencial significativo para danos. Daí o foco do estudo atual em fontes naturais de vitamina A para a quimioprevenção do câncer de pele é justificada. No estudo, a análise compensou a presença dos outros fatores de alto risco.

Mas é necessário tomar cuidado com relação à Vitamina A. O mesmo estudo também lembrou sobre a toxicidade do nutriente. “Fontes baseadas em animais e suplementos podem elevar os níveis sanguíneos de vitamina A, causando náusea, desequilíbrio do fígado, osteoporose e fratura de quadril. Na pele, pode causar ressecamento e no cabelo pode contribuir para a queda. No entanto, fontes vegetais de vitamina A geralmente não resultam em toxicidade”, lembra o médico.

“Como este estudo foi de natureza observacional, ainda é necessário um ensaio clínico randomizado com controles ou um grande estudo prospectivo para se chegar a uma conclusão quanto ao papel da vitamina A na redução do risco de câncer”, finaliza.

*Dermatologista; Diretor Clínico da Clínica Volpe (São Paulo). Formado pela Universidade de São Paulo (USP); Especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia; Membro da Sociedade Americana de Laser, da SBD e da Academia Americana de Dermatologia; Pós-graduação em Dermatocosmiatria pela FMABC; Atualização em Laser pela Harvard Medical School.

Ingerir frutas e vegetais com vitamina A reduz risco de câncer de pele sugere estudo

Segundo estudo publicado em julho no Journal of American Medical Association Dermatology, incluir uma batata-doce média ou duas cenouras cozidas diariamente na dieta reduz em até 17% o risco de câncer de pele

Muito tem se falado sobre o potencial dos alimentos no tratamento de uma série de alterações na pele, incluindo acne, rugas, dermatites, psoríase e rosácea. Mas um novo estudo da Brown University, publicado no final de julho no Journal of American Medical Association Dermatology, descobriu que a ingestão de frutas, verduras e legumes ricos em vitamina A está associada a um menor risco de um tipo comum de câncer de pele, chamado carcinoma de células escamosas.

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OrganicFacts

E nem é necessário exagerar: ingerir duas cenouras grandes ou uma batata-doce média por dia já reduz em 17% o risco de câncer de pele. “Este é o segundo tipo de câncer de pele mais comum em pessoas de pele clara. O papel da vitamina A em ajudar na renovação das células da pele é bem conhecido, mas sua utilidade na redução do risco de câncer de pele tem sido motivo de controvérsia.

O uso de protetor solar, e evitar a exposição à luz solar forte, são as principais recomendações para diminuir a incidência de câncer de pele. O atual estudo sugere que comer frutas e vegetais ricos em vitamina A pode ser outra boa maneira de diminuir esse risco”, diz o dermatologista Jardis Volpe, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia.

A pesquisa atual avaliou ingestões dietéticas de vitamina A e taxas de detecção de câncer de pele em dois grandes estudos observacionais realizados ao longo de vários anos. Os dados do Nurses ‘Health Study foram coletados de 1984 a 2012 e analisaram mais de 75.000 mulheres americanas, enquanto o Estudo de Acompanhamento de Profissionais de Saúde acompanhou mais de 48.000 homens americanos de 1986 a 2012.

Os dados coletados no acompanhamento incluíram a ingestão de alimentos, história de câncer de pele, cor do cabelo, incidentes graves com queimaduras solares e história familiar de câncer de pele, todos estes podendo contribuir para o risco de câncer de pele.

Dos 123.000 indivíduos, todos eram de fototipo claro (brancos), o que os colocava em maior risco de câncer de pele. Entre eles, havia quase 4.000 casos de carcinoma de células escamosas durante o período de estudo.

De acordo com o estudo, os pesquisadores estavam procurando evidências de associação entre câncer de pele e ingestão de vitamina A. “A conclusão foi a de que aqueles que tiveram a maior ingestão de Vitamina A proveniente de fontes vegetais tiveram um risco 17% menor de carcinoma de células escamosas em comparação com aqueles com a menor ingestão”, afirma o médico. Na dieta, essa “ingestão maior” pode ser comparada a comer duas cenouras grandes ou uma batata-doce média cozida diariamente.

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Pixabay

Outra descoberta do estudo foi que a maior parte da vitamina A ingerida era proveniente de frutas e vegetais, e não de suplementos ou de produtos à base de animais. “Alimentos ricos em vitamina A incluem vegetais verdes folhosos como alface, além de cenouras e batatas-doces, e frutas como damasco ou melão. Compostos como a vitamina A, como o licopeno, foram encontrados em tomates e melancia, e também reduzem o risco de câncer de pele. Alimentos de origem animal contendo abundante vitamina A incluem leite, fígado e peixe oleoso”, diz o médico.

A vitamina A é uma vitamina lipossolúvel que é convertida em vários retinoides, que são compostos bioativos necessários para a adequada maturação e diferenciação das células epiteliais. Formas sintéticas desses compostos são empregadas para prevenir o câncer de pele em populações de alto risco, mas têm um potencial significativo para danos. Daí o foco do estudo atual em fontes naturais de vitamina A para a quimioprevenção do câncer de pele é justificada. No estudo, a análise compensou a presença dos outros fatores de alto risco.

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Mas é necessário tomar cuidado com relação à Vitamina A. O mesmo estudo também lembrou sobre a toxicidade do nutriente. “Fontes baseadas em animais e suplementos podem elevar os níveis sanguíneos de vitamina A, causando náusea, desequilíbrio do fígado, osteoporose e fratura de quadril. Na pele, pode causar ressecamento e no cabelo pode contribuir para a queda. No entanto, fontes vegetais de vitamina A geralmente não resultam em toxicidade”, lembra o médico.

“Como este estudo foi de natureza observacional, ainda é necessário um ensaio clínico randomizado com controles ou um grande estudo prospectivo para se chegar a uma conclusão quanto ao papel da vitamina A na redução do risco de câncer”, finaliza.

Fonte: Jardis Volpe é dermatologista; Diretor Clínico da Clínica Volpe (São Paulo). Formado pela Universidade de São Paulo (USP); Especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia; Membro da Sociedade Americana de Laser, da SBD e da Academia Americana de Dermatologia; Pós-graduação em Dermatocosmiatria pela FMABC; Atualização em Laser pela Harvard Medical School.

 

O que incluir ou retirar da dieta para melhorar viço, hidratação e luminosidade da pele

Alguns alimentos, principalmente os processados, podem ‘roubar’ o viço e brilho natural da pele. Por outro lado, os alimentos in natura podem promover o reequilíbrio hídrico da pele, conferindo hidratação e mais nutrientes

Sua dieta desempenha um papel significativo na aparência da sua pele, principalmente melhorando a hidratação, o viço, a luminosidade e a defesa antioxidante contra os agentes que podem envelhecê-la. “Os alimentos que você consome regularmente definem a aparência da sua pele,

não apenas em um mês, mas também em um ou dois anos. Beber água é algo muito óbvio e algo que as pessoas esquecem também”, diz o dermatologista Jardis Volpe, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia.

Para quem quer saber o que incluir e o que parar de comer, consultamos alguns especialistas:

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Pixabay

Tenha proteína suficiente no seu cardápio: coma mais peixe, frango, nozes, ovos e produtos lácteos, como iogurte. “A proteína ajuda a manter os músculos em dia, tornando a pele mais cheia. Se você estiver procurando por uma dieta antienvelhecimento eficaz, verifique se ela contém produtos proteicos suficientes”, diz o médico.

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Adicione muitos antioxidantes também: certifique-se de consumir muitas frutas como uvas, laranjas, kiwis, ameixas pretas, cranberries, mirtilos e morangos para neutralizar os radicais livres que influenciam seu processo de envelhecimento. “Temos um sistema muito eficiente de antirradicais livres ou sistema antioxidante, e ele tem três barreiras. A primeira delas é composta pelas vitaminas, resveratrol, e tudo aquilo que já ouvimos falar sobre antioxidantes. Então pode investir no suco verde, cúrcuma, pois realmente funcionam”, afirma a cirurgiã plástica Beatriz Lassance, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e da Isaps. Uma boa dica é não investir tudo em uma fruta em particular. “Tenha uma variedade de tudo para obter diferentes tipos de antioxidantes em sua dieta. Equilíbrio é a chave”, explica Jardis.

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Açúcar demerara

Reduza o açúcar: comer açúcar não é uma boa coisa para sua saúde e aparência. “O excesso de açúcar em doces e bolos contribui para a formação de AGEs prejudiciais ao colágeno, mas também está envolvido em processos inflamatórios, como a acne”, explica Beatriz. Ao mesmo tempo, é difícil abandonar o vício em açúcar. O que fazer? Comece com um passo de cada vez. “Além de adequar o paladar, buscando consumir menos açúcar, é possível em muitas receitas substituir esse ingrediente por frutas mais doces e mel, que são fontes de vitaminas, ou versões mais ‘magras’, como o açúcar demerara ou o adoçante xylitol – também evitando o excesso”, completa a médica.

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Tenha fibra suficiente em sua dieta: coma mais vegetais, grãos integrais e feijões. “Os alimentos fibrosos são ótimos, pois ajudam na saúde digestiva. E eles são baixos em calorias. Assim, você pode comê-los mais sem se sentir pesado. Além disso, por serem mais ricos em vitaminas, eles ajudam a melhorar a hidratação e luminosidade da pele”, diz Volpe. Quais são esses alimentos ricos em fibras? Invista nas cenouras, beterrabas, couve-de-bruxelas, brócolis, alface, entre outros. “Se você quiser obter mais fibras de um determinado alimento, coma-o em uma forma completa. Por exemplo, coma uma cenoura inteira em vez de beber suco de cenoura ou comer molho de cenoura”, diz o médico.

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Afaste-se das carnes processadas: salsicha, bacon e linguiça são exemplos de carnes processadas que podem ser prejudiciais à pele. “Essas carnes são ricas em sódio e gorduras saturadas, que podem desidratar a pele e enfraquecer o colágeno, causando inflamação”, lembra Beatriz. Ou seja, elas roubam o brilho natural da sua pele, que perde viço. Esse tipo de proteína pode ser substituído por ovos e frangos ou proteínas vegetais como feijão, grão-de-bico e ervilha.

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Portanto, os médicos enfatizam o papel das mudanças saudáveis e lembram que tudo que você faz hoje para sua pele reflete mais tarde. “Busque orientação de um médico ou nutricionista caso tenha dúvidas”, finaliza Jardis.

Fontes:

Jardis Volpe: dermatologista; Diretor Clínico da Clínica Volpe (São Paulo). Formado pela Universidade de São Paulo (USP); Especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia; Membro da Sociedade Americana de Laser, da SBD e da Academia Americana de Dermatologia; Pós-graduação em Dermatocosmiatria pela FMABC; Atualização em Laser pela Harvard Medical School.

Beatriz Lassance: Cirurgiã Plástica formada na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e residência em cirurgia plástica na Faculdade de Medicina do ABC. Trabalhou no Onze Lieve Vrouwe Gusthuis – Amsterdam -NL. Membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, da International Society of Aesthetic Plastic Surgery e da American Society of Plastic Surgery. Além disso, é membro do American College of LifeStyle Medicine e do Colégio Brasileiro de Medicina do Estilo de Vida.

Demaquilantes poderosos para remover a maquiagem pesada do Halloween

Retirando a maquiagem mais resistente, produtos demaquilantes modernos ainda oferecem diversos benefícios no tratamento da pele

As festividades de Halloween, comemorado hoje, dia 31 de outubro, pede preparativos na escolha das roupas e maquiagens de efeitos especiais, como o sangue falso e a tinta branca inspirada em criaturas macabras. Mas, após a festa, como fazer para remover esse tantão de maquiagem? É aí que entram os demaquilantes.

“Este é um produto eficaz que ajuda a remover os resíduos de maquiagem e poluição, prejudiciais à pele. O melhor demaquilante é aquele no qual você não precisa fazer força para retirar a maquiagem. Em uma maquiagem mais resistente, pode ser indicado também uma boa limpeza após o uso do demaquilante para que não fique resíduos que possam causar acne”, explica Jardis Volpe, dermatologista membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia.

Confira cinco novidades poderosas para remover a maquiagem mais resistente:

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Acqua Demaquilante com Aquaporine, da Pharmapele, é um fluído demaquilante que remove efetivamente as impurezas e maquiagens à prova d’água. O produto é rico em Aquaporine, proteína que transporta água das camadas mais profundas da pele para as mais superficiais. Indicado para peles oleosas, o Acqua Demaquilante higieniza e preserva a hidratação natural da pele.

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Leite Demaquilante para peles secas e maduras com Ômega, da Pharmapele, possui ação revitalizante, antioxidante e regeneradora. A suave emulsão demaquilante retira desde maquiagens à prova d’água até impurezas mais profundas. Ideal para peles secas, a fórmula é enriquecida com Ômega e Quinoa Real, promovendo hidratação e preservando a integridade da pele. O produto limpa delicadamente, deixando uma agradável sensação de maciez e bem-estar.

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Mousse Demaquilante para peles sensíveis com Coffee Skin, da Pharmapele, remove delicadamente as impurezas e a maquiagem, preservando a integridade da pele. O produto ainda pode ser usado na área dos olhos para uma limpeza profunda e retirada de maquiagens. Sua fórmula calmante e descongestionante contém Coffee Skin, ativo extraído da semente do café, e Lactokine, uma proteína derivada do leite.

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Emulsão de Limpeza com ação demaquilante, da Buona Vita, possui fórmula multifuncional para limpeza, ação demaquilante e higienização. Sua formulação suave restabelece a pele, acentuando sua renovação. Com extrato de camomila, o produto remove impurezas e células mortas sem retirar sua proteção natural.

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Sabonete Demaquilante Onface, da Biozenthi, tem alto poder de absorção de oleosidade, limpeza e renovação da pele, devido a sua grande composição de minerais. Além disso, o produto conta com extrato de alecrim e calêndula, ajudando a controlar o processo inflamatório da acne. Elaborado para peles mistas ou oleosas, o sabonete adstringente de lama vulcânica regula a oleosidade e promove limpeza ideal, removendo também a maquiagem. O produto tem uso seguro para veganos e não contém glúten.

Fonte: Jardis Volpe é dermatologista; Diretor Clínico da Clínica Volpe (São Paulo). Formado pela Universidade de São Paulo (USP); Especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia; Membro da Sociedade Americana de Laser, da SBD e da Academia Americana de Dermatologia; Pós-graduação em Dermatocosmiatria pela FMABC; Atualização em Laser pela Harvard Medical School

Cinco hábitos que tornam sua pele ressecada, sensível e avermelhada

Dermatologista listou cinco cuidados que devemos tomar ao realizarmos certos hábitos rotineiros para evitar que nossa pele fique sensível e, consequentemente, mais suscetível ao dano de agressores externos que podem causar desde irritação e ressecamento até doenças de pele e envelhecimento precoce.

Em todo o mundo, as reclamações relacionadas à sensibilidade da pele em consultórios dermatológicos estão aumentando. Para se ter uma ideia do tamanho do problema, a plataforma de e-commerce do Reino Unido, Look Fantastic, registrou um aumento de 71% nas pesquisas por produtos de pele sensível desde o ano passado e as pesquisas do Google sobre o assunto mais do que dobraram nos últimos cinco anos em todo o planeta.

Aqui no Brasil também houve aumento nas buscas por esse tema. Mas, afinal, o que causa a pele sensível? “São muitas as causas da pele sensível. Pode ser uma característica de uma série de diferentes condições da pele, incluindo acne, rosácea e eczema, ou pode estar associada à pele ‘normal’, mas que é exposta a fatores ambientais como radiação e poluição, além de desencadeantes comuns, como certos ingredientes para o cuidado da pele”, explica o dermatologista Jardis Volpe, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia.

Além disso, alguns hábitos de nosso dia a dia também aumentam a sensibilidade de nossa pele. Porém, boa parte dos danos causados por esses hábitos rotineiros podem ser evitados através das dicas que o especialista deu abaixo. Confira:

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Não abuse do ar-condicionado e de aquecedores de ar – para grande parte das pessoas, o uso do ar-condicionado é imprescindível durante os meses mais quentes; enquanto o aquecedor é usado durante todo o período frio. Mas, de acordo com o dermatologista, é importante tomar cuidado para não abusar, pois eles reduzem a umidade do ar, tornando a pele mais sensível e ressecada. “Caso não dê para fugir do ar-condicionado ou aquecedor, é fundamental o uso de um bom hidratante, que deve ser escolhido de acordo com o seu tipo de pele e contar com ativos que promovam alta hidratação do tecido, como Hyaxel, Sculptessence, ácido lático e ureia”, destaca.

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Cuidado ao tomar banho com água quente – uma das principais causas da pele ressecada e, consequentemente, sensível e irritada, é o hábito de tomar banhos prolongados com água muito quente. Isso porque a água quente facilita a remoção da camada de gordura que protege a derme e é responsável por manter a água no tecido, tornando-a hidratada. “O ideal, então, é passar a tomar banhos mais curtos e com a temperatura da água mais próxima à da nossa pele, ou seja, entre 35 e 36 graus. Caso seja difícil, principalmente nos meses mais frios, a dica é começar com a água um pouco mais quente e ir diminuindo gradativamente até a pele acostumar”, recomenda o médico.

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Enxugue-se corretamente – segundo Volpe, é importante ser cauteloso para enxugar o rosto após o banho, pois esfregar a toalha na pele acaba tornando a região mais sensível. Prefira, então, toalhas mais macias e evite esfregar tanto. “Além disso, utilize uma toalha diferente para o rosto e para o corpo. Isso porque podem sobrar na toalha alguns resquícios de produtos que você coloca em seu corpo, como hidratantes, óleos de banho, fragrâncias e produtos capilares, que não vão bem em seu rosto, podendo, assim, obstruir os poros e causar irritações ou erupções cutâneas, ainda mais se sua pele já estiver sensibilizada”, ressalta.

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Atenção após procedimentos estéticos – “Após alguns procedimentos estéticos, como peelings, microagulhamento e depilação a laser, é completamente normal que sua pele fique um pouco mais sensível. Mas é possível evitar que o problema se agrave por meio da aplicação de produtos que ajudem a proteger e estabilizar a barreira cutânea, principalmente fotoprotetores, hidratantes e águas termais.”

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Não se exponha ao sol sem proteção – o sol é um dos principais agressores da pele, causando uma série de danos em longo prazo, incluindo câncer de pele e envelhecimento precoce. “Porém, a radiação solar também causa danos em curto prazo, levando a uma reação inflamatória na pele que a sensibiliza e faz com que perca substâncias que auxiliam na hidratação do tecido cutâneo. Como resultado, a pele torna-se avermelhada, irritada e ressecada”, alerta o especialista. Mas a boa notícia é que o uso diário de fotoprotetor previne os danos da exposição solar, tanto em curto quanto em longo prazo.

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Porém, caso você esteja sofrendo com pele sensível e avermelhada, o ideal é que você consulte um dermatologista. “‘Pele sensível’, na verdade, não é um termo definido, pois pode ter diferentes causas subjacentes que precisam de abordagens terapêuticas muito diferentes. E identificar a fonte da sensibilidade da pele é crucial para tratá-la. Dessa forma, a consulta com um profissional especializado é de extrema importância, já que apenas ele poderá diagnosticar o problema corretamente e recomendar o melhor tratamento para cada caso, inclusive com a prescrição de cápsulas que atuam na hidratação e ação anti-inflamatória de dentro para fora, como FC Oral (fosfolipídeos de caviar)”, finaliza Volpe.

Fonte: Jardis Volpe é dermatologista, Diretor Clínico da Clínica Volpe (São Paulo). Formado pela Universidade de São Paulo (USP); Especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia; Membro da Sociedade Americana de Laser, da SBD e da Academia Americana de Dermatologia; Pós-graduação em Dermatocosmiatria pela FMABC; Atualização em Laser pela Harvard Medical School.